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Festival de Gramado 2025: conheça os curtas brasileiros e longas documentais

por: Cinevitor
Gilberto Gil no curta Samba Infinito, de Leonardo Martinelli

A 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 13 e 23 de agosto, acaba de anunciar dezesseis novos títulos na disputa pelos kikitos: são filmes que farão parte das mostras competitivas de longas-metragens documentais e de curtas-metragens brasileiros.

A divulgação aconteceu na tarde desta quinta-feira, 17/07, em coletiva de imprensa na cidade de São Paulo. Além dos novos concorrentes, que serão exibidos dentro da programação do Palácio dos Festivais, o festival anunciou que no dia 20 de julho começam as inscrições para as rodadas de negócios e capacitações do Conexões Gramado Film Market

Os curadores Caio Blat, Camila Morgado e Marcos Santuario trazem, em competição, documentários que vão do Amazonas ao litoral potiguar, passando pelo urbano denso do Rio de Janeiro e pelos campos de São Paulo. Todos são inéditos no Brasil: “São filmes que não se contentam em observar: elaboram. Não apenas registram realidades, mas propõem formas de vê-las, escutá-las e, por vezes, resisti-las. Cada um deles carrega em sua essência um pertencimento, ao território, à história, à linguagem, e, juntos, constroem uma cartografia sensível de um país continental em movimento. Em tempos de apagamentos e ruídos, esta seleção aposta no cinema como um ato de escavação e de presença”, contou o curador Marcos Santuario.

Em Até Onde a Vista Alcança, de São Paulo, os diretores Alice Villela e Hidalgo Romero acompanham um guerreiro indígena Kariri-Xocó que desenha no chão o território memorial de seu povo, planejando uma nova retomada. O filme percorre este território e retoma um modo de ser adormecido, conectando terra, política e espiritualidade.

Os Avós representa o Amazonas com um mergulho na rotina de avôs e avós jovens, entre 30 e 35 anos. No documentário, Ana Lígia Pimentel radiografa uma realidade profundamente complexa, onde as funções sociais e familiares são assumidas prematuramente, gerando conflitos geracionais, estruturais e culturais.

Voltando ao início dos anos 1960, as diretoras Catherine Murphy e Iris de Oliveira mostram, em Lendo o Mundo, do Rio Grande do Norte, o período em que Paulo Freire liderou um projeto experimental no Nordeste, permitindo que centenas de adultos lessem, escrevessem e votassem. A agitação política levou ao exílio de Freire, durante o qual ele se tornou um ícone global, promovendo a democracia por meio da educação.

Do Rio de Janeiro, Para Vigo Me Voy!, sobre Cacá Diegues, desembarca em Gramado após estreia mundial no Festival de Cannes. O documentário de Lírio Ferreira e Karen Harley apresenta a obra do cineasta passeando entre os filmes e a trajetória pessoal do diretor. O filme traz imagens inéditas, como as dos bastidores de seu último filme como diretor, Deus Ainda é Brasileiro, e de uma sessão especial de Bye Bye Brasil na Favela do Vidigal.

Cacá Diegues no documentário Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley 

A partir de um número recorde de inscritos, doze produções de oito estados diferentes integram a mostra competitiva de curtas-metragens brasileiros do 53º Festival de Cinema de Gramado. Os finalistas foram selecionados pela jornalista e crítica de cinema Adriana Androvandi; pelo jornalista, pesquisador e crítico de cinema Diego Benevides; pela produtora executiva Graziella Ferst; pela cineasta Renata Diniz; e pelo professor e realizador Wagner Rosa.

Segundo os integrantes da comissão: “A imensidão de curtas-metragens inscritos reflete o vigor de uma produção que se movimenta e se transforma a todo instante com ficções, documentários e animação que se unem para explorar as profundezas de um Brasil belo, mas marcado por suas fraturas. Os doze filmes selecionados para a programação deste ano evidenciam um cinema nacional que é brasileiro de muitas formas. É brasileiríssimo, e é totalmente nosso”, afirmou o quinteto

Desde 2017 criando um território vivo de trocas, experimentações e reinvenções do campo audiovisual dentro da programação do Festival de Cinema de Gramado, o Conexões Gramado Film Market abre no próximo dia 20 de julho as inscrições para seus painéis, rodadas de negócios e capacitações, por meio do formulário que estará disponível no site oficial (clique aqui). 

Para a edição de 2025, o Conexões reserva um espaço especial em sua programação para a discussão da internacionalização de projetos brasileiros, em busca de impulsionar novos negócios e ampliar espaços de escuta e troca entre criadores do Brasil e do mundo. O destaque se dá quando o Brasil celebra 200 anos de relações diplomáticas com a França. No último mês de maio, o Festival de Cinema de Gramado também foi homenageado no Festival de Cinema Brasileiro de Paris.

Importantes players como Globo, Disney, O2 Play e Urban já confirmaram presença, além do produtor colombiano David Herrera, do realizador francês Yann Le Quellec e do Adido Audiovisual da Embaixada da França no Brasil, Nicolas Piccato: “Os painéis e as capacitações foram as conexões de Gramado. Essas são atividades basilares na aproximação do nosso mercado com o exterior. O cinema brasileiro tem se tornado cada vez mais internacional, e é por isso que precisamos de uma escuta atenta para fomentar e capacitar novos talentos para essa empreitada que avança fronteiras”, comenta Gisele Hiltl, coordenadora do Conexões Gramado Film Market.

Paralelamente, até o próximo dia 30/07, o Conexões Gramado Film Market também segue com inscrições abertas para a mostra de filmes gerados por Inteligência Artificial e para o Concurso Interativo de Melhor Trailer ou Teaser.

Conheça os novos filmes selecionados para o 53º Festival de Cinema de Gramado

CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS

Aconteceu a Luz da Lua, de Crystom Afronário (RS)
As Musas, de Rosa Fernan (PE)
Boiuna, de Adriana de Faria (PA)
Cabeça de Boi, de Lucas Zacarias (SP)
FrutaFizz, de Kauan Okuma Bueno (SP)
Jacaré, de Victor Quintanilha (BA)
Jeguatá Xirê, de Ana Moura e Marcelo Freire (RS)
Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL)
Quando Eu For Grande, de Mano Cappu (PR)
Réquiem para Moïse, de Caio Barretto Briso e Susanna Lira (RJ)
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)

LONGAS-METRAGENS DOCUMENTAIS

Até Onde a Vista Alcança, de Alice Villela e Hidalgo Romero (SP)
Lendo o Mundo, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira (RN)
Os Avós, de Ana Ligia Pimentel (AM)
Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley (RJ)

Fotos: Sofia Leão/Divulgação. 

Festival de Gramado 2025: Marcélia Cartaxo, Mariza Leão e Rodrigo Santoro serão homenageados

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo homenageada: vencedora de dois kikitos

O Festival de Cinema de Gramado anunciou nesta terça, 15/07, durante um evento oficial no Rio de Janeiro, três homenageados de sua 53ª edição, que será realizada entre os dias 13 e 23 de agosto: a atriz Marcélia Cartaxo, a produtora Mariza Leão e o ator Rodrigo Santoro, que receberão, respectivamente, os troféus Oscarito, Eduardo Abelin e Kikito de Cristal.

Os curadores Caio Blat e Marcos Santuario, e a presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk, também revelaram a série brasileira que será lançada durante o evento na Serra Gaúcha: Máscaras de Oxigênio (Não) Cairão Automaticamente

Com direção geral de Marcelo Gomes e direção de Carol Minêm, Máscaras de Oxigênio (Não) Cairão Automaticamente terá seu primeiro episódio exibido no Palácio dos Festivais na noite de sábado, 16/08. A série de cinco episódios retrata um período de tensão no Brasil, a epidemia da AIDS durante a década de 1980. Baseada em fatos reais, a história acompanha um grupo de comissários de bordo que, ao ver amigos e colegas adoecerem sem acesso ao tratamento, inicia uma operação arriscada de trazer ilegalmente o medicamento AZT do exterior, mobilizando uma rede de solidariedade em meio à negligência do governo frente à crise. No elenco, estão Johnny Massaro, Ícaro Silva, Bruna Linzmeyer, Eli Ferreira, Igor Fernandez, Hermila Guedes, Julio Machado, Andréia Horta e Carla Ribas.

A série teve estreia internacional no Festival de Berlim, em fevereiro deste ano. Recebeu uma Menção Honrosa da Queer Media Society, reforçando seu impacto e relevância na representação de narrativas LGBTQIAPN+, e também foi premiada no Festival Luna de Valência como melhor série de TV e como melhor série pelo Júri Jovem, além de ter recebido Menções Honrosas nas categorias de melhor roteiro, melhor som e trilha sonora original. Com lançamento previsto para 31 de agosto no canal por assinatura e na plataforma HBO Max, a obra é uma coprodução da HBO com a Morena Filmes. Thiago Pimentel, Mariza Leão e Tiago Rezende assinam a produção. Por parte da Warner Bros. Discovery, o projeto conta com produção de Mariano Cesar, Anouk Aaron e Vanessa Miranda. O roteiro é de Leonardo Moreira e Patrícia Corso

As homenagens do 53º Festival de Cinema de Gramado terão início na sexta-feira, 15/08, na noite de abertura do festival, com o Kikito de Cristal, que será concedido a Rodrigo Santoro, que em agosto completa 50 anos. O ator começou a carreira atuando em novelas, mas logo se destacou em produções cinematográficas como Bicho de Sete Cabeças (2000), de Laís Bodanzky e, em seguida, Abril Despedaçado (2001), de Walter Salles. No cinema internacional, atuou em Simplesmente Amor (2003), 300 (2007), Che (2008), O Golpista do Ano (2009), entre outros. Integrou o elenco das séries Lost (2004) e Westworld (2016). Santoro nunca deixou de trabalhar no Brasil, fazendo com que o cinema brasileiro fosse reconhecido em todo o mundo.

Seu projeto mais recente é o filme O Último Azul, de Gabriel Mascaro, que conquistou o Urso de Prata na 75ª edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, além do prêmio de melhor filme ibero-americano de ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México. O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão desfrutar seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, interpretada por Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. O Último Azul, que chega aos cinemas no dia 28 de agosto, será exibido logo após a homenagem no dia 15/08, noite de abertura de Gramado

Uma das maiores produtoras de cinema do país, Mariza Leão será homenageada com o Troféu Eduardo Abelin na segunda-feira, 18/08. O prêmio leva o nome de um dos pioneiros do cinema gaúcho e já foi entregue para nomes como Carlos Reichenbach, Cacá Diegues e Arnaldo Jabor. Mariza iniciou sua carreira no cinema ao lado de Sérgio Rezende quando o casal fundou, há exatos 50 anos, a Morena Filmes. Mariza foi a primeira diretora geral da RioFilme e presidente do SICAV, Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual. Ao longo de sua carreira, dirigiu curtas e produziu sucessos de público que somam mais de 20 milhões de espectadores, como a trilogia De Pernas pro Ar (2010, 2012 e 2019), que teve os dois primeiros filmes dirigidos por Roberto Santucci e o terceiro por Julia Rezende, e as comédias Meu Passado me Condena 1 e 2 (2013 e 2015), de Julia Rezende.

Rodrigo Santoro: carreira consagrada

Outro marco foi o fenômeno Meu Nome Não é Johnny (2008), de Mauro Lima. Além dos blockbusters, sua filmografia inclui obras de grande prestígio artístico e histórico, como Lamarca (1994), Guerra de Canudos (1997) e O Homem da Capa Preta (1986), todas dirigidas por Sergio Rezende; o clássico Nunca Fomos Tão Felizes (1984), de Murilo Salles; e títulos da nova geração do cinema nacional, como Ponte Aérea, de Julia Rezende, e Apenas o Fim, de Matheus Souza. Nos últimos anos, Mariza expandiu sua atuação para as séries de televisão e streamings, produzindo títulos como Todo dia a Mesma Noite e Questão de Família. Em fase mais recente, produziu A Porta ao Lado, também de Julia Rezende, entre outros, e está à frente do longa Perrengue Fashion, comédia com Ingrid Guimarães. Com uma carreira que une excelência artística, sucesso comercial e compromisso com o desenvolvimento do audiovisual nacional, Mariza Leão permanece como referência incontornável da produção cinematográfica brasileira.

Na terça-feira, 19/08, a atriz paraibana Marcélia Cartaxo receberá o Troféu Oscarito, pelos seus mais de 40 anos de destaque no cinema brasileiro. Sua estreia nas telonas aconteceu em 1985, em A Hora da Estrela, quando interpretou uma das personagens mais emblemáticas da literatura brasileira: Macabéa, do livro homônimo de Clarice Lispector. Ao dar vida a ingênua datilógrafa, que se muda do Nordeste para São Paulo, no filme de Suzana Amaral, Marcélia ganhou o mundo e recebeu, entre outros prêmios, o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim.

Nascida em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, Marcélia é um dos grandes nomes da atuação no Brasil. Já interpretou os mais diversos tipos: de freira a prostituta, de mãe a avó, ela imprime o sonho, a força, a luta e a realidade da mulher brasileira em suas atuações. Com participações no teatro e na televisão, foi no cinema que ela construiu uma carreira sólida e com personagens que entraram para a história do audiovisual brasileiro.

Entre os destaques estão: a prostituta Laurita, de Madame Satã, de Karim Aïnouz, quando foi escolhida a melhor atriz no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro; a bailarina incomum em Pacarrete, de Allan Deberton, que lhe rendeu diversos prêmios, entre eles, melhor atriz em Gramado e Vitória; a mãe do protagonista Francisco, no longa-metragem Big Jato, de Cláudio Assis, que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Cinema de Brasília; A Mãe, de Cristiano Burlan, que lhe rendeu seu segundo kikito de melhor atriz; entre outros. Nos últimos anos, além da atuação, Cartaxo também vem atuando atrás das câmeras e exercendo a função de diretora. São dela os curtas-metragens Tempo de Ira (2003), De Lua (2013), Redemunho (2016) e Casa do Louvor (2020) que ampliam o seu universo de grande contadora de histórias e comprovam a sua importância para a cultura brasileira.

Marcéia Cartaxo também se destacou em diversos curtas e longas-metragens, como: Lispectorante, Umbilina e Sua Grande Rival, A Praia do Fim do Mundo (que estreia em breve), Ela que Mora no Andar de Cima, Helen, A Ética das Hienas, A História da Eternidade, Baixio das Bestas, O Céu de Suely; entre muitos outros. Na TV, participou de diversas novelas e, recentemente, se destacou na série Cangaço Novo, do Prime Video, renovada para a segunda temporada; e atualmente está no ar em Guerreiros do Sol, novela original Globoplay

O 53º Festival de Cinema de Gramado também anunciou que o nome do próximo homenageado, que receberá o Troféu Cidade de Gramado, será anunciado em breve. Criada em 2012, quando foi entregue à atriz Eva Wilma, tal honraria já homenageou nomes como Tony Ramos, Ney Latorraca, Antonio Pitanga, Wagner Moura e Ingrid Guimarães. Em 2024, foi concedido à atriz Vera Fischer.

Fotos: Edison Vara/Agência Pressphoto/Divulgação/Laurent Hou.

23ª Goiânia Mostra Curtas: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Isabella Guido e Gabriel Novaes em Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho

A 23ª edição da Goiânia Mostra Curtas, que acontecerá entre os dias 7 e 12 de outubro, no Teatro Goiânia, selecionou 87 filmes que serão exibidos gratuitamente em diversas mostras. São 42 curtas de ficção, 5 animações, 19 documentários e 12 experimentais, sendo produções de 25 estados brasileiros e Distrito Federal. Além dessas, a Mostra Especial, não competitiva, somará mais nove filmes, que serão divulgados posteriormente. 

A Goiânia Mostra Curtas 2025 recebeu um número expressivo de inscrições este ano, demonstrando a vitalidade e a diversidade do cinema brasileiro. De acordo com a diretora-geral, Maria Abdalla, os curtas-metragens atuais estão abordando questões políticas e sociais de forma potente e inovadora, oferecendo novas perspectivas e vozes: “Os curtas-metragens hoje navegam em outras narrativas com uma forte potência para discutir questões políticas e sociais. Essa edição mostra como o formato continua fundamental para erguer vozes a novas perspectivas”, destacou. 

A diretora-geral também enfatizou a importância da participação de cineastas de quase todo o Brasil, revelando uma grande força para alavancar a produção audiovisual brasileira: “A 23ª Goiânia Mostra Curtas se apresenta como um espaço de reforço à continuidade da produção de curtas-metragens, assim como discute sua importância no Brasil, e de como este formato é fundamental para representar o cinema brasileiro no exterior”. Com essa edição, a Goiânia Mostra Curtas reafirma sua posição como um importante evento para o cinema brasileiro, promovendo a diversidade e a inovação no setor audiovisual.

Ao todo, foram inscritas 665 produções de ficção, 365 documentários, 139 experimentais e 112 animações, somando um total de 1.281 títulos. As maiores participações foram de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais; apenas o Amapá não enviou filmes. 

A 23ª Goiânia Mostra Curtas terá quatro mostras competitivas. Na Curta Mostra Brasil, que apresenta um panorama da produção nacional em curta-metragem, com curadoria de Rafael de Almeida, são 42 filmes: “No Cerrado, o fogo é parte vital do ciclo da terra e da vida: queima para renovar, destrói para fecundar, arde para transformar. A curadoria da Curta Mostra Brasil se deixa atravessar pelo fogo, pensado como matéria, metáfora e método: em busca de filmes que, ao arder, iluminam tensões, criam fendas e reinventam modos de existir no presente”, comenta o curador da Curta Mostra Brasil, Rafael de Almeida, diretor, pesquisador e professor de audiovisual.

Para dar visibilidade à produção local, que se encontra em franco desenvolvimento e ascensão, a Curta Mostra Goiás apresenta 11 filmes, tendo como curador Fábio Rodrigues Filho: “Esta seleção sublinha traços da diversidade pulsante no conjunto de quase cem filmes inscritos. O trabalho da memória com fotografias, animações, ficções a partir de conflitos geracionais ou raciais, além de protocolos experimentais são algumas características marcantes nas obras. Destaca-se ainda a eficácia dos editais públicos, tendo uma presença marcante de filmes financiados”

Já na 22ª Mostrinha, dedicada ao público infantil, serão 5 filmes exibidos e a seleção passou por um forte desafio: “A curadoria da Mostrinha em 2025 encontrou o ótimo desafio de selecionar filmes em uma safra muito boa, especialmente de curtas de ficção apresentando fortes protagonistas crianças em diferentes estados do país. Algo a se comemorar na produção audiovisual para as infâncias”, afirma a curadora Gabriela Romeu.

Na Curta Mostra Origens, que destaca curtas universitários goianos, novidade desta edição, estão 20 produções selecionadas pelo curador Elinaldo Meira: “A curadoria da Curta Mostra Origens se propôs seguir rastros e afetos que emergem do audiovisual universitário goiano. Dos lugares poéticos, éticos e políticos, das cartografias do sensível,  as obras revelam territórios em disputa, pulsando (r)existências e reimaginações”. Em breve serão divulgados os filmes selecionados para a Curta Mostra Especial, com curadoria de Mariana Queen Nwabasili, pesquisadora, curadora e jornalista cinematográfica.

Neste ano, a consagrada atriz paraibana Marcélia Cartaxo, que recentemente se destacou na novela Guerreiros do Sol, será a grande homenageada. Na ocasião, será exibido o curta-metragem Umbilina e Sua Grande Rival, de Marlom Meirelles, no qual Cartaxo protagoniza. 

Conheça os filmes selecionados para a 23ª Goiânia Mostra Curtas:

CURTA MOSTRA BRASIL

A Menina e o Pote, de Valentina Homem e Tati Bond (PE)
A Natureza, de Rodrigo Ribeyro (SP)
Além da Culpa, de Israel Cordova (DF)
Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho (SP)
Atentado ao Monegasco, de Lucas H. Rossi dos Santos e Henrique Amud (RJ)
Boca Dura, de Alexandre Dal Farra (SP)
Boi de Conchas, de Daniel Barosa (SP)
Boiuna, de Adriana de Faria (PA)
Capturar o Fantasma, de Davi Mello (SP)
Caracóis, de Nestor Jr (SC)
Dança dos Vagalumes, de Maikon Nery (PR)
Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (CE)
Dois Nilos, de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro (RJ)
Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta (MG)
E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Entressonho, de Leandro Pimentel (GO)
Entre Corpos, de Mayra Costa (AL)
Enxofre, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes (RJ)
Esconde-Esconde, de Vitória Vasconcellos (PE)
Fale a Ela o que me Aconteceu, de Pethrus Tibúrcio (PE)
Frutafizz, de Kauan Okuma Bueno (SP)
Girassóis, de Jessica Linhares e Miguel Chaves (RJ)
Inflamável, de Rafael Ribeiro Gontijo (DF)
Jacaré, de Victor Quintanilha (RJ)
Jupiter, de Carlos Segundo (MG)
Linda do Rosário, de Vladimir Seixas (RJ)
Logos, de Britney (RS)
Mãe da Manhã, de Clara Trevisan (RS)
Mais um Dia, de Vinícius Silva (SP)
Mar de Dentro, de Lia Letícia (PE)
Maremoto, de Cristina Lima e Juliana Bezerra (RN)
Mensagem de Sergipe, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SP)
O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira (BA)
O Silêncio Elementar, de Mariana de Melo (MG)
O Som do Trovão no Deserto, de Diego Zon (ES)
Palavra, de DF Fiuza (BA)
Potenciais à Deriva, de Leonardo Pirondi (SP)
Presépio, de Felipe Bibian (RJ)
Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Quem se Move, de Stephanie Ricci (SP)
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)
Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ)

CURTA MOSTRA GOIÁS

A Mulher Esqueleto, de Yolanda Margarida
A Tela, de Gabriel Newton
Canto, de Danilo Daher
Chica Machado: Rainha de Goyaz, de Renata Rosa Franco
Desta Terra Viverei, de Lidiana Reis
Entressonho, de Leandro Pimentel
Lobeira, de Larissa Siqueira
O Conto da Bixa, de Karvalio/Stella de Eros
O Lado que a Cidade Não Vê, de Thomas Toledo
TV Insônia, de Diego Robert
Última Geração, de Matheus Amorim

CURTA MOSTRA ORIGENS

Acorda, João, de João Dorneles
Aparecer do Sol, de Ravi Dourado
Atenciosamente, de William Almeida
Bendito Seja o Beck, de Marcus Vinicius Diniz
Cupins Comem Arte, de Iago Mendonça
Depois de Você, de Gustavo Marques
Depois do Amém, de Hítallo Torquato
Distante de Mim, de Aari Diaz, Maria Fernanda Pelles e Tharso Marques
IRAÊ, de Gabriel Vilela
Meça Três Vezes Antes de Cortar, de Zulmí Nascimento
Mulheres que Abrem Caminhos, de Pollyanna Marques
Oficina, de Geraldo Cesario
Órfãos do Imperador, de Thiago Alonso
Que Deus o Tenha, de Ana Sifuentes e Maria Alice Rezende
Relicário, de Amanda Rosa e Hítallo Torquato
Santa Muerte: O Culto a Mictecacihuatl, de Bruno Karasiaki Filene
Sonho que Vivia Acordado, de Luca M. Fraietta e Yare Sobreira
Takana: A Casa dos Espíritos, de Vandimar Marques
The Little Chronicles About Love, de Andy Wolf
Último Corre, de João Paulo Rabello e Erik Gondim

22ª MOSTRINHA

A Menina que Queria Voar, de Tais Amordivino (BA)
Debaixo do Pé de Pequi, de Maiári Iasi (GO)
Lagrimar, de Paula Vanina (RN)
Menina Espoleta e os Super-heróis secretos, de Pedro Perazzo, Paula Lice e Tais Bichara (BA)
Notícias da Lua, de Sérgio Azevedo (SC)

Foto: Renato Groberman Hojda/UFO Filmes.

Curta Kinoforum 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta paraense Americana, de Agarb Braga

Foram anunciados nesta segunda-feira, 14/07, os filmes selecionados para a 36ª edição do Curta Kinoforum, que acontecerá entre os dias 21 e 31 de agosto. Com todas as atividades gratuitas, o evento ocupará diversas salas e espaços da cidade de São Paulo.

Neste ano, foram quase três mil títulos inscritos para o Festival Internacional de Curtas de São Paulo; a seleção conta com filmes brasileiros, latinos e internacionais que traduzem a potência criativa da produção recente do curta-metragem mundial através de uma proposta de leitura mais otimista e propositiva do mundo contemporâneo, acolhendo o gesto criativo, o diverso e o imprevisível na forma de cinema. A seleção completa do festival será anunciada em breve e inclui filmes convidados que completam os diversos Programas Especiais da programação. 

Os comitês de visionamento das mostras Internacional, Latino-Americana e dos Programas Brasileiros foram compostos por: Amanda Pó, Andréa Cals, Anne Fryszman, Beth Sá Freire, Bethania Maia, Bruno Dias, Christian Saghaard, Clarissa Kuschnir, Felipe Gayotto, Flavia Candida, Guilherme Cândido, Julia Katharine, Livia Leite, Marcio Miranda Perez, Otávio Osaki Cruz, Rafael Sampaio, Ricky Mastro, Rodrigo Fonseca, Sofia Wickerhauser, Thays Costa, Vitor Velloso, Viviane Pistache e Zoe di Cadore.

A seleção contou ainda com a colaboração dos estudantes participantes do Visionamento em Curso: Catharina Strobel, Deivison Chioke, Giovanna Culpian de Oliveira, Heitor Beluco, Helena Alves Pacheco, Luan Matheus da Silva Souza, Marcus Vinicius Diniz de Lima, Maria Victoria Martins, Melkides Diniz, Nina Varela, Rhero Silva e Vitória Campos.

Criado em 1990, o Festival Internacional de Curtas de São Paulo é reconhecido como um dos mais importantes eventos mundiais dedicados ao filme de curta duração. Dirigido pela produtora cultural Zita Carvalhosa, o evento é organizado pela Associação Cultural Kinoforum, entidade também responsável pelas Oficinas Kinoforum de Realização Audiovisual, entre outras atividades.

Conheça os filmes selecionados para o 36º Curta Kinoforum:

PROGRAMAS BRASILEIROS

A Cabana, de Barbara Sturm (SP)
A Carta de Mudan e as Oito Primaveras, de Pedro Nishi (SP)
A Dita Filha de Claudia Wonder, de Wallie Ruy (SP)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
A Tragédia do Lobo-guará, de Kimberly Palermo (RJ)
Abandonar um Cavalo, de Arthur Maciel (SP)
Amarela, de André Hayato Saito (SP)
Americana, de Agarb Braga (PA)
Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho (SP)
Bela LX-404, de Luiza Botelho (RJ)
Benedita, de Cadu Azevedo e Lane Lopes (RJ)
Chevette, de Felipe Palmieri (SP)
Conselho, de Alice Riff (SP)
Da Viela pra Cá, de Mayra Russo (SP)
Das Cinzas às Cinzas, de Artur Ianckievicz (PR)
Desconstruindo Lene, de Guilherme Maia (BA)
Dia dos Pais, de Bernardo Ale Abinader (AM)
Dois Nilos, de Samuel Lobo (RJ)
Drunk Car, de Brunella Martina (SP)
E Assim Aprendi a Voar, de Antonio Fargoni (RO)
Elegia, de André Quevedo Pacheco (SP)
Entre Corpos, de Mayra Costa (AL)
Entre Latidos e Ruídos, de Lucas Lespier (SP)
Esconde-Esconde, de Vitória Vasconcellos (PE/RN)
Escorpionikas: Contramanifiesto, de Bruna Kury, Matheus Mello e Nisha Platzer (SC)
Feiura Comovente, de Ultra Martini (SP)
Filme Sem Querer, de Lincoln Péricles (SP)
Fim de Jogo, de Clara Leal (RN)
Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (SP)
Girassóis, de Jessica Linhares e Miguel Chaves (RJ)
Homenagem a Kiarostami, de Jean-Claude Bernardet (SP)
Inflamável, de Rafael Gontijo (DF)
Iracema, de Yuri Correa (RS)
Janete, de Rebecca Cerqueira (SP)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP)
Liberdade Sem Conduta, de Dênia Cruz (RN)
Mãe da Manhã, de Clara Trevisan Farret (RS)
Malmequer, de Maria Julia Gonçalves (SP)
Marmita, de Guilherme Peraro (SP)
Mensagem de Sergipe, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SP)
Meu Pedaço de Mandioca, de Raíssa Castor (PR)
Minha Câmera é Minha Flecha, de Natália Tupi (SP)
Minha Mãe é uma Vaca, de Moara Passoni (SP)
Moti, de Andre Okuma (SP)
O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol AÓ (SP/BA)
O Homem-Som, de Giovani Beloto (SP)
O Impulso e Outras Aversões, de Marcos Fábio Katudjian (SP)
O Medo tá Foda, de Esaú Pereira (CE)
O Primo Holandês, de Nuno Lindoso (AL)
Onde Morrem os Cães, de Pedro Jordaim (SP)
Ontem Lembrei de Minha Mãe, de Leandro Afonso (PR)
Peixe Morto, de João Fontenele (CE)
Picumã, de Sladká Meduza (SP)
Quando Sair Lá Fora Serei Ana, de Edson Lemos Akatoy e Jamila Facury (PB)
Quase Trap, de Filipe Barbosa (SP)
Quem se Move, de Stephanie Ricci (SP)
Réquiem para Moïse, de Caio Barretto Briso e Susanna Lira (RJ/SP)
Ressonância, de Anna Zêpa (RN)
Rezbotanik, de Pedro Gonçalves Ribeiro (Brasil/Espanha/Portugal)
Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)
Sonhos à Margem, de Daniel Finamore (SP)
Sonhos de Diadema, de Giu Valentim (SP)
Trajeto do Desmoronamento, de Helena Antunes (RN)
Vênus Visitou São Paulo, de Socorro Lira (SP)
Veredas, de Igor Rossato (SP)
Video Connection, de Sérgio Rizzo (SP)
Viventes, de Fabrício Basílio (RJ)
Vozes do Mangue, de JP Resende (SP)

MOSTRA LIMITE

Al Basateen, de Antoine Chapon (França)
Casca, de Bianca Toloi (SP)
Chaika, de Ingrid Paola Bonilla Rodríguez (Colômbia)
Cherry, Passion Fruit, de Renato José Duque (SP/Portugal)
Common Pear, de Gregor Božič (Eslovênia/Reino Unido)
Denominador Comum, de Henrique Guimarães (SP)
Die Schöne Tote, de Jan Soldat (Áustria/Alemanha)
Echoes of a Wet Finger, de Vitória Cribb (RJ/Emirados Árabes Unidos)
Espero que Não se Importe, de Natalia Lemos (SP)
O Ano da Serpente, de Bruno Vilela (PE)
O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (RJ/Bélgica)
Película | Film, de Sofia Leão e Brenda Barbosa (RJ)
Post: Familia, de Alexis Tafur (Colômbia)
Saarvocado, de Victor Orozco Ramirez (Alemanha/México)
Safo, de Rosana Urbes (SP)
Sonho em Ruínas, de Priscila Nascimento (PE)
The Alignment Problem, de Guilherme Peters, Matias Mariani e Roberto Winter (SP)
The Garden of Electric Delights, de Billy Roisz (Áustria)
Vesuvio, de Bruno Christofoletti Barrenha (Alemanha)

MOSTRA LATINO-AMERICANA

Akababuru: Expresión de Asombro, de Irati Dojura (Colômbia)
Bailes Inverosímiles en Cajeros Automáticos Nocturnos, de Gustavo Hernández de Anda (México)
Cenizas de Leche, de Amelia Eloisa (México)
Domingo Familiar, de Gerardo Del Razo (México)
El Ascenso y Caída de Zara Zilverstein, de Brian Kazez (Argentina/França/Espanha/EUA)
Entre Tormentas, de Fran Zayas (Porto Rico)
Estela, de Maria Ines Pijuan e Armel Hostiou (Costa Rica/França)
James, de Andrés Rodríguez (Guatemala/México)
Kanekalon, de Sara J. Asprilla Palomino (Colômbia)
Luz Diabla, de Gervasio Canda, Patricio Plaza e Paula Boffo (Argentina/Canadá)
Marahoro, de Sofía Rodriguez (Chile/EUA)
MDB, de Milagros Aquilia (Argentina)
Miren Felder, de Malen Otaño (Argentina)
Mutsk Wuäjxtë’ (Pequeños Zorros), de Ximena Guzmán e Balam Toscano (México)
Niño Halcón Duerme Entre Visiones de un Incendio, de Mauricio Sáenz-Cánovas (México)
Nocturno, de Ana Apontes e Sol Muñoz (Argentina)
Novia Ke Te Veamos, de Valentina Lambach e Melanie Catan (Uruguai)
Petra y El Sol, de Malu Furche e Stefania Malacchini (Chile)
Rito de Paso, de Jose Luis Jiménez (Cuba)
Servicio Necrológico para Usted, de María Salafranca (Cuba)
Sukua, de Omar E. Ospina Giraldo (Colômbia)
Susana, de Amandine Thomas e Gerardo Coello Escalante (México/EUA)
Tres, de Juan Ignacio Ceballos (Argentina)

MOSTRA INTERNACIONAL

1:10, de Sinan Taner (Suíça)
400 Cassettes, de Petraki Thelyia (Grécia)
Amarelo Banana, de Alexandre Sousa (Portugal/Hungria)
Amazeze, de Jordy Sank (África do Sul)
Apocalypse, de Benoit Méry (França)
Autokar, de Sylwia Szkiladz (Bélgica)
Bād, de Moeinoddin Jalali (Irã/Ucrânia)
Beneath Which Rivers Flow, de Yahya Ali (Iraque)
Blueberry, de Emil Brulin e Hampus Hallberg (Suécia)
Born a Celebrity, de Luay Awwad (Palestina)
Candy Bar, de Nash Edgerton (Austrália)
Chao Somnop Chet, de Chheangkea (Camboja/França/EUA)
De Sucre, de Clàudia Cedó (Espanha)
Die Sänger, de Fabian Rausch e Zorah Berghammer (Áustria)
Don’t Wanna Die, de Woo Joohyun (Coréia do Sul)
Don’t You Dare Film Me Now, de Cade Featherstone (EUA)
Enfin Elle Les Tue Tous, de Céline Novel (França)
Eraserhead in a Knitted Shopping Bag, de Lili Koss (Bulgária)
Fire Drill, de Villwock Maximilian (Alemanha)
Frères De Lait, de Kenza Tazi (Marrocos/França)
Ghost Protists, de Sasha Waters (EUA)
Hayom Ze Hayom, de Roee Naggan (Israel)
I’m Glad You’re Dead Now, de Tawfeek Barhom (França/Palestina/Grécia)
Idüll, de Rao Heidmets (Estônia)
Kámen Osudu, de Julie Cerná (República Tcheca)
Kotowari, de Coralie Watanabe Prosper (França)
La Sangre, de Joaquín León (Espanha)
Laissez-Moi Danser, de Lou Zidi (França)
Lamento, de Demian Wohler e Jannik Giger (Suíça)
Luanda, de Muriel Brunier (França)
Mother is a Natural Sinner, de Taheri Hoda e Boris Hadžija (Alemanha/Irã)
Nesting, de Iyanah Bativala (República Tcheca)
O, de Rúnar Rúnarsson (Islândia/Suécia)
One Day This Kid, de Alexander Farah (Canadá)
Paysage Après La Bataille, de João Paulo Miranda Maria (França)
Quai Sisowath, de Stéphanie Lansaque e François Leroy (França)
Red Flag, de Dimitri Krassoulia-Vronsky (França)
Sammi, Who Can Detach His Body Parts, de Rein Maychaelson (Indonésia)
Sheng Qi Shou, de Zhizheng Qu (China)
Sie Puppt Mit Puppen, de Karin Fisslthaler (Áustria)
The Day After, de Shira Chait (EUA/Israel)
The Eggregore’s Theory, de Andrea Gatopoulos (Itália)
The Spectacle, de Bálint Kenyeres (Hungria/França)
Three Keenings, de Oliver Mcgoldrick (Reino Unido/EUA)
Through Your Eyes, de Nelson Yeo (Singapura)
Touche Pipi, de Philippe Chatard (França)
Træer Malet I Tjære, de Casper Rudolf (Dinamarca)
Voyeur, de Maryam Hashempour (Irã)
We Beg To Differ, de Ruairi Bradley (Irlanda)
We Will Be Who We Are, de Priscillia Kounkou Hoveyda (Serra Leoa)
What If They Bomb Here Tonight?, de Samir Syriani (Líbano)
Who Loves The Sun, de Arshia Shakiba (Canadá)
Zodiac, de Hans Buyse (Bélgica)

MOSTRA INFANTOJUVENIL

A Fogueira Já Queimou o Meu Amor, de Maria Ianne Santos (RJ)
A Garota e a Pipa, de Neta Lavor (SP)
A Mais Bela História de Princesa, de Belise Oliveira (SP)
Camilly Quer Ser Cantora de Ópera, de Camila C. Bastos (RJ)
Carrinho de Rolimã: Uma Aventura em Alta Velocidade, de Rafael Nzinga (PA)
La Carpe Et L’enfant, de Arnaud Demuynck e Morgane Simon (Bélgica, França)
Le Tunnel De La Nuit, de Annechien Strouven (Bélgica/França)
Memória de Pivete, de Pedro Santi (SP)
Menina Espoleta e os Super-heróis Secretos, de Paula Lice, Pedro Perazzo e Tais Bichara (SP)
Mytikah: O Livro dos Heróis de Carolina Maria de Jesus, de Hygor Amorim (SP)
Passa a Bola, de Guilherme Falchi (SP)
Posso Te Fazer uma Pergunta?, de Antônio Cortez e Danilo Teixeira (SP)
Seu Vô e a Baleia, de Mariana Elisabetsky (SP)
Uma Menina, Um Rio, de Renata Martins Alvarez (SP)

PROGRAMAS ESPECIAIS: NOCTURNU | CINE FANTÁSTICO E DE HORROR

Playing God, de Matteo Burani (França/Itália)
Tente Sua Sorte, de Guenia Lemos (PR)
Verso, de Olivier Seibert Ludot (França)
Zoé, de Rémi St-Michel (Canadá)

Foto: Divulgação.

11º Festival Goiamum Audiovisual: conheça os vencedores

por: Cinevitor
André Antônio, Aura do Nascimento e Dora Amorim, de Salomé: filme premiado

Foram anunciados neste sábado, 12/07, em cerimônia apresentada pela atriz Giovanna Araújo, no Auditório da Reitoria da UFRN, os vencedores da 11ª edição do Festival Goiamum Audiovisual, que aconteceu em Natal, no Rio Grande do Norte

Durante uma semana imersiva com o melhor do cinema brasileiro, com projeção em 4K e som de alta qualidade, o festival exibiu mais de 50 títulos em sua programação gratuita. Ao todo, foram centenas de pessoas que passaram pela 11ª edição, com dezenas de filmes, debates, oficina, sessões e mostras ao longo de seis dias de evento.

Pela primeira vez, o Goiamum apresentou uma mostra competitiva de longas-metragens e o grande vencedor foi A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert, com cinco prêmios, entre eles, melhor filme e melhor atuação para Shirley Cruz. O Júri Oficial foi formado por Ana Paola Ottoni, Carito Cavalcanti e Rosália Figueiredo

Entre os curtas-metragens, a animação potiguar Medo de Cachorro, de Ítalo Tapajós, levou o Troféu Boi de Prata de melhor filme: “Pela universalidade do tema e pela abordagem sensível sobre questões humanas comuns”, disse o Júri Oficial, que foi formado por Danielle Brito, Márcio Blanco e Rodrigo Almeida.  

A ACCiRN, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte, foi responsável pelo Prêmio da Crítica, e contou com Ana Karla Batista Farias, Aryanne Queiroz, Danilo E. Souza, Felipe Rocha, Paula Pardilhos e Rômulo Sckaff no júri.

Entre os curtas, o potiguar Liberdade Sem Conduta, de Dênia Cruz, foi premiado pelos críticos: “Pelo modo como o filme preserva a identidade da mulher e acentua a emoção com seus planos detalhes e closes delicados, ampliando a força do tema da violência de gênero”, diz a justificativa. Já entre os longas, o vencedor foi o pernambucano Salomé, de André Antônio: “Por trazer um cinema que, mais do que simplesmente representar, apresenta outros mundos; pela direção precisa, cujo tempo da cena é esculpido de modo a externar as emoções das personagens e sedimentá-las no espectador; pela mise-en-scène hipnótica que se valoriza ainda mais pela entrega carismática do elenco e, sobretudo, pela performance contranormativa arrojada e surpreendente”

Além da premiação, o último dia do Goiamum foi marcado por sessões especiais. O longa Filhos do Mangue, de Eliane Caffé, rodado integralmente no Rio Grande do Norte com participação de moradores e pescadores de Barra do Cunhaú, do Povo Potiguara Katu, da AOCA e de artistas locais de Natal, foi exibido no Auditório da Reitoria com a presença do público e integrantes da equipe, entre eles, o ator Roney Villela e a atriz Genilda Maria. O documentário Filhas da Noite, de Henrique Arruda e Sylara Silvério, também foi exibido fora de competição e emocionou o público do Goiamum; as artistas Suelanny Tigresa, Raquel Simpson e Christiane Falcão, personagens do longa, fizeram uma apresentação antes da sessão. 

A noite encerrou com a exibição de Macaléia, de Rejane Zilles, e um show especial de Jards Macalé, que trouxe sua singularidade, verdade e liberdade criativa para ecoar no palco do Goiamum, atraindo um público diverso e ávido por celebrar a junção da sétima arte, com a musicalidade inconfundível do artista.

Conheça os vencedores do Festival Goiamum Audiovisual 2025:

CURTA GOIAMUM

Melhor Filme: Medo de Cachorro, de Ítalo Tapajós (RN)
Melhor Direção: Gustavo de Carvalho, por Arame Farpado
Melhor Roteiro: Junho de 2002, escrito por Tainá Lima
Prêmio Especial do Júri: Victor Henrique Oliver, por Americana 

LONGA GOIAMUM

Melhor Filme: A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert (SP)
Melhor Direção: Victoria Álvares e Quentin Delaroche, por Tijolo por Tijolo
Prêmio Especial do Júri: Sem Vergonha, de Rafael Saar (RJ)
Melhor Roteiro: A Melhor Mãe do Mundo, escrito por Anna Muylaert
Melhor Atuação: Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
Melhor Fotografia: Salomé, por Linga Acácio
Melhor Direção de Arte: A Melhor Mãe do Mundo, por Maíra Mesquita e Juliana Ribeiro 
Melhor Trilha Sonora: Salomé, por Mateus Alves e Piero Bianchi
Melhor Som: A Melhor Mãe do Mundo, por Ricardo Reis
Melhor Montagem: Tijolo por Tijolo, por Quentin Delaroche

PRÊMIO DA CRÍTICA

Melhor curta-metragem: Liberdade Sem Conduta, de Dênia Cruz (RN)
Melhor longa-metragem: Salomé, de André Antônio (PE)

Foto: Tiago Lima. 

Filhas da Noite

por: Cinevitor

Direção: Henrique Arruda e Sylara Silvério

Elenco: Sharlene Esse, Raquel Simpson, Márcia Vogue, Christiane Falcão, Suelanny Tigresa, Paloma Pitt.

Ano: 2024

Sinopse: Refletidas por um globo espelhado, seis ícones das noites pernambucanas revisitam seus passados e revivem suas mais íntimas memórias. Pioneiras de uma revolução ainda em curso, elas são e sempre serão Filhas da Noite.

*Filme visto na 11ª edição do Festival Goiamum Audiovisual

Nota do CINEVITOR:

Morre, aos 88 anos, Jean-Claude Bernardet

por: Cinevitor
Jean-Claude Bernardet: referência de estudo, pesquisa e reflexão

Morreu neste sábado, 12/07, aos 88 anos, Jean-Claude Bernardet, nome fundamental do cinema brasileiro. Crítico, roteirista, diretor, montador, ator, professor, escritor e pensador, teve uma atuação múltipla no pensamento e na produção cultural do Brasil, sendo um dos maiores nomes nos estudos de cinema no país.

Nascido na Bélgica, de família francesa, viveu em Paris até 1948. Aos 13 anos, em 1949, chega ao Brasil e fixa-se em São Paulo, onde passa a frequentar a Cinemateca Brasileira e conhece o crítico e professor Paulo Emílio Salles Gomes. Sua aproximação com a sétima arte se deu ao longo da década de 50, quando passou a frequentar cineclubes em São Paulo. Ainda como um jovem cinéfilo, começou a escrever textos para jornais e revistas. Nessa mesma época, estabeleceu conexões próximas com a Cinemateca Brasileira, onde trabalhou como auxiliar de biblioteca e desenvolveu diversas funções relativas à difusão de filmes.  

Em 1965, já naturalizado brasileiro, funda o primeiro curso universitário de cinema no Brasil, na Universidade de Brasília, junto com Paulo Emílio Salles Gomes, Pompeu de Souza e Nelson Pereira dos Santos. Foi professor na UnB e permaneceu até 1968, ano em que 80% dos professores da universidade deixam o quadro docente em resposta à repressão da ditadura militar. Transfere-se para a USP, Universidade de São Paulo, e é cassado pelo AI-5 (Ato Institucional nº 5), de dezembro de 1968, sendo proibido de lecionar em universidades públicas. Até 1979, dá cursos de cinema no Instituto Goethe. Jean-Claude retorna ao quadro da Escola de Comunicações e Artes da USP em 1980, onde permanece até se aposentar, em 2004, como professor emérito.

É autor de uma vasta obra, com 25 livros publicados, muitos deles referenciais para o estudo, a pesquisa e a reflexão sobre cinema, além de ficções. São dele títulos como: Brasil em tempo de cinema (1967), Trajetória Crítica (1978), Cinema Brasileiro: Propostas para uma História (1979), O que é cinema (1980), Piranha no Mar de Rosas (1982), Cineastas e Imagens do Povo (1985 e 2004),  Aquele Rapaz (ficção e memória, 1990), O Voo dos Anjos: Bressane, Sganzerla (1990), O Autor no Cinema (1994), Historiografia Clássica do Cinema Brasileiro (1995), A Doença, uma Experiência (ficção, 1996), Caminhos de Kiarostami (2004). Divide a autoria de obras com nomes como José Carlos Avellar, Miguel Borges, Maria Rita Galvão e Ismail Xavier, entre outros. Lançou ainda Guerra Camponesa no Contestado (1979), uma obra de análise política e histórica. Em 2017, a Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, homenageou Jean-Claude com a publicação de Bernardet 80: Impacto e Influência no Cinema Brasileiro, de Ivonete Pinto e Orlando Margarido

Jean-Claude Bernardet no longa Fome, de Cristiano Burlan

Nas telonas, atuou como roteirista e corroteirista de diversos filmes, com destaque para títulos como: O Caso dos Irmãos Naves (1967), de Luiz Sergio Person; Um Céu de Estrelas (1996) e Através da Janela (2000), de Tata Amaral; Brasília: Contradições de uma Cidade Nova, de Joaquim Pedro de Andrade; entre outros. Além de dirigir e codirigir outros títulos, como: São Paulo: Sinfonia e Cacofonia (1994); Paulicéia Fantástica (1970), Eterna Esperança (1971) e Vera Cruz (1972), com João Batista de Andrade; e #eagoraoque (2020) ao lado de Rubens Rewald

Bernardet também dedicou-se à carreira de ator, tendo participado de diversos filmes, entre eles: Ladrões de Cinema (1977), de Fernando Coni Campos; Filmefobia (2009) e Periscópio (2013), de Kiko Goifman; O Homem das Multidões (2013), de Marcelo Gomes e Cao Guimarães; Pingo D’Água, de Taciano Valério; Em 97 Era Assim (2017), de Zeca Brito; Copo Vazio (2019), de Dellani Lima; entre outros. Foi personagem do documentário A Destruição de Bernardet, de Pedro Marques e Claudia Priscilla, e recentemente apareceu em Os Ruminantes, de Tarsila Araújo e Marcelo Mello

Com o cineasta Cristiano Burlan criou uma parceria de longa data e atuou em diversos longas do diretor, como: Ulisses (2024), Antes do Fim (2017), No Vazio da Noite (2016) e Fome (2015), que lhe rendeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Brasília (clique aqui e confira nossa entrevista com Bernardet sobre o longa). 

Sua carreira de ator também foi marcada por sua participação em diversos curtas-metragens, como: Disseram que Voltei Americanizada, de Vitor Angelo; Disaster Movie, de Wilson de Barros; A Navalha do Avô, de Pedro Jorge; Você Tem Olhos Tristes e Menino Pássaro, de Diogo Leite; O Ruído do Mar, de Clara Figueiredo e Gabriel Kogan; Nuvem Negra, de Flávio Andrade, que lhe rendeu diversos prêmios; entre outros. Recentemente, com Fábio Rogério, dirigiu os curtas Cama Vazia e A Última Valsa. Além disso, foi vice-presidente da Associação Cultural Kinoforum

Fotos: Leo Lara/Universo Produção/Divulgação. 

Emmanuelle

por: Cinevitor

Direção: Audrey Diwan

Elenco: Noémie Merlant, Will Sharpe, Jamie Campbell Bower, Chacha Huang, Anthony Chau-Sang Wong, Naomi Watts, Harrison Arevalo, Marguerite Dabrin, Adam Pak, Sofie Royer, Hu Kai, Isabella Wei, Hugh Tran, Zariyah Tang, Carole Franck, Andrea Dolente, Naama Preis, Sean Li, King Lok Cheng, Tim Lo, Alexander Terentyev, Txomin Vergez, Soko Izumi, Wai-Chuen So, Siu-Hei Chan, Kochun Tse, Jabulani Gambu, Marc Ngan, Donovan Yuk-Hin Chan, Pui-Chun Wong, Jara Ezo, Che-Kwong Wong, Emanuele Carfora, Freddy Djanabia, Geoffrey Wong, Fefe Tse, Olivier Ho Hio Hen, Eric Heise, Dasom Kim, Ines Laimins, Simon Yin, Adrienne Lau.

Ano: 2024

Sinopse: Em busca de um prazer perdido, Emmanuelle viaja sozinha para Hong Kong em uma missão de negócios. Na vibrante e sensual cidade global, ela se entrega a encontros intensos e novas experiências, enquanto é atraída por Kei, um homem enigmático que constantemente escapa de seu alcance. Baseado no livro de Emmanuelle Arsan.

Nota do CINEVITOR:

Rio LGBTQIA+ 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
João Pedro Oliveira no curta E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa

Foram anunciados os vencedores da 14ª edição do Festival Internacional de Cinema Rio LGBTQIA+, que aconteceu em diversos espaços do Rio de Janeiro, com filmes brasileiros e internacionais de longa, média e curta-metragem de ficção, documentário, animação e experimental.

Desde 2011, o festival, anteriormente conhecido como Rio Festival Gay de Cinema, é uma importante janela para a exibição de filmes LGBTQIA+ nacionais e internacionais na cidade do Rio de Janeiro. Sua relevância na cena cultural local tem agregado uma série de parcerias com distribuidoras, instituições culturais, empresas privadas e importantes salas de exibição.

Neste ano, foram selecionados 138 títulos: 11 longas internacionais, 7 brasileiros, 60 curtas nacionais e 60 internacionais, de 34 países. O júri do Rio LGBTQIA+ 2025 foi formado por: Aleques Eiterer, Amiel Vieira, Jean Wyllys, Laura Corcuera, Luiz Carlos Lacerda, Malu de Martino, Milly Lacombe, Monica Benicio e Wescla Vasconcelos

Conheça os vencedores do 14º Rio Festival de Cinema LGBTQIA+:

LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme Nacional | Júri Oficial: A Cigana, de Thiago Furtado (PI)
Melhor Filme Nacional | Júri Popular: Nem Toda História de Amor Acaba em Morte, de Bruno Costa (PR)
Menção Honrosa: Filhas da Noite, de Henrique Arruda e Sylara Silvério (PE) e Uma Breve História da Imprensa LGBT+ no Brasil, de Lufe Steffen (SP)
Melhor Filme Internacional: Sally!, de Deborah Craig, Ondine Rarey e Jörg Fockele (EUA)

CURTAS-METRAGENS

Melhor Curta Brasileiro | Júri Oficial: VBP (Vacas Brancas Preguiçosas), de Asaph Luccas (SP)
Melhor Curta Brasileiro | Júri Popular: Kassandra com K, de Rivanildo Feitosa e Cícero Filho (PI)
Melhor Curta do Rio: E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa
Menção Honrosa | Curta do Rio: Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker
Melhor Curta L: Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Menção Honrosa | Curta L: Vânia & Valéria, de Isabela da Silva Alves (SP) e Sônia, de Izah Neiva (SP)
Melhor Filme Internacional: Somente Kim (Solo Kim), de Javier Prieto de Paula e Diego Herrero (Espanha)

*Clique aqui e confira as justificativas dos júris

Foto: Divulgação.

Festival de Locarno 2025: coproduções brasileiras são selecionadas

por: Cinevitor
Cena do curta O Rio de Janeiro Continua Lindo, do brasileiro Felipe Casanova

A 78ª edição do Festival de Cinema de Locarno, que acontecerá entre os dias 6 e 16 de agosto na Suíça, anunciou os filmes selecionados para este ano. Com uma programação eclética, o evento é considerado um dos principais festivais de cinema autoral do mundo.

Na Competição Internacional, na qual os títulos disputam o Leopardo de Ouro, vale destacar a presença da comédia Dracula, dirigida pelo consagrado cineasta romeno Radu Jude. O filme é uma coprodução entre Romênia, Áustria, Luxemburgo e Brasil (por Rodrigo Teixeira, da RT Features). Em nota oficial, o diretor disse: “Nosso filme desconstrói o mito de Drácula por meio de dezenas de histórias: absurdas, vulgares, literárias, lúdicas, políticas, excessivas, travessas, fantásticas ou realistas. Um filme sobre o próprio cinema”

A sinopse oficial diz: um filme do Drácula feito na Transilvânia. O que ele contém? Uma caçada a vampiros. Zumbis e o Drácula em greve. Uma história de ficção científica sobre o retorno de Vlad, o Empalador. Uma adaptação da primeira novela romena sobre vampiros. Uma história de amor. Um filme de montagem reutilizando um clássico do cinema de vampiros. Um conto popular vulgar. Histórias kitsch geradas por IA. E muitos deleites em um filme que trata desse mito do cinema. O elenco de Dracula conta com Adonis Tanța, Oana Maria Zaharia, Gabriel Spahiu, Ilinca Manolache, Alexandru Dabija, Andrada Balea, Doru Talos, Serban Pavlu, Lukas Miko e Alexandra Harapu

Já na mostra Pardi di Domani, que traz um território de experimentação expressiva e de formas inovadoras de poesia, a seleção é composta por três competições: Concorso Internazionale, com obras de cineastas emergentes de todo o mundo; Concorso Nazionale, com produções suíças; e Concorso Corti d’Autore, com curtas-metragens de cineastas consagrados.

Entre os títulos internacionais da Pardi di Domani, destaque para o curta-metragem Primera Enseñanza, uma coprodução entre Cuba e Espanha, com direção da cubana Aria Sánchez e da brasileira Marina Meira; o filme conta também com a brasileira Carolina Timoteo como assistente de câmera. Com Mia Hernandez, Lucero Montero, Wendy G. Castellanos, Raiza De Beche e Omar Durán no elenco, a sinopse diz: a voz de Daniela precisa estar completamente descansada antes que ela possa usá-la novamente. Dada a incapacidade dos adultos de lidar com a situação, seus colegas veem a oportunidade perfeita para silenciá-la definitivamente.

Dracula, de Radu Jude: na disputa pelo Leopardo de Ouro

Na seleção nacional da Pardi di Domani, o cineasta brasileiro Felipe Casanova, atualmente radicado entre Genebra e Bruxelas, exibirá o curta-metragem O Rio de Janeiro Continua Lindo, uma coprodução entre Bélgica, Brasil e Suíça. A sinopse diz: em meio à folia do Carnaval carioca, Ilma escreve ao filho. Como ela sente a presença dele na multidão? Suspensa no tempo, a celebração se torna um espaço de memória e resistência política.

Além dos filmes, o Festival de Locarno também revelou os homenageados desta 78ª edição: a atriz iraniana Golshifteh Farahani será honrada com o Excellence Award Davide Campari; o consagrado ator honconguês Jackie Chan receberá o Pardo alla Carriera; a consagrada atriz norte-americana Lucy Liu será homenageada com o Career Achievement Award; o cineasta Alexander Payne receberá o Pardo d’Onore; o diretor suíço Marcel Barelli será honrado com o Locarno Kids Award; a produtora Abbout Productions será homenageada com o Raimondo Rezzonico Award; a premiada figurinista Milena Canonero receberá o Vision Award; a atriz britânica Emma Thompson será honrada com o Leopard Club Award; e Michele Dell’Ambrogio receberá o Premio Cinema Ticino

O júri do 78º Festival de Locarno será formado por: Rithy Panh (presidente), Joslyn Barnes, Ursina Lardi, Carlos Reygadas e Renée Soutendijk na Competição Internacional; Asmara Abigail, La Frances Hui e Kani Kusruti no Concorso Cineasti del Presente; Jihan El Tahri, Lemohang Mosese e Sara Serraiocco na mostra Pardi di Domani; James Hawkinson, Judith Lou Lévy e Patricia Mazuy no prêmio First Feature; e Michael Almereyda, Martina Parenti e Seta Thakur na mostra Pardo Verde; além do voto popular e dos júris independentes

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Locarno 2025:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

As Estações, de Maureen Fazendeiro (Portugal/França/Espanha/Áustria)
Bog neće pomoći, de Hana Jušić (Croácia/Itália/Romênia/Grécia/França/Eslovênia)
Donkey Days, de Rosanne Pel (Holanda/Alemanha)
Dracula, de Radu Jude (Romênia/Áustria/Luxemburgo/Brasil)
Dry Leaf, de Alexandre Koberidze (Alemanha/Geórgia)
Le bambine, de Valentina Bertani e Nicole Bertani (Itália/Suíça/França)
Le Lac, de Fabrice Aragno (Suíça)
Linije želje, de Dane Komljen (Sérvia/Bósnia e Herzegovina/Holanda/Croácia/Alemanha)
Mare’s Nest, de Ben Rivers (Reino Unido/França/Canadá)
Mektoub, My Love: Canto Due, de Abdellatif Kechiche (França)
Sehnsucht in Sangerhausen, de Julian Radlmaier (Alemanha)
Solomamma, de Janicke Askevold (Noruega/Letônia/Lituânia/Dinamarca/Finlândia)
Sorella di Clausura, de Ivana Mladenović (Romênia/Sérvia/Itália/Espanha)
Tabi to Hibi, de Sho Miyake (Japão)
Tales of the Wounded Land, de Abbas Fahdel (Líbano)
White Snail, de Elsa Kremser e Levin Peter (Áustria/Alemanha)
With Hasan in Gaza, de Kamal Aljafari (Palestina/Alemanha/França/Qatar)
Yakushima’s Illusion, de Naomi Kawase (França/Japão/Bélgica/Luxemburgo)

CONCORSO CINEASTI DEL PRESENTE

Affection affection, de Alexia Walther e Maxime Matray (França)
Balearic, de Ion de Sosa (Espanha/França)
Becoming, de Zhannat Alshanova (França/Cazaquistão/Holanda/Lituânia/Suécia)
Blue Heron, de Sophy Romvari (Canadá/Hungria)
Don’t Let the Sun, de Jacqueline Zünd (Suíça/Itália)
Fantasy, de Kukla (Eslovênia/Macedônia do Norte)
Folichonneries, de Eric K. Boulianne (Canadá)
Gioia mia, de Margherita Spampinato (Itália)
Hijo mayor, de Cecilia Kang (Argentina/França)
Nu mă lăsa să mor, de Andrei Epure (Romênia/Bulgária/França)
Olivia, de Sofía Petersen (Argentina/Reino Unido/Espanha)
The Fin, de Syeyoung Park (Coreia do Sul/Alemanha/Qatar)
The Plant from the Canaries, de Ruan Lan-Xi (Alemanha)
Tóc, giấy và nước…, de Nicolas Graux e Trương Minh Quý (Bélgica/França/Vietnã)
Un balcon à Limoges, de Jérôme Reybaud (França)

PARDI DI DOMANI | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Baisanos, de Andrés Khamis Giacoman e Francisca Khamis Giacoman (Chile/Palestina/Espanha)
Bleifrei 95, de Emma Hütt e Tina Muffler (Áustria/Alemanha)
Blind, ins Auge, de Atefeh Kheirabadi e Mehrad Sepahnia (Alemanha/Irã)
BOA, de Alexandre Dostie (Canadá/França)
Ce qu’on laisse derrière, de Jean-Sébastien Hamel e Alexandra Myotte (Canadá)
Die Uniformierten, de Timon Ott (Alemanha)
Eldorado, de Anton Bialas (França)
Force Times Displacement, de Angel WU (Taiwan)
Honey, My Love, So Sweet, de JT Trinidad (Filipinas)
HYENA, de Altay Ulan Yang (EUA)
Jolie petite histoire, de Elodie Beaumont Tarillon (França)
Koze!, de Tonći Gaćina (Croácia/França)
Plàncton, de Irene Moray (Espanha/França)
Poluotok, de David Gašo (Croácia)
Primera Enseñanza, de Aria Sánchez e Marina Meira (Cuba/Espanha/Brasil)
RANDAGHI, de Enrico Motti e Emanuele Motti (Itália)
Still Playing, de Mohamed Mesbah (França)
Una vez en un cuerpo, de María Cristina Pérez González (Colômbia/EUA)
Un ciel si bas, de Joachim Michaux (Bélgica/França)
Yo Yo, de Mohammadreza Mayghani (Irã/França)

PARDI DI DOMANI | COMPETIÇÃO NACIONAL

Air Horse One, de Lasse Linder (Suíça/Bélgica)
Ich bin nicht sicher, de Luisa Zürcher (Suíça)
L’Avant-Poste 21, de Camille Surdez (Suíça)
Les Dieux, de Anas Sareen (Suíça)
Lost Touch, de Justine Klaiber (Suíça)
Nest, de Stefania Burla (Suíça)
Noirs matins, de David Gonseth (Suíça)
O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Bélgica/Brasil/Suíça)
Tusen Toner, de Francesco Poloni (Suíça)
Yonne, de Julietta Korbel e Yan Ciszewski (Suíça/França)

PARDI DI DOMANI | CONCORSO CORTI D’AUTORE

A Very Straight Neck, de Neo Sora (Japão/China)
Cairo Streets, de Abdellah Taïa (França)
Histerični napad smeha, de Dušan Zorić e Matija Gluščević (Sérvia/Croácia)
Index, de Radu Muntean (Romênia)
Nang Norn, de Mattie Do (EUA/Laos/Tailândia)
Slet 1988, de Marta Popivoda (Alemanha/França/Sérvia)
Solitudes, de Ryan McKenna (Canadá)
Späternte, de Katharina Huber (Alemanha)
Su cane est su miu, de Salvatore Mereu (Itália)
Une fenêtre plein sud, de Lkhagvadulam Purev-Ochir (França/Mongólia)

PIAZZA GRANDE

Affeksjonsverdi (Sentimental Value), de Joachim Trier (Noruega/França/Dinamarca/Alemanha/Suécia)
Irkalla Hulm Jijiljamish, de Mohamed Jabarah Al-Daradji (Iraque/Emirados Árabes Unidos/Qatar/França/Reino Unido/Arábia Saudita)
Kiss of the Spider Woman, de Bill Condon (EUA/Uruguai)
La petite dernière, de Hafsia Herzi (França/Alemanha)
Le Pays d’Arto, de Tamara Stepanyan (França/Armênia)
O Iluminado (The Shining), de Stanley Kubrick (1980) (Reino Unido/EUA)
Police Story: A Guerra das Drogas, de Jackie Chan (1985) (Hong Kong)
Rosemead, de Eric Lin (EUA)
Testa o croce?, de Alessio Rigo de Righi e Matteo Zoppis (Itália/EUA)
The Birthday Party, de Miguel Ángel Jiménez (Grécia/Espanha/Holanda/Reino Unido)
The Dead of Winter, de Brian Kirk (EUA/Alemanha)
The Deal, de Jean-Stéphane Bron (Suíça/França/Luxemburgo/Bélgica)
Together, de Michael Shanks (Austrália/EUA)
Yek tasadef sadeh (It Was Just an Accident), de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo)

*Clique aqui e confira a programação completa com os filmes selecionados

Fotos: Felipe Casanova/Saga Film/Divulgação.

Festival de Cinema de Gramado 2025 anuncia longas-metragens brasileiros e curtas gaúchos 

por: Cinevitor
Denise Fraga em Sonhar com Leões: filme selecionado

A 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 13 e 23 de agosto, divulgou nesta terça-feira, 08/07, os longas-metragens brasileiros de ficção que disputarão os kikitos em 2025.

O anúncio foi realizado durante coletiva de imprensa na cidade de Gramado, na Serra Gaúcha, que também apresentou outros destaques da programação, como os curtas-metragens gaúchos selecionados para o Prêmio Assembleia Legislativa e os agraciados com o Troféu Leonardo Machado e os Prêmios IECINE, além de detalhes sobre o Conexões Gramado Film Market, segmento mercadológico do evento serrano. Os demais conteúdos e homenagens desta edição serão divulgados em coletivas de imprensa no Rio de Janeiro, no próximo dia 15 de julho, e em São Paulo, no dia 17.

Realizado pela Gramadotur, autarquia municipal de turismo e cultura, o Festival de Cinema de Gramado é o mais antigo festival de cinema ininterrupto do Brasil, que faz parte do Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul. A programação terá início com a 1ª Mostra Nacional de Cinema Estudantil Educavídeo e a abertura oficial será no dia 15 de agosto, com a exibição hors concours do inédito O Último Azul, de Gabriel Mascaro. Com lançamento nos cinemas brasileiros confirmado para o dia 28 de agosto, o filme conquistou o Urso de Prata na 75ª edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano.

Para a competição, foram escolhidos seis longas de ficção inéditos no Brasil, que serão exibidos no Palácio dos Festivais. A partir de curadoria assinada pelo ator e diretor Caio Blat, pela atriz Camila Morgado e pelo jornalista, professor e crítico Marcos Santuario, a seleção deste ano sublinha a força de Gramado como a primeira janela de exibição dos mais recentes títulos da cinematografia brasileira.

“Nesta seleção de obras, reunidas sob o olhar atento de uma curadoria comprometida com a pluralidade, a urgência e a sensibilidade, apresentamos um panorama potente do cinema atual. Os seis filmes compõem uma amostra vibrante e necessária de narrativas que dialogam com o presente, sem abrir mão da complexidade humana e estética”, comenta o curador Marcos Santuario.

Camila Morgado, que estreia este ano na curadoria, comentou: “Não foi uma tarefa simples [escolher esses seis títulos], pois vimos muitos trabalhos criativos, poderosos e com vozes próprias, que reafirmam a força do nosso audiovisual e da nossa cultura. Buscamos selecionar obras que apostam na diversidade de temas, linguagens, territórios, gêneros e nos convidam a refletir. São filmes com marcas autorais que provocam, sensibilizam e, acima de tudo, nos representam”. Caio Blat complementou: “Nosso foco foi contemplar essa variedade de temas, de narrativas, mesclar nomes consagrados com novas promessas. Espero que o público se deslumbre com a força do nosso cinema, com o vigor com que ele se renova e se reafirma”

Rodado em Brasília, o longa A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, acompanha a história de Glória, uma menina de 10 anos que passa as férias no hospital onde sua mãe trabalha como enfermeira. Lá ela conhece Sofia, que está convencida de que a piora na saúde da bisavó é causada pela internação no hospital. Unidas pelo desejo de sair dali, as crianças encontram conforto na companhia uma da outra. No elenco, estão Laura Brandão, Serena, Larissa Mauro, Camila Márdila e Aline Marta Maia. Com passagem por festivais como Berlim, Guadalajara, Cartagena e Seattle, o filme é produzido pela Moveo Filmes e distribuído pela Vitrine Filmes.

Cinco vidas aparentemente desconectadas colidem num caminho sem volta em Cinco Tipos de Medo, filme dirigido por Bruno Bini e rodado em Mato Grosso do Sul. Murilo, jovem músico que vive um luto, se envolve com Marlene, uma enfermeira que está em um relacionamento abusivo com um traficante. Suas histórias se cruzam com as de Luciana, policial movida por vingança, e de Ivan, advogado com intenções ocultas. O elenco é composto por Rui Ricardo Diaz, Bárbara Colen, João Vitor Silva, Bella Campos e Xamã. A produção é da Plano B Filmes e a distribuição é da Downtown Filmes.

Bella Campos em Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini

No filme , de Laís Melo, Glória atravessa um divórcio conturbado e precisa mudar-se com suas três filhas para um prédio no centro de Curitiba. Com condições financeiras difíceis e ameaçada pelo ex-marido que pede a guarda integral das filhas, ela se vê obrigada a disputar uma vaga de supervisora com sua melhor amiga e outros colegas na fábrica onde trabalha. Integram o elenco Saravy, Sali Cimi, Antonia Saravy, Clarice Carvalho e Fernanda Silva. Produzido por Antonio Gonçalves Junior e Diogo Capriotti, o longa tem distribuição da Elo Studios.

O Rio de Janeiro é o plano de fundo do longa Papagaios, de Douglas Soares. O personagem central é Tunico, o Papagaio Pirata mais famoso do Rio, que está sempre seguindo repórteres para aparecer na TV. Após um grave acidente, ele conhece Beto, um jovem misterioso que se torna seu aprendiz, em um país com mais de 70 milhões de televisores ligados todos os dias. No elenco, estão Gero Camilo, Ruan Aguiar, Leo Jaime, Ernesto Piccolo e Angela Paz. A produção é assinada por Mayra Lucas, Luiza Favale, Paulo Serpa, Heitor Franulovic e Lucas Barão.

Dirigido por Miguel Falabella, Querido Mundo investiga um encontro improvável numa véspera de Ano Novo. A queda de uma ponte numa noite de tempestade une os mundos de Elsa, papel de Malu Galli, e Oswaldo, interpretado por Eduardo Moscovis, que acabam por se encontrar no Rio de Janeiro nos escombros de um prédio abandonado por seus construtores. Marcello Novaes, Danielle Winits, Cintia Rosa e Pia Manfroni também estão no elenco. A produção é da Ananã Produções e a distribuição é da O2 Play.

Sonhar com Leões, de Paolo Marinou-Blanco, é uma tragicomédia surreal que explora a temática da eutanásia. Gilda, vivida por Denise Fraga, uma imigrante brasileira vivendo em Lisboa, tem apenas um ano de vida pela frente após o diagnóstico de uma doença terminal. Seu único desejo é morrer enquanto tem sua dignidade e ainda é ela mesma. Com estreia internacional na Marché Du Film pelo Tallinn Black Nights Goes To Cannes Showcase, o longa de São Paulo é produzido pela Capuri Filmes e distribuído pela Pandora. No elenco, também estão João Nunes Monteiro, Joana Ribeiro e Sandra Faleiro.

Tradicional janela de exibição do cinema gaúcho, o Prêmio Assembleia Legislativa novamente celebra o melhor da mais recente safra do cinema em curta-metragem produzido no Rio Grande do Sul com trabalhos realizados na capital Porto Alegre e em outras dez cidades do Estado. São 18 títulos que formam um mosaico plural e descentralizado para uma mostra tradicionalmente reconhecida por revelar novos talentos da produção audiovisual local.

O famoso Gauchão, nome carinhosamente adotado pelo público para se referir à mostra, é realizado pelo Festival de Cinema de Gramado em parceria com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, distribuindo troféus e prêmios em dinheiro para os vencedores de 12 categorias. As exibições acontecem nos dias 16 e 17 de agosto, às 13h, no Palácio dos Festivais, com a cerimônia de premiação marcada também para o dia 17, a partir das 20h: “Selecionamos filmes que transcendem as telas, transformando-se em espelhos reflexivos da nossa sociedade e janelas para futuros mais justos e inclusivos, prezando pela qualidade técnica, artística e criativa dos curtas-metragens apresentados”, revela a comissão de seleção formada pela realizadora e pesquisadora Adry Silva, pelo cineasta Frederico Ruas, pelo artista visual e realizador Giuliano Lucas, pela jornalista e radialista Jaqueline Chala e pela realizadora e atriz Paola Mallmann.

O Festival de Cinema de Gramado também reserva espaço na sua programação para prestar tributo a personalidades que se destacam na produção gaúcha. Em 2025, seis nomes terão sua trajetória celebrada pelo Troféu Sirmar Antunes, entregue pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul; pelo Prêmio Leonardo Machado, instituído pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, e pelos Prêmios Iecine nas categorias de Legado, Inovação e Destaque, uma realização do Instituto Estadual de Cinema (Iecine). Todas as honrarias serão entregues na cerimônia de premiação do Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas.

Ruan Aguiar e Gero Camilo em Papagaios, de Douglas Soares

Com mais de 60 anos de sólida carreira em teatro, cinema e televisão, a atriz Araci Esteves receberá o Prêmio Leonardo Machado. Natural de Osório, Araci ultrapassa a marca de 20 trabalhos no audiovisual gaúcho como a grande dama do cinema que foi e continua a ser Comédia, Arena e Anahy, conforme define a comissão formada pela jornalista Adriana Androvandi e pelos realizadores Alexandre Mattos Meirelles e Davi Pinheiro.

A mesma comissão selecionou para os Prêmios Iecine: Victor Di Marco e Marcio Picoli (Inovação), “pelo olhar original sobre o universo PcD” e “pela tradução cinematográfica profunda do sentido da palavra acessibilidade”; Um é Pouco, Dois é Bom (Destaque), “pelo resgate de uma obra de vanguarda, de qualidade artística singular e pioneira para o cinema negro brasileiro”; e Gustavo Spolidoro (Legado), por seu “trabalho pioneiro na criação cinematográfica, na difusão das possibilidades de experimentação da linguagem e na contínua formação de novas gerações de cinéfilos e cineastas”

Já a atriz, dançarina e cantora Gloria Andrades levará para casa o Troféu Sirmar Antunes. Com mais de 20 anos dedicados à arte de contar histórias, a homenageada participou de mais de 55 espetáculos, além de filmes como O Jogo, Marina, Reemissão e Nada Nunca Morre. A escolha de Gloria é uma indicação da comissão formada por profissionais da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, da Associação de Profissionais Técnicos Cinematográficos, da Fundação de Cinema do RS, do Instituto Estadual de Cinema e do Sindicato da Indústria Audiovisual do Rio Grande do Sul.

Atento aos movimentos do mercado audiovisual, o Festival de Cinema de Gramado também apresenta a nona edição do Conexões Gramado Film Market. Rumo aos seus dez anos, o Conexões acontece entre os dias 16 e 22 de agosto com a proposta de mais uma vez pensar o audiovisual sob as perspectivas de criação, economia, política e transformação social. A realização é da Gramadotur e do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), com o apoio da Agência Nacional de Cinema (ANCINE).

Além das já consolidadas rodadas de negócios com os principais players do mercado audiovisual brasileiro, da VIII Mostra de Filmes Universitários e de novidades envolvendo a discussão do formato de teasers e trailers, a programação deste ano lança olhar especial para ações voltadas à internacionalização, indo da capacitação de produtores gaúchos para inserção no mercado exterior à discussão de ações que podem abrir caminhos para quem quer circular e negociar em outros países.

A programação formativa se intensifica com workshops, mentorias e o II Encontro dos Ecossistemas RS, que promove articulação entre coletivos, instituições e políticas públicas em prol do audiovisual gaúcho. E as novidades continuam: “A inteligência artificial, que nos desafiou em 2024, se faz presente nas discussões e nas telas com a Mostra de Filmes Gerados por IA. Ética, autoria e inovação entram em foco, em um debate que atravessa linguagens e fronteiras. A Mostra de Realidade Virtual também está de volta, expandindo horizontes com experiências imersivas e narrativas emergentes”, adianta Gisele Hiltl, coordenadora do Conexões Gramado Film Market.

Nos dias 13 e 14 de agosto, antecipando a abertura oficial do 53º Festival de Cinema de Gramado, o Educavídeo, programa que oferece capacitação em linguagem audiovisual para estudantes da rede pública de Gramado, mais uma vez lança os holofotes para a produção estudantil do município. Desde 2011, o Educavídeo já recebeu mais de mil alunos e realizou mais de 110 produções, entre curtas-metragens, documentários, webséries e um média-metragem. As produções dos estudantes já participaram de diversos festivais de cinema estudantis e conquistaram mais de 40 prêmios.

Desta vez, além da já tradicional noite de exibição dos filmes realizados por seus alunos, o Educavídeo promove, no Palácio dos Festivais, a 1ª Mostra Nacional de Cinema Estudantil do Educavídeo, que reúne filmes produzidos em escolas por alunos do ensino médio e fundamental. Assinada pela equipe do Educavídeo, a seleção traz filmes do Rio Grande do Sul e de outros estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco, fortalecendo o programa gramadense como um grande expoente de cinema estudantil a nível nacional.

Conheça os primeiros filmes anunciados para o 53º Festival de Cinema de Gramado:

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF)
Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini (MT)
, de Laís Melo (PR)
Papagaios, de Douglas Soares (RJ)
Querido Mundo, de Miguel Falabella (RJ)
Sonhar com Leões, de Paolo Marinou-Blanco (SP)

CURTAS-METRAGENS GAÚCHOS

A Sinaleira Amarela, de Guilherme Carravetta De Carli (Porto Alegre)
Bom Dia, Maika!, de Eddy Ramos (Santa Cruz do Sul)
E Depois de Fevereiro, de Crystom Afronário (São Leopoldo)
Enfim S.O.S., de Zaracla (Porto Alegre)
Estudos Sobre a Vida em Rede, de Tuane Eggers (Lajeado)
Fuá: O Sonho, de Viviane Jag Fej Farias e Amallia Brandolff (Canela)
Gambá, de Maciel Fischer (Teutônia)
Imigrante/Habitante, de Cassio Tolpolar (Porto Alegre)
Mãe da Manhã, de Clara Trevisan (Porto Alegre)
Nhemongarai, de Jorge Morinico e Hopi Chapman (Porto Alegre)
O Correspondente, de Thali Bartikoski e Bruno Barcelos (Santo Antônio da Patrulha)
O Jogo, de Alexandre Mattos Meireles e Chico Maximila (Pelotas)
O Pintor, de Victor Castilhos (Santa Cruz do Sul)
Perro!, de Aleksia Dias e João Pedro Fiuza (São Leopoldo)
Quando Começa a Chover o Coração Bate Mais Forte, de Mirian Fichtner (Porto Alegre)
Roxo Lilás Violeta, de Theo Tajes (Porto Alegre)
Safira, o Mar e a Vida, de Luiz Fonseca (Porto Alegre)
Trapo, de João Chimendes (Uruguaiana)

Fotos: Divulgação.

12º Festival de Cinema de Caruaru: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Todas as Memórias que Você Fez para Mim, de Pedro Fillipe

A 12ª edição do Festival de Cinema de Caruaru, que acontecerá entre os dias 20 e 23 de agosto, na região do Agreste Pernambucano, no Teatro João Lyra Filho, anunciou a seleção dos filmes que farão parte da programação.

Neste ano, serão exibidas 60 obras, a partir de 777 inscrições vindas de seis países: Brasil, Argentina, Venezuela, México, Chile e Cuba. Um número que celebra a força do cinema feito por muitas mãos, sotaques, estéticas e territórios. A cada ano, o festival se torna mais plural e mais representativo, conectando vozes e olhares diversos através da tela. 

A cada edição, o festival reúne pessoas que pensam, fazem e vivem o cinema com intensidade. São artistas, pesquisadores, realizadores e educadores que carregam a diversidade e a força da sétima arte. O time deste ano foi formado por: Luciano Torres, Stephanie Sá, Edvaldo Santos, Yanara Galvão, Ana Carolina, Caju Galon, Paula Monteiro e Éryka Vasconcelos

Ao todo, serão realizadas nove mostras ao longo da programação: Mostra Brasil, com histórias que atravessam o país com potência, diversidade e muitas vozes em um recorte da produção nacional que emociona e provoca; Mostra Agreste, que destaca o cinema feito a partir do interior, da memória e da luta com o olhar sobre o Agreste nordestino; Mostra Especial Caruaru, que traz filmes produzidos na cidade que abriga o festival com um olhar caruaruense sobre memórias, cultura e identidade; Mostra Personagem com filmes que mergulham na subjetividade dos que constroem a sua própria trajetória; Mostra Pega Leve que traz afeto, leveza e humor em filmes que acolhem com sensibilidade e espontaneidade; Mostra Latino Americana com olhares diversos sobre territórios, identidades e afetos de toda a América Latina; Mostra Fantásticos que destaca entre o real e o imaginado curtas que exploram o absurdo, o simbólico e o mistério; Mostra Adolescine que conta com narrativas jovens, ousadas e intensas e que dialogam com o presente e com o futuro; e Mostra Infantil com filmes para emocionar e encantar os pequenos, com imaginação, afeto e descobertas. 

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Cinema de Caruaru 2025:

MOSTRA BRASIL

A Pisada é Delas: Mulheres do Coração Nazareno, de Patricia Yara Rocha (PE)
Canto de Acauã, de Jaya Pereira (RN)
Caravana da Coragem, de Pedro B. Garcia (DF)
Coisa de Preto, de Pâmela Peregrino (SE)
Entre Corpos, de Mayra Costa Pires (AL)
Entre Sinais e Marés, de João Gabriel Ferreira e João Gabriel Kowalski (PR)
Era Uma Vez… em Cordel, de Bruno Rafael Fragoso (RJ)
Escuta, de Izah Izabel (SP)
Histórias do Alto, de Carlos Kamara (PE)
Luis, de Hsu Chien (MA)
Mar de Dentro, de Lia Letícia (PE)
Na Artesania: Pele de Peixe, Couro é, de Thom Galiano (BA)
O Colecionador de Cheiros de Nucas Femininas, de Ana Clara Vidal e Natália Damião (PB)
O Último Varredor, de Perseu Azul e Paulo Alipio (MT)
Os Quatro Exílios de Herbert Daniel, de Daniel Favaretto (SP/RJ/MG)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Suá, a Praia que Sumiu, de Thais Helena Leite (ES)

MOSTRA AGRESTE 

Facção, de Henrique Corrêa (Santa Cruz do Capibaribe/PE)
Marcado em Barro, de Monique Evelyn Silva (Caruaru/PE)
Marilak, de Carlos Mosca (Lagoa Seca/PB)
Mira, de Sóllon Rodrigues (Campina Grande/PB)
Pau d’Arco: Árvore que se Renova, de Igor Machado e Anna Araújo (Arapiraca/AL)
Socorro & Mazé, de João Marcelo Alves (Surubim/PE)
Todas as Memórias que Você Fez para Mim, de Pedro Fillipe (Bezerros/PE)
Yabás, de Juliana Barros (Caruaru/PE)

MOSTRA ESPECIAL CARUARU

Nos Palcos da Vida, de Marco Antônio Freire
O Carnaval é de Pelé, de Daniele Leite e Lucas Santos
Retrato de um Forró, de Gabriella Ambrósio 
Um Pedacinho de Nós, de Renand Zovka

MOSTRA PERSONAGEM

Bgirling, de Sathurzo (RN)
Caminhos da Guia, de Rana Sui e Pedro Anísio (PB)
Entre Linhas e Lutas, de Bruna Espírito Santo (SP)
Marcos, o Errante, de Thiago Brandão (BA)
Pupá, de Osani (RN)
Se nos Faltarem Palavras, o Mar Conta a Nossa História, de Agnes Aguirre (BA)

MOSTRA FANTÁSTICOS

Meu Pai e a Praia, de Marcos Alexandre (BA)
Nativo Digital, de Gabriel Jacob (SP)
Por Trás da Cortina, de Bono Siqueira (PE)
Roteiro Fatal, de Thiago Mendes (SP)
Sonhos Lúcidos, de Giordano Benites (RS)

MOSTRA ADOLESCINE

É Fundamental te Ter por Perto, de Mia Lima Rocha (RJ)
Não Quero Citar Teóricos, de João Luciano e Eró Cunha (MA)
Passa a Bola, de Guilherme Herrera Falchi (SP)
Pescoçoides Humanoidis, de Jaime Queiroz (SP)

MOSTRA INFANTIL

A Tapioca da Vovó, de Deleon Souto (PB)
Florescer, de Eduardo Reis (RS)
Luzia e a Sombra, de Bako Machado (PE)
Mundinho, de Gui Oller, Pipo Brandão e Ricky Godoy (SP)
Mytikah Explora: Charles Darwin, de Hygor Amorim e Recy Cazarotto (SP)
O Burrinho Jatobá, de Lucas Montes Silva (GO)
Soli e Guida, de Jaum Godoy Rocha e Fernando Ferraz (SP)

MOSTRA PEGA LEVE

Carlitos Naranjas, de Julia Motta Cardozo (RJ)
Caroço, de Gabriel Santiago (BA)
O Jantar de Fernando, de Afonso Cavalcante (SP)

MOSTRA LATINO AMERICANA

Ayni, de Tomás Ariel Marco (Argentina)
Daimara e a Dança Zumbi, de Tom Hamburger e Natália Keiko (Cuba)
Fumaça Fria, de Peter Van Lengen (México)
Plagio, de Tomás Dvorkin (Argentina)
Revelação, de Emanuel Moreno Elgueta (Chile)
Uma Ilha, de Ricardo Muñoz (Venezuela)

Foto: Divulgação.