Elenco: Josh O’Connor, Sterling Thompson, Alana Haim, Jasper Thompson, Bill Camp, Hope Davis, Eli Gelb, Cole Doman, Carrie Lazar, Javion Allen, Reighan Bean, Katie Hubbard, Margot Anderson-Song, Avery Deutsch, Deb G. Girdler, Richard Hagerman, Juan Carlos Hernández, Ryan Homchick, Matthew Maher, Marc Ross, Rick Dutrow, Clark Harris, John Magaro, Gaby Hoffmann, Kevin Michael Walsh, Amanda Plummer, Mauricio Soliz, Rhenzy Feliz, Kade Clarks, Mark Antony Howard, Ashlyn Porter, Dale Hodges, Caleb Phillips, John E. Brownlee, Cliff Cash, Tom Cline, Wilson Conkwright, William Cross, Malika Dinan, Robert Gerding, Angel Kerns, Justin McCombs, Jenny McManus, Barry Mulholland, Alexis Nichole Neuenschwander, Max Schroeder, Greg Siewny, D.J. Stroud, Greg Violand, Ming Wang, Maria Wedding, Michael Wedding, Jean Zarzour.
Ano: 2025
Sinopse: Em um canto tranquilo de Massachusetts, por volta de 1970, James Blaine Mooney, um carpinteiro desempregado que se torna ladrão de arte amador, planeja seu primeiro grande assalto. Mas, quando tudo sai dos trilhos, sua vida começa a desmoronar.
Elenco: Ethan Hawke, Mason Thames, Madeleine McGraw, Demián Bichir, Miguel Mora, Jeremy Davies, Arianna Rivas, Maev Beaty, Graham Abbey, James Ransone, Anna Lore, Simon Webster, Shepherd Munroe, Chase B. Robertson, Dexter Bolduc, Jazlyn Wong-lee, Julien Norman, Jacob Moran, Jacob Crespo, Sofia Quon.
Ano: 2025
Sinopse: A trama de O Telefone Preto 2 se passa quatro anos após a fuga de Finn e a morte do Sequestrador. Apesar do tempo, Finn ainda lida com os traumas do sequestro, enquanto Gwen começa a receber ligações em sonhos que a levam até um acampamento de inverno marcado por mistérios e visões de vítimas desconhecidas. Em meio a uma nevasca, os irmãos precisarão enfrentar uma presença ainda mais sombria: um inimigo que, mesmo após a morte, se mostra mais poderoso do que nunca.
A consagrada atriz Mariana Ximenes, que vem conquistando o público e a crítica ao longo de sua trajetória, foi a grande homenageada da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema e recebeu o Troféu Eusélio Oliveira.
No palco do Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, na noite de abertura, foi ovacionada pelo público e enalteceu sua ancestralidade em seu discurso. Carismática e esbanjando simpatia, Ximenes começou sua carreira aos 14 anos. Formada pelo Centro de Artes e Educação Célia Helena, acumulou inúmeros prêmios por suas atuações. Além de atriz, tornou-se também produtora, realizando diversos projetos no cinema e no teatro.
Aos seis anos, MarianaXimenes, que nasceu em São Paulo, fez sua primeira peça de teatro, na escola onde estudava, interpretando a personagem Cinderela do clássico conto de fadas. Estreou como atriz em 1998, aos dezessete anos, na telenovela Fascinação, do SBT. Em seguida, fez sua estreia na Rede Globo participando do episódio Dupla Traição, do Você Decide, do episódio piloto do seriado Sandy & Junior, e também no cinema, no filme Caminho dos Sonhos, de Lucas Amberg.
No ano seguinte, atuou em Andando nas Nuvens, sua primeira personagem em uma novela da Rede Globo. Depois fez uma participação especial em Força de um Desejo e ganhou destaque em Uga Uga, como Bionda, que lhe rendeu o prêmio de atriz revelação no Melhores do Ano do Domingão do Faustão. O sucesso seguiu em novelas, minisséries e seriados, como: A Padroeira, Os Normais, A Casa das Sete Mulheres, A Grande Família, As Brasileiras, Cobras & Lagartos, Paraíso Tropical, A Favorita, América, Guerra dos Sexos, Joia Rara, Haja Coração, Supermax, Nos Tempos do Imperador, Amor Perfeito, Mania de Você, entre outros. Em 2003, ganhou outro papel de grande destaque popular: Ana Francisca na novela Chocolate com Pimenta, assim como a vilã Clara, de Passione, em 2010, que lhe rendeu o Troféu Imprensa.
Além do sucesso nas telinhas, Mariana Ximenes também se dedicou ao teatro, apresentou o Superbonita, na GNT, e se destacou no cinema em diversos filmes, entre eles, O Invasor, de Beto Brant, que lhe rendeu o Prêmio Grande Otelo de melhor atriz coadjuvante, além de ter sido premiada no Cine PE. Com Um Homem Só, de Claudia Jouvin, recebeu o kikito de melhor atriz no Festival de Gramado, em 2015.
Seu currículo na sétima arte conta ainda com: O Homem do Ano, de José Henrique Fonseca; A Máquina, de João Falcão; Muito Gelo e Dois Dedos d’Água, de Daniel Filho; Os Penetras, de Andrucha Waddington; Zoom, de Pedro Morelli; Prova de Coragem, de Roberto Gervitz; Uma Loucura de Mulher, de Marcus Ligocki; O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues; L.O.C.A. – Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor, de Claudia Jouvin; Capitu e o Capítulo, de Julio Bressane; Nem Deus é Tão Justo Quanto Seus Jeans, de Sergio Silva; o inédito Cacilda Becker em Cena Aberta, de Julia Moraes, no qual interpreta Tônia Carrero; entre muitos outros.
Para falar mais sobre a homenagem no festival e a trajetória artística de Mariana Ximenes, conversamos com a atriz no dia seguinte à cerimônia. No bate-papo, a recordista de entrevistas do CINEVITOR, falou sobre a emoção de receber tal honraria no Ceará, terra de sua mãe e familiares, ancestralidade, Eusélio Oliveira, cinema cearense e a vontade de filmar no Nordeste. Além disso, relembrou com carinho alguns de seus trabalhos mais marcantes.
Samires Costa no curta A Fera do Mangue, de Wara e Sivan Noam Shimon
A 24ª edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe acontecerá entre os dias 3 e 9 de novembro em Aracaju, com o tema Amor Fati: território do querer, reunindo realizadores, público e imprensa em um grande evento.
O Curta-SE 2025, considerado o maior festival de cinema de Sergipe, contará com mostras competitivas e uma programação especial, que será divulgada em breve, com mostras temáticas, apresentações artísticas e folclóricas, mesas-redondas, rodas de conversa, debates e lançamentos de livros, reforçando o caráter plural e formativo do festival.
Neste ano, as inscrições alcançaram o recorde de mais de mil filmes; este é um quantitativo excepcional na história do festival, especialmente considerando a exigência do edital atual de que os materiais fossem enviados no formato DCP (Digital Cinema Package), padrão de exibição digital em cinemas, garantindo maior qualidade técnica e estética durante as sessões.
Após criteriosa avaliação da comissão de seleção, foram escolhidas 48 produções que irão integrar as mostras competitivas do Curta-SE 24: 20 curtas ibero-americanos, 8 curtas sergipanos, 5 longas-metragens, 4 trailers, 5 vídeos de bolso, 4 videoclipes e 3 webséries. Além da premiação e troféu para os vencedores das diversas categorias, o festival também oferecerá uma premiação especial para o melhor curta iberoamericano e sergipano através do Júri Popular.
Segundo a produtora executiva Deyse Rocha, o trabalho da curadoria reforça a pluralidade do festival: “Todas as categorias contaram com três júris. Os filmes passaram por uma comissão avaliadora que analisou os conteúdos aptos a participar do festival. Foram dias intensos, maratonando e selecionando criteriosamente os filmes para chegar a essa lista espetacular. Parabéns a todos os realizadores e envolvidos nos filmes selecionados para mais uma edição especial do Curta-SE”, celebrou.
A diretora do festival, Rosângela Rocha, destacou o papel transformador do evento: “Receber mais de mil inscrições é um marco para o Curta-SE e para o audiovisual iberoamericano. Isso demonstra a potência criativa dos realizadores e a força do cinema como ferramenta de resistência, afeto e reflexão. O Curta-SE é, antes de tudo, um espaço de encontro, diversidade e valorização da arte”, afirmou.
Realizado pela AVBR Produções, o Curta-SE tem como missão ampliar o acesso à produção audiovisual iberoamericana, promover o intercâmbio entre realizadores brasileiros e estrangeiros e estimular a formação de público para o cinema brasileiro. O festival também fomenta a acessibilidade, a economia criativa, a cultura popular e a sustentabilidade.
A 24ª edição iniciará sua programação com uma noite memorável que une arte cinematográfica e música de alta qualidade. A abertura oficial será no dia 3 de novembro, no Teatro Tobias Barreto, com a exibição do aguardado filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura. A atriz Suzy Lopes, que integra o elenco do filme, estará presente na sessão e também será a mestre de cerimônia da noite de abertura do festival.
Encerrando a noite, a cantora Alice Caymmi apresentará o espetáculo Pra minha Tia Nana, um tributo emocionante à sua tia, Nana Caymmi, ícone da música brasileira. No repertório, clássicos como Resposta ao Tempo, Só Louco, Suave Veneno e Oração ao Tempo, além dos boleros Sabe de Mim e Se Queres Saber. Alice será acompanhada pelo pianista Eduardo Farias em uma performance que promete emocionar o público ao revisitar a obra de Nana com arranjos contemporâneos e interpretações carregadas de afeto e profundidade: “A ideia é que eu me torne o elo entre a eternidade e o presente”, afirma Alice.
Conheça os filmes selecionados para as mostras competitivas do 24º Curta-SE:
MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS IBEROAMERICANOS
A Fera do Mangue, de Wara e Sivan Noam Shimon (CE) A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB) A Última Valsa, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SP) Bijupirá, de Eduardo Boccaletti (RJ) Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA) Deixa, de Mariana Jaspe (RJ) Entre o Mar e o Sertão, de Elle Moon (PE) Espelho da Memória, de Filipe Travanca e Roberto Simão (SP) Eu Não Sei se Vou Ter que Falar Tudo de Novo, de Vitória Fallavena e Thassilo Weber (RJ) Guarapari Revisitada, de Adriana Jacobsen (ES) Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC) Más que el Mar (Mais que o Mar), de Marindia (Uruguai) Mounir, de Javier Rúa e Xose Dopazo (Espanha) My Ray of Sunshine, de Laís Andrade (Brasil/Portugal) No Início do Mundo, de Camilla Osório de Castro (CE) O que Vi, de Victor Gustavo Abreu (SP) Os Quatro Exílios de Herbert Daniel, de Daniel Favaretto (SP) Puzzleak, de Kote Camacho (Espanha) Soledá, de Howi Álvarez (Espanha) Yungay, de Marisa Bedoya (Espanha)
MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS SERGIPANOS
Aracaju: Uma Viagem no Tempo, de Fabio Jaciuk (Aracaju) Cancioneiras: Embarcações Poéticas, de Elaine Regina Bomfim Gomes (Aracaju) Coisa de Preto, de Pâmela Peregrino (Poço Redondo) Donas da Cultura Popular: Madá, de Jonta Oliveira (São Cristóvão) O Armário de Gisélia, de Eudaldo Monção (São Cristóvão) Sergipe Way, de Gessica da Silva Lima (São Cristóvão) Sobre Plantas, Mãos e Fé, de Danielle Azevedo e Gabriela Alcântara (São Cristóvão) Sonata Beladona, de Antônio Rafael Gomes Maia (Aracaju)
MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS
Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE) Papagaios, de Douglas Soares (RJ) Resurrexit, de Daniel Muchiut (Espanha/Argentina) Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (SE) Vinchuca, de Luis Zorraquin (Argentina/Brasil)
TRAILER
Diz o Nome, de Anne Plein, Lau Graef e Mirela Kruel (RS) Nevrose, de Ana do Carmo (BA) Todo Amor do Mundo, de Caio Victor de Arruda (PE) Tramas, de Júnia Teixeira e Marcus Faria Franco (MG)
VÍDEO DE BOLSO
Desperta, de Laura Becker (RS) Encantados, de Jonas Sakamoto (MA) Entre Linhas e Lutas, de Bruna Souza (SP) Lampejo Cósmico, de Natali Brasil (SE) LGBTQ+Cuba, de Alek Lean (RJ)
VIDEOCLIPE
Amigo, Amigo, de Flaira Ferro; direção: Amandine Goisbault (PE) Cana Queimada de Desejos, de Sávio Sabiá; direção: Ricardo Sékula e Sávio Sabiá (PE) Fruto Desse Chão, de Carlon Hardt (PR) Movido à Água, de Vida Seca; direção: Ana Clara Gomes (GO)
WEBSÉRIE
Gugu Tecelã, de Dannyel Leite (SP) Privilégios, de Raíssa Venâncio (RJ) Trajetórias: Ofícios, Mulheres e Vidas, de Wagner Rodrigo da Silva (SP)
Foto: Divulgação/La Factory des Cinéastes Ceará Brasil.
Foram anunciados neste domingo, 12/10, os vencedores da 23ª edição da Goiânia Mostra Curtas, que celebrou o talento e a diversidade do cinema brasileiro. Realizada pela produtora Icumam, sob direção geral de Maria Abdalla, a mostra reuniu quase 5 mil pessoas ao longo da semana, consolidando-se como um dos principais eventos audiovisuais do Centro-Oeste.
O Júri Oficial foi composto por: Melina Bomfim, Diego Paulino e Márcia Deretti na Curta Mostra Brasil; e Mariana Queen Nwabasili, Gabriela Romeu e Luciana Damasceno nas mostras Curta Mostra Goiás e Curta Mostra Origens (curtas universitários goianos). A 22ª Mostrinha contou com o Júri Popular formado por crianças do ensino básico.
Durante a manhã, o Teatro Goiânia recebeu a 22ª Mostrinha com o programa Céu das Infâncias, exibindo cinco curtas voltados ao público infantil. O evento contou com a presença dos curadores convidados Rafael de Almeida (Curta Mostra Brasil), Elinaldo Meira (Curta Mostra Origens) e Gabriela Romeu (22ª Mostrinha), que participaram de um encontro com realizadores; foram mais de duas horas de debate e troca entre criadores e público, fortalecendo o diálogo sobre produção audiovisual. À tarde, a Curta Mostra Origens exibiu mais 11 curtas universitários goianos, reafirmando o compromisso da Mostra com a valorização da produção local e acadêmica.
A noite de encerramento foi conduzida pelas apresentadoras Geórgia Cynara e Van Moraes, que anunciaram os vencedores das mostras competitivas em uma cerimônia marcada por emoção e reconhecimento.
Além das exibições, a programação da 23ª Goiânia Mostra Curtas contou com cursos, aulas e ações afirmativas que ampliaram o alcance e o impacto cultural do festival. Neste ano, a atriz paraibana Marcélia Cartaxo e o produtor cultural, cineasta, quadrinista e músico Márcio Paixão Jr. foram homenageados.
Conheça os vencedores da Goiânia Mostra Curtas 2025:
CURTA MOSTRA BRASIL
Melhor Filme: Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta (MG) Melhor Direção: Vitória Vasconcellos, por Esconde-Esconde Prêmio Especial do Júri: Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ) Menção Honrosa: Wilson Rabelo pela atuação em Girassóis e Presépio Menção Honrosa: Eloísa Ferreira pela atuação em Maremoto Menção Honrosa: Gilson Ferreira e Durval Braga pelas atuações em O Amor Não Cabe na Sala Prêmio Seleção Especial Sesc TV: Jacaré, de Victor Quintanilha (RJ)
CURTA MOSTRA GOIÁS
Melhor Filme: Canto, de Danilo Daher Melhor Direção: Gabriel Newton, por A Tela Prêmio Especial do Júri: Chica Machado: Rainha de Goyaz, de Renata Rosa Franco Menção Honrosa: A Mulher Esqueleto, de Yolanda Margarida Prêmio Cardume: Canto, de Danilo Daher
CURTA MOSTRA ORIGENS | Curtas Universitários Goianos
Melhor Filme: Depois do Amém, de Hítallo Torquato Melhor Direção: Pollyanna Marques, por Mulheres que Abrem Caminhos Prêmio Especial do Júri: Meça Três Vezes Antes de Cortar, de Zulmí Nascimento Menção Honrosa: Acorda, João, de João Dorneles Menção Honrosa: Que Deus o Tenha, de Ana Sifuentes e Maria Alice Rezende
22ª MOSTRINHA
Melhor Filme | Júri Popular: Notícias da Lua, de Sérgio Azevedo (SC)
Ato Noturno, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon: quatro prêmios
Foram anunciados neste domingo, 12/10, no Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, em cerimônia apresentada por Clayton Nascimento e Luisa Arraes, os vencedores do Festival do Rio 2025.
Neste ano, 48 filmes, entre longas e curtas-metragens, competiram nas mostras oficiais e disputaram o Troféu Redentor, da Première Brasil, e o Prêmio Felix; juntos consagraram o melhor do cinema nacional contemporâneo. O festival apresentou novidades, como a inclusão da categoria de melhor figurino na competição principal e o retorno do Prêmio do Público, que elegeu os favoritos em melhor filme de ficção e melhor documentário da Première Brasil, além de melhor filme na mostra Novos Rumos.
Em seu discurso no palco do Odeon, Ilda Santiago, diretora do festival, disse: “Foi um ano muito especial, com salas cheias, encontros importantes de mercado, encontros amorosos de novos projetos. Quero agradecer aos júris, agradecer a todos que participaram e estiveram conosco ao longo desses onze dias. É uma rede de paixão pelo cinema. E um agradecimento especial ao público”.
A diretora do festival, Walkiria Barbosa, complementou: “O RioMarket este ano foi histórico porque a gente vem de um processo de incluir, pela primeira vez na história do audiovisual brasileiro, do nosso setor dentro do Ministério do Comércio, com o programa da nova indústria do Brasil. E culminou com a presença do Ministério no RioMarket”.
O Festival do Rio ainda trouxe para este ano duas novas competições com o Voto Popular. Pela primeira vez, mostras internacionais são competitivas e os vencedores nas categorias Expectativas e Première Latina serão conhecidos no final desta semana, após o encerramento da votação, que segue durante o período do Chorinho, seleção de filmes que continuam sendo exibidos e votados até quarta-feira, 15/10.
Entre os discursos da noite, Fábio Leal, diretor do premiado curta O Faz-Tudo, emocionou: “Minha mãe sofreu um AVC e está muito limitada. Mas quando fui selecionado para o Festival do Rio, eu contei e ela falou ‘oooo’ e fez assim com a mão. Pode parecer pouco, mas é o mundo. Ela era artista e abdicou da arte para me criar. Os filmes que faço são pornochanchadas, talvez o mais brasileiro e o mais esculhambado de todos os gêneros. Precisamos reconhecer a importância do gênero e recuperar essa história”.
A vencedora do Redentor de melhor atriz, Klara Castanho, por #SalveRosa, também discursou: “Já que foi citada aqui Fernanda Torres, quero dizer: a vida presta”. Outro momento marcante da noite foi o prêmio de melhor atriz coadjuvante para Diva Menner, por Ruas da Glória: “Eu sou uma travesti preta e não poderia deixar de dedicar este prêmio às minhas trans-cestrais, que não estão mais aqui porque foram vítimas da sociedade e não tiveram as mesmas oportunidades que eu tive. E que a minha voz e a minha arte me façam percorrer a distância entre o dedo e a ferida. A arte me salvou!”.
Marcio Reolon, que divide com Filipe Matzembacher a direção de Ato Noturno, discursou ao receber os troféus de melhor filme brasileiro pelo Prêmio Felix e melhor roteiro na Première Brasil: “Hoje no nosso país as forças conservadoras estão organizadas e nós precisamos resistir a isso. E uma coisa que é muito importante, e guia nossos personagens, é o espírito de desobediência. Cabe a nós abraçar isso e usar como uma afirmação”. O filme também venceu nas categoria de melhor ator para Gabriel Faryas e melhor fotografia para Luciana Baseggio.
Nesta 27ª edição, o time de jurados foi formado por: Eric Lagesse (presidente), Carolina Kotscho, Claudia Kopke, Elena Manrique, Javier Garcia Puerto, Luciana Bezerra e Paula Astorga na Competição Principal da Première Brasil; Beth Formaggini (presidente), Davi Pretto, Lucas H. Rossi, Rafael Sampaio e Thalita Carauta na Première Brasil Novos Rumo; e Franck Finance-Madureira (presidente), Carolina Durão, Chica Andrade e Hedu Carvalho (em drag, Dudakoo) no Prêmio Felix, que celebra os filmes de temática LGBTQIAP+.
Conheça os vencedores do Festival do Rio 2025:
PREMIÈRE BRASIL
Melhor Filme | Ficção: Pequenas Criaturas, de Anne Pinheiro Guimarães (RJ) Melhor Filme | Ficção | Voto Popular: #SalveRosa, de Susanna Lira (RJ) Prêmio Especial do Júri: Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins (RJ) Melhor Direção | Ficção: Rogério Nunes, por Coração das Trevas Melhor Roteiro: Ato Noturno, escrito por Marcio Reolon e Filipe Matzembacher Melhor Curta: Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ) e O Faz-Tudo, de Fábio Leal (PE) Melhor Documentário: Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken (SP) Melhor Documentário | Voto Popular: Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins Melhor Direção | Documentário: Mini Kerti, por Dona Onete: Meu Coração Neste Pedacinho Aqui Melhor Atriz: Klara Castanho, por #SalveRosa Melhor Ator: Gabriel Faryas, por Ato Noturno Melhor Atriz Coadjuvante: Diva Menner, por Ruas da Glória Melhor Ator Coadjuvante: Alejandro Claveaux, por Ruas da Glória Melhor Fotografia: Ato Noturno, por Luciana Baseggio Melhor Direção de Arte: Pequenas Criaturas, por Claudia Andrade Melhor Figurino: #SalveRosa, por Renata Russo Melhor Montagem: Honestino, por André Finotti Melhor Som: Love Kills, por Ariel Henrique e Tales Manfrinato Melhor Trilha Sonora Original: Apolo, por Plínio Profeta
PREMIÈRE BRASIL | NOVOS RUMOS
Melhor Longa: Uma em Mil, de Jonatas Rubert e Tiago Rubert (RJ) Melhor Filme | Voto Popular: Herança de Narcisa, de Clarissa Appelt e Daniel Dias (RJ) Melhor Direção: João Borges, por Espelho Cigano Prêmio Especial do Júri: Ângela Leal e Leandra Leal, por Nada a Fazer Melhor Atriz: Ana Flavia Cavalcanti e Mawusi Tulani, por Criadas Melhor Atriz | Menção Honrosa: Docy Moreira, por Espelho Cigano Melhor Ator: Márcio Vito, por Eu Não Te Ouço Melhor Curta: Ponto Cego, de Luciana Vieira e Marcel Beltrán (CE) Menção Honrosa | Curta: Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
PRÊMIO FELIX
Melhor Filme Brasileiro: Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (RS) Melhor Filme Internacional: A Sapatona Galáctica (Lesbian Space Princess), de Leela Varghese e Emma Hough Hobb (Austrália) Melhor Documentário: Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro (RJ) Prêmio Especial do Júri: Me Ame com Ternura (Love Me Tender), de Anna Cazenave Cambet (França/Luxemburgo)
A 20ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias 4 e 10 de dezembro, em João Pessoa, na Paraíba, anunciou as primeiras novidades para este ano: exibições na praia, filme de abertura e homenagem a Geraldo Vandré.
Neste ano, o formato do festival terá programação dupla com exibição de filmes na rede Cinépolis, no Manaíra Shopping, e na Praia de Tambaú, no Busto de Tamandaré. O filme de abertura será o documentário musical Ary sobre o compositor, pianista, cantor e apresentador Ary Barroso. A sessão terá a presença do diretor do filme, André Weller, e o patrocínio do longa-metragem, exibido recentemente no Festival do Rio, é assinado pelo Grupo Energisa.
“Nos 20 anos do Fest Aruanda, o público será contemplado com uma programação diferenciada e sem precedentes nos festivais de cinema nordestinos: o evento sai do shopping durante duas noites e se instala nas areias de Tambaú, democratizando ainda mais o acesso a bons filmes e música de excelente qualidade”, disse Lúcio Vilar, fundador e diretor do festival, cuja ideia ele vem amadurecendo desde antes da pandemia.
Na manhã desta quinta-feira, 09/10, no Cine Bangüê, em João Pessoa, o governador João Azevêdo lançou a primeira edição do Fest Aruanda Praia, em comemoração aos vinte anos do mais antigo festival de cinema da Paraíba. O evento será celebrado na primeira semana do mês de dezembro com cinema e música na Praia de Tambaú.
O governador destacou que o Fest Aruanda Praia é mais um evento que vai se consolidar e entrar no calendário de eventos de João Pessoa, oferecendo cinema e música em espaço aberto à população: “O Fest Aruanda tem história, já são 20 anos do festival, que hoje é referência nacional, e este ano nós vamos ter uma ampliação ao associar as telas à música, em que a população terá a oportunidade de assistir a vídeos, documentários, mas também a shows. Essa é uma ação extraordinária, reforçando os investimentos que temos feito na cultura que tem vivido um grande momento na Paraíba, dentro da compreensão que temos de que é preciso investir na saúde, na educação, mas também naquilo que nos forma como cidadão e a cultura faz isso”.
O secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos, falou sobre a importância de unir cinema e música na praia como iniciativa pioneira e ousada da gestão estadual: “O encontro de cinema e música em celebração aos vinte anos do festival é algo extraordinário no cenário artístico cultural da Paraíba. O Governo do Estado reconhece a potência do Fest Aruanda quando incentiva eventos dessa natureza, o que culmina em um desenvolvimento assertivo do fomento às artes e também proporciona visibilidade para o estado de uma maneira que é acessível para todos que vão prestigiar o novo formato do festival. Então, sem dúvida nenhuma, será um momento que ficará marcado na memória do povo paraibano”.
Ary Barroso no documentário Ary, de André Weller: filme de abertura
Na programação, na Praia de Tambaú, no Busto de Tamandaré, no dia 4 de dezembro, às 18h, haverá um Tributo Raul Seixas: 80 anos, com exibição do filme de Walter Carvalho, Raul: O Início, o Fim e o Meio, que conta a trajetória do conhecido cantor e compositor, polêmico, ícone e criador da sociedade alternativa ao lado parceiro inseparável, hoje escritor, Paulo Coelho. Um raio-X do astro do rock brasileiro através de documentos, depoimentos de familiares, ex-esposas, filhas, amigos, músicos e compositores.
Após a exibição, às 21h, terá um tributo musical com dez artistas paraibanos e, às 22h, Paula Chalup e Vivi Seixas, filha de Raul Seixas, trazem pela primeira vez à Paraíba o Rock das Aranhas Show Live, com músicas revisitadas do eterno maluco beleza.
Já no dia 5 de dezembro, a programação contará com a exibição do filme documental de Joana Mariani, Me Chama que Eu Vou, que conta toda a trajetória musical de Sidney Magal. Através de depoimentos e recortes que mostram os momentos mais significativos da vida do cantor, o espectador acompanha a trajetória dos 50 anos de carreira do músico, dançarino, dublador e ator que encanta cinco décadas no Brasil. Logo em seguida, o próprio Sidney Magal subirá ao palco Aruanda Praia com sua banda para um show que promete ser apoteótico.
Além disso, a 20ª edição do Fest Aruanda terá uma celebração especial: homenagear os 90 anos do cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré. Embora já tenha sido laureado em 2015, “a organização do festival não podia se furtar a registrar tão importante efeméride de um artista da estatura e renome nacional e internacional”, justificou Lúcio Vilar, fundador e diretor executivo do evento que chega esse ano ao vigésimo aniversário enquanto mais longevo festival de cinema da Paraíba. Por conta disso, o evento promete uma grande festa da arte e da cultura audiovisual brasileira, com uma programação rica e diversificada que vai contemplar todos os públicos.
Geraldo Vandré é cantor, compositor e violonista brasileiro, conhecido por suas canções engajadas e poéticas que marcaram a história da música brasileira. Nascido em 12 de setembro de 1935, Vandré completou 90 anos recentemente. Sua carreira é um testemunho de sua paixão pela música e seu compromisso com a arte, especialmente nos anos 1950, 60 e 70, sendo um dos principais nomes da música brasileira. A homenagem ao artista será uma forma de reconhecer sua contribuição para a cultura brasileira e celebrar sua obra. Sua música e sua história continuam a inspirar novas gerações de músicos e fãs.
A programação do Fest Aruanda será composta por uma variedade de atividades, incluindo: exibição de filmes brasileiros, mostras de curtas e longas-metragens, workshops e palestras sobre audiovisual, exibição de filmes internacionais e música ao vivo com artistas convidados.
Elenco: Julia Roberts, Ayo Edebiri, Andrew Garfield, Michael Stuhlbarg, Chloë Sevigny, Lio Mehiel, David Leiber, Thaddea Graham, Will Price, Christine Dye, Lailani Olan, Nora Garrett, Frankie Ferrari, Burgess Byrd, Sadie Scott, Ariyan Kassam, Nigel Finnissy, Cesare Fraticelli, Bella Glanville, Summer Knox, Hugo Micheron, Cameron Krogh Stone, Zachary Vaughan.
Ano: 2025
Sinopse: Alma é uma professora universitária que se encontra em uma encruzilhada quando uma estudante faz uma acusação contra um professor e um segredo obscuro do seu próprio passado ameaça vir à tona.
Rafa Chalub e Ingrid Guimarães em cena: comédia nos cinemas
Conhecida pelos sucessos nas bilheterias, Ingrid Guimarães está de volta aos cinemas com Perrengue Fashion, comédia que estrela ao lado de Rafa Chalub, que interpreta seu primeiro protagonista nas telonas. O longa, que estreia nesta quinta-feira, 09/10, é dirigido por Flávia Lacerda, de O Auto da Compadecida 2.
Filmado na Amazônia e em São Paulo, o filme acompanha as aventuras da carismática influenciadora digital Paula Pratta, interpretada por Ingrid Guimarães, e seu fiel assistente e melhor amigo Taylor, vivido por Rafa Chalub, que tentam se tornar referência na criação de conteúdo de moda nas plataformas digitais. A dupla vê sua grande chance de bombar nas redes quando Paula recebe um convite para estrelar a campanha de Dia das Mães de uma de suas marcas favoritas: Gucci. Para fotografar as peças, ela aguarda ansiosamente pela chegada do filho Cadu, papel de Filipe Bragança, de Meu Sangue Ferve por Você, que mora nos Estados Unidos onde estuda em uma renomada universidade de business.
Paula vê seus planos irem por água abaixo quando o jovem não desembarca em São Paulo e se desespera em busca do paradeiro do filho. Com a ajuda de seu pai (Jonas Bloch), a influenciadora descobre que Cadu viajou para a Amazônia para viver seu sonho ambientalista de salvar o planeta. Determinada a conseguir fazer parte da campanha, a influenciadora viaja com Taylor até o Norte do Brasil para convencer Cadu a desistir do ativismo ambiental e ajudá-la no trabalho de seus sonhos. Ao chegarem na ecovila onde o jovem decidiu viver, Paula e Taylor tomam um choque de realidade e percebem que não estão mais em uma grande metrópole. Com a ajuda de Luciana (Késia Estácio) e Lorenzo (Michel Noher), os dois tentam se acostumar com a vida sustentável na floresta.
Com roteiro assinado por Ingrid Guimarães, Marcelo Saback, Célio Porto e Edu Araújo, a produção é da Amazon MGM Studios e da Morena Filmes, com Mariza Leão, Tiago Rezende e Ingrid Guimarães como produtores. A fotografia é de Paulo Vainer e Gustavo Hadba, a direção de arte é de Fábio Goldfarb, o figurino de Marina Franco e a caracterização de Lu Moraes. Perrengue Fashion marca a primeira produção brasileira da Amazon MGM Studios para as salas de cinema, com distribuição da Paris Filmes e Downtown Filmes.
Para falar mais sobre a comédia, conversamos com Ingrid Guimarães, Rafa Chalub, Filipe Bragança e Michel Noher sobre entrosamento do elenco, filmagens na Amazônia, bastidores e expectativa para o lançamento no atual momento do cinema brasileiro.
Stellan Skarsgård e Elle Fanning em Valor Sentimental, de Joachim Trier
Depois de anunciar os filmes brasileiros, o Festival do Rio 2025, que acontecerá entre os dias 2 e 12 de outubro, revelou os títulos internacionais que serão exibidos ao longo da programação com produções aclamadas nos maiores festivais do mundo e os indicados por seus países ao Oscar.
Além da Première Brasil, principal vitrine do cinema brasileiro, a seleção internacional também ocupa lugar de destaque, com mostras tradicionais. A Panorama Mundial apresenta os grandes nomes do ano e obras de cineastas consagrados. Já a mostra Expectativas é o espaço para novas vozes, exibindo os primeiros trabalhos de diretores de diversos países que tenham até três filmes em suas filmografias; nesta edição, a mostra ganha caráter competitivo com o Prêmio do Público Expectativas.
A Première Latina traz cerca de 20 produções de todo o território da América Latina. Para quem busca experiências provocadoras, a Midnight Movies reúne obras intensas que transitam do terror ao erótico. Na mostra Itinerários Únicos, o foco está em documentários sobre a vida e o legado de grandes artistas da história mundial, da música à moda e à arquitetura. Por fim, Clássicos & Cults convida o público a redescobrir ou ter seu primeiro contato com títulos representativos da história do cinema global.
Nesta 27ª edição, uma seleção imperdível de produções internacionais ganha destaque na mostra Panorama Mundial, que traz os títulos mais esperados do ano, escolhidos para refletir perspectivas globais e apresentar os trabalhos mais recentes de cineastas consagrados, além de reunir destaques dos principais festivais internacionais.
Dentre os longas pré-selecionados por seus países para representá-los no Oscar 2026, 14 títulos completam a programação, entre eles, o brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, com Wagner Moura; o aguardado A Voz de Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania, representante da Tunísia e premiado no Festival de Veneza; o aclamado Valor Sentimental, de Joachim Trier, representante da Noruega e vencedor do Grand Prix em Cannes; o filipino Fernão de Magalhães, de Lav Diaz, com Gael García Bernal; entre outros.
Saja Kilani no premiado A Voz de Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania
A programação contará também com outros destaques, como: Couture, de Alice Winocour, com Angelina Jolie e Louis Garrel; Alpha, de Julia Ducournau, que disputou a Palma de Ouro em Cannes; Balada de um Jogador, de Edward Berger, exibido nos festivais de Toronto e San Sebastián; Brincando com Fogo, de Delphine Coulin e Muriel Coulin, que rendeu o prêmio de melhor ator para Vincent Lindon no Festival de Veneza do ano passado; In-I in Motion, de Juliette Binoche, que contará com a presença da diretora no evento; O que a Natureza te Conta, de Hong Sang-soo, que disputou o Urso de Ouro no Festival de Berlim; La Grazia, de Paolo Sorrentino, que abriu o Festival de Veneza e rendeu o prêmio de melhor ator para Toni Servillo; Romaria, de Carla Simón, exibido em Cannes; Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, de Mary Bronstein, que rendeu o prêmio de melhor interpretação para Rose Byrne; Orphan, de László Nemes, exibido em Veneza; entre muitos outros.
O cinema latino-americano tem lugar cativo no Festival do Rio com a Première Latina, mostra que celebra a riqueza e a diversidade das narrativas do continente. Em sua edição de 2025, a seleção reúne longas-metragens que montam um rico panorama de culturas, histórias, estéticas e questões relevantes que atravessam as cinematografias autorais da região.
Entre os destaques estão produções como o drama chileno O Olhar Misterioso do Flamingo, de Diego Céspedes, obra alegórica sobre a epidemia de AIDS na década de 1980 que foi a grande vencedora da mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes deste ano, sendo também o longa escolhido para representar seu país na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional. Outro título celebrado nos grandes festivais internacionais que marca presença na seleção é o sensível road movie A Mensageira, de Iván Fund, coprodução entre Argentina e Espanha, que conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Berlim.
Cineastas premiados no circuito internacional também estão representados na seleção, que traz os novos filmes da cultuada realizadora argentina Lucrecia Martel e do chileno Sebastián Lelio. Martel apresenta Nossa Terra, primeiro longa documental de sua carreira, que revisita o assassinato do líder indígena Javier Chocobar e a luta de sua comunidade por justiça; a obra foi reconhecida com o Prêmio Films After Tomorrow em Locarno e exibida em Veneza. Já Lelio retorna às telas com A Onda, musical ousado que representa os eventos reais da primavera feminista que tomou as ruas do Chile em 2018.
O Festival do Rio tem uma mostra dedicada a obras diversas e provocantes, do terror ao erótico, que apresenta o que faz você querer desviar o olhar, mas mantém seus olhos fixos: a Midnight Movies. Neste ano, a seleção reúne filmes de todos os continentes, em sua maioria dirigidos por mulheres e membros da comunidade LGBTQIA+, dos gêneros cinematográficos mais variados, com participação relevante em Sundance, Berlim, Tribeca, Annecy e festivais de cinema fantástico e temática queer.
Angelina Jolie e Louis Garrel em Couture, de Alice Winocour
A mostra Expectativas, que exibe do primeiro ao terceiro filme de diretores e diretoras, revelando novos talentos e vozes de diferentes partes do mundo, vai contar com o Prêmio do Público Expectativas. Já a mostra Itinerários Únicos leva ao público narrativas sobre figuras públicas notáveis e contará com 16 produções. Com os filmes da seleção, focada no cinema documental, o público poderá conhecer mais sobre as trajetórias marcantes de artistas, pensadores e personalidades políticas como John Lennon, Yoko Ono, Jack Kerouac, George Orwell, Dalai Lama, Elizabeth Bishop e Volodymyr Zelensky.
Com a mostra mostra Clássicos & Cults, o Festival do Rio tem um compromisso com a formação e o fomento do público cinéfilo do Rio de Janeiro. Por isso, além de promover o melhor do cinema contemporâneo do Brasil e do mundo, exibindo produções aclamadas nas principais competições internacionais, o festival celebra obras que resistiram ao teste do tempo, amplificando seu impacto cultural e influência ao longo dos anos.
Vale destacar também que o filme de encerramento desta edição será Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, dirigido por Chloé Zhao, vencedora do Oscar por Nomadland. Inspirado no premiado livro de Maggie O’Farrell, foi o grande vencedor do Festival de Toronto e também aclamado pela crítica durante sua estreia no Festival de Telluride. A trama acompanha Agnes (Jessie Buckley), esposa de William Shakespeare (Paul Mescal), enquanto enfrenta a dor da perda de seu único filho, Hamnet. Emocionante e profundamente humano, o filme explora a força do luto e a capacidade de ressignificação, ao mesmo tempo em que revela o pano de fundo para a criação de Hamlet, a obra mais famosa do dramaturgo inglês.
Conheça os filmes internacionais selecionados para o Festival do Rio 2025:
PANORAMA MUNDIAL
& Filhos (& Sons), de Pablo Trapero (EUA/Canadá) A Aventura (L’Aventura), de Sophie Letourneur (França) À Beira (Fuori), de Mario Martone (Itália/França) A Cerca (Le Cri des Gardes), de Claire Denis (França) A Cláusula do Amor (Ren’ai saiban), de Koji Fukada (Japão/França) A Costureira Húngara (Ema a smrtihlav), de Iveta Grofova (Eslováquia/Hungria/República Tcheca) A Cronologia da Água (The Chronology of Water), de Kristen Stewart (EUA/França/Letônia) A Divina Comédia (Komedie elahi), de Ali Asgari (Irã/Turquia/Itália/França/Alemanha) A Festa de Aniversário (The Birthday Party), de Miguel Ángel Jiménez (Grécia/Espanha/Holanda/Reino Unido) A Ilusão da Ilha de Yakushima (L’illusion de Yakushima), de Naomi Kawase (França/Japão/Bélgica/Luxemburgo) A Mulher Mais Rica do Mundo (La femme la plus riche du monde), de Thierry Klifa (França) A Vizinha Perfeita (The Perfect Neighbor), de Geeta Gandbhir (EUA) A Voz de Hind Rajab (Sawt Hind Rajab), de Kaouther Ben Hania (Tunísia/França) Alpha, de Julia Ducournau (França/Bélgica) Aquilo que Você Mata (Things You Kill), de Alireza Khatami (França/Polônia/Canadá/Turquia) Ari, de Léonor Serraille (França/Bélgica) As Provadoras de Hitler (Le Assaggiatrici), de Silvio Soldini (Itália/Bélgica/Suíça) Balada de um Jogador (Ballad of a Small Player), de Edward Berger (Reino Unido/Alemanha) Brincando com Fogo (Jouer avec le feu), de Delphine Coulin e Muriel Coulin (França/Bélgica) Clamor (Bidad), de Soheil Beiraghi (Irã) Couture, de Alice Winocour (EUA/França) Diga a Ela que a Amo (Dites-lui que je l’aime), de Romane Bohringer (França) Divia, a natureza destruída pela guerra, de Dmytro Hreshko (Polônia/Ucrânia/Holanda/EUA) Dois Pianos (Deux Pianos), de Arnaud Desplechin (França) Dois Procuradores (Zwei Staatsanwälte), de Sergei Loznitsa (França/Alemanha/Holanda/Letônia/Romênia/Lituânia/Ucrânia) Dossiê 137 (Case 137), de Dominik Moll (França) Elefantes Fantasmas (Ghost Elephants), de Werner Herzog (EUA) Elisa: O Véu da Culpa, de Leonardo Di Costanzo (Itália/Suíça) Escrevendo a Vida: Annie Ernaux pelos Olhos dos Estudantes (Writing Life: Annie Ernaux Through The Eyes Of High School Students), de Claire Simon (França) Família de Aluguel (Rental Family), de Hikari (EUA/Japão) Fernão de Magalhães (Magalhães), de Lav Diaz (Portugal/Espanha/França/Filipinas/Taiwan) Fim de Festa (Fin de fiesta), de Elena Manrique (Espanha) Franz Antes de Kafka, de Agnieszka Holland (República Checa/Polônia/Alemanha/França/Turquia) Hedda, de Nia DaCosta (EUA) Honey, Não! (Honey Don’t), de Ethan Coen (EUA/Reino Unido) In-I in Motion, de Juliette Binoche (França) Justa, de Teresa Villaverde (Portugal/França) Kokuho: O Mestre Kabuki, de Sang-il Lee (Japão) La Duse: A Diva Contra o Facismo, de Pietro Marcello (Itália/França) La Grazia, de Paolo Sorrentino (Itália) Made in Europe (Made in EU), de Stephan Komandarev (Bulgária/Alemanha/República Tcheca) Madre, de Teona Mitesvka (Bélgica/Macedônia/Dinamarca/Suécia) Marcel Et Monsieur Pagnol (A Magnificent Life), de Sylvain Chomet (França/Luxemburgo/Bélgica) Meu Mestre do Tênis (Il Maestro), de Andrea Di Stefano (Itália) Minha Amiga Eva (Mi Amiga Eva), de Cesc Gay (Espanha) Morra, Amor (Die My Love), de Lynne Ramsay (EUA/Reino Unido/Canadá) O Acidente do Piano (L’accident de piano), de Quentin Dupieux (França) O Estrangeiro (L’Étranger), de François Ozon (França) O que a Natureza te Conta (Geu jayeoni nege mworago hani), de Hong Sang-soo (Coreia do Sul) O Riso e a Faca, de Pedro Pinho (Portugal/Brasil/França/Romênia) O Suflê (The Souffleur), de Gastón Solnicki (Argentina) Olmo: Entre o Dever e a Festa, de Fernando Eimbcke (EUA/México) Orphan (Árva), de László Nemes (Hungria/Reino Unido/Alemanha/França) Remada (Skiff), de Cecilia Verheyden (Bélgica) Romaria (Romería), de Carla Simón (Espanha/Alemanha) Rua Málaga (Calle Malaga), de Maryam Touzani (Marrocos/França/Espanha/Alemanha/Bélgica) Salmo Sami de Sobrevivência: Ativismo Indígena na Fronteira Ártica (The Sami Song of Survival: Indigenous Activism on the Northern Frontier), de Iara lee (EUA/Noruega) Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria (If I Had Legs I’d Kick You), de Mary Bronstein (EUA) Sobre Tornar-se uma Galinha d’Angola (On Becoming a Guinea Fowl), de Rungano Nyoni (Zâmbia/Reino Unido/Irlanda) Sonhos (Dreams), de Michel Franco (México/EUA) Sonhos de Trem (Train Dreams), de Clint Bentley (EUA) The Mastermind, de Kelly Reichardt (EUA) Três Despedidas (Tre Ciotole), de Isabel Coixet (Itália/Espanha) Um Pai (Otec), de Tereza Nvotová (Eslováquia/República Tcheca/Polônia) Uma Mulher Diferente (Différente), de Lola Doillon (França) Valor Sentimental (Sentimental Value/Affeksjonsverdi), de Joachim Trier (Noruega/Alemanha/Dinamarca/França/Suécia/Reino Unido/Turquia) Vida Privada (Vie privée), de Rebecca Zlotowski (França) Yes (Ken), de Nadav Lapid (França/Israel/Chipre/Alemanha)
PREMIÈRE LATINA
A Cobra Negra (La Couleuvre Noire), de Aurélien Vernhes-Lermusiaux (Colômbia/França/Brasil) A Filha Condor (La Hija Cóndor), de Álvaro Olmos Torrico (Bolívia/Peru/Uruguai) A Hera (Hiedra), de Ana Cristina Barragan (Equador/México/Espanha/França) A Mensageira (El Mensaje), de Iván Fund (Argentina/Espanha/Uruguai) A Onda (La Ola), de Sebastián Lelio (Chile) As Correntes (Las Corrientes), de Milagros Mumenthaler (Argentina/Suíça) Belén, de Dolores Fonzi (Argentina) Cobre, de Nicolás Pereda (Canadá/México) É Sempre Noite (Siempre Es de Noche), de Luis Ortega (Argentina) Filho Mais Velho (Hijo mayor), de Cecilia Kang (Argentina/França) Homo Argentum, de Gastón Duprat e Mariano Cohn (Argentina) Nancy: Entre o Desejo e o Passado, de Luciano Zito (Argentina) Nossa Terra (Nuestra Tierra), de Lucrecia Martel (Argentina/EUA/México/França/Holanda/Dinamarca) O Diabo Fuma (e guarda as bitucas todas na mesma caixa) (El diablo fuma (y guarda las cabezas de los cerillos quemados en la misma caja)), de Ernesto Martínez Bucio (México) O Lago da Perdição (La virgen de la tosquera), de Laura Casabe (Argentina/Espanha/México) O Olhar Misterioso do Flamingo (La misteriosa mirada del flamenco), de Diego Céspedes (Chile/França/Alemanha/Espanha) O Sítio (La quinta), de Silvina Schnicer (Argentina/Chile/Brasil/Espanha) Um Cabo Solto (Un Cabo Suelto), de Daniel Hendler (Uruguai/Argentina/Espanha)
EXPECTATIVA
1001 Frames, de Mehrnoush Alia (Irã) A Árvore da Autenticidade (L’arbre de l’authenticité), de Sammy Baloji (Congo) A Fúria (La Furia), de Gemma Blasco (Espanha) A Hibernação Humana (The Human Hibernation), de Anna Cornudella (Espanha) A Marca do Tempo (Timestamp), de Kateryna Gornostai (Ucrânia/Luxemburgo/Holanda/França) A Useful Ghost (Pee chai dai ka), de Ratchapoom Boonbunchachoke (Tailândia/França/Singapura) A Vida Luminosa, de João Rosas (Portugal) A Vida Secreta de Kika (Kika), de Alexe Poukine (Bélgica/França) Ágon: O Corpo e a Luta (Agon), de Giulio Bertelli (Itália/EUA/França) Aisha Can’t Fly Away (Eayshat lam taeud qadiratan ealaa altayaran), de Morad Mostafa (Egito/Sudão/Tunísia/Arábia Saudita/Qatar/França/Alemanha) Alá Não Tem Obrigação (Allah N’Est Pas Obligé), de Zaven Najjar (França/Luxemburgo/Bélgica/Canadá/Arábia Saudita) Alma de Fibra (Kevlarsjäl), de Maria Eriksson-Hecht (Suécia/Noruega/Finlândia) Amor, Doce Confusão, de Toti Loureiro (Brasil) Anotações de um Criminoso (Notes of a True Criminal), de Alexander Rodnyansky e Andriy Alferov (Ucrânia/EUA) As Garotas Desejo (Les filles désir), de Prïncia Car (França) As Ilhas (Islands), de Jan-Ole Gerster (Alemanha) As Meninas (Le bambine), de Valentina Bertani e Nicole Bertani (Itália/Suíça/França) Cara ou Coroa? (Testa o Croce?), de Alessio Rigo de Righi e Matteo Zoppis (Itália/EUA) Como Inventar uma Biblioteca (How to Build a Library), de Christopher King e Maia Lekow (Quênia) Depois do Verão (Tras el verano), de Yolanda Centeno (Espanha) Desperta-me (Turn Me On), de Michael Tyburski (EUA) Emoções Represadas (Zecji nasip), de Čejen Černić Čanak (Croácia/Lituânia/Eslovênia) Entroncamento, de Pedro Cabeleira (França/Portugal) Estranho Rio (Estrany riu), de Jaume Claret Muxart (Espanha/Alemanha) Fragmentos de uma Vida Estrangeira (L’étrangère), de Gaya Jiji (França/Síria) Frutos do Cacto (Sabar Bonda), de Rohan Parashuram Kanawade (Índia/Reino Unido/Canadá) Garotas por um Fio (Xiang fei de nü hai), de Vivian Qu (China) Górgona (Gorgoná), de Evi Kalogiropoulou (Grécia/França) Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe (Put Your Soul On Your Hand And Walk), de Sepideh Farsi (França/Palestina/Irã) Histeria (Hysteria), de Mehmet Akif Büyükatalay (Alemanha) Hotel Amor, de Hermano Moreira (Portugal) Köln 75, de Ido Fluk (Alemanha/Bélgica/Polônia) Licença Paternidade (Paternal Leave), de Alissa Jung (Itália/Alemanha) Living the Land (Sheng Xi Zhi Di), de Meng Huo (China) Mãe Solo (Solomamma), de Janicke Askevold (Noruega/Letônia/Lituânia/Finlândia) Me Ame com Ternura (Love Me Tender), de Anna Cazenave Cambet (França/Luxemburgo) Nawi: Querida Eu no Futuro, de Toby Schmutzler, Kevin Schmutzler, Apuu Mourine Munyes e Vallentine Chelluget (Quênia/Alemanha) Nino de Sexta a Segunda (Nino), de Pauline Loquès (França) Nós Acreditamos em Vocês (On vous croit), de Charlotte Devillers e Arnaud Dufeys (Bélgica) O Acordo (Al mosta’mera), de Mohamed Rashad (Egito/França/Alemanha/Qatar/Arábia Saudita) O Lago do Tigre (Vaghachipani), de Natesh Hegde (Índia/Singapura) O Pavão (Pfau: Bin ich echt?), de Bernhard Wenger (Áustria/Alemanha) O Sequestro de Arabella (Il rapimento di Arabella), de Carolina Cavalli (Itália) O Último Rio (La Dernière Rive), de Jean-François Ravagnan (Bélgica/França/Qatar) Orfeu (Orfeo), de Virgilio Villoresi (Itália) Paraíso Prometido (Promis Le Ciel), de Erige Sehiri (França/Tunísia/Qatar) Pequenos Pecados (Kaj ti je deklica), de Urška Djukić (Eslovênia/Itália/Croácia/Sérvia) Policiais do Matrimônio (Marriage Cops), de Cheryl Hess e Shashwati Talukar (Índia/EUA) Reconstrução (Rebuilding), de Max Walker-Silverman (EUA) Reedland (Rietland), de Sven Bresser (Holanda/Bélgica) Renoir, de Chie Hayakawa (Japão/França/Singapura/Filipinas/Indonésia/Qatar) Sem Dó Nem Piedade (No Mercy), de Isa Willinger (Alemanha/Áustria) Sem Volta (Aux jours qui viennent), de Nathalie Najem (França) Sudão, Lembrem-se de nós (Sudan, remember us), de Hind Meddeb (França/Tunísia/Qatar) Surda (Sorda), de Eva Libertad (Espanha) Twinless, de James Sweeney (EUA) Um Dia de Sorte em Nova York (Lucky Lu), de Lloyd Lee Choi (Canadá/EUA) Um Pedido às Estrelas (Wishing on a Star), de Peter Kerekes (Itália/Eslováquia/República Tcheca/Áustria/Croácia) Um Poeta (Un Poeta), de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia) Uma Quinta Portuguesa (Una quinta portuguesa), de Avelina Prat (Espanha/Portugal) Viva um Pouco (Leva lite), de Fanny Ovesen (Suécia) Vozes Rachadas (Sbormistr), de Ondřej Provazník (República Tcheca/Eslováquia)
MIDNIGHT MOVIES
A Meia-Irmã Feia (Den stygge stesøsteren), de Emilie Blichfeldt (Dinamarca/Noruega/Polônia/Suécia) A Sapatona Galáctica (Lesbian Space Princess), de Leela Varghese e Emma Hough Hobb (Austrália) Bebê da Mamãe (Mother’s Baby), de Johanna Moder (Alemanha/Áustria/Suíça) Body Blow, de Dean Francis (Austrália) Chove sobre Babel (Llueve sobre Babel), de Gala del Sol (Colômbia/Espanha/EUA) Conselhos de um Serial Killer Aposentado (Psycho Therapy: The Shallow Tale of a Writer Who Decided to Write About a Serial Killer), de Tolga Karaçelik (EUA/Turquia) Fim de Semana Macabro (The Weekend), de Daniel Oriahi (Nigéria) Lago dos Ossos (Bone Lake), de Mercedes Bryce Morgan (EUA) Magras! (Thinestra), de Nathan Hertz (EUA) O Primata (Primate), de Johannes Roberts (EUA) Quase Amor (Einskonar Ást), de Sigurður Anton Friðþjófsson (Islândia) Queens of the Dead, de Tina Romero (EUA) Saída 8 (8-ban deguchi), de Genki Kawamura (Japão)
CLÁSSICOS & CULTS
Amores Brutos (Amores Perros), de Alejandro González Iñárritu (2000) Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola (1979) Eu, Tu, Ele, Ela (Je tu il elle), de Chantal Akerman (1974) Francis Ford Coppola: O Apocalipse de um Cineasta (Hearts of Darkness: A Filmmaker’s Apocalypse), de Eleanor Coppola, Fax Bahr e George Hickenlooper (1991) Incêndios (Incendies), de Denis Villeneuve (2010) Maria Candelária (Maria Candelaria), de Emilio Fernández (1944)
ITINERÁRIOS ÚNICOS
A Estrada de Kerouac: O Beat de Uma Nação (Kerouac’s Road: The Beat of a Nation), de Ebs Burnough (Reino Unido/EUA) Aos Pedaços: A Música de Meredith Monk (Monk In Pieces), de Billy Shebar (EUA/Alemanha/França) Artista dos Rejeitos (Maintenance Artist), de Toby Perl Freilich (EUA) Como Volodymyr se tornou Zelensky (Et Volodia devint Zelensky), de Yves Jeuland, Ariane Chemin e Lisa Vapné (França) Dalai Lama e a Sabedoria da Felicidade (Wisdom of Happiness), de Philip Delaquis e Barbara Miller (Suíça) Elizabeth Bishop: Do Brasil com Amor (Elizabeth Bishop: From Brazil with Love), de Vivian Ostrovsky e Ruti Gadish (EUA) James Howell: Pensamentos sobre o Infinito (Thoughts of Infinity), de Halina Dyrschka (Alemanha/EUA) Krishnamurti, A Revolução do Silêncio (Krishnamurti, la révolution du silence), de Françoise Ferraton (França) Marlee Matlin: Não Mais Sozinha (Marlee Matlin: Not Alone Anymore), de Shoshannah Stern (EUA) Mugaritz: Um Ateliê de Culinária (Mugaritz. Sin pan ni postre), de Paco Plaza (Espanha) O Longo Caminho para a Cadeira de Diretora (The Long Road to the Director’s Chair), de Vibeke Løkkeberg (Noruega) One to One: John & Yoko, de Kevin Macdonald e Sam Rice-Edward (Reino Unido) Orwell: 2 + 2 = 5, de Raoul Peck (EUA/França) Os Diários de Ozu (The Ozu Diaries), de Daniel Raim (EUA) Rompendo Rochas (Cutting Through Rocks), de Sara Khaki e Mohammadreza Eyni (Irã/Alemanha/EUA/Holanda/Qatar/Chile/Canadá) Sarah McBride: A Primeira Congressista Trans (State of Firsts), de Chase Joynt (EUA)
A cerimônia de encerramento revelou os projetos premiados no maior programa de coprodução do audiovisual brasileiro; e de longas-metragens da Mostra Território, que contou com Daniela Gillone, Ivette Liang, Marília Rocha, Nelson Carlo De Los Santos Arias e Renato Novaes no Júri Oficial.
O prêmio de melhor filme da Mostra Território foi para Quemadura China, produção do Uruguai dirigida por Verónica Perrotta. Pela justificativa do júri oficial, a obra “ousa encarar de frente a fragilidade, lembrando-nos de que os corpos guardam memória e de que, mesmo na perda, pulsa a ternura”. A decisão destacou ainda “a beleza nascida do imperfeito, a ousadia estética e a entrega absoluta de seus intérpretes” e ressaltou a maneira como o filme entrelaça “o íntimo com o coletivo, o grotesco com o lírico, o teatral com o cinematográfico, num gesto de radical originalidade”.
Na categoria Melhor Presença, na qual o júri pode escolher livremente, foi escolhido o elenco de Chicharras, do México, dirigido por Luna Marán. A justificativa apontou que a obra retrata “atos de resistência dentro do território que percorre” e que experimenta “possibilidade de reinventar seus processos criativos e romper com as hierarquias individuais do cinema”. Foi apontada a consciência coletiva da produção: “Fazer filmes é um processo conjunto capaz de retratar a complexidade e o encanto de uma comunidade”.
O júri deu ainda um destaque à montagem de Huaquero, do Peru, dirigido por Juan Carlos Donoso Gómez. Foi enfatizado o caráter político e a densidade histórica do filme, que constitui “uma arqueologia de terras ainda habitadas por mistérios a serem revelados; uma síntese de oito anos que nos lembra que a verdadeira escrita do cinema está na articulação de suas imagens e sons”. A decisão destacou a capacidade do filme de “tornar visível o invisível, como na alquimia da prata, onde os halos ocultos na emulsão se revelam e se transformam em matéria perceptível”.
O Prêmio Abraccine, que contou com Kel Gomes, Natalia Bocanera e Vivi Pistache no júri, foi para Punku, também do Peru, dirigido por Juan Daniel Fernández Molero e descrito como “uma refinada arquitetura do (in)consciente, entre memória, sonho, mito e realidade”. O júri ressaltou a força do feminino na condução da narrativa, que revela “um território íntimo e múltiplo, em que corpos e paisagens se transformam em matéria poética e perturbadora”. A Abraccine ainda conferiu uma menção honrosa para Chicharras, reconhecendo a vitalidade do filme “ao nos envolver em uma comunidade viva e autônoma, que, mesmo diante das caravelas perenes do colonialismo, afirma-se como um corpo político coletivo e insubmisso, uma verdadeira inspiração”.
A 16ª edição do Brasil CineMundi também anunciou os projetos premiados em suas diferentes categorias, vindos dos vários parceiros que compõem a programação do encontro e colaboram nos processos de parceria, coprodução e fomento para o cinema do futuro.
O prêmio principal do Júri Oficial, formado por Luana Melgaço, Jorge Cohen e Juliette Lepoutre, foi concedido ao alagoano Filhas do Mangue, escrito e dirigido por Stella Carneiro e produzido por Rafhael Barbosa (La Ursa Cinematográfica, Alagoas). O júri destacou que o projeto traz “uma voz jovem, promissora e profundamente singular” ancorando-se em vivências íntimas e familiares que, contadas com humor e ternura, ecoam debates mais amplos sobre preservação ambiental, assimetrias regionais e irreverência das novas gerações. Trata-se de um cinema que “nasce nas margens de uma lagoa, em um estado ainda pouco representado, mas que, pela sua especificidade, tem o poder de dialogar com audiências maiores”.
Na categoria Work in Progress, o Prêmio O2 Pós reconheceu O Filho da Puta, a ser dirigido por Erica Maradona, Otto Guerra, Sávio Leite e Tânia Anaya, com produção de Cissa Carvalho, Elisa Rocha e Tatiana Mitre. A escolha chamou atenção pela “narrativa sólida e envolvente, conduzida com humor ácido e estética crua” e ressaltou que “mais do que uma viagem física, a obra é um percurso de identidade e afirmação”. Já o Prêmio Mistika foi para Lusco-Fusco, de Bel Bechara e Sandro Serpa, produzido por Rafaella Costa, pela “sensibilidade em abordar feminismo e violência contra a mulher” e por sua “coragem em demonstrar esperança mesmo nos territórios mais sombrios”.
O prêmio The End foi para A Fabulosa Máquina do Tempo, com direção de Eliza Capai e produzido por Mariana Genescá. O reconhecimento veio por sua “capacidade de unir potência artística e relevância social” e por oferecer “um olhar sensível sobre a infância feminina no sertão do Piauí, revelando como imaginação e ludicidade se tornam ferramentas de resistência”. Na categoria Foco Minas, o Prêmio Cinecolor/CTAV/Edina Fujii/Parati Films foi para Arrudas, de Matheus Moura, com produção de Antonio Pedroni e roteiro de Ian Chang. A justificativa ressaltou que o projeto “nos confronta com a vulnerabilidade de nossas próprias estruturas sociais” e que transforma “a dor em poesia e o caos em uma reflexão lúcida sobre nossa fragilidade compartilhada”.
Você? Mãe?, direção de Daniel Gonçalves e Nathalia Santos e produzido por Dani Nascimento, Daniel Gonçalves, Roberto Berliner e Sabrina Garcia, foi agraciado em mais de uma premiação por júris distintos. Recebeu o DocBrasil, pelo “potencial de transformar o íntimo em universal e o pessoal em político” e pela relevância das questões sobre maternidade e capacitismo, e o Prêmio Conecta, pela “coragem em desafiar convenções visuais com uma estética que parte da perspectiva de uma pessoa cega e de uma cineasta com deficiência motora”. Além disso, Você? Mãe? conquistou o Prêmio DocSP pela “continuidade de uma carreira criativa que amplia perspectivas de viver e experimentar o mundo”.
Já o DocSP Study Center foi para Tomba Homem, de Gibi Cardoso, produzido por Lucas Uchôa e Victória Morais, pela importância de resgatar “a história de vida de referência em BH no movimento LGBTQIA+ e na resistência à ditadura”. O Prêmio FIDBA #Link contemplou Febre Tropical, de Andy Malafaia e Carolina Hofs, pela advertência histórica “em um momento em que discursos autoritários ressurgem”.
O Nuevas Miradas selecionou Toshi Voltou do Japão, direção de Marcos Yoshi e produzido por Rica Saito, por abrir “um espaço de reflexão sobre a experiência silenciada de uma geração de homens imigrantes atravessados pelo sofrimento mental”. Já o RIDM foi atribuído a Enquanto te Escrevo a Paisagem Muda, de Anna Lu Machado e Artur Monteiro, produção de Thaís Vidal, por “reinventar a road movie como cartografia afetiva e ecológica” e por entrelaçar “memória e amizade em uma narrativa poética que denuncia os impactos ambientais do nosso tempo”.
O Prêmio Burning foi para Soberbo, de Camila Matos e Juliana Antunes, pela ousadia de entrelaçar “ficção, fantasia e experimentalismo a partir de um mito urbano de Belo Horizonte”. Já o WCF – World Cinema Fund premiou Sapatour, direção de Gab Laurenzato e produzido por Well Darwin, por ser “uma celebração rebelde e vibrante, com enorme potencial de ressonância global”.
O MAFF/Projeto Paradiso foi para Diamante, o Bailarina, direção de Pedro Jorge e produzido por Heverton Lima, pela “capacidade de promover a inclusão social ao refletir realidades muitas vezes invisibilizadas” e por inspirar “uma cultura de respeito e aceitação em todas as formas de ser e viver”. Já o coletivo Filmes de Plástico, que concedeu prêmios de incentivo, dividiu sua contribuição em duas distinções: um especial para Brilhante, de Carol Silva e Karen Suzane, pela originalidade e relevância LGBTQIAPN+, e o Prêmio Principal para Omágua Kambeba, de Adanilo e produzido por Ítalo Bruce, por ser “um projeto ambicioso e ousado, capaz de renovar a cinematografia brasileira”.
Conheça os vencedores de 2025 da CineBH e do Brasil CineMundi:
MOSTRA TERRITÓRIO | CineBH
MELHOR FILME Queimadura Chinesa, de Verónica Perrota (Uruguai/Brasil)
MELHOR PRESENÇA Elenco de Chicharras, de Luna Marán (México)
DESTAQUE DO JÚRI Huaquero; montagem de Juan Daniel Fernández Molero
JÚRI DA CRÍTICA | PRÊMIO ABRACCINE Punku, de J. D. Fernández Molero (Peru/Espanha) Menção Honrosa: Chicharras, de Luna Marán (México)
BRASIL CineMundi
JÚRI OFICIAL Filhas do Mangue (AL) Direção: Stella Carneiro Produção: Rafhael Barbosa
WIP | WORK IN PROGRESS Prêmio O2 Pós: O Filho da Puta (MG/RS); direção: Erica Maradona, Otto Guerra, Sávio Leite e Tânia Anaya; produção: Cissa Carvalho, Elisa Rocha e Tatiana Mitre Prêmio Mistika: Lusco-Fusco (SP); direção: Bel Bechara e Sandro Serpa; produção: Rafaella Costa Prêmio The End: A Fabulosa Máquina do Tempo (RJ); direção: Eliza Capai; produção: Mariana Genescá
FOCO MINAS | PRÊMIO Cinecolor/CTAv/Parati Films EDINA FUJII Arrudas, de Matheus Moura; produção: Antonio Pedroni e Matheus Moura (MG)
PRÊMIO DocBrasil Você? Mãe?, de Daniel Gonçalves e Nathalia Santos; produção: Dani Nascimento, Daniel Gonçalves, Roberto Berliner e Sabrina Garcia (RJ)
PRÊMIO CONECTA Você? Mãe?, de Daniel Gonçalves e Nathalia Santos; produção: Dani Nascimento, Daniel Gonçalves, Roberto Berliner e Sabrina Garcia (RJ)
PRÊMIO DocSP Você? Mãe?, de Daniel Gonçalves e Nathalia Santos; produção: Dani Nascimento, Daniel Gonçalves, Roberto Berliner e Sabrina Garcia (RJ)
PRÊMIO DocSP Study Center Tomba Homem, de Gibi Cardoso; produção: Lucas Uchôa e Victória Morais (MG)
PRÊMIO FIDBA #Link Febre Tropical, de Andy Malafaia e Carolina Höfs; produção: Leonardo Mecchi (SP)
PRÊMIO NUEVAS MIRADAS Toshi Voltou do Japão, de Marcos Yoshi; produção: Rica Saito (SP)
PRÊMIO RIDM Enquanto te Escrevo a Paisagem Muda, de Anna Lu Machado e Artur Monteiro; produção: Thaís Vidal (PE)
PRÊMIO BURNING Soberbo, de Camila Matos e Juliana Antunes; produção: Juliana Antunes (MG)
PRÊMIO MECAS Omágua Kambeba, de Adanilo; produção: Ítalo Bruce (AM)
PRÊMIO WCF | WORLD CINEMA FUND Sapatour, de Gab Lourenzato; produção: Well Darwin (SP)
PRÊMIO MAAF | PROJETO PARADISO Diamante, o Bailarina, de Pedro Jorge; produção: Heverton Lima (SP)
FILMES DE PLÁSTICO | PRÊMIO PRINCIPAL Omágua Kambeba, de Adanilo; produção: Ítalo Bruce (AM)
FILMES DE PLÁSTICO | PRÊMIO ESPECIAL Brilhante, de Carol Silva e Karen Suzane; produção: Carol Silva (MG)
Ao todo, 26 obras de 13 estados brasileiros integraram as mostras competitivas, reafirmando o caráter plural do festival. Os vencedores receberam o Troféu Rutílio de Oliveira e o Júri Oficial foi formado por Ziel Karapotó, Sandra Seixas e Ruby Nox. O filme de encerramento deste ano foi o premiado longa pernambucano Salomé, de André Antônio.
Além dos prêmios principais, o júri também concedeu Menção Honrosa para Leona Vingativa e todo o elenco de Americana e outra para o ator Buda Lira, pela atuação em Ponto e Vírgula. Para Carla Francine, uma das diretoras do Recifest, os resultados mostram a força da produção contemporânea: “O recorde de inscrições e a qualidade das obras premiadas comprovam a potência do cinema LGBTQIAPN+ em todas as regiões do país. O público caloroso no São Luiz coroou essa trajetória”.
Já Rosinha Assis, também na direção, ressaltou o caráter político do festival: “O Recifest é resistência e celebração. Os filmes premiados carregam histórias de luta, afeto e diversidade, que se tornam ainda mais fortes quando encontram o reconhecimento do público e do júri”.
Com direção e produção de Mauro Lira e Manu Monteiro, a 11ª edição levou sessões e debates ao Recife, às Terras Indígenas Pankararu (Tacaratu e Jatobá, sertão de Pernambuco) e ao ambiente on-line. O festival foi realizado pela Olinda Produções e pela Casa de Cinema de Olinda, com incentivo do Funcultura e apoio da Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.
Conheça os vencedores da 11ª edição do Recifest:
MELHOR FILME PERNAMBUCANO | JÚRI OFICIAL Lança-Foguete, de William Oliveira
MELHOR FILME NACIONAL | JÚRI OFICIAL Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
MELHOR FILME NACIONAL | JÚRI POPULAR Americana, de Agarb Braga (PA)
MELHOR FILME PERNAMBUCANO | JÚRI POPULAR Velcro, de Carol Lima e Renata Pimentel
MELHOR DIREÇÃO Filipe Travanca e Roberto Simão, por Espelho da Memória
MELHOR ROTEIRO ou ARGUMENTO Espelho da Memória, escrito por Filipe Travanca e Roberto Simão
MELHOR INTERPRETAÇÃO Érika Beatriz, por Descamar
MELHOR PRODUÇÃO Janaína Bernardes e Dominique Welinski, por A Vaqueira, a Dançarina e o Porco
MELHOR FOTOGRAFIA Na Volta Eu te Encontro, por Gabriel Texeira
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE Americana, por Beatriz de Oliveira e Ana Júlia Antunes
MELHOR SOM Ponto e Vírgula, por Matheus Tiengo
MELHOR MONTAGEM Geni & Thor, por Pedro H. Machado
MENÇÃO HONROSA Americana, de Agarb Braga (PA) Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)