Notícias

Fique por dentro de tudo o que acontece no universo do cinema!

9º Festival de Cinema de Caruaru: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Jamary, de Begê Muniz.

A nona edição do Festival de Cinema de Caruaru, que acontecerá entre os dias 21 e 27 de agosto, na região do Agreste Pernambucano, no Teatro João Lyra Filho, acaba de anunciar a lista completa com os selecionados deste ano.

Depois de dois anos de realização on-line, o festival retoma sua versão presencial, que contará com oito mostras competitivas, além de atividades educativas voltadas para o audiovisual. Também serão realizadas exibições nas escolas públicas da cidade, com filmes voltados para o público infantil e adolescente.

Ao total, 745 filmes, de 9 países, foram inscritos: Brasil, Argentina, Peru, Chile, Colômbia, Venezuela, Paraguai, Cuba e Bolívia. A curadoria, que selecionou 74 obras, sendo 5 longas e 69 curtas, foi assinada por: Edvaldo Santos, realizador e professor; Luciano Torres, ator e diretor; Priscila Urpia, jornalista, fotógrafa e produtora; e Stephanie Sá, jornalista.

A programação conta com mostras competitivas e títulos de diversos estados brasileiros e também latino-americanos. Na mostra Agreste, a seleção traz filmes com culturas locais da região Agreste dos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Alagoas e Bahia; as mostras Brasil de curtas e longas contam com filmes de temáticas livres, de qualquer estado brasileiro, ambientados no Brasil e dirigidos por brasileiros; na mostra Latino-Americana são filmes com temáticas livres produzidos e dirigidos por natos ou residentes em países latino-americanos (exceto o Brasil) e ambientados nestes países.

E mais: a mostra Infantil traz curtas-metragens para crianças de até 12 anos; a mostra Adolescine conta com filmes de brasileiros destinados a adolescentes de 12 a 17 anos; a mostra Fantásticos traz curtas-metragens de gêneros de fantasia, terror ou subgêneros; a mostra Videoclipe conta com filmes de bandas ou artistas brasileiros ambientados no Brasil; e a mostra TikTok, que será anunciada em breve, traz filmes em formato vertical, com a temática Direitos Humanos e realizados por brasileiros.

Em comunicado oficial, Edvaldo Santos, idealizador do festival, disse: “Esse momento da pandemia refletiu também na produção dos filmes. Os realizadores pensaram em fazer seus filmes a partir do que viveram durante a pandemia e alguns fizeram de modo mais angustiado, mas outros fizeram, também, de forma mais criativa e até leve e bem humorada. A gente procurou fazer uma programação que levasse ao público essa energia, de uma positividade e de aprendizados que a pandemia tem nos dado. Por isso, a programação vai estar bem interessante de se ver, bem atual desse momento que a gente vive, que é também um momento de recomeço”.

O festival é um espaço de difusão da cultura local, de intercâmbio entre realizadores, de incentivo às produções locais e de formação de público para o cinema independente, com exibições, oficinas e debates. A nona edição tem incentivo do Governo de Pernambuco através da Secretaria de Cultura e Funcultura Audiovisual.

Conheça os filmes selecionados para o 9º Festival de Cinema de Caruaru:

MOSTRA BRASIL | LONGA-METRAGEM

Achados Não Procurados, de Fabi Penna (SC)
Formigueiro: A Revolução Cotidiana das Mulheres, de Bruna Provazi e Tica Moreno (SP)
Onde Fica a Nova Esperança?, de Thiago Foresti e Renan Montenegro (DF)
Ursa, de William de Oliveira (PR)
Verona, de Ane Siderman (RS)

MOSTRA BRASIL | CURTA-METRAGEM

Antes de Falar de Amor, de Sarah Tavares (MG)
Desejo, de Tássia Dhur (MA)
Eva, de Magno Pinheiro (RJ)
Filhos da Noite, de Henrique Arruda (PE)
Filhos da Periferia, de Arthur Gonzaga (DF)
Incúria, de Tiago A. Neves (PB)
Jamary, de Begê Muniz (AM)
Lado a Lado, de Gleison Mota (SP)
Lençóis, de Fernando Marques (PE)
Lupi, de Leo de Leandro e Rahessa Vitorio (SP)
Manifesto O Palco é a Rua: A Música nos Espaços Populares, de Guilherme Inaldo e Laura Alves (PE)
Memória de Quem (Não) Fui, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Os Idos de Novembro, de Bruno Bini (MT)
Primos, de Daniel Pustowka (CE)
Quantos Mais?, de Lucas de Jesus (BA)
Sideral, de Carlos Segundo (RN)

MOSTRA AGRESTE | CURTA-METRAGEM

Alto das Flores, de Daniele Leite (Caruaru, PE)
Cabocolino, de João Marcelo (Surubim, PE)
Central de Memórias, de Rayssa Coelho (Vitória da Conquista, BA)
Chiquinho da Rata, de César Caos (Caruaru, PE)
Cine Aurélio, de Kennel Rógis (Toritama, PE)
Essa Saudade, de Yan Albuquerque (Campina Grande, PB)
Nem Todas as Manhãs São Iguais, de Fabi Melo (Campina Grande, PB)
O Peso do Ser, de Thiago Muniz (Caruaru, PE)
Para que Não se Acabe, de Joyce Noelly e Davi Batista (Caruaru, PE)
Um Som de Resistência, de Genilson Bezerra (Coxixola, PB)

MOSTRA FANTÁSTICOS

A Botija, o Beato e a Besta-Fera, de Túlio Beat (PE)
A Conta-Gotas, de Renata Jesion (SP)
A Voz, de Jessika Goulart (RJ)
As Ruínas do Cinema Khouri, de Matheus Magre (RJ)
Fobia, de Bruno Frediani (PR)
Ímã de Geladeira, de Carolen Meneses (SE)
Jaguamérica, de Bako Machado (PE)
Mamãe, de Hilda Lopes Pontes (BA)
O Gato Fantasma do Cemitério do Paquetá, de Dino Menezes (SP)

MOSTRA LATINO-AMERICANA | CURTA-METRAGEM

45 Minutos, de Mariano Azabache (Peru)
Andrea Diariamente, de Andrea Quiroz (Peru)
El Rastro de La Nada, de Gaspar Insfran (Paraguai)
Escucho Rap, de Yordanis Dominguez (Cuba)
Estreantes, de Isidro Escalante (Argentina)
Latente, de Clara Eva Faccioli (Argentina)
Quem Quebrou a Ficção?, de Tomás Tito (Argentina)

MOSTRA INFANTIL | CURTA-METRAGEM

A Menina Atrás do Espelho, de Iuri Moreno (GO)
Aurora – A Rua que Queria Ser um Rio, de Radhi Meron (SP)
Entre Muros, de Gleison Mota (BA)
Flor no Quintal, de Mercicleide Ramos (PB)
Meu Nome é Maalum, de Luísa Copetti (RJ)
Nonna, de Maria Augusta Nunes (SC)
Tom-Tom Dente de Leão, de Ariédhine Carvalho (SP)

MOSTRA ADOLESCINE | CURTA-METRAGEM

Arte pra Mim, de Cláudio Neto (PE)
Educação Remota, de Abdiel Anselmo (CE)
Hey Ju, de Gabriel Guimarães (MG)
Maria, de Guilherme Carravetta (RS)
Meu Quarto dos Sonhos, de Leticia Apolinário (SP)
Miado, de Victória Silvestre (SP)
Mind Duck, de Lilly Nogami (SP)
Time de Dois, de André Santos (RN)

MOSTRA VIDEOCLIPE

A Dona do Fuxico, de Alexandra Nícolas; dirigido por Thais Lima (MA)
Canto do Mar, de Bruna Hetzel; dirigido por Pedro Fiuza (RN)
Chorar, de Karola Nunes, Pacha Ana e Curumin; dirigido por Juliana Segóvia (MT)
Drive, de João Paulo Machado (MG)
Influência de Formiga, de Alexandre Rodrigues & Pife Urbano; dirigido por Luiz Rodrigues Jr (PE)
Janelas de Vidro, de Heitor Mendonça; dirigido por Carol Mendonça (SE)
Ladeira do Fim do Mundo, de Sergio Gaia; dirigido por Miguel Gaia (PE)
Pertencer, de Ravih; dirigido por Júlio César e Ravih (SP)
Repente Sem Jeito, de Ciço .Poeta; dirigido por Felipe Correia (PE)
Tudo Eu, de Amiri; dirigido por Fernando Sá e Elirone Rosa (SP)
Um Quarto de Vida, de Agno Dissan e Ramon Faria (SP)
Urgências, de Gerson Marques; dirigido por Gerson Marques e Eric Andrada (MG)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do Rio Festival de Cinema LGBTQIA+ 2022

por: Cinevitor
Cena do curta Capim Navalha, de Michel Queiroz: premiado.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 06/07, os vencedores da 11ª edição do Rio Festival de Cinema LGBTQIA+, que aconteceu no Centro Cultural Justiça Federal e em outros espaços do Rio de Janeiro, com filmes brasileiros e internacionais de longa, média e curta-metragem de ficção, documentário, animação e experimental.

Desde 2011, o festival, anteriormente conhecido como Rio Festival Gay de Cinema, é uma importante janela para a exibição de filmes LGBTQIA+ nacionais e internacionais na cidade do Rio de Janeiro. Sua relevância na cena cultural local tem agregado uma série de parcerias com distribuidoras, instituições culturais, empresas privadas e importantes salas de exibição no Estado.

Neste ano, a programação apresentou 86 filmes, de 20 países. A seleção apresentou também um novo programa: Curtas Sci-fi, uma seleção de filmes com conceitos ficcionais e imaginativos, relacionados ao futuro, ciência e tecnologia, e seus impactos e consequências na sociedade e nos indivíduos. 

Conheça os vencedores do 11º Rio Festival de Cinema LGBTQIA+:

LONGA BRASILEIRO
Melhor Filme: Deserto Particular, de Aly Muritiba (Brasil)

CURTA BRASILEIRO
Melhor Curta Nacional: Capim Navalha, de Michel Queiroz (GO)
Menção Honrosa: Amor by Night, de Henrique Arruda (PE)
Melhor Curta Carioca: Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet (SP)

CURTA INTERNACIONAL
Melhor Curta: Warsha, de Dania Bdeir (França/Líbano)
Menção Honrosa: Egúngún (Masquerade), de Olive Nwosu (Reino Unido)

Foto: Divulgação.

9ª Mostra de Cinema de Gostoso: inscrições abertas para longas e curtas

por: Cinevitor
A nona edição acontecerá em novembro.

As inscrições para a nona edição da Mostra de Cinema de Gostoso, que acontecerá entre os dias 4 e 8 de novembro, em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, abrem nesta quinta-feira, 7 de julho, e seguem até 11 de setembro no site oficial do evento.

Poderão se inscrever na 9ª Mostra de Cinema de Gostoso, filmes de todos os gêneros (obras ficcionais, não ficcionais e animações, exceto videoclipes) desde que tenham sido produzidos no Brasil e finalizados a partir de 2021.

Em 2022, a nona edição irá mais uma vez agitar culturalmente a cidade de São Miguel do Gostoso. O palco principal da mostra é a sala ao ar livre montada na Praia do Maceió, onde acontecem as sessões da Mostra Competitiva. Com 600 cadeiras espreguiçadeiras, tela de 12m x 6,5m, projeção com resolução 2K e som 5.1, a sala propicia uma experiência imersiva como a de uma sala de cinema de alta tecnologia. 

Ao longo do evento, o público poderá assistir aos mais recentes lançamentos cinematográficos brasileiros. Serão exibidos mais de 40 filmes, entre as mostras Competitiva, Panorama e Sessões Especiais. Os filmes da Mostra Competitiva concorrem ao Troféu Cascudo, concedido pelo voto popular ao melhor curta e longa-metragem. Também será concedido o Prêmio da Crítica, a partir da votação de jornalistas e críticos de cinema presentes.

Também serão realizados debates com produtores, diretores e atores dos filmes exibidos e um seminário sobre o mercado audiovisual. Toda a programação é gratuita.

Além disso, meses antes do início da mostra, são oferecidos cursos de formação técnica e audiovisual para jovens de São Miguel do Gostoso. Desde 2013 foram ministradas 47 oficinas e produzidos 21 curtas-metragens, todos exibidos nas edições da Mostra de Cinema de Gostoso e em diversos festivais no país e no exterior. 

Como resultado dessa experiência, o grupo de alunos criou em 2015 o Coletivo Nós do Audiovisual, com o objetivo de ampliar as possibilidades de realização de novos projetos, de forma autônoma, apontando para a profissionalização no setor audiovisual do estado.

A primeira turma, composta por 53 alunos, formou-se ao longo de cinco anos, realizando 33 oficinas, 10 curtas-metragens e participando da organização das quatro primeiras edições da Mostra. A maioria desses jovens deu continuidade aos estudos e atualmente estão matriculados em institutos de ensino e universidades no estado. Em 2018 foi criada uma nova turma, com 45 alunos, que participou de 14 oficinas e realizou 10 curtas-metragens.

Dando continuidade aos cursos para o Coletivo Nós do Audiovisual, em 2022 será criada uma nova turma e serão realizadas oficinas que incluem Linguagem Audiovisual, Roteiro, Produção, Fotografia e a realização de dois curtas-metragens

Com direção geral de Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld, a Mostra de Cinema de Gostoso é realizada pela Heco Produções, CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania e Guajiru Produções.

Foto: Divulgação.

Festival de Locarno 2022: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Isabela Mariotto e Sol Miranda no longa Regra 34, de Julia Murat.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 06/07, os filmes selecionados para a 75ª edição do Festival de Cinema de Locarno, que acontecerá entre os dias 3 e 13 de agosto. Com uma programação eclética, o evento é considerado um dos principais festivais de cinema autoral do mundo.

Neste ano, o cinema brasileiro marca presença com diversos títulos, entre eles, Regra 34, de Julia Murat, na Competição Internacional. Na disputa pelo Leopardo de Ouro, prêmio máximo do festival, o longa conta a história de Simone, interpretada por Sol Miranda, uma jovem advogada, negra, que pagou a faculdade de direito com performances on-line de sexo. Ela acabou de passar em um concurso para defensora pública e, sua nova rotina, consiste em aulas em um curso preparatório para defensoria, o acompanhamento de sessões de acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica e aulas de kung fu.

Com o objetivo de despertar novamente o desejo sexual de Simone, Natália, papel de Isabela Mariotto, uma amiga de infância, envia um link de um vídeo de uma mulher negra praticando sadomasoquismo. O vídeo parece provocar em Simone tanto um desejo sexual quanto os seus medos mais profundos, em um misto de nojo e fascinação. Gradualmente, Simone entra em uma jornada de conhecimento das práticas de BDSM (Bondage, Discipline and Sadomasochist) com sua amiga Lucia, vivida por Lorena Comparato, e seu roommate Coyote, papel de Lucas Andrade. Porém, Lucia começa a se sentir desconfortável com a violência, qualificando o desejo de Simone como um reflexo do machismo da sociedade, expondo a contradição que essas práticas tem com o trabalho de defensoria pública em que ela atua. Simone precisa decidir se segue sua busca sozinha, descobrindo os limites entre o risco, o desejo e a obsessão.

Com distribuição da Imovision, o filme conta também com Georgette Fadel, Márcio Vito, Rodrigo Bolzan, Dani Ornellas, Babu Santana, Lucas Gouvêa, Mc Carol, Simone Mazzer, Raquel Karro, Marcos Damigo, Julia Bernat, Marina Merlino, Samuel Toledo, Luiza Rolla e Yakini Kalid no elenco. O roteiro é assinado por Gabriela Capello, Julia Murat, Rafael Lessa e Roberto Winter.

O júri da Competição Internacional será presidido pelo produtor Michel Merkt e contará também com: Prano Bailey-Bond, cineasta galês; Alain Guiraudie, diretor e roteirista francês; William Horberg, produtor americano; e Laura Samani, cineasta italiana. 

Giovanni Venturini no curta-metragem Big Bang, de Carlos Segundo.

Na mostra Concorso Cineasti del presente, que traz uma seleção de primeiro e segundo longas-metragens, principalmente estreias mundiais, dirigidos por talentos globais emergentes, o Brasil aparece com a instalação em vídeo É Noite na América, de Ana Vaz, uma coprodução entre Itália e França. O júri da mostra será formado por: Annick Mahnert, produtora suíça; Gitanjali Rao, atriz, animadora e diretora indiana; e Katriel Schory, produtor cinematográfico.

O cinema brasileiro aparece também na mostra Pardi di domani, território de experimentação expressiva e poesia formal inovadora, que exibe curtas e médias-metragens em estreia mundial ou internacional. A seção consiste em três concursos: Concorso internazionale, com trabalhos de cineastas emergentes de todo o mundo; Concorso nazionale, para produções suíças; e Concorso Corti d’autore, com curtas obras de diretores consagrados.

O curta-metragem Big Bang, de Carlos Segundo, uma coprodução entre Brasil e França, ganha destaque na Concorso Corti d’autore. Com Giovanni Venturini e Aryadne Amâncio no elenco, o filme se passa em Uberlândia, Minas Gerais, e mostra Chico, que ganha a vida consertando fornos, nos quais entra facilmente graças ao seu pequeno tamanho. Diante do desprezo de um sistema que o relega às fileiras dos marginalizados, ele gradualmente entra em resistência. O júri da Pardi di domani será formado por: Walter Fasano, montador italiano; Azra Deniz Okyay, cineasta turca; e Ada Solomon, produtora romena.

Na mostra Open Doors Screenings, que destaca talentos e filmes de países onde o cinema independente é mais frágil, o Brasil aparece em coprodução com Cuba e Colômbia com o longa La opción cero, do cineasta cubano Marcel Beltrán.

Além dos filmes, o festival também presta diversas homenagens a grandes nomes das artes. Neste ano, a cineasta norte-americana Kelly Reichardt receberá o Pardo d’onore Manor; o diretor Costa Gavras será honrado com o Pardo alla carriera Ascona-Locarno; o ator e cineasta americano Matt Dillon será homenageado com o Lifetime Achievement Award; a artista experimental Laurie Anderson receberá o Vision Award Ticinomoda; o produtor cinematográfico Jason Blum será honrado com o Prêmio Raimondo Rezzonico; e a diretora e animadora Gitanjali Rao será homenageada com o Locarno Kids Award la Mobiliare.

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Locarno 2022:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Ariyippu, de Mahesh Narayanan (Índia)
Balıqlara xütbə (Sermon to the Fish), de Hilal Baydarov (Azerbaijão/México/Suíça/Turquia)
Bowling Saturne (Saturn Bowling), de Patricia Mazuy (França/Bélgica)
De noche los gatos son pardos, de Valentin Merz (Suíça)
Gigi la legge (The Adventures of Gigi the Law), de Alessandro Comodin (Itália/França/Bélgica)
Hikayat elbeit elorjowani (Tales of the Purple House), de Abbas Fahdel (Líbano/Iraque/França)
Human Flowers of Flesh, de Helena Wittmann (Alemanha/França)
Il Pataffio, de Francesco Lagi (Itália/Bélgica)
Matter Out of Place, de Nikolaus Geyrhalter (Áustria)
Nação Valente (Tommy Guns), de Carlos Conceição (Portugal/França/Angola)
Piaffe, de Ann Oren (Alemanha)
Regra 34, de Julia Murat (Brasil/França)
Serviam – Ich will dienen (Serviam – I Will Serve), de Ruth Mader (Áustria)
Skazka (Fairytale), de Alexander Sokurov (Bélgica/Rússia)
Stella est amoureuse (Stella in Love), de Sylvie Verheyde (França)
Stone Turtle, de Ming Jin Woo (Malásia/Indonésia)
Tengo sueños eléctricos, de Valentina Maurel (Bélgica/França/Costa Rica)

CONCORSO CINEASTI DEL PRESENTE

A Perfect Day for Caribou, de Jeff Rutherford (EUA)
Arnon pen nakrian tuayang (Arnold Is a Model Student), de Sorayos Prapapan (Tailândia/Singapura/França/Holanda/Filipinas)
Astrakan, de David Depesseville (França)
Before I Change My Mind, de Trevor Anderson (Canadá)
Den siste våren (Sister, What Grows Where Land Is Sick?), de Franciska Eliassen (Noruega)
É Noite na América, de Ana Vaz (Itália/França/Brasil)
Fragments From Heaven, de Adnane Baraka (Marrocos/França)
Love Dog, de Bianca Lucas (Polônia/México/EUA)
Matadero, de Santiago Fillol (Argentina/Espanha/França)
Nossa Senhora da Loja do Chinês, de Ery Claver (Angola)
Petites (Little Ones), de Julie Lerat-Gersant (França)
Petrol, de Alena Lodkina (Austrália)
Sigurno mjesto (Safe Place), de Juraj Lerotić (Croácia)
Svetlonoc (Nightsiren), de Tereza Nvotová (Eslováquia/República Checa)
Yak Tam Katia? (How is Katia?), de Christina Tynkevych (Ucrânia)

PARDI DI DOMANI | Corti d’autore

Asterión, de Francesco Montagner (República Checa/Eslováquia)
Au crépuscule (At Dusk), de Miryam Charles (Canadá)
Big Bang, de Carlos Segundo (Brasil/França)
Chant pour la ville enfouie (Song for the Buried City), de Nicolas Klotz e Elisabeth Perceval (França)
Il faut regarder le feu ou brûler dedans (Watch the Fire or Burn Inside It), de Caroline Poggi e Jonathan Vinel (França)
Paradiso, XXXI, 108, de Kamal Aljafari (Palestina/Alemanha)
Poitiers, de Jérôme Reybaud (França)
Rien ne sera plus comme avant (Nothing Will Be the Same Again), de Elina Löwensohn (França)
Songy Seans (Last Screening), de Darezhan Omirbaev (Quirguistão/Cazaquistão)
Tako se je končalo poletje (That’s How the Summer Ended), de Matjaž Ivanišin (Eslovênia/Hungria/Itália)

PIAZZA GRANDE

Alles über Martin Suter. Ausser die Wahrheit. (Everything About Martin Suter. Everything but the Truth.), de André Schäfer (Suíça/Alemanha)
Annie Colère (Angry Annie), de Blandine Lenoir (França)
Crime no Carro Dormitório (Compartiment tueurs), de Costa-Gavras (França)
Delta, de Michele Vannucci (Itália)
Home of the Brave, de Laurie Anderson (EUA)
Imitação da Vida (Imitation of Life), de Douglas Sirk (EUA)
Last Dance, de Delphine Lehericey (Suíça/Bélgica)
Medusa Deluxe, de Thomas Hardiman (Reino Unido)
My Neighbor Adolf, de Leon Prudovsky (Israel/Polônia/Colômbia)
Paradise Highway, de Anna Gutto (EUA/Alemanha/Suíça)
Piano Piano, de Nicola Prosatore (Itália)
Printed Rainbow, de Gitanjali Rao (Índia)
Semret, de Caterina Mona (Suíça)
Trem-Bala (Bullet Train), de David Leitch (EUA)
Une femme de notre temps (A Woman), de Jean Paul Civeyrac (França)
Vous n’aurez pas ma haine (You Will Not Have My Hate), de Kilian Riedhof (Alemanha/França/Bélgica)
Where the Crawdads Sing, de Olivia Newman (EUA)

FUORI CONCORSO

Candy Land, de John Swab (EUA)
ERICA JONG – breaking the wall, de Kaspar Kasics (Suíça)
La dérive des continents (au sud), de Lionel Baier (Suíça/França)
LOLA, de Andrew Legge (Irlanda/Reino Unido)
Nuit obscure – Feuillets sauvages (Les brûlants, les obstinés) (Obscure night – Wild leaves (The burning ones, the obstinate)), de Sylvain George (França/Suíça)
Objectos de Luz (Love Lights), de Acácio de Almeida e Marie Carré (Portugal)
Onde Fica Esta Rua? ou Sem Antes Nem Depois, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata (Portugal/França)
Prisma (episódio 1 e 2), de Ludovico Bessegato (Itália)
Prologos, de Mantas Kvedaravičius (Lituânia/Grécia)
W, de Anna Eriksson (Finlândia)

*Clique aqui e confira a programação completa com os filmes selecionados.

Fotos: Divulgação.

5º FestCine Pedra Azul: conheça os filmes selecionados; Malu Mader será homenageada

por: Cinevitor
Malu Mader: sucesso na TV, cinema e teatro.

A quinta edição do FestCine Pedra Azul acontecerá entre os dias 9 e 13 de agosto em formato on-line através do site oficial com exibições das mostras competitivas. A programação traz produções de diferentes estados do Brasil e do exterior, dando luz aos mais diversos gêneros cinematográficos. 

Com direção geral de Marcoz Gomez, o festival recebeu 320 inscrições; 42 obras foram selecionadas. Os vencedores do Troféu Rota do Lagarto serão escolhidos pelas comissões de júri do evento, que contam com especialistas e profissionais do cinema.

Neste ano, a atriz Malu Mader será a grande homenageada. Consagrada nos palcos, na TV e no cinema, começou sua carreira na década de 1980 na peça Os Doze Trabalhos de Hércules, de Monteiro Lobato. Depois disso, fez seu primeiro trabalho na TV, aos dezesseis anos, na novela Eu Prometo, na Rede Globo. Entre tantos papéis televisivos, também se destacou nas telonas: começou em 1986 no musical Rock Estrela, de Lael Rodrigues.

No Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, foi indicada por seu trabalho em O Invasor, de Beto Brant, em 2003, e por Boca de Ouro, de Daniel Filho, em 2021. No policial Bellini e a Esfinge, de Roberto Santucci, recebeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Miami Brazilian Film Festival. Em 2009, o documentário Contratempo, no qual dividiu a direção com Mini Kerti, foi premiado no LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival.

Também participou de filmes como: Feliz Ano Velho, de Roberto Gervitz; o curta-metragem A Espera, de Luiz Fernando Carvalho e Maurício Farias; Dedé Mamata, de Rodolfo Brandão e Tereza Gonzalez; Mauá: O Imperador e o Rei, de Sergio Rezende; Sexo, Amor e Traição, de Jorge Fernando; Brasília 18%, de Nelson Pereira dos Santos; Sexo com Amor?, de Wolf Maya; Casa da Mãe Joana, de Hugo Carvana; Turma da Mônica – Lições, de Daniel Rezende; entre outros.

Na TV, também se destacou em diversos trabalhos, entre eles: Celebridade, Força de um Desejo, O Dono do Mundo, Ti Ti Ti, Fera Radical, Anos Rebeldes, Top Model, O Mapa da Mina, A Vida Como Ela É, Paraíso Tropical, A Justiceira, Labirinto, entre outros. No teatro, recebeu o Troféu Nelson Rodrigues pela peça Vestido de Noiva.

A curadoria desta edição foi assinada por Sara Engelhardt, diretora, roteirista e produtora; Cal Gomes, jornalista e publicitário; e André Morais, ator, cineasta, roteirista e músico.

Conheça os títulos selecionados para o 5º FestCine Pedra Azul:

LONGAS-METRAGENS NACIONAIS

Coração de Neon, de Lucas Estevan Soares
Fora de Cena, de João Gabriel Kowalski
Memórias Ocultas, de Larissa Vereza e Emiliano Ruschel
Verona, de Ane Siderman

LONGAS-METRAGENS INTERNACIONAIS

Don’t Tear Yourself Apart, de P. Tavares (EUA)
Night is The Expectation of Day, de Moein Hasheminasab (Irã)
Sweet Disaster, de Laura Lehmus (Alemanha)
The Ugly Truth, de Krishna Ashu Bhati (Alemanha)

CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

Diversos de Mim Mesmo, de Coi Belluzzo e Joaquim Haickel
Mais um Dia, de Lufe Berto
Primeiro Dia, de Liziane Bortolatto
Primos, de Daniel Pustowka
Professional Experience, de Marco Felipe Rossi
Sangues, de Rose de Farias Panet

CURTAS-METRAGENS INTERNACIONAIS

‘Til Morning, de Ana Moioli e Ryan Cairns (EUA)
Cuello, de Sebastian Ortiz Wilkins (Canadá)
Fever, de Matias Carlier (Suíça)
Invisible Troupe, de Lampros Ntousikos (Grécia)
Kiss Me at Dead Of Night, de Dai Sako (Japão)
MTI, de Mauricio Corco (Chile)
Perdidas, de Oscar Toribio Carbayo (Espanha)

DOCUMENTÁRIOS NACIONAIS

As Portas Abertas, de Rodrigo Usba
Cavalo Marinho, de Gustavo Serrate Maia
Eu Sou Capim Navalha, de Rodrigo Alessandro Vargas
Linha de Frente Brasil, de Elder Fraga
Narrativas do Pós, de Jairo Neto e Graubi Garcia
O Artista e a Força do Pensamento, de Elder Fraga
Sobre Pardinhos e Afrocaipiras, de Daniel Fagundes

DOCUMENTÁRIOS INTERNACIONAIS

John Farrow: Hollywood’s Man in the Shadows, de Frans Vandenburg e Claude Gonzalez (Austrália)
Muco: Contradiction Within Tradition, de Oberom Corrêa da Silva
The Stray Story, de Christina Georgiou (Chipre)
Tierra Calcinada, de Antonio Ferrer

ANIMAÇÃO

Anantara, de Douglas Ferreira (Brasil)
As You Like It, de Hannes Rall (Alemanha)
Guto – Um Sopro, de Andrei Oliveira e Vitor Meuren (Brasil)

WEBSÉRIE

Até Você Me Esquecer, de Priscilla Pugliese
Call com Cleo, de Amanda Azevedo e Pedro Lucas de Castro
Copo Descartável, de Prodzi Company
Falaceira, de Max Reinert e Denise da Luz
O Outro Lado da Lua, de Prodzi Company
Sala de Espera, de Renan Amaral
Sanctum, de Murilo Bonini dos Santos

Foto: Divulgação.

1º Muído – Festival de Cinema de Campina Grande: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Mãe Solo, de Camila de Moraes.

A primeira edição do Muído – Festival de Cinema de Campina Grande, mais uma janela da produção cinematográfica paraibana e nordestina, acontecerá entre os dias 19 e 21 de agosto no Cine São José.

O Muído é um festival genuinamente paraibano e que tem como um dos objetivos ser uma tela para a produção do estado, do litoral ao sertão, passando pelo Cariri, Curimataú, Brejo, Seridó, entre outros. Além dos filmes, a programação contará também com atividades paralelas.

Para esta primeira edição, foram inscritos 177 filmes de todos os nove estados do Nordeste; 57 municípios diferentes. A curadoria foi formada por: Breno César e Janaína Lacerda na Mostra Mundaréu; e Milene Migliano e Érico Oliveira na Mostra Facheiro Luzente, só com filmes paraibanos.

Conheça os filmes selecionados para o 1º Muído – Festival de Cinema de Campina Grande:

MOSTRA MUNDARÉU

A Barca, de Nilton Resende (AL)
Central de Memórias, de Rayssa Coelho (BA)
Eu Sou Raiz, de Cíntia Lima e Lílian de Alcântara (PE)
Mãe Solo, de Camila de Moraes (BA)
Nossas Mãos Sagradas, de Júlia Morim (PE)
Olho em Perfeito Silêncio para as Estrelas, de Dynho Silva (RN)
Pedro, de Leo Silva (CE)
Pega-se Facção, de Thaís Braga (PE)
Urubá, de Rodrigo Sena (RN)

MOSTRA FACHEIRO LUZENTE

Aluísio, o Silêncio e o Mar, de Luiz Carlos Vasconcelos (João Pessoa)
As Palavras Estão me Olhando, de Samy Sah (Campina Grande)
Dance, de Jorja Moura (João Pessoa)
Desejo e Necessidade, de Milso Roberto (Campina Grande)
Memória de Linha, de Ramon Silva (Condado)
Memórias de uma Viúva da Seca, de Direção Coletiva (Dona Inês)
Miragem, de Bruna Guido (Campina Grande)
Nem Todas as Manhãs são Iguais, de Fabi Melo (Campina Grande)
Terra Vermelha, de Allan Marcus e Leonardo Gonçalves (Alagoa Grande)
Um Som de Resistência, de Genilson de Coxixola (Coxixola)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do VII DIGO

por: Cinevitor
Salário Mínimo no curta pernambucano Filhos da Noite, de Henrique Arruda.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 30/06, em uma cerimônia virtual, os vencedores da sétima edição do DIGO – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás, que tem como objetivo estimular e promover a conscientização do público, no que tange o respeito integral aos direitos humanos e a inclusão.

Realizado em formato on-line, os premiados foram contemplados com o Troféu DIGO. O Júri Oficial contou com Wellington Dias, Barbara Bombom, Dostoiewski Champangnatte, Rafael Alves e Brenda Oliveira. A curadoria foi assinada por Cristiano Sousa, Ricky Mastro e Itamar Borges.

Os homenageades deste ano foram: Bárbara Bombom, Deivid Rodrigues de Alcântara, Fabricio Rosa, Marlon Teixeira, Matheus Ribeiro e Wellington Dias. Com direção de Cristiano Sousa, o festival ainda realizou diversas atividades paralelas.

Nesta edição, duas mostras especiais e competitivas foram criadas: uma chamada DIGO Animação e a mostra Infância Queer, que retrata experiências das crianças LGBTI+ conforme demanda proposta pela curadoria. Além disso, o festival realizou novamente uma mostra especial em homenagem à Suzy Capó. Outro diferencial desta edição foi o recurso financeiro: 15 realizadores, sendo 10 da mostra de filmes goianos e 5 da nacional, receberam um prêmio de R$ 2.000,00 pela seleção.

Conheça os vencedores do DIGO 2022:

MOSTRA NACIONAL | JÚRI OFICIAL
Melhor Filme: Uma História Desimportante, de Mateus Capelo (SP)
Melhor Direção: Mateus Capelo, por Uma História Desimportante
Melhor Atuação: Maria Leite e Mônica Maria, por Eu Te Amo é no Sol
Melhor Roteiro: Uma História Desimportante, escrito por Mateus Capelo
Menção Honrosa: Bixa de Família, de João Luis Silva (PE); pela abordagem de conteúdo político e de grande importância para discussão pública
Menção Honrosa: Eu Te Amo é no Sol, de Yasmin Guimarães (MG) e Dita Absinthe, por Chris, The Red (SP); pelo excelente trabalho de luzes, contrastes e enquadramentos nas conduções de suas narrativas.

MOSTRA GOIANOS
Melhor Filme: Pé de Mulher, de Felipe Freitas (Rio Verde)

MOSTRA SUZY CAPÓ
Melhor Filme: OKOFÁ, de Daniela Caprine, Mariana Bispo, Pedro Henrique Martins, Rafael Rodrigues e Thamires Case (SP)
Melhor Roteiro: Filhos da Noite, escrito por Henrique Arruda
Menção Honrosa: TRANSPARENTE BY SOUZA, de Henrique Souza (EUA)

MOSTRA INFÂNCIA QUEER
Melhor Filme: Tinha Tempo que Eu Não Via o Mar, de Guilherme Jardim (MG)

MOSTRA DIGO ANIMAÇÃO
Melhor Filme: Embrace, de Latesha Merkel (EUA)

MOSTRA INTERNACIONAIS | CURTA-METRAGEM
Melhor Filme: Elle, de Liliane Mutti (França)

MOSTRA LONGA-METRAGEM | JÚRI OFICIAL
Melhor Filme: The Phantom of the Sauna, de Luis Navarrete (Espanha)
Menção Honrosa: Antonia San Juan e Nestor Goenaga, de The Phantom of the Sauna

PRÊMIO DO PÚBLICO
Nacional: Bixa de Família, de João Luis Silva (PE) (44,1% dos votos)
Goianos: Alucinação, de Eliana Santos (Palmeiras de Goiás) (29% dos votos)
Suzy Capó: Filhos da Noite, de Henrique Arruda (PE) (19,8% dos votos)
Infância Queer: Tinha Tempo que Eu Não Via o Mar, de Guilherme Jardim (MG) (43,4% dos votos)
Longas: Quando Ousamos Existir, de Cláudio Nascimento e Marcio Caetano (Brasil) (57,6% dos votos)
DIGO Animação: Além das Máscaras, de Letícia Lopez Rangueri, Lucas Brassanini Flores e Carolina Bonformagio da Silva (Brasil) (34,1% dos votos)
Internacional: Bésame, de David Barba (México) (32,9% dos votos)

Foto: Sylara Silvério.

Filho da Mãe: documentário sobre a vida e a obra de Paulo Gustavo terá material inédito

por: Cinevitor
O filme tem como ponto principal a relação do ator com a mãe.

O Prime Video anunciou nesta semana a produção de Filho da Mãe, documentário Original Amazon com o último trabalho do ator e comediante brasileiro Paulo Gustavo, que faleceu em maio de 2021.

Do lançamento de seu espetáculo de maior sucesso, Minha Mãe é uma Peça, em 2006, aos últimos momentos do ator, o filme mostrará a influência que sua mãe Déa Lúcia teve em sua vida artística e pessoal, e também traz materiais inéditos de sua ascensão à fama.

O documentário acompanhará mãe e filho em momentos íntimos e inspiradores, com material exclusivo captado durante a turnê do show que fizeram juntos, e mostrará também Paulo Gustavo como marido e pai ao lado de Thales Bretas e em várias fases de suas vidas, além de trazer entrevistas com amigos e familiares que conheciam e conviviam com o ator.

“É uma honra imensa poder contar a história do inesquecível e inigualável Paulo Gustavo. Foi um verdadeiro privilégio finalizar um projeto pessoal criado por ele e sua mãe e contar com o apoio e orientação de sua família durante todo o processo. O filme será uma jornada muito emocionante, mas também muito engraçada, assim como a vida e a obra de Paulo Gustavo, algo que todos os brasileiros e fãs ao redor do mundo terão o prazer de assistir”, disse Malu Miranda, head de Conteúdo Original Brasileiro do Amazon Studios.

Filho da Mãe trará a premissa mais importante de toda a obra de Paulo Gustavo, fazer rir e também emocionar, ao mesmo tempo em que entretém e cria consciência social, sempre lembrando que “rir é um ato de resistência”, como ele costumava dizer.

O documentário tem produção de A Fábrica, com produção executiva de Luiz Noronha, Cecília Grosso, Samanta Moraes e Alberto Elias. Susana Garcia, de Minha Vida em Marte, dirige a produção, com codireção de Ju Amaral, irmã do ator.

Foto: Divulgação/Prime Video.

Renata Almeida Magalhães assume a presidência da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais

por: Cinevitor
A produtora é a primeira mulher a assumir a presidência da entidade.

A produtora carioca Renata Almeida Magalhães assume a presidência da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais no próximo dia 1º de julho. Eleita pelo Conselho Deliberativo para o biênio 2022-2024, ela ocupa o cargo que, desde 2018, era do produtor Jorge Peregrino, tornando-se a primeira mulher à frente da mais importante entidade do setor audiovisual do país.

A nova diretoria será composta por Paulo Mendonça (vice-presidente), Bárbara Paz (diretora secretária) e três novos membros: Jeferson De (diretor de comunicação), Ariadne Mazzetti (diretora financeira) e Allan Deberton (diretor social).

Jorge Peregrino, que continua no conselho, decidiu deixar a presidência após quatro anos. Sua gestão teve início em 2018, depois do falecimento do então presidente Roberto Farias. Nesse período, promoveu grandes avanços, com destaque para a conquista da independência na escolha do filme que representa o Brasil no Oscar. Em 2020, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais foi reconhecida oficialmente pela AMPAS, Academy of Motion Picture Arts and Sciences, como a única entidade credenciada para indicar o longa que representa o Brasil na categoria de melhor filme internacional. Antes, a seleção era feita pelo governo federal, através do extinto Ministério da Cultura.

Outra importante conquista na gestão de Jorge Peregrino foi o reconhecimento da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, que este ano designou à Academia Brasileira a responsabilidade de escolher o longa brasileiro que disputa uma vaga no Prêmio Goya na categoria melhor filme ibero-americano.

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais também conseguiu realizar ininterruptamente o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, apesar das dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19 nos últimos dois anos. Em 2022, a principal premiação do setor audiovisual voltará ao formato presencial, já sob gestão de Renata Almeida Magalhães, com cerimônia marcada para o dia 10 de agosto, na Cidade das Artes, Rio de Janeiro.

Renata Almeida Magalhães é uma das produtoras mais atuantes do setor audiovisual brasileiro. Graduada em Direito e especializada em legislação de incentivo fiscal para cultura, estreou no cinema aos 17 anos como diretora do curta-metragem Vitória, realizado em 1979. Em seguida foi assistente de direção no longa Menino do Rio (1981), de Antônio Calmon. Mas, depois de acompanhar as filmagens de Quilombo (1983), de Carlos Diegues, e de transformar a experiência em um documentário, passou a focar sua carreira na produção de longas e, posteriormente, comerciais e videoclipes musicais.

Produziu diversos filmes de Cacá Diegues, como Um Trem para as Estrelas, Dias Melhores Virão, Tieta do Agreste, O Melhor Amor do Mundo, Orfeu e O Grande Circo Místico. Produziu sozinha e colaborou no roteiro de Deus é Brasileiro, filme que levou mais de 1,6 milhão de espectadores ao cinema. Assinou a produção da série documental Favela Gay: Periferias LGBTQI+, de Rodrigo Felha, para o Canal Brasil, e do longa Aumenta que é Rock and Roll, de Tomás Portela, que está em finalização e será lançado em breve nos cinemas. Renata foi também coprodutora de Cinema Falado, de Caetano Veloso, e produtora executiva de Dedé Mamata, de Rodolfo Brandão.

Foto: Divulgação.

Nosso Sonho: terminam as filmagens da cinebiografia de Claudinho e Buchecha

por: Cinevitor
Em breve nas telonas: a trajetória da maior dupla de funk melody do país.

Depois de seis semanas de filmagens, Nosso Sonho, dirigido por Eduardo Albergaria e produzido por Leonardo Edde, acaba de ser rodado no Rio de Janeiro. A trajetória da maior dupla de funk melody do país, formada pelos amigos Claudinho e Buchecha, que conquistaram o Brasil com hits como Só Love e Fico Assim Sem Você, ganhará as telas de cinema.

Sob o ponto de vista de Buchecha, a trama revelará o nascimento dessa amizade, quando ainda eram crianças em uma comunidade de Niterói, e a força de superação dessa dupla diante dos dramas e tragédias. Tudo isso embalado pelo ritmo contagiante e a poesia da periferia que conquistou gerações e nem a morte trágica do Claudinho foi capaz de interromper.

Juan Paiva, de M8 – Quando a Morte Socorre a Vida, interpreta Buchecha, e Lucas Penteado, de Espero Tua (Re)volta, faz sua estreia em longa-metragem de ficção como Claudinho. Os dois já trabalharam juntos em Malhação: Viva a Diferença. Na fase da infância, os papéis principais ficaram a cargo de Vinicius Boca de 09 e Gustavo Coelho, como Claudinho e Buchecha respectivamente.

No elenco também se destacam Tatiana Tiburcio e Nando Cunha, que interpretam Dona Etelma e Souza, os pais do Buchecha; Lellê Landim e Clara Moneke são Rosana e Vanessa, as namoradas dos músicos; e participações especiais de Antonio Pitanga como Seu Américo, Isabela Garcia como Dona Judite, e FP do Trem Bala e Gabriel do Borel como a dupla Cidinho & Doca.

Ritmo contagiante e a poesia da periferia.

“Queremos colocar o cinema para dançar. São muitas cenas de baile funk e muita música. Por isso era tão importante ter dois atores que, além de atuar muito bem, também tivessem a música no coração. Juan e Lucas já eram amigos e estão ainda mais próximos agora nas filmagens. São a dupla perfeita para contar essa história de dois meninos de periferia que ganharam o coração do país com suas canções”, disse o diretor Eduardo Albergaria, de Happy Hour.

O cantor Buchecha e a agência Atabaque assinam a produção musical do longa. Além da trilha sonora, a Urca Filmes está desenvolvendo junto com esta agência uma série de lançamentos musicais associados ao filme, reunindo diferentes gerações de funkeiros.

Com roteiro de Eduardo Albergaria, Daniel Dias, Mauricio Lissovsky e Fernando Velasco, o longa é uma produção da Urca Filmes, em coprodução com a Riofilme, Telecine e Warner Bros Distributing. Com investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual e BBDTVM, a distribuição nos cinemas será realizada pela Manequim Filmes.

Fotos: Angélica Goudinho.

FIDMarseille 2022: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Mariah Teixeira em A Vida São Dois Dias, de Leonardo Mouramateus.

O FIDMarseille, Festival Internacional de Cinema de Marselha, é reconhecido como uma fonte de novos cinemas, com uma programação plural que apresenta, em destaque, documentários, mas também filmes de ficção.

Para esta 33ª edição, que acontecerá entre os dias 5 e 11 de julho, 2.734 filmes foram inscritos, sendo 42% dirigidos por mulheres. Ao total, 123 títulos, de 37 países, foram selecionados. As exibições acontecem em cinemas, teatros, bibliotecas, galerias de arte e anfiteatros ao ar livre em toda a cidade, localizada no sul da França.

Neste ano, o cinema brasileiro marca presença com algumas obras, entre elas, A Vida São Dois Dias, do cineasta cearense Leonardo Mouramateus, na Competição Internacional. Na trama, a pacata rotina de Rómulo, no Rio de Janeiro, muda da noite para o dia quando um acidente dá início a uma onda de eventos absurdos. Longe dali, Orlando, seu irmão gêmeo e negociante de obras raras, tenta comprar o livro de uma estudante brasileira com problemas financeiros. O elenco conta com Mauro Soares, Mariah Teixeira, Sara Hana, Nuno Lucas, Rita Azevedo Gomes, Helena Lessa e Jorge Polo.

O júri da Competição Internacional será presidido pela cineasta Mati Diop e contará também com: Ted Fendt, diretor americano; João Pedro Rodrigues, cineasta português; o crítico de cinema austríaco, Patrick Holzapfel; e Bani Khoshnoudi, diretora iraniana.

Na mostra First Film Competition, mais duas produções brasileiras ganham destaque. Em Vermelho Bruto, de Amanda Devulsky, quatro mulheres tornam-se mães durante a adolescência, na década após o início do período chamado redemocratização brasileira (1985-1995). É 2018 e, em Brasília, os seus arquivos domésticos misturam-se enquanto elas concebem novas imagens. O elenco conta com Jô Carvalho, Fabiana Matos, Eunice Oliveira e Alessa Machado.

Já em Maputo Nakuzandza, de Ariadine Zampaulo, uma coprodução entre Brasil e Moçambique, jovens saem de uma festa e nos quintais senhoras iniciam o dia. Um homem corre, uma mulher chega de viagem, um turista passeia, um trabalhador apanha o transporte público e a rádio Maputo Nakuzandza anuncia o desaparecimento de uma noiva. O elenco conta com Sabina Tembe, Fernando Macamo, Luis Napaho, Silvana Pombal, Eunice Mandlate, Malua Saveca, Paulo Zacarias, Salvado Mabjaia, Domingos Bié e Maria Clotilde Guirrugo.

Na mostra Other Gems, o Brasil aparece com o documentário Filme Particular, de Janaína Nagata. A partir de um rolo de filme comprado pela internet sem conhecimento sobre seu conteúdo, a realizadora inicia uma investigação, também on-line, que vai revelar segredos inesperados sobre as imagens presentes naquele material de arquivo familiar.

O filme de abertura desta edição será o romance francês Chronique d’une liaison passagère, de Emmanuel Mouret, com Sandrine Kiberlain e Vincent Macaigne no elenco. Além disso, o festival apresentará uma retrospectiva do cineasta catalão Albert Serra e exibirá seu novo filme, Tourment sur les îles; um programa especial dedicado ao ator e diretor francês Mathieu Amalric; e uma seleção com treze curtas-metragens, desenvolvida em colaboração com o crítico e cineasta inglês Neil Young, dirigidos por jovens realizadores ucranianos.

Foto: Divulgação.

Serial Kelly, de René Guerra, encerra edição especial do Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor
Gaby Amarantos em cena: heroína marginal.

Depois de dois anos em formato on-line, o Festival de Cinema de Vitória realizou uma edição especial entre os dias 21 e 25 de junho; um desdobramento da primeira parte do evento, que aconteceu virtualmente em novembro do ano passado. 

O 28º Festival de Cinema de Vitória: Reencontro apresentou uma seleção de 30 filmes, entre curtas e longas-metragens, premiados com o Troféu Vitória e que foram exibidos em 2021. O público conferiu produções em programas especiais preparados pela curadoria, três sessões especiais com filmes convidados, o lançamento da edição física dos cadernos das homenageadas Marcélia Cartaxo e Margarete Taqueti, além de oito oficinas com foco nas diversas etapas da produção audiovisual. 

Na noite de encerramento, foi exibido o longa inédito Serial Kelly, dirigido por René Guerra. O filme acompanha a trajetória de Kelly, interpretada por Gaby Amarantos, uma artista em busca de reconhecimento, com uma intuição criativa muito aguçada, mas que sofre pela ausência de oportunidades em sua carreira. Conforme ela cumpre sua agenda de shows pelo sertão, a cantora de forró eletrônico também vai deixando um rastro de sangue pelo caminho. Quando passa a ser investigada pelos assassinatos de três homens, sua turnê mambembe também se transforma numa estratégia de fuga. De estrela ascendente ela se torna uma heroína marginal.

Com roteiro de Marcelo Caetano e René Guerra, Serial Kelly foi todo rodado em Alagoas. O elenco conta também com Paula Cohen, Thomás Aquino, Pedro Wagner, Thardelly Lima, Igor de Araújo, Roberta Gretchen, entre outros. Produzido pela Bananeira Filmes, o filme será distribuído pela Vitrine Filmes.

René Guerra estreou no cinema com o curta-metragem Os Sapatos de Aristeu, em 2008; a produção foi um dos filmes nacionais mais premiados daquele ano, com 37 prêmios nacionais e internacionais. Dirigiu também os curtas O Olho e o Zarolho e Vaca Profana; e o longa Guigo Offline, grande vencedor do 25º Festival Mix Brasil, em 2017.

A equipe do filme no festival.

Para apresentar Serial Kelly em Vitória, o diretor marcou presença no evento ao lado da atriz Paula Cohen e da produtora Elaine Azevedo e Silva, representante da Bananeira Filmes. No palco do Teatro Glória, fez um discurso emocionante: “Toda equipe de cinema deveria estar em estado de vulnerabilidade para saber o que é a função de um ator. No Vaca Profana e em todos os meus curtas que passaram aqui, sempre coloquei os atores como representantes dos filmes. Roberta Gretchen, que não tinha pudor em dizer que era uma profissional do sexo, saiu deste festival dizendo que era atriz”.

E completou: “Nós vamos sobreviver. Um país sem cultura é um país sem nada. Eu vou ficar mais radical possível no sentido artístico e o que eles não querem ver, eu vou mostrar. Agradeço todas as mulheres da equipe, que são mulheres fortes e que, inclusive, sobreviveram ao machismo estrutural dentro do set. Sem Elaine [produtora], esse filme não estaria aqui. Sem a Paula [atriz], não estaria na luminosidade. Gaby, eu sei que você está aqui. Eu te amo, te honro. Você foi foda!”.

A produtora Elaine Azevedo e Silva também discursou: “Estamos muito felizes e honrados em participar do festival. É importante passar o filme pela primeira vez ao público em um festival que prestigia o acesso ao público, que ultrapassa o muro do cinema e que vai atrás do espectador de verdade”. A atriz Paula Cohen completou: “Quando eu li esse roteiro pela primeira vez, fui atravessada por um lugar muito profundo. Eu acho que esse filme vai entrar em um lugar de destruir velhos padrões. É um filme que vem com um pé na porta”.

Depois da exibição do filme, foi realizado um grande show, com entrada franca, que marcou o lançamento do festival musical Tenda Lab. No Parque da Prainha, em Vila Velha, se apresentaram: a cantora Letrux, os DJs Amigos da Onça e a Banda Malacaxeta, com participação da atriz e cantora Letícia Persiles.

*O CINEVITOR esteve em Vitória e você acompanha a cobertura por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Divulgação e Thaís Gobbo.