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Festival do Rio 2023 divulga seleção completa com filmes internacionais

por: Cinevitor
Gael García Bernal e Perla De La Rosa em Cassandro

O Festival do Rio 2023, que acontecerá entre os dias 5 e 15 de outubro, contará com mais de 200 obras, entre nacionais e internacionais, em sua programação. A seleção traz os títulos mais esperados e comentados nos maiores festivais internacionais, além dos nacionais inéditos da Première Brasil (que foram anunciados anteriormente; clique aqui).

A programação oficial terá sessões especiais, exibições com acessibilidade, mostras paralelas, homenagens e uma seleção de títulos que refletem a diversidade e a variedade da produção brasileira e internacional. Para atualizar o debate sobre inovação no audiovisual, o RioMarket apresentará mesas e masterclasses para o mercado e uma seleção aberta ao público com ingressos gratuitos, sob inscrição prévia na nova sede do festival, na Glória.

A Gala de Abertura, que acontecerá no dia 5 de outubro no Cine Odeon, abre a maratona cinéfila com Atiraram no Pianista, de Fernando Trueba e Javier Mariscal, este último estará presente no Rio para apresentar o primeiro filme de animação a abrir o evento; um drama investigativo animado que celebra a música brasileira e a liberdade de expressão. A Gala de Encerramento, no dia 14, também não fica atrás no ineditismo com dois filmes: Priscilla, longa tão esperado dirigido por Sofia Coppola, que rendeu o prêmio de melhor atriz para Cailee Spaeny no Festival de Veneza; e o brasileiro O Sequestro do Voo 375, história que relembra o sequestro de um voo comercial da Vasp em 1998, dirigido por Marcus Baldini.

Em comunicado oficial, Ilda Santiago, diretora executiva de programação do Festival do Rio, disse: “O Festival do Rio é uma celebração e um convite para novas aventuras, guardando um profundo respeito pela nossa história. O Brasil é muito plural e podemos ver este retrato também nas telas do cinema. São diversas ações que criamos para os mais diversos públicos e gostos diferentes, para comemorar a edição histórica de 25 edições do festival”.

Para esta 25ª edição, o Festival do Rio marcará presença por toda a cidade, na praia, nas arenas culturais da prefeitura e em centros culturais, como o da Caixa Cultural e Justiça Federal, que apresentam a mostra A Cinemateca É Brasileira e o programa Geração, respectivamente. O evento também receberá, em noites de gala, quatro séries brasileiras; filmes que destacam as narrativas LGBTQIAPN+ concorrem ao Prêmio Félix.

Neste ano, o time de jurados do Troféu Redentor será formado por: Laís Bodanzky (presidente), Gaia Furrer, Isabél Zuaa, João Vieira Jr. e Renata Pinheiro no Júri Principal; Johnny Massaro (presidente), Beatriz Seigner, Jéssica Ellen e Pedro Bronz no Júri Novos Rumos; e Sandro Fiorin (presidente), Andrea Capella, Pedro Henrique França e Wescla Vasconcelos no Prêmio Félix 2023.

Conheça os filmes internacionais selecionados para o Festival do Rio 2023:

PANORAMA MUNDIAL

A Fragilidade do Gelo (Ran Dong), de Anthony Chen (China)
A Sociedade da Neve (La Sociedad de la Nieve), de J.A. Bayona (Espanha)
All of Us Strangers, de Andrew Haigh (Reino Unido/EUA)
As 4 Filhas de Olfa (Les Filles d’Olfa), de Kaouther Ben Hania (França/Tunísia/Alemanha/Arábia Saudita)
As Paredes Falam (Las Paredes Hablan), de Carlos Saura (Espanha)
As Verdades Essenciais do Lago (Essential Truths of the Lake), de Lav Diaz (Filipinas/França/Portugal/Singapura/Itália/Suíça/Reino Unido)
Cannes sem Cortes (Cannes Uncut), de Richard Blanshard e Roger Penny (Reino Unido)
Cassandro, de Roger Ross Williams (EUA)
Conto de Fadas (Skazka), de Aleksandr Sokurov (Rússia/Bélgica)
Crônicas do Irã (Ayeh Have Zamini), de Alireza Khatami e Ali Asgari (Irã)
De Volta à Córsega (Le Retour), de Catherine Corsini (França)
DogMan, de Luc Besson (França/EUA)
Elas por Elas (Tell it Like a Woman), de Taraji P. Henson, Catherine Hardwicke, Silvia Carobbio, Leena Yadav, Maria Sole Tognazzi, Lucía Puenzo, Mipo Oh e Lucia Bulgheroni (EUA/Itália/Índia/Japão)
Enea, de Pietro Castellitto (Itália)
Estranhos na Noite (Une Nuit), de Alex Lutz (França)
Firebrand, de Karim Aïnouz (Reino Unido/EUA)
Fronteira Verde (Zielona Granica), de Agnieszka Holland (Polônia/França/República Tcheca/Bélgica)
Hit Man, de Richard Linklater (EUA)
Hypnotic: Ameaça Invisível, de Robert Rodriguez (EUA)
Invisíveis (The Ballad of a Hustler), de Heitor Dhalia (Brasil/EUA)
L’ordine del Tempo, de Liliana Cavani (Itália)
Mal Viver, de João Canijo (Portugal/França)
Menu Prazer: Les Troisgros (Menus Plaisirs – Les Troisgros), de Frederick Wiseman (EUA)
Meu Pequeno Maad (Moje Slunce Maad), de Michaela Pavlátová (República Tcheca/França/Eslováquia)
MMXX, de Cristi Puiu (Romênia/França/Moldávia)
Monster (Kaibutsu), de Hirokazu Koreeda (Japão)
Nossos Corpos (Notre Corps), de Claire Simon (França)
O Sabor da Vida (La Passion de Dodin Bouffant), de Anh Hung Tran (França)
Orlando, Minha Biografia Política (Orlando, Ma Biographie Politique), de Paul B. Preciado (França)
Pare com Suas Mentiras (Arrête avec tes Mensonges), de Olivier Peyon (França)
Perfect Days, de Wim Wenders (Japão/Alemanha)
Pobres Criaturas (Poor Things), de Yorgos Lanthimos (Irlanda/EUA)
Quarto 999 (Chambre 999), de Lubna Playoust (França)
Segredos de um Escândalo (May December), de Todd Haynes (EUA)
The Teachers’ Lounge (Das Lehrerzimmer), de Ilker Çatak (Alemanha)
Um Amor (Un Amor), de Isabel Coixet (Espanha)
Um Silêncio (Un Silence), de Joachim Lafosse (Bélgica/França/Luxemburgo)
Viver Mal, de João Canijo (Portugal/França)

PREMIÈRE LATINA

A Céu Aberto (A Cielo Abierto), de Mariana Arriaga e Santiago Arriaga (México/Espanha)
A Prática (La Práctica), de Martín Rejtman (Argentina/Chile/Alemanha/Portugal)
A Suprema (La Suprema), de Felipe Holguín Caro (Colômbia)
A Uruguaia (La Uruguaya), de Ana García Blaya (Argentina/Uruguai)
Anna, de Marco Amenta (Itália)
Eureka, de Lisandro Alonso (França/Argentina/Alemanha/Portugal/México)
Heroico, de David Zonana (México)
Nas Pegadas de Mengele (Tras Las Huellas de Mengele), de Alejandro Venturini e Tomás De Leone (Argentina/Brasil)
O Outro Filho (El Otro Hijo), de Juan Sebastian Quebrada (Colômbia/França/Argentina)
O Vento que Arrasa (El Viento que Arrasa), de Paula Hernández (Argentina/Uruguai)
O Vilarejo El Eco (El Eco), de Tatiana Huezo (México/Alemanha)
Os de Baixo (Los de Abajo), de Alejandro Quiroga Guerra (Argentina/Brasil/Bolívia/Colômbia)
Os Delinquentes (Los Delincuentes), de Rodrigo Moreno (Argentina/Brasil/Luxemburgo/Chile)
Perdidos na Noite (Perdidos en la Noche), de Amat Escalante (México/Holanda/Alemanha/Dinamarca)
Puan, de María Alché e Benjamín Naishtat (Argentina/Brasil/França/Itália/Alemanha)
Rinoceronte, de Arturo Castro Godoy (Argentina/Itália)
Todo o Silêncio (Todo el Silencio), de Diego del Rio (México)
Totem (Tótem), de Lila Avilés (México/Dinamarca/França)

EXPECTATIVA

20.000 Espécies de Abelhas (20.000 Especies de Abejas), de Estibaliz Urresola Solaguren (Espanha)
A Céu Aberto (A Cielo Abierto), de Mariana Arriaga e Santiago Arriaga (México/Espanha)
A Filha do Pai (La Fille de Son Père), de Erwan Le Duc (França)
A Mãe de Todas as Mentiras (Kadib Abyad), de Asmae El Moudir (Marrocos/Egito/Arábia Saudita/Qatar)
A Natureza do Amor (Simple Comme Sylvain), de Monia Chokri (Canadá/França)
Adeus, Julia (Wadaean Julia), de Mohamed Kordofani (Sudão/Egito/Alemanha/França/Arábia Saudita/Suécia)
Ama Glória (Àma Gloria), de Marie Amachoukeli (França)
Anna, de Marco Amenta (Itália)
As Parteiras (Sages-femmes), de Léa Fehner (França)
Até o Cair da Noite (Bis ans Ende der Nacht), de Christoph Hochhäusler (Alemanha)
Banel & Adama: Amor ou Tradição, de Ramata-Toulaye Sy (França/Mali/Senegal)
BlackBerry, de Matt Johnson (Canadá)
Blackbird Blackbird Blackberry, de Elene Naveriani (Suíça/Geórgia)
Cães de Caça (Les Meutes), de Kamal Lazraq (Marrocos/França/Bélgica/Qatar/Arábia Saudita)
Céu de Plástico (Müanyag égbolt), de Sarolta Szabó e Tibor Bánóczki (Hungria/Eslováquia)
Chegadas e Partidas (Aller/Retour), de Dorothée van den Berghe (Bélgica)
Cidade Rabat, de Susana Nobre (Portugal/França)
Cobweb (Geo-Mi-Jip), de Kim Jee-woon (Coreia do Sul)
Deixar a Noite (Quitter la Nuit), de Delphine Girard (Bélgica/França)
Dias Felizes (Giorni Felici), de Simone Petralia (Itália)
Eu Sou Alguém (I Am Somebody), de Jamillah van der Hulst (Holanda/EUA/Paquistão)
Europa, de Sudabeh Mortezai (Áustria)
Here, de Bas Devos (Bélgica)
How to Have Sex, de Molly Manning Walker (Reino Unido)
I Like Movies, de Chandler Levack (Canadá)
In the Fire, de Conor Allyn (Itália/EUA)
Inshallah, um Menino! (Inchallah un Fils), de Amjad Al Rasheed (Jordânia/França)
Insurgentes (Rebel), de Adil El Arbi e Bilall Fallah (Bélgica/França/Luxemburgo)
Little Girl Blue, de Mona Achache (França/Bélgica)
Manuela, de Clara Cullen (EUA)
Moneyboys, de C. B. Yi (Áustria/França/Taiwan/Bélgica)
Mutt, de Vuk Lungulov-Klotz (EUA)
O Pequeno Corpo (Piccolo Corpo), de Laura Samani (Itália/França/Eslovênia)
Reality, de Tina Satter (EUA)
Sica, de Carla Subirana (Espanha)
Softie (Petite Nature), de Samuel Theis (França)
Trovão (Foudre), de Carmen Jaquier (Suíça)
Tudo ou Nada (Rien à Perdre), de Delphine Deloget (França/Bélgica)
Um Belo Verão (La Bella Estate), de Laura Luchetti (Itália)
Um Fardo (Al Murhaqoon), de Amr Gamal (Iêmen/Sudão/Arábia Saudita)
Uma Família Normal (A Normal Family), de Hur Jin-ho (Coreia do Sul)
Uma Xícara de Café e Sapatos Novos no Pé (Një Filxhan Kafe dhe Këpucë të Reja Veshur), de Gentian Koçi (Albânia/Portugal/Grécia)
Vidas Passadas (Past Lives), de Celine Song (EUA/Coreia do Sul)

ITINERÁRIOS ÚNICOS

Além do Visível: O Descobrimento da Arte de Hilma af Klint (Jenseits des Sichtbaren – Hilma af Klint), de Halina Dyrschka (Alemanha)
Arte da Diplomacia, de Zeca Brito (Brasil)
Dançando Pina Bausch (Dancing Pina), de Florian Heinzen-Ziob (Alemanha)
Dario Argento Panico, de Simone Scafidi (Itália/Reino Unido)
EGILI: Rainha Retinta no Carnaval, de Caroline Reucker (Brasil)
Godard Cinema (Godard seul le Cinéma), de Cyril Leuthy (França)
Jonathan Shaw: A Tatuagem Vira Arte (Scab Vendor: The Life and Times of Jonathan Shaw), de Mariana Thomé e Lucas de Barros (EUA/Brasil)
Mulheres Radicais, de Isabel Nascimento Silva (Brasil)
Nam June Paik: A Lua é a TV Mais Antiga (Nam June Paik: Moon is the Oldest TV), de Amanda Kim (EUA)
Raoni, Uma Amizade Improvável, de Jean-Pierre Dutilleux (Brasil)
Três Fotógrafas no Front (Drei Frauen und der Krieg), de Luzia Schmid (Alemanha/Itália)
Werner Herzog: Um Sonhador Radical (Werner Herzog: Radical Dreamer), de Thomas von Steinaecker (Alemanha/EUA)

MIDNIGHT MOVIES

A Super Fêmea, de Aníbal Massaini Neto (Brasil) (1973)
Augúrio (Augure), de Baloji (Bélgica/Holanda/República do Congo) (2023)
Cobweb (Geo-Mi-Jip), de Kim Jee-woon (Coreia do Sul) (2023)
Corta! (Coupez!), de Michel Hazanavicius (França/EUA/Japão) (2022)
Doente de Mim Mesma (Syk Pike), de Kristoffer Borgli (Noruega/Suécia) (2022)
Kokomo City: A Noite Trans de Nova York, de D. Smith (EUA) (2023)
Kubi, de Takeshi Kitano (Japão) (2023)
Não Abra! (It Lives Inside), de Bishal Dutta (EUA) (2023)
O Auge do Humano 3 (El Auge del Humano 3), de Eduardo Williams (Argentina/Taiwan/Portugal/Holanda/Brasil/Peru/Hong Kong/Sri Lanka)
Os Homens que Eu Tive, de Tereza Trautman (Brasil) (1973)
Sêneca: A Respeito dos Terremotos, de Robert Schwentke (Alemanha/Marrocos) (2023)
The Kingdom (Riget), de Morten Arnfred e Lars von Trier (Dinamarca/Itália/Alemanha/França/Noruega/Suécia/Holanda) (2022)
Tudo ou Nada (Rien à Perdre), de Delphine Deloget (França/Bélgica) (2023)
Uma Claustrocinefilia (Una Claustrocinefilia), de Alessandro Aniballi (Itália) (2022)

O ESTADO DAS COISAS

A Ascensão do Grupo Wagner (The Rise of Wagner), de Benoît Bringer (França)
Além da Utopia (Beyond Utopia), de Madeleine Gavin (EUA)
Antártica: Continente Magnético (Voyage au Pôle Sud), de Luc Jacquet (França)
Nuclear Now, de Oliver Stone (EUA)
Por Trás das Manchetes: Além dos Panama Papers (Hinter den Schlagzeilen), de Daniel Andreas Sager (Alemanha)
Posto Avançado (L’avamposto), de Edoardo Morabito (Itália/Brasil)
Somos Guardiões (We Are Guardians), de Edivan Guajajara, Chelsea Greene e Rob Grobman (Brasil/EUA)

CLÁSSICOS E CULTS

Adeus, Minha Concubina (Ba Wang Bie Ji), de Chen Kaige (China/Hong Kong) (1993)
Fome de Viver (The Hunger), de Tony Scott (Reino Unido) (1983)

A CINEMATECA É BRASILEIRA

Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho (1984)
Cinco Vezes Favela, de Leon Hirszman, Joaquim Pedro de Andrade, Miguel Borges, Cacá Diegues e Marcos Farias (1962)
Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade (1969)
O Cangaceiro, de Lima Barreto (1953)
São Paulo: A Sinfonia da Metrópole, de Adalberto Kemeny e Rodolfo Lustig (1929)

ESPECIAL SÉRIES BRASILEIRAS

Amar é para os Fortes, de Yasmin Thayná, Kátia Lund e Daniel Lieff
How To Be a Carioca, de Carlos Saldanha, Joana Mariani, René Sampaio, Tatiana Fragoso e Luciana Bezerra
João sem Deus: A Queda de Abadiânia, de Marina Person
Resistência Negra, de Mayara Aguiar

Foto: Courtesy of Amazon Prime Video.

FAM 2023: conheça os vencedores do 27º Florianópolis Audiovisual Mercosul

por: Cinevitor
Troféu Panvision: premiadas no FAM 2023

Foram anunciados nesta quarta-feira, 27/09, no CineShow Beiramar Shopping, os vencedores da 27ª edição do FAM 2023, Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul, realizado pela Associação Cultural Panvision.

O longa documentário peruano Este Fue Nuestro Castigo, de Luis Cintora, e o curta-metragem de animação brasileiro Diafragma, de Robson Cavalcante, foram os premiados com o Troféu Panvision nas principais categorias deste ano.

Antes da premiação, foram exibidos cinco curtas-metragens produzidos durante a Oficina de Audiovisual para Povos Originários, inédita no FAM e ministrada pelo documentarista boliviano Iván Molina, de origem Quechua. Participaram realizadores audiovisuais dos povos Guarani/Kaiowá e Guarani/Mbya, Kaingang, Laklãnõ Xokleng, Terena, Quechua e Parintintin, vindos do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Iván Molina fez seu discurso de agradecimento: “Agradeço a todos vocês porque penso que todos nós somos parentes. As imagens que capturamos falam que o mundo também é nosso”. Após a exibição dos cinco filmes, a cerimônia teve participação de Tiago Santos, diretor executivo do FAM; Denise Marques, coordenadora do segmento de Economia Criativa do Sebrae; Edgar Macedo Júnior, gestor do Sebrae/SC; Ana Lígia Becker, da Fundação Catarinense de Cultura; e Francisco dos Anjos, representando a Prefeitura de Florianópolis.

Os presentes no palco reconheceram a importância do FAM: “Vocês constroem sonhos! São 94 projetos, ou seja, 94 sonhos, porque todos aqui querem ter seus filmes exibidos na tela vendo um projeto ser realizado”, disse Denise MarquesTiago Santos ainda agradeceu a presença dos colegas e apoiadores, e destacou o edital da Lei Paulo Gustavo, incentivando todos os produtores e realizadores a fazerem seus filmes, oficinas, capacitando as pessoas: “Queremos que ano que vem ou daqui 30 anos vocês estejam na tela conosco”, disse.

Tiago também compartilhou que o idealizador do festival, Celso dos Santos, pelo primeiro ano, não pode acompanhar presencialmente o evento por questões de saúde, mas que acompanhou as atividades on-line, sempre pedindo atualizações: “Não posso dizer que o Celso criou o FAM há 27 anos, mas sim há 32, talvez 35 anos, quando ele ainda estava articulando o festival. Aproveito para lembrar da minha irmã também, Marilha, diretora de programação do FAM, que testou positivo para Covid-19 e por cuidado com ela e com todos, precisou se afastar desses últimos dias de festival”, contou.

Alissa Azambuja, diretora de comunicação, também discursou: “Para estarmos aqui hoje, alguém sonhou e idealizou isso tudo. E o Celso não estava sozinho. Tinha e tem com ele a companheira de vida, a Denise. E preciso também agradecer a equipe comprometida com o FAM e já adianto que estamos planejando a edição de 2024 que já tem data!”. O FAM 2024 acontecerá entre os dias 5 e 11 de setembro.

Dois documentários foram os vencedores da Mostra Longas, entre seis filmes selecionados do Brasil, Colômbia e Peru. O Júri Oficial premiou Este Fue Nuestro Castigo, de Luis Cintora, do Peru, sobre as memórias de um conflito armado na comunidade alto-andina de Hualla, três décadas depois do período de violência. O Júri Popular escolheu o brasileiro Amanhã, de Marcos Pimentel, que também revive um período, desta vez para ver como estão crianças de um conjunto de favelas em Belo Horizonte 20 anos depois.

A animação Diafragma, de Robson Cavalcante, de Alagoas, venceu como melhor filme nas duas categorias da Mostra Curtas, pelo Júri Oficial e Popular, entre 25 títulos selecionados. O filme trata do processo de perda da visão de um menino por causa da diabetes.

Na Mostra Curtas Catarinense, o melhor filme pelo Júri Oficial foi Adorável Evolução, de Jordana Beck, de Florianópolis. A diretora contou que não imaginava receber o prêmio, além de destacar que o curta foi seu primeiro filme na direção: “Esse filme foi meu TCC na UFSC, então tem dinheiro público envolvido e eu só tenho a agradecer a equipe porque se a gente está recebendo esse prêmio é porque fizemos um trabalho incrível. O filme foi feito para o público e adotamos estratégias para todos pensarem sobre seu consumo. E parece que estamos no caminho certo. Muito obrigada!”, finalizou.

Seguindo a premiação da Mostra Curtas Catarinense, Mar que Nos Rodeia, de Beatriz Silva, de Balneário Camboriú, levou três prêmios: “É um reconhecimento de que a gente se conectou de alguma forma. É um filme que também fala sobre racismo, então é um reconhecimento muito importante. Espero que a gente possa seguir e fazer filmes antirracistas com prêmios catarinenses e leis de incentivo à cultura”, discursou.

Na mostra de filmes em finalização, a WIP, Work in Progress, os escolhidos foram o argentino Lo Que Queda, de Mariel Escobar, pelo Júri Oficial, cujo troféu foi recebido pela produtora do filme, Florência Paz Domínguez, que agradeceu pela oportunidade e lembrou o momento político na Argentina, que está sob o poder de um presidente que ameaça o INCAA e o Ministério da Cultura: “Fazemos filmes graças a estas instituições, então esse reconhecimento é um impulso para seguirmos adiante”.

O Prêmio RECAM, Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul, pelo Júri Oficial foi para A Menina e o Mar, de Gabriel Mellin, do Rio de Janeiro. Também foram concedidas três menções honrosas. Ao final, Tiago Santos reforçou a importância dos prêmios lembrando que são quase 200 mil reais em produtos e serviços de empresas apoiadoras, inclusive catarinenses, que incentivam a produção local.

Após a cerimônia de premiação, o público lotou a sala de cinema para assistir ao filme de encerramento: o longa-metragem catarinense Porto Príncipe, dirigido por Maria Emília de Azevedo, que recentemente foi o grande vencedor do Cine PE.

Confira a lista completa com os vencedores do FAM 2023:

MOSTRA LONGAS | FICÇÃO | DOCUMENTÁRIO

Melhor Filme | Júri Popular: Amanhã, de Marcos Pimentel (MG)
Melhor Filme | Júri Oficial: Este Fue Nuestro Castigo, de Luis Cintora (Peru)

MOSTRA CURTAS

Melhor Filme | Júri Popular: Diafragma, de Robson Cavalcante (AL)
Melhor Filme | Júri Oficial: Diafragma, de Robson Cavalcante (AL)
Prêmio Especial do Júri: Caradeloca, de Cinthia Varela (Argentina)
Menção Honrosa: Foi um Tempo de Dor, de Vinicius de Oliveira e Thiago Nunes (DF)

MOSTRA CURTAS CATARINENSE

Melhor Filme | Júri Popular: Mar que Nos Rodeia, de Beatriz Silva (Balneário Camboriú)
Melhor Filme | Júri Oficial: Adorável Evolução, de Jordana Beck (Florianópolis)
Prêmio Especial do Júri: Mar que Nos Rodeia, de Beatriz Silva
Melhor Filme | Prêmio Imprensa Catarinense: Plutão, de Paula Chiodo (Florianópolis)
Menção Honrosa | Prêmio Imprensa Catarinense: Mar que Nos Rodeia, de Beatriz Silva

MOSTRA INFANTOJUVENIL

Melhor Filme | Júri Popular: Sobre Amizade e Bicicletas, de Julia Vidal (PR)
Melhor Filme | Júri Oficial: Con un Ovillo de Lana, de Belén Ricardes (Argentina)
Prêmio Especial do Júri: Memórias da Infância, de Alunas e alunos EMEF Manuel Pereira Ramalho (MG)

MOSTRA VIDEOCLIPES

Júri Popular: My Meisie, de Winnit; direção: Pedro H. M. Marques (SP)
Júri Oficial: Ode à Dalí, de Omar; direção: Guilherme Jardim e Samuel Fávero (MG)

MOSTRA WIP (Work in Progress)

Júri Popular: Adios al Amigo, de Ivan David Gaona (Colômbia)
Júri Oficial: Lo que Queda, de ​​Mariel Escobar (Argentina)

PRÊMIO RECAM

Júri Oficial: A Menina e o Mar, de Gabriel Mellin (RJ)
Menção Honrosa: Agosto dos Ventos, de Paulo Antunes (MG), Con un Ovillo de Lana, de Belén Ricardes (Argentina) e Porcelanas, de Flora Campero (Argentina)

*Clique aqui e confira a lista completa de jurados do FAM 2023.

*O CINEVITOR esteve no FAM 2023 e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Daniel Guilhamet.

1º Bonito CineSur: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Ana Luiza Rios no longa cearense Mais Pesado é o Céu, de Petrus Cariry

A primeira edição do Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano acontecerá entre os dias 4 e 11 de novembro no Centro de Convenções e na Câmara Municipal da cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul.

O evento oferecerá premiação em dinheiro e o Troféu Pantanal para os melhores filmes escolhidos pelo Júri Oficial e pelo voto do público no Júri Popular nas categorias: melhor longa sul-americano, melhor curta sul-americano e melhor filme sul-mato-grossense.

O diretor do festival, Nilson Rodrigues, ressalta que “quer que o evento seja um espaço de encontro da melhor produção cinematográfica da América do Sul e também o ambiente para discutir os nossos mercados, as dificuldades que enfrentamos para termos acesso às nossas cinematografias. A ideia é contribuir para construir alternativas”.

O curador da mostra de filmes sul-americanos de longas e curtas-metragens, José Geraldo Couto, afirma que “a importância deste novo festival é enorme, por tornar a cidade de Bonito (e o estado do Mato Grosso do Sul) em um polo importante de difusão e debate da produção cinematográfica contemporânea do continente. O MS está praticamente no centro da América do Sul, fazendo fronteira com a Bolívia e o Paraguai, o que faz dele uma região particularmente apropriada para a veiculação de obras e o intercâmbio de experiências dos realizadores cinematográficos do continente”.

Além disso, José Geraldo aponta que “a busca pela diversidade temática e estética foi tão importante quanto a exigência de qualidade artística” na escolha das obras selecionadas. O curador afirmou ainda que “os filmes selecionados acabaram se impondo justamente por combinar relevância temática e excelência na realização cinematográfica. Em termos de tema, estão presentes questões candentes da atualidade: políticas, sociais, étnicas, de gênero, etc. Mas esses assuntos são abordados das mais diversas maneiras, e de modo essencialmente cinematográfico, variando do drama ao suspense, do documentário ao fantástico”.

O júri desta primeira edição será formado por: Walter Lima Jr., Ana Ivanova e Josefina Trotta para as mostras internacionais; e Jade Rainho, Sérgio Moriconi, Márcia Gomes e Marcos Pierry para os filmes de Mato Grosso do Sul. O festival apresentará ainda duas mostras paralelas fora da competição: uma de cinema de animação para o público infantojuvenil e uma de cinema ambiental para pensar o presente e garantir o futuro da vida no planeta. 

Além dos filmes, o evento contará com uma ampla programação com atividades formativas, fóruns de discussões sobre mercado de cinema e audiovisual na América do Sul, encontro com produtores e realizadores, oficinas de roteiro, de elaboração de projetos audiovisuais e de coprodução internacional.

Conheça os filmes selecionados para o Bonito CineSur 2023:

LONGA-METRAGEM SUL-AMERICANO

El visitante, de Martin Boulocq (Bolívia/Uruguai)
Green Grass, de Ignacio Ruiz (Chile/Japão)
La bruja de Hitler, de Virna Molina e Ernesto Ardito (Argentina)
La pampa, de Dorian Fernández Moris (Peru/Chile/Espanha)
Lucette, de Mburucuya Fleitas e Oscar Ayala Paciello (Paraguai)
Mais Pesado é o Céu, de Petrus Cariry (Brasil)

CURTA-METRAGEM SUL-AMERICANO

Estrellas del Desierto, de Katherina Harder (Chile)
Milonga de espino, de Álvaro Leivas (Uruguai/Espanha)
Piedra Dura, de Rommel Villa (Bolívia/EUA)
Sigma, de Allan Riggs e Rubens Sant’Ana (Brasil)
Vias, de Pablo Agustin Richards (Argentina)
Yigayo Yuwuerane, de Ross Dayana López (Colômbia)

FILMES SUL-MATO-GROSSENSES

A Dama do Rasqueado, Delinha, de Marinete Pinheiro (Campo Grande)
A Outra Margem, de Nathália Tereza (Campo Grande)
Adão e Eva do Pantanal Sul, de Ara Martins (Campo Grande)
As Marias, de Dannon Lacerda (Campo Grande)
Cativo, de Albano Pimenta (Dourados)
Cordilheira de Amora II, de Jamille Fortunato
De tanto olhar o céu gastei meus olhos, de Nathália Tereza (Campo Grande)
La Plata Ivygu: Enterros e Guardados, de Paulo Alvarenga Isidorio e Marcelo Felipe Sampaio (Bonito)
Planuras, de Mauricio Copetti (Campo Grande)

CINEMA AMBIENTAL

A Febre da Mata, de Takumã Kuikuro (Brasil)
Amazônia, A Nova Minamata?, de Jorge Bodanzky (Brasil)
EAMI, de Paz Encina (Paraguai/EUA/Alemanha/Holanda/Argentina/França/México)
Fuego en el mar, de Sebastián Zanzottera (Argentina)
Sembradoras de Vida, de Álvaro e Diego Sarmiento (Peru)
Vento na Fronteira, de Laura Faerman e Marina Weis (Brasil)

ANIMASUR | CURTAS | INFANTIL

Chillina, de Andy Garnica Iriarte (Bolívia)
El Niño Robot, de Andrea Osorio (Paraguai)
Imagination, de Florentina Pérez (Uruguai)
Maréu, de Nicole Schlegel (Brasil)
Meu Nome é Maalum, de Luisa Copetti (Brasil)
Os Novos Brinquedos de Lupita, de Gus Rodrigues (Brasil)
Qual é, Broto?, de Michele Massagli (Brasil)
Rijst met Groente, de Astra Doeglas-Slooten (Suriname)

ANIMASUR | CURTAS | INFANTIL ACESSÍVEL

Anacleto, o Balão, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (Brasil)
Maréu, de Nicole Schlegel (Brasil)
Mitos Indígenas em Travessia, de Julia Vellutini e Wesley Rodrigues (Brasil)
Qual é, Broto?, de Michele Massagli (Brasil)

ANIMASUR | CURTAS | INFANTOJUVENIL

Aminata et le dernier des dinosaures, de Grupo de crianças de Saint-Laurent-du-Maroni (Guiana Francesa)
Camaquén, de Maria José Campos (Peru)
El Capulí, de Carlos Sosa (Equador)
Historia de un oso, de Gabriel Osorio (Chile)
Mikayla’s Adventures, de Precious Joelle (Guiana)
Quma y las Bestias, de Iván Stur e Javier Ignacio Luna Crook (Argentina)

MEMÓRIA BONITO CINESUR
Inocência, de Walter Lima Jr. (1983)

FILME DE ABERTURA
Alma do Brasil, de Líbero Luxardo (Brasil)

Foto: Petrus Cariry.

Conheça os vencedores do 30º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor
Longa capixaba Toda Noite Estarei Lá: dois prêmios

Foram anunciados neste sábado, 23/09, em cerimônia apresentada por Johnny Massaro e Higor Campagnaro no Teatro Glória, os vencedores do Troféu Vitória da 30ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo.

Durante seis dias de programação, foram exibidos 98 filmes, 93 curtas e cinco longas-metragens, distribuídos em 12 mostras competitivas, que apresentaram um recorte da produção contemporânea do audiovisual brasileiro com obras realizadas entre os anos de 2022 e 2023.

Neste ano, na competição nacional de longas, o cearense Represa, de Diego Hoefel, foi o grande vencedor com quatro prêmios, entre eles, melhor filme, além de uma Menção Honrosa. O Troféu Vitória de melhor interpretação foi para Mel Rosário por Toda Noite Estarei Lá, de Suellen Vasconcelos e Tati Franklin, título que também foi consagrado na categoria de melhor filme pelo Júri Popular. O Júri Técnico da mostra foi composto pelo diretor Lírio Ferreira; pela pesquisadora, crítica, curadora e roteirista Viviane Pistache; e pela atriz, roteirista e cineasta Julia Katherine.

O vencedor do Troféu Vitória de melhor filme da 27ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, eleito pelo Júri Técnico, foi o mineiro Ramal, de Higor Gomes; pelo Júri Popular, o premiado foi o capixaba Remendo, de Roger Ghil, que também venceu na categoria de melhor direção. O Júri Técnico da mostra foi formado pelo jornalista, curador, pesquisador e crítico de cinema André Dib; pela fotógrafa, diretora e roteirista Safira Moreira; e pelo roteirista e diretor Marcos Carvalho.

No Prêmio Canal Brasil de Curtas, o júri, composto por jornalistas e críticos de cinema convidados pelo Canal Brasil, escolheu o filme O Último Rock, de Diego de Jesus. A produção capixaba recebeu o Troféu Canal Brasil e um prêmio no valor de R$ 15 mil, além de ir para a grade do canal, que exibe curtas-metragens diariamente em sua programação.

Conheça os vencedores do 30º Festival de Cinema de Vitória:

13ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS

Melhor Filme: Represa, de Diego Hoefel (CE)
Melhor Filme | Júri Popular: Toda Noite Estarei Lá, de Suellen Vasconcelos e Tati Franklin (ES)
Melhor Direção: Diego Hoefel, por Represa
Melhor Roteiro: Represa, escrito por Aline Portugal, Diego Hoefel e Marcelo Grabowsky
Melhor Fotografia: Represa, por Daniel Correia
Melhor Contribuição Artística: Incompatível com a Vida, de Eliza Capai (RJ/SP)
Melhor Interpretação: Mel Rosário, por Toda Noite Estarei Lá
Menção Honrosa: Gilmar Magalhães por sua atuação em Represa

27ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS

Melhor Filme: Ramal, de Higor Gomes (MG)
Melhor Filme | Júri Popular: Remendo, de Roger Ghil (ES)
Prêmio Especial do Júri: Deixa, de Mariana Jaspe (RJ)
Melhor Direção: Roger Ghil, por Remendo
Melhor Roteiro: Escasso, escrito por Clara Anastácia
Melhor Fotografia: Procuro Teu Auxílio para Enterrar um Homem, por Willian Rubim
Melhor Contribuição Artística: Davi Kopenawa Yanomami e os yanomamis, por Mãri hi: A Árvore do Sonho
Melhor Interpretação: Ana Clara Barros Barcelos, por O Último Rock

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
O Último Rock, de Diego de Jesus (ES)

23º FESTIVALZINHO DE CINEMA DE VITÓRIA
Melhor Filme | Júri Popular: Amei te Ver, de Ricardo Garcia (SP)

13ª MOSTRA QUATRO ESTAÇÕES
Melhor Filme: Os Animais Mais Fofos e Engraçados do Mundo, de Renato Sircilli (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Ferro’s Bar, de Aline A. Assis, Fernanda Elias, Nayla Guerra e Rita Quadros (SP)

12ª MOSTRA FOCO CAPIXABA
Melhor Filme: Mångata: Todas as Fases da Lua, de Marcella Rocha (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: O Passarinho Menino, de Ursula Dart (ES)

12ª MOSTRA CORSÁRIA
Melhor Filme: Capuchinhos, de Victor Laet (PE) e Desmonte, de Clara Pignaton e Hugo Reis (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: Capuchinhos, de Victor Laet (PE)

10ª MOSTRA OUTROS OLHARES
Melhor Filme: No Início do Mundo, de Gabriel Marcos (MG)
Melhor Filme | Júri Popular: Arrimo, de Rogério Borges (SP)

8ª MOSTRA MULHERES NO CINEMA
Melhor Filme: Lei da Mordaça, de Isabella Vilela (SP/RJ)
Melhor Filme | Júri Popular: Azul da Cor do Mar, de Natália Dornelas (ES)

8ª MOSTRA CINEMA E NEGRITUDE
Melhor Filme: Mergulho, de Marton Olympio e Anderson Jesus (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Firmina, de Izah Neiva (SP)
Menção Honrosa: Avôa, de Lucas Mendes (GO)

7ª MOSTRA NACIONAL DE VIDEOCLIPES
Melhor Filme: Copo de Silêncio, de Farofa Sintética (Artista: Sandyalê) (SE)
Melhor Filme | Júri Popular: Cornélios, de Hecthor Murilo e Patrick Gomes (Artista: Gastação Infinita) (ES)

6ª MOSTRA NACIONAL DE CINEMA AMBIENTAL
Melhor Filme: Vãhn Gõ Tõ Laklãnõ, de Barbara Pettres, Flávia Person e Walderes Coctá Priprá (SC)
Melhor Filme | Júri Popular: Memórias do Fogo, de Rita de Cássia Melo Santos, Leandro Olímpio e Irineu Cruzeiro Neto (ES)

5ª MOSTRA DO OUTRO LADO | CINEMA FANTÁSTICO
Melhor Filme: La Purse, de Gabriel Nobrega (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Encruzilhada do Caos, de Alex Buck (ES)

Foto: Andie Freitas.

Festival de Cinema de Toronto 2023: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Jeffrey Wright no longa American Fiction

Foram anunciados neste domingo, 17/09, os vencedores da 48ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto. Conhecido como um termômetro para o Oscar, o evento, um dos mais importantes do mundo, entrega o prêmio de melhor filme para o longa mais votado pelo público. Neste ano, a comédia dramática American Fiction, de Cord Jefferson, se consagrou como a grande campeã.

O filme, protagonizado por Jeffrey Wright e baseado no livro Erasure, de Percival Everett, conta a história de um escritor que fica irritado porque sua última publicação não deu certo com as editoras, enquanto um outro livro chega à lista dos mais vendidos. A trama é uma sátira perversa sobre a mercantilização de vozes marginalizadas da literatura afro-americana e narra um retrato de um artista forçado a reexaminar sua integridade.

Apresentado pela Shawn Mendes Foundation, o Prêmio Changemaker é concedido a um cineasta emergente cujo filme aborda questões de mudança social; o vencedor é escolhido por um grupo de jovens cinéfilos. Enquanto isso, a Canada Goose abraça a diversidade em todas as suas formas e definições, incluindo técnica e paixão que transporta a narrativa para a tela, e apresenta o Prêmio Amplify Voices aos três melhores filmes de cineastas sub-representados.

Neste ano, nomes importantes foram homenageados com o TIFF Tribute Award no Festival de Toronto, entre eles, a cineasta brasileira Carolina Markowicz, que recebeu o TIFF Emerging Talent Award e apresentou Pedágio na programação, seu novo longa-metragem. Pedro Almodóvar, Spike Lee, Vicky Krieps, Colman Domingo, Patricia Arquette, Łukasz Żal e Shawn Levy também foram honrados.

Entre os filmes desta edição, o cinema brasileiro marcou presença com alguns títulos, entre eles: Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho, na mostra Wavelengths; e o curta-metragem Pássaro Memória, de Leonardo Martinelli, na mostra Short Cuts. Além disso, o Brasil se destacou também com Los Delincuentes, de Rodrigo Moreno, uma coprodução entre Argentina, Brasil, Luxemburgo e Chile; a equipe traz a brasileira Julia Alves, da Sancho & Punta, na produção.

Vale destacar também a presença da cineasta brasileira Ivete Lucas, radicada nos Estados Unidos, que exibiu The Passing, uma produção americana e codirigida por Patrick Bresnan; e La chimera, dirigido pela italiana Alice Rohrwacher, que conta com a atriz brasileira Carol Duarte, de A Vida Invisível.

Em comunicado oficial, Cameron Bailey, CEO do TIFF, disse: “Somos gratos a todos os membros do público, artistas, profissionais da indústria e apoiadores que enfeitaram os cinemas, tapetes vermelhos, espaços de reunião e ruas de Toronto. Ao reconhecermos hoje os vencedores dos prêmios, agradecemos a todos que contribuíram para este presente glorioso e coletivo”. Além da premiação, o encerramento contou com a exibição de Sly, de Thom Zimny, documentário sobre Sylvester Stallone.

Anita Lee, diretora de programação do TIFF, também discursou: “Desde os veteranos mais reverenciados até as novas vozes, o festival deste ano recebeu a diversidade de cineastas pelos quais Toronto é conhecida. E os cinéfilos de Toronto compareceram em grande número para fazer parte da celebração. Somos gratos aos nossos jurados de cinema por suas contribuições inestimáveis, por defenderem talentos emergentes e por enriquecerem a comunidade cinematográfica com sua experiência e paixão”.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Toronto 2023:

MELHOR FILME | People’s Choice Award
American Fiction, de Cord Jefferson (EUA)
2º lugar: The Holdovers, de Alexander Payne (EUA)
3º lugar: The Boy and the Heron (Kimitachi wa dô ikiru ka), de Hayao Miyazaki (Japão)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | People’s Choice Documentary Award
Mr. Dressup: The Magic of Make-Believe, de Robert McCallum (Canadá)
2º lugar: Summer Qamp, de Jen Markowitz (Canadá)
3º lugar: Mountain Queen: The Summits of Lhakpa Sherpa, de Lucy Walker (EUA)

PRÊMIO MOSTRA MIDNIGHT MADNESS | People’s Choice Award
Dicks: The Musical, de Larry Charles (EUA)
2º lugar: Kill, de Nikhil Nagesh Bhat (Índia)
3º lugar: Hell of a Summer, de Finn Wolfhard e Billy Bryk (EUA/Canadá)

PRÊMIO MOSTRA PLATFORM
Júri: Barry Jenkins, Nadine Labaki e Anthony Shim
Melhor Filme: Dear Jassi, de Tarsem Singh Dhandwar (Índia)

PRÊMIO CHANGEMAKER | Shawn Mendes Foundation
We Grown Now, de Minhal Baig (EUA)

PRÊMIO AMPLIFY VOICES
Júri BIPOC: V.T. Nayani, Nisha Pahuja e Ricardo Acosta
Melhor Filme Canadense: Kanaval, de Henri Pardo
Melhor Filme Canadense de Estreia: Tautuktavuk (What We See), de Carol Kunnuk e Lucy Tulugarjuk
Amplify Voices Trailblazer Award
: Damon D’Oliveira (produtor canadense)

FILMES CANADENSES
Melhor Filme: Solo, de Sophie Dupuis
Menção Honrosa: Kanaval, de Henri Pardo

CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO
Júri: Aisha Jamal, Araya Mengesha e Shasha Nakhai
Melhor Filme: Electra, de Daria Kashcheeva (República Checa/França/Eslováquia)
Melhor Filme Canadense: Motherland, de Jasmin Mozaffari
Share Her Journey Award: Shé (Snake), de Renee Zhan (Reino Unido)
Menção Honrosa: Gaby’s Hills, de Zoé Pelchat (Canadá)

PRÊMIO FIPRESCI
Júri: Cem Altinsaray, Elijah Baron, Jindřiška Bláhová, Diego Faraone e Jenni Zylka
Seagrass, de Meredith Hama-Brown (Canadá)

PRÊMIO NETPAC
Júri: Sung Moon, Haolun Shu e Lalita Krishna
A Match (Sthal), de Jayant Digambar Somalkar (Índia)

*Clique aqui e confira a lista com as justificativas dos júris.

Foto: Claire Folger/Orion Releasing LLC.

17ª CineBH anuncia filmes selecionados; seleção conta com 93 títulos

por: Cinevitor
Mel Rosário no longa capixaba Toda Noite Estarei Lá

A 17ª edição da CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, que acontecerá entre os dias 26 de setembro e 1º de outubro contará com 93 filmes nacionais e internacionais (39 longas, 51 curtas e 3 médias), de 13 países e 12 estados brasileiros.

Os títulos serão exibidos em 56 sessões em oito espaços da cidade mineira, que se torna a capital mundial do audiovisual com sessões de pré-estreias, mostra homenagem, sessões infantis e escolares e dois recortes dedicados à produção latino-americana; inclusive inaugurando em 2023 a primeira edição de uma mostra competitiva internacional, a Mostra Território.

A sessão de abertura da 17ª CineBH será na noite de 26 de setembro, no Hipercentro de Belo Horizonte, com , ficção inspirada na vida do militante de esquerda José Carlos da Mata Machado, morto pela ditadura militar em 1973. O filme integra a Mostra Homenagem desta edição, sendo dirigido por Rafael Conde, cineasta mineiro que receberá o reconhecimento pela sua trajetória, junto à outra homenageada desta edição, a diretora e atriz Yara de Novaes.

Inaugurando o recorte competitivo na CineBH, a Mostra Território contará com 8 longas-metragens de 7 países latinos, a serem avaliados por um júri oficial formado pelo cineasta André Novais Oliveira, pela pesquisadora e curadora Carla Italiano, pela jornalista e pesquisadora Mariana Queen Nwabasili, pelo professor e crítico Roberto Cotta e pela produtora Sara Silveira: “São filmes avessos a estereótipos de latinidades genéricas e expressivos das múltiplas possibilidades de se atentar a um território concreto, local antes de nacional, e não deixar as pressões pelas justas representações asfixiar as autoralidades”, destaca Cléber Eduardo, coordenador curatorial. Além de Cléber, participaram da seleção Leonardo Amaral e Ester Fér.

Cléber aponta que nenhum dos títulos na Mostra Território é necessariamente representativo dos cinemas feitos em seus países, e sim propostas alternativas ao que se supõe serem elementos típicos destes cinemas nacionais. Em diálogo coerente com a CineBH, parte dos selecionados é fruto de coproduções com outros países: “A visibilidade a esses filmes é nossa contribuição no desejo e dever de compartilhar aquilo que vislumbramos com empolgação”. Os títulos da Mostra Território são:

A La Sombra de la Luz, de Isabel Reyes e Ignacia Merino (Chile)
Diogenes, de Leonardo Barbuy (Peru)
Guapo’y, de Sofia Paoli Thorne (Paraguai/Catar)
Llamadas desde Moscu, de Luis Alejandro Yero (Cuba)
Moto, de Gastón Sahajdacny (Argentina)
Otro Sol, de Francisco Rodriguez Teare (Chile/França/Bélgica)
Puentes en el Mar, de Patricia Ayala Ruiz (Colômbia)
Toda Noite Estarei Lá, de Tati Franklin e Suellen Vasconcelos (Brasil)

Mais um recorte de filmes latinos na CineBH, a Mostra Continente, com curadoria de Cléber Eduardo, Ester Fér, Leonardo Amaral e Marcelo Miranda, reúne um total de 14 longas selecionados, reunidos sob o título da temática desta edição, Territórios da Latinidade. Em medidas variáveis, todos tratam espaços, ambientes e territórios nos quais vivem e se movem pessoas de diferentes gêneros, identidades, ocupações, experiências e faixas etárias, tanto das cidades como dos campos, com essas figuras centrais ocupando posição central e mobilizadora em cada obra.

“É um time de autorias e um elenco de filmes no mínimo instigante e no máximo fundamental para se vislumbrar uma variedade de potências e de possibilidades cinematográficas no cinema da América Latina. Há uma força coletiva calcada no pertencimento a um tempo e a um lugar, apesar da coprodução como modo de viabilização de uns tantos”, destaca a curadora Ester Fér. O conjunto reúne filmes que transitam por questões mais declaradamente políticas e por enfoques mais subjetivos, sem necessariamente abrir mão das relações com o momento histórico-social. São eles:

A Longa Viagem do Ônibus Amarelo, de Julio Bressane e Rodrigo Lima (Brasil) (será exibido no segmento chamado Cinema de Fôlego, por conta de suas 7h10 de duração)
Amanhã, de Marcos Pimentel (Brasil)
Anhell69, de Theo Montoya (Colômbia)
El Grossor del Polvo, de Jonathan Hernández (México)
El Reino de Dios, de Claudia Sainte-Luce (México)
Las Preñadas, de Pedro Wallace (Argentina/Brasil)
Nada Sobre meu Pai, de Susanna Lira (Brasil)
O Estranho, de Flora Dias e Juruna Mallon (Brasil)
Propriedade, de Daniel Bandeira (Brasil)
Rejeito, de Pedro de Filippis (Brasil)
Sean Eternxs, de Raúl Perrone (Argentina)
Tan Inmunda, de Wince Oyarce (Chile)
Utopia, de Laura Gómez Hinchapié (Colômbia)
Vieja Viejo, de Ignacio Pavez (Chile)

Malu Galli no longa pernambucano Propriedade, de Daniel Bandeira

Em 2023, a CineBH relembra as trajetórias de dois artistas mineiros: o diretor e roteirista Rafael Conde e a atriz, dramaturga e diretora Yara de Novaes. Vários filmes com participações de ambos estão na programação, incluindo alguns que contaram com o trabalho dos dois. Dirigidos por Conde, o longa Samba Canção (2002) tem Yara como atriz; os curtas A Hora Vagabunda (1998) e Françoise (2001) contam com Yara como assistente de direção e o longa Fronteira (2008) tem ela como atriz e diretora de elenco.

Outros trabalhos de Conde na mostra são os curtas Rua da Amargura (2003), A Chuva nos Telhados Antigos (2006), além de (2023) na sessão de abertura. De Yara, o público poderá conferir sua faceta de atriz também na comédia Depois a Louca Sou Eu (2021), de Julia Rezende.

A mostra Diálogos Históricos, que anualmente exibe filmes conectados sob alguns determinados aspectos e acompanhados de comentários de críticos ou pesquisadores especialistas nos temas e formas em cena, celebra este ano a memória e o talento do dramaturgo José Celso Martinez Corrêa (1937-2023). Os títulos, selecionados por Cléber Eduardo e Marcelo Miranda, são: Prata Palomares, de André Faria (1970), no qual Zé Celso foi roteirista; O Rei da Vela (1982), único filme em que ele assina direção, em parceria com Noilton Nunes; e Fedro, de Marcelo Sebá (2021), no qual surge de corpo, alma e voz com o ex-pupilo Reynaldo Gianecchini num longo e intenso papo íntimo sobre arte, sexo, vida e política.

Já na mostra Brasil CineMundi, a seleção, feita pelo crítico Pedro Butcher, reúne filmes brasileiros que tiveram projetos apresentados no programa em edições anteriores do evento. Este ano serão mostrados: Mato Seco em Chamas, de Joana Pimenta e Adirley Queirós; Paterno, de Marcelo Lordello; e Tia Virgínia, de Fabio Meira, recentemente premiado com cinco troféus no Festival de Gramado, incluindo melhor atriz para Vera Holtz.

Em filmes de apelo popular e em conexão com a cidade para um diálogo imediato com o público, os títulos da Mostra Praça em 2023 são documentários apresentando histórias reais e instigantes para o público presente no cinema instalado na Praça da Liberdade, um dos principais cartões postais da capital mineira. Dois títulos tratam de figuras importantes no cenário cultural brasileiro. Andança: Os Encontros e as Memórias de Beth Carvalho, de Pedro Bronz, debruça sobre robusto material de arquivo da artista para traçar um recorte único, íntimo da carreira e da vida dessa singular figura da cultura nacional. Por sua vez, Lô Borges – Toda Essa Água, de Rodrigo de Oliveira, repassa a trajetória de brilhos, medos e sonhos deste celebre compositor mineiro.

Giovanni Venturini no curta Big Bang, de Carlos Segundo

Uma dupla de curtas-metragens da mostra A Cidade em Movimento, ambos tratando e visibilizando figuras e ambiências mineiras que se aprofundam nas próprias origens de um conceito de nação brasileira, Senhores de Aruanda: Umbanda e Resistência, de Caio Barroso, e Folia dos Anjos, de Kdu dos Anjos; e o documentário mineiro Gerais da Pedra, do trio Paulo Junior, Gabriel Oliveira e Diego Zanotti, completam a seleção do Cine Praça.

Com curadoria de Paula Kimo, a mostra A Cidade em Movimento este ano tem o tema Olhar o Horizonte com filmes que apresentam formas de mundos imaginados, com frescor de novidade, a partir da ideia de que a linha de um horizonte como o que se tem na capital mineira e região denota distintas paisagens numa região cercada por montanhas e interrompida por grandes edifícios, o que revela os conflitos e as camadas históricas e sociais que habitam uma metrópole clamando por visibilidade. Ao todo são 16 filmes realizados em Belo Horizonte e região metropolitana, com pouco ou nenhum recurso financeiro, em cinco sessões na sala, sempre seguidas de rodas de conversa com convidados especiais sobre os assuntos dos filmes em questão.

Sob curadoria de Tatiana Carvalho Costa e Marcelo Miranda, a seleção de curtas-metragens da 17ª edição da CineBH apresenta um cenário estimulante de novas descobertas e constantes surpresas. Se a seleção não necessariamente se pautou pela temática dos Território(s) da Latinidade, ela acabou por se relacionar diretamente a isso e aos caminhos gerais por justamente estar em contato com outras obras, imaginários e estímulos do continente, afinal, a América Latina também somos nós.

O conjunto de realizadores reunidos nas sessões em 2023 articulam experiências fílmicas da espacialidade urbana e de paisagens interiores de um país plural, abordam questões sociais urgentes e promovem mergulhos profundos em subjetividades diversas. Para ecoar a temática geral da CineBH deste ano, a territorialidade desses filmes é tanto geográfica, por estar fincada na língua, na vivência e nos espaços brasileiros; e também é afetiva, por remeter a processos internos de personagens, situações e registros que fazem parte de mapas interiores únicos. Os filmes são:

Até a Luz Voltar, de Alana Ferreira (GO)
Big Bang, de Carlos Segundo (MG/RN)
Casa Segura, de Allan Ribeiro (RJ)
Deixa, de Mariana Jaspe (RJ)
Febre, de Marcio Abreu (MG)
Lombrado, de Italo Almeida (MG)
Mecanismo, de Isaac Morais, Gabriel Lima e Maria Beatriz (CE)
Minha Vó Viajou pra Fora, de João Pedro Diniz (MG)
Não Há Coincidências Ocupando Esta Carne, de Júlia Elisa (MG)
Nossos Passos Seguirão os Seus, de Uilton Oliveira (RJ)
Remendo, de Roger Ghil (ES)
Sala de Espera, de Paula Santos (MG)
Temos Muito Tempo para Envelhecer, de Bruna Schelb Corrêa (MG)
Thuë pihi kuuwi: Uma Mulher Pensando, de Aida Harikariyoma Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami e Roseane Yanomami (RR)

Duas sessões para toda a família compõem a Mostrinha de Cinema, este ano com longas-metragens de animação realizados em Minas Gerais. Placa Mãe, de Igor Bastos, foi produzido em Divinópolis e é o primeiro trabalho do gênero feito no interior do estado. Por sua vez, Chef Jack, de Guilherme Fiuza Zenha, teve produção na capital e também será um ótimo programa para o público infantojuvenil.

A 17ª CineBH conta também com a realização do programa Cine-Expressão – A Escola vai ao cinema, iniciativa que pretende aproximar o universo cinematográfico de crianças, adolescentes e educadores da rede pública através das sessões Cine-escola. Crianças e adolescentes, de cinco a 14 anos, poderão assistir produções nacionais voltadas para sua faixa etária, e participar de um bate-papo sobre os filmes e os temas neles abordados. Ao todo, serão seis sessões de cinema com 13 filmes brasileiros que apresentam temas universais e educativos para a formação de crianças e jovens.

A CineBH 2023 e o 14º Brasil CineMundi integram o Cinema sem Fronteiras 2023, programa internacional de audiovisual idealizado pela Universo Produção e que reúne também a Mostra de Cinema de Tiradentes (centrada na produção contemporânea, em janeiro) e a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto (que difunde o audiovisual como patrimônio e ferramenta de educação, em junho).

Fotos: Divulgação.

Queer Lisboa 2023: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta maranhense Casa de Bonecas, de George Pedrosa

O Queer Lisboa tem como proposta exibir filmes de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero, transexual, intersexo e de outras sexualidades e identidades não normativas. Com a expansão crescente do cinema queer em grandes festivais internacionais, o evento português, criado em 1997, cumpre seu objetivo de divulgar estéticas e narrativas mundiais que ainda possuem acesso limitado para o grande público.

Neste ano, em sua 27ª edição, que acontecerá entre os dias 22 e 30 de setembro, a programação contará com 80 títulos; a seleção apresenta 45% de filmes assinados por homens cis, 41% por mulheres cis e 14% por pessoas trans ou não-binárias. A programação também apresenta uma mostra retrospectiva de Yvonne Rainer, dançarina, coreógrafa e cineasta americana. 

Como de costume, o cinema brasileiro ganha destaque na seleção. Na mostra competitiva de longas-metragens de ficção, filmes de Bruno Carboni e Julia Murat aparecem na lista, além de Pornomelancolía, de Manuel Abramovich, uma coprodução entre Argentina, Brasil e França. Entre os documentários em competição, o Brasil aparece com Peixe Abissal, de Rafael Saar.

Já na competição de curtas-metragens, três produções nacionais, dirigidas por Julia Leite, George Pedrosa e Leonardo Amorim ganham destaque. A participação do Brasil no festival completa-se com títulos nas mostras Queer Art e Panorama

O júri desta 27ª edição será formado por: Anabela Moreira, Bernardo Mendonça e Joana Alves na competição de longas; Francisco Frazão, Gertrudes Marçal e Susana Nobre na competitiva de documentários; André Cabral, Mia Tomé e Rafaela Jacinto na competição de curtas; e Marta Simões, Puta da Silva e Teresa Coutinho na mostra Queer Art.

Conheça os filmes selecionados para o 27º Queer Lisboa:

COMPETIÇÃO | LONGAS-METRAGENS

All the Colours of the World Are Between Black and White, de Babatunde Apalowo (Nigéria)
Blue Jean, de Georgia Oakley (Reino Unido)
Mutt, de Vuk Lungulov-Klotz (EUA)
O Acidente, de Bruno Carboni (Brasil)
Opponent, de Milad Alami (Suécia/Noruega)
Peafowl, de Byun Sung-bin (Coreia do Sul)
Pornomelancolía, de Manuel Abramovich (Argentina/Brasil/França)
Regra 34, de Julia Murat (Brasil/França)

COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIOS

As I Was Looking Above, I Could See Myself Underneath, de Ilir Hasanaj (Kosovo)
Cantando en las Azoteas, de Enric Ribes (Espanha)
Kokomo City, de D. Smith (EUA)
Out of Uganda, de Rolando Colla e Josef Burri (Uganda/Suíça)
Peixe Abissal, de Rafael Saar (Brasil)
Polish Prayers, de Hanka Nobis (Suíça/Polônia)
Transfariana, de Joris Lachaise (França/Colômbia)
Who I Am Not, de Tünde Skovrán (Romênia/Canadá)

COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS

Acesso, de Julia Leite (Brasil)
Aribada, de Natalia Escobar e Simon(e) Jaikiriuma Paetau (Alemanha/Colômbia)
Buscó a Satanás, Encontró la Familia, de Miguel Ángel Fajardo (Colômbia)
Casa de Bonecas, de George Pedrosa (Brasil)
Dipped in Black, de Matthew Thorne e Derik Lynch (Austrália)
I Am a Horse, de Chaerin Im (Coreia do Sul/Dinamarca)
I Can See the Sun but I Can’t Feel It Yet, de Joseph Wilson (Reino Unido)
I’m the Only One I Wanna See, de Lucia Martinez Garcia (Suíça)
Incroci, de Francesca de Fusco (EUA/Itália)
J’ai vu le visage du diable, de Julia Kowalski (França)
Kerel (Sea of Love), de Jon Cuyson (Filipinas)
La main gauche, de Maxime Robin (Canadá)
Loving in Between, de Jyoti Mistry (Áustria/África do Sul)
Maria Schneider, 1983, de Elisabeth Subrin (França)
Nuits Blanches, de Donatienne Berthereau (França)
Queima Minha Pele, de Leonardo Amorim (Brasil)
Repair, de Bertil Nilsson (Reino Unido)
SCRED TBM, de Kevin Le Dortz (França)
The Dalles, de Angalis Field (EUA)
Troy, de Mike Donahue (EUA)
Warsha, de Dania Bdeir (França/Líbano)
Work, de April Maxey (EUA)

COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS | ESCOLA EUROPEIA IN MY SHORTS

Because I Know How Beautiful My Being Is, de Ana María Jessie Serna (Colômbia/Reino Unido/Brasil)
Combien danseront sur ta langue, de Louis-Barthélémy Rousseau (França)
Edge, de Edmund Krempiński e Jakub Dylewsk (Polônia)
Et tu cherches quoi de beau ici?, de Abram Cerda (Bélgica)
Heart Fruit, de Kim Allamand (Suíça)
Les garçons dans l’eau, de Pawel Thomas Larue (França)
Ours, de Morgane Frund (Suíça)
Plastic Touch, de Aitana Ahrens (Espanha)
Pussy Love, de Linda Krauss (Alemanha)
Vanette, de Maria Beatriz Castelo (Portugal)

COMPETIÇÃO QUEER ART

Anhell69, de Theo Montoya (Colômbia/Romênia/França/Alemanha)
Freedom from Everything, de Mike Hoolboom (Canadá)
Labor, de Tove Pils (Suécia)
O Estranho, de Flora Dias e Juruna Mallon (Brasil/França)
Playland, de Georden West (EUA)
Shall I Compare You to a Summer’s Day, de Mohammad Shawky Hassan (Egito/Líbano/Alemanha)
The Life and Strange Surprising Adventures of Robinson Crusoe Who Lived for Twenty and Eight Years All Alone on an Inhabited Island and Said It Was His, de Benjamin Deboosere (Bélgica)
Vai e Vem, de Chica Barbosa e Fernanda Pessoa (Brasil)

PANORAMA

Arrête avec tes mensonges, de Olivier Peyon (França)
Cidade Lúcida, de Adrian Stölzle (Alemanha/Portugal)
Drifter, de Hannes Hirsch (Alemanha)
Intransitivo: um Documentário sobre Narrativas Trans, de Gabz 404, Gustavo Deon, Lau Graef e Luka Machado (Brasil)
Oliver Sacks: His Own Life, de Ric Burns (EUA)

GAZE SHORTS PROGRAM

Don’t Go Where I Can’t Find You, de Rioghnach Ni Ghrioghair (Irlanda)
First Date, de Clara Planelles (Irlanda)
Homebird, de Caleb J. Roberts (Irlanda/Reino Unido)
Punch Line, de Becky Cheatle (Irlanda)
Skin to Skin Talks, de Pradeep Mahadeshwar (Irlanda)
What Could Go Wrong?, de Caroline Quinn (Irlanda)

SESSÕES ESPECIAIS
Passagens (Passages), de Ira Sachs (França)
Sisi & I, de Frauke Finsterwalde (Alemanha/Suíça/Áustria)

FILME DE ABERTURA
La Bête dans la jungle, de Patric Chiha (França/Bélgica/Áustria)

FILME DE ENCERRAMENTO
Queendom, de Agniia Galdanova (França/EUA)

Foto: Divulgação.

O Melhor Amigo: novo longa de Allan Deberton, com Gabriel Fuentes e Vinicius Teixeira, começa a ser filmado

por: Cinevitor
Bastidores: o diretor com os protagonistas

Antes do premiado Pacarrete, o cineasta cearense Allan Deberton realizou diversos curtas, entre eles, O Melhor Amigo, de 2013, protagonizado por Jesuíta Barbosa. Agora, para seu segundo longa-metragem, o diretor retoma a história do curta e o amplia, trazendo mais personagens e situações.

O Melhor Amigo, que está sendo rodado na praia de Canoa Quebrada e em Fortaleza, no Ceará, tem como personagem central Lucas, interpretado por Vinicius Teixeira, um rapaz que viaja sozinho à Canoa Quebrada, onde encontra um antigo amigo de faculdade, Felipe, papel de Gabriel Fuentes. Desse reencontro vem à tona antigos desejos e novas descobertas e, a partir desse momento, Lucas busca materializar uma intimidade que há muito desejava.

O elenco conta também com os cearenses Denis Lacerda, Souma, Muriel Cruz, Rodrigo Ferrera, Solange Teixeira, Adna Oliveira e Walmick de Holanda; e também com Leo Bahia, Claudia Ohana, Mateus Carrieri, Diego Montez e participação especial da cantora Gretchen.

Deberton conta que esse é um projeto antigo: “Quando o curta estreou, percebi a recepção do público e o desejo de ver mais da história. Os feedbacks eram animadores. Boa parte do público via o curta como um longa incompleto: cadê o resto do filme?, me perguntavam. Eu me divertia com isso! Talvez devesse mesmo pensar no projeto como um longa-metragem”.

Ao abordar um tema universal, o amor platônico, o cineasta conta que pretende trazer no longa mais dinâmica e excitação, além de novos personagens: “O curta tem um espírito próprio e o longa precisa seguir algumas regras fundamentais: ser bastante colorido, musicado, ter uma energia de férias, de fim de semana. Convidei um time de roteiristas talentosos e começamos a refletir a história a partir dos personagens. Era um desafio e tanto, eu queria chegar em algo novo. Tornou-se um musical recheado de hits que marcaram época e está ganhando forma incrível”. O roteiro é assinado por Deberton, Pedro Karam, Otávio Chamorro, André Araújo e Raul Damasceno.

Bastidores das filmagens em Canoa Quebrada

Os dois protagonistas, por sua vez, definem trabalhar com Deberton como realizar um sonho: “Ele tem uma sensibilidade linda demais para lidar com toda a equipe do filme. É impressionante como a energia do diretor influencia em tudo e o set com o Allan é dos mais lindos que já vivi. Ele consegue nos estimular com muito carinho e sensibilidade”, disse Vinicius Teixeira.

Gabriel Fuentes e Vinicius passaram por uma etapa de preparação para os personagens com a atriz e diretora Georgina Castro: “Neste projeto, em especial, tivemos tempo para solidificar muitas coisas e isso é incrível! O trabalho da Georgina foi muito sensível em várias camadas. Tive o privilégio de ficar em Fortaleza e Canoa Quebrada, onde se passa a história. Tive workshop com bugueiros, troquei muito com eles, aprendendo a cada dia mais sobre o sotaque cearense. E o Felipe tem muitas coisas conectadas comigo”, disse Gabriel Fuentes.

“Tivemos um mês intenso de investigação dos personagens e das cenas. Esse caminho foi essencial e muito especial. Foi um período de muito foco e estudo para dar conta de tudo, cuidando da saúde e mergulhando de cabeça e com muito amor para conseguir dar o meu melhor em todos os dias do processo”, comentou Vinicius Teixeira.

“É muito importante pra mim, neste filme, celebrar o amor, a diversidade, os corpos. Quero fazer o espectador dançar com o filme. Foi sempre um projeto muito desafiador desde o início, ainda bem que nunca desisti deste sonho. Vai ficar bonito”, finalizou o diretor.

A direção de fotografia é assinada por Beto Martins e a direção de arte é de Rodrigo Frota; Jules Vandystadt é o responsável pela direção musical. O figurino é de Chris Garrido e a maquiagem de Elen Barbosa; Ariadne Mazzetti assina como produtora associada. O longa tem distribuição da Vitrine Filmes e data prevista de estreia para o segundo semestre de 2024. A produção é da Deberton Filmes em coprodução com o Telecine

Fotos: Luiz Alves.

Circuito Penedo de Cinema 2023: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Benedita Silveira no curta A Velhice Ilumina o Vento, de Juliana Segóvia

Da junção de quatro consagrados eventos do cinema alagoano nasceu o Circuito Penedo de Cinema, que em 2023 chega à sua 13ª edição já consolidado no calendário brasileiro do audiovisual. O festival acontecerá entre os dias 13 e 19 de novembro em formato híbrido, on-line e presencial.

Entre 840 títulos inscritos, serão exibidos 66 curtas-metragens distribuídos em quatro mostras: Brasileiro, Universitária, Ambiental e Cinema Infantil. A curadoria deste ano foi formada por: Nuno Balducci, Ricardo Lessa e Luciana Oliveira no 16º Festival do Cinema Brasileiro; Dornelles Neves, Felipe Guimarães e Raquel do Monte no 13º Festival de Cinema Universitário de Alagoas; Yanara Galvão, Kim Barão e Claudio Sampaio no 10º Festival Velho Chico de Cinema Ambiental; e Camila Porto, Joseane do Espírito Santo e Devyd Santos na 13ª Mostra de Cinema Infantil. Vale destacar também a Mostra Internacional Socioambiental, uma parceria com o IMCINE, Instituto Mexicano de Cinematografia, e curadoria de Caroline Pavez.

Ano após ano, o Circuito Penedo se reinventa e busca abrir espaço para novas discussões, sempre reafirmando seu papel como instrumento para olhares e perspectivas sobre o vasto patrimônio audiovisual alagoano e nacional, em diálogo com a educação. Durante sete dias, a cidade histórica de Penedo, em Alagoas, recebe uma programação intensa e gratuita.

O festival se apresenta como lugar de resistência e luta diante das situações adversas para o campo da cultura no país. É nesse contexto de reafirmação do cinema nacional, de suas produções e da empregabilidade promovida pelo setor que o evento se faz ainda mais importante.

Conheça os filmes selecionados para o 13º Circuito Penedo de Cinema:

16º FESTIVAL DO CINEMA BRASILEIRO

A Velhice Ilumina o Vento, de Juliana Segóvia (MT)
Ave Maria, de Pê Moreira (RJ)
Carcinização, de Denis Souza (RS)
Cinema para os Mortos, de Bruno Moreno e Renato Sircilli (PI/SP)
Crimes Holandeses, de Maria Clara Almeida (PE)
Curió, de P.H. Diaz e Priscila Smiths (PB)
Diafragma, de Robson Cavalcante (AL)
Estatística, de Rodrigo Sena, Milla Negrah Avelar e Ana Stella Cunha (MA)
O Capitalismo Matou Meus Pais, de Karen Suzane e Lucas Tunes (MG)
Ramal, de Higor Gomes (MG)
Romão, de Clementino Junior (RJ)
Vestido Branco, de Carmem Martins (DF)

13º FESTIVAL DE CINEMA UNIVERSITÁRIO DE ALAGOAS

Baseado em Fatos, de Amanda Rezer (RS)
Caronte, de Pedro Gargioni (SC)
Cida Tem Duas Sílabas, de Giovanna Castellari (SP)
Corpos que Tremem, de Cinthia Fayta (SP)
Erva que Cura, Erva que Benze, de Caroline França (BA)
Mortinho da Silva, de Rodrigo Buscato (SP)
Nazo, Dia e Noite Maria, de Andréia Paiva (AL)
No Caminho de Casa, de Hugo Anikulapo Lima (RJ)
Olanzapina, de Rodrigo PS Fonseca e Gustavo Fliegner (RJ)
Por Trás dos Prédios, de João Mendonça (AL)
Terça-feira, Bar e Bebidas, de Emilli Assis e Beatriz Filizola (AM)
Zumbi, de Tiago Sales (RN)

13ª MOSTRA DE CINEMA INFANTIL

ABRAKBÇA: RAPdão, de Pedro Peluso (PR)
Alpha Generation, de Débora Resendes e Iuri Moreno (GO)
Anacleto, o Balão, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (PR)
Cem Pilum: A História do Dilúvio, de Thiago Morais (AM)
Ciranda Feiticeira, de Lula Gonzaga e Tiago Delácio (PE)
Curta Diferenças, de Lisandro Lee Santos (RS)
Eternidade, de Lara Salsa (PE)
Flores da Macambira, de Crianças e Adolescentes da Comunidade de Macambira (ES)
Lia Ficou em Casa Sozinha, de Paula Pardillos (RN)
Lucinéia, de Luah Garcia (RJ)
Minha Velha Amiga Dukkha, de Felipe Santoro e Isabella Bittencourt Gil Xavier (RS)
Mytikah: O Livro dos Heróis, de Hygor Amorim e Jonas Brandão (SP)
Nem Todas as Manhãs São Iguais, de Fabi Melo (PB)
Reflorescer, de Lara Salsa (PE)
Um Encontro Chocante, de Carolina Zago, Lays Souza, Pedro Magalhães e Victória Nogueira (SP)

10º FESTIVAL VELHO CHICO DE CINEMA AMBIENTAL

A Casa do Velho Chico, de Igor Machado (AL)
Águas que Me Tocam, de Juraci Júnior (RO)
Anjos Cingidos, de Laercio Ferreira de Oliveira Filho e Maria Tereza Azevedo (PB)
Ava Kuña, Aty Kuña; Mulher Indígena, Mulher Política, de Fabiane Medina, Julia Zulian e Guilherme Sai (SP/MS)
Das Águas, de Adalberto Oliveira e Tiago Martins Rêgo (PE)
Descobrindo os Segredos das Profundezas, de Projeto Conservação Recifal (PE)
Do Quilombo pra Favela: Alimento para Resistência Negra, de Manoela Meyer e Roberto Almeida (SP)
Ilha do Lixo, de Elisa Guimarães (MG)
Jovens Protagonistas da Pesca Artesanal na APA Costa dos Corais, de Thiago Ismael Hara (AL)
Jurema: A Peleja do Carcará e a Suçuarana, de Bako Machado (PE)
Mangues, mundus, de Cícero Pedrosa Neto e San Marcelo (PA)
Memórias do Fogo, de Rita de Cássia Melo Santos, Leandro Olímpio e Irineu Cruzeiro Neto (PB)
Microplásticos, de Maurício de Oliveira (BA)
Ñande mbaraete’i katu: Vamos nos Fortalecer, de Cristian Cancino (SP)
Nhãndê kuery mã hi’ãn rivê hê’yn: Não Somos Apenas Sombras, de Dino Menezes (SP)
Raiz Farinha Beiju, de Patrícia Pinheiro (RJ)
Reticências, de Mia Marzy (PR)
Semeando a Terra, de Dino Menezes (DF)
Seu Adauto, de Edvaldo Santos (PE)
The Speech of Txai Surui, de Alunos da Oficina de Multimídia da Escola Parque (RJ)
Vidas de Papel, de Karen Takahara (PR)

MOSTRA INTERNACIONAL | SOCIOAMBIENTAL

Con un Ovillo de Lana, de Belén Ricardes (Argentina)
El armadillo fronterizo, de Miguel Anaya (México)
El Desfile de los Ausentes, de Marcos Almada Rivero (México)
Eskimal, de Homero Ramírez Tena (México)
Estrellas del desierto, de Katherina Harder Sacre (Chile)
Mamapara, de Alberto Flores Vilca (Peru/Argentina/Bolívia)

Foto: Divulgação/Coletivo Quariterê.

Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho, é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2024

por: Cinevitor
O filme é o segundo documentário de Kleber Mendonça Filho

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais anunciou na manhã desta terça-feira, 12/09, o filme selecionado para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2024

Escolhido pela Comissão de Seleção, em reunião virtual, o longa pernambucano Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho, vai disputar uma indicação na categoria de melhor filme internacional na 96ª edição do Oscar, premiação anual promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, que acontecerá no dia 10 de março de 2024.

Presidida por Ilda Santiago, a Comissão de Seleção deste ano foi formada por 25 membros: Affonso Beato, Alessandra Krueger, André Carreira, Ane Siderman, Bruno Torres, Carlos Alberto Mattos, Cecilia Amado, Clarisse Goulart, Cris Cunha, Diane Maia, Estevão Ciavatta, Fernanda Mandriola, Fernanda Parrado, Gabriel Martins, Hsu Chien, Ilda Santiago, João Vieira Jr., Magali Wistefelt, Michel Tikhomiroff, Plinio Profeta, Renato Barbieri, Sol Moraes, Tatiana Carvalho Costa, Virginia Cavendish e Walter Lima Jr.

Retratos Fantasmas disputou a vaga com outros 27 longas inscritos e habilitados e, na semana passada, passou para o segundo turno com outros cinco títulos: Estranho Caminho, de Guto Parente; Noites Alienígenas, de Sergio de Carvalho; Nosso Sonho: A História de Claudinho e Buchecha, de Eduardo Albergaria; Pedágio, de Carolina Markowicz; e Urubus, de Claudio Borrelli.

Em comunicado oficial, Ilda Santiago disse: “Foi uma reunião democrática, representativa em uma comissão ampla. A diversidade e qualidade dos filmes nos levou a três horas de debate até chegarmos ao título escolhido”.

O filme, que segue em cartaz nos cinemas rumo aos 50 mil espectadores, é o segundo documentário do cineasta, fruto de sete anos de trabalho e pesquisa, filmagens e montagem. Retratos Fantasmas tem como personagem principal o centro da cidade do Recife como local histórico e humano, revisitado através dos grandes cinemas que atravessaram o século 20 como espaços de convívio. Foram lugares de sonho e de indústria; e a relação das pessoas com esse universo é um marcador de tempo para as mudanças dos costumes em sociedade.

Cerca de 60% de Retratos Fantasmas é composto por material de arquivo, com fotografias e imagens em movimento encontradas em acervos pessoais, na produção pernambucana de cinema, televisão e de instituições como a Cinemateca Brasileira, o CTAv, Centro Técnico do Audiovisual, e a Fundação Joaquim Nabuco. O trabalho de montagem, ao lado de Matheus Farias, reúne imagens dos mais variados formatos.

Com produção de Emilie Lesclaux para a CinemaScópio, Retratos Fantasmas, distribuído pela Vitrine Filmes, foi exibido no Festival de Cannes deste ano fora de competição. Recentemente, abriu a 51ª edição do Festival de Gramado e foi selecionado para o Festival de Toronto, Nova York, Sydney, Munich Film Festival, Santiago Festival Internacional de Cine, New Zealand International Film Festival, Melbourne International Film Festival, Lima International Film Festival, entre outros.

Na última edição do Oscar, o Brasil esteve na disputa com Marte Um, de Gabriel Martins, mas não conseguiu uma vaga na premiação. Vale lembrar que a última vez que o país concorreu na categoria de melhor filme internacional (antes chamada de filme estrangeiro) foi em 1999, com Central do Brasil; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os nove semifinalistas.

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais é a única entidade responsável pela seleção do filme brasileiro que irá concorrer a uma vaga entre os indicados ao prêmio de melhor longa-metragem internacional no Oscar, sem qualquer tutela do governo que esteja no poder.

Foto: João Carlos Lacerda.

Fest Aruanda 2023 anuncia seleção de curtas-metragens nacionais

por: Cinevitor
Vera Valdez no curta Feira da Ladra, de Diego Migliorini

A 18ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro acontecerá entre os dias 31 de novembro e 6 de dezembro em João Pessoa, na Paraíba. O evento, que terá entrada franca em todas as sessões, será realizado na rede Cinépolis do Manaíra Shopping.

Nesta segunda-feira, 11/09, a organização do festival divulgou a seleção oficial dos 12 curtas-metragens que farão parte da Competição Nacional. O Comitê de Seleção, presidido pelo jornalista e crítico de cinema Amilton Pinheiro, contou com: Rodrigo Fonseca, crítico de cinema, dramaturgo e escritor; e Camila de Moraes, cineasta e jornalista.

Neste ano, foram 535 títulos inscritos para a Mostra Competitiva Nacional de curtas-metragens: “A safra de filmes selecionados para a 18ª edição do Fest Aruanda dialoga com o cenário atual do contexto brasileiro, no qual será possível encontrar obras com uma diversidade de temas urgentes e necessários. Entre ficção, documentário e animação, os curtas passeiam pelos gêneros de terror, comédia, drama. Filmes que buscam trazer uma reflexão aliada ao entretenimento”, disse Camila de Moraes.

Rodrigo Fonseca também comentou: “Mesclando gêneros dramatúrgicos do terror ao melô, com ecos de comédia e traços de investigações existenciais, a seleção de curtas da mostra nacional do Fest Aruanda se agarrou à celebração das diversidades (de regiões e de pautas políticas) ao mesmo tempo em que buscou conexões com as estéticas mais urgentes do cinema mundial. Tem ecos de Jordan Peele, de Céline Sciamma e de Ryusuke Hamaguchi, mas sempre à(s) moda(s) brasileira(s)”.

Amilton Pinheiro disse: “Foram 535 curtas inscritos, o que aumentou ainda mais a responsabilidade do Comitê de Seleção para chegar ao melhor recorte e representatividade possíveis, olhando a questão de gênero, geográfica, temática e estética. Debruçamos com propostas estéticas e temáticas diferentes que trataram de assuntos espinhosos e dramáticos da nossa existência pessoal e de cidadão de um país que vive às voltas com problemas sociais insuperáveis. Mas ao mesmo tempo, o inconformismo dos diretores com os temas abordados nos mostram diversas maneiras de conduzir e enfrentar as agruras da nossa incapacidade de entender a si e ao outro. Sejamos fortes, sejamos conscientes é o que apontam os 12 curtas da mostra competitiva nacional”.

Segundo o fundador e diretor executivo do festival, Lúcio Vilar, a seleção será um ano de “renovação” no aniversário de dezoito anos do Fest Aruanda: “A seleção de curtas da mostra nacional, conforme testemunhado por seu comitê de seleção, já antecipa o diversificado cardápio audiovisual dessa edição, com uma miscelânea de gêneros narrativos de encher os olhos”, frisou. Vilar ainda reiterou o auxílio luxuoso da plataforma Aruanda Play, que agora tem caráter permanente como o primeiro streaming da Paraíba e estará colada com a realização do festival.

Conheça os curtas-metragens nacionais selecionados para o 18º Fest Aruanda:

Alvará, de Fernando Abreu (PB)
Bergamota, de Hsu Chien (RJ)
Emerenciana, de Larissa Nepomuceno (PR)
Feira da Ladra, de Diego Migliorini (SP)
José Sette Cinema Infernal, de Sávio Leite (MG)
O Brilho Cega, de Carlos Mosca (PB)
O Destino da Senhora Adelaide, de Breno Alvarenga e Luiza Garcia (MG)
O Presente, de Ursula Marini (RJ)
Pulmão de Pedra, de Torquato Joel (PB)
Sereia, de Estevan de la Fuente (PR)
Travessia, de Gabriel Lima (RJ)
Vão das Almas, de Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape (DF)

Foto: Divulgação.

LABRFF 2023: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Grazi Massafera no longa Uma Família Feliz, de José Eduardo Belmonte

A 16ª edição do LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival, acontecerá entre os dias 23 e 26 de outubro, no The Culver Theater, localizado no coração de Los Angeles ao lado de grandes estúdios, como Sony Pictures, Amazon Studios e Apple Studios.

A seleção deste ano contará com 23 longas-metragens e 22 curtas-metragens, que discutem temas atuais e importantes como perdão, família, liberdade, aceitação e descobertas. A lista traz um país diverso, com filmes dirigidos por mulheres, pessoas pretas e representantes das regiões Norte e Nordeste.

Neste ano, o LABRFF homenageia o compositor Lupicínio Rodrigues, que faleceu em 1974, com a exibição do documentário Lupicínio Rodrigues: Confissões de um Sofredor, de Alfredo Manevy. O longa retrata a vida de um dos gigantes da música popular brasileira que marcou a cultura no século XX e, entre muitas histórias de amor, revela como uma de suas canções chegou até Hollywood e foi indicada ao Oscar, mesmo que o autor nunca tenha sido creditado.

Vermelho Monet, do diretor cearense Halder Gomes, com Maria Fernanda Cândido, Chico Diaz e Samantha Müller no elenco, será o filme de abertura desta 16ª edição. Para o encerramento, na noite de premiação, será exibido o longa Meu Nome é Gal, das diretoras Dandara Ferreira e Lô Politi, que conta a história da cantora Gal Costa, interpretada por Sophie Charlotte

Conheça os filmes selecionados para o LABRFF 2023:

LONGA-METRAGEM | FICÇÃO | COMPETIÇÃO

A Casa da Árvore, de Flávio Ermírio de Moraes 
A Matriarca, de Lula Oliveira
Acampamento Intergalático, de Fabrício Bittar
Angela, de Hugo Prata
Horizon, de Rafael Calomeni
Mais Pesado é o Céu, de Petrus Cariry
Meu Nome é Gal, de Dandara Ferreira e Lô Politi
Noites Alienígenas, de Sérgio de Carvalho 
Nosso Sonho, de Eduardo Albergaria
O Rio do Desejo
, de Sérgio Machado
O Sequestro do Voo 375, de Marcus Baldini 
O Último Animal, de Leonel Vieira 
Predestinado: Arigó e o Espírito do Dr. Fritz, de Gustavo Fernández
Tia Virgínia, de Fabio Meira
Uma Família Feliz, de José Eduardo Belmonte
Vermelho Monet, de Halder Gomes

LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO | COMPETIÇÃO

BR Trans, de Raphael Alvarez e Tatiana Issa
Corpos Invisíveis, de Quézia Lopes
De Você Fiz Meu Samba, de Isabel Nascimento
Lupicínio Rodrigues: Confissões de um Sofredor, de Alfredo Manevy
Rua Aurora: Refúgio de Todos os Mundos, de Camilo Cavalcante
Sinfonia de um Homem Comum, de José Joffily

CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO

Aluísio, O Silêncio e o Mar, de Luiz Carlos Vasconcelos
Bergamota, de Hsu Chien
Cadim, de Luiza Pugliesi Villaça
Cóu Istóries, de Halder Gomes 
Em Órbita, de Matthews Silva e Felipe Fernandes
Esta Noite Seremos Felizes, de Diego dos Anjos
Home, de Bárbara Bárcia
Não Resta Silêncio, de Alice Rodrigues e Andre Di Kabulla
Teatro de Máscaras, de Eduardo Ades
Toda Menina Baiana, de Cecília Amado
Travessia, de Gabriel Lima
Último Domingo, de Joana Claude e Renan Barbosa Brandão
Welcome Back, de Nicole Gullane

MOSTRA INTERNACIONAL | LONGA-METRAGEM
Gauguin e o Canal, de Frank Spano

MOSTRA INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM

A Complex Mongrel Story, de Bruna Fachetti
Aureo & Mirelle, de Filipe Galvon
Born Again Virgin, de Teia Kane
Jane, de Kyle Michaels 
O, de Rae Cofsky 
Pretas, de Barbara Marques
Snail, de Renato Fimene
Terminally Unique, de Talita Maia
Wishful Thinking, de Rodrigo Carvalho

Foto: Divulgação/Pandora Filmes.