National Society of Film Critics Awards 2025: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, é premiado

por: Cinevitor
Hermila Guedes em O Agente Secreto: filme brasileiro premiado 

Fundada em 1966, a National Society of Film Critics é formada por importantes críticos dos Estados Unidos e seu prêmio anual, que elege os melhores da sétima arte, é considerado um dos mais prestigiados da indústria cinematográfica.

Os 65 membros da NSFC, que conta com Justin Chang, da revista The New Yorker, como presidente, trabalham nos principais jornais e veículos de Los Angeles, Boston, Nova York, Filadélfia e Denver, incluindo: Wall Street Journal, Rolling Stone, Los Angeles Times, Variety, TheWrap, IndieWire, The Washington Post, Deadline, The Hollywood Reporter, Time, entre outros. 

Vale lembrar que qualquer filme que estrear nos Estados Unidos durante o ano, nos cinemas ou em plataformas de streaming, é elegível para consideração. Não há processo de indicação e nem de inscrições. Porém, links podem ser enviados para os membros antes da votação.

Nesta 60ª edição, o cinema brasileiro se destacou com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que foi eleito o melhor filme em língua não inglesa. Além disso, o longa apareceu também nas categorias de melhor filme (em terceiro lugar), melhor ator para Wagner Moura (em segundo lugar) e melhor roteiro (em terceiro lugar). E mais: o brasileiro Adolpho Veloso também se destacou pela fotografia de Sonhos de Trem e ficou em segundo lugar.

Os vencedores foram anunciados neste sábado, 03/01, pelas redes sociais e, como de costume, não haverá cerimônia de entrega dos prêmios. 

Conheça os melhores de 2025 do National Society of Film Critics Awards:

MELHOR FILME
Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson (57 pontos)
2º: Pecadores, de Ryan Coogler (29 pontos)
3º: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (27 pontos)

MELHOR DIREÇÃO
Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra (54 pontos)
2º: Jafar Panahi, por Foi Apenas um Acidente (48 pontos)
3º: Richard Linklater, por Blue Moon e Nouvelle Vague (39 pontos)

MELHOR ATRIZ
Kathleen Chalfant, por Toque Familiar (45 pontos)
2º: Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria (39 pontos)
3º: Renate Reinsve, por Valor Sentimental (37 pontos)

MELHOR ATOR
Ethan Hawke, por Blue Moon (57 pontos)
2º: Wagner Moura, por O Agente Secreto (43 pontos)
3º: Michael B. Jordan, por Pecadores (36 pontos)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra (56 pontos)
2º: Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental (47 pontos)
3º: Wunmi Mosaku, por Pecadores (41 pontos)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Benicio del Toro, por Uma Batalha Após a Outra (54 pontos)
2º: Delroy Lindo, por Pecadores (37 pontos)
3º: Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental (30 pontos)

MELHOR ROTEIRO
Foi Apenas um Acidente, escrito por Jafar Panahi (53 pontos)
2º: Blue Moon, escrito por Robert Kaplow (50 pontos)
3º: O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho (40 pontos)

MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO INGLESA
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil) (58 pontos)
2º: Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo/EUA) (57 pontos)
3º: Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega) (38 pontos)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
My Undesirable Friends: Part I – Last Air in Moscow, de Julia Loktev (56 pontos)
2º: A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir (22 pontos)
3º: Orwell: 2+2=5, de Raoul Peck (18 pontos)

MELHOR FOTOGRAFIA
Pecadores, por Autumn Durald Arkapaw (50 pontos)
2º: Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso (36 pontos)
3º: Uma Batalha Após a Outra, por Michael Bauman (29 pontos)

MELHOR FILME EXPERIMENTAL
Morgenkreis (Morning Circle), de Basma al-Sharif

PRÊMIO ESPECIAL
*filme sem distribuição nos Estados Unidos
Nuestra Tierra (Landmarks), de Lucrecia Martel (Argentina)

FILM HERITAGE AWARD
Ken Jacobs e Flo Jacobs: um centro gravitacional insubstituível da vanguarda americana com uma sensibilidade artística compartilhada que ajudou a definir o cinema experimental
The Film Desk: responsável pelo lançamento de filmes importantes do mundo todo, em cópias de 35mm e em vídeo doméstico, e pela publicação de livros que enriqueceram o conhecimento do público sobre cinema
Cinema Tropical: por seus incansáveis ​​esforços na distribuição, programação e promoção do cinema latino-americano nos EUA

Foto: Divulgação/Cinemascópio.

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