
A Academia Brasileira de Cinema começou a divulgar os títulos inscritos para o primeiro turno do Prêmio Grande Otelo 2026, antes chamado de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, que acontecerá no dia 4 de agosto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Os títulos inscritos divulgados estão elegíveis à votação e serão avaliados pelos membros da Academia, que depois escolherão os finalistas da 25ª edição em 32 categorias. No ano passado, Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles e vencedor do Oscar, foi consagrado com treze prêmios. Os curtas premiados em 2025 foram: Helena de Guaratiba, de Karen Black; Você, de Elisa Bessa; e A Menina e o Pote, de Valentina Homem e Tati Bond.
Neste ano, a Academia repete a parceria com o site Porta Curtas e os inscritos ao Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro nas categorias de curta-metragem neste primeiro turno estão disponíveis gratuitamente para o público (clique aqui) por tempo limitado após o anúncio final e oficial dos indicados. A seleção apresenta alguns dos filmes mais instigantes da última temporada, compondo um panorama diversificado da rica produção de curtas do ano que passou; são mais de 50 filmes brasileiros entre ficção (21 inscritos), documentário (26 inscritos) e animação (12 inscritos). Três títulos inscritos não estão disponíveis para exibição por questões contratuais: Amarela, de André Hayato Saito; Replikka, de Piratá Waura e Heloisa Passos; e Sem Título # 10 : ao re dor do amor, de Carlos Adriano.
Vale destacar que o resultado da votação interna da comunidade do Porta Curtas não interfere no resultado final do Prêmio Grande Otelo. Paralelamente, os membros da Academia Brasileira de Cinema escolhem os finalistas em cada categoria entre todos os selecionados deste primeiro turno e, depois, elegem os vencedores.
Segundo o regulamento, os curtas-metragens elegíveis ao primeiro turno são pré-selecionados pelas associações ABCA (Associação Brasileira de Cinema de Animação), Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), Canal Brasil, Festival Curta Cinema, Festival É Tudo Verdade, Fórum dos Festivais, Kinoforum e Porta Curtas. Os filmes de curta-metragem de ficção, documentário ou animação, que participaram e ganharam prêmios em festivais internacionais em 2025 fora do Brasil, reconhecidos pela FIAPF (Federação Internacional de Associações de Produtores Cinematográficos), em qualquer das sessões competitivas, serão considerados qualificados para o Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, mesmo que não constem nas listas de indicações das associações acima citadas, devendo sua inscrição ser efetuada pelo produtor.
Conheça os curtas inscritos no primeiro turno de 2026 e disponíveis no Porta Curtas:
FICÇÃO
Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (PB/AL)
Americana, de Agarb Braga (PA)
Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho (SP)
Bela LX-404, de Luiza Botelho (RJ)
Boiuna, de Adriana de Faria (PA)
Couraça, de Susan Kalik e Daniel Arcades (BA)
Entre Corpos, de Mayra Costa (AL)
Estrela Brava, de Jorge Polo (RJ)
Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (PR/SP)
Jacaré, de Victor Quintanilha (RJ)
Klaustrofobia, de João Londres (RJ)
Maremoto, de Cristina Lima e Juliana Bezerra (RN)
Moti, de André Okuma (SP)
Núbia, de Barbara Bello (MG)
O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira (BA)
O Faz-Tudo, de Fábio Leal (PE/SP)
O Primo Holandês, de Nuno Lindoso (AL)
Peixe Morto, de João Fontenele (CE)
Presépio, de Felipe Bibian (RJ)
Tom de Ameaça, de Dalily Corrêa (GO)
DOCUMENTÁRIO
A Bolha, de Caio Baú (SP)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR)
Cabeça de Boi, de Lucas Zacarias (SP)
Cartas pela Paz, de Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger (RJ)
Chibo, de Gabriela Poester e Henrique Lahude (RS)
Confluências, de Dácia Ibiapina (DF)
Conselho, de Alice Riff (SP)
Da Aldeia à Universidade, de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo (TO)
Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (CE)
Filme Sem Querer, de Lincoln Péricles (SP)
Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)
Mascates de Sonhos, de Kristel Kardeal (SC)
Mergulho no Escuro, de Anna Costa e Silva e Isis Mello (RJ)
Minha Câmera é Minha Flecha, de Natália Tupi (SP)
Na Volta Eu te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (RJ)
Palavra, de DF Fiuza (BA)
Ri, Bola, de Diego Bauer (AM)
Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)
Silvio Modesto, Confidências de um Sambista, de André Salerno e Lucas Fazzio (SP)
Sobre Ruínas, de Carol Benjamin (RJ)
Sukande Kasáká | Terra Doente, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal (MT)
Video Connection, de Sérgio Rizzo (SP)
ANIMAÇÃO
A Tragédia do Lobo-Guará, de Kimberly Palermo (RJ)
Casca, de Bianca Toloi (SP)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Mãe de Manhã, de Clara Trevisan Farret (RS)
Medo Monstro, de Andrew Gledson e Eduardo Padrão (PE)
Menina Espoleta e os Super-heróis secretos, de Pedro Perazzo, Paula Lice e Tais Bichara (BA)
Morto Não, de Alex Reis (SP)
O Medo Tá Foda, de Esaú Pereira (CE)
Pequeno B, de Lucas Borges (MG)
Safo, de Rosana Urbes (SP)
Seu Vô e a Baleia, de Mariana Elisabetsky (SP)
Uma Menina, Um Rio, de Renata Martins Alvarez (SP)
Foto: Divulgação/Casa Líquida.