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É Tudo Verdade 2020 – 25º Festival Internacional de Documentários: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

paoamargoETVCena do documentário libanês Pão Amargo, de Abbas Fahdel.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 09/03, em uma coletiva de imprensa, em São Paulo, os filmes selecionados para a 25ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. Neste ano, a programação exibirá 83 títulos, em sessões gratuitas, entre os dias 26 de março e 5 de abril, em São Paulo, e 31 de março e 5 de abril, no Rio de Janeiro.

“Alcançar a marca de um quarto de século é uma alegria e uma responsabilidade. Desde a edição inaugural, em 1996, o vigor da produção documental não para de crescer no Brasil e mundo afora. A história do festival confunde-se com esta era de ouro do documentário”, afirma o diretor fundador do É Tudo Verdade, Amir Labaki.

Dirigido por Taghi Amirani, Golpe 53 será o filme de abertura em São Paulo da 25ª edição do É Tudo Verdade, em sessão especial para convidados. Um autêntico thriller documental, o longa investiga, na aurora da Guerra Fria, os envolvimentos da Grã-Bretanha e dos EUA no golpe de Estado que liquidou, em 1953, o regime democrático iraniano liderado pelo primeiro-ministro Mohammad Mosaddegh. Golpe 53 conta com a participação do ator britânico Ralph Fiennes e o lendário montador americano Walter Murch, de Apocalypse Now, assina a edição e colabora com o roteiro.

No Rio, o festival será inaugurado com A Cordilheira dos Sonhos, de Patricio Guzmán, vencedor do Olho de Ouro de melhor documentário no Festival de Cannes do ano passado. Guzmán encerra a trilogia formada ainda por Nostalgia da Luz e O Botão de Pérola num ensaio entre o memorialístico e o político sobre os avanços sociais do governo Allende (1970-1973), a repressão brutal da ditadura Pinochet (1973-1990) e a dura herança atual da política econômica desenvolvida no período autoritário.

golpe53ETVCena do documentário Golpe 53, de Taghi Amirani: filme de abertura em São Paulo.

Exemplo do trabalho de recuperação histórica realizado pelas retrospectivas do festival, Volkswagen: Operários na Alemanha e no Brasil (1974), de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer, documentava o estado das coisas do operariado fabril em duas conjunturas nacionais distintas, dialogando com o futuro das mesmas relações trabalhistas como estampado pelo vencedor do Oscar de melhor documentário deste ano, Indústria Americana, de Steven Bognar e Julia Reichert.

Homenageada pela edição inaugural, a obra do mestre cubano Santiago Álvarez tem seu vigor e sua originalidade sintetizados exemplarmente por Silvio Tendler no ainda inédito Santiago das Américas ou O Olho do Terceiro Mundo. Além disso, seis programas especiais celebram a efeméride de um quarto de século do É Tudo Verdade, o mais tradicional festival dedicado ao cinema não ficcional na América Latina.

Em 2003, Paulo Sacramento fez história no festival vencendo ambas as competições, brasileira e internacional, com O Prisioneiro da Grade de Ferro. Uma projeção especial celebra sua volta à circulação agora em versão restaurada. Vale destacar também a mostra Projeções Especiais com a Homenagem a José Mojica Marins, uma celebração póstuma de um dos mais originais criadores do cinema brasileiro, homenageado em 2000 pelo É Tudo Verdade com a estreia de Maldito.

santiagoamericasETVCena de Santiago das Américas ou O Olho do Terceiro Mundo, de Silvio Tendler.

A programação conta também com a mostra Séries Inéditas: Marker & Cousins com a exibição de: A Herança da Coruja (1989), de Chris Marker, no qual o diretor discute em treze episódios, com mais de 50 convidados, o legado cultural e político da Grécia clássica para o mundo contemporâneo; e Women Make Film – Um Novo Road Movie Através do Cinema, de Mark Cousins, onde o diretor discute, em cinco capítulos, a história e a linguagem do cinema desenvolvidos pelas obras de cineastas como Àgnes Varda, Alice Guy Blaché, Heddy Honigmann, Jane Campion, Kinuyo Tanaka, Maya Deren, Petra Costa, Safi Faye, Sally Porter, Sumita Peries, entre outras.

A mostra O Estado das Coisas conta com cinco produções, entre elas, Mucho Mucho Amor, de Cristina Costantini e Kareem Tabsch, que foi exibido no Festival de Sundance e conta a história de Walter Mercado, o mais pop astrólogo da segunda metade do século 20; e Boa Noite, de Clarice Saliby, sobre Cid Moreira, a voz mais famosa do Brasil.

A programação, que comemora os 25 anos do É Tudo Verdade, conta também com atividades paralelas, como debates, seminários e a 17ª Conferência Internacional do Documentário. E mais: em parceria com o É Tudo Verdade, o Itaú Cultural apresentará um ciclo exclusivo de cinco título brasileiros dedicados à fruição cinematográfica, no site. Além disso, em parceria com o Spcine Play, o festival vai disponibilizar um ciclo inédito de dez documentários nacionais dirigidos por mulheres que marcaram a história do evento.

cidmoreiraETVAos 91 anos, Cid Moreira narra a sua própria história em Boa Noite.

Durante todo o mês de março, o Itaú Cultural dedica a sessão das 19h das terças-feiras a documentários selecionados entre os premiados nas primeiras edições do É Tudo Verdade.

No período de 01/06 a 05/07, seis filmes da seleção de 2020 serão exibidos em cinco unidades do Sesc no interior de São Paulo: Araraquara, Sorocaba, Santos, Ribeirão Preto e Jundiaí. Todas as sessões serão gratuitas.

Vale lembrar também que os filmes premiados no É Tudo Verdade 2020, nas competições brasileiras e internacionais de longas/médias-metragens e de curtas-metragens, estarão automaticamente classificados para serem examinados para a disputa do Oscar do ano que vem.

Conheça os filmes selecionados para o É Tudo Verdade 2020 – 25º Festival Internacional de Documentários:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
A Ponte de Bambu, de Marcelo Machado (SP)
Atravessa a Vida, de João Jardim (RJ)
Dentro da Minha Pele, de Toni Venturi (SP)
Fico te Devendo uma Carta Sobre o Brasil, de Carol Benjamin (RJ)
Jair Rodrigues – Deixa que Digam, de Rubens Rewald (SP)
Libelu – Abaixo a Ditadura, de Diógenes Muniz (SP)
Meu Querido Supermercado, de Tali Yankelevich (SP)
Não Nasci para Deixar Meus Olhos Perderem Tempo, de Claudio Moraes (DF)
Os Paralamas do Sucesso – Os Quatro, de Roberto Berliner e Paschoal Samora (RJ)
Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles (SP)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Cidade dos Sonhos (Cheng Shi Meng), de Weijun Chen (China)
Collective (Colectiv), de Alexander Nanau (Romênia)
Dick Johnson está Morto (Dick Johnson is Dead), de Kirsten Johnson (EUA)
O Espião (The Mole Agent), de Maite Alberdi (Chile/EUA/Alemanha/Holanda/Espanha)
O Fator Humano (The Human Factor), de Dror Moreh (Reino Unido)
Ficção Privada (Ficción privada), de Andrés Di Tella (Argentina)
Forman vs. Forman, de Helena Třěštíková e Jakub Hejna (República Checa/França)
Influência (Influence), de Richard Poplak e Diana Neille (África do Sul/Canadá)
Pão Amargo (Bitter Bread), de Abbas Fahdel (Líbano)
O Rei Nu (Der Nackte König – 18 Fragmente Über Revolution), de Andreas Hoessli (Alemanha/Polônia/Suíça)
O Rolo Proibido (The Forbidden Reel), de Ariel Nasr (Canadá)
Silêncio de Rádio (Silence Radio), de Juliana Fanjul (Suíça/México)

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | CURTA-METRAGEM
ChoVer, de Guga Millet (RJ)
Filhas de Lavadeiras, de Edileuza Penha de Souza (DF)
Lora, de Mari Moraga (SP)
Metroréquiem, de Adalberto Oliveira (PE)
Movimento, de Lucas Tomaz Neves (SP)
Ouro para o Bem do Brasil, de Gregory Baltz (RJ)
Recoding Art, de Bruno Moreschi e Gabriel Pereira (SP)
Sem Título # 6: O Inquietanto, de Carlos Adriano (SP)
Ver a China, de Amanda Carvalho (SP/China)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM
3 Saídas Lógicas (3 Logical Exits), de Banpark Jieun (Dinamarca/Reino Unido/Líbano)
Algo Mais (This Means More), de Nicolas Gourault (França)
Asho, de Fereydoun Najafi (Irã)
Uma Longa Distância (Larga Distancia), de Juan Manuel Calisto (Peru)
Meu País Tão Lindo (Moj Kraj Taki Piekny), de Grzegorz Paprzycki (Polônia)
Notícias da Capital do Antimônio (Nouvelles de la Capitale d`Antimoine), de Guangli Liu (França)
Saudade, de Denize Galiao (Alemanha)
Sem Choro na Mesa de Jantar (No Crying at the Dinner Table), de Carol Nguyen (Canadá)
Seu Canto (Her Song), de Laura Taillefer Viñas (Portugal)

FOCO LATINO-AMERICANO
1982, de Lucas Gallo (Argentina/Brasil)
Brouwer, A Origem da Sombra (Brouwer, El Origen de La Sombra), de Katherine Gavilan e Lisandra Lopez Fabe (Cuba)
Suspensão (Suspensión), de Simón Uribe (Colômbia)

O ESTADO DAS COISAS
Boa Noite, de Clarice Saliby (Brasil)
Filmfarsi, de Ehsan Khoshbakht (Reino Unido)
Gyuri, de Mariana Lacerda (Brasil)
Mucho Mucho Amor, de Cristina Costantini e Kareem Tabsch (EUA)
O Segundo Encontro (Le Deuxième Rencontre), de Veronique Ballot (França)

PROJEÇÕES ESPECIAIS
Eu Caminho (I Walk), de Jørgen Leth (Dinamarca)
Garoto – Vivo Sonhando, de Rafael Veríssimo (Brasil)
Maldito – O Estranho Mundo de José Mojica Marins, de André Barcinski e Ivan Finotti (Brasil)

Clique aqui e confira a programação completa do É Tudo Verdade 2020.

Fotos: Divulgação.

Sitara: Sonhando com as Estrelas

por: Cinevitor

sitaraposter1Sitara: Let Girls Dream

Direção: Sharmeen Obaid-Chinoy

Ano: 2019

Sinopse: Neste curta-metragem ambientado no Paquistão dos anos 1970, Pari é uma adolescente que sonha em pilotar aviões sem saber que seu pai quer casá-la com um homem mais velho.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Filme Filme: conheça a nova plataforma de streaming com curadoria especial

por: Cinevitor

centraldobrasilfilmefilmeFernanda Montenegro em Central do Brasil, de Walter Salles.

A Filme Filme é uma nova plataforma de streaming que traz curadoria especial e uma comunidade para apaixonados por cinema. A programação será dividida em três categorias: Filmes de Festivais, com títulos que passaram pelos principais eventos cinematográficos do mundo; Documentários, repleto de longas relevantes do gênero; e Populares, que inclui filmes que fizeram sucesso em diferentes cantos do mundo.

A plataforma é dividida em dois ambientes: Filmes em Cartaz, com apenas 12 filmes e estreias semanais, para que o público passe mais tempo assistindo do que procurando um filme; e Catálogo, com muitas opções de títulos, para quando eles tiverem mais tempo para procurar um filme. O ambiente é amplificado, de fácil navegação e os filmes poderão ser alugados de forma individual por R$ 6, tanto nos Filmes em Cartaz quanto no Catálogo. A locação dura sete dias, diferente do que acontece no mercado hoje em dia, em que o usuário, geralmente, fica com o filme por apenas 48 horas.

Outro destaque será uma curadoria especial, com filmes selecionados semanalmente pelos Embaixadores Filme Filme, como: Carolina Jabor, Eryk Rocha, Mariana Aydar, Heitor Dhalia, Lina Chamie, Fernando Ceylão, Leonardo Eddy, Maytê Piragibe, Roberta Estrela D’Alva, entre outros, que sempre participam da seleção em destaque dos filmes em cartaz. Além disso, em breve, o público da plataforma poderá votar nos filmes que quer assistir e compartilhar experiências. O conceito de comunidade irá além da plataforma e o espectador poderá ganhar descontos, participar de lives, ser convidado para eventos exclusivos fora do ambiente digital, ganhar ingressos de cinemas parceiros e muito mais.

Idealizada e fundada por Bruno Beauchamp, Ilda Santiago e Mayra Auad, que também são sócios da Pagu Pictures, a Filme Filme chega com o propósito de ser a comunidade de filmes mais adorada do mundo e transformar a vida das pessoas num lugar mais legal.

Confira os primeiro títulos que estarão na plataforma:

EM CARTAZ
120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo
Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor
Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa
Central do Brasil, de Walter Salles

CATÁLOGO
Los Silencios, de Beatriz Seigner
As Montanhas Se Separam, de Zhangke Jia
Lunchbox, de Ritesh Batra
Testemunha Invisível, de Stefano Mordini

DOCUMENTÁRIOS
Em Cartaz
Eu Não Sou Seu Negro, de Raoul Peck
De Peito Aberto, de Graziela Mantoanelli
Divinas Divas, de Leandra Leal
Maria Callas – Em Suas Próprias Palavras, de Tom Volf

Catálogo
Dominguinhos, de Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar
Tsé, de Fabio Kow
SLAM – Voz de Levante, de Roberta Estrela D’Alva e Tatiana Lohmann
Amazônia Groove, de Bruno Murtinho

POPULARES
Em Cartaz
Um Banho de Vida, de Gilles Lellouche
O Grande Circo Místico, de Carlos Diegues
Morto Não Fala, de Dennison Ramalho
Sequestro Relâmpago, de Tata Amaral

Catálogo
O Auto da Compadecida, de Guel Arraes
Tô Ryca, de Pedro Antônio
O Homem que Desafiou o Diabo, de Moacyr Góes
Muita Calma Nessa Hora, de Felipe Joffily

Para saber mais informações, clique aqui.

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #366: Entrevistas com Irandhir Santos + Hilton Lacerda + Suzy Lopes | Fim de Festa

por: Cinevitor

fimdefestapgmcinevitorArthur Canavarro e Irandhir Santos em cena.

Vencedor dos prêmios de melhor filme e melhor roteiro na última edição do Festival do Rio, Fim de Festa chega aos cinemas no dia 5 de março. Com direção e roteiro do cineasta pernambucano Hilton Lacerda, de Tatuagem, o filme é o segundo longa do diretor, que se inspirou num caso real para apresentar as mudanças que ocorrem no Brasil de hoje. Clique aqui e leia a crítica.

Irandhir Santos é o protagonista do drama em que vive um investigador de polícia encarregado de desvendar o assassinato de uma turista francesa durante o carnaval de Recife. O exibidor e distribuidor Jean-Thomas Bernardini, da Imovision, faz uma participação especial no longa de Hilton, autor várias vezes premiado como roteirista de mais de 20 títulos, entre eles, Corpo Elétrico, Big Jato, Febre do Rato, Baixio das Bestas, Amarelo Manga, entre outros.

Na trama, o carnaval chegou ao fim. Uma jovem francesa foi brutalmente assassinada na cidade do Recife, em Pernambuco. O policial Breno volta antecipadamente de suas férias para investigar o crime, surpreendendo seu filho com três amigos hospedados em sua casa. Enquanto procura por pistas, a cidade desenterra traumas do passado de Breno e revela um estranho universo de lugares e memórias.

Com fotografia de Ivo Lopes Araújo e trilha sonora de DJ Dolores, o longa conta também com Suzy Lopes, Gustavo Patriota, Arthur Canavarro, Geyson Luiz, Nash Laila, Amanda Beça, Safira Moreira, Leandro Vila, Ariclenes Barroso e uma participação especial de Hermila Guedes no elenco.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais. Na primeira parte você confere um bate-papo com o protagonista Irandhir Santos, que, além de falar sobre o longa, também relembrou alguns sucessos de sua carreira. No segundo programa, conversamos com o diretor e com a atriz Suzy Lopes.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Irandhir Santos

PARTE 2:
Entrevistas com Hilton Lacerda e Suzy Lopes

Foto: Victor Jucá.

Confira o trailer de Não Vamos Pagar Nada, comédia protagonizada por Samantha Schmütz

por: Cinevitor

naovamospagarnadatrailerSamantha Schmütz e Edmilson Filho em cena.

Dirigido por João Fonseca e escrito por Renato Fagundes, Não Vamos Pagar Nada traz Samantha Schmütz como protagonista da comédia que chega aos cinemas em maio. Quando a grana tá curta e a barriga vazia, vale tudo para colocar comida na mesa! Esse é um dos lemas da dona de casa Antônia, personagem de Samantha. O longa mostra com irreverência como ela e seus vizinhos fazem malabarismos para viver com pouco dinheiro sem perder o bom humor.

No filme, Samantha Schmütz contracena com alguns dos maiores comediantes brasileiros, como Edmilson Filho, Flávia Reis, Leandro Soares, Fernando Caruso e Flavio Bauraqui. O longa foi rodado em cinco semanas no Polo Rio Cine Vídeo e em locações na Zona Oeste da cidade.

A história retrata o Brasil atual, com um olhar ácido e hilariante, mas esperançoso, sobre moral, desigualdade e relações de poder nas sociedades contemporâneas. Antônia está desempregada e administra a casa simples em que mora com o marido, João, um sujeito honesto, religioso e de valores inflexíveis. A história começa quando ela vai ao mercado e percebe que seu dinheiro não vai dar nem para comprar o básico. Tudo aumentou e, pra piorar, o novo dono do único mercado do bairro é um sujeito sem coração, que não aceita fiado.

Quando reclama com o funcionário do mercado, o músico Criolo em participação especial, Antônia acaba contagiando os outros clientes, que também não aceitam os reajustes. Todos se revoltam contra o insensível e mercenário dono do mercado e decidem: então ninguém vai pagar nada! No corre-corre, Antônia acaba levando o que encontra pela frente, mas quando chega em casa tem que esconder as sacolas não só do marido, como dos policiais que aparecem para investigar o caso. E ainda envolve a melhor amiga, Margarida, na confusão.

Confira o trailer de Não Vamos Pagar Nada, que estreia no dia 7 de maio:

Foto: Helena Barreto.

Mostra Abraccine – 9 Curtas de 2019: confira a programação em São Paulo

por: Cinevitor

swinguerraabraccineCurta pernambucano: Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

No dia 12 de março acontecerá a Mostra Abraccine – 9 Curtas de 2019, no IMS Paulista, com sessões às 18h e às 20h. Os títulos foram escolhidos pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema como os destaques do ano de 2019 juntamente com o vencedor da categoria Sete Anos em Maio, de Affonso Uchôa, que terá sua estreia nos cinemas no dia 19 de março.

Como os demais filmes não têm previsão de exibição fora do circuito dos festivais, a iniciativa da Abraccine visa possibilitar que o público de diversos estados possa conferir as produções. Para isso, foram montadas duas sessões conjuntas com as obras. Assim será possível conhecer melhor o universo do curta-metragem brasileiro em 2019 e o que esperar do formato nos próximos anos.

A programação da mostra também inclui debates com a participação de profissionais da Abraccine. No IMS Paulista, ele também ocorre no dia 12 de março, após a sessão das 20h, e terá a presença do crítico Adriano Garrett e da pesquisadora Mariana Queen Nwabasili. No dia 22 de março, os paulistas terão mais uma chance de conferir os títulos. As atividades são gratuitas.

Além de São Paulo, a Mostra Abraccine – 9 Curtas de 2019 acontecerá no Rio de Janeiro, Goiânia, Salvador, Manaus, Fortaleza, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Pelotas.

Confira a programação das sessões:

12/03 (quinta-feira)
18h – Sessão 1

Teoria sobre um Planeta Estranho, de Marco Antonio Pereira (MG)
Joderismo, de Marcus Curvelo (BA)
Quebramar, de Cris Lyra (SP)
Negrum3, de Diego Paulino (SP)

20h – Sessão 2 (seguida de debate)

Carne, de Camila Kater (SP)
Tea for Two, de Julia Katharine (SP)
Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (PE)
Tudo que é Apertado Rasga, de Fabio Rodrigues (BA)
A Mulher que Sou, de Nathália Tereza (PR)

22/03 (domingo)
16h – Sessão 2

Carne, de Camila Kater (SP)
Tea for Two, de Julia Katharine (SP)
Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (PE)
Tudo que é Apertado Rasga, de Fabio Rodrigues (BA)
A Mulher que Sou, de Nathália Tereza (PR)

18h – Sessão 1

Teoria sobre um Planeta Estranho, de Marco Antonio Pereira (MG)
Joderismo, de Marcus Curvelo (BA)
Quebramar, de Cris Lyra (SP)
Negrum3, de Diego Paulino (SP)

Foto: Divulgação/Ponte Produtoras.

Meio Irmão

por: Cinevitor

meioirmaoposterDireção: Eliane Coster

Elenco: Natália Molina, Diego Avelino, Francisco Gomes, Dico Oliveira, Eduarda Andrade, André Andrade, Pedro Basílio, Ana Maria Souto de Oliveira, Atílio Beline Vaz, Luciana da Silva Fernandes, Daniela Aparecida Santos Fonteles, Renata Lemes, Nani de Oliveira, Marli da Costa Moreira, Aury Porto, Robson Vieira de Souza, Clayton Mariano, Gema Giavara, Luiz Eduardo Frin, José Magalhães, Rudfran Pompeu, Nara Sakarê, Cris Lopes, João Luiz Vieira, Paulinho Faria, Jennifer Glass, Paulo Faria, Kiara Felippe, Diogo Cintra, Daniele Cristina Oliveira, Thiago Freitas, Beatriz Rezende, Luisa Coelho, Laúcia Almeida, Vinícius Ribeiro, Lucas Oranmian.

Ano: 2018

Sinopse: Sandra tem dezesseis anos e sua mãe está desaparecida há dias. Desorientada e sem dinheiro, ela se vê obrigada a procurar seu meio irmão Jorge, com quem tem pouco contato. Porém, no momento em que Sandra o procura, ele está diante de uma situação difícil: Jorge gravou com seu celular, uma agressão homofóbica a um casal de namorados, acreditando não ter sido visto. No entanto, dias depois ele passa a sofrer ameaças para não divulgar as imagens. Nesta jornada, Sandra e Jorge enfrentam seus terrores e resgatam um afeto que havia se perdido.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica

por: Cinevitor

doisirmaosjornadaposterOnward

Direção: Dan Scanlon

Elenco: Tom Holland, Chris Pratt, Julia Louis-Dreyfus, Octavia Spencer, Mel Rodriguez, Kyle Bornheimer, Lena Waithe, Ali Wong, Tracey Ullman, Wilmer Valderrama, George Psarras, John Ratzenberger, Wirley Contaifer, Raphael Rossatto, Mabel Cezar, Alessandra Araujo, Mauro Ramos, César Marchetti, Adriana Pissardini, Carol Valença, Márcia Regina, Lucia Helena, Márcio Araújo, Nestor Chiesse, César Emilio.

Ano: 2020

Sinopse: Ambientada em um subúrbio de um mundo de fantasia, a animação da Disney e Pixar apresenta dois irmãos elfos adolescentes que embarcam em uma missão extraordinária para descobrir se ainda há um pouco de mágica por aí.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Fim de Festa

por: Cinevitor

fimdefestaposterDireção: Hilton Lacerda

Elenco: Irandhir Santos, Suzy Lopes, Gustavo Patriota, Amanda Beça, Safira Moreira, Leandro Vila, Ariclenes Barroso, Arthur Canavarro, Nash Laila, Hermila Guedes, Jean Thomas Bernardini, Maria Barreira, Geyson Luiz, Nínive Caldas.

Ano: 2020

Sinopse: O carnaval chegou ao fim. Uma jovem francesa foi brutalmente assassinada na cidade do Recife. O policial Breno volta antecipadamente de suas férias para investigar o crime, surpreendendo seu filho com três amigos hospedados em sua casa. Enquanto procura por pistas, a cidade desenterra traumas do passado de Breno e revela um estranho universo de lugares e memórias.

Crítica do CINEVITOR: Como roteirista, Hilton Lacerda escreveu diversos filmes brasileiros aclamados pela crítica, entre eles, Amarelo Manga e Febre do Rato, ambos de Cláudio Assis. Em 2013, lançou seu primeiro longa-metragem como diretor, o premiado Tatuagem. Com Fim de Festa, seu segundo filme de ficção na direção, já chega com os prêmios de melhor filme e roteiro no Festival do Rio do ano passado. Protagonizado pelo talentoso Irandhir Santos, a história tem como pano de fundo a festa mais alegre do ano: o carnaval. Com gostinho de ressaca, Fim de Festa apresenta uma investigação sobre uma jovem francesa que foi brutalmente assassinada no Recife. O policial Breno, papel de Irandhir, precisa investigar o crime e, para isso, interrompe suas férias. Quando chega em casa, encontra seu filho e mais alguns amigos que estão hospedados por lá. Enquanto nos revela pistas desse quebra-cabeça, Hilton constrói com maestria uma narrativa que transita por diversas camadas: além do crime, o espectador também passa a conhecer um pouco mais sobre a vida pessoal desses personagens de forma natural e instigante. É interessante também analisar a maneira como o diretor e roteirista traz o carnaval no contexto da violência; apesar de ser uma festa que celebra a alegria, é possível se deparar com um número alto de homicídios durante os festejos. Com isso, Fim de Festa traça um arco dramático que passa pelas relações afetivas e profissionais e ainda consegue construir um olhar contundente sobre o Brasil atual, que condiz muito à nossa realidade. Com um elenco talentoso, que imprime com naturalidade o texto de Lacerda, somos surpreendidos a todo instante com o desenrolar dos acontecimentos. O entrosamento entre classes e gerações é também um ponto alto de Fim de Festa e Hilton consegue expressar com empatia essas conexões sociais. Aqui, vemos jovens engajados politicamente (e virtualmente) e desprovidos de preconceito. Fala-se do amor livre, do corpo, de retrocesso, da força da tecnologia (como as notícias repercutem e são desvendadas na internet) e da luta contra o conservadorismo. Ao mesmo tempo, conecta a liberdade dessa geração com personagens mais complexos e retraídos. O roteiro segue um fluxo dinâmico por conta da costura narrativa que Hilton faz muito bem: soa natural a forma como ele cria uma situação com um determinado diálogo e, de repente, insere elementos de fora daquele assunto que se conectam. É possível conhecer um pouco mais desses personagens, mesmo sem saber muito deles, apenas com informações pontuais reveladas. Ainda que seja uma ficção, Fim de Festa é verossímil com a realidade. Muito por conta de seus personagens, suas questões emocionais e a maneira como se relacionam com o ambiente em que estão. Suzy Lopes, por exemplo, interpreta muito bem Alice, uma mulher caricata e afetada que precisa chamar atenção o tempo todo, mesmo que opte por difamar alguém por conta de sua condição financeira ou classe social: status quo. Irandhir, que transborda talento em cena, vive um pai disponível a se reinventar, porém melancólico, que carrega um passado que ainda o atormenta. Suas cenas com o filho, interpretado pelo ótimo ator Gustavo Patriota, são sempre carregadas de afeto e com diálogos interpretados com espontaneidade. Vale destacar também a cena com Hermila Guedes: um deleite de atuações. Apesar dos mistérios de um assassinato na narrativa, Fim de Festa não é um filme de suspense. O crime é mais um dos motes do roteiro, assim como as relações pessoais, profissionais, sociais e familiares. Essa mistura de acontecimentos possibilita diversas camadas de leitura do filme de Hilton Lacerda, o que o torna ainda mais interessante: enxerga-se pelo lado político e de como o Estado não dá conta de suas funções; percebe-se o impacto do carnaval na vida de seus personagens; e introduz uma certa melancolia acompanhada de uma ressaca física e moral. Fim de Festa é uma coletânea de situações e assuntos diversos muito bem orquestrada, que retrata circunstâncias atuais da nossa sociedade com verossimilhança e naturalidade. Todo carnaval tem seu fim e consequências. (Vitor Búrigo)

*Clique aqui e assista aos programas especiais sobre o filme com entrevistas com os atores Irandhir Santos e Suzy Lopes e com o diretor.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Vou Nadar Até Você

por: Cinevitor

vounadaratevoceposterDireção: Klaus Mitteldorf

Elenco: Bruna Marquezine, Peter Ketnath, Fernando Alves Pinto, Ondina Clais, Marcelo Szpektor, Fabio Audi, Eliseu Paranhos, Cristina Prochaska, Dan Stulbach, Clara Gallo.

Ano: 2019

Sinopse: A jovem fotógrafa Ophelia acredita ter descoberto quem é seu pai e, determinada, sai de Santos, a nado, rumo a Ubatuba, onde espera encontrá-lo. Antes de partir, envia-lhe uma carta avisando que está a caminho.

*Filme visto no 47º Festival de Cinema de Gramado.

*Clique aqui e assista ao programa especial sobre o filme com entrevista com a atriz Bruna Marquezine.

*Clique aqui e assista aos melhores momentos da coletiva de imprensa do filme em Gramado.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Jexi, um Celular sem Filtro

por: Cinevitor

jexicelularposterJexi

Direção: Jon Lucas, Scott Moore.

Elenco: Adam Devine, Alexandra Shipp, Rose Byrne, Ron Funches, Charlyne Yi, Michael Peña, Wanda Sykes, Kid Cudi, Justin Hartley, Gavin Root, Blake Grunder, Richard Harder, Ray Reinhardt, Diana Jackson, Aaron Wilton, Kenny Lorenzetti, A.J. Kirsch, Cj Stuart, Kobee Byrd, AnnaCorey, Yianni Apostolopolous, Jamie Taylor Ballesta, Natalie Barnet, James Bumatai, Tiffany Chen, Baily Hopkins, Dawayne Jordan, Michelle Elise Shock, Joseph Zinsman.

Ano: 2019

Sinopse: Phil é viciado em seu celular, não tem amigos e sua vida amorosa é inexistente. Mas isso está prestes a mudar. Quando ele é forçado a atualizar o aparelho, o modelo mais recente vem com um recurso inesperado: Jexi, um sistema de inteligência artificial que se torna companheiro e orientador de Phil. Com sua ajuda, ele começa a viver a vida real. Mas, à medida que se torna menos dependente de seu telefone, Jexi se transforma em um pesadelo tecnológico, determinado a manter Phil sozinho, mesmo que isso signifique arruinar suas chances de encontrar o sucesso.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas

Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas 2020: conheça os finalistas

por: Cinevitor

novaiorquecanalbrasilJuan Calado e Marcélia Cartaxo no curta Nova Iorque, de Leo Tabosa.

Foi dada a largada para a 14ª edição do Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas, a principal premiação dedicada a curtas-metragens no país. Onze produções vencedoras do Prêmio Canal Brasil de Curtas, honraria concedida pelo Canal Brasil nos principais festivais de cinema brasileiro no valor de R$ 15 mil, estão no páreo pelo prêmio de R$ 50 mil.

Em mais de uma década de estímulo à produção audiovisual brasileira, o Canal Brasil tornou-se um grande parceiro de novos realizadores da sétima arte nacional. Com R$ 350 mil concedidos em premiações ao longo de 14 edições, além de mais de R$ 500 mil na aquisição de curtas-metragens, o canal consagrou cineastas ainda em início de carreira e que vieram a encantar crítica e público; destaque para as premiações concedidas a Kleber Mendonça Filho, por Recife Frio (2010), Noite de Sexta Manhã de Sábado (2006) e Eletrodoméstica (2005); André Ristum, por Nello’s (2009); Gabriel Mascaro, por A Onda Traz, o Vento Leva (2013); e Juliana Rojas, por O Duplo (2012).

A votação já está aberta (clique aqui) e o ganhador será escolhido por voto popular. O encerramento será no dia 23 de março, às 18h, e o resultado vai ser anunciado no dia 24, às 18h30, ao vivo no Instagram e no Facebook do Canal Brasil, com a repórter Maria Clara Senra e o (a) diretor (a) do curta vencedor.

Conheça os finalistas:

Outras, de Ana Julia Travia (Mostra de Cinema de Tiradentes)
Mini Miss, de Rachel Daisy Ellis (É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários)
Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro (Cine PE)
Guaxuma, de Nara Normande (Anima Mundi)
O Vestido de Myriam, de Lucas H. Rossi (Cine Ceará)
Nova Iorque, de Leo Tabosa (Festival de Cinema de Gramado)
O Órfão, de Carolina Markowicz (Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum)
Mesmo Com Tanta Agonia, de Alice Andrade Drummond (Festival de Brasília do Cinema Brasileiro)
Um Corpo Feminino, de Thais Fernandes (Curta Cinema)
Aqueles Dois, de Émerson Maranhão (Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade)
Plano Controle, de Juliana Antunes (Janela Internacional de Cinema do Recife)

Os filmes podem ser assistidos no Canal Brasil Play, clique aqui.

Foto: Alex Costa.