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É Tudo Verdade 2023 – 28º Festival Internacional de Documentários: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Morcego Negro: documentário histórico-biográfico sobre PC Farias

Foram anunciados nesta terça-feira, 28/03, em uma coletiva de imprensa realizada no Itaú Cultural, em São Paulo, os filmes selecionados para a 28ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.

O diretor-fundador do festival, Amir Labaki, apresentou o programa desta edição, que volta a acontecer plenamente de forma presencial entre os dias 13 e 23 de abril, simultaneamente em seis salas em São Paulo e em três salas no Rio de Janeiro, com entrada franca. O festival exibirá um total de 72 produções entre longas, médias e curtas-metragens, de 34 países; a programação inclui ainda conferências, debates e sessões em streaming.

O documentário americano Subject, de Jennifer Tiexiera e Camilla Hall, terá sua pré-estreia nacional na sessão de abertura em São Paulo para convidados no dia 12 de abril na Cinemateca Brasileira. A abertura no Rio de Janeiro acontecerá no Estação NET Botafogo com a estreia mundial de 1968: Um Ano na Vida, de Eduardo Escorel.

Neste ano, serão doze longas e médias-metragens internacionais e sete brasileiros que fazem suas estreias nas telas brasileiras, além de nove curtas nacionais e sete internacionais. Os filmes vencedores dos prêmios dos júris na Competição Brasileira e Internacional de longas/médias e de curtas-metragens estarão automaticamente classificados para apreciação à disputa pelo Oscar 2024. Neste ano, a cerimônia de premiação acontecerá no dia 22 de abril, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. As produções premiadas pelos júris oficiais terão reapresentações especiais em ambas as cidades no dia 23/04.

“Ao lado da belíssima safra de filmes, o grande marco desta 28ª edição é o retorno pleno do festival às salas de cinema. Festivais de cinema são atividades essencialmente presenciais, eventos coletivos de encontro entre realizadores e público, de descobertas e redescobertas, de emoções e reflexões públicas. Estávamos todos com saudades”, disse Amir Labaki, diretor-fundador do É Tudo Verdade.

Neste ano, o circuito de exibição em São Paulo apresenta o Cine Marquise, a Cinemateca Brasileira (salas Grande Otelo e Oscarito), o Sesc 24 de Maio, o Instituto Moreira Salles e o Centro Cultural São Paulo. No Rio de Janeiro, as sessões acontecem no Estação NET Botafogo e Estação NET Rio.

O festival homenageia em ciclos especiais o cinema de Humberto Mauro (1897-1983), com a exibição de dez de seus filmes e dois documentários sobre o pioneiro da produção brasileira; e Jean-Luc Godard (1930-2022), com a apresentação dos oito episódios da série História(s) do Cinema (1987-1998). A homenagem a Humberto Mauro tem curadoria dos especialistas Sheila Schvarzman e Eduardo Morettin; a homenagem a Jean-Luc Godard conta com o apoio da Embaixada da França no Brasil.

A Sessão Especial Sabesp apresentará em estreia o documentário Lixo Fora de Lugar, do cineasta austríaco Nikolaus Geyrhalter, premiado no Festival de Locarno em 2022. Nos dias 13 e 14 de abril acontece a 20ª edição da Conferência Internacional do Documentário, em correalização com a Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

Entre os dias 17 e 23 de abril, o Sesc Digital vai exibir em streaming dois filmes da mostra Foco Latino-Americano: Beleza Silenciosa, de Jasmin Mara López, e Hot Club de Montevideo, de Maximiliano Contenti. A programação em streaming apresenta no Itaú Cultural Play, entre 24 e 30 de abril, sete dos curtas-metragens da Competição Brasileira.

Entre as atividades paralelas, destaca-se o ciclo de palestras O Arquivo no Documentário, que será realizado nos dias 17 e 18 de abril no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, CPF Sesc. No dia 16, será apresentado, em parceria com a Spcine, no Centro Cultural São Paulo, uma masterclass com o cineasta Cristiano Burlan, que estreia no festival seu novo documentário, Antunes Filho, Do Coração para o Olho.

Conheça os filmes selecionados para o É Tudo Verdade 2023:

SESSÃO DE ABERTURA | SÃO PAULO
Subject, de Jennifer Tiexiera e Camilla Hall (EUA)

SESSÃO DE ABERTURA | RIO DE JANEIRO
1968: Um Ano na Vida, de Eduardo Escorel (Brasil)

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | LONGAS E MÉDIAS

171, de Rodrigo Siqueira
Amanhã, de Marcos Pimentel
Incompatível com a Vida, de Eliza Capai
Morcego Negro, de Chaim Litewski e Cleisson Vidal
Nada Sobre meu Pai, de Susanna Lira
O Contato, de Vicente Ferraz 
Santino, de Cao Guimarães

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGAS E MÉDIAS

Casa Silenciosa (Khaneye Khamoosh), de Farnaz Jourabchian e Mohammad Reza Jourabchian (Irã/Canadá/França/Filipinas/Qatar)
Confiança Total (Total Trust), de Jialing Zhang (Alemanha/Holanda)
Despertar de Aurora (Aurora’s Sunrise), de Inna Sahakyan (Armênia/Alemanha/Lituânia)
Front do Leste (Shidniy Front), de Vitaly Mansky e Yevhen Titarenko (Letônia/Ucrânia/República Tcheca/EUA)
Godard Cinema (Godard Seul le Cinéma), de Cyril Leuthy (França)
Little Richard: Eu Sou Tudo (Little Richard: I Am Everything), de Lisa Cortez (EUA)
Não-Alinhados: Cenas dos Rolos de Labudović (Non-Aligned: Scenes from the Labudović Reels), de Milla Turajlić (Sérvia/França/Croácia/Montenegro/Qatar)
O Caso Padilla (El Caso Padilla), de Pavel Giroud (Espanha/Cuba)
Pianoforte, de Jakub Piątek (Polônia)
Rezando pelo Armagedom (Praying for Armageddon), de Tonje Hessen Schei (Noruega)
Still: A Michael J. Fox Movie, de Davis Guggenheim (EUA)
Um Espião Compassivo (A Compassionate Spy), de Steve James (EUA/Reino Unido)

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | CURTAS-METRAGENS

Aos Mortos, Um Lugar para Habitar, de Victor Costa Lopes
Bambambã, de Andréa França
Cama Vazia, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet
Ferro’s Bar, de Aline A. Assis, Fernanda Elias, Nayla Guerra e Rita Quadros
Mãri hi: A Árvore do Sonho, de Morzaniel Ɨramari
O Materialismo Histórico da Flecha Contra o Relógio, de Carlos Adriano
Retratos de Piratininga, de André Manfrim
Todavia Sinto, de Evelyn Santos
Vãnh Gõ Tõ Laklãnõ, de Barbara Pettres, Flávia Person e Walderes Coctá Priprá

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | CURTAS-METRAGENS

Carta a um Porco (Letter to a Pig), de Tal Kantor (França/Israel)
Florestas (Forêts), de Simon Plouffe (Canadá)
Folhas de K. (Hojas de K.), de Gloria Carrion (Nicarágua/Costa Rica)
Jogando Óleo na Fervura (Pouring Water on Troubled Oil), de Nariman Massoumi (Reino Unido)
Mal Trabalhando (Hardly Working), de Total Refusal (Áustria)
Paraíso da Soneca (Powernapper’s Paradise), de Samir Arabzadeh (Suécia)
Ptitsa, de Alina Maksimenko (Polônia/Ucrânia)
Todas as Coisas que Você Deixa para Trás(All the Things You Leave Behind), de Chanasorn Chaikitiporn (Tailândia)
Uma História do Mundo Segundo a Getty Images (A History of the World According to Getty Images), de Richard Misek (Reino Unido/Noruega)

MOSTRAS NÃO COMPETITIVAS

PROGRAMAS ESPECIAIS

Antunes Filho, do Coração para o Olho, de Cristiano Burlan (Brasil)
Lixo Fora de Lugar (Matter Out of Place), de Nikolaus Geyrhalter (Áustria)
Lowndes County e o Caminho para o Poder Negro (Lowndes County And The Road to Black Power), de Sam Pollard e Geeta Gandbhir (EUA)
Três Minutos: Uma Duração (Three Minutes – A Lengthening), de Bianca Stigter (Holanda)
Vire Cada Página: As Aventuras de Robert Caro e Robert Gottlieb (Turn Every Page: The Adventures of Robert Caro and Robert Gottlieb), de Lizzie Gottlieb (EUA)

O ESTADO DAS COISAS

A História Natural da Destruição (The Natural History of Destruction), de Sergei Loznitsa (Alemanha/Holanda/Lituânia)
Favela do Papa, de Marco Antônio Pereira (Brasil)
Liberdade em Chamas (Freedom on Fire), de Evgeny Afineevsky (Reino Unido/EUA/Ucrânia)
Merkel, de Eva Weber (Reino Unido/Alemanha/Dinamarca)
Música para Pombos Negros (Music for Black Pigeons), de Jorgen Leth e Andreas Koefoed (Dinamarca)
Os Corredores do Poder (The Corridors of Power), de Dror Moreh (França/Alemanha/EUA/Israel)
Rua Aurora: Refúgio de Todos os Mundos, de Camilo Cavalcante (Brasil)

FOCO LATINO-AMERICANO

Amando Martha (Amando a Martha), de Daniela López Osorio (Colômbia/Argentina)
Beleza Silenciosa (Belleza Silenciosa), de Jasmín Mara López (EUA/México/Malta)
Hot Club de Montevideo, de Maximiliano Contenti (Uruguai)

CLÁSSICOS É TUDO VERDADE

Americano: Uma Odisseia a 1947 (American: An Odyssey to 1947), de Danny Wu (Canadá) (2022)
Cine-Guerrilhas: Cenas dos Rolos de Labudović (Ciné-Guerrillas: Scenes from the Labudović Reels), de Mila Turajlić (Sérvia/França) (2022)
Confissões de um Cinema em Formação, de Eugenio Puppo (Brasil) (2022)
O Prisioneiro da Grade de Ferro (Autorretratos), de Paulo Sacramento (Brasil) (2003)

HOMENAGEM HUMBERTO MAURO

Cantos de Trabalho, de Humberto Mauro (1955)
Carro de Bois, de Humberto Mauro (1974)
Engenhos e Usinas, de Humberto Mauro (1955)
Henrique Oswald, de Humberto Mauro (1942)
Humberto Mauro, Cinema é Cachoeira, de André Di Mauro (2018)
Lagoa Santa, de Humberto Mauro (1940)
Manhã na Roça: O Carro de Bois, de Humberto Mauro (1956)
Mauro, Humberto, de David Neves (1975)
O Cysne, de Humberto Mauro (1936)
O João de Barro, de Humberto Mauro (1956)
Um Apólogo, de Humberto Mauro (1939)
Victoria Regia, de Humberto Mauro (1937)

Foto: Divulgação.

Festival de Veneza 2023: Tony Leung Chiu-wai e Liliana Cavani serão homenageados com o Leão de Ouro honorário

por: Cinevitor
Tony Leung Chiu-wai já atuou em três filmes que ganharam o Leão de Ouro

A diretoria da Biennale di Venezia anunciou nesta segunda-feira, 27/03, que a diretora italiana Liliana Cavani e o ator Tony Leung Chiu-wai, de Hong Kong, receberão o Leão de Ouro honorário na 80ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 30 de agosto e 9 de setembro. A homenagem foi proposta por Alberto Barbera, diretor do festival.

Em comunicado oficial, Liliana Cavani, que já passou por Veneza com Philippe Pétain: Processo a Vichy, que levou o Leão de San Marco de melhor documentário, Galileo, L’ospite, Gestos de Amor e Clarisse, declarou: “Estou muito feliz e grata à Biennale di Venezia por esta maravilhosa surpresa”.

Tony Leung Chiu-wai atuou em três filmes que ganharam o Leão de Ouro no Festival de Veneza: A Cidade do Desencanto, de Hsiao-Hsien Hou; Entre a Inocência e o Crime, de Anh Hung Tran; e Desejo e Perigo, de Ang Lee. Em comunicado, disse: “Estou maravilhado e honrado com a notícia. Espero comemorar este prêmio com todos os cineastas com quem trabalhei. Este prêmio é uma homenagem a todos eles também”.

Sobre as homenagem, Alberto Barbera disse: “Liliana Cavani é uma das protagonistas mais emblemáticas do Novo Cinema Italiano dos anos 1960, cuja obra percorreu mais de sessenta anos de história do show business. Ela é uma artista versátil que frequenta televisão, teatro e ópera com o mesmo espírito não convencional e fermentação intelectual que tornaram seus filmes famosos. Sua mentalidade sempre foi inconformista, livre de preconceitos ideológicos e dissociada de qualquer tipo de lavagem cerebral; é movida pela busca constante de uma verdade escondida nos cantos mais recônditos e misteriosos da alma humana, até o limite da espiritualidade”.

A cineasta no Festival de Veneza em 2012

E continuou: “Os personagens de seus filmes são ambientados em um contexto histórico que mostra uma tensão existencial em direção à mudança, jovens em busca de respostas para questões importantes, personagens complexos e problemáticos que refletem o conflito não resolvido entre indivíduo e sociedade. O seu é um olhar político no mais alto sentido do termo, antidogmática, não alinhada, corajosa na forma como enfrenta até os tabus mais desafiantes, alheia às tendências, resistente ao compromisso e ao oportunismo de produção. Em vez disso, ela está aberta a uma ambiguidade fértil nos personagens e situações que apresenta. Uma fecunda lição de estética e de ética, de um protagonista do nosso cinema que define a sua perpétua modernidade”.

Alberto Barbera também comentou sobre a homenagem para Tony Leung Chiu-wai: “É um artista carismático no decorrer de uma carreira transnacional excepcional que evoluiu paralelamente à expansão da circulação global de filmes. Os papéis de Tony Leung não apenas abrangeram uma grande variedade de gêneros, mas também uniram televisão, cultura popular e cinema de arte em diferentes latitudes. Sua reputação está estritamente ligada à sua colaboração de longo prazo com aclamados autores premiados, simbolizados por sua atuação inesquecível em Amor à Flor da Pele, de Wong Kar-Wai, que lhe rendeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes. Seus papéis principais em três filmes premiados com o Leão de Ouro de Veneza de diferentes partes da Ásia também confirmam sua centralidade no cinema de autor”

E completou: “No entanto, seu perfil mundial também é afiliado a sucessos de bilheteria que atravessam diferentes modos, gêneros e idiomas, incluindo: Herói, de Zhang Yimou; Conflitos Internos, de Andrew Lau e Alan Mak; A Batalha dos Três Reinos, de John Woo; e Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, da Marvel e dirigido por Destin Daniel Cretton. Reconhecido como um dos principais atores de sua geração, mantendo a incrível versatilidade que o transformou em estrela do cinema e pop em Hong Kong na década de 1980, conquistou um perfil único como estrela pan-asiática e global, confirmando sua presença dentro de culturas de tela em constante mudança, desconstruindo a ideia tradicional do estrelato masculino e trazendo sensibilidade convincente para todos os seus papéis”, finalizou.

Fotos: Gareth Cattermole/Getty Images Europe/Marvel Studios.

16º Curta Taquary: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Priscilla Vilela no curta potiguar Bucho de Peixe: melhor atriz

Foram anunciados nesta quarta-feira, 22/03, Dia Mundial da Água, em uma cerimônia virtual apresentada por Ana Célia Gomes e Vitor Búrigo, os vencedores da 16ª edição do Curta Taquary, que, mais uma vez, fortaleceu as contribuições do festival para a cidade de Taquaritinga do Norte e a região do agreste pernambucano.

Ao longo dos dias, foram exibidos filmes em formato presencial para alunos e moradores da região com a disponibilização de produções nacionais e internacionais. Reforçando seu compromisso com a educação e a defesa do meio ambiente, foram realizadas oficinas e o plantio de mudas com o intuito de reflorestar áreas que sofreram depredação.

Neste ano, o evento apresentou 80 curtas-metragens em sessões realizadas nas cidades de: Taquaritinga do Norte, no Cine Teatro Santo Amaro; Caruaru, no Assentamento Normandia; e Toritama, no Cine Aurélio, evidenciando a pluralidade das produções.

Além dos filmes e atividades paralelas, o festival contou com debates mediados por Edu Fernandes e Rosalie Nunes. Nesta edição, alunos que participaram da oficina Documentando, ministrada pelo cineasta Marlom Meirelles e que resultou no curta As Casas, Mudas Testemunhas da Vida, integraram a equipe do Curta Taquary como estagiários em diversas áreas. Para além de ações pontuais, o festival busca envolver esses alunos no processo de autodescoberta para que a arte seja, também, uma forma de libertação. O time de jovens aprendizes foi formado por: Vanderlânia Maria dos Santos, Marcos Paulo Pereira, Rosa Gabryela Gonçalves, Arthur Vinícius Casé, Isabela Thais Vieira, Ana Bartyra Souza, Daffynny Marine dos Santos e Miguel José Costa.

Com coordenação pedagógica de Amanda Ramos, a 16ª edição apresentou o Encontro de Cinema e Educação; além disso, Renata Claus, Adalberto Oliveira e Thiago Morais também ministraram oficinas de animação e captação de som, respectivamente.

Conheça os vencedores do Curta Taquary 2023:

MOSTRA BRASIL
*Júri: Saleyna Borges, Tiago Delácio e Bertrand Lira

Melhor Filme: Big Bang, de Carlos Segundo (MG)
Melhor Direção: Paola Mallmann, por Um Tempo para Mim
Melhor Roteiro: Big Bang, escrito por Carlos Segundo
Melhor Atriz: Ana Luiza Ferreira, por Infantaria
Melhor Ator: Giovanni Venturini, por Big Bang
Melhor Fotografia: Céu, por Kennel Rógis e Gabriel Heitor Alves
Melhor Direção de Arte: Infantaria, por Lyara Cavalcanti
Melhor Figurino: Amigo Secreto, por Juliana Lobo
Melhor Edição: Camaco, por Luiza Garcia
Melhor Trilha Sonora: Manual da Pós-verdade, por Sascha Kratzer e Rafael Maklon
Melhor Som: Último Domingo, por Dudu Falcão
Melhor Cartaz: Céu, por Fernando J
Menção Honrosa: O Destino da Senhora Adelaide, de Breno Alvarenga e Luiza Garcia (MG), pela capacidade de sintetizar um tema pouco abordado, porém pertinente

MOSTRA POR UM MUNDO MELHOR
*Júri: Taciana Kramer, Tayho Fulni-ô e Kate Saraiva

Melhor Filme: O Mar que Habita em Mim, de Luara Olívia (PE)
Melhor Direção: Andrea Flores Urushima, Cesar Shundi Iwamizu e Nelson Kao, por 8 Bilhões: Somos Todos Responsáveis
Melhor Roteiro: 8 Bilhões: Somos Todos Responsáveis, escrito por Guilherme Herrera Falchi, Andrea Flores Urushima, Cesar Shundi Iwamizu e Nelson Kao
Melhor Atriz/Personagem: Marly Lúcia da Silva, por Mangues, Mundus
Melhor Ator/Personagem: Ailton Krenak, por 8 Bilhões: Somos Todos Responsáveis
Melhor Fotografia: O Mar que Habita em Mim, por Clara Gouvêa
Melhor Direção de Arte: Pescadoras em Rede: As Mulheres da Gamboa de Baixo, por Flora Tavares e Marina Novaes
Melhor Edição: Águas que me Tocam, por Michele Saraiva, Rone Mota e Igor Tchilian
Melhor Trilha Sonora: Pescadoras em Rede: As Mulheres da Gamboa de Baixo
Melhor Som: 8 Bilhões: Somos Todos Responsáveis, por Gessimar Medeiros
Melhor Cartaz: Mangues, Mundus, por Mhorgana

MOSTRA DÁLIA DA SERRA
*Júri: Camilla Porto, Rosa Berardo e Priscila Urpia

Melhor Filme: A Gente Consegue, de José Figueiredo (SE)
Melhor Direção: José Figueiredo, por A Gente Consegue
Melhor Roteiro: A Gente Consegue, escrito por Davyd Luan e José Figueiredo
Melhor Atriz: prêmio coletivo para as atrizes de A Gente Consegue
Melhor Ator: Ailton Jesus, por Centro, 67
Melhor Fotografia: A Gente Consegue, por José Figueiredo
Melhor Direção de Arte: O Mundo de Diego, por Ricardo Rodrigues
Melhor Figurino: O Mundo de Diego, por Ricardo Rodrigues
Melhor Edição: Centro, 67, por Ailton Jesus
Melhor Trilha Sonora: Centro, 67, por Ailton Jesus
Melhor Som: A Gente Consegue, por Davyd Luan
Melhor Cartaz: A Gente Consegue

MOSTRA CRIANCINE
*Júri: Camilla Porto, Rosa Berardo e Priscila Urpia

Melhor Filme: Nem Todas as Manhãs são Iguais, de Fabi Melo (PB)
Melhor Direção: Fabi Melo, por Nem Todas as Manhãs são Iguais
Melhor Roteiro: Nem Todas as Manhãs são Iguais, escrito por Fabi Melo
Melhor Atriz: Maria Alice Santos, por Nem Todas as Manhãs são Iguais
Melhor Ator: Nanego Lira, por Nem Todas as Manhãs são Iguais
Melhor Fotografia: Nem Todas as Manhãs são Iguais, por João Carlos Beltrão
Melhor Direção de Arte: Nem Todas as Manhãs são Iguais, por Renata Gadelha
Melhor Figurino: Nem Todas as Manhãs são Iguais, por Renata Gadelha
Melhor Edição: Nem Todas as Manhãs são Iguais, por Bebel Lelis
Melhor Trilha Sonora: Nem Todas as Manhãs são Iguais, por Vinícius Mousinho
Melhor Som: Nem Todas as Manhãs são Iguais, por Aderaldo Júnior
Melhor Cartaz: Nem Todas as Manhãs são Iguais

MOSTRA CURTAS FANTÁSTICOS
*Júri: Renata Roberta, Norma Góes e Carlos Kamara

Melhor Filme: Noites em Claro, de Elvis Alves (CE)
Melhor Direção: Patrícia Moreira, por Mulher Vestida de Sol
Melhor Roteiro: Jussara, escrito por Camila Ribeiro
Melhor Atriz: Priscilla Vilela, por Bucho de Peixe
Melhor Ator: Lucas Moretti, por O Lobo
Melhor Fotografia: O Abraço, por Flóra Fecske
Melhor Direção de Arte: Noites em Claro, por Baruque Teixeira
Melhor Figurino: O Abraço, por Adrienn Rudolf
Melhor Edição: Mulher Vestida de Sol, por Patrícia Moreira
Melhor Trilha Sonora: Mulher Vestida de Sol, por Patrícia Moreira
Melhor Som: Noites em Claro, por Lucas Coelho e Robson Araújo
Melhor Cartaz: Jussara, por Luma Flores
Menção Honrosa: para as atrizes Aurora da Silva Cavalcanti e Laura Ferraz, de Bucho de Peixe

MOSTRA DIVERSIDADE
*Júri: Renata Roberta, Norma Góes e Carlos Kamara

Melhor Filme: Deus Não Deixa, de Marçal Vianna (RJ)
Melhor Direção: Marçal Vianna, por Deus Não Deixa
Melhor Roteiro: Pelas Ondas Lambem-se as Margens, escrito por Hyndra
Melhor Atriz: Alice Carvalho, por Bege Euforia
Melhor Ator/Personagem: Luiz Miguel Bispo, por Deus Não Deixa
Melhor Fotografia: Bege Euforia, por Ana Galizia
Melhor Direção de Arte: Casa de Bonecas, por Jacksciene Guedes e Felipe Spooka
Melhor Figurino: Casa de Bonecas, por Jacksciene Guedes e Felipe Spooka
Melhor Edição: Casa de Bonecas, por Lucas Sá
Melhor Trilha Sonora: Casa de Bonecas, por Matheus Accioly
Melhor Som: Casa de Bonecas, por Gabriel Portela
Melhor Cartaz: Bege Euforia
Menção Honrosa: em decisão unânime, o Júri Oficial concede Menção Honrosa ao curta-metragem Afluências, de Iasmin Soares (PB), pela urgência do conjunto da obra ao trazer à luz o grito de mulheres silenciadas, que foram historicamente induzidas à crença da não adequação do seu corpo ao sistema. Anuladas em sua sexualidade e existência, nos embalam com memórias, paixões, saudades, sentidos… É urgente o exercício da escuta e o entendimento sobre estes diferentes corpos (e tão iguais), que por séculos foram conduzidas a uma “noção de pertencimento” neste lugar de estranhamento e incapacidade, inclusive de amar e amar-se. É a ReTomada em Afluências!
Menção Honrosa: em decisão unânime, o Júri Oficial concede Menção Honrosa ao curta-metragem Ana Rúbia, de Diego Baraldi e Íris Alves Lacerda (MT), pelo conjunto da obra e por seu diálogo com um assunto tão necessário e tão urgente de milhares de vozes que são silenciadas a cada esquina, a cada lar, a cada posto de trabalho que é negado, a cada violência que todos os dias é noticiada tanto nos noticiários midiáticos como nas redes sociais. O Brasil é múltiplo e não só de uma identidade. Essa diversidade é que constrói todo um espectro de cores que levanta uma bandeira de um arco íris que é tão necessária estar presente dentre tantas bandeiras

MOSTRA UNIVERSITÁRIA
*Júri: Xulia Doxágui, André Dib e Paulo Ricardo da Costa

Melhor Filme: Anarriê, de Neto Astério (SE)
Melhor Direção: Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza, por Madrugada
Melhor Roteiro: As Velas do Monte Castelo, escrito por Lanna Carvalho e Artur Dalim
Melhor Atriz: Lucilene Fernandes, por As Velas do Monte Castelo
Melhor Ator: Levi Fernandes, por As Velas do Monte Castelo
Melhor Fotografia: Madrugada, por Rebeca Francoff
Melhor Direção de Arte: Mise en Place, por Bruna Andressa, Harumy Bernardes dos Santos, Laura Lupo Medina e Lisa Aidar
Melhor Figurino: Anarriê
Melhor Edição: Madrugada, por André Berzagui
Melhor Som: Madrugada, por Humberto Schumacher
Melhor Cartaz: Madrugada

MOSTRA PRIMEIROS PASSOS
*Júri: Xulia Doxágui, André Dib e Paulo Ricardo da Costa

Melhor Filme: Lilith, de Nayane Nayse (PE)
Melhor Direção: Cadu Marques, por A Nossa Festa Já Vai Começar
Melhor Roteiro: Lilith, escrito por Nayane Nayse
Melhor Atriz: Antonia Viola, por A Nossa Festa Já Vai Começar
Melhor Ator: o júri decidiu em unanimidade não conceder este prêmio
Melhor Fotografia: A Nossa Festa Já Vai Começar, por Pablo Monteiro
Melhor Direção de Arte: Era uma Noite de São João
Melhor Figurino: A Nossa Festa Já Vai Começar
Melhor Edição: Lilith, por Caio Sales
Melhor Som: Era uma Noite de São João, por Ester Rosendo
Melhor Cartaz: A Nossa Festa Já Vai Começar

MOSTRA PERNAMBUCANA 
*Júri: Leandra Moreira, Maycon Carvalho e Cristiane Fragoso

Melhor Filme: Pedro e Inácio, de Caio Dornelas (PE)
Melhor Direção: Marina Mahmood, por Corpo Onírico
Melhor Roteiro: Quebra Panela, escrito por Rafael Anaroli
Melhor Atriz: Maria do Carmo, por Quebra Panela
Melhor Ator: Tocha Ribeiro, por Estampido
Melhor Fotografia: Corpo Onírico, por Alexandre Salomão
Melhor Direção de Arte: Quebra Panela, por Lia Leticia
Melhor Figurino: Dorme Pretinho, por Jane Travassos e Corpo Onírico, por Aura Oura e Dandara Luz
Melhor Edição: Quebra Panela, por Aderaldo Júnior
Melhor Trilha Sonora: Corpo Onírico, por Iezu kaeru e Tomaz Alves Souza
Melhor Som: Quebra Panela, por Alison Santos
Melhor Cartaz: Pedro e Inácio, por Raphael Maia

MOSTRA AGRESTE
*Júri: Leandra Moreira, Maycon Carvalho e Cristiane Fragoso

Melhor Filme: Filhos Ausentes, de Jansen Barros e Virgínia Guimarães (PE)
Melhor Direção: Fábio Xavier, por A Botija
Melhor Roteiro: Ingá, escrito por Monique Xavier
Melhor Fotografia: Ingá, por Felipe Correia
Melhor Direção de Arte: Estão Destruindo Quem Sou!, por María França
Melhor Figurino: Estão Destruindo Quem Sou!, por Renata Santos
Melhor Edição: Filhos Ausentes, por Jansen Barros
Melhor Trilha Sonora: Estão Destruindo Quem Sou!, por Fabrício Ori e Efraim Rocha
Melhor Som: Raízes do Bandeira, por Nilson Ferreira
Melhor Cartaz: Alto das Flores, por Daniele Leite

MOSTRA INTERNACIONAL
*Júri: Saleyna Borges, Tiago Delácio e Bertrand Lira

Melhor Filme: Estrellas del Desierto, de Katherina Harder Sacre (Chile)
Melhor Direção: Claudia Ruiz, por Ailin en la Luna
Melhor Roteiro: Los Huecos de La Luna, escrito por Paula D’Angelo Schmid
Melhor Atriz: Sylvia Majo, por Los Huecos de La Luna
Melhor Ator: Bastián Bravo, por Estrellas del Desierto
Melhor Fotografia: Estrellas del Desierto, por Diego Lazo
Melhor Direção de Arte: Ailin en la Luna, por Itatí Romero
Melhor Figurino: Con un Ovillo de Lana
Melhor Edição: Fantasmagoria, por Juan Francisco González
Melhor Trilha Sonora: Ailin en la Luna, por Mario Martinez
Melhor Som: Fantasmagoria, por Diego Aguilar e Edgardo Gonzalez
Melhor Cartaz: Estrellas del Desierto
Menção Honrosa: a comissão julgadora oferece Menção Honrosa ao filme de animação A.G.UA (Abnegados/Guerreros/Urbanos), de Patricia Noemi Menghi (Argentina), por tratar-se de um tema de extrema relevância neste momento de graves mudanças climáticas em nosso planeta

Foto: Divulgação/Caboré Audiovisual.

Panvision abre inscrições para dois festivais de cinema: 27º FAM e FALA São Chico 2023

por: Cinevitor
A primeira edição do FALA São Chico aconteceu no ano passado

Estão abertas as inscrições para dois dos festivais de cinema organizados pela Associação Cultural Panvision: a segunda edição do FALA São Chico, Festival Latino-Americano de Documentários de São Francisco do Sul, e o 27º FAM, Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul.

Neste ano, para facilitar a participação dos realizadores, a Panvision unificou as inscrições e principais informações dos festivais em um único Guia de Inscrição. Os produtores podem optar por um dos festivais e até mesmo por também registrar sua disponibilidade para outras ações da Panvision, como cineclubes e sessões especiais com parceiros.

“Chegou a hora que muitos já estavam esperando. Nós também estamos ávidos por conhecer as novas produções e encontrar a linha narrativa do ano. Estão abertas as inscrições para o FALA e FAM! Enquanto diretora artística, pensando em uma série de reestruturações no Brasil de instâncias de fomento à cultura, além de todo o processo no mundo para seguir com a cura da relação de ter vivido uma pandemia, adoraria encontrar obras que dialogassem com a reflexão social com uma dose de ânimo”, disse Marilha Naccari, diretora de programação da Panvision.

Serão aceitos filmes produzidos entre os anos 2022 e 2023, sendo que cada festival possui suas especificidades e datas diferentes de finalização das inscrições. Podem se inscrever ficções, documentários, animações, curtas e longas-metragens. As inscrições vão até 10 de maio para o FALA São Chico e 21 de julho para o FAM 2023, e os festivais têm datas de realização para junho e setembro, respectivamente.  

Para o FALA São Chico 2023, que chega em sua segunda edição, o festival é destinado aos documentários de curta-metragem latino-americanos de 3 a 15 minutos. Unindo cinema e história, o evento tem como palco a cidade mais antiga de Santa Catarina, São Francisco do Sul, localizada no norte do Estado. Na sua edição de estreia, o FALA exibiu 26 filmes e reuniu um público de mais de 1.500 pessoas. Este ano, o festival será realizado entre os dias 21 e 24 de junho.

Já o FAM chega este ano em sua 27ª edição com oito mostras competitivas, evento de mercado, atividades formativas e muito mais. O festival abre inscrições para diversos formatos audiovisuais: curtas e longas-metragens, documentários, videoclipes, filmes infantojuvenis, filmes que ainda estão em processo de finalização, entre outros. Podem participar realizadores da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. O FAM 2023 será realizado entre os dias 21 e 27 de setembro

Para se inscrever, basta acessar o site oficial da Panvision: clique aqui. O primeiro passo é realizar seu cadastro no Sistema de Inscrições, caso ainda não tenha. O Guia de Inscrição completo, com os critérios de cada festival e suas mostras, está disponível no link. E mais: sobre a segunda edição do Curta Jacarehy, festival também realizado pela Panvision, a organização segue em processo de captação.

Foto: Daniel Guilhamet.

O Primeiro Natal do Mundo, com Ingrid Guimarães e Lázaro Ramos, começa a ser filmado

por: Cinevitor
As filmagens serão realizadas no Rio de Janeiro

O Prime Video anuncia nesta semana o início das filmagens do longa-metragem O Primeiro Natal do Mundo, uma produção Original Amazon. Estrelado por Ingrid Guimarães, Lázaro Ramos e Fabiana Karla, o filme, que será rodado no Rio de Janeiro, é dirigido por Susana Garcia e Gigi Soares e produzido pela Camisa Listrada.

No enredo, a família Pinheiro Lima, formada por Pepê, um professor de história viúvo pai de duas meninas e sua nova esposa, Tina, uma chefe de cozinha divorciada, mãe de dois filhos, tem uma véspera de Natal caótica, em que o desejo de uma das crianças de que o Natal desapareça se realiza. Em um mundo sem essa festividade, as pessoas perdem muitos dos prazeres da vida, além da capacidade de valorizar a união, perdoar e recomeçar. A família embarca em uma jornada para recriar o feriado, seu espírito e suas tradições em um mundo em que ninguém ouviu falar do Natal.

O roteiro de O Primeiro Natal do Mundo é assinado por Alessandra Ruiz, Guilherme Ruiz, Carolina Minardi, Leandro Soares e Júlia Lordello; a produção é de André Carreira. O elenco ainda conta com Igor Jansen, Theo Mattos, Valentina Gaspar, Yasmin Londuik, Cézar Maracujá e Wilson Rabelo.

Foto: Divulgação/Amazon Studios.

Marcos Palmeira será homenageado em edição comemorativa do Festival de Cinema de Vitória 2023

por: Cinevitor
Homenagem: trajetória será celebrada em Vitória

Em uma edição especial do Festival de Cinema de Vitória, que completa 30 anos de história, Marcos Palmeira, um dos artistas mais celebrados do cinema e da televisão brasileira, será homenageado. Ele receberá o Troféu Vitória e o Caderno do Homenageado, publicação inédita e biográfica, assinada pelos jornalistas Paulo Gois e Leonardo Vais, que aborda sua trajetória profissional.

A cerimônia de homenagem será realizada dentro da programação da Mostra Comemorativa 30 Anos do Festival de Cinema de Vitória, que acontecerá entre os dias 14 e 18 de junho na cidade de Vitória, Espírito Santo. Em comunicado oficial, Marcos Palmeira disse: “Estou muito honrado com essa homenagem no ano em que o Festival de Vitória completa 30 anos. Será um prazer enorme voltar a Vitória, cidade que me recebeu tão bem e com tanto carinho quando filmei o longa-metragem O Amor Está no Ar, de Amylton de Almeida, nos anos 1990. Estou animado para acompanhar de perto esse evento tão especial, pelo qual todo o setor audiovisual tem tanta admiração”.

Com uma extensa carreira, Marcos Palmeira se destaca em diversos momentos de sua trajetória, tendo atuado em mais de 40 filmes, como os longas-metragens Dedé Mamata (1988), de Rodolfo Brandão, que lhe rendeu o kikito de melhor ator no Festival de Gramado; e Anahy de las Misiones (1997), de Sérgio Silva, pelo qual recebeu o Troféu Candango, no Festival de Brasília

Também esteve na produção capixaba O Amor Está no Ar (1997), de Amylton de Almeida, ao lado de Eliane Giardini; e na adaptação do livro Pelejas de Ojuara, de Nei Leandro de Castro, que se transformou no longa-metragem O Homem que Desafiou o Diabo, de Moacyr Góes. Um dos seus trabalhos mais recentes para a telona foi Boca de Ouro (2020), dirigido por Daniel Filho. Esse filme é uma adaptação da obra teatral de Nelson Rodrigues, no qual Palmeira interpreta o personagem principal que dá o título das duas obras homônimas. No ano passado, foi homenageado com o Troféu Oscarito na 50ª edição do Festival de Gramado.

Também atuou em dezenas de trabalhos na televisão. Entre as novelas, produções que fazem parte do imaginário brasileiro, como na primeira versão de Pantanal (1990), exibida na extinta Rede Manchete. Na Rede Globo, participou de inúmeras produções: Vale Tudo (1988), Irmãos Coragem (1995), Torre de Babel (1998), Andando nas Nuvens (1999), Porto dos Milagres (2001), Celebridade (2003), Belíssima (2006), Cheias de Charme (2012), O Rebu (2014), Babilônia (2015) e A Dona do Pedaço (2019). 

Em 2022, protagonizou o remake da novela Pantanal, na Globo, interpretando José Leôncio, na adaptação do texto de Benedito Ruy Barbosa, autor com quem já havia trabalhado nas novelas Renascer (1994) e Velho Chico (2016). Fez ainda séries e minisséries consagradas como: Memorial de Maria Moura (1993), dirigida por Denise Saraceni, e O Canto da Sereia (2013), dirigida por José Villamarim. Marcos também foi indicado ao Emmy Internacional, em 2013, pela atuação na série Mandrake, da HBO, interpretando o personagem título, que é inspirado na obra de Rubem Fonseca

Além de quase uma centena de trabalhos no cinema e na televisão, Marcos Palmeira marcou presença nos palcos onde atuou em espetáculos como Diário Secreto de Adão e Eva (2000), baseado no texto de Mark Twain, com adaptação e direção de Antonio Abujamra; e Mais uma Vez Amor (2002), com texto de Rosane Svartman, Lulu Silva Telles e Ricardo Perroni, e direção de Ernesto Piccolo. Seu trabalho mais recente no teatro foi ao lado de Adriana Esteves na peça Virgolino e Maria: Auto dos Angicos (2007). Escrita por Marcos Barbosa e dirigido por Amir Haddad, a montagem acompanhava a última hora de vida de Lampião e Maria Bonita.

Além do trabalho como ator, um dos grandes projetos de vida de Marcos Palmeira está ligado à sustentabilidade. Ele é um entusiasta da alimentação aliada à preservação dos ecossistemas naturais, através da produção de hortaliças e laticínios orgânicos da Fazenda Vale das Palmeiras, em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Com uma área de 200 hectares com Certificação Orgânica desde 1997, a fazenda atua com a produção de verduras, frutas e legumes que compõem as cestas da assinatura, além dos laticínios, mel líquido e cremoso, café e chocolates de até 70% cacau, com nibs de cacau, café e castanha do Brasil. A fazenda também é um espaço de aprendizagem, e em vista disso, possui parceria com a Embrapa com o projeto Balde Cheio, que tem como objetivo a capacitação de profissionais da assistência técnica, extensão rural e pecuaristas em técnicas, práticas e processos agrícolas, zootécnicos, gerenciais e ambientais.

Maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo, o Festival de Cinema de Vitória completa 30 anos em 2023. Para celebrar a data, será realizada a Mostra Comemorativa 30 anos do Festival de Cinema de Vitória, que acontecerá entre os dias 14 e 18 de junho com uma programação retrospectiva especial com longas e curtas-metragens que marcaram a história do festival. Já no segundo semestre, entre 20 e 24 de setembro, acontece a 30ª edição do FCV, que apresentará a safra atual e inédita do cinema brasileiro e que também contará com debates, mesas redondas e muito mais.

Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

21º NOIA – Festival do Audiovisual Universitário: conheça os vencedores

por: Cinevitor
João de Cordeira no curta pernambucano Cabocolino, de João Marcelo.

Foram revelados neste sábado, 18/03, no Museu da Imagem e do Som, em Fortaleza, os vencedores da 21ª edição do NOIA – Festival do Audiovisual Universitário. O anúncio contou com a entrega das premiações aos realizadores das produções participantes das mostras competitivas desta edição: Mostra Nacional, Mostra Cearense e Mostra Internacional, novidade nesta edição.

Neste ano, o curta-metragem pernambucano Cabocolino, dirigido por João Marcello, se destacou com três prêmios: melhor curta nacional pelo Júri Oficial, melhor música e melhor curta nacional pelo Júri da Crítica. O ator Milton Gonçalves foi premiado postumamente por sua atuação no filme Através dos Sentidos, de Gilson Nascimento.

Segundo os curadores Carol Vieira, Doug de Paula, André Persi e Arthur Gadelha, esta edição do NOIA destacou filmes que tratam de questões sociais, políticas e comportamentais que estão presentes em nosso dia a dia, como a precarização do trabalho, identidade, conflitos familiares, questões de saúde mental, cidade-memórias-corpo-invenção.

O Júri Oficial desta edição foi formado por Leonne Gabriel, Lays Antunes e Juliana Craveiro; Antonio Lima Junior, Messias Adriano e Mylena Gadelha, integrantes da Aceccine, Associação Cearense de Críticos de Cinema, formaram o Júri da Crítica.

Conheça os vencedores do NOIA 2023:

MELHOR CURTA NACIONAL | JÚRI OFICIAL
Cabocolino, de João Marcello (PE) (UFPE)

MELHOR CURTA INTERNACIONAL | JÚRI OFICIAL
Solo di Sol a los Idolos, de Emilio Guazzaroni (Argentina)

MELHOR CURTA CEARENSE | JÚRI OFICIAL
Puba, de Bruno Bressan, Esther Arruda, Isaac Branco e Leão Neto (Unifor)

MELHOR CURTA NACIONAL | JÚRI DA CRÍTICA
Cabocolino, de João Marcello (PE) (UFPE)
Justificativa: A amálgama entre o fantástico e o popular dá destaque ao curta que apresenta as tradições e as ancestralidades dos povos indígenas como traços que regem o sertão e raízes que formam um Nordeste. A qualidade artística está presente na capacidade de elaboração de uma síntese breve, porém marcante e intimista, que utiliza com carinho o som como forma de ligação entre natureza e fé, conexão entre passado, presente e futuro. O propósito carregado por João de Cordeira (ou João de Marina), relembra os dizeres agroecológicos de Padre Cícero sobre o ato de “plantar em homenagem aos mortos”. Nesta jornada documental e onírica de sincretismos de crenças, o encerramento aos pés da estátua-símbolo de Juazeiro deixa a esperança que as gerações futuras façam o mesmo tributo ao protagonista e às tradições culturais. Se o farão ou não, o futuro dirá. A homenagem do presente, no entanto, veio através do Cinema.

MELHOR CURTA NACIONAL | JÚRI POPULAR
As Velas do Monte Castelo, de Lanna Fernandes de Carvalho (CE) (UFC)

MELHOR CURTA INTERNACIONAL | JÚRI POPULAR
Solo di Sol a los Idolos, de Emilio Guazzaroni (Argentina)

MELHOR CURTA CEARENSE | JÚRI POPULAR
A Lenda do Seca Mão, de Laura Cavaignac (CE) (UFC)

MELHOR DIREÇÃO
Samuel Andrade Barbosa, por Silêncio

MELHOR ROTEIRO
Quinze Primaveras, escrito por Leão Neto e Layla Sah

MELHOR ATRIZ
Natália Tarnowski, por Concha de Água Doce

MELHOR ATOR
Milton Gonçalves, por Através dos Sentidos

MELHOR MONTAGEM
Dois No Asfalto, por Daniel Chagas e Bernardo Schlegel

MELHOR SOM
Madrugada, por Humberto Schumacher

MELHOR MÚSICA | TRILHA SONORA
Cabocolino, por Lula Moreira

MELHOR FOTOGRAFIA
Madrugada, por Rebeca Francoff

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Mise en Place, por Bruna Andressa, Harumy Bernardes dos Santos, Laura Lupo Medina e Lisa Aidar

MELHOR FIGURINO
Irã, por Iferrdo

MELHOR MAQUIAGEM
Cabiluda, por América

MELHOR ELENCO
Fique na Luz, de David Alves

MENÇÃO HONROSA
Filhas de Criação, de Aldemir Barros (AL) (Uneal)

Foto: Marlom Meirelles.

Mostra Tiradentes | SP 2023 divulga programação com 27 filmes

por: Cinevitor
Helena Ignez e Ney Matogrosso em A Alegria é a Prova dos Nove

A 11ª edição da Mostra Tiradentes | SP acontecerá entre os dias 23 e 29 de março em formato presencial no CineSesc, em São Paulo, com a exibição de 27 filmes, quase todos inéditos na cidade, e que fizeram parte da programação da 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes, realizada em janeiro.

A Mostra será norteada pela temática Cinema Mutirão, abordada na edição mineira, dando sequência e ampliando a reflexão com discussões e novas perspectivas. Com 11 longas e 16 curtas, a programação traz um recorte pungente da 26ª Mostra Tiradentes, que exibiu 134 produções, e levou um público estimado de 35 mil pessoas para a cidade mineira e atingindo mais de 250 mil acessos na plataforma do evento.

“A força do cinema brasileiro contemporâneo pode ser conhecida nas edições anuais da Mostra Tiradentes | SP que, em 2023, celebra 11 anos na capital paulista com o propósito de ampliar novos olhares, vozes e exibir um panorama múltiplo da produção audiovisual no Brasil. Todas as sessões ganham debates após a exibição dos filmes com a presença de realizadores, provocando reflexão sobre as imagens e histórias do cinema como resposta ao seu tempo histórico. Graças à parceria com o Sesc São Paulo, o cinema brasileiro ganha mais espaço e dimensão na cidade, e o público, a oportunidade de conhecer filmes que muitas vezes não chegam ao circuito comercial”, destaca Raquel Hallak, diretora da Universo Produção e Coordenadora Geral da Mostra Tiradentes | SP.

Entre os destaque da edição paulistana estão os seis premiados: As Linhas da Minha Mão, de João Dumans, melhor longa da Mostra Aurora e que será exibido na abertura do evento; O Canto das Amapolas, de Paula Gaitán, que recebeu o Prêmio Carlos Reichenbach Mostra Olhos Livres; Remendo, de Roger Ghil, eleito o melhor curta da Mostra Foco e vencedor do Prêmio Canal Brasil; Cervejas no Escuro, de Tiago A. Neves, que recebeu o Prêmio Helena Ignez para a atriz Edna Maria; A Filha do Palhaço, de Pedro Diogenes, eleito o melhor longa pelo Júri Popular; e Nossa Mãe Era Atriz, de André Novais Oliveira e Renato Novaes, que recebeu o prêmio de melhor curta-metragem pelo Júri Popular.

Documentário experimental, As Linhas da Minha Mão foi rodado em 2021 com baixíssimo orçamento. O longa é o resultado do encontro entre o diretor João Dumans e a atriz Viviane Ferreira, autora do livro Casa Breve: Uma Atriz Louca em Três Atos, que, além de protagonista, assina o roteiro ao lado de Dumans. Após a sessão de abertura, Viviane participará de um bate-papo com o público junto ao ator Leandro Acácio e com mediação do curador Francis Vogner dos Reis.

Marcada pela diversidade, a seleção da Mostra combina novos talentos na direção cinematográfica com nomes já conhecidos de Tiradentes, como é caso de Helena Ignez, com A Alegria é a Prova dos Nove, filme que conta com o veterano Ney Matogrosso no elenco e que teve sua estreia em arrebatadora sessão em Tiradentes; e Leonel Costa, com seu novo trabalho, Alegorias, longa com uma história bem brasileira que também teve emocionante estreia na cidade mineira. Dentre os estreantes, destacam-se nomes com estreita relação com o teatro, caso de João Maia Peixoto, com seu inventivo Xamã Punk; e Márcio Abreu, com Febre, que conta com o ator Paulo André, do Grupo Galpão, no elenco. 

Programada especialmente para a 11ª Mostra Tiradentes | SP, a Mostra Vertentes de curtas reúne quatro filmes marcados pelo fazer cinematográfico como ação social, histórica e política ou com intenções mais diretamente atentas a esses aspectos das vidas real e ficcional de diferentes personagens. São documentários produzidos em São Paulo, que demonstram a força do cinema contemporâneo paulista: Arrimo, de Rogério Borges; Através da Cidade Invisível, de Paulo Grangeiro; Onde a Gente se Encontra, de Talita Virgínia; e O que nos Espera, de Bruno Xavier e Chico Bahia, este último sobre o Padre Júlio Lancellotti.

Além da exibição de curtas e longas, a Mostra contará também com bate-papos com a presença de diretores após as sessões, garantindo maior interatividade com o público. Ao todo, serão 15 debates com realizadores e um encontro especial: o tradicional debate Cinema da Vela, com o tema Cinema Mutirão: Laboratórios e Cinema de Grupo de São Paulo. Em pauta, o cinema paulista contemporâneo e sua relação com os processos de criação coletiva de outras artes e modos de vida. Os debatedores serão os cineastas Helena Ignez, Leonel Costa e Filipe dos Santos Barrocas e a mediação fica a cargo do crítico de cinema João Paulo Campos.

Em uma iniciativa inédita, a Mostra Tiradentes promoveu, na edição mineira, o Fórum de Tiradentes: Encontros pelo Audiovisual Brasileiro, que reuniu mais de 70 profissionais de diversos segmentos do audiovisual brasileiro para o diagnóstico dos pontos críticos da atividade e a construção de balizadores para a formulação de novas políticas públicas com um entendimento sistêmico da cadeia produtiva do audiovisual. Os encontros foram pautados pela busca de diretrizes que abarcassem a democracia, diversidade, descentralização, desenvolvimento econômico e social e governança.

O trabalho coletivo e as colaborações dos GTs resultaram num conjunto de diretrizes e recomendações que a Universo Produção decidiu reunir em uma publicação para entrega oficial aos órgãos competentes dos poderes judiciário, legislativo e executivo nas esferas federal, estadual e municipal, entidades de classe, instituições de ensino, de guarda, financeiras, empresas, imprensa, profissionais do setor, além de distribuição ampla, irrestrita e gratuita para o público em geral por meio digital e disponibilizada na plataforma do evento.

A 11ª Mostra Tiradentes | SP irá sediar o lançamento desta publicação Fórum de Tiradentes: Encontros pelo Audiovisual Brasileiro com participação de profissionais do setor audiovisual e entidades de classe no dia 27 de março, segunda-feira, em horário e local em definição.

Além disso, será lançada também outra publicação idealizada, organizada e distribuída pela Universo Produção: o livro Mostra Aurora: 2008-2023, que reúne a trajetória de 16 edições da Mostra Aurora; um recorte da programação que se tornou referência de aposta em diretores estreantes que passaram a ter espaço na cena audiovisual brasileira e no circuito de festivais internacionais. Filmes que se destacam pelo seu tempo, fortes na relação com seu tempo, pelo que mostram, por como mostram; o cinema brasileiro feito hoje no Brasil. A Mostra Aurora apresenta anualmente o cinema de vanguarda que mudou, revelou, transformou a cara do cinema brasileiro contemporâneo; uma inovação na programação da Mostra de Cinema de Tiradentes, um percurso instigante de descobertas e talentos.

*Clique aqui e conheça todos os títulos selecionados.

Foto: Divulgação/Mercúrio Produções.

Medusa

por: Cinevitor

Direção: Anita Rocha da Silveira

Elenco: Mari Oliveira, Lara Tremouroux, Joana Medeiros, Felipe Frazão, Bruna G., Carol Romano, João Oliveira, Bruna Linzmeyer, Thiago Fragoso, Inez Viana, Fernanda Lasevitch, Isadora Ruppert, Julianna Pimenta, Anita Chaves, Natália Balbino, Arthur Santileone, Bruno Marques, Gui Heck, João Gana, Fernando Lúcio, Lucas André, Marcelo Petzen, Lúcio Martínez, Nestor Siqueira, Pablo Cortez, Danilo Mateus, Ana Suely Malta, Márcio Mariante, Júlia Roliz, Bárbara Sut, Dora Freind, Gabriel Salabert, Ivson Rainero, Luciana Novak, Clarisse Zarvos, Lúcio Fernando.

Ano: 2021

Sinopse: A jovem Mariana pertence a um mundo onde deve manter a aparência de ser uma mulher perfeita. Para não cair em tentação, ela e suas amigas se esforçam ao máximo para controlar tudo e todas à sua volta. Ao cair da noite, elas formam uma gangue e, escondidas atrás de máscaras, caçam e punem aquelas que se desviaram do caminho correto. Porém, dentro do grupo, a vontade de gritar fica a cada dia mais forte.

*Filme visto na 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

Festival de Gramado 2023 anuncia Caio Blat na curadoria, nova mostra e data para inscrições

por: Cinevitor
Caio Blat já foi premiado no festival gaúcho

A 51ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 11 e 19 de agosto, abrirá inscrições para as mostras competitivas a partir desta quarta-feira, 15/03. Realizadores e realizadoras do Brasil poderão inscrever seus filmes de longa-metragem brasileiro, longa-metragem documental e curta-metragem brasileiro.

As fichas de inscrição estarão disponíveis no site oficial (clique aqui) e o prazo encerra às 23 horas e 59 minutos do dia 16 de abril. Todas as regras e critérios para participar da seleção constam no regulamento, que está disponível no site do festival.

Além disso, algumas novidades foram anunciadas para esta edição, entre elas, um novo integrante na curadoria. O ator e diretor Caio Blat se junta ao jornalista, crítico de cinema e professor Marcos Santuario e à atriz e cantora argentina Soledad Villamil. A trajetória de Blat se confunde com a história recente de Gramado. Vencedor do kikito de melhor ator por duas oportunidades, é figura recorrente na Serra Gaúcha estrelando produções como Bróder, Uma Longa Viagem e Barata Ribeiro, 716.

Com mais de 80 trabalhos, entre cinema, televisão e teatro, Caio possui vitórias em importantes festivais de cinema e premiações, como o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, Festival Internacional de Cinema de Cartagena e Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa. No ano passado, estreou como diretor do longa O Debate, protagonizado por Debora Bloch e Paulo Betti, e roteirizado por Guel Arraes e Jorge Furtado.

Nos últimos 50 anos, o mais longínquo festival de cinema do país apresentou diversas mudanças em sua realização. Após abrir as portas para o cinema feito na América Ibérica, para a televisão, streaming e para novas plataformas de redes sociais, o evento busca abranger diferentes possibilidades audiovisuais em caráter mundial.  

Inaugurando uma nova década em sua história, Gramado reposiciona seu conteúdo estrangeiro com a criação de um Panorama Internacional. A mostra, que será exibida no Palácio dos Festivais de maneira hors concours, busca ampliar as possibilidades de formatos exibidos no evento. A curadoria terá autonomia para buscar produções e iniciar suas trajetórias brasileiras em Gramado

Para Soledad, a iniciativa eleva o evento gaúcho aos festivais mais modernos do mundo: “Gramado é uma importante vitrine para o cinema feito na América Latina. Atualmente, as produções precisam dessa visibilidade para tentarem entrar nos circuitos comerciais. Estamos instaurando a possibilidade de convidar filmes, séries e ainda outros formatos de todos os cantos e que tenham feito carreiras brilhantes pelo mundo para iniciarem, por Gramado, sua trajetória no Brasil”.

“Estamos buscando novas maneiras de trazer a Gramado o melhor do audiovisual. Novos formatos, novas janelas de exibição, novos encontros. Agora, sentimos que o evento está maduro para dar esse passo. Estamos abrindo nossas portas para o mundo. Teremos uma programação robusta, com nossas mostras brasileiras, gaúchas e documentais e uma ampliação da exibição de filmes hors concours. É a oportunidade de abrirmos nosso horizonte para o cinema feito nos quatro cantos do globo”, afirma Rosa Helena Volk, presidente da Gramadotur, autarquia municipal responsável pelos eventos da cidade, e secretária de turismo do município. 

Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

O Auto da Compadecida 2: Matheus Nachtergaele e Selton Mello confirmam sequência do clássico brasileiro

por: Cinevitor
João Grilo e Chicó: de volta aos cinemas!

Mais de vinte anos depois do sucesso que levou às telonas a peça teatral do escritor paraibano Ariano Suassuna, O Auto da Compadecida, os atores Selton Mello e Matheus Nachtergaele se preparam para reviver Chicó e João Grilo na continuação do longa-metragem.

Com estreia prevista para o ano que vem, O Auto da Compadecida 2 conta com direção de Guel Arraes, desta vez em conjunto com Flávia Lacerda; o roteiro também terá colaboração de João Falcão. A produção é da Conspiração e da H2O Films, que também fará a distribuição. O filme e sua continuação refletem a celebração da cultura brasileira e colocam o cinema como espelho de um país plural e mágico em sua força criativa. A comédia dramática narra as aventuras de Chicó e João Grilo, dois amigos que vivem de golpes, enganando o povo do vilarejo onde moram. 

“João Grilo e Chicó são uns presepeiros que teimam em sobreviver e, ao fazê-lo, desafiam estruturas de poder. Nada mais atual. É uma honra danada fazer parte dessa aventura que mais parece um milagre da Compadecida!”, disse a diretora. Para Guel Arraes, desde o lançamento de O Auto da Compadecida que João Grilo e Chicó pareciam querer viver novas peripécias: “Então, pedimos licença a Ariano Suassuna para dar continuidade à história desta grande amizade”, comentou.

Equipe reunida: atores e diretores

As filmagens terão início em agosto e a dupla de atores celebra a volta ao terreno mágico de Suassuna: “Fazer o Chicó de novo é uma emoção gigante, que nunca imaginei reviver! Nosso time é de craques, faremos O Auto 2 à altura da grandeza do nosso filme do peito e celebrando a memória de Ariano Suassuna. O Brasil esperava e merecia este presente”, comemora Selton

Em outubro de 2020, conversamos com Matheus Nachtergaele sobre os 20 anos de O Auto da Compadecida. Batemos um papo virtual com o ator sobre a importância do filme na cinematografia brasileira. Matheus também relembrou histórias de bastidores, falou com carinho da equipe e dos colegas de cena, revelou futuros projetos envolvendo a obra de Ariano Suassuna, entre muitos outros assuntos (clique aqui e assista).

Fotos: Laura Campanella e Neto Ponte.

Oscar 2023: Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo é o grande vencedor

por: Cinevitor
Michelle Yeoh: melhor atriz por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

Foram anunciados neste domingo, 12/03, os vencedores da 95ª edição do Oscar. A cerimônia de premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, realizada no Dolby Theatre, em Hollywood, foi apresentada por Jimmy Kimmel, que assumiu a função pela terceira vez.

Dirigido por Daniel Kwan e Daniel Scheinert, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, que liderava a lista com onze indicações, foi consagrado com sete prêmios, entre eles, o de melhor filme; Michelle Yeoh também foi premiada e, com isso, tornou-se a primeira asiática a levar a estatueta dourada de melhor atriz.

Vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante, Ke Huy Quan emocionou o público com seu discurso: “Dizem que histórias como essa só acontecem no cinema. Eu não acredito que isso está acontecendo comigo! Você tem que acreditar nos seus sonhos. Eu quase desisti dos meus. Para todos vocês, por favor, mantenham seus sonhos vivos”.

Outro momento emocionante da noite foi a consagração de Jamie Lee Curtis como atriz coadjuvante: “Dedico a todos que apoiaram os filmes de gênero que fiz por todos esses anos. Minha mãe e meu pai foram indicados ao Oscar em diferentes categorias e eu acabei de ganhar um”.

A noite contou também com apresentações de Lady Gaga, Rihanna, Diane Warren e David Byrne; M.M. Keeravani e Chandrabose venceram na categoria de melhor canção original por Naatu Naatu, do longa indiano RRR: Revolta, Rebelião, Revolução. Além disso, o cantor Lenny Kravitz apresentou o momento in memoriam.

Depois da polêmica envolvendo Will Smith e Chris Rock na edição passada, a Academia formou uma equipe de gestão de crise durante a cerimônia para qualquer emergência que acontecesse durante a premiação. Outra curiosidade que marcou esta edição: todos os candidatos na categoria de melhor ator foram indicados pela primeira vez; isso não acontecia desde 1935.

Conheça os vencedores do Oscar 2023:

MELHOR FILME
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR DIREÇÃO
Daniel Kwan e Daniel Scheinert, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ATRIZ
Michelle Yeoh, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Jamie Lee Curtis, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ATOR
Brendan Fraser, por A Baleia

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ke Huy Quan, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, escrito por Daniel Kwan e Daniel Scheinert

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Entre Mulheres, escrito por Sarah Polley

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Nada de Novo no Front, de Edward Berger (Alemanha)

MELHOR ANIMAÇÃO
Pinóquio, de Guillermo del Toro e Mark Gustafson

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Navalny, de Daniel Roher

MELHOR FOTOGRAFIA
Nada de Novo no Front, por James Friend

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Nada de Novo no Front, por Christian M. Goldbeck e Ernestine Hipper

MELHOR FIGURINO
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, por Ruth E. Carter

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
A Baleia, por Adrien Morot, Judy Chin e Anne Marie Bradley

MELHOR EDIÇÃO
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Paul Rogers

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Nada de Novo no Front, por Volker Bertelmann

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Naatu Naatu, por M.M. Keeravani e Chandrabose (RRR: Revolta, Rebelião, Revolução)

MELHOR SOM
Top Gun: Maverick, por Mark Weingarten, James H. Mather, Al Nelson, Chris Burdon e Mark Taylor

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Avatar: O Caminho da Água, por Joe Letteri, Richard Baneham, Eric Saindon e Daniel Barrett

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
An Irish Goodbye, de Tom Berkeley e Ross White

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Como Cuidar de um Bebê Elefante, de Kartiki Gonsalves

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo, de Peter Baynton e Charlie Mackesy

Foto: Blaine Ohigashi/©A.M.P.A.S.