Morreu neste domingo, 09/10, aos 90 anos, o cineasta polonês Andrzej Wajda, um dos primeiros diretores a fazer o cinema de seu país se tornar conhecido no resto do mundo. Segundo informações divulgadas, ele estava internado e sofreu insuficiência pulmonar.
Com mais de 50 filmes na carreira, entre curtas e longas, Wajda foi sinônimo de cinema político polonês desde os anos 1960. Um dia antes da sua morte, a 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Pauloanunciou uma seleção de filmes poloneses contemporâneos no Foco Polônia e também uma homenagem ao diretor com o tradicional Prêmio Humanidade, que agora, será laureado postumamente no evento.
No ano 2000, o cineasta recebeu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas o Oscar honorário pelo conjunto de sua obra. Também foi premiado no Festival de Cannes, em 1981, com a Palma de Ouro pelo filme O Homem de Ferro, e em 1957 recebeu o Grande Prêmio do Júri pelo drama Kanal. No Festival de Berlim recebeu diversos prêmios, entre eles, o Urso de Prata por sua contribuição para a arte do cinema. No BAFTA, considerado o Oscar britânico, levou o prêmio de melhor filme estrangeiro por Danton – O Processo da Revolução, filme que também lhe rendeu o Prêmio César de melhor diretor, em 1983.
Também se destacam em sua filmografia: Cinzas e Diamantes (1958), Os Inocentes Charmosos (1960), Terra Prometida (1975), O Homem de Mármore (1977), As Senhoritas de Wilko (1979), Um Amor na Alemanha (1983), Senhorita Ninguém (1966), Gates to Paradise (1968), Moscas Caçadoras (1969), Paisagem Após a Batalha (1970), Sem Anestesia (1978), O Maestro (1980), Os Possessos (1988), Semana Santa (1995), Katyn (2007), Tatarak (2009), Walesa (2013) e Powidoki (Afterimage), seu mais recente longa, que foi escolhido para representar a Polônia no Oscar 2017.
O Nascimento de uma Nação, de Nate Parker: destaque na programação.
A 40ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acontecerá entre os dias 20 de outubro e 02 de novembro. Serão 322 filmes de 50 países exibidos durante duas semanas, em 42 locais, entre cinemas, espaços culturais e museus espalhados pela capital paulista, incluindo exibições gratuitas e ao ar livre. Os trabalhos mais recentes de Abbas Kiarostami, Alejandro Jodorowsky, Bahman Ghobadi, Döris Dorrie, Hirokazu Koreeda, Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, Jia Zhangke, Jim Jarmusch, João Botelho, Paul Verhoeven, Park Chan-wook, Paz Encina, entre outros, são alguns dos destaques da programação.
Neste ano, o evento presta uma homenagem ao cineasta italiano Marco Bellocchio, autor da arte do pôster desta edição, que terá 12 títulos na programação. O diretor vem a São Paulo para participar da cerimônia de abertura, que exibirá Belos Sonhos, seu mais recente longa, além de realizar uma masterclass e receber o Prêmio Leon Cakoff.
Valerio Mastandrea e Bérénice Bejo em Belos Sonhos: filme de abertura.
Alinhada com os grandes festivais do mundo, a Mostra traz com exclusividade, como de costume, os principais filmes premiados que já despertam atenção da crítica e do público, como: O Nascimento de uma Nação (The Birth of a Nation), de Nate Parker, vencedor do Grande Prêmio do Júri e também do Prêmio do Público na Mostra Competitiva Americana do Festival de Sundance deste ano; o filipino Canção para um Doloroso Mistério (Hele sa hiwagang hapis), dirigido por Lav Diaz, vencedor do Urso de Prata – Prêmio Alfred Bauer no Festival de Berlim; o suspense Animais Noturnos, de Tom Ford, que recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza deste ano; o iraniano The Salesman (Forushande), de Asghar Farhadi, premiado como melhor roteiro e melhor ator para Shahab Hosseini no Festival de Cannes; a comédia dramática A Atração (Córki dancingu/The Lure), de Agnieszka Smoczynska, que recebeu o Prêmio Especial do Júri em Sundance; o drama Sem Deus (Godless/Bezbog), de Ralitza Petrova, vencedor do Leopardo de Ouro no 69ºFestival de Locarno; o equatoriano Alba, de Ana Cristina Barragán, que recebeu o Prêmio Lions no Festival de Rotterdam; o drama Mimosas, dirigido por Oliver Laxe, vencedor do Grande Prêmio da Semana da Crítica em Cannes; Las Plantas, de Roberto Doveris, premiado com o Urso de Cristal no Festival de Berlim, outorgado pelo júri jovem do evento; entre outros.
Taraneh Alidoosti e Shahab Hosseini em The Salesman, de Asghar Farhadi.
A programação também traz dezobras já indicadas por seus respectivos países para concorrerem à vaga ao Oscar de melhor filme estrangeiro: The Salesman (Forushande), de Asghar Farhadi, do Irã; o australianoTanna, de Martin Butler e Bentley Dean; Morte em Sarajevo (Smrt u Sarajevu), dirigido por Danis Tanovic, representante da Bósnia e Herzegovina; o finlandêsO Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki (Hymyilevä mies), de Juho Kuosmanen; o francêsElle, de Paul Verhoeven; Tempestade de Areia (Sufat Chol), de Elite Zexer, representante de Israel; O Ídolo (Ya tayr el tayer), dirigido por Hany Abu-Assad, da Palestina; Ma’ Rosa, de Brillante Mendoza, representante das Filipinas; o portuguêsCartas da Guerra, de Ivo Ferreira; e Diário de um Maquinista (Dnevnik masinovodje), de Milos Radovic, da Sérvia.
Nas últimas edições, a Mostra vem desenvolvendo a tradição de levar para o público um panorama da produção cinematográfica de um país diferente. Neste ano, destaca-se o Foco Polônia, com uma seleção de filmes poloneses contemporâneos e também uma homenagem a Andrzej Wajda, que receberá o Prêmio Humanidade, e a exibição da aclamada série O Decálogo, de Krzysztof Kieślowski, sucesso na 13ª edição da Mostra.
Isabelle Huppert em cena de Elle, de Paul Verhoeven.
Na Mostra Brasil, 60 títulos brasileiros serão exibidos nas seções Apresentação Especial, Competição Novos Diretores e Perspectiva Internacional. Entre os selecionados, destacam-se: A Cidade do Futuro, de Cláudio Marques e Marília Hughes; Beduino, de Júlio Bressane, com Alessandra Negrini; o documentário Cinema Novo, de Eryk Rocha, premiado em Cannes; Deserto, dirigido por Guilherme Weber, com Lima Duarte, Cida Moreira e Marcio Rosario; Mulher do Pai, de Cristiane Oliveira, com Marat Descartes; Vermelho Russo, de Charly Braun, com Maria Manoella, Michel Melamed e Martha Nowill; o documentário Divinas Divas, de Leandra Leal; Canção da Volta, de Gustavo Rosa de Moura, com Marina Person e João Miguel; Redemoinho, de José Luiz Villamarim, com Dira Paes e Irandhir Santos; Maresia, de Marcos Guttmann, com Julio Andrade; os documentários A Luta do Século, de Sérgio Machado, Curumim, de Marcos Prado, e Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé, premiado no Festival de San Sebastián; A Glória e a Graça, de Flávio R. Tambellini, com Carolina Ferraz e Sandra Corveloni; No Vazio da Noite, de Cristiano Burlan; Somos Todos Estrangeiros, de Germano Pereira; Fica Mais Escuro Antes do Amanhecer, de Thiago Luciano, com Caco Ciocler e Lucy Ramos; entre outros.
O ator Antônio Pitanga será homenageado com o Prêmio Leon Cakoff e, além disso, serão exibidos o documentário Pitanga, dirigido por Beto Brant e Camila Pitanga, e os clássicos Barravento, de Glauber Rocha (1962) e A Grande Cidade (1966), de Cacá Diegues, protagonizados por ele.
Marina Person e João Miguel em cena de Canção da Volta, de Gustavo Rosa de Moura.
O diretor americano William Friedkin, que virá a São Paulo para ministrar uma masterclass na Mostra, também será homenageado com o Prêmio Leon Cakoff e durante a programação serão exibidos sete títulos dirigidos por ele, como O Exorcista e Operação França, que completa 45 anos em 2016.
E em comemoração aos 40 anos da Mostra, estão programadas exibições de Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, de Hector Babenco, vencedor da primeira edição do evento; O Quarto Homem, de Paul Verhoeven, sucesso de público na 8ª Mostra; Variety, de Bette Gordon, exibido na 9ª Mostra; entre outros.
Pela primeira vez, o encerramento da Mostra será na área externa do Auditório Ibirapuera, com a exibição do clássico A General (1926), de Buster Keaton e Clyde Bruckman. A sessão será acompanhada pela Orquestra Sinfônica Heliópolis e será precedida pela premiação do evento.
Buster Keaton em cena de A General, de 1926.
Para ver a lista completa dos filmes selecionados para a 40ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, clique aqui.
Aperte o play e confira os melhores momentos da coletiva de imprensa da Mostra, que aconteceu neste sábado, 08/10, em São Paulo. No vídeo, Renata de Almeida, diretora da Mostra, fala sobre diversos assuntos, entre eles: a presença de mulheres e negros na programação, as homenagens, a série The Young Pope, de Paolo Sorrentino, a comemoração dos 50 anos de Persona, de Ingmar Bergman, entre outros. Confira:
Elenco: Angela Davis, Melina Abdullah, Michelle Alexander, Cory Booker, Dolores Canales, Gina Clayton, Malkia Cyril, Craig DeRoche, David Dinkins, Baz Dreisinger, Kevin Gannon, Newt Gingrich, Lisa Graves, Cory Greene, Van Jones, Glenn E. Martin, Marc Mauer, Khalil Gibran Muhammad, Pat Nolan, Grover Norquist, Dorsey Nunn, Liza Jessie Peterson, Charles Rangel, Shaka Senghor, Bob Sloan, Deborah Small, Ken Thompson, Daniel Wagner, Jelani Cobb, Henry Louis Gates, Marie Gottschalk, John Hagan, Michael Hough, David Keene, James Kilgore, Bryan Stevenson, Nicholas Turner, Walter Cronkite, Peter Jennings, Lyndon B. Johnson, Dan Rather, Harry Reasoner.
Ano: 2016
Sinopse: Estudiosos, ativistas e políticos analisam a correlação entre a criminalização da população negra dos Estados Unidos e o boom do sistema prisional do país.
Kéfera e Klara: a fada e adolescente que não acredita em magia.
Sucesso na internet, a youtuber e atriz Kéfera Buchmann, que acumula cerca de 750 milhões de visualizações em seus vídeos, chega aos cinemas com É Fada!, filme que marca sua estreia nas telonas e é livremente inspirado no livro Uma fada veio me visitar, escrito por Thalita Rebouças.
Para falar mais sobre o longa, produzido por Daniel Filho, participamos da pré-estreia em São Paulo e conversamos com a protagonista e também com os atores Silvio Guindane e Klara Castanho, e com a diretora Cris D’Amato.
Os jurados e os vencedores durante a cerimônia de premiação.
Na noite desta quarta-feira, 05/10, no Rio de Janeiro, foram anunciados os grandes vencedores do Prêmio Netflix 2016. Ventos de Agosto, de Gabriel Mascaro, selecionado pelo voto do júri, e O Último Cine Drive-in, de Iberê Carvalho, escolhido pelo voto popular, foram os dois filmes brasileiros vencedores que ganharam um contrato de licenciamento de um ano cada para mais de 83 milhões de assinantes em mais de 190 países em que a Netflix, o principal serviço de TV por internet do mundo, está presente.
O Prêmio Netflix foi criado em 2013 com o objetivo de promover produções independentes e levá-las a uma audiência global. O júri especializado foi composto por nomes aclamados da cena cultural brasileira, como: os atores Alice Braga e Fabrício Boliveira, os diretores César Charlone e Fernando Grostein Andrade, a cineasta Adriana Dutra e os influenciadores digitais Hugo Gloss e Lully de Verdade.
“Ficamos muito honrados com toda a repercussão do Prêmio Netflix e entusiasmados por histórias tão únicas representarem o Brasil ao redor do mundo. Desde que a Netflix chegou ao Brasil, há 5 anos, temos visto que o conteúdo que licenciamos, produzidos no Brasil, é altamente consumido no resto do mundo. Mais de 45% dos nossos assinantes fora da América Latina já assistiram a conteúdo criado na região. Temos certeza que esses dois filmes também serão bastante assistidos ao redor do mundo”, declarou Jonathan Friedland, Chefe de Comunicação da Netflix.
Os dez filmes finalistas pré-selecionados são um exemplo da qualidade e diversidade da produção sendo desenvolvida atualmente no Brasil. Também estavam na disputa: A História da Eternidade, dirigido por Camilo Cavalcante; À Queima Roupa, dirigido por Theresa Jessouroun; Califórnia, dirigido por Marina Person; Clarisse ou alguma coisa sobre nós dois, dirigido por Petrus Cariry; Levante!, dirigido por Barney Lankester-Owen e Susanna Lira; My Name Is Now, Elza Soares, dirigido por Elizabete Martins Campos; Obra, dirigido por Gregorio Graziosi; e Porque Temos Esperança, dirigido por Susana Lira.
O Prêmio Netflix reforça o compromisso contínuo da Netflix em promover o talento brasileiro e o mercado audiovisual do país, levando grandes histórias brasileiras a uma audiência global.
Sinopse: Geraldine é uma fada que perdeu suas asas por utilizar métodos pouco convencionais em suas missões. Sua última chance para recuperá-las será a missão Julia, que foi criada somente pelo pai, com muito amor e poucos recursos. Depois de anos, a mãe retorna e passa a questionar a educação da garota. Eis que surge Geraldine para ajudá-la a vencer os preconceitos e estabelecer novas amizades, mas Geraldine continua atrapalhada e Julia logo descobrirá que nem todas as fadas são iguais. Baseado no livro Uma Fada Veio Me Visitar, de Thalita Rebouças.
O sistema público de saúde do país chega às telas de cinema com o longa Sob Pressão, dirigido por Andrucha Waddington. Livremente inspirado no livro homônimo do médico carioca Marcio Maranhão, o filme será exibido pela primeira vez na Mostra Première Brasil do Festival do Rio.
O longa mostra o dia de um hospital público, centralizando a história em Evandro, um médico machucado por uma tragédia pessoal que dedica sua vida à medicina, interpretado por Julio Andrade. Na trama, Evandro está prestes a terminar um cansativo plantão, quando chegam à Emergência, ao mesmo tempo e gravemente feridos, um bandido, um policial e uma criança. Ele e sua equipe precisam decidir quem salvar primeiro, levando em conta as condições precárias e falta de recursos e equipamentos do hospital.
“O tema da saúde pública é um dos que mais afeta os brasileiros e o filme vai mostrar a coragem e determinação destes heróis. A guerra diária que enfrentam. É um drama, mas com ação”, conta o diretor. O longa foi todo rodado em uma locação, o hospital Santa Casa de Misericórdia, em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A trilha sonora é assinada por Antonio Pinto e o roteiro é de Renato Fagundes e Leandro Assis, baseado em argumento de Claudio Torres, Luiz Noronha e Renato Fagundes. O elenco também conta com Marjorie Estiano, Andréa Beltrão, Ícaro Silva, Stepan Nercessian e Thelmo Fernandes.
Confira o trailer de Sob Pressão, que chega aos cinemas brasileiros no dia 17 de novembro:
A atriz Paolla Oliveira voltará aos cinemas em breve, no longa Mulheres (título provisório), ficção dirigida pelo português Leonel Vieira e escrita por Pedro Varela, com colaboração das brasileiras Adriana Falcão e Tatiana Maciel. Com cenas já rodadas em Portugal, as filmagens no Brasil vão até a primeira quinzena de outubro e acontecem no Rio de Janeiro.
O elenco do filme luso-brasileiro conta com atores conhecidos do grande público, como Ricardo Pereira interpretando Alex, o par romântico de Paolla Oliveira, que vive Helena; Júlia Rabello no papel da melhor amiga da protagonista; e Arlindo Lopes como Fred, amigo e consultor de Helena.
A história começa quando Helena, após uma série de desgostos amorosos, aceita uma oferta de trabalho no escritório de Lisboa da agência de publicidade na qual trabalha. Está decidida a mudar o rumo de sua vida afetiva tomando para si um novo objetivo emocional: ser solteira, inteligente e indisponível. Mas o destino parece ter outros planos e, logo após sua chegada em Lisboa, conhece Alex, por quem se apaixona. Para seu desespero, Alex começa a apresentar os mesmos defeitos de todos os outros homens, e que Helena tanto despreza, assombrando a relação perfeita. Ela deseja apenas um homem sensível às inseguranças das mulheres, um homem mais parecido com ela. E o que parecia ser um simples pedido aos céus, torna-se uma complexa relação à três.
“O longa sobrepõe os conflitos de casal ao exercício do olhar. A importância de olharmos para nós mesmos e identificarmos o que nos aflige e o que esperamos das nossas relações. O amor e a comicidade dos acontecimentos estão interligados nesta trama”, disse o diretor.
O longa-metragem tem estreia prevista para o primeiro semestre de 2017, com distribuição da Paris Filmes.
Para celebrar os 15 anos do lançamento de Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho, o filme voltará às plataformas NOW, GVT, Google Play e iTunes no dia 14 de outubro.
O clássico do cinema nacional, que colecionou mais de 50 prêmios internacionais por onde passou, conta a história de André, um jovem desgarrado da família e decidido a sair de casa para se livrar da rigidez do pai e do sufocamento da mãe. Com a missão de trazer o irmão de volta, Pedro consegue convencê-lo a retornar para casa. O filme retrata uma família de imigrantes libaneses no interior do Brasil, trazendo para a tela temas como o amor, o incesto e as relações familiares.
Baseado no livro homônimo de Raduan Nassar, o longa é dirigido pelo aclamado diretor Luiz Fernando Carvalho, das novelas Velho Chico e Meu Pedacinho de Chão e das minisséries Hoje é Dia de Maria, Os Maias, A Pedra do Reino, entre outras.
O elenco conta com Selton Mello, Caio Blat, Simone Spoladore, Juliana Carneiro da Cunha, Raul Cortez, Leonardo Medeiros e Denise Del Vecchio.
Roteirizado e dirigido por Cristiane Oliveira, Mulher do Pai conta a história de Ruben, interpretado por Marat Descartes, e Nalu, vivida por Maria Galant, pai e filha que precisam reaprender a se relacionar após a morte da avó da menina. Com estreia prevista para 2017, o longa será exibido pela primeira vez na Mostra Premiére Brasil do Festival do Rio.
Antes mesmo de sua estreia nas telonas, Mulher do Pai já tem uma carreira de destaque. Em sua fase de desenvolvimento, o longa venceu o VFF Talent Highlight Pitch Award, do Festival de Berlim, ganhou o Prêmio Santander Cultural para Desenvolvimento e foi selecionado para o workshop Produire au Sud, do Festival des 3 Continents, em Nantes, na França.
O filme é uma coprodução Brasil e Uruguai, produzido pela Okna Produções com a Transparente Filma e distribuído pela Vitrine Filmes. A parceria de sucesso com o país vizinho trouxe talentos uruguaios renomados internacionalmente, como o consultor de arte Gonzalo Delgado, diretor de arte do filme Whisky; o técnico de som Raúl Locatelli; o diretor de produção Diego Fernandez; a atriz Verónica Perrotta; e o ator Jorge Esmoris.
Vencedora: Regina Casé leva o prêmio de melhor atriz.
Foram anunciados na noite desta terça-feira, 04/10, os vencedores do 15º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, o Oscar do cinema nacional, realizado pela Academia Brasileira de Cinema. Neste ano, Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, foi o grande campeão, premiado em sete categorias, incluindo a de melhor filme de ficção. “O cinema, como diria Jéssica [personagem do filme interpretada por Camila Márdila] é um instrumento de transformação social”, disse Muylaert, emocionada ao receber o prêmio principal da noite.
O evento, realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e transmitido ao vivo pelo Canal Brasil, foi apresentado pelos atores Fabrício Boliveira e Cris Vianna, e homenageou Daniel Filho, um dos maiores nomes da bilheteria nacional, e Chico Moreira (1952-2016), que atuou como fotógrafo, montador, pesquisador, conservador e restaurador cinematográfico.
Confira os vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2016:
MELHOR LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO: Que Horas Ela Volta?, dirigido porAnna Muylaert
MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO: Chico – Artista Brasileiro, dirigido porMiguel Faria Jr
MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA: Infância, dirigido por Domingos Oliveira
MELHOR LONGA-METRAGEM ANIMAÇÃO: Até que a Sbórnia nos Separe, dirigido por Otto Guerra
MELHOR DIREÇÃO: Anna Muylaert, por Que Horas Ela Volta?
MELHOR ATRIZ: Regina Casé, porQue Horas Ela Volta?
MELHOR TRILHA SONORA: Chico – Artista Brasileiro, por Luis Claudio Ramos
MELHOR LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO: O Sal da Terra, dirigido por Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado (França/Itália)
MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO: Égun, dirigido por Helder Quiroga
MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO: Uma Família Ilustre, dirigido por Beth Formaggini
MELHOR CURTA-METRAGEM FICÇÃO: Rapsódia de Um Homem Negro, dirigido por Gabriel Martins
MENÇÃO HONROSA INFANTIL: Carrossel – O Filme, dirigido porAlexandre Boury e Maurício Eça
VOTO POPULAR:
MELHOR LONGA-METRAGEM – FICÇÃO: Que Horas Ela Volta?, dirigido por Anna Muylaert MELHOR LONGA-METRAGEM – DOCUMENTÁRIO:Betinho – A Esperança Equilibrista, dirigido por Victor Lopes MELHOR LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO: O Sal da Terra, dirigido por Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado (França/Itália)
Cena do documentário, exibido no Festival de Berlim.
O diretor Marcos Prado, conheceu Marco “Curumim” Archer nos anos 1980, quando frequentavam as mesmas praias, eventos e amigos. Em 2004, após quatro anos num presídio de segurança máxima, “Curumim” procurou Prado e pediu para que contasse sua história, pois queria deixar um filme como legado para que os jovens não seguissem seus passos.
“Eu me lembro que, quando Curumim me ligou do presídio, um fato que me marcou foi que ele não queria ser lembrado apenas como o primeiro brasileiro a ser executado por um pelotão de fuzilamento. Ele tinha uma história importante para contar”, disse Prado, diretor de Estamira, Paraísos Artificiais e produtor dos filmes Tropa de Elite.
“Ao longo de três anos, trabalhamos intensamente. Foram mais de 70 horas de conversas gravadas ao telefone, dezenas de cartas e mais de três horas de arquivos com imagens registradas por ele mesmo com uma câmera escondida, de seu cotidiano de dentro do presídio de segurança máxima”, completou o diretor.