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Sophie Charlotte apresenta Tamo Junto, de Matheus Souza, no 44º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

tamojuntogramadoElenco e diretor: Sophie Charlotte, Leandro Soares e Matheus Souza.

Na noite de quinta-feira, 01/09, Matheus Souza apresentou seu terceiro longa-metragem, Tamo Junto, no 44º Festival de Cinema de Gramado. O diretor subiu ao palco do Palácio dos Festivais acompanhado de sua equipe e fez um discurso de agradecimento apresentando todos os integrantes.

No dia seguinte, participou de uma coletiva, ao lado de Sophie Charlotte e Leandro Soares, e conversou com a imprensa: “É urgente que o cinema brasileiro dialogue com os jovens. Acredito que o cinema é muito importante na vida das pessoas porque nem sempre a gente tem a vivência e acaba encontrando ali. Além disso, aprendemos a ser uma boa pessoa e a ter uma visão de mundo positiva”, disse o diretor.

Aperte o play e confira os melhores momentos da apresentação e da coletiva de imprensa:

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Foto: Edison Vara/Pressphoto.

Conheça os indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2016

por: Cinevitor

chatogpbIndicados: Andréa Beltrão e Marco Ricca em cena de Chatô – O Rei do Brasil.

Foram anunciados os indicados ao 15º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, o Oscar do cinema nacional. Neste ano, Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, lidera a lista com 14 indicações.

O evento, que será realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 4 de outubro, e transmitido ao vivo pelo Canal Brasil, premiará os profissionais e filmes lançados comercialmente em 2015, além de homenagear Daniel Filho, um dos maiores nomes da bilheteria nacional, e também Chico Moreira (1952-2016), que atuou como fotógrafo, montador, pesquisador, conservador e restaurador cinematográfico, e receberá o Prêmio Especial de Preservação (post mortem).

A disputa estará aberta para voto popular a partir do dia 9 de setembro até o dia da premiação, no qual o público vai poder eleger através do site os vencedores das categorias melhor longa-metragem ficção, melhor longa-metragem documentário e melhor longa-metragem estrangeiro.

Confira os finalistas ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2016:

MELHOR LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO:
A História da Eternidade, dirigido por Camilo Cavalcanti
Ausência, dirigido por Chico Teixeira
Califórnia, dirigido por Marina Person
Casa Grande, dirigido por Fellipe Gamarano Barbosa
Chatô – O Rei do Brasil, dirigido por Guilherme Fontes
Que Horas Ela Volta?
, dirigido por Anna Muylaert
Sangue Azul
, dirigido por Lírio Ferreira
Tudo que Aprendemos Juntos
, dirigido por Sérgio Machado

MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO:
Betinho – A Esperança Equilibrista
, dirigido por Victor Lopes
Campo de Jogo
, dirigido por Eryk Rocha
Cássia Eller
, dirigido por Paulo Henrique Fontenelle
Chico – Artista Brasileiro
, dirigido por Miguel Faria Jr
Últimas Conversas
, dirigido por Eduardo Coutinho

MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA:
Infância
, dirigido por Domingos Oliveira
Pequeno Dicionário Amoroso 2
, dirigido por Sandra Werneck
S.O.S. Mulheres ao Mar 2
, dirigido por Cris D’Amato
Sorria, Você Está Sendo Filmado – O Filme
, dirigido por Daniel Filho
Superpai
, dirigido por Pedro Amorim

MELHOR LONGA-METRAGEM ANIMAÇÃO:
Até que a Sbórnia nos Separe
, dirigido por Otto Guerra
Ritos de Passagem
, dirigido por Chico Liberato

MELHOR DIREÇÃO:
Anna Muylaert, por Que Horas Ela Volta?
Camilo Cavalcanti, por A História da Eternidade
Chico Teixeira, por Ausência
Daniel Filho, por Sorria, Você Está Sendo Filmado – O Filme
Eduardo Coutinho, por Últimas Conversas
Eryk Rocha, por Campo de Jogo
Felippe Gamarano Barbosa, por Casa Grande

MELHOR ATRIZ:
Alice Braga, por Muitos Homens Num Só
Andréa Beltrão, por Chatô – O Rei do Brasil
Dira Paes, por Órfãos do Eldorado
Fernanda Montenegro, por Infância
Marcélia Cartaxo, por A História da Eternidade
Regina Casé, por Que Horas Ela Volta?

MELHOR ATOR:
Daniel de Oliveira, por A Estrada 47
Irandhir Santos, por Ausência
João Miguel, por A Hora e a Vez de Augusto Matraga
Lázaro Ramos, por Tudo que Aprendemos Juntos
Marco Ricca, por Chatô – O Rei do Brasil

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Camila Márdila, por Que Horas Ela Volta?
Fabiula Nascimento, por Operações Especiais
Georgiana Góes, por Casa Grande
Karine Teles, por Que Horas Ela Volta?
Leandra Leal, por Chatô – O Rei do Brasil

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Ângelo Antônio, por A Floresta que se Move
Chico Anysio, por A Hora e a Vez de Augusto Matraga
Claudio Jaborandy, por A História da Eternidade
Lourenço Mutarelli, por Que Horas Ela Volta?
Marcello Novaes, por Casa Grande

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA:
A Hora e a Vez de Augusto Matraga, por Lula Carvalho
Chatô – O Rei do Brasil, por José Roberto Eliezer
Órfãos do Eldorado, por Adrian Teijido
Que Horas Ela Volta?, por Bárbara Alvarez
Sangue Azul, por Mauro Pinheiro Jr

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
A Estrada 47, escrito por Vicente Ferraz
A História da Eternidade, escrito por Camilo Cavalcanti
Branco Sai, Preto Fica, escrito por Adirley Queirós
Casa Grande, escrito por Fellipe Gamarano Barbosa e Karen Sztajnberg
Que Horas Ela Volta?, escrito por Anna Muylaert

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
A Hora e a Vez de Augusto Matraga, escrito por Manuela Dias e Vinícius Coimbra
Chatô – O Rei do Brasil, escrito por Guilherme Fontes, João Emanuel Carneiro e Matthew Robbins
Depois de Tudo, escrito por Lusa Silvestre e Marcelo Rubens Paiva
Infância, escrito por Domingos Oliveira
Órfãos do Eldorado, escrito por Guilherme Coelho

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
A História da Eternidade, por Julia Tiemann
Califórnia, por Ana Mara Abreu
Casa Grande, por Ana Paula Cardoso
Chatô – O Rei do Brasil, por Gualter Pupo
Que Horas Ela Volta?, por Marcos Pedroso e Thales Junqueira
Sangue Azul
, por Juliana Carapeba

MELHOR FIGURINO:
A Estrada 47, por Elisabetta Antico
A Hora e a Vez de Augusto Matraga, por Beth Filipecki e Reinaldo Machado
Califórnia, por Letícia Barbieri
Casa Grande, por Gabriela Campos
Chatô – O Rei do Brasil, por Rita Murtinho
Que Horas Ela Volta?
, por André Simonetti e Claudia Kopke

MELHOR MAQUIAGEM:
A Estrada 47, por Federico Carrette e Vicenzo Mastrantono
A Hora e a Vez de Augusto Matraga, por Tayce Vale e Vavá Torres
Califórnia, por Anna Van Steen
Casa Grande, por Auri Mota
Chatô – O Rei do Brasil, por Maria Lucia Mattos e Martín Macias Trujillo

MELHOR EFEITO VISUAL:
A Estrada 47, por Robson Sartori
Chatô – O Rei do Brasil, por Marcus Cidreira
Linda de Morrer, por Marcelo Siqueira
Órfãos do Eldorado, por Bernardo Alevato e Isadora Hertz
Que Horas Ela Volta?, por Guilherme Ramalho

MELHOR MONTAGEM FICÇÃO:
A Estrada 47, por Mair Tavares
A Hora e a Vez de Augusto Matraga, por Alexandre Boechat
Chatô – O Rei do Brasil, por Felipe Lacerda e Umberto Martins
Órfãos do Eldorado, por Karen Harley
Que Horas Ela Volta?, por Karen Harley

MELHOR MONTAGEM DOCUMENTÁRIO:
Betinho – A Esperança Equilibrista, por Pedro Asbeg, EDT e Victor Lopes
Cássia Eller, por Paulo Henrique Fontenelle
Cauby – Começaria Tudo Outra Vez, por Rodrigo Pastore
Chico – Artista Brasileiro, por Diana Vasconcellos
Homem Comum, por Carlos Nader e André Braz

MELHOR SOM:
A Hora e a Vez de Augusto Matraga, por José Moreau Louzeiro e Aurélio Dias
Casa Grande, por Evandro Lima, Waldir Xavier e Damião Lopes
Cássia Eller, por Acácio Campos, Bruno Armelim, Gabriela Cunha, Júlio César, Eric Ribeiro Christani e Caetano Cotrim
Chico – Artista Brasileiro, por Bruno Fernandes e Rodrigo Noronha
Chatô – O Rei do Brasil, por Mark van Der Willigen, Marcelo Cyro, Pedro Lima e Sérgio Fouad
Que Horas Ela Volta?
, por Gabriela Cunha, Miriam Biderman, ABC, Ricardo Reis e Paulo Gama

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
A História da Eternidade, por Zbigniew Preisner
Ausência, por Alexandre Kassin
Casa Grande, por Patrick Laplan e Victor Camelo
Oração do Amor Selvagem, por Zeca Baleiro
Que Horas Ela Volta?, por Fábio Trummer e Vitor Araújo
Tudo que Aprendemos Juntos
, por Alexandre Guerra e Felipe de Souza

MELHOR TRILHA SONORA:
A Estrada 47, por Luiz Avellar
Cássia Eller, por Paulo Henrique Fontenelle
Cauby – Começaria Tudo Outra Vez, por Nelson Hoineff
Chico – Artista Brasileiro, por Luis Claudio Ramos
Los Hermanos – Esse é Só o Começo do Fim das Nossas Vidas, por Los Hermanos

MELHOR LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO:
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), dirigido por Alejandro González Iñárritu (EUA)
Leviatã, dirigido por Andrey Zvyagintsev (Rússia)
O Sal da Terra, dirigido por Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado (França/Itália)
Olmo e a Gaivota, dirigido por Petra Costa e Lea Glob (Brasil/Dinamarca/Portugal)
Whiplash: Em Busca da Perfeição, dirigido por Damien Chazell (EUA)

MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO:
Até a China, dirigido por Marão
Égun, dirigido por Helder Quiroga
Giz, dirigido por Cesar Cabral
O Quebra-Cabeça de Tárik, dirigido por Maria Leite
Virando Gente, dirigido por Analúcia Godoi

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO:
A Festa e os Cães, dirigido por Leonardo Mouramateus
Cordilheira de Amora II, dirigido por Jamile Fortunato
De Profundes, dirigido por Isabela Cribari
Entremundo, dirigido por Renata Jardim e Thiago B. Mendonça
Retrato de Carmem D., dirigido por Isabel Joffily
Uma Família Ilustre
, dirigido por Beth Formaggini
Praça de Guerra
, dirigido por Edmilson Gomes

MELHOR CURTA-METRAGEM FICÇÃO:
História de Uma Pena, dirigido por Leonardo Mouramateus
Loïe e Lucy, dirigido por Isabella Raposo e Thiago Brito
Outubro Acabou, dirigido por Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes
Quintal, dirigido por André Novais
Rapsódia de Um Homem Negro, dirigido por Gabriel Martins

Foto: Divulgação.

Abraccine lança o livro 100 Melhores Filmes Brasileiros no Festival de Gramado 2016

por: Cinevitor

abraccinelivroCríticos e associados da Abraccine reunidos em Gramado.

Aconteceu na quinta-feira, 01/09, na Sociedade Recreio Gramadense, durante o 44º Festival de Cinema de Gramado, o lançamento do livro 100 Melhores Filmes Brasileiros, publicação da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), em parceria com o Canal Brasil e a Editora Letramento, que reúne textos dos mais importantes críticos e estudiosos de cinema em atividade sobre os filmes que mais se destacaram na história de nossa cinematografia, sem distinção de período, gênero ou metragem.

A escolha dos filmes teve como base uma votação promovida pela Abraccine no ano passado, com 100 associados e convidados de todo o Brasil, divulgada em novembro (clique aqui e confira a lista completa).

São 100 autores, entre associados da entidade criada em 2011 e convidados, que buscaram um viés ensaístico, resultando em análises que certamente se tornarão referência no estudo dos filmes selecionados. O arco é amplo e parte de Limite, a mais antiga produção presente na lista, lançada em 1931, com direção de Mario Peixoto e analisado por Enéas de Souza, até chegar a produções recentes como Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, analisado por Adriana Androvandi.

Ainda entre os que têm suas obras analisadas no livro estão diretores que fizeram história no cinema brasileiro, como Glauber Rocha, Leon Hirszman, Nelson Pereira dos Santos, Eduardo Coutinho, Paulo César Saraceni, Rogério Sganzerla, Anselmo Duarte, Joaquim Pedro de Andrade, Luiz Sergio Person e Carlos Reichenbach.

“Para escrever, eu escolhi meu filme brasileiro preferido, que é Terra em Transe, do Glauber Rocha, uma obra ainda tão atual. Acredito que uma das funções da crítica é não apenas fazer cotações de filmes ou dizer se são bons ou ruins, mas, mostrar como os grandes filmes se eternizam exatamente pelas questões que atravessam épocas e que podem nos servir para reflexões do cotidiano”, disse Luiz Zanin, ex-presidente da Abraccine, que estava presente no lançamento.

O Canal Brasil, que completa 18 anos em setembro, fará uma mostra que vai ao ar a partir do dia 12/09, sempre à meia-noite e quinze, com vinte dos cem filmes alocados no livro. Na seleção, estão produções como O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte; O Auto da Compadecida, de Guel Arraes; O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla; Pixote: A Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco, entre outros.

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Foto: Edison Vara/Pressphoto.

El Mate, de Bruno Kott, é exibido no 44º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

elmategramadoEquipe no tapete vermelho antes da apresentação do filme.

Dirigido por Bruno Kott, El Mate, que mostra uma noite na vida de Armando, um assassino de aluguel portenho, interpretado por Fabio Marcoff, foi exibido nesta quarta-feira, 31/08, na Mostra Competitiva de Longas Brasileiros do 44º Festival de Cinema de Gramado.

No dia seguinte, a equipe se reuniu na Sociedade Recreio Gramadense para participar de uma coletiva de imprensa, na qual conversaram sobre diversos temas relacionados ao filme: “Sobre a construção do personagem é como se fosse uma folha em branco e aí você vai deixando passar por todas as situações, pelo figurino, pelo texto. E esse personagem foi surgindo de uma maneira orgânica e verdadeira”, disse Marcoff, ator argentino que mora no Brasil há mais de dez anos.

Aperte o play e confira trechos da apresentação do filme no Palácio dos Festivais e também da coletiva de imprensa:

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Foto: Edison Vara/Pressphoto.

Festival de Gramado 2016: representado pela filha, José Mojica Marins é homenageado com o Troféu Eduardo Abelin

por: Cinevitor

lizdocaixaoNo palco: Liz Marins mostra o anel original do personagem Zé do Caixão.

Considerado o mestre do horror brasileiro, José Mojica Marins estava confirmado na 44ª edição do Festival de Cinema de Gramado para receber o Troféu Eduardo Abelin, honraria entregue a grandes nomes da área técnica do cinema nacional. Mas, por determinação médica, teve que cancelar sua vinda à serra gaúcha e mandou sua filha, a cineasta Liz Marins, também conhecida como Liz Vamp, para representá-lo.

A homenagem celebrou mais do que o inegável legado ao gênero do horror que Marins ajudou a construir e consolidar no Brasil com seu eterno personagem Zé do Caixão, mas também reverenciou seu talento como diretor, roteirista e produtor.

Liz Marins passou pelo tapete vermelho acompanhada por outros personagens que davam o clima do gênero que Mojica ajudou a introduzir na cinematografia brasileira. Já no palco do Palácio dos Festivais, muito emocionada, fez seu discurso de agradecimento: “As melhores homenagens são feitas em vida. Meu pai sofreu preconceito no próprio país durante muitos anos. Ser homenageado em um festival tão importante como esse é algo como a pátria dele reconhecendo o valor deste homem. Um homem que nunca desistiu do Brasil, mesmo sendo desdenhado por muitos”.

Além disso, o próprio homenageado enviou um vídeo de agradecimento ao festival: “Me sinto feliz de ter minha filha me representando, que é a mesma coisa que eu porque ela segue os meus passos do cinema e do gênero terror”.

Aperte o play e confira os melhores momentos da homenagem:

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Foto: Edison Vara/Pressphoto.

Aquarius

por: Cinevitor

aquariuscartazDiretor: Kleber Mendonça Filho

Elenco: Sonia Braga, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Humberto Carrão, Carla Ribas, Julia Bernat, Barbara Colen, Zoraide Coleto, Fernando Teixeira, Paula de Renor, Pedro Queiroz, Daniel Porpino, Germano Melo, Buda Lira, Allan Souza Lima, Arly Arnaud, Lula Terra, Clarissa Pinheiro, Valdeci Junior, Rubens Santos, Mariquinha Santos, Léo Wainer, Fabio Leal, Bruno Goya.

Ano: 2016

Sinopse: Clara mora de frente para o mar no Aquarius, último prédio de estilo antigo da Av. Boa Viagem, no Recife. Jornalista aposentada e escritora, viúva com três filhos adultos e dona de um aconchegante apartamento repleto de discos e livros, ela irá enfrentar as investidas de uma construtora que tem outros planos para aquele terreno: demolir o Aquarius e dar lugar a um novo empreendimento.

Crítica do CINEVITOR: Hoje/Trago em meu corpo as marcas do meu tempo/Meu desespero, a vida num momento/A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo. Assim começa Aquarius, ao som de Hoje, na voz de Taiguara, como uma espécie de prólogo do que vamos ver ao longo dos 142 minutos no novo filme de Kleber Mendonça Filho. A protagonista Clara é primeiramente apresentada em um flashback. Logo, chegamos aos dias de hoje e aos poucos vamos conhecendo mais dessa mulher, que traz para o presente lembranças de um passado marcante. Na trama, ela bate de frente com uma construtora que pretende demolir o prédio em que mora para construir um empreendimento mais moderno no local. A briga de Clara vai além do apego material e sentimental. Vai além do fato de demolir suas memórias e enterrar parte de sua história. O confronto é mais complexo e real. E é aqui que Kleber Mendonça Filho engrandece sua obra, com uma crítica social que retrata perfeitamente os dias de hoje, mostrando a arrogância e o abuso de poder daqueles que se acham poderosos por serem movidos a dinheiro e status. O grande inimigo da protagonista é Diego, interpretado brilhantemente por Humberto Carrão. Jovem, empresário e típico filho do patriarcado, ele tenta negociar com Clara a venda do apartamento para, enfim, dar início à sua tão sonhada obra. Mas, a ambição do garoto é repreendida por uma mulher forte e poderosa, em todos os sentidos, que defende sua opinião com convicção. Sonia Braga está impactante na telona. Sua espetaculosa atuação cria uma personagem grandiosa, que domina todas as ações. Seu olhar, os gestos, as falas; tudo contribui para seu desempenho elogiável. Além disso, destaca-se também sua relação com a música, já que a trilha sonora de Aquarius é também uma personagem do filme. Ouvimos Gilberto Gil, Reginaldo Rossi, Roberto Carlos, Queen, Maria Bethânia, Villa-Lobos, e todas as canções surgem em momentos certeiros, de acordo com cada acontecimento, criando um encontro íntimo entre música e personagem. Ainda assim, a sensibilidade de Kleber Mendonça Filho vai além. O diretor, e também roteirista, realiza muito bem seu ofício ao criar reflexões a cada cena. Tudo em Aquarius tem um motivo e uma intenção. Desde a tensão na narrativa, passando por diversas pautas, como a mistura de classes sociais, os opostos e as discussões familiares, até chegar à cereja do bolo: um retrato nítido da situação política, social e econômica do nosso país, dominada por podres poderes. A prepotência e a falta de caráter daqueles que tentam se beneficiar com algo passando por cima do outro, aqui, aparece como ficção, mas sabemos o quanto isso é real. A luta pacífica de Clara contra um sistema machista e nebuloso quebra barreiras e traz em seu entorno sentimentos como amor, carinho e afeto, pois o apego às suas memórias se mistura com o passado, presente e futuro. Kleber Mendonça Filho coloca o Brasil nas telonas e vai além de apenas contar uma história. Com Aquarius, ele transporta o espectador da poltrona para dentro do filme, com genialidade e domínio. Uma obra-prima do cinema brasileiro. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Star Trek: Sem Fronteiras

por: Cinevitor

trekstarcartazStar Trek Beyond

Diretor: Justin Lin

Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoe Saldana, Simon Pegg, John Cho, Anton Yelchin, Idris Elba, Sofia Boutella, Joe Taslim, Lydia Wilson, Deep Roy, Melissa Roxburgh, Anita Brown, Doug Jung, Danny Pudi, Kim Kold, Fraser Aitcheson, Matthew MacCaull, Emy Aneke, Shohreh Aghdashloo, Greg Grunberg, Jarod Joseph, Jeremy Raymond, Adam DiMarco, Fiona Vroom, Douglas Chapman, Dan Payne, Andrea Yu, Shea Whigham, Christian Sloan, Sara Maria Forsberg, Ashley Edner, Jeff Bezos, Jason Matthew Smith.

Ano: 2016

Sinopse: Um inimigo misterioso chamado Krall colocará o Capitão Kirk e e o restante da tripulação da USS Enterprise à prova com tudo o que a Federação representa, em uma missão envolvendo uma perigosa guerra intergaláctica.

Crítica do CINEVITOR: Neste ano, a franquia Star Trek completa cinco décadas. Tudo começou em 1966, com uma série de TV, que logo se expandiu para as telonas. No primeiro filme, lançado em 1979, um alienígena ameaça destruir a Terra, mas se depara com o almirante James T. Kirk (William Shatner) e com o comandante Spock (Leonard Nimoy), a bordo da nave Enterprise, prontos para salvar o planeta. As aventuras dessa tripulação renderam muitos filmes. Até que em 2009, J.J. Abrams apresenta uma nova franquia, com histórias que se passam em uma realidade paralela aos longas anteriores. Primeiro foi Star Trek; depois veio Além da Escuridão, em 2013; e agora, Sem Fronteiras, com Justin Lin, de Velozes & Furiosos, assumindo a direção, e Abrams na produção. Um inimigo misterioso (Idris Elba) coloca o Capitão Kirk (Chris Pine) e o restante da tripulação da USS Enterprise à prova com tudo o que a Federação representa, em uma missão envolvendo uma perigosa guerra intergaláctica. Aqui, o diferencial é a preocupação em realizar uma obra competente, que visa lucro nas bilheterias, mas também qualidade cinematográfica. Cenas de ação bem dirigidas e um elenco entrosado ajudam a criar uma narrativa ágil, que mistura ficção científica com uma pitada de humor na medida certa. Filmaço para todos os públicos. (Vitor Búrigo)

*Crítica publicada na edição 86 (novembro/2016) da Revista Preview.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

 

CINEVITOR #176: Entrevista com Sonia Braga | 44º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

bragacinevitorSonia Braga no tapete vermelho com a equipe de Aquarius.

Musa, ícone, diva, talentosa, divertida. Sonia Braga é tudo isso e mais um pouco. A renomada atriz brasileira, que levou o nome do nosso país mundo afora por meio da sétima arte, chega às telonas nesta semana com Aquarius, novo filme de Kleber Mendonça Filho, exibido na Competição Oficial do Festival de Cannes deste ano.

Na última semana, Sonia marcou presença no 44º Festival de Cinema de Gramado e foi homenageada com o Troféu Oscarito. Além disso, também subiu ao palco para apresentar Aquarius, filme de abertura desta edição, ao lado da equipe.

Em entrevista ao CINEVITOR, direto do festival, Sonia falou sobre sua carreira, relembrou alguns filmes de sucesso, como Dona Flor e Seus Dois Maridos e O Beijo da Mulher Aranha, contou como foi apresentar o Oscar de melhor curta-metragem, em 1987, ao lado de Michael Douglas, e revelou, pela primeira vez em uma entrevista, que namorou o filho de uma grande estrela de Hollywood.

Aperte o play e confira:

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Filmes: Dona Flor e Seus Dois Maridos, Eu Te Amo, Tieta do Agreste, O Beijo da Mulher Aranha e Aquarius.

Foto: Edison Vara/Pressphoto.

Carolina Dieckmann apresenta O Silêncio do Céu, de Marco Dutra, no 44º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

silenciogramadoEquipe reunida na Rua Coberta, antes de entrar no Palácio dos Festivais.

Na noite de domingo, 28/08, antes da cerimônia de entrega dos prêmios da Mostra Gaúcha de Curtas, aconteceu a exibição do filme O Silêncio do Céu, dirigido por Marco Dutra e protagonizado por Carolina Dieckmann e pelo argentino Leonardo Sbaraglia.

No dia seguinte, a equipe participou de uma coletiva e conversou com a imprensa sobre o filme: “Quando eu recebi o roteiro [enviado pelo produtor Rodrigo Teixeira] soube imediatamente que eu queria fazer o filme porque tinham coisas de um universo que me interessa muito”, disse o diretor Marco Dutra. E completou: “Eu gosto muito de filme de gênero. Em O Silêncio do Céu já estava muito sugerido no roteiro a ideia de suspense e o que eu fiz foi talvez intensificar isso mais um pouco com a direção. Talvez aproximar o filme mais do suspense do que a primeira leitura do roteiro pudesse sugerir”.

A atriz Carolina Dieckmann, que também marcou presença no 44º Festival de Cinema de Gramado, elogiou o filme: “O Silêncio do Céu é um projeto muito especial porque além de me dar uma possibilidade dramática ainda mais profunda, forte e intensa, tinha o desafio de fazer isso em outra língua”.

Aperte o play e confira os melhores momentos da apresentação do filme e também da coletiva de imprensa:

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Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

O Roubo da Taça, com Paulo Tiefenthaler, é exibido no Festival de Gramado 2016

por: Cinevitor

roubopalcoEquipe reunida no tapete vermelho.

Na noite de sábado, 27/08, a comédia O Roubo da Taça, dirigida por Caíto Ortiz, foi exibida no Palácio dos Festivais na Mostra Competitiva de Longas Brasileiros do 44º Festival de Cinema de Gramado. A história, que se passa na década de 1980, conta os detalhes do roubo da Taça Jules Rimet, que desapareceu da sede da CBF no Rio de Janeiro.

No dia seguinte à exibição, o diretor e o ator Paulo Tiefenthaler participaram da coletiva de imprensa e elogiaram a atuação de Taís Araújo, que vive Dolores no filme: “Foi uma química muito gostosa, muito rápida. A Taís é muito emocional e é sensacional. Me surpreendeu. Ela quis muito fazer essa história e já chegou com esse poder todo nos ensaios”, disse Paulo.

Confira os melhores momentos da apresentação do filme no palco e também da coletiva de imprensa:

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Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

Guaraní

por: Cinevitor

guaraniposterDiretor: Luis Zorraquin

Elenco: Hebe Duarte, Jazmin Bogarin, Emilio Barreto.

Ano: 2016

Sinopse: Atilio é paraguaio, pescador e vive com algumas de suas filhas e a neta Iara perto do rio. Seu desejo é ter um neto para ensiná-lo a língua Guaraní e também os segredos do seu negócio. Sua filha Helena, mãe de Iara, vive em Buenos Aires. Atilio encontra uma carta e descobre que ela está grávida de um menino. Logo, decide ir ao encontro de sua filha na esperança de que o neto nasça em terra paraguaia. Para isso, segue viagem em companhia da neta.

*Filme visto no 44º Festival de Cinema de Gramado.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Elis é exibido no 44º Festival de Cinema de Gramado e Andreia Horta é ovacionada pelo público

por: Cinevitor

elispalcoEquipe de Elis no palco do Palácio dos Festivais.

A Mostra Competitiva de Longas Brasileiros do 44º Festival de Cinema de Gramado começou no sábado, 27/08, com Elis, filme dirigido por Hugo Prata, que mostra a trajetória da cantora Elis Regina. Ao final da exibição, o público, emocionado, aplaudiu de pé a atriz Andreia Horta, que interpreta a protagonista.

No dia seguinte, a equipe do filme participou da coletiva de imprensa e o diretor não economizou em elogios aos colegas de trabalho: “Todos que interpretaram músicos nos filmes são músicos de verdade. E mesmo assim, para eles, foi muito difícil realizar todas as performances. Para a Andreia, demos todo o suporte que ela nos pediu para que seu corpo cantasse aquelas canções. Ela cantou e projetou sua voz, mas teve um desgaste físico enorme”, disse Hugo Prata.

Assista aos melhores momentos da apresentação de Elis no Palácio dos Festivais, o momento em que Andreia é ovacionada pelo público e também trechos da coletiva, em que a equipe fala da preparação, dos bastidores, do suporte da família de Elis, entre outros assuntos:

Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto.