
Foram anunciados neste domingo, 02/08, os vencedores da quinta edição do Muído – Festival de Cinema de Campina Grande, mais uma janela da produção cinematográfica paraibana e nordestina, que aconteceu no Teatro Municipal Severino Cabral.
Neste ano, mais de 20 títulos foram selecionados entre 292 inscritos de todos os estados do Nordeste. A curadoria foi assinada por: André Santos e Tati Regis na Mostra Facheiro Luzente; e Janaína Lacerda e Breno César na Mostra Mundaréu. Já o time de jurados foi formado por Lunara Vasconcelos, Kennel Rogis e Ana Dinniz. Os vencedores receberam o Troféu Faxexo.
O tema desta quinta edição foi Acatar o Tempo, Refazendo Tudo, inspirado na música Refazenda, de Gilberto Gil; o Muído comemora meia década evocando a força de sempre renascer e de se reinventar, a conexão com os ciclos da natureza e o poder da vida: “Mesmo em meio a dificuldades e percalços, queremos celebrar a fartura, a vida, a arte e o cinema nordestino brasileiro”. A arte e a identidade visual foi assinada pelo artista Fernando JFL.
Além dos filmes, a programação contou também com oficinas, mesas, debates, a famosa Feirinha do Muído e o Assustado do Muído. O longa paraibano Malaika, de André Morais, com Vitória Bianco e Norma Góes no elenco, foi o filme convidado deste ano e foi exibido na noite de encerramento.
O Muído, realizado em Campina Grande, Paraíba, é um festival genuinamente paraibano e que tem como um dos objetivos ser uma tela para a produção do estado, do litoral ao sertão, passando pelo Cariri, Curimataú, Brejo, Seridó, entre outros.
Conheça os vencedores do 5º Muído – Festival de Cinema de Campina Grande:
MELHOR FILME | MOSTRA MUNDARÉU
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
MELHOR FILME PARAIBANO | PRÊMIO ELY MARQUES
Um Oceano Inteiro, de Bruna Dias e Carine Fiuza (João Pessoa)
MELHOR DOCUMENTÁRIO
Ninguém (Mais) Verá, de Fabiano Raposo (PB)
MELHOR DIREÇÃO
Janderson Felipe e Lucas Litrento, por Ajude os Menor
MELHOR ROTEIRO
Um Oceano Inteiro, escrito por Bruna Dias e Carine Fiuza
MELHOR ATRIZ
Soia Lira, por Ressonância
MELHOR ATOR
Servilio de Holanda, por Ratos
MELHOR PERSONAGEM
Silvo Silva, por Recife Tem um Coração
MELHOR MONTAGEM | PRÊMIO ALLAN VIDAL
Os Arcos Dourados de Olinda, por Douglas Henrique
MELHOR FOTOGRAFIA
A Vaqueira, a Dançarina e o Porco, por Linga Acácio
MELHOR DESENHO DE SOM
A Vaqueira, a Dançarina e o Porco, por Érico Sapão Paiva
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Doula: Todos os Dias, o Nascer do Fim, por Ary Régis e Ana Cristina Nascimento
MENÇÃO HONROSA
Retomada Étnica, de Jorge Elô (PB)
Nua, de Fabi Melo (PB)
Foto: Marcelo Quixaba.