
A 23ª edição da Goiânia Mostra Curtas está com inscrições abertas entre os dias 3 e 23 de junho para curtas-metragens de até 25 minutos, de todos os gêneros, finalizados a partir de janeiro de 2024. Um dos mais longevos e representativos festivais de curta-metragem do país, o evento será realizado de 7 a 12 de outubro, no Teatro Goiânia, com entrada gratuita.
Os filmes podem ser inscritos gratuitamente pelo site oficial do festival (clique aqui) e serão avaliados por uma curadoria especializada. O Regulamento Geral também pode ser conferido no site. As produções selecionadas irão compor as mostras competitivas desta edição: Curta Mostra Brasil, Curta Mostra Goiás, Curta Mostra Origens e 22ª Mostrinha. Sendo assim, concorrem a prêmios em serviços e produtos oferecidos por empresas do setor audiovisual: “A Goiânia Mostra Curtas é mais do que um festival: é uma plataforma de visibilidade, formação e articulação para o cinema brasileiro. Em duas décadas de existência, reunimos histórias de luta, resistência e criação coletiva. É um espaço que projeta Goiás no cenário nacional e fortalece toda a cadeia do audiovisual”, destaca Maria Abdalla, diretora-geral e idealizadora do festival.
Ao longo de mais de duas décadas, a Goiânia Mostra Curtas construiu uma sólida reputação como espaço de fomento, experimentação e encontro entre realizadores, críticos, estudantes e o público geral. Reconhecido nacionalmente como um dos festivais mais longevos e relevantes dedicados ao curta-metragem no Brasil, o evento já recebeu milhares de filmes e se consolidou pelo compromisso com a diversidade cultural, a valorização regional e a democratização do acesso ao audiovisual. Mais do que uma vitrine para produções de curta duração, o festival se firmou como um território fértil para o surgimento de novas linguagens, estéticas e formas de narrar o país.
“A Mostra tem papel decisivo na formação de novos cineastas e na criação de uma memória viva do cinema brasileiro contemporâneo. A cada ano, vemos o surgimento de vozes que desafiam narrativas hegemônicas e propõem novos olhares sobre o país”, afirma Rafael de Almeida, curador da Curta Mostra Brasil. Para ele, o festival não apenas acolhe, mas também estimula a ousadia criativa, abrindo espaço para que diferentes experiências de mundo sejam expressas pelas lentes do cinema.
Além das exibições, o festival oferece uma ampla programação formativa, com cursos, laboratórios de roteiro, masterclasses, palestras, debates, homenagens e ações de formação de plateia; tudo gratuito e aberto ao público. Essas atividades promovem o encontro entre gerações, fortalecem redes de colaboração e conhecimento e reafirmam a importância do curta-metragem como espaço legítimo de invenção artística e crítica social. Ao se reinventar a cada edição, a Goiânia Mostra Curtas segue como um dos principais motores do audiovisual independente no Brasil, sempre atenta às transformações do tempo presente.
Uma das grandes novidades desta edição é a Curta Mostra Origens, dedicada exclusivamente à produção universitária goiana. Criada para revelar o cinema que nasce dentro das instituições de ensino e pesquisa, a mostra abre espaço para a experimentação, a diversidade estética e a inovação narrativa: “A Curta Mostra Origens nasce do nosso desejo de valorizar e fortalecer o cinema produzido nas universidades goianas. Queremos intensificar a vozes das novas gerações, que trazem olhares frescos, inovadores e profundamente conectados com a pesquisa e a experimentação. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a diversidade estética e narrativa, além de fomentar a formação de futuros realizadores”, afirma Maria Abdalla, diretora-geral do festival.
“Essa mostra é uma janela para o que está sendo pensado e produzido nas universidades goianas. É o cinema das novas gerações, que mistura pesquisa, ousadia e a pulsação do presente”, complementa o curador Elinaldo Meira, professor da Universidade Federal de Goiás, artista visual e pesquisador com pós-doutorados pela UFC e UFRJ.
Além da estreia da Curta Mostra Origens, a programação traz a tradicional Curta Mostra Brasil, com curadoria de Rafael de Almeida, cineasta e artista visual, doutor em Multimeios pela Unicamp, pós-doutor pela UFG e professor da UEG. Rafael atua como curador em festivais como a Goiânia Mostra Curtas e o Pirenópolis Doc, com obras exibidas em diversos festivais e salões de arte no Brasil e no exterior.
A Curta Mostra Goiás será conduzida por Fábio Rodrigues Filho, realizador e pesquisador, doutorando em Comunicação pela UFMG. Fábio atua nas áreas de crítica, curadoria e programação de cinema. É diretor dos curtas Tudo que é apertado rasga e Não vim no mundo para ser pedra, além de coordenador do Fluxo-Fixo, festival de filmes independentes.
Completam a grade da programação, a 22ª Mostrinha, mostra competitiva avaliada por Júri Popular. Ela tem curadoria de Gabriela Romeu, escritora, jornalista e documentarista, que há mais de vinte anos desenvolve projetos que criam pontes entre realidades e infâncias. A mostra é dedicada ao público infantojuvenil e propõe uma seleção de curtas sensíveis e inventivos, pensados para estimular o imaginário das crianças e adolescentes. Com uma curadoria atenta à diversidade de linguagens, narrativas e temas, a Mostrinha busca formar novas plateias e incentivar desde cedo o contato com o cinema como expressão artística e instrumento de reflexão.
Já a Curta Mostra Especial, mostra não competitiva, sob curadoria de Mariana Queen Nwabasili, destaca-se por reunir filmes que abordam temas urgentes da atualidade, como questões sociais, de gênero, raça e sexualidade, promovendo um espaço de diálogo e pensamento crítico. Com essa seleção, o festival reafirma seu compromisso com o cinema como ferramenta de escuta e transformação.
A identidade visual da 23ª Goiânia Mostra Curtas é assinada por Estevão Parreiras, artista visual bacharel em Artes Visuais pela FAV-UFG. Seu trabalho é guiado pela delicadeza do fazer, pelas relações afetivas e pela conexão íntima com o ambiente ao redor: “O que alimenta a minha pesquisa são as questões ligadas à intimidade e ao afeto, à religiosidade popular. O desenho é uma forma de agradecer e confessar, e também um retorno aos lugares afetivos. Para mim, ele carrega uma força de oração”, reflete Parreiras. A proposta visual dialoga com o espírito do festival: um espaço de encontros sensíveis, trocas simbólicas e transformação coletiva.
A 23ª edição será realizada no tradicional mês de outubro, reafirmando o Teatro Goiânia como palco central do festival. O espaço simbólico, situado no coração da cidade, receberá o público para a exibição dos filmes e atividades presenciais: “Estar novamente no Teatro Goiânia é celebrar nossa história e reafirmar o compromisso com a arte como experiência coletiva. Mais do que exibir filmes, queremos promover encontros, trocas e visões plurais sobre o mundo, facilitando o acesso ao público em geral”, reforça Maria Abdalla.
Foto: Divulgação.