15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Veronica Cavalcanti e Luciana Souza no longa Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha

Foram anunciados nesta terça-feira, 05/05, em uma coletiva de imprensa, os filmes selecionados para a 15ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontecerá entre os dias 4 e 13 de junho, com mais de 70 títulos na programação. 

Considerado um dos principais eventos dedicados à sétima arte no Brasil, o festival contará com sessões em espaços culturais importantes da capital paranaense, sendo o MON: Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto), a Ópera de Arame, o Cine Passeio, a Cinemateca e o Teatro da Vila.

“Esta edição marca o amadurecimento e a concretização do Olhar de Cinema como um dos principais eventos voltados ao segmento do Brasil e com um crescimento de público constante. São 15 anos de programações pensadas por meio de um olhar aguçado e que busca fugir do comum, com títulos vindos de todo o mundo e que mostram a importância das especificidades das variadas artes de como fazer cinema, com produções apresentadas anos antes de sua circulação nacional e uma grade voltada a diferentes idades”, comenta Gabriel Borges, codiretor artístico do Olhar de Cinema.

“O Olhar promove diferentes olhares sobre determinado segmento, pauta, idade, direção ou estilo de produção”, completa Antonio Gonçalves Jr, diretor geral do festival. 

Para este ano, o evento anuncia mais de 70 filmes em sua programação, entre curtas, médias e longas-metragens, que estão divididos nas mostras Competitiva Brasileira, Competitiva Internacional, Novos Olhares, Mirada Paranaense Sanepar, Exibições Especiais, Olhares Clássicos Cine Passeio, Olhar Retrospectivo, Pequenos Olhares, filme de abertura e encerramento

O longa-metragem que abrirá a edição de 2026 do Festival Internacional de Curitiba será Yellow Cake, filme de Tiago Melo, que retrata as consequências de um experimento conduzido por cientistas estrangeiros que tentam erradicar o mosquito Aedes aegypti com o uso de urânio. Quando o experimento falha, uma pesquisadora brasileira precisa, com a ajuda de garimpeiros locais, conter o desastre antes que seja tarde demais. A produção, que foi exibida no Festival de Roterdã, conta com Rejane Faria, Tânia Maria, Valmir do Côco, Spencer Callahan, Wolfgang Pannek, Alli Willow, Rosa Malagueta, Galeguinho Zé Matias e Severino Dadá no elenco. A exibição ocorrerá na Ópera de Arame em uma tela especial com mais de 400 polegadas montada especialmente para a sessão e para um público de cerca de 1.500 pessoas. 

As produções selecionadas para as Mostras Competitivas, tanto a Internacional quanto a Brasileira, concorrem aos prêmios de melhor filme, direção, roteiro, atuação, entre outros, concedidos pelo júri, além das premiações do público, responsável por eleger o melhor longa e o melhor curta nas duas mostras.

A programação segue com a mostra Novos Olhares, que é voltada para produções ousadas, que flertam com o risco, a invenção e caminhos desconhecidos em seu uso da linguagem cinematográfica optando pela radicalidade e desprendimento das convenções do cinema; mostra Pequenos Olhares, que reúne uma seleção de produções voltada às crianças, entre longas e curtas-metragens, com o intuito de promover aos pequenos uma experiência única dentro do festival; Mirada Paranaense Sanepar, que promove um panorama da produção audiovisual do Paraná, com um olhar dedicado a filmes de todo o estado; mostra Exibições Especiais, espaço dedicado a obras inéditas no Brasil de grandes nomes do cinema mundial, assim como filmes brasileiros incontornáveis da última temporada que estrearam em outros eventos, mas chegam para Curitiba no Olhar de Cinema; e Olhares Clássicos Cine Passeio, que reúne uma seleção diversa de filmes de todo o mundo que marcaram a história da sétima arte, integrando a mostra como uma homenagem a seus realizadores, assim como por seus posicionamentos inovadores em relação às produções contemporâneas da edição.

O longa selecionado para encerrar o Olhar de Cinema 2026 será Salvação (Kurtulos), dirigido por Emin Alper, que levou o Urso de Prata pelo Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim deste ano. O filme se passa em uma aldeia remota no alto das montanhas turcas, em que o regresso de um clã exilado reacende uma antiga disputa de terras. Ressentimentos adormecidos ressurgem e Mesut, irmão do líder local, é acometido por visões perturbadoras que acredita serem avisos divinos. À medida que as convicções religiosas, as lutas pelo poder e as tensões aumentam na comunidade, eles seguirão para a tragédia ou para a salvação?

Depois do sucesso no último ano, o Olhar de Cinema apresenta em sua programação o 2º MECI: Mercado do Cinema Independente, com o objetivo de fortalecer o cinema independente em um espaço dedicado à conexão entre realizadores, distribuidores, exibidores, plataformas de streaming, canais e profissionais do setor audiovisual. A nova edição do MECI acontecerá entre os dias 9 e 11 de junho no MON, Museu Oscar Niemeyer. O evento foi a primeira iniciativa no Brasil a oferecer um encontro de mercado audiovisual focado em longas-metragens independentes com foco na ampliação de oportunidades, fomento de parcerias estratégicas e impulsionamento de negócios que movimentam e fortalecem o cinema.

A arte desta 15ª edição foi criada pelo artista Rafael Silveira e foi inspirada no conceito de coming of age. A imagem reflete as transformações do Olhar ao longo do tempo em um processo contínuo de amadurecimento e descoberta. Em um retrato que se desdobra em paisagem, elementos como araucárias, Serra do Mar e manacá-da-serra atravessam o interior e o exterior da figura, revelando camadas de memória, experiência e imaginação.

Conheça os filmes selecionados para o 15º Olhar de Cinema:

COMPETITIVA BRASILEIRA | LONGAS

A Noite e os Dias de Miguel Burnier, de João Dumans
Adulto/Homem, de Pedro Diogenes
Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques
Maxita, de Mariana Machado e Ana Maria Machado
Olhe para Mim, de Rafhael Barbosa
Quase Inverno, de Rodrigo Grota
Reparação, de Marcus Curvelo
Telúrica, a íntima utopia, de Mariana Lacerda

COMPETITIVA BRASILEIRA | CURTAS

Cerimônia, de Fabio Ramalho, André Antonio e Chico Lacerda
Disciplina, de Affonso Uchoa
Duwid Tuminkiz: Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapichana
Marimbã está acontecendo, de Maryn Marynho
O Segredo Sagrado, de Everlane Moraes
Pinguim de Doce de Leite, de Ana Vitória Miotto Tahan
Pirexia, de Nico da Costa
Um Filme para Lembrar da Utopia, de Reinaldo Cardenuto

COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGAS

A Noite Já Está Partindo (La noche está marchándose ya), de Ramiro Sonzini e Ezequiel Salinas (Argentina)
Bouchra, de Orian Barki e Meriem Bennani (Itália/Marrocos/EUA)
Cartas a Meus Pais Mortos (Cartas a Mis Padres Muertos), de Ignacio Aguero (Chile)
Não Me Deixe Morrer (Nu mă lăsa să mor), de Andrei Epure (Romênia/Bulgária/França)
O Profeta, de Ique Langa (Moçambique/África do Sul)
Se Pombos Virasse Ouro (If Pigeons Turned to Gold), de Pepa Lubojacki (República Tcheca/Eslováquia)
Um Calendário Incompleto (An Incomplete Calendar), de Sanaz Sohrabi (Canadá/Irã/Turquia/Vanuatu/Venezuela)

COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTAS

Cada Época Sonha com a Próxima (Every Epoch Dreams the Next), de Johannes Gierlinger (Áustria/Albânia)
Desencaixar (Detach), de Danielle Kaganov (França)
Dragão (Dragón), de Yashira Jordán (Bolívia/México)
Má Sorte (Bad Luck), de Jan Eilhardt (Alemanha)
Nan Ginen, de Feguenson Hermogène (Cuba)
O Inimigo (Il nemico), de Andrej Chinappi (Itália)
Outra Terra (Another Earth), de Ben Russell (França)
Sussuros de um Perfume Ardente (Whispers of a Burning Scent), de Mo Harawe (Somália/Áustria/Alemanha)

NOVOS OLHARES

A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto (Brasil)
Como Todo Mortal, de Maria Molina Peiro (Países Baixos/Espanha)
Gato na Cabeça (Es domāju par kaķi), de Laila Pakalnina (Letônia)
Joy Boy: Um Tributo a Julius Eastman (Joy Boy: a tribute to Julius Eastman), de Walking Backwards Collective (Bélgica/República Democrática do Congo/França)
O Mez da Gripe, de William Biagioli (Brasil)
Passado Futuro Contínuo (Past Future Continuous), de Firouzeh Khosrovani e Morteza Ahmadvand (Irã/Noruega/Itália)
Segunda Pele, de Dea Ferraz (Brasil)

PEQUENOS OLHARES | LONGA

Papaya, de Priscilla Kellen (Brasil)

PEQUENOS OLHARES | CURTAS

A Menina que Queria ser Pedra, de Jackson Abacatu (Brasil)
Aterro Zeitgeist, de Kapel Furman (Brasil)
Canção de Peixes e Pássaros (Balada de peces y pájaros), de Anny Uribe e Juan José Arévalo (Espanha)
Ecos do Amanhã, de Antônio Eder (Brasil)
Kika Não Foi Convidada, de Juraci Júnior (Brasil)
Nosso Tempero, de Alunos e alunas da Escola Municipal João Victor (Lagoa Nova/RN) e Equipe Animazul (Vitória/ES) (Brasil)
O Jardim Mágico, de Carlon Hardt e Naira Carneiro (Brasil)
Theo, de Monica Palazzo e Jo Galvv (Brasil)

MIRADA PARANAENSE SANEPAR | LONGA

A Holandesinha, de João Gabriel Kowalski e Luisa Godoi

MIRADA PARANAENSE SANEPAR | CURTAS

Enluarada, de Pedro Nascimento
Estrelas Terrestres, de Rafael Neri M. Ferreira
Imunidade, de Milla Jung e Candida Monte
Las Vegas, Cuba, de Felipe Eugênio Lovo
O Caçador, de Lucas Mancini
Reza para Baobabs: Um Ebó de Palavras para Ayami e Zola, de Bea Gerolin
Tornar-se Ciborgue no Interior, de Louisa Savignon
Yvyra’ijá há Jate’í Reheguá: Os Quatro Guerreiros e o Jatei, de Coletivo Ava Guarani de Cinema

EXIBIÇÕES ESPECIAIS

Anistia 79, de Anita Leandro (Brasil)
Barbara para Sempre (Barbara Forever), de Brydie O’Connor (EUA)
Flora & Airto: O Som Revolucionário, de Jom Tob Azulay (Brasil)
Futuro Futuro, de Davi Pretto (Brasil)
Histórias de um Bom Vale (Histoires de la bonne vallée), de José Luis Guerin (Espanha/França)
Rita Moreira: Crônicas, Memórias e Videotape, de Sérgio Santos Barroso (Brasil)

OLHARES CLÁSSICOS CINE PASSEIO

Aqui e em Qualquer Lugar (Ici et ailleurs), de Jean-Luc Godard e Anne-Marie Miéville (1976) (França)
As Aventuras do Príncipe Achmed (Die Abenteuer des Prinzen Achmed), de Lotte Reiniger (1926) (Alemanha)
As Harmonias de Werckmeister (Werckmeister harmóniák), de Béla Tarr e Ágnes Hranitzky (2000) (Hungria)
Beirute Fantasma (Ashbah Beyrouth), de Ghassan Salhab (1998) (Líbano/França)
Corações Desertos (Desert Hearts), de Donna Deitch (1986) (EUA)
Eles Não Existem (Lays lahum wujud), de Mustafa Abu Ali (1974) (Palestina)
High School, de Frederick Wiseman (1968) (EUA)
Hollywood Studios, de Arthur Rogge (1930) (Brasil)
Veludo Azul (Blue Velvet), de David Lynch (1986) (EUA)
Vento Norte, de Salomão Scliar (1951) (Brasil)

FILME DE ABERTURA
Yellow Cake, de Tiago Melo (Brasil)

FILME DE ENCERRAMENTO
Salvação (Kurtulos), de Emin Alper (Turquia/França/Países Baixos/Grécia/Suécia)

Foto: Divulgação/Moçambique Audiovisual/Delírio Filmes. 

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