
A 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes abre o calendário audiovisual brasileiro entre os dias 23 e 31 de janeiro e reafirma seu papel como uma das principais plataformas de lançamento, reflexão e difusão do cinema brasileiro contemporâneo.
Em 2026, o evento conta com mais de 130 filmes, sendo 43 longas-metragens e 93 curtas-metragens, todos em pré-estreia, espalhados em 21 mostras ou sessões especiais. Os títulos, entre produções e coproduções estaduais, vêm de 23 estados, o que reflete a diversidade e vitalidade da produção nacional.
Ao longo de nove dias, a programação da Mostra reunirá realizadores, críticos, estudantes, profissionais do audiovisual e público em geral em uma agenda intensa e inteiramente gratuita, que articula exibições, debates, encontros formativos e atividades de mercado. A 29ª edição mantém o compromisso histórico do evento com a renovação estética, o pensamento crítico e o fortalecimento das redes do cinema brasileiro contemporâneo. Em 2026, a Mostra se organiza em torno da temática Soberania Imaginativa, eixo curatorial que atravessa filmes, debates e atividades formativas.
A curadoria da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes é coordenada por Francis Vogner dos Reis e composta ainda por Juliano Gomes e Juliana Costa (longas-metragens); Camila Vieira, Leonardo Amaral, Lorenna Rocha, Mariana Queen e Rubens Anzolin (curtas-metragens); com assistências de Barbara Bello (longas) e João Rego (curtas).
A sessão de abertura acontecerá na noite de 23 de janeiro, no Cine-Tenda, com a exibição inédita do filme O Fantasma da Ópera, curta-metragem de Julio Bressane e Rodrigo Lima. Com 25 minutos de duração, o filme foi construído a partir de imagens captadas durante os intervalos de filmagem do longa-metragem inédito Pitico, estrelado por Paulo Betti. Embora dialogue com a tradição do making of, o curta se desloca para uma reflexão especulativa sobre a própria construção da imagem cinematográfica, traço central da estética de Bressane e de seu fascínio pela metalinguagem do processo de criação. A escolha do filme para a abertura ganha significado adicional por coincidir com a celebração dos 80 anos do cineasta, a serem completados em fevereiro.
Como já anunciado, em 2026 a Mostra homenageará a atriz, roteirista e diretora fluminense Karine Teles, uma das figuras centrais do cinema brasileiro contemporâneo. Com trajetória marcada pelo trânsito entre o cinema independente e o audiovisual de grande alcance, Karine construiu uma carreira que articula o autoral e inventivo com produções de ampla circulação, sem se afastar do núcleo mais experimental e criativo do cinema nacional. A homenagem destaca como sua trajetória traduz a pluralidade do campo audiovisual brasileiro.
Silvo Silva no curta Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena
Os 140 filmes da programação da 29ª Mostra Tiradentes, entre curtas e longas-metragens, estão distribuídos nas seguintes mostras: Olhos Livres, Aurora, Homenagem, Autorias, Soberania Imaginativa, Vertentes, Clássicos de Tiradentes, Praça, Foco, Formação, Panorama, Invenção, CineEmbraturLab, Debate, Território Mineiro e Conexão BCM, além das sessões de abertura, encerramento e exibições especiais. Diversos títulos ou conjuntos de filmes contam com debates nos Encontros com os Filmes, realizados no Cine-Teatro, com a presença de diretores, equipes de produção e convidados.
A Mostra Olhos Livres mantém-se como um espaço dedicado a abordagens estéticas arrojadas e às possibilidades lúdicas e criativas da linguagem cinematográfica, desenvolvidas por realizadores com circulação em festivais. Desde o ano passado, a mostra reforçou seu perfil voltado à investigação de novos caminhos da produção autoral, acompanhando cineastas que seguem apostando na radicalidade inventiva mesmo após trajetórias consolidadas. Clique aqui e saiba mais.
Em seu 19º ano, a Mostra Aurora segue, pela segunda edição consecutiva, dedicada exclusivamente a primeiros longas-metragens. A seção permanece como um dos principais espaços de revelação do cinema brasileiro, reunindo obras de diferentes territórios, contextos e formas de produção, que contribuem para redesenhar o mapa da produção nacional a partir de realizadores em início de carreira na direção. Clique aqui e confira a seleção completa.
Na Mostra Autorias, realizadores de trajetória consolidada assumem novos riscos e aprofundam suas marcas inventivas em filmes que prometem instigar o público. Integram a seleção: Aurora, de João Vieira Torres (RJ); Uma Baleia Pode Ser Dilacerada como uma Escola de Samba, de Felipe M. Bragança e Marina Meliande (RJ); Estopim, de Tiago A. Neves (PB); Antes do Nome, de Luiz Pretti (MG); e Atravessa Minha Carne, de Marcela Aguiar Borela (GO/DF).
Já a Mostra Invenção reafirma a aposta em um cinema que se constrói como aventura coletiva da criação, entendida como gesto vivo e contemporâneo. Nesta edição, a seção apresenta: Amuleto, de Heraldo HB e Igor Barradas (RJ) e Noites sem Diálogo, de João Pedro Faro, Bruno Lisboa, Miguel Clark, Hannah Maia, Joana Liberato, Vinícius Romero e Pio Drummond (RJ/SP), filme composto por múltiplos fragmentos, imagens de arquivo, colagens, cromatismos e performances.
A Mostra Praça, especialmente fortalecida em 2026, evidencia o caráter coletivo e comunitário da Mostra Tiradentes e reúne trabalhos de comunicação direta com o público, muitos deles assinados por nomes conhecidos da televisão e do cinema de maior alcance.
Este ano, a programação de longas e curtas-metragens da Praça inclui:
LONGAS-METRAGENS
Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar (SP)
Herança de Narcisa, de Clarissa Appelt e Daniel Dias (RJ)
Ladeiras da Memória: Paisagens do Clube da Esquina, de Raabe Andrade e Daniel Caetano (MG/RJ)
O Último Episódio, de Maurílio Martins (MG)
Pequenas Criaturas, de Anne Pinheiro Guimarães (RJ)
Querido Mundo, de Miguel Falabella (RJ)
CURTAS-METRAGENS
Americana, de Agarb Braga (PA)
Banzeiro e Maresia, de Pablo Monteiro (MA)
Boca, de Giuliana Zamprogno (ES/RJ)
Confluência dos Olhos D’Água, de Keila Sankofa (AM)
Eu Volto pra Te Buscar, de Roger Bravo (SP)
Faísca, de Barbara Matias Kariri (CE)
Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (PR/SP)
Gilson de Souza: Na Corda Bamba, de Brunno Alexandre (SP)
Hacker Leonilia, de Gustavo Fontele Dourado (DF)
Nosso Amigo Romário, de Antonio Pedroni (MG)
Os Ursos e Nós, de Maria Acselrad (PE)
Para Não ser Levada por Qualquer Ventania, de Eleonora Loner (RS)
Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena (RN)
Roteiro para uma Fuga, de Priscila Nascimento (PE)
Um Certo Cinema Brasileiro, de Fábio Rogério (SE)
Na terceira edição dos Clássicos de Tiradentes, a preservação da memória e a reavaliação crítica da história recente do cinema brasileiro promovem o encontro entre gerações, repertórios e modos de criação que ajudaram a redefinir a paisagem audiovisual do país. Em 2026, a seção revisita dois filmes fundamentais de uma virada estética e imaginativa consolidada a partir dos anos 2000: A Fuga, a Raiva, a Dança, a Bunda, a Boca, a Calma, a Vida da Mulher Gorila, de Felipe Bragança e Marina Meliande, e Ocidente, de Leonardo Sette. O longa de Bragança e Meliande, vencedor da Mostra Aurora em 2009, é hoje reconhecido como marco de uma geração que recusou os modelos normativos da chamada Retomada e apostou em uma liberdade poética, sensorial e fabulatória. Já o curta de Sette, realizado na França, propõe uma investigação pictórica e temporal a partir do reflexo e da luz em um único plano sequência de trem, inscrevendo-se na linhagem do chamado cinema de fluxo, que marcou a sensibilidade audiovisual da virada do século.
Paolla Oliveira no longa Herança de Narcisa, de Clarissa Appelt e Daniel Dias
A Mostra Vertentes configura-se como um campo de encontro entre cinema, teatro, memória e fabulação, reunindo obras atravessadas pela alegria como força inventiva, compartilhada e vital, e afirmando modos de criação que se constroem sempre em relação com o outro. Em 2026, a seção apresenta Palco-Cama, de Jura Capela, sobre José Celso Martinez Corrêa, e Sérgio Mamberti: Memórias do Brasil, de Evaldo Mocarzel, dois filmes centrados em figuras decisivas da cultura brasileira, cujas presenças se expandem para além do palco em experiências sensíveis e coletivas do cinema; e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, protagonizado por Wagner Moura.
A sessão WIP – Corte Final, integrada ao programa itinerante Conexão Brasil CineMundi, apresenta longas-metragens brasileiros em estágio avançado de realização, afirmando a diversidade estética, temática e regional do cinema nacional contemporâneo, com a presença de convidados internacionais. Em 2026, a seleção inclui: A Noite e os Dias de Miguel Burnier, de João Dumans; Bate e Volta Copacabana, de Juliana Antunes e Camila Matos; Dragões, de Miguel Antunes Ramos; Paisagem de Inverno, de Marco Antonio Pereira; Pedra de Raio, de Lucas Parente e Pedro Lessa; e Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco.
Entre os curtas-metragens, a Mostra apresenta 93 filmes, distribuídos nas mostras Foco (13), Formação (15), Panorama (14), Praça (15), Soberania Imaginativa (9), Homenagem (4), Valores (4), CineEmbraturLab (5), Mostrinha (5), Clássicos de Tiradentes (1) e Território Mineiro (8).
A Mostra Foco conta com avaliação do Júri da Crítica e mantém o perfil de pluralidade e radicalidade, atenta tanto a realizadores em início de trajetória quanto a cineastas experientes que seguem explorando o curta como espaço de experimentação.
Este ano, a programação de curtas-metragens da Foco inclui:
A Praga do Resíduo Verde, de Ramon Coutinho (BA)
Caldeirão, de Oliveira Júnior, Weslley Oliveira e Milena Rocha (PI)
Cavalo Serpente, de Priscila Smiths (CE)
Cinema Moderno, de Felipe André Silva (PE/RJ)
CRASH, de Gabriela Mureb (RJ)
Entrevista com Fantasmas, de Lincoln Péricles (LK) (RS/SP)
Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS)
Kakxop pahok: as crianças cegas, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Lendas da Noite, de Olavo Toledo (SP)
Matanga, de Rebeca Francoff (RS)
O Ponto do Mel, de Mirian Oliveira e Pedro Lessa (PB/CE/RJ)
Outros Santos, de Jorge Polo e Guilherme Souza (RJ)
Sem Título # 10 : ao re dor do amor, de Carlos Adriano (SP)
Já a Mostra Formação, em seu segundo ano no formato competitivo, reúne obras que desafiam narrativas clássicas e se afirmam como criações livres, atravessadas por reflexões sobre o tempo vivido e imaginado, memórias, sonhos e perspectivas de futuro.
A programação de curtas-metragens da Formação inclui:
Agulha, de Luisa Maciel (BA)
Ballena, de Ricardo Monteiro (PR)
Cafezinho, de João Bonfim e Pedro Augusto de Oliveira e Silva (RJ)
CRASH, de João Eduardo, Josaniel, Acaique, Idiandra Nunes e JOA1 (MA)
De Barriga pra Cima, de Equipe IMA (Beatriz Lindenberg, Cintya Ferreira, Marcia Medeiros e Mariana de Lima) e Moradores da Comunidade Quilombola de Monte Alegre (Cachoeiro do Itapemirim, Projeto Cine Quilombola/Instituto Marlin Azul) (ES)
Diálogo Bulbul, de Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos (SP/RJ/ES/BA)
Hipo Campo, de Caco Tavaris (SP)
Mande me avisar se é em casa ou na igreja, de Rafael Waltrick (PR)
Na estação das mangas, ela alimenta o bairro inteiro, de Carlos Dias Oliveira, Lino Fly, Tiago Coutinho e Yan Tavares (CE)
O Tempo que me Resta, de Chico Tales e Mariana Camurça (CE)
Saudades Perdularia, de Manu Zilveti (SP)
Trincheiras, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida (PE)
Urticária Incandescente, de Augusto A. Sauandaj (SP)
Vampiro, de Emilly Guilherme e Nolí Levi (CE)
Vinte Vinte Quatro, de Davi Pieri (DF)
A programação de curtas-metragens da Panorama exibirá:
Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL)
Comunhão, de Pétala Lopes (SP)
Curva Acentuada, de Leon Sampaio (BA)
Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (CE)
E o Futuro, Como Sempre, Aquele Mistério, de Fabricio Ferreira (MG)
Lomba do Pinheiro, de Iuri Minfroy (RS)
Maira Porongyta: O Aviso do Céu, de Kujãesage Kaiabi (RJ/MT)
Nevrose, de Ana do Carmo (BA)
Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi (GO)
Trem da Onze, de Izabelli Campanelli (SP)
Um Oceano Inteiro, de Bruna Dias e Carine Fiúza (PB)
Windows 51, de Sandro Garcia (RJ/PE)
Yvy Mbyte: Em Busca do Centro da Terra, de Gildo Gomes e Araci da Silva (RS)
A seleção de curtas da mostra Soberania Imaginativa inclui:
A Morte da Aparição, de Lila S. (RJ)
Mãe Santíssima, de Buca Dantas (RN)
Memorial dos Metacarpos, de Maria Rita Moreira (RJ)
Mydzé, de Memorial Isú-Kariri & Unides contra a colonização: muitos olhos, um só coração (CE)
Pânico na Praia Vermelha, de Marcos Gabriel Faria (RJ)
Pequeno Jogo, de Sofia Tomic (SP)
Vigília Noturna, de Diego Robert (GO)
Vim e irei como uma profecia, de Fábio Rogério (SE)
Vulto Sagrado, de Daniel Caetano (RJ)
O filme de encerramento, exibido na noite de 31 de janeiro, será Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro, cineasta com trajetória marcante no festival, que revisita o show histórico de Madonna, realizado no Rio de Janeiro em 2024, como um acontecimento catalisador de paixões, memórias e liberdades de existência.
Cena do curta cearense Cavalo Serpente, de Priscila Smiths
Com parte de sua programação voltada às crianças e com objetivo de promover entretenimento e educação em atenção à comunidade, a Mostra Tiradentes exibe em 2026 na Mostrinha dois longas e cinco curtas-metragens, que buscam conectar ou reconectar as crianças aos temas e questão do mundo à sua volta, mostrando aos novos olhares a diversidade da produção cinematográfica no Brasil. Um dos destaques desta edição é o filme Papaya, de Priscilla Kellen, que também foi selecionado para o Festival de Berlim deste ano, sendo o primeiro longa brasileiro de animação exibido na Berlinale.
O 29º Seminário do Cinema Brasileiro integra a programação como um espaço central de reflexão crítica sobre o audiovisual, reunindo mesas de debate que articulam curadoria, criação, pensamento político e experimentação estética. A abertura acontece no dia 24/01 com o debate Soberania Imaginativa: Perspectivas das Curadorias, que aproxima as visões dos curadores da Mostra ao discutir critérios, inquietações e apostas que estruturam a edição de 2026. Na sequência, acontece a sessão de abertura da 4ª edição do Fórum de Tiradentes e na parte da tarde, a roda de conversa O percurso de Karine Teles dedica-se à carreira da homenageada, explorando sua trajetória e parcerias de trabalho.
O seminário se desdobra ainda em dois debates que aprofundam o eixo curatorial da edição: Soberania Imaginativa: questões para um debate, que discute a relação entre autonomia cultural, produção de imagens e os impactos da concentração de poder das grandes plataformas digitais; e A imaginação como experimentação, que investiga a imaginação como força de invenção estética e política.
Além dessas atividades, várias seções incluem rodas de conversa e encontros, em especial a Mostra Olhos Livres, que retoma o formato do ano passado dos Encontros com os Filmes, reunindo cinco articuladores para discutir cada título ao longo da semana. Em 2026, os participantes são os críticos e pesquisadores Maria Chiaretti, Ewerton Belico, Hernani Heffner, Alana Falcão, Helena Elias e Bernardo Oliveira.
Em sua quarta edição, o Fórum de Tiradentes reafirma o audiovisual brasileiro como vetor estratégico de desenvolvimento, expressão cultural e soberania nacional, ao propor como tema central Convergências de políticas públicas para o fortalecimento do audiovisual brasileiro. Em um contexto marcado por profundas transformações tecnológicas, econômicas e culturais, o Fórum se consolida como um espaço de diálogo, articulação e construção coletiva de diretrizes para a criação de um Sistema Nacional do Audiovisual, capaz de sustentar a diversidade cultural, ampliar a presença das produções brasileiras nos circuitos nacionais e internacionais e assegurar condições equitativas de produção, distribuição e acesso em todo o país.
O processo envolve reuniões preparatórias on-line, debates e painéis abertos ao público, encontros presenciais dos Grupos de Trabalho em Tiradentes e momentos de convergência para formulação de propostas, culminando na Carta de Tiradentes 2026, documento-síntese que reúne prioridades e recomendações para o fortalecimento das políticas públicas do setor.
O Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting é o principal evento de mercado do cinema brasileiro, realizado anualmente desde 2010 em Belo Horizonte, Minas Gerais. Consolidado como plataforma de negócios e rede de contatos, o encontro conecta a produção nacional à indústria audiovisual, promovendo cooperação, intercâmbio e oportunidades de parcerias. O Conexão Brasil CineMundi, versão itinerante do programa, leva a Tiradentes encontros estratégicos entre realizadores, produtores, distribuidores, programadores e agentes do setor. A iniciativa apresenta filmes brasileiros em estágio de work in progress, sessões de WIP – Corte Final, além dos laboratórios CineMundiLab, Lab Imersão Doc e ProjetoLab, que apoiam o desenvolvimento criativo, estrutural e de mercado de projetos de longa-metragem em diferentes fases de realização.
Papaya: longa de animação dirigido por Priscilla Kellen
O Programa de Formação da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes reafirma a vocação histórica do evento como espaço de aprendizado, experimentação e reflexão crítica sobre o fazer cinematográfico. Em 2026, o programa oferece 16 atividades formativas com 505 vagas gratuitas, distribuídas entre 10 oficinas, 2 workshops, 2 laboratórios de desenvolvimento de projetos (8 de ficção e 6 documentais) e 2 masterclasses, voltadas a profissionais do audiovisual, jovens realizadores, estudantes e público interessado.
As ruas tricentenárias de Tiradentes serão embaladas por cores, música, artes cênicas, sons e imagens durante a 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Serão três exposições temáticas, cinco lançamentos de livros, dois teatros de rua, um cortejo da arte, performance audiovisual e shows musicais fazendo a conexão do cinema com as outras artes, expressões artísticas da cultura brasileira. Dentre os destaques está o show da cantora Luiza Lian; da cantora Nath Rodrigues; e do DJ Cabra Guaraná.
A Universo Produção e a Embratur, Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, renovam sua parceria institucional na 29ª Mostra e anunciam a criação de dois Prêmios Embratur, voltados ao reconhecimento e à valorização do cinema brasileiro contemporâneo. Os prêmios contemplam as duas mostras competitivas de longas do festival (Aurora e Olhos Livres) e reforçam o compromisso das instituições com a pluralidade cultural, a diversidade de linguagens e a renovação do audiovisual nacional. O Prêmio Embratur: Melhor Longa da Mostra Aurora, no valor de R$ 20.000,00, destaca diretores e diretoras estreantes em longas de ficção ou documentário. Já o Prêmio Embratur: Melhor Longa da Mostra Olhos Livres, também no valor de R$ 20.000,00, celebra obras marcadas pela liberdade estética, pelo risco criativo e pela experimentação narrativa.
Em sua terceira edição, a mostra #EuFaçoaMostra reúne filmes de um minuto enviados a partir de uma chamada nas redes sociais do evento. A proposta é estimular a participação ativa da comunidade da Mostra Tiradentes na criação audiovisual, proporcionando a oportunidade de expressar interpretações sobre a temática deste ano por meio de vídeos curtos na vertical.
Diversos títulos da Mostra de Cinema de Tiradentes 2026 integrarão a programação on-line do evento, que vai reunir títulos, alguns exibidos apenas neste formato, na plataforma do evento. A seleção inclui títulos da Mostra Panorama e da Mostra Homenagem e serão disponibilizados para visualização simultaneamente à realização da programação presencial. Também um recorte especial da Mostra estará disponível na plataforma Itaú Cultural Play. Além disso, os debates conceituais, a abertura e o encerramento serão disponibilizados na plataforma do evento e no canal do YouTube da Universo Produção.
Maior evento do cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país, a Mostra de Cinema de Tiradentes apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias mundiais e nacionais; uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.
Fotos: Tiago Calmon/Wallace Santos/Amanda Amorim/Divulgação.