Prêmio Goya 2026: conheça os indicados; Manas, de Marianna Brennand, está na disputa pelo Oscar espanhol

por: Cinevitor
Jamilli Correa em Manas, de Marianna Brennand: filme brasileiro indicado

A Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha realiza, desde 1987, o Prêmio Goya, ou Premios Goya no original, evento que elege os melhores filmes e profissionais do cinema e é conhecido como o Oscar espanhol.

Nesta terça-feira, 13/01, a atriz Toni Acosta e o produtor e ator Arturo Valls anunciaram os indicados da 40ª edição da premiação, que acontecerá no dia 28 de fevereiro, em Barcelona, em cerimônia que será apresentada pelo ator Luis Tosar e pela cantora, compositora e atriz Rigoberta Bandini. O drama Los domingos, dirigido por Alauda Ruiz de Azúa, lidera a lista com 13 indicações; Sirât, de Oliver Laxe, aparece na sequência com 11 indicações

O Brasil está na disputa com Manas, de Marianna Brennand, na categoria de melhor filme ibero-americano. Rodado na Amazônia e com produção executiva de Sean Penn, Irmãos Dardenne, Walter Salles e Maria Carlota Bruno, o longa conta com Jamilli Correa, Dira Paes, Fátima Macedo, Rômulo Braga, Ingrid Trigueiro, Clebia Sousa e Rodrigo Garcia no elenco. Vale lembrar que na edição passada, o cinema brasileiro foi premiado nesta mesma categoria com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles

Manas narra a história de Marcielle/Tielle, uma jovem de 13 anos que vive na Ilha do Marajó, no Pará, junto ao pai, Marcílio, à mãe, Danielle, e os três irmãos. Ela cultua a imagem de Claudinha, sua irmã mais velha, que teria partido para bem longe após “arrumar um homem bom” nas balsas que passam pela região. Conforme amadurece, Tielle vê ruírem muitas das suas idealizações e se percebe presa entre dois ambientes abusivos. Preocupada com a irmã mais nova e ciente de que o futuro não lhe reserva muitas opções, ela decide confrontar a engrenagem violenta que rege a sua família e as mulheres à sua volta.

Nesta 40ª edição, o escritor, roteirista e cineasta espanhol Gonzalo Suárez será homenageado com o Goya de Honor. Premiado no Goya com A Verdadeira História de Frankenstein, também foi indicado por El detective y la muerte, El portero e Oviedo Express. No Festival de Berlim, exibiu El extraño caso del doctor Fausto; já em Cannes, foi premiado com o drama Epílogo

Conheça os indicados ao Prêmio Goya 2026:

MELHOR FILME
La cena
Los Domingos
Maspalomas
Sirât
Sorda

MELHOR DIREÇÃO
Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga, por Maspalomas
Alauda Ruiz de Azúa, por Los Domingos
Albert Serra, por Tardes de soledad
Carla Simón, por Romería
Oliver Laxe, por Sirât

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE
Eva Libertad, por Sorda
Gemma Blasco, por La furia
Gerard Oms, por Muy lejos
Ion de Sosa, por Balearic
Jaume Claret Muxart, por Estrany riu

MELHOR ATOR
Alberto San Juan, por La cena
Jose Ramon Soroiz, por Maspalomas
Manolo Solo, por Una quinta portuguesa
Mario Casas, por Muy lejos
Miguel Garcés, por Los Domingos

MELHOR ATRIZ
Ángela Cervantes, por La furia
Antonia Zegers, por Los Tortuga
Nora Navas, por Mi amiga Eva
Patricia Lopez Arnaiz, por Los Domingos
Susana Abaitua, por Um Fantasma na Batalha

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Álvaro Cervantes, por Sorda
Juan Minujín, por Los Domingos
Kandido Uranga, por Maspalomas
Miguel Rellán, por El cautivo
Tamar Novas, por Rondallas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Elena Irureta, por Sorda
Elvira Mínguez, por La cena
Maria de Medeiros, por Una quinta portuguesa
Miryam Gallego, por Romería
Nagore Aranburu, por Los Domingos

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Los Domingos, escrito por Alauda Ruiz de Azúa
Maspalomas, escrito por Jose Mari Goenaga
Sirât, escrito por Oliver Laxe e Santiago Fillol
Um Fantasma na Batalha, escrito por Agustín Díaz Yanes
Una quinta portuguesa, escrito por Avelina Prat

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Ciudad sin sueño, escrito por Guillermo Galoe e Víctor Alonso-Berbel
La buena letra, escrito por Celia Rico Clavellino
La cena, escrito por Joaquín Oristrell, Manuel Gómez Pereira e Yolanda García Serrano
Romería, escrito por Carla Simón
Sorda, escrito por Eva Libertad 

ATOR REVELAÇÃO
Antonio “Toni” Fernández Gabarre, por Ciudad sin sueño
Hugo Welzel, por Enemigos
Jan Monter Palau, por Estrany riu
Julio Peña, por El cautivo
Mitch, por Romería

ATRIZ REVELAÇÃO
Blanca Soroa, por Los Domingos
Elvira Lara, por Los Tortuga
Llúcia Garcia, por Romería
Miriam Garlo, por Sorda
Nora Hernández, por La cena

MELHOR DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
Ciudad sin sueño, por Antonello Novellino
El cautivo, por Sergio Díaz Bermejo 
Los Domingos, por Itziar García Zubiri
Los Tigres, por Begoña Muñoz Corcuera
Sirât, por Oriol Maymó 

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Ciudad sin sueño, por Rui Poças
Los Domingos, por Bet Rourich
Los Tigres, por Pau Esteve Birba
Maspalomas, por Javier Agirre Erauso
Sirât, por Mauro Herce

MELHOR MONTAGEM
Ciudad sin sueño, por Victoria Lammers
Los Domingos, por Andrés Gil
Los Tigres, por José M. G. Moyano
Sirât, por Cristóbal Fernández
Um Fantasma na Batalha, por Bernat Vilaplana

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
El cautivo, por Juan Pedro de Gaspar
La cena, por Koldo Vallés
Los Tigres, por Pepe Domínguez del Olmo
Maspalomas, por Mikel Serrano
Sirât, por Laia Ateca Font

MELHOR FIGURINO
El cautivo, por Nicoletta Taranta
Gaua, por Nerea Torrijos
La cena, por Helena Sanchis
Los Domingos, por Ana Martínez Fesser
Romería, por Anna Aguilà 

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
El cautivo, por Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver e Nacho Díaz
Gaua, por Patricia López, Paco Rodríguez H. e Nacho Díaz
La tregua, por Sarai Rodríguez, David Moreno e Óscar del Monte 
Maspalomas, por Karmele Soler e Sergio Pérez Berbel
Sirât, por Zaira Eva Adén

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
El talento, por Carla F. Benedicto
Leo & Lou, por Iván Palomares de la Encina
Los Tigres, por Julio de la Rosa
Maspalomas, por Aránzazu Calleja
Sirât, por Kangding Ray

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Caminar el tiempo, por Blanca Paloma Ramos, Jose Pablo Polo e Luis Ivars (Parecido a un asesinato)
Flores para Antonio, por Alba Flores e Sílvia Pérez Cruz (Flores para Antonio)
Hasta que me quede sin voz, por Leiva (Hasta que me quede sin voz)
La Arepera, por Paloma Peñarrubia Ruiz (Caiam as Rosas Brancas!)
Y mientras tanto, canto, por Víctor Manuel (La cena)

MELHOR SOM
El cautivo, por Aitor Berenguer, Gabriel Gutiérrez e Candela Palencia
Los Domingos, por Andrea Sáenz Pereiro e Mayte Cabrera 
Los Tigres, por Daniel de Zayas, Gabriel Gutiérrez e Candela Palencia
Sirât, por Amanda Villavieja, Laia Casanovas e Yasmina Praderas
Sorda, por Urko Garai, Enrique G. Bermejo e Alejandro Castillo  

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Enemigos, por César Moreno, Ana Rubio e Juanma Nogales
Gaua, por Jon Serrano, Mariano García Marty, David Heras e Iñaki Gil “Ketxu”
Los Tigres, por Paula Gallifa Rubia e Ana Rubio 
Sirât, por Pep Claret e Benjamín Ageorges 
Um Fantasma na Batalha, por Jon Serrano, Mariano García Marty e Laura Pedro 

MELHOR ANIMAÇÃO
Bella, de Manuel H. Martín e Amparo Martínez
Decorado, de Alberto Vázquez
El tesoro de Barracuda, de Adrià García
L’Olívia i el terratrèmol invisible, de Irene Iborra
Norbert, de José Corral Llorente

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Eloy de la Iglesia, adicto al cine, de Gaizka Urresti
Flores para Antonio, de Isaki Lacuesta e Elena Molina
Tardes de soledad, de Albert Serra
The Sleeper. El Caravaggio perdido, de Álvaro Longoria
Todos somos Gaza, de Hernán Zin

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO
Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi (Argentina)
La piel del agua, de Patricia Velásquez (Costa Rica)
Manas, de Marianna Brennand (Brasil)
O Olhar Misterioso do Flamingo, de Diego Céspedes (Chile)
Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia)

MELHOR FILME EUROPEU
A Garota da Agulha, de Magnus von Horn (Dinamarca)
Conclave, de Edward Berger (Reino Unido)
Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (França)
On Falling, de Laura Carreira (Portugal)
Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Ángulo muerto, de Cristian Beteta
De sucre, de Clàudia Cedó
El cuento de una noche de verano, de María Herrera
Sexo a los 70, de Vanesa Romero
Una cabeza en la pared, de Manuel Manrique

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Disonancia, de Raquel Larrosa
El Santo, de Carlo D’Ursi
La conversación que nunca tuvimos, de Cristina Urgel
The painter’s room, de María Colomer Canyelles
Zona Wao, de Nagore Eceiza Mugica

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Buffet Paraíso, de Héctor Zafra e Santi Amézqueta
Carmela, de Vicente Mallols
El corto de Rubén, de Jose María Fernández de Vega
El estado del Alma, de Sara Naves
Gilbert, de Alex Salu, Arturo Lacal e Jordi Jiménez

Foto: Divulgação.

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