Festival de Gramado 2026: Pele de Rinoceronte, com Débora Falabella e Naruna Costa, é exibido em competição

por: Cinevitor
Naruna Costa e Débora Falabella no tapete vermelho

Dirigido por Marcello Ludwig Maia, Pele de Rinoceronte foi exibido neste domingo, 16/08, na mostra competitiva de longas brasileiros da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado.

Estrelado por Débora Falabella e Naruna Costa, o filme é inspirado no caso Ângela Diniz, feminicídio que comoveu o Brasil nos anos 1970. A trama acompanha uma repórter policial cobrindo o crime para um jornal popular, uma advogada que prepara a estratégia de acusação do réu e a própria vítima, que foi assassinada após terminar com o namorado.

Com roteiro de Josefina Trotta, Pele de Rinoceronte leva para as telonas e para a a discussão popular um tema pungente: a violência contra a mulher. Segundo dados do Dossiê da Mulher 2026, divulgado pelo governo do Rio de Janeiro, onde o longa foi rodado, em 2025, um total de 159.041 meninas e mulheres sofreram agressões no estado do Rio de Janeiro, média de 436 vítimas por dia. No filme, o trio lida com as diversas formas de opressão e violência masculina, enquanto procuram ser livres. 

O elenco conta também com Irandhir Santos, Augusto Madeira, Elli Fêrreira, Daniel Rangel, Márcia Santos, Dhara Lopes, Camila Lucciola, Alex Nader, João Pedro Zappa, Natasha Jascalevich, Isadora Cecatto, Dayse Pozato, Bernardo Schlegel, Juliana Medella, Julia Lorio, Julia Horta, Maria Alice Guedes, Carla Nunes e Silas de Moraes. Além da participação afetiva de Isabel Gueron e Isabel Lobo.

Pele de Rinoceronte é uma produção da República Pureza Filmes em coprodução com Telecine e Canal Brasil; a uruguaia Circula Media atua como produtora associada. A distribuição é da Arthouse. A direção de fotografia é assinada por Heloísa Passos, a direção de arte é de Karen Araújo, o figurino de Renata Russo, a caracterização de Rose Verçosa e o som de Laura Zimmerman; Cris Moura foi a responsável pela preparação de elenco.

No palco do Palácio dos Festivais do Festival de Cinema de Gramado 2026, o diretor Marcello Ludwig Maia subiu ao lado de diversos integrantes de sua equipe: “É uma honra muito grande participar do Festival de Gramado. Essa sala é muito marcante para o cinema brasileiro e estrear um filme aqui é muito especial. Ainda mais com a sala cheia, que é um sonho, com um público muito atento e envolvido”, disse. 

A atriz Naruna Costa também discursou: “Muito emocionante estar aqui pela primeira vez. É um filme tão importante para o Brasil nesse momento, especialmente em 2026, onde as taxas de feminicídio, infelizmente, aumentaram muito: 7% em relação ao ano passado. Números horríveis. Um filme que fala sobre essa questão tão importante e urgente, um filme sendo produzido pelas mãos, majoritariamente, de mulheres, como vocês podem ver, e com uma direção tão sensível capaz de abraçar esse tema durante o set de uma forma muito delicada e acolhedora. Eu acho que a coisa mais bonita do filme foi realmente o processo dele… foi um processo muito amoroso e afetivo. Eu acredito muito no afeto como essa arma e com essa potência que é capaz de interferir, de ocupar o espaço e afetar a vida das pessoas. Esse é um tema que precisa entrar no coração de todos os brasileiros e brasileiras porque está naturalizado. O filme dá esse recado: amor não mata, o que mata é o ódio”

A noite de domingo do Festival de Gramado contou também com a homenagem ao ator, roteirista e diretor Marcos Caruso, que recebeu o Troféu Cidade de Gramado, e também com a cerimônia de premiação da Mostra de Curtas Gaúchos

No dia seguinte à exibição, conversamos com as protagonistas Débora Falabella e Naruna Costa, que falaram sobre a importância de exibir o filme em Gramado e de abordar uma temática tão forte e necessária para discussão. 

Aperte o play e confira:

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Foto: Cleiton Thiele/Ag.Pressphoto.

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