Festival de Berlim 2026 anuncia novos títulos; produções brasileiras são selecionadas

por: Cinevitor
Yuri Gomes no longa cearense Feito Pipa, de Allan Deberton

Depois de anunciar os primeiros filmes, a 76ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 12 e 22 de fevereiro, revelou novos títulos selecionados e o cinema brasileiro ganha destaque com diversas obras. 

Com um programa abrangente de filmes contemporâneos que exploram as vidas e os mundos de crianças e adolescentes, a Berlinale Generation desfruta de uma posição única como instigadora de um cinema jovem que quebra convenções. Os títulos fazem parte das mostras Generation Kplus e Generation 14plus, dois programas de competição que exibem um cinema internacional de última geração para o público jovem e para todos os outros.

O Brasil marca presença na Generation Kplus com Feito Pipa, dirigido pelo cineasta cearense Allan Deberton, de Pacarrete e O Melhor Amigo. Com Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos no elenco, o longa acompanha a história de Gugu, um menino de quase 12 anos que sonha em se tornar jogador de futebol e vive com a avó Dilma, uma professora aposentada que o cria de forma livre e afetuosa. Quando a avó fica frágil, Gugu tenta esconder essa situação a qualquer custo, com medo de ser separado dela e ser obrigado a morar com o pai, que não o aceita como ele é. 

O diretor Allan Deberton comentou a seleção para o Festival de Berlim: “Um sonho acontecendo! A conquista da melhor vitrine que este filme poderia ter. Pessoalmente, é muito emocionante ver um filme que fala de desejo de pertencimento, de família e de coragem sendo acolhido num festival onde o olhar é exigente e afetuoso ao mesmo tempo. É como se a Berlinale dissesse: essa experiência importa. E isso dá ao filme um alcance simbólico e humano gigantesco”. Com roteiro de André Araújo e rodado em Quixadá e cidades vizinhas do interior do Ceará, o filme se passa às margens da barragem de Araújo Lima, onde após anos de seca revela uma antiga cidade submersa em ruínas. O longa conta ainda com Carlos Francisco, Georgina Castro, Luan Vasconcelos, Beatriz Carwile, Nathyel Martins, Manuela Paulino, Pablo Vinícios e Enzo Uejo no elenco. 

A produção é assinada pela Deberton Filmes, produtora cearense liderada por Allan Deberton e pelo produtor Marcelo Pinheiro. A empresa divide a produção do filme com a Biônica Filmes, desde o desenvolvimento do projeto em uma parceria onde somam forças artísticas e executivas. O filme tem produção associada da Mistika, patrocínio do Nubank e apoio do Projeto Paradiso através da Incubadora Paradiso. Em coprodução com a Warner Bros., a distribuição no Brasil é da Paris Filmes.

Já na Generation 14plus, o cinema nacional ganha destaque com Quatro Meninas, dirigido por Karen Suzane e produzido por Marcello Ludwig Maia. Premiado no Festival de Brasília, o elenco conta com Ágatha Marinho, Dhara Lopes, Maria Ibraim e Alana Cabral

A sinopse diz: Encarregadas dos cuidados pessoais de quatro estudantes em um internato no interior, elas sobrevivem às suas circunstâncias sonhando com a liberdade. Quando um romance impensado põe a vida de Lena em perigo, os sonhos de fuga tornam-se necessidade e as quatro meninas decidem fugir. Para sua surpresa, suas sinhás descobrem o plano e exigem ir junto. Encontrando abrigo em um casarão abandonado, o grupo enfrenta desafios de convivência. Livres das estruturas de poder tradicionais, as moças negras experimentam o poder, o amor e a possibilidade de sonhar com o futuro, enquanto as brancas resistem a aprender a ajudar nas tarefas domésticas, cuidar de si mesmas e encarar seus erros. Quando uma velha ameaça ressurge, no entanto, todas precisam se unir para sobreviver.

Na mostra Panorama, que destaca o cinema internacional contemporâneo, ousado e não convencional, o Brasil aparece com três produções, entre elas, Se eu fosse vivo… vivia, de André Novais Oliveira. Ambientado entre o Brasil dos anos 1970 e os dias atuais, o filme acompanha a história de Gilberto e Jacira, um casal que atravessa cinco décadas de vida em comum. Quando Jacira é subitamente internada, Gilberto passa a vivenciar acontecimentos perturbadores, numa espiral que atravessa o tempo e o espaço, e que o conduzem a uma experiência profunda de memória e amor. O longa transita entre o drama íntimo, a comédia de costumes e elementos inesperados da ficção científica, mantendo o olhar sensível para o cotidiano, característica da obra do diretor. 

Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira em Se eu fosse vivo… vivia

A obra marca a estreia da lendária escritora Conceição Evaristo no cinema, em uma atuação de forte presença e delicadeza, ao lado de Norberto Novais Oliveira, pai do diretor e protagonista de diversos filmes recentes do cinema brasileiro. O elenco conta ainda com Jean Paulo Campos e Tainá Evaristo, que interpretam o casal em sua juventude, além de participações de Wilson Rabelo, Aisha Brunno, Demétrio Nascimento, Suellen Sampaio e Zora Santos.

Produzido pela Filmes de Plástico, em coprodução com o Canal Brasil, e distribuído no Brasil pela Malute, o filme foi rodado em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, como Contagem e Belo Horizonte, além de Itaúna, Matozinhos e Pedro Leopoldo. Na equipe, estão a diretora de fotografia Leonor Teles, vencedora do Urso de Ouro em Berlim pelo curta Balada de um Batráquio; o diretor de arte Diogo Hayashi; a figurinista Diana Moreira; o premiado desenhista de som Pablo Lamar; e a trilha sonora original assinada pelo grupo Metá Metá. A montagem é dividida entre Gabriel Martins e o próprio André Novais Oliveira.

Outro destaque nacional na mesma mostra é Isabel, de Gabe Klinger. Produzido por Rodrigo Teixeira, da RT Features, o longa é protagonizado por Marina Person, que interpreta a personagem-título: uma sommelière no cenário de alta gastronomia de São Paulo que sonha em escapar do seu chefe controlador e montar seu próprio bar de vinhos. O roteiro mistura experiências pessoais da própria atriz com histórias de mulheres reais dentro da cultura de vinhos artesanais brasileiros. O elenco conta também com Caio Horowicz, John Ortiz, Marat Descartes e Clarisse Abujamra.

Marina Person, que também assina o roteiro ao lado do diretor, não é apenas a atriz principal; ela vive um lado da personagem Isabel todos os dias de sua vida. Apaixonada por vinhos, Marina e seu parceiro, o cineasta Gustavo Rosa de Moura, estavam prestes a abrir uma loja de vinhos e outros produtos fermentados em São Paulo quando a crise da Covid-19 interrompeu os planos. Os desafios para retomar o projeto permanecem, mas o desejo efervescente de abrir sua loja não diminuiu: “Escrevi Isabel sem nunca ter conhecido Marina. Quando finalmente fomos apresentados, ela leu o roteiro com profunda afeição pela personagem e imediatamente consolidamos nossa parceria criativa. Ao continuar desenvolvendo a história de Isabel, nos inspiramos na biografia da própria Marina, bem como nas histórias de várias mulheres no mundo dos vinhos brasileiros”, disse Klinger

Rodado em 16 mm e filmando exclusivamente em locações reais, Klinger se inspirou em obras como São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sérgio Person, que retrata a cidade de forma realista e espontânea. Sobre a seleção na Berlinale, Rodrigo Teixeira disse: “Isabel é um filme muito sensível e o Gabe é muito talentoso. Estamos ansiosos para mostrar este filme em Berlim”

Além desses títulos, o Brasil aparece em coprodução de Narciso, por Julia Murat, do cineasta paraguaio Marcelo Martinessi. Com Diro Romero, Manuel Cuenca, Mona Martinez e Nahuel Perez Biscayart no elenco, o longa se passa no Paraguai, em 1958. O carismático Narciso retorna de Buenos Aires com o rock ‘n’ roll correndo em suas veias. Sob o regime militar sufocante, ele se torna uma sensação musical e um símbolo de liberdade. Mas então, após seu último show, ele é encontrado morto. 

Vale destacar que, anteriormente, outros dois filmes brasileiros já estavam confirmados na Berlinale: A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai; e Papaya, de Priscilla Kellen. Clique aqui e saiba mais. E mais: depois de anunciar Michelle Yeoh como uma das homenageadas, o Festival de Berlim confirmou que o compositor e artista contemporâneo britânico-alemão Max Richter, de Valsa com Bashir e indicado ao Emmy pela série Taboo, será honrado com o Berlinale Camera 2026

E mais: nesta 76ª edição, o Festival de Berlim exibirá uma mostra especial sobre o Teddy Award, prêmio paralelo que completa 40 anos e reconhece a importância cultural dos filmes e artistas queer, abrindo caminho para maior visibilidade e inclusão. A seleção de filmes com temática LGBTQIA+ conta com seis curtas e oito longas-metragens que se destacaram ao longo da história da premiação. 

Conheça os novos filmes selecionados para o 76º Festival de Berlim:

BERLINALE SPECIAL GALA

Die Blutgräfin (The Blood Countess), de Ulrike Ottinger (Áustria/Luxemburgo/Alemanha)
Good Luck, Have Fun, Don’t Die, de Gore Verbinski (Alemanha)
Heysel 85, de Teodora Ana Mihai (Bélgica/Holanda/Alemanha)
O Testamento de Ann Lee, de Mona Fastvold (EUA/Reino Unido)
The Only Living Pickpocket in New York, de Noah Segan (EUA)
The Weight, de Padraic McKinley (Alemanha/EUA)

BERLINALE SPECIAL PRESENTATION

TUTU, de Sam Pollard (Reino Unido)
Un hijo propio, de Maite Alberdi (México)
WAX & GOLD, de Ruth Beckermann (Áustria)
Who Killed Alex Odeh?, de Jason Osder e William Lafi Youmans (EUA)

PANORAMA

Árru, de Elle Sofe Sara (Noruega/Suécia/Finlândia)
El jardín que soñamos, de Joaquín del Paso (México)
Enjoy Your Stay, de Dominik Locher e Honeylyn Joy Alipio (Suíça/França/Filipinas)
Geunyeoga doraon nal (The Day She Returns), de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)
Ich verstehe Ihren Unmut, de Kilian Armando Friedrich (Alemanha)
Isabel, de Gabe Klinger (Brasil/França)
Lady, de Olive Nwosu (Reino Unido)
Lali, de Sarmad Sultan Khoosat (Paquistão)
Narciso, de Marcelo Martinessi (Paraguai/Alemanha/Uruguai/Brasil/Portugal/Espanha/França)
Paradise, de Jérémy Comte (Canadá/França/Gana)
Roya, de Mahnaz Mohammadi (Alemanha/Luxemburgo/República Tcheca/Irã)
Rumaragasa, de Ryan Machado (Filipinas)
Safe Exit, de Mohammed Hammad (Egito/Líbia/Tunísia/Qatar/Alemanha)
Se eu fosse vivo… vivia, de André Novais Oliveira (Brasil)
Shanghai Daughter, de Agnis Shen Zhongmin (China)
The Education of Jane Cumming, de Sophie Heldman (Alemanha/Suíça/Reino Unido)
The Moment, de Aidan Zamiri (EUA/Reino Unido)
Vier minus drei (Four Minus Three), de Adrian Goiginger (Áustria/Alemanha)

PANORAMA DOKUMENTE

Douglas Gordon by Douglas Gordon, de Finlay Pretsell (Reino Unido/França)
Im Umkreis des Paradieses (Around Paradise), de Yulia Lokshina (Alemanha)
La Face cachée de la Terre, de Arnaud Alain (França)
Siri Hustvedt: Dance Around the Self, de Sabine Lidl (Alemanha/Suíça)
The Other Side of the Sun, de Tawfik Sabouni (Bélgica/França/Arábia Saudita)
Traces, de Alisa Kovalenko e Marysia Nikitiuk (Ucrânia/Polônia)
Tristan Forever, de Tobias Nölle e Loran Bonnardot (Suíça)

GENERATION KPLUS

Abracadabra, de Amay Mehrishi (Reino Unido/Índia)
Atlasul universului, de Paul Negoescu (Romênia/Bulgária)
En, ten, týky!, de Andrea Szelesová (República Tcheca)
Entotsumachi no Poupelle: Yakusoku no Tokeidai, de Hirota Yusuke (Japão)
Feito Pipa, de Allan Deberton (Brasil)
Imaginarni brojevi, de Jelica Jerinić (Sérvia/Croácia)
Lángbogár a zsebemben, de Janka Feiner (Hungria)
Not a Hero, de Rima Das (Índia/Singapura)
Speedy!, de Oh Jiin (Coreia do Sul)
Spî (White/Weiß), de Navroz Shaban (Curdistão iraquiano)
Under The Wave off Little Dragon, de Jian Luo (Reino Unido)
Whale 52: Suite for Man, Boy, and Whale, de Daniel Neiden (EUA)
Yercekimi, de Dalya Keleş (Turquia)

GENERATION 14PLUS

A Family, de Mees Peijnenburg (Holanda/Bélgica)
Allá en el cielo, de Roddy Dextre (Peru)
C’est ma soeur, de Zoé Pelchat (Canadá)
Chicas Tristes, de Fernanda Tovar (México/Espanha/França)
Cuando llegue a casa, de Edgar Adrián (México)
En Route To, de Yoo Jae-in (Coreia do Sul)
Hotel Oblique, de Merlin Flügel (Alemanha)
Jülapüin Yonna, de Luzbeidy Monterrosa Atencio (Colômbia)
Mambo Kids, de Emanuele Tresca (Itália)
Matapanki, de Diego “Mapache” Fuentes (Chile)
No Salgas, de Victoria Linares Villegas (República Dominicana)
Quatro Meninas, de Karen Suzane (Brasil/Holanda)
Scorching, de Wang Beidi (China)
Sunny Dancer, de George Jaques (Reino Unido)
The lights, they fall, de Saša Vajda (Alemanha)
What Will I Become?, de Lexie Bean e Logan Rozos (EUA)

BERLINALE SPECIAL SERIES

House of Yang, de Stefanie Ren e Mia Spengler (Alemanha)
La casa de los espíritus, de Francisca Alegría e Andrés Wood (Chile)
Lord of the Flies, de Marc Munden (Reino Unido)
Mint, de Charlotte Regan (Reino Unido)
Ravalear, de Pol Rodríguez e Isaki Lacuesta (Espanha)
The Story of Documentary Film, de Mark Cousins (Reino Unido)

BERLINALE SPECIAL MIDNIGHT

Monster Pabrik Rambut, de Edwin (Indonésia/Singapura/Japão/Alemanha/França)
Saccharine, de Natalie Erika James (Austrália)
The Ballad of Judas Priest, de Sam Dunn e Tom Morello (EUA)

BERLINALE CLASSICS

Assarab, de Ahmed Bouanani (1979) (Marrocos)
Despedida em Las Vegas, de Mike Figgis (1995) (EUA)
In Which Annie Gives It Those Ones, de Pradip Krishen (1989) (Índia)
Jubei Ninpucho (Ninja Scroll), de Yoshiaki Kawajiri (1993) (Japão)
Kryshtalevyi Palats (Crystal Palace), de Hryhori Hrycher (1934) (Ucrânia)
O Hotel do Alpinista Morto (Hukkunud Alpinisti hotell), de Grigori Kromanov (1979) (Estônia)
Os Pornógrafos: Introdução à Antropologia (Erogotoshi-tachi yori: Jinruigaku nyûmon), de Shōhei Imamura (1966) (Japão)
Panelstory, aneb jak se rodí sídliště, de Věra Chytilová (1979) (Checoslováquia)
Quermesse Heróica (La Kermesse héroïque), de Jacques Feyder (1935) (França/Alemanha)
Segredos de uma Alma (Geheimnisse einer Seele), de Georg Wilhelm Pabst (1926) (Alemanha)

BERLINALE SHORTS

A Woman’s Place is Everywhere, de Fanny Texier (EUA)
Chuuraa, de Evgenia Arbugaeva (Reino Unido)
Cosmonauts, de Leo Černic (Eslovênia/Itália)
Di san xian, de Jingkai Qu (China)
Ein Unfall, de Angelika Spangel (Áustria)
Flim Flam, de Siegfried A. Fruhauf (Áustria)
Graft Versus Host, de Giorgi Gago Gagoshidze (Alemanha/Geórgia)
Henry is a Girl Who Likes to Sleep, de Marthe Peters (Bélgica)
Kontrewers, de Zuza Banasińska (Holanda/Polônia/França)
La hora de irse, de Renzo Cozza (Argentina)
Les âmes du Fouta, de Alpha Diallo (França/Senegal)
Les juifs riches, de Yolande Zauberman (França)
Miriam, de Karla Condado (México)
Mit einem freundlichen Gruss, de Pavel Mozhar (Alemanha)
Oupatevak het tam phnom, de Savunthara Seng (Camboja)
Plan contraplan, de Radu Jude e Adrian Cioflâncă (Romênia)
Stallion y la bola de cristal, de Christian Avilés (Espanha)
TAXI MOTO, de Gaël Kamilindi (Suíça/França)
Unidentifizierte Unflugobjekte (UUO), de Sasha Svirsky (Alemanha)
Yawman ma walad, de Marie-Rose Osta (França/Romênia/Líbano)
Yuragim, de Varia Garib e Kirill Komar (Áustria/Uzbequistão)

FORUM SPECIAL

AI Realism: Qantar 2022, de Almagul Menlibayeva (Cazaquistão)
Barbara Forever, de Brydie O’Connor (EUA)
Beaucoup parler, de Pascale Bodet (França)
Frauen in Berlin, de Chetna Vora (Alemanha)
Istenmezején 1972–73-ban, de Judit Elek (Hungria)
L’uomo più bello del mondo, de Paolo Baiguera (Itália)
Love Your Nails!, de Narges Kalhor (Alemanha)
MegatrashwannabebigstarXD, de Ava Leandra Kleber e Elisa Deutloff (Alemanha)
My Brother’s Wedding, de Charles Burnett (EUA/Alemanha)
Quand tu écouteras cette chanson, de Mona Achache (França)
River Dreams, de Kristina Mikhailova (Cazaquistão/Suíça/Reino Unido)
Találkozás, de Judit Elek (Hungria)
The Valley where LOAB Lives, de Georg Tiller (Áustria)

TEDDY 40

575 Castro St., de Jenni Olson (2008) (EUA)
Entropia, de Flóra Anna Buda (2018) (Hungria)
Kokomo City, de D. Smith (2023) (EUA)
Liebe, Eifersucht und Rache, de Michael Brynntrup (1991) (Alemanha)
Mil nubes de paz cercan el cielo, amor, jamás acabarás de ser amor, de Julián Hernández (2003) (México)
Mondial 2010, de Roy Dib (2014) (Líbano)
O Desabrochar de Maximo Oliveros, de Kanakan-Balintagos (2005) (Filipinas)
Playback. Ensayo de una despedida, de Agustina Comedi (2019) (Argentina)
The Watermelon Woman, de Cheryl Dunye (1996) (EUA)
To Write From Memory, de Emory Chao Johnson (2023) (EUA)
Tomboy, de Céline Sciamma (2011) (França)
Tunten lügen nicht, de Rosa von Praunheim (2002) (Alemanha)
Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio (2017) (Chile/EUA/Alemanha/Espanha)
Verführung: Die grausame Frau, de Elfi Mikesch e Monika Treut (1985) (Alemanha)

Fotos: Jamille Queiroz/Janine Moraes.

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