Documentário brasileiro No Intenso Agora, de João Moreira Salles, é premiado na França

por: Cinevitor

nointensofrancaDocumentário brasileiro: sucesso internacional.

No Intenso Agora, de João Moreira Salles, acaba de conquistar três prêmios no Cinéma Du Réel – Festival Internacional de Documentários, na França: melhor trilha, por Rodrigo Leitão, e melhor filme pela Scam (Sociedade Civil dos Autores Multimídia) e pelo júri das bibliotecas. João já tinha conquistado o prêmio de melhor documentário no festival com Santiago em 2007.

Maman Colonelle, de Dieudo Hamadi, foi eleito o melhor filme desta edição e recebeu o Grande Prêmio do festival; Ala hafet alhayat (On the Edge of Life), de Yaser Kassab, também foi premiado.

Escrito e dirigido por João Moreira Salles, No Intenso Agora teve sua estreia mundial no Festival de Berlim deste ano e foi considerado pela Variety como uma das dez melhores produções exibidas no evento. O filme, com montagem de Eduardo Escorel e Laís Lifschitz, é uma produção da VideoFilmes; a pesquisa de imagem é de Antonio Venancio e a produção executiva é assinada por Maria Carlota Bruno.

O documentário vai ser apresentado no BAFICI – Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente, que acontece em abril, e foi convidado para participar de mais de 20 festivais internacionais. No Brasil, No Intenso Agora será exibido pela primeira vez no 22º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, no Rio de Janeiro e São Paulo.

Narrado em primeira pessoa, o filme reflete sobre o que revelam quatro conjuntos de imagens da década de 1960: os registros da revolta estudantil francesa em maio de 68; os vídeos feitos por amadores durante a invasão da Checoslováquia em agosto do mesmo ano, quando as forças lideradas pela União Soviética puseram fim à Primavera de Praga; as filmagens do enterro de estudantes, operários e policiais mortos durante os eventos de 68 nas cidades de Paris, Lyon, Praga e Rio de Janeiro; e as cenas que uma turista, a mãe do diretor, filmou na China em 1966, ano em que se implantou no país a Grande Revolução Cultural Proletária.

Foto: Iskra.

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