Festival de Cinema de Toronto 2026: coproduções brasileiras são selecionadas

por: Cinevitor
Elefantes na Névoa, de Abinash Bikram Shah: coprodução brasileira selecionada

A 51ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 10 e 20 de setembro, revelou novos títulos selecionados para diversas mostras, entre elas, a Centrepiece, antes chamada de Contemporary World Cinema, que celebra as conquistas cinematográficas globais com uma variedade dinâmica de filmes contemporâneos.

A programação da mostra exibirá 54 títulos, de 50 países, reafirmando o compromisso do TIFF em destacar o que há de melhor no cinema mundial. A seleção traz novos trabalhos de vozes importantes e nomes consagrados pelo festival, além de uma forte presença de filmes canadenses; e um número recorde de oito longas-metragens de animação, marcando um feito inédito para a seção. 

Nesta seleção, o Brasil se destaca com Elefantes na Névoa, dirigido por Abinash Bikram Shah, uma coprodução entre Nepal, Alemanha, Brasil, França e Noruega, que foi premiada na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes deste ano. O filme conta com a participação de importantes produtoras do audiovisual brasileiro, como a Bubbles Project, responsável por títulos como Malu e O Riso e a Faca, e a Enquadramento Produções, que assina obras como Los Silencios e A Febre

Ambientado em um vilarejo no Nepal, à beira de uma floresta habitada por elefantes selvagens, o filme acompanha Pirati, líder de uma comunidade Kinnar, que vê sua vida abalada após o desaparecimento de uma de suas filhas. A partir deste evento, a narrativa se desenvolve como uma investigação, atravessada por conflitos íntimos e sociais. 

Elefantes na Névoa teve todo o som feito pelas produtoras brasileiras e este trabalho foi reconhecido com o prêmio de melhor criação sonora (Prix de la Meilleure Création Sonore), pela La Semaine du Son, do Festival de Cannes, algo que evidencia a importante participação dos profissionais brasileiros e reforça o excelente momento vivido pelo cinema nacional. O som foi desenvolvido por Pedro Sá Earp, que foi até o Nepal e trabalhou na captação do áudio durante as filmagens. Já na pós-produção, o diretor Abinash Bikram Shah esteve no Brasil e trabalhou na Confraria de Sons & Charutos com o designer de som Henrique Chiurciu; o mixador Daniel Turini; e o supervisor de som Fernando Henna

O filme, que será distribuído pela Imovision no Brasil, é o primeiro longa-metragem do cineasta Abinash Bikram Shah, que teve seu curta-metragem Lori premiado com uma Menção Especial na competição de Cannes em 2022; ele também assinou o roteiro do longa Shambhala, exibido na competição da Berlinale em 2024.

Ainda na mesma mostra, o Brasil também se destaca com Furies, dirigido pelo libanês Rami Kodeih, de A Sheherazade Tale e Alina. A coprodução entre Líbano e Brasil, pela RT Features, com Rodrigo Teixeira e Berta Marchiori, conta também com George Clooney como produtor executivo. Com Maria Nakouzi, Rym Mroue, Hasan Akil e Issam Bou Khaled no elenco, Furies se passa quando o sistema bancário do Líbano congela todas as contas da noite para o dia e uma jovem descobre que o dinheiro da cirurgia que poderia salvar a vida da irmã está bloqueado. Desesperadas, as duas irmãs arquitetam um ousado assalto ao banco para recuperar o que é delas por direito.

Além disso, o Festival de Cinema de Toronto 2026 também revelou os homenageados desta 51ª edição: a atriz espanhola Penélope Cruz receberá o TIFF Special Tribute Award; o cineasta e roteirista sul-coreano Lee Chang-dong será honrado com o TIFF Ebert Director Award; as atrizes Rosalind Eleazar e Isabelle Huppert serão homenageadas com o TIFF Tribute Performer Awards; e a cineasta e roteirista Siân Heder receberá o TIFF Tribute Award in Impact Media

Conheça os novos filmes selecionados para o 51º Festival de Cinema de Toronto:

CENTREPIECE

Ah Girl, de Ang Geck Geck Priscilla (Singapura)
Amor es el monstruo (Love is the monster), de Neto Villalobos Brenes (Costa Rica/Peru/Panamá/Chile/México)
Back in Black, de Ron Murphy (Canadá)
Ben’imana, de Marie-Clementine Dusabejambo (Ruanda/Gabão/França/Noruega)
Carmen, l’oiseau rebelle (Viva Carmen), de Sébastien Laudenbach (França)
Ceniza en la boca (Ashes), de Diego Luna (México/Espanha)
Congo Boy, de Rafiki Fariala (República Centro-Africana/França/Congo/Itália)
Das Geträumte Abenteuer (The Dreamed Adventure), de Valeska Grisebach (Alemanha/França/Bulgária/Áustria)
Después de Elena (After Elena), de Shawn Garry (Chile/Colômbia/Itália)
Donde Comienza el Río (Where the River Begins), de Juan Andrés Arango (Canadá/Colômbia/Noruega)
Dorothy, de Karthik Subbaraj (Índia)
Eklipse, de Manuel Wetscher (Áustria/Itália)
El bovino de los cuernos curvos (The bovine with the curved horns), de Omar E. Ospina Giraldo (Colômbia)
Elefantes na Névoa (Elephants in the Fog), de Abinash Bikram Shah (Nepal/França/Alemanha/Brasil/Noruega)
Empat Musim Pertiwi (Four Seasons in Java), de Kamila Andini (Indonésia/França/Holanda/Noruega/Polônia/Arábia Saudita/Singapura)
Everytime, de Sandra Wollner (Áustria/Alemanha)
Faux Gun Bandit (Toy Gun Bandit), de Rémi St-Michel (Canadá)
Furies, de Rami Kodeih (Líbano/Brasil)
Future Tense, de Jenna Cato Bass (África do Sul/Austrália)
God Bless You, Mr Kopu, de Alex Liu (Nova Zelândia/Austrália)
Ha-Chan, Shake Your Booty!, de Josef Kubota Wladyka (EUA)
Han ye deng zhu (Light Pillar), de Xu Zao (China)
Hiwar ma’ albahr (Conversation With The Sea), de Muayad Alayan (Palestina)
How We Stand, de Marie Clements (Canadá)
Inherit, de Banjong Pisanthanakun (Tailândia)
Intermission, de Yonfan (Hong Kong)
Julián, de Louise Bagnall (Luxemburgo/Irlanda/Canadá/Dinamarca)
Kvinde Ukendt (Woman Unknown), de May el-Toukhy (Dinamarca)
L’autre, de Alexandre Franchi (Canadá)
La città dei vivi (The City of the Living), de Edoardo Gabbriellini (Itália)
La Gradiva, de Marine Atlan (França/Itália)
La Violinista (The Violinist), de Ervin Han e Raúl García (Singapura/Espanha/Itália)
Le corset (Iron Boy), de Louis Clichy (França/Bélgica)
Lemonade, de Kim Bartley (Irlanda/Reino Unido)
Long Long Night, de Kyu Bock Youm (Coreia do Sul)
Marie Madeleine, de Géssica Généus (França/Haiti/Bélgica/Canadá/Luxemburgo)
Moscas (Flies), de Fernando Eimbcke (México)
Muyi, de Julien Chheng (França)
Neverman, de Rodrigo Barriuso (Canadá)
Our Loves, de Avi Nesher (Israel)
Rehearsals for a Revolution, de Pegah Ahangarani (República Tcheca/Espanha)
Smudge the Blades, de Cody Lightning (Canadá)
Soumsoum, la nuit des astres (Soumsoum, The Night of the Stars), de Mahamat-Saleh Haroun (Chade/França)
Sunburn, de Serville Poblete (Canadá)
Tangles, de Leah Nelson (Canadá/EUA)
The Betrayers, de David Bezmozgis (Canadá/Ucrânia)
The Difficult Bride, de Rubaiyat Hossain (França/Bangladesh/Alemanha/Noruega/Portugal)
The Lost Children Of Tuam, de Frank Berry (Irlanda)
The Secret Lives of Baba Segi’s Wives, de Daniel Oriahi (Nigéria)
The Surgeon, de Roshan Sethi (Irlanda)
Trash Mountain, de Kris Rey (EUA)
We Are All Strangers, de Anthony Chen (Singapura)
Wu ming nü hai (A Girl Unknown), de Zou Jing (China)
غزة 13 (Thirteen in Gaza), de Hosam Abu Dan (Palestina)

WAVELENGTHS | LONGAS-METRAGENS

At Night, de Beatrice Gibson (Reino Unido/França)
Biografía de Jorge Luis Borges (Life of Jorge Luis Borges), de Mariano Llinás (Argentina)
La libertad doble (Double Freedom), de Lisandro Alonso (Chile/Argentina/Luxemburgo/Alemanha/Reino Unido)
Le journal d’une femme de chambre (The Diary of a Chambermaid), de Radu Jude (França/Romênia)
Lo demás es ruido (Everything Else is Noise), de Nicolás Pereda (Alemanha/Canadá/México)
London, de Sebastian Brameshuber (Áustria)
Meine Frau Weint (My Wife Cries), de Angela Schanelec (Alemanha/França)
Once Upon a Time in Harlem, de William Greaves e David Greaves (EUA)
The Black Box is Orange, de Yuula Benivolski (Canadá)
The Remotes, de John Torres (Filipinas)
Violence du corps de l’autre (Nobody’s Violence), de Denis Côté (Canadá)

TIFF DOCS

Ba’s Book, de Ashley Duong (Canadá)
Black Sunflowers (чорні соняшники), de James Marcus Haney (Ucrânia/EUA)
Bleeding Hearts, de Andrew Morgan (EUA)
Cheyenne, de Taimi Arvidson (EUA)
Darlene Love: I Know Where I’ve Been, de Barry Avrich (Canadá)
Edward Said: Between Worlds, de Maiken Baird (EUA)
Gail, de Michael Maxxis (Canadá)
Le dernier acte (The Final Act), de Sophie Deraspe (Canadá)
Low Lies The Land, de Emanuele Gerosa (Dinamarca/Itália)
Musk, de Alex Gibney (EUA)
Por Arte de Magia (Like Magic), de Melissa Saavedra Gil (Colômbia/Argentina/Uruguai)
Rapinoe, de Rebeca Huntt (Reino Unido/EUA)
Re/Pair, de Lacey Schwartz Delgado (EUA)
Rescue, de Sine Plambech (Dinamarca/Itália/Alemanha/Suécia/Islândia)
Still Night, Burning House, de Carol Nguyen (Canadá)
Téhéran à vif (Tehran, Under the Skin), de Afsaneh Salari (França/Irã/Suécia)
The Hummingbird Paints Fragrant Songs, de Èlia Gasull Balada e Matteo Norzi (Peru/EUA/Qatar)
The Pervert’s Guide to Utopias, de Sophie Fiennes (Irlanda/Reino Unido/Eslovênia/Holanda/Noruega)
The Ultra Runner, de Mila Aung-Thwin (Canadá)
Turtle Island Rap, de Alexandra Lazarowich (Canadá)
Union Town, de Barbara Kopple (EUA)

MIDNIGHT MADNESS

Anchors Aweigh, de Matt Barats (EUA)
Arrested Memory, de SABU (Taiwan/Japão)
HALF, de Samjad (Índia)
Kick On, de Nick Kozakis (Austrália)
L’Estranea (The Spiral), de Paolo Strippoli (Itália/França/Bélgica)
Ladies and Gentlemen, Brian Mulroney, de Matthew Rankin (Canadá)
River, de Joshua Giuliano (EUA) (filme de abertura)
Rogue Trooper, de Duncan Jones (Reino Unido) (filme de encerramento)
The Face of Horror, de Anna Biller (Reino Unido)
Vintage Violence, de Eugene Kotlyarenko (EUA/Japão)

*Clique aqui e confira a seleção completa do 51º Festival de Cinema de Toronto com os títulos das mostras Short Cuts e TIFF Classics

Foto: Divulgação.

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