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14ª Mostra Ecofalante de Cinema exibirá 125 títulos em sua programação

por: Cinevitor
Cena do documentário Topo, de Eugenio Puppo: filme selecionado

Reconhecido como o mais importante evento sul-americano para a produção audiovisual ligada às temáticas socioambientais, a Mostra Ecofalante de Cinema realizará sua 14ª edição entre os dias 29 de maio e 11 de junho com 125 filmes, de 33 países, na programação. 

As projeções, debates e encontros do evento terão entrada franca e integram o circuito do festival um total de 49 pontos de exibição em São Paulo: Reserva Cultural, Circuito Spcine Lima Barreto no Centro Cultural São Paulo e Cine Satyros Bijou, além de espaços culturais e educacionais. 

A programação, que traz 62,4% de títulos dirigidos por mulheres, inclui filmes e debates que discutem temas socioambientais atuais e urgentes, como emergência climática, contaminação, migração, ativismo e questões ligadas aos povos originários. Estão presentes obras que marcaram presença em festivais internacionais como Cannes, Berlim, Veneza, Sundance, Tribeca, Locarno e IDFA, entre outros eventos prestigiosos. 

O Efeito Casa Branca, produção norte-americana, inédita em São Paulo, dirigida pela dupla Bonni Cohen e Jon Shenk e pelo brasileiro Pedro Kos, será o filme de abertura da Mostra Ecofalante de Cinema 2025. O documentário, que foi destaque no IDFA, CPH:DOX e DOC NYC, mostra como, há três décadas, o mundo estava pronto para deter o aquecimento global, mas uma batalha política no governo do presidente George H. W. Bush (1988-1992) mudou o curso da história. 

Integralmente dedicada à produção brasileira, a Competição Territórios e Memória reúne este ano um total de 36 longas e curtas-metragens, representando o Distrito Federal e 14 estados: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo.

Nessas obras estão em discussão temas como racismo, mudanças climáticas, moradia, questões de gênero, direitos das populações tradicionais e conflitos pela terra, entre outros temas. Os vencedores concorrem aos prêmios de melhor longa-metragem, no valor de R$ 20 mil, e de melhor curta no valor de R$ 7 mil. Compõem o Júri Oficial da competição: a jornalista Ana Paula Sousa e as cineastas Ana Maria Magalhães e Rita Carelli. É oferecido ainda o Prêmio do Público, eleito pela audiência presente nas sessões.

Em sintonia com uma edição em que se destaca a forte presença de filmes dirigidos por mulheres, o Panorama Histórico da 14ª Mostra Ecofalante de Cinema chama atenção para uma produção marcada pelo engajamento político e feminista dessas cineastas em uma inédita retrospectiva intitulada 1975/85, Do Ano Internacional da Mulher à Década do(s) Cinema(s) Feminista(s). A programação marca os 50 anos do Ano Internacional da Mulher, declarado pela ONU em 1975, e reúne obras assinadas por consagradas diretoras.

Os 80 anos do cineasta brasileiro Hermano Penna também são celebrados pelo evento, com uma programação que inclui o clássico Sargento Getúlio (1980), filme protagonizado por Lima Duarte, além de outras obras importantes, como Fronteira das Almas (1987) e Voo Cego Rumo Sul (2004).

Com 32 filmes em sua seleção, o Panorama Internacional Contemporâneo está organizado em seis programas temáticos e dois programas especiais. Cada um deles é foco de um debate específico durante o festival, totalizando oito encontros com especialistas em torno dos temas Ativismo, Contaminação, Economia e Emergência Climática, Migração, Povos & Lugares, Povos Originários, Cidades e Tecnologia.

A seleção traz também o Concurso Curta Ecofalante com 20 curtas-metragens realizados por estudantes de cursos audiovisuais brasileiros. Já os Programas Especiais Brasileiros promovem pré-estreias de três longas-metragens inéditos, apresentam curtas dirigidos por cineastas da Katahirine: Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas e o longa Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky; as sessões são seguidas de bate-papo com as equipes dos filmes.

A 14ª Mostra Ecofalante de Cinema tem na programação internacional de suas sessões especiais filmes do diretor Cyril Dion, que marcará presença no evento. Discussões sobre tecnologia e sobre cidades também merecem programação de filmes e têm debates agendados. 

Conheça os filmes selecionados para a Mostra Ecofalante de Cinema 2025:

LONGA-METRAGEM | COMPETIÇÃO | TERRITÓRIOS E MEMÓRIA

A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
Carta a Un Viejo Master, de Paz Encina
Intervenção, de Gustavo Ribeiro
Lista de Desejos para Superagüi, de Pedro Giongo
Mundurukuyü: A Floresta das Mulheres Peixe, de Aldira Akay, Beka Munduruku e Rilcélia Akay
Não Haverá Mais História Sem Nós, de Priscilla Brasil
O Rancho da Goiabada, ou Pois é Meu Camarada, Fácil, Fácil Não é a Vida, de Guilherme Martins
Pau D’Arco, de Ana Aranha
Quem é Essa Mulher?, de Mariana Jaspe
São Palco: Cidade Afropolitana, de Jasper Chalcraft e Rose Satiko Gitirana Hikiji
Tesouro Natterer, de Renato Barbieri
Tijolo por Tijolo, de Victória Álvares e Quentin Delaroche
Topo, de Eugenio Puppo
Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá, de Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna

CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO | TERRITÓRIOS E MEMÓRIA

A Fumaça e o Diamante, de Bruno Villela, Fábio Bardella e Juliana Almeida
Artes(an)ato, de Isadora Maria Torres e Diego Gondim de Matos
Até Onde o Mundo Alcança, de Daniel Frota de Abreu
Canto das Areias, de Maíra Tristão
Cavaram uma Cova no Meu Coração, de Ulisses Arthur
Domingo no Golpe, de Giselle Beiguelman e Lucas Bambozzi
Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta
Javyju: Bom Dia, de Kunha Rete e Carlos Eduardo Magalhães
João de Una Tem um Boi, de Pablo Monteiro
Mar de Dentro, de Lia Letícia
Mistérios do Nixipae, de NatoRê e Mawa Pey
Os Mortos Resistirão para Sempre, de Carlos Adriano
Quando Aqui, de André Novais Oliveira
Quebrante, de Janaina Wagner
Quinze Quase Dezesseis, de Thais Fujinaga
Rami Rami Kirani, de Lira Mawapai HuniKui e Luciana Tira HuniKui
Sakaki, de Alexandre Nakahara e Tiago Minamisawa
Samuel Foi Trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento
Sukande Kasáká | Terra Doente, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal
Veredas, de Igor Rossato
Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes
Wamã Mēkarõ Opojdjwyj, de Bemok Txucarramãe

CONCURSO CURTA ECOFALANTE

Agora Eu Sou Negro, de Pedro Andrade
Antes que o Porto Venha, de Isabela Narde
Banho de Inclusão, de Yasmin Hasani
Cartas à Tia Marcelina, de João Igor Macena
Dandara, de Raquel Rosa
Endereços Invisíveis, de Artur Hugo da Rosa
Entre Utopias e Realidades, de Jeovane Ferreira Lima
Entrevivências, de André Panzarin e Tomás Ramos
Maral, de Julia K. Rojas
Na Ponta do Laço, de Carolina Huertas
Nativo Digital, de Gabriel Jacob
Número Errado, de Leonardo Marcini
O Voo de Dener, de Rafaela Souza
Pagode do Didi, Nosso Ponto de Encontro, de Maysa Carolino
Pão de Cada Dia, de Vanderlando de Sousa
Quem Ficou Fui Eu, de Luiza Pace e Maria Garé
Raízes do Horto, de Giovanna Capra e Tito Ribeiro
Resistência na Tempestade, de Renan Nascimento
Rita, de Nat Mendes
Ritxoko, de Nandyala Waritirre

PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | ATIVISMO

Democracia Noir (Democracy Noir), de Connie Field (Dinamarca/EUA/Alemanha/Hungria)
Neve Negra (Black Snow), de Alina Simone (EUA/Dinamarca)
Rigoroso Escrutínio (Heightened Scrutiny), de Sam Feder (EUA)
Terra Negra, Mãos Negras (Farming While Black), de Mark Decena (EUA)
Uma Nova Selva (A New Kind of Wilderness), de Silje Evensmo Jacobsen (Noruega)

PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | CONTAMINAÇÃO

Apple Cider Vinegar, de Sofie Benoot (Bélgica/Holanda)
Feitos de Plástico (Plastic People), de Ben Addelman e Ziya Tong (Canadá)
Middletown, de Amanda McBaine e Jesse Moss (EUA)

PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | ECONOMIA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Fiscal da Felicidade (Agent of Happiness), de Arun Bhattarai e Dorottya Zurbó (Butão/Hungria)
Limites da Europa (Limits of Europe), de Apolena Rychlíková (Tchéquia/França/Eslováquia)
Made in Ethiopia, de Xinyan Yu e Max Duncan (EUA/Etiópia/Dinamarca/Reino Unido/Canadá/Coreia do Sul)
Morte e Impostos (Death & Taxes), de Justin Schein (EUA)
O Efeito Casa Branca (The White House Effect), de Bonni Cohen, Pedro Kos e Jon Shenk (EUA)

PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | MIGRAÇÃO

Favoriten, de Ruth Beckermann (Áustria)
Kora, de Cláudia Varejão (Portugal)
Lugares Familiares (Familiar Places), de Mala Reinhardt (Alemanha)
Na Fronteira de Agadez (On the Border), de Gerald Igor Hauzenberger e Gabriela Schild (Áustria/Alemanha/Suíça)
SOS: Save Our Souls, de Jean-Baptiste Bonnet (França)

PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | POVOS E LUGARES

Alma do Deserto (Alma del desierto), de Mónica Taboada Tapia (Colômbia/Brasil)
Desterrar (Unearth), de John Hunter Nolan, Auberin e Dunedin Strickland (EUA)
Lua Sem Lar (Moon Without a House), de Atanur Nabiyeva (Azerbaijão)
Nossa Terra, Nossa Liberdade (Our Land, Our Freedom), de Meena Nanji e Zippy Kimundu (Quênia/EUA/Portugal/Alemanha)
O Pastor e o Urso (The Shepherd and the Bear), de Max Keegan (França/EUA/Reino Unido)
Réquiem para uma Tribo (Requiem for a Tribe), de Marjan Khosravi (Irã/Espanha/Catar)

PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | POVOS ORIGINÁRIOS

Desterrar (Unearth), de John Hunter Nolan, Auberin e Dunedin Strickland (EUA)
Karuara, o Povo do Rio (Karuara, La gente del río), de Miguel Araoz Cartagena e Stephanie Boyd (Peru)
Libertem Leonard Peltier (Free Leonard Peltier), de Jesse Short Bull e David France (EUA)
Memória Implacável (Memoria Implacable), de Paula Rodríguez Sickert (Chile/Argentina)
Patrulha (Patrol), de Camilo de Castro e Brad Allgood (Nicarágua/EUA)
Yintah, de Jennifer Wickham, Brenda Michell e Michael Toledano (Canadá)

SESSÃO ESPECIAL INTERNACIONAL | CIDADES
Slumlord Millionaire, de Steph Ching e Ellen Martinez (EUA)

SESSÃO ESPECIAL INTERNACIONAL | TECNOLOGIA
O Jogo da Mente (The Thinking Game), de Greg Kohs (EUA)
Você Eterno (Eternal You), de Hans Block e Moritz Riesewieck (Alemanha/EUA)

SESSÃO ESPECIAL INTERNACIONAL | CYRIL DION
Amanhã (Demain), de Cyril Dion e Mélanie Laurent (2015) (França)
Animal, de Cyril Dion (2021) (França)

HOMENAGEM | HERMANO PENNA

A Mulher no Cangaço (1976)
CPI do Índio (1980)
Folias do Divino (1974)
Fronteira das Almas (1986)
Sargento Getúlio (1983)
Smetak (2002)
Voo Cego Rumo Sul (2004)

PANORAMA HISTÓRICO
1975/85, Do Ano Internacional da Mulher à Década do(s) Cinema(s) Feminista(s)

A Conferência Sobre a Mulher: Nairóbi 85 (La conférence des femmes: Nairobi 85), de Françoise Dasques (1985) (França/Quênia)
A Dupla Jornada (The Double Day), de Helena Solberg (1975) (EUA/Brasil)
A Personalidade Reduzida em Todos os Ângulos (The All-Round Reduced Personality), de Helke Sanders (1977) (Alemanha Ocidental)
Adoção (Adoption), de Marta Meszaros (1975) (Hungria)
Algumas Entrevistas Sobre Problemas Íntimos (Some Interviews on Personal Matters), de Lana Gogoberidze (1978) (URSS)
Born in Flames, de Lizzie Borden (1983) (EUA)
Joyce aos 34 (Joyce at 34), de Joyce Chopra e Claudia Weill (1972) (EUA)
Mulheres de Cinema, de Ana Maria Magalhães (1977) (Brasil)
O Longo Caminho até a Cadeira de Diretor (The Long Road to Director’s Chair), de Vibeke Løkkeberg (2025) (Noruega)
Vida de Mãe é Assim Mesmo?, de Eunice Gutman (1983) (Brasil)

SESSÕES ESPECIAIS NACIONAIS

Amazônia Azul, de Sérgio Gag
Antes do Último Voo, de Natália Keiko
Comida para Quem Precisa, de Leonardo Brant
O Monstro de Ferro Contra o Sul da Bahia, de André D’Elia
Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky, de Liliane Maia e Jorge Bodanzky

SESSÕES ESPCIAIS NACIONAIS | KATAHIRINE

Faísca, de Bárbara Leite Matias
Minha Câmera é Minha Flecha, de Natália Tupi e Guilherme Fascina
Nosso Modo de Lutar, de Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó
Sawana, Rainha das Formigas, de Suyani Terena

PROGRAMAÇÃO VR
Human XR, de Débora Bergamini (Brasil)

PRÉ-ESTREIA INFANTIL
Thiago & Ísis e Os Biomas do Brasil, de João Amorim

FIFE | INFANTIL

A Cerejeira (The Cherry Tree), de Eva Dvorakova (2017) (Tchéquia)
A Mula Teimosa e o Controle Remoto, de Hélio Villela Nunes (2016) (Brasil)
Joy e a Garça (A Joy Story: Joy and Heron), de Constantin Paeplow e Kyra Buschor (2018) (China)
Kiki, A Peninha (Kiki la plume), de Julie Rembauville e Nicolas Bianco-Levrin (2020) (França)
Moroshka, de Polina Minchenok (2016) (Rússia)
Um Sonho do Havaí (A Dream of Hawaii), de Thomas Smoor Isaksen (2022) (Noruega)
Você me dá Medo (You Look Scary), de Xiya Lan (2016) (EUA)

Foto: Divulgação/Heco Produções.

Prêmio ABC 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Fernanda Torres e Humberto Carrão em Ainda Estou Aqui: filme premiado

Foram anunciados neste sábado, 17/05, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, em cerimônia apresentada pela atriz Leandra Leal, os vencedores do Prêmio ABC 2025, realizado pela Associação Brasileira de Cinematografia.

Nesta 25ª edição, o consagrado Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, foi premiado na categoria de melhor direção de fotografia em longa-metragem de ficção para Adrian Teijido; Oeste Outra Vez, de Erico Rassi, e A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, também se destacaram, assim como a série Senna, da Netflix.

Os vencedores foram anunciados pelas atrizes Thais Abujamra, Pri Helena e Aguida Aguiar, pelos atores Johnnas Oliva e Jorge Paz, pelas diretoras de fotografia Fernanda Tanaka e Erika Addis, pelo diretor de fotografia Paulo Perez, pelos diretores Daniel Rezende e Marcelo Gomes, pela presidenta da APTA, Alice Muniz, pela representante da Rede Katahirine, Natália Tupi, e pela montadora Diana Vasconellos, além de representantes de diversas empresas parceiras.

Durante a cerimônia, que foi transmitida pelo YouTube, também foram anunciados os sócios e as sócias que receberam o direito de assinar com a sigla ABC: as diretoras de fotografia Dhyana Mai, Lícia Arosteguy, Luciana Baseggio e Thaynara Rezende; os diretores de fotografia Abraão Oliveira, André Carvalheira, Bruno Polidoro, Cesar Ishikawa, Dennis Zanatta, Eduardo Piagge, Fabio Burtin, Fábio Porcelli e Luís Villaça; o mixador Ariel Henrique; as diretoras de arte Guta Carvalho e Maíra Carvalho; o técnico de som Marcel Costa; e o colorista Pedro Saboya.

Outro destaque da cerimônia foi a entrega do Prêmio ABC para o diretor de arte Marcos Flaksman, de O Veneno da Madrugada, O Xangô de Baker Street, Se Eu Fosse Você, Zuzu Angel, Tempos de Paz, Budapeste, Nise: O Coração da Loucura, O Paciente: O Caso Tancredo Neves, Benjamim, Villa-Lobos: Uma Vida de Paixão, Trinta, entre outros, que foi o homenageado da noite por sua trajetória. A homenagem foi apresentada pela diretora de arte Vera Hamburger.

A Associação Brasileira de Cinematografia, hoje presidida por Fernanda Tanaka, foi fundada em 2 de janeiro de 2000 e reúne profissionais do audiovisual brasileiro, especialmente diretores e diretoras de fotografia, com o objetivo de incentivar a troca de ideias e informações para democratizar e multiplicar o aperfeiçoamento técnico e artístico da categoria.

Conheça os vencedores do Prêmio ABC 2025:

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Ainda Estou Aqui, por Adrian Teijido

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Oeste Outra Vez, por Carol Tanajura 

MELHOR MONTAGEM | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Oeste Outra Vez, por Leopoldo Nakata e Erico Rassi

MELHOR SOM | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Retrato de um Certo Oriente, por Pedrinho Moreira, Moabe Filho, Bernardo Adeodato e Fernando Aranha

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
A Queda do Céu, por Eryk Rocha e Bernard Machado

MELHOR MONTAGEM | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
A Queda do Céu, por Renato Valone

MELHOR SOM | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
A Queda do Céu, por Marcos Lopes, Toco Cerqueira e Guile Martins

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | CURTA-METRAGEM
Amarela, por Hélcio Alemão Nagamine

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | SÉRIE DE TV
Senna (episódio 3, temporada 1), por Azul Serra e Kauê Zilli 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | SÉRIE DE TV
Senna (episódio 2, temporada 1), por Frederico Pinto

MELHOR SOM | SÉRIE DE TV
Cidade de Deus: A Luta Não Para (episódio 1, temporada 1), por George Saldanha, Anderson Ferreira, Alessandro Laroca, Guilherme Marinho e Eduardo Virmond

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | VIDEOCLIPE
Bêbada Favorita, de Luísa Sonza e Maiara & Maraisa; por Roberto Riva

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | FILME PUBLICITÁRIO
Tormenta: O Boticário, por Gabriel Bianchini

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | FILME ESTUDANTIL
O Tempo Corre para Trás, por Júlia Yoko Matsuda (FAAP)

Foto: Divulgação/Sony Pictures Classics.

19º For Rainbow: inscrições abertas para o Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero

por: Cinevitor
As inscrições para a 19ª edição estão abertas até 13 de junho

A 19ª edição do For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero, que acontecerá entre os dias 22 e 29 de agosto, em Fortaleza, no Ceará, está com inscrições abertas até o dia 13 de junho.

Evento com reconhecimento internacional e um dos mais importantes palcos do país para debates com temática LGBTI+, o festival reúne anualmente filmes de diversas partes do mundo e atividades culturais com foco na diversidade.

Para estar apto à inscrição, o título inscrito pode ter qualquer duração, desde que aborde temas LGBTI+, de identidade e/ou gênero. O ano de produção não pode ser inferior a 2023. As inscrições devem ser feitas na plataforma FilmFreeway: clique aqui. Os filmes podem ser brasileiros ou estrangeiros, mas, para estes últimos, é obrigatório que a obra seja legendada em português.

Os vencedores nas categorias de melhores filmes nacionais serão premiados em dinheiro: R$ 5 mil para o melhor curta-metragem e R$ 10 mil para o melhor longa-metragem. Ambos recebem ainda o Troféu Elke Maravilha, assim como os vencedores nas categorias de direção, roteiro, interpretações masculina e feminina, fotografia, montagem, direção de arte, trilha e som.

Toda a programação, que inclui apresentações de teatro, dança e música, literatura, exposições de artes visuais, feiras, oficinas e debates e ações de acessibilidade, é gratuita. A 19ª edição do For Rainbow ocupará três espaços de Fortaleza: o histórico Teatro São José, que comemora 110 anos de idade em 2025; o Centro Cultural Dragão do Mar, área de mais de 14,5 mil metros quadrados dedicada à arte e à cultura; e o Cineteatro São Luiz, que desde 1958 vem sendo testemunha de gerações de cearenses apaixonados por cinema.

Foto: Divulgação.

Prêmio Grande Otelo 2025: curtas selecionados para o primeiro turno estão disponíveis no Porta Curtas

por: Cinevitor
Helena Ignez no curta Helena de Guaratiba, de Karen Black

A Academia Brasileira de Cinema divulgou recentemente os títulos inscritos para o primeiro turno do Prêmio Grande Otelo 2025, antes chamado de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, que acontecerá no dia 30 de julho, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

Os títulos serão avaliados pelos membros da Academia, que depois escolherão os finalistas da 24ª edição em 29 categorias. No ano passado, Pedágio, dirigido por Carolina Markowicz, se destacou com três prêmios, entre eles, melhor longa-metragem de ficção. Os curtas premiados em 2024 foram: Mulher Vestida de Sol, de Patrícia Moreira; Thuë pihi kuuwi: Uma Mulher Pensando, de Aida Harikariyoma Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami e Roseane Yanomami; e A Menina e o Mar, de Gabriel Mellin

Neste ano, a Academia repete a parceria com o site Porta Curtas e os indicados ao Troféu Grande Otelo nas categorias de curta-metragem neste primeiro turno estão disponíveis gratuitamente para o público (clique aqui) até o dia 23 de junho. A seleção apresenta alguns dos filmes mais instigantes da última temporada, compondo um panorama diversificado da rica produção de curtas do ano que passou; são 60 filmes brasileiros entre ficção, documentário e animação.

O resultado da votação interna da comunidade do Porta Curtas, que não interfere no resultado final do Prêmio Grande Otelo, será divulgado no próprio site. Paralelamente, os membros da Academia Brasileira de Cinema escolhem os finalistas em cada categoria entre todos os selecionados deste primeiro turno e, depois, elegem os vencedores.

Vale destacar que o filme Sem Título # 9: Nem Todas as Flores da Falta, de Carlos Adriano, também foi selecionado pela Academia Brasileira de Cinema, mas não está disponível para exibição por questões contratuais.

Conheça os curtas selecionados para o primeiro turno de 2025 e disponíveis no Porta Curtas:

FICÇÃO

2 Brasis, de Helder Fruteira e Carol Aó (SP)
Bença, de Manu Cappo (PR)
Boi de Conchas, de Daniel Barosa (SP)
Carne Fresca, de Giovani Barros (RJ)
Cassino, de Gianluca Cozza (RS)
Cida Tem Duas Sílabas, de Giovanna Castellari (SP)
Dia de Preto, de Beto Oliveira (SP)
E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Helena de Guaratiba, de Karen Black (RJ)
Maputo, de Lucas Abrahão (SP)
Movimentos Migratórios, de Rogério Cathalá (BA)
O Lado de Fora Fica Aqui Dentro, de Larissa Barbosa (MG)
O que Fica de Quem Vai, de André Zamith e Vinícius Cerqueira (SP)
Pássaro Memória, de Leonardo Martinelli (RJ)
Pequenas Insurreições, de William de Oliveira (PR)
Quando Aqui, de André Novais Oliveira (MG)
Sabão Líquido, de Fernanda Reis e Gabriel Faccini (RS)
Samuel Foi Trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL)
Se Eu Tô Aqui é por Mistério, de Clari Ribeiro (RJ)
Sereia, de Estevan de la Fuente (PR)
Soneca e Jupa, de Rodrigo R. Meireles (MG)
Toró, de Clara Ferrer e Marcella C. De Finis (RJ)
Zagêro, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)

DOCUMENTÁRIO

A Noite de Garrafadas, de Eder Gomes Barbosa (RJ)
Aguyjevete Avaxi’i, de Kerexu Martim (SP)
As Placas São Invisíveis, de Gabrielle Ferreira (SP)
Até Onde o Mundo Alcança, de Daniel Frota de Abreu (RJ)
Cavaram uma Cova no meu Coração, de Ulisses Arthur (AL)
Céu, de Valtyennya Pires (PB)
Das Águas, de Adalberto Oliveira e Tiago Martins Rêgo (PE)
Dois Nilos, de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro (RJ)
Eu Fui Assistente do Eduardo Coutinho, de Allan Ribeiro (RJ)
Mandinga de Gorila, de Juliana Gonçalves e Luzé (RJ)
Mar de Dentro, de Lia Letícia (PE)
Mborairapé, de Roney Freitas (SP)
O que Nos Espera, de Chico Bahia e Bruno Xaxier (SP)
Quebrante, de Janaina Wagner (PA)
Rosa, de Pedro Murad (RJ)
Ruth, de Sonia Guggisberg (SP)
Serão, de Caio Bernardo (PB)
Sertão, América, de Marcela Ilha Bordin (ES)
Stella do Patrocínio e a Gênese da Poesia, de Milena Manfredini (RJ)
Utopia Muda, de Julio Matos (SP)
Vento Dourado, de André Hayato Saito (SP)
Você, de Elisa Bessa (RJ)
Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ)

ANIMAÇÃO

A Menina e o Pote, de Valentina Homem (PE)
Contos Mirabolantes: O Olho do Mapinguari, de Andrei Miralha e Petronio Medeiros (PA)
Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta (MG)
Eu e o Boi, o Boi e Eu, de Jane Carmen Oliveira (MG)
Eu Sou um Pastor Alemão, de Angelo Defanti (RJ)
Hoje Eu Só Volto Amanhã, de Diego Lacerda (PE)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SC/SP)
Lagrimar, de Paula Vanina (RN)
Lulina e a Lua, de Marcus Vinicius Vasconcelos e Alois Di Leo (SP)
Menino Monstro, de Guilherme Alvernaz (SP)
O Cacto, de Ricardo Kump (SP)
Pororoca, de Francisco Franco e Fernanda Roque (MG)
Posso Contar nos Dedos, de Victória Kaminski (RS)
Receita de Vó, de Carlon Hardt (PR)

Foto: Divulgação.

Inscrições abertas para o 20º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

por: Cinevitor
Os vencedores da edição do ano passado

As inscrições para a 20ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias 4 e 10 de dezembro, já estão abertas. O mais antigo festival paraibano será realizado mais uma vez na rede Cinépolis do Manaíra Shopping, em João Pessoa.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente através da página oficial do festival (clique aqui) até às 23h59 do dia 12 de agosto de 2025. Para este ano, o Fest Aruanda contará novamente com o Prêmio Canal Brasil de Curtas no valor de R$ 15 mil reais, que tem como objetivo estimular a nova geração de cineastas, contemplando os vencedores na categoria de curta-metragem.

Para a inscrição geral, os realizadores podem se inscrever nas categorias: longa-metragem nacional, curta-metragem nacional e mostra Sob o Céu Nordestino (curtas paraibanos e longas-metragens da região). O regulamento ainda contempla mais duas opções de inscrição: TV Universitária (nacional) nas categorias documentário, programa de TV, interprograma e reportagem; e videoclipe e TCC (em formato audiovisual) contemplam exclusivamente produções paraibanas.

O Comitê de Seleção de curtas-metragens nacionais é formado pelos jornalistas e críticos de cinema, Amilton Pinheiro (SP), Rodrigo Fonseca (RJ) e a roteirista e crítica Vivi Pistache (BH). Segundo o diretor e fundador do festival, Lúcio Vilar, a edição de 2025 será repleta de novidades: “Já estamos trabalhando para montar um cardápio audiovisual que faça jus aos 20 anos de história do evento sob o signo do filme que lhe nomeia”, disse Vilar, mantendo suspense sobre o que está sendo programado e será anunciado nos próximos meses.

O Fest Aruanda – Ano 20 conta com patrocínio do Grupo Energisa através do Edital ICMS Cultural (Secult-PB), copatrocínio da Cagepa, PBGás e Armazém Paraíba via Lei de Incentivo Fiscal do Governo Federal (Ministério da Cultura/SAv). A chancela é da Reitoria e do CCHLA-UFPB através da Bolandeira Arte & Films, produtora do evento.

Foto: Mano de Carvalho.

Cine PE 2025: Leandra Leal será homenageada com a Calunga de Ouro

por: Cinevitor
Leandra Leal: carreira consagrada no audiovisual brasileiro

O Cine PE – Festival do Audiovisual, que acontecerá entre os dias 9 e 15 de junho, vai prestar uma homenagem à atriz, diretora e produtora Leandra Leal, uma das artistas mais versáteis do audiovisual brasileiro

A cerimônia será no dia 14 de junho, no Cine Teatro do Parque, no Recife, com a entrega da Calunga de Ouro pelo conjunto da obra da artista. A noite também contará com a exibição do longa-metragem Os Enforcados, protagonizado por Leandra ao lado do pernambucano Irandhir Santos, com direção de Fernando Coimbra. As sessões da 29ª edição do Cine PE são gratuitas e abertas ao público.

Leandra Leal começou sua trajetória artística aos sete anos de idade no teatro e, logo depois, estreou na televisão ao lado da mãe, Ângela Leal, no último capítulo da primeira versão de Pantanal. Aos 13 anos, já era premiada nacional e internacionalmente por sua atuação em A Ostra e o Vento, de Walter Lima Jr., seu primeiro longa-metragem e contracenando com nomes como Lima Duarte e Fernando Torres. O filme foi exibido na segunda edição do Cine PE. Desde então, construiu uma carreira sólida, marcada por personagens icônicos e escolhas ousadas.

Entre os destaques de sua trajetória na TV, estão produções como A História de Ana Raio e Zé Trovão, Explode Coração, A Indomada, A Muralha, O Cravo e a Rosa, Senhora do Destino, As Brasileiras, Cheias de Charme, Saramandaia, Império e Justiça, série em que viveu Kellen, papel que voltou a interpretar em Justiça 2, de 2023. Também participou de séries como Aruanas e Betinho: No Fio da Navalha.

A atriz acumula mais de 25 atuações no cinema e recebeu prêmios e indicações também em prestigiados festivais nacionais, como o Prêmio Grande Otelo, Festival do Rio, Cine PE e Festival de Gramado. Leandra brilhou em obras como O Homem que Copiava, Nome Próprio, Cazuza: O Tempo Não Pára, Zuzu Angel, Bingo: O Rei das Manhãs, Mato Sem Cachorro, Chatô: O Rei do Brasil, O Lobo Atrás da Porta, entre muitos outros. Trabalhou com diretores como Jorge Furtado, Murilo Salles, Júlio Bressane, Sérgio Rezende e José Eduardo Belmonte.

Além de atuar, Leandra é diretora e produtora. Começou a dirigir com o clipe Sushi, de Tulipa Ruiz, em 2011. Dividiu a direção do curta-metragem Aquele Abraço com Carol Benjamim e Rita Toledo. Esteve à frente da direção do aclamado Divinas Divas, que ganhou o prêmio de melhor documentário pelo Júri Popular do SXSW, em Austin, nos Estados Unidos. Também foi consagrado no Festival do Rio e no Prêmio Grande Otelo com os troféus de melhor documentário e montagem para Natara Ney

Além disso, é diretora artística e criadora, além de atriz, da série A Vida Pela Frente, que estreou no Globoplay em junho de 2023. A série, assim como outros trabalhos, foi produzida pela DAZA Filmes, produtora independente que Leandra é sócia ao lado de Carol Benjamin, Maria Barreto e Rita Toledo. Leandra também está à frente, ao lado da mãe, Ângela Leal, do tradicional Teatro Rival Petrobras, no Rio de Janeiro, onde promove shows e espetáculos de artistas independentes.

Sandra Bertini, diretora do Cine PE, destaca que homenagear Leandra é reconhecer uma trajetória que mistura talento, ousadia e compromisso com a arte e a sociedade: “Leandra Leal é uma artista que atravessa gerações com autenticidade. Sua atuação vai além das telas e palcos: ela produz, dirige, escreve, e sempre com um olhar crítico e afetuoso sobre o Brasil”

Foto: Leo Lara/Universo Produção.

Sedução: começam as filmagens do longa dirigido por Zelito Viana e Marcos Palmeira

por: Cinevitor
Zelito Viana e Marcos Palmeira: pai e filho na direção do longa Sedução

Dirigido por Zelito Viana e Marcos Palmeira, o longa-metragem Sedução começou a ser rodado recentemente em Alter do Chão, no Pará. O filme, que marca a estreia de Palmeira na direção de cinema, é também protagonizado por ele. 

A história gira em torno de Paulo, um ator renomado, acostumado a ser bajulado, que vive alienado em seu próprio mundo. Quando recebe a notícia da morte do pai, na região Norte, ele se vê obrigado a deixar sua vida para trás. A contragosto, embarca em uma jornada para resolver os assuntos pendentes do pai, mas, ao longo do caminho, entra em contato com a realidade do Brasil profundo e passa por uma transformação radical.

Além de Marcos Palmeira, o elenco conta também com Camila Morgado, que interpreta Sara Teixeira, e Dira Paes, no papel de Maria Rita Martins. Completam o time: Begê Muniz, Carlos Betão, Paulo Queiroz, Fidelis Baniwa, Neire Lopes, Pedro Manoel Nabuco e Beatriz Cohen.

“É uma produção de baixo orçamento, um filme de guerrilha. O longa é um resgate familiar, uma mistura da minha vida com a do meu pai, que descobriu que o pai dele teve uma segunda família em outro estado. O personagem começa num lugar para acabar, como eu, transformado através do contato com o Brasil profundo. A gente espera contar essa história do jeito mais lindo possível, como o Brasil merece”, disse Marcos Palmeira, que divide a direção com o pai.

Zelito Viana, um dos grandes nomes do cinema brasileiro, produziu filmes como Terra em Transe e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha, e Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, e dirigiu recentemente o documentário Viva Marília, sobre a atriz Marília Pêra, que abriu a 30ª edição do É Tudo Verdade. Como diretor, também realizou Morte e Vida Severina, Terra dos Índios, Villa-Lobos: Uma Vida de Paixão, Avaeté: Semente da Vingança, Os Condenados, entre outros. Em 2015, foi homenageado no Festival de Cinema de Gramado com o Troféu Eduardo Abelin.

A sinopse oficial de Sedução diz: Paulo Martins, ator de novelas no auge da carreira, parece ter conquistado tudo aquilo que queria: fama e dinheiro. Durante uma gravação, recebe a notícia da morte do pai, a quem não via há 30 anos, o que o leva para uma jornada existencial na floresta Amazônica, às margens do rio Tapajós, em busca das memórias paternas e de pedaços de si mesmo deixados pelo caminho. Paulo entra em contato com personagens que passam a fazer parte da sua vida: irmãos desconhecidos, o amigo charlatão, ex-mulheres e prostitutas que cruzaram o caminho do Coronel, seu pai. Em meio a esse reencontro com suas origens, Paulo também viverá uma paixão arrebatadora com Maria Rita, última amante do Coronel, uma paixão tão profunda e efêmera quanto as águas do rio.

A produção executiva é de Katiuscha Melo e a fotografia é assinada por Reynaldo Zangrandi. Fabiana Egrejas é a responsável pela direção de arte e o figurino é de Carol Lobato.

Foto: Reynaldo Zangrandi.

In-Edit Brasil 2025: conheça os filmes brasileiros selecionados

por: Cinevitor
Maria Alcina no longa Sem Vergonha, de Rafael Saar

O In-Edit Brasil, Festival Internacional do Documentário Musical, divulgou os curtas e longas-metragens brasileiros selecionados para sua 17ª edição, que acontecerá entre os dias 11 e 22 de junho no CineSesc em São Paulo

O Panorama Brasileiro conta com as seções Competição Nacional, Mostra Brasil, Brasil.Doc, Curta um Som e Sessões Especiais. Além disso, apresenta estreias nacionais e produções inéditas dedicadas a importantes nomes e cenas da música brasileira.

Entre os destaques, filmes sobre grandes artistas como o cantor Cazuza, a sambista e militante Leci Brandão, o músico e maestro Letieres Leite (idealizador das orquestras Rumpilezz e Rumpelezzinho),  o cantor e compositor gaúcho Julio Reny, o cantor e ator paulistano Aldo Bueno, o cantor baiano Hyldon, a banda recifense Ave Sangria e o cantor e compositor Azulão, conhecido pelas festas populares em Caruaru, Pernambuco. O festival também traz títulos que exploram a trajetória de figuras cultuadas da música brasileira como Júpiter Maçã, Cachorro Grande, Maria Alcina e Toquinho.

Além dos retratos individuais, a programação mergulha em cenas musicais que marcaram época, como o hardcore brasileiro dos anos 90 e o efervescente rock produzido em Goiânia. E mais: a criação dos Afro-Sambas de Baden e Vinicius, um musical brasileiro, de repertório negro, que rodou mais de 30 países; a cultura afro-brasileira e a trajetória da soul music no Brasil; as raízes culturais e musicais amazônicas; a história da música de Porto Velho, em Rondônia; e do maior estúdio de gravação da região Nordeste, em Salvador, mapeando as múltiplas vertentes da música no país.

O festival apresenta também em Sessões Especiais o clássico A Noite do Espantalho (1974), dirigido pelo cantor, compositor, ator e cineasta Sérgio Ricardo (que quebrou o violão durante o III Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record, em 1967) e a sessão comemorativa de 25 anos de O Rap do Pequeno Príncipe contra as Almas Sebosas (2000), de Marcelo Luna e Paulo Caldas, sobre a história de Helinho e Garnizé (membro da banda de rap Faces do Subúrbio e líder comunitário). 

O In-Edit – Festival Internacional do Documentário Musical nasceu em Barcelona, na Espanha, em 2003, e acontece no Brasil desde 2009. Outros países, como Chile, Grécia, México e Holanda também realizam edições do festival. O vencedor da Competição Nacional vai ser exibido no In-Edit Barcelona 2025.

Conheça os filmes brasileiros selecionados para o In-Edit Brasil 2025:

PANORAMA BRASILEIRO

COMPETIÇÃO NACIONAL

A Última Banda de Rock, de Lírio Ferreira (RS)
Alma Negra, do Quilombo ao Baile, de Flavio Frederico (SP)
Amor e Morte em Julio Reny, de Fabrício Cantanhede (RS)
As Dores do Mundo: Hyldon, de Emílio Domingos e Felipe Rodrigues (SP/RJ)
As Travessias de Letieres Leite, de Iris de Oliveira e Day Sena (BA)
Ave Sangria, A Banda que Não Acabou, de João Cintra e Mônica Lapa (PE)
Brasiliana: O Musical Negro que Apresentou o Brasil ao Mundo, de Joel Zito Araújo (RJ)
Cazuza: Boas Novas, de Nilo Romero e Roberto Moret (SP/RJ)
Os Afro-Sambas: O Brasil de Baden e Vinicius, de Emílio Domingos (RJ)
Sem Vergonha, de Rafael Saar (RJ)

MOSTRA BRASIL

Aldo Bueno: O Eterno Amanhecer, de Adriano De Luca (SP)
Goiânia Rock City, de Théo Farah (GO)
Hardcore 90, de Marcelo Fonseca e George Ferreira (SP)
Jackson: Na Batida do Pandeiro, de Marcus Vilar e Cacá Teixeira (PB/RJ)
Leci, de Anderson Lima (SP)
Mestras, de Roberta Carvalho e Aíla (PA)
O Ano em que o Frevo Não Foi pra Rua, de Mariana Soares e Bruno Mazzoco (PE)
Passarô, de Taciano Valério (PB/RJ)
Toquinho Maravilhoso, de Alejandro Berger Parrado (SP/Uruguai)
WR Discos: Uma Invenção Musical, de Nuno Penna e Maira Cristina (BA)

BRASIL.DOC

Baile Soul, de Cavi Borges (RJ)
Concerto de Quintal, de Juraci Júnior (RO)
Dino Franco, A Raiz do Sertanejo, de João Francisco Cunha (SP)
Essência Interior (Júpiter – Gross – Cascaes): 1996 – 1999, de Roberto Panarotto (RS)
O Clube da Guitarrada, de Tania Menezes (PA)
Regional Beat: Uma Antena Parabólica Fincada na Terra Vermelha, de Matuto S.A (SP)
Veraneio: Uma Antologia Negra, de Nalu Silva (SP)

CURTAS

Antonio e Manoel, de Zeca Ferreira (RJ)
Black House: Jazz é o Corre, de Amilcar Neto (SP)
Discoterra, de Gustavo Aquino dos Reis, Daniel Wierman e Arnaldo Robles (SP)
Jamming: O Ano em que Junior Marvin Morou em Goiânia, de Danilo Camilo (GO)
Jingles como Política Afetiva, de Kjetil Klette Bøhler (SP/Noruega)
Lá no Alto, de Juliana Lima (PE)
Notas da Tradição: Pífanos de Ribeira do Amparo, de Michele Menezes (BA)
Pagode do Didi, Nosso Ponto de Encontro, de Maysa Carolino (PE)
Spectros: Algum Nome, Nenhum Rosto, de Ciro Lubliner (SP)
Vamembolá, de Lucila Meirelles e Cid Campos (SP/RN)
Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ)
Volta Seca a Favor do Vento: Cantigas de Lampião, de Marlon Delano (SE)

SESSÕES ESPECIAIS

A Noite do Espantalho, de Sérgio Ricardo (SP/RJ)
O Rap do Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas, de Marcelo Luna e Paulo Caldas (SP/PE)

Foto: André Morbach.

Festival de Cannes 2025: novos títulos selecionados para a 78ª edição

por: Cinevitor
Lyna Khoudri e Fatima Adoum em 13 jours, 13 nuits: fora de competição

Faltando poucos dias para sua 78ª edição, que acontecerá entre 13 e 24 de maio, o Festival de Cannes revelou os últimos títulos selecionados para este ano, entre eles, o drama de ficção científica Resurrection, de Bi Gan, que disputará a Palma de Ouro

O evento também divulgou os filmes da mostra Cinéma de la Plage, que foi criada em 2001 com a proposta de exibir ao ar livre, na praia de Macé, filmes antológicos e também títulos em estreia mundial fora de competição.

Retornando pelo segundo ano consecutivo, a Competição Imersiva foi introduzida em 2024 para celebrar novas formas de contar histórias por meio de experiências espaciais e sensoriais. Ao se libertarem da tela e da linguagem cinematográfica tradicional, as obras imersivas convidam o espectador a entrar na narrativa e, frequentemente, a interagir com ela. A Seleção Imersiva deste ano apresentará nove obras na Competição, duas não competitivas e um programa especial chamado Focus com cinco criações luxemburguesas que proporcionarão aos participantes do festival uma visão sem precedentes dos processos criativos imersivos.

Juntas, essas dezesseis propostas oferecem uma visão geral de uma linguagem em rápida evolução; da realidade virtual e realidade mista ao mapeamento de vídeo e inteligência artificial. Projetadas para serem vivenciadas em vez de visualizadas, essas obras transportam o público para mundos imaginários onde espaço, narrativa e emoção se entrelaçam. O júri da Competição Imersiva será presidido pelo cineasta francês Luc Jacquet e contará também com Laurie Anderson, Tania de Montaigne, Martha Fiennes e Tetsuya Mizuguchi.

Além disso, vale destacar que a ACID, Association du cinéma indépendant pour sa diffusion, que realiza uma mostra paralela ao Festival de Cannes, homenageará a fotojornalista palestina Fatma Hassona, protagonista do documentário selecionado Put Your Soul on Your Hand and Walk, de Sepideh Farsi, que foi morta por um míssil que atingiu sua casa, em Tuffah. Hassona assumiu como missão testemunhar o cotidiano dos habitantes de Gaza em 2025 por meio de seu trabalho e dedicação, apesar dos riscos associados à guerra no enclave palestino. Fatma Hassona é uma das inúmeras vítimas da violência que assola a região há meses.

Conheça os novos títulos selecionados para o Festival de Cannes 2025:

COMPETIÇÃO
Resurrection (Kuang ye shi dai), de Bi Gan (China/França)

FORA DE COMPETIÇÃO
13 jours, 13 nuits (13 Days 13 Nights), de Martin Bourboulon (França/Bélgica)

SESSÃO ESPECIAL
The Six Billion Dollar Man, de Eugene Jarecki (EUA)

CANNES PREMIÈRE
Ma frère, de Lise Akoka e Romane Gueret (França)

CINÉMA DE LA PLAGE
A Menina e o Ovo de Anjo (Tenshi no tamago), de Mamoru Oshii (Japão) (1985)
Ange, de Tony Gatlif (França) (2025)
Bardot, de Alain Berliner (França/Bélgica) (2025)
Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard), de Billy Wilder (EUA) (1950)
Darling: A que Amou Demais, de John Schlesinger (Reino Unido) (1965)
Duelo ao Sol (Duel in the Sun), de King Vidor (EUA) (1946)
Fervura Máxima (Lat sau san taam/Hard Boiled), de John Woo (Hong Kong) (1992)
Gângsters de Casaca (Mélodie en sous-sol), de Henri Verneuil (França/Itália) (1963)
Golpes da Vida (Les mauvais coups), de François Leterrier (França) (1961)
La légende de la palme d’or continue, de Alexis Veller (França) (2025)
Palombella rossa, de Nanni Moretti (Itália/França) (1989)
Uma Vida Oculta (A Hidden Life), de Terrence Malick (Reino Unido/Alemanha/EUA) (2019)

COMPÉTITION IMMERSIVE
Beyond the Vivid Unknown, de John Fitzgerald e Godfrey Reggio (EUA)
Fillos do Vento: A Rapa, de Brais Revalderia e María Fernanda Ordóñez Morla (Espanha/EUA)
From Dust, de Michel van der Aa (Holanda)
In the Current of Being, de Cameron Kostopoulos (EUA/França)
Lacuna, de Maartje Wegdam e Nienke Huitenga-Broeren (Holanda)
Lili, de Navid Khonsari (EUA/Reino Unido/França)
Taxi, de Yamil Rodriguez, Michael Arcos e Stephen Henderson (Reino Unido)
The Dollhouse, de Charlotte Bruneau e Dominic Desjardins (Luxemburgo/Canadá)
The Exploding Girl VR, de Caroline Poggi e Jonathan Vinel (França/Grécia)

IMMERSIVE | FORA DE COMPETIÇÃO
Chez Moi, de Victoria Yakubova e Frédéric Le Louët (França)
Trailblazer, de Eloise Singer (Reino Unido)

IMMERSIVE | FOCUS
Ceci est mon coeur, de Nicolas Blies e Stéphane Hueber-Blies (Luxemburgo/França/Canadá)
Champ de Bataille, de François Vautier (França/Luxemburgo/Bélgica)
Floating with Spirits, de Juanita Onzaga (Bélgica/Luxemburgo/Holanda)
Ito Meikyu, de Boris Labbé (França/Luxemburgo)
Oto’s Planet, de Gwenael François (Luxemburgo/Canadá/França)

Foto: Jérôme Prébois.

14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Marieta Severo no longa Torniquete, de Ana Catarina Lugarini

Foram anunciados nesta quarta-feira, 07/05, em uma coletiva de imprensa, os filmes selecionados para a 14ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontecerá entre os dias 11 e 19 de junho, com 80 títulos na programação.

Neste ano, o evento contará com sessões em espaços emblemáticos da capital paranaense, ocupando de forma inédita o MON, Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto), um dos principais pontos turísticos da cidade; e a Ópera de Arame, outro local imponente da capital, receberá por mais um ano a exibição do filme de abertura. As sessões também serão realizadas no Cine Passeio, no Teatro da Vila, no Cine Guarani, que pela primeira vez será local de exibição após passar por um processo de reforma e reestruturação, e na Cinemateca, que completa 50 anos de história com novos equipamentos de projeção e som.

“Estamos muito felizes em anunciar os selecionados para a 14ª edição do Olhar de Cinema. São mais de 80 filmes que completam a nossa programação, entre estreias mundiais, nacionais, de cineastas de destaque, novos nomes da sétima arte, diretores e diretoras paranaenses, produções para a criançada, entre outros. Para este ano, abrimos ainda mais o nosso leque de locais de exibição, ocupando também o MON, o Cine Guarani e a Cinemateca”, comentou Antonio Gonçalves Jr, diretor do Olhar de Cinema

O longa-metragem que abrirá a edição de 2025 será Cloud, do japonês Kiyoshi Kurosawa, um dos mais cultuados cineastas contemporâneos, conhecido por produções como Pulse (2001), Creepy (2016) e A Cura (1997). O filme representou o Japão na categoria de melhor filme internacional do Oscar deste ano e passou por outros renomados festivais internacionais, como o de Veneza, Toronto e Chicago. O filme de abertura será exibido em uma sessão exclusiva na Ópera de Arame em uma tela especial com mais de 400 polegadas montada especialmente para a exibição. 

Inspirado em uma história real, a produção é um suspense que aborda a história de um grupo de justiceiros formado na internet que se rebela contra Yoshii, interpretado por Masaki Suda, que usa o pseudônimo Ratel, um revendedor on-line de produtos baratos a preços elevados. Apesar de trabalhar como operário em uma pequena fábrica, o jovem se dedica a revender todos os tipos de mercadorias online, desde roupas a equipamentos médicos. Após negar uma promoção no local onde trabalha, ele decide viver com sua namorada em uma casa afastada da cidade. Ao se sentir lesada, sua clientela é dominada por um sentimento de raiva, levando até mesmo pessoas não diretamente prejudicadas a se unirem contra ele, motivadas por ressentimentos pessoais. 

As produções selecionadas para as mostras competitivas, tanto a Internacional quanto a Brasileira, concorrem em diversas categorias pelo Júri Oficial, além das premiações do público, responsável por eleger o melhor longa e o melhor curta nas duas mostras. 

A mostra Olhar Retrospectivo é um espaço dedicado a um grande nome do cinema mundial apresentando um panorama de suas produções e uma reflexão sobre sua trajetória. Quem integra a mostra no 14º Olhar de Cinema é a consagrada cineasta Agnès Varda, cujo trabalho é referido como um dos marcos do cinema moderno, do cinema realizado por mulheres, dos filmes-ensaios e dos documentários subjetivos. Foram selecionados 10 filmes da cineasta, sendo seis longas e quatro curtas-metragens, em uma temática intitulada Derivas por Varda em referência aos personagens em deriva da realizadora e ao percurso do público pela mostra.

Já a mostra Pequenos Olhares reúne uma seleção de produções voltada às crianças, entre longas e curtas-metragens com o intuito de promover aos pequenos uma experiência única dentro do festival. A Mirada Paranaense promove um panorama da produção audiovisual do Paraná, com um olhar dedicado a filmes de todo o estado. 

A mostra Novos Olhares é voltada para produções ousadas, que flertam com o risco, a invenção e caminhos desconhecidos em seu uso da linguagem cinematográfica, optando pela radicalidade e desprendimento das convenções do cinema. Na mostra Exibições Especiais, o espaço é dedicado a obras inéditas no Brasil de grandes nomes do cinema mundial, assim como filmes brasileiros da última temporada que estrearam em outros eventos, mas chegam para Curitiba no Olhar de Cinema

Neste ano, a Mostra Foco leva o tema Arquivos Desobedientes: O Cinema e as Rasuras da História, promovendo um recorte de filmes e diálogos entre comunidades do Sul Global, com obras de diferentes contextos e épocas, que convocam e elaboram arquivos a partir de posturas contestatórias. Em Olhares Clássicos, a lista reúne uma seleção diversa de filmes de todo o mundo que marcaram a história da sétima arte, integrando a mostra como uma homenagem a seus realizadores, assim como por seus posicionamentos inovadores em relação às produções contemporâneas da edição.

Vale destacar que os ingressos para as sessões estarão à venda a partir do dia 16 de maio, com valores que vão de R$ 8 (meia-entrada) a R$ 16, disponíveis pelo site oficial. O Olhar de Cinema ainda contará com sessões gratuitas no Teatro da Vila, na CIC e no Cine Guarani, no bairro Portão

Conheça os filmes selecionados para o Olhar de Cinema 2025:

FILME DE ABERTURA
Cloud (Kuraudo), de Kiyoshi Kurosawa (Japão)

FILME DE ENCERRAMENTO
Verde Oliva, de Wellington Sari (Brasil)

COMPETITIVA BRASILEIRA | LONGAS

A Voz de Deus, de Miguel Antunes Ramos (SP)
Apenas Coisas Boas, de Daniel Nolasco (GO)
Aurora, de João Vieira Torres (Brasil/Portugal/França)
Cais, de Safira Moreira (BA)
Explode São Paulo, Gil, de Maria Clara Escobar (Brasil/Portugal)
Glória & Liberdade, de Letícia Simões (CE)
Paraíso, de Ana Rieper (RJ)
Torniquete, de Ana Catarina Lugarini (PR)

COMPETITIVA BRASILEIRA | CURTAS

A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Americana, de Agarb Braga (PA)
Fronteriza, de Rosa Caldeira e Nay Mendl (Brasil/Paraguai)
Girassóis, de Jessica Linhares e Miguel Chaves (Brasil, Paraguai)
Maira Porongyta: O Aviso do Céu, de Kujãesage Kaiabi (MT)
Mais Um Dia, de Vinícius Silva (SP)
Ontem Lembrei de Minha Mãe, de Leandro Afonso (BA)
Seco, de Stefano Volp (RJ)

COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGAS

A Árvore da Autenticidade (L’Arbre de l’authenticité), de Sammy Baloji (Bélgica/Congo)
Ariel, de Lois Patiño (Espanha/Portugal)
Fire Supply, de Lucía Seles (Argentina)
Medidas para um Funeral (Measures for a Funeral), de Sofia Bohdanowicz (Canadá)
Quando o Telefone Tocou (Kada je Zazvonio Telefon), de Iva Radivojević (Sérvia/EUA)
Um Corpo para Habitar (A Body To Live In), de Angelo Madsen (EUA)

COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTAS

As Loucas do Sótão (Locas del Ático), de Tamara García Iglesias (Espanha)
Barco dos Tolos (ىقمحلا ةنيفس), de Alia Haju (Líbano/Alemanha)
Conseguimos Fazer um Filme, de Tota Alves (Portugal)
Coração Azul (Coeur Bleu), de Samuel Suffren (Haiti/França)
Después del Silencio, de Matilde-Luna Perotti (Canadá)
Esportes Aquáticos (Water Sports), de Whammy Alcazaren (Filipinas)
Ídolo Evanescente (ليخنلا تابس), de Majid Al-Remaihi (França/Kuwait/Catar)
O Reinado de Antoine (El Reinado de Antoine), de José Luis Jiménez Gómez (Cuba)

OLHAR RETROSPECTIVO | AGNÈS VARDA

A Ópera-Mouffe (L’Ópera Mouffe), de Agnès Varda (França) (1958)
As Praias de Agnès (Les Plages de Agnès), de Agnès Varda (França) (2008)
Cléo das 5 às 7 (Cléo de 5 às 7), de Agnès Varda (França) (1962)
Documentira (Documenteur), de Agnès Varda (França) (1981)
La Pointe-Courte, de Agnès Varda (França) (1955)
Os Catadores e Eu (Les glaneurs et la glaneuse), de Agnès Varda (França) (2000)
Saudações aos Cubanos (Salut les Cubains), de Agnès Varda (França) (1964)
Tio Yanco (Oncle Yanco), de Agnès Varda (França) (1967)
Ulysse, de Agnès Varda (França) (1983)
Uma canta, a outra não (L’une chante l’autre pas), de Agnès Varda (França) (1977)

PEQUENOS OLHARES

A Lenda de Zamu, de Ana Clara Mancuso, Marina Okamoto, Mayara Mello, Ronaldo Yoshio e Theo Souza (Brasil)
A Viagem de Tetê, de Betânia Furtado (Brasil)
Abraços, de Barcabogante (Brasil)
Dentro da Caixinha: Mundo de Papel, de Guilherme Reis (Brasil)
Mahuru, de Vitor Ferraz (Brasil)
No Início do Mundo, de Camilla Osório de Castro
Rosetta, de Isabela Paulovic (Brasil)
Três Vírgula Catorze, de Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues (Portugal)
Um Monstro e Meia, de Rama Rambo e Mariana Leal (Brasil)

MIRADA PARANAENSE

A Mão Invisível, de Fernando Moreira
Areia, de Ive Machado e Gustavo Ribeiro
Bem Me Quer, Mal Me Quer, de Victoria Spitzner e Gabrielle Santana
Dança dos Vagalumes, de Maikon Nery
Entre Sinais e Marés, de João Gabriel Ferreira e João Gabriel Kowalski
Fabulosas: Operação Aranha, de TH Fernandes e Lua Lambertti
Guairacá, de Luan Rodrigues
Interior, Dia, de Luciano Carneiro e Paulo Abrão
Notas Sobre um Desterro, de Gustavo Castro

EXIBIÇÕES ESPECIAIS

Batguano Returns: Roben na Estrada, de Tavinho Teixeira e Fred Benevides (Brasil)
Canções de uma Terra Ardente, de Olha Zhurba (Ucrânia/França/Suécia/Dinamarca)
Hot Milk, de Rebecca Lenkiewicz (Reino Unido/Grécia)
Nem Toda História de Amor Acaba em Morte, de Bruno Costa (Brasil)
Relâmpagos de Críticas, Murmúrios de Metafísicas, de Julio Bressane e Rodrigo Lima (Brasil)
Salomé, de André Antônio (Brasil)
Tardes de Solidão (Tardes de Soledad), de Albert Serra (Espanha/França/Portugal)

NOVOS OLHARES

Aoquic iez in Mexico! O México Não Existirá Mais (¡Aoquic iez in Mexico! ¡Ya México no existirá más!), de Annalisa D. Quagliata Blanco (México)
Em vez de Árvores (Anstatt Bäumen), de Philipp Hartmann (Alemanha/Argentina)
Invenção (Invention), de Courtney Stephens (EUA)
Na Passagem do Trópico, de Francisco Miguez (Brasil)
Os Lobos (Les Loups), de Isabelle Prim (França)
Voz Zov Vzo, de Yhuri Cruz (Brasil)

OLHARES CLÁSSICOS

A Grande Cidade, de Carlos Diegues (Brasil) (1966)
A Greve (Stachka), de Sergei Eisenstein (URSS) (1925)
Carta Camponesa (Kaddu Beykat), de Safi Faye (Senegal) (1975)
Desapropriado, de Frederico Fullgraf (Brasil) (1983)
Eraserhead, de David Lynch (EUA) (1977)
Eu, A Pior de Todas (Yo, La Peor de Todas), de Maria Luisa Bemberg (Argentina) (1990)
Meu Nome é Oona (My name is Oona), de Gunvor Nelson (EUA) (1969)
Plantar nas Estrelas, de Geraldo Sarno (Brasil) (1978)
Quarup Sete Quedas, de Frederico Fullgraf (Brasil) (1983)
Yeelen: A Luz (The Light), de Souleymane Cissé (Mali) (1987)

MOSTRA FOCO

A Fidai Film, de Kamal Aljafari (Alemanha/Catar/Brasil/França) (2024)
A Zerda e os Cantos do Esquecimento (La Zerda ou les chants de l’oubli), de Assia Djebar (Argélia) (1983)
Dahomey, de Mati Diop (Senegal/França/Benim) (2024)
Ngupelngamarrunu, Tempo da Noite Vamos (Ngupelngamarrunu, Night Time Go), de Elizabeth Povinelli (Austrália) (2017)
Notas Sobre a Tortura e Outras Formas de Diálogo (Apuntes sobre la tortura y otras formas de diálogo), de Patricio Guzmán (Espanha) (1968)
O Grito (El Grito), de Leobardo López Arretche (México) (1968)
Recorrências Perpétuas (Perpetual Recurrences), de Reem Shilleh (Palestina)
Sobrenome Viet, Nome Próprio Nam (Surname Viet Given Name Nam), de Trinh T. Minh-ha (EUA) (1988)
Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá, de Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna (Brasil) (2024)

Foto: Amanda Lavorato.

Festival de Cannes: documentário sobre Cacá Diegues será exibido na mostra Cannes Classics 2025

por: Cinevitor
Cacá Diegues: celebrado em Cannes com Para Vigo Me Voy!

Desde o início dos anos 2000, o Festival de Cannes criou a mostra Cannes Classics, uma seleção que permite exibir o trabalho de valorização do cinema patrimonial realizado por produtoras, proprietários de direitos, cinematecas e arquivos nacionais de todo o mundo. Atualmente, faz parte da Seleção Oficial do evento e apresenta obras-primas e raridades do cinema em cópias restauradas, além de homenagens e títulos inéditos.

Nesta edição de 2025, o cinema brasileiro marca presença com Para Vigo Me Voy!, dirigido por Lírio Ferreira e Karen Harley, documentário sobre Carlos Diegues, um dos cineastas brasileiros mais queridos do festival francês. O filme é uma viagem cinematográfica pela trajetória de Cacá Diegues revelando a capacidade única de capturar o espírito do tempo presente em suas narrativas. O longa explora como as obras do cineasta refletem os traços da história brasileira nas últimas seis décadas, além de abordar aspectos íntimos de sua vida pessoal.

“O filme é uma grande aula de cinema brasileiro. São mais de 60 anos de cinema, atravessando a história do país, desde o Brasil Colônia. E não é apenas sobre Cacá. São muitos artistas que marcaram época. Para citar alguns: Antonio Pitanga, Jeanne Moreau, Zezé Motta, Marília Pêra, Sonia Braga, Antonio Fagundes, Wagner Moura e Jesuíta Barbosa; Moacir Santos, Chico Buarque, Jorge Benjor, Caetano e Gil”, afirma o produtor Diogo Dahl sobre o longa. Clique aqui e confira o pôster oficial.

A sinopse oficial diz: Para Vigo Me Voy! é um documentário que mergulha na obra de Carlos Diegues, cineasta que retratou a história e o espírito do Brasil desde 1961. O longa navega entre os filmes dele e sua trajetória pessoal. Trechos das obras são intercalados com entrevistas do diretor ao longo de 60 anos. Acompanhamos a evolução de seu cinema e de seu discurso, costurando esse diálogo com imagens inéditas da última filmagem de Diegues em Deus Ainda é Brasileiro, uma sessão de Bye Bye Brasil na Favela do Vidigal, com a presença dele, e um grande encontro de Carlos Diegues com artistas que foram companheiros de jornada.

Diegues, que faleceu em fevereiro deste ano, quando o documentário estava sendo montado, esteve no Festival de Cannes com oito dos 17 longas que dirigiu sozinho, participando três vezes da mostra competitiva com: Bye Bye Brasil, em 1980, Quilombo, em 1984, e Um Trem para as Estrelas, em 1987; e outras três vezes na Quinzena de Cineastas com: Os Herdeiros, em 1969, Joanna Francesa, em 1973, e Chuvas de Verão, em 1978. O cineasta foi membro do júri da principal da mostra competitiva em 1981 e participou também da Semana da Crítica com Ganga Zumba, em 1964. Apresentou, em 2018, fora de competição, O Grande Circo Místico, além de ter marcado presença com o longa Cinco Vezes Favela: Agora por Nós Mesmos, em 2010, do qual assinou a produção. No ano passado, Bye Bye Brasil foi exibido na mostra Cannes Classics.

Exibir Para Vigo Me Voy! no Festival de Cannes é levar novamente o espírito artístico do cineasta e celebrar sua obra, que começou nos anos de 1960 com o curta Escola de Samba, Alegria de Viver, que integrou o longa coletivo Cinco Vezes Favela, de 1962. Diegues foi um dos fundadores do movimento Cinema Novo, dirigindo ao longo de sua carreira 30 filmes entre longas e curtas, e deixando o inédito Deus Ainda é Brasileiro, continuação do sucesso de 2003.

Karen Harley, que trabalhou com o cineasta montando Tieta do Agreste (1996), conta que Diegues foi seu mestre não só no cinema, mas também na vida, e destaca a possibilidade de celebrar a obra do cineasta no documentário: “É um filme de delicada costura entre suas últimas conversas, seu último set como diretor, sua extensa e diversa filmografia e um vasto e inédito material de arquivo, no qual ele fala sobre questões relevantes sobre o Cinema e o Brasil em geral. Combina profundidade humana, relevância social e estética cinematográfica”.

Com argumento de Lucas Vasconcellos e roteiro de Lírio Ferreira, o filme é uma coprodução entre Globo Filmes e GloboNews, com produção de Diogo Dahl, da Coqueirão Pictures, em coprodução também com Raccord, Sinédoque e Dualto Produções; a produção executiva é de Maria Fernanda Miguel e a distribuição é da Gullane+. A montagem é assinada por Mair Tavares e Daniel Garcia com montagem final de Karen Black e Lucílio Jota; a fotografia é de Loiro Cunha e a música-título é interpretada por Ney Matogrosso e Pife Muderno e produzida por Carlos Malta. Waldir Xavier assina a edição de som; a mixagem é de Tiago Picado e o som direto de Valéria Ferro e Priscila Alves. A produtora Coqueirão Pictures participou em 2016 da sessão Cannes Classics com Cinema Novo, de Eryk Rocha, que recebeu o L’Œil d’or (Olho de Ouro) de melhor documentário do festival.

O filme brasileiro faz parte da celebração de três nomes emblemáticos do Festival de Cannes na Cannes Classics. Além de Cacá Diegues, David Lynch e Pierre-William Glenn também serão homenageados com os títulos David Lynch, une énigme à Hollywood, de Stéphane Ghez, e Dis pas de bêtises, de Vincent Glenn.

A seleção traz também uma cópia restaurada em 4K do clássico Em Busca do Ouro, de Charles Chaplin, que celebra 100 anos de seu lançamento. Além disso, celebra também, com uma cópia restaurada, os 25 anos de Amores Brutos, de Alejandro G. Iñárritu, que marcou o cinema mexicano e foi o grande vencedor da Semana da Crítica em 2000.

A cineasta francesa Diane Kurys, que foi a primeira diretora a abrir o Festival de Cannes, em 1987, com Un homme amoureux, retorna ao evento com o drama biográfico Moi qui t’aimais sobre o mítico casal Simone Signoret e Yves Montand.

Outros destaques da programação: O Arco, que estreou mundialmente em Cannes em 1968, dirigido por T’ang Shushuen, uma das poucas cineastas independentes em Hong Kong durante as décadas de 1960 e 1970; Dogma: Resurrected (A 25th Anniversary Celebration!), de Kevin Smith, que foi exibido fora de competição em 1999; Sunshine: O Despertar de um Século, do diretor húngaro István Szabó, que será exibido como parte das comemorações do centenário da FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema; Fervura Máxima, de John Woo, lendário mestre do cinema de ação de Hong Kong dos anos 1990; e o premiado Um Estranho no Ninho, de Miloš Forman, com Jack Nicholson.

E mais: no 50º aniversário da morte do dramaturgo e cineasta francês Marcel Pagnol e no 130º aniversário do seu nascimento, a mostra Cannes Classics celebra o 70º aniversário da sua presidência do júri exibindo uma versão restaurada de Merlusse. Entre os documentários, vale destacar a presença do inédito My Mom Jayne, de Mariska Hargitay, sobre sua mãe, a atriz Jayne Mansfield, uma das primeiras playmates da Playboy, que morreu tragicamente em um acidente de carro aos 34 anos. A obra-prima Barry Lyndon, de Stanley Kubrick, vencedora de quatro estatuetas douradas no Oscar, será o filme de encerramento da mostra Cannes Classics.

Neste ano, Quentin Tarantino, vencedor da Palma de Ouro com Pulp Fiction: Tempo de Violência e presidente do júri em 2004, será o convidado de honra da Cannes Classics. Cineasta e cinéfilo, compartilhará sua paixão por George Sherman exibindo dois de seus westerns feitos para a Universal Pictures, um de seus períodos mais criativos: Escrava do Ódio e Terra Selvagem.

Conheça os novos filmes selecionados para o Festival de Cannes 2025:

CANNES CLASSICS

Amores Brutos (Amores perros), de Alejandro G. Iñárritu (México) (2000)
As Coisas Simples da Vida (Yi Yi), de Edward Yang (Japão/Taiwan) (2000)
Barry Lyndon, de Stanley Kubrick (Reino Unido/EUA) (1974)
Dogma, de Kevin Smith (EUA) (1999)
Em Busca do Ouro (The Gold Rush), de Charles Chaplin (EUA) (1925)
Escrava do Ódio (Red Canyon), de George Sherman (EUA) (1949)
Fervura Máxima (Lat sau san taam/Hard Boiled), de John Woo (Hong Kong) (1992)
Merlusse, de Marcel Pagnol (França) (1935)
Moi qui t’aimais, de Diane Kurys (França) (2025)
O Arco (The Arch), de T’ang Shushuen (Hong Kong) (1968)
Sunshine: O Despertar de um Século, de István Szabó (Hungria/Alemanha/Canadá/Áustria) (1999)
Terra Selvagem (Comanche Territory), de George Sherman (EUA) (1950)
Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest), de Miloš Forman (EUA) (1975)

DOCUMENTÁRIOS

David Lynch, une énigme à Hollywood, de Stéphane Ghez (França)
Dis pas de bêtises!, de Vincent Glenn (França)
I huvudet på Bo (Bo Being Bo Widerberg), de Jon Asp e Mattias Nohrborg (Suécia)
I Love Peru, de Raphaël Quenard e Hugo David (França)
My Mom Jayne, de Mariska Hargitay (EUA)
Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley (Brasil)
Slauson Rec, de Leo Lewis O’Neil (EUA)

CÓPIAS RESTAURADAS

Dias e Noites na Floresta (Aranyer Din Ratri), de Satyajit Ray (Índia) (1970)
Estrelas (Sterne), de Konrad Wolf (Alemanha/Bulgária) (1959)
Gehenu Lamai, de Sumitra Peries (Sri Lanka) (1978)
La course en tête, de Joël Santoni (França/Bélgica) (1974)
La paga, de Ciro Durán (Colômbia/Venezuela) (1962)
Magirama, de Abel Gance e Nelly Kaplan (França) (1956)
Más allá del olvido, de Hugo del Carril (Argentina) (1955)
Nuvens Flutuantes (Ukigumo), de Mikio Naruse (Japão) (1955)
Saïd Effendi, de Kameran Hosni (Iraque) (1955)
Waqai sinin al-djamr, de Mohamed Lakhdar Hamina (Argélia) (1975)

Foto: Divulgação.

27º Festival de Cinema Brasileiro de Paris: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Dira Paes e Renata Almeida Magalhães na cerimônia de premiação

Foram anunciados nesta terça-feira, 06/05, os vencedores da 27ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que após oito dias de programação com público recorde de 7 mil pessoas, consagrou Aumenta que é Rock’n’Roll, de Tomás Portella, como o grande vencedor deste ano.

Produzido por Renata Almeida Magalhães, o longa conquistou o Troféu Jangada de melhor filme pelo Júri Popular e o Prêmio do Júri Jovem, eleito pelos estudantes parisienses que participaram das sessões escolares. Malu, de Pedro Freire, ganhou o Prêmio Pass Culture, concedido pelo festival pela primeira vez em parceria com o programa francês de incentivo à cultura.

Aumenta que é Rock’n’Roll é uma comédia estrelada por Johnny Massaro, George Sauma, João Vitor Silva e Marina Provenzzano. O filme conta a história de Luiz Antônio, um jovem que, inesperadamente, assume o comando de uma rádio falida e prestes a fechar as portas. A partir desse desafio, nasce a icônica Rádio Fluminense FM, a Maldita, primeira emissora dedicada exclusivamente ao rock no Brasil, que marcou gerações a partir de sua criação em 1982. O longa é uma produção da Luz Mágica, em coprodução com a Globo Filmes e Mistika.

O filme teve duas sessões no festival e, em ambas, a produtora e presidente da Academia Brasileira de Cinema, Renata Almeida Magalhães, esteve presente, participando de apresentações e de debates com o público. Emocionada, ela recebeu hoje, das mãos de Dira Paes, o troféu no histórico cinema parisiense L’Arlequin: “Aumenta que é Rock’n’Roll é um filme muito sincero que retrata a minha geração. Se passou numa época especial quando, no Brasil e em toda a América Latina, vivíamos o fim da ditadura militar. É um filme repleto de esperança”, disse Renata.

Realizado pela Jangada, com curadoria de Katia Adler, o festival reafirma seu papel como a principal vitrine do audiovisual brasileiro na Europa. Em sua 27ª edição, exibiu 35 produções nacionais e atraiu 7 mil pessoas ao longo da semana no cinema; a atriz francesa Marina Foïs foi a madrinha do evento neste ano. Vitória, de Andrucha Waddington, com Fernanda Montenegro, foi o filme de abertura.

Nesta edição, a grande homenageada foi a atriz e diretora Dira Paes, que esteve presente durante todo o evento para receber o Troféu Jangada e apresentar uma mostra especial dedicada aos seus 40 anos de carreira, com cinco filmes que marcaram sua trajetória artística. Além de Dira, participaram do evento: os atores Darío Grandinetti (Um Lobo Entre os Cisnes), Allan Rocha (Um Lobo Entre os Cisnes e Vitória), Bárbara Luz (Ainda Estou Aqui), Maria Fernanda Cândido (A Paixão Segundo G.H.), Silvia Buarque (Mais Pesado é o Céu), Júlia Spadaccini e Benedita Casé Zerbini (90 Decibéis) e Roberto Bomtempo e Paulo Azevedo (Sobreviventes).

Também estiveram presentes: os diretores Esmir Filho (Homem com H), Marcos Schechtman (Um Lobo Entre os Cisnes), Liliane Mutti (Salut, mes ami.e.s), George Walker (A Mulher que Chora), Fellipe Barbosa (90 Decibéis), Luiz Fernando Carvalho (Lavoura Arcaica e A Paixão Segundo G.H.), Lucas Weglinski (Máquina do Desejo); além dos produtores Márcio Fraccaroli e Veronica Stumpf (Homem com H), Renata Almeida Magalhães (Aumenta que é Rock’n’Roll), Gisele Hilt (Anahy de las Misiones), Carolina Dias (Sobreviventes), Marco Altberg (Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta), Raquel Couto (Lavoura Arcaica), Tatiana Leite (Malu), Luciana Boal Marinho (Alarme Silencioso) e Luciana Brafman (Seu Estilo, Seu Impacto).

A mostra competitiva contou com outros sete longas de ficção que concorreram ao Troféu Jangada de melhor filme, escolhido pelo público: Malu, de Pedro Freire; Um Lobo Entre os Cisnes, de Marcos Schechtman e Helena Varvaki; Mais Pesado é o Céu, de Petrus Cariry; A Vilã das Nove, de Teodoro Poppovic; Sobreviventes, de José Barahona; A Mulher que Chora, de George Walker Torres; e 90 Decibéis, de Fellipe Barbosa, que teve sua estreia mundial no festival.

Conheça os vencedores do Festival du Cinéma Brésilien de Paris 2025:

MELHOR FILME | JÚRI POPULAR | TROFÉU JANGADA
Aumenta que é Rock’n’Roll, de Tomás Portella 

PRÊMIO DO JÚRI JOVEM
Aumenta que é Rock’n’Roll, de Tomás Portella 

PRIX DU PASS CULTURE
Malu, de Pedro Freire

Foto: Daniela Ometto.