Circuito Penedo de Cinema 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Os vencedores da 15ª edição do Circuito Penedo de Cinema

Foram anunciados neste domingo, 16/12, os vencedores da 15ª edição do Circuito Penedo de Cinema, que nasceu da junção de quatro consagrados eventos do cinema alagoano. O festival promoveu uma extensa e diversificada programação, totalmente gratuita, às margens do Rio São Francisco, na cidade histórica de Penedo, em Alagoas.

Na cerimônia de encerramento, que aconteceu no Cine Penedo, foram entregues os troféus Canoa de Tolda para os vencedores das três mostras competitivas: 18º Festival do Cinema Brasileiro, 15º Festival de Cinema Universitário e 12º Festival Velho Chico de Cinema Ambiental.

O troféu, símbolo oficial do festival, é inspirado na embarcação tradicional do Baixo São Francisco e ganhou neste ano um novo desenho, com formato verticalizado, em releitura assinada pelo artista Fred Correia. A escolha pelo nome homenageia os festivais realizados em Penedo nas décadas de 1970 e 1980 e reforça o compromisso do evento com a memória da região: “Essa canoa que agora está aqui na cidade representa um símbolo do São Francisco e do cinema feito neste território. É com esse espírito que a gente encerra mais uma edição, sabendo que quem veio vai levar um pouco dessa história para onde for”, afirmou Sérgio Onofre, coordenador geral do Circuito

Durante a premiação, Sérgio agradeceu ao público, à equipe e aos parceiros da universidade. Ele destacou o envolvimento dos estudantes e servidores da UFAL e a importância de um evento que se firma no calendário nacional pelo diálogo entre cinema e território: “O evento é uma junção de muitos elementos. A cidade, com sua beleza arquitetônica e com o São Francisco, oferece um cenário único. Não é difícil sair daqui falando bem”

Em uma edição marcada pela diversidade temática e pelo protagonismo de produções locais, dois filmes alagoanos estão entre os vencedores, refletindo o impacto e a recepção das narrativas regionais entre o público presente. Na premiação do Voto Popular, o filme alagoano Cartas à Tia Marcelina, dirigido por Igor Macena, foi escolhido como o vencedor do 15º Festival de Cinema Universitário de Alagoas. Também do estado, o documentário Mulheres da Restinga e O Extrativismo no Baixo São Francisco, de Cynira França, foi eleito pelo público o melhor filme do 12º Festival Velho Chico de Cinema Ambiental.

Já o vencedor do 18º Festival do Cinema Brasileiro foi o baiano Espinho Remoso, dirigido por Heraldo de Deus. Representando a equipe, a atriz Maria Pereira reforçou o simbolismo da premiação: “É muito simbólico estar aqui num novembro tão representativo trazendo um filme que fala sobre romper estigmas e repensar estruturas. Sigamos, com consciência e resistência”

Já o Júri Oficial escolheu como vencedor do 15º Festival de Cinema Universitário de Alagoas o filme alagoano Cartas à Tia Marcelina. A produção, dirigida por Igor Macena, foi feita sem recursos na própria Universidade Federal de Alagoas e aborda o episódio do Quebra de Xangô de 1912 e resgata figuras centrais da resistência religiosa afro-brasileira no estado: “É um filme sobre o nosso estado, com artistas locais, contando uma história fundamental. Dedicamos esse prêmio a Exu, que abriu os caminhos para fazermos esse filme. É um projeto coletivo que só foi possível graças à união de muitas pessoas”, declarou Macena.

O Júri Oficial do 12º Festival Velho Chico de Cinema Ambiental escolheu como vencedor o filme O Despertar de Aiyra, dirigido por Duda Rodrigues e Juliana Rogge. Duas outras produções receberam Menção Honrosa: A Travessia, de Sérgio Martinelli, e Mulheres da Restinga, de Cynira França.

A diretora Cynira França, agraciada com um troféu e uma Menção Honrosa, agradeceu o reconhecimento e destacou a importância do trabalho para dar visibilidade às comunidades ribeirinhas: “Eu fui meio que tomada pelo cinema. Trouxe essa luz para a minha vida. E juntos fomos construindo essa troca maravilhosa que nos premiou nesta noite”. Já o vencedor do 18º Festival do Cinema Brasileiro foi o filme paraibano A Nave que Nunca Pousa, dirigido por Ellen Morais e produzido por Clarissa Santos.

Além dos troféus, o circuito concedeu incentivos à continuidade da produção audiovisual brasileira. Foram entregues dois prêmios de R$ 10 mil em serviços de pós-produção aos vencedores da Mostra Ambiental. A plataforma de streaming Cardume anunciou a concessão de um contrato exclusivo de licenciamento, no valor de R$ 3 mil, como estímulo à difusão de curtas-metragens. A Mistika, patrocinadora do evento, premiou ainda o vencedor da mostra universitária com R$ 5 mil em serviços de pós-produção.

Com uma programação intensa, o júri deste ano foi formado por: Simone Zuccolotto, José Araripe Jr. e Kika Sena na mostra Festival do Cinema Brasileiro; Lúcio Vilar, Lucia Caus e Camila Morgado na mostra Festival de Cinema Universitário de Alagoas; e Taciana Kramer, Kim Barão e Gabriela Gastal na mostra Festival Velho Chico de Cinema Ambiental.

Conheça os vencedores do 15º Circuito Penedo de Cinema:

FESTIVAL DO CINEMA BRASILEIRO

Melhor Filme | Júri Popular: Espinho Remoso, de Heraldo de Deus (BA)
Melhor Filme | Júri Oficial: A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)

FESTIVAL DE CINEMA UNIVERSITÁRIO

Melhor Filme | Júri Popular: Cartas à Tia Marcelina, de João Igor Macena (AL)
Melhor Filme | Júri Oficial: Cartas à Tia Marcelina, de João Igor Macena (AL)

MOSTRA VELHO CHICO DE CINEMA AMBIENTAL

Melhor Filme | Júri Popular: Mulheres da Restinga e O Extrativismo no Baixo São Francisco, de Cynira França (AL)
Melhor Filme | Júri Oficial: O Despertar de Aiyra, de Duda Rodrigues e Juliana Rogge (SP)
Menção Honrosa: A Travessia, de Sergio Martinelli (SP) e Mulheres da Restinga e O Extrativismo no Baixo São Francisco, de Cynira França (AL)

Foto: Divulgação.

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