Cahiers du Cinéma elege os dez melhores filmes de 2025; O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, fica em quarto lugar

por: Cinevitor
Tânia Maria em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho

Fundada em 1951, a revista francesa Cahiers du Cinéma é considera uma das mais prestigiadas publicações sobre a sétima arte. Como de costume, a redação divulga em dezembro a aguardada lista com os 10 melhores filmes do ano.

Para os críticos da revista, o melhor filme de 2025 foi o docudrama Tardes de soledad, do cineasta espanhol Albert Serra, que faz um retrato provocativo e hipnótico das touradas centrado no jovem toureiro peruano Andrés Roca Rey. O longa foi o grande vencedor do Festival de San Sebastián do ano passado e levou a Concha de Ouro.

Vale destacar a presença do brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que aparece em quarto lugar na lista; o filme, aliás, é a capa da edição de dezembro. Protagonizado por Wagner Moura, o longa foi consagrado no Festival de Cannes com os prêmios de melhor direção e melhor ator. Este é o terceiro título de Kleber na lista da Cahiers du Cinéma: em 2016 apareceu com Aquarius e em 2019 com Bacurau, codirigido por Juliano Dornelles

E mais: O Riso e a Faca, do cineasta português Pedro Pinho, aparece em quinto lugar entre os melhores filmes de 2025. Batizado a partir de uma música homônima do músico cantor e compositor baiano Tom Zé, o longa foi rodado na Guiné-Bissau e no deserto da Mauritânia entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2024 e é coproduzido pela brasileira Bubbles Project, com distribuição no Brasil da Vitrine Filmes.

Nas listas individuais dos críticos votantes, o cinema brasileiro também marcou presença com: Morte e Vida Madalena, de Guto Parente, e Suçuarana, de Clarissa Campolina e Sergio Borges, por Claire Allouche; e A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, por Thierry Méranger

Sobre a lista, o editorial diz: “Compilar nosso Top 10 foi particularmente difícil, já que o outono trouxe diversas surpresas agradáveis ​​e pintou um retrato sombrio de um mundo abalado por níveis sem precedentes de violência política”. A publicação também destacou os trabalhos de Cindy Sherman, fotógrafa e diretora norte-americana, e do engenheiro de som Stéphane Thiébaut, de A Substância, Titane e Ainda Estou Aqui, e o último mês do 130º aniversário da invenção do cinema

Conheça o Top 10 de 2025 da Cahiers du Cinéma, publicado no editorial da 826ª edição:

1º: Tardes de soledad, de Albert Serra (Espanha/França/Portugal)
2º: Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson (EUA)
3º: Ken (Yes/Oui), de Nadav Lapid (França/Chipre/Alemanha/Israel)
4º: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil/França/Holanda/Alemanha)
5º: O Riso e a Faca, de Pedro Pinho (França/Portugal/Brasil/Romênia)
6º: L’aventura, de Sophie Letourneur (França)
7º: Sept promenades avec Mark Brown, de Vincent Barré e Pierre Creton (França)
8º: Nouvelle Vague, de Richard Linklater (França/EUA)
9º: Laurent dans le vent, de Anton Balekdjian, Léo Couture e Mattéo Eustachon (França)
10º: Miroirs No. 3, de Christian Petzold (Alemanha)

Foto: Reprodução YouTube/Vitrine Filmes.

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