
O Janela Internacional de Cinema do Recife chega à sua 16ª edição, entre os dias 1º e 5 de novembro, ocupando três dos mais emblemáticos espaços de exibição da capital pernambucana: o Cinema São Luiz, o Cinema do Parque e o Cinema da Fundação.
Reconhecido como um dos festivais mais importantes do país, o Janela reafirma em 2025 sua vocação de reunir o melhor da produção contemporânea e revisitar obras fundamentais da história do cinema. Entre longas inéditos, clássicos restaurados e curtas-metragens, a programação abrange o cinema internacional, brasileiro e pernambucano em sessões distribuídas pelas três salas do circuito do festival.
Entre os destaques internacionais desta edição estão: Sirât, de Oliver Laxe, e O Som da Queda, de Mascha Schilinski, vencedores do Prêmio do Júri no Festival de Cannes deste ano; No Other Choice, de Park Chan-wook, premiado no Festival de Toronto e exibido em Veneza; Valor Sentimental, de Joachim Trier, que recebeu o Grand Prix em Cannes; Palestina 36, de Annemarie Jacir, representante da Palestina no Oscar 2026; Kontinental ’25, do cineasta romeno Radu Jude, vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Berlim; Alpha, de Julia Ducournau, exibido em Cannes; Pai Mãe Irmã Irmão, de Jim Jarmusch, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza deste ano; A Sombra do Meu Pai, de Akinola Davies Jr, que recebeu Menção Especial no prêmio Caméra d’Or, em Cannes; o documentário With Hasan in Gaza, de Kamal Aljafari, premiado no Festival de Locarno; entre outros.
Além das estreias internacionais, o festival dedica uma mostra especial aos filmes recém digitalizados de Jomard Muniz de Britto, em parceria com o Cinelimite, revisitando uma parte essencial da obra de um dos cineastas mais inventivos do Recife. A programação inclui ainda a exibição do clássico recém-restaurado São Paulo, Sociedade Anônima (1965), de Sérgio Person, com apresentação do cineasta Kleber Mendonça Filho e debate com a filha do diretor, Marina Person.
Gero Camilo no longa brasileiro Papagaios, de Douglas Soares
A programação contará também com longas brasileiros, como: Nem Deus é Tão Justo Quanto Seus Jeans, de Sergio Silva, exibido na 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes; Morte e Vida Madalena, de Guto Parente, vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Brasília; Papagaios, de Douglas Soares, que levou quatro kikitos no Festival de Gramado, entre eles, melhor filme pelo Júri Popular e melhor ator para Gero Camilo; Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, exibido no Festival de San Sebastián; Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley, exibido na mostra Cannes Classics; e Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta, de Tainá de Luccas e Marco Altebrg.
A seleção também exibirá curtas-metragens, entre eles: O Faz-Tudo, de Fábio Leal; Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique; O Mapa Onde Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr.; e Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento.
“A edição de 2025 do Janela será mais curta em duração, mas, reconhecendo a relevância do festival para o Recife e para a cena brasileira, fizemos questão de reunir alguns dos títulos mais expressivos do circuito internacional deste ano, combinando obras de grandes autores sem abrir mão de algumas apostas. Incluímos também uma seleção da recente produção de longas brasileiros e um conjunto de curtas que antecedem as sessões principais. Vale destacar ainda a primeira exibição pública de uma nova série de restaurações de filmes em super 8 do cineasta pernambucano Jomard Muniz de Britto, reafirmando o compromisso do Janela com o cinema pernambucano, do passado ao presente”, destacou Pedro Azevedo Moreira, diretor de programação do Janela.
Além de Pedro, a curadoria do festival é formada pelos cineastas e escritores Felipe André Silva e Dodô Azevedo, pela multiartista Biarritzzz e pelo montador e crítico Montez.
Nesta edição, a identidade visual do XVI Janela, criada pela artista Clara Moreira, presta homenagem à paisagem urbana e afetiva do Recife. Inspirada nas varandas da Ponte Maurício de Nassau, uma das pontes que cruzam o Rio Capibaribe, a arte evoca a relação entre cidade e cinema, eixo simbólico que atravessa a história do festival e a própria experiência de ver filmes na capital pernambucana.
Fotos: Courtesy of Neon/Olhar Filmes.