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Festival de Cinema de Vitória 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo, protagonista do curta Umbilina e Sua Grande Rival: dois prêmios

Foram anunciados nesta quinta-feira, 24/07, em cerimônia apresentada por Bel Kutner e Higor Campagnaro, no Teatro Sesc Glória, os vencedores do Troféu Vitória da 32ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo.

A cerimônia de encerramento contou com uma emocionante homenagem a um dos maiores nomes da cultura brasileira, Ney Matogrosso. Como parte da homenagem, o artista recebeu o Troféu Vitória e o Caderno do Homenageado, publicação biográfica inédita, que trata da sua vida e trajetória profissional. Ney é um dos grandes nomes da música brasileira e da cultura nacional.

Ao longo de 50 anos de carreira solo, destacou-se também como ator no cinema e diretor de espetáculos musicais e teatrais, sempre reafirmando, por meio de sua arte, a liberdade e importância de ser quem se é. Em 2025, foi homenageado com o filme biográfico Homem com H, de Esmir Filho, visto por milhares de espectadores nos cinemas. Também nas telonas, um de seus papéis marcantes foi em Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez e Ícaro C. Martins, que foi exibido na noite de encerramento do festival, após a homenagem.

Ovacionado pelo público, subiu ao palco e discursou: “Estou feliz! Vamos seguir a história, não é isso? Para mim é uma felicidade fazer parte do cinema. Desde criança sempre fui ao cinema e ficava muito impressionado com as pessoas naquela tela. Lá dentro desejava isso. Foi para mim uma felicidade mesmo. Sou da música, mas sou do cinema também. E estou disponível para ser do cinema, desde que tenha tempo livre. Fico meio envergonhado, meio travado. Mas aceito sim, muito obrigado!”. Outro momento emocionante da noite foi quando toda a plateia colocou no rosto uma máscara que fazia alusão à maquiagem usada pelo artista na época do Secos & Molhados

Sobre os premiados: na Mostra Competitiva Nacional de Longas, o grande vencedor foi a produção goiana Mambembe, de Fabio Meira, que levou o Troféu Vitória de melhor filme pelo Júri Técnico, melhor interpretação para Índia Morena e Menção Honrosa para Madonna Show. A produção capixaba O Deserto de Akin, de Bernard Lessa, ganhou o Troféu Vitória de melhor filme pelo Júri Popular e melhor fotografia para Heloísa Machado. O longa cearense Centro Ilusão, de Pedro Diogenes, venceu o Troféu Vitória de melhor direção e roteiro. O Júri Técnico da mostra foi composto pelo ator, roteirista e diretor Heraldo de Deus, pela diretora de arte Joyce Castello e pela atriz Marcélia Cartaxo.

Na Mostra Competitiva Nacional de Curtas, o vencedor do Troféu Vitória de melhor filme pelo Júri Técnico foi a produção baiana Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu. O capixaba Sola, de Natália Dornelas, recebeu o Troféu Vitória de melhor filme pelo Júri Popular. Já o curta alagoano Entre Corpos levou os prêmios de melhor roteiro e direção para Mayra Costa. O Júri Técnico da mostra foi composto pela diretora Gabriela Gastal, pelo produtor audiovisual Izah Candido e pelo ator e cineasta Victor Di Marco, que também foram jurados da mostra Foco Capixaba

Também foram entregues o Troféu Vitória de melhor filme (Júri Popular e Júri Técnico) para os filmes que participaram das seguintes mostras: 15ª Mostra Quatro Estações, 14ª Mostra Foco Capixaba, 14ª Mostra Corsária, 12ª Mostra Outros Olhares, 10ª Mostra Cinema e Negritude, 10ª Mostra Mulheres no Cinema, 9ª Mostra Nacional de Videoclipes, 8ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental e 7ª Mostra Do Outro Lado.  

O júri do Prêmio Canal Brasil de Curtas elegeu A Invenção do Orum, de Paulo Sena, como o melhor filme da Mostra Competitiva Nacional de Curtas. A produção capixaba ganhou o Troféu Canal Brasil, além de uma premiação no valor de 15 mil reais. O time de jurados foi formado por Marília Barbosa (IstoÉ), Pâmela Ortiz (CineNinja) e Paulo Ernesto (AdoroCinema), que participaram da cobertura do 32º Festival de Cinema de Vitória

O Prêmio Sesc Glória, escolhido pela curadoria do Sesc, foi para o filme Mambembe, de Fabio Meira, exibido na Mostra Competitiva Nacional de Longas. O prêmio consiste no licenciamento por dois anos para exibição nos cinemas do Sesc Espírito Santo. O júri foi formado pelos produtores culturais Gabriel Albuquerque e Leandra Moreira.

O time de jurados desta 32ª edição do Festival de Vitória completou-se com: Ana Pessoa, Bertrand Lira e GG Fákọ̀làdé na mostra Quatro Estações; Margarita Hernández, Julia Martins e Leandra Moreira na mostra Mulheres no Cinema; Bertrand Lira, Maria Grijó e Mayra Alarcón na mostra Do Outro Lado | Cinema Fantástico; André Félix, Izah Candido e Tamyres Batista na mostra Cinema e Negritude; Bertrand Lira, Tião Xará e Margarita Hernández na Mostra Nacional de Cinema Ambiental; Murilo Abreu, Daniel Morelo e Silvana Ramalhete na Mostra Nacional de Videoclipes; Verônica Gomes, Bertrand Lira e Edson Ferreira na mostra Outros Olhares; e Julia Martins, Higor Campagnaro e Gabriele Stein na mostra Corsária

Vale destacar também que, ao longo de sua programação, o Festival de Cinema de Vitória prestou homenagem a dois grandes nomes da cultura brasileira que nos deixaram nos últimos dias: a cantora Preta Gil, que faleceu no domingo, 20/07, e foi homenageada por Silvero Pereira no palco (assista aqui); e a produtora Zita Carvalhosa, fundadora do Curta Kinoforum, que faleceu na terça-feira, 22/07. 

Conheça os vencedores do 32º Festival de Cinema de Vitória:

15ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS

Melhor Filme: Mambembe, de Fabio Meira (GO)
Melhor Filme | Júri Popular: O Deserto de Akin, de Bernard Lessa (ES)
Melhor Direção: Pedro Diogenes, por Centro Ilusão
Melhor Roteiro: Centro Ilusão, escrito por Pedro Diogenes
Melhor Fotografia: O Deserto de Akin, por Heloísa Machado
Melhor Contribuição Artística: Brasiliana: O Musical Negro que Apresentou o Brasil ao Mundo, de Joel Zito Araújo (MG)
Melhor Interpretação: Índia Morena, por Mambembe
Menção Honrosa: Madonna Show, por Mambembe

29ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS

Melhor Filme: Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
Melhor Filme | Júri Popular: Sola, de Natália Dornelas (ES)
Prêmio Especial do Júri: Fenda, de Lis Paim (CE)
Melhor Direção: Mayra Costa, por Entre Corpos
Melhor Roteiro: Entre Corpos, escrito por Mayra Costa
Melhor Fotografia: Arame Farpado, por Renato Hodja
Melhor Contribuição Artística: O Tempo é um Pássaro, de Yasmin Thayná (RJ)
Melhor Interpretação: Noélia Montanhas, por Fenda
Menção Honrosa: O Panda e o Barão, de Melina Galante (ES)

15ª MOSTRA QUATRO ESTAÇÕES
Melhor Filme: Lacraia vai Tremer, de Lá Baiano e Jadson Titanium (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: Lacraia vai Tremer, de Lá Baiano e Jadson Titanium (ES)
Menção Honrosa: 2 de Copas, de Ana Squilanti (SP)

14ª MOSTRA FOCO CAPIXABA
Melhor Filme: Castelos de Areia, de Giuliana Zamprogno (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: A Última Sala, de Gabriela Busato e Júlio Cesar (ES)

14ª MOSTRA CORSÁRIA
Melhor Filme: Cavaram uma Cova no Meu Coração, de Ulisses Arthur (AL)
Melhor Filme | Júri Popular: Cavaram uma Cova no Meu Coração, de Ulisses Arthur (AL)
Menção Honrosa: O Som do Trovão no Deserto, de Diego Zon (ES)

12ª MOSTRA OUTROS OLHARES
Melhor Filme: Guarapari Revisitada, de Adriana Jacobsen (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: Manoel Loreno: Improviso e Paixão, de Enzo Rodrigues (ES)

10ª MOSTRA MULHERES NO CINEMA
Melhor Filme: Mães, de Bruna Aguiar (RJ)
Melhor Filme | Júri Popular: Mães, de Bruna Aguiar (RJ)

10ª MOSTRA CINEMA E NEGRITUDE
Melhor Filme: O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol AÓ (BA)
Melhor Filme | Júri Popular: Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)
Menção Honrosa: Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)

9ª MOSTRA NACIONAL DE VIDEOCLIPES
Melhor Filme: humanurbano: Nóis é eternidade, de Fredone Fone (Artista: MC Fredone) (ES)
Melhor Filme | Júri PopularSanto Orixá Guerreiro, de Camila Calmon, Sabrina Repollez e Jeffão (Artista: Monique Rocha) (ES)

8ª MOSTRA NACIONAL DE CINEMA AMBIENTAL
Melhor Filme: Sobre Ruínas, de Carol Benjamin (RJ)
Melhor Filme | Júri PopularPor que Morrem os Rios?, de Dandara Rust Raposo, Luiza Piroli, Maíra Fortuna, Maria Cecília Oliveira e Vanessa Baptista Simões (ES)

7ª MOSTRA DO OUTRO LADO | CINEMA FANTÁSTICO
Melhor Filme: Umbilina e Sua Grande Rival, de Marlom Meirelles (PE/PB)
Melhor Filme | Júri Popular: Umbilina e Sua Grande Rival, de Marlom Meirelles (PE/PB)
Menção Honrosa: Encontros Sobrenaturais, de Lucas Carvalho (ES)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
A Invenção do Orum, de Paulo Sena (ES)

PRÊMIO SESC GLÓRIA
Mambembe, de Fabio Meira (GO)

Foto: Sergio Cardoso/Galpão Produções.

Festival de Cinema de Vitória 2025: Ney Matogrosso é homenageado e ovacionado pelo público

por: Cinevitor
Ney Matogrosso em Vitória: homenagem 

A última noite da 32ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo, foi marcada por muita emoção. Além da premiação, a cerimônia de encerramento contou com uma homenagem a um dos maiores nomes da cultura brasileira, Ney Matogrosso. Como parte da honraria, o artista recebeu o Troféu Vitória e o Caderno do Homenageado, publicação biográfica inédita, que trata da sua vida e trajetória profissional.

Ney é um dos grandes nomes da música brasileira e da cultura nacional. Ao longo de 50 anos de carreira solo, destacou-se também como ator no cinema e diretor de espetáculos musicais e teatrais, sempre reafirmando, por meio de sua arte, a liberdade e importância de ser quem se é. Em 2025, foi homenageado com o filme biográfico Homem com H, de Esmir Filho, visto por milhares de espectadores nos cinemas. Também nas telonas, um de seus papéis marcantes foi em Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez e Ícaro C. Martins, que foi exibido na noite de encerramento do festival, após a homenagem, que aconteceu na quinta-feira, 24/07, no Teatro Sesc Glória

Ovacionado pelo público, subiu ao palco, cumprimentou as apresentadoras Sarah Oliveira e Simone Zuccolotto e discursou: “Estou feliz! Vamos seguir a história, não é isso? Para mim é uma felicidade fazer parte do cinema. Desde criança sempre fui ao cinema e ficava muito impressionado com as pessoas naquela tela. Lá dentro desejava isso. Foi para mim uma felicidade mesmo. Sou da música, mas sou do cinema também. E estou disponível para ser do cinema, desde que tenha tempo livre. Fico meio envergonhado, meio travado. Mas aceito sim, muito obrigado!”. Outro momento marcante da noite foi quando toda a plateia colocou no rosto uma máscara que fazia alusão à maquiagem usada pelo artista na época do Secos & Molhados

Antes da homenagem, Ney Matogrosso participou de uma coletiva de imprensa, que foi realizada no período da tarde no Hotel Senac Ilha do Boi, na capital capixaba. Com mediação da jornalista e crítica de cinema Simone Zuccolotto, relembrou momentos marcantes de sua trajetória em uma conversa descontraída, que contou também com a presença da diretora Helena Ignez na plateia. 

Para celebrar esse momento, registramos os melhores momentos do bate-papo do homenageado com o público e jornalistas, além da homenagem no Teatro Sesc Glória. Na conversa, relembrou histórias divertidas do início da carreira, como: as previsões de uma cartomante, que lhe comparou à Carmen Miranda e previu seu sucesso. Falou também sobre como lida com a certeza da morte e a finitude, revelou que não fará festa para celebrar seus 84 anos no dia 1º de agosto, debateu sobre polarização política e revelou mudanças no repertório de seu show Bloco na Rua

Além disso, Ney relembrou, ao lado da amiga e diretora Helena Ignez, os bastidores das filmagens do longa Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha; falou da repercussão da cinebiografia Homem com H; e contou uma história sobre a censura durante a ditadura militar no Brasil quando recebeu a visita de censores em um show no Recife. Ao falar de seu amor pela sétima arte, revelou que frequentava as salas de cinema desde criança e que ficou encantado com a atriz francesa Françoise Arnoul no filme Os Amantes do Tejo, de Henri Verneuil, e também com a música Barco Negro, que acabou regravando anos depois. 

Aperte o play e confira os melhores momentos da coletiva de imprensa com Ney Matogrosso no 32º Festival de Cinema de Vitória e da homenagem no palco do Teatro Sesc Glória

*Clique aqui e assista nossa entrevista com Ney Matogrosso no Festival de Vitória

Fotos: Melina Furlan/Vikki Dessaune. 

53º Festival de Cinema de Gramado: conheça os longas gaúchos selecionados

por: Cinevitor
Cena do longa Rua do Pescador, nº6, de Bárbara Paz

A produção audiovisual do Rio Grande do Sul também está representada na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado com mais uma realização da Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos, realizada pelo evento em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Instituto Estadual de Cinema.

Ao todo, cinco títulos disputarão o kikito, assim como premiações em dinheiro, conforme previsto em regulamento. Marcado para acontecer entre os dias 13 e 23 de agosto, com abertura oficial no dia 15, o 53º Festival de Cinema de Gramado exibirá os longas-metragens gaúchos selecionados para a Mostra Sedac Iecine entre os dias 18 e 22, sempre às 14h, no Palácio dos Festivais. Já os vencedores serão conhecidos na sexta-feira, dia 22, durante cerimônia na programação noturna do Palácio dos Festivais.

O programador Leonardo Bomfim, a jornalista Mônica Kanitz e a cineasta Sabrina Fidalgo foram os responsáveis pela escolha dos títulos que compõem a mostra. Conheça os longas gaúchos selecionados:

Bicho Monstro,de Germano de Oliveira (Porto Alegre)
Passaporte Memória, de Decio Antunes (Porto Alegre)
Quando a Gente Menina Cresce, de Neli Mombelli (Santa Maria)
Rua do Pescador, nº6, de Bárbara Paz (Porto Alegre)
Uma em Mil, de Jonatas e Tiago Rubert (Canoas)

Primeiro longa-metragem dirigido por Germano de Oliveira, Bicho Monstro mostra um vilarejo rural em que a pequena Ana se impressiona com uma peça sobre o misterioso Thiltapes. Ao mesmo tempo, o filme também volta duzentos anos no tempo quando um botanista alemão ouve uma história sobre esse mesmo animal. Enquanto lidam com dilemas distintos, ambos perseguem a mesma criatura.

Passaporte Memória acompanha um emigrante brasileiro que vive em Paris e, após a morte da mãe, retorna à sua cidade natal e se defronta com lembranças da infância durante a ditadura militar no Brasil, repensando sua própria história. Também se trata de uma estreia na direção em longas, no caso, de Decio Antunes, diretor artístico da JogoDeCena Companhia Teatral.

Da cidade de Santa Maria vem Quando a Gente Menina Cresce, da documentarista, montadora e produtora cultural Neli Mombelli. No filme, um grupo de meninas vive a transição da infância para adolescência em uma escola pública na periferia do município. Elas têm entre 9 e 12 anos e, ao longo do ano letivo, sentem mudanças no corpo, medos, desejos e vivem a expectativa da chegada da primeira menstruação.

Radiografando acontecimentos recentes do Rio Grande do Sul, Rua do Pescador, nº6, da atriz, diretora e produtora Bárbara Paz, traz para a tela as memórias de vidas marcadas pelas enchentes no Estado. Após a baixa das águas, a equipe do longa saiu em busca de histórias, memórias após o fim, encontrando uma comunidade ribeirinha profundamente afetada.

Representando Canoas, Uma em Mil é dirigido por dois irmãos: Jonatas e Tiago Rubert, e o mais jovem tem Síndrome de Down, tema que o documentário explora a partir da ideia de que uma em mil são as chances de uma pessoa nascer com a síndrome. Juntos, os dois tentam entender por que um deles nunca trocou uma lâmpada na vida e acabam descobrindo o que a invenção do rádio tem a ver com a invenção da escada. “Isso mesmo, este não é um filme normal”, avisam os realizadores.

Para a comissão de seleção, os cinco filmes transitam entre “a fabulação e o mistério, a própria realização de um filme, a delicadeza extremamente política, a urgência de um momento do Rio Grande do Sul e momentos históricos distintos colocados em diálogo”. Todas as cinco obras são inéditas no Rio Grande do Sul, fazendo sua estreia em solo gaúcho diretamente no Festival de Cinema de Gramado. As sessões da Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos são abertas ao público, com entrada franca.

Foto: Bruno Polidoro.

Festival de Toronto 2025 anuncia novos filmes; coprodução brasileira é selecionada

por: Cinevitor
Cena do colombiano Noviembre, de Tomás Corredor: coprodução brasileira

A 50ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de setembro, revelou os títulos selecionados para as mostras Discovery, que traz cineastas em seus primeiros filmes, e Midnight Madness, com sessões na madrugada que destacam o que há de melhor e mais bizarro no gênero contemporâneo e no cinema de choque. 

Na mostra Discovery, o cineasta colombiano Tomás Corredor apresenta o drama Noviembre, protagonizado por Natalia Reyes e Santiago Alarcón. O filme é uma coprodução entre Colômbia, México, Noruega e Brasil (pela produtora gaúcha Vulcana Filmes, com Jéssica Luz e Paola Wink). Os brasileiros Bruno Carboni (montagem), Toco Cerqueira (mixagem de som), Mariá Portugal (trilha sonora original), Gabriela Stein (assistente de pós-produção), Gabriel Alvim (coordenador de pós-produção), Henrique Fernandes (efeitos visuais), Fabian Gamarra (coordenador de pós-produção), João Paulo Geraldo (colorista), Daniel Sasso (editor de som) e Pedro Valadão (coordenador de pós-produção) também fazem parte da equipe. 

Com roteiro de Tomás Corredor, Jorge Goldenberg, Iana Cossoy Paro e Xenia Rivery, o filme apresenta um relato dramatizado do Cerco ao Palácio de Justiça, na Colômbia, em 1985, e combina elementos fictícios com imagens históricas explorando temas de crença, turbulência e trauma nacional. 

A sinopse diz: 6 de novembro de 1985, Bogotá, Colômbia. Apenas uma hora após a tomada do Palácio da Justiça, a resposta do exército começa a frustrar os planos da guerrilha M-19 de tomar o prédio e iniciar um julgamento contra o presidente por descumprimento dos tratados de paz. Em meio ao combate, um pequeno grupo de insurgentes se refugia em um banheiro. Alguns civis, presos e confinados com o pequeno grupo guerrilheiro, devem suportar, por quase 27 horas, a brutalidade do fogo cruzado entre seus captores e o exército estadual em um confronto do qual optam por não participar.

Conheça os novos filmes selecionados para o 50º Festival de Toronto

DISCOVERY

100 Sunset, de Kunsang Kyirong (Canadá)
Amoeba, de Siyou Tan (Singapura/Holanda/França/Espanha/Coreia do Sul)
As We Breathe, de Şeyhmus Altun (Turquia/Dinamarca)
Babystar, de Joscha Bongard (Alemanha)
Bayaan, de Bikas Ranjan Mishra (Índia)
Dinner With Friends, de Sasha Leigh Henry (Canadá)
Egghead Republic, de Pella Kågerman e Hugo Lilja (Suécia)
Forastera, de Lucía Aleñar Iglesias (Espanha/Itália/Suécia)
Ghost School, de Seemab Gul (Paquistão)
Julian, de Cato Kusters (Bélgica/Holanda)
Laundry, de Zamo Mkhwanazi (Suíça/África do Sul)
Little Lorraine, de Andy Hines (Canadá)
Maddie’s Secret, de John Early (EUA)
Mārama, de Taratoa Stappard (Nova Zelândia)
Nika & Madison, de Eva Thomas (Canadá)
Noviembre, de Tomás Corredor (Colômbia/México/Brasil/Noruega)
Oca, de Karla Badillo (México/Argentina)
Our Father, de Goran Stankovic (Sérvia/Itália/Croácia/Macedônia do Norte/Montenegro/Bósnia e Herzegovina)
Out Standing, de Mélanie Charbonneau (Canadá)
Retreat, de Ted Evans (Reino Unido)
Sink, de Zain Duraie (Jordânia/Arábia Saudita/Qatar/França)
The Man in My Basement, de Nadia Latif (Reino Unido/EUA)
The Son and the Sea, de Stroma Cairns (Reino Unido)

MIDNIGHT MADNESS

Dead Lover, de Grace Glowicki (Canadá) (filme de encerramento)
Dust Bunny, de Bryan Fuller (EUA)
Fuck My Son!, de Todd Rohal (EUA)
Junk World, de Takahide Hori (Japão)
Karmadonna, de Aleksandar Radivojević (Sérvia)
Nirvanna the Band the Show the Movie, de Matt Johnson (Canadá) (filme de abertura)
Normal, de Ben Wheatley (EUA/Canadá)
Obsession, de Curry Barker (EUA)
The Furious, de Kenji Tanigaki (Hong Kong/China)
The Napa Boys, de Nick Corirossi (EUA)

Foto: Divulgação/Burning.

Giornate degli Autori 2025: conheça os filmes selecionados para mostra paralela do Festival de Veneza

por: Cinevitor
Cena de Memory of Princess Mumbi, de Damien Hauser 

Criada em 2004, a Giornate degli Autori, mostra paralela ao Festival Internacional de Cinema de Veneza, foi inspirada na Quinzena dos Realizadores, de Cannes, com o objetivo de chamar a atenção para um cinema de alta qualidade, sem qualquer tipo de restrição, e com um cuidado especial em inovação, pesquisa, originalidade e independência.

Nesta 22ª edição, que acontecerá entre os dias 27 de agosto e 6 de setembro, o cineasta norueguês Dag Johan Haugerud, que recentemente foi premiado em Berlim com o Urso de Ouro por Drømmer, será o presidente do júri. O diretor, que foi consagrado nesta mostra em 2019 com Nossas Crianças, disse em comunicado oficial: “Estou emocionado e entusiasmado por ter recebido a honrosa tarefa de presidir o júri deste ano da Giornate degli Autori, que é muito especial para mim com sua programação apaixonada e seletiva, e pelo fato de selecionar apenas dez filmes com especial cuidado pela inovação, originalidade e independência. Arte, literatura e cinema são mais importantes do que nunca, representam uma oportunidade para a reflexão intelectual e política e, com sorte, uma expansão dos sentidos. Dessa forma, o cinema tem a capacidade de promover mudanças, tanto no nível individual quanto na sociedade como um todo. Com isso em mente, é com grande expectativa que aguardo a programação deste ano”

Gaia Furrer, diretora artística da Giornate degli Autori, comentou a parceria com Dag Johan Haugerud: “Estamos realmente felizes em anunciar Dag Johan Haugerud como nosso presidente do júri. Ao recebê-lo de volta, seis anos após a memorável estreia de Nossas Crianças, nos maravilhamos com a evolução de um cineasta cuja trilogia Sexo, Amor e Sonhos recebeu o reconhecimento do Urso de Ouro na Berlinale. Seu cinema é atemporal e, ainda assim, profundamente contemporâneo, enraizado em um profundo interesse filosófico por tudo o que nos torna humanos; nossas aspirações, vulnerabilidades e deficiências. O estilo distinto de Haugerud é de uma complexidade terna, que é a melhor resposta para remendar as arestas desgastadas da era em que vivemos”

Francesco Ranieri Martinotti, presidente da Giornate degli Autori, e Giorgio Gosetti, coordenador geral, também se pronunciaram sobre o presidente do júri: “Estamos felizes em iniciar um novo ciclo que se baseia no espaço incomparável de liberdade e vitalidade criativa que, nos últimos anos, caracterizou a singularidade da nossa seção independente no Festival de Cinema de Veneza. Sua confirmação e fidelidade à nossa ideia de cinema demonstram claramente como a Giornate se tornou uma realidade compartilhada, onde cineastas se provam, reafirmam suas identidades e redescobrem a alegria de união em torno de uma paixão comum”. Além de Dag Johan Haugerud, o júri contará também com: Francesca Andreoli, Lina Soualem, Josh Siegel e Sofian El Fani

A seleção oficial da 22ª edição da Giornate degli Autori apresenta filmes de sensibilidade artística com urgência de contar o tempo em que vivemos. Todos os títulos são estreias mundiais e, juntos, formam uma janela para o mundo que transportará os amantes do cinema para vinte países e culturas diferentes (incluindo a Itália) que podem se orgulhar de uma variedade notável de estilos e linguagens cinematográficas. 

Conheça os filmes selecionados para a mostra Giornate degli Autori 2025:

SELEÇÃO OFICIAL

A Sad and Beautiful World, de Cyril Aris (Líbano/EUA/Alemanha/Arábia Saudita/Qatar)
Anoche conquisté Tebas, de Gabriel Azorín (Espanha/Portugal)
Arkoudotrypa, de Stergios Dinopoulos e Krysianna B. Papadakis (Grécia)
Daroon-e Amir, de Amir Azizi (Irã)
La gioia, de Nicolangelo Gelormini (Itália)
Memory of Princess Mumbi, de Damien Hauser (Quênia/Suíça)
Memory, de Vladlena Sandu (França/Holanda) (filme de abertura)
Past Future Continuous, de Morteza Ahmadvand e Firouzeh Khosrovani (Irã/Noruega/Itália)
Short Summer, de Nastia Korkia (Alemanha/França/Sérvia)
Vainilla, de Mayra Hermosillo (México)

EVENTI SPECIALI

Come ti muovi, sbagli, de Gianni Di Gregorio (Itália) (filme de encerramento)
Do You Love Me, de Lana Daher (França/Líbano/Alemanha/Qatar)
Écrire la vie: Annie Ernaux racontée par des lycéennes et des lycéens, de Claire Simon (França)
Il Quieto Vivere, de Gianluca Matarrese (Itália/Suíça)
Lagūna, de Sharunas Bartas (Lituânia/França)
Qui vit encore, de Nicolas Wadimoff (Suíça)

NOTTI VENEZIANE

6:06, de Tekla Taidelli (Itália/Portugal)
Amata, de Elisa Amoruso (Itália)
Confiteor: Come scoprii che non avrei fatto la Rivoluzione, de Bonifacio Angius (Itália/Polônia)
Dom, de Massimiliano Battistella (Itália/Bósnia e Herzegovina)
Film di Stato, de Roland Sejko (Itália)
Indietro così!, de Antonio Morabito (Itália)
Life beyond the Pine Curtain: l’America degli invisibili, de Giovanni Troilo (Itália)
Toni, mio padre, de Anna Negri (Itália)
Una cosa vicina, de Loris G. Nese (Itália)

MIU MIU WOMEN’S TALES
Autobiografia di una Borsetta, de Joanna Hogg (Itália)

Foto: Divulgação.

Monsieur Aznavour

por: Cinevitor

Direção: Mehdi Idir e Grand Corps Malade

Elenco: Tahar Rahim, Bastien Bouillon, Marie-Julie Baup, Camille Moutawakil, Narine Grigoryan, Hovnatan Avédikian, Ella Pellegrini, Petra Silander, Luc Antoni, Nicolas Chupin, Norvan Avedissian, Aaliyah Kerekdjian, Tigran Mekhitarian, Gulia Avetisyan, Philippe Berodot, Victoria Colinet-Wendland, Paul Deby, Isabelle Brignoli, Candice Pascal, Annie Mercier, David Houri, Benjamin Clery, Jérémie Petrus, David Faure, Matilda Marty-Giraut, Chloé François, Virginie Georges, Elisabeth Duda, Dominique Engelhardt, Maxime d’Aboville, Saverio Maligno, Dimitri Michelsen, Etienne Guillou-Kervern, Laura Lieblein Adam, Yvo Muller, Sharon Mann, Aurélien Lorgnier, Christian Bordeleau, Serge Postigo, Charlotte Morel, Anne-Julie Proulx, Vincent Ropion, Charlotte Agrès, Lionel Cecilio, Julien Campani, Roxane Barazzuol, François Perache, Maud Jurez, Van Balian, Florent Chesné, Arthur Verret, Thomas Michaut, Marion Limosin, Victor Meutelet, Cecile Auxire-Marmouget, Jowee Omicil, Rupert Wynne-James, Romy Pointet, Kolia Abiteboul, Padrig Vion, Christophe Favre, Anaëlle Molinario, Mélinée Balkis, Lemmy Constantine, Rabah Nait Oufella, Moussa Mansaly, Jean-Bohémond Leguay, Alexis Desprez, Thomas Garcia, Tiffany Hofstetter, Aaron Kahn, Cyrus Khodaveisi, Remy Laquittant, Thibault Maunoury, Ivan Rangelov, Thibaut Rostan, Anaïs Spinelli-Herry.

Ano: 2024

Sinopse: De uma infância pobre à sua ascensão e fama, de seus triunfos a seus fracassos, de Paris a Nova Iorque, descubra a jornada excepcional de um artista. Íntimo, intenso, frágil e indestrutível, dedicado à sua arte até o fim, aqui está um dos cantores mais imortais de todos os tempos: Charles Aznavour.

Nota do CINEVITOR:

Festival de Toronto 2025: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, é selecionado

por: Cinevitor
Maria Fernanda Cândido em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho

A 50ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de setembro, divulgou os títulos selecionados para as mostras Galas, Special Presentations e Platform, que contará com nomes como Chloé Zhao, Edward Berger, Gus Van Sant, Scarlett Johansson, Baz Luhrmann, Guillermo del Toro, Jafar Panahi, Joachim Trier, Ildikó Enyedi, entre muitos outros. 

Nesta edição comemorativa, que celebra os 50 anos do festival canadense, o cinema brasileiro ganha destaque com O Agente Secreto, sexto longa de Kleber Mendonça Filho, recentemente premiado em Cannes. O filme, que será exibido na mostra Special Presentations, é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes

O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes, Robson Andrade e Tânia Maria.

As filmagens ocorreram em junho, julho e agosto de 2024 no Recife, Brasília e em São Paulo. O trabalho de montagem foi realizado durante oito meses por Eduardo Serrano e Matheus Farias. A direção de arte é de Thales Junqueira; o figurino é assinado por Rita Azevedo. A direção de fotografia é de Evgenia Alexandrova.

As mostras Galas e Special Presentations do Festival de Toronto celebram o melhor do cinema contemporâneo em todos os gêneros e estilos, de todos os cantos do mundo. Neste ano, o TIFF exibirá filmes de mais de 30 países que apresentam narrativas ousadas, perspectivas globais e o poder do cinema para conectar públicos de diferentes culturas.

Enquanto isso, a mostra competitiva Platform preza pela visão ousada da direção e pela narrativa singular. A programação, organizada por Robyn Citizen, oferece ao público um primeiro vislumbre de algumas das vozes cinematográficas mais cativantes em ascensão. A edição deste ano apresenta dez filmes, de 19 países, de cineastas em início e meio de carreira prontos para a estreia mundial. O júri será presidido por Carlos Marqués-Marcet, cineasta espanhol, e contará também com: Marianne Jean-Baptiste, atriz britânica de origem santa-lucense; e Chloé Robichaud, cineasta canadense.

Conheça os primeiros filmes selecionados para o 50º Festival de Toronto:

GALAS 2025

Adulthood, de Alex Winter (EUA)
Deux pianos (Two Pianos), de Arnaud Desplechin (França)
Driver’s Ed, de Bobby Farrelly (EUA)
Eleanor the Great, de Scarlett Johansson (EUA)
Eternity, de David Freyne (EUA)
Fuze, de David Mackenzie (Reino Unido)
Glenrothan, de Brian Cox (Reino Unido)
Good Fortune, de Aziz Ansari (EUA)
Hamnet, de Chloé Zhao (Reino Unido)
Homebound, de Neeraj Ghaywan (Índia)
John Candy: I Like Me, de Colin Hanks (EUA) (filme de abertura)
Lilith Fair: Building a Mystery, de Ally Pankiw (Canadá)
Nuremberg, de James Vanderbilt (EUA)
Palestine 36, de Annemarie Jacir (Palestina/Reino Unido/França/Dinamarca/Qatar/Arábia Saudita/Jordânia)
Peak Everything (Amour Apocalypse), de Anne Émond (Canadá) (filme de encerramento)
Roofman, de Derek Cianfrance (EUA)
She Has No Name, de Peter Ho-Sun Chan (Hong Kong/China)
Sholay, de Ramesh Sippy (50th Anniversary Restoration) (Índia)
Swiped, de Rachel Lee Goldenberg (EUA)
The Choral, de Nicholas Hytner (Reino Unido)
Vie privée (A Private Life), de Rebecca Zlotowski (França)

SPECIAL PRESENTATIONS 2025

A Pale View of Hills (Tôi yama-nami no hikari), de Kei Ishikawa (Japão/Reino Unido/Polônia)
A Poet, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)
Bad Apples, de Jonatan Etzler (Reino Unido)
Ballad of a Small Player, de Edward Berger (Reino Unido)
California Schemin’, de James McAvoy (Reino Unido/EUA)
Calle Malaga, de Maryam Touzani (Marrocos/França/Espanha/Alemanha/Bélgica)
Charlie Harper, de Tom Dean e Mac Eldridge (EUA)
Christy, de David Michôd (EUA)
Couture, de Alice Winocour (EUA/França)
Dead Man’s Wire, de Gus Van Sant (EUA)
Degrassi: Whatever It Takes, de Lisa Rideout (Canadá)
Easy’s Waltz, de Nic Pizzolatto (EUA)
El cautivo (The Captive), de Alejandro Amenábar (Espanha/Itália)
EPiC: Elvis Presley in Concert, de Baz Luhrmann (Austrália/EUA)
Eternal Return, de Yaniv Raz (Reino Unido/EUA)
Frankenstein, de Guillermo del Toro (EUA)
Franz, de Agnieszka Holland (República Tcheca/Alemanha/Polônia)
Good News (Gut Nuiuseu), de Byun Sung-hyun (Coreia do Sul)
Hedda, de Nia DaCosta (EUA)
If I Had Legs I’d Kick You, de Mary Bronstein (EUA)
It Was Just an Accident (Yek tasadef sadeh), de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo)
It Would Be Night in Caracas, de Mariana Rondón e Marité Ugás (México)
Kokuho, de Lee Sang-il (Japão)
Ky Nam Inn, de Leon Le (Vietnã)
Lovely Day, de Philippe Falardeau (Canadá)
Meadowlarks, de Tasha Hubbard (Canadá)
Mile End Kicks, de Chandler Levack (Canadá)
Monkey in a Cage, de Anurag Kashyap (Índia)
Nouvelle Vague, de Richard Linklater (França)
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil/França/Holanda/Alemanha)
Poetic License, de Maude Apatow (EUA)
Primavera, de Damiano Michieletto (Itália/França)
Project Y, de Lee Hwan (Coreia do Sul)
Rental Family, de Hikari (EUA/Japão)
Rose of Nevada, de Mark Jenkin (Reino Unido)
Sacrifice, de Romain Gavras (Reino Unido/Grécia)
Scarlet, de Mamoru Hosoda (Japão)
Sentimental Value (Affeksjonsverdi), de Joachim Trier (Noruega/França/Dinamarca/Alemanha/Suécia/Reino Unido)
Silent Friend, de Ildikó Enyedi (Alemanha/Hungria/França)
Sirāt, de Óliver Laxe (França/Espanha)
Sound of Falling (In die Sonne schauen), de Mascha Schilinski (Alemanha)
Steal Away, de Clement Virgo (Canadá/Bélgica)
The Christophers, de Steven Soderbergh (Reino Unido)
The Lost Bus, de Paul Greengrass (EUA)
The Smashing Machine, de Benny Safdie (EUA)
The Testament of Ann Lee, de Mona Fastvold (Reino Unido)
The Ugly, de Yeon Sang-ho (Coreia do Sul)
Train Dreams, de Clint Bentley (EUA)
Tre Ciotole (Three Goodbyes), de Isabel Coixet (Itália/Espanha)
Tuner, de Daniel Roher (EUA)
Uiksaringitara (Wrong Husband), de Zacharias Kunuk (Canadá)
Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery, de Rian Johnson (EUA)
You Had to Be There: How the Toronto Godspell Ignited the Comedy Revolution…, de Nick Davis (EUA)

PLATFORM

Between Dreams and Hope, de Farnoosh Samadi (Irã)
Bouchra, de Orian Barki e Meriem Bennani (Itália/Marrocos/EUA)
Hen, de György Pálfi (Alemanha/Grécia/Hungria)
Las Corrientes (The Currents), de Milagros Mumenthaler (Suíça/Argentina)
Nino, de Pauline Loquès (França)
Sk+te’kmujue’katik (At the Place of Ghosts), de Bretten Hannam (Canadá/Bélgica)
Steve, de Tim Mielants (Irlanda/Reino Unido) (filme de abertura)
The World of Love, de Yoon Ga-eun (Coreia do Sul)
To The Victory!, de Valentyn Vasyanovych (Ucrânia/Lituânia)
Winter of the Crow, de Kasia Adamik (Polônia/Luxemburgo/Reino Unido)

Foto: Divulgação/CinemaScópio Produções.

Festival de Cinema de Veneza 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Oscar Isaac em Frankenstein, de Guillermo del Toro: filme em competição

A 82ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 27 de agosto e 6 de setembro, revelou, nesta terça-feira, 22/07, em uma coletiva de imprensa comandada por Pietrangelo Buttafuoco e Alberto Barbera, a lista completa com os filmes selecionados para este ano.

Na Competição Internacional, que traz 21 títulos na disputa pelo Leão de Ouro, prêmio máximo do evento, nomes consagrados se destacam, como: Kathryn Bigelow, que já foi premiada com Guerra ao Terror; Yorgos Lanthimos, que foi consagrado com Pobres Criaturas e premiado com A Favorita e Alpes; Guillermo Del Toro, vencedor do Leão de Ouro com A Forma da Água; Noah Baumbach, que exibiu História de um Casamento e foi premiado com Ruído Branco; François Ozon, que já passou com O Amor em 5 Tempos, Potiche: Esposa Troféu e Frantz; entre muitos outros. 

Como já anunciado anteriormente, o cineasta e roteirista americano Alexander Payne será o presidente do Júri Internacional da Competição, que contará também com a atriz brasileira Fernanda Torres, que passou pelo festival italiano no ano passado com o consagrado Ainda Estou Aqui, de Walter Salles

Para esta edição, 4.580 títulos foram inscritos; 1.936 longas-metragens e 2.353 curtas. Ao total, 66,35% eram filmes dirigidos por homens, 32,7% por mulheres e 1,38% de outros gêneros. 

O cinema brasileiro, infelizmente, não aparece com nenhum filme em competição. Porém, na mostra Venice Immersive, a produção The Midnight Walk, de Klaus Lyngeled e Olov Redmalm, uma coprodução entre Suécia, Brasil e Índia, foi selecionada, fora de competição, para a seção Best of Experiences

Conheça os filmes selecionados para o 82º Festival de Veneza:

VENEZIA 82 | COMPETIÇÃO

A House of Dynamite, de Kathryn Bigelow (EUA)
À pied d’œuvre, de Valérie Donzelli (França)
Bugonia, de Yorgos Lanthimos (Reino Unido)
Duse, de Pietro Marcello (Itália)
Elisa, de Leonardo Di Costanzo (Itália/Suíça)
Eojjeol suga eopda (No Other Choice), de Park Chan-wook (Coreia do Sul)
Father Mother Sister Brother, de Jim Jarmusch (EUA/Irlanda/França)
Frankenstein, de Guillermo del Toro (EUA)
Jay Kelly, de Noah Baumbach (EUA/Reino Unido/Itália)
L’étranger (The Stranger), de François Ozon (França)
La Grazia, de Paolo Sorrentino (Itália) (filme de abertura)
Nühai (Girl), de Shu Qi (Taiwan)
Orphan, de László Nemes (Hungria/Reino Unido/Alemanha/França)
Ri gua zhong tian (Sun rises on us all), de Cai Shangjun (China)
Silent Friend, de Ildikó Enyedi (Alemanha/França/Hungria)
Sotto le nuvole, de Gianfranco Rosi (Itália)
The Smashing Machine, de Benny Safdie (Canadá/EUA/Japão)
The Testament of Ann Lee, de Mona Fastvold (Reino Unido)
The Voice of Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania (Tunísia/França)
The Wizard of the Kremlin, de Olivier Assayas (França)
Un film fatto per Bene, de Franco Maresco (Itália)

ORIZZONTI | COMPETIÇÃO

Barrio triste, de Stillz (Colômbia/EUA)
Dinți de lapte (Milk Teeth), de Mihai Mincan (Romênia/França/Dinamarca/Grécia/Bulgária)
En el camino, de David Pablos (México/França)
Estrany riu (Strange River), de Jaume Claret Muxart (Espanha/Alemanha)
Funeral Casino Blues, de Roderick Warich (Alemanha)
Grand Ciel, de Akihiro Hata (França/Luxemburgo)
Harà Watan (Lost Land), de Akio Fujimoto (Japão/França/Malásia/Alemanha)
Hiedra, de Ana Cristina Barragan (Equador/México/França/Espanha)
Human Resource, de Nawapol Thamrongrattanarit (Tailândia)
Il rapimento di Arabella, de Carolina Cavalli (Itália)
Komedie elahi (Divine Comedy), de Ali Asgari (Irã/Itália/França/Alemanha/Turquia)
Late Fame, de Kent Jones (EUA)
Mother, de Teona Strugar Mitevska (Bélgica/Macedônia do Norte/Suécia/Dinamarca/Bósnia e Herzegovina)
Otec (Father), de Tereza Nvotová (Eslováquia/República Tcheca/Polônia)
Pin de Fartie, de Alejo Moguillansky (Argentina)
Rose of Nevada, de Mark Jenkin (Reino Unido)
Songs of Forgotten Trees, de Anuparna Roy (Índia)
The Souffleur, de Gastón Solnicki (Áustria/Argentina)
Un anno di scuola, de Laura Samani (Itália/França)

ORIZZONTI | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO

Coyotes, de Said Zagha (Palestina/França/Jordânia/Reino Unido)
El origen del mundo (The origin of the world), de Jazmin Lopez (Argentina)
Je crois entendre encore (I hear it still), de Constance Bonnot (França)
Kushta Mayn, la mia Costantinopoli, de Nicolò Folin (Itália)
La ligne de vie (The Lifeline), de Hugo Becker (França)
Lion Rock, de Nick Mayow e Prisca Bouchet (Nova Zelândia)
Merrimundi, de Niles Atallah (Chile)
Nedostupni (Unavailable), de Kyrylo Zemlyanyi (Ucrânia/França/Bélgica/Bulgária/Holanda)
Norheimsund, de Ana Alpizar (Cuba/EUA)
Saint Siméon, de Olubunmi Ogunsola (Nigéria)
Tang lang (Praying mantis), de Joe Hsieh e Yonfan (Taiwan/Hong Kong)
The Curfew, de Shehrezad Maher (EUA)
Utan Kelly (Without Kelly), de Lovisa Sirén (Suécia)
You jian chui yan (A Soil A Culture A River A People), de Viv Li (Alemanha/Bélgica/China)

ORIZZONTI | CURTA-METRAGEM | FORA DE COMPETIÇÃO

Rukeli, de Alessandro Rak (Itália/Suécia)

ORIZZONTI | Cortometraggi Omaggio alla Scuola di Cinema | A Wave in the Ocean | AWITO

A Very Good Boy, de Samuel Te Kani (Nova Zelândia)
Girl Time, de Eleanor Bishop (Nova Zelândia)
In Conversation with Jack Maurer, de Hash Perambalam (Nova Zelândia)
Kurī, de Ana Chaya Scotney (Nova Zelândia)
Socks, de Todd Karehana (Nova Zelândia)
The Brightness, de Freya Silas Finch (Nova Zelândia)
The Girl Next Door, de Mingjian Cui (Nova Zelândia)

VENEZIA SPOTLIGHT

À bras-le-corps (Silent rebellion), de Marie-Elsa Sgualdo (Suíça/França/Bélgica)
Ammazzare stanca, de Daniele Vicari (Itália)
Calle Malaga, de Maryam Touzani (Marrocos/França/Espanha/Alemanha/Bélgica)
Hijra, de Shahad Ameen (Arábia Saudita/Iraque/Egito/Reino Unido)
La hija de la española (It Would Be Night in Caracas), de Mariana Rondón e Marité Ugás (México/Venezuela)
Made in EU, de Stephan Komandarev (Bulgária/Alemanha/República Tcheca)
Motor City, de Potsy Ponciroli (EUA)
Un cabo suelto (A Loose End), de Daniel Hendler (Uruguai/Argentina/Espanha)

FORA DE COMPETIÇÃO | FICÇÃO

After the Hunt, de Luca Guadagnino (EUA)
Boşluğa xütbə (Sermon to the Void), de Hilal Baydarov (Azerbaijão/México/Turquia)
Chien 51, de Cédric Jimenez (França)
Dead Man’s Wire, de Gus Van Sant (EUA)
Den Sidste Viking (The Last Viking), de Anders Thomas Jensen (Dinamarca/Suécia)
Hateshinaki Scarlet, de Mamoro Hosoda (Japão)
Il Maestro, de Andrea Di Stefano (Itália)
In the Hand of Dante, de Julian Schnabel (EUA/Itália)
L’isola di Andrea, de Antonio Capuano (Itália)
La valle dei sorrisi, de Paolo Strippoli (Itália/Eslovênia)
Orfeo, de Virgilio Villoresi (Itália)

FORA DE COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIO

Baba wa al-Qadhafi (My Father and Qaddafi), de Jihan K (EUA/Líbia)
Broken English, de Jane Pollard e Iain Forsyth (Reino Unido)
Cover-up, de Laura Poitras e Mark Obenhaus (EUA)
Director’s Diary, de Alexandr Sokurov (Rússia/Itália)
Ferdinando Scianna: Il fotografo dell’ombra, de Roberto Andò (Itália)
Ghost Elephants, de Werner Herzog (EUA)
Hui jia (Back Home), de Tsai Ming-liang (Taiwan)
I diari di Angela: Noi due cineasti. Capitolo terzo, de Yervant Gianikian e Angela Ricci Lucchi (Itália)
Kabul, Between Prayers, de Aboozar Amini (Holanda/Bélgica)
Kim Novak’s Vertigo, de Alexandre Philippe (EUA)
Marc by Sofia, de Sofia Coppola (EUA)
Nuestra Tierra, de Lucrecia Martel (Argentina/EUA/México/França/Holanda/Dinamarca)
Remake, de Ross McElwee (EUA)
The Tale of Silyan, de Tamara Kotevska (Macedônia do Norte)
Zapiski Nastoyashego Prestupnika (Notes of a true criminal), de Alexander Rodnyansky e Andriy Alferov (Ucrânia/EUA)

FORA DE COMPETIÇÃO | ESPECIAL | CINEMA & MÚSICA 

Francesco De Gregori Nevergreen, de Stefano Pistolini (Itália)
Newport and The Great Folk Dream, de Robert Gordon (EUA)
Nino. 18 giorni, de Toni D’Angelo (Itália)
Piero Pelù. Rumore dentro, de Francesco Fei (Itália)

FORA DE COMPETIÇÃO | SÉRIES

Etty, de Hagai Levi (França/Alemanha/Holanda)
Il mostro, de Stefano Sollima (Itália)
Portobello, de Marco Bellocchio (Itália/França)
Un prophète: La série, de Enrico Maria Artale (França)

FORA DE COMPETIÇÃO | CURTA-METRAGEM

Boomerang Atomic, de Rachid Bouchareb (França)
How to shoot a ghost, de Charlie Kaufman (EUA/Grécia)
Origin, de Yann Arthus-Bertrand (França)

VENICE CLASSICS

Àiqíng wànsuì (Vive l’amour), de Tsai Ming-Liang (1994) (Taiwan)
Alucinação Sensual (Kagi), de Kon Ichikawa (1959) (Japão)
Aniki-Bóbó, de Manoel de Oliveira (1942) (Portugal)
Bashu, O Pequeno Estrangeiro (Bashu gharibeh kouchak), de Bahram Beyzai (1989) (Irã)
Cais das Sombras (Le quai des brumes), de Marcel Carné (1938) (França)
Casei Contigo para Me Divertir (Ti ho sposato per allegria), de Luciano Salce (1967) (Itália)
Dois Acres de Terra (Do bigha zamin), de Bimal Roy (1953) (Índia)
Kwaidan: As Quatro Faces do Medo (Kaidan), de Masaki Kobayashi (1965) (Japão)
Lolita, de Stanley Kubrick (1962) (EUA)
Marca do Renegado (Mark of the Renegade), de Hugo Fregonese (1951) (EUA)
Matador, de Pedro Almodóvar (1986) (Espanha)
Minha Rainha (Queen Kelly), de Eric von Stroheim (1929) (EUA)
O Delinquente Delicado (The Delicate Delinquent), de Don McGuire (1957) (EUA)
O Demônio e o Dr. Hichcock (Lo spettro), de Riccardo Freda (1963) (Itália)
O Magnífico Traído (Il magnifico cornuto), de Antonio Pietrangeli (1964) (Itália/França)
Os Indomáveis (3:10 to Yuma), de Delmer Daves (1957) (EUA)
Roma às 11 Horas (Roma ore 11), de Giuseppe De Santis (1952) (Itália)
Sangue do Meu Sangue (House of Strangers), de Joseph L. Mankiewicz (1949) (EUA)
Sorte Cega (Przypadek), de Krzysztof Kieślowski (1981) (Polônia)

VENICE CLASSICS | DOCUMENTÁRIOS

Boorman and the Devil, de David Kittredge (EUA)
Elvira Notari: oltre il silenzio, de Valerio Ciriaci (Itália/EUA)
Holofiction, de Michal Kosakowski (Alemanha/Áustria)
Louis Malle, le révolté, de Claire Duguet (França)
Mata Hari, de Joe Beshenkovsky e James A. Smith (EUA)
Megadoc, de Mike Figgis (EUA)
Memoria de los olvidados (Memory of the Forgotten), de Javier Espada (Espanha/México/EUA)
Sangre Del Toro, de Yves Montmayeur (França/Reino Unido)
The Ozu Diaries, de Daniel Raim (EUA)

Foto: Ken Woroner/Netflix.

Indie 2025 anuncia seleção com 38 filmes; festival acontecerá em Belo Horizonte

por: Cinevitor
Andrés Roca Rey no documentário Tardes de soledad, de Albert Serra

O Indie Festival foi criado em 2001, em Belo Horizonte, Minas Gerais, com a missão de levar o cinema independente internacional ao maior público possível no Brasil. O festival visa fornecer uma alternativa cultural à experiência do cinema comercial, apoiar cineastas independentes e promover a arte do cinema.

A 22ª edição acontecerá na capital mineira entre os dias 7 e 13 de agosto em dois cinemas de rua da cidade: Cine Belas Artes e Centro Cultural Unimed-BH Minas. A programação exibirá 38 filmes, de 19 países, em 53 sessões de cinema, com entrada franca. O Indie quer celebrar o cinema, o contemporâneo, o cult, o clássico e, principalmente, sua história e seu público.

A mostra principal chamada apenas Cinema é como um guia que contém os filmes que deveríamos assistir (ou rever) para reafirmar nosso compromisso com o cinema, com o espaço das salas de exibição ou mesmo para formar nossa bagagem cinematográfica. Afinal, o que é o cinema para você? A mostra traz algumas obras-primas fundamentais, apostas em novos diretores, últimos filmes de cineastas já conhecidos, um pouco de curtas, um pouco de filmes brasileiros. O público vai poder ver: a obra-prima de Chantal Akerman, Jeanne Dielman; dois filmes do gênio David Lynch; uma obra seminal do cinema negro americano, O Matador de Ovelhas, de Charles Burnett; um filme que fez uma sessão histórica no Indie, O Cavalo de Turim, do Béla Tarr; do diretor Hong Sang-Soo, sempre presente no Indie, será exibido seu segundo filme, A Virgem Desnudada por seus Celibatários; e a cópia restaurada do cult japonês Linda Linda Linda, de Nobuhiro Yamashita, que completa 20 anos.

Junto aos clássicos, o cinema contemporâneo marca presença com o adorável Volvéreis, do espanhol Jonás Trueba, premiado na Quinzena de Cineastas, em Cannes; uma nova diretora argentina Silvina Schnicer, em uma coprodução com o Brasil em O Sítio; uma história baseada no genial fotógrafo japonês Masahisa Fukase em Corvos, de Mark Gill; o belíssimo Fogo do Vento da diretora portuguesa Marta Mateus e exibido em Locarno; e dois diretores que já tiveram retrospectiva no Indie: o último do catalão Albert Serra com Tardes de Solidão, grande vencedor da Concha de Ouro no Festival de San Sebastián; e do lituano Sharunas Bartas, De volta à Casa, exibido em Roterdã

O cinema brasileiro completa a mostra Cinema com dois longas e quatro curtas de diretores mineiros. O teatro, a política e a luta em Deuses da Peste, de Gabriela Luíza e Tiago Mata Machado, premiado na Mostra Tiradentes; e o documentário de Ursula Rösele com depoimentos de sete mulheres acerca do que calaram na vida em Abre Alas. E ainda mais quatro curtas: Mãe do Ouro, de Maick Hannder, exibido e premiado no Festival de Brasília; O Lado de Fora Fica Aqui Dentro, de Larissa Barbosa, indicado ao Prêmio Grande Otelo; Você Lembra, de Victória Morais; e Quando disse adeus achei que tivesse ido, de Juliana Magalhães.

Os norte-americanos vistos pelo olhar estrangeiro de um italiano: o Indie Festival 2025 traz como retrospectiva a obra do diretor italiano Roberto Minervini. Com títulos que combinam elementos dramatizados e observacionais, é considerado um dos mais importantes documentaristas narrativos do cinema contemporâneo. Minervini durante sete anos realizou a trilogia texana: The Passage, Low Tide e Stop The Pounding Heart, com filmes centrados nas comunidades rurais do sul dos Estados Unidos. Em 2015, se muda para a Louisiana onde realiza The Other Side, que estreou no Festival de Cannes de 2015 na mostra Un Certain Regard, e What You Gonna Do When the World’s on Fire?, que disputou o Leão de Ouro em Veneza, abordando o domínio político da sociedade americana e a injustiça social. Já em 2024 realizou a ficção Os Malditos, que lhe rendeu o prêmio de melhor direção na Un Certain Regard em Cannes, sobre uma tropa de voluntários enviada para patrulhar uma região nunca antes explorada em plena Guerra Civil Americana.

A segunda retrospectiva é uma comemoração. Há 27 anos, a produtora mineira Zeta Filmes vem criando festivais como Fluxus, projetos de itinerância, instalações e distribuindo filmes nos cinemas comerciais, além de ser a realizadora do Indie. A criação dos festivais e o projeto de distribuição sempre foram complementares, ambos com o objetivo de formação de público e de apresentar e valorizar o cinema autoral. Nesta celebração, a Zeta escolheu 12 títulos consagrados para a retrospectiva. E mais: o Indie traz também dois filmes com recursos de acessibilidade com Libras, audiodescrição e legenda descritiva: O que está por vir, de Mia Hansen-Løve, e Tangerine, de Sean Baker.

Conheça os filmes selecionados para o Indie Festival 2025:

MOSTRA CINEMA

A Virgem Desnudada por seus Celibatários (Oh! Soo-jung), de Hong Sang-soo (2000) (Coreia do Sul)
Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive), de David Lynch (2001) (EUA)
Corvos (Ravens), de Mark Gill (2024) (França/Japão/Espanha/Bélgica) 
De Volta à Casa (Back to the Family), de Sharunas Bartas (2025) (Lituânia/França/Polônia/Letônia)
Felizes Juntos (Chun gwong ja sit), de Wong Kar-Wai (1997) (Hong Kong)
Fogo do Vento, de Marta Mateus (2024) (Portugal/Suíça/França)
Jeanne Dielman, 23, quai du Commerce, 1080 Bruxelles, de Chantal Akerman (1975) (Bélgica/França)
Linda Linda Linda, de Nobuhiro Yamashita (2005) (Japão)
O Cavalo de Turim (A torinói ló), de Béla Tarr (2011) (Hungria/França/Alemanha/Suíça/EUA)
O Matador de Ovelhas (Killer of Sheep), de Charles Burnett (1977) (EUA)
O Sítio (La quinta), de Silvina Schnicer (2024) (Argentina/Brasil/Chile/Espanha)
Tardes de Solidão (Tardes de soledad), de Albert Serra (2024) (Espanha/França/Portugal)
Veludo Azul (Blue Velvet), de David Lynch (1986) (EUA)
Volveréis, de Jonás Trueba (2024) (Espanha/França)

MOSTRA CINEMA INDIE MINAS | LONGAS

Abre Alas, de Ursula Rösele (MG)
Deuses da Peste, de Gabriela Luíza e Tiago Mata Machado (SP/MG)

MOSTRA CINEMA INDIE MINAS | CURTAS

Mãe do Ouro, de Maick Hannder
O Lado de Fora Fica Aqui Dentro, de Larissa Barbosa
Quando Disse Adeus Achei que Tivesse Ido, de Juliana Magalhães
Você Lembra, de Victória Morais

RETROSPECTIVA ROBERTO MINERVINI

A Passagem (The Passage), de Roberto Minervini (2011) (EUA/Bélgica) 
Acalme Esse Coração Inquieto (Stop The Pounding Heart), de Roberto Minervini (2013) (Itália/Bélgica/EUA)
Maré Baixa (Low Tide), de Roberto Minervini (2012) (Itália/EUA)
O Outro Lado (The Other Side), de Roberto Minervini (2015) (Itália/França)
O Que Você Irá Fazer Quando o Mundo Estiver em Chamas? (What You Gonna Do When the World’s on Fire?), de Roberto Minervini (2019) (Itália/EUA/França)
Os Malditos (The Damned), de Roberto Minervini (2024) (Itália/EUA/Bélgica/Canadá)

RETROSPECTIVA ZETA 27 anos

E Então Nós Dançamos (And Then We Danced), de Levan Akin (2019) (Suécia/Geórgia/Alemanha/França)
EO, de Jerzy Skolimowski (2022) (Polônia/Itália)
Ida, de Paweł Pawlikowski (2013) (Polônia/Dinamarca)
Longa Jornada Noite Adentro (Diqiu zuihou de yewan), de Bi Gan (2018) (China/França)
Misericórdia (Miséricorde), de Alain Guiraudie (2024) (França/Espanha/Portugal)
Na Ventania (Risttuules), de Martti Helde (2014) (Estônia)
O Acontecimento (L’événement), de Audrey Diwan (2021) (França)
O que Está por Vir (L’avenir), de Mia Hansen-Løve (2016) (França)
Tangerine, de Sean Baker (2015) (EUA)
Tempo Suspenso (Hors du Temps), de Olivier Assayas (2024) (França)
Um Elefante Sentado Quieto (Da xiang xidi erzuo), de Hu Bo (2018) (China)
Vitalina Varela, de Pedro Costa (2019) (Portugal)

Foto: Artur Tort Pujol.

32º Festival de Cinema de Vitória começa com homenagem para Verônica Gomes e filmes capixabas

por: Cinevitor
Verônica Gomes: homenageada capixaba

A 32ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo, começou neste sábado, 19/07, no Teatro Sesc Glória, em cerimônia apresentada pelos atores Lucas Leto e Thardelly Lima

Entre convidados especiais e discursos, Larissa Caus Delbone, diretora executiva do Festival de Cinema de Vitória, deu boas-vindas ao público: “É um imenso prazer começar essa 32ª edição do Festival do Cinema de Vitória em um momento tão maravilhoso para o cinema brasileiro. O momento em que a gente entende que a emoção que é exibida na tela também movimenta a economia. A emoção que é exibida na tela também faz parte de um ecossistema de produtos que o Brasil tem o maior orgulho de exportar”

A programação seguiu com a exibição dos curtas-metragens em competição da mostra Foco Capixaba, dedicada a títulos produzidos no Espírito Santo. Foram exibidos: A Última Sala, de Gabriela Busato e Júlio Cesar; Castelos de Areia, de Giuliana Zamprogno; Nosso Tempo a Sós, de Júlio Costa; e Os Cravos, de Renan Amaral. Além disso, o também capixaba O Deserto de Akin, de Bernard Lessa, abriu a Mostra Competitiva Nacional de Longas

A noite de abertura do Festival de Cinema de Vitória 2025 também foi marcada por emoções com a homenagem para a atriz diretora, produtora e ativista capixaba Verônica Gomes. Natural de Aracruz e com quase 40 anos de atuação artística, possui uma trajetória expressiva nos palcos e, nos últimos anos, no audiovisual, além de ser uma presença de destaque na militância cultural capixaba.

A dança, a poesia e o teatro estão presentes em sua vida desde a adolescência. Em 1986, estreou profissionalmente nos palcos com A Gang do Beijo, de José Louzeiro, mesmo período em que cursou Jornalismo. Verônica possui uma vasta carreira no teatro. Entre seus trabalhos, estão: Eu Sou Vida, Eu Não Sou Morte (1987); Auto de Frei Pedro Palácios (1987); O Riso (1988), dirigidos por César Huapaya; e Negritude (1988), com direção de Vera Viana. Além desses, atuou em Grades Suspensas (1996); Palhaço (1996); A Mulher que Matou os Peixes (1996); Caso Herzog (2000); Uma Casa Brasileira com Certeza (2001); Os Tipos Populares de Vitória (2013); O Mistério da Casa Amarela (2015 e 2017), entre várias outras peças.

A homenageada e seus familiares no palco do Sesc Glória 

No cinema, a Homenageada Capixaba do Festival de Vitória atuou como uma das protagonistas do longa-metragem Margeado, de Diego Zon, que foi exibido na programação deste ano. Atrás das câmeras, foi produtora de elenco e figuração, além de segunda assistente de direção de Sérgio Rezende no longa-metragem Lamarca. Mas, Verônica estreou no audiovisual como atriz ainda nos anos 2000, no curta-metragem Ciclo da Paixão, de Luiz Tadeu Teixeira, e retornou aos sets de filmagem em 2004, interpretando a viúva Dona Ana, em Insurreição de Queimado, de João Carlos Coutinho. Atuou também em Cais dos Cães, de Marcos Veronese, Uma Faca só Lâmina, de Luiz Carlos Lacerda, Não Deixa Cair, de Luiz Will Gama, e deu vida à enfermeira Norma no premiado longa-metragem Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira.

No palco do Teatro Sesc Glória, recebeu o troféu das mãos de familiares, foi ovacionada pelo público e discursou: “Ai, que emoção, gente. Primeiro quero pedir a bênção ao meu pai Romualdo e minha mãe Ofélia, que onde estão, estão me abençoando aqui. Dele, um bisneto de escravizado e dela, uma bisneta de indígena, nasceu essa figura aqui, Verônica Gomes, juntamente com mais oito irmãos”

E continuou seu discurso: “Agradeço a todos vocês que estão aqui. Estou muito honrada com essa homenagem. Eu tenho muito carinho por esse festival. Muito. Eu vi esse festival nascer desde a primeira edição e sempre acompanho e valorizo a cada ano”

Aplaudida pelo público, Verônica finalizou: “As pessoas perguntam qual a importância desse reconhecimento para mim. Eu costumo falar: é um sentimento muito verdadeiro que eu trago comigo. Essa homenagem não é só minha. Não é demagogia nenhuma. Porque eu sempre procurei cuidar do artista. Além de ser atriz, eu também sou produtora. E eu sempre quis cuidar. Essa homenagem é porque eu sempre tive esses artistas perto de mim, trabalhando comigo”

Além de ser essa prolífera artista, Verônica Gomes tem sua trajetória marcada pela constante luta pelos avanços das políticas públicas no setor das artes cênicas, com importante participação na fundação e gestão do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado no Espírito Santo (Sated) e integrando o Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo.

A programação do 32º Festival de Cinema de Vitória segue até 24 de julho com 90 filmes selecionados, sendo 85 curtas e cinco longas-metragens, que apresentam um recorte da produção audiovisual brasileira contemporânea

Fotos: Melina Furlan/Vikki Dessaune.

19º For Rainbow: conheça os filmes selecionados para o Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero

por: Cinevitor
Gabriela Grigolom no longa Nem Toda História de Amor Acaba em Morte

A 19ª edição do For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero, reconhecido internacionalmente como um referencial cultural na seara LGBTQIA+, acontecerá entre os dias 22 e 29 de agosto em Fortaleza, no Ceará, no mês da visibilidade lésbica

Neste ano, 29 filmes foram selecionados para suas mostras competitivas internacionais. Entre curtas e longas-metragens, foram inscritos 1.508 títulos, originários de 90 países. Deste montante, a Comissão de Seleção escolheu sete longas e 22 curtas para disputarem o Troféu Elke Maravilha.

Dos longas-metragens selecionados, cinco são brasileiros; a seleção completa-se com produções da Colômbia e Líbano. Já entre os curtas, 14 são nacionais: Rio de Janeiro e São Paulo lideram o ranking de selecionados por estado, com quatro filmes cada. Em segundo lugar, um empate: Bahia e Ceará, com duas produções cada um. Um filme do Pará e outro do Rio Grande do Sul completam o time brasileiro. Já entre os concorrentes internacionais têm um filme argentino, um filipino, um hispano-alemão, um italiano, um francês e um turco. 

A Comissão de Seleção foi formada por: Galba Gogóia, roteirista, atriz e diretora pernambucana radicada no Rio de Janeiro; Layla Braz, produtora, produtora executiva e curadora de mostras e festivais de cinema; e Sunny Maia, roteirista, realizador audiovisual, diretor de fotografia e montador cearense.

Além da competição, o For Rainbow, que acontecerá no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, exibirá também mostras especiais e realizará diversas atividades formativas. Toda a programação será gratuita e com acessibilidade garantida.

Conheça os filmes selecionados para o For Rainbow 2025:

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL DE LONGAS-METRAGENS

Apenas Coisas Boas, de Daniel Nolasco (Brasil/GO)
As Primeiras, de Adriana Yañez (Brasil/SP)
Brigitte’s Planet B, de Santiago Posada (Colômbia)
Explode São Paulo, Gil, de Maria Clara Escobar (Brasil/SP)
Meu Nome é Agnes (Call Me Agnes), de Daniel Donato (Holanda)
Nem Toda História de Amor Acaba em Morte, de Bruno Costa (Brasil/PR)
Salomé, de André Antônio (Brasil/PE)
Tripoli/A Tale of Three Cities, de Raed Rafei (Líbano)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS BRASIL

Americana, de Agarb Braga (PA)
Carne Fresca, de Giovani Barros (RJ)
Cidade by Motoboy, de Mariana Vita (SP)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Corpo Aberto, de João Victor Borges e Will Domingos (RJ)
Fronteriza, de Rosa Caldeira e Nay Mendl (SP)
Noroeste: Quem Nasce Tempestade, Não Tem Medo de Vento Forte, de Cibele Appes (SP)
Peixe Morto, de João Fontenele (CE)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Rose e Maria, de Magi do Carmo (CE)
Se Eu Tô Aqui é Por Mistério, de Clari Ribeiro (RJ)
Tigrezza, de Vinicius Eliziário (BA)
VBP (Vacas Brancas Preguiçosas), de Asaph Luccas (SP)
Zagêro, de Victor Di Marco e Marcio Picoli (RS)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS MUNDO

Billi il Cowboy, de Fede Gianni (Itália)
Buena Vida Y Poca Vergüenza, de Ana Colato e Guadalupe Sanz (Argentina)
El Mártir, de Alejandro Mathé (Alemanha/Espanha)
Gigi, de Cynthia Calvi (França)
Merhaba Anne, Benim, Lou Lou, de Atakan Yilmaz (Turquia)
Mlekołak, de Jakub Kostewicz (Polônia)
Prom Queer, de Dylan Margerette Fiona De Asis Cerio (Filipinas)
Unfulfilled Dreams, de Shwe Yee Oo (Myanmar)

MOSTRA CEARENSE

Arcad’água, de Paulo Carter (Fortaleza)
Estrangeiro, de Edigar Martins (Caucaia)
Ninguém na Família Nunca Morreu de Amor, de Mayra Sena Fernandes (Fortaleza)
Olho Vivo, de Jéssica Teixeira e João Fontenele (Fortaleza)
Para Além do Banco Rosa, de Idell Andrade (Itapipoca)
Poesia no Vinho de Seus Lábios, de Matheus Monteiro (Fortaleza)
Ponte Metálica, de Felipe Bruno e Wes Maria (Fortaleza)
Que a Morte Esteja Convosco, de Cézanne Bertrand Cance (Fortaleza)
Quebramar, de Carol Honor e Lucas Ranyere (Fortaleza)
Rainha do Milho, de Eduardo Bruno (Fortaleza)
Só de Calcinha, de Luiza Nobel; dirigido por Amorfas (Fortaleza)
Tiramisù, de Leônidas Oliveira (Aracati) 
Transdermal, de Garu Pirani (Fortaleza)

MOSTRA FEMININO PLURAL

Anastácia, de Lilih Curi (BA)
Busco-me, de Maria C. Ortiz, Suelen Rodrigues, Felipe Chiaretti e Santiago Mendez (PR)
Fizzing, de Eleanor Capaldi (Reino Unido)
Kotowari, de Coralie Watanabe Prosper (França)
Lucía Quema el Puente, de Marcia Roldán (Colômbia)
Sappho, de Rosana Urbes (SP)
Se Precisar de Algo, de Mariana Cabra (SP)
The Art of Making The Simple, Complicated, de Karla Enriquieta Noriega e Maria Jose Noriega (México)
Velcro, de Carol Lima e Renata Pimentel (PE)

MOSTRA DUPLO ORGULHO

Amma’s Pride, de Shiva Krish (Índia)
Being Mon, de May Thyn Kyi (Myanmar)
In Nilè, de Jener Mendes e Deko Alves (BA)
Inithey Aarambam (Sweet Beginning), de Amal Allesse (Índia)
Nhandê, de Begê Muniz e Elisa Telles (AM)
Rainha, de Raul de Lima (PA)

FILMES CONVIDADOS

Carlinha e André, de Ricky Mastro (SP)
Secundária, de Amanda Pontes e Michelline Helena (CE) 

Foto: Divulgação/Beija Flor Filmes. 

Festival de Veneza 2025: Fernanda Torres é confirmada no júri internacional

por: Cinevitor
Fernanda Torres: de volta ao Festival de Veneza 

Depois de anunciar o cineasta e roteirista americano Alexander Payne como presidente do Júri Internacional da Competição, a 82ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 27 de agosto e 6 de setembro, acaba de revelar os nomes que completam o time de jurados.

Como de costume, personalidades do cinema internacional terão a missão de escolher o grande vencedor do Leão de Ouro, além de outros prêmios. São eles: a atriz brasileira Fernanda Torres, indicada ao Oscar e que no ano passado exibiu no evento o consagrado Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, que levou o prêmio de melhor roteiro; Stéphane Brizé, diretor e roteirista francês; Maura Delpero, cineasta italiana, que na edição passada recebeu o Grande Prêmio do Júri por Vermiglio: A Noiva da Montanha; Cristian Mungiu, diretor romeno; Mohammad Rasoulof, cineasta iraniano, que foi indicado ao Oscar neste ano com A Semente do Fruto Sagrado; e Zhao Tao, consagrada atriz chinesa. 

Além disso, o Festival de Veneza também anunciou que a cineasta francesa Julia Ducournau será presidente do júri da mostra Orizzonti. O time se completa com: Yuri Ancarani, videoartista italiano; Fernando Enrique Juan Lima, crítico de cinema argentino; Shannon Murphy, diretora australiana de TV, teatro e cinema, que passou por Veneza com Babyteeth; e RaMell Ross, cineasta americano, que foi indicado ao Oscar por O Reformatório Nickel e Hale County This Morning, This Evening

Já o Prêmio Luigi De Laurentiis, Leão do Futuro, que será entregue a um filme de estreia, contará com a cineasta escocesa Charlotte Wells, de Aftersun, como presidente do júri. O time de jurados será formado por: Erige Sehiri, cineasta franco-tunisiana; e Silvio Soldini, diretor italiano. 

Foto: Fiorenzo De Luca.