46º Festival de Havana: filmes brasileiros são premiados

por: Cinevitor
Ítalo Martins, Robério Diógenes, Wagner Moura e Igor de Araújo em O Agente Secreto

Foram anunciados nesta sexta-feira, 12/12, os vencedores da 46ª edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, também conhecido como Festival de Havana, realizado pelo ICAIC, Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos.

O evento, que acontece desde 1979, surgiu com a intenção de se tornar uma continuação dos festivais de Viña del Mar, Mérida e Caracas, reunindo filmes e cineastas que representam as tendências cinematográficas mais inovadoras da América Latina.

Os filmes em competição, que concorrem ao Prêmio Coral, são divididos em diversas categorias. O cinema brasileiro se destacou com diversas premiações: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, foi consagrado em cinco categorias, entre elas, melhor direção; e Denise Weinberg recebeu o prêmio de melhor atriz por seu trabalho em O Último Azul, de Gabriel Mascaro. Entre os curtas-metragens, o Brasil foi honrado com O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova, coprodução com Bélgica e Suíça; e Sukande Kasáká | Terra Doente, de Fred Rahal e Kamikia Kisedje.

As animações brasileiras também se destacaram: o longa Coração das Trevas, de Rogério Nunes, e o curta Safo, de Rosana Urbes, foram premiados. Na mostra que apresenta os primeiros filmes de seus realizadores, o Brasil venceu com A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, e Precisamos Falar, de Pedro Waddington e Rebeca Diniz. Já o título Ainda Hoje Marimbás, de Diego Quinderé de Carvalho e Lourenço Parente, ganhou um prêmio de pós-produção.

Além dos premiados, o Brasil também marcou presença com diversos títulos na programação: (Des)controle, de Carol Minêm e Rosane Svartman, com Carolina Dieckmmann; A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert; A Noite é uma Farsa, de Lucas Weglinski; Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini; Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar; La marca del jaguar: El despertar del fuego, de Víctor Mayorga, coprodução com México; A Fidai Film, de Kamal Aljafari, coprodução com Palestina, Alemanha, Qatar e França; o documentário Lendo o Mundo, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira; Los pozos del diablo, de Jairo Boisier Olave, coprodução com Chile, Argentina e França; Minha Terra Estrangeira, de Coletivo Lakapoy, Louise Botkay e João Moreira Salles; Múltiplos: Os Percursos Literários de Frei Betto, de Evanize Sydow e Américo Freire; Notas Sobre um Desterro, de Gustavo Castro; Revoada: Versão Steampunk, de Ducca Rios; Torniquete, de Ana Catarina Lugarini; Caiam As Rosas Brancas!, de Albertina Carri, coprodução com Argentina e Espanha; e Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley.

O cinema brasileiro também marcou presença com curtas-metragens: A Fera do Mangue, de Wara e Sivan Noam Shimon; Alice, de Gabriel Novis; Anba Dlo, de Rosa Caldeira e Luiza Calagian, coprodução com Cuba e Haiti; Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho; Atardecer en América, de Matías Rojas Valencia, coprodução com Chile e Colômbia; Braço Forte, de Rubens Fabricio Anzolin e João Fernando Chagas; a animação Como Nasce um Rio, de Luma Flôres; Cultivando Resistência, de Clara Albinati; Fale a Ela o que me Aconteceu, de Pethrus Tibúrcio; Filme Sem Querer, de Lincoln Péricles; O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira; Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique; Ponto Cego, de Luciana Vieira e Marcel Beltrán; e Samba Infinito, de Leonardo Martinelli.

O júri do Festival de Havana 2025 contou com: o ator brasileiro Thiago Lacerda, Jean Christophe Berjon, Diego Corsini, Jorge Perugorría, Elena Villardel, Elena Vilardell Escot e Jorge A. Fernández nas ficções; Maritza Ceballos, Ignacio Catoggio e Patricia Ramos nos filmes de estreia; Elizabeth Rodriguez Lira, Martín Albertergo e Gloria Rolando nos documentários; Lourdes de los Santos, Ariagna Fajardo Nuviola, Fernando Madedo, Milena Fiore e Raydel Ricardo Araoz Valdés nos curtas-metragens; o diretor brasileiro Cesar Luiz Cabral, Darwin Yaney Mendoza, Adanoe Lima e Guillermo Ochoa Sierra; entre outros (clique aqui e saiba mais).

Neste ano, o ator, produtor e diretor mexicano Gael García Bernal foi o grande homenageado com o Coral de Honor: “Quero agradecer a Cuba, que me deu tanto, e muitas dessas coisas eu guardo com carinho”, disse em seu discurso relembrando a época em que foi estudante da EICTV, Escuela Internacional de Cine y Televisión

Conheça os vencedores da 46ª edição do Festival de Havana:

FICÇÃO | PRÊMIO CORAL

Melhor Filme: Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)
Prêmio Especial do Júri: Cuerpo Celeste, de Nayra Ilic García (Chile/Itália)
Melhor Atriz: Denise Weinberg, por O Último Azul e Helen Mrugalski, por Cuerpo Celeste
Melhor Ator: Ubeimar Rios, por Un poeta
Melhor Direção: Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto
Melhor Roteiro: O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho
Melhor Fotografia: Cuerpo Celeste, por Sergio Armstrong
Melhor Direção de Arte: O Agente Secreto, por Thales Junqueira
Melhor Montagem: O Agente Secreto, por Eduardo Serrano e Matheus Farias
Melhor Som: Belén: Uma História de Injustiça, por Leandro de Loredo
Melhor Trilha Sonora Original: O Agente Secreto, por Mateus Alves e Tomaz Alves Souza

DOCUMENTÁRIO | PRÊMIO CORAL

Melhor Filme: El príncipe de Nanawa, de Clarisa Navas (Argentina/Paraguai)
Prêmio Especial do Júri: Hijo de tigre y mula, de Annie Canavaggio (Panamá/Colômbia)
Menção Especial: Mijaín, de Rolando Almirante, Ángel Alderete e Héctor Villar (Cuba)

CURTAS e MÉDIAS-METRAGENS | PRÊMIO CORAL

Melhor Filme | Ficção: Domingo familiar, de Gerardo Del Razo (México)
Prêmio Especial do Júri | Ficção: O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Bélgica/Brasil/Suíça)
Melhor Filme | Documentário: Sukande Kasáká | Terra Doente, de Fred Rahal e Kamikia Kisedje (Brasil)
Prêmio Especial do Júri | Documentário: Sueña ahora, de Gabriele Licchelli, Francesco Lorusso e Andrea Settembrini (Cuba/Itália)

PRIMEIRO FILME | PRÊMIO CORAL

Melhor Filme de Estreia: O Olhar Misterioso do Flamingo (La misteriosa mirada del flamenco), de Diego Céspedes (Chile/França/Alemanha/Espanha/Bélgica)
Prêmio Especial do Júri: A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (Brasil/Chile)
Prêmio Contribuição Artística: Precisamos Falar, de Pedro Waddington e Rebeca Diniz (Brasil)

ANIMAÇÃO | PRÊMIO CORAL

Melhor longa-metragem: Coração das Trevas, de Rogério Nunes (Brasil)
Melhor curta-metragem: Raptus, de Ivette Ávila (Cuba)
Prêmio Especial do Júri: Safo, de Rosana Urbes (Brasil)

OTROS TERRITORIOS | PRÊMIO CORAL

Melhor Filme: Croma, de Manuel Abramovich (Argentina/Alemanha/Áustria)
Prêmio Especial do Júri: El origen del mundo, de Jazmín López (Argentina)

OUTROS PRÊMIOS

Melhor Pôster: Para vivir, por Edel Rodríguez
Prêmio La Burbuja Sonido | Edição de Som: La lengua del agua, por Jay Trompiz (Venezuela)
Prêmio Coral de pós-produção: Los pozos del diablo, de Jairo Boisier (Chile)
Prêmio de Asesoría de Tráiler | BoogieMan: La lengua del agua, por Jay Trompiz
Prêmio BoogieMan | Pôster: Los pozos del diablo
Melhor Roteiro Inédito: Noche buena, escrito por Dailyn Sucel Lage Barroso
Prêmio SIGNIS: Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)
Prêmio FIPRESCI: En el camino, de David Pablos (México)
Prêmio Arrecife: Dos veces bestia, de Luis Esguerra Cifuentes
Prêmio Don Quijote: Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)
Prêmio Estudios Churubusco: Ainda Hoje Marimbás, de Diego Quinderé de Carvalho e Lourenço Parente (Brasil)

Foto: Divulgação/Cinemascópio.

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