
Foram anunciados neste sábado, 28/02, em Barcelona, os vencedores do Prêmio Goya, ou Premios Goya, no original, evento realizado pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, que elege os melhores filmes e profissionais do cinema e é conhecido como o Oscar espanhol.
Dirigido por Oliver Laxe, Sirât, indicado ao Oscar 2026 em duas categorias, foi consagrado com seis prêmios, entre eles, melhor montagem; o drama Los Domingos, de Alauda Ruiz de Azúa, que liderava a lista com 13 indicações, se destacou com seis prêmios, entre eles, melhor filme e melhor direção.
Nesta 40ª edição, o Brasil estava representado com Manas, de Marianna Brennand, na categoria de melhor filme ibero-americano; mas, infelizmente, perdeu para o argentino Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi.
A cerimônia, apresentada pela cantora Rigoberta Bandini e pelo ator Luis Tosar, celebrou as quatro décadas da premiação. Além disso, contou também com homenagens: o escritor, roteirista e cineasta espanhol Gonzalo Suárez recebeu o Goya de Honor; e a consagrada atriz norte-americana Susan Sarandon foi honrada com o Goya Internacional, que foi entregue por Fernando Méndez-Leite, presidente da Academia de Cine. Em seu discurso, disse: “Obrigada por me convidarem para participar desta noite com contadores de histórias. Amo a arte de vocês e seus maravilhosos museus, as pessoas, a comida. Nestes tempos em que o mundo é tão dominado pela violência e pela crueldade, olho ao redor e vejo o presidente de vocês e tantos artistas do seu país se manifestando, vejo também uma clareza moral tão grande que me ajuda onde estou, em meio ao caos da repressão. Isso me ajuda a me sentir menos sozinha e a perceber que faço parte de uma comunidade maior”.
E continuou: “Ter esperança em tempos difíceis não é apenas um romantismo ingênuo. Está fundamentado no fato de que a história da humanidade não é apenas uma história de crueldade, mas também de compaixão, sacrifício, coragem e bondade. O que escolhemos enfatizar nesta história complexa moldará nossas vidas. Se enxergarmos apenas o pior, paralisamos nossa capacidade de agir. Se nos lembrarmos daqueles tempos e lugares, e há muitos, em que as pessoas agiram com grandeza, isso nos dará energia para agir e, pelo menos, a possibilidade de mudar o rumo deste mundo, que gira como um pião. E se agirmos, mesmo que de forma pequena, não precisamos esperar por um futuro grandioso e utópico. O futuro é uma sucessão infinita de presentes e, agora, viver como acreditamos que os seres humanos devem viver, desafiando todo o mal que nos cerca, já é, em si, uma vitória maravilhosa”.
Conheça os vencedores do Prêmio Goya 2026:
MELHOR FILME
Los Domingos
MELHOR DIREÇÃO
Alauda Ruiz de Azúa, por Los Domingos
MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE
Eva Libertad, por Sorda
MELHOR ATOR
José Ramón Soroiz, por Maspalomas
MELHOR ATRIZ
Patricia Lopez Arnaiz, por Los Domingos
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Álvaro Cervantes, por Sorda
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Nagore Aranburu, por Los Domingos
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Los Domingos, escrito por Alauda Ruiz de Azúa
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
La cena, escrito por Joaquín Oristrell, Manuel Gómez Pereira e Yolanda García Serrano
ATOR REVELAÇÃO
Antonio “Toni” Fernández Gabarre, por Ciudad sin sueño
ATRIZ REVELAÇÃO
Miriam Garlo, por Sorda
MELHOR DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
Sirât, por Oriol Maymó
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Sirât, por Mauro Herce
MELHOR MONTAGEM
Sirât, por Cristóbal Fernández
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Sirât, por Laia Ateca Font
MELHOR FIGURINO
La cena, por Helena Sanchis
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
O Cativo, por Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver e Nacho Díaz
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Sirât, por Kangding Ray
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Flores para Antonio, por Alba Flores e Sílvia Pérez Cruz (Flores para Antonio)
MELHOR SOM
Sirât, por Amanda Villavieja, Laia Casanovas e Yasmina Praderas
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Los Tigres, por Paula Gallifa Rubia e Ana Rubio
MELHOR ANIMAÇÃO
Decorado, de Alberto Vázquez
MELHOR DOCUMENTÁRIO
Tardes de soledad, de Albert Serra
MELHOR FILME IBERO-AMERICANO
Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi (Argentina)
MELHOR FILME EUROPEU
Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Ángulo muerto, de Cristian Beteta
MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
El Santo, de Carlo D’Ursi
MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Gilbert, de Alex Salu, Arturo Lacal e Jordi Jiménez
GOYA INTERNACIONAL
Susan Sarandon
GOYA HONORÁRIO
Gonzalo Suárez
Foto: Divulgação/Retrato Filmes.