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XX Panorama Internacional Coisa de Cinema: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Edvana Carvalho e Noélia Montanhas: atrizes do curta cearense Fenda

Foram anunciados nesta quarta-feira, 09/04, no Cine Glauber Rocha, em Salvador, os vencedores da 20ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema, que contou com mostras competitivas, atividades paralelas e diversos convidados.

Na Competitiva Nacional, um documentário sobre a tentativa de fazer um filme, Mambembe, de Fabio Meira, foi o longa vencedor. O Júri Oficial justificou a escolha “pela forma original em que usa o encadeamento de duas narrativas paralelas, transitando entre a ficção e o documentário com fluidez”. A produção goiana ganhou ainda o prêmio de melhor montagem para Affonso Uchoa, Fabio Meira e Juliano Castro. O trio do júri elegeu também Como Nasce um Rio, de Luma Flôres, como melhor curta-metragem “pela maneira lúdica que o filme aborda a sensualidade feminina com delicadeza e lirismo”; o filme também foi o escolhido pelo júri das associações.

Com emoções que transbordam da tela, o documentário WR Discos: Uma invenção Cultural, de Nuno Penna e Maira Cristina, venceu a categoria principal da Competitiva Baiana: “Ao afirmar a potência do seu lugar e dos seus, e insistir, um estúdio de gravação em Salvador criou as condições para a invenção de uma música baiana que conquistou o mundo e deixou um legado inestimável para a cultura musical de todo um povo”, justificou o júri, afirmando que os diretores “reconstroem essa história desde dentro, dos bastidores”

O documentário Quem é Essa Mulher?, de Mariana Jaspe, que resgata a história da baiana que foi a primeira médica negra do Brasil, foi o longa baiano escolhido pelo Júri das Associações (APAN, APC e Autorais) e pelo voto popular em Cachoeira: “Pela direção precisa e inventiva que transforma uma investigação histórica em uma jornada cinematográfica de descobertas e revelações”, afirmou o júri. O filme ganhou ainda como melhor roteiro, escrito por Mariana Jaspe e Muriel Alves com a colaboração de Ricardo Gomes e Flávia Vieira

Entre os curtas-metragens da Competitiva Baiana, os destaques foram Ymburana, dirigido por Mamirawá em codireção com Rômulo G. Pankararu e Maria K. Tucumã, escolhido pelo Júri Oficial; e Tigrezza, de Vinicius Eliziário, vencedor da categoria pelo júri das associações e pelo voto popular em Cachoeira

Além disso, WR Discos e Ymburana receberam um prêmio em dinheiro concedido pelo Instituto Flávia Abubakir, no valor de R$ 50 mil e R$ 10 mil, respectivamente. Os demais vencedores escolhidos pelos júris oficiais das competitivas Nacional e Baiana ganharam prêmios em serviços oferecidos pelas empresas Mistika, Naymovie, Griot e MD Filmes, além do troféu do Panorama Internacional Coisa de Cinema.

O Júri Oficial deste ano foi formado por: Ana Souza, Érico Rassi e Wilson Rabelo na Competitiva Nacional; Émilie B. Guérette, Flávia Cândida e Lucas Coelho na Competitiva Baiana; e Carlos Roberto, Enoe Lopes e Rubian Melo na Competitiva Internacional. O Júri Associações contou com: Natan Fox, da APAN, Associação de Profissionais do Audiovisual Negro, Priscilla Andreata, da APC Bahia, Associação de Produtores e Cineastas da Bahia e Rogério Cathalá, da AUTORAIS, Associação de Autores Roteiristas da Bahia na Competitiva Baiana; e Carol Tanajura, da BRADA, Juliane Almeida, da API, Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro e Leonardo Silva, da GAMA, Associação de Empresas de Games e Animação na Competitiva Nacional

No Prêmio Canal Brasil de Curtas, entregue pela primeira vez no Panorama, o júri, composto por Amanda Aouad Almeida, Bianca Moreira Silva Carneiro e Roberto Harfush Midlej, escolheu o filme cearense Fenda, de Lis Paim, com Edvana Carvalho, Noélia Montanhas e Monique Cardoso no elenco. A produção recebeu o Troféu Canal Brasil e um prêmio no valor de R$ 15 mil, além de ir para a grade do canal, que exibe curtas-metragens diariamente em sua programação.

Conheça os vencedores do XX Panorama Internacional Coisa de Cinema:

COMPETITIVA NACIONAL | LONGA-METRAGEM | JÚRI OFICIAL

Melhor Filme: Mambembe, de Fabio Meira (GO)
Melhor Direção: Milena Times, por Ainda Não é Amanhã
Melhor Roteiro: O Deserto de Akin, escrito por Bernard Lessa
Melhor Atuação: Mayara Santos, por Ainda Não é Amanhã
Melhor Fotografia: O Silêncio das Ostras, por Petrus Cariry
Melhor Direção de Arte: O Silêncio das Ostras, por Juliana Lobo
Melhor Montagem: Mambembe, por Affonso Uchoa, Fabio Meira e Juliano Castro
Melhor Som: A Queda do Céu, por Marcos Lopes

COMPETITIVA NACIONAL | CURTA-METRAGEM | JÚRI OFICIAL

Melhor Filme: Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)

COMPETITIVA BAIANA | JÚRI OFICIAL

Melhor longa: WR Discos: Uma Invenção Musical, de Nuno Penna e Maira Cristina
Melhor curta: Ymburana, de Mamirawá
Melhor Direção: DF Fiuza, por Palavra
Melhor Roteiro: Quem é Essa Mulher?, escrito por Mariana Jaspe e Muriel Alves
Melhor Fotografia: Na Volta eu te Encontro, por Gabriel Teixeira
Melhor Atuação: Gilson Ferreira e Durval Braga, por O Amor Não Cabe na Sala
Melhor Montagem: Catadoras, por Igor Caiê Amaral
Melhor Direção de Arte: Meu Pai e a Praia, por Alice Braz
Melhor Som: Na Volta eu te Encontro, por Dudoo Caribe e Danilo Duarte

COMPETITIVA INTERNACIONAL

Melhor Longa: Caminhando no Escuro (Marching in the Dark), de Kinshuk Surjan (Índia/Holanda/Bélgica)
Melhor Curta: Sal Marinho (Sea Salt), de Leila Basma (Líbano/Qatar)

COMPETITIVA NACIONAL | JÚRI JOVEM

Melhor longa: Ainda Não é Amanhã, de Milena Times (PE)
Melhor curta: Vollúpya, de Eri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ)

COMPETITIVA BAIANA | JÚRI JOVEM

Melhor longa: Catadoras, de Dayse Porto 
Melhor curta: Bárbara, de Vilma Carlas Martins 

OUTROS PRÊMIOS

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Fenda, de Lis Paim (CE)

JÚRI DAS ASSOCIAÇÕES | APAN, APC, AUTORAIS | COMPETITIVA NACIONAL
Melhor longa: O Silêncio das Ostras, de Marcos Pimentel (MG)
Melhor curta: Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)

JÚRI DAS ASSOCIAÇÕES | APAN, APC, AUTORAIS | COMPETITIVA BAIANA
Melhor longa: Quem é essa Mulher?, de Mariana Jaspe 
Melhor curta: Tigrezza, de Vinicius Eliziário 

JÚRI POPULAR CACHOEIRA
Melhor Longa Baiano: Quem é essa Mulher?, de Mariana Jaspe 
Melhor Curta Baiano: Tigrezza, de Vinicius Eliziário 

PRÊMIO IGUALE | PanLab de Montagem
Ama Mba’é Taba Ama, montado por Maurizio Morelli e dirigido por Gal Solaris e Nádia Akawã Tupinambá: ganhou recurso de acessibilidade (legendagem descritiva ou Libras)

PRÊMIO ATELIER RURAL | PanLab de Montagem
Ópera dos Sapos, montado por Daniel Correia e Higor Gomes, e dirigido por Ulisses Arthur Bomfim Macedo: ganhou uma semana de pós-produção com hospedagem no local

PRÊMIO PARADISO MULTIPLICA | PanLab de Roteiro
O longa Colmeias, de Bruna Laboissière, e os curtas Dois Reais e um Sonho, de Isadora Lis, e Pra Quando Ela Chegar, de Antonio Victor Simas: ganharam uma consultoria pela Rede Paradiso Multiplica de Talentos

PRÊMIO AEXIB | Seminário de Exibição
O Último Azul, de Gabriel Mascaro: exibição garantida em pelo menos 40 salas de cinema

PRÊMIO PROJETO PARADISO
O Silêncio das Ostras, de Marcos Pimentel: ganhou R$ 10 mil para investimento em distribuição

Foto: Patricia Almeida.

32º Festival de Cinema de Vitória recebe mais de 1.350 inscrições de todo o Brasil

por: Cinevitor
Filmes de todo o Brasil foram inscritos para a edição de 2025

O Festival de Cinema de Vitória finalizou as inscrições para a seleção de filmes da sua 32ª edição, que acontecerá entre os dias 19 e 24 de julho na capital capixaba com o patrocínio institucional do Instituto Cultural Vale, através da Lei de Incentivo à Cultura, do Governo Federal.

As inscrições aconteceram de 10 de fevereiro a 14 de março de 2025, de forma gratuita e on-line. Ao todo, foram 1.374 obras inscritas, sendo 1.197 curtas-metragens e 177 longas-metragens. Divididos por gêneros, foram 626 filmes de ficção, 442 documentários, 112 obras experimentais e 96 animações. Já na categoria videoclipes, foram 98 produções.

Os filmes cadastrados vieram de todos os estados e regiões do Brasil. Da Região Sudeste foram 714 produções inscritas. O estado de São Paulo enviou 350 obras, seguido do Rio de Janeiro com 166 e Minas Gerais com 109. Foram inscritas 89 produções do Espírito Santo, um recorde na história do festival. 

Na sequência, 292 filmes vieram do Nordeste. Foram 6 produções do Piauí, 16 do Maranhão, 65 de Pernambuco, 27 do Rio Grande do Norte, 40 da Paraíba, 39 do Ceará, 76 da Bahia, 14 de Alagoas e 9 do Sergipe. A Região Sul teve 157 filmes inscritos: 65 obras do Rio Grande do Sul, 57 do Paraná e 35 de Santa Catarina

O Centro-Oeste totalizou 124 obras audiovisuais: foram 10 do Mato Grosso, 4 do Mato Grosso do Sul, 67 de Goiás e 43 do Distrito Federal. Por fim, a Região Norte enviou 41 obras, sendo 11 do Amazonas, 17 do Pará, 1 de Roraima, 1 do Amapá, 5 de Rondônia, 3 do Acre e 3 do Tocantins. Além disso, 46 coproduções foram inscritas, envolvendo países como França, Uruguai, Portugal, Estados Unidos e Cabo Verde.

Público presente na edição passada no Sesc Glória lotado

A diversidade é um dos pilares das mostras que compõem o FCV, Festival de Cinema de Vitória. Um dos aspectos que mais se destacam nas inscrições de 2025 é a presença de vozes que celebram a pluralidade de temas e assuntos na produção audiovisual contemporânea

Olhando para o protagonismo feminino, as produções brasileiras inscritas para a seleção do 32º FCV ocupam lugar de destaque: 444 filmes inscritos são dirigidos por pessoas com identidades de gênero femininas. Na lista de inscritos, 293 filmes são dirigidos por pessoas negras. As produções ligadas à diversidade sexual contam com 279 filmes abordando a temática. O festival também recebeu 393 produções dirigidas por estudantes de cinema e 59 produtos audiovisuais dirigidos por Pessoas com Deficiência.

A conversa sobre a temática ambiental e práticas sustentáveis tem sido constante nos últimos anos, por conta dos impactos e das alterações climáticas percebidas ao redor do planeta. O número de filmes inscritos sobre o assunto foi de 323 produções, o que reafirma o cinema como uma importante ferramenta de informação e debate para as questões urgentes do mundo atual.

A lista com os selecionados oficiais que irão compor a programação do 32º Festival de Cinema de Vitória está prevista para ser divulgada na segunda quinzena de maio, no site oficial do evento.

Além das exibições nas mostras competitivas, o Festival de Cinema de Vitória contará com sessões especiais, debates, formações e homenagens que transformarão a cidade de Vitória na capital do cinema. Toda programação é gratuita. A realização é da Galpão Produções e do IBCA, Instituto Brasil de Cultura e Arte.

Fotos: Sérgio Cardoso/Acervo Galpão IBCA.

1º Festival de Cinema Europeu Imovision exibirá 14 produções inéditas

por: Cinevitor
Noémie Merlant em Emanuelle, de Audrey Diwan

A primeira edição do Festival de Cinema Europeu Imovision, apresentado pela distribuidora que já lançou no país mais de 600 títulos e se consolidou como uma forte defensora da diversidade e profundidade da cinematografia internacional, acontecerá entre os dias 24 e 30 de abril em diversas cidades.

O evento exibirá 14 produções inéditas e prestigiadas nos principais festivais internacionais, com títulos da Alemanha, França, Grécia, Islândia, Itália, Noruega, Suíça e Ucrânia. Para aumentar ainda mais a imersão do público, a Imovision confirmou sessões especiais com a presença de alguns dos realizadores. A programação com cidades, salas e horários do festival será divulgada em breve.

Entre os filmes, vale destacar o vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano: Dreams (Drømmer), do norueguês Dag Johan Haugerud. Um drama sobre amadurecimento e descobertas sexuais que faz parte da premiada trilogia Sex, Love & Dreams. Filme de abertura do Festival de San Sebastián do ano passado, Emanuelle, dirigido pela francesa Audrey Diwan, é uma releitura do clássico erótico de 1974 e traz um elenco de peso, que inclui Noémie Merlant, Naomi Watts, Will Sharpe e Jamie Campbell Bower. Em 2021, Diwan foi premiada com o Leão de Ouro no Festival de Veneza pelo filme O Acontecimento.  

Conhecido por títulos de sucesso como Corra, Lola, Corra e Perfume: A História de um Assassino, o alemão Tom Tykwer apresenta A Luz (Das Licht), que terá sua segunda exibição mundial no Festival de Cinema Europeu Imovision, após sua estreia no Festival de Berlim deste ano. Representando a Grécia, Síndrome da Apatia (Quiet Life), vencedor do Prêmio Interfilm no Festival de Veneza, é dirigido por Alexandros Avranas, cineasta premiado por Miss Violence.

O cinema italiano marca presença no festival com Ópera!: Canção para um Eclipse (The Opera!), de Paolo Gep Cucco e Davide Livermore, uma versão moderna do mito de Orfeu e Eurídice com figurino assinado por Dolce & Gabbana e participações de Rossy de Palma e Vincent Cassel no elenco. Outro representante da Itália é Em Qualquer Lugar, A Qualquer Hora (Anywhere Anytime), drama social de Milad Tangshir, exibido em Toronto e Veneza, que homenageia o clássico Ladrões de Bicicleta, de Vittorio De Sica.

Vincent Lindon em Brincando com Fogo: melhor ator em Veneza

Em tributo ao icônico Charles Aznavour, Monsieur Aznavour, indicado em quatro categorias no César, é um drama biográfico dirigido por Mehdi Idir e Grand Corps Malade, com Tahar Rahim no papel principal. Também da França, Entre Nós, o Amor (Une vie rêvée), dirigido por Morgan Simon, é um drama familiar estrelado por Valeria Bruni-Tedeschi e Félix Lefebvre. Outro drama francês que integra a seleção do Festival de Cinema Europeu Imovision é Brincando com Fogo (Jouer avec le feu), dirigido pelas irmãs Delphine e Muriel Coulin e estrelado por Vincent Lindon, que lhe rendeu o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza do ano passado.

A Suíça está representada no festival com Misty: A História de Errol Garner (Misty: The Erroll Garner Story), uma cinebiografia sobre a lenda do jazz, dirigida por Georges Gachot, de Onde Está Você, João Gilberto?. Já a Alemanha traz A Arte do Caos (Verbrannte Erde), suspense noir de Thomas Arslan, selecionado para a mostra Panorama do Festival de Berlim.

Selecionado para o Festival de Toronto, o ucraniano Você é o Universo (U Are the Universe), de Pavlo Ostrikov, aborda uma história de amor ambientada no fim da humanidade. O cinema islandês marca presença no evento com Quando a Luz Arrebenta (Ljósbrot), de Rúnar Rúnarsson, um drama sobre luto que foi exibido na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes no ano passado. Encerrando a lista, vem O Último Moicano (Le Mohican), de Frédéric Farrucci, um thriller sobre resistência estrelado por Alexis Manenti e selecionado para Veneza.

A abertura oficial do Festival de Cinema Europeu Imovision acontecerá no dia 23 de abril, em Niterói, com uma noite de gala no Reserva Cultural, complexo cultural à beira-mar projetado por Oscar Niemeyer.

Fotos: Divulgação/Imovision.

Festival Curta Cinema 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena: em competição

Foram anunciados nesta quinta-feira, 03/04, os filmes selecionados para a 34ª edição do Festival Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, que acontecerá entre os dias 23 e 30 de abril no Estação NET Botafogo e NET Rio com entrada gratuita, além de aulas com cineastas no Instituto Cervantes.

Neste ano, serão exibidos 158 títulos na programação. A seleção conta com curtas de 25 países e foca no melhor do cinema independente e experimental produzido pelo mundo nos últimos oito meses. Entre as obras, estão filmes inéditos no Brasil e consagrados em grandes festivais europeus como Roterdã, Berlim, Oberhausen e Visions du Réel. Além disso, o número de inscrições bateu recorde: foram cerca de 4.600 produções de mais de 160 países

Neste ano, a grande novidade é a Mostra Primeiros Quadros, que será competitiva pela primeira vez. Dedicada aos primeiros filmes de jovens realizadores, contará com um júri exclusivo. As tradicionais mostras competitivas Nacional e Internacional continuam na programação com um panorama dos filmes mais significativos da temporada, muitos já consagrados ao redor do mundo e outros totalmente inéditos. Os dois grandes prêmios destas mostras qualificam os curtas vencedores a concorrerem a uma vaga na categoria de melhor curta-metragem do Oscar.

Além dos programas competitivos, o festival retoma seus panoramas que dão destaque às produções brasileiras e latino-americanas: Panorama Carioca, Panorama Brasil e Panorama Latino. Também continuam: as mostras Interzona, com filmes nacionais de terror e de ficção científica; Memória Revelação, que traz curtas documentais focados na preservação e no resgate da memória cultural brasileira; e Infantojuvenil, com produções do gênero e dedicada a alunos da rede pública de ensino no Rio de Janeiro. O festival ainda oferece uma masterclass de Direção com Gabriel Mascaro, vencedor do Urso de Prata em Berlim com O Último Azul, e uma Oficina de Documentário com o cineasta Victor Lopes.

A seleção foi feita pela turma de curadores do festival: Gustavo Duarte, Júlia Couto, Ailton Franco Jr., Marina Pessanha, Lucas Murari, Cris Giustino, Duda Leite, Sérgio Alpendre, Rossine Freitas, Laís Ribeiro, Luana Pachoal, Carolina Alves e Yasmine Evaristo, sob coordenação de Paulo Roberto Jr.

Conheça os filmes selecionados para o 34º Curta Cinema:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL

Animais Noturnos, de Indigo Braga e Paulo Abrão (RJ)
Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho (SP)
Atentado ao Monegasco, de Lucas H. Rossi dos Santos e Henrique Amud (RJ)
Boca Dura, de Alexandre Dal Farra (SP)
Bons Vizinhos, de Cesar Nery e André Hayato Saito (SP)
E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Enxofre, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes (RJ)
Esconde Esconde, de Vitória Vasconcellos (PE)
Estrela Brava, de Jorge Polo (RJ)
Fale a Ela o que me Aconteceu, de Pethrus Tibúrcio (PE)
Festa Infinita, de Ander Beça (PE)
Hoje Eu Só Volto Amanhã, de Diego Lacerda (PE)
Inflamável, de Rafael Ribeiro Gontijo (DF)
Javyju: Bom Dia, de Kunha Rete e Carlos Eduardo Magalhães (SP)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SC/SP)
Mãe da Manhã, de Clara Trevisan (RS)
Mar de Dentro, de Lia Letícia (PE)
Maremoto, de Cristina Lima e Juliana Bezerra (RN)
Menos do que a Gente quer Levar, de Matheus Parizi (SP)
Moti, de André Okuma (SP)
O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira (BA)
O Primo Holandês, de Nuno Lindoso (AL)
Punhal, de Clementino Junior (RJ)
Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena (PE)
Ri, Bola, de Diego Bauer (AM)
Rixa, de FeGus (SP)
Santo Graal, de Giselle Gonçalves e João Oliveira (PE)
Silvio Modesto, Confidências de um Sambista, de Lucas Fazzio (SP)
Stella do Patrocínio e a Gênese da Poesia, de Milena Manfredini (RJ)

MOSTRA COMPETITIVA PRIMEIROS QUADROS

A Dita Filha de Claudia Wonder, de Wallie Ruy (SP)
À Flor da Pele, de Danielle Villanova (RJ)
A Rede, de Beatriz Lima (RJ)
Amores de Bernardo, de Lucas Saadallah (RJ)
Ao Eu Passado, A Mim Presente, de Erica Dafon (SP)
CheckMates, de Cler Reizale (SP)
Depois do Fim, de Pedro Maciel (SP)
Do Coração, de Gabriel Possignolo e Eduardo Wilborn (RS)
É Fundamental Te Ter por Perto, de Mia Lima Rocha (RJ)
Gigóia: Desbravando um Legado, de Pedro Patrício (RJ)
Mania, de Malu Alves (SP)
Mexeu Comigo, de Joao Hiago Oliveira, Danilo Rodrigues e Sara Maylyne (PE)
Nosso Tipo Inesquecível, de Victor Stoll (SP)
O Agiota, de Gustav von Fürstenberg (SP)
O Colecionador de Cheiros de Nucas Femininas, de Natalia Damião e Ana Clara Vidal de Negreiros (PB)
Quem Ficou Fui Eu, de Maria Garé e Luiza Pace (SP)

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL

400 Cassettes, de Thelyia Petraki (Grécia)
A Dónde Van Los Pájaros Cuando Llueve, de Juan Sebastian Sisa Archila (Colômbia)
A River Stifled, de Jingwei BU (China)
Anngeerdardardor, de Christoffer Rizvanovic Stenbakken (Groenlândia/Dinamarca)
Collection Title: Turtle, de Ehsan Majouni (Irã)
CompraVenta, de Tomás Murphy (Argentina)
Debris, de Xifeng (China)
Dieci Secondi, de Roberta Palmieri (Itália)
Droomadom, de Luzia Johow (Áustria)
Free Ride in C, de Edmunds Jansons (Letônia)
Green Gray Black Brown, de Yuyan Wang (China/França/Coreia do Sul)
Inflatable Bear, Hourly, de Elisabeth Werchosin (Alemanha)
It’s Easier To Dream of Her Alive, de Anne Thieme (Alemanha)
James, de Andrés Rodríguez (Guatemala/México)
Kavalyé O Dam, de Sacha Teboul (França)
Los Carpinchos, de Alfredo Soderguit (França/Uruguai)
Manal Issa, 2024, de Elisabeth Subrin (EUA)
Maze of Joy, de Liam LoPinto (México)
Mercenaire, de Pier-Philippe Chevigny (Canadá)
Mother’s Child, de Naomi Noir (Holanda)
Pack Rat, de Lucy Suess (Nova Zelândia)
Past The Hill of Napoleon’s Hat, de Arnas Balčiūnas (Lituânia)
Proplakat će kiša, de Damir Čučić (Croácia) 
Razeh-del, de Maryam Tafakory (Irã)
Sunny 16: Helsinki, de Eve Le Fessant Coussonneau (França)
T-ZERO, de Vicente Nirō (Portugal)
The Mould, de Mohammad Reza Nourmandipour (Irã)
The Poison Cat, de Tian Guan (China)
Things Hidden Since the Foundation of The World, de Kevin Walker e Irene Zahariadis (EUA)
Through Your Eyes, de Nelson Yeo (Singapura)
Vox Humana, de Don Josephus Raphael Eblahan (Filipinas)
Wassupkaylee, de Pepi Ginsberg (França)

PANORAMA BRASIL

A Menina e o Pote, de Valentina Homem e Tati Bond (PE)
A Sua Imagem na Minha Caixa de Correio, de Silvino Mendonça (DF)
Absorta, de Luiza Pugliesi Villaça (SP)
Amarela, de André Hayato Saito (SP)
Baile da Curva, de Bruno Autran (SP)
Casulo, de Aline Flores (SP)
Cavalo Marinho, de Leo Tabosa (PE)
Eletricidade, de Gustavo de Carvalho (SP)
Entre Corpos, de Mayra Costa Pires (AL)
Entrega, de Luiz Azambuja e Pedro Presser (RS)
Eu Sou um Pastor Alemão, de Angelo Defanti (RJ)
Noite Neon, de Pedro Estrada e Claryssa Almeida (MG)
O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol AÓ (BA)
O Lado de Fora Fica Aqui Dentro, de Larissa Barbosa (MG)
O Nome da Vida, de Amanda Pomar (MG)
Osmo, de Allison Machado (DF)
Posso Contar nos Dedos, de Victória Kaminski (RS)
Procura-se uma Rosa, de Júlia Moraes (RJ)
Zoya, de Larissa Dardania (RJ)

PANORAMA CARIOCA

Chá, de Shay Esterian
Doença é Vida, de Rogério Cavalcante de Castro 
Ed. Poesia, de João Müller Moura
Em Branco, de João Maia Peixoto
Ilha do Sol, de Daniela Moreira
Linda do Rosário, de Vladimir Seixas
Mandinga de Gorila, de Luzé e Juliana Gonçalves
Nossa Querida Jabebiracica, de Elder Gomes Barbosa
O Cruzamento, de Marcos Arzua
Pavilhão, de Victoria Fiore
Rita Longe do Chão, de Bernardo Tavares e Silva Costa
Viventes, de Fabrício Basílio

PANORAMA LATINO

¡salsa!, de Antonina Kerguelén Román (Colômbia)
Babilônia, de Duda Gambogi (Cuba)
Chibo, de Gabriela Poester e Henrique Lahude (Brasil/Argentina)
Crisantemo, de Kane Kwik e Yuri Masotoko (Brasil/México)
El Recuerdo de Los Últimos, de Simone Cardona (Colômbia)
La Voluntad de Los Cuerpos Ciegos, de Diego Morán Vera (Argentina)
Marahoro, de Sofía Rodríguez Pizero (Chile)
Memory of a Displaced body, de Mariana Mendivil (México)
Movimentos Migratórios, de Rogério Cathalá (Brasil)
Mukunã: Aprendiz de Pajé, de Rodrigo Sena (Brasil)
Nido de Cocodrilo, de Jazmin Rojas Forero (Colômbia/Alemanha)
Resonancia, de James Choi (México)
Será Inmortal Quien Merezca Serlo, de Nay Mendl (Brasil/Cuba)
Todo Lo Demás se Borra, de Julia Cohen Ribeiro e Sofian Lanaro (Argentina)
Un día de mayo, de Camilo Escobar Henao (Colômbia)
Vípuxovoku: Aldeia, de Dannon Lacerda (Brasil)

MOSTRA INTERZONA

Ataques Psicotrônicos, de Calebe Lopes (BA)
Benedita, de Lane Lopes e Cadu Azevedo (RJ)
Cordão de Prata, de Getúlio Ribeiro (RJ)
Esta Noite Minha Alma Partirá, de Igor Vasco (SP)
Hellhound, de Lincoln Barela (PR)
Mímicos, de Felipe Pitta e Bruno Pires (PR)
Siso, de Bartholomeu Ceccim (RS)
Transmutação, de Natan Ribeiro da Silva (SP)

MOSTRA MEMÓRIA REVELAÇÃO

Antônio e Manuel, de Zeca Ferreira (RJ)
Confluências, de Dácia Ibiapina (DF)
Congá, de Daniel Pires (SP)
Helio Melo, de Leticia Rheingantz (SP)
O Canto de Acauã, de Jaya Pereira (RN)
Praça Amazonas, de Ramiro Quaresma (PA)
Sombras de Magia na Luz da Memória, de Felipe Santana (RJ)
Verde, de Bruna Schelb Corrêa e Luis Bocchino (MG)

MOSTRA INFANTOJUVENIL

A Festa, de Mônica Moura (SP)
A Viagem de Tetê, de Betânia Furtado (RJ)
Home Sweet Home, de Eliane Posadas, Helena Gomes, Sophia Lopes e Vanessa Kimura (SP)
Mecha Meraki, de Babi Astolfi (SP)
Os Quase Adultos, de Rafaella Buzzi (RJ)
Para Onde Vão os Animais, de Rogério Borges (SP)
PiOinc, de Alex Ribondi e Ricardo Makoto (DF)
Pitica e o Sanduíche Perfeito, de Babi Astolfi (SP)
Pororoca, de Francisco Franco e Fernanda Roque (MG)
Receita de Vó, de Carlon Hardt (PR)
Yby Katu, de Kaylany Cordeiro, Jessé Carlos, Ladivan Soares, Geyson Fernandes e Rodrigo Sena (RN)

NOITE DE ABERTURA

A Última Tentativa de um Cineasta Antes de se Tornar um Batedor de Carteiras, de Gabriel Troncoso Neves (SP)
Gazela, de Evandro Manchini (RJ)
Jupiter, de Carlos Segundo (Brasil/França)
Tempos da Maré, de Cavi Borges (RJ)
Zizi, ou Oração da Jaca Fabulosa, de Felipe M. Bragança (RJ)

Foto: Wallace Santos.

Prêmio ABC 2025: Associação Brasileira de Cinematografia anuncia finalistas

por: Cinevitor
Paloma Pitt em Filhas da Noite, de Henrique Arruda e Sylara Silvério

A ABC, Associação Brasileira de Cinematografia, fundada em 2 de janeiro de 2000, reúne profissionais do audiovisual brasileiro, especialmente diretores e diretoras de fotografia, com o objetivo de incentivar a troca de ideias e informações para democratizar e multiplicar o aperfeiçoamento técnico e artístico da categoria.

Hoje são mais de 450 associados e uma série de atividades realizadas, como um fórum exclusivo para associados, Sessão ABC, Prêmio ABC, Semana ABC, entre outras. A ABC ainda atua na área do direito autoral, seguindo a tendência de reconhecimento dos direitos legais de coautoria nas obras audiovisuais nos moldes que já vêm ocorrendo em alguns países europeus. Aperfeiçoando-se no dia a dia da convivência entre os colegas, a Associação, hoje a maior do gênero no país, planeja um crescimento orgânico, com ênfase na qualidade dos seus quadros, para proporcionar uma melhor qualificação técnica, artística e ética para os profissionais da produção audiovisual brasileira.

O Prêmio ABC de Cinematografia, que encerra a programação da Semana ABC, teve sua primeira edição em 2001. Os vencedores deste ano serão anunciados no sábado, 17/05, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, em cerimônia apresentada pela atriz Leandra Leal.

Os finalistas desta edição foram selecionados por comissões formadas por profissionais das categorias concorrentes. A próxima etapa, que acontecerá entre os dias 01 e 10 de maio, contará com a votação das sócias e dos sócios da ABC, das categorias efetiva, ativa, aspirante, emérita e professora, que selecionarão os trabalhos vencedores de cada categoria. A única exceção é a categoria para filme estudantil, na qual os trabalhos finalistas e o vencedor são selecionados pela diretoria da ABC.

Conheça os finalistas ao Prêmio ABC 2025:

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Ainda Estou Aqui, por Adrian Teijido
Baby, por Joana Luz e Pedro Sotero
Continente, por Luciana Baseggio
Levante, por Wilssa Esser
O Barulho da Noite, por Fabricio Tadeu
Oeste Outra Vez, por André Carvalheira
Retrato de um Certo Oriente, por Pierre de Kerchove

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
171, por João Atala
A Queda do Céu, por Eryk Rocha e Bernard Machado
Corpo Presente, por Vagner Jabour
Filhas da Noite, por Sylara Silvério
Salão de Baile, por Suelen Menezes e Paula Monte 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
A Mulher que Chora, por Isabelle Bittencourt
Baby, por Thales Junqueira
Malu, por Elsa Romero 
Motel Destino, por Marcos Pedroso
Oeste Outra Vez, por Carol Tanajura 

MELHOR MONTAGEM | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Baby, por Fabian Remy
Estômago 2: O Poderoso Chef, por Luca Alverdi, Marcos Jorge e Sérgio Pedro 
Grande Sertão, por Fábio Jordão
Oeste Outra Vez, por Leopoldo Nakata e Erico Rassi
Retrato de um Certo Oriente, por Karen Harley

MELHOR MONTAGEM | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
A Queda do Céu, por Renato Valone
Dorival Caymmi: Um Homem de Afetos, por Jordana Berg
Morcego Negro, por Léa Van Steen
Ouvidor, por Oswaldo Santana
Verissimo, por Eduardo Aquino 

MELHOR SOM | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Betânia, por Raoni Gruber
Kasa Branca, por Fernando Aranha e Bernardo Adeodato
Meu Casulo de Drywall, por Fred França
Retrato de um Certo Oriente, por Moabe Filho, Pedrinho Moreira, Giacomo Vitiello e Antonio Casparriello
Silvio, por Marcelo Raposo

MELHOR SOM | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
A Queda do Céu, por Marcos Lopes
Anhangabaú, por Gustavo Foppa
Apocalipse nos Trópicos, por Olivier Goinard
Ouvidor, por Matias Borgström e Lana Scott
Terra de Ciganos, por Olivia Hernández Fernández, Pedro Martins e Daniel Souza

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | CURTA-METRAGEM
Amarela, por Hélcio Alemão Nagamine
Até o Caroço, por Maria Navarro
Chrysalis
Pedro, por Luiz Maximiano
Redenção

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | SÉRIE DE TV
Cidade de Deus: A Luta Não Para (episódio 1, temporada 1), por Cristiano Conceição
Cidade de Deus: A Luta Não Para (episódio 5, temporada 1), por Cristiano Conceição
Os Outros (episódio 3, temporada 2), por Henrique Vale
Sutura (episódio 8, temporada 1), por Julia Equi e Eduardo Piagge
Senna (episódio 3, temporada 1), por Azul Serra e Kauê Zilli 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | SÉRIE DE TV
Carniceiros (episódio 5, temporada 1), por Carol Tanajura
Desejos S.A. (episódio 2, temporada 1), por Daniel Flaksman e Thais Almeida Prado
Luz (episódio 1, temporada 1), por Marghe Pennacchi e Mariana Falvo
Os Quatro das Candelária (episódio 1, temporada 1), por Tiago Marques Teixeira 
Senna (episódio 2, temporada 1), por Frederico Pinto

MELHOR SOM | SÉRIE DE TV
Bob Burnquist: A Lenda do Skate (episódio 1, temporada 1)
Cidade de Deus: A Luta Não Para (episódio 1, temporada 1)
Impuros (episódio 10, temporada 5)
Um Dia Qualquer (episódio 3, temporada 2)
Vidas Bandidas (episódio 1, temporada 1)

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | VIDEOCLIPE
Acrônico, de Jean Tassy; por Daniel Klajmic
Bêbada Favorita, de Luísa Sonza, Maiara & Maraisa; por Riva
Esperança, de Criolo, Dino D’Santiago e Amaro Freitas; por Luiz Maximiano
La Noche/Inofensiva/Jejum, de Yago Oproprio; por Juliano Lopes
Meu Karma, de Jovem MK; por Lucas Oliveira

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | FILME PUBLICITÁRIO
High Tommy Jeans
Malbec: Beyond The Ilusion
Sprite Limelight: Xamã
Tormenta: O Boticário
Vivo

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | FILME ESTUDANTIL
(serão divulgados até 4 de abril)

Foto: Sylara Silvério/Filmes de Marte.

Casarão: Novelo Filmes encerra filmagens do novo longa de Cíntia Domit Bittar

por: Cinevitor
Juliana Lourenção em cena: novo longa catarinense

A Novelo Filmes anunciou recentemente o fim das filmagens do longa-metragem Casarão, novo terror da produtora. Ambientado em 1950, no interior rural de Santa Catarina, o enredo traz uma mulher viúva e endividada, saudosa dos tempos de bonança, que fará de tudo para não perder a propriedade onde vive com sua filha.

A direção do filme é de Cíntia Domit Bittar, que aprofunda sua incursão como autora no cinema de gênero: “Construir o suspense e a angústia no cinema é algo que me desafia enquanto autora, em especial por tentar abordagens mais inusitadas e trabalhar com personagens mulheres que fogem do padrão vítima ou mocinha”, disse a diretora. Ela também assina o roteiro, coescrito por Maria Augusta V. Nunes e Fernanda de Capua: “Para mim, que trabalhei no roteiro desse filme desde o início, foi um exercício muito interessante o de preservar a essência do enredo durante todos esses anos e tantas transformações que o projeto sofreu”, conta Maria Augusta

A produção é de Ana Paula Mendes, que compõe a sociedade da Novelo Filmes com Cíntia e Maria: “Casarão é um dos primeiros projetos de longa-metragem de ficção aqui na produtora, resistiu a diversas trocas de governos, desmontes do Ministério da Cultura nos governos Temer e Bolsonaro, paralisação de financiamento público, pandemia de Covid-19, enormes restrições orçamentárias… e se manteve íntegro pela força de sua boa história, de ter uma premissa forte. É um projeto que traduz também a resistência necessária para se fazer cinema em Santa Catarina, a partir de uma produtora independente liderada por mulheres”.

A produtora independente é sediada em Florianópolis e completa quinze anos em 2025, reunindo em sua filmografia curtas premiados de terror e o longa Virtuosas, com Bruna Linzmeyer, rodado no último semestre, que em breve chegará às telas com distribuição da Olhar Filmes, entre outros projetos em desenvolvimento: “A incursão da Novelo no gênero, em especial no terror, é algo muito natural para nós, pois somos três sócias espectadoras de filmes assim desde a infância. Trabalhamos com outros tipos de obras, como documentários, dramas e conteúdo infantil e juvenil, mas o terror realmente ganha um espaço cada vez mais consistente aqui na Novelo, sempre deixando o lado autoral em evidência numa busca constante pelo equilíbrio entre qualidade artística e poder de entretenimento. Gostamos de sermos reconhecidas por isso”, declarou Cíntia

Cíntia Domit Bittar e Ana Paula Mendes nos bastidores

As filmagens se deram em dois patrimônios históricos do planalto norte catarinense, com algumas cenas na Capela São Miguel, no interior de Canoinhas, e a maior parte no Casarão da Fazenda São Jorge, erguido entre 1926 e 1928, no município de Irineópolis. Conhecido também como Casarão Domit ou Casarão Amarelo, atualmente funciona como museu e é tombado também pelo seu valor arquitetônico com características muito peculiares que o tornam único.

“Trata-se de um processo desafiador e instigante, pois criamos uma história com o objetivo de filmar lá, então o espaço veio antes do enredo”, explica Maria Augusta. Apesar do nome Domit ser também um dos sobrenomes da diretora, ela conheceu o lugar apenas em 2015, quando fizeram a primeira visita presencial: “Tenho parentesco um tanto distante com o senhor Roberto Domit, que é o mantenedor do espaço e neto de quem construiu a casa, mas ele recebeu a produção como se fôssemos a equipe toda uma grande família”, contou Cíntia, que também já dirigiu os curtas Qual Queijo Você Quer?, O Tempo que Leva, O Segredo da Família Urso, Baile, entre outros.

O filme é protagonizado por Juliana Lourenção, reafirmando a parceria com a diretora depois de Virtuosas, e Karen Wassmen, que faz sua estreia no formato. O elenco ainda conta com João Pedro Prates, Guilherme Rodio, Valdir Grillo, Andrea Busato, Fernando Bispo e Sarah Motta, além de atores locais da região. “João é gaúcho, Guilherme é de São Paulo, e o restante do elenco é todo de Santa Catarina, incluindo as protagonistas. Também achamos importante trabalhar com elenco local para papeis secundários ou figuração, com o objetivo de fomentar a atividade na região da filmagem, e ficamos muito felizes com o resultado”, afirma Ana Paula. Cíntia completou: “Trabalhar com a Juliana novamente foi encantador e a Karen é uma surpresa maravilhosa”.

O projeto emprega diretamente cerca de oitenta pessoas e tem financiamento estadual e federal, do Prêmio Catarinense de Cinema através da Chamada Pública de Coinvestimento Regional (ANCINE/FSA/BRDE) e recebeu apoio do Fundo Ibermedia durante seu desenvolvimento.

Fotos: Pedro Belluomini.

VI Curta na Serra: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Rita Luna, diretora do filme pernambucano Dente: dois prêmios

Foram anunciados neste domingo, 30/03, os vencedores da sexta edição do Curta na Serra – Festival de Cinema ao Ar Livre, que aconteceu em Serra Negra, distrito de Bezerros, agreste pernambucano. Durante três dias de programação intensa, o público lotou o Anfiteatro de Serra Negra e participou de sessões de cinema, rodas de diálogo, homenagens e apresentações culturais.

A edição deste ano destacou-se pela diversidade dos filmes exibidos e pelo engajamento do público, que interagiu ativamente nas exibições e debates. Com 33 produções selecionadas pelo curador Vitor Búrigo entre mais de 660 inscritas, o festival reforçou sua missão de valorizar o cinema independente e promover o acesso à cultura no interior do estado.

A programação contou com a presença de cineastas e profissionais do audiovisual, além de um momento especial de homenagem ao cineasta Cláudio Assis, que compartilhou sua trajetória e contribuição ao cinema brasileiro. Outro destaque foi a Roda de Diálogo com o tema Preservação e Memória na Construção de um Audiovisual Presente, com participação de Ingrid Xavier e Vitória Vitor, da Cinemateca Pernambucana, e do também homenageado da edição, Edvaldo Mendonça, colecionador de projetores e películas cinematográficas.

Equipe e premiados reunidos na cerimônia de encerramento

O júri deste ano foi formado por: André Guerra, Bertrand Lira e Lalá Vieira na mostra Panorama Nacional; Carlota Pereira, Manu Monteiro e Uhélio Gonçalves nas mostras Panorama Pernambuco e Videoclipes; e Francisco Carbone, Julio Cavani e Valtyennya Pires na Sessão Especial.

As noites do festival também foram marcadas por apresentações culturais, como a performance Bruffa, de Bruna Florie; o espetáculo Obirin-Kunhã: Dança Inflamada, com Marcela Rabelo; e o grupo Folcpopular, que trouxe a magia dos papangus ao palco. Na programação musical, o público curtiu as apresentações do Trio Lampião a Gás e do DJ La Ursa, encerrando cada dia de evento em clima de celebração.

A programação do Curta na Serra segue on-line com a exibição de todos os filmes que integraram as mostras competitivas, incluindo a Sessão Especial (exclusivamente virtual), até o dia 10 de abril no site oficial (clique aqui).

Conheça os vencedores do 6° Curta na Serra:

PANORAMA NACIONAL

Melhor Filme: Cida Tem Duas Sílabas, de Giovanna Castellari (SP)
Menção Honrosa: Resistência, de Juraci Júnior (RO)
Melhor Direção: Giovanna Castellari, por Cida Tem Duas Sílabas
Melhor Roteiro: Pequenas Insurreições, escrito por William de Oliveira
Melhor Atriz: Mariana Muniz, por Cida Tem Duas Sílabas
Melhor Ator: Pedro Wallinsson, por Samuel Foi Trabalhar
Melhor Fotografia: Lagrimar, por Paula Vanina
Melhor Direção de Arte: Dependências, por Moa Batsow
Melhor Montagem: Samuel Foi Trabalhar, por Janderson Felipe e Lucas Litrento
Melhor Trilha Sonora: Lagrimar, por Luis Gadelha e Rafael Telles

PANORAMA PERNAMBUCO

Melhor Filme: Eu Nunca Contei a Ninguém, de Douglas Duan
Menção Honrosa: Carol, de Bruna Tavares
Melhor Direção: Hoje Eu Só Volto Amanhã (direção coletiva)
Melhor Roteiro: Eu Nunca Contei a Ninguém, escrito por Douglas Duan
Melhor Atriz: Gheuza, por Dente
Melhor Ator: Márcio Maracajá, por Facção
Melhor Fotografia: Das Águas, por Adalberto Oliveira
Melhor Direção de Arte: Dente, por Henrique Arruda
Melhor Montagem: Hoje Eu Só Volto Amanhã, por Diego Lacerda
Melhor Trilha Sonora: Das Águas, por Marolas Crew

SESSÃO ESPECIAL

Melhor Filme: Amaná, de Antonio Fargoni (CE)
Melhor Direção: Hilda Lopes e Klaus Hastenreiter, por Solange Não Veio Hoje
Melhor Roteiro: Solange Não Veio Hoje, escrito por Klaus Hastenreiter
Melhor Atriz: Olivia Torres, por Depois do Fim
Melhor Ator: Marcelo Praddo, por Solange Não Veio Hoje
Melhor Fotografia: Capturar o Fantasma, por Davi Mello
Melhor Direção de Arte: Como Chorar Sem Derreter, por Lucas Maia e Paloma Tavarone
Melhor Montagem: A Edição do Nordeste, por Aristeu Araújo
Melhor Trilha Sonora: Emocionado, por Manoel Malaquias

VIDEOCLIPES

Melhor Videoclipe: D’Áfrika, de Chico Rasta (PI)

Foto: Felipe Souto Maior.

36º GLAAD Media Awards: conheça os vencedores; Cynthia Erivo é homenageada

por: Cinevitor
Cynthia Erivo: homenageada na 36ª edição

Foram anunciados nesta quinta-feira, 27/03, os vencedores da 36ª edição do GLAAD Media Awards, que reconhece e homenageia os meios de comunicação e artistas por suas representações justas, precisas e inclusivas da comunidade LGBTQIA+ e os problemas que afetam sua vidas.

A cerimônia de premiação aconteceu em Los Angeles e foi apresentada pelo ator Michael Urie. Neste ano, a comédia Meu Eu do Futuro, no original My Old Ass, de Megan Park, com Maisy Stella e Aubrey Plaza no elenco, venceu na categoria principal de melhor filme. Além disso, a atriz e cantora Cynthia Erivo, do sucesso Wicked, foi homenageada com o Stephen F. Kolzak Award, que é concedido a um profissional de mídia LGBTQ+ que tenha feito uma diferença significativa na promoção da aceitação da comunidade.

Ovacionada e emocionada, Erivo recebeu o troféu das mãos do ator Brandon Kyle Goodman e aproveitou a oportunidade para homenagear pessoas trans e não binárias e também lembrar a importância da comunidade para o público: “Esta tem sido uma jornada muito, muito louca, e sou profundamente grata por cada segundo. Mas, mais do que tudo, vi e senti como minha comunidade tem sido receptiva. Falei sobre ser você mesmo por inteiro e seu verdadeiro eu; falo sobre as recompensas que vêm de ser você mesmo contra todas as probabilidades, mas raramente reconheço o quão difícil isso pode ser. Então, pensei em abrir espaço para aqueles de nós que estão tentando encontrar a coragem de existir como querem. Porque acho que este é o espaço para isso”.

E continuou o discurso: “Não é fácil. Nada disso é: acordar e escolher ser você mesmo, proclamar que um espaço lhe pertence quando você não se sente acolhido. Ensinar as pessoas diariamente como se dirigir a você e lidar com a frustração de reaprender uma palavra que faz parte do vocabulário humano desde o início dos tempos: eles/elas. Palavras usadas para descrever pedantemente duas ou mais pessoas; poeticamente, uma pessoa que é simplesmente mais. Não é fácil pedir às pessoas que o tratem com dignidade, já que isso deveria ser um dado adquirido. Não é fácil aprender a se tornar quem você é se o mundo ao seu redor está batendo à sua porta dizendo para você ficar em casa. Seja qual for a estrada que você percorreu, como é lindo ter tido uma estrada para percorrer”.

Cynthia finalizou: “Existem os invisíveis que não tiveram estrada alguma. Para aqueles que ainda nem começaram a encontrar a estrada, animem-se e sejam pacientes consigo mesmos, ela se mostrará. Todos somos visíveis. Podemos ser vistos. Nós nos vemos. Eu vejo você, você me vê. Mas pense naqueles que não foram vistos, pense naqueles que se sentam no escuro e esperam sua vez, esperando e esperando por uma luz para iluminar seu caminho. Peço a cada um de vocês nesta sala, com os espaços em que estão e as luzes que seguram, que apontem na direção de alguém que só precisa de um pouco de orientação”

Neste ano, o longa Maré Alta, no original High Tide, dirigido por Marco Calvani e protagonizado pelo brasileiro Marco Pigossi, que também assina como produtor executivo, estava indicado na categoria de melhor filme em lançamento limitado, mas, infelizmente não foi premiado. 

A cerimônia, que normalmente é dividida em duas partes, com metade dos prêmios entregues em Los Angeles e a outra metade posteriormente em Nova York, neste ano, anunciou as 33 honrarias somente no evento de Los Angeles. Além dos premiados na sétima arte, o GLAAD Media Awards também consagrou as séries Hacks, 9-1-1: Lone Star, Agatha Desde Sempre e Bebê Rena; e a rapper norte-americana Doechii

A GLAAD, Gay & Lesbian Alliance Against Defamation, é uma ONG americana que monitora publicações relacionadas ao público LGBTQIA+ na mídia. Foi fundada em novembro de 1985 por jornalistas e escritores em resposta à uma cobertura sensacionalista do New York Post sobre a epidemia da AIDS. Desde 1990 realiza uma premiação, conhecida como GLAAD Media Awards, que já se tornou a premiação anual LGBTQ mais visível do mundo, com mensagens poderosas de aceitação para o público global.

Conheça os vencedores do 36º GLAAD Media Awards nas categorias de cinema:

MELHOR FILME | GRANDE LANÇAMENTO
Meu Eu do Futuro, de Megan Park

MELHOR FILME | LANÇAMENTO LIMITADO
Caminhos Cruzados, de Levan Akin

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Will & Harper, de Josh Greenbaum

MELHOR FILME PARA TV OU STREAMING
The Groomsmen: Second Chances, de Ron Oliver

Foto: Matt Winkelmeyer/Getty Images for GLAAD.

18º Curta Taquary: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cena do curta Javyju: Bom Dia, de Kunha Rete e Carlos Eduardo Magalhães

Foram anunciados neste sábado, 22/03, Dia Mundial da Água, em Taquaritinga do Norte, os vencedores da 18ª edição do Curta Taquary. A culminância, com cinema, música e educação, concretizou o objetivo do festival de promover a cultura no Agreste de Pernambuco, atingindo um número cada vez maior de pessoas plantando sementes para gerar frutos para o futuro.

A edição deste ano teve início em 16 de março, Dia Nacional da Conscientização Sobre as Mudanças Climáticas. As datas foram mais uma vez escolhidas para reforçar o compromisso do festival com a preservação do meio ambiente. Este ano, foram plantadas várias mudas de plantas nativas da região, buscando o reflorestamento, assim como a recuperação das margens do Rio Capibaribe.

Além de Taquaritinga do Norte, onde o festival nasceu, outras cinco cidades da bacia do Alto Capibaribe receberam ações do Curta Taquary: Poção, Jataúba, Santa Cruz do Capibaribe, Brejo da Madre de Deus e Toritama. Ao longo do festival, foram exibidos 87 curtas-metragens, de 16 estados, contemplando todas as regiões do país. Neste ano, a atriz paraibana Soia Lira foi a grande homenageada.

No dia do encerramento, também houve a realização do 8º Encontro de Cinema e Educação, em Taquaritinga do Norte. A atividade é dedicada a profissionais da educação, estudantes, produtores culturais, cineastas, cineclubistas e qualquer pessoa com interesse nos temas. Entre as mesas, estiveram os debates com temas O Cinema como Semente Socioambiental em Pernambuco e Letramento Geográfico e os Números do Lugar: Notas da Geografia da Infância por uma Educação Melhor.

Conheça os vencedores do Curta Taquary 2025:

MOSTRA BRASIL
*Júri: Silvana Delácio e Silva, Eric Laurence e Marcelo Marão

Melhor Filme: Guia, de Tarcísio Ferreira (AL)
Melhor Direção: Alan Schvarsberg, por A Chuva do Caju
Melhor Roteiro: À Noite Todos os Gatos são Pardos, escrito por Matheus Moura
Melhor Atriz: Rejane Faria, por À Noite Todos os Gatos são Pardos
Melhor Ator: Matheus Smith, por À Noite Todos os Gatos são Pardos
Melhor Fotografia: Fenda, por Petrus Cariry
Melhor Direção de Arte: Hoje Eu Só Volto Amanhã, por Diego Lacerda, Luan Hilton, Chia Beloto, Marila Cantuária, Juliette Perrey, Marcelo Vaz, Yuri Shmakov, Raul Souza, Gio Guimarães, Gabriel De Moura, Bruno Luna e Rubens Caetano
Melhor Figurino: Hoje Eu Só Volto Amanhã
Melhor Edição: Guia, por Tarcísio Ferreira
Melhor Trilha Sonora: Envelhecer com as Árvores, por Loic Ronsse
Melhor Som: Hoje Eu Só Volto Amanhã, por Nicolau Domingues e Rafael Travassos
Melhor Cartaz: Samuel Foi Trabalhar

MOSTRA PERNAMBUCANA 
*Júri: Bianca Joy Porte, Kátia Klock e Aristóteles Toth

Melhor Filme: Mergulhão, de Rogi Silva e Juliana Soares
Melhor Direção: Enock Carvalho e Matheus Farias, por Queimando por Dentro
Melhor Roteiro: Mergulhão, por Juliana Soares
Melhor Atriz: Nataly Sousa, por Carol
Menção Honrosa | Atriz: Divina Valéria, por Cavalo Marinho
Melhor Ator: Pedro Lucas, por Queimando por Dentro
Melhor Fotografia: Cavalo Marinho, por Petrus Cariry
Melhor Direção de Arte: Mergulhão, por Rogi Silva
Melhor Figurino: Festa Infinita, por Aura do Nascimento e Xutra
Melhor Edição: Mergulhão, por Felipe César de Almeida
Melhor Trilha Sonora: Sustenta a Pisada!, por Lula Moreira e Noé da Ciranda, por Noé da Ciranda
Melhor Som: Mergulhão, por Nicolau Domingues e Rafael Travassos
Melhor Cartaz: Emocionado, por Cristxine

MOSTRA AGRESTE
*Júri: Moema Vilar, Vitória Vasconcellos e Kleyton Canuto

Melhor Filme: Costureiras no Online, de Mayara Bezerra e Rafa Monteiro (PE) e O Carnaval é de Pelé, de Daniele Leite e Lucas Santos (PE)
Melhor Direção: Narriman Kauane, por Wadja
Melhor Roteiro: Umbilina e Sua Grande Rival, escrito por Emerson do Nascimento e Marlom Meirelles
Menção Honrosa | Roteiro: A História e o Brilho das Bandas Marciais de Toritama
Melhor Atriz: Marcélia Cartaxo, por Umbilina e Sua Grande Rival
Menção Honrosa | Atriz: Ana Nunes, por Facção
Melhor Ator: Beto Aragão, por Todas as Memórias que Você Fez para Mim
Melhor Fotografia: Costureiras no Online, por Virgínia Guimarães e Joze Laurentino
Melhor Direção de Arte: Todas as Memórias que Você Fez para Mim, por Thais Souza
Melhor Figurino: Umbilina e Sua Grande Rival, por Carlota Pereira
Melhor Edição: O Carnaval é de Pelé, por Cesar Caos
Melhor Trilha Sonora: Wadja
Melhor Som: Outro Lado da Gente, por Igor José
Melhor Cartaz: Facção

MOSTRA CRIANCINE
*Júri: Fernanda Cordel, Giselle Tigre e Dhiones do Congo

Melhor Filme: O Barco, de Rodolpho Pinotti (SP)
Melhor Direção: Jane Carmen Oliveira, por Eu e o Boi, O Boi e Eu
Melhor Roteiro: Mundinho, escrito por Gui Oller e Ricky Godoy
Melhor Ator: Tião Hughes, por Buraco de Minhoca
Melhor Fotografia: O Barco, por Marcelo Magano
Melhor Direção de Arte: O Barco, por Diana Gerbelli
Melhor Figurino: O Barco, por Natalia Vaz
Melhor Edição: Receita de Vó, por Carlon Hardt
Melhor Trilha Sonora: Receita de Vó, por Renan Inquérito e Liah Vitória
Melhor Som: Lagrimar, por Luiz Gadelha e Rafael Telles
Melhor Cartaz: Buraco de Minhoca

MOSTRA CURTAS FANTÁSTICOS
*Júri: Arly Arnaud, Pedro Nercessian e Marcos Buccini

Melhor Filme: Javyju: Bom Dia, de Kunha Rete e Carlos Eduardo Magalhães (SP)
Melhor Direção: Durval Cristóvão, por Gabiru
Melhor Roteiro: Javyju: Bom Dia, escrito por Carlos Eduardo Magalhães
Melhor Atriz: Sâmmia Gonçalves, por Gabiru
Melhor Ator: Kleber de Oliveira, por Gabiru
Melhor Fotografia: Javyju: Bom Dia, por Priscila Tapajowara
Melhor Direção de Arte: Visagens e Visões, por Helô Rodrigues, Gabs Fernandes, AD Gomes, Eliezer França e Everton Leão
Melhor Figurino: Javyju: Bom Dia, por Diego Rodrigues e Luan Karai Jeguaka
Melhor Edição: Rheum, por Rebeca Vieira
Melhor Trilha Sonora: Gabiru, por DJ Vlayck e Afonso Santti
Melhor Som: Jupiter, por Paul Guilloteau
Melhor Cartaz: Reciclos
Menção Honrosa | Melhor Técnica: Reciclos

MOSTRA DIVERSIDADE
*Júri: Anna Andrade e Alexandre Figueirôa

Melhor Filme: A Volta, de Anny Stone (PE)
Menção Honrosa: A Pisada é Delas: Mulheres do Coração Nazareno, de Patricia Yara Rocha (PE)
Melhor Direção: Duda Gambogi, por Babilônia
Melhor Roteiro: Carpina, 11 de Setembro, escrito por Mery Lemos
Melhor Atriz: Sharlene Esse, por A Volta
Melhor Ator: Caeu Fidelis, por A Volta
Melhor Fotografia: Babilônia, por Isaac Rodríguez e Luiza Calagian
Melhor Direção de Arte: Babilônia
Melhor Figurino: A Pisada é Delas: Mulheres do Coração Nazareno
Melhor Edição: Carpina, 11 de Setembro, por Caio Sales
Melhor Trilha Sonora: A Pisada é Delas: Mulheres do Coração Nazareno, por Maracatu Rural Coração Nazareno
Melhor Som: Nua, por Ester Rosendo
Melhor Cartaz: Carpina, 11 de Setembro

MOSTRA POR UM MUNDO MELHOR
*Júri: Anna Andrade e Alexandre Figueirôa

Melhor Filme: Memórias Culinárias do Quilombo Ausente Feliz, de Lucas Assunção (MG)
Melhor Direção: Lucas Assunção, por Memórias Culinárias do Quilombo Ausente Feliz
Melhor Roteiro: Ameaças Climáticas no Recife: Desafio para as Áreas Centrais e Periféricas da Capital Pernambucana, escrito por Íris Samandhi
Melhor Fotografia: Ameaças Climáticas no Recife: Desafio para as Áreas Centrais e Periféricas da Capital Pernambucana, por Tágory Nascimento
Melhor Direção de Arte: Memórias Culinárias do Quilombo Ausente Feliz, por Rafael Campos
Melhor Edição: Amazônia Chama, por Zefel Coff
Melhor Trilha Sonora: Memórias Culinárias do Quilombo Ausente Feliz, por Mateus Bahiense
Melhor Som: Caminhando com Onças, por Larissa Corino e Rodrigo Rangel
Melhor Cartaz: Memórias Culinárias do Quilombo Ausente Feliz

MOSTRA PRIMEIROS PASSOS
*Júri: Arly Arnaud, Pedro Nercessian e Marcos Buccini

Melhor Filme: Travessia, de Karol Felicio (ES)
Melhor Direção: Rafael Ribeiro Gontijo, por Inflamável
Melhor Roteiro: Travessia, escrito por Karol Felicio
Melhor Atriz: Madu Melo e Clara Falcão, por Quatro Pontes
Melhor Ator: Eduardo Gorck, por Inflamável
Melhor Fotografia: Quatro Pontes, por Breno César
Melhor Direção de Arte: Veredas, por Beatriz Xavier Ribeiro
Melhor Figurino: Mira, por Jefferson de Souza
Melhor Edição: Inflamável, por Marisa Mendonça
Melhor Trilha Sonora: Veredas
Melhor Som: Travessia, por Karol Felicio e Isadora Carneiro
Melhor Cartaz: Inflamável
Menção Honrosa: Gaivota Naves, por Inflamável

MOSTRA UNIVERSITÁRIA
*Júri: Mariana Jacob, Virginia Gualberto e Marcos Santos

Melhor Filme: Como Chorar Sem Derreter, de Giulia Butler (RJ)
Melhor Direção: Emilly Alves e Nahiara Baddini, por Raízes da Ilha
Melhor Roteiro: Como Chorar Sem Derreter, escrito por Giulia Butler
Melhor Atriz: Nina Dahmer, por Como Chorar Sem Derreter
Melhor Ator: Mestre Naldinho, por Baião de Dois: Mestre Naldinho e Mestra Tina na UFPB
Melhor Fotografia: Como Chorar Sem Derreter, por Gabriel Guimarães
Melhor Direção de Arte: Como Chorar Sem Derreter, por Lucas Maia e Paloma Tavarone
Melhor Figurino: Como Chorar Sem Derreter, por Yohanna Oliveira
Melhor Edição: Conexão, por Letícia Monteiro e Julie Ketlem
Melhor Trilha Sonora: Como Chorar Sem Derreter, por Gabi Martins
Melhor Som: A Cachoeira dos Pássaros, por Corina Santiago e Maysa
Melhor Cartaz: A Cachoeira dos Pássaros

MOSTRA DÁLIA DA SERRA
*Júri: Fernanda Cordel, Giselle Tigre e Dhiones do Congo

Melhor Filme: Yadedwa Seetô, de Marcos Carvalho (PE)
Melhor Direção: Marcos Carvalho, por Yadedwa Seetô
Melhor Roteiro: Lar Doce Lar, escrito por Pedro Henrique Moreira da Silva
Melhor Fotografia: Yby Katu, por Rodrigo Sena, Vandré Arcanjo, Kaylany Cordeiro e Débora Carvalho
Melhor Direção de Arte: Yadedwa Seetô, por Cleiton Rodrigues Souza, Kauã De Melo, Fabrício José, Antônio Maciano e Jonas dos Santos
Melhor Figurino: Yadedwa Seetô
Melhor Edição: Opará: Imaginários do São Francisco, por Erna Barros
Melhor Trilha Sonora: Opará: Imaginários do São Francisco, por Laira Paloma e Gilberto Alfredo Neto
Melhor Som: Queimatório
Melhor Cartaz: Nihy M’ atôô Fulni-ô
Menção Honrosa: Nihy M’ atôô Fulni-ô, de Coletivo Cinema no Interior: Comunidade Indigena Funi-ô (PE)

CONCURSO DE VÍDEO RIO DE IMAGENS

1º lugar: O Rio Capibaribe Visto Pelos Olhos da Arte, de Enzo Rafel da Silva, Luis Otávio Brito Melo, Yohanna Sophia Silva Costa, Rodrigo Caio da Silva Constantino, Ewerton Pereira da Silva, Luis Arthur Alves Ribeiro, Keyrrison Yan Lima Araújo, Milenna Fátima Paiva Marques, José Gabriel Freitas, Nicollas Filipe da Silva Souza, Lawanny Beatriz Clementino Sousa, Talles Gabriel Ferreira Amaral, Maria Sofia de Oliveira, Fernanda Adrielly Alves Silva, Valdir José Melo Neto, Jackson Arthur Pereira do Nascimento, Leonardo Sousa Gomes, Anitta Cecilia da Silva Santos, Heric Luiz de Almeida de Alves e Elloá Kamilly de Araújo e Sousa (Jataúba)

2º lugar: Morte do Capibaribe, de Ailton Filho, Arthur da Silva, Lívia Vitória Ferreira, Luan Henrique Alves, Mikhael Roberto Soares, Pedro Rafael Torres, Raylma Martins, Luanderson Aparecido, Marcos José e Erivaldo Nascimento (Brejo da Madre de Deus)

3º lugar: Quero Gritar um Poema, de José Nicolas Marcelino Souza e Weliton Santiago Bezerra da Silva (Taquaritinga do Norte)

Menção Honrosa: O Cruzeiro da Esperança, de Madalena Freitas, Gilvânia Alves, Josiane Bezerra, Carla Costa, Felipe Beserra, Maria Renata, Gregory Rafael de Medeiros, Maria José de Farias e Kelly Silva (Poção)

Menção Honrosa: O Rio Agoniza, de Evellyn Silva Cerqueira, Ítaly Kauane de Lima Lins, Thalita Soares Campos, Washington Kenuy Pereira, Eliane Severo Alves, José Roberto da Silva e Adriana Maria Gomes (Toritama)

Menção Honrosa: Um Poema, de Wilma Torres de Alícia Lima Nunes, Erick Gustavo dos Santos Araújo, Juan Vinícius Bernardo dos Santos e Marilha Gabrielly dos Santos (Santa Cruz do Capibaribe)

CONCURSO DE VÍDEO RIO DE IMAGENS | VOTAÇÃO ON-LINE

O Rio Agoniza, de Evellyn Silva Cerqueira, Ítaly Kauane de Lima Lins, Thalita Soares Campos, Washington Kenuy Pereira, Eliane Severo Alves, José Roberto da Silva e Adriana Maria Gomes (Toritama)

Foto: Divulgação.

Curta Taquary 2025: atriz Soia Lira é homenageada

por: Cinevitor
Soia Lira: trajetória consagrada

Com uma celebrada carreira no cinema, no teatro e na televisão, a atriz paraibana Soia Lira, de Central do Brasil e Pacarrete, foi a grande homenageada da 18ª edição do Curta Taquary.

Soia, nome artístico de Maria Auxiliadora Lira de Souza, nasceu em 1962, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, onde deu os primeiros passos na vida artística. O amor pela arte e a cultura, inclusive, está no DNA da família, com outros três irmãos envolvidos com a área: Buda e Nanego como atores e Bertrand como diretor de cinema.

Foi em Cajazeiras que Soia começou a atuar e fundou, ao lado de amigos, entre eles, a atriz Marcélia Cartaxo, o Grupo Mickey, que posteriormente mudou o nome para Grupo Terra, com o qual fez várias peças. Estudou Educação Artística em João Pessoa, onde atuou em diversos espetáculos, entre eles, Os Pirralhos (1980), já no Grupo Piollin. Em 1984, participou do Projeto Mambembão, dirigido por Eliezer Rolim. Com o espetáculo Vau da Sarapalha (1992), recebeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de São José do Rio Preto; dirigida por Luiz Carlos Vasconcelos, a peça marcou a cena da Paraíba e circulou por vários estados e países, como Espanha, Portugal, Inglaterra e Alemanha.

Além da carreira no teatro e na televisão (com participações em projetos como Terça Livre, Uma Mulher Vestida de Sol, A Pedra do Reino e Porto dos Milagres, na Rede Globo; e Alice, na HBO), Soia também dedicou-se ao cinema, com participações marcantes em filmes como Central do Brasil (1998), de Walter Salles, no qual interpretou Ana, mãe do personagem Josué, papel de Vinícius de Oliveira; do mesmo diretor, também esteve em Abril Despedaçado (2001). Soia participou de longas-metragens como O Quinze, de Jurandir de Oliveira, que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Cine Ceará; Tatuagem, de Hilton Lacerda (2013); e Pacarrete (2019), de Allan Deberton, pelo qual recebeu o kikito de melhor atriz coadjuvante no Festival de Cinema de Gramado e foi indicada ao Prêmio Grande Otelo.

Soia Lira com Walter Salles nos bastidores de Central do Brasil

Sua trajetória nas telonas seguiu com os curtas O Vendedor de Coisas, de Deleon Souto; O Hóspede, de Anacã Agra e Ramon Porto Mota; Doce de Coco, de Allan Deberton; O Brilho Cega, de Carlos Mosca; entre outros. Em breve, poderá ser vista na série Maria e o Cangaço, do Disney+, com direção de Sérgio Machado. Em 2023, foi homenageada na 18ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, em João Pessoa, na Paraíba.

No 18º Curta Taquary, foram exibidos dois curtas-metragens com a participação da atriz: Nua, de Fabi Melo, que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no 19º Fest Aruanda; e Cavalo Marinho, de Leo Tabosa. O festival celebrou a força do trabalho de Soia, que inspirou e inspira várias gerações, e sua contribuição para o audiovisual e o teatro brasileiro.

A homenagem aconteceu na sexta-feira, 21/03, no Cine Aurélio, em Toritama. Ovacionada pelo público presente, fez um discurso emocionante: “É com muito orgulho e alegria que recebo esta homenagem desse festival que eu já participo há um tempo. Foi uma surpresa quando me convidaram. O Curta Taquary é tão grandioso, que ensina tanta coisa boa aos estudantes. É maravilhoso!”.

E finalizou: “É um imenso prazer ter feito todos esses trabalhos com tanto orgulho, coragem e força. Vim de uma família de Cajazeiras e eu fazia teatro no quintal da casa do diretor Eliezer Rolim. Éramos muito pequenos e fazíamos muitas peças infantis, levávamos para as escolas. E eu achava que nunca ia chegar onde eu cheguei. Eu tô muito orgulhosa. Muito mesmo”. Soia recebeu o Troféu O Cangaceiro que Filma, criado pelo artista Luiz Carlos Santos.

Fotos: Tarciso Augusto/Divulgação.

XX Panorama Internacional Coisa de Cinema: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Brunu Kunk no longa cearense Centro Ilusão, de Pedro Diogenes

O Panorama Internacional Coisa de Cinema chega à 20ª edição com novidades, retomadas e uma seleção de mais de 110 filmes que serão exibidos entre os dias 2 e 9 de abril no Cine Glauber Rocha e na Sala Walter da Silveira, em Salvador.

Além disso, neste ano, o mais antigo festival cinematográfico da Bahia volta a Cachoeira (entre os dias 2 e 6 de abril) e expande suas fronteiras com uma itinerância na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

Anunciados em coletiva de imprensa, os 62 filmes selecionados para as competitivas Nacional, Baiana e Internacional refletem uma curadoria sintonizada com a diversidade de gêneros, estilos e linguagens no Brasil e em todo o mundo. As produções foram escolhidas entre os 1.203 longas e curtas inscritos para esta edição do Panorama. A curadoria foi realizada por Cláudio Marques, Marília Hughes, Adolfo Gomes, Gênesis Nascimento, Rafael Saraiva, Rafael Carvalho, João Paulo Barreto e Juh Almeida.

Nas competitivas Nacional e Baiana, a tradição é reunir diretores e representantes dos filmes para um debate com o público após a exibição. Com oito longas-metragens, a Competitiva Nacional traz apenas filmes inéditos na Bahia, sendo uma coprodução brasileira com França e Itália, e representantes do cinema produzido no Espírito Santos, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Pernambuco e São Paulo. A produção baiana marca presença com três dos 15 curtas selecionados

Pela primeira vez, as premiações de longa-metragem Nacional e Baiana terão as categorias de melhor direção, roteiro, montagem, atuação, direção de arte, fotografia e som, além da tradicional escolha de melhor longa e melhor curta. O júri oficial da mostra Nacional será formado por Ana Souza, gerente do departamento de programação do Sundance Festival; o roteirista e diretor Erico Rassi; e o ator Wilson Rabelo. Um júri especial do Canal Brasil também elegerá o melhor curta.

Na Competitiva Baiana, o público poderá conferir 21 filmes realizados em Salvador e outras cidades do estado; são cinco longas e 16 curtas. A cineasta Émilie B. Guérette; a curadora, cineasta e produtora Flavia Candida; e o realizador audiovisual Lucas Coelho compõem o júri oficial. Em Cachoeira, a mostra terá ainda um júri popular, com votação do público.

Desde a edição passada, os filmes da Competitiva Baiana também concorrem ao Prêmio Flavia Abubakir, oferecido pelo instituto homônimo: R$ 50 mil para o melhor longa e R$ 10 mil para o melhor curta.

A Competitiva Internacional traz seis longas e 12 curtas produzidos em 20 países, incluindo filmes de cinematografias pouco conhecidas no Brasil, como do Haiti, Líbano, Filipinas, Ucrânia e Senegal. O júri será formado por Rubian Melo, coordenadora do NordesteLAB; o jornalista Carlos Roberto; e a crítica e doutora em comunicação Enoe Lopes Pontes.

Nesta edição, o Panorama celebra sua trajetória de resistência e crescimento, apresentando um retrato da produção brasileira recente, com filmes que inovam em narrativas e temáticas, mas sem deixar de olhar para obras atemporais e clássicas. Um exemplo é a exibição de Bye, Bye Brasil, de Cacá Diegues, em cópia restaurada, integrando uma mostra com outras obras brasileiras que passaram por restauro recentemente. 

O cineasta baiano Sérgio Machado ganha uma retrospectiva da sua produção documental, com destaque para 3 Obás de Xangô, que resgata a amizade entre três grandes ícones da nossa cultura: Jorge Amado, Dorival Caymmi e Carybé; o documentário estreia no circuito comercial no final de abril. A mostra apresenta também A Bahia me Fez Assim, A Luta do Século e Onde a Terra Acaba.

O incentivo à reflexão sobre a arte cinematográfica vai além dos debates ao final das sessões, incluindo atividades formativas como a oficina de crítica com Adolfo Gomes. As inscrições são gratuitas e estarão abertas até o dia 18 de março, no site oficial do evento (clique aqui). A partir desta oficina será formado o Júri Jovem, que elege os melhores longas e curtas das competitivas Nacional e Baiana. Há ainda as oficinas de Direção para Cinema, com Juh Almeida, e de Narrativas Sonoras, com Lucas Coelho, ambas com inscrições até o dia 18. Para os PanLabs de Montagem e de Roteiro, as obras já foram selecionadas. 

Conheça os filmes selecionados para o 20º Panorama Internacional Coisa de Cinema:

COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS

A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha (RR/SP)
Ainda Não é Amanhã, de Milena Times (PE)
Centro Ilusão, de Pedro Diogenes (CE)
Mambembe, de Fabio Meira (GO)
O Deserto de Akin, de Bernard Lessa (ES)
O Silêncio das Ostras, de Marcos Pimentel (MG)
Suçuarana, de Clarissa Campolina e Sérgio Borges (MG)
Vasta Natureza de Minha Mãe, de Aristótelis Tothi e Inez dos Santos (GO)

COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS

Amarela, de André Hayato Saito (SP)
Cavalo Marinho, de Leo Tabosa (PE)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Da Pele Prata, de Safira Moreira (BA)
E o Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Fenda, de Lis Paim (CE)
Júpiter, de Carlos Segundo (MG)
Linda do Rosário, de Vladimir Seixas (RJ)
Maputo, de Lucas Abrahão (SP)
Mar de Dentro, de Lia Letícia (PE)
O Mediador, de Marcus Curvelo (BA)
O Silêncio Elementar, de Mariana de Melo (MG)
Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Vollúpya, de Eri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ)
Zoya, de Larissa Dardania (RJ)

COMPETITIVA BAIANA | LONGAS

Catadoras, de Dayse Porto 
Jamex e o Fim do Medo, de Ramon Coutinho
O Samba Antes do Samba, de Paulo Alcoforado 
Quem é essa Mulher?, de Mariana Jaspe 
WR Discos: Uma Invenção Musical, de Nuno Penna e Maira Cristina

COMPETITIVA BAIANA | CURTAS

A Ligação, de Marcelo Levandoski 
Ataques Psicotrônicos, de Calebe Lopes 
Através do Som, de PH Silva 
Bárbara, de Vilma Carlas Martins 
Borderô, de Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter
Desconstruindo Lene, de Guilherme Maia 
Marcos, O Errante, de Thiago Brandão 
Menina Espoleta e os Super-heróis Secretos, de Paula Lice, Pedro Perazzo e Tais Bichara 
Meu Pai e a Praia, de Marcos Alexandre 
Na Volta eu te Encontro, de Urânia Munzanzu
O Amor não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira 
Palavra, de DF Fuiza 
Tigrezza, de Vinicius Eliziário 
Volta ao Mundo, Kamará, de Eduardo Tosta e Karol Azevedo 
Vovó Foi para o Céu, de Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter
Ymburana, de Mamirawá

COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGAS

A Savana e a Montanha, de Paulo Carneiro (Portugal/Uruguai)
Agárrame Fuerte (Agarre-me forte), de Ana Guevara e Leticia Jorge (Uruguai)
Ánimu, de Miguel Kohan (Argentina)
Intercepted (Interceptado), de Oksana Karpovych (Canadá/França/Ucrânia)
Les Âmes Bossales (As almas bossais), de François Perlier (França/Haiti)
Marching in the Dark (Caminhando no escuro), de Kinshuk Surjan (Índia/Holanda/Bélgica)

COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTAS

A Move (Um movimento), de Elahe Esmaili (Irã/Reino Unido)
Across The Waters (Através das águas), de Viv Li (França)
Aferrado, de Esteban Azuela (México)
Ce Qui Appartient À Cesar (O que pertence a César), de Violette Gitton (França)
City Of Poets (Cidade dos Poetas), de Sara Rajaei (Holanda)
Cross my Heart and Hope to Die (Juro de coração), de Sam Manacsa (Filipinas)
Deus-e-Meio, de Margarida Assis (Portugal)
Lees Waxul (Os segredos não falam), de Yoro Mbaye (Senegal/França/Bélgica)
Loveboard (Quadro de amor), de Felipe Casanova (Bélgica/Suíça)
Mango (Manga), de Randa Ali (Egito)
Sea Salt (Sal Marinho), de Leila Basma (Líbano/Qatar)
Sparare Alle Angurie (Atirar em melancias), de Antonio Donato (Reino Unido/Itália)

PANORAMA BRASIL | LONGAS

Anna Mariani: Anotações Fotográficas, de Alberto Renault (SP)
As Muitas Mortes de Antônio Parreiras, de Lucas Parente (RJ)
Insubmissas, de Carol Benjamin, Ana do Carmo, Julia Katharine, Luh Maza e Tais Amordivino (RJ)
O Sonho de Clarice, de Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho (DF)
Salomé, de André Antonio (PE)

PANORAMA BRASIL | CURTAS

A Menina e o Pote, de Valentina Homem e Tati Bond (PE)
A Menina que Queria Voar, de Tais Amordivino (BA)
A Mulher Invisível, de R.B. Lima (PB)
Cavaram uma Cova no meu Coração, de Ulisses Arthur (AL)
Déia e Dete, de Bruna Schelb Corrêa e Francis Frank (MG)
Edna: 50 anos de Iracema, de Alessandro Campos (PA)
Espiral, de Marina Lomi (BA)
Estamos Vivos e Atentos: Mutirão Payayá, de Edilene Payayá, Sarah Payayá e Alejandro Zywica (BA)
Gabi Guedes: Música e Ancestralidade, de Vanessa Aragão (BA)
Guerreira de Fé, de Marvin Pereira (BA)
Iroco, de Denis Leroy (MG)
Meça Três Vezes Antes de Cortar, de Iago Araújo (BA)
O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol AÓ (SP/BA)
Outro Lugar, de Perseu Azul (MG)
Pioinc, de Alex Ribondi e Ricardo Makoto (DF)
Rixa, de FeGus (SP)
Samuel Foi Trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL)
Samurai Cowboy, de Igor Marinho (RJ)
Tiramisù, de Leônidas Oliveira (CE)
Tsuru, de Pedro Anias (BA)
Um Dia de Negão, de Rebeca Carmo e Analu (BA)

*Clique aqui e confira a seleção completa

Foto: Divulgação/Marrevolto Filmes.

VI Curta na Serra: conheça os títulos selecionados

por: Cinevitor
Ruby Nox em Quando Você Vem me Visitar, de Henrique Arruda

A sexta edição do Curta na Serra – Festival de Cinema ao Ar Livre acontecerá entre os dias 28 e 30 de março no Anfiteatro de Serra Negra, em Bezerros, Pernambuco. O evento contará com uma programação gratuita com exibições de filmes e videoclipes, debates e atividades de formação, reunindo realizadores e apreciadores do audiovisual.

O Curta na Serra se diferencia por sua capacidade de agregar produções que exploram diferentes gêneros e formatos, trazendo narrativas e olhares de todo o Brasil. Neste ano, o festival recebeu 660 inscrições de 25 estados brasileiros e do Distrito Federal, refletindo sua crescente relevância no cenário cinematográfico nacional.

Nesta edição, a seleção está organizada em quatro seções: Panorama Pernambuco, Panorama Nacional, Videoclipe e Sessão Especial. A curadoria do 6º Curta na Serra foi realizada por Vitor Búrigo, membro da Abraccine e editor-chefe do CINEVITOR, que buscou reunir filmes que dialogassem com a cultura regional e nacional, promovendo a reflexão e a integração dos indivíduos com suas identidades culturais. 

O Panorama Pernambuco destaca a produção audiovisual do Estado; o Panorama Nacional traz obras de várias regiões do Brasil; a mostra Videoclipe amplia a experiência audiovisual; e a Sessão Especial conta com títulos que dialogam com diferentes estéticas e narrativas do cinema brasileiro contemporâneo.

Com uma programação composta por curtas-metragens e videoclipes dos mais diversos gêneros e formatos, o festival convida o público a mergulhar em diferentes olhares e experiências. A seleção de filmes destaca a pluralidade de narrativas, estéticas e temáticas, reforçando o compromisso do Curta na Serra com a valorização da diversidade cinematográfica. Em formato híbrido, além das sessões presenciais, o festival promoverá também a exibição on-line de alguns filmes em seu site

Neste ano, o Curta na Serra tem a honra de prestar uma merecida homenagem a dois grandes nomes do cinema pernambucano: Cláudio Assis e Edvaldo Mendonça. Cláudio Assis, um dos cineastas mais provocadores e expressivos do Brasil, será celebrado com a Sessão Homenagem, que trará a exibição de seu curta-metragem Soneto do Desmantelo Blue, de 1993, que foi premiado no Festival de Brasília. Com obras como Amarelo Manga (2002) e Baixio das Bestas (2007), Cláudio consolidou-se como uma voz irreverente e intensa, capaz de questionar padrões e provocar reflexões profundas sobre a sociedade. Sua contribuição para o cinema brasileiro é imensa e, neste festival, celebramos sua trajetória de resistência e criatividade.

Além de Assis, o festival homenageia também Edvaldo Mendonça, um apaixonado colecionador e restaurador de filmes. Com um acervo de mais de 100 rolos em Super 8 e 16mm, e a restauração do documentário mais antigo de Bezerros, filmado em 1938, Edvaldo se dedica à preservação da memória audiovisual e cultural. Sua contribuição para o resgate e valorização do patrimônio cinematográfico pernambucano é incomparável, e sua presença no Curta na Serra nos lembra da importância da memória e da resistência que o cinema oferece para manter vivas as histórias e as memórias de nossa cultura.

O Curta na Serra 2025 segue fortalecendo o circuito audiovisual independente, promovendo encontros entre realizadores e ampliando o acesso ao cinema em suas múltiplas formas. Nesta edição, além das sessões de exibição e premiação de filmes, a programação do festival contará com Rodas de Diálogo, debates e oficinas; reafirmando seu compromisso com a formação de novos profissionais e o fortalecimento da cadeia produtiva do audiovisual, consolidando-se, assim, como um espaço de encontros entre realizadores e produtores de festivais do interior do Brasil. O festival é, sem dúvida, um marco na valorização do cinema independente, proporcionando uma plataforma significativa para cineastas emergentes e experientes de todo o Brasil.

Conheça os filmes selecionados para o VI Curta na Serra:

PANORAMA NACIONAL

Cida Tem Duas Sílabas, de Giovanna Castellari (SP)
Dependências, de Luisa Arraes (RJ)
Jardim Tropical, de Luiza Garcia e Breno Alvarenga (MG)
Lagrimar, de Paula Vanina (RN)
O Silêncio Elementar, de Mariana de Melo (MG)
Pequenas Insurreições, de William de Oliveira (PR)
Resistência, de Juraci Júnior (RO)
Samuel Foi Trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL)

PANORAMA PERNAMBUCO

Carol, de Bruna Tavares
Das Águas, de Adalberto Oliveira e Tiago Martins Rêgo
Dente, de Rita Luna
Eu Nunca Contei a Ninguém, de Douglas Duan
Facção, de Henrique Corrêa de Araujo Cavalcante
Hoje Eu Só Volto Amanhã, de Diego Lacerda
Onde Cabe em Nós, de Ana Carolina Barbosa
Quando Você Vem me Visitar, de Henrique Arruda

VIDEOCLIPE

A Poeira Vai Subir, de Renan Vieira (PE)
A Serra Negra, de Zé Barreto de Assis e Convidados (PE)
D’Áfrika, de Chico Rasta (PI)
Vídeoração #1: Oração 1, de Luiza Brina (MG)

SESSÃO ESPECIAL

A Chuva Não Me Viu Passar, de Leonardo Gatti (SC)
A Edição do Nordeste, de Pedro Fiuza (RN)
Amaná, de Antonio Fargoni (CE)
Capturar o Fantasma, de Davi Mello (SP)
Como Chorar Sem Derreter, de Giulia Butler (RJ)
Depois do Fim, de Pedro Maciel (SP)
Diálogos Indígenas do Nosso Tempo, de Gustavo Guedes (RN)
Emocionado, de Pedro Melo (PE)
Expresso São Valentim, de Guilherme Ayres e Luiza Torres (SP)
No Batente, de Humberto Bassanello e Badu Morais (PE/SP)
Solange Não Veio Hoje, de Hilda Lopes e Klaus Hastenreiter (BA)
Visagens e Visões, de Rod Rodrigues (PA)

Foto: Domar/Filmes de Marte.