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O Novelo

por: Cinevitor

Direção: Cláudia Pinheiro

Elenco: Nando Cunha, Rocco Pitanga, Sérgio Menezes, Rogério Brito, Sidney Santiago Kuanza, Isabél Zuaa, André Ramiro, Graça Andrade, Gustavo Bispo, Ligia Botelho, Ana Campos, Carol Castro, Heloísa Cintra, Lara Córdula, Vitor Alves da Silva, Thomas Fidelis, Michel Gomes, Pedro Guilherme, Joel Honorato, Thais Lago, Miguel Lucca, Fernando Lufer, Lorena Nunes, Caio Oliveira, Caio Patrício, Kaik Pereira, Giselle Prattes, Sophia Ramos, Guilherme Rodio, David Wendefilm.

Ano: 2021

Sinopse: Cinco irmãos são abandonados pelo pai e, após a morte prematura da mãe, acabam sendo criados pelo irmão mais velho. Um dia, já adultos, eles recebem a notícia de que um homem em coma em uma UTI pode ser o pai que os deixou. Na sala de espera do hospital, eles mergulham em conflitos e memórias e, através do tricô aprendido na infância, restabelecem o vínculo fraterno enquanto o estado do homem piora. Baseado na peça homônima de Nanna de Castro.

*Filme visto no 49º Festival de Cinema de Gramado.

*Clique aqui e leia a matéria especial sobre o filme em Gramado.

Nota do CINEVITOR:

Deserto Particular

por: Cinevitor

Direção: Aly Muritiba

Elenco: Antonio Saboia, Pedro Fasanaro, Thomás Aquino, Cynthia Senek, Luthero Almeida, Laila Garin, Sandro Guerra, Otavio Linhares, Zezita Matos.

Ano: 2021

Sinopse: Daniel é um policial exemplar, mas acaba cometendo um erro que coloca em risco sua carreira e sua honra. Quando nada mais parece o prender em Curitiba, ele parte em busca de Sara, uma mulher com quem se relaciona virtualmente.

*Filme visto na 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

XVII Panorama Internacional Coisa de Cinema: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Patricia Saravy em A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga.

A 17ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema, que acontecerá entre os dias 1 e 8 de dezembro, marca o retorno às sessões presenciais no Cine Metha – Glauber Rocha, em Salvador, mas também mantém a exibição on-line de quase toda a sua programação, que conta ainda com oficinas e debates.

“Ficamos confinados, mas já está na hora de retomarmos, aos poucos, nossas atividades pela cidade. Ir ao cinema, sobretudo a um cinema de rua, é se encontrar com a nossa cidade, ver o rosto das pessoas, conversar sobre filmes, sobre a vida”, disse Cláudio Marques, idealizador e um dos coordenadores do Panorama. Ele reforça que todos os protocolos vigentes de prevenção da Covid-19 serão adotados.

As obras selecionadas para o Panorama serão exibidas nas competitivas Nacional, Baiana e Internacional, em mostras paralelas e nas sessões de abertura e encerramento. São cerca de 80 produções, entre longas, médias e curtas-metragens. Na Competitiva Baiana, 25 filmes de diferentes formatos, gêneros e estilos, oferecem um cenário do cinema realizado nos últimos dois anos. A mostra é composta por 20 curtas e 5 longas. A Internacional reúne seis longas e 12 curtas produzidos em 26 países dos cinco continentes, trazendo a Salvador filmes inéditos.

Para dar início à programação, no dia 1º de dezembro será exibido o clássico Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha (1964). Lançando um olhar sobre vários tipos de opressão, o longa foi escolhido para evidenciar o cinema como veículo e objeto de resistência. A rosácea da fachada do Cine Metha – Glauber Rocha foi desenvolvida por Rogério Duarte para a identidade visual do filme: “É um símbolo do cinema brasileiro, de sua força e importância”, reforça Marília Hughes, coordenadora do festival.

Uma homenagem ao centenário do sambista baiano Riachão, morto em março do ano passado, marcará o encerramento do XVII Panorama, dia 8 de dezembro, quando Jorge Alfredo apresentará o documentário Samba Riachão, dirigido por ele há 20 anos, em horário a definir. O diretor conversará com o público ao final da sessão.

Também haverá debate com o diretor após a exibição de O Pai da Rita, novo longa de Joel Zito Araújo, o outro filme de encerramento do festival. Na produção, dois compositores da velha guarda da Vai-Vai, Escola de Samba de São Paulo, têm a amizade estremecida pelo surgimento da filha de uma antiga paixão de ambos, a passista Rita.

Pelo segundo ano consecutivo, o festival realiza o Panorama Convida, que trará Pela Janela, de Caroline Leone, vencedor da categoria de melhor filme no festival em 2017. A produção convidada pela diretora é Baronesa, de Juliana Antunes, contemplado com o prêmio Indie Lisboa na mesma edição. Os dois filmes não serão exibidos no cinema, somente no site.

Os cineastas John Carpenter e Alain Gomis serão homenageados no festival, com a exibição de três filmes realizados por Carpenter entre 1978 e 1987 e duas obras de Gomis lançadas na década de 2010. A mostra Alain Gomis será realizada com apoio cultural do Consulado Geral da França. O Panorama inclui ainda sessões especiais com Deus tem AIDS, de Fábio Leal e Gustavo Vinagre, e NŨHŨ YÃG MŨ YÕG HÃM: Essa Terra é Nossa!, de Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero.

As sessões especiais e as mostras dos homenageados irão acontecer apenas presencialmente, assim como o lançamento do livro Pó da estrada: escritos de João Carlos Sampaio, publicação organizada por Tais Bichara e Flávia Santana, com curadoria de críticas de João Paulo Barreto e Rafael Carvalho. Falecido em 2014, João Carlos foi o primeiro a ministrar oficinas de crítica no Panorama.

Nesta edição, a oficina de Crítica de Cinema será mantida no formato on-line e ministrada pela vice-presidente da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, Amanda Aouad. O modelo virtual também permanece nos laboratórios de roteiro e montagem. As três atividades têm acesso gratuito e seus participantes já foram selecionados.

Conheça os filmes selecionados para o XVII Panorama Internacional Coisa de Cinema:

COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS-METRAGENS

5 Casas, de Bruno Gularte Barreto
A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga
A Matéria Noturna, de Bernard Lessa
Edna, de Eryk Rocha
Madalena, de Madiano Marcheti
Mata, de Fábio Nascimento e Ingrid Fadnes
Os Ossos da Saudade, de Marcos Pimentel
Receba!, de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna

COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS-METRAGENS

1325 Quilômetros 227 Dias, de Gustavo de Almeida e Vítor Teixeira
Alágbedé, de Safira Moreira
Angustura, de Caio Sales
As Vezes que Não Estou Lá, de Dandara de Morais
Céu de Agosto, de Jasmin Tenucci
Como Respirar Fora D’água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros
Estio_rito em Lapso, de Alana Falcão, Melissa Figueiredo e Neemias Santana
Eu Espero o Dia da Nossa Independência, de Brunna Laboissiére e Bruna Carvalho Almeida
Fragmentos de Gondwana, de Adalberto Oliveira
Hawalari, de Cássio Domingos
Matança Popular Brasileira, de Bianca Rêgo
Memórias Perdidas, de Sabrina Andrade
Os Dias com Você, de Letícia Cristina e Luan Santos
Perto de Você, de Cássio Kelm
Prata, de Lucas Melo
Sideral, de Carlos Segundo
Terra Nova, de Diego Bauer

COMPETITIVA BAIANA | LONGAS

Açucena, de Isaac Donato e Marília Vin
Àkàrà no fogo da intolerância, de Claudia Chávez
Genocídio e Movimentos, de Andreia Beatriz, Hamilton Borges dos Santos e Luis Carlos de Alencar
Nós, de Letícia Simões
Qual a cor do trem?, de Rodrigo Carvalho e Deniere Rocha

COMPETITIVA BAIANA | CURTAS

Adé, de Marcelo Ricardo
Afeminados, de Charles Morais
Casa de Farinha, de Saulo Sâncio
CEGO_CIDADE, de Kauan Oliveira
Gelo na Chapa – O Terceiro Olho que o Fantasma me Deu, de Ramon Mota Coutinho
Iauaraete, de Xan Marçall
In-passe, de Claudio Machado e Henrique Filho
Mãe Solo, de Camila de Moraes
Mamãe!, de Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter
Maria Quitéria Honra e Glória, de Antonio Jesus da Silva
Meia Lata D’água ou Lagarto Camuflado, de Plínio Gomes
O Último Grão de Areia, de Marcos Alexandre
Palhaços do Rio Vermelho – O Curta, de Lilih Curi
Pele Manchada, de Victor Mota
Quantos Mais?, de Lucas de Jesus
Quilombo Corcovado, de Rafael Lage
Redundância, de Wayner Tristao Gonçalves
Um Transe de Dez Milésimos de Segundo, de Jamile Cazumbá
Via Láctea, de Thiago Almasy
Voyá, de Fanny Oliveira

SESSÕES ESPECIAIS

Deus Tem AIDS, de Fábio Leal e Gustavo Vinagre
NŨHŨ YÃG MŨ YÕG HÃM: Essa Terra é Nossa!, de Carolina Canguçu, Roberto Romero, Isael Maxakali e Sueli Maxakali

PANORAMA CONVIDA

Baronesa, de Juliana Antunes
Pela Janela, de Caroline Leone

Clique aqui e confira a programação completa de todas as mostras.

Foto: Divulgação.

Ciranda de Filmes anuncia sétima edição com programação on-line e gratuita

por: Cinevitor
Luiz Carlos Vasconcelos em Filho de Boi, de Haroldo Borges e Ernesto Molinero.

A sétima edição da Ciranda de Filmes acontecerá entre os dias 26 de novembro e 10 de dezembro com programação on-line e gratuita. A mostra referência em infância, juventude, arte e educação terá exibição de filmes, uma oficina e cinco rodas de conversa.

Em 2021, a Ciranda é realizada em parceria com o Itaú Cultural, que acolhe desde setembro a Ocupação Paulo Freire, em homenagem ao centenário do educador e patrono da educação brasileira.

Neste ano, além das produções criadas por profissionais do audiovisual, a grande novidade é a estreia da 1ª Mostra Escola Cirandeira, que convida professores e educadores, de diferentes lugares do Brasil a exibirem vídeos que revelem seus olhares e práticas sobre infância, juventude, ensino e aprendizagem; e que relações e trocas são estabelecidas com os alunos em diversos contextos: escolas das redes pública e particular de ensino, escolas de arte, espaços culturais e centros de cultura popular, coletivos, bibliotecas, projetos sociais, entre outros espaços de aprendizagem.

Já a seleção de filmes desta edição assumiu uma versão compacta e, tendo como premissa a valorização e disseminação da filmografia brasileira, buscou compor um repertório que amplie a nossa percepção e visão sobre as diversas conexões com os possíveis e incontáveis legados freireanos.

Três documentários traçam um panorama da educação brasileira hoje, retratando e refletindo sobre os desafios e as ações de sucesso: Pro Dia Nascer Feliz e Atravessa a Vida, de João Jardim, e o mais recente lançamento de Alexandre Carvalho: A Quem Interessa a Ignorância?. Dirigido por Jorge Bodanzky, Utopia e Distopia visita um projeto de educação universitária em Brasília, nos anos 1960, sonhado por Paulo Freire e seus companheiros, Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, também educadores visionários. No filme, vemos uma universidade aberta, que revolucionou não apenas na arquitetura estimulante para o convívio social, mas também na proposta pedagógica.

Do inédito nos cinemas Filho de Boi, de Haroldo Borges e Ernesto Molinero, passando pela poesia imagética em forma de animação O Menino que Engoliu o Sol, de Patricia Alves Dias, os documentários Entremarés, de Anna Andrade, Chão, de Camila Freitas, Meu Nome é Daniel, de Daniel Gonçalves, até o tocante e histórico Central do Brasil, de Walter Salles, entre outros, os filmes apresentados nesta edição buscam a conexão das experiências e pensamentos de Paulo Freire com as questões urgentes do nosso tempo.

Completam a seleção de títulos as produções: 5 Vezes Chico – O Velho e Sua Gente; A Sússia; Augusto Boal e o Teatro do Oprimido; Eu Preciso Destas Palavras Escritas; Fonemas da Liberdade; Infância Falada; Mutum; Você Não Sabia de Mim; e Yaõkwa: Imagem e Memória.

Além dos filmes, a Ciranda tem uma programação paralela com cinco Rodas de Conversa e uma oficina para crianças e adolescentes, que conta com a participação de profissionais da educação e da cultura que vão debater e refletir junto ao público as temáticas apresentadas na mostra, em diálogo com a produção cinematográfica e os pensamentos do homenageado desta edição, Paulo Freire.

Os filmes serão exibidos gratuitamente, um por dia, na plataforma Itaú Cultura Play. Para chegar até eles, basta acessar o site da Ciranda, onde toda a programação estará reunida. As vivências e conversas serão transmitidas no canal do YouTube da Ciranda.

Idealizada por Fernanda Heinz Figueiredo e Patrícia Durães, a Ciranda de Filmes nasceu em 2014 como a primeira mostra brasileira de cinema focada em arte, educação, infância e juventude. Na essência de sua formação está o encontro e o diálogo entre esses temas e todos os agentes que trabalham em prol das crianças e dos jovens. A sétima edição acontecerá on-line por conta dos protocolos de segurança da Covid-19.

Para mais informações sobre a programação e atividades paralelas, clique aqui.

Foto: Divulgação.

29º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Pedro Fasanaro em Deserto Particular: melhor interpretação.

Os vencedores da 29ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade foram anunciados na noite deste domingo, 21/11, no MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo, que contou também com um show presencial da cantora Raquel, uma das fundadoras da banda As Bahias e a Cozinha Mineira.

Dirigido por Aly Muritiba, Deserto Particular foi o grande vencedor desta edição com dois prêmios, entre eles, o Coelho de Ouro de melhor filme. O longa é protagonizado por Antonio Saboia, que interpreta Daniel, um policial afastado do trabalho depois de cometer um erro. Ele mora em Curitiba, com um pai doente, de quem cuida com devoção. Taciturno, Daniel fala pouco e sorri menos ainda. Seu único motivo de alegria é a misteriosa Sara, uma moça que mora no sertão da Bahia, e com quem se corresponde por aplicativo de celular. O desaparecimento súbito de Sara faz com que Daniel resolva cruzar o país em busca de seu amor.

O Júri Oficial deste ano foi formado por: Alberto Pereira Jr, Bárbara Paz e Bruno Carmelo na Competitiva Brasil de Longas; Ana Arruda, Nay Mendl e Victor Di Marco na Competitiva Brasil de curtas; e Celso Curi, Helena Vieira e Natália Machiavelli no Prêmio Dramática, que destaca peças teatrais.

Confira a lista completa com os vencedores do 29º Festival Mix Brasil:

COELHO DE OURO
Prêmios dos Júris da Mostra Competitiva Brasil

Melhor longa-metragem: Deserto Particular, de Aly Muritiba (PR)
Melhor curta-metragem: Manaus Hot City, de Rafael Ramos (AM)

COELHO DE PRATA | CURTA-METRAGEM
Prêmios do Júri da Mostra Competitiva Brasil para curtas-metragens

Melhor Direção: Victoria Negreiros Guedes e Júlia Dordetti Fávero, por Como Respirar Fora d’Água
Melhor Roteiro: O Nascimento de Helena, escrito por Rodrigo Almeida
Melhor Interpretação: Raphaella Rosa, por Como Respirar Fora d’Água
Menção Honrosa: Flor de Mururé, de Marcos Corrêa e Priscila Duque (PA)

COELHO DE PRATA | LONGA e MÉDIA-METRAGEM
Prêmios do Júri da Mostra Competitiva Brasil para longas e médias

Melhor Direção: Madiano Marcheti, por Madalena
Melhor Roteiro: Vênus de Nyke, escrito por André Antônio
Melhor Interpretação: Pedro Fasanaro, por Deserto Particular
Menção Honrosa: Até o Fim, de Glenda Nicácio e Ary Rosa (BA)

INCENTIVO: O longa e o curta premiados com o Coelho de Ouro também receberão os prêmios DOTCINE, CTAV e MISTIKA de incentivo à realização de seus novos projetos audiovisuais através da parceria do Festival Mix Brasil com apoiadores da área cinematográfica.

PRÊMIO DRAMÁTICA

Coelho de Ouro: Ele, de Oliver Olívia
Menção Honrosa: O que Resta, de Thiago Vilanova, e O Silêncio Anuncia o Grito ou Voz Bixa, de Marco Antonio Oliveira

PRÊMIO DO PÚBLICO

Melhor curta-metragem nacional: Dois Garotos que Se Afastaram Demais do Sol, de Lucelia Sergio e Cibele Appes (SP)
Melhor curta-metragem internacional: Na Natureza, de Marcel Barelli (Suíça)

Melhor longa-metragem nacional: Máquina do Desejo, de Joaquim Castro e Lucas Weglinski (SP)
Melhor longa-metragem internacional: Benedetta, de Paul Verhoeven (França/Bélgica/Holanda)

Prêmio Dramática: O Silêncio Anuncia o Grito ou Voz Bixa, de Marco Antonio Oliveira

PRÊMIOS ESPECIAIS

PRÊMIO ÍCONE MIX: Ney Matogrosso
PRÊMIO SUZY CAPÓ: Glenda Nicácio, codiretora do longa Até o Fim, e elenco do filme: Wal Diaz, Arlete Dias, Maíra Azevedo e Jenny Muller
PRÊMIO SESC TV: Uma Carta para o Meu Pai, de Aline Belfort (SP)
PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS: O Amigo do Meu Tio, de Renato Turnes (SC)
PRÊMIO IDA FELDMAN: Jurandy Valença
BOLSA ATELIÊ BUCARESTE: Giuliana Lanzoni, pela fotografia de Como Respirar Fora d’Água
PRÊMIO CINEMIX PERIFÉRICO: Como Recuperar o Fôlego Gritando, de Diego Nascimento e Murilo Gaulês (SP)
PRÊMIO CAIO FERNANDO ABREU DE LITERATURA: Último Dia do Amor, de Brunow Camman
PRÊMIO MIX LITERÁRIO: Monstrans, de Lino Arruda
PRÊMIO MIX LITERÁRIO | MENÇÃO HONROSA: Neca + 20 poemetos travessos, de Amara Moira
SHOW DO GONGO: Barbara Beauty, de DaCota Monteiro

Foto: Divulgação/Pandora Filmes.

8º Recifest: conheça os vencedores do Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero

por: Cinevitor
Vitória Real e André Santos do curta Time de Dois.

Foram anunciados neste sábado, 20/11, no Teatro do Parque, no Recife, em cerimônia apresentada por Sophia William e Fernando Lins, os vencedores da oitava edição do Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero.

Depois de uma edição especial totalmente on-line por conta da pandemia de Covid-19, o evento voltou em formato híbrido com atividades virtuais e presenciais nas cidades de Recife e Arcoverde (que acontecerá entre os dias 24 e 26 de novembro). A programação contou com mostras competitivas de curtas, performances, lançamento de livro, Recifest nas Escolas, Recifest nas Comunidades, além de várias atividades de formação. O filme de encerramento deste ano foi o documentário Deus tem AIDS, de Fábio Leal e Gustavo Vinagre.

Com curadoria de André Antônio, Anti Ribeiro e Felipe André Silva, foram escolhidos 27 filmes em competição que destacaram a força criativa, as vozes, narrativas, corpos e territórios de realizadores gays, lésbicas, não-binários, homens e mulheres trans, intersexo. Os premiados deste ano receberam o Troféu Rutílio de Oliveira, que leva o nome de um dos criadores do Recifest, além do Prêmio Mistika (R$ 4 mil em serviços de pós-produção de imagem).

O Júri Oficial foi formado por: João Vieira Jr., produtor; Libra, artista transdisciplinar e realizadora audiovisual pernambucana; e Mariana Souza, curadora e programadora de cinema. Para o prêmio 7ª Arte e Direitos Humanos, concedido pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco e pela Revista Click Rec, o time escolhido contou com Chopelly Santos (Sra. Santos) e Wellington Pastor.

Neste ano, Sra. Santos, técnica de enfermagem há 12 anos, foi uma das homenageadas. Além de trabalhar no hospital de pediatria Helena Moura, no Recife, é supervisora do Ambulatório LGBT – Espaço Darlen Gasparelle, em Camaragibe; coordenadora da AMOTRANS – Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco; e vice-presidenta da ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transexuais.

A Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero também foi homenageada. Criada em 1993 em Recife com a intenção de produzir respostas comunitárias ao HIV e seus determinantes sociais e econômicos com um enfoque feminista e abordagens baseadas na promoção e defesa de direitos. Atende pessoas em situação de alta vulnerabilidade social, tem certificado nacional de filantropia (CEBAS) e atua em parceria com movimentos sociais em nível local, nacional e internacional, no fomento de um mundo mais justo, democrático e solidário.

Conheça os vencedores da 8ª edição do Recifest:

MELHOR FILME NACIONAL | JÚRI OFICIAL
Time de Dois, de André Santos (RN)

MELHOR FILME NACIONAL | JÚRI POPULAR
Estilhaços, de Gabriela Nogueira (CE)

MELHOR FILME PERNAMBUCANO | JÚRI OFICIAL
O Durião Proibido, de Txai Ferraz (PE)

MELHOR FILME PERNAMBUCANO | JÚRI POPULAR
Mormaço, de Carol Lima (PE)

MELHOR DIREÇÃO
Lucas Nunes, por Meninos Rimam

MELHOR ROTEIRO
Lamento de Força Travesti, escrito por Thiago das Mercês

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Stanley Albano, por Morde & Assopra

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Aracá, por Ziel Karapotó

MENÇÃO HONROSA
Bianca – Olhe, ame, cuide. Trans são joias, de Marcos Castro (PE) e Homens Invisíveis, de Luis Carlos de Alencar (RJ)

PRÊMIO AIC | Academia Internacional de Cinema
Mormaço, de Carol Lima (PE)

PRÊMIO 7ª ARTE E DIREITOS HUMANOS
Homens Invisíveis, de Luis Carlos de Alencar (RJ)

*O CINEVITOR está no Recife e você acompanha a cobertura do 8º Recifest por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Heudes Regis.

tick, tick…BOOM!

por: Cinevitor

Direção: Lin-Manuel Miranda

Elenco: Andrew Garfield, Alexandra Shipp, Robin de Jesús, Vanessa Hudgens, Joshua Henry, Jonathan Marc Sherman, MJ Rodriguez, Ben Levi Ross, Judith Light, Bradley Whitford, Laura Benanti, Danielle Ferland, Micaela Diamond, Utkarsh Ambudkar, Gizel Jimenez, Kate Rockwell, Aneesa Folds, Joel Perez, Anna A. Louizos, Robyn Goodman, Judy Kuhn, Danny Burstein, Lauren Marcus, Richard Kind, Tariq Trotter, Kenita R. Miller, Eddy Lee, Jared Loftin, Ryan Vasquez, Joanna Adler, Sheila Tapia, Christopher Jackson, Jelani Alladin, Jenny Laroche, Marie Rose Baramo, Lane Napper, Kyle Mcintire, Christopher Ryan Grant, Austin Goodwin, Victoria Theodore, Bryndon Cook, Derrick Delgado, Mason Versaw, Noah Lentini, Javiel Sellas, Roger Bart, Chad Beguelin, Jason Robert Brown, Eisa Davis, Amanda Green, Quiara Alegría Hudes, Joe Iconis, Alex Lacamoire, Steven Levenson, Jaime Lozano, Grace McLean, Helen Park, Stephen Schwartz, Marc Shaiman, Matthew Sklar, Chuck Cooper, André De Shields, Renée Elise Goldsberry, Joel Grey, Wilson Jermaine Heredia, Beth Malone, Howard McGillin, Brian Stokes Mitchell, Bebe Neuwirth, Adam Pascal, Bernadette Peters, Phylicia Rashad, Chita Rivera, Daphne Rubin-Vega, Phillipa Soo, Stephen Sondheim, Noah Robbins, Lin-Manuel Miranda.

Ano: 2021

Sinopse: Jonathan Larson, um compositor promissor de musicais, lida com o amor, a amizade e a pressão para criar algo incrível antes que o tempo acabe. Ao se aproximar do seu aniversário de 30 anos, ele se sente tomado pela ansiedade ao questionar se seu sonho vale a pena.

Nota do CINEVITOR:

A Crônica Francesa

por: Cinevitor

The French Dispatch

Direção: Wes Anderson

Elenco: Bill Murray, Tilda Swinton, Benicio Del Toro, Adrien Brody, Léa Seydoux, Frances McDormand, Anjelica Huston, Timothée Chalamet, Lyna Khoudri, Jeffrey Wright, Mathieu Amalric, Steve Park, Owen Wilson, Bob Balaban, Henry Winkler, Lois Smith, Tony Revolori, Denis Ménochet, Larry Pine, Morgane Polanski, Félix Moati, Mohamed Belhadjine, Nicolas Avinée, Christoph Waltz, Cécile de France, Guillaume Gallienne, Rupert Friend, Alex Lawther, Tom Hudson, Lily Taieb, Stéphane Bak, Hippolyte Girardot, Liev Schreiber, Willem Dafoe, Edward Norton, Saoirse Ronan, Winsen Ait Hellal, Mauricette Coudivat, Damien Bonnard, Rodolphe Pauly, Antonia Desplat, Elisabeth Moss, Jason Schwartzman, Fisher Stevens, Griffin Dunne, Pablo Pauly, Wallace Wolodarsky, Anjelica Bette Fellini, Krishna Bagadiya, Paula Kvasnikoff, Nicolas Saada, Sandro Kopp, Sharif Andoura, Jarvis Cocker, Nicholas Croucher, Bruno Delbonnel, Gilles Gaston-Dreyfus, Sam Haygarth, Toheeb Jimoh, Benjamin Lavernhe, Grégoire Leprince-Ringuet, Gabriel Ryan.

Ano: 2021

Sinopse: Na ocasião da morte do editor Arthur Howitzer Jr., a equipe da Crônica Francesa, uma revista americana de ampla circulação sediada em uma cidade fictícia do século XX chamada Ennui-sur-Blasé, na França, se reúne para escrever o obituário do jornalista. As memórias de Howitzer permitem a criação de quatro histórias: um diário de viagens pelas partes mais degradadas da cidadezinha; uma matéria sobre um pintor criminalmente insano; uma crônica de amor e morte nas barricadas durante o ápice da revolta estudantil; e uma fábula de suspense sobre drogas, sequestro e jantares de luxo.

*Filme visto na 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

Conheça os curtas-metragens paraibanos selecionados para o 16º Fest Aruanda

por: Cinevitor
Cena do curta Boyzin, de R.B. Lima: selecionado.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 17/11, os curtas-metragens paraibanos selecionados para a mostra competitiva Sob o Céu Nordestino da 16ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias 9 e 15 de dezembro, em João Pessoa.

Em comunicado, Lucio Vilar, fundador e produtor executivo do festival, disse: “Mais uma vez o evento reconhece e valoriza a chamada prata da casa, não exatamente por generosidade, mas pelo mérito, sobretudo. É a afirmação da produção curtametragista paraibana que, esse ano, já conquistou importantes prêmios em Gramado e outros festivais. Um ano depois, diretores, produtores e elencos terão, de volta, o calor e o aplauso do público com o Fest Aruanda presencial, na telona fantástica da sala 9 do Cinépolis. Aruandar é preciso!”.

Segundo Amilton Pinheiro, que forma o comitê de seleção de curtas-metragens junto com Vilar: “Vale salientar a interiorização dos filmes; quatro foram feitos no interior e quatro na capital. Com temáticas diversas, filmes de gênero, racial, feminismos, que resgatam os artesãos, entre outros temas. Uma seleção que deve gerar debates, discussões e vão ser vistos pelo público”.

Neste ano, o evento volta ao formato presencial, com exibições gratuitas na rede Cinépolis do Manaíra Shopping, mas também contará com sua programação virtual através da plataforma Aruanda Play.

Conheça os curtas paraibanos selecionados para o Fest Aruanda 2021:

Adarrum, de Thomas de Freitas (João Pessoa)
Boyzin, de R.B. Lima (João Pessoa)
Flor no Quintal, de Mercicleide Ramos (João Pessoa)
Incúria, de Tiago A. Neves (Cabedelo)
Noite no Sítio, de Lucas Machado (Bananeiras)
O que os Machos Querem, de Ana Dinniz (João Pessoa)
Tecendo Histórias, de Diego Pontes (Boqueirão)
Terra Vermelha, de Allan Marcus e Leonardo Gonçalves (Alagoa Grande)

Foto: Divulgação.

Festival Varilux de Cinema Francês 2021: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Catherine Deneuve e Benoît Magimel no drama Enquanto Vivo, de Emmanuelle Bercot.

Consolidado como o maior evento de filmes franceses fora da França e somando mais de um milhão de espectadores em todo país desde sua criação, a 12ª edição do Festival Varilux de Cinema Francês acontecerá entre os dias 25 de novembro e 8 de dezembro com exibições nos cinemas.

Drama, romance, comédia, animação e documentário integram a programação composta por dois clássicos e 17 longas-metragens inéditos e recentes, entre premiados e participantes de festivais internacionais. Rio de Janeiro e São Paulo recebem ainda uma mostra com quatro filmes em homenagem a Jean-Paul Belmondo, ícone do cinema mundial falecido em setembro último, e a delegação artística que vai debater com o público.

“Estamos felizes em poder realizar o festival novamente este ano, com maior segurança, com a pandemia estabilizada e os eventos culturais retornando em todos as cidades”, comemora Christian Boudier, codiretor e cocurador do festival. “Para nós, que em todos esses anos trabalhamos levando a cinematografia francesa para o público de cidades de todos os tamanhos e lugares do país, é muito gratificante voltar a oferecer cultura”, completa Emmanuelle Boudier, também codiretora e cocuradora do evento.

Os 17 longas-metragens inéditos nos cinemas formam uma seleção com gêneros e temáticas variadas, estreladas por astros e jovens talentos, além de diretores novos e consagrados. Na programação estão obras premiadas e participantes de festivais como Cannes, Toronto, Veneza e San Sebastián. Astros e estrelas como Catherine Deneuve, Sophie Marceau, Virginie Efira, Jérémie Renier, Pierre Niney, Pio Marmai e jovens nomes como Noémie Merlant, Benjamin Voisin, Sami Outalbali e Rabah Naït também estarão presentes com seus últimos filmes.

Como em outros anos, uma delegação francesa estará em São Paulo e no Rio de Janeiro para apresentar seus filmes e conversar com o público em sessões com debate. Além dos filmes, a edição volta a promover o Laboratório Franco-Brasileiro de Roteiros sob a coordenação de François Sauvagnargues, especialista de ficção e diretor geral do FIPA, Festival Internacional de Programação Audiovisual.

Presença constante do festival, François Ozon traz sua mais nova obra, Está Tudo Bem (Tout s’est bien passé), que integrou a seleção oficial da última edição do Festival de Cannes. O longa-metragem discute a eutanásia e o suicídio assistido quando um homem, em uma cama de hospital, pede ajuda de sua filha para morrer. Ainda sobre a temática da finitude, uma das mais aclamadas atrizes do cinema francês, Catherine Deneuve, brilha no filme Enquanto Vivo (De son vivant), sob a direção de Emmanuelle Bercot. No drama, ela interpreta uma mãe diante do insuportável: a doença incurável do filho.

Benjamin Voisin e Vincent Lacoste em Ilusões Perdidas, de Xavier Giannoli.

Protagonizado por Rabah Naït Oufella, o drama @Arthur Rambo – Ódio nas Redes é dirigido por Laurent Cantet, conhecido por usar suas obras para debater temas atuais da sociedade. Com a produção, o diretor discute o uso das redes sociais e os julgamentos no mundo digital. Integrante da seleção oficial do Festival de Toronto e de San Sebastián, o filme conta ainda com Sofian Khammes e Antoine Reinartz no elenco principal. Documental, Nosso Planeta, Nosso Legado (Legacy, notre héritage) é a mais recente produção do diretor Yann Arthus-Bertrand, fotógrafo que se tornou cineasta e já realizou produções memoráveis. Nesta nova produção, ele compartilha a visão sensível e radical do mundo atual, além de revelar um planeta sofredor e uma humanidade desorientada.

Já o drama Ilusões Perdidas (Illusions perdues) traz no elenco principal os atores Benjamim Voisin, Cécile de France e Vincent Lacoste. Inspirado no romance homônimo de Honoré de Balzac e dirigido por Xavier Giannoli, o filme é ambientado no século XIX em que Lucien, um jovem poeta desconhecido ávido por abrir caminho na vida, deixa sua cidade natal para tentar a sorte em Paris. A produção disputou o Leão de Ouro no Festival de Veneza.

As comédias também estão presentes na programação. Um dos destaques é Adeus, Idiotas (Adieu les cons), escrita, dirigida e interpretada por Albert Dupontel. O longa foi consagrado no Prêmio César, com sete troféus, e já foi visto por mais de um milhão de espectadores na França. No elenco estão Virginie Efira e Nicolas Marié que, junto com Albert Dupontel, embarcam em uma missão tão espetacular quanto improvável, quando Suze Trappet descobre, aos 43 anos, que está seriamente doente. Já Pequena Lição de Amor (Petite leçon d’amour), de Ève Deboise, mostra seus protagonistas numa jornada por Paris por causa de uma inquietante carta de amor. Mentes Extraordinárias (Presque), codirigida por Bernard Campan e Alexandre Jollien, atores que também assinam a direção do longa, conta a história de duas pessoas que se dirigem para o sul da França num carro funerário. Exibido em Cannes e codirigida por Arnaud Larrieu e Jean-Marie Larrieu, a comédia musical Tralala acompanha um cantor de ruas de Paris que, milagrosamente, se reinventa na cidade de Lourdes.

David Marsais, Albert Dupontel, Virginie Efira e Grégoire Ludig em Adeus, Idiotas.

Uma das mais consagradas animadoras do mundo, com obras e personagens cheias de intensidade dramática, a diretora francesa Florence Miaihe marca presença no evento com o longa-metragem de animação A Travessia (La traversée), que ganhou Menção Especial do júri no Festival de Annecy. O veterano Jacques Audiard apresenta sua última produção Paris, 13 Distrito (Les Olympiades, Paris 13e), que mira em três personagens jovens na busca de seus caminhos.

Em Um Intruso no Porão (L’homme de la cave), de Philippe Le Guay, François Cluzet vive um homem de passado conturbado, que transforma a vida de um casal ao comprar um porão de um imóvel na cidade de Paris. O thriller psicológico Caixa Preta (Boîte noire), de Yann Gozlan, conquistou o Prêmio do Público no 38º Festival Reims Polar e busca a verdade sobre o que aconteceu a bordo do voo Dubai-Paris antes de bater no maciço alpino através da análise minuciosa das caixas pretas; no elenco está Pierre Niney. Com direção de Elie Wajeman, Madrugada em Paris (Médecin de nuit) retrata a saga de Mickaël, um médico vivido pelo ator Vincent Macaigne que tem uma noite para decidir seu próprio destino.

Para os amantes da gastronomia, a mostra apresenta Delicioso: da Cozinha para o mundo (Délicieux), comédia estrelada por Grégory Gadebois e Isabelle Carré, sob a direção de Eric Besnard. O filme de época conta um pouco dos primórdios da culinária francesa, bem como a criação do primeiro restaurante do país, antes mesmo da revolução francesa acontecer.

Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano e representante da França no Oscar 2022, o terror Titane, dirigido por Julia Ducournau, com Vincent Lindon, Agathe Rousselle e Garance Marillier no elenco principal, poderá ser assistido pelo público do festival em algumas cidades.

Pierre Niney em Caixa Preta, de Yann Gozlan.

Um Conto de Amor e Desejo (Une histoire d’amour et de désir), segundo longa-metragem de Leyla Bouzid, traz Sami Outalbali, Zbeida Belhajamor e Diong-Keba Tacu no elenco principal. O longa mostra, com delicadeza e audácia, o despertar para a sexualidade e o ardor dos sentimentos e fantasias. A produção integrou a Semana da Crítica de Cannes e ganhou o prêmio de melhor filme no Festival Du Film Francophone d’Angoulême.

A edição 2021 traz de volta às telonas dois filmes memoráveis da cinematografia francesa para compor os clássicos homenageados da mostra. A comédia O Magnífico (Le magnifique), de 1973, é dirigida por Philippe de Broca e conta com Jean Paul Belmondo no papel principal, além de Jaqueline Bisset, Vittorio Caprioli e Jean Lefebvre. As Coisas da Vida (Les choses de la vie), de 1970, vencedor da Palma de Ouro, é um drama romântico dirigido por Claude Sautet, com Michel Piccoli, Romy Schneider, Lea Massari e Jean Bouise nos papéis principais.

O público das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo será presenteado com uma mostra especial, em homenagem ao ator Jean-Paul Belmondo, falecido em setembro passado. A curadoria selecionou quatro títulos que destacam e enaltecem a carreira de Belmondo, cujo legado atravessou gerações. São eles: O Demônio das Onze Horas (Pierrot le Fou), de Jean-Luc Godard (1965); O Homem do Rio (L’homme de Rio), de Philippe de Broca (1964); Técnica de um Delator (Le doulos), de Jean-Pierre Melville (1963); e Léon Morin, o padre (Léon Morin, prêtre), de Jean-Pierre Melville (1961).

Já estão confirmadas as seguintes cidades nesta edição do Festival Varilux: Aracaju (SE), Araraquara (SP), Balneário Camboriú (SC), Barueri (SP), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Botucatu (SP), Brasília (DF), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Caxias do Sul (RS), Cotia (SP), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR), Goiânia (GO), Indaiatuba (SP), Jaboatão dos Guararapes (PE), João Pessoa (PB), Juiz de Fora (MG), Jundiaí (SP), Limeira (SP), Londrina (PR), Macaé (RJ), Maceió (AL), Manaus (AM), Maringá (RS), Natal (RN), Niterói (RJ), Nova Friburgo (RJ), Palmas (TO), Pelotas (RS), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos (SP), São Carlos (SP), São José dos Campos (SP), São Luis (MA), São Paulo (SP), Sorocaba (SP), Teresina (PI), Vitória (ES), Vitória da Conquista (BA).

Clique aqui e saiba mais sobre a programação completa do festival.

Fotos: Divulgação.

CineAlter 2021: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do longa A Mãe de Todas as Lutas, de Susanna Lira.

O CineAlter, Festival Latino-Americano de Cinema de Alter do Chão, acontecerá entre os dias 18 e 23 de novembro em formato presencial, e entre os dias 18 e 28 do mesmo mês em plataforma de streaming, com exibição de mais de 50 filmes, entre longas e curtas metragens, regionais, nacionais e latino-americanos, priorizando um recorte identitário e territorial, distribuídos em cinco mostras, sendo uma competitiva e quatro paralelas.

Para esta edição, o evento traz a atriz e diretora Lucélia Santos como embaixadora e terá como filme de abertura o longa A Última Floresta, de Luiz Bolognesi, premiado no Festival de Berlim. O documentário Me Chama que Eu Vou, de Joana Mariani, cinebiografia do cantor Sidney Magal, será o filme de encerramento

O CineAlter terá uma edição híbrida com exibições gratuitas totalmente on-line para o território brasileiro e o exterior e uma programação presencial na Vila de Alter do Chão, no Pará, eleita o melhor destino turístico do Brasil pelo Prêmio UPIS de Turismo em 2021. O evento também conta com uma programação multicultural presencial com uma diversidade de artistas regionais como Chico Malta, Suraras do Tapajós, As Karuana, Dan Selassie, Rawi, Priscila Castro, El Puxirum, entre outros. Os vencedores serão agraciados com o Troféu Muiraquitã

O destaque das apresentações culturais ficará por conta de Felipe Cordeiro, artista que tem como principal marca o pioneirismo na fusão de estilos populares amazônicos com a vanguarda pop. Em seu trabalho a sonoridade definida como pop tropical traz influências da guitarrada, carimbó, cúmbia e música eletrônica; o show será gratuito. 

O CineAlter promove o intercâmbio de saberes, conhecimentos e difusão do cinema e do audiovisual, com enfoque na visão de sustentabilidade, de pluralidade cultural e de uma economia compatível com a conservação da natureza. A seleção de todos os filmes para a edição de 2021 parte do olhar de uma equipe imbuída na busca por produções que tragam em suas narrativas o foco em temas identitários, territoriais, étnicos e socioambientais, abordando, sobretudo, as culturas, povos, pessoas e suas singularidades.

“Entendemos o nosso festival como uma ferramenta propulsora da cena audiovisual na Amazônia, ao abrir espaço de difusão para produções locais e com a participação das comunidades locais; ao mesmo tempo que promovemos um intercâmbio com países vizinhos latino-americanos para tratar, por meio do cinema, de temáticas que nos aproximam. Para Alter do Chão, o estado do Pará e realizadores do continente, um fomento à cultura audiovisual e ao turismo. Além de uma troca de experiências e narrativas com recorte social, sociocultural e socioambiental”, disse Raphael Ribeiro, diretor do festival.

Sobre a seleção, a Mostra Samaúma, em caráter competitivo, traz filmes latino-americanos com um enfoque sobre a vida, a criatividade e beleza para descrever cotidianos, desafios, alternativas, vivências diante da pandemia e outras crises. Dores, mas também surpresas de construção de novos caminhos e personagens da nossa diversidade contemporânea. 

Além da competitiva, o evento conta com quatro mostras paralelas. A Mostra Açaizeiro apresenta produções em longas e curtas-metragens feitas por paraenses, com linguagem e abordagem livres e recortes nas suas mais variadas regiões e especificidades; a Mostra Seringueira, traz o retrato, as vivências, e o relato dos povo indígenas que, em sua essência, não pertencem à violência do avanço sobre a natureza e ao individualismo da contemporaneidade e têm muito a nos ensinar; a Mostra Castanheira apresenta em sua programação clássicos feitos por amazônidas e sobre amazônidas, sua cultura, suas vivências e desafios. Obras históricas, que levam o cinema feito na Amazônia para diversos cantos do mundo; e a Mostra Ypê, que revela histórias de periferia e comunidades locais realizadas em projetos de formação audiovisual, com linguagem experimental, produções de baixo custo e equipamentos alternativos. As mostras do CineAlter possuem nomes das árvores nativas da Amazônia.

Conheça os filmes selecionados para o CineAlter 2021:

MOSTRA SAMAÚMA | COMPETITIVA | LONGA-METRAGEM

A Mãe de Todas as Lutas, de Susanna Lira (Brasil)
A Pedreira, de Miguel Barreda (Peru)
BR Acima de Tudo, de Fred Rahal Mauro (Brasil)
Edna, de Eryk Rocha (Brasil)
O Reflexo do Lago, de Fernando Segtowick (Brasil)
Os Irmãos Afros, de Wisny Dorce (Argentina)

MOSTRA SAMAÚMA | COMPETITIVA | CURTA-METRAGEM

A Bezendeira, de Wallace Abreu (Brasil)
Ailin na Lua (Ailin en La Luna), de Claudia Ruiz (Argentina)
Alternativas Felizes para Quando o Sol Não Vem, de Juliana Santana (Brasil)
Alunagem (Aluzinagem), de Melany Mora (Costa Rica)
La Ramada, de Fernando Torres (Peru)
Manual: Como Conter uma Raça Poderosa, de Marcelo Ricardo e Vagner Jesus (Brasil)
Mara, A Jornada da Elefanta (Mara, el viaje de la elefanta), de Luciano Nacci (Argentina)
Medo da Chuva em Noite de Frio, de Victor Hugo Fiuza (Brasil)
Megg – A Margem que Mira no Centro, de Larissa Nepomuceno Moreira e Eduardo Sanches (Brasil)
Meninos Rimam, de Lucas Nunes (Brasil)
Meus Santos Saúdam Teus Santos, de Rodrigo Antonio (Brasil)
O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader (Brasil)
O Mago Georges (El Mago Georges), de Katalin Egely (Hungria)
O Resto, de Pedro Gonçalves (Brasil/Portugal)
Ribeirinhos do Asfalto, de Jorane Castro (Brasil)
Utopia, de Rayane Penha (Brasil)

MOSTRA AÇAIZEIRO | LONGA-METRAGEM

Boi Pavulagem é Boi do Mundo, de Homero Flávio e Úrsula Vidal (Brasil)
IDAYUÁ As Cores do Xingu, de Val Araújo (Brasil)
Minha Vida por um Fio, de Anna Karla Lima e Diego Alano Pinheiro (Brasil)
O Rio das Amarguras, de Emano Loureiro (Brasil)

MOSTRA AÇAIZEIRO | CURTA-METRAGEM

A Guerreira Gavião, de Robson Messias (Brasil)
Assustado, de San Marcelo (Brasil)
Ervas e Saberes da Floresta, de Zienhe Castro (Brasil)
Facão que Abre Caminhos, de Witalo Costa Silva (Brasil)
Matinta, de Fernando Segtowick (Brasil)
O que é Sairé?, de Fábio Barbosa (Brasil)
Ribeirinhos do Asfalto, de Jorane Castro (Brasil)

MOSTRA SERINGUEIRA | LONGA-METRAGEM

Aikewara, de Célia Maracajá e Luiz Arnaldo Campos (Brasil)
Hiper Mulheres, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro (Brasil)

MOSTRA SERINGUEIRA | CURTA-METRAGEM

Ãgawaraitá: Histórias Amazônicas, de Priscila Tapajowara (Brasil)

MOSTRA CASTANHEIRA

Açaí com Jabá, de Alan Rodrigues, Marcos Daibes e Walério Duarte (Brasil)
Meu Tempo Menino, de Emanoel Loureiro (Brasil)
Naiá e a Lua, de Vinícius Casimiro (Brasil)
Nossa Força é a Nossa União, de Paulo Maldos (Brasil)
Um Dia Qualquer, de Líbero Luxardo (Brasil)
Ver o Peso, de Januário Guedes, Sônia Freitas e Peter Roland (Brasil)

MOSTRA YPÊ

A Quinta do Mestre e a Sereia, de Luciana França (Brasil)
Mulheres da Periferia e Suas Lutas, de Liege Costa (Brasil)
O Castigo de João Pescador, de Glenda Kumaruara (Brasil)
O Kurumim Pretinho, de projeto Vídeo Cartas Tapajós (direção coletiva) (2021)
O Menino Encantado, de Ademir Santos (Brasil)
O Mistério da Mangueira, de Juci Bentes (Brasil)
O Pescador de Akayú Wasú, de Delton Arapyun (Brasil)
Os Guimarães, de Udirley Andrade (Brasil)
Turismo no PAE Lago Grande, de Ricardo Aires (Brasil)

Foto: Gabriella Fischer.

Conheça os filmes selecionados para o FESTin 2021 – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa

por: Cinevitor
Paulo Miklos em cena de Jesus Kid, de Aly Muritiba.

O FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa já é considerado um evento habitual no panorama cultural da cidade de Lisboa. Centrado na divulgação de uma realidade com raízes históricas comuns, é um festival de cinema que permite, pelo seu caráter itinerante, uma intensa interação, partilha de vivências e criação de uma produção cinematográfica baseada no reconhecimento de diferenças e semelhanças dos povos que constituem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Ciente da transformação pela qual passa o setor de exibição e festivais de cinema, o FESTin já nutria desde 2018 a intenção de ter sua própria plataforma de exibição on-line. O contexto gerado pela pandemia de Covid-19 mostrou a urgência desta necessidade e assim, foi criada em 2020 a FESTin ON, plataforma de streaming. Muitos dos filmes desta 12ª edição estarão disponíveis, além das exibições presenciais, para visualização virtual entre os dias 18 e 24 de novembro nos nove territórios de língua portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O FESTin pretende proporcionar um espaço de divulgação do cinema de expressão portuguesa, incentivando a visualização e circulação de obras frequentemente arredadas dos circuitos comerciais. Criado em 2010, o festival reúne contribuições de todos os países que formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Neste ano, em sua 12ª edição, o júri será formado por: Diana Andringa, Fernando Muniz e Meirinho Mendes na mostra de longas de ficção; Claudio Savaget, Mariana Pimentel e Patrícia Niedermeier para os longas documentais; e Miller Castro, Paula Passos e Sandra Ilharco na mostra de curtas.

Conheça os filmes selecionados para o FESTin 2021:

COMPETIÇÃO | FICÇÃO

A Mulher Sem Corpo, de António Borges Correia (Portugal)
A Queda, de Diego Rocha (Brasil)
Curral, de Marcelo Brennand (Brasil)
Jesus Kid, de Aly Muritiba (Brasil)
Medida Provisória, de Lázaro Ramos (Brasil)
Pureza, de Renato Barbieri (Brasil)

COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIO

Casa Velha, de César Pedro (Portugal)
Espero que Esta Te Encontre e que Estejas Bem, de Natara Ney (Brasil)
Manuel d’Novas – Coração de Poeta, de Neu Lopes (Cabo Verde)
O Mergulho na Piscina Vazia, de Edson Fogaça (Brasil)
Se o Mar Deixar, de Luís Alves de Mato (Portugal)
Sementes: Mulheres Pretas no Poder, de Éthel Oliveira e Júlia Mariano (Brasil)

COMPETIÇÃO | CURTA-METRAGEM

4 Bilhões de Infinitos, de Marco Antonio Pereira (Brasil)
7 Minutos, de Christian Schneider (Brasil/Portugal)
A Barca, de Nilton Resende (Brasil)
Cenas de Uma Vida Amorosa, de Miguel Afonso (Portugal)
Dadeci, de Lara Plácido (Cabo Verde)
Lora, de Mariana Moraga (Brasil/Portugal)
Mansão do Amor, de Renata Pinheiro (Brasil)
Nossas Mãos São Sagradas, de Júlia Morim (Brasil)
Nzila Ngola, de Albino Wacava, André Cupessala, António-Pedro, Beatriz André, Biluca Quimunga, David Nahenda, Francisco Luvualo, Gelson Joaquim, Hilária Faustino, Marco M.G. António, Mendes Barão Normal, Sandra Zenany, Vanderley Lumbombo, Victorino Nambi e Zacarias Liatunga (Angola)
O Andar de Cima, de Tomás Fernandes (Brasil)
O Babado da Toinha, de Sérgio Bloch (Brasil)
Pequena Desordem Silenciosa, de Pedro Sena Nunes (Portugal)
Seremos Ouvidas, de Larissa Nepomuceno (Brasil)
Você Tem Olhos Tristes, de Diogo Leite (Brasil)
Zito, de João Miranda (Angola)

MOSTRA CINEMA BRASILEIRO | LONGAS

Aquilo que Eu Nunca Perdi, de Marina Thomé
Jaburu, de Chico Carneiro
Me Chama que Eu Vou, de Joana Mariani
O Buscador, de Bernardo Barreto (Brasil/Portugal)
Um Dia Qualquer, de Pedro von Krüger
Ziraldo, uma Obra que Pede Socorro, de Guga Dannemann

MOSTRA CINEMA BRASILEIRO | CURTAS

Ditadura Roxa, de Matheus Moura
Doce Veneno, de Waleska Santiago (Brasil/EUA)
Em Quadro, de Luiza Campos
Lyz Parayzo, Artista do Fim do Mundo, de Fernando SanTana
Murada, de Ralph Campos
Nervo, de Pedro Jorge e Sabrina Maróstic
O Padre e o Bento, de Eduardo Calegari
Pátria, de Lívia Costa e Sunny Maia

MOSTRA FESTinha

Passagem Secreta, de Rodrigo Grota (Brasil)
Antes que Vire Pó, de Danilo Custódio (Brasil)
Ciclos da Vida, de Soledad Garcia e Thiago Bresan (Brasil)
Curumim: Jornada pelo Singular, de Polly Sousa (Brasil)
Conte sua História ou Entregue sua Alma, de Andrea Avancini (Brasil)
Foguete, de Pedro Henrique Chaves (Brasil)
Foto-Correspondência, de Mili Bursztyn (Brasil)
Muda, de Isabella Pannain (Brasil)
O Menino das Estrelas, de Irmãos Christofoli (Brasil)
Paloma, de Alex Reis (Brasil)

Foto: Divulgação.