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Conheça os vencedores do 4º Muído – Festival de Cinema de Campina Grande

por: Cinevitor
Badu Morais: melhor atriz pelo curta No Batente

Foram anunciados neste domingo, 03/08, os vencedores da quarta edição do Muído – Festival de Cinema de Campina Grande, mais uma janela da produção cinematográfica paraibana e nordestina, que aconteceu no Teatro Municipal Severino Cabral

Neste ano, 25 títulos foram selecionados entre 281 inscritos. A curadoria foi assinada por Priscila Urpia Moura e Victor de Rosa na Mostra Mundaréu; e Fernando Santos e Virgínia Gualberto na Mostra Facheiro Luzente. Já o time de jurados foi formado por Helton Paulino, Valtyennya Pires e Geyson Luiz. Os vencedores receberam o Troféu Faxexo.

O tema desta quarta edição foi Abrindo Veredas Nesse Caminho e o artista Fernando JFL assinou a arte e toda a identidade visual. Além dos filmes, a programação contou também com oficinas, mesas, debates, a famosa Feirinha do Muído e o Assustado do Muído. O premiado longa pernambucano Tijolo por Tijolo, de Victoria Álvares e Quentin Delaroche, foi o filme convidado deste ano e foi exibido na noite de encerramento

O Muído, realizado em Campina Grande, Paraíba, é um festival genuinamente paraibano e que tem como um dos objetivos ser uma tela para a produção do estado, do litoral ao sertão, passando pelo Cariri, Curimataú, Brejo, Seridó, entre outros.

Conheça os vencedores do 4º Muído – Festival de Cinema de Campina Grande:

MELHOR FILME | MOSTRA MUNDARÉU
Pupá, de Osani (RN)

PRÊMIO ELY MARQUES | MELHOR FILME PARAIBANO
Tempo de Vaqueiro, de Ramon Batista (Nazarezinho)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Pupá, de Osani (RN)

MELHOR DIREÇÃO
Ramon Batista, por Tempo de Vaqueiro

MELHOR ROTEIRO
Tapando Buracos, escrito por Pally

MELHOR ATRIZ
Badu Morais, por No Batente

MELHOR ATOR
Roberto Rezende, por No Batente

PRÊMIO ALLAN VIDAL | MELHOR MONTAGEM
Pupá, por Alex Macedo

MELHOR FOTOGRAFIA
A Menina que Queria Voar, por Edvaldo Raw

MELHOR DESENHO DE SOM
Procissão, por Álisson Flor

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
A Menina que Queria Voar, por Amanda Lima

MENÇÃO HONROSA
Como se Ninguém Estivesse Olhando, de Gi Ismael (PB)
Desconfiguração, de Yo Passos e David Guedes (PB)

Foto: Humberto Bassanello.

Amores Materialistas

por: Cinevitor

Materialists

Direção: Celine Song

Elenco: Dakota Johnson, Chris Evans, Pedro Pascal, Zoë Winters, Marin Ireland, Dasha Nekrasova, Emmy Wheeler, Louisa Jacobson, Eddie Cahill, Sawyer Spielberg, Joseph Lee, John Magaro, Nedra Marie Taylor, Sietzka Rose, Halley Feiffer, Madeline Wise, Ian Stuart, Dan Domenech, Emiliano Díez, Rachel Zeiger-Haag, Alison Bartlett, Lindsey Broad, Baby Rose, Fernando Belo, Will Fitz, Erin Hill, Tom Johnson, Beshoy Mehany, Swanmy Sampaio.

Ano: 2025

Sinopse: Uma jovem e ambiciosa matchmaker de Nova York se vê dividida entre o par perfeito, um empresário romântico e misterioso, e seu ex-imperfeito, que ainda está tentando equilibrar sua vida. Como você escolhe entre a vida que você quer e o amor que você precisa?

Nota do CINEVITOR:

Filhos

por: Cinevitor

Vogter

Direção: Gustav Möller

Elenco: Sidse Babett Knudsen, Sebastian Bull, Dar Salim, Marina Bouras, Olaf Johannessen, Jacob Lohmann, Siir Tilif, Rami Zayat, Mathias Petersen, Lone Rødbroe, Thomas Voss, Emil Nygaard Albertsen, Martin Sørensen, Bashar Al-Saoudi, Josephine Raahauge, Morten Agerholm Jensen, Solvej Kyung-Sook Christiansen, Kathrine Hansen, Michael Sand, Dorcas Hansen, David Rousing, Liv Tolsager, Christian Tokkesdal, Jens Henrik Lose, Jesper Kern Lund, David Andersen, David Samuel Majcherek, Marco Grimnitz, Thomas Abrigo Toustrup, Abdel Jama, Leon Frost, Daim Jusufi, Deniz Sødal Gulsen, Muhzin Zulaman, Adnan Tareq, Jens Jespen, Patrick Pilgaard, Haris Samardzic, Nick Amadou, Tobias Sørig, Malik Dervishi, Marc Helt, Andreas Hermansen, Martin Mors Andersson, Sebastian Nørgaard, Kuno Pedersen, Søren Hvam, Valdimar Jóhannsson, Frantz Dupuis, Jesus Vicente Torresano Lominchar.

Ano: 2024

Sinopse: Eva é uma agente penitenciária idealista que enfrenta um dilema quando um jovem que faz parte de seu passado é transferido para a prisão onde ela trabalha. Sem revelar esse segredo, ela pede para ser alocada no bloco do rapaz, o mais violento da instituição. E assim começa um perturbador thriller psicológico, em que o sentido de justiça de Eva coloca a sua moralidade e o seu futuro em jogo.

*Filme visto na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

Prêmio Grande Otelo 2025: Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, é consagrado

por: Cinevitor
Fernanda Torres: melhor atriz por Ainda Estou Aqui

Foram anunciados nesta quarta-feira, 30/07, os vencedores da 24ª edição do Prêmio Grande Otelo, antes chamado de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, conhecido como a mais importante festa do audiovisual brasileiro.

Neste ano, Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles e vencedor do Oscar, foi consagrado com treze prêmios, entre eles, melhor longa-metragem de ficção e melhor atriz para Fernanda Torres; o filme liderava a lista com dezesseis indicações. Na sequência, Malu, de Pedro Freire, se destacou com três troféus Grande Otelo.

Com mais de cinco milhões de espectadores nos cinemas brasileiros, vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza do ano passado e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, com participação especial de Fernanda Montenegro, Ainda Estou Aqui é inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família. O relato começa no início dos anos 70, quando um ato de violência muda a história da família Paiva para sempre. O livro e o filme abraçam o ponto de vista daqueles que sofrem uma perda em um regime de exceção, mas não se dobram; o roteiro é de Murilo Hauser, de A Vida Invisível, e Heitor Lorega.

A sinopse diz: Rio de Janeiro, início dos anos 70. O país enfrenta o endurecimento da ditadura militar. Estamos no centro de uma família, os Paiva: Rubens, Eunice e seus cinco filhos. Vivem na frente da praia, numa casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens Paiva é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice , cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas, é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos.

Em seu discurso como melhor atriz, Fernanda Torres, que foi indicada ao Oscar, exaltou a trajetória mundial de Ainda Estou Aqui e agradeceu por encerrar a jornada no Rio: “Ainda Estou Aqui começou no Rio de Janeiro e me sinto muito realizada tendo dado a volta ao mundo com Walter, Selton, com o filme e com Eunice Paiva para estar aqui hoje, de volta. Eu estou muito feliz de ir para casa com o Grande Otelo!”, disse emocionada.

Foram anunciados 30 prêmios para longas-metragens, curtas e séries brasileiras: 29 produções escolhidas pelo amplo júri formado por profissionais associados à Academia Brasileira de Cinema; e o disputado Grande Otelo de melhor filme pelo Júri Popular escolhido pelo público por meio de votação realizada no site da Academia. Como é tradição, a abertura dos envelopes foi ao vivo, auditada pela PwC Brasil. Neste ano, a lista de finalistas reuniu mais de 300 profissionais indicados em mais de 30 diferentes longas-metragens brasileiros, 5 longas ibero-americanos, 19 curtas brasileiros (5 de ficção, 6 documentários e 8 de animação); e 20 séries (7 de animação, 5 documentais e 8 de ficção).

Walter Salles: prêmio melhor direção por Ainda Estou Aqui 

Na abertura da premiação, Renata Almeida Magalhães, presidente da Academia Brasileira de Cinema, falou sobre a última safra do cinema nacional e ressaltou a importância de ter uma instituição plural e democrática para representá-lo: “Este foi um ano muito especial para o nosso cinema e, na noite de hoje, vamos celebrá-lo com todos que o realizam. Não importa quem ganha ou perde, todos somos vencedores porque acreditamos na força das nossas imagens e sonhos e não desistimos nunca. Em 2025, fizemos um golaço em pleno Carnaval e, para ser justo com Waltinho, foi um gol de Garrincha”

Em tom bem humorado, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, subiu ao palco e falou da importância cultural e econômica do cinema para a capital fluminense e todo o Brasil: “O Prêmio Grande Otelo é um dos momentos mais inspiradores da cultura brasileira, nossa maior homenagem ao talento, criatividade e força do cinema nacional. Com o maior orgulho, celebramos filmes como Ainda Estou Aqui, o grande destaque desta edição que recebeu 16 indicações, o que reforça o talento dos nossos profissionais e a maturidade do nosso setor. Conquistas são motivo de orgulho e, mais importante, prova que vale a pena investir na cultura, mostrando que, quando o poder público cumpre seu papel, o talento floresce e o Brasil brilha lá fora com histórias que nascem aqui”

Ao longo da noite, o evento celebrou a trajetória do cinema brasileiro ao redor do mundo com homenagens a filmes e a profissionais brasileiros que marcaram presença e se destacaram no cinema mundial. Durante a cerimônia, foram relembrados marcos como a chegada dos primeiros atores brasileiros a Hollywood; vitórias e indicações de produções nacionais nos maiores festivais internacionais, como Cannes, Berlim e Veneza; e as múltiplas conquistas do Cinema Novo. Fizeram ainda parte da homenagem os triunfos mais recentes de Ainda Estou Aqui, O Último Azul e O Agente Secreto, além de uma bela homenagem à produtora LC Barreto Produções Cinematográficas, que já produziu e coproduziu mais de 80 títulos.

Na parte musical, a banda Primavera nos Dentes fez três apresentações especiais com um repertório de canções emblemáticas que marcaram o cinema brasileiro em diferentes épocas. Na voz da vocalista Duda Brack, o quinteto apresentou O que é que a baiana tem?, de Dorival Caymmi, sucesso que projetou Carmen Miranda rumo à carreira internacional; Bye Bye Brasil, escrita por Chico Buarque especialmente para o longa homônimo de Cacá Diegues; e É preciso dar um jeito, meu amigo, de Erasmo Carlos, que se tornou um hino do momento atual do audiovisual brasileiro com Ainda Estou Aqui

Realizada anualmente pela Academia Brasileira de Cinema, a cerimônia aconteceu na Cidade das Artes Bibi Ferreira, no Rio de Janeiro, com apresentação de Bárbara Paz e Isabel Fillardis. O evento foi transmitido ao vivo para todo o país pelo Canal Brasil e pelo YouTube da Academia.

Conheça os vencedores do 24º Prêmio Grande Otelo

MELHOR LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles

MELHOR LONGA-METRAGEM | VOTO POPULAR
Milton Bituca Nascimento, de Flavia Moraes

MELHOR LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
3 Obás de Xangô, de Sérgio Machado

MELHOR LONGA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Arca de Noé, de Sérgio Machado e Alois Di Leo

MELHOR LONGA-METRAGEM | INFANTIL
Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa, de Fernando Fraiha

MELHOR DIREÇÃO
Walter Salles, por Ainda Estou Aqui

MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM
Pedro Freire, por Malu

MELHOR ATRIZ | LONGA-METRAGEM
Fernanda Torres, por Ainda Estou Aqui

MELHOR ATOR | LONGA-METRAGEM
Selton Mello, por Ainda Estou Aqui

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | LONGA-METRAGEM
Juliana Carneiro da Cunha, por Malu

MELHOR ATOR COADJUVANTE DE LONGA-METRAGEM
Ricardo Teodoro, por Baby 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Malu, escrito por Pedro Freire

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Ainda Estou Aqui, escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega; baseado no livro Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Ainda Estou Aqui, por Adrian Teijido

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Ainda Estou Aqui, por Carlos Conti

MELHOR FIGURINO
Ainda Estou Aqui, por Claudia Kopke

MELHOR MAQUIAGEM
Ainda Estou Aqui, por Marisa Amenta e Luigi Rocchetti

MELHOR EFEITO VISUAL
Ainda Estou Aqui, por Claudio Peralta

MELHOR MONTAGEM
Ainda Estou Aqui, por Affonso Gonçalves

MELHOR SOM
Ainda Estou Aqui, por Laura Zimmerman e Stéphane Thiébaut

MELHOR TRILHA SONORA
Ainda Estou Aqui, por Warren Ellis

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Helena de Guaratiba, de Karen Black (RJ)

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Você, de Elisa Bessa (RJ)

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
A Menina e o Pote, de Valentina Homem (PE)

MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO
Grand Tour, de Miguel Gomes (Portugal); indicação: Academia Portuguesa de Cinema

MELHOR SÉRIE | FICÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING
Senna (Netflix)

MELHOR SÉRIE | DOCUMENTÁRIO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING
Falas Negras (4ª temporada) (TV Globo)

MELHOR SÉRIE | ANIMAÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING
Irmão do Jorel (5ª temporada) (Max/Cartoon Network Latin America)

MELHOR ATRIZ | SÉRIE DE FICÇÃO
Adriana Esteves, por Os Outros

MELHOR ATOR | SÉRIE DE FICÇÃO
Gabriel Leone, por Senna

Foto: Cláudio Andrade/Christian Rodrigues. 

Festival de Cinema de Vitória 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo, protagonista do curta Umbilina e Sua Grande Rival: dois prêmios

Foram anunciados nesta quinta-feira, 24/07, em cerimônia apresentada por Bel Kutner e Higor Campagnaro, no Teatro Sesc Glória, os vencedores do Troféu Vitória da 32ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo.

A cerimônia de encerramento contou com uma emocionante homenagem a um dos maiores nomes da cultura brasileira, Ney Matogrosso. Como parte da homenagem, o artista recebeu o Troféu Vitória e o Caderno do Homenageado, publicação biográfica inédita, que trata da sua vida e trajetória profissional. Ney é um dos grandes nomes da música brasileira e da cultura nacional.

Ao longo de 50 anos de carreira solo, destacou-se também como ator no cinema e diretor de espetáculos musicais e teatrais, sempre reafirmando, por meio de sua arte, a liberdade e importância de ser quem se é. Em 2025, foi homenageado com o filme biográfico Homem com H, de Esmir Filho, visto por milhares de espectadores nos cinemas. Também nas telonas, um de seus papéis marcantes foi em Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez e Ícaro C. Martins, que foi exibido na noite de encerramento do festival, após a homenagem.

Ovacionado pelo público, subiu ao palco e discursou: “Estou feliz! Vamos seguir a história, não é isso? Para mim é uma felicidade fazer parte do cinema. Desde criança sempre fui ao cinema e ficava muito impressionado com as pessoas naquela tela. Lá dentro desejava isso. Foi para mim uma felicidade mesmo. Sou da música, mas sou do cinema também. E estou disponível para ser do cinema, desde que tenha tempo livre. Fico meio envergonhado, meio travado. Mas aceito sim, muito obrigado!”. Outro momento emocionante da noite foi quando toda a plateia colocou no rosto uma máscara que fazia alusão à maquiagem usada pelo artista na época do Secos & Molhados

Sobre os premiados: na Mostra Competitiva Nacional de Longas, o grande vencedor foi a produção goiana Mambembe, de Fabio Meira, que levou o Troféu Vitória de melhor filme pelo Júri Técnico, melhor interpretação para Índia Morena e Menção Honrosa para Madonna Show. A produção capixaba O Deserto de Akin, de Bernard Lessa, ganhou o Troféu Vitória de melhor filme pelo Júri Popular e melhor fotografia para Heloísa Machado. O longa cearense Centro Ilusão, de Pedro Diogenes, venceu o Troféu Vitória de melhor direção e roteiro. O Júri Técnico da mostra foi composto pelo ator, roteirista e diretor Heraldo de Deus, pela diretora de arte Joyce Castello e pela atriz Marcélia Cartaxo.

Na Mostra Competitiva Nacional de Curtas, o vencedor do Troféu Vitória de melhor filme pelo Júri Técnico foi a produção baiana Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu. O capixaba Sola, de Natália Dornelas, recebeu o Troféu Vitória de melhor filme pelo Júri Popular. Já o curta alagoano Entre Corpos levou os prêmios de melhor roteiro e direção para Mayra Costa. O Júri Técnico da mostra foi composto pela diretora Gabriela Gastal, pelo produtor audiovisual Izah Candido e pelo ator e cineasta Victor Di Marco, que também foram jurados da mostra Foco Capixaba

Também foram entregues o Troféu Vitória de melhor filme (Júri Popular e Júri Técnico) para os filmes que participaram das seguintes mostras: 15ª Mostra Quatro Estações, 14ª Mostra Foco Capixaba, 14ª Mostra Corsária, 12ª Mostra Outros Olhares, 10ª Mostra Cinema e Negritude, 10ª Mostra Mulheres no Cinema, 9ª Mostra Nacional de Videoclipes, 8ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental e 7ª Mostra Do Outro Lado.  

O júri do Prêmio Canal Brasil de Curtas elegeu A Invenção do Orum, de Paulo Sena, como o melhor filme da Mostra Competitiva Nacional de Curtas. A produção capixaba ganhou o Troféu Canal Brasil, além de uma premiação no valor de 15 mil reais. O time de jurados foi formado por Marília Barbosa (IstoÉ), Pâmela Ortiz (CineNinja) e Paulo Ernesto (AdoroCinema), que participaram da cobertura do 32º Festival de Cinema de Vitória

O Prêmio Sesc Glória, escolhido pela curadoria do Sesc, foi para o filme Mambembe, de Fabio Meira, exibido na Mostra Competitiva Nacional de Longas. O prêmio consiste no licenciamento por dois anos para exibição nos cinemas do Sesc Espírito Santo. O júri foi formado pelos produtores culturais Gabriel Albuquerque e Leandra Moreira.

O time de jurados desta 32ª edição do Festival de Vitória completou-se com: Ana Pessoa, Bertrand Lira e GG Fákọ̀làdé na mostra Quatro Estações; Margarita Hernández, Julia Martins e Leandra Moreira na mostra Mulheres no Cinema; Bertrand Lira, Maria Grijó e Mayra Alarcón na mostra Do Outro Lado | Cinema Fantástico; André Félix, Izah Candido e Tamyres Batista na mostra Cinema e Negritude; Bertrand Lira, Tião Xará e Margarita Hernández na Mostra Nacional de Cinema Ambiental; Murilo Abreu, Daniel Morelo e Silvana Ramalhete na Mostra Nacional de Videoclipes; Verônica Gomes, Bertrand Lira e Edson Ferreira na mostra Outros Olhares; e Julia Martins, Higor Campagnaro e Gabriele Stein na mostra Corsária

Vale destacar também que, ao longo de sua programação, o Festival de Cinema de Vitória prestou homenagem a dois grandes nomes da cultura brasileira que nos deixaram nos últimos dias: a cantora Preta Gil, que faleceu no domingo, 20/07, e foi homenageada por Silvero Pereira no palco (assista aqui); e a produtora Zita Carvalhosa, fundadora do Curta Kinoforum, que faleceu na terça-feira, 22/07. 

Conheça os vencedores do 32º Festival de Cinema de Vitória:

15ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS

Melhor Filme: Mambembe, de Fabio Meira (GO)
Melhor Filme | Júri Popular: O Deserto de Akin, de Bernard Lessa (ES)
Melhor Direção: Pedro Diogenes, por Centro Ilusão
Melhor Roteiro: Centro Ilusão, escrito por Pedro Diogenes
Melhor Fotografia: O Deserto de Akin, por Heloísa Machado
Melhor Contribuição Artística: Brasiliana: O Musical Negro que Apresentou o Brasil ao Mundo, de Joel Zito Araújo (MG)
Melhor Interpretação: Índia Morena, por Mambembe
Menção Honrosa: Madonna Show, por Mambembe

29ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS

Melhor Filme: Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
Melhor Filme | Júri Popular: Sola, de Natália Dornelas (ES)
Prêmio Especial do Júri: Fenda, de Lis Paim (CE)
Melhor Direção: Mayra Costa, por Entre Corpos
Melhor Roteiro: Entre Corpos, escrito por Mayra Costa
Melhor Fotografia: Arame Farpado, por Renato Hodja
Melhor Contribuição Artística: O Tempo é um Pássaro, de Yasmin Thayná (RJ)
Melhor Interpretação: Noélia Montanhas, por Fenda
Menção Honrosa: O Panda e o Barão, de Melina Galante (ES)

15ª MOSTRA QUATRO ESTAÇÕES
Melhor Filme: Lacraia vai Tremer, de Lá Baiano e Jadson Titanium (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: Lacraia vai Tremer, de Lá Baiano e Jadson Titanium (ES)
Menção Honrosa: 2 de Copas, de Ana Squilanti (SP)

14ª MOSTRA FOCO CAPIXABA
Melhor Filme: Castelos de Areia, de Giuliana Zamprogno (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: A Última Sala, de Gabriela Busato e Júlio Cesar (ES)

14ª MOSTRA CORSÁRIA
Melhor Filme: Cavaram uma Cova no Meu Coração, de Ulisses Arthur (AL)
Melhor Filme | Júri Popular: Cavaram uma Cova no Meu Coração, de Ulisses Arthur (AL)
Menção Honrosa: O Som do Trovão no Deserto, de Diego Zon (ES)

12ª MOSTRA OUTROS OLHARES
Melhor Filme: Guarapari Revisitada, de Adriana Jacobsen (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: Manoel Loreno: Improviso e Paixão, de Enzo Rodrigues (ES)

10ª MOSTRA MULHERES NO CINEMA
Melhor Filme: Mães, de Bruna Aguiar (RJ)
Melhor Filme | Júri Popular: Mães, de Bruna Aguiar (RJ)

10ª MOSTRA CINEMA E NEGRITUDE
Melhor Filme: O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol AÓ (BA)
Melhor Filme | Júri Popular: Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)
Menção Honrosa: Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)

9ª MOSTRA NACIONAL DE VIDEOCLIPES
Melhor Filme: humanurbano: Nóis é eternidade, de Fredone Fone (Artista: MC Fredone) (ES)
Melhor Filme | Júri PopularSanto Orixá Guerreiro, de Camila Calmon, Sabrina Repollez e Jeffão (Artista: Monique Rocha) (ES)

8ª MOSTRA NACIONAL DE CINEMA AMBIENTAL
Melhor Filme: Sobre Ruínas, de Carol Benjamin (RJ)
Melhor Filme | Júri PopularPor que Morrem os Rios?, de Dandara Rust Raposo, Luiza Piroli, Maíra Fortuna, Maria Cecília Oliveira e Vanessa Baptista Simões (ES)

7ª MOSTRA DO OUTRO LADO | CINEMA FANTÁSTICO
Melhor Filme: Umbilina e Sua Grande Rival, de Marlom Meirelles (PE/PB)
Melhor Filme | Júri Popular: Umbilina e Sua Grande Rival, de Marlom Meirelles (PE/PB)
Menção Honrosa: Encontros Sobrenaturais, de Lucas Carvalho (ES)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
A Invenção do Orum, de Paulo Sena (ES)

PRÊMIO SESC GLÓRIA
Mambembe, de Fabio Meira (GO)

Foto: Sergio Cardoso/Galpão Produções.

Festival de Cinema de Vitória 2025: Ney Matogrosso é homenageado e ovacionado pelo público

por: Cinevitor
Ney Matogrosso em Vitória: homenagem 

A última noite da 32ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo, foi marcada por muita emoção. Além da premiação, a cerimônia de encerramento contou com uma homenagem a um dos maiores nomes da cultura brasileira, Ney Matogrosso. Como parte da honraria, o artista recebeu o Troféu Vitória e o Caderno do Homenageado, publicação biográfica inédita, que trata da sua vida e trajetória profissional.

Ney é um dos grandes nomes da música brasileira e da cultura nacional. Ao longo de 50 anos de carreira solo, destacou-se também como ator no cinema e diretor de espetáculos musicais e teatrais, sempre reafirmando, por meio de sua arte, a liberdade e importância de ser quem se é. Em 2025, foi homenageado com o filme biográfico Homem com H, de Esmir Filho, visto por milhares de espectadores nos cinemas. Também nas telonas, um de seus papéis marcantes foi em Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez e Ícaro C. Martins, que foi exibido na noite de encerramento do festival, após a homenagem, que aconteceu na quinta-feira, 24/07, no Teatro Sesc Glória

Ovacionado pelo público, subiu ao palco, cumprimentou as apresentadoras Sarah Oliveira e Simone Zuccolotto e discursou: “Estou feliz! Vamos seguir a história, não é isso? Para mim é uma felicidade fazer parte do cinema. Desde criança sempre fui ao cinema e ficava muito impressionado com as pessoas naquela tela. Lá dentro desejava isso. Foi para mim uma felicidade mesmo. Sou da música, mas sou do cinema também. E estou disponível para ser do cinema, desde que tenha tempo livre. Fico meio envergonhado, meio travado. Mas aceito sim, muito obrigado!”. Outro momento marcante da noite foi quando toda a plateia colocou no rosto uma máscara que fazia alusão à maquiagem usada pelo artista na época do Secos & Molhados

Antes da homenagem, Ney Matogrosso participou de uma coletiva de imprensa, que foi realizada no período da tarde no Hotel Senac Ilha do Boi, na capital capixaba. Com mediação da jornalista e crítica de cinema Simone Zuccolotto, relembrou momentos marcantes de sua trajetória em uma conversa descontraída, que contou também com a presença da diretora Helena Ignez na plateia. 

Para celebrar esse momento, registramos os melhores momentos do bate-papo do homenageado com o público e jornalistas, além da homenagem no Teatro Sesc Glória. Na conversa, relembrou histórias divertidas do início da carreira, como: as previsões de uma cartomante, que lhe comparou à Carmen Miranda e previu seu sucesso. Falou também sobre como lida com a certeza da morte e a finitude, revelou que não fará festa para celebrar seus 84 anos no dia 1º de agosto, debateu sobre polarização política e revelou mudanças no repertório de seu show Bloco na Rua

Além disso, Ney relembrou, ao lado da amiga e diretora Helena Ignez, os bastidores das filmagens do longa Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha; falou da repercussão da cinebiografia Homem com H; e contou uma história sobre a censura durante a ditadura militar no Brasil quando recebeu a visita de censores em um show no Recife. Ao falar de seu amor pela sétima arte, revelou que frequentava as salas de cinema desde criança e que ficou encantado com a atriz francesa Françoise Arnoul no filme Os Amantes do Tejo, de Henri Verneuil, e também com a música Barco Negro, que acabou regravando anos depois. 

Aperte o play e confira os melhores momentos da coletiva de imprensa com Ney Matogrosso no 32º Festival de Cinema de Vitória e da homenagem no palco do Teatro Sesc Glória

*Clique aqui e assista nossa entrevista com Ney Matogrosso no Festival de Vitória

Fotos: Melina Furlan/Vikki Dessaune. 

53º Festival de Cinema de Gramado: conheça os longas gaúchos selecionados

por: Cinevitor
Cena do longa Rua do Pescador, nº6, de Bárbara Paz

A produção audiovisual do Rio Grande do Sul também está representada na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado com mais uma realização da Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos, realizada pelo evento em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Instituto Estadual de Cinema.

Ao todo, cinco títulos disputarão o kikito, assim como premiações em dinheiro, conforme previsto em regulamento. Marcado para acontecer entre os dias 13 e 23 de agosto, com abertura oficial no dia 15, o 53º Festival de Cinema de Gramado exibirá os longas-metragens gaúchos selecionados para a Mostra Sedac Iecine entre os dias 18 e 22, sempre às 14h, no Palácio dos Festivais. Já os vencedores serão conhecidos na sexta-feira, dia 22, durante cerimônia na programação noturna do Palácio dos Festivais.

O programador Leonardo Bomfim, a jornalista Mônica Kanitz e a cineasta Sabrina Fidalgo foram os responsáveis pela escolha dos títulos que compõem a mostra. Conheça os longas gaúchos selecionados:

Bicho Monstro,de Germano de Oliveira (Porto Alegre)
Passaporte Memória, de Decio Antunes (Porto Alegre)
Quando a Gente Menina Cresce, de Neli Mombelli (Santa Maria)
Rua do Pescador, nº6, de Bárbara Paz (Porto Alegre)
Uma em Mil, de Jonatas e Tiago Rubert (Canoas)

Primeiro longa-metragem dirigido por Germano de Oliveira, Bicho Monstro mostra um vilarejo rural em que a pequena Ana se impressiona com uma peça sobre o misterioso Thiltapes. Ao mesmo tempo, o filme também volta duzentos anos no tempo quando um botanista alemão ouve uma história sobre esse mesmo animal. Enquanto lidam com dilemas distintos, ambos perseguem a mesma criatura.

Passaporte Memória acompanha um emigrante brasileiro que vive em Paris e, após a morte da mãe, retorna à sua cidade natal e se defronta com lembranças da infância durante a ditadura militar no Brasil, repensando sua própria história. Também se trata de uma estreia na direção em longas, no caso, de Decio Antunes, diretor artístico da JogoDeCena Companhia Teatral.

Da cidade de Santa Maria vem Quando a Gente Menina Cresce, da documentarista, montadora e produtora cultural Neli Mombelli. No filme, um grupo de meninas vive a transição da infância para adolescência em uma escola pública na periferia do município. Elas têm entre 9 e 12 anos e, ao longo do ano letivo, sentem mudanças no corpo, medos, desejos e vivem a expectativa da chegada da primeira menstruação.

Radiografando acontecimentos recentes do Rio Grande do Sul, Rua do Pescador, nº6, da atriz, diretora e produtora Bárbara Paz, traz para a tela as memórias de vidas marcadas pelas enchentes no Estado. Após a baixa das águas, a equipe do longa saiu em busca de histórias, memórias após o fim, encontrando uma comunidade ribeirinha profundamente afetada.

Representando Canoas, Uma em Mil é dirigido por dois irmãos: Jonatas e Tiago Rubert, e o mais jovem tem Síndrome de Down, tema que o documentário explora a partir da ideia de que uma em mil são as chances de uma pessoa nascer com a síndrome. Juntos, os dois tentam entender por que um deles nunca trocou uma lâmpada na vida e acabam descobrindo o que a invenção do rádio tem a ver com a invenção da escada. “Isso mesmo, este não é um filme normal”, avisam os realizadores.

Para a comissão de seleção, os cinco filmes transitam entre “a fabulação e o mistério, a própria realização de um filme, a delicadeza extremamente política, a urgência de um momento do Rio Grande do Sul e momentos históricos distintos colocados em diálogo”. Todas as cinco obras são inéditas no Rio Grande do Sul, fazendo sua estreia em solo gaúcho diretamente no Festival de Cinema de Gramado. As sessões da Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos são abertas ao público, com entrada franca.

Foto: Bruno Polidoro.

Festival de Toronto 2025 anuncia novos filmes; coprodução brasileira é selecionada

por: Cinevitor
Cena do colombiano Noviembre, de Tomás Corredor: coprodução brasileira

A 50ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de setembro, revelou os títulos selecionados para as mostras Discovery, que traz cineastas em seus primeiros filmes, e Midnight Madness, com sessões na madrugada que destacam o que há de melhor e mais bizarro no gênero contemporâneo e no cinema de choque. 

Na mostra Discovery, o cineasta colombiano Tomás Corredor apresenta o drama Noviembre, protagonizado por Natalia Reyes e Santiago Alarcón. O filme é uma coprodução entre Colômbia, México, Noruega e Brasil (pela produtora gaúcha Vulcana Filmes, com Jéssica Luz e Paola Wink). Os brasileiros Bruno Carboni (montagem), Toco Cerqueira (mixagem de som), Mariá Portugal (trilha sonora original), Gabriela Stein (assistente de pós-produção), Gabriel Alvim (coordenador de pós-produção), Henrique Fernandes (efeitos visuais), Fabian Gamarra (coordenador de pós-produção), João Paulo Geraldo (colorista), Daniel Sasso (editor de som) e Pedro Valadão (coordenador de pós-produção) também fazem parte da equipe. 

Com roteiro de Tomás Corredor, Jorge Goldenberg, Iana Cossoy Paro e Xenia Rivery, o filme apresenta um relato dramatizado do Cerco ao Palácio de Justiça, na Colômbia, em 1985, e combina elementos fictícios com imagens históricas explorando temas de crença, turbulência e trauma nacional. 

A sinopse diz: 6 de novembro de 1985, Bogotá, Colômbia. Apenas uma hora após a tomada do Palácio da Justiça, a resposta do exército começa a frustrar os planos da guerrilha M-19 de tomar o prédio e iniciar um julgamento contra o presidente por descumprimento dos tratados de paz. Em meio ao combate, um pequeno grupo de insurgentes se refugia em um banheiro. Alguns civis, presos e confinados com o pequeno grupo guerrilheiro, devem suportar, por quase 27 horas, a brutalidade do fogo cruzado entre seus captores e o exército estadual em um confronto do qual optam por não participar.

Conheça os novos filmes selecionados para o 50º Festival de Toronto

DISCOVERY

100 Sunset, de Kunsang Kyirong (Canadá)
Amoeba, de Siyou Tan (Singapura/Holanda/França/Espanha/Coreia do Sul)
As We Breathe, de Şeyhmus Altun (Turquia/Dinamarca)
Babystar, de Joscha Bongard (Alemanha)
Bayaan, de Bikas Ranjan Mishra (Índia)
Dinner With Friends, de Sasha Leigh Henry (Canadá)
Egghead Republic, de Pella Kågerman e Hugo Lilja (Suécia)
Forastera, de Lucía Aleñar Iglesias (Espanha/Itália/Suécia)
Ghost School, de Seemab Gul (Paquistão)
Julian, de Cato Kusters (Bélgica/Holanda)
Laundry, de Zamo Mkhwanazi (Suíça/África do Sul)
Little Lorraine, de Andy Hines (Canadá)
Maddie’s Secret, de John Early (EUA)
Mārama, de Taratoa Stappard (Nova Zelândia)
Nika & Madison, de Eva Thomas (Canadá)
Noviembre, de Tomás Corredor (Colômbia/México/Brasil/Noruega)
Oca, de Karla Badillo (México/Argentina)
Our Father, de Goran Stankovic (Sérvia/Itália/Croácia/Macedônia do Norte/Montenegro/Bósnia e Herzegovina)
Out Standing, de Mélanie Charbonneau (Canadá)
Retreat, de Ted Evans (Reino Unido)
Sink, de Zain Duraie (Jordânia/Arábia Saudita/Qatar/França)
The Man in My Basement, de Nadia Latif (Reino Unido/EUA)
The Son and the Sea, de Stroma Cairns (Reino Unido)

MIDNIGHT MADNESS

Dead Lover, de Grace Glowicki (Canadá) (filme de encerramento)
Dust Bunny, de Bryan Fuller (EUA)
Fuck My Son!, de Todd Rohal (EUA)
Junk World, de Takahide Hori (Japão)
Karmadonna, de Aleksandar Radivojević (Sérvia)
Nirvanna the Band the Show the Movie, de Matt Johnson (Canadá) (filme de abertura)
Normal, de Ben Wheatley (EUA/Canadá)
Obsession, de Curry Barker (EUA)
The Furious, de Kenji Tanigaki (Hong Kong/China)
The Napa Boys, de Nick Corirossi (EUA)

Foto: Divulgação/Burning.

Giornate degli Autori 2025: conheça os filmes selecionados para mostra paralela do Festival de Veneza

por: Cinevitor
Cena de Memory of Princess Mumbi, de Damien Hauser 

Criada em 2004, a Giornate degli Autori, mostra paralela ao Festival Internacional de Cinema de Veneza, foi inspirada na Quinzena dos Realizadores, de Cannes, com o objetivo de chamar a atenção para um cinema de alta qualidade, sem qualquer tipo de restrição, e com um cuidado especial em inovação, pesquisa, originalidade e independência.

Nesta 22ª edição, que acontecerá entre os dias 27 de agosto e 6 de setembro, o cineasta norueguês Dag Johan Haugerud, que recentemente foi premiado em Berlim com o Urso de Ouro por Drømmer, será o presidente do júri. O diretor, que foi consagrado nesta mostra em 2019 com Nossas Crianças, disse em comunicado oficial: “Estou emocionado e entusiasmado por ter recebido a honrosa tarefa de presidir o júri deste ano da Giornate degli Autori, que é muito especial para mim com sua programação apaixonada e seletiva, e pelo fato de selecionar apenas dez filmes com especial cuidado pela inovação, originalidade e independência. Arte, literatura e cinema são mais importantes do que nunca, representam uma oportunidade para a reflexão intelectual e política e, com sorte, uma expansão dos sentidos. Dessa forma, o cinema tem a capacidade de promover mudanças, tanto no nível individual quanto na sociedade como um todo. Com isso em mente, é com grande expectativa que aguardo a programação deste ano”

Gaia Furrer, diretora artística da Giornate degli Autori, comentou a parceria com Dag Johan Haugerud: “Estamos realmente felizes em anunciar Dag Johan Haugerud como nosso presidente do júri. Ao recebê-lo de volta, seis anos após a memorável estreia de Nossas Crianças, nos maravilhamos com a evolução de um cineasta cuja trilogia Sexo, Amor e Sonhos recebeu o reconhecimento do Urso de Ouro na Berlinale. Seu cinema é atemporal e, ainda assim, profundamente contemporâneo, enraizado em um profundo interesse filosófico por tudo o que nos torna humanos; nossas aspirações, vulnerabilidades e deficiências. O estilo distinto de Haugerud é de uma complexidade terna, que é a melhor resposta para remendar as arestas desgastadas da era em que vivemos”

Francesco Ranieri Martinotti, presidente da Giornate degli Autori, e Giorgio Gosetti, coordenador geral, também se pronunciaram sobre o presidente do júri: “Estamos felizes em iniciar um novo ciclo que se baseia no espaço incomparável de liberdade e vitalidade criativa que, nos últimos anos, caracterizou a singularidade da nossa seção independente no Festival de Cinema de Veneza. Sua confirmação e fidelidade à nossa ideia de cinema demonstram claramente como a Giornate se tornou uma realidade compartilhada, onde cineastas se provam, reafirmam suas identidades e redescobrem a alegria de união em torno de uma paixão comum”. Além de Dag Johan Haugerud, o júri contará também com: Francesca Andreoli, Lina Soualem, Josh Siegel e Sofian El Fani

A seleção oficial da 22ª edição da Giornate degli Autori apresenta filmes de sensibilidade artística com urgência de contar o tempo em que vivemos. Todos os títulos são estreias mundiais e, juntos, formam uma janela para o mundo que transportará os amantes do cinema para vinte países e culturas diferentes (incluindo a Itália) que podem se orgulhar de uma variedade notável de estilos e linguagens cinematográficas. 

Conheça os filmes selecionados para a mostra Giornate degli Autori 2025:

SELEÇÃO OFICIAL

A Sad and Beautiful World, de Cyril Aris (Líbano/EUA/Alemanha/Arábia Saudita/Qatar)
Anoche conquisté Tebas, de Gabriel Azorín (Espanha/Portugal)
Arkoudotrypa, de Stergios Dinopoulos e Krysianna B. Papadakis (Grécia)
Daroon-e Amir, de Amir Azizi (Irã)
La gioia, de Nicolangelo Gelormini (Itália)
Memory of Princess Mumbi, de Damien Hauser (Quênia/Suíça)
Memory, de Vladlena Sandu (França/Holanda) (filme de abertura)
Past Future Continuous, de Morteza Ahmadvand e Firouzeh Khosrovani (Irã/Noruega/Itália)
Short Summer, de Nastia Korkia (Alemanha/França/Sérvia)
Vainilla, de Mayra Hermosillo (México)

EVENTI SPECIALI

Come ti muovi, sbagli, de Gianni Di Gregorio (Itália) (filme de encerramento)
Do You Love Me, de Lana Daher (França/Líbano/Alemanha/Qatar)
Écrire la vie: Annie Ernaux racontée par des lycéennes et des lycéens, de Claire Simon (França)
Il Quieto Vivere, de Gianluca Matarrese (Itália/Suíça)
Lagūna, de Sharunas Bartas (Lituânia/França)
Qui vit encore, de Nicolas Wadimoff (Suíça)

NOTTI VENEZIANE

6:06, de Tekla Taidelli (Itália/Portugal)
Amata, de Elisa Amoruso (Itália)
Confiteor: Come scoprii che non avrei fatto la Rivoluzione, de Bonifacio Angius (Itália/Polônia)
Dom, de Massimiliano Battistella (Itália/Bósnia e Herzegovina)
Film di Stato, de Roland Sejko (Itália)
Indietro così!, de Antonio Morabito (Itália)
Life beyond the Pine Curtain: l’America degli invisibili, de Giovanni Troilo (Itália)
Toni, mio padre, de Anna Negri (Itália)
Una cosa vicina, de Loris G. Nese (Itália)

MIU MIU WOMEN’S TALES
Autobiografia di una Borsetta, de Joanna Hogg (Itália)

Foto: Divulgação.

Monsieur Aznavour

por: Cinevitor

Direção: Mehdi Idir e Grand Corps Malade

Elenco: Tahar Rahim, Bastien Bouillon, Marie-Julie Baup, Camille Moutawakil, Narine Grigoryan, Hovnatan Avédikian, Ella Pellegrini, Petra Silander, Luc Antoni, Nicolas Chupin, Norvan Avedissian, Aaliyah Kerekdjian, Tigran Mekhitarian, Gulia Avetisyan, Philippe Berodot, Victoria Colinet-Wendland, Paul Deby, Isabelle Brignoli, Candice Pascal, Annie Mercier, David Houri, Benjamin Clery, Jérémie Petrus, David Faure, Matilda Marty-Giraut, Chloé François, Virginie Georges, Elisabeth Duda, Dominique Engelhardt, Maxime d’Aboville, Saverio Maligno, Dimitri Michelsen, Etienne Guillou-Kervern, Laura Lieblein Adam, Yvo Muller, Sharon Mann, Aurélien Lorgnier, Christian Bordeleau, Serge Postigo, Charlotte Morel, Anne-Julie Proulx, Vincent Ropion, Charlotte Agrès, Lionel Cecilio, Julien Campani, Roxane Barazzuol, François Perache, Maud Jurez, Van Balian, Florent Chesné, Arthur Verret, Thomas Michaut, Marion Limosin, Victor Meutelet, Cecile Auxire-Marmouget, Jowee Omicil, Rupert Wynne-James, Romy Pointet, Kolia Abiteboul, Padrig Vion, Christophe Favre, Anaëlle Molinario, Mélinée Balkis, Lemmy Constantine, Rabah Nait Oufella, Moussa Mansaly, Jean-Bohémond Leguay, Alexis Desprez, Thomas Garcia, Tiffany Hofstetter, Aaron Kahn, Cyrus Khodaveisi, Remy Laquittant, Thibault Maunoury, Ivan Rangelov, Thibaut Rostan, Anaïs Spinelli-Herry.

Ano: 2024

Sinopse: De uma infância pobre à sua ascensão e fama, de seus triunfos a seus fracassos, de Paris a Nova Iorque, descubra a jornada excepcional de um artista. Íntimo, intenso, frágil e indestrutível, dedicado à sua arte até o fim, aqui está um dos cantores mais imortais de todos os tempos: Charles Aznavour.

Nota do CINEVITOR:

Festival de Toronto 2025: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, é selecionado

por: Cinevitor
Maria Fernanda Cândido em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho

A 50ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de setembro, divulgou os títulos selecionados para as mostras Galas, Special Presentations e Platform, que contará com nomes como Chloé Zhao, Edward Berger, Gus Van Sant, Scarlett Johansson, Baz Luhrmann, Guillermo del Toro, Jafar Panahi, Joachim Trier, Ildikó Enyedi, entre muitos outros. 

Nesta edição comemorativa, que celebra os 50 anos do festival canadense, o cinema brasileiro ganha destaque com O Agente Secreto, sexto longa de Kleber Mendonça Filho, recentemente premiado em Cannes. O filme, que será exibido na mostra Special Presentations, é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes

O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes, Robson Andrade e Tânia Maria.

As filmagens ocorreram em junho, julho e agosto de 2024 no Recife, Brasília e em São Paulo. O trabalho de montagem foi realizado durante oito meses por Eduardo Serrano e Matheus Farias. A direção de arte é de Thales Junqueira; o figurino é assinado por Rita Azevedo. A direção de fotografia é de Evgenia Alexandrova.

As mostras Galas e Special Presentations do Festival de Toronto celebram o melhor do cinema contemporâneo em todos os gêneros e estilos, de todos os cantos do mundo. Neste ano, o TIFF exibirá filmes de mais de 30 países que apresentam narrativas ousadas, perspectivas globais e o poder do cinema para conectar públicos de diferentes culturas.

Enquanto isso, a mostra competitiva Platform preza pela visão ousada da direção e pela narrativa singular. A programação, organizada por Robyn Citizen, oferece ao público um primeiro vislumbre de algumas das vozes cinematográficas mais cativantes em ascensão. A edição deste ano apresenta dez filmes, de 19 países, de cineastas em início e meio de carreira prontos para a estreia mundial. O júri será presidido por Carlos Marqués-Marcet, cineasta espanhol, e contará também com: Marianne Jean-Baptiste, atriz britânica de origem santa-lucense; e Chloé Robichaud, cineasta canadense.

Conheça os primeiros filmes selecionados para o 50º Festival de Toronto:

GALAS 2025

Adulthood, de Alex Winter (EUA)
Deux pianos (Two Pianos), de Arnaud Desplechin (França)
Driver’s Ed, de Bobby Farrelly (EUA)
Eleanor the Great, de Scarlett Johansson (EUA)
Eternity, de David Freyne (EUA)
Fuze, de David Mackenzie (Reino Unido)
Glenrothan, de Brian Cox (Reino Unido)
Good Fortune, de Aziz Ansari (EUA)
Hamnet, de Chloé Zhao (Reino Unido)
Homebound, de Neeraj Ghaywan (Índia)
John Candy: I Like Me, de Colin Hanks (EUA) (filme de abertura)
Lilith Fair: Building a Mystery, de Ally Pankiw (Canadá)
Nuremberg, de James Vanderbilt (EUA)
Palestine 36, de Annemarie Jacir (Palestina/Reino Unido/França/Dinamarca/Qatar/Arábia Saudita/Jordânia)
Peak Everything (Amour Apocalypse), de Anne Émond (Canadá) (filme de encerramento)
Roofman, de Derek Cianfrance (EUA)
She Has No Name, de Peter Ho-Sun Chan (Hong Kong/China)
Sholay, de Ramesh Sippy (50th Anniversary Restoration) (Índia)
Swiped, de Rachel Lee Goldenberg (EUA)
The Choral, de Nicholas Hytner (Reino Unido)
Vie privée (A Private Life), de Rebecca Zlotowski (França)

SPECIAL PRESENTATIONS 2025

A Pale View of Hills (Tôi yama-nami no hikari), de Kei Ishikawa (Japão/Reino Unido/Polônia)
A Poet, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)
Bad Apples, de Jonatan Etzler (Reino Unido)
Ballad of a Small Player, de Edward Berger (Reino Unido)
California Schemin’, de James McAvoy (Reino Unido/EUA)
Calle Malaga, de Maryam Touzani (Marrocos/França/Espanha/Alemanha/Bélgica)
Charlie Harper, de Tom Dean e Mac Eldridge (EUA)
Christy, de David Michôd (EUA)
Couture, de Alice Winocour (EUA/França)
Dead Man’s Wire, de Gus Van Sant (EUA)
Degrassi: Whatever It Takes, de Lisa Rideout (Canadá)
Easy’s Waltz, de Nic Pizzolatto (EUA)
El cautivo (The Captive), de Alejandro Amenábar (Espanha/Itália)
EPiC: Elvis Presley in Concert, de Baz Luhrmann (Austrália/EUA)
Eternal Return, de Yaniv Raz (Reino Unido/EUA)
Frankenstein, de Guillermo del Toro (EUA)
Franz, de Agnieszka Holland (República Tcheca/Alemanha/Polônia)
Good News (Gut Nuiuseu), de Byun Sung-hyun (Coreia do Sul)
Hedda, de Nia DaCosta (EUA)
If I Had Legs I’d Kick You, de Mary Bronstein (EUA)
It Was Just an Accident (Yek tasadef sadeh), de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo)
It Would Be Night in Caracas, de Mariana Rondón e Marité Ugás (México)
Kokuho, de Lee Sang-il (Japão)
Ky Nam Inn, de Leon Le (Vietnã)
Lovely Day, de Philippe Falardeau (Canadá)
Meadowlarks, de Tasha Hubbard (Canadá)
Mile End Kicks, de Chandler Levack (Canadá)
Monkey in a Cage, de Anurag Kashyap (Índia)
Nouvelle Vague, de Richard Linklater (França)
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil/França/Holanda/Alemanha)
Poetic License, de Maude Apatow (EUA)
Primavera, de Damiano Michieletto (Itália/França)
Project Y, de Lee Hwan (Coreia do Sul)
Rental Family, de Hikari (EUA/Japão)
Rose of Nevada, de Mark Jenkin (Reino Unido)
Sacrifice, de Romain Gavras (Reino Unido/Grécia)
Scarlet, de Mamoru Hosoda (Japão)
Sentimental Value (Affeksjonsverdi), de Joachim Trier (Noruega/França/Dinamarca/Alemanha/Suécia/Reino Unido)
Silent Friend, de Ildikó Enyedi (Alemanha/Hungria/França)
Sirāt, de Óliver Laxe (França/Espanha)
Sound of Falling (In die Sonne schauen), de Mascha Schilinski (Alemanha)
Steal Away, de Clement Virgo (Canadá/Bélgica)
The Christophers, de Steven Soderbergh (Reino Unido)
The Lost Bus, de Paul Greengrass (EUA)
The Smashing Machine, de Benny Safdie (EUA)
The Testament of Ann Lee, de Mona Fastvold (Reino Unido)
The Ugly, de Yeon Sang-ho (Coreia do Sul)
Train Dreams, de Clint Bentley (EUA)
Tre Ciotole (Three Goodbyes), de Isabel Coixet (Itália/Espanha)
Tuner, de Daniel Roher (EUA)
Uiksaringitara (Wrong Husband), de Zacharias Kunuk (Canadá)
Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery, de Rian Johnson (EUA)
You Had to Be There: How the Toronto Godspell Ignited the Comedy Revolution…, de Nick Davis (EUA)

PLATFORM

Between Dreams and Hope, de Farnoosh Samadi (Irã)
Bouchra, de Orian Barki e Meriem Bennani (Itália/Marrocos/EUA)
Hen, de György Pálfi (Alemanha/Grécia/Hungria)
Las Corrientes (The Currents), de Milagros Mumenthaler (Suíça/Argentina)
Nino, de Pauline Loquès (França)
Sk+te’kmujue’katik (At the Place of Ghosts), de Bretten Hannam (Canadá/Bélgica)
Steve, de Tim Mielants (Irlanda/Reino Unido) (filme de abertura)
The World of Love, de Yoon Ga-eun (Coreia do Sul)
To The Victory!, de Valentyn Vasyanovych (Ucrânia/Lituânia)
Winter of the Crow, de Kasia Adamik (Polônia/Luxemburgo/Reino Unido)

Foto: Divulgação/CinemaScópio Produções.

Festival de Cinema de Veneza 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Oscar Isaac em Frankenstein, de Guillermo del Toro: filme em competição

A 82ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 27 de agosto e 6 de setembro, revelou, nesta terça-feira, 22/07, em uma coletiva de imprensa comandada por Pietrangelo Buttafuoco e Alberto Barbera, a lista completa com os filmes selecionados para este ano.

Na Competição Internacional, que traz 21 títulos na disputa pelo Leão de Ouro, prêmio máximo do evento, nomes consagrados se destacam, como: Kathryn Bigelow, que já foi premiada com Guerra ao Terror; Yorgos Lanthimos, que foi consagrado com Pobres Criaturas e premiado com A Favorita e Alpes; Guillermo Del Toro, vencedor do Leão de Ouro com A Forma da Água; Noah Baumbach, que exibiu História de um Casamento e foi premiado com Ruído Branco; François Ozon, que já passou com O Amor em 5 Tempos, Potiche: Esposa Troféu e Frantz; entre muitos outros. 

Como já anunciado anteriormente, o cineasta e roteirista americano Alexander Payne será o presidente do Júri Internacional da Competição, que contará também com a atriz brasileira Fernanda Torres, que passou pelo festival italiano no ano passado com o consagrado Ainda Estou Aqui, de Walter Salles

Para esta edição, 4.580 títulos foram inscritos; 1.936 longas-metragens e 2.353 curtas. Ao total, 66,35% eram filmes dirigidos por homens, 32,7% por mulheres e 1,38% de outros gêneros. 

O cinema brasileiro, infelizmente, não aparece com nenhum filme em competição. Porém, na mostra Venice Immersive, a produção The Midnight Walk, de Klaus Lyngeled e Olov Redmalm, uma coprodução entre Suécia, Brasil e Índia, foi selecionada, fora de competição, para a seção Best of Experiences

Conheça os filmes selecionados para o 82º Festival de Veneza:

VENEZIA 82 | COMPETIÇÃO

A House of Dynamite, de Kathryn Bigelow (EUA)
À pied d’œuvre, de Valérie Donzelli (França)
Bugonia, de Yorgos Lanthimos (Reino Unido)
Duse, de Pietro Marcello (Itália)
Elisa, de Leonardo Di Costanzo (Itália/Suíça)
Eojjeol suga eopda (No Other Choice), de Park Chan-wook (Coreia do Sul)
Father Mother Sister Brother, de Jim Jarmusch (EUA/Irlanda/França)
Frankenstein, de Guillermo del Toro (EUA)
Jay Kelly, de Noah Baumbach (EUA/Reino Unido/Itália)
L’étranger (The Stranger), de François Ozon (França)
La Grazia, de Paolo Sorrentino (Itália) (filme de abertura)
Nühai (Girl), de Shu Qi (Taiwan)
Orphan, de László Nemes (Hungria/Reino Unido/Alemanha/França)
Ri gua zhong tian (Sun rises on us all), de Cai Shangjun (China)
Silent Friend, de Ildikó Enyedi (Alemanha/França/Hungria)
Sotto le nuvole, de Gianfranco Rosi (Itália)
The Smashing Machine, de Benny Safdie (Canadá/EUA/Japão)
The Testament of Ann Lee, de Mona Fastvold (Reino Unido)
The Voice of Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania (Tunísia/França)
The Wizard of the Kremlin, de Olivier Assayas (França)
Un film fatto per Bene, de Franco Maresco (Itália)

ORIZZONTI | COMPETIÇÃO

Barrio triste, de Stillz (Colômbia/EUA)
Dinți de lapte (Milk Teeth), de Mihai Mincan (Romênia/França/Dinamarca/Grécia/Bulgária)
En el camino, de David Pablos (México/França)
Estrany riu (Strange River), de Jaume Claret Muxart (Espanha/Alemanha)
Funeral Casino Blues, de Roderick Warich (Alemanha)
Grand Ciel, de Akihiro Hata (França/Luxemburgo)
Harà Watan (Lost Land), de Akio Fujimoto (Japão/França/Malásia/Alemanha)
Hiedra, de Ana Cristina Barragan (Equador/México/França/Espanha)
Human Resource, de Nawapol Thamrongrattanarit (Tailândia)
Il rapimento di Arabella, de Carolina Cavalli (Itália)
Komedie elahi (Divine Comedy), de Ali Asgari (Irã/Itália/França/Alemanha/Turquia)
Late Fame, de Kent Jones (EUA)
Mother, de Teona Strugar Mitevska (Bélgica/Macedônia do Norte/Suécia/Dinamarca/Bósnia e Herzegovina)
Otec (Father), de Tereza Nvotová (Eslováquia/República Tcheca/Polônia)
Pin de Fartie, de Alejo Moguillansky (Argentina)
Rose of Nevada, de Mark Jenkin (Reino Unido)
Songs of Forgotten Trees, de Anuparna Roy (Índia)
The Souffleur, de Gastón Solnicki (Áustria/Argentina)
Un anno di scuola, de Laura Samani (Itália/França)

ORIZZONTI | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO

Coyotes, de Said Zagha (Palestina/França/Jordânia/Reino Unido)
El origen del mundo (The origin of the world), de Jazmin Lopez (Argentina)
Je crois entendre encore (I hear it still), de Constance Bonnot (França)
Kushta Mayn, la mia Costantinopoli, de Nicolò Folin (Itália)
La ligne de vie (The Lifeline), de Hugo Becker (França)
Lion Rock, de Nick Mayow e Prisca Bouchet (Nova Zelândia)
Merrimundi, de Niles Atallah (Chile)
Nedostupni (Unavailable), de Kyrylo Zemlyanyi (Ucrânia/França/Bélgica/Bulgária/Holanda)
Norheimsund, de Ana Alpizar (Cuba/EUA)
Saint Siméon, de Olubunmi Ogunsola (Nigéria)
Tang lang (Praying mantis), de Joe Hsieh e Yonfan (Taiwan/Hong Kong)
The Curfew, de Shehrezad Maher (EUA)
Utan Kelly (Without Kelly), de Lovisa Sirén (Suécia)
You jian chui yan (A Soil A Culture A River A People), de Viv Li (Alemanha/Bélgica/China)

ORIZZONTI | CURTA-METRAGEM | FORA DE COMPETIÇÃO

Rukeli, de Alessandro Rak (Itália/Suécia)

ORIZZONTI | Cortometraggi Omaggio alla Scuola di Cinema | A Wave in the Ocean | AWITO

A Very Good Boy, de Samuel Te Kani (Nova Zelândia)
Girl Time, de Eleanor Bishop (Nova Zelândia)
In Conversation with Jack Maurer, de Hash Perambalam (Nova Zelândia)
Kurī, de Ana Chaya Scotney (Nova Zelândia)
Socks, de Todd Karehana (Nova Zelândia)
The Brightness, de Freya Silas Finch (Nova Zelândia)
The Girl Next Door, de Mingjian Cui (Nova Zelândia)

VENEZIA SPOTLIGHT

À bras-le-corps (Silent rebellion), de Marie-Elsa Sgualdo (Suíça/França/Bélgica)
Ammazzare stanca, de Daniele Vicari (Itália)
Calle Malaga, de Maryam Touzani (Marrocos/França/Espanha/Alemanha/Bélgica)
Hijra, de Shahad Ameen (Arábia Saudita/Iraque/Egito/Reino Unido)
La hija de la española (It Would Be Night in Caracas), de Mariana Rondón e Marité Ugás (México/Venezuela)
Made in EU, de Stephan Komandarev (Bulgária/Alemanha/República Tcheca)
Motor City, de Potsy Ponciroli (EUA)
Un cabo suelto (A Loose End), de Daniel Hendler (Uruguai/Argentina/Espanha)

FORA DE COMPETIÇÃO | FICÇÃO

After the Hunt, de Luca Guadagnino (EUA)
Boşluğa xütbə (Sermon to the Void), de Hilal Baydarov (Azerbaijão/México/Turquia)
Chien 51, de Cédric Jimenez (França)
Dead Man’s Wire, de Gus Van Sant (EUA)
Den Sidste Viking (The Last Viking), de Anders Thomas Jensen (Dinamarca/Suécia)
Hateshinaki Scarlet, de Mamoro Hosoda (Japão)
Il Maestro, de Andrea Di Stefano (Itália)
In the Hand of Dante, de Julian Schnabel (EUA/Itália)
L’isola di Andrea, de Antonio Capuano (Itália)
La valle dei sorrisi, de Paolo Strippoli (Itália/Eslovênia)
Orfeo, de Virgilio Villoresi (Itália)

FORA DE COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIO

Baba wa al-Qadhafi (My Father and Qaddafi), de Jihan K (EUA/Líbia)
Broken English, de Jane Pollard e Iain Forsyth (Reino Unido)
Cover-up, de Laura Poitras e Mark Obenhaus (EUA)
Director’s Diary, de Alexandr Sokurov (Rússia/Itália)
Ferdinando Scianna: Il fotografo dell’ombra, de Roberto Andò (Itália)
Ghost Elephants, de Werner Herzog (EUA)
Hui jia (Back Home), de Tsai Ming-liang (Taiwan)
I diari di Angela: Noi due cineasti. Capitolo terzo, de Yervant Gianikian e Angela Ricci Lucchi (Itália)
Kabul, Between Prayers, de Aboozar Amini (Holanda/Bélgica)
Kim Novak’s Vertigo, de Alexandre Philippe (EUA)
Marc by Sofia, de Sofia Coppola (EUA)
Nuestra Tierra, de Lucrecia Martel (Argentina/EUA/México/França/Holanda/Dinamarca)
Remake, de Ross McElwee (EUA)
The Tale of Silyan, de Tamara Kotevska (Macedônia do Norte)
Zapiski Nastoyashego Prestupnika (Notes of a true criminal), de Alexander Rodnyansky e Andriy Alferov (Ucrânia/EUA)

FORA DE COMPETIÇÃO | ESPECIAL | CINEMA & MÚSICA 

Francesco De Gregori Nevergreen, de Stefano Pistolini (Itália)
Newport and The Great Folk Dream, de Robert Gordon (EUA)
Nino. 18 giorni, de Toni D’Angelo (Itália)
Piero Pelù. Rumore dentro, de Francesco Fei (Itália)

FORA DE COMPETIÇÃO | SÉRIES

Etty, de Hagai Levi (França/Alemanha/Holanda)
Il mostro, de Stefano Sollima (Itália)
Portobello, de Marco Bellocchio (Itália/França)
Un prophète: La série, de Enrico Maria Artale (França)

FORA DE COMPETIÇÃO | CURTA-METRAGEM

Boomerang Atomic, de Rachid Bouchareb (França)
How to shoot a ghost, de Charlie Kaufman (EUA/Grécia)
Origin, de Yann Arthus-Bertrand (França)

VENICE CLASSICS

Àiqíng wànsuì (Vive l’amour), de Tsai Ming-Liang (1994) (Taiwan)
Alucinação Sensual (Kagi), de Kon Ichikawa (1959) (Japão)
Aniki-Bóbó, de Manoel de Oliveira (1942) (Portugal)
Bashu, O Pequeno Estrangeiro (Bashu gharibeh kouchak), de Bahram Beyzai (1989) (Irã)
Cais das Sombras (Le quai des brumes), de Marcel Carné (1938) (França)
Casei Contigo para Me Divertir (Ti ho sposato per allegria), de Luciano Salce (1967) (Itália)
Dois Acres de Terra (Do bigha zamin), de Bimal Roy (1953) (Índia)
Kwaidan: As Quatro Faces do Medo (Kaidan), de Masaki Kobayashi (1965) (Japão)
Lolita, de Stanley Kubrick (1962) (EUA)
Marca do Renegado (Mark of the Renegade), de Hugo Fregonese (1951) (EUA)
Matador, de Pedro Almodóvar (1986) (Espanha)
Minha Rainha (Queen Kelly), de Eric von Stroheim (1929) (EUA)
O Delinquente Delicado (The Delicate Delinquent), de Don McGuire (1957) (EUA)
O Demônio e o Dr. Hichcock (Lo spettro), de Riccardo Freda (1963) (Itália)
O Magnífico Traído (Il magnifico cornuto), de Antonio Pietrangeli (1964) (Itália/França)
Os Indomáveis (3:10 to Yuma), de Delmer Daves (1957) (EUA)
Roma às 11 Horas (Roma ore 11), de Giuseppe De Santis (1952) (Itália)
Sangue do Meu Sangue (House of Strangers), de Joseph L. Mankiewicz (1949) (EUA)
Sorte Cega (Przypadek), de Krzysztof Kieślowski (1981) (Polônia)

VENICE CLASSICS | DOCUMENTÁRIOS

Boorman and the Devil, de David Kittredge (EUA)
Elvira Notari: oltre il silenzio, de Valerio Ciriaci (Itália/EUA)
Holofiction, de Michal Kosakowski (Alemanha/Áustria)
Louis Malle, le révolté, de Claire Duguet (França)
Mata Hari, de Joe Beshenkovsky e James A. Smith (EUA)
Megadoc, de Mike Figgis (EUA)
Memoria de los olvidados (Memory of the Forgotten), de Javier Espada (Espanha/México/EUA)
Sangre Del Toro, de Yves Montmayeur (França/Reino Unido)
The Ozu Diaries, de Daniel Raim (EUA)

Foto: Ken Woroner/Netflix.