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Geni e o Zepelim: novo filme de Anna Muylaert será protagonizado por Ayla Gabriela e rodado na Amazônia

por: Cinevitor
Ayla Gabriela: protagonista nas telonas

O longa Geni e o Zepelim, primeira adaptação cinematográfica da clássica canção homônima de Chico Buarque, começará a ser rodado na próxima semana na Amazônia. Com direção e roteiro de Anna Muylaert e produzido por Iafa Britz, o filme conta a história da prostituta ribeirinha Geni, amada pelos desvalidos e odiada pela sociedade local.

A atriz Ayla Gabriela assume o papel da personagem e Seu Jorge dará vida ao comandante do Zepelim. A produção é assinada pela Migdal Filmes em coprodução com a Paris Entretenimento e Globo Filmes; a distribuição nos cinemas será da Paris Filmes.

Geni e o Zepelim marca a estreia de Ayla como protagonista em um longa-metragem. A atriz já protagonizou o curta Pássaro Memória, de Leonardo Martinelli, selecionado para diversos festivais, entre eles, Locarno, Toronto e Gramado. Dirigiu e atuou no curta A Corpa Fala (2020) e integrou o elenco de Santo (2023) e de Girassóis (2024). Ayla é também bailarina, trabalhou e estudou com a coreógrafa Lia Rodrigues. Em 2025, protagonizou com Cibelle Rodricco o curta-metragem Defesa Pura, de George Pedrosa, rodado em São Luís, no Maranhão.

Antes do anúncio de Ayla Gabriela no elenco, o filme enfrentou polêmicas quando foi revelado, em uma matéria do jornal O Globo, que a protagonista seria interpretada pela atriz cis Thainá Duarte, de Cangaço Novo e Maria e o Cangaço; em outras obras adaptadas, Geni sempre foi caracterizada como uma mulher trans. Por conta disso, Muylaert abriu um debate em suas redes sociais, que gerou diversas discussões: “Sobre Geni e o Zepelim, amigas e amigos trans e cis, vamos debater juntos?”

Com isso, muitos comentários foram adicionados ao post da diretora, entre eles, o posicionamento da artista Renata Carvalho: “Então você precisa que pessoas cisgêneros (que são as opiniões que importam) validem você a retirar a principal característica da personagem? Se Geni não é travesti, não é a Geni. Agora você pode fazer como quiser o seu filme, não sou uma juíza pra dizer quem pode ou como se deve fazer algum produto artístico. O que nós estamos pedindo é respeito por Geni e por todas as pessoas trans e travestis que continuam sendo apedrejadas até hoje. Seu filme será mais uma pedrada, mas o que vale mesmo é a arte, não as pessoas, não é mesmo? Você deve fazer o filme que quiser, da forma que quiser e eu como uma travesti e transpóloga, fundadora deste movimento, tenho o direito também de fazer qualquer apontamento crítica embasado, responsável e com muita ética. Boas filmagens!”.

Alguns dias depois, a Migdal Filmes postou o seguinte comunicado: “A produção do longa Geni e o Zepelim tomou a decisão de redesenhar o projeto. A personagem principal, inicialmente concebida como uma mulher cis, passa a ser uma mulher trans/travesti, e será interpretada por uma atriz trans. A decisão coletiva foi fruto da escuta atenta e do aprendizado de intensas trocas com pessoas de diferentes setores da sociedade. Compreendemos que o momento político global, e em especial o cenário transfóbico no Brasil, impõe a todas as pessoas uma postura ativa e comprometida. Consideramos que esta mudança de abordagem da identidade de gênero da personagem no filme é a atitude acertada. Diante desta decisão, expressamos nossa profunda admiração e gratidão a Thainá Duarte, uma atriz de grandeza e talentos únicos. Agradecemos ainda à APTA, Associação de Profissionais Trans do Audiovisual, que realizou conosco uma conversa franca e nos apontou caminhos. Agora precisamos nos dedicar ao filme, que começa a ser rodado em duas semanas, no Acre. Em breve divulgaremos quem será a protagonista. Que Geni ganhe o mundo e sensibilize corações e mentes”.

Na sequência, Thainá Duarte também se pronunciou em um vídeo nas redes sociais: “Geni será interpretada por uma mulher trans, lamento que todo esse processo tenha causado tanta dor. Reafirmo meu compromisso com a escuta, aprendizado e com a luta pela equidade! Boa sorte e todo meu carinho!”

Ao final dos debates, Anna Muylaert postou um novo vídeo: “Eu queria agradecer a todo mundo que aceitou o convite para debater a questão da identidade de gênero da Geni. Foi um debate muito rico. Eu ouvi muitas vozes e pude entender a dimensão e a importância dessa personagem Geni para a comunidade trans. Portanto, fazer esse filme, essa história, com uma personagem como uma mulher cis, foi um erro, foi um equívoco. Eu quero pedir muitas desculpas para todas as pessoas da comunidade trans que sofreram, se sentiram apagadas e se sentiram atacadas na sua corporeidade por causa dessa ideia. Por favor, me desculpem. Eu tive uma visão errada, mas nós refletimos e, claro, vamos mudar o rumo das coisas. Nós vamos trocar a personagem e adaptar o roteiro para uma personagem trans. Eu também queria pedir desculpa para a atriz Thainá Duarte, que por causa de uma ideia minha foi tão exposta a haters na internet, que eu entendo que eram agressões a qualquer atriz cis que tivesse nesse papel, ocupando esse lugar. Mas ela sofreu esses ataques pessoalmente”.

E finalizou: “Eu queria dizer também que esse filme não é uma adaptação da Ópera do Malandro. Ele é uma adaptação da letra da música do Chico Buarque, isolada do contexto da Ópera do Malandro, e também do conto Bola de Sebo, do Guy de Maupassant, que o Chico disse ter baseado a letra de sua música. Eu queria agradecer, mais uma vez, a todos que me ajudaram a entender a dimensão do ícone que é a Geni. E eu queria dizer que eu, como uma diretora cis, vou fazer o possível para honrar essa personagem trans e vou dar o melhor de mim. Depois de quarenta anos, desde que essa música foi composta, Geni vem tomando pedra. E, ao contrário da música, criamos um final de glória para ela. Espero que todo esse debate e esse filme possam ser uma construção de uma ponte entre vários grupos no Brasil e quiçá no mundo. Obrigada pela atenção!”.

Pela primeira vez, a personagem Geni ganha uma história exclusiva nos cinemas, livremente inspirada na canção homônima composta há cerca de 50 anos. Ao longo do tempo, a música conquistou diversas gerações e recebeu várias interpretações no campo das artes. O nome Geni virou adjetivo para se referir a pessoas que sofrem recorrente humilhação pública, e agora a personagem terá a chance de um novo final: “A proposta ao Chico Buarque foi de fazer uma adaptação cinematográfica da música dando um novo fim a Geni. Afinal, há quase 50 anos jogam pedra nela. Esse novo destino a Geni nos traz grande motivação e sentido”, conta a produtora Iafa Britz. A música fez parte do musical Ópera do Malandro, de 1978.

O filme utiliza a mesma referência que o cantor usou para compor a música: o conto Bola de Sebo, do escritor francês Guy de Maupassant, que narra  a história de uma prostituta fugindo da Guerra Franco-Prussiana: “Ao ler o conto Bola de Sebo, vi que a letra da música tinha uma guerra embutida em seus versos. Não é usada a palavra guerra mas há um zepelim com dois mil canhões! E na adaptação,  resolvi ambientar a história nas disputas por terras que ocorrem de forma indiscriminada na região amazônica”, explica a diretora Anna Muylaert.

As filmagens serão realizadas na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, durante dois meses. Além de Ayla Gabriela e Seu Jorge, o elenco conta também com Gero Camilo, Suzy Lopes, David Santos, Enio Cavalcante, Múcia Teixeira, Diego Homci, entre outros. Sérgio de Carvalho, diretor do consagrado Noites Alienígenas, assina como produtor associado. A direção de fotografia é de Bárbara Alvarez, a direção de arte é assinada por Rafael Ronconi e o elenco é de Gabriel Domingues. O figurino é de Alex Brollo e a caracterização de Sonia Penna; Gabriela Cunha assina o som direto e Flavia Tygel será a responsável pela trilha sonora.

A sinopse oficial diz: inspirado na canção homônima de Chico Buarque, o longa narra a história de Geni, prostituta de uma cidade ribeirinha, localizada no coração da floresta amazônica. Amada pelos desvalidos e odiada pela sociedade local, ela vê sua cidade sendo invadida por tropas lideradas por um tirano, conhecido como Comandante, que chega voando em um imponente zepelim, com um verdadeiro projeto de poder predatório para a região. Ele obriga todos a fugirem rio adentro, onde acabam presos. Porém, quando o Comandante vê Geni, ela percebe que talvez ainda haja uma chance de virar o jogo.

*Para ouvir a música de Chico Buarque, clique aqui.

Foto: Divulgação. 

CINEVITOR #478: Entrevista com Jesuíta Barbosa e Esmir Filho | Homem com H

por: Cinevitor
Jesuíta Barbosa interpreta Ney Matogrosso nas telonas

Com estreia marcada para a próxima quinta-feira, 01/05, o aguardado filme inspirado na vida de Ney Matogrosso, Homem com H, acompanha a brilhante e intensa trajetória de Ney de Souza Pereira desde a infância até sua consagração como um dos maiores artistas brasileiros.

Escrito e dirigido por Esmir Filho, de Tapa na Pantera, Alguma Coisa Assim, Os Famosos e os Duendes da Morte, Boca a Boca e Verlust, o longa é protagonizado por Jesuíta Barbosa, que interpreta o consagrado Ney Matogrosso. O elenco conta ainda com Jullio Reis, Bruno Montaleone, Hermila Guedes, Rômulo Braga, Mauro Soares, Jeff Lyrio, Caroline Abras, Lara Tremouroux, Danilo Grangheia, Augusto Trainotti e Bela Leindecker; com participações especiais de Céu e Sarah Oliveira.

Na infância e na adolescência, Ney morou com os pais e irmãos na pequena cidade de Bela Vista, em Mato Grosso do Sul. Os embates com o pai, vivido por Rômulo Braga, militar, que insistia que o menino virasse homem, o levaram a se afastar da família, antes de seguir na vida artística. Anos depois de sair de casa, Ney estreou em São Paulo como vocalista do Secos e Molhados, ao lado de João Ricardo, interpretado por Mauro Soares, e Gerson Conrad, papel de Jeff Lyrio, dando início às performances históricas. 

Ao retratar o período da ditadura militar, Homem com H mostra que a vida de Ney está conectada com a história de um Brasil cercado pela opressão, mas que aspira à liberdade. Resistindo à toda forma de repressão da família e da sociedade, Ney Matogrosso desafiou preconceitos e inaugurou um estilo próprio. O filme também revela as paixões de Ney, entre elas, Cazuza, interpretado por Jullio Reis, um de seus grandes amores, e Marco de Maria, papel de Bruno Montaleone, seu companheiro por 13 anos. A trama é embalada por sucessos como Rosa de Hiroshima, Sangue Latino, O Vira, Bandido Corazón, Postal de Amor, Não Existe Pecado ao Sul do Equador, Encantado, e, é claro, Homem com H.

Um dos destaques da cinebiografia é a recriação dos mais marcantes shows da trajetória de Ney Matogrosso, entre eles, a primeira apresentação dos Secos e Molhados na Casa de Badalação e Tédio (1972); seu primeiro show solo, Homem de Neanderthal (1975); Bandido (1976); e o show em que Ney canta Homem com H, dirigido por Amir Haddad (1981). As diferentes fases de Ney Matogrosso também são exploradas nas apresentações do Circo Tihany (1984); no projeto A Luz do Solo (1986), com destaque para a canção O Mundo é um Moinho, de Cartola; em O Tempo Não Para (1988), de Cazuza, dirigido por Ney; em As Aparências Enganam (1993); e em seu mais recente show, Bloco na Rua (2024). 

Ney Matogrosso visitou o set e colaborou com a produção, mas fez questão de não interferir em nada. Ele gravou especialmente para o filme a versão de O Mundo é um Moinho, com violão de João Camarero, e dublou Jesuíta Barbosa na cena do coral de Brasília e também na música Réquiem para Matraga, com Luli. Todas as outras músicas são fonogramas do Ney dublados por Jesuíta.

Com fotografia de Azul Serra e direção de arte assinada por Thales Junqueira, a produção é da Paris Entretenimento com distribuição da Paris Filmes. O figurino é de Gabriella Marra e a caracterização de Martin Trujillo; Kity Féo assina como primeira assistente de direção, Germano de Oliveira foi responsável pela montagem e Anna Luiza Paes de Almeida na produção de elenco. O som direto é de Ana Penna, a edição de som é de Martin Griganaschi e a mixagem de Armando Torres Jr; Amabis assina a música original e a supervisão musical.

Para falar mais sobre Homem com H, conversamos com o diretor Esmir Filho e com o protagonista Jesuita Barbosa. No bate-papo, falaram sobre inspirações e processo de criação, bastidores, momentos marcantes das filmagens, entrosamento do elenco e expectativa para o lançamento.

Aperte o play e confira:

*Clique aqui e confira nossa entrevista com os atores Bruno Montaleone e Jullio Reis

Foto: Marina Vancini.

Festival de Cannes 2025: conheça os integrantes do júri

por: Cinevitor
Halle Berry: vencedora do Oscar no júri de 2025

Presidido pela atriz francesa Juliette Binoche, o júri da 78ª edição do Festival de Cannes agora está completo. Foram anunciados nesta segunda-feira, 28/04, os nomes das personalidades da sétima arte que terão a missão de avaliar e premiar os longas-metragens em competição.

O time que escolherá o grande vencedor da Palma de Ouro, entre 21 filmes selecionados, conta com: a atriz, diretora e produtora Halle Berry, primeira mulher afro-americana a ganhar o Oscar de melhor atriz, em 2002, por A Última Ceia; a cineasta indiana Payal Kapadia, que venceu o Grand Prix em Cannes no ano passado com Tudo que Imaginamos como Luz; a consagrada atriz italiana Alba Rohrwacher, vencedora da Copa Volpi no Festival de Veneza por Hungry Hearts e que se destacou em diversos trabalhos com sua irmã, a diretora Alice Rohrwacher, como As Maravilhas, Lazzaro felice e La Chimera; a escritora e jornalista franco-marroquina Leïla Slimani, vencedora do Prix Simone de Beauvoir e que teve um de seus romances adaptados para os cinemas em Chanson douce, de Lucie Borleteau.

E mais: o cineasta Dieudo Hamadi, da República Democrática do Congo, que passou pela Seleção Oficial de Cannes em 2020 com o documentário Downstream to Kinshasa; o consagrado diretor sul-coreano Hong Sang-soo, presença constante no Festival de Cannes com diversos filmes, entre eles, Hahaha, premiado na mostra Un Certain Regard; o cineasta mexicano Carlos Reygadas, vencedor da Caméra d’Or com Japão, seu primeiro filme, além do Prêmio do Júri por Luz Silenciosa e melhor direção por Post Tenebras Lux; e o ator norte-americano Jeremy Strong, indicado ao Oscar por O Aprendiz, que disputou a Palma de Ouro no ano passado.

Além disso, o Festival de Cannes também anunciou os integrantes do júri da mostra Un Certain Regard, que será presidido pela diretora de fotografia britânica Molly Manning Walker e contará com: Louise Courvoisier, cineasta francesa; Vanja Kaludjercic, diretora do Festival de Roterdã; o diretor italiano Roberto Minervini; e o ator argentino Nahuel Pérez Biscayart, de 120 Batimentos por Minuto.

Nesta 78ª edição, a cineasta Alice Rohrwacher presidirá o júri da Caméra d’Or, que escolherá o melhor filme de estreia em exibição no festival e em suas mostras paralelas. A Caméra d’Or, criada em 1978 por Gilles Jacob, destaca cineastas estreantes e seus primeiros longas-metragens exibidos ao longo do Festival de Cannes na Competição, Semana da Crítica e Quinzena de Cineastas.

Em comunicado oficial, Rohrwacher disse: “As primeiras vezes são sempre importantes e permanecem conosco para o resto de nossas vidas. Como entrar em um quarto desconhecido, aproximar-se da pessoa amada para um primeiro beijo ou desembarcar em uma praia estrangeira. Há algo dourado que ilumina esses momentos em nossa memória. É por isso que o prêmio mais prestigioso para estreias se chama Câmera de Ouro?”.

Em uma premiação paralela, a Queer Palm escolhe o melhor filme LGBTQ+ do Festival de Cannes. Neste ano, o júri será presidido pelo cineasta francês Christophe Honoré e contará com: Marcelo Caetano, cineasta brasileiro premiado em Cannes no ano passado com Baby na Semana da Crítica; Léonie Pernet, artista musical francesa; Faridah Gbadamosi, curadora de cinema; e Timé Zoppé, jornalista francesa.

Vale lembrar que entre os longas-metragens selecionados em competição, o cinema brasileiro está na disputa pela Palma de Ouro com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. O Festival de Cannes 2025 acontecerá entre os dias 13 e 24 de maio.

Foto: Etienne Laurent/The Academy.

XXI Fantaspoa: conheça os vencedores do Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre

por: Cinevitor
Erom Cordeiro no curta brasileiro Carne Fresca, de Giovani Barros: filme premiado

Foram anunciados neste domingo, 27/04, na Cinemateca Capitólio, na capital gaúcha, os vencedores da 21ª edição do Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, maior festival de cinema dedicado ao gênero fantástico da América Latina

Durante os 19 dias de evento, o público do Fantaspoa acompanhou mais de 200 filmes exibidos nos cinco diferentes espaços que receberam o festival: Cinemateca Capitólio, CineBancários, Cinemateca Paulo Amorim, Instituto Ling e Sala Redenção. Além das exibições regulares dos filmes participantes, o 21º Fantaspoa promoveu 41 debates, 7 masterclasses, 3 sessões musicadas e 2 festas, atingindo o expressivo número de 14 mil espectadores em suas atividades presenciais.

Além disso, o festival novamente contou com sua etapa on-line com a exibição gratuita de 99 curtas-metragens na plataforma Darkflix+, que alcançou cerca de 500 mil visualizações durante o período do festival. Por fim, o Fantaspoa oferece uma nova oportunidade para assistir a alguns de seus filmes premiados: cinco longas-metragens vencedores serão reprisados nos dias 29 e 30 de abril no CineBancários, permitindo que o público reveja algumas das produções de destaque desta edição do festival.

Ocorrendo anualmente na cidade de Porto Alegre desde 2005, o Fantaspoa é o maior festival de cinema dedicado exclusivamente a filmes de gênero fantástico (fantasia, ficção científica, horror e thriller) da América Latina.

Conheça os vencedores do XXI Fantaspoa:

CURTAS-METRAGENS
*Júri: Anami Tara Shucart, André Kleinert, Emiliano Romero

Melhor Curta Nacional: Carne Fresca, de Giovani Barros (RJ)
Melhor Curta Internacional de Animação: Tinkerhell, de Noah Sterling (EUA)
Melhor Curta Internacional em Live-Action: Help, I’m Alien Pregnant, de Thunderlips (Nova Zelândia)
Prêmio Mèliés D’Argent: L’essence de La Sirène, de Jessica Puppo (França)
Menções Honrosas: A Corte da Cúpula Suprema, de Carlo Giovani e Flávio Tambascia (Brasil), When It Comes (It Will Have Your Eyes), de Izibene Oñederra (Espanha) e Frascos Vacíos, de Guillermo Ribbeck (Chile)

MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA
*Júri: Andrew Bell, Christopher Faust e Viktor Taus

Melhor Filme: O Instinto (El Instinto), de Juan Albarracín (Espanha)
Melhor Direção: Edgar Nito Arreche, por Um Conto de Pescadores (Un Cuento de Pescadores)
Melhor Roteiro: Natureza Morta com Fantasmas (Bodegón con fantasmas), escrito por Enrique Buleo
Melhor Ator: Sergio Podeley, por Gatilheiro (Gatillero)
Melhor Atriz: Antonia Giesen, por Os Hiperbóreos (Los Hiperboreos)
Menção Honrosa: Sanduíche Quente (Sánguche Caliente), de Manuel Facal (Uruguai/Argentina); por sua visão única e plano de cavidade retal
Menção Honrosa: Um Conto de Pescadores (Un Cuento de Pescadores), de Edgar Nito Arreche (México); pela qualidade de seu elenco feminino

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL
*Júri: Dane Taranha, Fernando Sanches e Yasmine Evaristo

Melhor Filme: O Mosqueteiro Solitário (The Lonely Musketeer), de Nicolai Schumann (Reino Unido/Alemanha)
Melhor Direção: Joe DeBoer e Kyle McConaghy, por Dead Mail
Melhor Roteiro: Os Perigos da Viagem no Tempo (Time Travel Is Dangerous), escrito por Chris Reading, Anna-Elizabeth Shakespeare e Hillary Shakespeare
Melhor Ator: Edward Hogg, por O Mosqueteiro Solitário
Melhor Atriz: Talia Zucker, por In Vitro
Melhor Fotografia: O Mosqueteiro Solitário, por Bruce Jackson
Melhores Efeitos Especiais: Os Perigos da Viagem no Tempo, por The Brewery 
Melhor Direção de Arte: Fucktoys, por Caroline Keenan Russell
Menção Honrosa | Melhor Trilha Sonora: Transcendendo Dimensões (Transcending Dimensions)
Menção Honrosa | Melhor Atriz Coadjuvante: Lily D. Moore, por The Other
Menção Honrosa: Ebony and Ivory, de Jim Hosking (Reino Unido); melhor cena de dança pelado na praia em dupla

MOSTRA NACIONAL
*Júri: Juan Albarracín, Miguel Llansó e Nicanor Loreti

Melhor Filme: Suçuarana, de Clarissa Campolina e Sérgio Borges (Brasil)

MOSTRA MADRUGADÃO
*Júri: Fabián Forte e JJ Weber

Melhor Filme: Cagados de Medo (Scared Shitless), de Vivieno Caldinelli (Canadá)

MOSTRA LOW BUDGETS GREAT FILMS
*Júri: Diego Poloni, Paula Carvalho Joly e Paula Febbe

Melhor Filme: Lentes de Contato (He ma pi fu), de Ruiqi Lu (China)
Menção Honrosa: Rei Bebê (King Baby), de Kit Redstone e Arran Shearing (Reino Unido/França/Canadá)

Foto: Guilherme Tostes.

XVI Festival Internacional de Cinema da Fronteira: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Os vencedores de 2025 na cerimônia de premiação 

Foram anunciados neste domingo, 27/04, em Bagé, no Rio Grande do Sul, os vencedores da 16ª edição do Festival Internacional de Cinema da Fronteira. A cerimônia de premiação aconteceu no Centro Histórico Vila de Santa Thereza e o show de encerramento foi apresentado pela artista gaúcha Catto

Dirigido por Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, A Queda do Céu foi o grande vencedor deste ano. O longa levou o prêmio de melhor filme, montagem e recebeu uma Menção Honrosa do Prêmio da Crítica pelo trabalho de som. O pernambucano Tijolo por Tijolo, de Victória Álvares e Quentin Delaroche, também se destacou. 

Na Mostra Internacional de Curtas, o filme Você, de Elisa Bessa, foi consagrado pelo Júri Oficial. Enquanto isso, no IV Mercado Sur Frontera WIP LAB, voltado para projetos em desenvolvimento e finalização, também foi realizada uma premiação. 

Neste ano, os homenageados foram os cineastas Ana Luiza Azevedo e Giba Assis Brasil. A programação agora continua em Sant’Ana do Livramento (RS) e Rivera (Uruguai) nos dias 29 e 30 de abril com projeção especial de longas e a mostra competitiva de curtas de animação.

Conheça os vencedores do Festival Internacional de Cinema da Fronteira 2025:

MOSTRA INTERNACIONAL | LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme | Júri Oficial: A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha (Brasil)
Melhor Filme | Júri Popular: Por tu bien, de Axel Monsú (Argentina)
Melhor Direção: Tyrell Spencer, por O Maior Espetáculo da Pampa
Melhor Roteiro: Bicho Monstro, escrito por Germano de Oliveira, Igor Verde e Marcela Ilha Bordin
Melhor Atuação: Cris Martins, por Tijolo por Tijolo
Melhor Fotografia: El Turbio, por Bruno D. Ruiz
Melhor Direção de Arte: Por tu bien, de Eduardo García
Melhor Montagem: A Queda do Céu, por Renato Vallone
Menção Honrosa: Brasiliana: O Musical Negro que Apresentou o Brasil ao Mundo, de Joel Zito Araújo (Brasil)

OUTROS PRÊMIOS | LONGA-METRAGEM

Prêmio da Crítica | Melhor Filme: Tijolo por Tijolo, de Victória Álvares e Quentin Delaroche (Brasil)
Prêmio da Crítica | Menção Honrosa: A Queda do Céu, por Marcos Lopes (som direto), Guile Martins (desenho de som) e Toco Cerqueira (mixagem de som)
Prêmio Especial FICCI | Festival Internacional de Cine de Cartagena: Caique de Souza Ventura, ator de Tijolo por Tijolo

MOSTRA INTERNACIONAL | CURTAS-METRAGENS 

Melhor Filme | Júri Oficial: Você, de Elisa Bessa (Brasil)
Melhor Filme | Júri Popular: A Um Gole da Eternidade, de Paulo Ricardo de Moraes e Camila de Moraes (Brasil)
Melhor Direção: Ana Gutiérrez Salgado, por Lolo
Melhor Atuação: Álvaro RosaCosta, por A Um Gole da Eternidade
Menção Honrosa: Emerenciana, de Larissa Nepomuceno (Brasil)
Prêmio Edt. | Associação de Profissionais de Edição Audiovisual: Luisa Dowsley, por Você

MOSTRA INTERNACIONAL | ANIMAÇÕES

Melhor Filme: Poise, de Luís Soares (Portugal)
Menção Honrosa: Lagrimar, de Paula Vanina (RN)

IV MERCADO SUR FRONTERA WIP LAB

Prêmio Punctum Sales (WIP): London/Nós a Sós, de Victor di Marco e Marcio Picoli (RS)
Prêmio Edt. (WIP): Navio do Sertão, de Patrícia Pinheiro e Leonardo Pinheiro (PB)
Prêmio Destaque | Tutores (Desenvolvimento): Bernal, de Martín Emiliano Díaz (Buenos Aires/Argentina) e Cortejo dos Mortos, de Dario Aldana e Sabrina Zimmermann (SC)
Prêmio FRAPA | Desenvolvimento: Enquanto Eu Me Lembro, de Victor di Marco, Marcio Picoli e Laura Moglia (RS)

Foto: Anderson Coka. 

Prêmio Platino 2025: Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, é consagrado

por: Cinevitor
Fernanda Torres: prêmio de melhor atriz por Ainda Estou Aqui

Foram revelados neste domingo, 27/04, os vencedores do XII Prêmio Platino (ou Premios Platino del Cine y el Audiovisual Iberoamericano), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas de 23 países.

Nesta 12ª edição, a cerimônia, transmitida pelo Canal Brasil e que aconteceu no Palácio Municipal IFEMA, em Madrid, na Espanha, foi comandada por Aislinn Derbez e Asier Etxeandía e contou também com apresentações musicais de Pablo Alborán e Prince Royce.

O cinema brasileiro se destacou e foi consagrado com três prêmios com o longa Ainda Estou Aqui, de Walter Salles: melhor filme ibero-americano de ficção, sendo a primeira vez de um título brasileiro premiado nesta categoria; melhor direção, prêmio inédito para um diretor brasileiro; e melhor atriz para Fernanda Torres.

Com a ausência de Walter Salles na cerimônia, o produtor Rodrigo Teixeira foi o responsável por receber a estatueta de melhor direção. No palco, descreveu Salles como “um mestre a quem devemos muito” e leu o discurso enviado pelo premiado: “Vamos lembrar que o cinema latino-americano é a nossa casa”. E dedicou o troféu a Cacá Diegues, que morreu em fevereiro deste ano: “Diretor de filmes fundamentais como Bye Bye Brasil, fundador do Cinema Novo e um dos cineastas que conceberam o cinema de forma mais democrática e inclusiva”.

Já na categoria de melhor atriz, Valentina Herszage representou Fernanda Torres no palco e leu o discurso enviado pela premiada: “Por meio de Eunice Paiva, revisitei o horror da ditadura que vivi na minha infância. Este grande advogado, democrata e defensor dos direitos humanos brasileiro nos ensina, no momento presente, a resistir com alegria e civilidade, sem nos submetermos ao autoritarismo. Em nome da família Paiva, de Marcelo Paiva e de todos aqueles que defenderam e continuam defendendo a arte e a democracia, repito: Ditadura nunca mais!”.

O Brasil ainda se destacou com Senna na categoria de melhor criador de minissérie ou série, que foi entregue para Vicente Amorim, Fernando Coimbra, Luiz Bolognesi e Patrícia Andrade. Neste ano, outros brasileiros também estavam indicados: a animação Arca de Noé, de Alois Di Leo e Sergio Machado; Dalia e o Livro Vermelho, de David Bisbano, uma coprodução entre Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Espanha e Peru; Cidade de Deus: A Luta Não Para em três categorias; e Senna com outras três indicações.

A consagrada atriz Eva Longoria, conhecida por diversas obras, entre elas, a série Desperate Housewives, foi homenageada com o Platino de Honor. Depois de receber uma visita surpresa no palco da amiga e atriz Sofia Vergara, e felicitações em vídeo de colegas como Jaime Camil, Jessica Alba, Amaury Nolasco e Melanie Griffith, Longoria expressou sua gratidão por tal reconhecimento, que não apenas valida uma carreira de sucesso e comprometimento com o audiovisual tanto na frente quanto atrás das câmeras, mas também ressalta e apoia seus esforços para conscientizar a comunidade latina ao redor do mundo, especialmente em indústrias internacionais como Hollywood.

Emocionada, discursou: “Eu nasci no Texas, sou mexicana-americana, tenho sangue espanhol nas veias, especificamente das Astúrias. Minha alma é mexicana. Adoro a conexão entre o México e a Espanha. É uma irmandade muito especial que pode ser sentida em cada canto desta sala. Desde que comecei minha carreira em Hollywood, em 1998, tenho o sonho de representar com orgulho minhas raízes e homenagear as mulheres hispânicas em particular”.

Conheça os vencedores do 12º Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles (Brasil)

MELHOR COMÉDIA IBERO-AMERICANA DE FICÇÃO
Buscando a Coque, de Teresa Bellón e César F. Calvillo (Espanha)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Mariposas Negras, de David Baute (Espanha/Panamá)

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO DE ESTREIA | FICÇÃO
El ladrón de perros, de Vinko Tomicic (Bolívia/Chile/Equador/México)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
El eco, de Tatiana Huezo (México)

MELHOR DIREÇÃO
Walter Salles, por Ainda Estou Aqui

MELHOR ROTEIRO
La infiltrada, escrito por Amèlia Mora e Arantxa Echevarría

MELHOR ATRIZ
Fernanda Torres, por Ainda Estou Aqui

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Clara Segura, por El 47

MELHOR ATOR
Eduard Fernández, por Marco

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Daniel Fanego, por El jockey

MELHOR FOTOGRAFIA
O Quarto ao Lado, por Eduard Grau

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Pedro Páramo, por Eugenio Caballero e Carlos Y. Jacques

MELHOR MONTAGEM
La infiltrada, por Victoria Lammers

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
O Quarto ao Lado, por Alberto Iglesias

MELHOR SOM
Segundo premio, por Diana Sagrista, Alejandro Castillo, Eva Valiño e Antonin Dalmasso

PREMIO PLATINO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES
Memorias de un cuerpo que arde, de Antonella Sudasassi (Costa Rica/Espanha)

MELHOR MINISSÉRIE OU SÉRIE IBERO-AMERICANA
Cem Anos de Solidão (Colômbia) (Netflix)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Claudio Cataño, por Cem Anos de Solidão

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Candela Peña, por O Caso Asunta

MELHOR ATOR COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Jairo Camargo, por Cem Anos de Solidão

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Carmen Maura, por Terra de Mulheres

MELHOR CRIADOR | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Vicente Amorim, Fernando Coimbra, Luiz Bolognesi e Patrícia Andrade, por Senna (Brasil)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO
La infiltrada, de Arantxa Echevarría (Espanha)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR ATOR
Luis Tosar, por La infiltrada

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR ATRIZ
Carolina Yuste, por La infiltrada

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR MINISSÉRIE OU SÉRIE IBERO-AMERICANA
Cem Anos de Solidão (Colômbia) (Netflix)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Candela Peña, por O Caso Asunta

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Claudio Cataño, por Cem Anos de Solidão

Foto: Divulgação/Sony Pictures Classics.

Festival de Cannes 2025: conheça os curtas-metragens selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta português A Solidão dos Lagartos, de Inês Nunes

Depois de anunciar a seleção de longas, a 78ª edição do Festival de Cannes, que acontecerá entre os dias 13 e 24 de maio, revelou os curtas-metragens selecionados para a Competição Oficial e também para a mostra La Cinef, anteriormente conhecida como Cinéfondation, criada para inspirar e apoiar a próxima geração de cineastas.

Neste ano, o comitê de seleção assistiu 4.781 curtas; onze foram escolhidos, sendo cinco dirigidos por mulheres. Os filmes disputam a Palma de Ouro, que será entregue pelo Júri Oficial, presidido pela cineasta alemã Maren Ade e que contará também com: Reinaldo Marcus Green, diretor e produtor americano; Camélia Jordana, cantora e atriz franco-argelina; José Maria Prado Garcia, produtor e fotógrafo espanhol; e Nebojša Slijepčević, cineasta croata. O grupo também será responsável pelos prêmios da mostra La Cinef.

Para a 28ª edição da La Cinef, 16 filmes foram selecionados entre os 2.700 inscritos por escolas e universidades de cinema do mundo todo. Criada em 1998 por Gilles Jacob e dedicada à busca de novos talentos, a La Cinef, chamada anteriormente de Cinéfondation, proporciona uma oportunidade para que jovens realizadores vejam os melhores filmes do ano exibidos no festival e absorvam a atmosfera inspiradora na companhia de realizadores de renome.

Conheça os curtas-metragens selecionados para o Festival de Cannes 2025:

COMPETIÇÃO

A Solidão dos Lagartos, de Inês Nunes (Portugal)
Aasvoëls, de Dian Weys (África do Sul)
Agapito, de Arvin Belarmino e Kyla Danelle Romero (Filipinas)
Ali, de Adnan Al Rajeev (Bangladesh)
Arguments in favor of love, de Gabriel Abrantes (EUA)
Dammen, de Grégoire Graesslin (França)
Fille de l’eau, de Sandra Desmazières (França)
Hypersensible, de Martine Frossard (Canadá)
I’m Glad You’re Dead Now, de Tawfeek Barhom (Palestina/França/Grécia)
Nü hái (Lili), de Zhaoguang Luo e Shuhan Liao (China)
The Spectacle, de Bálint Kenyères (Hungria)

LA CINEF

12 Moments Before The Flag-Raising Ceremony, de Qu Zhizheng (China) (Beijing Film Academy)
A Doll Made Up Of Clay, de Kokob Gebrehaweria Tesfay (Índia) (Satyajit Ray Film & Television Institute)
Bimo, de Oumnia Hanader (França) (CinéFabrique)
Ether, de Vida Skerk (Reino Unido) (NFTS)
First Summer, de Heo Gayoung (Coreia do Sul) (KAFA)
Fursecuri si lapte, de Andrei Tache-Codreanu (Romênia) (UNATC I. L. Caragiale)
Ginger Boy, de Miki Tanaka (Japão) (ENBU Seminar)
Le Continent somnambule, de Jules Vésigot-Wahl (França) (La Fémis)
Måske i marts, de Mikkel Bjørn Kehlert (Dinamarca) (Super16)
Matalapaine, de Helmi Donner (Finlândia) (AALTO University)
My Grandmother is a Skydiver, de Polina Piddubna (Alemanha) (Filmuniversität Babelsberg Konrad Wolf)
O Pássaro de Dentro, de Laura Anahory (Portugal) (Escola das Artes, UCP)
Per bruixa i metzinera, de Marc Camardons (Espanha) (ESCAC)
Talk Me, de Joecar Hanna (EUA) (NYU)
Tres, de Juan Ignacio Ceballos (Argentina) (UCINE)
Winter in March, de Natalia Mirzoyan (Estônia) (Estonian Academy of Arts)

Foto: Divulgação.

9ª Mostra Pajeú de Cinema: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cris Martins no longa Tijolo por Tijolo: filme selecionado

A nona edição da Mostra Pajeú de Cinema acontecerá entre os dias 28 de abril e 23 de maio com atividades de exibição, reflexão e formação em oito cidades do Pajeú, em Pernambuco: Afogados da Ingazeira, Calumbi, Carnaíba, Flores, Iguaracy, Ingazeira, Tabira e Solidão.

Neste ano, foram mais de 800 títulos inscritos e a equipe de curadoria foi formada por Bruna Tavares, Janaína Oliveira e André Dib. Farão parte da programação 22 títulos, entre curtas e longas-metragens, que serão divididos em nove programas com exibições em praça pública nas suas etapas da itinerância e no Cine São José, cinema histórico em Afogados da Ingazeira.

A 9ª MPC traz um recorte de filmes de diferentes regiões do país, com abordagens e temáticas diversas e atuais para públicos de todas as idades; a programação conta também com diversas atividades paralelas. A identidade visual desta edição também foi divulgada recentemente: clique aqui e confira. A ilustração representa resistência e resiliência e é assinada pelo artista pernambucano Rômulo Nascimento.

Conheça os filmes selecionados para a 9ª Mostra Pajeú de Cinema:

CURTAS-METRAGENS

A Cachoeira dos Pássaros, de Thiago Pombo (PE)
A Menina que Queria Voar, de Tais Amordivino (BA)
Alguma Coisa com Plutônio, de Raoni Assis (PE)
Como se Ninguém Estivesse Olhando, de Gi Ismael (PB)
Do Outro Lado da Serra, de Amanda Borges de Souza Almeida (MG)
Donas da Terra, de Ana Marinho (SE)
Era Uma Vez Diversiones, de Sharlene Esse e Henrique Arruda (PE)
Eu e o Boi, o Boi e Eu, de Jane Carmen Oliveira (MG)
Malu e a Máquina, de Ana Luiza Meneses (DF)
Mansos, de Juliana Segóvia (MT)
Mar de Dentro, de Lia Letícia (PE)
O Sonho de Anu, de Vanessa Kypá (PB)
Os Guerreiros da Rua 2: A Missão, de Erickson Marinho (PE)
Outro Lugar, de Perseu Azul (MT)
Quatro Pontes, de Tábata Clarissa de Morais (PE)
Tempo de Vaqueiro, de Ramon Batista (PB)
Tu Oro, de Rodrigo Aquiles (AP)
Vamos em Batalha, de Moradores de Comunidades (ES)

LONGAS-METRAGENS

Centro Ilusão, de Pedro Diogenes (CE)
O Sonho de Clarice, de Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho (DF)
Ouvidor, de Matias Borgström (SP)
Tijolo por Tijolo, de Victória Álvares e Quentin Delaroche (PE)

Foto: Divulgação/Olhar Filmes.

Cine PE 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Seu Jorge e Shirley Cruz em A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert

A organização do Cine PE – Festival do Audiovisual anunciou, nesta quinta-feira, 24/04, a lista completa dos filmes que farão parte da programação de sua 29ª edição, que acontecerá entre os dias 9 e 15 de junho; serão exibidos 38 títulos.

Com o tema Festa da Cultura, o Cine PE segue consolidando-se como uma das maiores vitrines do cinema brasileiro. Neste ano, o festival registrou um recorde de inscrições: 1.004 filmes submetidos, superando as 982 produções do ano anterior. Esse crescimento evidencia a força de um evento que, ao longo de quase três décadas, tem se tornado um marco no calendário cultural de Pernambuco. A curadoria desta edição foi realizada por Edu Fernandes e Carissa Vieira, responsáveis pela seleção dos filmes. 

As sessões das mostras competitivas de longas-metragens, curtas nacionais e curtas pernambucanos ocorrerão no cinema do Teatro do Parque. Já o tradicional Cinema São Luiz receberá, em horários de matinê, uma programação especial voltada à formação de público, que, neste ano, contará com três novas subseções: a Mostra Grandes Festivais, no dia 14 de junho; a Mostra Lei Paulo Gustavo, voltada à produção pernambucana; e a Mostra Panorama Paraíba, dedicada ao cinema paraibano, ambas no dia 15 de junho. Todas as sessões são gratuitas.

Fora da competição, o filme hors concours do Cine PE 2025 é Os Enforcados, de Fernando Coimbra, que foi exibido no Festival de Toronto e é estrelado por Leandra Leal e Irandhir Santos, com produção da Gullane Filmes. Na mesma mostra, será exibido também Eu Preciso Dizer que Te Amo, documentário de Marlom Meirelles, produzido em parceria com estudantes da rede pública de Jaboatão dos Guararapes e a Bertini Produções.

A mostra competitiva de curtas-metragens conta com nove filmes nacionais, incluindo uma produção pernambucana, e sete curtas na competitiva pernambucana, totalizando 16 filmes na disputa pelo Troféu Calunga. Além disso, a programação inclui 13 títulos na Mostra Matinê, dois na Mostra Infantil, dois hors concours e cinco na competitiva de longas. A Mostra Infantil ocorrerá em duas etapas: nos dias 20 e 21 de maio, no cinema do Teatro do Parque, e nos dias 26 e 28 de maio, no Cine Teatro Samuel Campelo, em Jaboatão dos Guararapes. As sessões são voltadas para estudantes da rede pública.

Além disso, o primeiro homenageado do 29º Cine PE já confirmado é o ator e diretor Julio Andrade, conhecido por sua versatilidade e presença marcante no cinema, na televisão e no teatro. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão o filme Gonzaga: De Pai pra Filho, a série Sob Pressão, da Rede Globo, e o remake de Vale Tudo, onde vive Rubinho. Clique aqui e saiba mais.

O Troféu Calunga, símbolo máximo do festival, será entregue aos vencedores das mostras competitivas de curtas e longas-metragens. Criado pela artista plástica Juliana Notari, o troféu homenageia a Calunga, boneca carregada pela sacerdotisa dos cultos afro-brasileiros durante o maracatu. Representando uma divindade e símbolo de proteção e força, a Calunga reforça a conexão do festival com a ancestralidade e a cultura popular. Os filmes premiados receberão a Calunga de Prata, enquanto os homenageados da edição serão contemplados com a Calunga de Ouro.

Conheça os filmes selecionados para o Cine PE – Festival do Audiovisual 2025:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS

A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert (SP)
Itatira, de André Luís Garcia (SP)
Nem Toda História de Amor Acaba em Morte, de Bruno Costa (PR)
O Ano em que o Frevo Não Foi pra Rua, de Mariana Soares e Bruno Mazzoco (SP)
Senhoritas, de Mykaela Plotkin (PE)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

A Caverna, de Louise Fiedler (PR)
Casulo, de Aline Flores (SP)
Cavalo Marinho, de Leo Tabosa (PE)
Depois do Fim, de Pedro Maciel (SP)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP)
Liberdade Sem Conduta, de Dênia Cruz (RN)
O Último Varredor, de Perseu Azul e Paulo Alipio (MT)
Tapando Buracos, de Pally e Laura Fragoso (AL)
Tu Oro, de Rodrigo Aquiles (AP)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

#Partiu, de Isis Gomes
Babalu é Carne Forte, de Xulia Doxágui
Esconde-Esconde, de Vitória Vasconcellos
Lança-Foguete, de William Oliveira
O Carnaval é de Pelé, de Lucas Santos
Sertão 2138, de Deuilton B. Júnior
Sonho em Ruínas, de Priscila Nascimento

MOSTRAS PARALELAS

MOSTRA GRANDES FESTIVAIS
Deixa, de Mariana Jaspe (RJ)
Mambembe, de Fabio Meira (GO)

MOSTRA LEI PAULO GUSTAVO PE
Areias do Céu, de Virgínia Guimarães
Garapa Nervosa, a banda que esqueceu de acabar
, de Daniel Barros
Histórias do Alto, de Carlos Kamara
PX Origens, de Adalberto Oliveira
Umbilina e Sua Grande Rival, de Marlom Meirelles

MOSTRA PANORAMA PARAÍBA
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais
Jacu, de Ramon Batista
Ladário, de Ed Júnior
Memórias: Histórias do Cine Teatro Municipal de Sumé, de Ana Célia Gomes
O Colecionador de Cheiros de Nucas Femininas, de Ana Clara Vidal de Negreiros e Natália Damião
O Sonho de Anu, de Vanessa Kypá

MOSTRA INFANTIL
Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa, de Fernando Fraiha (SP)
Jorge Quer Ser Repórter, de Lula Queiroga e Victor Germano (PB)

MOSTRA HORS-CONCOURS
Eu Preciso Dizer que Te Amo, de Marlom Meirelles e Estudantes da Rede Pública do Jaboatão dos Guararapes (PE)
Os Enforcados, de Fernando Coimbra (SP)

Foto: Aline Arruda.

Festival de Cannes 2025 anuncia novos filmes; coprodução brasileira é selecionada

por: Cinevitor
Jonathan Guilherme e Sérgio Coragem em O Riso e a Faca: coprodução entre Portugal e Brasil

Depois de anunciar os primeiros filmes de sua 78ª edição, que acontecerá entre os dias 13 e 24 de maio, o Festival de Cannes revelou novos títulos que completam sua seleção. Como de costume, o evento acontecerá no Palais des Festivals com a tradicional disputa pela Palma de Ouro e mostras paralelas.

Entre os novos selecionados, vale destacar a presença de O Riso e a Faca, do cineasta português Pedro Pinho, na mostra Un Certain Regard. Batizado a partir de uma música homônima do músico cantor e compositor baiano Tom Zé, o filme foi rodado na Guiné-Bissau e no deserto da Mauritânia entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2024 e é coproduzido pela brasileira Bubbles Project, com distribuição no Brasil da Vitrine Filmes.

O longa conta a história do engenheiro ambiental Sérgio, português que viaja para uma metrópole na África Ocidental onde vai trabalhar num projeto rodoviário entre o deserto e a selva. Lá, ele desenvolve um relacionamento íntimo com dois moradores da cidade, Diára e Gui. No trio de protagonistas, está o brasileiro Jonathan Guilherme, ex-atleta de vôlei que trocou as quadras pela arte e hoje é poeta em Barcelona, na Espanha, onde mora. Ele dá vida ao personagem Gui e contracena com o português Sérgio Coragem, conhecido por seus papéis em Verão Danado e Fogo-Fátuo; e a cabo-verdiana Cleo Diára, de Diamantino.

Jonathan não é o único brasileiro no elenco, que conta ainda com a participação do doutor em antropologia Renato Sztutman, interpretando a si mesmo. Nomes do cinema nacional estão presentes em cargos-chave do projeto, falado em português e criolo. Uma das produtoras de O Riso e a Faca é a brasileira Tatiana Leite, fundadora da Bubbles Project, uma das empresas que assinam a produção do longa, que ainda traz os também brasileiros Rodrigo Letier, da Kromaki Filmes, como produtor associado, e Eduardo Nasser na direção de produção. Miguel Seabra Lopes, nascido em Portugal e com nacionalidade brasileira, é um dos roteiristas do filme.

Na área técnica, o longa também conta com a experiência e o talento de vários profissionais brasileiros, como o diretor de fotografia Ivo Lopes Araújo e a montadora Karen Akerman. A lista de colaboradores nacionais ainda tem Stella Rainer, Wanessa Malta, Vernal Santos, Amina Nogueira, Caio Costa, Martão Vagner, Isabel Lessa, Victor Hugo Pancaldi, Fernando Junior, entre outros, somando 31 brasileiros na equipe.

Tatiana Leite conta que aceitou o convite dos produtores portugueses sem hesitar: “Eu já era fã do filme anterior do Pedro, A Fábrica do Nada, e o argumento de O Riso e a Faca me tocou profundamente. Sabia que seria uma jornada desafiadora: pela relevância política, pela delicadeza do tema e por expor feridas abertas da colonização. O processo foi ainda mais intenso do que imaginei. Filmamos por quatro meses em película na Guiné-Bissau e Mauritânia, atravessamos a pandemia e seguimos juntos, com uma equipe incrível de portugueses, brasileiros, africanos, franceses e romenos”.

A produtora relata ainda que a saga foi dura, mas que sente que fizeram algo raro e precioso: “Amo ouvir cada personagem revelar as agruras do mundo onde estão emergidos, ao mesmo tempo que buscam completar suas próprias jornadas enquanto indivíduos. Após a estreia em Cannes, mal posso esperar para mostrar o filme ao público brasileiro”

Sobre o filme, o diretor falou: “Após A Fábrica de Nada, O Riso e a Faca procura aprofundar a mesma pesquisa em torno da discursividade no seio da narrativa. O filme convida os personagens a trazer a palavra para o centro da ferida mais exposta do nosso tempo: a fronteira neocolonial. Construindo a partir dessa premissa uma jornada polifônica, expondo um espectro de perspectivas em torno de um problema central, que permanece longe de estar resolvido”.

Outra novidade revelada para esta edição foi o pôster oficial inspirado no longa Um Homem, Uma Mulher, do cineasta francês Claude Lelouch, que levou a Palma de Ouro em 1966, além do Oscar de melhor filme internacional e melhor roteiro. Pela primeira vez na história, o festival apresenta um pôster duplo com um dos abraços mais famosos da sétima arte entre Anouk Aimée e Jean-Louis Trintignant. O comunicado diz: “Em tempos que parecem querer separar, compartimentar ou subjugar, o Festival de Cannes quer (re)unir; aproximar corpos, corações e almas; incentivar a liberdade e retratar o movimento para perpetuá-lo; incorporar o turbilhão da vida para celebrá-lo, repetidamente”. Clique aqui e saiba mais.

Conheça os novos filmes selecionados para o Festival de Cannes 2025:

COMPETIÇÃO

Die, My Love, de Lynne Ramsay (Reino Unido/EUA)
Woman and Child, de Saeed Roustaee (Irã)

UN CERTAIN REGARD

Love Me Tender, de Anna Cazenave Cambet (França)
O Riso e a Faca, de Pedro Pinho (Portugal/Brasil)
The Chronology of Water, de Kristen Stewart (EUA/França/Letônia/Espanha/Reino Unido)
Un Poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)

CANNES PREMIÈRE

Ástin sem eftir er, de Hlynur Pálmason (Islândia)
Love on Trial, de Kôji Fukada (Japão)
Magalhães, de Lav Diaz (Filipinas/Espanha/Portugal/Japão/França)

SESSÃO DA MEIA-NOITE

Honey Don’t!, de Ethan Coen (EUA/Reino Unido)
Le Roi Soleil, de Vincent Maël Cardona (França)

SESSÕES ESPECIAIS

Amélie et la métaphysique des tubes, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han (França)
Arco, de Ugo Bienvenu (França)
Mama, de Or Sinai (Israel)
Qui brille au combat, de Joséphine Japy (França)

TRIBUTE | PIERRE RICHARD

L’homme qui a vu l’ours qui a vu l’homme, de Pierre Richard (França)

Foto: Divulgação/Bubbles Project.

Cannes 2025: curta-metragem Samba Infinito, de Leonardo Martinelli, é selecionado para a Semana da Crítica

por: Cinevitor
Camila Pitanga no curta brasileiro Samba Infinito

Foram anunciados nesta quinta-feira, 17/04, os curtas-metragens selecionados para a Semana da Crítica 2025 (Semaine de la Critique), mostra paralela ao Festival de Cannes que concentra-se na descoberta de novos talentos. Desde que foi criada pelo Syndicat Français de la Critique de Cinéma, em 1962, busca explorar e revelar novos cineastas inovadores do mundo todo. 

Em sua 64ª edição, a Semana da Crítica, que acontecerá entre os dias 14 e 22 de maio, terá o cineasta espanhol Rodrigo Sorogoyen como presidente do júri; vale lembrar que no ano passado ele assumiria esse mesmo cargo, mas precisou se afastar por motivos pessoais. O jornalista marroquino Jihane Bougrine, o diretor de fotografia Josée Deshaies, a produtora indonésia Yulia Evina Bhara e o ator britânico Daniel Kaluuya completam o time de jurados.

Neste ano, o cinema brasileiro marca presença com o curta-metragem Samba Infinito, dirigido por Leonardo Martinelli. A trama se passa durante o Carnaval do Rio de Janeiro enquanto um gari luta contra a perda da irmã e suas obrigações profissionais. Em meio às comemorações, ele encontra uma criança perdida e decide ajudá-la.

Com Alexandre Amador, Miguel Leonardo, Gilberto Gil e Camila Pitanga no elenco, que também assina como produtora associada, o roteiro é assinado pelo próprio diretor, que já venceu o Leopardo de Ouro, no Festival de Locarno, com o curta Fantasma Neon. A fotografia é de João Atala e a montagem é de Lobo Mauro; Fabio Carnèiro e Victor Tigronez foram os responsáveis pelo som. A música é de André Mendonça e Fabio Carnèiro; a direção de arte é assinada por Ananias de Caldas e Brian Thurler.

Em comunicado oficial nas redes sociais, Leonardo Martinelli falou sobre a seleção: “É de coração cheio que venho anunciar que Samba Infinito terá sua estreia mundial na competição de curtas da 64ª Semana da Crítica. É um sonho se realizando. Esse filme só foi possível graças a parceria de uma equipe incrível que fez acontecer o impossível”. Produzido pela Baraúna Filmes, Les Valseurs e Pseudo Filmes, o curta conta também com Dida Camero e João Fontenele como elenco de apoio.

A equipe segue com Pedro Henrique França na produção de elenco e colaboração de Felipe M. Bragança no roteiro; Sávio Fernandes assina os efeitos visuais. O figurino é de Ana Avelar e a maquiagem de Julia Roberta. A produção é assinada por Renan Barbosa Brandão, Rafael Teixeira, Leonardo Martinelli, Clara Marquardt, Justin Pechberty, Damien Megherbi e Lucas H. Rossi

Conheça os curtas-metragens selecionados para a Semana da Crítica 2025:

COMPETIÇÃO | CURTA-METRAGEM

Alișveriș, de Vasile Todinca (Romênia)
An-Gyeong (Glasses), de Yumi Joung (Coreia do Sul)
Dieu est timide (God is shy), de Jocelyn Charles (França)
Donne Batterie (Free Drum Kit), de Carmen Leroi (França)
Erogenesis, de Xandra Popescu (Alemanha)
L’mina, de Randa Maroufi (Marrocos/França/Itália/Qatar)
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (Brasil/França)
Wonderwall, de Róisín Burns (França/Reino Unido)
КРИТИЧНЕ СТАНОВИЩЕ (Critical Condition), de Mila Zhluktenko (Alemanha)
கத்து! (Bleat!), de Ananth Subramaniam (Malásia/Filipinas/França)

SESSÃO ESPECIAL

Eraserhead in a Knitted Shopping Bag, de Lili Koss (Bulgária)
No skate!, de Guil Sela (França)
Une Fugue (To the Woods), de Agnès Patron (França)

CONVIDADOS | Festival International du Film de Morelia

Aguacuario, de Jose Eduardo Castilla Ponce (México)
Buscando un burro, de Juan Vincente Manrique (México/Venezuela)
Ser Semilla, de Julia Granillo Tostado (México)
Spiritum, de Adolfo Margulis (México)

*Clique aqui e conheça os longas-metragens selecionados

Foto: Sofia Leão.

Cannes 2025: conheça os filmes selecionados para a Quinzena de Cineastas

por: Cinevitor
Paula Beer em Miroirs No.3, de Christian Petzold

Organizada pela La Société des réalisateurs de films (la SRF), desde 1969, a Quinzena de Cineastas (Quinzaine des Cinéastes), antes chamada de Quinzena dos Realizadores, mostra paralela ao Festival de Cannes, colabora com a descoberta de novos cineastas independentes e contemporâneos.

Com o objetivo de ser eclética e receptiva a todas as formas de expressão cinematográfica, a Quinzena destaca a produção anual de filmes de ficção, curtas e documentários no cenário independente e também popular, com cineastas talentosos e originais.

Neste ano, em sua 57ª edição, que acontecerá entre os dias 14 e 24 de maio, o comunicado oficial sobre a seleção diz: “Num mundo em convulsão, atingido por uma reação em todos os níveis, em que valores republicanos e universalistas são combatidos, onde a função subversiva da arte é ameaçada e certas grandes obras são canceladas, cineastas de todos os continentes se mantêm firmes. A riqueza e o dinamismo da jovem criação cinematográfica estão intactos. Às vezes vindos de países em guerra ou de regiões onde reinam o obscurantismo e o populismo, os filmes frustram grandes discursos e mostram outra realidade. Como sempre, o cinema está um passo à frente da sociedade. Em vez de julgar, complica. Em vez de denunciar, ele questiona. Em vez de fazer generalizações, ele está interessado nas pequenas histórias, aquelas de indivíduos que vivenciam eventos. Com raiva ou com humor, sempre com uma boa dose de poesia”.

O comunicado segue: “A 57ª edição da Quinzena é diversa, mista e rica em descobertas. Celebra uma vivacidade cinematográfica inestimável que é mais crucial do que nunca, mesmo que cineastas e produtores achem cada vez mais difícil financiar seus projetos. Ela está ao lado de diretores do mundo todo na luta contra a padronização, a comercialização e, portanto, a neutralização do cinema. Temos o prazer de compartilhar com vocês uma seleção que celebra a arte de encenar, bem como o desejo e a generosidade dos autores”.

O pôster deste ano é assinado pelo cineasta estadunidense Harmony Korine, um dos grandes agitadores do cinema independente americano, que passou 30 anos subvertendo a cultura pop e seus clichês em uma carreira que abrange cinema, pintura e obras multimídia. Ele defende uma arte do erro que chama de Mistakist Art, mergulhando o espectador em um universo hipnótico e decadente, privilegiando a imperfeição técnica, o acidente e as mudanças tonais. Em comunicado, o artista disse: “Os personagens da pintura são chamados de Twitchys. Eles estão sempre à espreita e brincando. Eles estão muito felizes por estarem em Cannes”.

Além disso, o cineasta Todd Haynes, de Segredos de um Escândalo e Carol, será homenageado com o Carrosse d’Or. Neste ano, a Quinzena criou um novo prêmio que destaca cineastas que ousam romper convenções e abrir novos caminhos no cinema francês e internacional: o diretor e roteirista Thomas Cailley será o primeiro a receber o Prix Alpine

Nesta 57ª edição, o cinema brasileiro não marca presença nas mostras competitivas. Porém, quatro curtas-metragens cearenses, realizados no projeto La Factory des Cinéastes Ceará Brasil, que teve o cineasta Karim Aïnouz como padrinho, serão exibidos na noite de abertura. Clique aqui e saiba mais.

Confira a lista completa com os filmes selecionados para a Quinzena de Cineastas 2025:

LONGA-METRAGEM

Brand New Landscape (見はらし世代), de Yuiga Danzuka (Japão)
Classe moyenne (The Party’s Over!), de Antony Cordier (França/Bélgica)
Dangerous Animals, de Sean Byrne (Austrália)
Enzo, de Robin Campillo (França) (filme de abertura)
Girl on Edge (Hua yang shao nv sha ren shi jian), de Jinghao Zhou (China)
Indomptables, de Thomas Ngijol (Camarões/França)
Kokuho, de Lee Sang-il (Japão)
L’engloutie (The Girl in the Snow), de Louise Hémon (França)
La Danse des Renards (Wild Foxes), de Valéry Carnoy (França/Bélgica)
La mort n’existe pas (Death Does Not Exist), de Félix Dufour-Laperrière (Canadá)
Les filles désir (The Girls We Want), de Prïncia Car (França)
Lucky Lu, de Lloyd Lee Choi (Canadá)
Militantropos, de Yelizaveta Smith, Alina Gorlova e Simon Mozgovyi (Ucrânia/França/Áustria)
Miroirs No.3 (Mirrors No. 3), de Christian Petzold (Alemanha)
Peak Everything (Amour Apocalypse), de Anne Émond (Canadá)
Que ma volonté soit faite (Her Will Be Done), de Julia Kowalski (França)
Sorry, Baby, de Eva Victor (EUA/Espanha/França) (filme de encerramento)
The President’s Cake (Mamlaket al-Qasab), de Hasan Hadi (Iraque)

CURTA ou MÉDIA-METRAGEM

+10K, de Gala Hernández López (França/Espanha)
Before the Sea Forgets, de Ngọc Duy Lê (Vietnã)
Bread Will Walk (Le pain se lève), de Alex Boya (Canadá)
Cœur Bleu (Blue Heart), de Samuel Suffren (Haiti)
Karmash (کرمش), de Aleem Bukhari (Paquistão)
La Mort du poisson (Death of the Fish), de Eva Lusbaronian (França)
Loynes, de Dorian Jespers (Bélgica)
Nervous Energy, de Eve Liu (EUA)
The Body, de Louris van de Geer (Austrália)
When the Geese Flew, de Arthur Gay (EUA)

Foto: Divulgação.