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Festival de Toronto 2025: curta brasileiro O Véu, de Gabriel Motta, é selecionado

por: Cinevitor
Cena do curta brasileiro O Véu, de Gabriel Motta: selecionado para o TIFF

A 50ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de setembro, divulgou os curtas-metragens selecionados para este ano; a lista traz 48 títulos, de 28 países.

O cinema brasileiro marca presença na mostra Short Cuts com O Véu, dirigido pelo cineasta gaúcho Gabriel Motta, que será exibido na seção Strange Cuts, uma vertente adjacente da Midnight Madness, que traz títulos híbridos de gênero. Com atmosfera densa e visual hipnótico, o curta é um filme de terror que acompanha um culto religioso marcado por falsos rituais de possessão; até que a filha do pastor é tomada por uma entidade real, desencadeando eventos macabros. Clique aqui e assista ao trailer. 

O filme é protagonizado por Robson Lima Duarte, PHILL e Rafaela Lima em interpretações intensas que exploram os limites entre fé, poder e repressão. O elenco ainda conta com Renata de Lélis, Marcello Crawshaw, Victor Di Marco e João Carlos Castanha. O Véu é produzido pela Fogo Filmes e Onomato, produtoras de Porto Alegre, e contou com o financiamento do Edital de Seleção Pública Paulo Gustavo Porto Alegre

Anteriormente, Gabriel Motta lançou Pastrana, codirigido por Melissa Brogni, que foi premiado como melhor filme nos festivais de Brasília e Gramado, melhor curta latino-americano no BAFICI e exibido em eventos como o Festival de Tribeca, Curta Cinema e Kinoforum. Seus outros trabalhos transitaram por eventos como Bogoshorts (Colômbia), San Francisco Frameline (Estados Unidos), FEST – Novos Realizadores | Novo Cinema (Portugal), entre outros. 

Em comunicado oficial nas redes sociais, o diretor disse: “É o cinema de gênero gaúcho representando o Brasil em um dos festivais mais importantes do mundo! Nosso filme será exibido na mostra competitiva Short Cuts, ao lado de obras incríveis de novos talentos do cinema mundial. Trata-se de uma competição qualificadora para o Oscar 2026. É uma honra compartilhar essa conquista com toda a equipe que tornou O Véu possível. Mal podemos esperar para apresentar essa história ao público de Toronto”

Com programação coordenada por Sonja Baksa e Mariam Zaidi, o júri da mostra Short Cuts será formado por: Ashley Iris Gill, cineasta e diretora de fotografia canadense; Marcel Jean, diretor artístico do Festival de Cinema de Animação de Annecy e diretor executivo da Cinémathèque québécoise; e Connor Jessup, ator, escritor e diretor canadense. Neste ano, além dos prêmios de melhor curta-metragem internacional e canadense, o festival também concederá um prêmio para o melhor curta-metragem de animação

Conheça os curtas-metragens selecionados para o 50º Festival de Toronto:

PROGRAMA 1 | CURTAS

A Small Fiction of My Mother in Beijing, de Dorothy Sing Zhang (China)
Agapito, de Arvin Belarmino e Kyla Danelle Romero (Filipinas)
DISC, de Blake Winston Rice (EUA)
Healer, de Chelsea McMullan (Canadá)
Jazz Infernal, de Will Niava (Canadá)
Ramón Who Speaks to Ghosts, de Shervin Kermani (Espanha/Canadá/México)
The Girl Who Cried Pearls, de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski (Canadá)

PROGRAMA 2 | CURTAS

Ambush, de Yassmina Karajah (Jordânia/Canadá)
Bots, de Rich Williamson (Canadá)
Fille de l’eau (Water Girl), de Sandra Desmazières (França/Holanda/Portugal)
I Fear Blue Skies, de Salar Pashtoonyar (Canadá)
Not Scared, Just Sad, de Isabelle Mecattaf (Líbano/Bulgária)
Talk Me, de Joecar Hanna (Espanha/EUA)

PROGRAMA 3 | CURTAS

Asparagus Bear, de Ivan Grgur (Croácia)
Ce Qu’on Laisse Derrière (What We Leave Behind), de Jean-Sébastien Hamel e Alexandra Myotte (Canadá)
Demons, de Kelly Fyffe-Marshall (Canadá)
Öronmask (Earworm), de Patrik Eklund (Suécia)
Sea Star, de Tyler Mckenzie Evans (Canadá)
The Non-Actor, de Eliza Barry Callahan (EUA)
Une Fenêtre Plein Sud (A South Facing Window), de Lkhagvadulam Purev-Ochir (França/Mongólia)

PROGRAMA 4 | CURTAS

Ali, de Adnan Al Rajeev (Bangladesh/Filipinas)
Chín (Ripe), de Solara Thanh Bình Đặng (Canadá/Vietnã)
Dust to Dreams, de Idris Elba (Nigéria)
Fiction Contract, de Carolyn Lazard (EUA)
More Than Happy, de Wei Keong Tan (Singapura)
Une Fugue (To the Woods), de Agnès Patron (França)
Year of the Dragon, de Giran Findlay-Liu (Canadá)

PROGRAMA 5 | CURTAS

Argumentos a Favor do Amor (Arguments in Favor of Love), de Gabriel Abrantes (Portugal)
Dish Pit, de Anna Hopkins (Canadá)
I’m Glad You’re Dead Now, de Tawfeek Barhom (França/Grécia/Palestina)
Karupy, de Kalainithan Kalaichelvan (Canadá)
Pink Light, de Harrison Browne (Canadá)
Poster Boy, de India Opzoomer (Canadá)
The Contestant, de Patrick Xavier Bresnan (EUA/Alemanha)
Una vez en un cuerpo (Once in a Body), de María Cristina Pérez González (Colômbia/EUA)

PROGRAMA 6 | CURTAS

A Soft Touch, de Heather Young (Canadá)
All the Empty Rooms, de Joshua Seftel (EUA)
Divers, de Geordie Wood (EUA)
Niimi, de Dana Solomon (Canadá)
Permanent Guest, de Sana Zahra Jafri (Paquistão)
The Death of the Fish, de Eva Lusbaronian (França)

STRANGE CUTS

Klee, de Gavin Baird (Canadá)
Marriaginalia, de Hannah Cheesman (Canadá)
O Véu (The Veil), de Gabriel Motta (Brasil)
Praying Mantis, de Joe Hsieh (Taiwan/Hong Kong)
Quietness, de Gonçalo Almeida (Espanha)
Thanks To Meet You!, de Richard Hunter (Reino Unido)
UM, de Nieto (França)

Foto: Lívia Pasqual. 

Conheça os vencedores do 48º Festival Guarnicê de Cinema

por: Cinevitor
Fabio Meira, diretor de Mambembe: cinco prêmios

Foram anunciados nesta quarta-feira, 06/08, no Basa Clube, em São Luís, no Maranhão, os vencedores da 48ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que exibiu mais de 80 títulos em sua programação. O mais longevo festival do Norte e Nordeste, e um dos mais importantes do país, celebra o audiovisual maranhense e nacional48 anos.

O evento, promovido pela UFMA, Universidade Federal do Maranhão, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) e da Diretoria de Assuntos Culturais (DAC), reuniu realizadores, convidados, júris, patrocinadores e o público para celebrar a diversidade, o talento e a força do audiovisual brasileiro e maranhense.

Um dos destaques da noite foi o curta-metragem Piraí: Os Cantos da Encantaria Akroá Gamella, de Diego Janatã e Djuena Tikuna, grande vencedor do Prêmio Assembleia Legislativa Mauro Bezerra de melhor curta-metragem maranhense e também agraciado com o Prêmio Itaú Cultural Play no valor de R$ 15 mil mais licenciamento exclusivo na plataforma de streaming do Itaú; a entrega foi feita por Ricardo Tayra, representante do Itaú Cultural Play.

A premiação reforça o reconhecimento à produção audiovisual local e marca mais uma edição da parceria entre o festival e a plataforma Itaú Cultural Play. A partir desta quinta-feira, 07/08, a plataforma lança uma mostra especial com sete curtas e longas-metragens, entre maranhenses e nacionais, participantes desta edição do Guarnicê. Os filmes estarão disponíveis gratuitamente até o dia 23 de agosto, somando-se a um acervo de mais de 400 títulos brasileiros de diversos gêneros, formatos e épocas.

A cerimônia, que foi iniciada com uma apresentação especial da cantora Cecília Leite, também contou com a entrega do Prêmio Cardume de melhor curta nacional, eleito por júri próprio, com valor de R$ 3 mil referentes ao licenciamento exclusivo de um ano na plataforma. A premiação foi entregue por Luciana Damasceno e Daniel Jaber para o filme paraibano A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais.

Ao todo, 89 filmes e videoclipes participaram das oito mostras competitivas do festival, além de 15 jogos digitais que integraram a Mostra de Jogos. Neste ano, os homenageados foram: Silvero Pereira, Tássia Dhur e Cacá Diegues

O júri desta 48ª edição foi formado por: Danielle Bertolini, Vivi Pistache e Simone Zuccolotto nas mostras nacionais; Aline Pacheco, Marcos Vilar e Sérgio Onofre nas mostras maranhenses; Monica Rodrigues, Bertrand Lira e Fábio Azevedo na Mostra Universitária; Cael Borges, Rodrigo Lima e Lucas Toso na Mostra de Jogos Digitais; e Keylanne Ramos, Etelvino Neto, Thag Santos, Elvis Oliveira e Denise Costa na Mostra Faz Todo Sentido

Conheça os vencedores do 48º Festival Guarnicê de Cinema:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGA-METRAGEM

Melhor Filme | Júri Oficial: Mambembe, de Fabio Meira (GO)
Melhor Filme | Júri Popular: Mambembe, de Fabio Meira (GO)
Melhor Direção: Ana Aranha, por Pau d’Arco
Melhor Roteiro: Tijolo por Tijolo, escrito por Victoria Álvares e Quentin Delaroche
Melhor Ator: Genézio de Barros, por Senhoritas
Melhor Atriz: Elenco de Mambembe (Índia Morena, Madonna Show e Dandara Ohana)
Melhor Ator Coadjuvante: Murilo Grossi, por Mambembe
Melhor Atriz Coadjuvante: Clau Barros, por Ainda Não é Amanhã
Melhor Direção de Fotografia: Mambembe, por Daniela Cajías
Melhor Direção de Arte: O Silêncio das Ostras, por Juliana Lobo
Melhor Montagem: Tijolo por Tijolo, por Quentin Delaroche
Melhor Trilha Sonora Original: Pau d’Arco, por Pedro Penna
Melhor Desenho de Som: Pau d’Arco, por Fernando Ianni
Menção Honrosa: Mayara Priscila de Jesus do Santos, por Quem é Essa Mulher?

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTA-METRAGEM

Melhor Filme | Júri Oficial: A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Melhor Filme | Júri Popular: Mala Preta, de Áurea Maranhão (MA)
Melhor Direção: Pedro de Alencar, por Sebastiana
Melhor Roteiro: Entre Corpos, escrito por Mayra Costa
Melhor Ator: Fernando Teixeira, por Ladeira Abaixo
Melhor Atriz: Camila Botelho, por Arame Farpado
Melhor Ator Coadjuvante: Ricardo Bagge, por Arame Farpado
Melhor Atriz Coadjuvante: Soia Lira, por Cavalo Marinho
Melhor Direção de Fotografia: Boiuna, por Tiago Pelaes
Melhor Direção de Arte: O Céu Não Sabe Meu Nome, por Letícia Campos
Melhor Montagem: Sebastiana, por Pedro de Alencar
Melhor Trilha Sonora Original: O Céu Não Sabe Meu Nome, por C-AFROBRASIL
Melhor Desenho de Som: A Nave que Nunca Pousa, por Romero Coelho

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS MARANHENSES

Melhor Filme | Júri Oficial: O Teatro te Xama: Família de Criação, de Dani Lopes
Melhor Filme | Júri Popular: A Cigana, de Thiago Furtado
Melhor Direção: Dani Lopes, por O Teatro te Xama: Família de Criação
Melhor Roteiro: Apollo, escrito por Messias Saíssem
Melhor Ator: Messias Saíssem, por Apollo
Melhor Atriz: Michelle Cabral, por Apollo
Melhor Ator Coadjuvante: Lauande Aires, por Apollo
Melhor Atriz Coadjuvante: Maria Ethel, por O Teatro te Xama: Família de Criação
Melhor Direção de Fotografia: O Teatro te Xama: Família de Criação, por Dani Lopes
Melhor Direção de Arte: Apollo, por Jacksciene Guedes
Melhor Montagem: O Teatro te Xama: Família de Criação, por Dani Lopes
Melhor Trilha Sonora Original: Apollo
Melhor Desenho de Som: Fogo, Murro e Coice
Menção Honrosa: A História do Início do Surf no Maranhão, de Marcelo Vasconcelos
Menção Honrosa: Benício Bem, por A Cigana

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS MARANHENSES

Melhor Filme | Júri Oficial: Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, de Diego Janatã e Djuena Tikuna
Melhor Filme | Júri Popular: Silêncio na Boiada, de Luiza Fernandes
Melhor Direção: Lucas Sá, por CATA
Melhor Roteiro: Um Pé de Cajú, escrito por Eduardo Marques e Pablo Monteiro 
Melhor Ator: Lucas Inácio, por Catty Bete
Melhor Atriz: Gabi Miguel, por Amor Veraneio
Melhor Ator Coadjuvante: Raimundo dos Remédios, por Um Pé de Cajú
Melhor Atriz Coadjuvante: Lúcia Reis, por Catty Bete
Melhor Direção de Fotografia: Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, por Vinicius Berger
Melhor Direção de Arte: Faro, por Davy Amaral e Vitória Campos
Melhor Montagem: Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, por Vinicius Berger
Melhor Trilha Sonora Original: Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella
Melhor Desenho de SomPiraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, por Gui Augusto

MOSTRA UNIVERSITÁRIA

Melhor curta-metragem: Muros Invisíveis, de Dário Gilson, Lucas Matos e Edvaldo Goulart
Melhor Videoclipe: Pétalas e Cédulas, de Kamiski e Vitória Campos
Menção Honrosa: Lolith, de Stenio Maciel e Jackesiene Guedes

MOSTRA NACIONAL | PRÊMIO CARDUME
*Prêmio de R$ 3.000,00 por licenciamento

Melhor Curta Nacional | Júri Cardume: A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)

MOSTRA MARANHENSE | VIDEOCLIPE

Melhor Videoclipe | Júri Técnico: Andamento, de Núbia; direção: Jonas Sakamoto
Melhor Videoclipe | Júri Popular: Bye, de Lucca Truta, Deon e Kaminski; direção: Vitória Campos

MOSTRA COMPETITIVA DE JOGOS

Melhor Game Design: Desert Mirage, por Ops Game Studio 
Melhor Jogo Maranhense | Júri Técnico: Desert Mirage, por Ops Game Studio
Melhor Jogo Maranhense | Júri Popular
: Múmia Maluca, por Allan Kassio Beckman Soares da Cruz 
Melhor Jogo Nordestino: Plungeez, por Zeroth.team

Foto: Hannah Letícia.

Mostra Quelly Internacional de Gênero e Sexualidade 2025: conheça os destaques da programação

por: Cinevitor
Aura do Nascimento e Renata Carvalho no longa Salomé, de André Antônio

A nona edição da Quelly – Mostra Internacional de Cinema de Gênero e Sexualidade acontecerá entre os dias 27 e 30 de agosto no Teatro João do Vale, em São Luís, no Maranhão, com um olhar especial sobre os dilemas e desafios de se produzir obras queer cedendo a demandas e exigências comerciais mercadológicas.

Com curadoria dos cineastas George Pedrosa e Daniel Nolasco, a programação reúne obras nacionais e internacionais produzidas antes do termo queer surgir como pauta política, teoria acadêmica ou ser popularizado nas redes sociais.

Durante décadas, o queer se demonstrou um desafio epistemológico. Afinal, como definir algo que surge exatamente para questionar e destruir conceitualizações e certezas teóricas?: “O que eu considero ser queer, pode não ser para outra pessoa, para outro grupo, para outra corrente de pensamento. O termo parece estar cada vez mais assimilado e inserido dentro do nosso mundo contemporâneo: presente nas falas de apresentadores de programas matinais da grande mídia, estampando propagandas capitalistas, banalizados em discursos acadêmicos, etc. O queer vai muito além dos que nos vendem em excesso e em letras coloridas nas redes sociais no mês do orgulho”, disse Nolasco.

A abertura da programação será com a exibição de Salomé, de André Antônio. O filme ganhou sete prêmios no último Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, incluindo melhor longa-metragem, e também se destacou recentemente no Festival Goiamum Audiovisual. A produção pernambucana, protagonizada por Aura do Nascimento, rememora a história bíblica de Salomé misturando gêneros, referências e mundos. O elenco conta também com Fellipy Sizernando, Renata Carvalho, Zuba Neves, Clara Maria Matos, Danny Barbosa, Everaldo Pontes e Geyson Luiz.

Ao longo da Mostra, o público poderá assistir a títulos como Todo cuidado é pouco, Memorabilia, Kassandra com K, Poesia no Vinho de Seus Lábios e Fabulosas: Operação Aranha. A programação inclui filmes de cineastas como Rivanildo Feitosa e Cícero Filho, Todd Verow, Wesley Pereira de Castro, João Victor Borges e Will Domingos, Tomás Paula Marques, Th Fernandes e Lu Lambertti.

Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro, que foi consagrado na Mostra Tiradentes, também será exibido. O longa apresenta o diário íntimo e bastante honesto do diretor/personagem Wesley Pereira. Já o encerramento trará Onda Nova, um filme clássico moderno do cinema brasileiro, assinado por José Antônio Garcia e Ícaro Martins. A entrada é gratuita, porém sujeita à lotação do espaço. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes das sessões na bilheteria do João do Vale.

Além da extensa e variada programação de filmes, a Mostra Quelly promoverá momentos de reflexão e troca de experiências. Prova disso será a realização, nos dias 29 e 30 de agosto, da Oficina Metamorfose, que será ministrada pela atriz e protagonista do filme Salomé, Aura do Nascimento, ofertando aos participantes conteúdos sobre artes visuais, cinema, filosofia e natureza, com referências de artistas e práticas que mediam processos de transformação. As atividades acontecerão no espaço cultural independente Espaço Chão, localizado na Rua do Giz. No dia 28 de agosto, o evento contará com uma masterclass com o cineasta André Antônio. A apresentação do premiado diretor, responsável pelo longa-metragem Salomé, ocorrerá no Teatro João do Vale.

Foto: Divulgação/Surto & Deslumbramento.

Audiovisual brasileiro: carta aberta em defesa da regulação do streaming

por: Cinevitor
Viva o cinema brasileiro: mensagem exibida no Prêmio Grande Otelo 2025

Mais de 750 cineastas, atores e atrizes, produtores, roteiristas, técnicos e artistas de todas as regiões do país assinaram uma carta em defesa da regulação do streaming no Brasil, pauta que já vem sendo discutida há muito tempo.

Endereçada ao Presidente Lula, ao presidente da câmara, Hugo Motta, à Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, à Ministra da Cultura, Margareth Menezes, e à Secretaria Nacional do Audiovisual, Joelma Gonzaga, a carta aberta alerta para a urgência de um marco regulatório que assegure contrapartidas justas das grandes plataformas internacionais que operam no país: “A regulação não pode mais ser adiada”, alertam os signatários. Clique aqui e confira a lista com os nomes de todos que assinam a carta.

“O audiovisual de um país registra a identidade em movimento de sua cultura. Conta quem nós somos, de onde viemos, e nos ajuda a pensar para onde queremos ir. Constrói algo fundamental: a memória de um país”, diz a carta, que pede que o Presidente Lula e a Ministra Gleisi deem um tratamento prioritário ao tema e no diálogo com o Congresso Nacional. Também solicita ao presidente Hugo Motta que reconduza a deputada Jandira Feghali para a relatoria dos projetos em tramitação.

A carta aberta, assinada em ordem alfabética, junta vertentes do cinema e expressa pluralidade, abrangendo um espectro muito amplo, tanto no âmbito artístico e territorial. Com realizadores, executivos e técnicos de todo Brasil, contemplando estados como São Paulo, Acre, Pernambuco, Rio de Janeiro, Brasília e Santa Catarina, assinam astros e produtores, passando por roteiristas e montadores, até cineastas independentes que vêm obtendo reconhecimento nos mais destacados festivais internacionais, como Cannes, Berlim, Veneza e premiações como o Oscar. Um documento histórico que une diferentes olhares e profissionais da atividade.

Entre os signatários, nomes consagrados como Fabiano Gullane, Fernanda Torres, Fernando Meirelles, Heitor Dhalia, Joel Zito Araújo, José Padilha, Julia Rezende, Kleber Mendonça Filho, Laís Bodanzky, Luiz Carlos Barreto, Petra Costa, Wagner Moura, Walter Salles, além de expoentes do cinema independente como Anna Muylaert, Affonso Uchoa, André Novais Oliveira, Adirley Queirós, Eryk Rocha, Gabriel Mascaro, Maya Da-Rin. Entre cineastas experientes como Daniel Filho, Helena Ignez, Julio Bressane e da nova geração, Grace Passô e Marcelo Caetano, assinam a carta realizadores de todas as regiões do Brasil, cineastas de documentário, ficção, animação. Realizadores da quebrada como Lincoln Péricles (do Capão Redondo), cineastas indígenas como Morzaniel Ɨramari Yanomami e escritores como Paulo Lins. Uma amostra poderosa da pluralidade de estilos, linguagens e origens que compõem o audiovisual brasileiro.

A carta faz uma defesa contundente da permanência da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) como relatora da matéria no plenário da Câmara. Para os signatários, Jandira é peça-chave para garantir a coerência legislativa e a continuidade institucional do processo, já que vem conduzindo amplas negociações com o setor e construindo um substitutivo de consenso: “Não podemos aceitar que o nosso mercado audiovisual seja usado como moeda de troca, como em momentos anteriores de nossa história. Devemos almejar equilibrar a nossa balança comercial da cultura, exportando nossa diversidade e nossa produção cultural para o mundo”.

A carta enfatiza a urgência da votação do substitutivo ao PL 2331/22, relatado pela deputada Jandira Feghali, que propõe um modelo de contribuição financeira mínima das plataformas para o desenvolvimento do audiovisual nacional (6%), patamar já muito abaixo do que estabelece o Conselho Superior do Cinema (12%). A proposta se baseia em experiências internacionais, como as da França, Itália e Coreia do Sul, e já conta com amplo apoio do setor.

A carta pede:

  • Apoio formal e estratégico do poder Executivo ao PL 2331/22;
  • Manutenção de Jandira Feghali na relatoria do texto no plenário da Câmara;
  • Cobra atuação firme do Ministério da Cultura como defensor da indústria audiovisual brasileira, a exemplo de países que tem cinematografias fortes;
  • Mobilização conjunta para garantir a tramitação urgente da proposta no Congresso Nacional.

“Sem regulação, o Brasil corre o risco de ser apenas um mercado consumidor, sem consolidar uma indústria nacional capaz de gerar emprego, renda e projeção internacional”, afirma o texto. A carta reforça que a regulação é uma questão de soberania nacional, cultura e democracia: “Trata-se de garantir que a voz do Brasil continue a ser contada por brasileiros”, concluem os signatários.

Foto: Cláudio Andrade/Christian Rodrigues.

Festival de Toronto 2025: O Último Azul, de Gabriel Mascaro, é selecionado

por: Cinevitor
Denise Weinberg em O Último Azul, de Gabriel Mascaro: cinema brasileiro no TIFF

A 50ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de setembro, revelou os títulos selecionados para a mostra Centrepiece, antes chamada de Contemporary World Cinema, que celebra as conquistas cinematográficas globais com uma variedade dinâmica de filmes contemporâneos.

A seleção desta vitrine global apresenta 55 títulos, de quase 50 países. A mostra Centrepiece oferece uma plataforma para filmes reconhecidos internacionalmente, títulos aclamados em outros festivais ao redor do mundo e estreias muito aguardadas de talentos canadenses e internacionais.

O cinema brasileiro marca presença com O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro, que foi premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim deste ano; o filme recebeu também o Prêmio do Júri Ecumênico e o Berliner Morgenpost Readers’ Jury Award, além de muitos aplausos. Além disso, foi consagrado como melhor filme ibero-americano de ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México, evento que também premiou a atriz Denise Weinberg com o Prêmio Maguey de melhor interpretação.

O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão desfrutar seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, papel de Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. Rodrigo Santoro, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás também integram o elenco. A produção sobre resistência e amadurecimento ao longo dos rios da Amazônia também passou por países como Colômbia, Argentina, Turquia, Portugal e Austrália.

O elenco conta também com Rosa Malagueta, Clarissa Pinheiro, Dimas Mendonça, Daniel Ferrat, Heitor Lóris, Rafael Cesar, Isabela Catão, Daniela Reis, Diego Bauer, Aldenor Santos, Tony Ferreira, Karol Medeiros, Erismar Fernandes, Júlia Kahane, Robson Ney, Luana Brandão, Ítalo Rui, Amanda Costa, Ítalo Bruce, Matheus Sabbá, Paulo Queiroz, Wallace Abreu, Jôce Mendes, Rhuann Gabriel, Arthur Gabriel, Maria Alice, Ana Oliveira, Maurício Santtos, Klindson Cruz e Isadora Gibson. O roteiro é assinado por Gabriel Mascaro e Tibério Azul; a direção de fotografia é de Guillermo Garza. A edição é de Sebastían Sepúlveda e Omar Guzmán; Memo Guerra assina a música do filme.

Com produção da Desvia (Brasil) e Cinevinay (México), em coprodução com a Globo Filmes (Brasil), Quijote Films (Chile), Viking Film (Países Baixos) e distribuição da Vitrine Filmes no Brasil, O Último Azul foi produzido por Rachel Daisy Ellis e Sandino Saravia Vinay, produtor associado de Roma, de Alfonso Cuarón, e coprodutor dos filmes anteriores de Gabriel Mascaro.

Além dos novos filmes anunciados, o Festival de Cinema de Toronto também revelou os homenageados desta 50ª edição: o cineasta mexicano Guillermo del Toro receberá o Ebert Director Award; a atriz e diretora Jodie Foster será honrada com o Share Her Journey Groundbreaker Award; a diretora japonesa Hikari será homenageada com o TIFF Emerging Talent Award; o ator sul-coreano Lee Byung-hun receberá o TIFF Special Tribute Award e exibirá No Other Choice, de Park Chan-wook, na mostra Gala Presentations; e o ator Brendan Fraser será honrado com o TIFF Honorary Chair

Conheça os novos filmes selecionados para o 50º Festival de Toronto:

CENTREPIECE

8-ban deguchi (Exit 8), de Genki Kawamura (Japão)
Amélie et la métaphysique des tubes (Little Amélie or the Character of Rain), de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han (França)
Arco, de Ugo Bienvenu (França)
Ástin sem eftir er (The Love That Remains), de Hlynur Pálmason (Islândia/Dinamarca/Suécia/França)
Bajo el Mismo Sol (Under The Same Sun), de Ulises Porra (República Dominicana/Espanha)
Barrio Triste, de STILLZ (Colômbia/EUA)
Blood Lines, de Gail Maurice (Canadá)
Blue Heron, de Sophy Romvari (Canadá/Hungria)
Blue Moon, de Richard Linklater (EUA/Irlanda)
Carolina Caroline, de Adam Carter Rehmeier (EUA)
Den Sidste Viking (The Last Viking), de Anders Thomas Jensen (Dinamarca/Suécia)
Diya, de Achille Ronaimou (Chade/França/Alemanha/Costa do Marfim)
Duse, de Pietro Marcello (França/Itália)
Eagles of the Republic, de Tarik Saleh (Suécia/França/Dinamarca/Finlândia/Alemanha)
Erupcja, de Pete Ohs (EUA/Polônia)
Follies, de Eric K. Boulianne (Canadá)
Gagne ton ciel (The Cost of Heaven), de Mathieu Denis (Canadá)
Good Boy, de Jan Komasa (Polônia/Reino Unido)
Hamlet, de Aneil Karia (Reino Unido)
Honey Bunch, de Madeleine Sims-Fewer e Dusty Mancinelli (Canadá)
I Swear, de Kirk Jones (Reino Unido)
Irkalla: Gilgamesh’s Dream, de Mohamed Jabarah Al-Daradji (Iraque/Emirados Árabes Unidos/França/Reino Unido/Qatar/Arábia Saudita)
La hija cóndor (The Condor Daughter), de Álvaro Olmos Torrico (Bolívia/Peru/Uruguai)
La misteriosa mirada del flamenco (The Mysterious Gaze of the Flamingo), de Diego Céspedes (Chile/França)
La petite dernière (The Little Sister), de Hafsia Herzi (França/Alemanha)
Le città di pianura (The Last One for The Road), de Francesco Sossai (Itália/Alemanha)
Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou (Taiwan/França/EUA/Reino Unido)
Lucky Lu, de Lloyd Lee Choi (EUA)
Mama, de Or Sinai (Israel/Polônia/Itália)
Mamlaket al-qasab (The President’s Cake), de Hasan Hadi (Iraque/EUA/Qatar)
Memory of Princess Mumbi, de Damien Hauser (Quênia/Suíça/Arábia Saudita)
Milchzähne (Milk Teeth), de Mihai Mincan (Romênia/França/Dinamarca/Grécia/Bulgária)
Miroirs No. 3, de Christian Petzold (Alemanha)
Motor City, de Potsy Ponciroli (EUA)
My Father’s Shadow, de Akinola Davies Jr. (Reino Unido/Nigéria)
New Years Rev, de Lee Kirk (EUA)
Nomad Shadow, de Eimi Imanishi (EUA/Espanha/França)
Nühai (Girl), de Shu Qi (Taiwan)
O Último Azul (The Blue Trail), de Gabriel Mascaro (Brasil/México/Chile/Holanda)
Olmo, de Fernando Eimbcke (EUA/México)
Orphan (Árva), de László Nemes (Hungria/França/Alemanha/Reino Unido)
Palimpsest: the Story of a Name, de Mary Stephen (França/Hong Kong/Taiwan)
Pee chai dai ka (A Useful Ghost), de Ratchapoom Boonbunchachoke (Tailândia/França/Singapura/Alemanha)
Planètes (Dandelion’s Odyssey), de Momoko Seto (França/Bélgica)
Renoir, de Chie Hayakawa (Japão/França/Singapura/Filipinas/Indonésia/Qatar)
Ri Gua Zhong Tian (The Sun Rises On Us All), de Cai Shangjun Cai (China)
Saipan, de Lisa Barros D’Sa e Glenn Leyburn (Irlanda/Reino Unido)
Space Cadet, de Kid Koala (Canadá)
The Fox King, de Woo Ming Jin (Malásia/Indonésia)
Unidentified, de Haifaa Al-Mansour (Arábia Saudita)
Vimukt (In Search of The Sky), de Jitank Singh Gurjar (Índia)
Wasteman, de Cal McMau (Reino Unido)
Whitetail, de Nanouk Leopold (Holanda/Bélgica/Irlanda)
Youngblood, de Hubert Davis (Canadá)
Zwei Staatsanwälte (Two Prosecutors), de Sergei Loznitsa (França/Alemanha/Holanda/Letônia/Romênia/Lituânia)

Foto: Guillermo Garza.

FAM 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta paraibano A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais

A 29ª edição do FAM, Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul, acontecerá entre os dias 4 e 10 de setembro na capital catarinense com 58 títulos, entre curtas, médias e longas-metragens na programação.

Neste ano, a curadoria avaliou 1.214 filmes, o segundo maior número de inscritos já registrado na história do FAM. Com abrangência ibero-americana, além da tradicional participação dos países do Mercosul e seus associados, o FAM 2025 representará em tela o cinema de 11 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Espanha, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, além de França em uma coprodução. Do Brasil, 16 estados possuem representantes na seleção. Um destaque é a Paraíba, que soma quatro filmes selecionados; Santa Catarina e São Paulo completam os três estados brasileiros com mais obras participantes.

Nas temáticas abordadas, questões sociais prevalecem, além de trabalho e espiritualidade. Na seleção encontram-se filmes que trazem à tona discussões sobre racismo, sexualidade e identidade de gênero, revisitação histórica, educação, cuidados paliativos, acessibilidade, entre outros. Além dos gêneros tradicionais, como documentário, animação, experimental e drama, é novidade obras de terror e comédia.

Outro destaque é a representatividade na direção das obras. Cerca de 40% dos filmes em competição são dirigidos por mulheres, 26,15% por pessoas LGBTQIA+ e 21,54% se autodeclararam pretos ou pardos. Em tela, a edição de 2025 apresentará uma maior diversidade trans, com personagens principais em destaque. Também é notável um aumento de protagonistas PcDs nos filmes.

Ao todo, a 29ª edição do Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul contará com oito mostras competitivas, em que os selecionados concorrem ao prêmio de melhor filme pelo Júri Popular e Júri Oficial em cada categoria. A Mostra Curtas, como de costume, apresenta o maior número de filmes exibidos, com 12 produções. Em seguida, aparece a Mostra Infantojuvenil e a Mostra On-line, com 10 produções cada. De volta à programação do FAM, a Mostra Especial LPG, dedicada a projetos realizados com recursos da Lei Paulo Gustavo, exibirá obras com diferentes metragens. Completam as mostras competitivas: Curtas Catarinense, Longas, Videoclipes e Work In Progress: WIP (filmes em fase de pós-produção).

O FAM 2025 ainda contará com uma série de filmes convidados na programação, que serão divulgados em breve. Uma das mostras já confirmadas é a Mostra IC Play, uma parceria entre o FAM e o streaming do Itaú Cultura Play, que se repete em mais um ano, dessa vez destacando a força da produção catarinense. O festival será realizado no CineShow Beiramar Shopping em Florianópolis, Santa Catarina

Escrito e dirigido por Sérgio Azevedo, o curta catarinense Notícias da Lua será o filme de abertura desta edição. A história, filmada em Criciúma, no Sul do estado, é focada em Luã, interpretado por Davi Burg, um menino autista com hiperfoco em astronomia. Em uma visita da escola ao Planetário, ele descobre que “um lobo comeu a lua”. Sem entender metáforas, o menino de 10 anos começa uma investigação para saber o que aconteceu com seu astro preferido. Fingindo ser um astronauta, Astor, o zelador da escola, ajuda Luã a entender o que aconteceu com a Lua para que ela volte a brilhar no céu.

Nesta edição do FAM, Notícias da Lua é um dos seis filmes com protagonistas PcDs, mas o único que retrata o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Como destaca o diretor, é de extrema significância ser o filme de abertura da 29ª edição do festival. Como profissional do audiovisual catarinense, e pessoa dentro do espectro, Sérgio acredita que a exibição do curta seja capaz de despertar o interesse do público para, ao chegar em casa, pesquisar e conhecer mais sobre o autismo. O elenco conta também com Otávio Augusto, Ana Miranda, Cássio do Nascimento, Dea Busato, Gringo Starr, Glauco Broering, Amanda Savi e Fernando Lodetti Silva.

A maior parte dos filmes convidados desta edição, oito documentários, estará no Conversas FAM de Cinema com exibições gratuitas seguidas de debate; uma oportunidade de interação do público com os realizadores. Já a Mostra ICPlay amplia a difusão dos filmes ao público de todo o país, com sessões on-line na plataforma de streaming Itaú Cultural Play. Serão seis filmes disponíveis entre os dias 05/09 e 04/10. A mostra traz uma retrospectiva com produções catarinenses emblemáticas da programação do FAM exibidas entre 2019 e 2024, além de uma coprodução entre Brasil, Colômbia e França, a ficção Los Silencios, de Beatriz Seigner.

Conheça os filmes selecionados para o FAM 2025

MOSTRA LONGAS

Alí Primera, de Daniel Yegres Richard (Venezuela)
Aprender a Sonhar, de Vítor Rocha (BA)
Escritor, de Paula de Luque (Argentina)
Kuarahy Ára: El Tiempo del Sol, de Hugo Gamarra Etcheverry (Paraguai)
Soñé Su Nombre, de Ángela Carabalí (Colômbia)
Un Nuevo Amanecer, de Priscila Padilla (Colômbia)

MOSTRA CURTAS

¡Salsa!, de Antonina Kerguelén Román (Colômbia)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Compraventa, de Tomás Murphy (Argentina)
Faísca, de Bárbara Matias Kariri (CE)
Insomnia, de Tomás Gonzalez Montalvo (Argentina)
La Falta, de Carmela Sandberg (Argentina/Uruguai)
Mitã’i Churi, de Elian Guerin (Argentina/Paraguai)
Parirás, de Amandine Goisbault e Júlia Morim (PE)
Rainha, de Raul de Lima (PA)
Serão, de Caio Bernardo (PB)
Um Dia de Negão, de Rebeca Carmo e Analu (BA)

MOSTRA CURTAS CATARINENSE

A Lua dos Beijos Silentes, de Mika Queiroz (Florianópolis)
Adelante, Professora, de Ana Laura Baldo (Florianópolis)
Imagens de uma Despedida, de Nicolas Busato da Costa Monteiro (Florianópolis)
Mascates de Sonhos, de Kristel Kardeal (Itajaí/Blumenau/Penha/Florianópolis)
O Fio de Ariadne, de Alex Schappo (Maravilha)

MOSTRA ESPECIAL LEI PAULO GUSTAVO

Americana, de Agarb Braga (PA)
Esta Noite Minha Alma Partirá, de Igor Vasco (SP)
Mãos Rapper, de Giuliano Robert (PR)
Tapando Buracos, de Pally e Laura Fragoso (AL/PE)
Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes (CE)

MOSTRA INFANTOJUVENIL

A História de Ayana, de Cristiana Giustino e Luana Dias (RJ)
Abraços, de Barcabogante (SC)
Baile de Miriti, de Emily Cristiane (PA)
Coisa de Preto, de Pâmela Peregrino (SE)
Debaixo do Pé de Pequi, de Maiári Iasi (GO)
Hay que Saber Llegar, de Luber Yesid Zúñiga Ordóñez (Colômbia)
Le Petit et Le Géant, de Isabela Costa (RJ/França)
Não é Sobre Pastéis, de Tiago Ribeiro (MG)
Pequeno B, de Lucas Borges (MG)
Tainá, de Renata Massetti (SC)

MOSTRA ON-LINE

À Flor da Pele, de Danielle Villanova (RJ/BA)
Las Cenizas Están Quemando, de Lucas Leônidas (Argentina/SP)
Marmita, de Guilherme Peraro (SP/PR)
Miren Felder, de Malen Otaño (Argentina)
O Medo Tá Foda, de Esaú Pereira (CE)
O Sonho de Anu, de Vanessa Kypá (PB)
Quadrados, de João Pedro Costa (PE)
Todo lo que se Transforma, de Fran Caffarel (Argentina)
Todos os Voos se Desdobrarão, de Gabriela Boeri e Leticia Rheingantz (SP)
Travessia, de Karol Felicio (ES)

MOSTRA VIDEOCLIPES

D’Áfrika, de Chico Rasta e Preto Tipuá (Artista: Preto Tipuá) (PI) 
Filosa, de Ezequiel Soma (Artista: Serena Ciga & PocheBeats) (Argentina)
Medo, de RAVIH (Artista: RAVIH) (RS/SP)
Mujer TV, de Pierina Espinoza (Artista: Cherlatte) (Venezuela)
Por Última Vez, de Samuel Castro Romero (Artista: Corona & No Comparto Mis Amigos) (Bolívia)

MOSTRA WORK IN PROGRESS

Al-Buhayra, de Lucas Moro e Manuel Rossell (SP/Espanha)
Brutus, de Marcelo Toledo (DF/Argentina)
Donde Duermen Los Seuños, de Daniel Riglos (Peru)
El Gaga de La Cejas, de Jeissy Trompiz (República Dominicana)
Mistério no Seridó, de Carlos Mello Jr (PB)

CONVERSAS FAM DE CINEMA

Cobra Canoa, de Enio Staub (Brasil, AM/DF/SP/SC)
Donas da Terra, de Ana Marinho (Brasil, SE)
Hermanas del Viento, de Julia Carrizo (Argentina)
Não Dá pra Esquecer, de Fabi Penna e César Cavalcanti (Brasil, SC)
Naufragados, de Jorge Peña Martín (Brasil, SC/Espanha)
Pedra Vermelha, de Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt (Brasil, SC)
Rami Rami Kirani, de Lira Huni Kui e Luciana Huni Kui (Brasil, AC)
Wadja, de Narriman Kauane (Brasil, PE)

MOSTRA ICPlay

Homens Pink, de Renato Turnes (Brasil)
Los Silencios, de Beatriz Seigner (Brasil/Colômbia/França)
Mar que Nos Rodeia, de Beatriz Silva (Brasil)
O Último Filme de Meu Pai, de Fabi Penna (Brasil)
Pele Negra, Justiça Branca, de Cinthia Creatini da Rocha, Valeska Bittencourt e Vanessa Rosa Gasparelo (Brasil)
Quem Precisa de Identidade?, de Kátia Klock e Márcia Navai (Brasil)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do 4º Muído – Festival de Cinema de Campina Grande

por: Cinevitor
Badu Morais: melhor atriz pelo curta No Batente

Foram anunciados neste domingo, 03/08, os vencedores da quarta edição do Muído – Festival de Cinema de Campina Grande, mais uma janela da produção cinematográfica paraibana e nordestina, que aconteceu no Teatro Municipal Severino Cabral

Neste ano, 25 títulos foram selecionados entre 281 inscritos. A curadoria foi assinada por Priscila Urpia Moura e Victor de Rosa na Mostra Mundaréu; e Fernando Santos e Virgínia Gualberto na Mostra Facheiro Luzente. Já o time de jurados foi formado por Helton Paulino, Valtyennya Pires e Geyson Luiz. Os vencedores receberam o Troféu Faxexo.

O tema desta quarta edição foi Abrindo Veredas Nesse Caminho e o artista Fernando JFL assinou a arte e toda a identidade visual. Além dos filmes, a programação contou também com oficinas, mesas, debates, a famosa Feirinha do Muído e o Assustado do Muído. O premiado longa pernambucano Tijolo por Tijolo, de Victoria Álvares e Quentin Delaroche, foi o filme convidado deste ano e foi exibido na noite de encerramento

O Muído, realizado em Campina Grande, Paraíba, é um festival genuinamente paraibano e que tem como um dos objetivos ser uma tela para a produção do estado, do litoral ao sertão, passando pelo Cariri, Curimataú, Brejo, Seridó, entre outros.

Conheça os vencedores do 4º Muído – Festival de Cinema de Campina Grande:

MELHOR FILME | MOSTRA MUNDARÉU
Pupá, de Osani (RN)

PRÊMIO ELY MARQUES | MELHOR FILME PARAIBANO
Tempo de Vaqueiro, de Ramon Batista (Nazarezinho)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Pupá, de Osani (RN)

MELHOR DIREÇÃO
Ramon Batista, por Tempo de Vaqueiro

MELHOR ROTEIRO
Tapando Buracos, escrito por Pally

MELHOR ATRIZ
Badu Morais, por No Batente

MELHOR ATOR
Roberto Rezende, por No Batente

PRÊMIO ALLAN VIDAL | MELHOR MONTAGEM
Pupá, por Alex Macedo

MELHOR FOTOGRAFIA
A Menina que Queria Voar, por Edvaldo Raw

MELHOR DESENHO DE SOM
Procissão, por Álisson Flor

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
A Menina que Queria Voar, por Amanda Lima

MENÇÃO HONROSA
Como se Ninguém Estivesse Olhando, de Gi Ismael (PB)
Desconfiguração, de Yo Passos e David Guedes (PB)

Foto: Humberto Bassanello.

Prêmio Grande Otelo 2025: Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, é consagrado

por: Cinevitor
Fernanda Torres: melhor atriz por Ainda Estou Aqui

Foram anunciados nesta quarta-feira, 30/07, os vencedores da 24ª edição do Prêmio Grande Otelo, antes chamado de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, conhecido como a mais importante festa do audiovisual brasileiro.

Neste ano, Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles e vencedor do Oscar, foi consagrado com treze prêmios, entre eles, melhor longa-metragem de ficção e melhor atriz para Fernanda Torres; o filme liderava a lista com dezesseis indicações. Na sequência, Malu, de Pedro Freire, se destacou com três troféus Grande Otelo.

Com mais de cinco milhões de espectadores nos cinemas brasileiros, vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza do ano passado e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, com participação especial de Fernanda Montenegro, Ainda Estou Aqui é inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família. O relato começa no início dos anos 70, quando um ato de violência muda a história da família Paiva para sempre. O livro e o filme abraçam o ponto de vista daqueles que sofrem uma perda em um regime de exceção, mas não se dobram; o roteiro é de Murilo Hauser, de A Vida Invisível, e Heitor Lorega.

A sinopse diz: Rio de Janeiro, início dos anos 70. O país enfrenta o endurecimento da ditadura militar. Estamos no centro de uma família, os Paiva: Rubens, Eunice e seus cinco filhos. Vivem na frente da praia, numa casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens Paiva é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice , cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas, é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos.

Em seu discurso como melhor atriz, Fernanda Torres, que foi indicada ao Oscar, exaltou a trajetória mundial de Ainda Estou Aqui e agradeceu por encerrar a jornada no Rio: “Ainda Estou Aqui começou no Rio de Janeiro e me sinto muito realizada tendo dado a volta ao mundo com Walter, Selton, com o filme e com Eunice Paiva para estar aqui hoje, de volta. Eu estou muito feliz de ir para casa com o Grande Otelo!”, disse emocionada.

Foram anunciados 30 prêmios para longas-metragens, curtas e séries brasileiras: 29 produções escolhidas pelo amplo júri formado por profissionais associados à Academia Brasileira de Cinema; e o disputado Grande Otelo de melhor filme pelo Júri Popular escolhido pelo público por meio de votação realizada no site da Academia. Como é tradição, a abertura dos envelopes foi ao vivo, auditada pela PwC Brasil. Neste ano, a lista de finalistas reuniu mais de 300 profissionais indicados em mais de 30 diferentes longas-metragens brasileiros, 5 longas ibero-americanos, 19 curtas brasileiros (5 de ficção, 6 documentários e 8 de animação); e 20 séries (7 de animação, 5 documentais e 8 de ficção).

Walter Salles: prêmio melhor direção por Ainda Estou Aqui 

Na abertura da premiação, Renata Almeida Magalhães, presidente da Academia Brasileira de Cinema, falou sobre a última safra do cinema nacional e ressaltou a importância de ter uma instituição plural e democrática para representá-lo: “Este foi um ano muito especial para o nosso cinema e, na noite de hoje, vamos celebrá-lo com todos que o realizam. Não importa quem ganha ou perde, todos somos vencedores porque acreditamos na força das nossas imagens e sonhos e não desistimos nunca. Em 2025, fizemos um golaço em pleno Carnaval e, para ser justo com Waltinho, foi um gol de Garrincha”

Em tom bem humorado, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, subiu ao palco e falou da importância cultural e econômica do cinema para a capital fluminense e todo o Brasil: “O Prêmio Grande Otelo é um dos momentos mais inspiradores da cultura brasileira, nossa maior homenagem ao talento, criatividade e força do cinema nacional. Com o maior orgulho, celebramos filmes como Ainda Estou Aqui, o grande destaque desta edição que recebeu 16 indicações, o que reforça o talento dos nossos profissionais e a maturidade do nosso setor. Conquistas são motivo de orgulho e, mais importante, prova que vale a pena investir na cultura, mostrando que, quando o poder público cumpre seu papel, o talento floresce e o Brasil brilha lá fora com histórias que nascem aqui”

Ao longo da noite, o evento celebrou a trajetória do cinema brasileiro ao redor do mundo com homenagens a filmes e a profissionais brasileiros que marcaram presença e se destacaram no cinema mundial. Durante a cerimônia, foram relembrados marcos como a chegada dos primeiros atores brasileiros a Hollywood; vitórias e indicações de produções nacionais nos maiores festivais internacionais, como Cannes, Berlim e Veneza; e as múltiplas conquistas do Cinema Novo. Fizeram ainda parte da homenagem os triunfos mais recentes de Ainda Estou Aqui, O Último Azul e O Agente Secreto, além de uma bela homenagem à produtora LC Barreto Produções Cinematográficas, que já produziu e coproduziu mais de 80 títulos.

Na parte musical, a banda Primavera nos Dentes fez três apresentações especiais com um repertório de canções emblemáticas que marcaram o cinema brasileiro em diferentes épocas. Na voz da vocalista Duda Brack, o quinteto apresentou O que é que a baiana tem?, de Dorival Caymmi, sucesso que projetou Carmen Miranda rumo à carreira internacional; Bye Bye Brasil, escrita por Chico Buarque especialmente para o longa homônimo de Cacá Diegues; e É preciso dar um jeito, meu amigo, de Erasmo Carlos, que se tornou um hino do momento atual do audiovisual brasileiro com Ainda Estou Aqui

Realizada anualmente pela Academia Brasileira de Cinema, a cerimônia aconteceu na Cidade das Artes Bibi Ferreira, no Rio de Janeiro, com apresentação de Bárbara Paz e Isabel Fillardis. O evento foi transmitido ao vivo para todo o país pelo Canal Brasil e pelo YouTube da Academia.

Conheça os vencedores do 24º Prêmio Grande Otelo

MELHOR LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles

MELHOR LONGA-METRAGEM | VOTO POPULAR
Milton Bituca Nascimento, de Flavia Moraes

MELHOR LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
3 Obás de Xangô, de Sérgio Machado

MELHOR LONGA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Arca de Noé, de Sérgio Machado e Alois Di Leo

MELHOR LONGA-METRAGEM | INFANTIL
Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa, de Fernando Fraiha

MELHOR DIREÇÃO
Walter Salles, por Ainda Estou Aqui

MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM
Pedro Freire, por Malu

MELHOR ATRIZ | LONGA-METRAGEM
Fernanda Torres, por Ainda Estou Aqui

MELHOR ATOR | LONGA-METRAGEM
Selton Mello, por Ainda Estou Aqui

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | LONGA-METRAGEM
Juliana Carneiro da Cunha, por Malu

MELHOR ATOR COADJUVANTE DE LONGA-METRAGEM
Ricardo Teodoro, por Baby 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Malu, escrito por Pedro Freire

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Ainda Estou Aqui, escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega; baseado no livro Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Ainda Estou Aqui, por Adrian Teijido

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Ainda Estou Aqui, por Carlos Conti

MELHOR FIGURINO
Ainda Estou Aqui, por Claudia Kopke

MELHOR MAQUIAGEM
Ainda Estou Aqui, por Marisa Amenta e Luigi Rocchetti

MELHOR EFEITO VISUAL
Ainda Estou Aqui, por Claudio Peralta

MELHOR MONTAGEM
Ainda Estou Aqui, por Affonso Gonçalves

MELHOR SOM
Ainda Estou Aqui, por Laura Zimmerman e Stéphane Thiébaut

MELHOR TRILHA SONORA
Ainda Estou Aqui, por Warren Ellis

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Helena de Guaratiba, de Karen Black (RJ)

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Você, de Elisa Bessa (RJ)

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
A Menina e o Pote, de Valentina Homem (PE)

MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO
Grand Tour, de Miguel Gomes (Portugal); indicação: Academia Portuguesa de Cinema

MELHOR SÉRIE | FICÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING
Senna (Netflix)

MELHOR SÉRIE | DOCUMENTÁRIO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING
Falas Negras (4ª temporada) (TV Globo)

MELHOR SÉRIE | ANIMAÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING
Irmão do Jorel (5ª temporada) (Max/Cartoon Network Latin America)

MELHOR ATRIZ | SÉRIE DE FICÇÃO
Adriana Esteves, por Os Outros

MELHOR ATOR | SÉRIE DE FICÇÃO
Gabriel Leone, por Senna

Foto: Cláudio Andrade/Christian Rodrigues. 

Festival de Cinema de Vitória 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo, protagonista do curta Umbilina e Sua Grande Rival: dois prêmios

Foram anunciados nesta quinta-feira, 24/07, em cerimônia apresentada por Bel Kutner e Higor Campagnaro, no Teatro Sesc Glória, os vencedores do Troféu Vitória da 32ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo.

A cerimônia de encerramento contou com uma emocionante homenagem a um dos maiores nomes da cultura brasileira, Ney Matogrosso. Como parte da homenagem, o artista recebeu o Troféu Vitória e o Caderno do Homenageado, publicação biográfica inédita, que trata da sua vida e trajetória profissional. Ney é um dos grandes nomes da música brasileira e da cultura nacional.

Ao longo de 50 anos de carreira solo, destacou-se também como ator no cinema e diretor de espetáculos musicais e teatrais, sempre reafirmando, por meio de sua arte, a liberdade e importância de ser quem se é. Em 2025, foi homenageado com o filme biográfico Homem com H, de Esmir Filho, visto por milhares de espectadores nos cinemas. Também nas telonas, um de seus papéis marcantes foi em Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez e Ícaro C. Martins, que foi exibido na noite de encerramento do festival, após a homenagem.

Ovacionado pelo público, subiu ao palco e discursou: “Estou feliz! Vamos seguir a história, não é isso? Para mim é uma felicidade fazer parte do cinema. Desde criança sempre fui ao cinema e ficava muito impressionado com as pessoas naquela tela. Lá dentro desejava isso. Foi para mim uma felicidade mesmo. Sou da música, mas sou do cinema também. E estou disponível para ser do cinema, desde que tenha tempo livre. Fico meio envergonhado, meio travado. Mas aceito sim, muito obrigado!”. Outro momento emocionante da noite foi quando toda a plateia colocou no rosto uma máscara que fazia alusão à maquiagem usada pelo artista na época do Secos & Molhados

Sobre os premiados: na Mostra Competitiva Nacional de Longas, o grande vencedor foi a produção goiana Mambembe, de Fabio Meira, que levou o Troféu Vitória de melhor filme pelo Júri Técnico, melhor interpretação para Índia Morena e Menção Honrosa para Madonna Show. A produção capixaba O Deserto de Akin, de Bernard Lessa, ganhou o Troféu Vitória de melhor filme pelo Júri Popular e melhor fotografia para Heloísa Machado. O longa cearense Centro Ilusão, de Pedro Diogenes, venceu o Troféu Vitória de melhor direção e roteiro. O Júri Técnico da mostra foi composto pelo ator, roteirista e diretor Heraldo de Deus, pela diretora de arte Joyce Castello e pela atriz Marcélia Cartaxo.

Na Mostra Competitiva Nacional de Curtas, o vencedor do Troféu Vitória de melhor filme pelo Júri Técnico foi a produção baiana Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu. O capixaba Sola, de Natália Dornelas, recebeu o Troféu Vitória de melhor filme pelo Júri Popular. Já o curta alagoano Entre Corpos levou os prêmios de melhor roteiro e direção para Mayra Costa. O Júri Técnico da mostra foi composto pela diretora Gabriela Gastal, pelo produtor audiovisual Izah Candido e pelo ator e cineasta Victor Di Marco, que também foram jurados da mostra Foco Capixaba

Também foram entregues o Troféu Vitória de melhor filme (Júri Popular e Júri Técnico) para os filmes que participaram das seguintes mostras: 15ª Mostra Quatro Estações, 14ª Mostra Foco Capixaba, 14ª Mostra Corsária, 12ª Mostra Outros Olhares, 10ª Mostra Cinema e Negritude, 10ª Mostra Mulheres no Cinema, 9ª Mostra Nacional de Videoclipes, 8ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental e 7ª Mostra Do Outro Lado.  

O júri do Prêmio Canal Brasil de Curtas elegeu A Invenção do Orum, de Paulo Sena, como o melhor filme da Mostra Competitiva Nacional de Curtas. A produção capixaba ganhou o Troféu Canal Brasil, além de uma premiação no valor de 15 mil reais. O time de jurados foi formado por Marília Barbosa (IstoÉ), Pâmela Ortiz (CineNinja) e Paulo Ernesto (AdoroCinema), que participaram da cobertura do 32º Festival de Cinema de Vitória

O Prêmio Sesc Glória, escolhido pela curadoria do Sesc, foi para o filme Mambembe, de Fabio Meira, exibido na Mostra Competitiva Nacional de Longas. O prêmio consiste no licenciamento por dois anos para exibição nos cinemas do Sesc Espírito Santo. O júri foi formado pelos produtores culturais Gabriel Albuquerque e Leandra Moreira.

O time de jurados desta 32ª edição do Festival de Vitória completou-se com: Ana Pessoa, Bertrand Lira e GG Fákọ̀làdé na mostra Quatro Estações; Margarita Hernández, Julia Martins e Leandra Moreira na mostra Mulheres no Cinema; Bertrand Lira, Maria Grijó e Mayra Alarcón na mostra Do Outro Lado | Cinema Fantástico; André Félix, Izah Candido e Tamyres Batista na mostra Cinema e Negritude; Bertrand Lira, Tião Xará e Margarita Hernández na Mostra Nacional de Cinema Ambiental; Murilo Abreu, Daniel Morelo e Silvana Ramalhete na Mostra Nacional de Videoclipes; Verônica Gomes, Bertrand Lira e Edson Ferreira na mostra Outros Olhares; e Julia Martins, Higor Campagnaro e Gabriele Stein na mostra Corsária

Vale destacar também que, ao longo de sua programação, o Festival de Cinema de Vitória prestou homenagem a dois grandes nomes da cultura brasileira que nos deixaram nos últimos dias: a cantora Preta Gil, que faleceu no domingo, 20/07, e foi homenageada por Silvero Pereira no palco (assista aqui); e a produtora Zita Carvalhosa, fundadora do Curta Kinoforum, que faleceu na terça-feira, 22/07. 

Conheça os vencedores do 32º Festival de Cinema de Vitória:

15ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS

Melhor Filme: Mambembe, de Fabio Meira (GO)
Melhor Filme | Júri Popular: O Deserto de Akin, de Bernard Lessa (ES)
Melhor Direção: Pedro Diogenes, por Centro Ilusão
Melhor Roteiro: Centro Ilusão, escrito por Pedro Diogenes
Melhor Fotografia: O Deserto de Akin, por Heloísa Machado
Melhor Contribuição Artística: Brasiliana: O Musical Negro que Apresentou o Brasil ao Mundo, de Joel Zito Araújo (MG)
Melhor Interpretação: Índia Morena, por Mambembe
Menção Honrosa: Madonna Show, por Mambembe

29ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS

Melhor Filme: Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
Melhor Filme | Júri Popular: Sola, de Natália Dornelas (ES)
Prêmio Especial do Júri: Fenda, de Lis Paim (CE)
Melhor Direção: Mayra Costa, por Entre Corpos
Melhor Roteiro: Entre Corpos, escrito por Mayra Costa
Melhor Fotografia: Arame Farpado, por Renato Hodja
Melhor Contribuição Artística: O Tempo é um Pássaro, de Yasmin Thayná (RJ)
Melhor Interpretação: Noélia Montanhas, por Fenda
Menção Honrosa: O Panda e o Barão, de Melina Galante (ES)

15ª MOSTRA QUATRO ESTAÇÕES
Melhor Filme: Lacraia vai Tremer, de Lá Baiano e Jadson Titanium (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: Lacraia vai Tremer, de Lá Baiano e Jadson Titanium (ES)
Menção Honrosa: 2 de Copas, de Ana Squilanti (SP)

14ª MOSTRA FOCO CAPIXABA
Melhor Filme: Castelos de Areia, de Giuliana Zamprogno (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: A Última Sala, de Gabriela Busato e Júlio Cesar (ES)

14ª MOSTRA CORSÁRIA
Melhor Filme: Cavaram uma Cova no Meu Coração, de Ulisses Arthur (AL)
Melhor Filme | Júri Popular: Cavaram uma Cova no Meu Coração, de Ulisses Arthur (AL)
Menção Honrosa: O Som do Trovão no Deserto, de Diego Zon (ES)

12ª MOSTRA OUTROS OLHARES
Melhor Filme: Guarapari Revisitada, de Adriana Jacobsen (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: Manoel Loreno: Improviso e Paixão, de Enzo Rodrigues (ES)

10ª MOSTRA MULHERES NO CINEMA
Melhor Filme: Mães, de Bruna Aguiar (RJ)
Melhor Filme | Júri Popular: Mães, de Bruna Aguiar (RJ)

10ª MOSTRA CINEMA E NEGRITUDE
Melhor Filme: O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol AÓ (BA)
Melhor Filme | Júri Popular: Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)
Menção Honrosa: Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)

9ª MOSTRA NACIONAL DE VIDEOCLIPES
Melhor Filme: humanurbano: Nóis é eternidade, de Fredone Fone (Artista: MC Fredone) (ES)
Melhor Filme | Júri PopularSanto Orixá Guerreiro, de Camila Calmon, Sabrina Repollez e Jeffão (Artista: Monique Rocha) (ES)

8ª MOSTRA NACIONAL DE CINEMA AMBIENTAL
Melhor Filme: Sobre Ruínas, de Carol Benjamin (RJ)
Melhor Filme | Júri PopularPor que Morrem os Rios?, de Dandara Rust Raposo, Luiza Piroli, Maíra Fortuna, Maria Cecília Oliveira e Vanessa Baptista Simões (ES)

7ª MOSTRA DO OUTRO LADO | CINEMA FANTÁSTICO
Melhor Filme: Umbilina e Sua Grande Rival, de Marlom Meirelles (PE/PB)
Melhor Filme | Júri Popular: Umbilina e Sua Grande Rival, de Marlom Meirelles (PE/PB)
Menção Honrosa: Encontros Sobrenaturais, de Lucas Carvalho (ES)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
A Invenção do Orum, de Paulo Sena (ES)

PRÊMIO SESC GLÓRIA
Mambembe, de Fabio Meira (GO)

Foto: Sergio Cardoso/Galpão Produções.

Festival de Cinema de Vitória 2025: Ney Matogrosso é homenageado e ovacionado pelo público

por: Cinevitor
Ney Matogrosso em Vitória: homenagem 

A última noite da 32ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo, foi marcada por muita emoção. Além da premiação, a cerimônia de encerramento contou com uma homenagem a um dos maiores nomes da cultura brasileira, Ney Matogrosso. Como parte da honraria, o artista recebeu o Troféu Vitória e o Caderno do Homenageado, publicação biográfica inédita, que trata da sua vida e trajetória profissional.

Ney é um dos grandes nomes da música brasileira e da cultura nacional. Ao longo de 50 anos de carreira solo, destacou-se também como ator no cinema e diretor de espetáculos musicais e teatrais, sempre reafirmando, por meio de sua arte, a liberdade e importância de ser quem se é. Em 2025, foi homenageado com o filme biográfico Homem com H, de Esmir Filho, visto por milhares de espectadores nos cinemas. Também nas telonas, um de seus papéis marcantes foi em Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez e Ícaro C. Martins, que foi exibido na noite de encerramento do festival, após a homenagem, que aconteceu na quinta-feira, 24/07, no Teatro Sesc Glória

Ovacionado pelo público, subiu ao palco, cumprimentou as apresentadoras Sarah Oliveira e Simone Zuccolotto e discursou: “Estou feliz! Vamos seguir a história, não é isso? Para mim é uma felicidade fazer parte do cinema. Desde criança sempre fui ao cinema e ficava muito impressionado com as pessoas naquela tela. Lá dentro desejava isso. Foi para mim uma felicidade mesmo. Sou da música, mas sou do cinema também. E estou disponível para ser do cinema, desde que tenha tempo livre. Fico meio envergonhado, meio travado. Mas aceito sim, muito obrigado!”. Outro momento marcante da noite foi quando toda a plateia colocou no rosto uma máscara que fazia alusão à maquiagem usada pelo artista na época do Secos & Molhados

Antes da homenagem, Ney Matogrosso participou de uma coletiva de imprensa, que foi realizada no período da tarde no Hotel Senac Ilha do Boi, na capital capixaba. Com mediação da jornalista e crítica de cinema Simone Zuccolotto, relembrou momentos marcantes de sua trajetória em uma conversa descontraída, que contou também com a presença da diretora Helena Ignez na plateia. 

Para celebrar esse momento, registramos os melhores momentos do bate-papo do homenageado com o público e jornalistas, além da homenagem no Teatro Sesc Glória. Na conversa, relembrou histórias divertidas do início da carreira, como: as previsões de uma cartomante, que lhe comparou à Carmen Miranda e previu seu sucesso. Falou também sobre como lida com a certeza da morte e a finitude, revelou que não fará festa para celebrar seus 84 anos no dia 1º de agosto, debateu sobre polarização política e revelou mudanças no repertório de seu show Bloco na Rua

Além disso, Ney relembrou, ao lado da amiga e diretora Helena Ignez, os bastidores das filmagens do longa Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha; falou da repercussão da cinebiografia Homem com H; e contou uma história sobre a censura durante a ditadura militar no Brasil quando recebeu a visita de censores em um show no Recife. Ao falar de seu amor pela sétima arte, revelou que frequentava as salas de cinema desde criança e que ficou encantado com a atriz francesa Françoise Arnoul no filme Os Amantes do Tejo, de Henri Verneuil, e também com a música Barco Negro, que acabou regravando anos depois. 

Aperte o play e confira os melhores momentos da coletiva de imprensa com Ney Matogrosso no 32º Festival de Cinema de Vitória e da homenagem no palco do Teatro Sesc Glória

*Clique aqui e assista nossa entrevista com Ney Matogrosso no Festival de Vitória

Fotos: Melina Furlan/Vikki Dessaune. 

53º Festival de Cinema de Gramado: conheça os longas gaúchos selecionados

por: Cinevitor
Cena do longa Rua do Pescador, nº6, de Bárbara Paz

A produção audiovisual do Rio Grande do Sul também está representada na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado com mais uma realização da Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos, realizada pelo evento em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Instituto Estadual de Cinema.

Ao todo, cinco títulos disputarão o kikito, assim como premiações em dinheiro, conforme previsto em regulamento. Marcado para acontecer entre os dias 13 e 23 de agosto, com abertura oficial no dia 15, o 53º Festival de Cinema de Gramado exibirá os longas-metragens gaúchos selecionados para a Mostra Sedac Iecine entre os dias 18 e 22, sempre às 14h, no Palácio dos Festivais. Já os vencedores serão conhecidos na sexta-feira, dia 22, durante cerimônia na programação noturna do Palácio dos Festivais.

O programador Leonardo Bomfim, a jornalista Mônica Kanitz e a cineasta Sabrina Fidalgo foram os responsáveis pela escolha dos títulos que compõem a mostra. Conheça os longas gaúchos selecionados:

Bicho Monstro,de Germano de Oliveira (Porto Alegre)
Passaporte Memória, de Decio Antunes (Porto Alegre)
Quando a Gente Menina Cresce, de Neli Mombelli (Santa Maria)
Rua do Pescador, nº6, de Bárbara Paz (Porto Alegre)
Uma em Mil, de Jonatas e Tiago Rubert (Canoas)

Primeiro longa-metragem dirigido por Germano de Oliveira, Bicho Monstro mostra um vilarejo rural em que a pequena Ana se impressiona com uma peça sobre o misterioso Thiltapes. Ao mesmo tempo, o filme também volta duzentos anos no tempo quando um botanista alemão ouve uma história sobre esse mesmo animal. Enquanto lidam com dilemas distintos, ambos perseguem a mesma criatura.

Passaporte Memória acompanha um emigrante brasileiro que vive em Paris e, após a morte da mãe, retorna à sua cidade natal e se defronta com lembranças da infância durante a ditadura militar no Brasil, repensando sua própria história. Também se trata de uma estreia na direção em longas, no caso, de Decio Antunes, diretor artístico da JogoDeCena Companhia Teatral.

Da cidade de Santa Maria vem Quando a Gente Menina Cresce, da documentarista, montadora e produtora cultural Neli Mombelli. No filme, um grupo de meninas vive a transição da infância para adolescência em uma escola pública na periferia do município. Elas têm entre 9 e 12 anos e, ao longo do ano letivo, sentem mudanças no corpo, medos, desejos e vivem a expectativa da chegada da primeira menstruação.

Radiografando acontecimentos recentes do Rio Grande do Sul, Rua do Pescador, nº6, da atriz, diretora e produtora Bárbara Paz, traz para a tela as memórias de vidas marcadas pelas enchentes no Estado. Após a baixa das águas, a equipe do longa saiu em busca de histórias, memórias após o fim, encontrando uma comunidade ribeirinha profundamente afetada.

Representando Canoas, Uma em Mil é dirigido por dois irmãos: Jonatas e Tiago Rubert, e o mais jovem tem Síndrome de Down, tema que o documentário explora a partir da ideia de que uma em mil são as chances de uma pessoa nascer com a síndrome. Juntos, os dois tentam entender por que um deles nunca trocou uma lâmpada na vida e acabam descobrindo o que a invenção do rádio tem a ver com a invenção da escada. “Isso mesmo, este não é um filme normal”, avisam os realizadores.

Para a comissão de seleção, os cinco filmes transitam entre “a fabulação e o mistério, a própria realização de um filme, a delicadeza extremamente política, a urgência de um momento do Rio Grande do Sul e momentos históricos distintos colocados em diálogo”. Todas as cinco obras são inéditas no Rio Grande do Sul, fazendo sua estreia em solo gaúcho diretamente no Festival de Cinema de Gramado. As sessões da Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos são abertas ao público, com entrada franca.

Foto: Bruno Polidoro.

Festival de Toronto 2025 anuncia novos filmes; coprodução brasileira é selecionada

por: Cinevitor
Cena do colombiano Noviembre, de Tomás Corredor: coprodução brasileira

A 50ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de setembro, revelou os títulos selecionados para as mostras Discovery, que traz cineastas em seus primeiros filmes, e Midnight Madness, com sessões na madrugada que destacam o que há de melhor e mais bizarro no gênero contemporâneo e no cinema de choque. 

Na mostra Discovery, o cineasta colombiano Tomás Corredor apresenta o drama Noviembre, protagonizado por Natalia Reyes e Santiago Alarcón. O filme é uma coprodução entre Colômbia, México, Noruega e Brasil (pela produtora gaúcha Vulcana Filmes, com Jéssica Luz e Paola Wink). Os brasileiros Bruno Carboni (montagem), Toco Cerqueira (mixagem de som), Mariá Portugal (trilha sonora original), Gabriela Stein (assistente de pós-produção), Gabriel Alvim (coordenador de pós-produção), Henrique Fernandes (efeitos visuais), Fabian Gamarra (coordenador de pós-produção), João Paulo Geraldo (colorista), Daniel Sasso (editor de som) e Pedro Valadão (coordenador de pós-produção) também fazem parte da equipe. 

Com roteiro de Tomás Corredor, Jorge Goldenberg, Iana Cossoy Paro e Xenia Rivery, o filme apresenta um relato dramatizado do Cerco ao Palácio de Justiça, na Colômbia, em 1985, e combina elementos fictícios com imagens históricas explorando temas de crença, turbulência e trauma nacional. 

A sinopse diz: 6 de novembro de 1985, Bogotá, Colômbia. Apenas uma hora após a tomada do Palácio da Justiça, a resposta do exército começa a frustrar os planos da guerrilha M-19 de tomar o prédio e iniciar um julgamento contra o presidente por descumprimento dos tratados de paz. Em meio ao combate, um pequeno grupo de insurgentes se refugia em um banheiro. Alguns civis, presos e confinados com o pequeno grupo guerrilheiro, devem suportar, por quase 27 horas, a brutalidade do fogo cruzado entre seus captores e o exército estadual em um confronto do qual optam por não participar.

Conheça os novos filmes selecionados para o 50º Festival de Toronto

DISCOVERY

100 Sunset, de Kunsang Kyirong (Canadá)
Amoeba, de Siyou Tan (Singapura/Holanda/França/Espanha/Coreia do Sul)
As We Breathe, de Şeyhmus Altun (Turquia/Dinamarca)
Babystar, de Joscha Bongard (Alemanha)
Bayaan, de Bikas Ranjan Mishra (Índia)
Dinner With Friends, de Sasha Leigh Henry (Canadá)
Egghead Republic, de Pella Kågerman e Hugo Lilja (Suécia)
Forastera, de Lucía Aleñar Iglesias (Espanha/Itália/Suécia)
Ghost School, de Seemab Gul (Paquistão)
Julian, de Cato Kusters (Bélgica/Holanda)
Laundry, de Zamo Mkhwanazi (Suíça/África do Sul)
Little Lorraine, de Andy Hines (Canadá)
Maddie’s Secret, de John Early (EUA)
Mārama, de Taratoa Stappard (Nova Zelândia)
Nika & Madison, de Eva Thomas (Canadá)
Noviembre, de Tomás Corredor (Colômbia/México/Brasil/Noruega)
Oca, de Karla Badillo (México/Argentina)
Our Father, de Goran Stankovic (Sérvia/Itália/Croácia/Macedônia do Norte/Montenegro/Bósnia e Herzegovina)
Out Standing, de Mélanie Charbonneau (Canadá)
Retreat, de Ted Evans (Reino Unido)
Sink, de Zain Duraie (Jordânia/Arábia Saudita/Qatar/França)
The Man in My Basement, de Nadia Latif (Reino Unido/EUA)
The Son and the Sea, de Stroma Cairns (Reino Unido)

MIDNIGHT MADNESS

Dead Lover, de Grace Glowicki (Canadá) (filme de encerramento)
Dust Bunny, de Bryan Fuller (EUA)
Fuck My Son!, de Todd Rohal (EUA)
Junk World, de Takahide Hori (Japão)
Karmadonna, de Aleksandar Radivojević (Sérvia)
Nirvanna the Band the Show the Movie, de Matt Johnson (Canadá) (filme de abertura)
Normal, de Ben Wheatley (EUA/Canadá)
Obsession, de Curry Barker (EUA)
The Furious, de Kenji Tanigaki (Hong Kong/China)
The Napa Boys, de Nick Corirossi (EUA)

Foto: Divulgação/Burning.