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O Verão de Sangaile

por: Cinevitor

sangaileposterSangailes vasara

Direção: Alante Kavaite

Elenco: Julija Steponaityte, Aiste Dirziute, Jurate Sodyte, Martynas Budraitis, Laurynas Jurgelis, Nele Savicenko, Inga Salkauskaite, Gaile Butvilayte, Anupras Jucius, Ignas Guzauskas, Severina Spakovska, Kestutis Cicenas, Kamile Petruskeviciute, Egle Grigaliunaite, Romualdas Gudas, Gintaras Tubelis, Ina Rosenaite, Judita Stundzyte.

Ano: 2015

Sinopse: Sangaile, de 17 anos, é fascinada por aviões acrobáticos. Só que ela tem medo de altura e nunca sequer entrou em um cockpit. No verão, durante uma apresentação perto da vila onde seus pais moram, a jovem conhece Auste, uma garota da sua idade que leva a vida com criatividade e ousadia. As duas se apaixonam, Sangaile permite que Auste conheça seu segredo mais íntimo e descobre que ela é a única pessoa que realmente a encoraja a voar.

*Filme assistido na 39ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Califórnia, de Marina Person, é exibido na 39ª Mostra de Cinema de São Paulo

por: Cinevitor

californiamostraAdolescentes: Caio Horowicz e Clara Gallo em cena do filme.

Na noite de domingo, 25/10, a cineasta Marina Person apresentou seu novo filme, Califórnia, pela primeira vez em São Paulo, na Mostra de Cinema. O longa, que estreia no dia 3 de dezembro, resgata experiências vividas pela geração dos anos 1980 e conta a história de Estela, interpretada por Clara Gallo, uma garota de 17 anos, que vive a conturbada passagem pela adolescência. O sexo, os amores, as amizades; tudo parece muito complicado. Seu tio Carlos, papel de Caio Blat, é seu maior herói, e a viagem à Califórnia para visitá-lo, seu grande sonho. Mas tudo desaba quando ele volta magro, fraco e doente. Entre crises e descobertas, Estela irá encarar uma realidade que mudará, definitivamente, sua forma de ver o mundo.

Caio Horowicz, premiado como melhor ator coadjuvante no Festival do Rio deste ano por Califórnia, Giovanni Gallo, Lívia Gijón, Letícia Fagnani, Paulo Miklos, Virginia Cavendish e Gilda Nomacce também integram o elenco do filme.

Após a exibição do longa, a diretora e alguns integrantes do elenco participaram de um debate com o público: “Essa noite é muito especial porque é a primeira vez que o filme está passando em São Paulo, a minha cidade, a cidade do filme. Também muito especial por estar aqui na Mostra Internacional de Cinema, que é a minha escola. Eu fiz faculdade de Cinema, mas aprendi tanta coisa na Mostra! Graças à Mostra eu pude ter contato com tantos filmes e tantas cinematografias distantes. É muito especial estar nesse evento que me formou como cineasta”, disse Marina.

marinamostraMarina Person fala sobre seu filme no debate após a exibição.

Questionada sobre como surgiu a ideia para realizar o filme, Marina falou: “Eu queria muito contar como foi ser adolescente nos anos 1980 em São Paulo. Essa foi a primeira fonte de inspiração. Queria muito falar de como era ser adolescente em um Brasil que estava se abrindo politicamente depois de vinte anos de ditadura. Eu queria falar de como foi ter as primeiras experiências sexuais exatamente junto com a descoberta da AIDS. E também como era legal ser jovem em um Brasil que tinha tantas bandas maravilhosas de rock aparecendo, florescendo”.

A diretora também falou de como as músicas ajudaram a trazer o clima dos anos 1980 para o filme, já que a trilha sonora de Califórnia é toda composta por artistas e bandas da época, tanto nacionais quanto estrangeiras, como The Cure, David Bowie, New Order e as brasileiras Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Metrô e Kid Abelha: “Como a gente não tinha muito dinheiro para fechar uma rua e fazer uma reconstituição de época, a música ajudou muito. Pegamos músicas que levam as pessoas que viveram nos anos 1980 de volta àquela época”.

claramarinamostraClara Gallo e Marina Person: atriz e diretora durante o debate.

Marina também comentou sobre o que a Califórnia representava para ela nos anos 1980: “É mais ou menos o que está no filme. Um lugar idílico, uma espécie de utopia em que as coisas funcionam, que as pessoas surfam, têm uma vida saudável, tem sol e escutam The Beach Boys (risos). É um lugar um pouco inalcançável. Eu só fui para a Califórnia mesmo a trabalho, muitos anos depois. Mas a Califórnia tinha um pouco essa coisa desse sonho, de liberdade”.

Aperte o play e confira outros momentos do debate, em que a diretora e o elenco contam algumas histórias de bastidores:

Califórnia terá mais duas sessões na 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Para saber os horários, as datas e os locais das exibições, clique aqui.

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Fotos: Divulgação e Claudio Pedroso/Agência Foto.

Texto e vídeo: Vitor Búrigo.

The Paradise Suite

por: Cinevitor

paradisesuiteposterDireção: Joost van Ginkel

Elenco: Anjela Nedyalkova, Boris Isakovic, Erik Adelöw, Isaka Sawadogo, Jasna Djuricic, Magnus Krepper, Raymond Thiry, Victoria Koblenko, Sigrid ten Napel, Dragan Bakema, Jeroen Spitzenberger, Yootha Wong-Loi-Sing, Babetida Sadjo, Steven Aqboda, Emmanuel Boafo, Jamie Bouwmeester, Reinout Bussemaker, Andre Dongelmans, Nanette Drazic, Alena Dzebo, Hubert Fermin, Alexandra Hong, Bas Keijzer, Francois Djoks Makanga, Aidan Mikdad, Zukisa E. Nante, Anna-Maria Nikolaeva, Silvia Petkova, Philip Rachid, Veselin Rankov, Eldar Reshidovic, Eva Röse, Kees Scholten, Petia Silianova, Silviya Stanoeva, Bjorne Willemsen.

Ano: 2015

Sinopse: As histórias de seis pessoas que se cruzam e influenciam as vidas umas das outras de forma irreversível: Jenya, uma jovem búlgara; Yaya, um homem africano; Ivica, um criminoso de guerra sérvio; Seka, uma mulher bósnia; Lukas, um pianista sueco; e o pai dele, Stig.

*Filme assistido na 39ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Chico Faganello apresenta Oração do Amor Selvagem na 39ª Mostra de Cinema de São Paulo

por: Cinevitor

oracaodoamordebateEquipe do filme reunida antes da exibição.

O cinema catarinense marcou presença na 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Dirigido por Chico Faganello, Oração do Amor Selvagem foi exibido na noite de sábado, 24/10, no Cine Caixa Belas Artes. O longa, que é baseado em fatos reais, conta a história de um homem e sua filha que desafiam os representantes das leis divinas no vilarejo onde vivem e partem em busca de liberdade. Mas o que poderia ser uma vida abençoada pela felicidade, torna-se um labirinto de ciúmes e violência. Chico Diaz, Sandra Corveloni, Ivo Müller, Georgina Castro e Camila Hubner integram o elenco do longa.

“Essa é uma produção 100% catarinense. Não é sempre que tem um filme catarinense rolando por aí. Apesar do cinema no Brasil ter tido uma produção cada vez maior, em Santa Catarina ainda é muito difícil. Dependemos muito de poucos recursos e esse trabalho foi feito com muito suor pela equipe. Eu acredito que esse filme vai encontrar seu público, acho que a discussão é válida. Tem muita gente que quer saber mais sobre o assunto e quer ver realmente esse tipo de história. Nada mais justo do que levar para mais pessoas possíveis um filme como esse, que vem de uma região que teve dificuldade de produção. Foi feito com um baixíssimo orçamento para os padrões dele”, disse o coprodutor André Gevaerd antes do início da sessão.

oracaomostraA atriz Georgina Castro em cena do filme.

Após a exibição, o diretor participou de um debate com o público e falou de como surgiu a ideia de fazer o filme, que é baseado em uma história real e trágica, que aconteceu em uma cidade do interior de Santa Catarina: “Quando eu dava aula na faculdade de Cinema , durante um exercício de roteiro, teve um aluno que me mostrou a história. Eu nasci lá perto de onde aconteceu e eu não sabia disso. Conversei com algumas pessoas da cidade e todo mundo lembrava, mas ninguém queria falar, porque a ferida ainda está aberta”.

Chico também falou sobre a pesquisa que foi feita antes das filmagens e de como algumas ideias surgiram para o roteiro: “Depois do que aconteceu no vilarejo, criou-se uma série de lendas. Quando eu fui lá fazer as pesquisas, as pessoas diziam que o cara voava. Imaginem o interior do Brasil, período militar: não tinha telefone, não tinha nada. As coisas demoravam e a história ainda está viva. Depois eu achei uma parte interessante e bonita de se potencializar. Talvez porque na época eu estava lendo um livro muito bonito que se chama Kafka à beira-mar, do autor Haruki Murakami, que tem um gato que fala. A literatura está cheia de humanos que dialogam com animais. Não só de maneira irônica, como de maneira séria, profunda e poética. Então eu achei que poderia ficar interessante”.

chicofaganelloDiretor: Chico Faganello durante o debate.

Questionado sobre o roteiro, Chico revelou que teve que cortar algumas partes da história real: “Mudamos algumas coisas porque se fosse mexer a gente teria problemas, não só de direitos autorais. É muito dolorido. Eu fui eliminando e fantasiando algumas coisas, porque não dá pra mostrar a história real. É horrível. Era um banho de sangue e fomos suavizando porque a gente ia entrar num universo muito específico e tornar o filme mais difícil ainda”.

Ao final do debate, o diretor falou sobre o que espera da repercussão do filme: “Eu não tenho grandes ilusões sobre o potencial do filme, mas eu acho que ele vai provocar uma reflexão. Vai dizer certas coisas afirmativamente boas, sobretudo pra nós lá no sul é muito importante. E a questão da distribuição, eu espero que a gente tenha uma carreira boa em televisão e espero que ocupe um espaço em cinemas de arte. Sabemos que é difícil. Temos quarenta filmes brasileiros para lançar até o fim do ano e temos também Jogos Vorazes e milhões de dólares por aí. A gente precisa ter altivez e um certo orgulho e uma capacidade de se aceitar quanto origem”, finalizou.

Aperte o play e confira outros momentos do debate:

Oração do Amor Selvagem terá mais duas sessões na Mostra. Para saber os horários, as datas e os locais das exibições, clique aqui.

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Fotos: Divulgação e Claudio Pedroso/Agência Foto.

Texto e vídeo: Vitor Búrigo.

O Esgrimista

por: Cinevitor

esgrimistaposterMiekkailija

Direção: Klaus Härö

Elenco: Märt Avandi, Liisa Koppel, Kirill Käro, Lembit Ulfsak, Ursula Ratasepp, Joonas Koff, Kai Nordberg, Kaarle Aho, Maria Klenskaja, Andres Lepik, Hendrik Toompere, Maria Avdjushko, Jaak Prints, Mikhail Pashchuk, Piret Kalda, Merle Kappel, Carmen Mikiver, Raimo Pass, Elbe Reiter, Hanna Pähn, Ingrika Tuulik, Svetlana Trynova, Laura Huul, Marvel Leesment, Maie Ramjalg, Boris Joffe, Rihard-Reno Germ, Tauno Runtal, Ingmar Germ, Egert Kadastu, Anneli Proosväli.

Ano: 2015

Sinopse: Fugindo da polícia secreta russa, um jovem esgrimista estoniano é forçado a voltar para o seu país, onde acaba se tornando professor de educação física em uma escola local. Inspirado na história real de Endel Nelis, famoso mestre de esgrima da Estônia.

*Filme assistido na 39ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Filme Ninguém Ama Ninguém… Por Mais de Dois Anos, baseado na obra de Nelson Rodrigues, é exibido na Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

ninguemamamostra1Gabriela Duarte: protagonista de uma das histórias.

O cinema e a literatura se encontraram na telona da 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, na noite de sexta-feira, 23/10, durante a exibição do filme Ninguém Ama Ninguém… Por Mais de Dois Anos. Dirigido por Clovis Mello, o longa, baseado na obra de Nelson Rodrigues, acompanha a vida de cinco casais no Brasil durante o início dos anos 1960. Se dentro da sociedade eles são considerados convencionais, na vida íntima as insatisfações e os desejos latentes fogem um pouco do moralismo.

Exibido no Festival do Rio deste ano, o filme conta Gabriela Duarte, Marcelo Faria, Ernani Moraes, Crica Rodrigues, Michel Melamed, Pedro Brício, Lidi Lisboa, Branca Messina, Thelmo Fernandes, Augusto Madeira, Luana Piovani e Zezeh Barbosa no elenco.

Após a primeira sessão de Ninguém Ama Ninguém… Por Mais de Dois Anos na Mostra de Cinema de São Paulo, o diretor e alguns integrantes da equipe participaram de um debate com o público.

Questionado sobre o elenco, Clovis falou: “Os atores são bem experientes, mas o maior mérito é buscar um elenco homogêneo, adequado. Às vezes, as escalações dos filmes, das novelas ou das séries, acontecem por amizade, por afinidade, porque acha legal, porque vai render bilheteria. Neste filme, foi uma escalação baseada na adequação de cada personagem. Então isso já é metade do caminho para que você ache que aquela pessoa cabe naquele papel. Sem fazer distinção de ser mais bonito, mais inteligente, mais famoso. Quando isso acontece, o trabalho fica muito mais facilitado”.

clovisninguemamaDebate: Clovis conversa com o público.

O diretor também comentou sobre a ideia de mesclar várias histórias de Nelson Rodrigues em um filme só: “Os contos, entre um e outro, têm diferenças de tamanho. Na realidade, se a gente tivesse um ponto curtinho ao lado de um conto muito grande, ele ia parecer uma vírgula no meio de um parágrafo imenso. A ideia de intercalar é para dar mais variedade. A fotografia é muito uniforme, assim como o figurino e as locações, e o risco era de não ficar compreendido, de parecer uma única história e que todas aquelas pessoas faziam parte do mesmo universo. Felizmente as pessoas estão conseguindo detectar que são núcleos diferentes. Era um desafio, mas foi uma escolha que nasceu um pouco na montagem”.

Ao final do debate, o diretor fez um apelo: “Temos aqui um público apaixonado por Nelson, provavelmente. A ideia do filme foi fazer uma abordagem muito mais próxima da literatura do que propriamente daquilo que foi filmado ou foi encenado da obra do Nelson. Queria fazer um apelo para todos, que de certa forma são formadores de opinião, para que a gente divulgue Nelson Rodrigues, sem deixar que a obra dele, nosso maior dramaturgo, desapareça, porque esse é apenas o terceiro filme em quinze anos que toca na obra de Nelson Rodrigues. Temos que fazer o possível para que a gente veja Nelson mais vezes na nossa vida, nas nossas telas”.

ninguemamamostra2Michel Melamed, Pedro Brício e Gabriela Duarte em cena do filme.

Aperte o play e confira o discurso de Nelson Rodrigues Filho, um dos produtores do filme, durante o debate:

Ninguém Ama Ninguém… Por Mais de Dois Anos terá mais duas sessões na Mostra. Para saber os horários, as datas e os locais das exibições, clique aqui.

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Fotos: Divulgação e Mario Miranda Filho/Agência Foto.

Texto e vídeo: Vitor Búrigo.

Morre, aos 95 anos, a atriz irlandesa Maureen O’Hara

por: Cinevitor

maureenmorreOscar honorário: Maureen O’Hara com a estatueta dourada.

Morreu neste sábado, 24/10, aos 95 anos, a atriz e cantora irlandesa Maureen O’Hara. Segundo informações divulgadas, ela morreu em casa, de causas naturais, dormindo. Em um comunicado oficial, a família lamentou a morte: “Maureen foi nossa mãe amorosa, avó, bisavó e amiga. Ela morreu pacificamente, rodeada por sua amorosa família enquanto eles celebravam sua vida ao ouvir as canções de seu filme favorito, Depois do Vendaval”.

Conhecida por trabalhar diversas vezes com o diretor John Ford e com o ator John Wayne, Maureen fez mais de sessenta filmes, entre eles: A Estalagem Maldita (1939), Como Era Verde o Meu Vale (1941), De Ilusão Também Se Vive (1947), Bagdad (1949), Depois do Vendaval (1952), As Férias de Papai (1962), entre outros.

Em novembro de 2014, recebeu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood o Oscar honorário pelo conjunto de sua obra.

Cinema nórdico se destaca na programação da 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

por: Cinevitor

esgremistamostraMärt Avandi em cena do filme O Esgrimista, da Finlândia.

Como de costume, todo ano a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo traz para o público um panorama da produção cinematográfica contemporânea de um país diferente. Mas, nesta 39ª edição, cinco países ganham destaque e integram o Foco Nórdico, com sessenta filmes na programação: Dinamarca, Finlândia, Suécia, Noruega e Islândia.

Entre os selecionados, destacam-se: o drama Virgin Mountain (Fúsi), da Islândia, que levou os prêmios de melhor filme, melhor ator e melhor roteiro no Festival de Tribeca; os suecos Minha Irmã Magra (Min lilla syster), Flocking (Flocken) e o documentário Pervert Park, que levou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Sundance; o dinamarquês Pardais (Sparrows), dirigido por Rúnar Rúnarsson, vencedor da Concha de Ouro de melhor filme no Festival de San Sebastián; entre outros.

ovelhanegramostraA Ovelha Negra, da Islândia, é um dos destaques desta edição. 

A seleção também traz três filmes do cinema nórdico já indicados por seus respectivos países para concorrerem à vaga ao Oscar de melhor filme estrangeiro: A Ovelha Negra (Hrútar), dirigido por Grímur Hákonarson, representa a Islândia; O Esgrimista (Miekkailija), de Klaus Härö, representa a Finlândia; e o drama Guerra (Krigen), de Tobias Lindholm, representa a Dinamarca.

Para saber mais sobre o Foco Nórdico e conhecer todos os filmes que serão exibidos, clique aqui.

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Pedro Morelli apresenta Zoom na 39ª Mostra de Cinema de São Paulo

por: Cinevitor

zoommostraA canadense Alison Pill é uma das protagonistas do filme.

Na noite de quinta-feira, 22/10, aconteceu a primeira exibição do filme Zoom na 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O longa, que faz parte da seção Mostra Brasil, narra três histórias paralelas com personagens que se cruzam ao longo da trama: Emma, interpretada por Alison Pill, é uma quadrinista que trabalha em uma fábrica de bonecas e sonha em fazer um procedimento estético; Edward, papel de Gael García Bernal, é um diretor de cinema vaidoso e com um segredo debilitante sobre sua anatomia; Michelle, vivida por Mariana Ximenes, é uma aspirante a romancista que foge para o Brasil e abandona sua vida de modelo.

Dirigido por Pedro Morelli, Zoom foi exibido no Festival de Toronto deste ano e também no Fantastic Fest e no Festival do Rio. Após a exibição na Mostra de São Paulo, o diretor e alguns integrantes da equipe participaram de um debate com o público.

A primeira questão abordada foi a ideia de mesclar animação com live-action: “Um terço do filme, mais ou menos trinta minutos, é animação. Foi utilizada a técnica de rotoscopia, que significa que a galera desenhou frame a frame. Eles ficaram cinco meses desenhando”, revelou o diretor.

Pedro também falou sobre as possíveis coincidências com o personagem de Gael García Bernal, que interpreta um diretor de cinema: “O personagem tem produtores que ficam oprimindo ele , obrigando-o a fazer determinadas coisas. Comigo foi ao contrário. Eu tive os produtores mais legais do mundo. O filme começou com um convite do produtor canadense Niv Fichman, que me chamou para fazer um filme quando eu tinha 23 anos e falou que eu tinha que criar alguma coisa com frescor, original, sem nenhuma concessão. É uma situação oposta ao personagem do Gael. Queria agradecer aos produtores do filme, que sempre deram muita liberdade, desde o começo”.

pedrodebatePedro Morelli durante o debate após a exibição do filme.

O diretor falou sobre a ideia de contar três histórias ao mesmo tempo: “As ideias foram surgindo em paralelo, mas a primeira que nasceu foi a da fábrica de bonecas, pois eu sempre quis fazer alguma coisa com isso. Tinha visto o documentário Surplus: Terrorized Into Being Consumers [dirigido por Erik Gandini], que tem uma parte numa fábrica de bonecas. Achei que era um tema muito bacana, relevante e o símbolo perfeito da mulher objeto, do jeito que rola hoje em dia na nossa sociedade. Essa boneca simbolizaria isso e achei que seria muito bacana mostrar uma menina que trabalha lá e se compara com as bonecas. As outras histórias surgiram com a tentativa de fazer algo bem diferente. Todos os personagens estão, de alguma forma, se relacionando ao tema de querer ser perfeito, seguir padrões de beleza ou ser você mesmo. Fomos atirando para cada uma das histórias paralelamente e depois costurando durante cinco anos de roteiro”, contou Pedro.

Sobre a coprodução entre Brasil e Canadá, Pedro falou: “É a mesma de Ensaio Sobre a Cegueira. O mesmo produtor canadense com a O2, que gera uma parceria que já existia. Foi muito fluido, pois as duas produtoras se dão muito bem. Geralmente coprodução é um pouco complicado, tem muita burocracia e cada país trata as coisas de um jeito, mas essa funcionou surpreendentemente bem”.

gaelzoommostraAnimação: Gael García Bernal interpreta o cineasta Edward.

O ilustrador Adams Carvalho falou sobre o seu trabalho e sua experiência no filme: “Foi minha primeira experiência com uma equipe. O que realmente deu certo foi a confiança do diretor, a estrutura da O2 e o talento da galera que se adaptou muito bem. Foi uma experiência legal e tivemos uma boa resposta da equipe”.

Adams também comentou sobre o fato de ter várias pessoas desenhando o mesmo personagem: “Foi um processo complicado porque cada ilustrador tinha um tipo de traço diferente e o difícil era criar uma unidade em que todo mundo conseguisse fazer o mesmo traço. Tivemos um período de adaptação que acabou dando certo. Uma coisa que eu tentei fazer era dividir um pouco, por exemplo, colocar três ilustradores só para desenhar o Gael e outros três para desenhar as personagens femininas. A equipe também foi dividida entre traço e cor de personagem”. E finalizou: “A capacidade de observar a história como um todo e não encarar como três histórias separadas foi o grande desafio. Além disso, cada história tinha sua linguagem própria”.

Aperte o play e confira outros momentos do debate, com depoimentos do design de animação George Schall e da diretora de arte Marghe Pennacchi:

Zoom terá mais duas sessões na Mostra. Para saber os horários, as datas e os locais das exibições, clique aqui.

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Fotos: Divulgação e Mario Miranda Filho/Agência Foto.

Texto e vídeo: Vitor Búrigo.

Primeiro trailer oficial de As Sufragistas é divulgado

por: Cinevitor

sufragistastrailerAnne-Marie Duff e Carey Mulligan em cena do filme.

A Universal Pictures acaba de divulgar o primeiro trailer oficial de As Sufragistas, drama dirigido por Sarah Gavron, inspirado no movimento sufragista do final do século XIX e início do XX, na Inglaterra. A história mostra o envolvimento de Maud Watts, interpretada por Carey Mulligan, na luta em prol dos direitos das mulheres.

Estrelado ainda por Meryl Streep, Helena Bonham Carter, Brendan Gleeson, Anne-Marie Duff e Ben Whishaw, o longa retrata a vida de um grupo de mulheres que resistia à opressão de forma passiva sendo ridicularizadas e ignoradas pelos homens. Um dia, após sair da lavanderia em que trabalha, Maud se assusta com o caos de um protesto e acaba reconhecendo uma companheira de trabalho entre os manifestantes. A partir desse momento, a personagem decide reivindicar seus direitos como mulher e a lutar por sua dignidade.

As Sufragistas estreia no dia 24 de dezembro. Assista ao trailer e confira o pôster:

sufragistasposter

A Verdade sobre Marlon Brando

por: Cinevitor

marlonbrandodocListen to Me Marlon

Diretor: Stevan Riley

Elenco: Marlon Brando.

Ano: 2015

Sinopse: Com acesso exclusivo ao arquivo pessoal, este é o documentário definitivo sobre Marlon Brando. Mostrando sua carreira excepcional como ator e sua vida extraordinária longe dos palcos e das telas, o filme explora as complexidades do homem ao contar a história de modo único, a partir da perspectiva de Marlon. Não há entrevistas ou apresentadores, apenas Marlon nos guiando em sua odisseia criativa sobre a mente e a motivação de um enigma.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Lo que lleva el río

por: Cinevitor

loquellevarioposterDauna. Lo que lleva el río

Direção: Mario Crespo

Elenco: Eddie Gómez, Yordana Medrano, Diego Armando Salazar, Teresa Farrera, Tibisay Torres.

Ano: 2015

Sinopse: Dauna enfrenta as rígidas convenções de uma cultura secular. Com ela, carrega a marca de ser diferente e a necessidade de escolher entre amar o seu marido ou dedicar-se plenamente à sua vocação. Se optar pela segunda opção, ela corre o risco de perder o seu amado, sofrer o repúdio da comunidade, carregar o estigma da prisão e ser separada de sua filha.

*Filme assistido na 39ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas