Marco da retomada do cinema brasileiro nos anos 1990, Carlota Joaquina, Princesa do Brazil completa 30 anos em 2025 e retorna aos cinemas em cópia remasterizada em 4K, reafirmando sua atualidade e potência criativa.
Ousado e irreverente, o primeiro longa dirigido por Carla Camurati e produzido por ela e por Bianca de Felippes, conquistou o público com sua crítica bem-humorada à formação do Brasil, aliada a uma linguagem estética inovadora. Estrelado por Marieta Severo como Carlota Joaquina, vivida na infância por Ludmila Dayer, Marco Nanini como Dom João, Marcos Palmeira como Dom Pedro I e Vera Holtz no papel de Maria Luísa de Parma, o filme retorna ao circuito comercial no dia 14 de agosto, em cópias acessíveis e restauradas digitalmente, com patrocínio da Petrobras.
A diretora Carla Camurati, que assina também o roteiro ao lado de Melanie Dimantas, destaca o humor, a ironia e a liberdade estética como marcas da obra, que convida o público a refletir sobre as origens do Brasil. Camurati celebra não apenas os 30 anos do filme, mas também a oportunidade de ver sua primeira obra como diretora de volta às telonas.
A narrativa se passa entre o fim do século XVIII e o início do século XIX. Aos dez anos, Carlota Joaquina é prometida a João, de Portugal. Talentosa e instruída, a jovem princesa é aprovada pela corte espanhola e enviada para Lisboa, onde se depara com um destino bem menos glamouroso que o retratado nos quadros e protocolos da nobreza. João, de temperamento introspectivo, prefere o canto sacro e o cultivo de flores à companhia da nova esposa. Com a morte do príncipe herdeiro e o agravamento da saúde mental da rainha D. Maria I, o casal acaba elevado ao trono português. Em meio às turbulências provocadas pela Revolução Francesa e pelas ameaças de invasão napoleônica, a corte portuguesa realiza uma fuga histórica e silenciosa para o Brasil, episódio que marca uma reviravolta no destino da colônia e dá origem a uma nova fase da história luso-brasileira.
Com argumento de Angus Mitchell e Carla Camurati, a fotografia é assinada por Breno Silveira. As músicas são de André Abujamra e Armando Souza, a produção de arte é de Bianca de Felippes e Richard Luiz com cenários de Tadeu Burgos e Emilia Duncan; o figurino é de Tadeu Burgos, Emilia Duncan e Marcelo Pies. O elenco conta também com Brent Hieatt, Maria Fernanda, Eliana Fonseca, Norton Nascimento, Beth Goulart, Antonio Abujamra, Bel Kutner, Ney Latorraca e Maria Ceiça.
Para marcar a celebração dos 30 anos do filme, conversamos com o elenco de Carlota Joaquina, Princesa do Brazil: Marieta Severo, Marco Nanini, Marcos Palmeira e Ludmila Dayer.
Sharlene Esse no curta pernambucano A Volta, de Anny Stone
Foram anunciados os 26 curtas-metragens que compõem as mostras competitivas da 11ª edição do Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero, que acontecerá entre os dias 23 de setembro e 5 de outubro com programação no Recife e nas Terras Indígenas Pankararu (Tacaratu e Jatobá, no sertão de Pernambuco), além de atividades on-line.
As sessões competitivas serão realizadas entre os dias 23 e 27 de setembro no Cinema São Luiz reunindo obras de 13 estados brasileiros. Esta edição registrou o maior número de inscrições da história do festival: 271 filmes, dos quais foram selecionados 16 ficções, seis documentários, três animações e um híbrido.
Os curtas refletem a pluralidade da produção audiovisual contemporânea com equipes formadas por pessoas cis, trans, travestis, não-binárias e de diferentes identidades raciais e étnicas. As obras abordam temas como afetos e relações LGBTQIAPN+, questões de gênero, sexualidade, ancestralidade indígena e afro-brasileira, enfrentamento à violência, lutas por direitos e narrativas experimentais que exploram novas linguagens no cinema.
Seis títulos concorrem ao prêmio de melhor filme pernambucano e outros 20 ao prêmio de melhor filme nacional. A curadoria das mostras competitivas foi formada por Galba Gogóia, Graciela Guarani e Davi Barros. O Recifest é realizado pela Olinda Produções e pela Casa de Cinema de Olinda, com incentivo do Funcultura e apoio da Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.
Neste ano, Ruby Nox, vencedora da segunda temporada do reality show Drag Race Brasil, será a apresentadora do evento. E mais: o documentário Filhas da Noite, de Henrique Arruda e Sylara Silvério, com Sharlene Esse, Raquel Simpson, Márcia Vogue, Christiane Falcão, Suelanny Tigresa e Paloma Pitt, será o filme de abertura.
Conheça os filmes selecionados para as mostras competitivas do 11º Recifest:
2/1, de Mateus Lacerda (SP) A Vaqueira, a Dançarina e o Porco, de Stella Carneiro e Ary Zara (CE) A Volta, de Anny Stone (PE) Americana, de Agarb Braga (PA) Ana Cecília, de Julia Regis (RS) Ana e as Montanhas, de Julia Araújo e Carla Villa-Lobos (GO/RJ) Cissa Tempo, de Oaj (SP) Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA) Da Aldeia à Universidade, de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo (TO) Descamar, de Nicolau (DF) Espelho da Memória, de Filipe Travanca e Roberto Simão (SP) Geni & Thor, de Pedro H. Machado (PR) Lá na Frente, de Márcio Andrade (PE) Lança-Foguete, de William Oliveira (PE) Mãe, de Jöão Monteiro (RS) Na Volta Eu te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA) Os Quatro Exílios de Herbert Daniel, de Daniel Favaretto (SP) Pacto pela Vida, de Luiza Côrte (PE) Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ) Queima Minha Pele, de Leonardo Amorim (AL) Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE) Todas as Memórias que Você Fez para Mim, de Pedro Fillipe (PE) Todo Romance Termina Assim, de Marco Aurélio Gal (SP) Tudo que Importa, de Coraci Ruiz (SP) Valéria di Roma, de Carlos Mosca (PB) Velcro, de Carol Lima e Renata Pimentel (PE)
Irandhir Santos, Leandra Leal e Thiago Thomé em cena
Depois de passar pelos festivais de Toronto, Rio, Havana e Mostra de São Paulo, Os Enforcados, dirigido por Fernando Coimbra, de O Lobo Atrás da Porta, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 14/08, com distribuição da Paris Filmes.
Estrelado por Leandra Leal e Irandhir Santos, com participações especiais de Irene Ravache e Stepan Nercessian, o filme tem produção da Gullane e coprodução da Fado Filmes, Globo Filmes, Telecine e Pavuna Pictures. Assim como O Lobo Atrás da Porta, que marcou a estreia de Coimbra na direção de longas-metragens, Os Enforcados é o primeiro trabalho do cineasta no Brasil após dirigir episódios das séries internacionais Narcos, Outcast e Perry Mason e do filme Castelo de Areia (Sand Castle), com Nicholas Hoult e Henry Cavill.
Na trama, Valério (Irandhir Santos) e Regina (Leandra Leal) formam um casal vivendo confortavelmente na Zona Oeste do Rio de Janeiro, graças ao império do jogo do bicho construído pelo pai e pelo tio dele. Valério, que acredita ter mantido suas mãos limpas, precisa lidar com as pendências de sua família, em um meio que obedece a leis próprias. Incentivado pela ambiciosa mulher, ele tenta uma jogada que ambos consideram infalível.
O cineasta inspirou-se em Macbeth, de William Shakespeare, mas quis contar a história pela perspectiva de Lady Macbeth. Em Os Enforcados, como na peça, os dois personagens se veem presos em uma escalada de ambição e violência, em uma tragédia à brasileira, com uma boa dose de humor ácido.
Em Os Enforcados, Fernando Coimbra queria tratar da realidade brasileira e da elite econômica do país. A ideia começou a surgir ainda durante as filmagens de O Lobo Atrás da Porta quando Coimbra passava pela Barra da Tijuca a caminho de locações. Em 2015, o roteiro passou pelo Laboratório de Sundance, sendo premiado dois anos depois com o Sundance Global Filmmaking Awards, de reconhecimento e apoio a cineastas independentes emergentes. Os trabalhos fora do Brasil e a pandemia adiaram as filmagens, mas Fernando Coimbra nunca parou de trabalhar no roteiro.
O elenco conta também com Thiago Thomé, Pêpê Rapazote, Ernani Moraes, Augusto Madeira e Ricardo Bittencourt. A direção de fotografia é assinada por Junior Malta e a direção de arte é de Caio Costa e Rafael Torah. A montagem é de Karen Harley e o desenho de som é de Ricardo Cutz.
Para falar mais sobre Os Enforcados, conversamos com a atriz Leandra Leal, que recentemente foi homenageada no Cine PE. No bate-papo, destacou sua parceria com Fernando Coimbra, falou sobre o trabalho com os colegas Irandhir Santos e Irene Ravache, recepção do público e expectativa para o lançamento.
Cena do curta brasileiro O Véu, de Gabriel Motta: selecionado para o TIFF
A 50ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de setembro, divulgou os curtas-metragens selecionados para este ano; a lista traz 48 títulos, de 28 países.
O cinema brasileiro marca presença na mostra Short Cuts com O Véu, dirigido pelo cineasta gaúcho Gabriel Motta, que será exibido na seção Strange Cuts, uma vertente adjacente da Midnight Madness, que traz títulos híbridos de gênero. Com atmosfera densa e visual hipnótico, o curta é um filme de terror que acompanha um culto religioso marcado por falsos rituais de possessão; até que a filha do pastor é tomada por uma entidade real, desencadeando eventos macabros. Clique aqui e assista ao trailer.
O filme é protagonizado por Robson Lima Duarte, PHILL e Rafaela Lima em interpretações intensas que exploram os limites entre fé, poder e repressão. O elenco ainda conta com Renata de Lélis, Marcello Crawshaw, Victor Di Marco e João Carlos Castanha. O Véu é produzido pela Fogo Filmes e Onomato, produtoras de Porto Alegre, e contou com o financiamento do Edital de Seleção Pública Paulo Gustavo Porto Alegre.
Anteriormente, Gabriel Motta lançou Pastrana, codirigido por Melissa Brogni, que foi premiado como melhor filme nos festivais de Brasília e Gramado, melhor curta latino-americano no BAFICI e exibido em eventos como o Festival de Tribeca, Curta Cinema e Kinoforum. Seus outros trabalhos transitaram por eventos como Bogoshorts (Colômbia), San Francisco Frameline (Estados Unidos), FEST – Novos Realizadores | Novo Cinema (Portugal), entre outros.
Em comunicado oficial nas redes sociais, o diretor disse: “É o cinema de gênero gaúcho representando o Brasil em um dos festivais mais importantes do mundo! Nosso filme será exibido na mostra competitiva Short Cuts, ao lado de obras incríveis de novos talentos do cinema mundial. Trata-se de uma competição qualificadora para o Oscar 2026. É uma honra compartilhar essa conquista com toda a equipe que tornou O Véu possível. Mal podemos esperar para apresentar essa história ao público de Toronto”.
Com programação coordenada por Sonja Baksa e Mariam Zaidi, o júri da mostra Short Cuts será formado por: Ashley Iris Gill, cineasta e diretora de fotografia canadense; Marcel Jean, diretor artístico do Festival de Cinema de Animação de Annecy e diretor executivo da Cinémathèque québécoise; e Connor Jessup, ator, escritor e diretor canadense. Neste ano, além dos prêmios de melhor curta-metragem internacional e canadense, o festival também concederá um prêmio para o melhor curta-metragem de animação.
Conheça os curtas-metragens selecionados para o 50º Festival de Toronto:
PROGRAMA 1 | CURTAS
A Small Fiction of My Mother in Beijing, de Dorothy Sing Zhang (China) Agapito, de Arvin Belarmino e Kyla Danelle Romero (Filipinas) DISC, de Blake Winston Rice (EUA) Healer, de Chelsea McMullan (Canadá) Jazz Infernal, de Will Niava (Canadá) Ramón Who Speaks to Ghosts, de Shervin Kermani (Espanha/Canadá/México) The Girl Who Cried Pearls, de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski (Canadá)
PROGRAMA 2 | CURTAS
Ambush, de Yassmina Karajah (Jordânia/Canadá) Bots, de Rich Williamson (Canadá) Fille de l’eau (Water Girl), de Sandra Desmazières (França/Holanda/Portugal) I Fear Blue Skies, de Salar Pashtoonyar (Canadá) Not Scared, Just Sad, de Isabelle Mecattaf (Líbano/Bulgária) Talk Me, de Joecar Hanna (Espanha/EUA)
PROGRAMA 3 | CURTAS
Asparagus Bear, de Ivan Grgur (Croácia) Ce Qu’on Laisse Derrière (What We Leave Behind), de Jean-Sébastien Hamel e Alexandra Myotte (Canadá) Demons, de Kelly Fyffe-Marshall (Canadá) Öronmask (Earworm), de Patrik Eklund (Suécia) Sea Star, de Tyler Mckenzie Evans (Canadá) The Non-Actor, de Eliza Barry Callahan (EUA) Une Fenêtre Plein Sud (A South Facing Window), de Lkhagvadulam Purev-Ochir (França/Mongólia)
PROGRAMA 4 | CURTAS
Ali, de Adnan Al Rajeev (Bangladesh/Filipinas) Chín (Ripe), de Solara Thanh Bình Đặng (Canadá/Vietnã) Dust to Dreams, de Idris Elba (Nigéria) Fiction Contract, de Carolyn Lazard (EUA) More Than Happy, de Wei Keong Tan (Singapura) Une Fugue (To the Woods), de Agnès Patron (França) Year of the Dragon, de Giran Findlay-Liu (Canadá)
PROGRAMA 5 | CURTAS
Argumentos a Favor do Amor (Arguments in Favor of Love), de Gabriel Abrantes (Portugal) Dish Pit, de Anna Hopkins (Canadá) I’m Glad You’re Dead Now, de Tawfeek Barhom (França/Grécia/Palestina) Karupy, de Kalainithan Kalaichelvan (Canadá) Pink Light, de Harrison Browne (Canadá) Poster Boy, de India Opzoomer (Canadá) The Contestant, de Patrick Xavier Bresnan (EUA/Alemanha) Una vez en un cuerpo (Once in a Body), de María Cristina Pérez González (Colômbia/EUA)
PROGRAMA 6 | CURTAS
A Soft Touch, de Heather Young (Canadá) All the Empty Rooms, de Joshua Seftel (EUA) Divers, de Geordie Wood (EUA) Niimi, de Dana Solomon (Canadá) Permanent Guest, de Sana Zahra Jafri (Paquistão) The Death of the Fish, de Eva Lusbaronian (França)
STRANGE CUTS
Klee, de Gavin Baird (Canadá) Marriaginalia, de Hannah Cheesman (Canadá) O Véu (The Veil), de Gabriel Motta (Brasil) Praying Mantis, de Joe Hsieh (Taiwan/Hong Kong) Quietness, de Gonçalo Almeida (Espanha) Thanks To Meet You!, de Richard Hunter (Reino Unido) UM, de Nieto (França)
Elenco: Julia Garner, Cary Christopher, Josh Brolin, Benedict Wong, Austin Abrams, Alden Ehrenreich, Amy Madigan, Scarlett Sher, Jason Turner, Anny Jules, Ali Burch, Michael Gene Conti, Eric Jepson, Whitmer Thomas, Callie Schuttera, June Diane Raphael, Melissa Ponzio, Luke Speakman, Aaron Quick Nelson, Toby Huss, Sara Paxton, Justin Long, Mohammed Fahmy, Ronny Mathew, Clayton Farris, Carrie Gibson, Ashley Ames, Fidelus Singleton, Sarah Kopkin, Arya Posey, Carl Kennedy, Robert Hendren, Aubrey Brockwell, Drew Broderick, Bruce Cooper, Carter J. Cooper, Sergio Duque, Liza Francini, David Preston Knight, Khyler Liggins, Trey McGriff, Jackson A Park, Hurley Paul, Khalani Simon-Barrow, Jared Simon, Robert Tinsley, Landon Wilson.
Ano: 2025
Sinopse: A trama começa em plena quarta-feira, quando todas as crianças de uma sala desaparecem misteriosamente, com exceção de um único jovem. Exatamente às 2h17 da manhã, todas elas acordaram e saíram no escuro por livre e espontânea vontade, sem qualquer sinal de violência, e nunca mais voltaram. Agora, todos buscam respostas do porquê apenas os alunos da professora Gandy desapareceram. O que teria acontecido com as crianças e, mais importante, quem realmente estaria por trás desse evento?
Elenco: Caleb Landry Jones, Christoph Waltz, Zoë Bleu, Guillaume de Tonquédec, Matilda De Angelis, Ewens Abid, Bertrand-Xavier Corbi, Raphael Luce, David Shields, Liviu Bora, Anne Kessler, Romain Levi, Jassem Mougari, Thalia Besson, Haymon Maria Buttinger, Ivan Franek, Karim Rakrouki, Arben Bajraktaraj, Nicola Puleo, Aaron Guillemette, Alex Andréa, Affif Ben Badra, Nicolas de Lavergne, Jade Pedri, Iman Perez, Joséphine Berry, Dominique Macaire, Danielle Guerre-Berthelot, Sergio Cavero Egusquiza, Ismail Vasseur Woolfenden, Sateen Besson, Noham Edje, Renée Silla, Maxime Gomis, Fayet Nsomoto, Nikita Makkojev, Turre Åhl, Jaakko Hutchings, Stavroula Karatheodorou, Joonas Makkonen, Janne Mattila, Egor Morozov, Jari Viljamaa.
Ano: 2025
Sinopse: Após a morte de sua esposa, um príncipe do século XV renuncia a Deus e se torna um vampiro. Tempos depois, na Londres do século XIX, ele vê uma mulher parecida com sua falecida esposa e a persegue, selando seu próprio destino. Baseado no personagem clássico de Bram Stoker.
Foram anunciados nesta quarta-feira, 06/08, no Basa Clube, em São Luís, no Maranhão, os vencedores da 48ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que exibiu mais de 80 títulos em sua programação. O mais longevo festival do Norte e Nordeste, e um dos mais importantes do país, celebra o audiovisual maranhense e nacional há 48 anos.
O evento, promovido pela UFMA, Universidade Federal do Maranhão, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) e da Diretoria de Assuntos Culturais (DAC), reuniu realizadores, convidados, júris, patrocinadores e o público para celebrar a diversidade, o talento e a força do audiovisual brasileiro e maranhense.
Um dos destaques da noite foi o curta-metragem Piraí: Os Cantos da Encantaria Akroá Gamella, de Diego Janatã e Djuena Tikuna, grande vencedor do Prêmio Assembleia Legislativa Mauro Bezerra de melhor curta-metragem maranhense e também agraciado com o Prêmio Itaú Cultural Play no valor de R$ 15 mil mais licenciamento exclusivo na plataforma de streaming do Itaú; a entrega foi feita por Ricardo Tayra, representante do Itaú Cultural Play.
A premiação reforça o reconhecimento à produção audiovisual local e marca mais uma edição da parceria entre o festival e a plataforma Itaú Cultural Play. A partir desta quinta-feira, 07/08, a plataforma lança uma mostra especial com sete curtas e longas-metragens, entre maranhenses e nacionais, participantes desta edição do Guarnicê. Os filmes estarão disponíveis gratuitamente até o dia 23 de agosto, somando-se a um acervo de mais de 400 títulos brasileiros de diversos gêneros, formatos e épocas.
A cerimônia, que foi iniciada com uma apresentação especial da cantora Cecília Leite, também contou com a entrega do Prêmio Cardume de melhor curta nacional, eleito por júri próprio, com valor de R$ 3 mil referentes ao licenciamento exclusivo de um ano na plataforma. A premiação foi entregue por Luciana Damasceno e Daniel Jaber para o filme paraibano A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais.
Ao todo, 89 filmes e videoclipes participaram das oito mostras competitivas do festival, além de 15 jogos digitais que integraram a Mostra de Jogos. Neste ano, os homenageados foram: Silvero Pereira, Tássia Dhur e Cacá Diegues.
O júri desta 48ª edição foi formado por: Danielle Bertolini, Vivi Pistache e Simone Zuccolotto nas mostras nacionais; Aline Pacheco, Marcos Vilar e Sérgio Onofre nas mostras maranhenses; Monica Rodrigues, Bertrand Lira e Fábio Azevedo na Mostra Universitária; Cael Borges, Rodrigo Lima e Lucas Toso na Mostra de Jogos Digitais; e Keylanne Ramos, Etelvino Neto, Thag Santos, Elvis Oliveira e Denise Costa na Mostra Faz Todo Sentido.
Conheça os vencedores do 48º Festival Guarnicê de Cinema:
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGA-METRAGEM
Melhor Filme | Júri Oficial: Mambembe, de Fabio Meira (GO) Melhor Filme | Júri Popular: Mambembe, de Fabio Meira (GO) Melhor Direção: Ana Aranha, por Pau d’Arco Melhor Roteiro: Tijolo por Tijolo, escrito por Victoria Álvares e Quentin Delaroche Melhor Ator: Genézio de Barros, por Senhoritas Melhor Atriz: Elenco de Mambembe (Índia Morena, Madonna Show e Dandara Ohana) Melhor Ator Coadjuvante: Murilo Grossi, por Mambembe Melhor Atriz Coadjuvante: Clau Barros, por Ainda Não é Amanhã Melhor Direção de Fotografia: Mambembe, por Daniela Cajías Melhor Direção de Arte: O Silêncio das Ostras, por Juliana Lobo Melhor Montagem: Tijolo por Tijolo, por Quentin Delaroche Melhor Trilha Sonora Original: Pau d’Arco, por Pedro Penna Melhor Desenho de Som: Pau d’Arco, por Fernando Ianni Menção Honrosa: Mayara Priscila de Jesus do Santos, por Quem é Essa Mulher?
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTA-METRAGEM
Melhor Filme | Júri Oficial: A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB) Melhor Filme | Júri Popular: Mala Preta, de Áurea Maranhão (MA) Melhor Direção: Pedro de Alencar, por Sebastiana Melhor Roteiro: Entre Corpos, escrito por Mayra Costa Melhor Ator: Fernando Teixeira, por Ladeira Abaixo Melhor Atriz: Camila Botelho, por Arame Farpado Melhor Ator Coadjuvante: Ricardo Bagge, por Arame Farpado Melhor Atriz Coadjuvante: Soia Lira, por Cavalo Marinho Melhor Direção de Fotografia: Boiuna, por Tiago Pelaes Melhor Direção de Arte: O Céu Não Sabe Meu Nome, por Letícia Campos Melhor Montagem: Sebastiana, por Pedro de Alencar Melhor Trilha Sonora Original: O Céu Não Sabe Meu Nome, por C-AFROBRASIL Melhor Desenho de Som: A Nave que Nunca Pousa, por Romero Coelho
MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS MARANHENSES
Melhor Filme | Júri Oficial: O Teatro te Xama: Família de Criação, de Dani Lopes Melhor Filme | Júri Popular: A Cigana, de Thiago Furtado Melhor Direção: Dani Lopes, por O Teatro te Xama: Família de Criação Melhor Roteiro: Apollo, escrito por Messias Saíssem Melhor Ator: Messias Saíssem, por Apollo Melhor Atriz: Michelle Cabral, por Apollo Melhor Ator Coadjuvante: Lauande Aires, por Apollo Melhor Atriz Coadjuvante: Maria Ethel, por O Teatro te Xama: Família de Criação Melhor Direção de Fotografia: O Teatro te Xama: Família de Criação, por Dani Lopes Melhor Direção de Arte: Apollo, por Jacksciene Guedes Melhor Montagem: O Teatro te Xama: Família de Criação, por Dani Lopes Melhor Trilha Sonora Original: Apollo Melhor Desenho de Som: Fogo, Murro e Coice Menção Honrosa: A História do Início do Surf no Maranhão, de Marcelo Vasconcelos Menção Honrosa: Benício Bem, por A Cigana
MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS MARANHENSES
Melhor Filme | Júri Oficial: Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, de Diego Janatã e Djuena Tikuna Melhor Filme | Júri Popular: Silêncio na Boiada, de Luiza Fernandes Melhor Direção: Lucas Sá, por CATA Melhor Roteiro: Um Pé de Cajú, escrito por Eduardo Marques e Pablo Monteiro Melhor Ator: Lucas Inácio, por Catty Bete Melhor Atriz: Gabi Miguel, por Amor Veraneio Melhor Ator Coadjuvante: Raimundo dos Remédios, por Um Pé de Cajú Melhor Atriz Coadjuvante: Lúcia Reis, por Catty Bete Melhor Direção de Fotografia: Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, por Vinicius Berger Melhor Direção de Arte: Faro, por Davy Amaral e Vitória Campos Melhor Montagem: Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, por Vinicius Berger Melhor Trilha Sonora Original: Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella Melhor Desenho de Som: Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, por Gui Augusto
MOSTRA UNIVERSITÁRIA
Melhor curta-metragem: Muros Invisíveis, de Dário Gilson, Lucas Matos e Edvaldo Goulart Melhor Videoclipe: Pétalas e Cédulas, de Kamiski e Vitória Campos Menção Honrosa: Lolith, de Stenio Maciel e Jackesiene Guedes
MOSTRA NACIONAL | PRÊMIO CARDUME *Prêmio de R$ 3.000,00 por licenciamento
Melhor Curta Nacional | Júri Cardume: A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
MOSTRA MARANHENSE | VIDEOCLIPE
Melhor Videoclipe | Júri Técnico: Andamento, de Núbia; direção: Jonas Sakamoto Melhor Videoclipe | Júri Popular: Bye, de Lucca Truta, Deon e Kaminski; direção: Vitória Campos
MOSTRA COMPETITIVA DE JOGOS
Melhor Game Design: Desert Mirage, por Ops Game Studio Melhor Jogo Maranhense | Júri Técnico: Desert Mirage, por Ops Game Studio Melhor Jogo Maranhense | Júri Popular: Múmia Maluca, por Allan Kassio Beckman Soares da Cruz Melhor Jogo Nordestino: Plungeez, por Zeroth.team
Aura do Nascimento e Renata Carvalho no longa Salomé, de André Antônio
A nona edição da Quelly – Mostra Internacional de Cinema de Gênero e Sexualidade acontecerá entre os dias 27 e 30 de agosto no Teatro João do Vale, em São Luís, no Maranhão, com um olhar especial sobre os dilemas e desafios de se produzir obras queer cedendo a demandas e exigências comerciais mercadológicas.
Com curadoria dos cineastas George Pedrosa e Daniel Nolasco, a programação reúne obras nacionais e internacionais produzidas antes do termo queer surgir como pauta política, teoria acadêmica ou ser popularizado nas redes sociais.
Durante décadas, o queer se demonstrou um desafio epistemológico. Afinal, como definir algo que surge exatamente para questionar e destruir conceitualizações e certezas teóricas?: “O que eu considero ser queer, pode não ser para outra pessoa, para outro grupo, para outra corrente de pensamento. O termo parece estar cada vez mais assimilado e inserido dentro do nosso mundo contemporâneo: presente nas falas de apresentadores de programas matinais da grande mídia, estampando propagandas capitalistas, banalizados em discursos acadêmicos, etc. O queer vai muito além dos que nos vendem em excesso e em letras coloridas nas redes sociais no mês do orgulho”, disse Nolasco.
A abertura da programação será com a exibição de Salomé, de André Antônio. O filme ganhousete prêmios no último Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, incluindo melhor longa-metragem, e também se destacou recentemente no Festival Goiamum Audiovisual. A produção pernambucana, protagonizada por Aura do Nascimento, rememora a história bíblica de Salomé misturando gêneros, referências e mundos. O elenco conta também com Fellipy Sizernando, Renata Carvalho, Zuba Neves, Clara Maria Matos, Danny Barbosa, Everaldo Pontes e Geyson Luiz.
Ao longo da Mostra, o público poderá assistir a títulos como Todo cuidado é pouco, Memorabilia, Kassandra com K, Poesia no Vinho de Seus Lábios e Fabulosas: Operação Aranha. A programação inclui filmes de cineastas como Rivanildo Feitosa e Cícero Filho, Todd Verow, Wesley Pereira de Castro, João Victor Borges e Will Domingos, Tomás Paula Marques, Th Fernandes e Lu Lambertti.
Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro, que foi consagrado na Mostra Tiradentes, também será exibido. O longa apresenta o diário íntimo e bastante honesto do diretor/personagem Wesley Pereira. Já o encerramento trará Onda Nova, um filme clássico moderno do cinema brasileiro, assinado por José Antônio Garcia e Ícaro Martins. A entrada é gratuita, porém sujeita à lotação do espaço. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes das sessões na bilheteria do João do Vale.
Além da extensa e variada programação de filmes, a Mostra Quelly promoverá momentos de reflexão e troca de experiências. Prova disso será a realização, nos dias 29 e 30 de agosto, da Oficina Metamorfose, que será ministrada pela atriz e protagonista do filme Salomé, Aura do Nascimento, ofertando aos participantes conteúdos sobre artes visuais, cinema, filosofia e natureza, com referências de artistas e práticas que mediam processos de transformação. As atividades acontecerão no espaço cultural independente Espaço Chão, localizado na Rua do Giz. No dia 28 de agosto, o evento contará com uma masterclass com o cineasta André Antônio. A apresentação do premiado diretor, responsável pelo longa-metragem Salomé, ocorrerá no Teatro João do Vale.
Viva o cinema brasileiro: mensagem exibida no Prêmio Grande Otelo 2025
Mais de 750 cineastas, atores e atrizes, produtores, roteiristas, técnicos e artistas de todas as regiões do país assinaram uma carta em defesa da regulação do streaming no Brasil, pauta que já vem sendo discutida há muito tempo.
Endereçada ao Presidente Lula, ao presidente da câmara, Hugo Motta, à Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, à Ministra da Cultura, Margareth Menezes, e à Secretaria Nacional do Audiovisual, Joelma Gonzaga, a carta aberta alerta para a urgência de um marco regulatório que assegure contrapartidas justas das grandes plataformas internacionais que operam no país: “A regulação não pode mais ser adiada”, alertam os signatários. Clique aqui e confira a lista com os nomes de todos que assinam a carta.
“O audiovisual de um país registra a identidade em movimento de sua cultura. Conta quem nós somos, de onde viemos, e nos ajuda a pensar para onde queremos ir. Constrói algo fundamental: a memória de um país”, diz a carta, que pede que o Presidente Lula e a Ministra Gleisi deem um tratamento prioritário ao tema e no diálogo com o Congresso Nacional. Também solicita ao presidente Hugo Motta que reconduza a deputada Jandira Feghali para a relatoria dos projetos em tramitação.
A carta aberta, assinada em ordem alfabética, junta vertentes do cinema e expressa pluralidade, abrangendo um espectro muito amplo, tanto no âmbito artístico e territorial. Com realizadores, executivos e técnicos de todo Brasil, contemplando estados como São Paulo, Acre, Pernambuco, Rio de Janeiro, Brasília e Santa Catarina, assinam astros e produtores, passando por roteiristas e montadores, até cineastas independentes que vêm obtendo reconhecimento nos mais destacados festivais internacionais, como Cannes, Berlim, Veneza e premiações como o Oscar. Um documento histórico que une diferentes olhares e profissionais da atividade.
Entre os signatários, nomes consagrados como Fabiano Gullane, Fernanda Torres, Fernando Meirelles, Heitor Dhalia, Joel Zito Araújo, José Padilha, Julia Rezende, Kleber Mendonça Filho, Laís Bodanzky, Luiz Carlos Barreto, Petra Costa, Wagner Moura, Walter Salles, além de expoentes do cinema independente como Anna Muylaert, Affonso Uchoa, André Novais Oliveira, Adirley Queirós, Eryk Rocha, Gabriel Mascaro, Maya Da-Rin. Entre cineastas experientes como Daniel Filho, Helena Ignez, Julio Bressane e da nova geração, Grace Passô e Marcelo Caetano, assinam a carta realizadores de todas as regiões do Brasil, cineastas de documentário, ficção, animação. Realizadores da quebrada como Lincoln Péricles (do Capão Redondo), cineastas indígenas como Morzaniel Ɨramari Yanomami e escritores como Paulo Lins. Uma amostra poderosa da pluralidade de estilos, linguagens e origens que compõem o audiovisual brasileiro.
A carta faz uma defesa contundente da permanência da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) como relatora da matéria no plenário da Câmara. Para os signatários, Jandira é peça-chave para garantir a coerência legislativa e a continuidade institucional do processo, já que vem conduzindo amplas negociações com o setor e construindo um substitutivo de consenso: “Não podemos aceitar que o nosso mercado audiovisual seja usado como moeda de troca, como em momentos anteriores de nossa história. Devemos almejar equilibrar a nossa balança comercial da cultura, exportando nossa diversidade e nossa produção cultural para o mundo”.
A carta enfatiza a urgência da votação do substitutivo ao PL 2331/22, relatado pela deputada Jandira Feghali, que propõe um modelo de contribuição financeira mínima das plataformas para o desenvolvimento do audiovisual nacional (6%), patamar já muito abaixo do que estabelece o Conselho Superior do Cinema (12%). A proposta se baseia em experiências internacionais, como as da França, Itália e Coreia do Sul, e já conta com amplo apoio do setor.
A carta pede:
Apoio formal e estratégico do poder Executivo ao PL 2331/22;
Manutenção de Jandira Feghali na relatoria do texto no plenário da Câmara;
Cobra atuação firme do Ministério da Cultura como defensor da indústria audiovisual brasileira, a exemplo de países que tem cinematografias fortes;
Mobilização conjunta para garantir a tramitação urgente da proposta no Congresso Nacional.
“Sem regulação, o Brasil corre o risco de ser apenas um mercado consumidor, sem consolidar uma indústria nacional capaz de gerar emprego, renda e projeção internacional”, afirma o texto. A carta reforça que a regulação é uma questão de soberania nacional, cultura e democracia: “Trata-se de garantir que a voz do Brasil continue a ser contada por brasileiros”, concluem os signatários.
Denise Weinberg em O Último Azul, de Gabriel Mascaro: cinema brasileiro no TIFF
A 50ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de setembro, revelou os títulos selecionados para a mostra Centrepiece, antes chamada de Contemporary World Cinema, que celebra as conquistas cinematográficas globais com uma variedade dinâmica de filmes contemporâneos.
A seleção desta vitrine global apresenta 55 títulos, de quase 50 países. A mostra Centrepiece oferece uma plataforma para filmes reconhecidos internacionalmente, títulos aclamados em outros festivais ao redor do mundo e estreias muito aguardadas de talentos canadenses e internacionais.
O cinema brasileiro marca presença com O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro, que foi premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim deste ano; o filme recebeu também o Prêmio do Júri Ecumênico e o Berliner Morgenpost Readers’ Jury Award, além de muitos aplausos. Além disso, foi consagrado como melhor filme ibero-americano de ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México, evento que também premiou a atriz Denise Weinberg com o Prêmio Maguey de melhor interpretação.
O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão desfrutar seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, papel de Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. Rodrigo Santoro, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás também integram o elenco. A produção sobre resistência e amadurecimento ao longo dos rios da Amazônia também passou por países como Colômbia, Argentina, Turquia, Portugal e Austrália.
O elenco conta também com Rosa Malagueta, Clarissa Pinheiro, Dimas Mendonça, Daniel Ferrat, Heitor Lóris, Rafael Cesar, Isabela Catão, Daniela Reis, Diego Bauer, Aldenor Santos, Tony Ferreira, Karol Medeiros, Erismar Fernandes, Júlia Kahane, Robson Ney, Luana Brandão, Ítalo Rui, Amanda Costa, Ítalo Bruce, Matheus Sabbá, Paulo Queiroz, Wallace Abreu, Jôce Mendes, Rhuann Gabriel, Arthur Gabriel, Maria Alice, Ana Oliveira, Maurício Santtos, Klindson Cruz e Isadora Gibson. O roteiro é assinado por Gabriel Mascaro e Tibério Azul; a direção de fotografia é de Guillermo Garza. A edição é de Sebastían Sepúlveda e Omar Guzmán; Memo Guerra assina a música do filme.
Com produção da Desvia (Brasil) e Cinevinay (México), em coprodução com a Globo Filmes (Brasil), Quijote Films (Chile), Viking Film (Países Baixos) e distribuição da Vitrine Filmes no Brasil, O Último Azul foi produzido por Rachel Daisy Ellis e Sandino Saravia Vinay, produtor associado de Roma, de Alfonso Cuarón, e coprodutor dos filmes anteriores de Gabriel Mascaro.
Além dos novos filmes anunciados, o Festival de Cinema de Toronto também revelou os homenageados desta 50ª edição: o cineasta mexicano Guillermo del Toro receberá o Ebert Director Award; a atriz e diretora Jodie Foster será honrada com o Share Her Journey Groundbreaker Award; a diretora japonesa Hikari será homenageada com o TIFF Emerging Talent Award; o ator sul-coreano Lee Byung-hun receberá o TIFF Special Tribute Award e exibirá No Other Choice, de Park Chan-wook, na mostra Gala Presentations; e o ator Brendan Fraser será honrado com o TIFF Honorary Chair.
Conheça os novos filmes selecionados para o 50º Festival de Toronto:
CENTREPIECE
8-ban deguchi (Exit 8), de Genki Kawamura (Japão) Amélie et la métaphysique des tubes (Little Amélie or the Character of Rain), de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han (França) Arco, de Ugo Bienvenu (França) Ástin sem eftir er (The Love That Remains), de Hlynur Pálmason (Islândia/Dinamarca/Suécia/França) Bajo el Mismo Sol (Under The Same Sun), de Ulises Porra (República Dominicana/Espanha) Barrio Triste, de STILLZ (Colômbia/EUA) Blood Lines, de Gail Maurice (Canadá) Blue Heron, de Sophy Romvari (Canadá/Hungria) Blue Moon, de Richard Linklater (EUA/Irlanda) Carolina Caroline, de Adam Carter Rehmeier (EUA) Den Sidste Viking (The Last Viking), de Anders Thomas Jensen (Dinamarca/Suécia) Diya, de Achille Ronaimou (Chade/França/Alemanha/Costa do Marfim) Duse, de Pietro Marcello (França/Itália) Eagles of the Republic, de Tarik Saleh (Suécia/França/Dinamarca/Finlândia/Alemanha) Erupcja, de Pete Ohs (EUA/Polônia) Follies, de Eric K. Boulianne (Canadá) Gagne ton ciel (The Cost of Heaven), de Mathieu Denis (Canadá) Good Boy, de Jan Komasa (Polônia/Reino Unido) Hamlet, de Aneil Karia (Reino Unido) Honey Bunch, de Madeleine Sims-Fewer e Dusty Mancinelli (Canadá) I Swear, de Kirk Jones (Reino Unido) Irkalla: Gilgamesh’s Dream, de Mohamed Jabarah Al-Daradji (Iraque/Emirados Árabes Unidos/França/Reino Unido/Qatar/Arábia Saudita) La hija cóndor (The Condor Daughter), de Álvaro Olmos Torrico (Bolívia/Peru/Uruguai) La misteriosa mirada del flamenco (The Mysterious Gaze of the Flamingo), de Diego Céspedes (Chile/França) La petite dernière (The Little Sister), de Hafsia Herzi (França/Alemanha) Le città di pianura (The Last One for The Road), de Francesco Sossai (Itália/Alemanha) Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou (Taiwan/França/EUA/Reino Unido) Lucky Lu, de Lloyd Lee Choi (EUA) Mama, de Or Sinai (Israel/Polônia/Itália) Mamlaket al-qasab (The President’s Cake), de Hasan Hadi (Iraque/EUA/Qatar) Memory of Princess Mumbi, de Damien Hauser (Quênia/Suíça/Arábia Saudita) Milchzähne (Milk Teeth), de Mihai Mincan (Romênia/França/Dinamarca/Grécia/Bulgária) Miroirs No. 3, de Christian Petzold (Alemanha) Motor City, de Potsy Ponciroli (EUA) My Father’s Shadow, de Akinola Davies Jr. (Reino Unido/Nigéria) New Years Rev, de Lee Kirk (EUA) Nomad Shadow, de Eimi Imanishi (EUA/Espanha/França) Nühai (Girl), de Shu Qi (Taiwan) O Último Azul (The Blue Trail), de Gabriel Mascaro (Brasil/México/Chile/Holanda) Olmo, de Fernando Eimbcke (EUA/México) Orphan (Árva), de László Nemes (Hungria/França/Alemanha/Reino Unido) Palimpsest: the Story of a Name, de Mary Stephen (França/Hong Kong/Taiwan) Pee chai dai ka (A Useful Ghost), de Ratchapoom Boonbunchachoke (Tailândia/França/Singapura/Alemanha) Planètes (Dandelion’s Odyssey), de Momoko Seto (França/Bélgica) Renoir, de Chie Hayakawa (Japão/França/Singapura/Filipinas/Indonésia/Qatar) Ri Gua Zhong Tian (The Sun Rises On Us All), de Cai Shangjun Cai (China) Saipan, de Lisa Barros D’Sa e Glenn Leyburn (Irlanda/Reino Unido) Space Cadet, de Kid Koala (Canadá) The Fox King, de Woo Ming Jin (Malásia/Indonésia) Unidentified, de Haifaa Al-Mansour (Arábia Saudita) Vimukt (In Search of The Sky), de Jitank Singh Gurjar (Índia) Wasteman, de Cal McMau (Reino Unido) Whitetail, de Nanouk Leopold (Holanda/Bélgica/Irlanda) Youngblood, de Hubert Davis (Canadá) Zwei Staatsanwälte (Two Prosecutors), de Sergei Loznitsa (França/Alemanha/Holanda/Letônia/Romênia/Lituânia)
Neste ano, a curadoria avaliou 1.214 filmes, o segundo maior número de inscritos já registrado na história do FAM. Com abrangência ibero-americana, além da tradicional participação dos países do Mercosul e seus associados, o FAM 2025 representará em tela o cinema de 11 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Espanha, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, além de França em uma coprodução. Do Brasil, 16 estados possuem representantes na seleção. Um destaque é a Paraíba, que soma quatro filmes selecionados; Santa Catarina e São Paulo completam os três estados brasileiros com mais obras participantes.
Nas temáticas abordadas, questões sociais prevalecem, além de trabalho e espiritualidade. Na seleção encontram-se filmes que trazem à tona discussões sobre racismo, sexualidade e identidade de gênero, revisitação histórica, educação, cuidados paliativos, acessibilidade, entre outros. Além dos gêneros tradicionais, como documentário, animação, experimental e drama, é novidade obras de terror e comédia.
Outro destaque é a representatividade na direção das obras. Cerca de 40% dos filmes em competição são dirigidos por mulheres, 26,15% por pessoas LGBTQIA+ e 21,54% se autodeclararam pretos ou pardos. Em tela, a edição de 2025 apresentará uma maior diversidade trans, com personagens principais em destaque. Também é notável um aumento de protagonistas PcDs nos filmes.
Ao todo, a 29ª edição do Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul contará com oito mostras competitivas, em que os selecionados concorrem ao prêmio de melhor filme pelo Júri Popular e Júri Oficial em cada categoria. A Mostra Curtas, como de costume, apresenta o maior número de filmes exibidos, com 12 produções. Em seguida, aparece a Mostra Infantojuvenil e a Mostra On-line, com 10 produções cada. De volta à programação do FAM, a Mostra Especial LPG, dedicada a projetos realizados com recursos da Lei Paulo Gustavo, exibirá obras com diferentes metragens. Completam as mostras competitivas: Curtas Catarinense, Longas, Videoclipes e Work In Progress: WIP (filmes em fase de pós-produção).
O FAM 2025 ainda contará com uma série de filmes convidados na programação, que serão divulgados em breve. Uma das mostras já confirmadas é a Mostra IC Play, uma parceria entre o FAM e o streaming do Itaú Cultura Play, que se repete em mais um ano, dessa vez destacando a força da produção catarinense. O festival será realizado no CineShow Beiramar Shopping em Florianópolis, Santa Catarina.
Escrito e dirigido por Sérgio Azevedo, o curta catarinense Notícias da Lua será o filme de abertura desta edição. A história, filmada em Criciúma, no Sul do estado, é focada em Luã, interpretado por Davi Burg, um menino autista com hiperfoco em astronomia. Em uma visita da escola ao Planetário, ele descobre que “um lobo comeu a lua”. Sem entender metáforas, o menino de 10 anos começa uma investigação para saber o que aconteceu com seu astro preferido. Fingindo ser um astronauta, Astor, o zelador da escola, ajuda Luã a entender o que aconteceu com a Lua para que ela volte a brilhar no céu.
Nesta edição do FAM, Notícias da Lua é um dos seis filmes com protagonistas PcDs, mas o único que retrata o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Como destaca o diretor, é de extrema significância ser o filme de abertura da 29ª edição do festival. Como profissional do audiovisual catarinense, e pessoa dentro do espectro, Sérgio acredita que a exibição do curta seja capaz de despertar o interesse do público para, ao chegar em casa, pesquisar e conhecer mais sobre o autismo. O elenco conta também com Otávio Augusto, Ana Miranda, Cássio do Nascimento, Dea Busato, Gringo Starr, Glauco Broering, Amanda Savi e Fernando Lodetti Silva.
A maior parte dos filmes convidados desta edição, oito documentários, estará no Conversas FAM de Cinema com exibições gratuitas seguidas de debate; uma oportunidade de interação do público com os realizadores. Já a Mostra ICPlay amplia a difusão dos filmes ao público de todo o país, com sessões on-line na plataforma de streaming Itaú Cultural Play. Serão seis filmes disponíveis entre os dias 05/09 e 04/10. A mostra traz uma retrospectiva com produções catarinenses emblemáticas da programação do FAM exibidas entre 2019 e 2024, além de uma coprodução entre Brasil, Colômbia e França, a ficção Los Silencios, de Beatriz Seigner.
Conheça os filmes selecionados para o FAM 2025:
MOSTRA LONGAS
Alí Primera, de Daniel Yegres Richard (Venezuela) Aprender a Sonhar, de Vítor Rocha (BA) Escritor, de Paula de Luque (Argentina) Kuarahy Ára: El Tiempo del Sol, de Hugo Gamarra Etcheverry (Paraguai) Soñé Su Nombre, de Ángela Carabalí (Colômbia) Un Nuevo Amanecer, de Priscila Padilla (Colômbia)
MOSTRA CURTAS
¡Salsa!, de Antonina Kerguelén Román (Colômbia) A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB) Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA) Compraventa, de Tomás Murphy (Argentina) Faísca, de Bárbara Matias Kariri (CE) Insomnia, de Tomás Gonzalez Montalvo (Argentina) La Falta, de Carmela Sandberg (Argentina/Uruguai) Mitã’i Churi, de Elian Guerin (Argentina/Paraguai) Parirás, de Amandine Goisbault e Júlia Morim (PE) Rainha, de Raul de Lima (PA) Serão, de Caio Bernardo (PB) Um Dia de Negão, de Rebeca Carmo e Analu (BA)
MOSTRA CURTAS CATARINENSE
A Lua dos Beijos Silentes, de Mika Queiroz (Florianópolis) Adelante, Professora, de Ana Laura Baldo (Florianópolis) Imagens de uma Despedida, de Nicolas Busato da Costa Monteiro (Florianópolis) Mascates de Sonhos, de Kristel Kardeal (Itajaí/Blumenau/Penha/Florianópolis) O Fio de Ariadne, de Alex Schappo (Maravilha)
MOSTRA ESPECIAL LEI PAULO GUSTAVO
Americana, de Agarb Braga (PA) Esta Noite Minha Alma Partirá, de Igor Vasco (SP) Mãos Rapper, de Giuliano Robert (PR) Tapando Buracos, de Pally e Laura Fragoso (AL/PE) Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes (CE)
MOSTRA INFANTOJUVENIL
A História de Ayana, de Cristiana Giustino e Luana Dias (RJ) Abraços, de Barcabogante (SC) Baile de Miriti, de Emily Cristiane (PA) Coisa de Preto, de Pâmela Peregrino (SE) Debaixo do Pé de Pequi, de Maiári Iasi (GO) Hay que Saber Llegar, de Luber Yesid Zúñiga Ordóñez (Colômbia) Le Petit et Le Géant, de Isabela Costa (RJ/França) Não é Sobre Pastéis, de Tiago Ribeiro (MG) Pequeno B, de Lucas Borges (MG) Tainá, de Renata Massetti (SC)
MOSTRA ON-LINE
À Flor da Pele, de Danielle Villanova (RJ/BA) Las Cenizas Están Quemando, de Lucas Leônidas (Argentina/SP) Marmita, de Guilherme Peraro (SP/PR) Miren Felder, de Malen Otaño (Argentina) O Medo Tá Foda, de Esaú Pereira (CE) O Sonho de Anu, de Vanessa Kypá (PB) Quadrados, de João Pedro Costa (PE) Todo lo que se Transforma, de Fran Caffarel (Argentina) Todos os Voos se Desdobrarão, de Gabriela Boeri e Leticia Rheingantz (SP) Travessia, de Karol Felicio (ES)
MOSTRA VIDEOCLIPES
D’Áfrika, de Chico Rasta e Preto Tipuá (Artista: Preto Tipuá) (PI) Filosa, de Ezequiel Soma (Artista: Serena Ciga & PocheBeats) (Argentina) Medo, de RAVIH (Artista: RAVIH) (RS/SP) Mujer TV, de Pierina Espinoza (Artista: Cherlatte) (Venezuela) Por Última Vez, de Samuel Castro Romero (Artista: Corona & No Comparto Mis Amigos) (Bolívia)
MOSTRA WORK IN PROGRESS
Al-Buhayra, de Lucas Moro e Manuel Rossell (SP/Espanha) Brutus, de Marcelo Toledo (DF/Argentina) Donde Duermen Los Seuños, de Daniel Riglos (Peru) El Gaga de La Cejas, de Jeissy Trompiz (República Dominicana) Mistério no Seridó, de Carlos Mello Jr (PB)
CONVERSAS FAM DE CINEMA
Cobra Canoa, de Enio Staub (Brasil, AM/DF/SP/SC) Donas da Terra, de Ana Marinho (Brasil, SE) Hermanas del Viento, de Julia Carrizo (Argentina) Não Dá pra Esquecer, de Fabi Penna e César Cavalcanti (Brasil, SC) Naufragados, de Jorge Peña Martín (Brasil, SC/Espanha) Pedra Vermelha, de Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt (Brasil, SC) Rami Rami Kirani, de Lira Huni Kui e Luciana Huni Kui (Brasil, AC) Wadja, de Narriman Kauane (Brasil, PE)
MOSTRA ICPlay
Homens Pink, de Renato Turnes (Brasil) Los Silencios, de Beatriz Seigner (Brasil/Colômbia/França) Mar que Nos Rodeia, de Beatriz Silva (Brasil) O Último Filme de Meu Pai, de Fabi Penna (Brasil) Pele Negra, Justiça Branca, de Cinthia Creatini da Rocha, Valeska Bittencourt e Vanessa Rosa Gasparelo (Brasil) Quem Precisa de Identidade?, de Kátia Klock e Márcia Navai (Brasil)
Foram anunciados neste domingo, 03/08, os vencedores da quarta edição do Muído – Festival de Cinema de Campina Grande, mais uma janela da produção cinematográfica paraibana e nordestina, que aconteceu no Teatro Municipal Severino Cabral.
Neste ano, 25 títulos foram selecionados entre 281 inscritos. A curadoria foi assinada por Priscila Urpia Moura e Victor de Rosa na Mostra Mundaréu; e Fernando Santos e Virgínia Gualberto na Mostra Facheiro Luzente. Já o time de jurados foi formado por Helton Paulino, Valtyennya Pires e Geyson Luiz. Os vencedores receberam o Troféu Faxexo.
O tema desta quarta edição foi Abrindo Veredas Nesse Caminho e o artista Fernando JFL assinou a arte e toda a identidade visual. Além dos filmes, a programação contou também com oficinas, mesas, debates, a famosa Feirinha do Muído e o Assustado do Muído. O premiado longa pernambucano Tijolo por Tijolo, de Victoria Álvares e Quentin Delaroche, foi o filme convidado deste ano e foi exibido na noite de encerramento.
O Muído, realizado em Campina Grande, Paraíba, é um festival genuinamente paraibano e que tem como um dos objetivos ser uma tela para a produção do estado, do litoral ao sertão, passando pelo Cariri, Curimataú, Brejo, Seridó, entre outros.
Conheça os vencedores do 4º Muído – Festival de Cinema de Campina Grande:
MELHOR FILME | MOSTRA MUNDARÉU Pupá, de Osani (RN)
PRÊMIO ELY MARQUES | MELHOR FILME PARAIBANO Tempo de Vaqueiro, de Ramon Batista (Nazarezinho)
MELHOR DOCUMENTÁRIO Pupá, de Osani (RN)
MELHOR DIREÇÃO Ramon Batista, por Tempo de Vaqueiro
MELHOR ROTEIRO Tapando Buracos, escrito por Pally
MELHOR ATRIZ Badu Morais, por No Batente
MELHOR ATOR Roberto Rezende, por No Batente
PRÊMIO ALLAN VIDAL | MELHOR MONTAGEM Pupá, por Alex Macedo
MELHOR FOTOGRAFIA A Menina que Queria Voar, por Edvaldo Raw
MELHOR DESENHO DE SOM Procissão, por Álisson Flor
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE A Menina que Queria Voar, por Amanda Lima
MENÇÃO HONROSA Como se Ninguém Estivesse Olhando, de Gi Ismael (PB) Desconfiguração, de Yo Passos e David Guedes (PB)