Todos os posts de Cinevitor

Festival de Gramado 2025: Miguel Falabella apresenta Querido Mundo e Mariza Leão é homenageada

por: Cinevitor
Elenco e equipe de Querido Mundo no tapete vermelho 

Na última segunda-feira, 18/08, o tapete vermelho da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado contou com a presença de integrantes da equipe e elenco do filme Querido Mundo, dirigido por Miguel Falabella, que foi exibido em competição.

Com produção da Ananã Produções, coproduzido pela Star Original Productions, o título é o terceiro longa-metragem dirigido por Falabella, que tem em sua filmografia as obras Polaroides Urbanas (2008) e Veneza (2019), premiado em Gramado. A história de Querido Mundo investiga um encontro improvável numa véspera de Ano Novo. A queda de uma ponte numa noite de tempestade une os mundos de Elsa, interpretada por Malu Galli, e Oswaldo, papel de Eduardo Moscovis, que acabam por se encontrar no Rio de Janeiro nos escombros de um prédio abandonado por seus construtores.

No palco do Palácios dos Festivais, acompanhado por seus colegas e amigos, entre eles, o codiretor Hsu Chien, Miguel Falabella discursou: “Esse filme é uma adaptação de uma peça que eu escrevi com minha saudosa parceira Maria Carmem Barbosa nos anos 90”. E continuou: “Na verdade, é uma experimentação de uma linguagem teatral com o cinema. Uma história muito bizarra, gótica e eu tive esse elenco maravilhoso que abraçou essa guerrilha de fazer esse filme. Um filme fora dos padrões mercadológicos, digamos assim. E tive esse parceiro que é meu irmão, Hsu Chien, que é uma alegria tê-lo no set”

Ao lado de Malu Galli, Eduardo Moscovis e Danielle Winits no palco do Palácio dos Festivais, Falabella finalizou seu discurso: “Quero agradecer enormemente esse elenco maravilhoso! E quero que vocês aproveitem a sessão. Fizemos com muita dedicação e com uma equipe enorme”. Antes de deixar o palco, Malu Galli, que está no ar na novela Vale Tudo, da Rede Globo, falou: “Vamos ver o filme pela primeira vez junto com vocês. Tô super nervosa. Boa sessão! Viva o cinema brasileiro!”. O elenco conta também com Marcello Novaes, Cintia Rosa, Pia Manfroni e Maria Eduarda de Carvalho

Com lançamento previsto para 2026 pela O2 Play, Querido Mundo é produzido por Julio Uchôa. A direção de fotografia é de Gustavo Hadba com direção de arte de Tulé Peake. A música é assinada por Plínio Profeta e a montagem é de Marilia Moraes. Bia Salgado assina o figurino com caracterização de Bob Paulino. O desenho de som é de Simone Petrillo, o som é de Valéria Ferro e a mixagem de Ariel Henrique; Cibele Santa Cruz e Junior Prado assinam a direção de elenco. 

Mariza Leão: trajetória consagrada no audiovisual brasileiro 

Ainda na mesma noite de Querido Mundo, a consagrada produtora Mariza Leão foi homenageada com o Troféu Eduardo Abelin, que foi entregue pelo ator Eduardo Moscovis: “Set de filmagem pra mim é um templo. Nele, a gente comemora uma paixão conjunta. Para isso, a gente tem que ter afeto, delicadeza e afeto pelo outro. Em cada filme que produzo, eu ganho mais amigos”, disse a homenageada

Ovacionada pelo público, seguiu seu discurso: “A emoção de subir ao palco nessa noite para receber esse troféu só se compara na ocasião que pela primeira vez estive nesse mesmo palco apresentando nosso filme O Sonho Não Acabou, de Sérgio Rezende. Naquele momento, a Morena Filmes dava seus primeiros passos para se inserir na comunidade cinematográfica brasileira. Fomos recebidos de braços abertos e estimulados a seguir. Ao longo dos anos, compreendi que não haveria um cinema brasileiro potente e capaz de competir no mercado se não houvesse sustentáculos de uma política pública que enfrentasse a hegemonia do império de Hollywood”

E finalizou seu discurso: “Por fim, dedico essa noite aos meus dois netos: João e Luzia. Garotos, que vocês cresçam amando o cinema brasileiro. Vocês serão seres humanos melhores!”

Além disso, também foram exibidos os primeiros curtas-metragens brasileiros em competição: Jeguatá Xirê, de Ana Moura e Marcelo Freire; Boiuna, de Adriana de Faria; Cabeça de Boi, de Lucas Zacarias; Jacaré, de Victor Quintanilha; Quando Eu For Grande?, de Mano Cappu; e As Musas, de Rosa Fernan

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Cleiton Thiele e Edison Vara/Agência Pressphoto.

Circuito Penedo de Cinema 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Edvana Carvalho no curta cearense Fenda, de Lis Paim

Da junção de quatro consagrados eventos do cinema alagoano nasceu o Circuito Penedo de Cinema, que em 2025 chega à sua 15ª edição já consolidado no calendário brasileiro do audiovisual. O festival acontecerá entre os dias 10 e 16 de novembro

Entre 1.450 obras cinematográficas inscritas, 70 foram selecionadas e serão exibidas na programação. A seleção de filmes contempla quatro mostras: Mostra Infantil, de caráter não competitivo; Mostra de Cinema Nacional; Mostra de Cinema Universitário; e Mostra de Cinema Ambiental, também conhecida como Mostra Velho Chico. Cada mostra é avaliada por uma comissão responsável pela análise dos projetos inscritos e pela seleção dos filmes que irão compor a programação.

“Esse resultado, para além da qualidade técnica, estética e artística das obras, buscou trazer a diversidade da produção nacional, contemplando temas e questões fundamentais para a sociedade brasileira. Com isso, reafirma-se a importância e o compromisso do Circuito Penedo de Cinema na formação crítica da sociedade e no fortalecimento da cena do audiovisual nacional”, argumenta o coordenador-geral do Circuito Penedo de Cinema, Sérgio Onofre.

A programação de cada mostra será exibida ao longo de três dias, em três espaços distintos: a Mostra Infantil será apresentada pela manhã; a Mostra Ambiental, à tarde; e a Mostra de Cinema Nacional, à noite, durante toda a semana do evento.

Conheça os filmes selecionados para o 15º Circuito Penedo de Cinema:

18º FESTIVAL DO CINEMA BRASILEIRO DE PENEDO

A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Ana Cecilia, de Julia Regis (RS)
Descamar, de Nicolau (DF)
E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Entre Corpos, de Mayra Costa (AL)
Espinho Remoso, de Heraldo de Deus (BA)
Estrela Brava, de Jorge Polo (RJ)
Fenda, de Lis Paim (CE)
It’s Not a Road Movie, de R.B. Lima (PB)
Mar de Dentro, de Lia Letícia (PE)
O Silêncio Elementar, de Mariana de Melo (MG)
Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)
Seus Lábios, de Leonardo Amaral (AL)
Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes (CE)

15º FESTIVAL DE CINEMA UNIVERSITÁRIO DE ALAGOAS

A Pior Dor que Há, de Ana Clara Miranda Lucena (DF)
Absorta, de Luiza Pugliesi Villaça (SP)
Bitoquinha, de Giordano Gadelha (SP)
Cartas à Tia Marcelina, de João Igor Macena (AL)
Castelos de Areia, de Giuliana Zamprogno (ES)
Cine Guarani: Entre Imagens e Canções, de Laura Viana (PE)
Quem Ficou Fui Eu, de Maria Garé e Luiza Pace (SP)
Retorno, de Arthur Paiosi (ES)
Suco de José, de Pedro Nunes (SP)
Um Breve Respiro Democrático, de Rafael de Luna (RJ)

12º FESTIVAL VELHO CHICO DE CINEMA AMBIENTAL

A Menina da Serra, de Cleyson Gomes (PB)
A Travessia, de Sergio Martinelli (SP)
Azul Marinho, de Stefhany Gabrielly e Paulo Conceição (PE)
Chorumelas, de Raquel de Medeiros Deliberador (PR)
Comadre Florzinha, de Rai Diniz e Carlos Mosca (PB)
Comida de Caboco: Heranças à Beira do Rio Negro, de Dante Abner (AM)
Contatos Encantados, de Fillipe Gomes (SE)
Corraveara, de Julhin de Tia Lica (RN)
Encontro das Águas, de Victor Quixabeira e Souza (GO)
Insustentável: A Realidade do Petróleo na Amazônia, de André Borges e Fer Ligabue (SP)
Invertebrado, de Fernando Monegalha, João Dias e Rodrigo Barros Gewehr (AL)
Menina Semente, de Túlio Beat (PE)
Mulheres da Restinga e O Extrativismo no Baixo São Francisco, de Cynira França (AL)
Nonato, o Barato: A Ciclovia, de Thiago Barba (SC)
O Despertar de Aiyra, de Duda Rodrigues e Juliana Rogge (SP)
O Mar nas Mãos, de Caio Sales (RJ)
O Surubim Barbado, de Lucas Carvalho e Henrique Rodrigues (MG)
Saudosa Floresta, de Marcia Mah (SP)
Suá, a Praia que Sumiu, de Thais Helena Leite (ES)
Troncos Velhos, de Rosane Gurgel (CE)
Vânia e Valéria, de Isabela Alves e Isabella Milena Nascimento (SP)
Vida e Morte Submarina, de Thiago Ismael Hara (AL)

15ª MOSTRA DE CINEMA INFANTIL

A Colmeia de Aziza, de Rodrigo França e Victor Flores (PE)
A Menina que Amava Gatos, de Maria Tereza Azevedo (PB)
A Tapioca da Vovó, de Deleon Souto (PB)
Fotossíntese, de Rodrigo do Viveiro (CE)
Fruto Desse Chão, de Carlon Hardt (PR)
Garota Dínamo e o Super-Heróis Secretos, de Paula Lice, Pedro Perazzo e Thais Bichara (BA)
Lá Vem o Boi-de-Mamão, de Thiago Barba (SC)
Min e as Mãozinhas em Olhe Ali, é Iara, de Paulo Henrique Rodrigues (SC)
Não me Esqueças, de Estúdio Escola de Animação (RJ)
No Início do Mundo, de Camilla Osório de Castro (CE)
O Viajante Entre Livros, de João Paulo Ferreira (PB)
Os Guardiões da Cobra Grande, de Yago de Almeida (PA)
Oxum Osun, O Poder do Feminino, de Célia Harumi (SP)
Pela Água, Sempre!, de Douglas de Magalhães e Juraci Júnior (AM)
PiOinc, de Alex Ribondi e Ricardo Makoto (DF)
Porcelanas pela Janela, de Vanessa Macedo (PE)
Quando as Ondas do Mar Desligam, de Yasoda Nanda e Assaggi Piá (BA)
Rios Aéreos, de Francisco de Paula Dutra (AM)
Sebastiana, de Cláudio Martins (CE)
Seu Próprio Mundo Minúsculo, de Gui Oller, Pipo Brandão e Ricky Godoy (BA)
Tsuru, de Pedro Anias (BA)
Zé Lins e o Fora da Lei, de Eduardo P. Moreira (PB)

Foto: Petrus Cariry.

53º Festival de Cinema de Gramado: conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas

por: Cinevitor
Igor Costa: melhor ator pelo curta O Pintor

Foram anunciados neste domingo, 17/08, no Palácio dos Festivais, os vencedores do 22º Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema – Mostra Gaúcha de Curtas da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado.

O curta-metragem Trapo, dirigido por João Chimendes e realizado em Uruguaiana, se destacou com o prêmio de melhor filme segundo o Júri Oficial, que foi formado pela roteirista e diretora Ceci Alves dos Santos, pela produtora Daniela Marinho, pelo cineasta e pesquisador Donny Correia da Silva, pelo cineasta Flávio Botelho Jr. e pela consultora em Legislação Audiovisual, Vera Zaverucha. O filme conta a história do garoto Leo, que precisa conseguir um novo celular depois que a sua melhor amiga Manu vai embora da cidade.

Tradicional janela de exibição do cinema gaúcho, o Prêmio Assembleia Legislativa novamente celebra o melhor da mais recente safra do cinema em curta-metragem produzido no Rio Grande do Sul com trabalhos realizados na capital Porto Alegre e em outras cidades do Estado. O famoso Gauchão, nome carinhosamente adotado pelo público para se referir à mostra, é realizado pelo Festival de Cinema de Gramado em parceria com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Além dos curtas gaúchos, o Festival de Cinema de Gramado também reserva espaço na sua programação para prestar homenagens a personalidades que se destacam na produção gaúcha. Nesta noite, a atriz, dançarina e cantora Gloria Andrades recebeu o Troféu Sirmar Antunes

Conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas 2025:

Melhor Filme | Júri Oficial: Trapo, de João Chimendes (Uruguaiana)
Melhor Filme | Júri da Crítica: Gambá, de Maciel Fischer (Teutônia)
Melhor Direção: Viviane Jag Fej Farias e Amallia Brandolff, por Fuá: O Sonho
Melhor Atriz: Mikaela Amaral, por Bom Dia, Maika!
Melhor Ator: Igor Costa, por O Pintor
Melhor Roteiro: Imigrante/Habitante, escrito por Cassio Tolpolar
Melhor Fotografia: Gambá, por Takeo Ito
Melhor Direção de Arte: Mãe da Manhã, por Clara Trevisan
Melhor Trilha Sonora/Música: Bom Dia, Maika!, por Zero
Melhor Montagem: Imigrante/Habitante, por Alfredo Barros
Melhor Figurino: A Sinaleira Amarela, por Samy Silva
Melhor Edição de Som/Desenho de Som: Mãe da Manhã, por Vini Albernaz
Melhor Produção/Produção Executiva: Renata Wotter, por O Jogo

Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

Festival de Locarno 2025: conheça os vencedores; brasileiros são premiados

por: Cinevitor
Felipe Casanova: premiado pelo curta O Rio de Janeiro Continua Lindo

Foram anunciados neste sábado, 16/08, os vencedores da 78ª edição do Festival de Cinema de Locarno, considerado um dos principais festivais de cinema autoral do mundo. O Leopardo de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para o japonês Tabi to Hibi, de Sho Miyake

Além disso, o Brasil se destacou na mostra Pardi di Domani, que traz um território de experimentação expressiva e de formas inovadoras de poesia. A seleção é composta por três competições: Concorso Internazionale, com obras de cineastas emergentes de todo o mundo; Concorso Nazionale, com produções suíças; e Concorso Corti d’Autore, com curtas-metragens de cineastas consagrados.

Na seleção nacional da Pardi di Domani, o cineasta brasileiro Felipe Casanova, atualmente radicado entre Genebra e Bruxelas, foi o grande vencedor do Leopardo de Ouro com o curta-metragem O Rio de Janeiro Continua Lindo, uma coprodução entre Bélgica, Brasil e Suíça; o filme também foi escolhido para participar do European Film Awards. A sinopse diz: em meio à folia do Carnaval carioca, Ilma escreve ao filho. Como ela sente a presença dele na multidão? Suspensa no tempo, a celebração se torna um espaço de memória e resistência política.

Entre os títulos internacionais da Pardi di Domani, destaque para o curta-metragem Primera Enseñanza, uma coprodução entre Cuba e Espanha, que levou o prêmio de melhor direção para a cubana Aria Sánchez e para a brasileira Marina Meira. Com Mia Hernandez, Lucero Montero, Wendy G. Castellanos, Raiza De Beche e Omar Durán no elenco, a sinopse diz: a voz de Daniela precisa estar completamente descansada antes que ela possa usá-la novamente. Dada a incapacidade dos adultos de lidar com a situação, seus colegas veem a oportunidade perfeita para silenciá-la definitivamente.

O júri do 78º Festival de Locarno foi formado por: Rithy Panh (presidente), Joslyn Barnes, Ursina Lardi, Carlos Reygadas e Renée Soutendijk na Competição Internacional; Asmara Abigail, La Frances Hui e Kani Kusruti no Concorso Cineasti del Presente; Jihan El Tahri, Lemohang Mosese e Sara Serraiocco na mostra Pardi di Domani; James Hawkinson, Judith Lou Lévy e Patricia Mazuy no prêmio First Feature; e Michael Almereyda, Martina Parenti e Seta Thakur na mostra Pardo Verde; além do voto popular e dos júris independentes

Com onze mostras, sendo três competitivas, o festival suíço explora o cinema sob todas as perspectivas, selecionando cuidadosamente filmes realizados para inspirar, surpreender, abrir a mente e questionar seus pressupostos.

Conheça os vencedores do 78º Festival de Cinema de Locarno:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

LEOPARDO DE OURO | MELHOR FILME
Tabi to Hibi (Two Seasons, Two Strangers), de Sho Miyake (Japão)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
White Snail, de Elsa Kremser e Levin Peter (Áustria/Alemanha)

MELHOR DIREÇÃO
Abbas Fahdel, por Tales of the Wounded Land

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Manuela Martelli e Ana Marija Veselčić, por Bog neće pomoći
Marya Imbro e Mikhail Senkov, por White Snail

MENÇÃO ESPECIAL
Dry Leaf, de Alexandre Koberidze (Alemanha/Geórgia)

CONCORSO CINEASTI DEL PRESENTE

LEOPARDO DE OURO | MELHOR FILME
Tóc, giấy và nước…, de Nicolas Graux e Trương Minh Quý (Bélgica/França/Vietnã)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Gioia mia, de Margherita Spampinato (Itália)

MELHOR DIREÇÃO EMERGENTE
Cecilia Kang, por Hijo mayor

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Aurora Quattrocchi, por Gioia mia
Levan Gelbakhiani, por Don’t Let the Sun

PARDI DI DOMANI | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

LEOPARDO DE OURO | MELHOR CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL
HYENA, de Altay Ulan Yang (EUA)

LEOPARDO DE PRATA
Still Playing, de Mohamed Mesbah (França)

MELHOR DIREÇÃO
Aria Sánchez e Marina Meira, por Primera Enseñanza

MEDIEN PATENT VERWALTUNG AG AWARD
Force Times Displacement, de Angel WU (Taiwan)

PARDI DI DOMANI | COMPETIÇÃO NACIONAL

LEOPARDO DE OURO | MELHOR CURTA-METRAGEM SUÍÇO
O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Bélgica/Brasil/Suíça)

LEOPARDO DE PRATA
Tusen Toner, de Francesco Poloni (Suíça)

PRÊMIO REVELAÇÃO
L’Avant-Poste 21, de Camille Surdez (Suíça)

CURTA-METRAGEM CANDIDATO AO EUROPEAN FILM AWARDS
O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Bélgica/Brasil/Suíça)

PARDI DI DOMANI | Concorso Corti d’Autore

LEOPARDO DE OURO
A Very Straight Neck, de Neo Sora (Japão/China)

*Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores do Festival de Locarno 2025

Foto: Mattia Martegani/Locarno Film Festival/Ti-Press.

53º Festival de Cinema de Gramado começa com O Último Azul, de Gabriel Mascaro, e homenagem a Rodrigo Santoro

por: Cinevitor
Equipe do filme O Último Azul em Gramado

A 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado começou oficialmente nesta sexta-feira, 15/08, com a exibição, fora de competição, do premiado O Último Azul, dirigido pelo cineasta pernambucano Gabriel Mascaro.

Inédito no Brasil e com lançamento nos cinemas brasileiros confirmado para 28 de agosto, o longa conquistou o Urso de Prata na 75ª edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano. O filme rendeu também a Gabriel Mascaro o Prêmio do Júri Ecumênico e o Berliner Morgenpost Readers’ Jury Award, além de muitos aplausos. Recentemente, O Último Azul venceu o prêmio de melhor filme ibero-americano de ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México, evento que também premiou a atriz Denise Weinberg com o Prêmio Maguey de melhor interpretação.

O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão desfrutar seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, papel de Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. Rodrigo Santoro, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás também integram o elenco. A produção sobre resistência e amadurecimento ao longo dos rios da Amazônia também passou por países como Colômbia, Argentina, Turquia, Portugal e Austrália.

Na noite desta sexta-feira, Gramado fez história e pela primeira vez teve um tapete que não fosse vermelho. Como homenagem ao longa de abertura, estava completamente azul. Ao lado de sua equipe, Mascaro subiu ao palco do Palácio dos Festivais e apresentou o longa: “É uma alegria imensa poder lançar o filme no Brasil depois de uma linda trajetória que nos emocionou ao trazer o Urso de Prata para o país”. E continuou: “Acho que a gente viveu um momento muito desafiador no nosso país. A Ancine [Agência Nacional do Cinema] em algum momento, quis esconder o cinema brasileiro: os cartazes foram retirados da instituição. E hoje, o Palácio da Aurora abre as portas para ver o cinema brasileiro. Então, acho que é um momento muito especial”.

Aplaudido pelo público, Mascaro seguiu seu discurso: “Hoje é um dia de festa. É o dia do cinema brasileiro que está aqui em Gramado, festival que nos recebe vestindo-se de azul. É para celebrar a diversidade do olhar. Um Brasil que, na verdade, entendeu que é importante dar pluralidade de vozes. De descentralizar os recursos. Estamos colhendo algo que foi plantado quinze anos atrás. Esse filme não existiria se não fosse esse olhar para a diversidade”.

O diretor também destacou sua relação com o festival: “Estar aqui, depois de 20 anos da exibição do meu curta universitário, é muito especial para mim. Eu queria agradecer lindamente essa equipe e espero que vocês se conectem. É um filme muito apaixonado pela vida e inspirado na minha vó que me deu essa centelha. É uma distopia, mas é o filme, eu garanto, mais utópico que vocês vão assistir. O Brasil, além de ser o país do futebol, seguramente é o país do cinema. Viva o cinema brasileiro!”.

Rodrigo Santoro: homenagem 

Com produção da Desvia (Brasil) e Cinevinay (México), em coprodução com a Globo Filmes (Brasil), Quijote Films (Chile), Viking Film (Países Baixos) e distribuição da Vitrine Filmes no Brasil, O Último Azul foi produzido por Rachel Daisy Ellis e Sandino Saravia Vinay, produtor associado de Roma, de Alfonso Cuarón, e coprodutor dos filmes anteriores de Gabriel Mascaro.

O elenco de O Último Azul conta também com Rosa Malagueta, Clarissa Pinheiro, Dimas Mendonça, Daniel Ferrat, Heitor Lóris, Rafael Cesar, Isabela Catão, Daniela Reis, Diego Bauer, Aldenor Santos, Tony Ferreira, Karol Medeiros, Erismar Fernandes, Júlia Kahane, Robson Ney, Luana Brandão, Ítalo Rui, Amanda Costa, Ítalo Bruce, Matheus Sabbá, Paulo Queiroz, Wallace Abreu, Jôce Mendes, Rhuann Gabriel, Arthur Gabriel, Maria Alice, Ana Oliveira, Maurício Santtos, Klindson Cruz e Isadora Gibson. O roteiro é assinado por Gabriel Mascaro e Tibério Azul; a direção de fotografia é de Guillermo Garza. A edição é de Sebastían Sepúlveda e Omar Guzmán; Memo Guerra assina a música do filme.

A noite também foi marcada por outro momento emocionante antes da exibição do longa: a homenagem para o consagrado ator Rodrigo Santoro, que recebeu o Kikito de Cristal. Ele começou sua carreira atuando em novelas, mas logo se destacou em produções cinematográficas.

Ovacionado pelo público, Rodrigo se emocionou e discursou: “De repente passou um filme inteiro na minha cabeça… são muitos anos! Primeiro, quero agradecer ao Festival de Gramado. Foi o primeiro festival que eu frequentei como espectador. É uma honra imensa receber esse reconhecimento, especialmente aqui. Pela importância que o festival tem no cinema brasileiro e latino-americano. Me disseram que este reconhecimento é pela minha trajetória internacional. É a primeira vez que eu estou recebendo esse reconhecimento aqui no Brasil”.

E seguiu seu discurso: “Vou completar 50 anos na semana que vem. E nesse percurso, uma das coisas que eu aprendi foi que fronteiras são mais concretas na geografia. A essência humana, as nossas histórias, os nossos sonhos, as nossas dores são universais”. Santoro também destacou seu carinho pela cultura brasileira: “Toda vez que eu falo do Brasil, do nosso cinema, da nossa arte, da nossa cultura, eu falo de dentro para fora. Eu falo o que eu sinto, eu falo o que eu penso. Eu tenho muito respeito por tudo que a gente construiu e continua construindo dentro da nossa cultura. O meu coração é absolutamente brasileiro”.

O homenageado falou também da exibição especial de O Último Azul na noite de abertura do Festival de Gramado: “Esse filme torna esta noite ainda mais especial. É um ciclo que que se completa, não se fecha. É a primeira vez que O Último Azul vai ser exibido no Brasil. É a nossa estreia e para o público brasileiro. Isso é muito importante”.

Muito emocionado, Rodrigo finalizou: “É muita história, é muita coisa. São muitos sentimentos e eu não tenho vergonha de me emocionar. Para terminar, queria dedicar esse prêmio ao cinema independente brasileiro, que foi onde eu comecei há mais de 20 anos com Bicho de Sete Cabeças [dirigido por Laís Bodanzky] e sigo acreditando nele como é o caso do filme que vocês vão ver hoje. Dedico esse prêmio à resistência cultural e à coragem de todos os profissionais do nosso meio, que apesar dos grandes desafios que temos enfrentado, continuam trabalhando para contar as nossas poderosas histórias para o mundo. Viva o cinema brasileiro!”.

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Diego Vara/Edison Vara/Agência Pressphoto.

53º Festival de Cinema de Gramado: conheça os integrantes dos júris

por: Cinevitor
Petrus Cariry: cineasta cearense está confirmado no júri de 2025

A 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 13 e 23 de agosto, com abertura oficial nesta sexta-feira, 15/08, revelou os nomes dos profissionais que escolherão os vencedores dos kikitos deste ano.

Profissionais de diferentes áreas do audiovisual e da crítica cinematográfica também sobem à Serra Gaúcha para integrar o time de jurados do 53º Festival de Cinema de Gramado. Ao todo, 20 nomes serão responsáveis pelos premiados nas mostras competitivas de longas brasileiros, longas documentais, longas gaúchos e curtas brasileiros, além do Prêmio Assembleia Legislativa da Mostra Gaúcha de Curtas.

Avaliando os seis títulos em competição na mostra de longas-metragens brasileiros estão: o ator Edson Celulari, a atriz Isabel Fillardis e os cineastas Sergio Rezende, Fernanda Lomba e Petrus Cariry. Já na mostra de longas documentais, o professor e realizador Bertrand Lira, o ator Marcos Breda e a jornalista e cineasta Thais Fernandes são os nomes que formam o júri. Ainda nos longas-metragens, o jornalista e crítico Daniel Fernandes, a atriz e produtora Gabrielle Fleck e a produtora Keyti Souza respondem pela seleção de vencedores da Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos.

No segmento de curtas-metragens, a mostra nacional será avaliada pelo produtor Ailton Franco Jr., pela crítica de cinema Dríade Aguiar, pela atriz Polly Marinho e pela comunicadora Sarah Oliveira. Por fim, o Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas terá seus laureados escolhidos pela roteirista e diretora Ceci Alves dos Santos, pela produtora Daniela Marinho, pelo cineasta e pesquisador Donny Correia da Silva, pelo cineasta Flávio Botelho Jr. e pela consultora em Legislação Audiovisual, Vera Zaverucha.

O olhar fundamental da crítica na apreciação cinematográfica também se faz presente com o Júri da Crítica, formado por profissionais integrantes da ACCIRS, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, e da Abraccine, Associação Brasileira de Críticas de Cinema. São eles: Arthur Gadelha (CE), Cristian Verardi (RS), Ivana Silva (RS), Paulo Henrique Silva (MG) e Raquel Carneiro (SP).

O Festival de Cinema de Gramado 2025 começa oficialmente nesta sexta-feira com a exibição especial do premiado longa brasileiro O Último Azul, de Gabriel Mascaro, com Denise Weinberg, Adanilo e Rodrigo Santoro no elenco.

Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

Oscar 2026: 16 longas estão habilitados e disputam indicação brasileira na categoria de melhor filme internacional

por: Cinevitor
Jesuíta Barbosa interpreta Ney Matogrosso em Homem com H: sucesso de público

A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quinta-feira, 14/08, a lista com os 16 longas-metragens brasileiros que estão habilitados e seguem na disputa por uma indicação à vaga na categoria de melhor filme internacional no Oscar 2026

As reuniões da Comissão de Seleção acontecerão em duas etapas: dia 8 de setembro de 2025, quando serão revelados os seis títulos pré-selecionados entre os inscritos; e a reunião final, no dia 15 de setembro, para a escolha do título que representará o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de melhor filme internacional da 98ª edição do Oscar, premiação realizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que acontecerá no dia 15 de março de 2026, em Los Angeles.

Vale destacar que na última edição do prêmio da Academia, o Brasil foi premiado com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, e levou o primeiro Oscar para o país; além disso, o longa também foi indicado a melhor filme e melhor atriz para Fernanda Torres

Conheça os 16 longas-metragens brasileiros habilitados:

A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert
A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry
Baby, de Marcelo Caetano
Homem com H, de Esmir Filho
Kasa Branca, de Luciano Vidigal
Malu, de Pedro Freire
Manas, de Marianna Brennand
Milton Bituca Nascimento, de Flavia Moraes
O Agente Secreto, de Kleber de Mendonça Filho
O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende
O Último Azul, de Gabriel Mascaro
Oeste Outra Vez, de Erico Rassi
Os Enforcados, de Fernando Coimbra
Retrato de um Certo Oriente, de Marcelo Gomes
Um Lobo Entre os Cisnes, de Marcos Schechtman e Helena Varvaki
Vitória, de Andrucha Waddington

Foto: Marina Vancini.

Tijolo por Tijolo

por: Cinevitor

Direção: Victoria Álvares, Quentin Delaroche.

Elenco: Cris Martins, Albert Ventura, Caique de Souza Ventura, Isaque de Souza Ventura, Helena Vitoria de Souza Ventura, Yasmin de Souza Ventura, Cecília Martins de Souza.

Ano: 2024

Sinopse: Acompanhamos Cris e sua família, moradores do Ibura, na periferia do Recife, que no início da pandemia de Covid-19 tiveram que abandonar sua casa devido ao risco de desabamento. Grávida do quarto filho e lutando por uma laqueadura, Cris trabalha como influenciadora digital enquanto a família reconstrói sua moradia. Abordando temas relevantes ao Brasil de hoje, como maternidade, empreendedorismo e direitos reprodutivos e à moradia, entremeados com momentos de leveza cotidiana, o filme ressalta o protagonismo coletivo que torna possível erguer as paredes de um lar, dia após dia.

*Filme visto no 11º Festival Goiamum Audiovisual

Nota do CINEVITOR:

Juntos

por: Cinevitor

Together

Direção: Michael Shanks

Elenco: Dave Franco, Alison Brie, Damon Herriman, Mia Morrissey, Karl Richmond, Jack Kenny, Francesca Waters, Aljin Abella, Sarah Lang, Rob Brown, Ellora Iris, Charlie Lees, MJ Dorning, Tom Considine, Melanie Beddie, Flynn Wandin, Nancy Finn, Mark Robinson, Michael Shanks, Sunny S. Walia.

Ano: 2025

Sinopse: Millie é uma professora que aceita um novo emprego no interior e, junto de seu companheiro Tim, se mudam para uma nova cidade. Após a sugestão de Jamie, o casal decide aproveitar uma trilha próxima a casa de onde vivem. E, durante a atividade, eles se acidentam e o resultado disso afeta a vida dos dois para sempre. Após este fato, Tim e Millie se veem presos em uma espiral de terror que desafia o relacionamento já desgastado, enquanto distorce seus próprios corpos. Em meio a um vínculo cada vez mais grotesco e inexplicável, o casal precisa entender a origem dessa força sobrenatural. O problema é que nada do que viveram até ali os preparou para o horror que estão prestes a enfrentar.

Nota do CINEVITOR:

CINEVITOR #482: Carlota Joaquina, Princesa do Brazil | Marieta Severo + Marco Nanini + elenco

por: Cinevitor
Marieta Severo é Carlota Joaquina nas telonas

Marco da retomada do cinema brasileiro nos anos 1990, Carlota Joaquina, Princesa do Brazil completa 30 anos em 2025 e retorna aos cinemas em cópia remasterizada em 4K, reafirmando sua atualidade e potência criativa.

Ousado e irreverente, o primeiro longa dirigido por Carla Camurati e produzido por ela e por Bianca de Felippes, conquistou o público com sua crítica bem-humorada à formação do Brasil, aliada a uma linguagem estética inovadora. Estrelado por Marieta Severo como Carlota Joaquina, vivida na infância por Ludmila Dayer, Marco Nanini como Dom João, Marcos Palmeira como Dom Pedro I e Vera Holtz no papel de Maria Luísa de Parma, o filme retorna ao circuito comercial no dia 14 de agosto, em cópias acessíveis e restauradas digitalmente, com patrocínio da Petrobras.

A diretora Carla Camurati, que assina também o roteiro ao lado de Melanie Dimantas, destaca o humor, a ironia e a liberdade estética como marcas da obra, que convida o público a refletir sobre as origens do Brasil. Camurati celebra não apenas os 30 anos do filme, mas também a oportunidade de ver sua primeira obra como diretora de volta às telonas.

A narrativa se passa entre o fim do século XVIII e o início do século XIX. Aos dez anos, Carlota Joaquina é prometida a João, de Portugal. Talentosa e instruída, a jovem princesa é aprovada pela corte espanhola e enviada para Lisboa, onde se depara com um destino bem menos glamouroso que o retratado nos quadros e protocolos da nobreza. João, de temperamento introspectivo, prefere o canto sacro e o cultivo de flores à companhia da nova esposa. Com a morte do príncipe herdeiro e o agravamento da saúde mental da rainha D. Maria I, o casal acaba elevado ao trono português. Em meio às turbulências provocadas pela Revolução Francesa e pelas ameaças de invasão napoleônica, a corte portuguesa realiza uma fuga histórica e silenciosa para o Brasil, episódio que marca uma reviravolta no destino da colônia e dá origem a uma nova fase da história luso-brasileira.

Com argumento de Angus Mitchell e Carla Camurati, a fotografia é assinada por Breno Silveira. As músicas são de André Abujamra e Armando Souza, a produção de arte é de Bianca de Felippes e Richard Luiz com cenários de Tadeu Burgos e Emilia Duncan; o figurino é de Tadeu Burgos, Emilia Duncan e Marcelo Pies. O elenco conta também com Brent Hieatt, Maria Fernanda, Eliana Fonseca, Norton Nascimento, Beth Goulart, Antonio Abujamra, Bel Kutner, Ney Latorraca e Maria Ceiça.

Para marcar a celebração dos 30 anos do filme, conversamos com o elenco de Carlota Joaquina, Princesa do Brazil: Marieta Severo, Marco Nanini, Marcos Palmeira e Ludmila Dayer.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação.

XI Recifest: conheça os filmes selecionados para o Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero

por: Cinevitor
Sharlene Esse no curta pernambucano A Volta, de Anny Stone

Foram anunciados os 26 curtas-metragens que compõem as mostras competitivas da 11ª edição do Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero, que acontecerá entre os dias 23 de setembro e 5 de outubro com programação no Recife e nas Terras Indígenas Pankararu (Tacaratu e Jatobá, no sertão de Pernambuco), além de atividades on-line.

As sessões competitivas serão realizadas entre os dias 23 e 27 de setembro no Cinema São Luiz reunindo obras de 13 estados brasileiros. Esta edição registrou o maior número de inscrições da história do festival: 271 filmes, dos quais foram selecionados 16 ficções, seis documentários, três animações e um híbrido.

Os curtas refletem a pluralidade da produção audiovisual contemporânea com equipes formadas por pessoas cis, trans, travestis, não-binárias e de diferentes identidades raciais e étnicas. As obras abordam temas como afetos e relações LGBTQIAPN+, questões de gênero, sexualidade, ancestralidade indígena e afro-brasileira, enfrentamento à violência, lutas por direitos e narrativas experimentais que exploram novas linguagens no cinema.

Seis títulos concorrem ao prêmio de melhor filme pernambucano e outros 20 ao prêmio de melhor filme nacional. A curadoria das mostras competitivas foi formada por Galba Gogóia, Graciela Guarani e Davi Barros. O Recifest é realizado pela Olinda Produções e pela Casa de Cinema de Olinda, com incentivo do Funcultura e apoio da Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.

Neste ano, Ruby Nox, vencedora da segunda temporada do reality show Drag Race Brasil, será a apresentadora do evento. E mais: o documentário Filhas da Noite, de Henrique Arruda e Sylara Silvério, com Sharlene Esse, Raquel Simpson, Márcia Vogue, Christiane Falcão, Suelanny Tigresa e Paloma Pitt, será o filme de abertura

Conheça os filmes selecionados para as mostras competitivas do 11º Recifest:

2/1, de Mateus Lacerda (SP)
A Vaqueira, a Dançarina e o Porco, de Stella Carneiro e Ary Zara (CE)
A Volta, de Anny Stone (PE)
Americana, de Agarb Braga (PA)
Ana Cecília, de Julia Regis (RS)
Ana e as Montanhas, de Julia Araújo e Carla Villa-Lobos (GO/RJ)
Cissa Tempo, de Oaj (SP)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Da Aldeia à Universidade, de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo (TO)
Descamar, de Nicolau (DF)
Espelho da Memória, de Filipe Travanca e Roberto Simão (SP)
Geni & Thor, de Pedro H. Machado (PR)
Lá na Frente, de Márcio Andrade (PE)
Lança-Foguete, de William Oliveira (PE)
Mãe, de Jöão Monteiro (RS)
Na Volta Eu te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
Os Quatro Exílios de Herbert Daniel, de Daniel Favaretto (SP)
Pacto pela Vida, de Luiza Côrte (PE)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Queima Minha Pele, de Leonardo Amorim (AL)
Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Todas as Memórias que Você Fez para Mim, de Pedro Fillipe (PE)
Todo Romance Termina Assim, de Marco Aurélio Gal (SP)
Tudo que Importa, de Coraci Ruiz (SP)
Valéria di Roma, de Carlos Mosca (PB)
Velcro, de Carol Lima e Renata Pimentel (PE)

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #481: Entrevista com Leandra Leal | Os Enforcados

por: Cinevitor
Irandhir Santos, Leandra Leal e Thiago Thomé em cena

Depois de passar pelos festivais de Toronto, Rio, Havana e Mostra de São Paulo, Os Enforcados, dirigido por Fernando Coimbra, de O Lobo Atrás da Porta, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 14/08, com distribuição da Paris Filmes.

Estrelado por Leandra Leal e Irandhir Santos, com participações especiais de Irene Ravache e Stepan Nercessian, o filme tem produção da Gullane e coprodução da Fado Filmes, Globo Filmes, Telecine e Pavuna Pictures. Assim como O Lobo Atrás da Porta, que marcou a estreia de Coimbra na direção de longas-metragens, Os Enforcados é o primeiro trabalho do cineasta no Brasil após dirigir episódios das séries internacionais Narcos, Outcast e Perry Mason e do filme Castelo de Areia (Sand Castle), com Nicholas Hoult e Henry Cavill.

Na trama, Valério (Irandhir Santos) e Regina (Leandra Leal) formam um casal vivendo confortavelmente na Zona Oeste do Rio de Janeiro, graças ao império do jogo do bicho construído pelo pai e pelo tio dele. Valério, que acredita ter mantido suas mãos limpas, precisa lidar com as pendências de sua família, em um meio que obedece a leis próprias. Incentivado pela ambiciosa mulher, ele tenta uma jogada que ambos consideram infalível.

O cineasta inspirou-se em Macbeth, de William Shakespeare, mas quis contar a história pela perspectiva de Lady Macbeth. Em Os Enforcados, como na peça, os dois personagens se veem presos em uma escalada de ambição e violência, em uma tragédia à brasileira, com uma boa dose de humor ácido.

Em Os Enforcados, Fernando Coimbra queria tratar da realidade brasileira e da elite econômica do país. A ideia começou a surgir ainda durante as filmagens de O Lobo Atrás da Porta quando Coimbra passava pela Barra da Tijuca a caminho de locações. Em 2015, o roteiro passou pelo Laboratório de Sundance, sendo premiado dois anos depois com o Sundance Global Filmmaking Awards, de reconhecimento e apoio a cineastas independentes emergentes. Os trabalhos fora do Brasil e a pandemia adiaram as filmagens, mas Fernando Coimbra nunca parou de trabalhar no roteiro.

O elenco conta também com Thiago Thomé, Pêpê Rapazote, Ernani Moraes, Augusto Madeira e Ricardo Bittencourt. A direção de fotografia é assinada por Junior Malta e a direção de arte é de Caio Costa e Rafael Torah. A montagem é de Karen Harley e o desenho de som é de Ricardo Cutz

Para falar mais sobre Os Enforcados, conversamos com a atriz Leandra Leal, que recentemente foi homenageada no Cine PE. No bate-papo, destacou sua parceria com Fernando Coimbra, falou sobre o trabalho com os colegas Irandhir Santos e Irene Ravache, recepção do público e expectativa para o lançamento.

Aperte o play e confira:

Foto: Helena Barreto.