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16º Curta Taquary: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Edilson Silva e Mestre Biu Alexandre no curta pernambucano Quebra Panela

A 16ª edição do Curta Taquary, festival de cinema sediado em Taquaritinga do Norte, Pernambuco, acontecerá entre os dias 16 e 22 de março. Neste ano, o evento apresentará 80 curtas-metragens em sessões realizadas nas cidades de Taquaritinga do Norte, Caruaru e Toritama, evidenciando a pluralidade da produção nacional e internacional.

Com programação gratuita, a missão do Curta Taquary é fornecer um terreno fértil para a sétima arte e suas possibilidades. Por isso, o festival chega à sua 16ª edição com fôlego renovado, pronto para plantar, literal e figurativamente, novas mudas no Agreste de Pernambuco

Um dos principais festivais de cinema de Pernambuco, o Curta Taquary sempre buscou ser mais do que um espaço de exibição de filmes. O projeto tem um caráter de formação, tanto em termos práticos, com as várias oficinas, workshops e palestras que ofereceu desde sua primeira edição, quanto no que diz respeito à sensibilização das plateias. Por isso, tem também uma forte ligação com a educação e realiza ações sistemáticas juntos às escolas de Taquaritinga do Norte.

Essa preocupação com o âmbito educativo se reflete também em um trabalho contínuo, que floresce para além do festival. Em sua 16ª edição, o festival reúne dezenas de educadores para capacitá-los a trabalhar de forma mais enfática e inclusiva questões ligadas à preservação do meio ambiente, outro eixo fundamental do Curta Taquary.

Como aconteceu na última edição, serão plantadas mudas nativas, com o intuito de reflorestar a região; o festival se comprometeu a compensar cada inscrição com o plantio de uma árvore. Este ano, foram 700 filmes submetidos à curadoria. Ao todo, serão plantadas mil árvores, em parceria com a Compesa: “A pandemia nos fez repensar estratégias. Percebemos a importância de fortalecer algumas temáticas, principalmente no que diz respeito à preservação do meio ambiente, à necessidade de nos reconectarmos à natureza. Acreditamos que o cinema é uma ferramenta muito importante nesse processo, abrindo possibilidades de diálogo, de respeito às diferenças, a partir das multiplicidades dos olhares e das sensibilidades”, afirmam Alexandre Soares e Devyd Santos, coordenadores do Curta Taquary.

Em sua 16ª edição, o festival exibirá 80 filmes divididos em 11 mostras competitivas e uma especial. Os curtas em competição estão agrupados nos seguintes eixos: Mostra Brasil, com obras de temática livre; mostra Primeiros Passos, voltada para os primeiros filmes de novos realizadores; mostra Dália da Serra, com filmes produzidos em atividades pedagógicas, projetos de formação e oficinas; mostra Universitária, direcionada para produções oriundas de estudantes de graduação; mostra Diversidade, com obras que abordam questões de sexualidade e de gênero. Completam ainda a programação a mostra Curtas Fantásticos, com foco no horror, ficção científica e fantasia; mostra Criancine, para o público infantojuvenil; mostra Pernambucana, com trabalhos produzidos no Estado; mostra Por Um Mundo Melhor, focada na educação ambiental; mostra Internacional, com filmes de vários países; e mostra Agreste, com produções realizadas no Agreste pernambucano. A programação conta também com a Sessão Especial, fora de competição.

Diversa e inclusiva, a programação deste ano conta com filmes de todas as regiões do Brasil com 19 estados contemplados. Do total de produções selecionadas, 50% são de estados do Nordeste, com 25% delas provenientes de Pernambuco e 43 delas são dirigidas por mulheres.

Além de Taquaritinga do Norte, o Curta Taquary também levará suas ações para outras cidades da região. Em Caruaru, o festival retorna ao Assentamento Normandia, em Caruaru, maior centro de formação do MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Nordeste.

Em Toritama está programado um dia marcante para a cinefilia local. Sessões nos três turnos ocupam o Cine Aurélio, cinema de rua construído e mantido pelo ex-pedreiro José Aurélio, que foi homenageado na 15ª edição do festival, além de ter sua trajetória registrada em filme, a partir de uma oficina oferecida pelo Curta Taquary, em 2021.

Conheça os filmes selecionados para a 16ª edição do Festival Curta Taquary:

MOSTRA AGRESTE
A Botija, de Fábio Xavier (PE)
Alto das Flores, de Daniele Leite (PE)
Estão Destruindo Quem Sou!, de Tainá Gouveia (PE)
Filhos Ausentes, de Jansen Barros e Virgínia Guimarães (PE)
Ingá, de Monique Xavier e Felipe Correia (PE)
Raízes do Bandeira, de João Lucas e Adelmo Teotônio (PE)

MOSTRA BRASIL
Amigo Secreto, de Rui Calvo (SP)
Big Bang, de Carlos Segundo (MG)
Camaco, de Breno Alvarenga (MG)
Céu, de Valtyennya Pires (PB)
Infantaria, de Laís Santos Araújo (AL)
Ladário, de Ed Junior (PB)
Lugar de Ladson, de Rogério Borges (SP)
Manual da Pós-verdade, de Thiago Foresti (DF)
Nós Duas, de Wéllima Kelly e Leandro Alves (AL)
O Destino da Senhora Adelaide, de Breno Alvarenga e Luiza Garcia (MG)
Último Domingo, de Renan Barbosa Brandão e Joana Claude (RJ)
Um Tempo para Mim, de Paola Mallmann (RS)
Wayuri, de Diana Gandara (AM)

MOSTRA CRIANCINE
Em Cantos do Gurupí, de Judite Nascimento e San Marcelo (PA)
Filha da Mãe d’Água, de Bruno Pereira e Siderlane Souza (AM)
Nem Todas as Manhãs são Iguais, de Fabi Melo (PB)
O Monstro do Pântano do Sul, de Marko Martinz (SC)
Teo, o Menino Azul, de Hygor Amorim (SP)
Zinho – O Filhote, de Ricardo Rodrigues (SP)

CURTAS FANTÁSTICOS
Bucho de Peixe, de Johann Jean (RN)
Jussara, de Camila Ribeiro (BA)
Lobo, de Giovani Beloto (SP)
Mulher Vestida de Sol, de Patrícia Moreira (BA)
Noites em Claro, de Elvis Alves (CE)
O Abraço, de Gabriel Motta (RS)

DÁLIA DA SERRA
A Gente Consegue, de José Figueiredo (SE)
Centro, 67, de Ailton Jesus (CE)
Cinema de Escola, de Alunos da Escola Municipal Raimundo Almeida Lúcio (AM)
Memórias da Infância, de Alunas e alunos EMEF Manuel Pereira Ramalho (MG/ES)
O Mundo de Diego, de Ricardo Rodrigues (SP)
Toré, de Beatriz Pankararu, Moisés Pankararu, Fernando Pankararu, Gabriel Pankararu, Enzo Pankararu, Pedro Pankararé, Vitor Pankararé, Yuri Kaimbé, Lucas Kaimbé, Yago Kaimbé, Raquel Kaimbé, Jennifer Kaimbé, Kauany Wassu e Jakeline Diomedia (SP)

MOSTRA PERNAMBUCANA
Corpo Onírico, de Marina Mahmood (PE)
Dorme Pretinho, de Lia Letícia (PE)
Estampido, de Djaelton Quirino (PE)
Nosso Morro, Meu Universo, de Carol Correia e Mannu Costa (PE)
Pedro e Inácio, de Caio Dornelas (PE)
Quebra Panela, de Rafael Anaroli (PE)

POR UM MUNDO MELHOR
8 Bilhões: Somos Todos Responsáveis, de Andrea Flores Urushima, Cesar Shundi Iwamizu e Nelson Kao (SP)
Águas que me Tocam, de Juraci Júnior (RO)
Mangues, mundus, de Cícero Pedrosa Neto e San Marcelo (PA)
O Mar que Habita em Mim, de Luara Olívia (PE)
Pescadoras em Rede: As Mulheres da Gamboa de Baixo, de Lucas Ribeiro e Luísa Caria (BA)
Você Está em Território Tabajara, de Jacyara Tabajara e Paulinho Tabajara (PB)

PRIMEIROS PASSOS
A Nossa Festa Já Vai Começar, de Cadu Marques (MA)
Coisas do Passado, de Mateus Campos (AL)
Encontro, de Rafael Brandão (MG)
Era uma Noite de São João, de Bruna Velden (PB)
Lilith, de Nayane Nayse (PE)
Santiney Cross do Capibarás, de Agda (PE)

MOSTRA UNIVERSITÁRIA
Anarriê, de Neto Astério (SE)
As Velas do Monte Castelo, de Lanna Carvalho (CE)
Estações de Florescimento, de Breno Souza (MG)
Madrugada, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (RS)
Mise en Place, de Pedro Rigamonti de Mello (SP)
Puba, de Bruno Bressam, Esther Arruda, Issac Branco e Leão Neto (CE)

DIVERSIDADE
Afluências, de Iasmin Soares (PB)
Ana Rúbia, de Diego Baraldi e Íris Alves Lacerda (MT)
Bege Euforia, de Anália Alencar (RN)
Casa de Bonecas, de George Pedrosa (MA)
Deus Não Deixa, de Marçal Vianna (RJ)
Pelas Ondas Lambem-se as Margens, de Hyndra (BA)

SESSÃO ESPECIAL
A Espera, de Ana Célia Gomes (PB)
Anjos Cingidos, de Laercio Ferreira Filho (PB)
Cada Pedra Tem Sua História: O Cenário Rupestre em Caruaru, de Eduardo Barbosa (PE)
No Mar, de Clara Linhart e Rodrigo Garcia (RJ)
O Cinema na Torre, de Jadiel Ferreira (PE)

INTERNACIONAL
A.G.UA (Abnegados/Guerreros/Urbanos), de Patricia Noemi Menghi (Argentina)
Ailin en la Luna, de Claudia Ruiz (Argentina)
Con un Ovillo de Lana, de Belén Ricardes (Argentina)
Estrellas del Desierto, de Katherina Harder Sacre (Chile)
Exam, de Sonia K. Hadad (Irã)
Fantasmagoria, de Juan Francisco Gonzáles (Chile)
Los Huecos de La Luna, de Paula D’Angelo Schmid (Peru)
Vent’hiver, de Alicia Massez, Jeremy Andriambolisoa, Théo Duhautois, Thomas Dell’Isola, William Ghyselen e Quentin Wittevrongel (França)

Foto: Divulgação.

Ruben Östlund será o presidente do júri do Festival de Cannes 2023

por: Cinevitor
O cineasta sueco é o terceiro bicampeão da Palma de Ouro a presidir o júri

A 76ª edição do Festival de Cannes, que acontecerá entre os dias 16 e 27 de maio, acaba de anunciar o nome do cineasta sueco Ruben Östlund como presidente do júri; o realizador já venceu a Palma de Ouro duas vezes: em 2017 com The Square: A Arte da Discórdia e no ano passado com Triângulo da Tristeza

Em comunicado oficial, Ruben disse: “Estou feliz, orgulhoso e honrado em receber a honra de ser presidente do Júri da Competição deste ano do Festival de Cannes. Em nenhum lugar do mundo cinematográfico a expectativa é tão forte como quando sobe a cortina dos filmes em competição no festival. É um privilégio. Sou sincero quando digo que a cultura do cinema está em seu período mais importante de todos os tempos. O cinema tem um aspecto único”.

Com seis longas-metragens no currículo, o cineasta já foi selecionado duas vezes para a mostra Un Certain Regard: em 2008 com Involuntário; e em 2014 com Força Maior, no qual recebeu o Prêmio do Júri. Depois de estudar cinema em Gotemburgo, na Suécia, dirigiu seu primeiro longa-metragem, o drama Gitarrmongot, em 2004. Na sequência, realizou o premiado curta Scen nr: 6882 ur mitt liv. Em 2010, no Festival de Berlim, levou o Urso de Ouro de melhor curta-metragem por Händelse vid bank. Seu terceiro longa-metragem, Play, foi exibido na Quinzena dos Realizadores, em Cannes, em 2011.

Com a presença de Ruben Östlund na presidência do júri, o Festival de Cannes pretende prestar homenagem a filmes intransigentes e francos que exigem constantemente que o espectador se desafie e que a arte continue a inventar-se. O cineasta sueco tornou-se o terceiro bicampeão da Palma de Ouro a ser o Presidente do Júri, depois de Francis Ford Coppola e Emir Kusturica; e também o primeiro a assumir esse cargo um ano depois de sua aclamação em Cannes.

“Como presidente, vou lembrar meus colegas do júri sobre a função social do cinema. Um bom filme se relaciona com a experiência coletiva, nos estimula a pensar e nos faz querer discutir o que vimos. Então vamos assistir juntos!”, finalizou Östlund, que assume a mesma função, 50 anos depois, de sua compatriota Ingrid Bergman.

Foto: Divulgação/J. Saget/AFP.

CDG Awards 2023: conheça os vencedores do prêmio do Sindicato de Figurinistas

por: Cinevitor
Stephanie Hsu em Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

Foram anunciados nesta segunda-feira, 27/02, em cerimônia apresentada pelo ator Tituss Burgess, no Fairmont Century Plaza, em Los Angeles, os vencedores do CDG Awards, premiação anual realizada pelo Costume Designers Guild, que elege os melhores figurinos da TV e do cinema. Fundado em 1953, o Sindicato de Figurinistas começou com um grupo de 30 pessoas e hoje conta com quase 900 membros.

Entre os longas indicados, Elvis, de Baz Luhrmann, foi premiado na categoria de melhor figurino em um filme de época pelo trabalho de Catherine Martin, que venceu o BAFTA recentemente e segue como favorita ao Oscar. Nas categorias televisivas, Wandinha, A Casa do Dragão e The Crown se destacaram; o videoclipe Spitting Off the Edge of the World, da banda Yeah Yeah Yeahs, também foi premiado.

Nesta 25ª edição, nomes importantes do entretenimento foram homenageados: a atriz Angela Bassett, de Pantera Negra: Wakanda para Sempre, recebeu o Prêmio Spotlight; a figurinista Deborah L. Scott, vencedora do Oscar por Titanic e que está indicada por Avatar: O Caminho da Água, recebeu o Career Achievement Award; a figurinista Rachael M. Stanley, que foi presidente do Sindicato por muitos anos e assinou trabalhos como Ally McBeal: Minha Vida de Solteira, Sisters e Heartbeat, nos quais foi indicada ao Emmy, foi honrada com o Distinguished Service; e a atriz Bette Midler, de Para Eles, com Muito Amor, A Rosa e Abracadabra, recebeu o Distinguished Collaborator Award.

Conheça os vencedores do Costume Designers Guild Awards 2023 nas categorias de cinema:

EXCELÊNCIA EM FILME CONTEMPORÂNEO
Glass Onion: Um Mistério Knives Out, por Jenny Eagan

EXCELÊNCIA EM FILME DE ÉPOCA
Elvis, por Catherine Martin

EXCELÊNCIA EM FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA OU FANTASIA
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Shirley Kurata

Foto: Allyson Riggs.

SAG Awards: Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo é consagrado na 29ª edição

por: Cinevitor
Jamie Lee Curtis: melhor atriz coadjuvante

Foram anunciados neste domingo, 26/02, no Fairmont Century Plaza, em Los Angeles, os vencedores da 29ª edição do Screen Actors Guild Awards, também conhecido como SAG Awards. O prêmio, que elege os melhores atores e atrizes da TV e do cinema, é realizado anualmente pelo Sindicato dos Atores dos Estados Unidos e é conhecido como um dos termômetros para o Oscar.

Neste ano, nas categorias de cinema, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo foi consagrado com quatro prêmios, entre eles, o de melhor elenco; Michelle Yeoh, Ke Huy Quan e Jamie Lee Curtis se destacaram por suas atuações no longa, que já é considerado o favorito desta temporada.

Emocionada, Michelle Yeoh, que nasceu na Malásia e se destacou em Hollywood ao longo dos anos, discursou: “Isso não é só para mim. Isso é para todas as meninas que se parecem comigo. Queremos ser vistos. Queremos ser ouvidos”. Já no discurso final, o ator James Hong também mandou seu recado: “Setenta anos atrás um produtor disse que os asiáticos não eram bons o suficiente e não davam bilheteria. Mas olhe para nós agora, hein?”.

Nas categorias televisivas, Jessica Chastain foi premiada por George & Tammy; Jean Smart venceu por Hacks e Jason Bateman por Ozark. Jennifer Coolidge se destacou por sua atuação em The White Lotus, que também levou o troféu de melhor elenco em série dramática. A cerimônia foi transmitida ao vivo pelo canal da Netflix no YouTube.

Além disso, a atriz Sally Field foi a grande homenageada desta edição e recebeu o SAG Life Achievement Award das mãos do ator Andrew Garfield. Ao longo dos anos, Sally foi indicada diversas vezes ao prêmio do Sindicato dos Atores e venceu pela série Brothers & Sisters.

Conheça os vencedores do 29º SAG Awards nas categorias de cinema:

MELHOR ELENCO
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ATOR
Brendan Fraser, por A Baleia

MELHOR ATRIZ
Michelle Yeoh, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ke Huy Quan, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Jamie Lee Curtis, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS
Top Gun: Maverick

Foto: Kevin Winter/Getty Images.

Motion Picture Sound Editors anuncia os vencedores do 70º MPSE Golden Reel Awards

por: Cinevitor
David Bowie no documentário musical Moonage Daydream

Foram anunciados neste domingo, 26/02, os vencedores da 70ª edição do MPSE Golden Reel Awards, premiação realizada pela Motion Picture Sound Editors, que elege os melhores trabalhos nas áreas de edição de som na TV e no cinema. 

Os membros da MPSE criam os efeitos sonoros dramáticos e inventam novos sons para mundos imaginários. Além dos editores de efeitos de som, a organização conta também com: editores de Foley, que reproduzem efeitos sonoros complementares para um filme (também conhecido como sonoplastia), como por exemplo, barulho de um vidro quebrando ou de um zíper sendo aberto; editores de diálogos, que são os artesãos que suavizam meticulosamente o som da produção gravado no local; editores de ADR, que ajudam a tecer o diálogo recriado e substituem faixas problemáticas; e editores de música, que trabalham com compositores e supervisores musicais que detectam pontos capazes de coser uma tapeçaria sônica da partitura original e da música pré-gravada em várias fontes.

Entre os indicados deste ano, o documentário Moonage Daydream, dirigido por Brett Morgen e que explora a jornada criativa e musical de David Bowie, se destacou entre os vencedores. Nas categorias televisivas, Love, Death & Robots, The Crown, Stranger Things e O Urso foram premiadas.

Os homenageados desta 70ª edição foram: o produtor Jerry Bruckheimer, indicado ao Oscar por Top Gun: Maverick e vencedor do Emmy por The Amazing Race, que recebeu o MPSE Filmmaker Award; e a engenheira de som Gwendolyn Yates Whittle, indicada ao Oscar por Avatar, Tron: O Legado e Avatar: O Caminho da Água, que foi honrada com o MPSE Career Achievement Award.

Fundada em 1953, a MPSE, Motion Picture Sound Editors, é uma organização dedicada a melhorar o reconhecimento de seus membros, educando o público e o resto da comunidade cinematográfica quanto ao mérito artístico da edição sonora.

Conheça os vencedores do 70º MPSE Golden Reel Awards nas categorias de cinema:

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | DIÁLOGOS/ADR
Os Banshees de Inisherin, por Joakim Sundström, Simon Chase, Patrick Ghislain, Rebecca Glover e Julien Naudin

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | EFEITOS/FOLEY
Top Gun: Maverick, por Al Nelson, James Mather, Bjørn Ole Schroeder, Christopher Boyes, Jed Loughran, Benjamin A. Burtt, Scott Guitteau, Rowan Watson, Qianbaihui Yang, Luke Dunn Gielmuda, Dmitri Makarov, David Mackie, Jana Vance, Ronni Brown, John Roesch e Shelley Roden

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO
Pinóquio, por Scott Martin Gershin, Masanobu ‘Tomi’ Tomita, Andrew Vernon, Chris Richardson, Dan Gamache, Dan O’Connell e John Cucci

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO
Good Night Oppy, por Mark Mangini, Dave Bach, Tim Walston e Dave Whitehead

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME ESTRANGEIRO
Nada de Novo no Front (Alemanha), por Frank Kruse, Markus Stemler, Alexander Buck, Benjamin Hörbe, Thomas Kalbér, Moritz Hoffmeister, Kuen Il Song, Carsten Richter e Daniel Weis

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | MÚSICA | FICÇÃO
Elvis, por Jamieson Shaw, Evan McHugh e Chris Barrett

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | MÚSICA | DOCUMENTÁRIO
Moonage Daydream, por Brett Morgan e John Warhurst

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME | STREAMING
O Predador: A Caçada, por Chris Terhune, Will Files, James Miller, Christopher Bonis, Diego Perez, Lee Gilmore, Jessie Anne Spence, David Bach, Korey Pereira, Annie Taylor, Nick Seaman, Roni Pillischer, Leslie Bloome e Shaun Brennan

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO | STREAMING
F1: Dirigir para Viver (episódio: Gloves Are Off), por Steve Speed, Nick Fry, James Evans e Hugh Dwan

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO | STREAMING
O Despertar das Tartarugas Ninja: O Filme, por Jeff Shiffman, Jessey Drake, Brad Meyer, Xinyue Yu e Carol Ma

STUDENT FILM | VERNA FIELDS AWARD
Brutal, por Dan Hibbert

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

54º NAACP Image Awards: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Viola Davis: melhor atriz por A Mulher Rei

Os vencedores da 54ª edição do NAACP Image Awards, premiação multicultural, criada em 1970, que destaca os afro-americanos mais influentes do cinema, da televisão, da literatura, da música e da internet, foram anunciados neste sábado, 25/02, em cerimônia apresentada pela atriz Queen Latifah no Pasadena Civic Auditorium, na Califórnia.

Neste ano, Pantera Negra: Wakanda para Sempre, de Ryan Coogler, que liderava a lista com 12 indicações, recebeu oito prêmios, entre eles, o de melhor filme. Nas categorias televisivas, Abbott Elementary, A Boa Vizinhança, P-Valley, 9-1-1, entre outros, se destacaram.

Fundada em 12 de fevereiro de 1909, a NAACP, National Association for the Advancement of Colored People (na tradução, Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor), é a maior e mais antiga organização apartidária de direitos civis dos Estados Unidos.

O principal objetivo da NAACP é assegurar a igualdade política, educacional, social e econômica dos cidadãos dos grupos minoritários dos Estados Unidos e acabar com o preconceito racial. A NAACP procura eliminar todas as barreiras da discriminação racial através dos processos democráticos. Desde 1970, realiza o NAACP Image Awards, reconhecida globalmente como uma das mais ilustres premiações multiculturais, que segue uma tradição de excelência, elevando valores que inspiram igualdade, justiça e mudança progressiva, além de destacar artistas comprometidos com esse propósito.

Como de costume, a premiação também homenageou nomes importantes: o consagrado rapper e produtor musical Sean ‘Diddy’ Combs recebeu o BET Lifetime Achievement Award; a ex-tenista Serena Williams foi honrada com o Jackie Robinson Sports Award; o congressista Bennie Thompson recebeu o Chairman’s Award; o advogado Benjamin Crump foi homenageado com o Social Justice Impact Award; e a atriz Gabrielle Union-Wade e Dwyane Wade, ex-jogador profissional de basquete, receberam o President’s Awards.

Conheça os vencedores do 54º NAACP Image Awards nas categorias de cinema:

MELHOR FILME
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, de Ryan Coogler

MELHOR FILME INDEPENDENTE
The Inspection, de Elegance Bratton

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Bantú Mama, de Ivan Herrera (República Dominicana)

MELHOR DIREÇÃO
Gina Prince-Bythewood, por A Mulher Rei

MELHOR ATOR
Will Smith, por Emancipation: Uma História de Liberdade

MELHOR ATRIZ
Viola Davis, por A Mulher Rei

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Tenoch Huerta, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Angela Bassett, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre

MELHOR ROTEIRO
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, escrito por Ryan Coogler

REVELAÇÃO
Ericka Nicole Malone (roteirista e produtora), por Remember Me: The Mahalia Jackson Story

ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO
Jalyn Hall, por Till: A Busca por Justiça

MELHOR ELENCO
Pantera Negra: Wakanda para Sempre

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Ben Crump pelos Direitos Civis, de Nadia Hallgren

MELHOR DIREÇÃO | DOCUMENTÁRIO | FILME OU TV
Reginald Hudlin, por O Legado de Sidney Poitier

MELHOR DIREÇÃO | FILME PARA TV OU ESPECIAL
Anton Cropper, por Fantasy Football

MELHOR ANIMAÇÃO
Wendell & Wild, de Henry Selick

MELHOR VOZ ORIGINAL
Keke Palmer, por Lightyear

MELHOR CURTA-METRAGEM | LIVE ACTION
Dear Mama…, de Winter Dunn

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Mais do que Eu Quero Lembrar, de Amy Bench

MELHOR FIGURINO | FILME OU TV
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, por Ruth E. Carter

MELHOR MAQUIAGEM | FILME OU TV
A Cidade é Nossa, por Debi Young, Sandra Linn, Ngozi Olandu Young e Gina Bateman

MELHOR CABELO E PENTEADO
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, por Camille Friend

MELHOR TRILHA SONORA | ÁLBUM | FILME OU TV
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, por Ryan Coogler, Ludwig Göransson, Archie Davis e Dave Jordan

PRÊMIO ESPECIAL | ARTISTA DO ANO
Angela Bassett

*Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores em todas as categorias.

Foto: Leon Bennett/Getty Images for BET.

Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo é o grande vencedor do PGA Awards 2023

por: Cinevitor
Michelle Yeoh em Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

O Sindicato dos Produtores da América, Producers Guild of America, revelou na noite deste sábado, 25/02, no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, os vencedores do PGA Awards, Producers Guild Awards, premiação que elege os melhores do cinema e da TV.

O grande vencedor desta 34ª edição foi o longa Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, produzido por Daniel Kwan, Daniel Scheinert e Jonathan Wang. Com isso, o título aumenta suas chances na corrida pelo Oscar de melhor filme, já que o PGA Awards é considerado uma prévia do prêmio da Academia.

Realizado anualmente desde 1990, a premiação conta com mais de 8.200 membros. Das 33 edições realizadas até então, 23 dos vencedores também levaram a principal categoria do Oscar, como por exemplo No Ritmo do Coração, que foi eleito o melhor filme em ambos os eventos do ano passado. O PGA Awards ainda consagrou The White Lotus, O Urso, The Dropout e Stanley Tucci: Searching for Italy nas categorias televisivas.

Neste ano, a premiação homenageou grandes nomes da indústria cinematográfica: o consagrado ator e produtor Tom Cruise, de Top Gun: Maverick, recebeu o David O. Selznick Award; a atriz e produtora Mindy Kaling foi honrada com o Norman Lear Achievement Award; os produtores Michael De Luca e Pamela Abdy receberam o Milestone Award; e o longa Till: A Busca por Justiça, que narra a história da ativista Mamie Till-Mobley, mãe de Emmett Till, que foi assassinado aos 14 anos depois de ter sido acusado de ofender uma mulher branca, foi homenageado com o Stanley Kramer Award.

Conheça os vencedores do PGA Awards 2023 nas categorias de cinema:

LONGA-METRAGEM | PRÊMIO DARRYL F. ZANUCK
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, produzido por Daniel Kwan, Daniel Scheinert e Jonathan Wang

LONGA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Pinóquio, produzido por Guillermo del Toro, Gary Ungar e Alex Bulkley 

LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Navalny, produzido por Odessa Rae, Diane Becker, Melanie Miller e Shane Boris 

FILME TELEVISIVO OU STREAMING
Weird: The Al Yankovic Story, produzido por Lia Buman, Mike Farah, Joe Farrell, Whitney Hodack, Max Silva e ‘Weird Al’ Yankovic

Foto: Divulgação/Diamond Films.

Pinóquio é o grande vencedor do 50º Annie Awards, o Oscar da animação

por: Cinevitor
Pinóquio, de Guillermo del Toro e Mark Gustafson: cinco prêmios

Foram anunciados neste sábado, 25/02, em Los Angeles, os vencedores da 50ª edição do Annie Awards, conhecido como o Oscar da animação, organizado pela ASIFA-Hollywood, International Animated Film Society.

O longa Pinóquio, dirigido por Guillermo del Toro e Mark Gustafson, da Netflix, que liderava a lista de indicações, foi o grande vencedor com cinco prêmios, entre eles, o de melhor animação; em seis dos últimos dez anos, o principal vencedor do Annie também ganhou o Oscar nesta categoria. Entre os indicados, vale destacar a presença do ator brasileiro Wagner Moura, que estava na disputa pela melhor dublagem por seu personagem Lobo Mau no longa Gato de Botas 2: O Último Pedido, de Joel Crawford e Januel Mercado.

Durante a premiação, Frank Gladstone, produtor executivo do Annie Awards, discursou: Este é um ano muito especial. Não apenas porque é o 50º aniversário do Annie Awards, mas também porque, depois de quase três anos, esta é a primeira vez que nossa comunidade pode se reunir novamente pessoalmente”. A cerimônia contou com a participação de nomes como Guillermo del Toro, Tom Kenny, Joel Crawford, Wagner Moura, Andreas Deja, Seth Green, Scott Weinger, Linda Larkin, Bob Iger, entre outros.

Os homenageados deste ano, que receberam o Prêmio do Júri, foram: Pete Docter, CEO da Pixar, Evelyn Lambart (homenagem póstuma), uma das primeiras colaboradoras da National Film Board of Canada, e Craig McCracken, criador de séries de TV, que receberam o Winsor McCay Award; Mindy Johnson, autora, historiadora e educadora foi honrada com o June Foray Award; a Visual Effects Reference Platform recebeu o Ub Iwerks Award; e o ator John Omohundro foi homenageado com o Certificate of Merit Award.

Fundada em 1960, a ASIFA-Hollywood premiava os melhores nomes da animação simbolicamente, até criar a cerimônia oficial em 1972. O prêmio de melhor animação cinematográfica só surgiu na 20ª edição do evento, em 1992, que consagrou A Bela e a Fera.

Conheça os vencedores nas categorias de cinema do Annie Awards 2023:

MELHOR ANIMAÇÃO
Pinóquio, de Guillermo del Toro e Mark Gustafson

MELHOR ANIMAÇÃO INDEPENDENTE
Marcel the Shell with Shoes On, de Dean Fleischer Camp

MELHOR DIREÇÃO EM ANIMAÇÃO
Guillermo del Toro e Mark Gustafson, por Pinóquio

MELHOR ROTEIRO EM ANIMAÇÃO
Marcel the Shell with Shoes On, escrito por Dean Fleischer Camp, Jenny Slate, Nick Paley e Elisabeth Holm

MELHOR DUBLAGEM EM ANIMAÇÃO
Jenny Slate, por Marcel the Shell with Shoes On

MELHOR ANIMAÇÃO | CURTA-METRAGEM
Ice Merchants, de João Gonzalez

MELHOR ANIMAÇÃO ESTUDANTIL
The Soloists, de Mehrnaz Abdollahinia, Feben Elias Woldehawariat, Razahk Issaka, Celeste Jamneck e Yi Liu

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS DE ANIMAÇÃO
Avatar: O Caminho da Água, por Johnathan M. Nixon, David Moraton, Nicholas Illingworth, David Caeiro Cebrian e Alex Nowotny

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO
Pinóquio, por Tucker Barrie

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM LIVE-ACTION
Avatar: O Caminho da Água, por Daniel Barrett, Stuart Adcock, Todd Labonte, Douglas McHale e Stephen Cullingford

MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO
Os Caras Malvados, por Taylor Krahenbuhl

MELHOR MÚSICA EM ANIMAÇÃO
Pinóquio, por Alexandre Desplat, Roeban Katz, Guillermo del Toro e Patrick McHale

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO EM ANIMAÇÃO
Pinóquio, por Curt Enderle e Guy Davis

MELHOR STORYBOARDING EM ANIMAÇÃO
Gato de Botas 2: O Último Pedido, por Anthony Holden

MELHOR EDIÇÃO EM ANIMAÇÃO
Gato de Botas 2: O Último Pedido, por James Ryan, Jacquelyn Karambelas, Natalia Cronembold, Joe Butler e Katie Parody

MELHOR PRODUÇÃO ESPECIAL
O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo, de Peter Baynton e Charlie Mackesy

Foto: Divulgação/Netflix, Inc.

CINEVITOR Especial: Oscar 2023

por: Cinevitor
Cate Blanchett: indicada na categoria de melhor atriz por Tár

A 95ª edição do Oscar acontecerá no dia 12 de março no Dolby Theatre, em Hollywood, com apresentação do comediante Jimmy Kimmel, que assume a função pela terceira vez.

Para entrar no clima da premiação, o CINEVITOR lança um aquecimento para o grande evento do cinema mundial: o Especial Oscar 2023. Em dois programas, Vitor Búrigo recebe convidados ilustres para comentar os indicados, favoritos, rejeitados e surpresas desta edição.

Nesta primeira parte, o crítico de cinema Francisco Carbone, do site Cenas de Cinema, é o convidado especial. No vídeo, comenta sobre o sucesso de Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, que lidera a lista com onze indicações; destaca as produções internacionais que estão na disputa, como Triângulo da Tristeza; relembra a participação do Brasil na premiação e a presença do curta-metragem Sideral, de Carlos Segundo, na shortlist; fala sobre diversidade na Academia e a ausência de mulheres na categoria de melhor direção; destaca nomes e títulos que ficaram de fora da lista, como Aftersun e Não! Não Olhe!; analisa algumas categorias e o favoritismo dos indicados; fala sobre a polêmica envolvendo a atriz Andrea Riseborough; entre outros tantos assuntos.

Além de Carbone, Simone Zuccolotto, do Canal Brasil, também participa desta primeira parte do Especial Oscar 2023 com suas análises sobre os possíveis vencedores; a crítica de cinema Kel Gomes, do Cinematório, também marca presença neste vídeo e lança sua torcida para Tár, de Todd Field, com Cate Blanchett como protagonista.

No segundo programa, Bruno Carmelo, crítico de cinema do site Meio Amargo, é o convidado especial. No vídeo, destaca a presença de sucessos de público entre os concorrentes, como por exemplo, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, que lidera a lista; comenta sobre as indicadas Michelle Yeoh e Cate Blanchett e também sobre a presença de Triângulo da Tristeza, Os Fabelmans e dos internacionais Nada de Novo no Front e Argentina, 1985; analisa as indicações de Elvis, de Baz Luhrmann, e as atuações de Austin Butler e Tom Hanks; relembra alguns filmes esquecidos pela Academia; e revela seus favoritos.

Além de Carmelo, Barbara Demerov, da VEJA São Paulo, também participa desta segunda parte do Especial Oscar 2023 com análises sobre seus favoritos e injustiçados; outra convidada é a cineasta Sabrina Fidalgo, que destaca seus preferidos, entre eles, Triângulo da Tristeza e Elvis.

Aperte o play e confira:

PARTE UM: com Francisco Carbone, Simone Zuccolotto e Kel Gomes

PARTE DOIS: com Bruno Carmelo, Barbara Demerov e Sabrina Fidalgo

Foto: Courtesy of Focus Features.

Festival de Berlim 2023: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Sofía Otero: prêmio de melhor interpretação

Foram anunciados neste sábado, 25/02, em cerimônia apresentada por Hadnet Tesfai, os vencedores do 73º Festival de Berlim. O Urso de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para o documentário Sur l’Adamant, dirigido pelo cineasta francês Nicolas Philibert

Ao total, 19 filmes, de 19 países, foram selecionados para a Competição. A atriz e diretora Kristen Stewart presidiu o Júri Internacional, que contou também com Golshifteh Farahani, Valeska Grisebach, Radu Jude, Francine Maisler, Carla Simón e Johnnie To. O consagrado cineasta Steven Spielberg foi homenageado com o Urso de Ouro honorário.

Neste ano, Sofía Otero, com apenas nove anos de idade, foi consagrada com o Urso de Prata de melhor atuação por seu trabalho em 20.000 especies de abejas, no qual interpreta uma criança trans; em sua estreia nas telonas, tornou-se a pessoa mais jovem a receber tal honraria na Berlinale. Thea Ehre, atriz trans alemã de Bis ans Ende der Nacht, levou o prêmio de interpretação coadjuvante. O veterano cineasta francês Philippe Garrel, premiado pela direção do drama familiar Le grand chariot, dedicou seu prêmio ao diretor Jean-Luc Godard, que morreu em setembro do ano passado. 

O cinema brasileiro, que estava representado com diversas obras nesta 73ª edição, se destacou com o curta-metragem alagoano Infantaria, de Laís Santos Araújo, na mostra Generation 14plus, e recebeu o Prêmio Especial do Júri; o anúncio aconteceu na sexta-feira, 24/02.

Conheça os vencedores do Festival de Berlim 2023:

COMPETIÇÃO OFICIAL | LONGA-METRAGEM

URSO DE OURO | MELHOR FILME
Sur l’Adamant, de Nicolas Philibert (França/Japão)

URSO DE PRATA | GRANDE PRÊMIO DO JÚRI
Roter Himmel, de Christian Petzold (Alemanha)

URSO DE PRATA | PRÊMIO DO JÚRI
Mal Viver, de João Canijo (Portugal/França)

URSO DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO
Philippe Garrel, por Le grand chariot

URSO DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO
Sofía Otero, por 20.000 especies de abejas

URSO DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE
Thea Ehre, por Bis ans Ende der Nacht

URSO DE PRATA | MELHOR ROTEIRO
Music, escrito por Angela Schanelec

URSO DE PRATA | MELHOR CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA
Hélène Louvart, pela fotografia de Disco Boy

COMPETIÇÃO OFICIAL | CURTA-METRAGEM

URSO DE OURO | MELHOR CURTA-METRAGEM
Les chenilles, de Michelle Keserwany e Noel Keserwany (França)

URSO DE PRATA | PRÊMIO DO JÚRI
Marungka tjalatjunu (Dipped in Black), de Matthew Thorne e Derik Lynch (Austrália)

MENÇÃO ESPECIAL
It’s a Date, de Nadia Parfan (Ucrânia)

PRÊMIO DO PÚBLICO

MELHOR FILME | MOSTRA PANORAMA
1º lugar: Sira, de Apolline Traoré (Burkina Faso/França/Alemanha/Senegal)
2º lugar: Al Murhaqoon (The Burdened), de Amr Gamal (Iêmen/Sudão/Arábia Saudita)
3º lugar: Sages-femmes (Midwives), de Léa Fehner (França)

MELHOR FILME | MOSTRA PANORAMA DOKUMENTE
1º lugar: Kokomo City, de D. Smith (EUA)
2º lugar: The Eternal Memory, de Maite Alberdi (Chile)
3º lugar: Au cimetière de la pelliculle (The Cemetery of Cinema), de Thierno Souleymane Diallo (França/Senegal/Guiné/Arábia Saudita)

MOSTRA GENERATION KPLUS | JÚRI INTERNACIONAL

Melhor Filme | Grande Prêmio: Mimi (She – Hero), de Mira Fornay (Eslováquia)
Menção Especial: L’Amour du monde, de Jenna Hasse (Suíça)
Prêmio Especial do Júri: Waking Up in Silence, de Mila Zhluktenko e Daniel Asadi Faezi (Alemanha/Ucrânia)
Menção Especial: Xiaohui he ta de niu (Xiaohui and His Cows), de Xinying Lao (China)

MOSTRA GENERATION KPLUS | JÚRI INFANTIL

Melhor Filme | Urso de Cristal: Sweet As, de Jub Clerc (Austrália)
Menção Especial: Zeevonk (Sea Sparkle), de Domien Huyghe (Bélgica/Holanda)
Melhor curta-metragem | Urso de Cristal: Closing Dynasty, de Lloyd Lee Choi (EUA)
Menção Especial: Deniska umřela (Dede Is Dead), de Philippe Kastner (Tchéquia)

*Clique aqui e confira os vencedores da mostra Generation 14plus, anunciados anteriormente; o brasileiro Infantaria, de Laís Santos Araújo, foi premiado

TEDDY AWARD

Melhor Filme | Longa-metragem: All the Colours of the World Are Between Black and White, de Babatunde Apalowo (Nigéria)
Melhor Documentário/Filme Ensaio: Orlando, ma biographie politique, de Paul B. Preciado (França)
Melhor Filme | Curta-metragem: Marungka tjalatjunu, de Matthew Thorne e Derik Lynch (Austrália)
Prêmio do Júri: Vicky Knight, por Silver Haze
Prêmio Teddy Especial: Sunny Bunny, o prêmio de melhor filme queer do Molodist Film Festival, em Kiev, na Ucrânia

MOSTRA ENCOUNTERS

Melhor Filme: Here, de Bas Devos (Bélgica)
Prêmio Especial do Júri (empate): Orlando, ma biographie politique, de Paul B. Preciado (França) e Samsara, de Lois Patiño (Espanha)
Melhor Direção: Tatiana Huezo, por El eco

PRÊMIO FIPRESCI

Competição: The Survival of Kindness, de Rolf de Heer (Austrália)
Panorama: Stille Liv (The Quiet Migration), de Malene Choi (Dinamarca)
Forum: Între revoluții (Between Revolutions), de Vlad Petri (Romênia/Croácia/Qatar/Irã)
Encounters: Here, de Bas Devos (Bélgica)

JÚRI ECUMÊNICO

Competição: Tótem, de Lila Avilés (México/Dinamarca/França)
Menção Especial: Sur l’Adamant (On the Adamant), de Nicolas Philibert (França/Japão)
Panorama: Sages-femmes (Midwives), de Léa Fehner (França)
Forum: Jaii keh khoda nist (Where God Is Not), de Mehran Tamadon (França/Suíça)

OUTROS PRÊMIOS

GWFF Best First Feature Award: Adentro mío estoy bailando, de Leandro Koch e Paloma Schachmann (Áustria/Argentina)
Menção Especial | Filme de Estreia: The Bride, de Myriam U. Birara (Ruanda)
Berlinale Documentary Award: El eco, de Tatiana Huezo (México/Alemanha)
Berlinale Documentary Award | Menção Especial: Orlando, ma biographie politique, de Paul B. Preciado (França)
Prêmio Compass-Perspektive: Sieben Winter in Teheran (Seven Winters in Teheran), de Steffi Niederzoll (Alemanha/França)
Label Europa Cinemas: Das Lehrerzimmer (The Teachers’ Lounge), de İlker Çatak (Alemanha)
Curta-metragem indicado ao European Film Awards: Les chenilles, de Michelle Keserwany e Noel Keserwany (França)

*Para conferir a lista completa com os vencedores, clique aqui.

Foto: Fabrizio Bensch/Reuters.

César 2023: conheça os vencedores do Oscar francês

por: Cinevitor
Virginie Efira: melhor atriz por Revoir Paris

A Academia de Artes e Técnicas do Cinema, Académie des Arts et Techniques du Cinéma, que conta com quase cinco mil membros, revelou nesta sexta-feira, 24/02, os vencedores do prêmio César 2023, conhecido como o Oscar francês.

Neste ano, o drama policial La nuit du 12, dirigido por Dominik Moll, foi consagrado em seis categorias, entre elas, melhor filme; a comédia L’innocent, de Louis Garrel, que liderava a lista com onze indicações, recebeu dois prêmios.

O consagrado cineasta David Fincher, premiado em 2011 na categoria de melhor filme estrangeiro por A Rede Social, foi homenageado com o César Honorário; o diretor recebeu o troféu das mãos do ator Brad Pitt, que fez uma aparição surpresa.

A cerimônia da 48ª edição, apresentada por Tahar Rahim e realizada no Olympia, em Paris, contou também com uma participação musical de Charlotte Gainsbourg ao lado do rapper Dinos; a atriz iraniana Golshifteh Farahani apareceu em vídeo com um discurso sobre a Woman, Life, Freedom, uma ação global em solidariedade às mulheres e meninas iranianas que estão se manifestando corajosamente e pacificamente por seus direitos fundamentais.

Conheça os vencedores do César 2023:

MELHOR FILME
La nuit du 12

MELHOR DIREÇÃO
Dominik Moll, por La nuit du 12

MELHOR ATRIZ
Virginie Efira, por Revoir Paris

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Noémie Merlant, por L’innocent

MELHOR ATOR
Benoît Magimel, por Pacifiction: Tourment sur les îles

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Bouli Lanners, por La nuit du 12

ATRIZ REVELAÇÃO
Nadia Tereszkiewicz, por Les Amandiers

ATOR REVELAÇÃO
Bastien Bouillon, por La nuit du 12

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
L’innocent, escrito por Louis Garrel, Tanguy Viel e Naïla Guiguet

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
La nuit du 12, escrito por Gilles Marchand e Dominik Moll

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Retour à Reims (Fragments), de Jean-Gabriel Périot

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
As Bestas, de Rodrigo Sorogoyen (Espanha/França)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Ma famille afghane, de Michaela Pavlátová

MELHOR FILME DE ESTREIA
Saint Omer, de Alice Diop

MELHOR FOTOGRAFIA
Pacifiction: Tourment sur les îles, por Artur Tort

MELHOR EDIÇÃO
Contratempos, por Mathilde Van de Moortel

MELHOR FIGURINO
Simone, le Voyage du Siècle, por Gigi Lepage

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Simone, le Voyage du Siècle, por Christian Marti

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Contratempos, por Irène Drésel

MELHOR SOM
La nuit du 12, por François Maurel, Olivier Mortier e Luc Thomas

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Notre-Dame em Chamas, por Laurens Ehrmann

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Partir un jour, de Amélie Bonnin

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
La vie sexuelle de mamie, de Urška Djukić e Émilie Pigeard

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Maria Schneider, 1983, de Elisabeth Subrin

CÉSAR HONORÁRIO
David Fincher

Foto: Julien Massicard.

Festival de Berlim 2023: Infantaria, de Laís Santos Araújo, é premiado

por: Cinevitor
Francisco Nunes, Ane Oliva e Ana Luiza Ferreira no curta alagoano Infantaria

A 73ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim ainda não terminou, mas os primeiros prêmios já foram entregues; o Urso de Ouro será anunciado neste sábado, 25/02.

Com um programa abrangente de filmes contemporâneos que exploram as vidas e os mundos de crianças e adolescentes, a Berlinale Generation desfruta de uma posição única como instigadora de um cinema jovem que quebra convenções. Liderada por Sebastian Markt desde 2022, a seção apresenta um tipo de cinema que busca desafiar sem sobrecarregar, fomentando um diálogo aberto e polêmico com seu público, artistas, convidados da indústria e críticos de cinema.

Os títulos selecionados fazem parte das mostras Generation Kplus e Generation 14plus, dois programas de competição que exibem um cinema internacional de última geração para o público jovem e para todos os outros. Os filmes apresentam narrativas épicas e momentos fugazes, voos de fantasia e realidades amargas, além de histórias de amadurecimento.

Neste ano, o cinema brasileiro se destacou com o curta-metragem alagoano Infantaria, escrito, dirigido e montado por Laís Santos Araújo, exibido na Generation 14plus, que recebeu o Prêmio Especial do Júri. A justificativa diz: “Para um conto atmosférico, que constrói um mundo cinematográfico único onde a feminilidade assume uma forma complexa dentro de cada uma das personagens. Um filme cheio de camadas, cujas molduras pintadas, cores vivas e um mundo intrigante evocam a importância do apoio entre as mulheres”.

Na trama, Joana quer virar mocinha. Dudu quer o pai. Verbena, que chegou sem ser convidada, esconde o que quer. O elenco conta com Ane Oliva, Ana Luiza Ferreira, Karolayne Rayssa e Francisco Nunes. Produzido por Pedro Krull, a direção de fotografia é assinada por Wilssa Esser; a direção de arte é de Lyara Cavalcanti; e o som de Leo Bulhões e Pedro Macedo.

No Brasil, Infantaria foi premiado em diversos festivais, entre eles: Circuito Penedo de Cinema, Cine Ceará, Curta Cinema e Festival de Vitória. Passou também pelo Olhar de Cinema, Goiânia Mostra Curtas, Mostra de Cinema de Gostoso, entre muitos outros.

O Júri Internacional da Generation 14plus foi formado por: Kateryna Gornostai, Fion Mutert e Juanita Onzaga; o Júri Jovem contou com Leia Haarhuis, Leo Hanstein, Anna Lena Hiemer, Anouk Segebart e Jonas Volkers. Os jurados oficiais mais jovens da Berlinale são formados por crianças berlinenses de 11 a 14 anos para a competição Generation Kplus e cinco jovens para a competição Generation 14plus.

Na quarta-feira, 22/02, foram revelados os vencedores da Berlinale Series: The Good Mothers ficou com o prêmio principal; a norueguesa Arkitekten recebeu Menção Especial. Vale destacar que é a primeira vez que a Berlinale entrega tais honrarias nesta mostra.

Conheça os primeiros vencedores do 73º Festival de Berlim:

GENERATION 14PLUS | JÚRI INTERNACIONAL

GRANDE PRÊMIO | MELHOR FILME | LONGA-METRAGEM
Hummingbirds, de Silvia Del Carmen Castaños e Estefanía “Beba” Contreras (EUA)

MENÇÃO ESPECIAL
Mutt, de Vuk Lungulov-Klotz (EUA)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI | CURTA-METRAGEM
Infantaria, de Laís Santos Araújo (Brasil)

MENÇÃO ESPECIAL
Incroci, de Francesca de Fusco (EUA/Alemanha)

GENERATION 14PLUS | JÚRI JOVEM

URSO DE CRISTAL | MELHOR FILME | LONGA-METRAGEM
Adolfo, de Sofía Auza (EUA/México)

MENÇÃO ESPECIAL
And the King Said, What a Fantastic Machine, de Axel Danielson e Maximilien Van Aertryck (EUA)

URSO DE CRISTAL | MELHOR FILME | CURTA-METRAGEM
Man khod, man ham miraghsam, de Mohammad Valizadegan (Alemanha/Tchéquia/Irã)

MENÇÃO ESPECIAL
Szemem sarka, de Domonkos Erhardt (Hungria)

Foto: Renata Baracho.