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Os melhores momentos do Oscar 2017: confusão no prêmio principal, participação brasileira e discursos emocionantes

por: Cinevitor

momentoscar2Leonardo DiCaprio e Emma Stone nos bastidores.

Não precisa ser um apaixonado pela sétima arte para saber que o Oscar é a maior e mais esperada premiação que celebra os melhores do cinema. Todos os anos, atores, diretores, produtores e profissionais de diversas áreas sobem ao palco para receber a tão cobiçada estatueta dourada.

Como todos os anos, discursos emocionantes e surpresas entre os vencedores marcam a cerimônia. Porém, em sua 89ª edição, um fato inusitado se destacou na premiação. O prêmio mais esperado da noite, o de melhor filme, foi anunciado incorretamente e corrigido minutos depois, quando a equipe de La La Land: Cantando Estações já estava no palco celebrando. Por conta de um erro entre os envelopes, Warren Beatty e Faye Dunaway, estrelas de Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas, se confundiram e anunciaram o prêmio para o musical de Damien Chazelle. Até que Jordan Horowitz, um dos produtores do longa, recebeu o envelope correto, interrompeu o discurso e anunciou Moonlight: Sob a Luz do Luar como o grande vencedor. “Pessoal, temos um erro. Moonlight é o melhor filme. Isso não é uma piada”, disse. Depois da confusão, Barry Jenkins e sua equipe subiram ao palco, chocados com a situação, e receberam a estatueta dourada. Que mico!

errooscar3Os apresentadores Faye Dunaway e Warren Beatty antes do mico.

errooscar1O produtor Jordan Horowitz entrega o Oscar para Barry Jenkins, diretor de Moonlight.

errooscar2O envelope correto com o vencedor.

Favorita desde o início da temporada de premiações, Viola Davis recebeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante por Um Limite Entre Nós das mãos de Mark Rylance, premiado no ano passado, e fez um discurso emocionante, como de costume: “Tem um lugar onde todos que possuem potencial se reúnem. Um lugar só. E é no túmulo. As pessoas me perguntam o tempo todo: que tipo de histórias você quer contar, Viola? Vocês têm que exumar esses corpos. Eu me tornei uma artista e graças a Deus eu consegui isso porque nós somos a única profissão que celebra o que significa viver uma vida. Então isso é para o August Wilson [autor da peça Fences, que inspirou o filme], que exumou e exaltou as pessoas comuns”.

violaoscarViola: emocionada e emocionante com seu primeiro Oscar.

O cineasta iraniano Asghar Farhadi ganhou seu segundo Oscar neste domingo, mas não marcou presença na cerimônia por ser uma das vítimas do decreto estabelecido pelo atual presidente americano, Donald Trump, que barra a entrada de refugiados e cidadãos estrangeiros de alguns países, a maioria muçulmanos, em território americano. Vencedor na categoria de melhor filme estrangeiro pelo drama O Apartamento, Farhadi mandou seu discurso em uma carta que foi lida pela iraniana Anousheh Ansari, a primeira mulher turista espacial: “Sinto muito não estar aí nesta noite. Minha ausência é pelo respeito que tenho pelas pessoas do meu país e pelas outras nações que foram desrespeitadas pela lei que proíbe a entrada de imigrantes nos Estados Unidos. Dividir o mundo entre nós e os inimigos gera medo e justifica agressão e guerras que impedem o desenvolvimento da democracia. Os cineastas podem usar suas câmeras para mostrar qualidades humanas e romper estereótipos. Eles criam empatia entre nós e os outros; uma empatia que precisamos hoje, mais do que nunca”.

estrangeirooscarAnousheh Ansari lê o discurso de seu conterrâneo na cerimônia.

Casey Affleck era um dos favoritos na categoria de melhor ator, mas, algumas notícias de seu passado sobre acusações de assédio sexual vieram à tona recentemente e o afastaram da estatueta dourada, colocando Denzel Washington no topo da lista. Porém, neste domingo, o ator foi contemplado com o Oscar por sua atuação em Manchester À Beira-Mar: “Denzel foi uma das primeiras pessoas que me ensinaram a atuar e tenho orgulho de estar em sua companhia nesta categoria. Estou aqui por causa de tantas pessoas talentosas que é impossível mencionar todo mundo. Sem esse papel, sem o roteiro e sem a direção, eu não estaria aqui. Estou estupefato. Esse prêmio é muito importante para mim”, disse em seu discurso.

caseyoscarCasey recebe o prêmio das mãos de Brie Larson.

Emma Stone, que foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, em 2015, por Birdman, não era a favorita desta edição até começar a ganhar muitos outros prêmios. Ao ser anunciada por Leonardo DiCaprio como a melhor atriz deste ano, a protagonista de La La Land: Cantando Estações, subiu ao palco emocionada: “As mulheres desta categoria foram tão extraordinárias! É uma grande honra estar com vocês. Um momento como esse acontece por causa de sorte e oportunidade. Então eu quero agradecer ao Damien Chazelle por me deixar fazer parte de um projeto tão especial, que a gente só recebe uma vez na vida. Obrigado por ter fé em mim, por sua paciência e por essa experiência fantástica. Ao Ryan Gosling, obrigada por me fazer rir, sempre me oferecer um padrão mais elevado e ser um parceiro tão legal nessa aventura. Eu ainda tenho que crescer e aprender muito, e esse cara aqui (apontando para a estatueta) é um símbolo muito bonito para me fazer continuar nessa jornada”.

emmaleoEmma Stone e Leonardo DiCaprio no palco.

Um dos momentos mais emocionantes da noite foi protagonizado por Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe, de Estrelas Além do Tempo, que subiram ao palco do Dolby Theatre acompanhadas de Katherine Johnson, cientista espacial, de 98 anos, que teve um importante cargo na NASA durante anos. Juntas, apresentaram o prêmio de melhor documentário, entregue para O.J.: Made in America, filme sobre o julgamento de O.J. Simpson. O diretor Ezra Edelman fez um discurso importante ao receber a estatueta dourada: “Obrigado, Academia por reconhecer esse filme que não é tradicional. Dedico esse prêmio também a outras vítimas de violência e da brutalidade policial, da violência motivada pelo racismo e pela justiça”.

estrelasoscarAs atrizes no palco com Katherine Johnson.

docoscarEzra Edelman e a produtora do documentário, Caroline Waterlow.

Os momentos musicais também se destacaram nesta edição. A premiação começou animada com a participação de Justin Timberlake, que cantou a música Can’t Stop the Feeling, do filme Trolls, indicada a melhor canção original. John Legend emocionou o público ao cantar Audition e City of Stars, ambas de La La Land: Cantando Estações. Além disso, Sting também subiu ao palco e interpretou The Empty Chair, do documentário Jim: The James Foley Story; Auli’i Cravalho e Lin-Manuel Miranda cantaram How Far I’ll Go, de Moana – Um Mar de Aventuras.

justinoscarJustin Timberlake durante sua apresentação.

lalalandmusicaO belíssimo show de John Legend.

Além do mico nos minutos finais da premiação, a cerimônia, apresentada pelo comediante Jimmy Kimmel, teve momentos divertidos, como a presença de turistas anônimos que foram surpreendidos com uma visita ao local da festa com direito a fotos com algumas celebridades.

O Brasil, que neste ano não foi indicado em nenhuma categoria, foi bem representado nesta 89ª edição. Em um vídeo chamado Cinema Around the World, em que personalidades do mundo inteiro comentavam seu filmes preferidos, Lázaro Ramos e Seu Jorge surpreenderam os telespectadores brasileiros com seus depoimentos. Além disso, no momento in memoriam, apresentado pela atriz Jennifer Aniston e pela cantora Sara Bareilles, o cineasta argentino e naturalizado brasileiro, Hector Babenco, indicado ao Oscar de melhor direção, em 1986, por O Beijo da Mulher Aranha, e morto em julho do ano passado, foi lembrado pela Academia.

Clique aqui e confira os vencedores do Oscar 2017.

Fotos: Kevin Winter e Christopher Polk.

Conheça os vencedores do Oscar 2017

por: Cinevitor

moonlightoscarEquipe e elenco de Moonlight no palco: depois da confusão, vencedores!

Foram anunciados neste domingo, 26/02, os vencedores da 89ª edição do Oscar. O musical La La Land: Cantando Estações, de Damien Chazelle, que liderava a lista com 14 indicações, levou seis estatuetas douradas no prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

A grande surpresa da cerimônia aconteceu na entrega do último e mais importante prêmio da noite. Warren Beatty e Faye Dunaway, estrelas de Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas, subiram ao palco para anunciar o vencedor do Oscar de melhor filme. Por conta de uma confusão entre os envelopes, Warren anunciou La La Land: Cantando Estações como o vencedor. Porém, o erro só foi percebido minutos depois quando Jordan Horowitz, um dos produtores do musical, já no palco com a equipe, recebeu o envelope certo que anunciava Moonlight: Sob a Luz do Luar como o grande vencedor.

Confira a lista completa com os vencedores do Oscar 2017:

MELHOR FILME:
Moonlight: Sob a Luz do Luar

MELHOR DIREÇÃO:
Damien Chazelle, por La La Land: Cantando Estações

MELHOR ATRIZ:
Emma Stone, por La La Land: Cantando Estações

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Viola Davis, por Um Limite Entre Nós

MELHOR ATOR:
Casey Affleck, por Manchester À Beira-Mar

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Mahershala Ali, por Moonlight: Sob a Luz do Luar

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
Manchester À Beira-Mar, escrito por Kenneth Lonergan

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
Moonlight: Sob a Luz do Luar, escrito por Barry Jenkins

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
La La Land: Cantando Estações, por Justin Hurwitz

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
City of Stars, de La La Land: Cantando Estações, por Justin Hurwitz, Benj Pasek e Justin Paul

MELHOR ANIMAÇÃO:
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

MELHOR FOTOGRAFIA:
La La Land: Cantando Estações, por Linus Sandgren

MELHOR FIGURINO:
Animais Fantásticos e Onde Habitam, por Colleen Atwood

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
O.J.: Made in America, dirigido por Ezra Edelman

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM:
Os Capacetes Brancos, dirigido por Orlando von Einsiedel

MELHOR EDIÇÃO:
Até o Último Homem, por John Gilbert

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
O Apartamento, de Asghar Farhadi (Irã)

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO:
Esquadrão Suicida, por Alessandro Bertolazzi, Giorgio Gregorini e Christopher Allen Nelson

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:
La La Land: Cantando Estações, por David Wasco e Sandy Reynolds-Wasco

MELHOR CURTA-METRAGEM:
Sing (Mindenki), dirigido por Kristóf Deák

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO:
Piper: Descobrindo o Mundo, dirigido por Alan Barillaro

MELHOR EDIÇÃO DE SOM:
A Chegada, por Joe Walker

MELHOR MIXAGEM DE SOM:
Até o Último Homem, por Kevin O’Connell, Andy Wright, Robert Mackenzie e Peter Grace

MELHORES EFEITOS VISUAIS:
Mogli – O Menino Lobo, por Robert Legato, Adam Valdez, Andrew R. Jones e Dan Lemmon

Clique aqui e confira os melhores momentos do Oscar 2017.

Foto: Mark Ralston.

Conheça os vencedores do 37º Framboesa de Ouro

por: Cinevitor

batmanframboesaHenry Cavill em Batman vs Superman: A Origem da Justiça: quatro prêmios.

Foram anunciados neste sábado, 25/02, os vencedores do 37º Framboesa de Ouro, divertido prêmio que elege os piores da sétima arte. Batman vs Superman: A Origem da Justiça, que concorria em oito categorias, foi premiado quatro vezes.

Os finalistas foram escolhidos por voto popular através do site da premiação, exceto na categoria de melhor combo em cena, na qual foram selecionados pelos usuários do site Rotten Tomatoes; Mel Gibson foi contemplado com o Prêmio Redenção, entregue para aquele ator, atriz ou diretor que conseguiu dar a volta por cima depois de marcar presença constante entre os piores.

Conheça os vencedores do 37º Framboesa de Ouro:

PIOR FILME:
Hillary’s America: The Secret History of the Democratic Party

PIOR DIREÇÃO:
Dinesh D’Souza e Bruce Schooley, por Hillary’s America: The Secret History of the Democratic Party

PIOR ATOR:
Dinesh D’Souza, por Hillary’s America: The Secret History of the Democratic Party

PIOR ATOR COADJUVANTE:
Jesse Eisenberg, por Batman vs Superman: A Origem da Justiça

PIOR ATRIZ:
Becky Turner, por Hillary’s America: The Secret History of the Democratic Party

PIOR ATRIZ COADJUVANTE:
Kristen Wiig, por Zoolander 2

PIOR ROTEIRO:
Batman vs Superman: A Origem da Justiça, escrito por Chris Terrio e David S. Goyer

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA:
Batman vs Superman: A Origem da Justiça

PIOR COMBO EM CENA:
Ben Affleck e Henry Cavill, em Batman vs Superman: A Origem da Justiça

PRÊMIO REDENÇÃO:
Mel Gibson, por Até o Último Homem

Foto: Divulgação.

Moonlight é o grande vencedor do Independent Spirit Awards 2017

por: Cinevitor

moonlightspiritElenco e equipe de Moonlight no palco: cinco prêmios principais e um especial.

Foram anunciados neste sábado, 25/02, os vencedores do 32º Independent Spirit Awards, premiação que elege os melhores filmes independentes do ano. O brasileiro Aquarius, dirigido por Kleber Mendonça Filho, concorria na categoria de melhor filme estrangeiro, mas perdeu para o alemão Toni Erdmann.

O filme A Bruxa, produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, foi premiado em duas categorias: melhor primeiro filme e melhor primeiro roteiro.

Conheça os vencedores do Independent Spirit Awards 2017:

MELHOR FILME:
Moonlight: Sob a Luz do Luar

MELHOR DIREÇÃO:
Barry Jenkins, por Moonlight: Sob a Luz do Luar

MELHOR ROTEIRO:
Moonlight: Sob a Luz do Luar, escrito por Barry Jenkins e Tarell McCraney

MELHOR PRIMEIRO FILME:
A Bruxa, dirigido por Robert Eggers

MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO:
A Bruxa, escrito por Robert Eggers

MELHOR FOTOGRAFIA:
Moonlight: Sob a Luz do Luar, por James Laxton

MELHOR EDIÇÃO:
Moonlight: Sob a Luz do Luar, por Joi McMillon e Nat Sanders

PRÊMIO JOHN CASSAVETES:
Spa Night

MELHOR ATRIZ:
Isabelle Huppert, por Elle

MELHOR ATOR:
Casey Affleck, por Manchester À Beira-Mar

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Molly Shannon, por Other People

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Ben Foster, por A Qualquer Custo

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
O.J.: Made in America, dirigido por Ezra Edelman

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Toni Erdmann, dirigido por Maren Ade (Alemanha/Romênia)

PRÊMIO ROBERT ALTMAN (MELHOR ELENCO):
Moonlight: Sob a Luz do Luar

Foto: Kevork Djansezian.

CINEVITOR #205: Entrevistas com elenco e diretor de Internet – O Filme

por: Cinevitor

gustadiretorGusta Stockler e o diretor nos bastidores.

Dirigido por Filippo Capuzzi Lapietra, Internet – O Filme, que já está em cartaz nos cinemas, brinca com o universo das redes sociais e tem como protagonistas algumas das maiores estrelas da internet brasileira. A partir de um encontro em uma convenção de youtubers, os personagens vivenciam momentos de descobertas, ira, equívocos, raiva, inveja e confusões em busca pela fama.

Para falar mais sobre o filme, batemos um papo com o diretor, com Rafinha Bastos, que além de atuar, também assina como roteirista e produtor, e com alguns integrantes do elenco: Pathy dos Reis, Gusta Stockler, Gabi Lopes, Victor Meyniel e Cauê Moura.

Aperte o play e divirta-se:

Foto: Divulgação.

Elle é eleito o melhor filme no César 2017, o Oscar francês

por: Cinevitor

isabellecesarPremiada: Isabelle Huppert vence como melhor atriz.

A Academia de Artes e Técnicas do Cinema (l’Académie des Arts et Techniques du Cinéma) anunciou nesta sexta-feira, 24/02, os vencedores do prêmio César 2017, conhecido como o Oscar francês. Elle, de Paul Verhoeven, que liderava com onze indicações, foi eleito o melhor filme.

Nesta 42ª edição, o Brasil estava representado por Aquarius, de Kleber Mendonça Filho na categoria de melhor filme estrangeiro, mas perdeu para o britânico Eu, Daniel Blake, de Ken Loach.

Conheça os vencedores do César 2017:

MELHOR FILME:
Elle, dirigido por Paul Verhoeven

MELHOR DIREÇÃO:
Xavier Dolan, por É Apenas o Fim do Mundo

MELHOR ATRIZ:
Isabelle Huppert, por Elle

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Déborah Lukumuena, por Divinas

MELHOR ATOR:
Gaspard Ulliel, por É Apenas o Fim do Mundo

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
James Thierrée, por Chocolate

ATRIZ REVELAÇÃO:
Oulaya Amamra, por Divinas

ATOR REVELAÇÃO:
Niels Schneider, por Diamant noir

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
O Efeito Aquático, escrito por Sólveig Anspach e Jean-Luc Gaget

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
Minha Vida de Abobrinha, escrito por Céline Sciamma

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
Dans les forêts de Sibérie, por Ibrahim Maalouf 

MELHOR SOM:
L’odyssée, por Marc Engels, Fred Demolder, Sylvain Réty e Jean-Paul Hurier

MELHOR FOTOGRAFIA:
Frantz, por Pascal Marti

MELHOR EDIÇÃO:
É Apenas o Fim do Mundo, por Xavier Dolan

MELHOR FIGURINO:
La danseuse, por Anaïs Romand

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:
Chocolate, por Jérémie D. Lignol

MELHOR CURTA-METRAGEM (empate):
Maman(s), dirigido por Maïmouna Doucouré e Vers la tendresse, dirigido por Alice Diop

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
Minha Vida de Abobrinha, dirigido por Claude Barras

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO | CURTA-METRAGEM:
Celui qui a deux âmes, dirigido por Fabrice Luang-Vija

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Merci patron!, dirigido por François Ruffin

MELHOR FILME DE ESTREIA:
Divinas, dirigido por Houda Benyamina

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Eu, Daniel Blake, dirigido por Ken Loach (Reino Unido/França/Bélgica)

Foto: Divulgação/AFP.

Já Não Me Sinto em Casa Nesse Mundo

por: Cinevitor

naosintocasaposterI Don’t Feel at Home in This World Anymore

Diretor: Macon Blair

Elenco: Melanie Lynskey, Elijah Wood, Lee Eddy, Gary Anthony Williams, Christine Woods, Robert Longstreet, Jason Manuel Olazabal, Devon Graye, Jane Levy, Myron Natwick, David Yow, Michelle Moreno, Matt Orduna, Chris Doubek, Marilyn Faith Hickey, Jared Roylance, Macon Blair, Cristy Miles, Wrick Jones, Jeb Berrier, Sharae Foxie, Xander Williams, Kale Willis, Lana Dieterich, Maxwell Hamilton, J.J. Green, Taylor Tunes, Kayla Dixon, Audrey Walker, Chris Sharp, Robin Blair, Buck Eddy-Blair, Jose Seid, William Sydnor Blair, Derek Mears, Jana Lee Hamblin, Dana Millican, Ray Buckley, Lenka Becvar, Dagoberto Rodríguez.

Ano: 2017

Sinopse: A vida de uma tímida auxiliar de enfermagem ganha novo propósito quando ela e um vizinho resolvem encontrar os ladrões que roubaram a casa dela.

Crítica do CINEVITOR: O Festival de Sundance é conhecido como um dos eventos mais importantes dedicados ao cinema independente. Muitos dos filmes exibidos por lá ganham destaque mundo afora e chegam às grandes premiações. Neste ano, o vencedor do Grande Prêmio do Júri da Competição Americana, Já Não Me Sinto em Casa Nesse Mundo, chegou à Netflix um mês depois de sua exibição no festival. Primeiro filme de Macon Blair como diretor, a história acompanha Ruth (Melanie Lynskey), uma tímida auxiliar de enfermagem, que vê um novo propósito em sua vida entediante quando resolve encontrar, com a ajuda de Tony (Elijah Wood), seu vizinho, os ladrões que roubaram sua casa. Classificada como uma comédia dramática, é possível encontrar outros gêneros em sua narrativa. Quando o cotidiano monótono de sua protagonista vira de cabeça para baixo, embarcamos em uma trama policial que rende momentos investigativos com toques de violência e humor ácido. Ao longo de seus 93 minutos, nos deparamos com situações imprevisíveis e um elenco entrosado: Melanie Lynskey e Elijah Wood formam uma dupla improvável que funciona muito bem em cena. As manias, as esquisitices e até mesmo a solidão de seus personagens combinam com a proposta do diretor, que conduz com segurança sua ideia. Já Não Me Sinto em Casa Nesse Mundo não é um filme comum e pode dividir opiniões ao apresentar algo inesperado, e até mesmo excêntrico aos espectadores. (Vitor Búrigo)

*Crítica publicada na edição 91 (abril/2017) da Revista Preview.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Nas Estradas do Nepal

por: Cinevitor

estradasnepalKalo Pothi

Diretor: Min Bahadur Bham

Elenco: Khadka Raj Nepali, Sukra Raj Rokaya, Jit Bahadur Malla, Hansha Khadka, Benisha Hamal.

Ano: 2015

Sinopse: Prakash e Kiran vivem no Nepal, durante a Guerra Civil de 2001. Embora pertençam a castas diferentes, os garotos tornam-se amigos próximos, e decidem ganhar dinheiro com as vendas dos ovos de uma galinha. Quando o animal some, eles partem em uma jornada para recuperá-lo. Mas, Prakash e Kiran não percebem os riscos que correm no instável período de trégua na guerra.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Moonlight: Sob a Luz do Luar

por: Cinevitor

moonlightposter1Moonlight

Diretor: Barry Jenkins

Elenco: Alex R. Hibbert, Ashton Sanders, Trevante Rhodes, Mahershala Ali, Naomie Harris, Janelle Monáe, André Holland, Duan Sanderson, Jharrel Jerome, Stephon Bron, Shariff Earp, Jaden Piner, Rudi Goblen, Edson Jean, Patrick Decile, Herman ‘Caheej’ McCloun, Kamal Ani-Bellow, Keomi Givens, Eddie Blanchard, Herveline Moncion, Fransley Hyppolite, Jesus Mitchell, Larry Anderson, Tanisha Cidel, Don Seward, Justin Ebenhack.

Ano: 2016

Sinopse: Black é um jovem que trilha uma jornada de autoconhecimento, enquanto tenta escapar do caminho fácil da criminalidade e do mundo das drogas de Miami. Encontrando amor em locais surpreendentes, ele sonha com um futuro maravilhoso.

Crítica do CINEVITOR: Sucesso na temporada de premiações, Moonlight: Sob a Luz do Luar chega aos cinemas brasileiros com força total para conquistar seu público. Apontado como o maior adversário de La La Land: Cantando Estações na corrida pela estatueta dourada mais cobiçada da sétima arte, o filme tem potencial para se consagrar como o grande vencedor do Oscar e fechar com chave de ouro sua trajetória já premiada. Dirigido brilhantemente por Barry Jenkins, que também assina o roteiro, esse drama atual retrata a vida de um rapaz afro-americano em três momentos de sua vida: a infância, a adolescência e a vida adulta, cercado por uma sociedade tomada pelo crime e pelas drogas. Três ótimos atores se revezam no papel: Alex Hibbert é a criança perdida sem base familiar; Ashton Sanders é o adolescente que sofre bullying e se arrisca em descobertas pessoais; Trevante Rhodes é o adulto com personalidade formada que omite para si mesmo um passado marcante. Em um ambiente hostil, Jenkins mergulha com sensibilidade no universo particular desse rapaz, que carrega sentimentos variados, e apresenta uma narrativa comovente com um importante impacto social. Moonlight fala de preconceitos, mas vai além disso, pois desbrava um território delicado com veracidade. Na trama, acompanhamos o crescimento do protagonista à medida que sua vida toma rumos desconcertantes e de como seus receios e suas angústias interferem na evolução de seu caráter. Com uma fotografia deslumbrante e uma trilha sonora vibrante, que aliás conta com uma música de Caetano Veloso, o filme ganha ainda mais importância por tratar, sem clichês, temas sociais que precisam ser discutidos em obras como esta com a finalidade de apresentar ao espectador um mundo real que ultrapassa a ficção. Sob o olhar profundo e cuidadoso do diretor, observamos na história de seu protagonista os questionamentos sobre sua sexualidade, a difícil relação com a mãe viciada, a falta de afeto fraternal suprida pela proximidade com um estranho, a carência emocional, a convivência preconceituosa entre membros da própria sociedade, as dificuldades financeiras e a domesticidade violenta que o cerca. Toda essa carga emotiva é descarregada de maneira compassiva, mas também humana, sem esconder a dor de uma realidade áspera. Moonlight é importante porque embaralha os sentimentos de seus personagens em um quebra-cabeça que se monta aos poucos e chega para um grande público com um apelo social indispensável em formato de poesia visual. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

A Grande Muralha

por: Cinevitor

grandemuralhaposterThe Great Wall

Diretor: Yimou Zhang

Elenco: Matt Damon, Tian Jing, Willem Dafoe, Andy Lau, Pedro Pascal, Hanyu Zhang, Lu Han, Kenny Lin, Eddie Peng, Xuan Huang, Ryan Zheng, Karry Wang, Cheney Chen, Pilou Asbæk, Numan Acar, Johnny Cicco, Vicky Yu, Bing Liu.

Ano: 2017

Sinopse: Um grupo de mercenários europeus está na China em busca do pó negro. Logo, eles se deparam com o início das construções da Grande Muralha, a estrutura mais icônica do mundo. Acompanhados por uma força de elite, terão que enfrentar monstruosas criaturas para salvar a humanidade.

Nota do CINEVITOR:

nota-2,5-estrelas

Bugigangue no Espaço

por: Cinevitor

bugigangueposterDiretor: Ale McHaddo

Elenco: Danilo Gentili, Maisa Silva, Rogerio Morgado, Guilherme Briggs, Luiz Carlos Persy.

Ano: 2017

Sinopse: Enquanto Gustavinho, Fefa e os demais integrantes do clube Bugigangue estão preocupados com os trabalhos da escola, nem imaginam que em um ponto distante da galáxia o vilão Gana Golber tomou o poder da Confederação dos Planetas, ameaçando a paz do universo. Expulsos da Confederação, sete Invas, alienígenas atrapalhados e ingênuos, conseguem escapar ao cerco de Gana, mas na fuga sua nave é danificada e cai na Terra. Logo os Invas fazem amizade com as crianças do clube, consertam a nave e embarcam juntos numa aventura intergaláctica para restaurar a paz do universo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

A Lei da Noite

por: Cinevitor

aleidanoiteposterLive by Night

Diretor: Ben Affleck

Elenco: Ben Affleck, Elle Fanning, Brendan Gleeson, Robert Glenister, Chris Messina, Sienna Miller, Zoe Saldana, Chris Cooper, Remo Girone, Matthew Maher, Miguel J. Pimentel, Titus Welliver, Max Casella, Christian Clemenson, J.D. Evermore, Clark Gregg, Anthony Michael Hall, Chris Sullivan, B.C. Halifax, Derek Mears, Danny Kitz, Bruce-Robert Serafin, Massi Furlan, Lewis D. Wheeler, Michael Mantell, Tom Virtue, Giuseppe Losavio, Peter Arpesella, Zak Lee, Ric Sarabia, Derrick Dover, Gianfranco Terrin, Peter Sabri, Andrew Bongiorno, Michael Chieffo, Austin Swift, Anthony Palermo, David Fierro, Gabriel L. Silva.

Ano: 2016

Sinopse: O que você coloca nesse mundo sempre voltará para você, mas nunca como prevê. Aceitar conselhos paternais não é da natureza de Joe Coughlin. Em vez disso, o veterano da Primeira Guerra Mundial é um autoproclamado e convicto fora da lei, apesar de ser o filho do Superintendente da Polícia de Boston. Mas Joe não é de todo ruim; na verdade, ele não é mau o suficiente para a vida que escolheu. Ao contrário dos gângsteres com os quais se recusa a trabalhar, Joe tem um senso de justiça e um coração aberto, e ambos trabalham contra ele, deixando-o vulnerável muitas vezes nos negócios e no amor. Impulsionado pela necessidade de fazer justiça pelos erros cometidos contra ele e pessoas a sua volta, Joe segue um caminho arriscado, que vai contra a sua criação e seu próprio código moral. Deixando o inverno frio de Boston para trás, ele e sua imprudente equipe fazem a temperatura subir em Tampa. E, mesmo tendo a vingança um gosto mais doce que o melaço presente em cada gota do rum ilegal contrabandeado por ele, Joe vai aprender que isso tem um preço.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas