Leandra Leal e Helena Ignez serão homenageadas na 20ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

leandrahomenagemLeandra Leal: homenageada.

No ano em que celebra seus 20 anos de realização, a Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontecerá entre os dias 20 e 28 de janeiro de 2017, terá como temática central Cinema em Reação, Cinema em Reinvenção. A proposta, desenvolvida pelo curador Cleber Eduardo, é colocar em debate, através dos filmes selecionados e de mesas de discussão com especialistas e pesquisadores, um cinema que reage a seu espaço e a seu tempo histórico, na maior parte do tempo assumindo pontos de vista através das articulações de linguagem.

O evento homenageia este ano as atrizes Helena Ignez e Leandra Leal, duas das mais importantes intérpretes e criadoras do audiovisual brasileiro nos últimos anos. Elas estarão na abertura da Mostra, no Cine Tenda, onde receberão o Troféu Barroco. Na sequência, será exibido o documentário Divinas Divas, estreia de Leandra Leal na direção. O tributo se estende no fim de semana, com a exibição dos filmes da Mostra Homenagem: Nome Próprio (2007), de Murillo Salles, com Leandra; o curta A Miss e o Dinossauro (2007), dirigido por Helena.  Também no fim de semana, ocorre o debate O percurso de Helena Ignez e Leandra Leal, que vai reunir as duas no centro de um bate-papo com a plateia.

As homenagens da 20ª edição da Mostra Tiradentes seguem o conceito em torno das reações e reinvenções ao escolher duas atrizes emblemáticas e autorais da produção audiovisual brasileira, frutos de momentos e potências distintas da nossa história. Cada uma vem construindo carreiras sólidas e poderosas na relação com a autoralidade, o corpo, a interpretação, a produção e a direção. Talentos de força maior que, juntas, vão abrilhantar um ano tão especial do evento mineiro que abre o calendário audiovisual brasileiro.

helenapadreHelena Ignez em cena do filme O Padre e a Moça.

Aos 34 anos, Leandra Leal recebe a homenagem em Tiradentes no exato ano em que também completa duas décadas de cinema. “Se começou na televisão em meados dos anos 1990, primeiro na série Confissões de Adolescente e depois na novela Explode Coração,  foi com A Ostra e o Vento, de Walter Lima Jr, que nasceu a futura atriz de primeira linha”, destaca Cleber Eduardo, curador da Mostra. Desde então, construiu carreira entre a televisão, o teatro, a música e o cinema e atuou para cineastas como Julio Bressane, Paulo César Saraceni, Jorge Furtado, José Eduardo Belmonte, Murilo Salles, Daniela Thomas, Toni Venturi, Bruno Safadi, Sergio Rezende e Fernando Coimbra.

De uma geração anterior, Helena Ignez impõe-se como memória e como presente. Aos 74 anos, ela é memória desde o fim dos anos 1950, no teatro e no cinema. Primeiro, como atriz, estreando nas telas no curta O Pátio (1959), de Glauber Rocha, explodindo os olhares e as sensibilidades em O Padre e a Moça (1965), de Joaquim Pedro de Andrade, e se firmando como atriz-autora em filmes de Rogério Sganzerla e Julio Bressane. A partir de 2007, iniciou o caminho também de diretora, numa trajetória ainda em construção e cada vez mais ousada e inventiva que já soma seis filmes.

Uma novidade do próximo ano é que a Mostra de Tiradentes escolheu Helena Ignez não apenas como uma das homenageadas, mas também para nomear o prêmio a ser entregue, já a partir desta edição, a uma mulher em alguma das funções de criação cinematográfica em longa ou curta-metragem presente nas mostras competitivas do evento.

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