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Festival Guarnicê de Cinema 2025: conheça os curtas-metragens selecionados

por: Cinevitor
Thiago Justino e Valéria Monã no curta Linda do Rosário, de Vladimir Seixas

A 48ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que acontecerá entre os dias 30 de julho e 6 de agosto, em São Luís, no Maranhão, revelou os curtas-metragens que farão parte da mostra competitiva deste ano. 

Foram selecionados 28 títulos, entre produções maranhenses e nacionais. Escolhidas a partir de mais de 1.500 inscrições recebidas nesta edição, as obras concorrem ao tradicional Troféu Guarnicê e outras premiações oferecidas pelo festival e por instituições parceiras.

O processo de seleção foi dividido em núcleos especializados com uma equipe exclusiva para a avaliação dos curtas-metragens. Integraram o comitê: Ângela Gomes, Erly Vieira e Giselle Boussard, profissionais com reconhecida atuação no campo do audiovisual. A coordenação geral da curadoria foi assinada pela jornalista e produtora cultural Stella Lindoso, responsável pelo planejamento do cronograma de trabalho e pela articulação entre as equipes do festival.

Também foram anunciados os títulos selecionados para a Mostra Universitária, que tem como objetivo valorizar a produção audiovisual de estudantes universitários maranhenses, oferecendo visibilidade e reconhecimento aos novos talentos do cinema local.

A Mostra Universitária integra a programação competitiva do festival e reúne obras inscritas por estudantes regularmente matriculados em instituições de ensino superior do Maranhão. Os trabalhos inscritos, curtas-metragens e videoclipes, finalizados a partir de julho de 2023, foram avaliados por uma comissão designada pela curadoria do Guarnicê.

A 48ª edição do Festival Guarnicê de Cinema será realizada em formato híbrido. As exibições presenciais acontecem em São Luís, enquanto parte da programação estará disponível on-line, por meio do site oficial e do aplicativo CineGuarnicê. Consolidado como um dos mais tradicionais do país, o festival reúne mostras competitivas e paralelas, além de debates, oficinas, homenagens e atividades acadêmicas. 

A programação completa, com datas, horários, locais de exibição e sinopses, será divulgada em breve nos canais oficiais do festival e da UFMA, Universidade Federal do Maranhão. O Festival Guarnicê de Cinema é promovido pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFMA (PROEC), por meio da sua Diretoria de Assuntos Culturais (DAC). 

Conheça os títulos selecionados para o 48º Festival Guarnicê de Cinema:

CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

A Mulher Invisível, de R.B. Lima, Jamila Facury e Édson Albuquerque (PB)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho (SP)
Boiuna, de Adriana de Faria (PA)
Cavalo Marinho, de Leo Tabosa (PE)
Entre Corpos, de Mayra Costa (AL)
Javyju: Bom Dia, de Kunha Rete e Carlos Eduardo Magalhães (SP)
Ladeira Abaixo, de Ismael Moura (PB)
Linda do Rosário, de Vladimir Seixas (RJ)
Mala Preta, de Áurea Maranhão (MA)
Meça Três Vezes Antes de Cortar, de Zulmí Nascimento (BA/GO)
O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol Aó (SP/BA)
Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Ruído, de Gui Souza (PR)
Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)
Sola, de Natália Dornelas (ES)
Ver Céu no Chão, de Isabel Veiga e Adeciany Castro (CE/RJ)
Vípuxovuko – Aldeia, de Dannon Lacerda e Anderson Terena (MS)

CURTAS-METRAGENS MARANHENSES

A Casa Centenária, de Mayara Pereira e Geovane Camargo
A Coluna, de Joaquim Haickel
A Voz que me Conduz, de Eduardo Matos
Amor Veraneio, de Gabi Miguel
Aqui, de Raul de Lima
CATA, de Lucas Sá
Catty Bete, de Mariel Haickel
Faro, de Gustavo França
Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, de Diego Janatã e Djuena Tikuna
Silêncio na Boiada, de Luiza Fernandes
Terecô: A Força que Vem da Raiz, de Eloy Abreu e Reinilda Oliveira
Um Pé de Cajú, de Eduardo Marques e Pablo Monteiro 

MOSTRA UNIVERSITÁRIA

Benzedores e Puxadores, de Beatriz Fernandes
Devoção, de Jacksiene Guedes, Stenio Maciel e Wesley Santos
Lolith, de Stenio Maciel e Jackesiene Guedes
Muros Invisíveis, de Dário Gilson, Lucas Matos e Edvaldo Goulart
O Centro da Dança: Cultura em Cada Rua, de Yasmin Viana, Amanda Quixa e Jah Produções 
O Graffiti Delas, de Paula Lobato
O Peso da Gota, de Joelma Baldez e Victor Cravin
Peleja do Amor em Verso, de Wenderson Abreu e Mateus Max
Pétalas e Cédulas, de Kamiski e Vitória Campos
Pra Onde Vou?, de Elisa Santos
Reflorescer Amazônida, de Ana Lakshmi Yasuke, Ricardo Yasuke e Sourrio Yasuke
Salve Meu São Gonçalo, de Iarley Lisboa e Inácio Araújo

Foto: Bento Marzo.

3º Bonito CineSur: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Shirley Cruz, Rihanna Barbosa e Benin Ayo em A Melhor Mãe do Mundo

A terceira edição do Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano acontecerá entre os dias 25 de julho e 2 de agosto em Bonito, Mato Grosso do Sul, com cinco mostras competitivas e uma curadoria que busca consolidar o evento ainda mais como um espaço de encontro entre culturas, linguagens e territórios.

A programação contempla filmes de países como Brasil, Argentina, Peru, Chile, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Uruguai e Equador, além de coproduções com países fora da América do Sul. São obras que refletem a diversidade estética e temática do cinema sul-americano contemporâneo, de narrativas intimistas a reflexões sociais e ambientais, passando por experiências visuais marcantes e produções voltadas à infância e juventude.

Além das mostras competitivas de longas e curtas sul-americanos, o festival traz duas mostras específicas que abordam a temática ambiental, um dos pilares do festival. E mais: responsável por fomentar a economia criativa local desde sua primeira edição, o Bonito CineSur também dá destaque à produção sul-mato-grossense com uma mostra dedicada a obras realizadas no estado.

“A curadoria desta edição acompanha nosso compromisso com filmes que dialogam com a diversidade cultural da América do Sul e com as urgências do nosso tempo, sempre em sintonia com o território de Bonito, que inspira e acolhe esse encontro entre cinema e natureza”, afirma o diretor Nilson Rodrigues.

Conheça os filmes selecionados para o Bonito CineSur 2025:

LONGA-METRAGEM SUL-AMERICANO

A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert (Brasil)
Brasiliana: O Musical Negro que Apresentou o Brasil ao Mundo, de Joel Zito Araújo (Brasil)
Chuzalongo, de Diego Ortuño (Equador)
Oro Amargo, de Juan Olea (Chile/Uruguai/Alemanha)
Quinografía, de Federico Cardone e Mariano Donoso (Argentina)
Redención, de Miguel Barreda Delgado (Peru)

CURTA-METRAGEM SUL-AMERICANO

Amor en los tiempos de como sea que se llame el presente, de Valentina Qaszulxkef (Colômbia)
Ayahuanco, de Salvador Pariona Díaz (Peru)
Desvelo, de Inti Torres Mello (Venezuela)
La falta, de Carmela Sandberg (Argentina/Uruguai)
Lagrimar, de Paula Vanina (Brasil)
Revelación, de Emanuel Moreno Elgueta (Chile)

LONGA AMBIENTAL

Karuara, la gente del río, de Miguel Araoz Cartagena e Stephanie Boyd (Peru)
Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta, de Tainá de Luccas e Marco Altebrg (Brasil)
La Cuenca, de Colectivo Left Hand Rotation (Chile)
Por el Paraná: la disputa por el río, de Alejo di Risio e Franco Gonzalez (Argentina)
Rua do Pescador, nº6, de Bárbara Paz (Brasil)
Sinfonia da Sobrevivência, de Michel Coeli (Brasil)

CURTA AMBIENTAL

Insustentável: A Realidade do Petróleo na Amazônia, de Andrés Borges e Fer Libague (Brasil)
Jichi: en busca del guardián de las aguas, de Paola Gabriela Quispe Quispe (Bolívia)
Por la tierra, de Irene Kuten (Argentina)
Sobre a Cabeça os Aviões, de Amanda Costa e Fausto Borges (Brasil)
Sobre Ruínas, de Carol Benjamin (Brasil)
Uma Menina, Um Rio, de Renata Martins Alvares (Brasil)

FILMES SUL-MATO-GROSSENSES 

A Última Porteira, de Rodrigo Rezende (Campo Grande)
Eleonora, de Lígia Prieto (Campo Grande)
Enigmas no Rolê, de Ulísver Silva (Campo Grande)
Jardim de Pedra: Vida e Morte de Glauce Rocha, de Daphyne Schiffer Gonzaga (Campo Grande)
Koi e o Rio, de Maurício Copetti e Ricardo Pieretti Câmara (Campo Grande)
Tempestade Ocre, de Deivison Pedrê (Campo Grande)

MEMÓRIA BONITO CINESUR
Conceição dos Bugres, de Cândido Alberto da Fonseca (1979) (Brasil)

SESSÕES ESPECIAIS | MOSTRA PARALELA

Ainda Estou Aqui, de Walter Salles (Brasil)
Do Sul, A Vingança, de Fábio Flecha (Brasil)
El jockey, de Luis Ortega (Argentina)
Os Sonhos de Pepe (Los sueños de Pepe), de Pablo Trobo (Uruguai)
Manas, de Marianna Brennand (Brasil)

SESSÕES INFANTOJUVENIS | MOSTRA PARALELA

+Forte, de Ara Martins (Brasil)
A Menina e o Mar, de Gabriel Mellin (Brasil)
A Viagem de Tetê, de Betânia Furtado (Brasil)
Abá e sua Banda, de Humberto Avelar (Brasil)
Arca de Noé, de Sérgio Machado e Alois Di Leo (Brasil)
Barra Nova, de Diego Maia (Brasil)
Bosquecito, de Paulina Muratore (Argentina)
Contos Mirabolantes: O Olho do Mapinguari, de Andrei Miralha e Petronio Medeiros (Brasil)
Ian, una historia que nos movilizará, de Abel Goldfarb (Argentina)
Keradó, de Andrés ‘Tuto’ Castillo e Diego Castillo Garzón (Colômbia)
La fuente, de Sebastian Fernández e Araceli Arévalos (Paraguai)
Malu e a Máquina, de Ana Luiza Meneses (Brasil)
Mamá Michi, de Bruno Cattebeke (Paraguai)
Menino Monstro, de Guilherme Alvernaz (Brasil)
PiOinc, de Alex Ribondi e Ricardo Makoto (Brasil)
Por Amor, de Macarena Campos (Uruguai)
Pororoca, de Fernanda Roque (Brasil)
Tainá e os Guardiões da Amazônia: Em Busca da Flecha Azul, de Alê Camargo e Jordan Nugem (Brasil)
Tempo Trem, de Roberta Filizola e Guilherme Cavalcante (Brasil)
Todos os inscritos de Ness, de Bruna Steudel (Brasil)

MOSTRA COMUNIDADE | MOSTRA PARALELA
*filmes produzidos por estudantes da rede pública municipal durante a Oficina de Animação em Stop Motion, ministrada por Ara Martins no Bonito CineSur Educa

A Árvore e o Lenhador
A Onça Brava
Boneco de Neve e seu Amigo
Floresta e Transformação
O Leão e o Pato 
Pré-História

MOSTRA COMUNIDADE | MOSTRA PARALELA
*filmes produzidos por moradores de Bonito durante a Oficina Iniciação ao Cinema, ministrada por Dannon Lacerda no Bonito CineSur Educa

Da Aldeia ao Palco da Palavra
Festa de São Pedro
Mensagem Nunca Enviada

MOSTRA COMUNIDADE | MOSTRA PARALELA
*filmes produzidos por alunos do Sesc Lageado, de Campo Grande (MS)

A Arte de Cada Um, de Jhemerson Alonso Alves
Entre a Terra e o Tempo, de Mariana Cabral

Foto: Aline Arruda/+Galeria.

Marisa Orth será homenageada na 20ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto

por: Cinevitor
Marisa Orth: carreira celebrada em Ouro Preto

A CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto celebra 20 anos de existência em 2025 e entre os dias 25 e 30 de junho, a cidade histórica mineira será palco de acontecimentos no campo da preservação, história e educação ao sediar o único evento realizado no país que trata cinema como patrimônio e traz como tema central a Preservação: A Alma do Cinema Brasileiro.

A programação está estruturada em três temáticas: preservação, história e educação e será realizada na Praça Tiradentes, no Centro de Artes e Convenções e no Cine-Museu da Inconfidência. Serão exibidos mais de 100 filmes em pré-estreias nacionais e retrospectivas, homenagens, debates, oficinas, sessões Cine-Escola, Mostrinha de Cinema, exposições, cortejo, shows musicais e atrações artísticas e, ainda, a realização do 20º Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros e do Encontro da Educação: XVII Fórum da Rede Kino – Rede Latino-Americana de Educação, Cinema e Audiovisual. Toda programação é oferecida gratuitamente para um público estimado em mais de 20 mil pessoas.

A temática histórica da 20ª CineOP propõe uma reflexão sobre o papel do humor no cinema, com foco na atuação das mulheres, tanto na frente quanto nos bastidores das produções audiovisuais. O humor enquanto linguagem cinematográfica sempre desempenhou papel importante no Brasil, e as mulheres historicamente enfrentaram desafios para se destacarem nesse território, marcado pelo protagonismo masculino. A Mostra de Ouro Preto pretende então destacar como o fazer rir foi sendo ocupado por vozes e presenças femininas, transformando estereótipos e ampliando as possibilidades narrativas.

Ao longo das últimas décadas, a presença das mulheres no humor brasileiro teve vários tipos de acréscimos e ofereceu novas perspectivas. Essa evolução foi acompanhada por mudanças culturais e sociais que permitiram a atrizes e comediantes se tornarem não apenas intérpretes, mas também criadoras de suas próprias narrativas cômicas. A CineOP 2025 revê esse processo e debate sobre a importância de revisitar diversos filmes à luz de um olhar contemporâneo para o humor e suas formas de realização a partir dessas perspectivas.

Para os curadores da Temática Histórica, Cleber Eduardo e Juliana Gusman, “o humor das mulheres no cinema brasileiro é uma expressão de resistência e de criatividade que desafia estereótipos de gênero e cria novas formas de representação”. Destacam: “o humor pode ser uma ferramenta poderosa de crítica e transformação social”.

Dentro do sentido amplo da Temática Histórica, a 20ª edição da CineOP homenageia a atriz Marisa Orth como um dos principais talentos do humor e das artes cênicas no país. Com carreira que transita entre o cômico e o dramático, a televisão e o teatro, o popular e o cult, ela se consolidou como figura multifacetada e autêntica. Sua mais icônica personagem, Magda Antibes, da sitcom Sai de Baixo, exibida na Rede Globo, é lembrada ainda hoje pela crítica irônica aos lugares-comuns da representação feminina, trazendo à tona questões profundas e sempre bem-humoradas sobre o tema.

Além de sua atuação em séries e novelas, Marisa Orth também participou de filmes como Doces Poderes (1997), Durval Discos (2002), De Onde Eu Te Vejo (2016) e É Proibido Fumar (2009), além de integrar musicais de grande destaque nos palcos brasileiros. Sua versatilidade é celebrada por público e crítica, ambos reconhecendo a capacidade de transitar entre diferentes linguagens e formatos artísticos. Para o curador Cléber Eduardo, “Marisa Orth é uma artista que sintetiza a elasticidade do humor e a força criativa das mulheres no audiovisual brasileiro”.

Foto: Leo Lara/Universo Produção.

Festival Santa Cruz de Cinema 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta gaúcho Pastrana, de Gabriel Motta e Melissa Brogni

A oitava edição do Festival Santa Cruz de Cinema acontecerá entre os dias 9 e 13 de junho na cidade que fica localizada no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Neste ano, mais de 800 títulos foram inscritos. 

Os filmes selecionados refletem a produção audiovisual brasileira, com visões de realizadores e realizadoras de oito estados brasileiros e Distrito Federal, em gêneros como ficção e documentário: “A espera pelo anúncio dos curtas-metragens nacionais em competição da edição chegou ao fim. Com 814 produções inscritas, a curadoria teve muito trabalho até chegar aos selecionados”, revelou Diego Tafarel, um dos organizadores do festival. Os filmes que vão integrar a Mostra Olhares Daqui, para produções santacruzenses, serão anunciados em breve. 

O Festival Santa Cruz de Cinema é considerado um dos principais festivais de curta-metragem do Brasil e as produções selecionadas serão exibidos entre os dias 10 e 12 de junho, no Auditório Central da UNISC, em sessões abertas ao público. Na noite de 13 de junho, serão anunciados os vencedores das 14 categorias, que levam o tradicional Troféu Tipuana

Neste ano, a consagrada atriz gaúcha Araci Esteves será a grande homenageada. O reconhecimento ao trabalho da atriz realizado em prol do cinema brasileiro e gaúcho será entregue no dia 13 de junho, durante a cerimônia de premiação do festival. 

Araci Esteves: trajetória consagrada

Com mais de 60 anos de sólida carreira no teatro, cinema e televisão, Araci Esteves é uma emblemática personalidade da história do audiovisual gaúcho. Nascida em Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, mudou-se para Porto Alegre ainda no começo dos anos de 1950, onde posteriormente viria a cursar artes dramáticas na UFRGS, Universidade Federal do Estado. Foi uma das fundadoras do Grupo de Teatro Independente, inspirado pelos paulistanos Teatro de Arena e Teatro Oficina. Durante a década de 1970, excursionou pela Europa com a Companhia de Comédias, onde atuou ao lado de nomes como Dercy Gonçalves no espetáculo A Dama das Camélias

Seu primeiro trabalho no cinema foi no filme Um é pouco, dois é bom, do diretor Odilon Lopez. Este seria apenas o primeiro das mais de duas dezenas de trabalhos da atriz nas telonas. A andarilha Anahy, do longa Anahy de las Misiones, de Sérgio Silva, seu mais simbólico papel, completa 28 anos em 2025. O  filme é considerado um marco para o cinema gaúcho e brasileiro.

Entre os últimos trabalhos de Araci para as telonas, estão: O Avental Rosa (2018), dirigido por Jayme Monjardim, e Casa Vazia (2023), de Giovani Borba, que foi rodado em Santana do Livramento e Rivera, no Uruguai. Em 2022, a atriz foi homenageada no 50º Festival de Cinema de Gramado com o Troféu Cidade de Gramado.

O 8º Festival Santa Cruz de Cinema ainda vai entregar o Troféu Tuio Becker ao ator Allan Souza Lima, que entre os trabalhos mais recentes se destaca como protagonista da série Cangaço Novo, do Prime Video. A honraria foi criada para celebrar a significativa contribuição ao cinema do crítico santa-cruzense, reconhecido nacionalmente pelo seu trabalho.

Conheça os filmes selecionados para o 8º Festival Santa Cruz de Cinema

MOSTRA NACIONAL 

A Casa Amarela, de Adriel Nizer (PR)
Atentado ao Monegasco, de Lucas H. Rossi dos Santos e Henrique Amud (RJ)
Bença, de Mano Cappu (PR)
Borderô, de Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter (BA)
Cavalo Marinho, de Leo Tabosa (PE)
Dependências, de Luisa Arraes (RJ)
Dezesseis, de Hamsa Wood (MT)
Júpiter, de Carlos Segundo (MG)
Livre para Menstruar, de Ana Paula Anderson (SP)
Ruído, de Gui Souza (PR)
Soneca e Jupa, de Rodrigo R. Meireles (MG)
Vão das Almas, de Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape (DF)

MOSTRA GAÚCHA

À Borda da Vida, de Camila Bauer (Porto Alegre)
Ana Cecília, de Julia Regis (Pelotas)
Chibo, de Gabriela Poester e Henrique Lahude (Tiradentes do Sul)
Flor, de Joana Bernardes (Esteio)
Pastrana, de Gabriel Motta e Melissa Brogni (Novo Hamburgo)
Posso Contar nos Dedos, de Victória Kaminski (Pelotas)

Fotos: Divulgação/Edison Vara/Agência Pressphoto.

Makunaima XXI: começam as filmagens do longa inspirado no livro de Mário de Andrade

por: Cinevitor
Direção e elenco nos preparativos para as filmagens

Começa a ser rodado nesta semana o novo longa dirigido por Felipe M. Bragança e Zahỳ Tentehar, inspirado no clássico Macunaíma, O Herói Sem Nenhum Caráter, livro fundamental do movimento modernista brasileiro, escrito por Mário de Andrade.

Makunaima XXI, o filme, traz uma nova abordagem do personagem, numa história escrita por Felipe em diálogos com Zahỳ Tentehar e com o artista plástico Denilson Baniwa, tomando como ponto de partida narrativas indígenas dos povos Makuxi e Taurepang (Pemon), do extremo norte do país. O roteiro teve também acompanhamento do antropólogo Hermano Vianna.

Os diretores reuniram diferentes atores para incorporar o personagem ao longo de sua trajetória: Itallo Makuusi, Mario Jorgi, Gaby Amarantos e Bruno Gagliasso. Essa diversidade se reflete no restante do elenco e na equipe técnica e criativa, formados por pessoas negras, brancas e indígenas: “A gente costuma dizer que o filme será uma aventura cômica e cósmica brasileira, jogando com os estranhos caminhos que nos tornaram esse país tão afetivo, cruel e misterioso”, comentou o diretor Felipe M. Bragança, de Não Devore Meu Coração e Um Animal Amarelo.

“Antes de tudo, para mim, esse é um filme originário. Tanto na temática, como na forma de nascer. Já estava mais que na hora de termos uma versão dessa história que também nos contemplasse como indivíduos pensantes. Um filme também traquinado por mentes indígenas, por corações que carregam outros tempos, outras formas de ver o mundo. Filmar, para mim, é uma reza. Não é sobre repetir fórmulas, é sobre ouvir os espíritos e transformar escuta em linguagem. Meu cinema não quer explicar, quer fazer sentir”, afirma a diretora Zahỳ Tentehar, que recentemente venceu o Prêmio Shell de Teatro como melhor atriz pelo espetáculo Azira’i.

A direção de arte mistura elementos indígenas e futuristas, tendo à frente Denilson Baniwa, vencedor do Prêmio PIPA 2021 e curador do pavilhão brasileiro da Bienal de Veneza 2024, em parceria com a experiente diretora de arte Elsa Romero. O filme fará também uma homenagem ao artista plástico indígena Macuxi Jaider Esbell, falecido em 2021.

O longa terá cenas rodadas na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima; em Manaus; em Brasília e em estúdios e interiores no Rio de Janeiro. À frente da produção está Marina Meliande. As empresas envolvidas no projeto são: Duas Mariola Filmes como produtora, Globo Filmes, Promenades Films (França) e Foi Bonita a Festa (Portugal) como coprodutoras, e a Vitrine Filmes como distribuidora.

A sinopse oficial diz: Brasil, século XXI. Crise climática, guerras, pandemias. Um menino indígena nasce em uma aldeia isolada no norte da Amazônia. Sua mãe e seus irmãos acreditam que ele é a reencarnação de Makunaima, o Criador do mundo em que vivemos, e que teria voltado para salvar o planeta do apocalipse. Buscando entender sobre suas origens e sua identidade mítica, o jovem Makunaima conhece Ci, a mãe da floresta, por quem se apaixona. Quando Ci desaparece, Makunaima decide atravessar o país atrás do homem que levou com ele a última lembrança de seu grande amor: uma semente mágica com poderes misteriosos.

O longa conta também com Guilherme Tostes na direção de fotografia e Silvia Sobral na direção de produção. O figurino é assinado por Rosina Lobosco e caracterização de Cleber de Oliveira; Lucas Caminha assume a função de técnico de som. 

Foto: Guilherme Tostes.

FALA São Chico 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta potiguar Pupá, de Osani: filme selecionado

A quarta edição do Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul, o FALA São Chico, acontecerá entre os dias 25 e 28 de junho no CineTeatro X de Novembro no terceiro território mais antigo do Brasil, a ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina.

A Associação Cultural Panvision anunciou os selecionados para a edição de 2025 e a diversidade do audiovisual contemporâneo da América Latina está entre as 29 obras que serão exibidas durante o festival. As produções vêm de 13 estados brasileiros mais o Distrito Federal, e de seis países incluindo Argentina, Brasil, Colômbia, Estados Unidos, Cuba e Uruguai. A seleção destaca novos realizadores e cineastas estreantes, reafirmando o compromisso do festival com a pluralidade de vozes e perspectivas.

A programação será composta por filmes convidados e três mostras competitivas: a Mostra Curtas Catarinenses e Latinos, onde competem 10 curtas latinos, 3 curtas catarinenses e 3 Especial Lei Paulo Gustavo (LPG); e a Mostra Infantojuvenil com cinco obras e os cinco filmes produzidos no Projeto Rally Panvision, realizado pela primeira vez no festival, e que serão exibidos na noite de premiação do 4º FALA São Chico. O projeto vai selecionar 25 participantes para vivenciarem uma imersão de 100 horas ininterruptas na produção audiovisual, que inclui palestras, monitorias, discussões e gravações de cinco curtas-metragens produzidos durante o evento.

A curadoria do FALA São Chico 2025 definiu Novas Perspectivas como eixo da seleção dos filmes para as mostras competitivas, reunindo obras que abordam temas já conhecidos sob novos olhares. Trabalho, senescência, questões sociais, presença feminina e narrativas indígenas aparecem com força nos títulos escolhidos. O festival destaca 14 filmes dirigidos por mulheres e um por uma pessoa com deficiência. O Selo Marias de Cinema está presente em 18 obras. Entre os títulos selecionados, estão quatro estreias mundiais, dois nacionais e cinco estreias estaduais; Santa Catarina, estado sede do evento, será representado por três filmes.

O 4º FALA São Chico se consolida como uma vitrine para o cinema independente latino-americano, promovendo novas narrativas e ampliando o acesso à produções que refletem realidades diversas: “É um convite para enxergar o mundo por outras lentes, mais plurais, sensíveis e transformadoras”, explica Marina Simioli, coordenadora de programação.

Uma das novidades desta edição do FALA São Chico é a escolha do Paulas como o Bairro Protagonista de 2025. A Panvision, organizadora do festival, presta assim uma homenagem sensível à comunidade, reconhecendo sua importância na história e na cultura de São Francisco do Sul. E este ano também marca o retorno do Palco Aberto, que será no sábado, 28 de junho. O espaço é dedicado aos artistas locais, que poderão compartilhar sua arte com o público por meio de contação de histórias, dança, música, Boi de Mamão, capoeira, entre outras expressões.

“Chegamos à 4ª edição do festival voltando nosso olhar para o Bairro Protagonista Paulas, valorizando seus moradores e tradições. E também retomamos o Palco Aberto, que foi tão bem acolhido por artistas e público em 2023, trazendo um brilho ainda mais especial ao FALA São Chico”, destaca Alissa Azambuja, diretora artística da Panvision.

Conheça os filmes selecionados para o FALA São Chico 2025:

MOSTRA CURTAS LATINOS

Estamos en el Mapa, de Santiago Rodríguez Cárdenas (Colômbia)
Fidèle, de Yorrana Maia (Brasil, GO)
Guarapari Revisitada, de Adriana Guimarães Jacobsen (Brasil, ES)
Herança Real, de Marcos Prado (Brasil, SP/EUA)
Luz Mala, de Carmen Lanzi e Martina Ocampo (Argentina)
Mira, de Julia Rizzo (Brasil, DF/Cuba)
O Último Varredor, de Perseu Azul e Paulo Alipio (Brasil, MT)
Os Quatro Exílios de Herbert Daniel, de Daniel Favaretto (Brasil, SP/RJ/MG)
Pupá, de Osani (Brasil, RN)
Tinha uma Janela: Seu Dito, de Isadora Carneiro (Brasil, SP)

MOSTRA CURTAS | FILMES CATARINENSES

Acaraí, de Kenn Robert e Renan Koerich (São Francisco do Sul)
Mostra Cultural: São Chico, Histórias que Inspiram Arte, de Karoline Paiva (São Francisco do Sul)
Saberes Ancestrais, de Gustavo Zinder (Florianópolis)

ESPECIAL LEI PAULO GUSTAVO

A Mulher do Peso, de Mery Lemos (PE)
Velande, de Letícia Mamed, Altino Machado e Tiago Melo (AC/PE)
Wadja, de Narriman Kauane (PE)

MOSTRA INFANTOJUVENIL

A História de Ayana, de Cristiana Giustino e Luana Dias (RJ)
A Luz do Pasto do Chico Amâncio é a Mula sem Cabeça?, de Héder Dias Godinho (MG)
Não Quero Citar Teóricos, de Eró Cunha e João Luciano (MA)
O Enegrecer de Iemanjá e a Subtração do Sagrado Afro, de Uê Puauet (PR)
Tierra Compartida: Amanda y el Mar, de Alvaro Adib (Uruguai)

FILMES CONVIDADOS

Estamos Vivos e Atentos: Mutirão Payayá, de Edilene Payayá, Sarah Payayá e Alejandro Zywica (BA)
Kaimanepá, de Helena Corezomaé (MT)
Os Sonhos Guiam, de Natália Tupi (SP)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do 8º Prêmio ABRA de Roteiro

por: Cinevitor
Heitor Lorega e Murilo Hauser: roteiristas premiados por Ainda Estou Aqui

O Prêmio ABRA de Roteiro é produzido pela ABRA, Associação Brasileira de Autores Roteiristas, e tem a finalidade de valorizar os autores-roteiristas e ressaltar a importância do roteiro na cadeia de produção da indústria audiovisual do país.

A votação que determina indicados e vencedores é realizada pelas próprias pessoas associadas da ABRA em dois turnos; podem concorrer ao prêmio as produções cujos roteiros são de autoria ou coautoria de roteiristas brasileiros, associados à ABRA ou não.

Neste ano, em que a ABRA celebra 25 anos de luta dos autores-roteiristas, a escolha dos vencedores foi anunciada no dia 27 de maio dentro da programação do Rio2C. Nesta oitava edição da premiação, com o tema 25 anos da União dos Roteiristas, Doc Comparato foi o grande homenageado. Roteirista, dramaturgo, ator, escritor, script doctor, professor e autor de livros icônicos sobre a arte de escrever roteiro, Comparato é uma referência nacional e internacional. Escreveu tanto para cinema quanto para televisão e ganhou inúmeros prêmios.

A ABRA é fruto da fusão da ARTV, Associação Brasileira de Roteiristas Profissionais de Televisão e Outros Veículos de Comunicação, com a AC, Autores de Cinema. Esta junção de forças se deu em 2016, quando o mercado audiovisual vivia um boom por conta da lei da TV paga, o aumento de investimentos do setor público e a chegada das plataformas digitais. Hoje, o mercado encontra novos desafios, como a regulação do VOD. A ABRA, hoje, já soma mais de mil roteiristas, sendo a instância legítima de representação da profissão de autor-roteirista no Brasil.

Confira a lista completa com os vencedores do 8º Prêmio ABRA de Roteiro:

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Malu, escrito por Pedro Freire

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Ainda Estou Aqui, escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega

MELHOR ROTEIRO | DOCUMENTÁRIO
Salão de Baile: This Is Ballroom, escrito por Vitã, Juru e Peterkino

MELHOR ROTEIRO | CURTA-METRAGEM
A Menina e o Pote, escrito por Valentina Homem, Francy Baniwa, Nara Normande, Tati Bond e Eva Randolph

MELHOR ROTEIRO DE COMÉDIA | PRÊMIO PAULO GUSTAVO
Câncer com Ascendente em Virgem, escrito por Martha Mendonça, Pedro Reinato, Suzana Pires, Rosane Svartman e Elisa Besa

MELHOR ROTEIRO | ANIMAÇÃO
Arca de Noé, escrito por Sérgio Machado

MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE | DRAMA
Os Quatro da Candelária, escrito por Renata Di Carmo, Luh Maza, João Ademir, Luis Lomenha, Dodô Azevedo e Igor Verde

MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE | COMÉDIA
Encantado’s, escrito por Renata Andrade, Thais Pontes, Hela Santana, Antonio Prata e Chico Mattoso

MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE | DOCUMENTÁRIO
O Ninho: Futebol e Tragédia, escrito por Luana Rocha, Muriel Alves, Ligia Carriel e Arthur Warren

MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE | ANIMAÇÃO
Irmão do Jorel (5ª temporada), escrito por Juliano Enrico, Lucas Pelegrineti, André Dahmer, Arnaldo Branco, Daniel Furlan, Felipe Berlinck, Juliano Enrico, Leo Brasil, Nigel Goodman, Raul Chequer, Valentina Castello Branco, Allan Matias, Allan Sieber, Cynthia Bonacossa, Emily Hozokawa, Lara Guilhermina, Luiz Tadeu Teixeira, Elena Altheman e Mariana Reis

MELHOR ROTEIRO | INFANTIL
Turma da Mônica: Origens, escrito por Marina Maria Iorio, Daniel Rezende, Fernanda De Capua, Yann Rodrigues, Verônica Honorato e Rose Caetano

MELHOR ROTEIRO | TELENOVELA
Garota do Momento, escrito por Alessandra Poggi, Aline Garbati, Adriana Chevalier, Mariani Ferreira, Pedro Alvarenga e Rita Lemgruber

MELHOR ROTEIRO | REALITY
Casamento às Cegas, escrito por Camila Cruz, Fabio Cruañes, Priscila Nicolielo Mengozzi, Thais Vila Nova Gomes, Ana Ono, Daniella Fernandes, Felipe Caetano, Jessica Siqueira, Ligya Angheben, Mayara Barros, Patrícia Sá, Raquel Cubarenco, Rebecca Araújo e Renan Teixeira

MELHOR ROTEIRO | VARIEDADES
Avisa Lá que Eu Vou, escrito por Luiza Yabrudi, Thales Felipe e Daniela Ocampo

PRÊMIO ABRAÇO | EXCELÊNCIA EM ROTEIRO
Eli Ramos

PRÊMIO ROTEIRISTA DO ANO | PRÊMIO PARADISO
Murilo Hauser e Heitor Lorega

Foto: Ana Raquel/Dragão do Mar.

Ney Matogrosso será homenageado no 32º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor
Artista consagrado: homenagem na capital capixaba

Um dos maiores nomes da cultura brasileira, Ney Matogrosso será homenageado na 32ª edição do Festival de Cinema de Vitória, que acontecerá entre os dias 19 e 24 de julho, no Espírito Santo.

Um dos ícones da música produzida no Brasil, o artista tem uma trajetória expressiva como ator no cinema brasileiro, além de ter se destacado também como diretor de espetáculos musicais e de teatro. Como parte da homenagem, Ney receberá o Troféu Vitória e o Caderno do Homenageado, publicação biográfica inédita, que trata da sua vida e trajetória profissional.

O ano de 2025 marca os 50 anos de carreira solo de Ney Matogrosso. Cantor, compositor, dançarino, ator, iluminador e diretor, o artista conquistou o Brasil no ano de 1973 com o Secos & Molhados, grupo musical que ganhou as paradas musicais com sucessos como Sangue Latino e Rosa de Hiroshima. O cantor estreou na carreira solo com o álbum Água do Céu – Pássaro (1975) e desde então lançou uma série de discos que o colocam como um dos artistas mais arrojados do Brasil e dono de canções que fazem parte do imaginário dos brasileiros como Seu Tipo, Tanto Amar, Bandido Corazón (presente de Rita Lee para Ney), Pro Dia Nascer Feliz (ele foi o primeiro artista a gravar uma canção de Cazuza) e o forró Homem com H, gênero musical até então inédito no repertório do artista, que se tornou um de seus grandes sucessos e deu nome ao longa-metragem lançado em maio de 2025. 

Conhecido por sua excelência profissional e dono de um raro registro vocal, Ney Matogrosso tem uma carreira que extrapola a música. Desde o final da década de 1980, quando estreou como ator no clássico Sonho de Valsa (1987), da diretora Ana Carolina, ele já esteve em quase 20 filmes, entre curtas e longas-metragens. 

Sua carreira no audiovisual se destaca por trabalhos experimentais e associados ao cinema autoral brasileiro, em filmes como Sol Alegria (2018), de Tavinho Teixeira; Primeiro Dia de um Ano Qualquer (2013), de Domingos de Oliveira; e Gosto de Fel (2012), de Beto Besant. Um dos trabalhos mais delicados do ator é no filme Depois de Tudo (2008), de Rafael Saar. Ao lado do ator Nildo Parente, ele interpreta um dos integrantes de um casal que mantém sua sexualidade em sigilo. 

Ney Matogrosso e Esmir Filho nos bastidores de Homem com H

Outro papel de destaque na carreira de Ney Matogrosso foi em Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha (2010), de Helena Ignez, continuação do clássico O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla, em que Ney interpreta o personagem-título. A partir deste trabalho, ele cria uma parceria com a diretora e esteve presente em vários de seus filmes lançados posteriormente, como Poder dos Afetos (2013), Ralé (2015) e A Alegria é a Prova dos Nove (2023).  

Recentemente, sua vida foi narrada nas telonas na cinebiografia Homem com H, dirigida por Esmir Filho e protagonizada por Jesuíta Barbosa. O longa, que segue em cartaz nos cinemas, já alcançou mais de 500 mil espectadores.

Ney também tem incursões nos palcos como diretor teatral. Na década de 1980, dirigiu Estrela de Cinco Pontas, com o Grupo Hombu e a cantora e atriz Bia Bedran. Em 1999, dividiu com Cininha de Paula, a direção do musical Somos Irmãs, sobre a vida das cantoras Linda e Dircinha Batista, interpretadas pelas atrizes Suely Franco e Nicette Bruno. Em 2010, ele retornou aos palcos para dirigir o amigo Marcus Alvisi, no solo Dentro da Noite, adaptação de dois contos do escritor João do Rio

Além do teatro, ele também foi iluminador e diretor de alguns espetáculos musicais. Na década de 1980, dirigiu dois shows emblemáticos para a cultura pop brasileira. Em 1986, Ney era o homem por trás da produção de Rádio Pirata, do RPM, espetáculo que lotou estádios e gerou um disco ao vivo homônimo, que vendeu três milhões de cópias e transformou a banda em um dos maiores sucessos do pop rock no Brasil. Em 1988, Ney foi o responsável pelo show Ideologia, de Cazuza, que gerou o álbum ao vivo O Tempo Não Para (1999), trabalho derradeiro do artista carioca nos palcos. 

Além de Ney Matogrosso, o Festival de Vitória também honrará Verônica Gomes como a homenageada capixaba. A atriz, diretora, produtora e ativista é uma das figuras mais emblemáticas da produção cultural no Espírito Santo, tem uma trajetória expressiva nos palcos e, nos últimos anos, mantém uma relação de proximidade com o audiovisual, além de ser uma presença de destaque na militância cultural capixaba.

O 32º Festival de Cinema de Vitória apresentará a safra atual e inédita do audiovisual brasileiro. Além das exibições nas mostras competitivas, o evento contará com sessões especiais, debates, formações e homenagens que transformarão a cidade de Vitória na capital do cinema. Toda programação é gratuita.

Fotos: Lucas Landau/Acervo Galpão IBCA/Divulgação/Paris Filmes.

Festival de Cannes 2025 e O Agente Secreto: Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura são premiados

por: Cinevitor
Kleber Mendonça Filho no Festival de Cannes: dois prêmios para O Agente Secreto

Foram anunciados neste sábado, 24/05, os vencedores da 78ª edição do Festival de Cannes, que este ano contou com a atriz francesa Juliette Binoche na presidência do júri. Halle Berry, Payal Kapadia, Alba Rohrwacher, Leïla Slimani, Dieudo Hamadi, Hong Sang-soo, Carlos Reygadas e Jeremy Strong completavam o time responsável por avaliar e premiar os filmes da Competição.

Neste ano, o iraniano Un simple accident, dirigido por Jafar Panahi, recebeu a Palma de Ouro, prêmio máximo do evento. Ovacionado pelo público, o diretor fez seu discurso: “O mais importante é o nosso país e a liberdade do nosso país. Vamos unir forças. Vamos chegar a este momento, juntos, em que ninguém ousar nos dizer que tipo de roupa devemos usar, o que devemos ou não fazer. O cinema é uma sociedade. Ninguém tem o direito de dizer o que devemos ou não fazer. Vamos continuar a ter esperança”. Em 2010, Panahi foi condenado a seis anos de prisão e proibido de filmar ou sair do Irã por 20 anos sob a acusação de fazer propaganda contra o governo iraniano.

O cinema brasileiro se destacou nesta 78ª edição com dois prêmios para O Agente Secreto: melhor ator para Wagner Moura e melhor direção para Kleber Mendonça Filho. Em seu primeiro discurso, recebeu o prêmio por Wagner: “Eu tive o privilégio e a sorte de ter a oportunidade de trabalhar com Wagner Moura. Ele não é apenas um ator excepcional, mas também um ser humano diferente. Eu amo ele. Espero que esse reconhecimento lhe traga muitas coisas boas. Obrigado ao júri, obrigado à Juliette Binoche que presidiu o júri. Obrigado por este reconhecimento”. Wagner apresentou o filme no domingo passado, mas teve que deixar Cannes para concluir as filmagens do longa 11817, do cineasta francês Louis Leterrier.

No palco pela segunda vez, Kleber agradeceu ao prêmio de melhor direção: “Eu estava tomando champanhe. Meu país Brasil é um país cheio de beleza e de poesia. Estou muito orgulhoso de estar aqui, nesta noite, recebendo esse prêmio. Estou muito feliz. O Festival de Cinema de Cannes é a catedral do cinema neste planeta. Muito obrigado aos meus produtores; queríamos que este filme fosse lançado nos cinemas. Foi o cinema que forjou o caráter deste filme. Eu queria mandar um abraço para todo mundo que tá vendo no Brasil, especialmente no Recife, Pernambuco, Brasil”.

Nesta noite histórica para o cinema nacional, Wagner Moura se torna o primeiro brasileiro a vencer na categoria de melhor interpretação masculina. Já na categoria de melhor direção, Kleber é o segundo cineasta brasileiro a vencer; o primeiro foi Glauber Rocha, em 1969, com O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro. Vale lembrar que a única vez que o Brasil ganhou a Palma de Ouro foi em 1962 com O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte.

O Agente Secreto é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.

O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venâncio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes, Robson Andrade e Tânia Maria.

As filmagens ocorreram em junho, julho e agosto de 2024 no Recife, Brasília e em São Paulo. Com produção de Emilie Lesclaux, o trabalho de montagem foi realizado durante oito meses por Eduardo Serrano e Matheus Farias. A direção de arte é de Thales Junqueira; o figurino é assinado por Rita Azevedo. A direção de fotografia é de Evgenia Alexandrova.

O Agente Secreto é o quinto filme de Kleber Mendonça Filho no Festival de Cannes. Há 20 anos, em maio de 2005, o curta-metragem Vinil Verde foi selecionado para a mostra paralela Quinzena dos Realizadores, atualmente chamada Quinzena de Cineastas. Naquela época, Kleber ainda frequentava Cannes mais como crítico de cinema do que cineasta. Kleber teve mais quatro filmes em Cannes: estreou na competição em 2016 com o longa-metragem Aquarius, voltou à competição em 2019 com Bacurau, codirigido por Juliano Dornelles, e há dois anos apresentou Retratos Fantasmas em Sessão Especial.

Além disso, o longa brasileiro também recebeu o Prêmio FIPRESCI, realizado pela Federação Internacional de Críticos de Cinema, de melhor filme da Competição; e também o Prix des Cinémas Art et Essai, entregue pelos exibidores independentes da França da AFCAE, Association Française des Cinémas d’Art et d’Essai. A última vez que o Prêmio FIPRESCI e a Palma de Ouro coincidiram foi em 2014 com Winter Sleep, de Nuri Bilge Ceylan.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Cannes 2025:

COMPETIÇÃO

PALMA DE OURO
Un simple accident, de Jafar Panahi (Irã)

GRAND PRIX
Sentimental Value (Affeksjonsverdi), de Joachim Trier (Noruega/Alemanha/Dinamarca/França/Suécia)

PRÊMIO DO JÚRI
Sirat, de Oliver Laxe (França/Espanha)
Sound of Falling, de Mascha Schilinski (Alemanha)

MELHOR DIREÇÃO
Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto

MELHOR ROTEIRO
Jeunes mères, escrito por Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne

MELHOR ATRIZ
Nadia Melliti, por La Petite Dernière

MELHOR ATOR
Wagner Moura, por O Agente Secreto

PRÊMIO ESPECIAL
Resurrection (Kuang ye shi dai), de Bi Gan (China/França)

PALMA DE OURO | CURTA-METRAGEM
I’m Glad You’re Dead Now, de Tawfeek Barhom (Palestina/França/Grécia)

MENÇÃO ESPECIAL | CURTA-METRAGEM
Ali, de Adnan Al Rajeev (Bangladesh)

OUTROS PRÊMIOS

CÂMERA DE OURO | Caméra d’Or
The President’s Cake (Mamlaket al-Qasab), de Hasan Hadi (Iraque)
Menção Especial: My Father’s Shadow, de Akinola Davies Jr. (Reino Unido)

PRÊMIOS FIPRESCI | Federação Internacional de Críticos de Cinema
Competição Oficial: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)
Un Certain Regard: Urchin, de Harris Dickinson (Reino Unido)
Semana da Crítica/Quinzena de Cineastas: Planètes, de Momoko Seto (França/Bélgica)

L’Œil d’or (Olho de Ouro) | MELHOR DOCUMENTÁRIO
Melhor Filme: Imago, de Déni Oumar Pitsaev (França/Bélgica)
Prêmio Especial do Júri: The Six Billion Dollar Man, de Eugene Jarecki (EUA)

QUEER PALM
Melhor longa-metragem: La Petite Dernière, de Hafsia Herzi (França/Alemanha)
Melhor curta-metragem: கத்து! (Bleat!), de Ananth Subramaniam (Malásia/Filipinas/França)

PALM DOG
Panda, em Ástin sem eftir er, de Hlynur Pálmason (Islândia)

*Clique aqui e conheça os vencedores da mostra Un Certain Regard e La Cinef

*Clique aqui e conheça os vencedores da Quinzena de Cineastas

*Clique aqui e conheça os vencedores da Semana da Crítica

Foto: Sameer Al-Doumy/AFP.

Festival de Cannes 2025: conheça os vencedores da mostra Un Certain Regard

por: Cinevitor
Cleo Diára: melhor atriz pelo filme O Riso e a Faca

Foram anunciados nesta sexta-feira, 23/05, os vencedores da mostra Un Certain Regard, também conhecida como Um Certo Olhar, que coloca em evidência filmes artísticos e artisticamente ousados dirigidos por novos cineastas, porém mais atípicos aos que disputam a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Neste ano, o chileno La misteriosa mirada del flamenco, de Diego Céspedes, foi o grande vencedor do prêmio principal. O longa se passa em 1982 quando uma doença desconhecida começa a se espalhar em uma pequena cidade mineira no deserto chileno, na qual homens gays são acusados ​​de transmiti-la pelos olhos. Lidia, de 12 anos, a única menina da comunidade, parte em busca da verdade.

Entre as atuações, a cabo-verdiana Cleo Diára levou o prêmio de melhor atriz por O Riso e a Faca, do cineasta português Pedro Pinho, uma coprodução entre Portugal e Brasil. Batizado a partir de uma música homônima do músico cantor e compositor baiano Tom Zé, o filme foi rodado na Guiné-Bissau e no deserto da Mauritânia entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2024 e é coproduzido pela brasileira Bubbles Project, com distribuição no Brasil da Vitrine Filmes.

Neste ano, o júri da Un Certain Regard foi presidido pela diretora de fotografia britânica Molly Manning Walker e contou também com: Louise Courvoisier, cineasta francesa; Vanja Kaludjercic, diretora do Festival de Roterdã; o diretor italiano Roberto Minervini; e o ator argentino Nahuel Pérez Biscayart

Além disso, na quinta-feira, 22/05, também foram revelados os vencedores da 28ª edição da mostra La Cinef, que traz títulos inscritos por escolas e universidades de cinema do mundo todo. Os premiados foram: First Summer, de Heo Gayoung (Coreia do Sul) (KAFA), em primeiro lugar; 12 Moments Before The Flag-Raising Ceremony, de Qu Zhizheng (China) (Beijing Film Academy), em segundo lugar; e Ginger Boy, de Miki Tanaka (Japão) (ENBU Seminar) e Winter in March, de Natalia Mirzoyan (Estônia) (Estonian Academy of Arts), empatados em terceiro lugar. O júri de curtas-metragens deste ano foi presidido pela cineasta alemã Maren Ade e contou também com Reinaldo Marcus Green, Camélia Jordana, José Maria Prado Garcia e Nebojša Slijepčević.

E mais: na Competição Imersiva o grande vencedor, também anunciado nesta quinta-feira, foi o holandês From Dust, de Michel van der Aa, reconhecendo uma criação que expandiu os limites da narrativa, do espaço artístico e do engajamento do público. A melhor obra imersiva foi escolhida pelo júri presidido por Luc Jacquet, que contou também com Laurie Anderson, Tania de Montaigne, Martha Fiennes e Tetsuya Mizuguchi.

A Queer Palm, outra premiação paralela, que escolhe o melhor filme LGBTQ+ do Festival de Cannes, também revelou seus vencedores nesta sexta-feira: La Petite Dernière, de Hafsia Herzi, foi eleito o melhor longa; e o curta-metragem escolhido foi கத்து! (Bleat!), de Ananth Subramaniam. O júri foi presidido pelo cineasta francês Christophe Honoré e contou também com o cineasta brasileiro Marcelo Caetano, Léonie Pernet, Faridah Gbadamosi e Timé Zoppé.

Conheça os vencedores da mostra Un Certain Regard 2025:

PRÊMIO UN CERTAIN REGARD
La misteriosa mirada del flamenco, de Diego Céspedes (Chile/França/Alemanha/Bélgica/Espanha)

PRÊMIO DO JÚRI
Un Poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)

MELHOR DIREÇÃO
Arab Nasser e Tarzan Nasser, por Once Upon a Time in Gaza

MELHOR ATOR
Frank Dillane, por Urchin

MELHOR ATRIZ
Cleo Diára, por O Riso e a Faca

MELHOR ROTEIRO
Pillion, escrito por Harry Lighton

Foto: Manon Boyer/FDC.

Cannes 2025: conheça os vencedores da Quinzena de Cineastas

por: Cinevitor
Valéry Carnoy e Faycal Anaflous do filme La Danse des Renards: dois prêmios

Foram anunciados nesta quinta-feira, 22/05, os vencedores da Quinzena de Cineastas, Quinzaine des Cinéastes, antes chamada de Quinzena dos Realizadores, mostra paralela ao Festival de Cannes, organizada pela La Société des réalisateurs de films (la SRF) desde 1969 e que destaca a produção anual de filmes de ficção, curtas e documentários no cenário independente e também popular.

Nesta 57ª edição, o Prêmio do Público, criado no ano passado e concedido em parceria com a Fondation Chantal Akerman, foi entregue para o iraquiano The President’s Cake (Mamlaket al-Qasab), de Hasan Hadi; o mais votado no Choix du Public pelos espectadores recebe 7.500 euros

Entre os prêmios paralelos, o SACD, entregue pela Société des Auteurs et Compositeurs Dramatiques, escolheu o francês La Danse des Renards, de Valéry Carnoy. A justificativa do júri, formado por Anne Villacèque, Catherine Corsini e Delphine Gleize, diz: Durante esta Quinzena de Cineastas, ficamos encantadas com algumas propostas fortes, ousadas e empolgantes. Nossa favorita foi um filme cuja história articula as lutas e questões da adolescência com incrível brilhantismo. É um corpo em ação, um coração que floresce, uma vitória sobre o medo, um filme protagonizado por um ator incrível e frágil, que tem a força de um James Dean. O filme é sustentado por uma perspectiva singular, um talento para escrever, dirigir e um senso magistral de enquadramento. Foi esse choque de emoções, de violência, de exaustão de corpos jovens, que nos perturbou e literalmente nos empurrou para as cordas, uma dança sagrada”.

O longa também levou outro prêmio paralelo, o Label Europa Cinemas de melhor filme europeu, que garante promoção e incentivos adicionais para que os exibidores prolonguem a exibição da obra. O júri, formado por Marie Boudon, Ditte Daugbjerg Christensen, Caro Raedts e Piotr Szczyszyk, justificou a escolha: “O filme de estreia de Valéry Carnoy é um drama agridoce e tocante sobre um jovem boxeador em um internato voltado para o esporte. Ele sofre um acidente grave e sofre tanto mental quanto fisicamente. Sua confiança é abalada, sua posição de liderança se desintegra e ele precisa reavaliar completamente sua abordagem da vida. É um filme de esporte, mas sem os clichês previsíveis de sempre. La Danse des Renards aborda a questão candente da amizade e da fragilidade entre jovens homens. Todo o elenco é excepcionalmente forte e realmente confere ao filme força e credibilidade”.

Nesta ano, o cinema brasileiro não marcou presença nas mostras competitivas. Porém, quatro curtas-metragens cearenses, realizados no projeto La Factory des Cinéastes Ceará Brasil, que teve o cineasta Karim Aïnouz como padrinho, foram exibidos na noite de abertura. Clique aqui e saiba mais.

Conheça os vencedores da Quinzena de Cineastas 2025:

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR FILME
The President’s Cake (Mamlaket al-Qasab), de Hasan Hadi (Iraque)

PRÊMIO SACD (Société des Auteurs et Compositeurs Dramatiques)
La Danse des Renards (Wild Foxes), de Valéry Carnoy (França/Bélgica)

LABEL CINEMA EUROPA | MELHOR FILME EUROPEU
La Danse des Renards (Wild Foxes), de Valéry Carnoy (França/Bélgica)

CARROSSE D’OR
Todd Haynes

Foto: Susy Lagrange.

Cannes 2025: conheça os vencedores da 64ª Semana da Crítica

por: Cinevitor
Théodore Pellerin: premiado pelo longa Nino, de Pauline Loquès

Foram anunciados nesta quarta-feira, 21/05, os vencedores da Semana da Crítica, mostra paralela ao Festival de Cannes, que concentra-se na descoberta de novos talentos. Desde que foi criada pelo Syndicat Français de la Critique de Cinéma, em 1962, busca explorar e revelar cineastas inovadores do mundo todo.

Neste ano, em sua 64ª edição, a Semaine de la Critique teve o cineasta espanhol Rodrigo Sorogoyen como presidente do júri, que no ano passado assumiria esse mesmo cargo, mas precisou se afastar por motivos pessoais. O jornalista marroquino Jihane Bougrine, o diretor de fotografia Josée Deshaies, a produtora indonésia Yulia Evina Bhara e o ator britânico Daniel Kaluuya completavam o time de jurados.

O cinema brasileiro marcou presença nesta edição com o curta-metragem Samba Infinito, de Leonardo Martinelli, que foi exibido em competição, mas, infelizmente, não foi premiado. O filme conta com Alexandre Amador, Miguel Leonardo, Gilberto Gil e Camila Pitanga no elenco. 

Conheça os vencedores da Semana da Crítica 2025:

GRANDE PRÊMIO
Pee Chai Dai Ka, de Ratchapoom Boonbunchachoke (Tailândia/França/Singapura/Alemanha)

PRÊMIO DO JÚRI
Imago, de Déni Oumar Pitsaev (França/Bélgica)

PRÊMIO LOUIS ROEDERER FOUNDATION | REVELAÇÃO
Théodore Pellerin, por Nino

MELHOR CURTA-METRAGEM | PRÊMIO DISCOVERY LEITZ CINE
L’mina, de Randa Maroufi (Marrocos/França/Itália/Qatar)

PRÊMIO GAN FOUNDATION DE DISTRIBUIÇÃO
Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou (Taiwan/França/EUA/Reino Unido) (Le Pacte)

PRÊMIO SACD (Society of Dramatic Authors and Composer)
Guillermo Galoe e Victor Alonso-Berbel, roteiristas de Ciudad sin sueño 

PRÊMIO CANAL+ | CURTA-METRAGEM
Erogenesis, de Xandra Popescu (Alemanha)

Foto: Capucine Henry.