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27º Festival Mix Brasil anuncia filmes internacionais e atrações especiais

por: Cinevitor

retratojovemchamasmixAdèle Haenel e Noémie Merlant em Retrato de uma Jovem em Chamas: filme de abertura.

O 27° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, maior evento cultural dedicado à diversidade da América Latina e um dos maiores do mundo, acontecerá entre os dias 13 e 20 de novembro, em São Paulo. Neste ano, com o tema Persistir, o festival exibirá mais de 110 filmes nacionais e internacionais de 26 países. Completam a programação atrações que envolvem teatro, música, literatura, games, realidade virtual, laboratório audiovisual e conferência.

Com entrada gratuita em toda a programação, o Mix Brasil 2019 começa no Auditório Ibirapuera com o drama francês Retrato de uma Jovem em Chamas (Portrait de la jeune fille en feu), de Céline Sciamma, vencedor do prêmio de melhor roteiro e da Queer Palm no Festival de Cannes deste ano. No filme de abertura, a pintora Marianne, interpretada por Noémie Merlant, vive em uma ilha isolada na Bretanha, no final do século XVIII. Certo dia, é chamada para pintar o retrato da jovem Héloïse, vivida por Adèle Haenel, que vai se casar em breve. Esse encontro cria uma intimidade entre as duas que não estava programada. Na mesma noite, o público convidado será contemplado com um show de Ekena.

Neste ano, foram inscritos 158 curtas-metragens e 28 longas, produzidos no Brasil entre o final de 2018 e meados de 2019, tratando da diversidade sexual. Vale destacar que na Mostra Competitiva Brasil de Curtas, entre os 16 selecionados, 11 são dirigidos por mulheres.

Uma seleção de grandes filmes que passaram pelos principais festivais de cinema do mundo marca o Panorama Internacional que, entre outros destaques, traz os vencedores dos prêmios LGBTQI+ de Cannes, Berlim e Veneza: respectivamente, Retrato de uma Jovem em Chamas, de Céline Sciamma; Breve História do Planeta Verde, de Santiago Loza, vencedor do Teddy Award; e o chileno O Príncipe (El Príncipe), de Sebastián Muñoz, que levou o Leão Queer.

planetaestranhomix2019Romina Escobar no argentino Breve História do Planeta Verde: filme premiado.

Além disso, a seleção conta também com: o novo filme do cineasta Xavier Dolan, Matthias e Maxime (Matthias et Maxime), que disputou a Palma de Ouro em Cannes neste ano; o documentário português Até Que o Porno Nos Separe, de Jorge Pelicano, exibido no Festival de Guadalajara e premiado no CinEuphoria Awards; o drama E Então Nós Dançamos (And Then We Danced), de Levan Akin, representante da Suécia na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional e que rendeu o prêmio de melhor ator para Levan Gelbakhiani  no Festival de Sarajevo e foi exibido na Quinzena dos Realizadores, em Cannes; o documentário Normal, destaque da mostra Panorama em Berlim, e dirigido por Adele Tulli; o documentário Fabulous, de Audrey Jean-Baptiste; o drama Fim de Século (Fin de siglo), de Lucio Castro, eleito o melhor filme argentino do BAFICI e premiado no L.A. Outfest; o documentário Jonathan Agassi Salvou Minha Vida (Jonathan Agassi Saved My Life), de Tomer Heymann, premiado nos festivais de Atlanta, Jerusalém e Dublin.

E mais: o drama Port Authority, de Danielle Lessovitz, exibido na mostra Un Certain Regard, em Cannes, e produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features; o romance Billie e Emma, de Samantha Lee; o drama romeno Monstros (Monstri.), de Marius Olteanu, premiado na mostra Forum do Festival de Berlim; o drama austríaco O Chão Sob Meus Pés (Der Boden unter den Füßen), de Marie Kreutzer, indicado ao Urso de Ouro em Berlim e premiado no L.A. Outfest; a comédia dramática argentina Os Membros da Família (Los miembros de la familia), de Mateo Bendesky, exibido na mostra Panorama em Berlim; Rumo às Estrelas (To the Stars), de Martha Stephens, exibido no Festival de Sundance; e o colombiano Segunda Estrela à Direita (Segunda estrella a la derecha), de Ruth Caudeli, exibido no Festival de San Sebastián.

dolanmixbrasil2019Cena de Matthias et Maxime, de Xavier Dolan.

No ano em que seu primeiro álbum Simples Como Fogo completa 40 anos, Marina Lima é também tema do documentário Uma Garota Chamada Marina, que faz parte da Mostra Competitiva Brasil de Longas do 27º Festival Mix Brasil. Através dos olhos do diretor Candé Salles, conhecemos melhor as motivações de sua trajetória, vida pessoal e carreira. Após Gus Van Sant e João Nery, homenageados nas duas primeiras edições, Marina Lima também receberá o prêmio Ícone Mix em 2019.

O Roze Filmdagen é o maior e mais antigo festival de cinema LGBTQI+ nos Países Baixos. Durante onze dias, o festival recebe no cinema The Ketelhuis, em Amsterdã, uma seleção de mais de 120 ficções, documentários e curtas-metragens que celebram todos os aspectos da diversidade. Em parceria com o diretor e programador do Roze Filmdagen, Werner Borkes, o Mix traz ao Brasil uma seleção especial da recente produção do país europeu, que inclui a websérie Anne+, sobre o cotidiano de uma jovem lésbica de Amsterdã; Galore, documentário intimista sobre a famosa drag da cena europeia Lady Galore, dirigido por Dylan Tonk e Lazlo Tonk; e uma sessão de curtas-metragens batizada carinhosamente de Dutch Delights.

marinamix2019Marina Lima no documentário Uma Garota Chamada Marina: Prêmio Ícone Mix 2019.

Mais do que nunca, é preciso ouvir as vozes que se erguem em um Brasil tomado pela indiferença, pela violência e pela desumanidade. Nesta seção, chamada de Vozes do Brasil Real, quatro longas-metragens se propõem a jogar uma luz sobre as vivências de diferentes populações ignoradas ou marginalizadas, lançando um contraponto à desinformação e ao preconceito. São eles: Que os Olhos Ruins Não Te Enxerguem, de Roberto Maty e Thabata Vecchio; Rua Guaicurus, de João Borges; Tente Entender o que Tento Dizer, de Emília Silveira; e Um Filme de Verão, de Jô Serfaty.

Ministrada por Christian Saghaard, Fazendo Cinema – Crescendo com a Diversidade é uma oficina que reúne crianças e adolescentes de 8 a 15 anos de idade. Nela, jovens oriundos de ONGs e escolas públicas entram em contato com o cinema de maneira prática e ao mesmo tempo desenvolvem um olhar sobre a diversidade, que é tão importante nessa fase de formação. A oficina contará com a exibição de filmes voltados para esse público e permitirá que os próprios estudantes criem e editem uma obra audiovisual a partir dessa reflexão.

Após um breve hiato, Marisa Orth retorna triunfante ao comando do já tradicional Show do Gongo, que contará com uma curadoria especial dos melhores vídeos dos últimos vinte anos: Gongo All Stars. A atração acontecerá na sexta-feira, 14/11, às 21h, no Centro Cultural São Paulo.

Pelo quarto ano, o Mix Brasil promove o MixLab Spcine, encontro que visa o intercâmbio de experiências e relações profissionais. Nesta edição, profissionais da Spcine vão dialogar sobre o papel da empresa como fomentadora dos projetos audiovisuais paulistas. A parceria também será representada por uma vitrine exclusiva de destaques do festival, que será exibida dentro da plataforma Spcine Play durante 30 dias a partir do início do evento.

fimseculomix2019Ramon Pujol e Juan Barberini no drama argentino Fim de Século.

Pela primeira vez, o Festival Mix Brasil traz para a sua programação uma seleção de filmes de Realidade Virtual com conteúdo LGBTQI+. Além disso, a quinta edição da Conferência, em 13 mesas, avançará por discussões sobre temas como os caminhos da produção musical negra e LGBTQI+ que saiu das periferias, mulheres invisíveis no cinema, despatologização e tratamentos hormonais de pessoas trans, e o futuro das relações de trabalho sob a perspectiva LGBTQI+.

Diversas atrações que envolvem teatro, música, literatura (Mix Literário), dança LGBT e games (BIG MIX Jam 4Diversity) estão na programação. O Mix Music chega à sua 20ª edição com shows viscerais e novos talentos, como Jup do Bairro e um show de calouros comandado por André Pomba, que também é responsável pela curadoria de Novos Talentos – Drag, uma das atrações mais esperadas, que entregará um prêmio à drag queen que melhor se apresentar e conquistar o público e o júri.

Com direção de André Fischer, direção executiva de Josi Geller e direção de programação dos filmes de João Federici, o 27° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade acontecerá nas tradicionais sedes, como CineSesc, Cine Olido, Espaço Itaú de Cinema e CCSP, Centro Cultural São Paulo. Além disso, neste ano volta para o MIS, Museu da Imagem e do Som, e participa da programação do novo Centro Cultural da Diversidade, da Secretaria Municipal de Cultura.

O Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade é organizado anualmente desde 1993 pela Associação Cultural Mix Brasil que tem como missão a promoção do respeito e livre expressão da diversidade sexual. O objetivo do Mix Brasil é apresentar novas possibilidades para a comunidade LGBTQI+ livres de preconceitos, promovendo a tolerância, compreensão, cidadania e o combate a toda forma de discriminação.

Clique aqui e confira a programação completa do Mix Brasil 2019.

Fotos: Divulgação/Eduardo Crespo.

XII Janela Internacional de Cinema do Recife: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

afebrejanelarecifeRegis Myrupu em A Febre: prêmio de melhor ator no Festival de Locarno.

O Janela Internacional de Cinema do Recife exibe filmes nacionais e estrangeiros, inclusive cópias restauradas de grandes clássicos, em diálogo direto com arquivos e distribuidoras internacionais. O evento é como um fórum de cinema com encontros, discussão e produção crítica.

Desde 2008 contabiliza cerca de 130 mil espectadores utilizando em média duas salas de cinema. Nesses 12 anos, foram exibidos aproximadamente 1400 filmes entre curtas, médias e longas metragens; de filmes centenários quase perdidos a estreias mundiais.

Porém, os cortes no apoio à Cultura implantados pelo atual governo federal deixaram o Janela, já com 12 anos de trabalho, sem base para a sua realização esse ano. Os cortes têm atingido inúmeros festivais de cinema no país e a indústria do audiovisual brasileiro como um todo. “Este ano faríamos um belo e importante Janela de qualquer jeito. Mesmo que ainda menor, em condições mais difíceis ainda. Com as boas notícias, ganhamos a oportunidade de fazer novos planos”, diz o comunicado oficial do evento.

Para a realização do festival, foi criado um financiamento coletivo, onde qualquer pessoa pode contribuir com os custos do festival em troca de recompensas. As metas podem ser acessadas na página da campanha de benfeitoria (clique aqui).

O Janela Internacional de Cinema do Recife 2019 terá 5 dias de duração e ocorrerá entre 6 e 10 de novembro, no Cinema São Luiz, no Cinema da Fundação do Derby e no recém-inaugurado Cinema da UFPE.

Conheça os filmes selecionados para o XII Janela Internacional de Cinema do Recife:

CLÁSSICOS

Easy Rider: Sem Destino, de Dennis Hopper (1968)
A Idade do Ouro, de Luis Buñuel (1930)
O Salário do Medo, de Henri-Georges Clouzot (1953)
Sem Chão, de Kathleen Collins (1982)
SuperOutro, de Edgard Navarro (1989)
Tudo sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar (1999)

COMPETIÇÃO DE LONGAS

A Febre, de Maya Da-Rin (Brasil/França/Alemanha)
Koko-di Koko-da, de Johannes Nyholm (Suécia/Dinamarca)
Noite Passada Te Vi Sorrindo (Last Night I Saw You Smiling), de Kavich Neang (Camboja/França)
So Pretty, de Jessie Jeffrey Dunn Rovinelli (EUA/França)
Um Filme de Verão, de Jô Serfaty (Brasil)

COMPETIÇÃO DE CURTAS BRASILEIROS

CRIAR AS LEIS
Quebramar, de Cris Lyra (SP)
Para Todas as Moças, de Castiel Vitorino Brasileiro (ES)
Sete Anos em Maio, de Affonso Uchôa (MG)

MUDAR DE ROTA
Thynia, de Lia Letícia (PE)
Teoria Sobre Um Planeta Estranho, de Marco Antônio Pereira (MG)
Looping, de Maick Hannder (MG)
Peixe, de Yasmin Guimarães (MG)
Ilhas de Calor, de Ulisses Arthur (AL)

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL

TUDO TEM FEBRE
Febre do Sul (Fiebre Austral), de Thomas Woodroffe (Chile)
ALTIPLANO, de Malena Szlam (Chile/Argentina/Canadá)
Cisne Elétrico (Electric Swan), de Konstantina Kotzamani (Argentina/Grécia/França)

AVISTADOS POR VAGALUMES
Past Perfect, de Jorge Jácome (Portugal)
Sapatos de Viagem (Traveling Shoes), de Kevin Jerome Anderson (EUA)
Rise, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (Brasil/Canadá/EUA)
Vever (Para Barbara) (Vever (For Barbara)), de Deborah Stratman (Guatemala/EUA)
Parsi, de Eduardo “Teddy” Williams e Mariano Blatt (Guiné Bissau/Argentina/Suíça)
Resista Num Pálido Ponto Azul (Linger on Some Pale Blue Dot), de Alexandre Koberidze (Alemanha/Israel)

SESSÕES ESPECIAIS | CURTAS-METRAGENS

FAROL ACESO
Cinema Contemporâneo, de Felipe André Silva (PE)
Caranguejo Rei, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Tempestade, de Fellipe Fernandes (PE)
A Mulher que Sou, de Nathália Tereza (PR)
Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (PE)
A Cristalização de Brasília, de Guerreiro do Divino Amor (RJ/DF)
Rosário, de Juliana Soares e Igor Travassos (PE)
A História do Pequeno Puppetboy (Sagan om den lille Dockpojken), de Johannes Nyholm (Suécia)

SESSÕES ESPECIAIS | LONGAS-METRAGENS

Abismo Tropical, de Paulo Caldas (Brasil)
Casa, de Letícia Simões (Brasil)
Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa (Brasil)
Jogos Dirigidos, de Jonathas de Andrade (Brasil)
Passagens (Passages), de Lúcia Nagib e Samuel Paiva (Reino Unido)
Funeral de Estado (State Funeral), de Sergei Loznitsa (Holanda/Lituânia)
Synonymes, de Nadav Lapid (França/Israel/Alemanha)
O Farol (The Lighthouse), de Robert Eggers (EUA/Brasil)
Vitalina Varela, de Pedro Costa (Portugal)

SESSÕES COMENTADAS PELO DIRETOR

Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (Brasil/França)
Divino Amor, de Gabriel Mascaro (Brasil/Uruguai/Dinamarca/Noruega/Chile/Suécia)

PROGRAMAS CONVIDADOS

BRASIL DISTÓPICO VOL. 2
O Jardim das Espumas, de Luiz Rosemberg Filho (Brasil, 1970)

FUNDAÇÃO BERGMAN
Fårödokument 1969, de Ingmar Bergman (Suécia)
Fårödokument 1979, de Ingmar Bergman (Suécia)

Foto: Divulgação.

23º Hollywood Film Awards anuncia vencedores e Charlize Theron recebe prêmio especial

por: Cinevitor

nicolecharlizehfaNicole Kidman entrega prêmio especial para Charlize Theron.

Dando início à temporada de premiações, neste domingo, 3/11, grandes nomes do cinema se reuniram na cerimônia da 23ª edição do Hollywood Film Awards, que foi apresentada pelo ator Rob Riggle, no Beverly Hilton Hotel. Ao longo destes 23 anos de história, mais de 340 estrelas e cineastas do mundo todo foram consagrados na premiação e mais de 140 dos homenageados receberam indicações ao Oscar e/ou venceram.

Diferente dos outros prêmios, o evento anuncia seus homenageados, e não indicados, semanas antes da cerimônia. Primeiro, uma equipe sugere nomes que possam receber tais honras. Depois disso, os vencedores são pré-selecionados, baseados em suas interpretações e contribuições para o cinema. Por fim, o Hollywood Film Awards reconhece a excelência de aclamados atores, realizadores e profissionais do cinema, que se destacaram em alguns dos filmes mais comentados e aguardados da temporada.

Neste ano, a grande homenageada foi a atriz sul-africana Charlize Theron, que recebeu o Hollywood Career Achievement Award, prêmio especial pelo conjunto da obra. A homenagem foi entregue por Nicole Kidman, que recebeu tal honraria na edição passada.

Conheça os vencedores do Hollywood Film Awards 2019:

ATRIZ:
Renée Zellweger, por Judy

ATOR:
Antonio Banderas, por Dor e Glória

ATOR COADJUVANTE:
Al Pacino, por O Irlandês

ATRIZ COADJUVANTE:
Laura Dern, por História de um Casamento

PRÊMIO REVELAÇÃO | ATRIZ:
Cynthia Erivo, por Harriet

PRÊMIO REVELAÇÃO | ATOR:
Taron Egerton, por Rocketman

MELHOR DIREÇÃO:
James Mangold, por Ford vs Ferrari

MELHOR DIREÇÃO | REVELAÇÃO:
Olivia Wilde, por Fora de Série

PRÊMIO CINEASTA:
Bong Joon Ho, por Parasita

MELHOR ANIMAÇÃO:
Toy Story 4

MELHOR ROTEIRISTA:
Anthony McCarten, por Dois Papas

PRÊMIO REVELAÇÃO | ROTEIRISTA:
Shia LaBeouf, por Honey Boy

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA:
Jojo Rabbit, por Mihai Malaimare Jr.

MELHOR COMPOSITOR DE TRILHA SONORA:
Randy Newman, por História de um Casamento

MELHOR CANÇÃO:
Letter To My Godfather, interpretada por Pharrell Williams (The Black Godfather)

MELHOR EDIÇÃO:
Ford vs Ferrari, por Michael McCusker e Andrew Buckland

MELHORES EFEITOS VISUAIS:
O Irlandês, por Pablo Helman

MELHOR SOM:
Ford vs Ferrari, por Donald Sylvester, Paul Massey, David Giammarco e Steven A. Morrow

MELHOR FIGURINO:
Downton Abbey, por Anna Mary Scott Robbins

MELHOR MAQUIAGEM E CABELO:
Rocketman, por Lizzie Yianni-Georgiou, Tapio Salmi e Barrie Gower

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:
Jojo Rabbit, por Ra Vincent

MELHOR PRODUÇÃO:
Emma Tillinger Koskoff, por O Irlandês

MELHOR BLOCKBUSTER:
Vingadores: Ultimato

MELHOR CURTA-METRAGEM:
The Assassin’s Apprentice, de Russ Emanuel

PRÊMIO HONORÁRIO:
Charlize Theron

Foto: Getty Images North America.

Projeta Brasil Cinemark completa 20 anos com clássicos e lançamentos do último ano

por: Cinevitor

hebecinemarkFelipe Rocha e Andrea Beltrão em Hebe: A Estrela do Brasil.

O Projeta Brasil Cinemark, dia inteiramente dedicado à exibição de filmes nacionais pela Rede, completa 20 anos em 2019. A programação da edição deste ano, marcada para o dia 12 de novembro, traz novidades. Além de filmes lançados nos últimos 12 meses, serão exibidos grandes sucessos do cinema brasileiro em versão digitalizada.

Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, de Carla Camurati, lançado em 1995, é um dos destaques. Estrelado por Marieta Severo e Marco Nanini, o filme é considerado o marco da retomada do cinema nacional. Outra atração é Se Eu Fosse Você, de Daniel Filho, lançado em 2006, em que os personagens de Tony Ramos e Gloria Pires trocam de sexo. Minha Mãe é uma Peça, de 2013, conta com o humor irreverente de Paulo Gustavo no papel que o lançou ao estrelato, Dona Hermínia.

Divã, de 2009, traz Lilia Cabral como uma mulher de 40 anos que se redescobre após iniciar sessões de terapia. Completa a lista Nosso Lar, de 2010, baseado no livro homônimo psicografado por Chico Xavier, com os relatos do espírito André Luiz sobre a vida pós-morte, segundo o Espiritismo.

“Ao incluir na programação esses grandes clássicos, em versão digitalizada, queremos festejar a história do Projeta, que se mistura com a do cinema brasileiro nessas duas décadas”, conta Bettina Boklis, diretora de marketing da Cinemark. Ela conta que, em 19 anos, o Projeta Brasil já levou 2,7 milhões de espectadores aos cinemas e exibiu 505 filmes nacionais.

Assim como nas edições anteriores, o público vai ter também a oportunidade de ver ou rever os mais importantes lançamentos do cinema brasileiro do último ano, nos mais variados estilos e gêneros. E mais uma vez, toda a renda arrecadada no Projeta Brasil será revertida para projetos e programas de incentivo à produção cinematográfica nacional: “Essa é uma forma que a Cinemark encontrou, nesses 20 anos, de apoiar e valorizar o cinema brasileiro”, explica Bettina.

O Projeta Brasil Cinemark também tem novidade para o público infantojuvenil em 2019. A Rede montou uma programação especial para os pequenos e os jovens na manhã do sábado seguinte ao do evento, 16 de novembro. Uma iniciativa para incentivar a formação de público para os filmes nacionais. Além disso, o Projeta Brasil Nova Geração fica ainda mais especial por conta de 26 ONGs que têm projetos voltados para crianças e adolescentes que foram convidados pela Cinemark para vivenciarem, de forma gratuita, a experiência do cinema. As organizações levarão mais de 2 mil crianças e adolescentes para ver os filmes.

Conheça os filmes selecionados para o Projeta Brasil 2019:

CLÁSSICOS

Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, de Carla Camurati
Se Eu Fosse Você, de Daniel Filho
Minha Mãe é uma Peça – O Filme, de André Pellenz
Divã, de José Alvarenga Júnior
Nosso Lar, de Wagner de Assis

FILMES DO CIRCUITO 2018 – 2019

A História de Um Sonho – Todas as Casas do Timão, de Ricardo Aidar e Marcela Coelho
A Mata Negra, de Rodrigo Aragão
A Mulher do Meu Marido, de Marcelo Santiago
A Pedra da Serpente, de Fernando Sanches
A Quarta Parede, de Hudson Senna
Alaska, de Pedro Novaes
Alma Imoral, de Silvio Tendler
Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles
Chorar de Rir, de Toniko Melo
Cine Holliudy 2: A Chibata Sideral, de Halder Gomes
De Pernas Pro Ar 3, de Julia Rezende
Diários de Classe, de Igor Souza e Maria Carolina Gonçalves da Silva
Divaldo – O Mensageiro da Paz, de Clovis Mello
Eu Sou Brasileiro, de Alessandro Barros
Eu Sou Mais Eu, de Pedro Amorim
Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro, de Fabrício Bittar
Histórias Estranhas, de Paulo Biscaia Filho, Rodrigo Brandão, Marcos DeBrito, Claudio Ellovitch, Taísa Ennes, Filipe Ferreira, Kapel Furman e Ricardo Ghiorzi
Intimidade Entre Estranhos, de José Alvarenga Jr.
Kardec, de Wagner de Assis
Marés, de João Paulo Procópio
Minha Fama de Mau, de Lui Farias
Minha Vida em Marte, de Susana Garcia
Mussum, um Filme do Cacildis, de Susanna Lira
Nada a Perder 2, de Alexandre Avancini
O Amor Dá Trabalho, de Alê McHaddo
O Fantástico Patinho Feio, de Denilson Félix
O Filho do Homem, de Alexandre Machafer
O Galã, de Francisco Ramalho Jr.
O Grande Circo Místico, de Carlos Diegues
O Segredo de Davi, de Diego Freitas
Onde a Moeda Cai em Pé: A História do SPFC, de André Plihal e Pedro Jorge
Paisagem: Um Olhar Sobre Roberto Burle Marx, de João Vargas Penna
Sai de Baixo – O Filme, de Cris D’Amato
Santos de Todos os Gols, de Lina Chamie
Simonal, de Leonardo Domingues
Socorro, Virei uma Garota!, de Leandro Neri
Tito e Os Pássaros, de Gustavo Steinberg, André Catoto e Gabriel Bitar
Ultraje, de Marc Dourdin
Vai Que Cola – O Começo, de César Rodrigues
Hebe: A Estrela do Brasil, de Mauricio Farias
Ela Disse, Ele Disse, de Claudia Castro
Morto Não Fala, de Dennison Ramalho
Maria do Caritó, de João Paulo Jabur
Rasga Coração, de Jorge Furtado

PROJETA BRASIL | NOVA GERAÇÃO

Cinderela Pop, de Bruno Garotti
Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano, de Vivianne Jundi
Turma da Mônica – Laços, de Daniel Rezende

Como já é tradição, os ingressos para os filmes do evento, marcado para 12 e 16 de novembro, têm preço especial: apenas R$ 4, mesmo preço do combo promocional do Projeta, que inclui mini pipoca salgada e refrigerante de 300 ml.

Serviço Cinemark:

Projeta Brasil – 20 anos
Data: 12/11/2019
Ingressos: R$ 4 no site, no App Cinemark e nas bilheterias

Projeta Brasil – Nova Geração
Data: 16/11/2019
Horário: a partir das 10h
Ingressos: R$ 4 no site, no App Cinemark e nas bilheterias

Foto: Jonas Tucci.

Rogéria, Senhor Astolfo Barroso Pinto

por: Cinevitor

rogeriadocposterDireção: Pedro Gui

Elenco: Rogéria, Bibi Ferreira, Nany People, Jô Soares, Rita Cadillac, Betty Faria, Aguinaldo Silva, Aderbal Freire Filho, Jane di Castro, Brigitte de Búzios, Cyr Assis, Vera Lúcia Accácio Pinto, Marilene Accácio, Flavio Barroso Pinto, Alexandro Haddad, Sueli Antonelli, Eloá Barroso, Leques Eiterer, Alessandro Brandão, Cauê Rodrigues, Gabriel Sanches, Luan Teles, Fernanda Thurann, Adriana Perin, Alexei Waichenberg, Fernanda Welter, Caike Veras, João Palma.

Ano: 2018

Sinopse: Um documentário que vai contar a vida e a trajetória artística de Rogéria a partir da dualidade entre artista e personagem, entre Rogéria e Astolfo. Passando por todos os momentos da vida da transformista, o filme mescla dramatizações de etapas de sua vida, como o acidente que lhe feriu a cabeça, e depoimentos de artistas brasileiros. Atual, provocante e sensível, o filme trata de temas frequentemente abordados no mundo de hoje, como questões de gênero, preconceito e afirmação de direitos no Brasil.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Maria do Caritó

por: Cinevitor

mariacaritoposterDireção: João Paulo Jabur

Elenco: Lilia Cabral, Kelzy Ecard, Leopoldo Pacheco, Gustavo Vaz, Sylvio Zilber, Juliana Carneiro da Cunha, Fernando Sampaio, Alice Assef, Larissa Bracher, Priscila Steinman, Fernando Neves.

Ano: 2019

Sinopse: Cansada da vida solitária que leva, Maria sonha em encontrar um verdadeiro amor. Prometida pelo pai para ser entregue virgem a São Djalminha, um santo de quem ninguém nunca ouviu falar, só mesmo um milagre poderia ajudar. A única certeza que Maria tem é que, custe o que custar, ela precisa sair de uma vez desse Caritó.

*Filme visto no 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

*Clique aqui e assista ao programa especial com entrevista com Lilia Cabral.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Papicha

por: Cinevitor

papichaposterfinalDireção: Mounia Meddour

Elenco: Lyna Khoudri, Shirine Boutella, Amira Hilda Douaouda, Yasin Houicha, Zahra Manel Doumandji, Marwan Zeghbib, Aida Ghechoud, Meriem Medjkrane, Samir El Hakim, Amine Mentseur, Khaled Benaïssa, Abderrahmane Boudia, Malek Ghellamat, Lina Boudraa, Slimane Bourdous, Ahmed Benaissa, Fatma Belhamici, Nouara Hebboul, Katia Brihmat, Nacha Khiati, Mohamed Hamza Touam, Djelloul Laid, Nadia Kaci.

Ano: 2019

Sinopse: Argélia, anos 1990. Nedjma, uma estudante de 18 anos apaixonada por design de moda, se recusa a deixar que os trágicos acontecimentos da Guerra Civil da Argélia a impeçam de experimentar uma vida normal e sair à noite com sua amiga Wassila. À medida que o clima social se torna mais conservador, ela rejeita as novas proibições impostas pelos radicais e decide lutar por sua liberdade e independência apresentando um desfile de moda.

*Filme visto na abertura da Mostra 30 Anos Pandora.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

A Cidade dos Piratas

por: Cinevitor

cidadepiratasposterDireção: Otto Guerra

Elenco: Laerte Coutinho, Otto Guerra, Matheus Nachtergaele, Marco Ricca, Marcos Contreras, Luis Felipe Ramos.

Ano: 2018

Sinopse: Inspirado nos famosos quadrinhos da cartunista Laerte. A história mescla a jornada de transição da artista e do diretor, que encara a morte após ser diagnosticado com câncer. Cria-se, então, um abismo caótico entre ficção e realidade na animação mais louca de todos os tempos.

*Filme visto no 46º Festival de Cinema de Gramado.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Conheça os vencedores da 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

por: Cinevitor

vencedoresmostra2019Fernando Meirelles: produtor do documentário A Grande Muralha Verde, que foi premiado.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 30/10, no Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, os vencedores da 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que nesta edição apresentou mais de 320 títulos de diversos países. A cerimônia foi apresentada por Serginho Groisman e Renata de Almeida, diretora da Mostra.

Depois de serem exibidos na programação, os filmes da seção Competição Novos Diretores mais votados pelo público foram submetidos ao Júri Internacional, formado por Beto Brant, Lisandro Alonso, Maria de Medeiros e Xénia Maingot. Na categoria de melhor ficção houve um empate e dois longas foram consagrados com o Troféu Bandeira Paulista: System Crasher e Dente de Leite.

Como de costume, a escolha do público é feita por votação. A cada sessão assistida, o espectador recebe uma cédula para votar com uma escala de 1 a 5, entregue sempre ao final do filme. O resultado proporcional dos filmes com maiores pontuações determina os vencedores.

A Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, também realiza tradicionalmente uma premiação e escolheu o melhor filme brasileiro entre os realizados por diretores estreantes. Neste ano, o eleito foi o longa Currais, de David Aguiar e Sabina Colares. O júri foi formado por Nayara Reynaud, José Geraldo Couto e Pablo Villaça. O filme foi escolhido “pela forma eficaz com que combina as linguagens documental e ficcional para realizar o resgate histórico essencial de um episódio pouco discutido de nosso passado e que muito revela, em suas similaridades com o presente, nossa insistência, como nação, não só em ignorar, mas punir os mais pobres por sua condição”.

A imprensa especializada que cobre o evento e tradicionalmente confere o Prêmio da Crítica, também participou da premiação. O júri contou com diversos jornalistas e críticos de cinema, entre eles, Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR, que subiu ao palco ao lado de Flavia Guerra para a entrega dos prêmios.

Além disso, todos os diretores que tiveram títulos selecionados para a Mostra Brasil poderiam inscrever um novo projeto para concorrer a um prêmio oferecido pelo Projeto Paradiso, uma iniciativa do Instituto Olga Rabinovich. A bolsa, no valor de R$ 30 mil, é destinada ao roteirista do projeto em fase de desenvolvimento e inclui ainda mentoria nacional, consultoria internacional e participação no Workshop Audience Design do TorinoFilmLab no Brasil.

Confira a lista completa com os vencedores da 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo:

TROFÉU BANDEIRA PAULISTA 2019 | JÚRI INTERNACIONAL

Melhor Documentário: Honeyland, de Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov (Macedônia do Norte)
Melhor Ficção (empate): System Crasher (Systemsprenger), de Nora Fingscheidt (Alemanha) e Dente de Leite (Babyteeth), de Shannon Murphy (Austrália)

PRÊMIO DO PÚBLICO

Melhor Ficção Brasileira: Pacificado, de Paxton Winters
Melhor Documentário Brasileiro: Chorão: Marginal Alado, de Felipe Novaes
Melhor Ficção Internacional: Parasita (Gisaengchung), de Bong Joon-ho (Coreia do Sul)
Melhor Documentário Internacional: A Grande Muralha Verde (The Great Green Wall), de Jared P. Scott (Reino Unido)

PRÊMIO ABRACCINE

Melhor Filme Brasileiro: Currais, de David Aguiar e Sabina Colares

PRÊMIO DA CRÍTICA

Melhor Filme Brasileiro: Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo
Melhor Filme Estrangeiro: Honeyland, de Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov

PRÊMIO PROJETO PARADISO

O Campo dos Lobos Guarás, de Bárbara Cunha e Paulo Caldas

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Foto: Mario Miranda Filho/Agência Foto.

Repescagem da 43ª Mostra de São Paulo: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

doispapasrepescagemAnthony Hopkins e Jonathan Pryce em Dois Papas: direção de Fernando Meirelles.

A partir desta quinta-feira, 31/10, começa a repescagem da 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, uma nova chance para o público assistir aos filmes que se destacaram nesta edição.

Integram a programação extra da Mostra, que conta com 4 sessões diárias que ocorrem no CineSesc, filmes premiados como Honeyland, Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, Dente de Leite e System Crasher.

A repescagem também conta com longas de Amos Gitai e Olivier Assayas, diretores que receberam o Prêmio Leon Cakoff nesta edição do evento, e Elia Suleiman, que levou o Prêmio Humanidade.

Conheça os filmes selecionados para a repescagem da 43ª Mostra de São Paulo:

31/10 – QUINTA-FEIRA:
14h: Irma Vep, de Olivier Assayas (França)
16h: Horas de Verão (Summer Hours), de Olivier Assayas (França)
18h: Vidas Duplas (Non-Fiction), de Olivier Assayas (França)
20h10: Espionagem na Rede (Demonlover), de Olivier Assayas (França)

1/11 – SEXTA-FEIRA:
14h: Cicatrizes (Stitches), de Miroslav Terzic (Sérvia)
16h: Viajante da Meia-Noite (Midnight Traveler), de Hassan Fazili (EUA/Reino Unido/Qatar/Canadá)
18h: Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, de Bárbara Paz (Brasil)
20h: O Farol (The Lighthouse), de Robert Eggers (EUA)

2/11 – SÁBADO:
14h: Tristeza e Alegria na Vida das Girafas, de Tiago Guedes (Portugal)
16h15: Lara, de Jan-Ole Gerster (Alemanha)
18h20: Pacificado, de Paxton Winters (Brasil)
20h50: Dente de Leite (Babyteeth), de Shannon Murphy (Austrália)

3/11 – DOMINGO:
14h: Os Olhos de Cabul (Les hirondelles de Kaboul), de Zabou Breitman e Eléa Gobbé-Mévellec (França)
15h50: Sete Anos em Maio, de Affonso Uchoa (Brasil)
Chorão: Marginal Alado, de Felipe Novaes (Brasil)
18h20: O Paraíso Deve Ser Aqui (It Must Be Heaven), de Elia Suleiman (França/Qatar/Alemanha/Canadá/Turquia/Palestina)
20h30: Dois Papas (The Two Popes), de Fernando Meirelles (EUA/Reino Unido/Itália/Argentina)

4/11 – SEGUNDA-FEIRA:
14h: Viajantes de Guerra (War Travelers), de Joud Said (Líbano/Síria)
16h15: Berlim-Jerusalém, de Amos Gitai (França/Israel/Itália/Holanda/Reino Unido)
18h10: Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo (Brasil)
20h40: A Grande Muralha Verde (The Great Green Wall), de Jared P. Scott (Reino Unido)

5/11 – TERÇA-FEIRA:
14h: Fotógrafo de Guerra (War Photographer), de Boris Benjamin Bertram (Dinamarca/Finlândia)
15h45: Kadosh: Laços Sagrados, de Amos Gitai (Israel)
18h: Partida, de Caco Ciocler (Brasil)
20h10: Honeyland, de Ljubomir Stefanov e Tamara Kotevska (Macedônia do Norte)

6/11 – QUARTA-FEIRA:
14h: Fim de Estação (End of Season), de Elmar Imanov (Azerbaijão/Alemanha/Geórgia)
16h: Mi Vida (My Life), de Norbert ter Hall (Holanda/Espanha)
17h50: Currais, de David Aguiar e Sabina Colares (Brasil)
19h45: System Crasher (Systemsprenger), de Nora Fingscheidt (Alemanha)

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Foto: Divulgação/Netflix.

Coletiva de imprensa: Willem Dafoe e Robert Eggers falam sobre O Farol, filme exibido na 43ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

ofarolmostra43Diretor e protagonista em São Paulo antes da exibição especial do filme.

Dirigido por Robert Eggers, do aclamado A Bruxa, e protagonizado por Willem Dafoe e Robert Pattinson, O Farol, no original The Lighthouse, teve sua primeira exibição no Brasil durante a 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em sessão especial no Auditório Ibirapuera com a presença do diretor e de Dafoe.

O longa, que foi exibido na Quinzena dos Realizadores, mostra paralela ao Festival de Cannes, levou o prêmio de melhor filme segundo o júri da FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema. Produzido pela RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, em parceria com a New Regency e a A24, o filme tem estreia marcada para o dia 2 de janeiro com distribuição da Vitrine Filmes no Brasil.

Neste terror psicológico, dois homens são responsáveis por vigiar um farol marítimo numa remota e misteriosa ilha da Inglaterra nos anos 1890. Isolados de qualquer civilização, tendo apenas contato um com o outro durante longos períodos, eles começam a compartilhar suas angústias, medos, anseios e paixões.

Na coletiva de imprensa, que aconteceu antes da exibição no Auditório Ibirapuera, o diretor falou sobre diversos assuntos, entre eles, o elenco: “Quando o filme se tornou realidade, não tinha nenhuma dúvida que Willem Dafoe era a pessoa certa para o papel. Ele pode interpretar qualquer tipo de personagem”.

Questionado sobre a temporada de premiações, o produtor Rodrigo Teixeira se mostrou confiante: “Acho que o filme tem chance. Tecnicamente é impecável. E o trabalho de Willem é brilhante, assim como o de Robert Pattinson”. Recentemente, Dafoe foi indicado ao prêmio de melhor ator no Gotham Awards, importante premiação do cinema independente.

Aperte o play e assista aos melhores momentos da coletiva de imprensa que contou com a presença do diretor, produtor e do protagonista Willem Dafoe, com tradução de Carolina Carvalho:

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Foto: Mario Miranda Filho/Agência Foto.

Oscar honorário: Geena Davis, Lina Wertmüller, David Lynch e Wes Studi são homenageados

por: Cinevitor

oscarhonorario2019Os homenageados do ano pela Academia.

O Oscar 2020 está marcado para o dia 9 de fevereiro, mas, algumas estatuetas douradas já foram entregues, começando pelos vencedores do Oscar honorário. Neste domingo, 27/10, aconteceu a cerimônia do Governors Awards, prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood destinado às pessoas de destaque na indústria do cinema.

A noite começou com uma apresentação do ator Jamie Foxx e de David Rubin, comentarista político. Em seguida, a atriz Laura Dern e o ator Kyle MacLachlan subiram ao palco para homenagear o cineasta americano David Lynch. A atriz italiana Isabella Rossellini também fez um discurso sobre o amigo, com quem trabalhou em Veludo Azul. Nascido em Missoula, no estado de Montana, em 1946, Lynch escreveu, produziu e dirigiu seu primeiro longa-metragem, Eraserhead, em 1977. O sucesso trouxe a oportunidade de dirigir O Homem Elefante, em 1980, que recebeu oito indicações ao Oscar, incluindo melhor direção e roteiro adaptado para o próprio Lynch; sua carreira inclui mais duas indicações de direção: Veludo AzulCidade dos Sonhos. Além disso, levou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1990, com Coração Selvagem. Foi indicado ao Spirit Awards pelo drama Uma História Real, premiado na Mostra de São Paulo com Estrada Perdida e consagrado no Festival de Veneza com Império dos Sonhos. Seu currículo conta ainda com Duna (1984) e com o seriado Twin Peaks.

geenaoscarhonorarioGeena Davis recebeu o Jean Hersholt Humanitarian Award.

A atriz Constance Wu e o ator Tom Hanks subiram ao palco para homenagear Geena Davis, homenageada com o Prêmio Humanitário Jean Hersholt por sua luta pela igualdade de gênero no cinema. Davis, que ganhou um Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em O Turista Acidental, tem se destacado por sua defesa em relação ao equilíbrio de gênero nas telonas. Ela é fundadora e presidente do Instituto Geena Davis de Gênero na Mídia (Geena Davis Institute on Gender in Media), uma organização sem fins lucrativos dedicada a educar e influenciar os criadores de conteúdo de cinema e televisão para eliminar preconceitos e estereótipos de gênero e criar uma ampla variedade de personagens femininas em entretenimento e mídia voltadas para crianças. Em 2012, recebeu da ONU o Prêmio Mundial das Telecomunicações e Sociedade da Informação, reconhecimento da União Internacional de Telecomunicações (UIT) da ONU pela liderança e dedicação na promoção das tecnologias de informação e comunicação como meio de empoderar mulheres e meninas. Em 2015, lançou o Bentonville Film Festival para apoiar as mulheres e a diversidade na indústria do entretenimento. Como atriz, é reconhecida por interpretar personagens importantes em filmes como Thelma & Louise (1991), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar; Tootsie (1982), sua estreia nas telonas; A Mosca (1986), Os Fantasmas se Divertem (1988), Uma Equipe Muito Especial (1992), Despertar de um Pesadelo (1996), O Pequeno Stuart Little 2 (2002), entre outros. No ano passado, produziu o documentário Isso Muda Tudo (This Changes Everything), sobre desigualdade de gênero em Hollywood.

Em 1976, a cineasta italiana Lina Wertmüller tornou-se a primeira mulher a receber uma indicação ao Oscar de melhor direção por Pasqualino Sete Belezas, filme que lhe rendeu também uma indicação na categoria de melhor roteiro original. Conhecida por se concentrar em questões políticas e sociais, Wertmüller escreveu e dirigiu filmes notáveis como I basilischi (1963), premiado em Locarno, e Por um Destino Insólito (1974). Foi indicada ao Urso de Ouro, no Festival de Berlim, por Dois Perdidos numa Noite de Chuva (1978) e Camorra (1985). Mimi, o Metalúrgico (1972) e Amor e Anarquia (1973) disputaram a Palma de Ouro, em Cannes. O drama Em Noite de Lua Cheia (1989) disputou o Leão de Ouro, em Veneza. As cineastas Greta Gerwig e Jane Campion, ao lado da atriz Sophia Loren entregaram a estatueta honorária para Lina, concedida para homenagear uma distinção extraordinária nas conquistas da vida, contribuições excepcionais para o estado das Artes e Ciências Cinematográficas ou pelo excelente serviço prestado à Academia.

linahonorarioAs italianas Sophia Loren e Lina Wertmüller na cerimônia.

Wes Studi é um ator americano cherokee que já apareceu em mais de 30 filmes, tornando-se conhecido por interpretar fortes personagens nativos americanos com pungência e autenticidade. Nascido e criado em Oklahoma, Studi se envolveu profundamente com a política e o ativismo dos nativos americanos após uma visita ao serviço militar no Vietnã. Ele começou sua carreira de ator na American Indian Theatre Company e seu primeiro papel foi no filme independente Uma Estrada Sem Limites (1989), mas ganhou destaque em Dança com Lobos (1990), de Kevin Costner. Outros trabalhos marcantes foram: O Último dos Moicanos (1992), Gerônimo: Uma Lenda Americana (1993), Fogo Contra Fogo (1995), O Novo Mundo (2005) e Avatar (2009). Christian Bale, Joy Harjo e Q’orianka Kilcher subiram ao palco para homenagear o ator.

Fotos: Getty Images North America.