
Foram anunciados nesta sexta-feira, 26/09, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, em cerimônia apresentada por Danilo Castro e Gabriela Dourado, os vencedores da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.
O filme equatoriano Eco de Luz, dirigido por Misha Vallejo, foi eleito pelo Júri Oficial como melhor longa-metragem da mostra competitiva ibero-americana. Além disso, conquistou também o Troféu Mucuripe de melhor roteiro e melhor montagem e o Prêmio da Crítica Abraccine/Aceccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema e Associação Cearense de Críticos de Cinema) de melhor longa. A obra é centrada na história da família do próprio diretor, que também é fotógrafo e usa a câmera do avô para tentar se conectar com esse homem que ele nunca conheceu. O filme foi exibido no IDFA, Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, no Festival de Cinema de Guadalajara e no Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias.
Por ter sido eleito o melhor longa-metragem da competição ibero-americana, Eco de Luz também recebeu do festival um prêmio no valor de R$ 40 mil a ser pago sob a forma de recursos para distribuição da obra no Brasil, dentro dos critérios do regulamento. Também foi destaque entre os vencedores o longa Al oeste, en Zapata, de David Beltrán i Mari, coprodução entre Cuba e Espanha, agraciado em três categorias: melhor direção, melhor fotografia e melhor som.
Da mostra competitiva brasileira de curta-metragem, Minha Mãe é uma Vaca, de Moara Passoni, coprodução entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, levou o Troféu Mucuripe de melhor curta. Na Mostra Olhar do Ceará, o longa Centro Ilusão, de Pedro Diogenes se destacou; o curta Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes foi consagrado e levou também o Prêmio Unifor de Cinema no valor de R$ 5 mil, concedido ao curta da mostra eleito pelo Júri Oficial.
O Troféu Samburá de melhor curta-metragem, prêmio especial da mostra concedido pelo jornal O Povo e o Vida & Arte, elegeu como melhor filme o curta paranaense Thayara, de Mila Leão, e como melhor direção o paulista João Toldi, por Brincadeira de Criança. O curta cearense Peixe Morto, de João Fontenele, venceu o Prêmio Canal Brasil de Curtas, que tem como objetivo estimular a nova geração de cineastas; o vencedor, além de receber o troféu e um prêmio no valor de R$ 15 mil, entra na grade do canal, que há mais de 27 anos exibe curtas-metragens todos os dias.
O anúncio dos filmes vencedores deu continuidade à programação do festival, iniciada no último sábado, 20/09. A direção do Cine Ceará dedicou a 35ª edição a dois grandes nomes do cinema latino-americano: o cineasta cearense Rosemberg Cariry, que celebra 50 anos de carreira no audiovisual; e o argentino Fernando Birri, que completaria 100 anos e foi um dos fundadores do cinema latino-americano e presidente de honra do festival.
Antes de iniciar a cerimônia de premiação, o Cineteatro São Luiz prestou uma homenagem especial pelos 35 anos do Cine Ceará, como um símbolo de gratidão e parceria. Para este momento, subiram ao palco o diretor do Cineteatro, José Alves Netto, e o diretor do Cine Ceará, o cineasta Wolney Oliveira. Além disso, o filme de encerramento deste ano foi o cearense Morte e Vida Madalena, de Guto Parente.
O Júri Oficial desta 35ª edição foi formado por: Alejandro Bazzano, Jorge Durán, Katia Adler, Marta Aurélia e Patricia Pérez na mostra ibero-americana de longa-metragem; Alfredo Calviño, Bianca Lenti, Julia Evangelista, Marcio Sallem e Roger Pires na mostra brasileira de curta-metragem; Joana Claude, João Batista Silva, Lucas Vitor Scalioni, Marcus Antonius e Rosy Lueji na Mostra Olhar do Ceará; Celso Sabadin, Eduarda Porfírio e Thiago Sena no Prêmio da Crítica; Arthur Gadelha, Marcos Tardin, Chico Marinho, Raquel Aquino e Guilherme Gonsalves no Troféu Samburá; e Diego Benevides, Lilianna Bernartt e Vitor Búrigo no Prêmio Canal Brasil de Curtas.
Confira a lista completa com os vencedores do Cine Ceará 2025:
MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM
Melhor Filme: Eco de Luz, de Misha Vallejo (Equador)
Melhor Direção: David Beltrán i Mari, por Ao Oeste, em Zapata (Al oeste, en Zapata)
Melhor Atuação Principal: Sergio Prina, por Um Cabo Solto (Un cabo suelto)
Melhor Atuação Coadjuvante: Pilar Gamboa, por Um Cabo Solto
Melhor Roteiro: Eco de Luz, escrito por Misha Vallejo e Mayfe Ortega
Melhor Fotografia: Ao Oeste, em Zapata, por David Beltrán i Mari
Melhor Montagem: Eco de Luz, por Andrés Cornejo
Melhor Trilha Sonora Original: Esta Isla, por Alain Emile
Melhor Som: Ao Oeste, em Zapata, por Jesús Bermúdez e David Beltrán
Melhor Direção de Arte: Esta Isla, por Gerardo Veja
MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM
Melhor Filme: Minha Mãe é uma Vaca, de Moara Passoni (MS/SP)
Melhor Direção: Caio Barretto Briso e Susanna Lira, por Réquiem para Moïse
Melhor Roteiro: Boi de Salto, escrito por Tássia Araújo
MOSTRA OLHAR DO CEARÁ
Melhor longa-metragem: Centro Ilusão, de Pedro Diogenes
Melhor curta-metragem: Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes
PRÊMIO DA CRÍTICA | ABRACCINE
Melhor longa-metragem: Eco de Luz, de Misha Vallejo (Equador)
Melhor curta-metragem: Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI)
PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Peixe Morto, de João Fontenele (CE)
TROFÉU SAMBURÁ | O Povo e Vida & Arte
Melhor Filme: Thayara, de Mila Leão (PR)
Melhor Direção: João Toldi, por Brincadeira de Criança
Foto: Rogerio Resende.