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Terminaram as filmagens de Los Silencios, novo filme de Beatriz Seigner

por: Cinevitor

lossilenciosfimBastidores do filme.

Diretora do premiado Bollywood Dream – O Sonho Bollywoodiano, seu primeiro longa totalmente filmado na Índia, Beatriz Seigner rodou a ficção Los Silencios na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. O filme se passa em quatro níveis distintos do Rio Amazonas, o que fez a diretora e sua equipe se dividirem em barcos durante as filmagens, rodando sem chão sob os pés.

O longa conta a história de Amparo, interpretada por Marleyda Soto, e seus dois filhos Núria, papel de María Paula Tabares Peña, e Fabio, vivido por Adolfo Savinvino, que reencontram o pai Adão, interpretado por Enrique Diaz, supostamente morto, vivendo numa ilha repleta de casas de palafitas no meio do Rio Amazonas.

Com medo de trair o segredo de família, Núria emudece, enquanto Fábio parece conviver com isso sem problemas. Em meio a esse processo, a família tenta receber uma indenização pela morte do pai e obter um visto para fugir para o Brasil. Ao encobrir essa história, descobrem mais sobre o passado da família, intrincados nos conflitos armados que já duram mais de meio século na Colômbia.

A Miríade Filmes e a Enquadramento Produções assinam a produção junto com a conceituada produtora francesa Ciné-Sud Promotion e a colombiana DíaFragma Fábrica de Películas. O filme foi destacado como uma das cinco produções brasileiras para ficar de olho pela revista do Marché du Film do Festival de Cannes e a Vitrine Filmes será a distribuidora no Brasil.

Foto: Juliana Vasconcelos.

CINEVITOR #250: Entrevista com Jesuíta Barbosa | Edição Especial

por: Cinevitor

jesuita1cinevitorJesuíta Barbosa na plateia do Cine Ceará.

Aos 26 anos, Jesuíta Barbosa já acumula trabalhos marcantes e importantes em seu currículo. Nascido em Salgueiro, no Pernambuco, se dedicava à arte ainda na infância, quando se mudou para Fortaleza, no Ceará, e começou a atuar em grupos de teatro.

Sua estreia na sétima arte aconteceu em 2013, no curta-metragem O Melhor Amigo, do cineasta cearense Allan Deberton. Depois disso, ganhou destaque em grandes produções nacionais, como Cine Holliúdy, Serra Pelada e Tatuagem. Com este último, venceu o prêmio de melhor ator no Festival do Rio e foi indicado à mesma categoria no Festival de Gramado.

Surgia aqui uma grande promessa do cinema brasileiro, que logo se concretizou como um grande talento, com direito a elogios do colega Wagner Moura, com quem atuou em Praia do Futuro, filme de Karim Aïnouz. Depois disso, vieram trabalhos na TV e mais filmes, como: Trash: A Esperança Vem do Lixo, Reza a Lenda e Jonas. No ano que vem, Jesuíta volta às telonas com O Grande Circo Místico, longa de Cacá Diegues que está em processo de finalização.

Aqui no CINEVITOR, tivemos o prazer de encontrar com Jesuíta algumas vezes. O último encontro aconteceu na 27ª edição do Cine Ceará, onde ele apresentou o filme Malasartes e o Duelo com a Morte, de Paulo Morelli.

Para esse programa especial, em que comemoramos 250 edições, nada melhor do que contar com a presença ilustre de um talentoso artista que tanto admiramos. Em uma entrevista exclusiva, Jesuíta Barbosa comenta alguns filmes de sua carreira e relembra os bastidores das produções.

Aperte o play e confira:

Foto: Rogerio Resende.

O Bar

por: Cinevitor

elbarposterEl bar

Direção: Álex de la Iglesia

Elenco: Blanca Suárez, Mario Casas, Carmen Machi, Secun de la Rosa, Jaime Ordóñez, Terele Pávez, Joaquín Climent, Alejandro Awada, Jordi Aguilar, Diego Braguinsky, Mamen García, Daniel Arribas, Paco Sarro, Mari Giner, Tony Lam, Mariano Andrés, Sue Flack, Daniele Fileti, Miguel Fajardo, Helena Resano.

Ano: 2017

Sinopse: Após testemunhar um assassinato, estranhos abrigados em um bar de Madri começam a agredir uns aos outros à medida que o pânico se instala e a contagem de corpos aumenta.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Conheça os vencedores do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

por: Cinevitor

arabiabrasiliavenceCena de Arábia: quatro prêmios em Brasília.

Foram anunciados na noite deste domingo, 24/09, os vencedores do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Apresentada pelos atores Caco Ciocler e Mariana Nunes, a cerimônia de encerramento premiou as produções eleitas pelo Júri Oficial e Popular com o cobiçado Troféu Candango, um dos mais prestigiados prêmios do cinema brasileiro. No total, o festival apresentou 144 obras que compuseram mostras competitivas e retrospectivas, durante 10 dias de evento, propondo uma reflexão sobre o presente e o futuro do audiovisual brasileiro.

O Júri Oficial premiou Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans, como o melhor filme desta edição. O longa ainda recebeu mais quatro prêmios: melhor ator para Aristides de Sousa, montagem, trilha sonora e o Prêmio da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema). Entre os curtas, o prêmio de melhor filme segundo o Júri Oficial foi entregue para Tentei, de Laís Melo, também premiado nas categorias de melhor atriz para Patrícia Saravy e melhor fotografia.

Além do Troféu Candango e dos cachês de seleção, distribuídos entre todos os filmes selecionados, prêmios em dinheiro também foram concedidos. O Prêmio Petrobras de Cinema celebra o melhor longa-metragem segundo o Júri Popular na Mostra Competitiva com R$ 200 mil; e o melhor longa-metragem segundo o Júri Popular na Mostra Brasília, com R$ 100 mil. Os prêmios de R$ 200 mil vão contemplar a distribuição do filme em pelo menos 15 salas e 5 praças ao longo dos primeiros 90 dias de lançamento comercial. Já os de R$ 100 mil vão garantir a distribuição em pelo menos 10 salas e três praças ao longo dos primeiros 90 dias de lançamento comercial.

Conheça os vencedores do Festival de Brasília 2017:

LONGA-METRAGEM | TROFÉU CANDANGO:

Melhor Filme: Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans
Melhor Direção: Adirley Queirós por Era uma vez Brasília
Melhor Ator: Aristides de Sousa, por Arábia
Melhor Atriz: Valdinéia Soriano, por Café com Canela
Melhor Ator Coadjuvante: Alexandre Sena, por Nó do Diabo
Melhor Atriz Coadjuvante: Jai Baptista, por Vazante
Melhor Roteiro: Café com Canela, escrito por Ary Rosa
Melhor Fotografia: Era uma vez Brasília, por Joana Pimenta
Melhor Montagem: Arábia, por Luiz Pretti e Rodrigo Lima
Melhor Som: Era uma vez Brasília, por Guile Martins, Daniel Turini e Fernando Henna
Melhor Direção de Arte: Vazante, por Valdy Lopes JN
Melhor Trilha Sonora: Arábia, por Francisco Cesar e Cristopher Mack
JÚRI POPULAR (Prêmio Petrobras de Cinema): Café com Canela, de Ary Rosa e Glenda Nicácio
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Melhor Ator Social para Emelyn Fischer, por Música para quando as Luzes se apagam

CURTA-METRAGEM| TROFÉU CANDANGO:

Melhor Filme: Tentei, dirigido por Laís Melo
Melhor Direção: Irmãos Carvalho, por Chico
Melhor Ator: Marcus Curvelo, por Mamata
Melhor Atriz: Patricia Saravy, por Tentei
Melhor Roteiro: Peripatético, escrito por Ananda Radhika
Melhor Fotografia: Tentei, por Renata Corrêa
Melhor Direção de Arte: Torre, por Pedro Franz e Rafael Coutinho
Melhor Som: Chico, por Gustavo Andrade
Melhor Trilha Sonora: Nada, por Marlon Trindade
Melhor Montagem: Mamata, por Amanda Devulsky e Marcus Curvelo
JÚRI POPULAR: Carneiro de Ouro, dirigido por Dácia Ibiapina
PRÊMIO ESPECIAL: Peripatético, dirigido por Jéssica Queiroz
PRÊMIO CiaRio/Naymar, para o melhor curta-metragem pelo Júri Popular: Carneiro de Ouro, dirigido por Dácia Ibiapina

PRÊMIO ABRACCINE:
Melhor curta-metragem: Mamata, dirigido por Marcus Curvelo
Melhor longa-metragem: Arábia, dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans

MOSTRA BRASÍLIA | 22º TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL:

Melhor longa-metragem (R$ 100 mil): O Fantástico Patinho Feio, de Denilson Félix
Melhor curta-metragem (R$ 30 mil): UrSortudo, de Januário Jr. e Tekoha – Som da Terra, de Rodrigo Arajeju e Valdelice Veron
Melhor Direção (R$ 12 mil): Dácia Ibiapina, por Carneiro de Ouro
Melhor Ator (R$ 6 mil): Elder de Paula, por UrSortudo
Melhor Atriz (R$ 6 mil): Rafaela Machado, por Menina de Barro
Melhor Roteiro (R$ 6 mil): UrSortudo, escrito por Januário Jr.
Melhor Fotografia (R$ 6 mil): A margem do Universo, por Gustavo Serrate
Melhor Montagem (R$ 6 mil): Afronte, por Lucas Araque
Melhor Direção de Arte (R$ 6 mil): O Menino Leão e a Menina Coruja, por Bianca Novais, Flora Egécia e Pato Sardá
Melhor Edição de Som (R$ 6 mil): Tekoha – Som da Terra, por Maurício Fonteles
Melhor Trilha Sonora (R$ 6 mil): O Vídeo de 6 faces, por Ramiro Galas
JÚRI POPULAR | Melhor longa-metragem (R$ 40 mil): Menina de Barro, de Vinícius Machado
JÚRI POPULAR | Melhor curta-metragem (R$ 10 mil): O Menino Leão e a Menina Coruja, de Renan Montenegro

PRÊMIO PETROBRAS DE CINEMA, para o melhor longa-metragem pelo Júri Popular da Mostra Brasília: Menina de Barro, dirigido por Vinícius Machado

PRÊMIO PLUG.IN, para o melhor longa-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília: Menina de Barro, dirigido por Vinícius Machado

PRÊMIO CiaRIO, para o melhor longa-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília: Menina de Barro, dirigido por Vinícius Machado

FESTUNIBRASÍLA – 1º FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DE CINEMA DE BRASÍLIA:

Melhor Filme: O Arco do Medo, de Juan Rodrigues (Universidade Federal do Recôncavo Baiano)
Melhor Direção: Fervendo, de Camila Gregório (Universidade Federal do Recôncavo Baiano)
Júri Popular: O Homem que não cabia em Brasília, de Gustavo Menezes (UnB)
Menção Honrosa | Método de Construção Criativa: Afronte, de Bruno Victor e Marcus Azevedo (UnB)
Menção Honrosa | Fotografia: Gabriela Akashi, por Serenata (USP)
Menção Honrosa | Filme de Animação: Mira, de Janaína da Veiga (Unespar)

OUTROS PRÊMIOS:

PRÊMIO MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES: Construindo Pontes, dirigido por Heloísa Passos
PRÊMIO CANAL BRASIL: Chico, dirigido por Irmãos Carvalho
PRÊMIO SARUÊ: Afronte, de Marcus Azevedo e Bruno Victor
Prêmio ABCV (Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo): Marco Curi, Manfredo Caldas e Gerlado Moraes

Foto: Katasia Filmes.

Filmes brasileiros são premiados no 21º Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer

por: Cinevitor

corpoeletricolisboaProtagonista: Kelner Macêdo em Corpo Elétrico.

Foram anunciados neste sábado, 23/09, os vencedores do 21º Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer, que aborda novas propostas cinematográficas de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero e transexual.

Criado em 1997, o Queer Lisboa é considerado um dos festivais de gênero mais reconhecidos mundialmente e neste ano exibiu 90 filmes, de 32 países, ao longo de sua programação. Além disso, é o festival de cinema mais antigo de Lisboa, em Portugal.

O cinema brasileiro marcou presença no evento e foi premiado com quatro filmes: Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano, que recebeu Menção Especial do júri da Competição de Longas-metragens, formado por Isabel Abreu, Marcos Rocha e Yann Gonzalez; Entre os Homens de Bem, que acompanha o deputado Jean Wyllys, eleito pelo público como o melhor documentário desta edição; Tailor, de Calí dos Anjos, premiado como o melhor curta-metragem segundo o público; e o documentário A Destruição de Bernardet, que recebeu Menção Especial na mostra Queer Art.

Conheça os vencedores do Queer Lisboa 2017:

MELHOR FILME:
Los Objetos Amorosos, de Adrian Silvestre (Espanha)

MELHOR ATRIZ:
Laura Rojas Godoy e Nicole Costa, por Los Objetos Amorosos

MELHOR ATOR:
Owen Campbell, por Como Você É (As You Are)

MENÇÃO ESPECIAL:
Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano (Brasil)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR FILME:
Close-Knit (Karera ga honki de amu toki wa,), de Naoko Ogigami (Japão)

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Small Talk (Ri Chang Dui Hua), de Hui-Chen Huang (Taiwan)

MENÇÃO ESPECIAL:
Vivir y otras ficciones, de Jo Sol (Espanha)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Entre os Homens de Bem, de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros (Brasil)

MELHOR CURTA-METRAGEM:
Les Îles, de Yann Gonzalez (França)

MENÇÃO ESPECIAL:
Coelho Mau, de Carlos Conceição (Portugal/França)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR CURTA-METRAGEM:
Tailor, de Calí dos Anjos (Brasil)

COMPETIÇÃO IN MY SHORTS | MELHOR FILME UNIVERSITÁRIO:
Étage X, de Francy Fabritz (Alemanha)

MENÇÃO ESPECIAL:
Loris Sta Bene, de Simone Bozzelli (Itália) e Rute, de Ricardo Branco (Portugal)

COMPETIÇÃO QUEER ART | MELHOR FILME:
Occidental, de Neïl Beloufa (França)

MENÇÃO ESPECIAL:
A Destruição de Bernardet, de Claudia Priscilla e Pedro Marques (Brasil)

Foto: Joana Luz.

Gaga: Five Foot Two

por: Cinevitor

gagaposterDireção: Chris Moukarbel

Elenco: Lady Gaga, Mark Ronson, BloodPop, Florence Welch, Ashley Gutierrez, Nick Movshon, Cory Booker, Bobby Campbell, Joe Germanotta, Natali Germanotta, Cynthia Germanotta, Brian Newman, Hamish Hamilton, Andrea Gelardin, Ruth Hogben, Sonja Durham, Darryl Pinckney, Sandra Amador, Richy Jackson, Marlene Gerais, Danielle Aufiero, Brandon Maxwell, Donatella Versace.

Ano: 2017

Sinopse: Acompanhe a controversa Lady Gaga, ícone mundial, durante o lançamento de um álbum, nos preparativos do show do Super Bowl e confrontando desafios físicos e emocionais.

Crítica do CINEVITOR: Stefani Joanne Angelina Germanotta já era uma artista desde criança, quando aprendeu a tocar piano aos quatro anos de idade. Mas, o público só descobriu seu talento muito tempo depois quando surgiu como Lady Gaga, uma cantora pop conhecida por impactar tanto por sua atitude quanto por seus figurinos excêntricos. Seu primeiro álbum foi um sucesso e logo se tornou um fenômeno mundial. Daqui em diante foram muitos prêmios, turnês, contratos milionários, videoclipes, hits, polêmicas e tudo aquilo que faz parte da vida de uma celebridade internacional. Com uma carreira meteórica, Gaga sentiu necessidade de se renovar, ou melhor, de expor seu lado mais íntimo, e desconhecido pelo público, em canções de um novo álbum. Mas, ela foi além disso. Para mostrar essa transição artística e pessoal, resolveu revelar um outro lado de sua história neste documentário original Netflix. Gaga: Five Foot Two, dirigido por Chris Moukarbel, de Banksy Does New York, foi exibido recentemente no Festival de Toronto e surpreendeu a audiência presente. Logo no começo vemos a artista em casa, despojada, sem maquiagem, falando de sua relação estremecida com o até então namorado Taylor Kinney. Nestes minutos iniciais surge o primeiro de tantos discursos que são abordados ao longo do filme. Aqui, ela revela uma certa falta de paciência em relação a “bobagens de macho” e continua o assunto, em outro momento, quando reflete sobre o mercado machista no qual faz parte. Fato é que Lady Gaga sempre se preocupou em honrar as mulheres em suas apresentações e entrevistas, colocando-as em evidência numa sociedade dominada pelo patriarcado. Em meio a discussões importantes, como por exemplo quando fala sobre o poder da mídia em relação a Marilyn Monroe e Anna Nicole Smith e as consequências da fama que as levaram a finais trágicos, há espaço também para momentos íntimos e descontraídos, como: um passeio de carro sem ser reconhecida, uma conversa sobre sua relação com Madonna, uma reunião à beira da piscina fazendo topless, consultas médicas para tratar seu problema no quadril, bastidores da gravação do videoclipe de Perfect Illusion e da série American Horror Story, perfeccionismo e irritação com a equipe no ensaio do Super Bowl, uma festa de batizado do filho de um amigo, ensaio de seu novo álbum, parceria com Florence Welch e um emocionante encontro com a vó. Ou seja, o dia a dia normal de uma pessoa, que nesse caso não passa desapercebido por conta de seu trabalho reconhecido mundialmente. Além desses e tantos outros momentos que devem alegrar ainda mais os fãs da cantora, o documentário foca na questão pessoal da artista, da necessidade de querer fazer algo diferente e mostrar para o público seu amadurecimento. Se antes Gaga se sentia insegura e se escondia atrás de fantasias e perucas, agora ela se sente pronta para revelar um outro lado de sua personalidade. Esse reconhecimento próprio começa com Joanne, seu quinto álbum em estúdio, e definitivamente o mais pessoal de sua carreira. Aqui, Gaga também está se conhecendo e se descobrindo, tentando mostrar uma nova identidade ou talvez aquela que ainda não tivesse sido revelada por falta de coragem. “Eu não me sentia bonita e nem inteligente o suficiente. E nem uma cantora talentosa. Agora me sinto boa o suficiente e sei que tudo tem algum valor“. Essa revelação faz todo sentido ao longo dos 100 minutos de projeção, onde conhecemos todas as facetas de Gaga: a filha, a cantora, a irmã, a artista, a mulher. Percebemos que aquela Gaga fantasiada ficou para trás e que esse novo álbum reflete sua vida e sua determinação em revelar suas verdadeiras emoções. Claro que tudo sempre foi muito bem pensando em sua carreira, com a intenção de passar uma mensagem, e toda aquela afetação foi válida para sua construção profissional e para encorajar seus fãs. Por insegurança, Gaga desviava a atenção da mídia com suas performances, fosse em uma premiação ou em um tapete vermelho. Nada foi em vão. Porém, aos 30 anos, ela finalmente se sente segura para chamar atenção sendo ela mesma. Nua e crua. Gaga: Five Foot Two traça uma linha narrativa interessante e revela os dois lados da moeda. Ora somos público, ora somos íntimos da artista: seja dentro da sua casa ou durante a turnê de lançamento de Joanne. Gaga, que assina como produtora do filme, sabia muito bem o que queria mostrar e dizer e pareceu disposta a escancarar tudo para que o espectador não sentisse falta de nada. Chris Moukarbel começa seu filme de forma despretensiosa e despojada e aos poucos nos insere na intimidade e no crescimento de sua protagonista. Gaga: Five Foot Two é um presente para os little monsters, mas é também um retrato interessante, íntimo e bem filmado de uma artista despida de maquiagem e alegorias: com sentimentos, que sofre por amor, que liga para os pais quando se sente sozinha, que se emociona ao fazer a apresentação dos seus sonhos em um evento importante, que se preocupa com a opinião dos fãs e que se entrega de corpo e alma ao trabalho. Lady Gaga será sempre uma estrela, pronta para brilhar. Mas, depois desse documentário, você a enxergará com outros olhos. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

41ª Mostra de São Paulo divulga destaques da programação e pôster assinado por Ai Weiwei

por: Cinevitor

mostra41squareTerry Notary em The Square: Palma de Ouro em Cannes.

A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acaba de divulgar o cartaz de sua 41ª edição, que acontecerá entre os dias 19/10 e 01/11, com a arte assinada pelo artista chinês Ai Weiwei, que tem uma trajetória marcada pela questão dos direitos humanos em seu país e, nos últimos anos, pela crise global dos refugiados.

O artista, que trabalha também com cinema e arquitetura, ganhou reconhecimento mundial pela sua abordagem do tema, como pode ser visto na obra Hands Without Bodies, que estampa o pôster, e também no seu filme Human Flow, selecionado para o Festival de Veneza deste ano, que será exibido na abertura do evento, no dia 18/10, no Auditório Ibirapuera, e também estará na programação.

A arte do cartaz destaca a peça de mármore branco, pertencente a um conselho do Israel Museum, em Jerusalém, que traz duas mãos se unindo para simbolizar a ideia do artista de que o futuro da humanidade se encontra na força da conexão entre as pessoas. A falta disso é explorada em seu filme, centrado no fluxo humano migratório em meio a uma grave crise mundial neste sentido.

A temática também permeia parte da seleção desta edição da Mostra, além de Human Flow e do pôster, em longas de diversos países. Segundo informações divulgadas pela Folha de São Paulo, a 41ª edição da Mostra terá cerca de 300 filmes, entre eles, o vencedor do Festival de Toronto deste ano, Três Anúncios para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), de Martin McDonagh, também premiado em Veneza como melhor roteiro; Happy End, dirigido por Michael Haneke; o sueco The Square, de Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro no último Festival de Cannes; o drama Scary Mother, premiado em Locarno; entre outros.

happyendmostraCena de Happy End, dirigido por Michael Haneke e protagonizado por Isabelle Huppert.

Além disso, nas últimas edições a Mostra vem desenvolvendo a tradição de levar para o público um panorama da produção cinematográfica de um país diferente. Neste ano, destaca-se o Foco Suíça, com filmes contemporâneos e clássicos, encontros, debates e uma retrospectiva do cineasta Alain Tanner.

Neste ano, o cineasta francês Paul Vecchiali, diretor de Corps à coeur (1979), En haut des marches (1983), Once More (1988), À vot’ bon coeur (2004), Noites Brancas no Píer (2014) e O Ignorante (2016), será homenageado com o Prêmio Leon Cakoff, segundo informação divulgada pelo portal do Estado de S. Paulo.

Conheça alguns filmes já confirmados para a 41ª Mostra de São Paulo:

24 Frames, de Abbas Kiarostami (Irã/França)
Nelyubov (Loveless), de Andrey Zvyagintsev (Rússia/França)
O Amante de um Dia (L’amant d’un jour), de Philippe Garrel (França)
La Cordillera, de Santiago Mitre (Argentina/França/Espanha)
La telenovela errante, de Raúl Ruiz e Valeria Sarmiento (Chile)
L’atelier, de Laurent Cantet (França)
No Date, No Signature (Bedoune tarikh, bedoune emza), de Vahid Jalilvand (Irã)
Los Versos del Olvido (Oblivion Verses), de Alireza Khatami (França/Alemanha/Holanda/Chile)
Human Flow, de Ai Weiwei (Alemanha)
Free and Easy, de Jun Geng (China)
Três Anúncios para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), de Martin McDonagh (Reino Unido/EUA)
O Outro Lado da Esperança (Toivon tuolla puolen), de Aki Kaurismäki (Finlândia/Alemanha)
Visages, villages, de Agnès Varda e JR (França)
Loving Vincent, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman (Reino Unido/Polônia)
The Square, de Ruben Östlund (Suécia/Alemanha/França/Dinamarca)
O Homem Mosca, de Fred C. Newmeyer e Sam Taylor (EUA) (exibição ao ar livre no Parque Ibirapuera)
Mulheres Divinas (Die göttliche Ordnung), de Petra Volpe (Suíça)
Happy End, de Michael Haneke (França/Áustria/Alemanha)
Hikari (Radiance), de Naomi Kawase (Japão/França)
Félicité, de Alain Gomis (França/Bélgica/Senegal/Alemanha/Líbano)
Jusqu’à la garde (Custody), de Xavier Legrand (França)
Scary Mother, de Ana Urushadze (Geórgia/Estônia)

Confira o pôster da 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo:

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Fotos: Divulgação.

A Forma da Água, de Guillermo del Toro, será o filme de abertura do Festival do Rio 2017

por: Cinevitor

aguadeltororioConto de fadas mundano ambientado na América.

Vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Veneza deste ano, A Forma da Água, no original The Shape of Water, do mexicano Guillermo del Toro, de Hellboy e O Labirinto do Fauno, foi escolhido para abrir o Festival do Rio 2017, no dia 05/10.

A sessão de gala para convidados acontece no Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro e dá início à maior maratona cinematográfica da América Latina. O filme é distribuído pela Fox Film do Brasil e estreia nos cinemas brasileiros em janeiro de 2018.

Ambientado no auge da Guerra Fria, na década de 1960, a produção conta a história de Eliza, interpretada por Sally Hawkins, uma mulher que trabalha para o governo em um laboratório secreto de experimentações científicas e se apaixona por uma das criaturas fantásticas mantidas em cativeiro no local.

No laboratório oculto de alta segurança do governo onde trabalha, a solitária Eliza está presa em uma vida de isolamento. Sua vida muda para sempre quando ela e sua colega de trabalho Zelda, papel de Octavia Spencer, descobrem uma experiência secreta confidencial. Michael Shannon, Richard Jenkins, Doug Jones e Michael Stuhlbarg completam o elenco.

Clique aqui e confira a lista completa com as atrações da 19ª edição do Festival do Rio.

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #249: Entrevista com Camila Morgado e Murilo Benício | Divórcio

por: Cinevitor

divorciocinevitorCamila Morgado e Murilo Benício em cena: amor, ódio e tomates.

Com diversas cenas de ação e uma trilha sonora que vai do rock ao sertanejo, Divórcio, dirigido por Pedro Amorim, já está em cartaz nos cinemas. As filmagens foram realizadas em Ribeirão Preto, tanto em locações na parte urbana da cidade, como em uma plantação de tomates. O longa contou também com moradores de Ribeirão na equipe, no elenco e figuração.

Escrito por Paulo Cursino, a trama acompanha a história de Noeli e Júlio, casal humilde que enriquece quando cria o molho de tomate Juno, que se torna um sucesso nacional. Com o passar dos anos, já donos de uma grande empresa e com muito dinheiro, os dois se distanciam. E um incidente na estrada é a gota d’água para a separação do casal. Enquanto buscam o melhor advogado para defender o patrimônio de cada um, o ex-casal se envolve em um processo de divórcio cheio de confusões e com cenas hilárias.

Para falar mais sobre a comédia, conversamos com os protagonistas Murilo Benício e Camila Morgado e fizemos um quiz divertido sobre sertanejo universitário, artistas deste gênero musical, entre outros assuntos. Aperte o play e confira:

Foto: Guilherme Maia.

Mãe!

por: Cinevitor

maeposter1Mother!

Direção: Darren Aronofsky

Elenco: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer, Brian Gleeson, Domhnall Gleeson, Jovan Adepo, Kristen Wiig, Amanda Chiu, Patricia Summersett, Eric Davis, Raphael Grosz-Harvey, Emily Hampshire, Abraham Aronofsky, Luis Oliva, Stephanie Ng Wan, Chris Gartin, Stephen McHattie, Ambrosio De Luca, Gregg Bello, Arthur Holden, Henry Kwok, Alex Bisping, Koumba Ball, Robert Higden, Elizabeth Neale, Scott Humphrey, Marcia Jean Kurtz, Cristina Rosato, Pierre Simpson, Shaun O’Hagan, Sabrina Campilii, Stanley Herman, Mizinga Mwinga, Genti Bejko, Andreas Apergis, Julianne Jain, Julien Irwin Dupuy, Amanda Warren, Laurence Leboeuf, Sarah-Jeanne Labrosse, Deena Aziz, Jaa Smith-Johnson, Vitali Makarov.

Ano: 2017

Sinopse: A relação de um casal é testada quando visitantes não esperados chegam à sua casa e atrapalham a tranquilidade da família.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Divórcio

por: Cinevitor

divorcioposterDireção: Pedro Amorim

Elenco: Camila Morgado, Murilo Benício, Luciana Paes, Thelmo Fernandes, Angela Dippe, André Mattos, Paulinho Serra, Carol Severian, Flávia Martins, Cynthia Falabella, Bruna Tornarelli, Gustavo Vaz, Robson Nunes, Antônio Petrin, Lu Grimaldi, Jonathan Weel, Sabrina Sato.

Ano: 2017

Sinopse: Noeli e Júlio são um casal humilde que enriquece quando inventam o molho de tomate Juno, que se torna um sucesso nacional. Com o passar dos anos, já donos de uma grande empresa e com muito dinheiro, os dois se distanciam. E um incidente na estrada é a gota d’água para a separação. Enquanto buscam o melhor advogado para defender o patrimônio, o ex-casal se envolve em um processo de divórcio cheio de confusões e momentos hilários.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Rodin

por: Cinevitor

posterrodinDireção: Jacques Doillon

Elenco: Vincent Lindon, Izïa Higelin, Séverine Caneele, Bernard Verley, Anders Danielsen Lie, Arthur Nauzyciel, Laurent Poitrenaux, Olivier Cadiot, Alexandre Haulet, Louise Le Pape, Morgane de Vargas, Nia Acosta, Pauline Cousty, Cendrine Gourbin, Guylène Péan, Pierre-Yves Desmonceaux, Lea Jackson, François Neycken, Nathalie Bécue, Serge Bagdassarian, Patricia Mazuy, Edouard Duthuillé, Pascal Casanova, Anthony Bajon, Magdalena Malina, Svetlana Semusheva, Olivia Baes, Maxence Tual, Linh, Zina Esepciuc, Cléo Sénia, Edward Akrout, Daphné Koustafti.

Ano: 2017

Sinopse: Em Paris de 1880, Auguste Rodin finalmente recebe, aos 40 anos, sua primeira encomenda do Estado: A Porta do Inferno, obra composta de figuras que farão sua glória, como O Beijo e O Pensador. Ele divide sua vida com Rose, sua eterna companheira, quando conhece a jovem Camille Claudel, sua aluna mais talentosa, que rapidamente torna-se sua assistente e, em seguida, sua amante. Dez anos de paixão, mas também dez anos de admiração e cumplicidade compartilhada. Após a dissolução, Rodin continua a trabalhar com determinação. Ele deve encarar a rejeição e o entusiasmo que a sensualidade da sua escultura provoca e assina com seu Balzac, rejeitado enquanto vivo, ponto de partida incontestável da escultura moderna.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas