Oscar 2026: 86 países disputam o prêmio de melhor filme internacional

por: Cinevitor
Carlos Francisco em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho: representante brasileiro

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta sexta-feira, 21/11, a lista oficial com os títulos elegíveis que estão na disputa pela estatueta dourada de melhor filme internacional no Oscar 2026.

Para esta 98ª edição, 86 países foram classificados, entre eles, Madagascar, que enviou um título pela primeira vez. Ao total, 92 longas foram inscritos, porém, alguns ficaram de fora, como Papua-Nova Guiné, que faria sua estreia na lista; Camarões, Guatemala, Nigéria, Paquistão, Sudão, Ruanda e Zimbábue não enviaram representantes. Pelo terceiro ano consecutivo, Kosovo preferiu não inscrever seu candidato; Malta chegou a receber uma inscrição, mas optou por não submeter nenhum filme. 

Vale lembrar que um longa-metragem internacional é definido como um filme de longa duração (mais de 40 minutos) produzido fora dos Estados Unidos com uma faixa de diálogo predominantemente (mais de 50%) não falada em inglês.

Os membros da Academia, de todos os ramos, são convidados a participar da rodada preliminar de votação e devem atender a um requisito mínimo de visualização para serem elegíveis para votar na categoria. A shortlist com os 15 filmes escolhidos será anunciada no dia 16 de dezembro. Desse grupo saem os cinco finalistas, que serão revelados no dia 22 de janeiro de 2026.

A cerimônia acontecerá no dia 15 de março de 2026, no Dolby Theatre, em Hollywood. O Brasil, que foi o grande vencedor deste ano nesta categoria com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, está na disputa com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. Vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes, o filme é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.

Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e tem distribuição nacional pela Vitrine Filmes.

O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme, que já alcançou mais de 750 mil espectadores, já é a maior bilheteria nacional de 2025

Além da lista de filmes internacionais, a Academia também divulgou os títulos elegíveis em outras categorias, como: animação (com 35 filmes) e documentário, com 201 longas, entre eles, o brasileiro Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa

Confira a lista completa com os 86 filmes internacionais candidatos ao Oscar 2026:

ÁFRICA DO SUL: The Heart Is a Muscle, de Imran Hamdulay
ALBÂNIA: Luna Park, de Florenc Papas
ALEMANHA: O Som da Queda (In Die Sonne Schauen), de Mascha Schilinski
ARÁBIA SAUDITA: Hijra, de Shahad Ameen
ARGENTINA: Belén, de Dolores Fonzi
ARMÊNIA: Meus Fantasmas Armênios (Mes fantômes arméniens), de Tamara Stepanyan
AUSTRÁLIA
: The Wolves Always Come at Night, de Gabrielle Brady
ÁUSTRIA: O Pavão (Pfau: Bin ich echt?), de Bernhard Wenger
AZERBAIJÃO
: Taghiev: Oil, de Zaur Gasimli
BANGLADESH: A House Named Shahana (Barir Naam Shahana), de Leesa Gazi
BÉLGICA: Jovens Mães (Jeunes Mères), de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
BOLÍVIA: La casa del sur, de Carina Oroza e Ramiro Fierro
BÓSNIA E HERZEGOVINA: Blum: Gospodari svoje buducnosti, de Jasmila Žbanić
BRASIL: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho
BULGÁRIA: Tarika, de Milko Lazarov
BUTÃO: I, the Song, de Dechen Roder
CANADÁ: Aquilo que Você Mata (The Things You Kill/Öldürdüğün Şeyler), de Alireza Khatami
CHILE: O Olhar Misterioso do Flamingo (La misteriosa mirada del flamenco), de Diego Céspedes
CHINA
: Nanjing: Luz na Escuridão (Nanjing Zhao Xiang Guan), de Shen Ao
COLÔMBIA: Um Poeta (Un Poeta), de Simón Mesa Soto
COREIA DO SUL: No Other Choice (Eojjeol Suga Eopda), de Park Chan‑wook
COSTA RICA: El monaguillo, el cura y el jardinero, de Juan Manuel Fernandez
CROÁCIA: Fiume o Morte!, de Igor Bezinović
DINAMARCA: Mr. Nobody Against Putin, de David Borenstein e Pavel Talankin
EGITO: Feliz Aniversário (Eid Milad Saeed/Happy Birthday), de Sarah Goher
EQUADOR: Chuzalongo, de Diego Ortuño
ESLOVÁQUIA: Um Pai (Otec), de Tereza Nvotová
ESLOVÊNIA: Pequenos Pecados (Kaj ti je deklica), de Urška Djukić
ESPANHA: Sirât, de Oliver Laxe
ESTÔNIA: Rolling Papers, de Mitch Dickman
FILIPINAS: Fernão de Magalhães (Magellan), de Lav Diaz
FINLÂNDIA: 100 litraa sahtia (100 Litres of Gold), de Teemu Nikki
FRANÇA: Foi Apenas um Acidente (Yek tasadef sadeh/It Was Just an Accident), de Jafar Panahi
GEÓRGIA: Panoptikoni (Panopticon), de George Sikharulidze
GRÉCIA: Arcadia, de Yorgos Zois
GROENLÂNDIA: Walls: Akinni Inuk, de Sofie Rørdam e Nina Paninnguaq Skydsbjerg
HAITI: Kidnapping Inc., de Bruno Mourral
HOLANDA: Reedland (Reedland), de Sven Bresser
HONG KONG: The Last Dance (Po · Dei juk), de Anselm Chan
HUNGRIA: Órfão (Árva), de László Nemes
ÍNDIA: Homebound, de Neeraj Ghaywan
INDONÉSIA: Sore: Wife from the Future (Sore: Istri dari Masa Depan), de Yandy Laurens
IRÃ: Cause of Death: Unknown, de Ali Zarnegar
IRAQUE: The President’s Cake (Mamlaket al-qasab), de Hasan Hadi
IRLANDA: Sanatorium, de Gar O’Rourke
ISLÂNDIA: O Amor que Resta (Ástin sem eftir er/The Love That Remains), de Hlynur Pálmason
ISRAEL: Ha’yam (The Sea), de Shai Carmeli-Pollak
ITÁLIA: Família, de Francesco Costabile
JAPÃO: Kokuho: O Mestre Kabuki (Kokuhô), de Sang-il Lee
JORDÂNIA: Allly baqi mink (All That’s Left of You), de Cherien Dabis
LETÔNIA: Dieva suns (Dog of God), de Lauris Abele e Raitis Abele
LÍBANO: Um Mundo Triste e Belo (Nujum Alamal wa Alam), de Cyril Aris
LITUÂNIA: Pietinia Kronikas (The Southern Chronicles), de Ignas Miškinis
LUXEMBURGO: Hors d’haleine (Breathing Underwater), de Eric Lamhène
MACEDÔNIA DO NORTE: The Tale of Silyan, de Tamara Kotevska
MADAGASCAR: Disco Afrika: une histoire malgache, de Luck Razanajaona
MALÁSIA: Pavane for an Infant, de Chong Keat Aun
MARROCOS: Calle Málaga, de Maryam Touzani
MÉXICO: Não nos Moverão (No nos moverán), de Pierre Saint-Martin Castellanos
MONGÓLIA: Chimeegüi khotyn jolooch (Silent City Driver), de Janchivdorj Sengedorj
MONTENEGRO: Obraz (The Tower of Strength), de Nikola Vukčević
NEPAL: Anjila, de Milan Chams
NORUEGA: Valor Sentimental (Affeksjonsverdi/Sentimental Value), de Joachim Trier
PALESTINA: Palestina 36 (Filastin 36), de Annemarie Jacir
PANAMÁ: Querido Trópico, de Ana Endara Mislov
PARAGUAI: Sob as Bandeiras, o Sol (Bajo las banderas, el sol), de Juanjo Pereira
PERU: Kinra, de Marco Panatonic
POLÔNIA: Franz Antes de Kafka, de Agnieszka Holland
PORTUGAL: Banzo, de Margarida Cardoso
QUIRGUISTÃO: Black Red Yellow, de Aktan Arym Kubat
REINO UNIDO: My Father’s Shadow, de Akinola Davies
REPÚBLICA CHECA: Eu Não Sou Tudo o que Eu Quero Ser (Jeste nejsem, kým chci být), de Klára Tasovská
REPÚBLICA DOMINICANA: Pepe, de Nelson Carlo de Los Santos Arias
ROMÊNIA: Reostat (Traffic), de Teodora Mihai
SÉRVIA: Sunce nikad više (Sun Never Again), de David Jovanović
SINGAPURA: Mò shì lù (Stranger Eyes), de Yeo Siew Hua
SUÉCIA: Águias da República (Eagles of the Republic), de Tarik Saleh
SUÍÇA: Heldin (Late Shift), de Petra Biondina Volpe
TAIWAN: Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou
TUNÍSIA: A Voz de Hind Rajab (Sawt Hind Rajab/The Voice of Hind Rajab), de Kaouther Ben Hania
TURQUIA: Hemme’nin Öldüğü Günlerden Biri (One of Those Days When Hemme Dies), de Murat Fıratoğlu
UCRÂNIA: 2000 Meters to Andriivka, de Mstyslav Chernov
UGANDA: Kimote, de Hassan Mageye
URUGUAI: Agarrame fuerte, de Ana Guevara e Leticia Jorge
VENEZUELA: Alí Primera, de Daniel Yegres
VIETNÃ: Red Rain (Mưa đỏ), de Đặng Thái Huyền

Foto: Divulgação/Cinemascópio.

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