Camila Pitanga é Silene Seagal: de volta aos cinemas
A partir do dia 29 de maio, o público poderá revisitar nas telonas duas obras essenciais do cinema brasileiro: o curta-metragem Ilha das Flores e o longa Saneamento Básico, o Filme, ambos dirigidos por Jorge Furtado e produzidos pela Casa de Cinema de Porto Alegre, em cópias digitais restauradas em 4K pela Sessão Vitrine Petrobras.
A iniciativa, que conta com a coordenação da preservadora audiovisual e restauradora Débora Butruce, visa resgatar e valorizar o patrimônio audiovisual do país, permitindo que novas gerações tenham acesso a filmes fundamentais da nossa cinematografia no formato original para o qual foram concebidos: o cinema.
Com uma carreira marcada por criatividade narrativa, ironia mordaz e olhar atento às contradições sociais brasileiras, o gaúcho Jorge Furtado, de O Homem que Copiava, Meu Tio Matou um Cara e Rasga Coração, é um dos diretores e roteiristas mais respeitados do país. Fundador da Casa de Cinema de Porto Alegre, criou uma linguagem própria, capaz de transitar entre o documentário, a ficção e a comédia, sempre com inteligência e engajamento.
Seu curta-metragem Ilha das Flores, lançado em 1989, se tornou um dos filmes mais estudados e aclamados da história do cinema brasileiro. Com narração acelerada e montagem fragmentada, a obra denuncia com humor ácido as desigualdades sociais e os absurdos do sistema de consumo. Vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim, em 1990, é até hoje uma referência em escolas, universidades e mostras de cinema ao redor do mundo: “O Ilha das Flores surgiu da pergunta que eu me fiz de como conseguimos chegar a ser o país mais desigual do planeta. Como é possível que o Brasil, um país rico, uma natureza exuberante e que nos dá tudo, energia, terra, alimento, enfim, chegou a ser o país mais desigual do planeta, onde muitos têm pouco e poucos têm muito. E como chegamos a esse ponto?”, disse o diretor sobre a origem do curta-metragem.
Já Saneamento Básico, o Filme, lançado em 2007, revela a veia cômica de Furtado em sua forma mais popular e acessível, sem abrir mão da crítica social. O roteiro, também assinado por ele, acompanha os moradores de uma pequena vila de colonização italiana no sul do Brasil que, diante da falta de recursos para construir uma fossa séptica, decidem produzir um filme de ficção para captar uma verba pública destinada à produção audiovisual. A sátira é certeira, e expõe com leveza e sagacidade as burocracias e disparates da gestão pública no Brasil.
No centro da trama está Fernanda Torres, em uma de suas atuações mais carismáticas e emblemáticas. Intérprete da protagonista Marina, a professora que lidera o projeto do filme-fossa, Fernanda equilibra doçura, determinação e humor com enorme precisão. Reconhecida como uma das grandes atrizes brasileiras, Torres venceu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes por Eu Sei que Vou te Amar, em 1986, e recentemente foi consagrada no Globo de Ouro e indicada ao Oscar por sua performance em Ainda Estou Aqui, marcando um momento histórico para o cinema nacional.
Em Saneamento Básico, o Filme, Fernanda Torres reafirma sua versatilidade, transitando com naturalidade entre a crítica social e o humor popular com um carisma irresistível. Ao seu lado, estão Wagner Moura, recentemente premiado como melhor ator no Festival de Cannes por O Agente Secreto, como o marido prático e bem-humorado Joaquim, e Camila Pitanga, como a amiga ambiciosa e deslumbrada Silene. O elenco ainda conta com Lázaro Ramos, Bruno Garcia, Janaína Kremer, Zéu Britto, Lucio Mauro Filho, Tonico Pereira e o saudoso Paulo José.
A exibição destes dois filmes nos cinemas representa uma oportunidade única para o público redescobrir e apreciar essas obras na janela para a qual foram originalmente concebidas. Além de permitir que novos espectadores entrem em contato com a genialidade de Jorge Furtado, o relançamento reforça a relevância de temas abordados nas produções, que seguem atuais e necessários.
Para falar mais sobre Saneamento Básico, o Filme, conversamos com o diretor Jorge Furtado e com a atriz Camila Pitanga, que interpreta a inesquecível Silene Seagal. No bate-papo, falaram sobre essa ocasião especial do relançamento dos dois filmes em um momento importante para o cinema brasileiro, relembraram histórias de bastidores e memórias das filmagens, entrosamento do elenco e expectativa para as exibições.
Heitor Lorega e Murilo Hauser: roteiristas premiados por Ainda Estou Aqui
O Prêmio ABRA de Roteiro é produzido pela ABRA, Associação Brasileira de Autores Roteiristas, e tem a finalidade de valorizar os autores-roteiristas e ressaltar a importância do roteiro na cadeia de produção da indústria audiovisual do país.
A votação que determina indicados e vencedores é realizada pelas próprias pessoas associadas da ABRA em dois turnos; podem concorrer ao prêmio as produções cujos roteiros são de autoria ou coautoria de roteiristas brasileiros, associados à ABRA ou não.
Neste ano, em que a ABRA celebra 25 anos de luta dos autores-roteiristas, a escolha dos vencedores foi anunciada no dia 27 de maio dentro da programação do Rio2C. Nesta oitava edição da premiação, com o tema 25 anos da União dos Roteiristas, Doc Comparato foi o grande homenageado. Roteirista, dramaturgo, ator, escritor, script doctor, professor e autor de livros icônicos sobre a arte de escrever roteiro, Comparato é uma referência nacional e internacional. Escreveu tanto para cinema quanto para televisão e ganhou inúmeros prêmios.
A ABRA é fruto da fusão da ARTV, Associação Brasileira de Roteiristas Profissionais de Televisão e Outros Veículos de Comunicação, com a AC, Autores de Cinema. Esta junção de forças se deu em 2016, quando o mercado audiovisual vivia um boom por conta da lei da TV paga, o aumento de investimentos do setor público e a chegada das plataformas digitais. Hoje, o mercado encontra novos desafios, como a regulação do VOD. A ABRA, hoje, já soma mais de mil roteiristas, sendo a instância legítima de representação da profissão de autor-roteirista no Brasil.
Confira a lista completa com os vencedores do 8º Prêmio ABRA de Roteiro:
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Malu, escrito por Pedro Freire
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Ainda Estou Aqui, escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega
MELHOR ROTEIRO | DOCUMENTÁRIO Salão de Baile: This Is Ballroom, escrito por Vitã, Juru e Peterkino
MELHOR ROTEIRO | CURTA-METRAGEM A Menina e o Pote, escrito por Valentina Homem, Francy Baniwa, Nara Normande, Tati Bond e Eva Randolph
MELHOR ROTEIRO DE COMÉDIA | PRÊMIO PAULO GUSTAVO Câncer com Ascendente em Virgem, escrito por Martha Mendonça, Pedro Reinato, Suzana Pires, Rosane Svartman e Elisa Besa
MELHOR ROTEIRO | ANIMAÇÃO Arca de Noé, escrito por Sérgio Machado
MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE | DRAMA Os Quatro da Candelária, escrito por Renata Di Carmo, Luh Maza, João Ademir, Luis Lomenha, Dodô Azevedo e Igor Verde
MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE | COMÉDIA Encantado’s, escrito por Renata Andrade, Thais Pontes, Hela Santana, Antonio Prata e Chico Mattoso
MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE | DOCUMENTÁRIO O Ninho: Futebol e Tragédia, escrito por Luana Rocha, Muriel Alves, Ligia Carriel e Arthur Warren
MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE | ANIMAÇÃO Irmão do Jorel (5ª temporada), escrito por Juliano Enrico, Lucas Pelegrineti, André Dahmer, Arnaldo Branco, Daniel Furlan, Felipe Berlinck, Juliano Enrico, Leo Brasil, Nigel Goodman, Raul Chequer, Valentina Castello Branco, Allan Matias, Allan Sieber, Cynthia Bonacossa, Emily Hozokawa, Lara Guilhermina, Luiz Tadeu Teixeira, Elena Altheman e Mariana Reis
MELHOR ROTEIRO | INFANTIL Turma da Mônica: Origens, escrito por Marina Maria Iorio, Daniel Rezende, Fernanda De Capua, Yann Rodrigues, Verônica Honorato e Rose Caetano
MELHOR ROTEIRO | TELENOVELA Garota do Momento, escrito por Alessandra Poggi, Aline Garbati, Adriana Chevalier, Mariani Ferreira, Pedro Alvarenga e Rita Lemgruber
MELHOR ROTEIRO | REALITY Casamento às Cegas, escrito por Camila Cruz, Fabio Cruañes, Priscila Nicolielo Mengozzi, Thais Vila Nova Gomes, Ana Ono, Daniella Fernandes, Felipe Caetano, Jessica Siqueira, Ligya Angheben, Mayara Barros, Patrícia Sá, Raquel Cubarenco, Rebecca Araújo e Renan Teixeira
MELHOR ROTEIRO | VARIEDADES Avisa Lá que Eu Vou, escrito por Luiza Yabrudi, Thales Felipe e Daniela Ocampo
PRÊMIO ABRAÇO | EXCELÊNCIA EM ROTEIRO Eli Ramos
PRÊMIO ROTEIRISTA DO ANO | PRÊMIO PARADISO Murilo Hauser e Heitor Lorega
Um dos maiores nomes da cultura brasileira, Ney Matogrosso será homenageado na 32ª edição do Festival de Cinema de Vitória, que acontecerá entre os dias 19 e 24 de julho, no Espírito Santo.
Um dos ícones da música produzida no Brasil, o artista tem uma trajetória expressiva como ator no cinema brasileiro, além de ter se destacado também como diretor de espetáculos musicais e de teatro. Como parte da homenagem, Ney receberá o Troféu Vitória e o Caderno do Homenageado, publicação biográfica inédita, que trata da sua vida e trajetória profissional.
O ano de 2025 marca os 50 anos de carreira solo de Ney Matogrosso. Cantor, compositor, dançarino, ator, iluminador e diretor, o artista conquistou o Brasil no ano de 1973 com o Secos & Molhados, grupo musical que ganhou as paradas musicais com sucessos como Sangue Latino e Rosa de Hiroshima. O cantor estreou na carreira solo com o álbum Água do Céu – Pássaro (1975) e desde então lançou uma série de discos que o colocam como um dos artistas mais arrojados do Brasil e dono de canções que fazem parte do imaginário dos brasileiros como Seu Tipo, Tanto Amar, Bandido Corazón (presente de Rita Lee para Ney), Pro Dia Nascer Feliz (ele foi o primeiro artista a gravar uma canção de Cazuza) e o forró Homem com H, gênero musical até então inédito no repertório do artista, que se tornou um de seus grandes sucessos e deu nome ao longa-metragem lançado em maio de 2025.
Conhecido por sua excelência profissional e dono de um raro registro vocal, Ney Matogrosso tem uma carreira que extrapola a música. Desde o final da década de 1980, quando estreou como ator no clássico Sonho de Valsa (1987), da diretora Ana Carolina, ele já esteve em quase 20 filmes, entre curtas e longas-metragens.
Sua carreira no audiovisual se destaca por trabalhos experimentais e associados ao cinema autoral brasileiro, em filmes como Sol Alegria (2018), de Tavinho Teixeira; Primeiro Dia de um Ano Qualquer (2013), de Domingos de Oliveira; e Gosto de Fel (2012), de Beto Besant. Um dos trabalhos mais delicados do ator é no filme Depois de Tudo (2008), de Rafael Saar. Ao lado do ator Nildo Parente, ele interpreta um dos integrantes de um casal que mantém sua sexualidade em sigilo.
Ney Matogrosso e Esmir Filho nos bastidores de Homem com H
Outro papel de destaque na carreira de Ney Matogrosso foi em Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha (2010), de Helena Ignez, continuação do clássico O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla, em que Ney interpreta o personagem-título. A partir deste trabalho, ele cria uma parceria com a diretora e esteve presente em vários de seus filmes lançados posteriormente, como Poder dos Afetos (2013), Ralé (2015) e A Alegria é a Prova dos Nove (2023).
Recentemente, sua vida foi narrada nas telonas na cinebiografia Homem com H, dirigida por Esmir Filho e protagonizada por Jesuíta Barbosa. O longa, que segue em cartaz nos cinemas, já alcançou mais de 500 mil espectadores.
Ney também tem incursões nos palcos como diretor teatral. Na década de 1980, dirigiu Estrela de Cinco Pontas, com o Grupo Hombu e a cantora e atriz Bia Bedran. Em 1999, dividiu com Cininha de Paula, a direção do musical Somos Irmãs, sobre a vida das cantoras Linda e Dircinha Batista, interpretadas pelas atrizes Suely Franco e Nicette Bruno. Em 2010, ele retornou aos palcos para dirigir o amigo Marcus Alvisi, no solo Dentro da Noite, adaptação de dois contos do escritor João do Rio.
Além do teatro, ele também foi iluminador e diretor de alguns espetáculos musicais. Na década de 1980, dirigiu dois shows emblemáticos para a cultura pop brasileira. Em 1986, Ney era o homem por trás da produção de Rádio Pirata, do RPM, espetáculo que lotou estádios e gerou um disco ao vivo homônimo, que vendeu três milhões de cópias e transformou a banda em um dos maiores sucessos do pop rock no Brasil. Em 1988, Ney foi o responsável pelo show Ideologia, de Cazuza, que gerou o álbum ao vivo O Tempo Não Para (1999), trabalho derradeiro do artista carioca nos palcos.
Além de Ney Matogrosso, o Festival de Vitória também honrará Verônica Gomes como a homenageada capixaba. A atriz, diretora, produtora e ativista é uma das figuras mais emblemáticas da produção cultural no Espírito Santo, tem uma trajetória expressiva nos palcos e, nos últimos anos, mantém uma relação de proximidade com o audiovisual, além de ser uma presença de destaque na militância cultural capixaba.
O 32º Festival de Cinema de Vitória apresentará a safra atual e inédita do audiovisual brasileiro. Além das exibições nas mostras competitivas, o evento contará com sessões especiais, debates, formações e homenagens que transformarão a cidade de Vitória na capital do cinema. Toda programação é gratuita.
Fotos: Lucas Landau/Acervo Galpão IBCA/Divulgação/Paris Filmes.
Kleber Mendonça Filho no Festival de Cannes: dois prêmios para O Agente Secreto
Foram anunciados neste sábado, 24/05, os vencedores da 78ª edição do Festival de Cannes, que este ano contou com a atriz francesa Juliette Binoche na presidência do júri. Halle Berry, Payal Kapadia, Alba Rohrwacher, Leïla Slimani, Dieudo Hamadi, Hong Sang-soo, Carlos Reygadas e Jeremy Strong completavam o time responsável por avaliar e premiar os filmes da Competição.
Neste ano, o iraniano Un simple accident, dirigido por Jafar Panahi, recebeu a Palma de Ouro, prêmio máximo do evento. Ovacionado pelo público, o diretor fez seu discurso: “O mais importante é o nosso país e a liberdade do nosso país. Vamos unir forças. Vamos chegar a este momento, juntos, em que ninguém ousar nos dizer que tipo de roupa devemos usar, o que devemos ou não fazer. O cinema é uma sociedade. Ninguém tem o direito de dizer o que devemos ou não fazer. Vamos continuar a ter esperança”. Em 2010, Panahi foi condenado a seis anos de prisão e proibido de filmar ou sair do Irã por 20 anos sob a acusação de fazer propaganda contra o governo iraniano.
O cinema brasileiro se destacou nesta 78ª edição com dois prêmios para O Agente Secreto: melhor ator para Wagner Moura e melhor direção para Kleber Mendonça Filho. Em seu primeiro discurso, recebeu o prêmio por Wagner: “Eu tive o privilégio e a sorte de ter a oportunidade de trabalhar com Wagner Moura. Ele não é apenas um ator excepcional, mas também um ser humano diferente. Eu amo ele. Espero que esse reconhecimento lhe traga muitas coisas boas. Obrigado ao júri, obrigado à Juliette Binoche que presidiu o júri. Obrigado por este reconhecimento”. Wagner apresentou o filme no domingo passado, mas teve que deixar Cannes para concluir as filmagens do longa 11817, do cineasta francês Louis Leterrier.
No palco pela segunda vez, Kleber agradeceu ao prêmio de melhor direção: “Eu estava tomando champanhe. Meu país Brasil é um país cheio de beleza e de poesia. Estou muito orgulhoso de estar aqui, nesta noite, recebendo esse prêmio. Estou muito feliz. O Festival de Cinema de Cannes é a catedral do cinema neste planeta. Muito obrigado aos meus produtores; queríamos que este filme fosse lançado nos cinemas. Foi o cinema que forjou o caráter deste filme. Eu queria mandar um abraço para todo mundo que tá vendo no Brasil, especialmente no Recife, Pernambuco, Brasil”.
Nesta noite histórica para o cinema nacional, Wagner Moura se torna o primeiro brasileiro a vencer na categoria de melhor interpretação masculina. Já na categoria de melhor direção, Kleber é o segundo cineasta brasileiro a vencer; o primeiro foi Glauber Rocha, em 1969, com O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro. Vale lembrar que a única vez que o Brasil ganhou a Palma de Ouro foi em 1962 com O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte.
O Agente Secreto é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venâncio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes, Robson Andrade e Tânia Maria.
As filmagens ocorreram em junho, julho e agosto de 2024 no Recife, Brasília e em São Paulo. Com produção de Emilie Lesclaux, o trabalho de montagem foi realizado durante oito meses por Eduardo Serrano e Matheus Farias. A direção de arte é de Thales Junqueira; o figurino é assinado por Rita Azevedo. A direção de fotografia é de Evgenia Alexandrova.
O Agente Secreto é o quinto filme de Kleber Mendonça Filho no Festival de Cannes. Há 20 anos, em maio de 2005, o curta-metragem Vinil Verde foi selecionado para a mostra paralela Quinzena dos Realizadores, atualmente chamada Quinzena de Cineastas. Naquela época, Kleber ainda frequentava Cannes mais como crítico de cinema do que cineasta. Kleber teve mais quatro filmes em Cannes: estreou na competição em 2016 com o longa-metragem Aquarius, voltou à competição em 2019 com Bacurau, codirigido por Juliano Dornelles, e há dois anos apresentou Retratos Fantasmas em Sessão Especial.
Além disso, o longa brasileiro também recebeu o Prêmio FIPRESCI, realizado pela Federação Internacional de Críticos de Cinema, de melhor filme da Competição; e também o Prix des Cinémas Art et Essai, entregue pelos exibidores independentes da França da AFCAE, Association Française des Cinémas d’Art et d’Essai. A última vez que o Prêmio FIPRESCI e a Palma de Ouro coincidiram foi em 2014 com Winter Sleep, de Nuri Bilge Ceylan.
Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Cannes 2025:
COMPETIÇÃO
PALMA DE OURO Un simple accident, de Jafar Panahi (Irã)
GRAND PRIX Sentimental Value (Affeksjonsverdi), de Joachim Trier (Noruega/Alemanha/Dinamarca/França/Suécia)
PRÊMIO DO JÚRI Sirat, de Oliver Laxe (França/Espanha) Sound of Falling, de Mascha Schilinski (Alemanha)
MELHOR DIREÇÃO Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto
MELHOR ROTEIRO Jeunes mères, escrito por Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
MELHOR ATRIZ Nadia Melliti, por La Petite Dernière
MELHOR ATOR Wagner Moura, por O Agente Secreto
PRÊMIO ESPECIAL Resurrection (Kuang ye shi dai), de Bi Gan (China/França)
PALMA DE OURO | CURTA-METRAGEM I’m Glad You’re Dead Now, de Tawfeek Barhom (Palestina/França/Grécia)
MENÇÃO ESPECIAL | CURTA-METRAGEM Ali, de Adnan Al Rajeev (Bangladesh)
OUTROS PRÊMIOS
CÂMERA DE OURO | Caméra d’Or The President’s Cake (Mamlaket al-Qasab), de Hasan Hadi (Iraque) Menção Especial: My Father’s Shadow, de Akinola Davies Jr. (Reino Unido)
PRÊMIOS FIPRESCI | Federação Internacional de Críticos de Cinema Competição Oficial: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil) Un Certain Regard: Urchin, de Harris Dickinson (Reino Unido) Semana da Crítica/Quinzena de Cineastas: Planètes, de Momoko Seto (França/Bélgica)
L’Œil d’or (Olho de Ouro) | MELHOR DOCUMENTÁRIO Melhor Filme: Imago, de Déni Oumar Pitsaev (França/Bélgica) Prêmio Especial do Júri: The Six Billion Dollar Man, de Eugene Jarecki (EUA)
QUEER PALM Melhor longa-metragem: La Petite Dernière, de Hafsia Herzi (França/Alemanha) Melhor curta-metragem: கத்து! (Bleat!), de Ananth Subramaniam (Malásia/Filipinas/França)
PALM DOG Panda, em Ástin sem eftir er, de Hlynur Pálmason (Islândia)
*Clique aqui e conheça os vencedores da mostra Un Certain Regard e La Cinef
*Clique aqui e conheça os vencedores da Quinzena de Cineastas
*Clique aqui e conheça os vencedores da Semana da Crítica
Cleo Diára: melhor atriz pelo filme O Riso e a Faca
Foram anunciados nesta sexta-feira, 23/05, os vencedores da mostra Un Certain Regard, também conhecida como Um Certo Olhar, que coloca em evidência filmes artísticos e artisticamente ousados dirigidos por novos cineastas, porém mais atípicos aos que disputam a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Neste ano, o chileno La misteriosa mirada del flamenco, de Diego Céspedes, foi o grande vencedor do prêmio principal. O longa se passa em 1982 quando uma doença desconhecida começa a se espalhar em uma pequena cidade mineira no deserto chileno, na qual homens gays são acusados de transmiti-la pelos olhos. Lidia, de 12 anos, a única menina da comunidade, parte em busca da verdade.
Entre as atuações, a cabo-verdiana Cleo Diára levou o prêmio de melhor atriz por O Riso e a Faca, do cineasta português Pedro Pinho, uma coprodução entre Portugal e Brasil. Batizado a partir de uma música homônima do músico cantor e compositor baiano Tom Zé, o filme foi rodado na Guiné-Bissau e no deserto da Mauritânia entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2024 e é coproduzido pela brasileira Bubbles Project, com distribuição no Brasil da Vitrine Filmes.
Neste ano, o júri da Un Certain Regard foi presidido pela diretora de fotografia britânica Molly Manning Walker e contou também com: Louise Courvoisier, cineasta francesa; Vanja Kaludjercic, diretora do Festival de Roterdã; o diretor italiano Roberto Minervini; e o ator argentino Nahuel Pérez Biscayart.
Além disso, na quinta-feira, 22/05, também foram revelados os vencedores da 28ª edição da mostra La Cinef, que traz títulos inscritos por escolas e universidades de cinema do mundo todo. Os premiados foram: First Summer, de Heo Gayoung (Coreia do Sul) (KAFA), em primeiro lugar; 12 Moments Before The Flag-Raising Ceremony, de Qu Zhizheng (China) (Beijing Film Academy), em segundo lugar; e Ginger Boy, de Miki Tanaka (Japão) (ENBU Seminar) e Winter in March, de Natalia Mirzoyan (Estônia) (Estonian Academy of Arts), empatados em terceiro lugar. O júri de curtas-metragens deste ano foi presidido pela cineasta alemã Maren Ade e contou também com Reinaldo Marcus Green, Camélia Jordana, José Maria Prado Garcia e Nebojša Slijepčević.
E mais: na Competição Imersiva o grande vencedor, também anunciado nesta quinta-feira, foi o holandês From Dust, de Michel van der Aa, reconhecendo uma criação que expandiu os limites da narrativa, do espaço artístico e do engajamento do público. A melhor obra imersiva foi escolhida pelo júri presidido por Luc Jacquet, que contou também com Laurie Anderson, Tania de Montaigne, Martha Fiennes e Tetsuya Mizuguchi.
A Queer Palm, outra premiação paralela, que escolhe o melhor filme LGBTQ+ do Festival de Cannes, também revelou seus vencedores nesta sexta-feira: La Petite Dernière, de Hafsia Herzi, foi eleito o melhor longa; e o curta-metragem escolhido foi கத்து! (Bleat!), de Ananth Subramaniam. O júri foi presidido pelo cineasta francês Christophe Honoré e contou também com o cineasta brasileiro Marcelo Caetano, Léonie Pernet, Faridah Gbadamosi e Timé Zoppé.
Conheça os vencedores da mostra Un Certain Regard 2025:
PRÊMIO UN CERTAIN REGARD La misteriosa mirada del flamenco, de Diego Céspedes (Chile/França/Alemanha/Bélgica/Espanha)
PRÊMIO DO JÚRI Un Poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)
MELHOR DIREÇÃO Arab Nasser e Tarzan Nasser, por Once Upon a Time in Gaza
Valéry Carnoy e Faycal Anaflous do filme La Danse des Renards: dois prêmios
Foram anunciados nesta quinta-feira, 22/05, os vencedores da Quinzena de Cineastas, Quinzaine des Cinéastes, antes chamada de Quinzena dos Realizadores, mostra paralela ao Festival de Cannes, organizada pela La Société des réalisateurs de films (la SRF) desde 1969 e que destaca a produção anual de filmes de ficção, curtas e documentários no cenário independente e também popular.
Nesta 57ª edição, o Prêmio do Público, criado no ano passado e concedido em parceria com a Fondation Chantal Akerman, foi entregue para o iraquiano The President’s Cake (Mamlaket al-Qasab), de Hasan Hadi; o mais votado no Choix du Public pelos espectadores recebe 7.500 euros.
Entre os prêmios paralelos, o SACD, entregue pela Société des Auteurs et Compositeurs Dramatiques, escolheu o francês La Danse des Renards, de Valéry Carnoy. A justificativa do júri, formado por Anne Villacèque, Catherine Corsini e Delphine Gleize, diz: “Durante esta Quinzena de Cineastas, ficamos encantadas com algumas propostas fortes, ousadas e empolgantes.Nossa favorita foi um filme cuja história articula as lutas e questões da adolescência com incrível brilhantismo.É um corpo em ação, um coração que floresce, uma vitória sobre o medo, um filme protagonizado por um ator incrível e frágil, que tem a força de um James Dean.O filme é sustentado por uma perspectiva singular, um talento para escrever, dirigir e um senso magistral de enquadramento.Foi esse choque de emoções, de violência, de exaustão de corpos jovens, que nos perturbou e literalmente nos empurrou para as cordas, uma dança sagrada”.
O longa também levou outro prêmio paralelo, o Label Europa Cinemas de melhor filme europeu, que garante promoção e incentivos adicionais para que os exibidores prolonguem a exibição da obra. O júri, formado por Marie Boudon, Ditte Daugbjerg Christensen, Caro Raedts e Piotr Szczyszyk, justificou a escolha: “O filme de estreia de Valéry Carnoy é um drama agridoce e tocante sobre um jovem boxeador em um internato voltado para o esporte. Ele sofre um acidente grave e sofre tanto mental quanto fisicamente. Sua confiança é abalada, sua posição de liderança se desintegra e ele precisa reavaliar completamente sua abordagem da vida. É um filme de esporte, mas sem os clichês previsíveis de sempre. La Danse des Renards aborda a questão candente da amizade e da fragilidade entre jovens homens. Todo o elenco é excepcionalmente forte e realmente confere ao filme força e credibilidade”.
Nesta ano, o cinema brasileiro não marcou presença nas mostras competitivas. Porém, quatro curtas-metragens cearenses, realizados no projeto La Factory des Cinéastes Ceará Brasil, que teve o cineasta Karim Aïnouz como padrinho, foram exibidos na noite de abertura. Clique aqui e saiba mais.
Conheça os vencedores da Quinzena de Cineastas 2025:
PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR FILME The President’s Cake (Mamlaket al-Qasab), de Hasan Hadi (Iraque)
PRÊMIO SACD (Société des Auteurs et Compositeurs Dramatiques) La Danse des Renards (Wild Foxes), de Valéry Carnoy (França/Bélgica)
LABEL CINEMA EUROPA | MELHOR FILME EUROPEU La Danse des Renards (Wild Foxes), de Valéry Carnoy (França/Bélgica)
Sinopse: É no processo de arqueologia pessoal, que se apresenta através das brechas da vida, que a cantora Rita Lee mostra o que todos veem, de uma maneira que ninguém jamais viu: Rita poeta, compositora, instrumentista, escritora, eremita e musa. A vida pessoal de Rita e seu processo criativo são desvendados, revelando, assim, seu talento musical e sua capacidade de metamorfose no palco. A própria Rita guia a narrativa em entrevistas concedidas durante toda a sua carreira e depoimentos recentes e inéditos.
Théodore Pellerin: premiado pelo longa Nino, de Pauline Loquès
Foram anunciados nesta quarta-feira, 21/05, os vencedores da Semana da Crítica, mostra paralela ao Festival de Cannes, que concentra-se na descoberta de novos talentos. Desde que foi criada pelo Syndicat Français de la Critique de Cinéma, em 1962, busca explorar e revelar cineastas inovadores do mundo todo.
Neste ano, em sua 64ª edição, a Semaine de la Critique teve o cineasta espanhol Rodrigo Sorogoyen como presidente do júri, que no ano passado assumiria esse mesmo cargo, mas precisou se afastar por motivos pessoais. O jornalista marroquino Jihane Bougrine, o diretor de fotografia Josée Deshaies, a produtora indonésia Yulia Evina Bhara e o ator britânico Daniel Kaluuya completavam o time de jurados.
O cinema brasileiro marcou presença nesta edição com o curta-metragem Samba Infinito, de Leonardo Martinelli, que foi exibido em competição, mas, infelizmente, não foi premiado. O filme conta com Alexandre Amador, Miguel Leonardo, Gilberto Gil e Camila Pitanga no elenco.
Conheça os vencedores da Semana da Crítica 2025:
GRANDE PRÊMIO Pee Chai Dai Ka, de Ratchapoom Boonbunchachoke (Tailândia/França/Singapura/Alemanha)
PRÊMIO DO JÚRI Imago, de Déni Oumar Pitsaev (França/Bélgica)
PRÊMIO LOUIS ROEDERER FOUNDATION | REVELAÇÃO Théodore Pellerin, por Nino
MELHOR CURTA-METRAGEM | PRÊMIO DISCOVERY LEITZ CINE L’mina, de Randa Maroufi (Marrocos/França/Itália/Qatar)
PRÊMIO GAN FOUNDATION DE DISTRIBUIÇÃO Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou (Taiwan/França/EUA/Reino Unido) (Le Pacte)
PRÊMIO SACD (Society of Dramatic Authors and Composer) Guillermo Galoe e Victor Alonso-Berbel, roteiristas de Ciudad sin sueño
PRÊMIO CANAL+ | CURTA-METRAGEM Erogenesis, de Xandra Popescu (Alemanha)
Cena do documentário Topo, de Eugenio Puppo: filme selecionado
Reconhecido como o mais importante evento sul-americano para a produção audiovisual ligada às temáticas socioambientais, a Mostra Ecofalante de Cinema realizará sua 14ª edição entre os dias 29 de maio e 11 de junho com 125 filmes, de 33 países, na programação.
As projeções, debates e encontros do evento terão entrada franca e integram o circuito do festival um total de 49 pontos de exibição em São Paulo: Reserva Cultural, Circuito Spcine Lima Barreto no Centro Cultural São Paulo e Cine Satyros Bijou, além de espaços culturais e educacionais.
A programação, que traz 62,4% de títulos dirigidos por mulheres, inclui filmes e debates que discutem temas socioambientais atuais e urgentes, como emergência climática, contaminação, migração, ativismo e questões ligadas aos povos originários. Estão presentes obras que marcaram presença em festivais internacionais como Cannes, Berlim, Veneza, Sundance, Tribeca, Locarno e IDFA, entre outros eventos prestigiosos.
O Efeito Casa Branca, produção norte-americana, inédita em São Paulo, dirigida pela dupla Bonni Cohen e Jon Shenk e pelo brasileiro Pedro Kos, será o filme de abertura da Mostra Ecofalante de Cinema 2025. O documentário, que foi destaque no IDFA, CPH:DOX e DOC NYC, mostra como, há três décadas, o mundo estava pronto para deter o aquecimento global, mas uma batalha política no governo do presidente George H. W. Bush (1988-1992) mudou o curso da história.
Integralmente dedicada à produção brasileira, a Competição Territórios e Memória reúne este ano um total de 36 longas e curtas-metragens, representando o Distrito Federal e 14 estados: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo.
Nessas obras estão em discussão temas como racismo, mudanças climáticas, moradia, questões de gênero, direitos das populações tradicionais e conflitos pela terra, entre outros temas. Os vencedores concorrem aos prêmios de melhor longa-metragem, no valor de R$ 20 mil, e de melhor curta no valor de R$ 7 mil. Compõem o Júri Oficial da competição: a jornalista Ana Paula Sousa e as cineastas Ana Maria Magalhães e Rita Carelli. É oferecido ainda o Prêmio do Público, eleito pela audiência presente nas sessões.
Em sintonia com uma edição em que se destaca a forte presença de filmes dirigidos por mulheres, o Panorama Histórico da 14ª Mostra Ecofalante de Cinema chama atenção para uma produção marcada pelo engajamento político e feminista dessas cineastas em uma inédita retrospectiva intitulada 1975/85, Do Ano Internacional da Mulher à Década do(s) Cinema(s) Feminista(s). A programação marca os 50 anos do Ano Internacional da Mulher, declarado pela ONU em 1975, e reúne obras assinadas por consagradas diretoras.
Os 80 anos do cineasta brasileiro Hermano Penna também são celebrados pelo evento, com uma programação que inclui o clássico Sargento Getúlio (1980), filme protagonizado por Lima Duarte, além de outras obras importantes, como Fronteira das Almas (1987) e Voo Cego Rumo Sul (2004).
Com 32 filmes em sua seleção, o Panorama Internacional Contemporâneo está organizado em seis programas temáticos e dois programas especiais. Cada um deles é foco de um debate específico durante o festival, totalizando oito encontros com especialistas em torno dos temas Ativismo, Contaminação, Economia e Emergência Climática, Migração, Povos & Lugares, Povos Originários, Cidades e Tecnologia.
A seleção traz também o Concurso Curta Ecofalante com 20 curtas-metragens realizados por estudantes de cursos audiovisuais brasileiros. Já os Programas Especiais Brasileiros promovem pré-estreias de três longas-metragens inéditos, apresentam curtas dirigidos por cineastas da Katahirine: Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas e o longa Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky; as sessões são seguidas de bate-papo com as equipes dos filmes.
A 14ª Mostra Ecofalante de Cinema tem na programação internacional de suas sessões especiais filmes do diretor Cyril Dion, que marcará presença no evento. Discussões sobre tecnologia e sobre cidades também merecem programação de filmes e têm debates agendados.
Conheça os filmes selecionados para a Mostra Ecofalante de Cinema 2025:
LONGA-METRAGEM | COMPETIÇÃO | TERRITÓRIOS E MEMÓRIA
A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha Carta a Un Viejo Master, de Paz Encina Intervenção, de Gustavo Ribeiro Lista de Desejos para Superagüi, de Pedro Giongo Mundurukuyü: A Floresta das Mulheres Peixe, de Aldira Akay, Beka Munduruku e Rilcélia Akay Não Haverá Mais História Sem Nós, de Priscilla Brasil O Rancho da Goiabada, ou Pois é Meu Camarada, Fácil, Fácil Não é a Vida, de Guilherme Martins Pau D’Arco, de Ana Aranha Quem é Essa Mulher?, de Mariana Jaspe São Palco: Cidade Afropolitana, de Jasper Chalcraft e Rose Satiko Gitirana Hikiji Tesouro Natterer, de Renato Barbieri Tijolo por Tijolo, de Victória Álvares e Quentin Delaroche Topo, de Eugenio Puppo Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá, de Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna
CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO | TERRITÓRIOS E MEMÓRIA
A Fumaça e o Diamante, de Bruno Villela, Fábio Bardella e Juliana Almeida Artes(an)ato, de Isadora Maria Torres e Diego Gondim de Matos Até Onde o Mundo Alcança, de Daniel Frota de Abreu Canto das Areias, de Maíra Tristão Cavaram uma Cova no Meu Coração, de Ulisses Arthur Domingo no Golpe, de Giselle Beiguelman e Lucas Bambozzi Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta Javyju: Bom Dia, de Kunha Rete e Carlos Eduardo Magalhães João de Una Tem um Boi, de Pablo Monteiro Mar de Dentro, de Lia Letícia Mistérios do Nixipae, de NatoRê e Mawa Pey Os Mortos Resistirão para Sempre, de Carlos Adriano Quando Aqui, de André Novais Oliveira Quebrante, de Janaina Wagner Quinze Quase Dezesseis, de Thais Fujinaga Rami Rami Kirani, de Lira Mawapai HuniKui e Luciana Tira HuniKui Sakaki, de Alexandre Nakahara e Tiago Minamisawa Samuel Foi Trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento Sukande Kasáká | Terra Doente, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal Veredas, de Igor Rossato Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes Wamã Mēkarõ Opojdjwyj, de Bemok Txucarramãe
CONCURSO CURTA ECOFALANTE
Agora Eu Sou Negro, de Pedro Andrade Antes que o Porto Venha, de Isabela Narde Banho de Inclusão, de Yasmin Hasani Cartas à Tia Marcelina, de João Igor Macena Dandara, de Raquel Rosa Endereços Invisíveis, de Artur Hugo da Rosa Entre Utopias e Realidades, de Jeovane Ferreira Lima Entrevivências, de André Panzarin e Tomás Ramos Maral, de Julia K. Rojas Na Ponta do Laço, de Carolina Huertas Nativo Digital, de Gabriel Jacob Número Errado, de Leonardo Marcini O Voo de Dener, de Rafaela Souza Pagode do Didi, Nosso Ponto de Encontro, de Maysa Carolino Pão de Cada Dia, de Vanderlando de Sousa Quem Ficou Fui Eu, de Luiza Pace e Maria Garé Raízes do Horto, de Giovanna Capra e Tito Ribeiro Resistência na Tempestade, de Renan Nascimento Rita, de Nat Mendes Ritxoko, de Nandyala Waritirre
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | ATIVISMO
Democracia Noir (Democracy Noir), de Connie Field (Dinamarca/EUA/Alemanha/Hungria) Neve Negra (Black Snow), de Alina Simone (EUA/Dinamarca) Rigoroso Escrutínio (Heightened Scrutiny), de Sam Feder (EUA) Terra Negra, Mãos Negras (Farming While Black), de Mark Decena (EUA) Uma Nova Selva (A New Kind of Wilderness), de Silje Evensmo Jacobsen (Noruega)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | CONTAMINAÇÃO
Apple Cider Vinegar, de Sofie Benoot (Bélgica/Holanda) Feitos de Plástico (Plastic People), de Ben Addelman e Ziya Tong (Canadá) Middletown, de Amanda McBaine e Jesse Moss (EUA)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | ECONOMIA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Fiscal da Felicidade (Agent of Happiness), de Arun Bhattarai e Dorottya Zurbó (Butão/Hungria) Limites da Europa (Limits of Europe), de Apolena Rychlíková (Tchéquia/França/Eslováquia) Made in Ethiopia, de Xinyan Yu e Max Duncan (EUA/Etiópia/Dinamarca/Reino Unido/Canadá/Coreia do Sul) Morte e Impostos (Death & Taxes), de Justin Schein (EUA) O Efeito Casa Branca (The White House Effect), de Bonni Cohen, Pedro Kos e Jon Shenk (EUA)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | MIGRAÇÃO
Favoriten, de Ruth Beckermann (Áustria) Kora, de Cláudia Varejão (Portugal) Lugares Familiares (Familiar Places), de Mala Reinhardt (Alemanha) Na Fronteira de Agadez (On the Border), de Gerald Igor Hauzenberger e Gabriela Schild (Áustria/Alemanha/Suíça) SOS: Save Our Souls, de Jean-Baptiste Bonnet (França)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | POVOS E LUGARES
Alma do Deserto (Alma del desierto), de Mónica Taboada Tapia (Colômbia/Brasil) Desterrar (Unearth), de John Hunter Nolan, Auberin e Dunedin Strickland (EUA) Lua Sem Lar (Moon Without a House), de Atanur Nabiyeva (Azerbaijão) Nossa Terra, Nossa Liberdade (Our Land, Our Freedom), de Meena Nanji e Zippy Kimundu (Quênia/EUA/Portugal/Alemanha) O Pastor e o Urso (The Shepherd and the Bear), de Max Keegan (França/EUA/Reino Unido) Réquiem para uma Tribo (Requiem for a Tribe), de Marjan Khosravi (Irã/Espanha/Catar)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | POVOS ORIGINÁRIOS
Desterrar (Unearth), de John Hunter Nolan, Auberin e Dunedin Strickland (EUA) Karuara, o Povo do Rio (Karuara, La gente del río), de Miguel Araoz Cartagena e Stephanie Boyd (Peru) Libertem Leonard Peltier (Free Leonard Peltier), de Jesse Short Bull e David France (EUA) Memória Implacável (Memoria Implacable), de Paula Rodríguez Sickert (Chile/Argentina) Patrulha (Patrol), de Camilo de Castro e Brad Allgood (Nicarágua/EUA) Yintah, de Jennifer Wickham, Brenda Michell e Michael Toledano (Canadá)
SESSÃO ESPECIAL INTERNACIONAL | CIDADES Slumlord Millionaire, de Steph Ching e Ellen Martinez (EUA)
SESSÃO ESPECIAL INTERNACIONAL | TECNOLOGIA O Jogo da Mente (The Thinking Game), de Greg Kohs (EUA) Você Eterno (Eternal You), de Hans Block e Moritz Riesewieck (Alemanha/EUA)
SESSÃO ESPECIAL INTERNACIONAL | CYRIL DION Amanhã (Demain), de Cyril Dion e Mélanie Laurent (2015) (França) Animal, de Cyril Dion (2021) (França)
HOMENAGEM | HERMANO PENNA
A Mulher no Cangaço (1976) CPI do Índio (1980) Folias do Divino (1974) Fronteira das Almas (1986) Sargento Getúlio (1983) Smetak (2002) Voo Cego Rumo Sul (2004)
PANORAMA HISTÓRICO 1975/85, Do Ano Internacional da Mulher à Década do(s) Cinema(s) Feminista(s)
A Conferência Sobre a Mulher: Nairóbi 85 (La conférence des femmes: Nairobi 85), de Françoise Dasques (1985) (França/Quênia) A Dupla Jornada (The Double Day), de Helena Solberg (1975) (EUA/Brasil) A Personalidade Reduzida em Todos os Ângulos (The All-Round Reduced Personality), de Helke Sanders (1977) (Alemanha Ocidental) Adoção (Adoption), de Marta Meszaros (1975) (Hungria) Algumas Entrevistas Sobre Problemas Íntimos (Some Interviews on Personal Matters), de Lana Gogoberidze (1978) (URSS) Born in Flames, de Lizzie Borden (1983) (EUA) Joyce aos 34 (Joyce at 34), de Joyce Chopra e Claudia Weill (1972) (EUA) Mulheres de Cinema, de Ana Maria Magalhães (1977) (Brasil) O Longo Caminho até a Cadeira de Diretor (The Long Road to Director’s Chair), de Vibeke Løkkeberg (2025) (Noruega) Vida de Mãe é Assim Mesmo?, de Eunice Gutman (1983) (Brasil)
SESSÕES ESPECIAIS NACIONAIS
Amazônia Azul, de Sérgio Gag Antes do Último Voo, de Natália Keiko Comida para Quem Precisa, de Leonardo Brant O Monstro de Ferro Contra o Sul da Bahia, de André D’Elia Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky, de Liliane Maia e Jorge Bodanzky
SESSÕES ESPCIAIS NACIONAIS | KATAHIRINE
Faísca, de Bárbara Leite Matias Minha Câmera é Minha Flecha, de Natália Tupi e Guilherme Fascina Nosso Modo de Lutar, de Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó Sawana, Rainha das Formigas, de Suyani Terena
PROGRAMAÇÃO VR Human XR, de Débora Bergamini (Brasil)
PRÉ-ESTREIA INFANTIL Thiago & Ísis e Os Biomas do Brasil, de João Amorim
FIFE | INFANTIL
A Cerejeira (The Cherry Tree), de Eva Dvorakova (2017) (Tchéquia) A Mula Teimosa e o Controle Remoto, de Hélio Villela Nunes (2016) (Brasil) Joy e a Garça (A Joy Story: Joy and Heron), de Constantin Paeplow e Kyra Buschor (2018) (China) Kiki, A Peninha (Kiki la plume), de Julie Rembauville e Nicolas Bianco-Levrin (2020) (França) Moroshka, de Polina Minchenok (2016) (Rússia) Um Sonho do Havaí (A Dream of Hawaii), de Thomas Smoor Isaksen (2022) (Noruega) Você me dá Medo (You Look Scary), de Xiya Lan (2016) (EUA)
Fernanda Torres e Humberto Carrão em Ainda Estou Aqui: filme premiado
Foram anunciados neste sábado, 17/05, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, em cerimônia apresentada pela atriz Leandra Leal, os vencedores do Prêmio ABC 2025, realizado pela Associação Brasileira de Cinematografia.
Nesta 25ª edição, o consagrado Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, foi premiado na categoria de melhor direção de fotografia em longa-metragem de ficção para Adrian Teijido; Oeste Outra Vez, de Erico Rassi, e A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, também se destacaram, assim como a série Senna, da Netflix.
Os vencedores foram anunciados pelas atrizes Thais Abujamra, Pri Helena e Aguida Aguiar, pelos atores Johnnas Oliva e Jorge Paz, pelas diretoras de fotografia Fernanda Tanaka e Erika Addis, pelo diretor de fotografia Paulo Perez, pelos diretores Daniel Rezende e Marcelo Gomes, pela presidenta da APTA, Alice Muniz, pela representante da Rede Katahirine, Natália Tupi, e pela montadora Diana Vasconellos, além de representantes de diversas empresas parceiras.
Durante a cerimônia, que foi transmitida pelo YouTube, também foram anunciados os sócios e as sócias que receberam o direito de assinar com a sigla ABC: as diretoras de fotografia Dhyana Mai, Lícia Arosteguy, Luciana Baseggio e Thaynara Rezende; os diretores de fotografia Abraão Oliveira, André Carvalheira, Bruno Polidoro, Cesar Ishikawa, Dennis Zanatta, Eduardo Piagge, Fabio Burtin, Fábio Porcelli e Luís Villaça; o mixador Ariel Henrique; as diretoras de arte Guta Carvalho e Maíra Carvalho; o técnico de som Marcel Costa; e o colorista Pedro Saboya.
Outro destaque da cerimônia foi a entrega do Prêmio ABC para o diretor de arte Marcos Flaksman, de O Veneno da Madrugada, O Xangô de Baker Street, Se Eu Fosse Você, Zuzu Angel, Tempos de Paz, Budapeste, Nise: O Coração da Loucura, O Paciente: O Caso Tancredo Neves, Benjamim, Villa-Lobos: Uma Vida de Paixão, Trinta, entre outros, que foi o homenageado da noite por sua trajetória. A homenagem foi apresentada pela diretora de arte Vera Hamburger.
A Associação Brasileira de Cinematografia, hoje presidida por Fernanda Tanaka, foi fundada em 2 de janeiro de 2000 e reúne profissionais do audiovisual brasileiro, especialmente diretores e diretoras de fotografia, com o objetivo de incentivar a troca de ideias e informações para democratizar e multiplicar o aperfeiçoamento técnico e artístico da categoria.
Conheça os vencedores do Prêmio ABC 2025:
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO Ainda Estou Aqui, por Adrian Teijido
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO Oeste Outra Vez, por Carol Tanajura
MELHOR MONTAGEM | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO Oeste Outra Vez, por Leopoldo Nakata e Erico Rassi
MELHOR SOM | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO Retrato de um Certo Oriente, por Pedrinho Moreira, Moabe Filho, Bernardo Adeodato e Fernando Aranha
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO A Queda do Céu, por Eryk Rocha e Bernard Machado
MELHOR MONTAGEM | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO A Queda do Céu, por Renato Valone
MELHOR SOM | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO A Queda do Céu, por Marcos Lopes, Toco Cerqueira e Guile Martins
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | CURTA-METRAGEM Amarela, por Hélcio Alemão Nagamine
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | SÉRIE DE TV Senna (episódio 3, temporada 1), por Azul Serra e Kauê Zilli
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | SÉRIE DE TV Senna (episódio 2, temporada 1), por Frederico Pinto
MELHOR SOM | SÉRIE DE TV Cidade de Deus: A Luta Não Para (episódio 1, temporada 1), por George Saldanha, Anderson Ferreira, Alessandro Laroca, Guilherme Marinho e Eduardo Virmond
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | VIDEOCLIPE Bêbada Favorita, de Luísa Sonza e Maiara & Maraisa; por Roberto Riva
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | FILME PUBLICITÁRIO Tormenta: O Boticário, por Gabriel Bianchini
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | FILME ESTUDANTIL O Tempo Corre para Trás, por Júlia Yoko Matsuda (FAAP)
Elenco: Jamilli Correa, Fátima Macedo, Rômulo Braga, Dira Paes, Emilly Pantoja, Samira Eloá, Enzo Maia, Gabriel Rodrigues, Ingrid Trigueiro, Clebia Sousa, Nena Inoue, Rodrigo Garcia.
Ano: 2024
Sinopse: Marcielle, uma jovem de 13 anos que vive na Ilha do Marajó, no Pará, começa a entender que o futuro não lhe reserva muitas opções. Encurralada pela resignação da mãe e movida pela idealização da figura da irmã que partiu, ela decide confrontar a engrenagem violenta que rege a sua família e as mulheres à sua volta.
*Filme visto na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo
Evento com reconhecimento internacional e um dos mais importantes palcos do país para debates com temática LGBTI+, o festival reúne anualmente filmes de diversas partes do mundo e atividades culturais com foco na diversidade.
Para estar apto à inscrição, o título inscrito pode ter qualquer duração, desde que aborde temas LGBTI+, de identidade e/ou gênero. O ano de produção não pode ser inferior a 2023. As inscrições devem ser feitas na plataforma FilmFreeway: clique aqui. Os filmes podem ser brasileiros ou estrangeiros, mas, para estes últimos, é obrigatório que a obra seja legendada em português.
Os vencedores nas categorias de melhores filmes nacionais serão premiados em dinheiro: R$ 5 mil para o melhor curta-metragem e R$ 10 mil para o melhor longa-metragem. Ambos recebem ainda o Troféu Elke Maravilha, assim como os vencedores nas categorias de direção, roteiro, interpretações masculina e feminina, fotografia, montagem, direção de arte, trilha e som.
Toda a programação, que inclui apresentações de teatro, dança e música, literatura, exposições de artes visuais, feiras, oficinas e debates e ações de acessibilidade, é gratuita. A 19ª edição do For Rainbow ocupará três espaços de Fortaleza: o histórico Teatro São José, que comemora 110 anos de idade em 2025; o Centro Cultural Dragão do Mar, área de mais de 14,5 mil metros quadrados dedicada à arte e à cultura; e o Cineteatro São Luiz, que desde 1958 vem sendo testemunha de gerações de cearenses apaixonados por cinema.