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Conheça os vencedores do 29º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo e Cristiano Burlan do filme A Mãe: destaque na premiação.

Foram anunciados neste sábado, 24/09, em cerimônia apresentada por Johnny Massaro e Higor Campagnaro no Teatro Glória, os vencedores da 29ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo

Neste ano, na competição nacional de longas, o drama A Mãe, de Cristiano Burlan, foi o grande vencedor da noite. Com lançamento marcado para o dia 10 de novembro nos cinemas brasileiros, a produção foi premiada com o Troféu Vitória nas categorias de melhor filme (júri oficial, júri popular e Prêmio da Crítica), melhor interpretação para Marcélia Cartaxo, entre outras.

Roteirizado por Burlan e Ana Carolina Marino, A Mãe conta a história de Maria, uma mulher que procura seu filho adolescente, que pode ter sido assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde moram, na periferia. Maria embarca, então, numa jornada em busca desse filho, e precisa enfrentar a burocracia opressora das grandes metrópoles para poder vê-lo uma última vez.

Na competição nacional de curtas-metragens, Sideral, de Carlos Segundo, foi premiado como melhor filme pelo júri oficial; Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli, foi escolhido pelo júri popular. O 29º Festival de Cinema de Vitória foi realizado entre os dias 19 e 24 de setembro de 2022, no Centro Cultural Sesc Glória, e exibiu 83 filmes. A escolha dos vencedores foi feita pelas comissões de júri do festival, compostas por especialistas e profissionais do cinema.

O júri oficial desta edição foi composto por Alexandre Soares Taquary, Viviane Pistache e Leandra Moreira na 26ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas; e Cavi Borges, Sabrina Fidalgo e André Felix na 12ª Mostra Competitiva Nacional de Longas. O júri da crítica, realizado pela primeira vez, contou com Maria do Rosário Caetano, Luiz Carlos Merten, Luiz Zanin, Victor Hugo Furtado e Vitor Búrigo.

O time de jurados completa-se com: Andy Malafaia, Geovanni Lima e Izah Candido na Mostra Quatro Estações; Soia Lira, André Dib e Anderson Bardot na 11ª Mostra Corsária; Bertrand Lira, André Dib e Daniela Zanetti na 9ª Mostra Outros Olhares; Liz Donovan, Paula Alves de Almeida e Tamyres Batista na 7ª Mostra Mulheres no Cinema; Ana Paula Alves Ribeiro, Marina Rodrigues e Adriano Monteiro na 7ª Mostra Cinema e Negritude; Tati Rabelo, Alexandre Soares Taquary e Silvana Ramalhete na 6ª Mostra Nacional de Videoclipes; Bertrand Lira, Claudino de Jesus e Marina Abranches na 5ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental; e Mônica Trigo, Yasmine Evaristo e Amanda Luvizotto na 4ª Mostra Do Outro Lado – Cinema Fantástico.

Conheça os vencedores do 29º Festival de Cinema de Vitória:

26ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS

Melhor Filme: Sideral, de Carlos Segundo (RN)
Melhor Filme | Júri Popular: Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ)
Prêmio Especial do Júri: Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ)
Melhor Direção: Júlia Fávero e Victoria Negreiros, por Como respirar fora d’água
Melhor Roteiro: Manhã de Domingo, escrito por Bruno Ribeiro e Tuanny Medeiros
Melhor Fotografia: Madrugada, por Rebeca Francoff
Melhor Contribuição Artística: Uma Paciência Selvagem me Trouxe até Aqui, de Érica Sarmet
Melhor Interpretação: Elenco de Hospital de Brinquedos, de Georgina Castro
Menção Honrosa: Solmatalua, de Rodrigo Ribeiro-Andrade (SP) e Orixás Center, de Mayara Ferrão (BA)

12ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS

Melhor Filme: A Mãe, de Cristiano Burlan (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: A Mãe, de Cristiano Burlan (SP)
Melhor Direção: Cristiano Burlan, por A Mãe
Melhor Roteiro: Ursa, escrito por William de Oliveira
Melhor Fotografia: A Mãe, por André S. Brandão
Melhor Contribuição Artística: A Mãe de Todas as Lutas, de Susanna Lira
Melhor Interpretação: Marcélia Cartaxo, por A Mãe
Menção Honrosa | Direção: Coraci Ruiz e Júlio Matos, por Germino Pétalas no Asfalto
Menção Honrosa | Interpretação: Fernando Teixeira, de Capitão Astúcia, e Adriana Sottomaior, de Ursa

22º FESTIVALZINHO DE CINEMA DE VITÓRIA
Melhor Filme | Júri Popular: A Aventura da Primeira Bicicleta, de Carlos Henrique da Costa (SP)

12ª MOSTRA QUATRO ESTAÇÕES
Melhor Filme: Filhos da Noite, de Henrique Arruda (PE)
Melhor Filme | Júri Popular: Tenho Receio de Teorias que não Dançam, de Gau Saraiva (BA)

11ª MOSTRA FOCO CAPIXABA
Melhor Filme: Makumba, de Emerson Evêncio
Melhor Filme | Júri Popular: Makumba, de Emerson Evêncio
Menção Honrosa: Latasha, de Alex Buck

11ª MOSTRA CORSÁRIA
Melhor Filme: Sonho de Pedra ou Corpos que se Desprendem da Terra, de Thabata Ewara e Nay Mendl (SP) e Fragmentos Pandêmicos, de Aline Dias, Marcus Neves e GEXS (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: Fragmentos Pandêmicos, de Aline Dias, Marcus Neves e GEXS

9ª MOSTRA OUTROS OLHARES
Melhor Filme: Possa Poder, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)
Melhor Filme | Júri Popular: Angu Recheado de Senzala, de Stanley Albano (MG)

7ª MOSTRA MULHERES NO CINEMA
Melhor Filme: Chão de Fábrica, de Nina Kopko (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Two Girls With a Movie Camera (Slumber Party), de Victoria Brasil e Thamyris Escardoa (ES)

7ª MOSTRA CINEMA E NEGRITUDE
Melhor Filme: Sethico, de Wagner Montenegro (PE)
Melhor Filme | Júri Popular: O Ovo, de Rayane Teles (BA)

6ª MOSTRA NACIONAL DE VIDEOCLIPES
Melhor Filme: Chorar, de Juliana Segóvia (Artista: Karola Nunes feat. Pacha Ana e Curumin) (MT)
Melhor Filme | Júri Popular: Tudo Eu, de Elirone Rosa, Fernando Sá e Ione Maria (Artista: Amiri) (SP)
Menção Honrosa: Sou Negro, de Cintia Braga (Artista: Monique Rocha) (ES)

5ª MOSTRA NACIONAL DE CINEMA AMBIENTAL
Melhor Filme: Quanto Vale a Vida no Mangue?, de Lucas Oliveira (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Cavalo Marinho, de Gustavo Serrate Maia (DF)

4ª MOSTRA DO OUTRO LADO – CINEMA FANTÁSTICO
Melhor Filme: O que os Machos Querem, de Ana Dinniz (PB)
Melhor Filme | Júri Popular: AzulScuro, de Evandro Caixeta e João Gilberto Lara (MG)
Menção Honrosa: Colares, Talvez, de Sandro Vilanova (DF)

PRÊMIO ABD CAPIXABA
Infantaria, de Laís Santos Araújo (AL)
Menção Honrosa: Transviar, de Maíra Tristão (ES)

PRÊMIO DA CRÍTICA
Melhor longa-metragem: A Mãe, de Cristiano Burlan (SP)
Melhor curta-metragem: Madrugada, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (RS)

Depois da premiação, conversamos com a atriz Marcélia Cartaxo, do filme A Mãe; Leonardo Martinelli, diretor do curta Fantasma Neon; e Carlos Segundo, realizador do curta-metragem Sideral. Além disso, registramos alguns momentos da cerimônia.

Aperte o play e confira:

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Foto: Andie Freitas.

Com Giulia Be e Henrique Zaga, Depois do Universo, de Diego Freitas, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
O filme estreia no dia 27 de outubro.

A Netflix divulgou neste sábado, 24/09, durante o Tudum, evento global que divulga novidades da plataforma, o trailer oficial do longa Depois do Universo, protagonizado por Giulia Be e Henrique Zaga, que será lançado mundialmente no dia 27 de outubro.

Dirigido por Diego Freitas, de O Segredo de Davi e A Volta para Casa, o filme narra uma emocionante história de amor e música sobre um casal que se forma em um delicado momento de perda de esperança, mas também de perseverança no futuro.

Na trama, Nina, interpretada por Giulia Be, é uma jovem e talentosa pianista que vê seus sonhos se perderem entre sessões de hemodiálise e a espera por um transplante de rim. Mas o romance com o jovem médico Gabriel, papel de Henrique Zaga, a ajuda a superar suas inseguranças e lutar por seu objetivo de tocar nos palcos junto à Orquestra Sinfônica de São Paulo.

Depois do Universo ainda conta com João Miguel, Othon Bastos, Rita Assemany, Leo Bahia, Viviane Araújo, Isabel Fillardis e Denise Del Vecchio no elenco. O filme é uma produção da Camisa Listrada, com roteiro de Diego Freitas e Ana Reber, e tem como produtores André Carreira e Luciano Reck.

Confira o trailer de Depois do Universo:

Foto: Nat Odenbreit/Netflix.

29º Festival de Cinema de Vitória: filmes de William de Oliveira e Filipe Gontijo são exibidos em competição

por: Cinevitor
William de Oliveira, diretor do longa Ursa, no palco.

Com apresentação de Bryce Caniçali e MiQ, a quarta-feira, 21/09, terceira noite da 29ª edição do Festival de Vitória começou com a exibição dos curtas-metragens nacionais em competição: Andrômeda, de Lucas Gesser; Lua de Sangue, de Mirela Morgante e Gustavo Senna; Madrugada, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza; e Solmatalua, de Rodrigo Ribeiro-Andrade.

Na sequência, Ursa, longa-metragem paranaense dirigido por William de Oliveira, do curta Aquele Casal, foi exibido no Teatro Glória na mostra competitiva nacional. A ficção, protagonizada por Adriana Sottomaior, relata um ataque de pitbull em um bairro periférico e seus trágicos desdobramentos.

No palco, William discursou: “Ursa é o meu primeiro longa e estou muito feliz por estar aqui. É minha primeira vez no Festival de Vitória e é também a primeira vez que vou assistir ao filme em uma tela grande. Estou muito emocionado. Até agora, tinha sido exibido em festivais on-line ou em festivais que eu não consegui participar. Então, é a primeira vez que vou ver o público reagindo ao filme”.

Exibido no Olhar de Cinema do ano passado, o longa conta também com Diego Perin, Pedro Gabriel da Rocha, João Vitor da Silva, Cinara Vitor, José Castro, Mila Girassol, Paulo Matos, Patrícia Cipriano, Cassia Damasceno e Luiz Bertazzo no elenco.

Filipe Gontijo, diretor de Capitão Astúcia, no palco.

Outra ficção que marcou presença na 29ª edição do Festival de Cinema de Vitória foi Capitão Astúcia, de Filipe Gontijo, do Distrito Federal, que encerrou a mostra competitiva nacional de longas na sexta-feira, 23/09, no Teatro Glória.

Na trama, Santiago, interpretado por Paulo Verlings, é um ex-astro mirim frustrado com a carreira de pianista. Para escapar de um revival na TV, o rapaz se refugia com o avô, papel de Fernando Teixeira, mas encontra o velho decidido a se tornar super-herói. A parceria improvável vai se transformando em uma bela amizade conforme o neto é cativado pelo amor que o avô tem pela vida. À sua forma, Santiago se tornará um ajudante de super-herói para que o avô enfrente a velhice com a mesma valentia que encarna o herói Capitão Astúcia.

O diretor subiu ao palco e fez seu discurso: “Esse filme é resultado de um trabalho de mais de dez anos. Muitas idas e vindas, muitas turbulências até sair do papel. Muita coisa deu errado, mas os problemas que aconteciam resultavam em alguma coisa boa depois”. Com roteiro de Gontijo e Eduardo Gomes, o longa conta também com Nívea Maria, André Amaro, André Deca, Yudi Tamashiro, Lauro Montana, Cássia Gentile e Gleide Firmino no elenco.

Além de Capitão Astúcia, a programação de sexta-feira contou com os curtas-metragens nacionais em competição: Transviar, de Maíra Tristão; Sem Título #8: Vai Sobreviver, de Carlos Adriano; Calunga Maior, de Thiago Costa; e Uma Paciência Selvagem me Trouxe até Aqui, de Érica Sarmet.

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Fotos: Andie Freitas.

Mostra Falsos Documentários: Cinemateca Brasileira exibe filmes de Federico Fellini, Luis Buñel e Orson Welles

por: Cinevitor
Cena do filme Os Palhaços, de Federico Fellini.

Entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, em parceria com a Cinémathèque Française e com a Olho de Boi, a Cinemateca Brasileira realiza a Mostra Falsos Documentários – Como Contar uma Mentira; serão exibidos quatro longas-metragens, dois médias e um curta.

Entre os destaques da programação, estão: Os Palhaços, de Federico Fellini, em cópia 35mm com projeção na área externa; o brasileiro Procura-se, em sessão apresentada pelo diretor Rica Saito e pelo roteirista Marcos Kurtinaitis; e F for Fake: Verdades e Mentiras, de Orson Welles, em cópia restaurada a partir do negativo original.

As fronteiras entre filmes de ficção e documentários sempre foram tênues. Desde um dos primeiros documentários da história Nanook, o Esquimó (1922), de Robert Flaherty, o cinema documental utiliza ferramentas como a encenação e até a roteirização para retratar a realidade. Já a ficção sempre contou com improvisos e acidentes para tornar suas narrativas mais envolventes.

Em 1933, quando o cineasta surrealista Luis Buñel filmou o curta Terra Sem Pão, a linguagem documental foi usada para retratar situações e personagens inventados a fim de expor a miséria no extremo norte da província de Cáceres, na Espanha. Nasce o primeiro pseudodocumentário, ou falso documentário. A partir daí, usar a forma, as técnicas de câmera e o estilo do documentário para contar histórias ficcionais se expande para todos os gêneros, do terror à comédia.

Mockumentaries, found footage, teorias da conspiração, bastidores do rock e manuais de como ser um assassino em série. Todas essas mentiras contadas de maneira convincente se destacam na seleção da mostra com filmes que desafiam as concepções do verdadeiro e do falso. Vale lembrar que a entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos uma hora antes das sessões; clique aqui e confira as datas e horários.

Conheça os filmes da Mostra Falsos Documentários – Como Contar uma Mentira:

Aconteceu Perto da sua Casa (C’est arrivé près de chez vous), de Rémy Belvaux, André Bonzel e Benoît Poelvoorde (1992) (Bélgica)
F for Fake: Verdades e Mentiras, de Orson Welles (1973) (França/Irã/Alemanha)
Isto é Spinal Tap (This Is Spinal Tap), de Rob Reiner (1984) (EUA)
O Jogo da Guerra (The War Game), de Peter Watkins (1966) (Reino Unido)
Os Palhaços (I clowns), de Federico Fellini (1970) (Itália/França/Alemanha)
Procura-se, de Rica Saito (2013) (Brasil)
Terra sem Pão (Las Hurdes), de Luis Buñuel (1933) (Espanha)

Foto: Divulgação.

Documentários de Susanna Lira, Coraci Ruiz e Julio Matos são exibidos no 29º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor
A cineasta Susanna Lira no palco do festival.

Na terça-feira, 20/09, segundo dia da 29ª edição do Festival de Cinema de Vitória, a programação contou com a exibição de curtas-metragens das mostras Festivalzinho, Outros Olhares e Corsária no período vespertino, além de diversas atividades paralelas.

Depois, no Centro Cultural Sesc Glória, foi a vez da Mostra Competitiva Nacional de Curtas com O Dendê do Mestre Didi, de Beth Formaggini; Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro; Sideral, de Carlos Segundo; e Infantaria, de Laís Santos Araújo.

A noite encerrou com a exibição do longa em competição A Mãe de Todas as Lutas, da diretora Susanna Lira, de Torre das Donzelas, Mussum, um filme do Cacildis, Adriano Imperador, entre outros. O filme apresenta uma narrativa que recorre à memória para vislumbrar um futuro de mudanças sob a ótica feminina. O documentário acompanha a trajetória de Shirley Krenak e Maria Zelzuita, mulheres que estão na frente da luta pela terra no Brasil. Shirley traz a missão de honrar as mulheres e a sabedoria das Guerreiras Krenak, da região de Minas Gerais. Maria Zelzuita é uma das sobreviventes do Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, e suas trajetórias nos ligam ao conceito da violência e apropriação do corpo feminino.

No palco do Teatro Glória, Susanna discursou: “É muito raro que um documentário esteja na mostra competitiva de longas junto com outras ficções. Fico muito feliz e agradeço demais à curadoria. Esse filme eu fiz durante a pandemia e é um filme muito difícil porque é sobre a luta pela terra no Brasil pelo olhar de duas mulheres: uma indígena e uma negra, que são as pessoas que estão no front dessa luta. Espero que vocês aprendam com essas duas mulheres, porque elas me ensinaram muito”.

A diretora também aproveitou para saudar Bete Mendes, a homenageada nacional deste ano: “Estou muito feliz que o filme será exibido em um festival que está homenageando Bete Mendes, uma atriz que tem um histórico político importantíssimo. Obrigada por tudo que você fez e faz por nós. Fazer cinema com cunho político e social é muito difícil, mas a gente resiste”.

Julio Matos e Coraci Ruiz no festival.

Outro documentário que marcou a programação da 29ª edição do Festival de Cinema de Vitória foi Germino Pétalas no Asfalto, de Coraci Ruiz e Julio Matos, exibido na quinta-feira, 22/09, no Teatro Glória.

A trama acompanha Jack, que inicia seu processo de transição de gênero quando o Brasil mergulha em uma onda de extremo conservadorismo. O filme mostra as transformações em sua vida e no país, atravessados por um governo de extrema direita e por uma pandemia devastadora. Através de um relato íntimo do cotidiano de Jack e seus amigos, vemos florescer uma rede de afeto e solidariedade que se constitui em meio a um contexto adverso.

“Esse filme é parte de um processo que vivenciamos na nossa casa, na nossa família, durante a transição de gênero do nosso filho mais velho. Fizemos um outro filme sobre esse processo, que é o Limiar, que participou do festival no último ano. E esse novo filme continua um pouco desse nosso processo, dessa nossa busca e investigação desse momento de misturar nossa vivência familiar com nosso trabalho como documentaristas”, disse Coraci no palco durante a apresentação do filme.

A noite de quinta-feira também foi marcada pela emocionante homenagem para a atriz Bete Mendes, que foi recebida no palco por Lucia Caus, diretora do festival, e Fabrício Noronha, Secretário da Cultura do Espírito Santo. Ovacionada pelo público, Bete discursou: “Muito obrigada! Eu estou muito emocionada! A gente é gente. Gente que sente, é gente que quer ser feliz. E vocês estão me dando uma das maiores felicidades da minha vida. Eu queria dizer que essa homenagem me deixa mais que emocionada, me deixa grata. Nós que lutamos pela arte, pela liberdade, pelo fazer cultural, lutamos pela democracia”.

A programação contou também com exibições de curtas-metragens em competição: Hospital de Brinquedos, de Georgina Castro; Como Respirar Fora D’água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros; Orixás Center, de Mayara Ferrão; e Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli.

*O CINEVITOR está em Vitória e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Thais Gobbo.

Com Dave Bautista, Batem à Porta, de M. Night Shyamalan, ganha trailer oficial

por: Cinevitor
O filme ainda não tem data de estreia no Brasil.

O aclamado e visionário diretor M. Night Shyamalan, de O Sexto Sentido, A Vila, Fragmentado, entre outros, voltará aos cinemas em breve com Batem à Porta, no original, Knock at the Cabin.

De férias em um chalé distante, uma jovem e seus pais são feitos reféns por quatro estranhos armados que exigem uma escolha inimaginável da família para evitar o apocalipse. Com acesso limitado ao mundo exterior, a família deve decidir no que realmente acredita antes que tudo esteja perdido.

O elenco conta com Dave Bautista, Jonathan Groff, Ben Aldridge, Nikki Amuka-Bird, Kristen Cui, Abby Quinn e Rupert Grint. O roteiro, baseado no best-seller O Chalé no Fim do Mundo, de Paul Tremblay, é assinado por Shyamalan ao lado de Steve Desmond e Michael Sherman.

Confira o trailer de Batem à Porta, que ainda não tem data de estreia definida:

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

Cine Ceará 2022: Camila Pitanga será homenageada na 32ª edição

por: Cinevitor
A atriz receberá o Troféu Eusélio Oliveira pelo conjunto da obra.

A 32ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 7 e 13 de outubro, acaba de anunciar que Camila Pitanga, atriz, diretora e embaixadora da ONU Mulheres no Brasil, será uma das personalidades homenageadas deste ano.

Porta-voz de diferentes causas do país, a escolha de Camila vai ao encontro da edição do evento neste ano: mostrar os diferentes Brasis que cabem dentro do Brasil. A atriz será agraciada com o Troféu Eusélio Oliveira no sábado, dia 8 de outubro, mesmo prêmio recebido pelo seu pai, o também ator Antonio Pitanga, em 2018.

Camila Pitanga é um dos nomes mais celebrados das artes brasileiras. Formada em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro com habilitação em Teoria Teatral, consagrou-se vencedora do prêmio de melhor atriz pelo Festival do Rio com o longa Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, filme que marca o início de sua parceria com Beto Brant, cineasta com quem dirigiu o documentário sobre seu pai, Pitanga, elogiado pelo público e pela crítica que lhe concedeu o prêmio de melhor filme brasileiro na 40ª edição da Mostra de São Paulo.

A longa carreira da atriz no audiovisual começa aos cinco anos de idade no filme Quilombo (1986), de Cacá Diegues. Em 1991, ela começou os estudos no Tablado e, em seguida, debutou na televisão com a minissérie Sex Appeal, em 1993, da Rede Globo, que lhe abriu portas para diversas novelas de sucesso, como Fera Ferida, A Próxima Vítima, Porto dos Milagres, Mulheres Apaixonadas, Lado a Lado, Velho Chico, e o grande sucesso Paraíso Tropical.

Seu primeiro grande papel é visto em Caramuru – A Invenção do Brasil, de 2001, que expõe o talento da atriz para a comédia. De maneira seletiva, Camila escolhe principalmente os pequenos filmes e as produções ousadas, como Redentor, de Claudio Torres; O Signo do Caos, de Rogério Sganzerla; e Sal de Prata, de Carlos Gerbase. Vale destacar também sua participação na comédia popular Saneamento Básico, O Filme, produção de Jorge Furtado na qual divide a cena com Wagner Moura, Fernanda Torres, Lázaro Ramos e Paulo José.

Recentemente, no fim de 2021, após quase 20 anos de contrato com a Rede Globo, ela assinou com a plataforma de streaming HBO Max, onde, além de atuar em novas produções, abraça projetos como produtora executiva e criadora. Para as telonas, acaba de filmar a primeira etapa de Malês, filme dirigido por seu pai, Antonio Pitanga, ainda sem data de estreia definida; bem como é produtora executiva de Iemanjá, longa em fase de produção do diretor Carlos Saldanha, que transportará o universo dos orixás para o de super-heróis. 

Anunciado anteriormente, a atriz e produtora Teta Maia e o músico Ednardo também serão homenageados nesta edição com o Troféu Eusélio Oliveira.

Foto: Netun Lima/Universo Produção.

Dirigido por Cristiano Burlan, A Mãe, com Marcélia Cartaxo, abre o 29º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor
Cristiano Burlan e Marcélia Cartaxo na noite de abertura.

Maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo e um dos principais do Brasil, o 29º Festival de Cinema de Vitória começou nesta segunda-feira, 19/09. Com apresentação de Johnny Massaro e Bryce Caniçali, a cerimônia de abertura aconteceu no Centro Cultural Sesc Glória.

Neste ano, a programação conta com mostras competitivas e exibição de 83 filmes ao longo do evento, debates com os realizadores, homenagens e atividades de formação. No palco, Larissa Caus Delbone Vieira, coordenadora executiva do festival, disse: “Estou emocionada com esse reencontro presencial com filmes inéditos”.

Na noite de abertura, as exibições começaram com a Mostra Foco Capixaba e cinco curtas-metragens: Marés, de Thais Helena Leite; Kikazaru, de Matheus Cabral; Latasha, de Alex Buck; Noites em Pandemia, de Ricardo Sá; e Makumba, de Emerson Evêncio. Na sequência, foi a vez da Mostra Competitiva Nacional de Longas com A Mãe, de Cristiano Burlan.

Roteirizado por Burlan e Ana Carolina Marino, o longa tem ao centro Maria, interpretada por Marcélia Cartaxo, uma mulher que procura seu filho que pode ter sido assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde moram. Maria embarca, então, numa jornada em busca desse filho, e precisa enfrentar a burocracia opressora das grandes metrópoles para poder vê-lo uma última vez. Assim, A Mãe coloca o foco em outro elemento afetado pelo genocídio sistemático nas periferias brasileiras: como ficam as matriarcas que perdem seus filhos e filhas?

O longa abriu a 29ª edição do festival.

O filme, que fez sua estreia no Festival de Málaga e rendeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante para Debora Silva Maria, dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo diretor com documentários e ficções que visam trazer humanidade para as populações periféricas. A produção é assinada pela Bela Filmes, e tem coprodução da Filmes da Garoa e Cup Filmes.

Além de Cartaxo, que foi premiada recentemente no Festival de Gramado por sua atuação no longa, que também levou os kikitos de melhor direção e melhor desenho de som, o elenco conta com Dunstin Farias, Helena Ignez, Rubinho, Carlos Meceni, Hélio Cícero, Henrique Zanoni, Ana Carolina Marinho, Dinho Lima Flor, Mawusi Tulani, Gabriela Rabelo, Che Moais, André Luis Patrício, Walter Figueiredo, Eduardo Acaiabe, Kiko Marques, Gustavo Canovas, Tuna Dwek, Anna Zêpa, Badu Morais, Rodrigo Sanches, Esther Hwuang, Jordan Brigadeirão, entre outros.

No palco, Burlan e Marcélia apresentaram o filme: “Queria agradecer ao festival pela seleção e por estar aqui pela primeira vez e também ao lado dessa companheira de luta e de trabalho; essa força incrível da natureza que é Marcélia Cartaxo”, disse o diretor.

A atriz, que foi premiada no festival em 2019 por Pacarrete e O Seu Amor de Volta (Mesmo que Ele Não Queira) e homenageada no ano passado, também discursou: “Estou muito feliz de estar aqui mais uma vez! Estou contente também pelo fato de estarmos nessa luta, nessa resistência e fazendo o que a gente gosta. É muito importante mostrar a evolução do cinema brasileiro com todos esses artistas que temos. Sou uma representante das mulheres nesse universo tão diverso que proporciona espaços incríveis para nós. Nunca abandonem a arte. Precisamos sonhar grande. Amo essa vida”, finalizou sendo ovacionada pelo público.

*O CINEVITOR está em Vitória e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Andie Freitas.

14º CINEFANTASY: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Natalia Solián no longa Huesera, de Michelle Garza Cervera.

Foram anunciados neste domingo, 18/09, os vencedores da 14ª edição do CINEFANTASY – Festival Internacional de Cinema Fantástico, considerado um dos principais festivais de vanguarda do cinema fantástico no continente e membro fundador da FANTLATAM – Aliança de Festivais de Cinema Fantástico da América Latina, com direção de Monica Trigo, Eduardo Santana e Filippo Pitanga.

A programação deste ano contou com mais de cem filmes, entre eles, 14 longas, 92 curtas-metragens e cinco filmes convidados da mostra Final Girls Berlin. As exibições aconteceram em diversos locais da cidade de São Paulo, como Reserva Cultural e Cine Satyros Bijou.

Conheça os vencedores do 14º CINEFANTASY:

LONGAS-METRAGENS
*Júri: Claudia Ruiz, Francisco Cesar Filho, Javier Fernandez e Sérgio Alpendre

Melhor Filme: Huesera, de Michelle Garza Cervera (Peru/México)
Melhor Direção: Michelle Garza Cervera, por Huesera
Melhor Roteiro: Bipolar, escrito por Queena Li
Melhor Atriz: Natalia Solián, por Huesera
Melhor Ator: Fabrício Boliveira, por Mungunzá
Menção Honrosa: Mundo Proibido, de Alê Camargo e Camila Carrossine (Brasil)

Justificativa de melhor filme: longa de estreia da mexicana Michelle Garza Cervera, Huesera impressiona pela maneira como somos assombrados pelo fantástico, numa trama envolvente e bem filmada sobre os medos da maternidade, sem deixar de lado questões que seguem atuais como mansplaining e gaslighting.

Justificativa da Menção Honrosa: Mundo Proibido, de Alê Camargo e Camila Carrossine cumpre o desafio de fazer uma aventura espacial inteiramente feita em 3D e produzida de forma independente. Esta menção propõe dar visibilidade ao cinema de animação latino-americano e também incentivar o apoio institucional estatal e privado, para estimular a criação de novas produções do cinema de animação brasileiro.

JÚRI POPULAR

Melhor longa-metragem: Mundo Proibido, de Alê Camargo e Camila Carrossine (Brasil)
Melhor curta-metragem: Selo, de Alessandro Corrêa (Brasil)

INDICAÇÃO GRANDE PRÊMIO FANTLATAM 2023
Longa-metragem: O Olho e a Parede (The Eye And The Wall), de Javier del Cid (Guatemala)
Curta-metragem: Blackout, de Rodrigo Grota (Brasil)

CURTA BRASIL FANTÁSTICO
*Júri: Kátia Nascimento, Kiko Mollica e Pablo Ferreira

Melhor Filme: O Peixe, de Natasha Jascalevich

Justificativa: pela capacidade de criar o fantástico a partir de elementos cotidianos e investigando o prazer feminino.

CURTA HORROR
*Júri: Laura Cánepa, Marcos DeBrito e Matheus Maltempi

Melhor filme: Cruzeiro (Cruise), de Sam Rudykoff (Canadá)
Menção Honrosa: Amara, de Danielle Amaral e Fernando Pompeu Neto (Brasil)

Justificativa de melhor filme: pelo bom engajamento com o público, excelente direção de atores e ótimo valor de produção. A discussão do mundo do trabalho foi aliada ao gênero horror, trazendo desorientação e suspense com uma importante crítica social.

Justificativa da Menção Honrosa: pela sofisticação do desenho de produção e ousadia da linguagem cinematográfica.

CURTA FANTÁSTICO BLACK POWER
*Júri: Maria Shu, Natara Ney e Raul Perez

Melhor Filme: Mil Vinny’s – Suíte Cachoeirana, de Luan Santos (Brasil)

Justificativa: pela inventividade na linguagem, por trazer a cidade como elemento central na narrativa, por utilizar a trilha sonora como fio condutor fugindo da reiteração de signos e por escolher uma montagem inteligente que brinca com a linguagem cinematográfica.

CURTA FICÇÃO CIENTÍFICA
*Júri: Alfredo Suppia, Celso Sabadin e Sabrina Paixão

Melhor Filme: O Pulverizador (The Sprayer), de Farnoosh Abedi (Irã)
Menção Honrosa: Alcançar o Vórtex (Alcanzar El Vortice), de Pedro Poveda (Espanha)

Justificativa de melhor filme: consideramos o apuro estético das técnicas de animação aliado à atualidade e emergência de sua denúncia política, bem como uma sensibilidade fina em sua composição visual poética que transmite diversas camadas de significados narrativos sem ser demagógico ou superficial.

Justificativa da Menção Honrosa: gostaríamos de registrar menção honrosa pelo despojamento, utilização adequada e criativa da linguagem do curta-metragem e perspicácia no uso do humor sarcástico como crítica social.

CURTA MULHERES FANTÁSTICAS
*Júri: Flavia Guerra, Sabrina Greve e Vanessa Prietro

Melhor Filme: Futuros Amantes, de Jessika Goulart (Reino Unido)
Menção Honrosa: Triskelion, de Jessica Raes (Bélgica)

Justificativa de melhor filme: nosso prêmio principal vai para um filme que une diversas dimensões do fantástico para falar, acima de tudo, de afeto. Com produção enxuta, roteiro e direção bem construídos, o filme nos apresenta uma ficção científica em um Brasil futurista e distópico, mas em que ainda há espaço para, o que de fato vai nos salvar, o amor.

Justificativa da Menção Honrosa: a curadoria nos revelou um olhar plural e instigante sobre o universo fantástico construído por mulheres de diversos países. Nossa menção honrosa vai para um filme que nos conta uma história com encantamento e poesia, com domínio da técnica de animação para narrar, de forma original, a origem de um símbolo já tão propagado mas, na verdade, pouco compreendido.

CURTA FANTASIA
*Júri: Danilo do Carmo, Euller Felix e Helena Vieira

Melhor Filme: Lã Quente (Hot Wool), de Tony Olsen (Nova Zelândia)
Menção Honrosa: Valentina Versus, de E. M. Z. Camargo e Anne Lise Ale (Brasil)

Justificativa de melhor filme: o premiado volta à uma das fontes primordiais do fantástico, o universo das fábulas. A montagem do filme traz a precisão da contação de histórias aprimoradas ao longo de gerações dessa tradição para a forma cinematográfica. Personagens arquetípicos e uma estética de época tornam atemporal uma narrativa nova e original.

Justificativa da Menção Honrosa: por trazer às telas a discussão do machismo e comportamento tóxico do universo dos games utilizando os recursos narrativos e estéticos desse mesmo universo. Temas tão caros a sociedade contemporânea são tratados em linguagem jovem através de uma narrativa que submerge junto com seus protagonistas no universo fantástico dos games e jogos de RPG.

CURTA AMADOR/ESTUDANTE
*Júri: Diaulas Ulysses, Marciel Consani e Priscila Machado

Melhor Filme: A Botija, o Beato e a Besta-fera, de Túlio Beat (Brasil)
Menção Honrosa: O Prazer de Matar Insetos, de Leonardo Martinelli (Brasil)

Justificativa de melhor filme: pela direção bem conduzida do elenco dentro da proposta, além dos destaques para a primorosa direção de arte e os belos planos e enquadramentos da direção de fotografia. Merece destaque o trabalho de áudio e, particularmente da trilha sonora, que emprega elementos da identidade nordestina como o timbre da Rabeca e a escala modo mixolídio.

Justificativa da Menção Honrosa: chamou atenção principalmente pela forma que a narrativa foi construída, pela escolha dos elementos de arte e a bela atuação do elenco.

CURTA ANIMAÇÃO
*Júri: Duarte Dias, Gabrielle Schauerhuber e Victor-Hugo Borges

Melhor Filme: Lágrimas do Sena (Les Larmes De La Seine), de Alice Letailleur (França)
Menção Honrosa: Mesa, de João Fazenda (Portugal)

Justificativa de melhor filme: o filme tem impacto narrativo e técnico inquestionável, nos faz refletir sobre a banalidade da violência pelo ponto de vista da personagem e leva à tona o massacre, que até há pouco tempo, havia sido esquecido pelo povo francês.

Justificativa da Menção Honrosa: o curta é um exemplo de carisma, construção, design e criatividade. Do início até o fim ele representa bem o fluxo social/vida; foi um dos filmes mais divertidos de assistir.

CURTA ESPANHA FANTÁSTICA
*Júri: Daniel Peñaloza, Gustavo Valdivia, Hassler Salgar e Lina Duran

Melhor Filme: A Luz (La Luz), de Iago Soto

Justificativa: o curta mais original da categoria e conta uma história sombria que cativa o espectador; colocando como protagonistas: a luz e a escuridão, e conseguindo com isso uma fotografia precisa que se complementa com uma arte da época, rústica, rural, sinistra.

CURTA FANTASTEEN/PEQUENOS FANTÁSTICOS
*Júri: Alan Medina, Ariel Nobre e Carol Ballan

Melhor Filme: O Peixe Vermelho (The Red Fish), de Bassem Ben Brahim (Tunísia)

Justificativa: pela linguagem poética e acessível, e o uso de diferentes técnicas de animação que constroem uma narrativa original.

CURTA FANTÁSTICA DIVERSIDADE
*Júri: Celso Duvecchi, Gabriel Lodi e Maura Ferreira

Melhor Filme: Eu, Sereia (I, Mermaid), de Augusto Almoguera (Espanha)
Menção Honrosa: Ausência, de Alexia Araujo (Brasil)

Justificativa de melhor filme: com direção de Augusto Almoguera, que com sutileza e profundidade, escancara a estrutura transfóbica dos afetos nessa obra. Destacamos o excelente trabalho de fotografia e direção de arte, bem como a maravilhosa trilha sonora.

Justificativa da Menção Honrosa: por um trabalho interessante em uma animação comovente que dialoga bem com a proposta da mostra.

Prêmio CTAv:
O Peixe, de Natasha Jascalevich (Brasil)

Prêmio AIC DE CINEMA
Estática, de Gabriela Queiroz (Brasil)

Prêmio DOT CINE
Don Javier, de Cadu Rosenfeld (Brasil)

Foto: Machete/Disruptiva Films.

The Fabelmans, de Steven Spielberg, é o grande vencedor do Festival de Toronto 2022

por: Cinevitor
Paul Dano, Mateo Zoryon Francis-DeFord e Michelle Williams em The Fabelmans.

Foram anunciados neste domingo, 18/09, os vencedores da 47ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto. Conhecido como um termômetro para o Oscar, o festival, um dos mais importantes do mundo, entrega o prêmio de melhor filme para o longa mais votado pelo público. Neste ano, o drama The Fabelmans, de Steven Spielberg, se consagrou como o grande campeão.

Com Michelle Williams, Paul Dano, Seth Rogen, Gabriel LaBelle, Jeannie Berlin, Julia Butters, Robin Bartlett, Keeley Karsten, Judd Hirsch e Mateo Zoryon Francis-DeFord no elenco, The Fabelmans é considerado o filme mais pessoal de Steven Spielberg até agora por ser baseado na sua paixão de infância e na dinâmica familiar que encontrou seu caminho em seu trabalho. Na trama, crescendo no Arizona da era pós Segunda Guerra Mundial, um jovem chamado Sammy Fabelman descobre um segredo de família e explora como o poder dos filmes pode ajudá-lo a enxergar a verdade.

Apresentado pela Shawn Mendes Foundation, o Prêmio Changemaker é concedido a um cineasta emergente cujo filme aborda questões de mudança social; o vencedor é escolhido por um grupo de jovens cinéfilos. Enquanto isso, a Canada Goose abraça a diversidade em todas as suas formas e definições, incluindo técnica e paixão que transporta a narrativa para a tela, e apresenta o Prêmio Amplify Voices aos três melhores filmes de cineastas sub-representados.

Entre os filmes desta edição, o cinema brasileiro marcou presença com alguns títulos, entre eles: Miúcha, a Voz da Bossa Nova, de Daniel Zarvos e Liliane Mutti, na mostra TIFF Docs; Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, uma coprodução entre Brasil e Portugal, na mostra Wavelengths; e Carvão, primeiro longa-metragem de Carolina Markowicz, na mostra Platform. Além disso, no júri do Prêmio FIPRESCI, formado por membros da Federação Internacional de Críticos de Cinema, o Brasil foi representado pelo crítico Márcio Sallem, do Cinema com Crítica.

Entre os documentários, Maya and the Wave, dirigido por Stephanie Johnes, ficou em segundo lugar no voto do público. O filme acompanha a surfista brasileira campeã mundial Maya Gabeira, que luta contra ondas monstruosas e contra o chauvinismo no campo do surf competitivo. Além disso, a trama segue a atleta em busca de quebrar um recorde mundial na cidade portuguesa de Nazaré, conhecida por suas ondas grandes. A cineasta acompanha Maya ao longo de vários anos enquanto ela persevera em meio a contratempos, lesões e uma experiência de quase morte para perseguir seu objetivo. O filme ganha uma intimidade com Maya e sua família: a força de sua mãe, a estilista Yamê Reis, e seu pai, Fernando Gabeira.

Neste ano, nomes importantes foram homenageados no Festival de Toronto: o ator Brendan Fraser recebeu o TIFF Tribute Award for Performance por seu trabalho em The Whale, de Darren Aronofsky; o cineasta Sam Mendes recebeu o TIFF Ebert Director Award; o elenco de My Policeman, filme dirigido por Michael Grandage, foi consagrado com o TIFF Tribute Award for Performance; a compositora islandesa Hildur Guðnadóttir foi homenageada com o TIFF Variety Artisan Award; a cineasta Sally El Hosaini foi honrada com o TIFF Emerging Talent Award; a atriz Michelle Yeoh recebeu o TIFF Share Her Journey Groundbreaker Award; e a cantora canadense Buffy Sainte-Marie foi honrada com o Jeff Skoll Award in Impact Media.

Em comunicado oficial, Cameron Bailey, CEO do TIFF, disse: “2022 trouxe uma seleção excepcional de filmes que animaram o público do festival em todo o mundo. Nossa programação apresentou autores amados ao lado de novas vozes no cinema, incluindo várias mulheres poderosas. O TIFF recebeu convidados, imprensa, indústria, estrelas internacionais e diretores de volta à cidade e aos cinemas. A ampla gama de narrativas cinematográficas de todo o mundo é uma prova da singularidade dos filmes que estão sendo feitos. Estamos muito gratos e orgulhosos do festival deste ano”.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Toronto 2022:

MELHOR FILME | People’s Choice Award
The Fabelmans, de Steven Spielberg (EUA)
2º lugar: Women Talking, de Sarah Polley (EUA)
3º lugar: Glass Onion: Um Mistério Knives Out, de Rian Johnson (EUA)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | People’s Choice Documentary Award
Black Ice, de Hubert Davis (Canadá)
2º lugar: Maya and the Wave, de Stephanie Johnes (EUA)
3º lugar: 752 Is Not A Number, de Babak Payami (Canadá)

PRÊMIO MOSTRA MIDNIGHT MADNESS | People’s Choice Award
Weird: The Al Yankovic Story, de Eric Appel (EUA)
2º lugar: Pearl, de Ti West (EUA)
3º lugar: The Blackening, de Tim Story (EUA)

PRÊMIO MOSTRA PLATFORM
Júri: Patricia Rozema, Iram Haq e Chaitanya Tamhane
Melhor Filme: Riceboy Sleeps, de Anthony Shim (Canadá)

PRÊMIO CHANGEMAKER | Shawn Mendes Foundation
Something You Said Last Night, de Luis De Filippis (Canadá/Suíça)

PRÊMIO AMPLIFY VOICES
Júri Canadense: Ann Marie Fleming, Anne Émond e Nathan Morlando
Melhor Filme Canadense: To Kill a Tiger, de Nisha Pahuja
Menção Especial
: Viking, de Stéphane Lafleur
Júri BIPOC: Albert Shin, Jennifer Holness e Luisa Alvarez Restrepo
Melhor Filme: Leonor Will Never Die, de Martika Ramirez Escobar (Filipinas) e While We Watched, de Vinay Shukla (Reino Unido)
Menção Especial: Buffy Sainte-Marie: Carry It On, de Madison Thomas (Canadá)

PRÊMIO IMDbPro | CURTA-METRAGEM
Júri: Lisa Haller, Sally Lee e Thyrone Tommy
Melhor Filme: Snow in September (9-р Сарын Цас), de Lkhagvadulam (Dulmaa) Purev-Ochir (Mongólia/França)
Menção Honrosa: Airhostess-737, de Thanasis Neofotistos (Grécia)
Melhor Filme Canadense: Simo (سيمو), de Aziz Zoromba
Menção Honrosa: Same Old, de Lloyd Lee Choi
IMDbPro Short Cuts Share Her Journey Award: Nanitic, de Carol Nguyen (Canadá)

PRÊMIO FIPRESCI
Júri: Andrea Crozzoli, Andrew Kendall, Márcio Sallem (Brasil), Marriska Fernandes e Max Borg
A Gaza Weekend, de Basil Khalil (Reino Unido/Palestina)

PRÊMIO NETPAC
Júri: Dr. Ida Yoshinaga e Diana Ashimova
Sweet As, de Jub Clerc (Austrália)

*Clique aqui e confira a lista com as justificativas dos júris.

Foto: Universal Studios/Amblin Entertainment.

Medida Provisória, de Lázaro Ramos, é o grande vencedor do 26º Inffinito Film Festival

por: Cinevitor
Taís Araujo em Medida Provisória, de Lázaro Ramos.

Foram anunciados neste sábado, 17/09, em Miami, os vencedores do Troféu Lente de Cristal da 26ª edição do Inffinito Film Festival, maior e mais importante festival de cinema brasileiro realizado no exterior. Dirigido por Lázaro Ramos, Medida Provisória se destacou e foi premiado em três categorias, entre elas, melhor filme.

A cerimônia de encerramento, que teve show de Adriana Calcanhotto no Miami Beach Bandshell, contou com a presença de diretores, atores e produtores, como: Eduardo Moscovis, Suzana Pires, Bárbara Paz, Laís Bodanzky, Denise Saraceni, Lô Politti, Joel Zito Araújo, Gustavo Rosa de Moura, Debora Ivanov, Tiago Rezende e Carlos Moletta. Os convidados do festival passaram a semana em Miami divulgando seus filmes e fazendo negócios com profissionais da indústria cinematográfica americana e latina.

De 11 a 17 de setembro, a mostra competitiva de longas-metragens exibiu no cinema Tower Theater Miami oito longas-metragens da recente safra de filmes brasileiros, que concorreram ao Troféu Lente de Cristal. O júri, formado por profissionais da indústria audiovisual norte-americana, latina e brasileira, reuniu o cineasta cubano Sebastian Barriuso, a roteirista brasileira Julia Priolli, a distribuidora independente americana Joanne Butcher, o diretor brasileiro Joel Zito Araújo, a atriz e roteirista brasileira Suzana Pires, o cineasta americano John Maass e a produtora brasileira Liliana Kawase.

Até o dia 25/09, o festival continua com suas já tradicionais mostras virtuais disponíveis para o público americano. Serão exibidos no total 57 filmes inéditos nos Estados Unidos, sendo 10 documentários e 19 curtas em competição; e 28 em mostras paralelas. De Porto Rico ao Alasca, as produções estão disponíveis na primeira plataforma internacional de streaming dedicada exclusivamente ao audiovisual brasileiro.

O Inffinito Film Festival teve início em 1997 quando Adriana L. Dutra, Cláudia Dutra e Viviane Spinelli idealizaram o Brazilian Film Festival em Miami, no ano em que foi promulgada a Lei do Audiovisual, que tirou as produções nacionais da estagnação e impulsionou no Brasil o movimento da Retomada. De lá para cá, elas realizaram 88 festivais em 13 cidades no mundo e exibiram mais de dois mil filmes nacionais para um público de mais de dois milhões de pessoas. 

Conheça os vencedores do Inffinito Brazilian Film Festival 2022:

JÚRI OFICIAL

Melhor Filme: Medida Provisória, de Lázaro Ramos
Melhor Direção: Laís Bodanzky, por A Viagem de Pedro 
Melhor Fotografia: A Viagem de Pedro, por Pedro Marques
Melhor Roteiro: Medida Provisória, escrito por Lusa Silvestre, Lázaro Ramos, Aldri Anunciação e Elisio Lopes Junior
Melhor Ator: Rômulo Braga, por Sol
Melhor Atriz: Monique Alfradique, por Bem-vinda a Quixeramobim
Melhor Ator Coadjuvante: Seu Jorge, por Medida Provisória
Melhor Atriz Coadjuvante: Carolina Monte Rosa, por Por que Você Não Chora?
Melhor Elenco: Ela e Eu, de Gustavo Rosa de Moura

JÚRI POPULAR

Melhor Filme: Bem-vinda a Quixeramobim, de Halder Gomes
Melhor Documentário: Já que Ninguém me Tira pra Dançar, de Ana Maria Magalhães
Melhor curta-metragem: Ato, de Bárbara Paz e Liberdade, de João Manteufel

Foto: Divulgação/Elo Company.

16ª CineBH: conheça os filmes selecionados; atriz Rejane Faria será homenageada

por: Cinevitor
Homenageada: Rejane Faria em Marte Um, de Gabriel Martins.

Depois de dois anos em formato on-line, a CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte realizará sua 16ª edição entre os dias 20 e 25 de setembro, ocupando 11 espaços da capital mineira. A seleção traz 120 filmes nacionais e internacionais em pré-estreias, mostras temáticas e sessões populares a céu aberto.

Além disso, acontecem debates, rodas de conversa, encontros de negócios, oficina, masterclasses e workshops internacionais e a realização do 13º Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting, evento de mercado do cinema brasileiro, com o objetivo de discutir e revelar o cinema nacional do futuro.

Serão seis dias com atividades gratuitas para todas as idades e públicos, em uma temporada audiovisual de formação, reflexão, exibição e difusão do cinema brasileiro em intercâmbio com outros países e em conexão com outras artes e a cidade. Além da programação presencial, a CineBH também oferecerá atividades no formato on-line, sessões de cinema e debates.

A sessão de abertura será na noite de 20 de setembro, terça, às 20h, no Cine Theatro Brasil Vallourec, com a exibição em pré-estreia de Os Ossos da Saudade, dirigido pelo mineiro Marcos Pimentel, cujo projeto de desenvolvimento foi vencedor do Brasil CineMundi, em 2015. O filme é narrado a partir das vivências de personagens que habitam os territórios do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde, a partir de ausências e do sentimento que dá título ao longa-metragem.

A 16ª edição da Mostra CineBH apresenta um novo viés conceitual: o de celebrar e refletir a produção latino-americana, trazendo para o Brasil seus irmãos de continente e colocando-os em contato direto com olhares vários que poderão constatar a efervescência da produção que marca o território. A temática proposta é Cinema latino-americano: quais são as imagens da internacionalização?. A questão foi levantada pela curadoria, sob coordenação de Cleber Eduardo, para trazer ao debate a complicada relação entre o que se faz nos filmes de continente e aquilo que efetivamente chama atenção nas telas do mundo; e o quanto de legitimação por várias instâncias (festivais, circuitos de exibição, canais de TV e streaming) é necessário para determinados títulos furarem a bolha.

Diversas perguntas vão pautar os debates e também permeiam a própria escolha dos filmes da Mostra Continente, que exibirá 15 longas-metragens de 11 países da América Latina e América Central. No recorte, estão títulos de trajetória premiada, como os brasileiros Noites Alienígenas, de Sérgio de Carvalho, e Casa Vazia, Giovani Borba, ambos consagrados no Festival de Gramado; e algumas revelações da mostra, como a inusitada ficção científica cubana Coração Azul, de Miguel Coyula.

A homenageada da CineBH em 2022 será a atriz mineira Rejane Faria, que tem se destacado no teatro, no cinema e na TV/streaming nos últimos anos. Formada em artes cênicas pela UNI-BH e em teatro pela UFMG, Rejane, 61 anos, foi uma das fundadoras, em 2007, do coletivo Quatroloscinco – Teatro do Comum, um dos principais grupos cênicos da capital mineira desde então. Sua estreia nas telas de cinema foi no curta-metragem Quinze, de Maurílio Martins, iniciando expressiva parceria com a produtora mineira Filmes de Plástico. Com a FdP, participou dos filmes Rapsódia para um Homem Negro, Nada e Marte Um, de Gabriel Martins; Temporada, de André Novais Oliveira; e No Coração do Mundo, de Maurílio Martins e Gabriel Martins. Na Globoplay, participou da série Segunda Chamada. Alguns desses títulos irão compor a Mostra Homenagem, além da presença de Rejane Faria numa sessão comentada.

A 16ª Mostra CineBH reúne uma seleção de 120 filmes nacionais e internacionais, em pré-estreias mundiais e nacionais distribuídos em oito mostras temáticas: Mostra Continente, Mostra Homenagem, Mostra Brasil, Mostra Diálogos Históricos, Mostra A Cidade em Movimento, Sessão na Praça, Mostrinha e Sessões Cine-Escola.

Além da Mostra Continente e da Mostra Homenagem, a CineBH 2022 terá um recorte exclusivo para o cinema brasileiro na Mostra Brasil, com curadoria de Camila Vieira e Marcelo Miranda, exibindo 6 longas e 25 curtas-metragens contemporâneos. Entre os selecionados, estão títulos em pré-estreia nacional, como A Cidade dos Abismos, de Priscyla Bettim e Renato Coelho, e Receba!, de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna.

Marcélia Cartaxo em A Mãe, de Cristiano Burlan: destaque da programação.

A mostra A Cidade em Movimento, recorte com curadoria de Paula Kimo, exibe produções independentes de Belo Horizonte e região metropolitana em diálogo direto com a vivência nas cidades. Este ano, o tema é Olhar a Cidade, pautado em filmes que vislumbram os espaços urbanos como territórios vivos e dinâmicos, em constante transformação nas movimentações do tecido social, político e urbano que os compõem. Ao todo são 27 filmes em exibição, seguidos de rodas de conversa com participação de convidados e equipe dos filmes.

A Sessão na Praça, que acontece na Praça da Liberdade, um dos cartões postais de Belo Horizonte, exibe oito filmes brasileiros para toda a família, garantindo diversão para todas as idades. Entre os títulos estão as comédias Maria do Caritó, de João Paulo Jabour e Não Vamos Pagar Nada, de João Fonseca, o romance Eduardo e Mônica, de René Sampaio, e o documentário musical Belchior – Apenas um Coração Selvagem, de Camilo Cavalcanti e Natália Dias. Terá também duas sessões dedicadas ao público infantil, que além da exibição de filmes, contará com apresentações circenses e show de mágica.

A mostra Diálogos Históricos contou com a curadoria do crítico e pesquisador boliviano Sebastian Morales Escoffier, que selecionou três longas-metragens da Bolívia, em diálogo com a temática desta edição. Escoffier estará no evento para debater cada um deles com a plateia. Os títulos são: Como duele ser pueblo, de Hugo Roncal; El olor de tu ausencia, de Eddy Vasquez; e Lo más bonito y mis mejores años, de Martin Boulocq.

Tem sessão para toda família, com a realização da Mostrinha de Cinema que acontecerá nos dias 24 e 25 de setembro, sábado e domingo, em Santa Tereza, na Sala do Minas Tênis Clube, na Praça da Liberdade. As sessões serão acompanhadas pelos personagens da Turma do Pipoca e intervenções circenses.

Por fim, a programação de filmes da 16ª CineBH oferece Sessões Cine-Escola para estudantes e educadores. As sessões serão realizadas nos dias 21 e 22 de setembro (quarta e quinta-feira), na faixa das 8h (turno manhã) e 14h (turno tarde), no Grande Teatro do Sesc Palladium, Teatro Sesiminas e Cine Santa Tereza. Ao todo serão promovidas seis sessões Cine-Escola, seguidas pelos Cine-Debates, para alunos a partir de cinco anos de idade, com exibição de 16 filmes brasileiros que abordam temas universais e educativos para a formação de crianças e jovens e visam beneficiar mais de três mil alunos.

A programação segue com a 13ª edição do Brasil CineMundi, evento de mercado do cinema brasileiro, que acontece em edições anuais e consecutivas desde 2010 na programação da CineBH, sendo a principal plataforma de rede de contatos e negócios para a produção do país em relação com outros profissionais do mundo todo. O programa realiza o intercâmbio entre mercado e projetos de filmes brasileiros para potencializar conexões entre realizadores independentes, potenciais parceiros e troca de ações e informações. O Brasil CineMundi seleciona diversos projetos para compor rodadas de negócio em encontros de realizadores com produtores para orientações de diversos profissionais que possam auxiliar na viabilidade das propostas.

Em 2022, 41 convidados de 13 países representantes da indústria mundial do audiovisual desembarcam na capital mineira para conhecer e fazer negócios com os 41 projetos selecionados em cinco categorias, sendo quatro para trabalhos em desenvolvimento: Horizonte (representam o horizonte de temas, diversidade e criação do audiovisual brasileiro), Doc Brasil Meeting (documentários), Foco Minas (projetos de Minas Gerais) e Paradiso Multiplica (no segundo ano de parceria com o Projeto Paradiso, incubadora de talentos). A quinta categoria, Wip – Primeiro Corte é dedicada a projetos em fase de pós-produção com um primeiro corte (work in progress).

Os projetos recebem consultorias com tutores especializados, além de outras atividades de formação como laboratório de desenvolvimento, masterclasses, painéis de mercado e workshops. Nas rodadas de negócios, os projetos têm a oportunidade de encontros individuais com profissionais nacionais e internacionais interessados em coprodução e vendas. Com a parceria de diversas iniciativas de fundos de produção, o CineMundi conta com prêmios aos projetos mais bem cotados pelos júris de avaliação. Há bolsas de desenvolvimento, participação em eventos internacionais de coprodução e incentivos à criação.

Com o propósito de fornecer ferramentas conceituais e práticas para capacitação de profissionais, troca de experiências entre diferentes agentes do setor audiovisual, ao mesmo tempo, que propõe gerar intercâmbio, promover encontros, diálogos, discussões e estabelecer redes de contato e conexões globais com foco no mercado audiovisual, o Programa de Formação Audiovisual integra a programação da 16ª Mostra CineBH e do 13º Brasil CineMundi – Encontro Internacional de Coprodução. Nesta edição, o programa reúne mais de 50 profissionais brasileiros e estrangeiros de destaque na cena audiovisual no centro de 43 atividades formativas.

Conheça os filmes selecionados para a 16ª CineBH:

MOSTRA CONTINENTE

A Outra Forma, de Diego Guzmán (Colômbia/Argentina/França)
Ao Oriente, de José María Avilés (Equador/Argentina)
Aurora, de Paz Fábrega (Costa Rica)
Boreal, de Federico Adorno (Paraguai/México)
Borom Taxi, de Andrés Guerberoff (Argentina)
Casa Vazia, de Giovani Borba (Brasil)
Coração Azul, de Miguel Coyula (Cuba)
Eami, de Paz Encina (Paraguai/EUA/Alemanha/Holanda/Argentina/França/México)
Eu e as Bestas, de Nico Manzano (Venezuela)
Junk’Olal, de Diego Amando Moreno Garza e Fabiola Manyari López Bracamonte (México/Guatemala)
Noites Alienígenas, de Sérgio de Carvalho (Brasil)
Nos Fizeram Noite, de Antonio Hernández (México)
Nudo Mixteco, de Ángeles Cruz (México)
O Curto Verão de Hilda, de Agustín Banchero (Uruguai/Brasil)
O Grande Movimento, de Kiro Russo (Bolívia/Qatar/França/Suíça/Reino Unido)
Uma Névoa que Desaparece, de Augusto Sandino (Colômbia/República Tcheca/Noruega)
Utama, de Alejandro Loayza Grisi (Bolívia/Uruguai/França)

MOSTRA BRASIL | LONGAS

A Cidade dos Abismos, de Priscyla Bettim e Renato Coelho (SP)
Germino Pétalas no Asfalto, de Coraci Ruiz e Julio Matos (SP)
Pasajeras, de Fran Rebelatto (RS)
Receba!, de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna (BA)
Ursa, de William de Oliveira (PR)
Vai e Vem, de Fernanda Pessoa e Chica Barbosa (SP)

MOSTRA BRASIL | CURTAS

SESSÃO RETRATOS DO BRASIL
Nicinha Não Vem, de Muriel Alves (RJ)
Plutão Não é Tão Longe Daqui, de Augusto Borges e Nathalya Brum (DF)
Rosa Negra, de Sabina Colares e Marieta Rios (CE)
Toró, de Michelle Barreto e Iago Mati (SP)

SESSÃO NOVAS PERSPECTIVAS
Amor by Night, de Henrique Arruda (PE)
Klaxon e o Espírito Moderno, de Bruna Schelb Corrêa (MG)
Pérola do Atlântico, de João Rubio Rubinato (SP)
saxa loquuntur, de Maura Grimaldi (SP)

SESSÃO SOMOS LATINOS
Hermanos, Aqui Estamos, de Jade Rainho (MT)
Não Olhe para Trás, de Malu Portela (RJ)
O Caderno de Pacha, de Pedro Urizzi e Estevan Muniz (SP)
Ruína, de Bárbara Lissa (MG)

SESSÃO OCUPAR A CIDADE
ÁGORA, de Bruna Noveli e Luli Morante (SE)
MEGAZORD, de Luciana Wilm e Tyago Thompson (PA)
Memorial Maracanã, de Darks Miranda e Pedro França (RJ)

SESSÃO A CASA E A RUA
Ambulantes, de Emerson Eduardo Silva, Gabriela Nassar, Gustavo Sibem e Henrique Grise (SP)
Andrômeda, de Lucas Gesser (DF)
Cidade Entre Rios, de Leonardo Mendes e Weslley Oliveira (PI/MA)
Eles Não Vêm em Paz, de Pedro Oranges e Victor Silva (SP)
Infantaria, de Laís Santos Araújo (AL)

SESSÃO VIVER E RESISTIR
Flores Vermelhas, de Érica Sansil (RJ)
Fragmentos de Gondwana, de Adalberto Oliveira (PE)
Luta pela Terra, de Camilla Shinoda e Tiago de Aragão (DF/AM/RR)
Voto Nulo, de Gustavo de Carvalho (SP)

MOSTRA CINEMUNDI

5 Casas, de Bruno Gularte Barreto (Brasil/Alemanha)
A Mãe, de Cristiano Burlan (Brasil)
Anastácias, de Thatiane Almeida (Brasil)
O Clube dos Anjos, de Angelo Defanti (Brasil/Portugal)
Os Ossos da Saudade, de Marcos Pimentel (Brasil)

MOSTRA HOMENAGEM

Levantar de um Golpe, de Gabrielly Bertolino e Renan Távora Soares (2020)
Marte Um, de Gabriel Martins (2022)
Nada, de Gabriel Martins (2017)
Quinze, de Maurilio Martins (2014)
Rapsódia para o Homem Negro, de Gabriel Martins (2016)
Super Estrela Prateada, de Leonardo Branco (2018)
Temporada, de André Novais Oliveira (2018)
Vitória, de Ricardo Alves Jr. (2020)

*Clique aqui e confira a seleção completa de filmes.

Foto: Divulgação/Embaúba Filmes.