11º Festival Goiamum Audiovisual: conheça os vencedores

por: Cinevitor
André Antônio, Aura do Nascimento e Dora Amorim, de Salomé: filme premiado

Foram anunciados neste sábado, 12/07, em cerimônia apresentada pela atriz Giovanna Araújo, no Auditório da Reitoria da UFRN, os vencedores da 11ª edição do Festival Goiamum Audiovisual, que aconteceu em Natal, no Rio Grande do Norte

Durante uma semana imersiva com o melhor do cinema brasileiro, com projeção em 4K e som de alta qualidade, o festival exibiu mais de 50 títulos em sua programação gratuita. Ao todo, foram centenas de pessoas que passaram pela 11ª edição, com dezenas de filmes, debates, oficina, sessões e mostras ao longo de seis dias de evento.

Pela primeira vez, o Goiamum apresentou uma mostra competitiva de longas-metragens e o grande vencedor foi A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert, com cinco prêmios, entre eles, melhor filme e melhor atuação para Shirley Cruz. O Júri Oficial foi formado por Ana Paola Ottoni, Carito Cavalcanti e Rosália Figueiredo

Entre os curtas-metragens, a animação potiguar Medo de Cachorro, de Ítalo Tapajós, levou o Troféu Boi de Prata de melhor filme: “Pela universalidade do tema e pela abordagem sensível sobre questões humanas comuns”, disse o Júri Oficial, que foi formado por Danielle Brito, Márcio Blanco e Rodrigo Almeida.  

A ACCiRN, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte, foi responsável pelo Prêmio da Crítica, e contou com Ana Karla Batista Farias, Aryanne Queiroz, Danilo E. Souza, Felipe Rocha, Paula Pardilhos e Rômulo Sckaff no júri.

Entre os curtas, o potiguar Liberdade Sem Conduta, de Dênia Cruz, foi premiado pelos críticos: “Pelo modo como o filme preserva a identidade da mulher e acentua a emoção com seus planos detalhes e closes delicados, ampliando a força do tema da violência de gênero”, diz a justificativa. Já entre os longas, o vencedor foi o pernambucano Salomé, de André Antônio: “Por trazer um cinema que, mais do que simplesmente representar, apresenta outros mundos; pela direção precisa, cujo tempo da cena é esculpido de modo a externar as emoções das personagens e sedimentá-las no espectador; pela mise-en-scène hipnótica que se valoriza ainda mais pela entrega carismática do elenco e, sobretudo, pela performance contranormativa arrojada e surpreendente”

Além da premiação, o último dia do Goiamum foi marcado por sessões especiais. O longa Filhos do Mangue, de Eliane Caffé, rodado integralmente no Rio Grande do Norte com participação de moradores e pescadores de Barra do Cunhaú, do Povo Potiguara Katu, da AOCA e de artistas locais de Natal, foi exibido no Auditório da Reitoria com a presença do público e integrantes da equipe, entre eles, o ator Roney Villela e a atriz Genilda Maria. O documentário Filhas da Noite, de Henrique Arruda e Sylara Silvério, também foi exibido fora de competição e emocionou o público do Goiamum; as artistas Suelanny Tigresa, Raquel Simpson e Christiane Falcão, personagens do longa, fizeram uma apresentação antes da sessão. 

A noite encerrou com a exibição de Macaléia, de Rejane Zilles, e um show especial de Jards Macalé, que trouxe sua singularidade, verdade e liberdade criativa para ecoar no palco do Goiamum, atraindo um público diverso e ávido por celebrar a junção da sétima arte, com a musicalidade inconfundível do artista.

Conheça os vencedores do Festival Goiamum Audiovisual 2025:

CURTA GOIAMUM

Melhor Filme: Medo de Cachorro, de Ítalo Tapajós (RN)
Melhor Direção: Gustavo de Carvalho, por Arame Farpado
Melhor Roteiro: Junho de 2002, escrito por Tainá Lima
Prêmio Especial do Júri: Victor Henrique Oliver, por Americana 

LONGA GOIAMUM

Melhor Filme: A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert (SP)
Melhor Direção: Victoria Álvares e Quentin Delaroche, por Tijolo por Tijolo
Prêmio Especial do Júri: Sem Vergonha, de Rafael Saar (RJ)
Melhor Roteiro: A Melhor Mãe do Mundo, escrito por Anna Muylaert
Melhor Atuação: Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
Melhor Fotografia: Salomé, por Linga Acácio
Melhor Direção de Arte: A Melhor Mãe do Mundo, por Maíra Mesquita e Juliana Ribeiro 
Melhor Trilha Sonora: Salomé, por Mateus Alves e Piero Bianchi
Melhor Som: A Melhor Mãe do Mundo, por Ricardo Reis
Melhor Montagem: Tijolo por Tijolo, por Quentin Delaroche

PRÊMIO DA CRÍTICA

Melhor curta-metragem: Liberdade Sem Conduta, de Dênia Cruz (RN)
Melhor longa-metragem: Salomé, de André Antônio (PE)

Foto: Tiago Lima. 

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