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Conheça os vencedores do 12º Festival de Cinema de Triunfo

por: Cinevitor

vencedorestriunfo2019Os vencedores de 2019 no palco.

A 12ª edição do Festival de Cinema de Triunfo, que aconteceu entre os dias 5 e 10 de agosto, no sertão do Pajeú, em Pernambuco, contou com mais de 30 filmes na programação, em mostras competitivas de longas e curtas, e também com diversas atividades paralelas como debates, seminários e oficinas. Neste ano, cerca de 350 produções foram inscritas.

O cineasta Kleber Mendonça Filho, que recentemente foi premiado no Festival de Cannes com Bacurau, filme que divide a direção com Juliano Dornelles, e a atriz pernambucana Lívia Falcão foram os homenageados desta edição.

Antes da premiação, foi exibido no Cine Theatro Guarany o curta-metragem Tão Bonita que Tão Medonha, realizado ao longo da semana pelos alunos da oficina Documentando, ministrada pelo cineasta Marlom Meirelles, que fala sobre a tradição feminista das “veinhas” de Triunfo.

O Troféu Caretas, que é concedido aos filmes escolhidos pelos júris oficial e popular, faz referência às tradicionais figuras dos caretas, que percorrem as ruas da cidade durante o carnaval, há mais de 90 anos, com seus chicotes, chocalhos, ricos figurinos e mensagens satíricas trazidas em tabuletas.

Conheça os vencedores do Festival de Cinema de Triunfo 2019:

JÚRI OFICIAL | LONGA-METRAGEM:

Melhor Filme: Madrigal para um Poeta Vivo, de Adriana Barbosa e Bruno Melo Castanho
Melhor Direção: Madrigal para um Poeta Vivo, por Adriana Barbosa e Bruno Melo Castanho
Melhor Atriz: Renata Guida, por O que Resta
Melhor Ator: Daniel Porpino, por Desvio
Melhor Roteiro: Madrigal para um Poeta Vivo, escrito por Adriana Barbosa, Bruno Melo Castanho e Gabriel Campos
Melhor Som: Eduardo Galeano Vagamundo, por Bernardo Uzeda
Melhor Trilha Sonora: Salustianos, por Tiago Leitão
Melhor Direção de Arte: Desvio, por Shiko
Melhor Produção: Desvio, por Drica Soares e Ana Dinniz
Melhor Montagem: Madrigal para um Poeta Vivo, por Adriana Barbosa e Bruno Melo Castanho
Melhor Fotografia: O que Resta, por Vinicius Brum
Troféu Fernando Spencer para Tico, pelo filme Madrigal para um Poeta Vivo

JÚRI OFICIAL | CURTA-METRAGEM:

Melhor curta-metragem nacional: Guaxuma, de Nara Normande
Melhor curta-metragem pernambucano: Mucunã, de Carol Correia
Melhor curta-metragem infantojuvenil: O Grande Amor de um Lobo, de Adrianderson Barbosa e Kennel Rógis
Melhor curta-metragem dos Sertões: OPARÁ – Morada dos nossos ancestrais, de Graciela Guarani
Melhor Direção: OPARÁ – Morada dos nossos ancestrais, por Graciela Guarani
Melhor Fotografia: Enraizada, por Bruno Cabus
Melhor Montagem: NEGRUM3, por Amanda Beça
Melhor Roteiro: Cinco Minutos por Dia, escrito por Bob Yang e Frederico Evaristo
Melhor Produção: Guaxuma, por Lívia de Melo
Melhor Direção de Arte: NEGRUM3, por Mayara Del Pino
Melhor Trilha Sonora: Deus te dê Boa Sorte, por Gean Ramos
Melhor Som: O Menino que Morava no Som, por Adam Matchulat
Melhor Ator: Juan Calado, por Nova Iorque
Melhor Atriz: Marcélia Cartaxo, por Nova Iorque

JÚRI POPULAR:

Melhor curta-metragem nacional: NEGRUM3, de Diego Paulino
Melhor curta-metragem infantojuvenil: Um Beijo para Sofia, de Calebe Jangrossi
Melhor curta-metragem pernambucano: Nova Iorque, de Leo Tabosa
Melhor curta-metragem dos Sertões: Desyrrê, por Direção Coletiva Documentando
Melhor longa-metragem: Salustianos, de Tiago Leitão

TROFÉU CINECLUBISTA:

Melhor filme para reflexão: OPARÁ – Morada dos nossos ancestrais, de Graciela Guarani
Menção Honrosa: Desyrrê, por Direção Coletiva Documentando e Deus Te Dê Boa Sorte, de Jacqueline Farias

MENÇÕES HONROSAS DA ABD/APECI:

Enraizada, de Tiago Delácio
Macunã, de Carol Correia
Deus Te Dê Boa Sorte, de Jacqueline Farias
OPARÁ – Morada dos nossos ancestrais, de Graciela Guarani
NEGRUM3, de Diego Paulinho
Mesmo com Tanta Agonia, de Alice Andrade Drummond
Rebento, de Vinicius Elizários
Quanto Craude no Meu Sovaco, de Duda Menezes e Fefa Lins
O Grande Amor de um Lobo, de Adrianderson Barbosa e Kennel Rógis
Quando a chuva vem, de Jefferson de Andrade
Guaxuma, de Nara Normande
Codinome Breno, de Manoel Batista
Quitéria, de Tiago A. Neves
Desyrrê, por Direção Coletiva Documentando
#TurismoSelvagem, por Direção Coletiva
Solitude, por Coletivo do Interior

Foto: Jan Ribeiro/Secult-PE.

6º Festival de Cinema de Caruaru: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

limaduartecaruaruLima Duarte no curta-metragem A Volta Para Casa, de Diego Freitas: selecionado.

A 6ª edição do Festival de Cinema de Caruaru, que acontecerá entre os dias 25 e 31 de agosto, acaba de anunciar a lista completa com os selecionados deste ano. Ao total, 549 filmes foram inscritos e a curadoria foi assinada por Paula Lucatelli, Priscila Urpia, Lucineide Sales e Edvaldo Santos.

O evento, que acontece na região do Agreste Pernambucano, no Teatro João Lyra Filho, realiza também ações educativas, como: mostras itinerantes nas escolas, debates e oficinas. A programação conta com oito mostras, sendo sete competitivas, com filmes de diversos estados brasileiros e também latino-americanos.

A oficina Documentando, ministrada pelo cineasta Marlom Meirelles, da Eixo Audiovisual, está com inscrições abertas no site. Os participantes terão a oportunidade de realizar um filme a partir do estudo e desenvolvimento de roteiro/argumento para documentário. Outro destaque é a oficina de Introdução à Crítica Cinematográfica, ministrada por Edvaldo Santos, curador e diretor do festival, que já anunciou a lista com os participantes selecionados. Vale lembrar que todas as atividades são gratuitas.

Conheça os filmes selecionados para o 6º Festival de Cinema de Caruaru:

MOSTRA BRASIL | LONGA-METRAGEM:

Abraço, de DF Fiuza (SE)
Pipoca Moderna, de Helder Lopes (PE)
Mateus, de Dea Ferraz (PE)
Rebento, de André Morais (PB)
Incursão, de Eduardo Moreira e Silvio Toledo (PB)
Meio Irmão, de Eliane Coster (SP)

MOSTRA BRASIL | CURTA-METRAGEM:

Enraizada, de Tiago Delácio (Recife, PE)
O Cinema, de Sander Hahn (Criciúma, SC)
Primeiro Ato, de Matheus Parizi (São Paulo, SP)
Deusa, de Mayara Millane e Joana Gatis (Recife, PE)
Práticas do Absurdo, de Alexander S. Buck (Vitória, ES)
O Grande Amor de Um Lobo, de Adrianderson Barbosa e Kennel Rogis (São Miguel do Gostoso, RN)
O Menino que Morava no Som, de Felipe Soares (Recife, PE)
Nuvem Negra, de Flávio Andrade (Petrolina, PE)
#Juri, de Samantha Col de Bella (Cuiabá, MT)
Doniara, de Kaco Olimpio (Goiânia, GO)
Dia de Mudança, de Boca Migotto (Porto Alegre, RS)
A Volta Para Casa, de Diego Freitas (São Paulo, SP)
Nada Além da Noite, de Rodrigo de Janeiro (Rio de Janeiro, RJ)
Até Provar que Não, de Lucas Portela (Salvador, BA)

MOSTRA AGRESTE | CURTA-METRAGEM:

Alvorada, de Carlos Kamara (Orobó, PE)
Besta-Fera, de Wagno Godez (Arapiraca, AL)
O Balido Interno, de Eder Deó (Caruaru, PE)
Mucunã, de Carol Correia (Recife, PE)
Carretéis, de Eudaldo Monção Jr (Itabaianinha, SE)
A Semente do Ler e Contar, de Edson Carvalho (Delmiro Gouveia, AL)
Mestras do Barro, de Evandro Lunardo (Caruaru, PE)
João do Pife de Caruaru, de Urbano Leafa (Caruaru, PE)
Um Dois Um: Crônicas de Homicídios, de Ana Calline (Campina Grande, PB)
Retorne Quando se Lembrar de Não Esquecer, de Vinicius Rios (Feira de Santana, BA)
A Solidão de Ana, de Renand Zovka (Caruaru, PE)

MOSTRA UNIVERSITÁRIA DE CURTA-METRAGEM:

As Mil e Uma Tardes no Hospital de Guarda-chuvas, de Maria Clara Mendes e Palloma Paulino (Caruaru, PE)
Dissonância, de Thiago Muniz (Caruaru, PE)
Galega da Cadisa, de Petryk Lucas e João Marcelo (Caruaru, PE)
Dança, de Virgínia Guimarães (Santa Cruz do Capibaribe, PE)
Devaneios, de Amanda Menezes (Caruaru, PE)
Remu, de Jonas dos Santos (Caruaru, PE)
Olhos Fechados, de Adeilton Antonio (Caruaru, PE)

MOSTRA ADOLESCINE DE CURTA-METRAGEM:

Cascudos, de Igor Barradas (Duque de Caxias, RJ)
Tarso, de Gerson Lopes e Bruno Kenzo (São Paulo, SP)
O Muro era Muito Alto, de Marcelo Marão (Rio de Janeiro, RJ)
Arani Tempo Furioso, de Roobertchay Rocha (Vitória, ES)
Lio, de Natan Ranieri (Campina Grande, PB)

MOSTRA INFANTIL DE CURTA-METRAGEM:

Sonhos da Isah, de João Ricardo (Gov. Celso Ramos , SC)
Vivi Lobo e o Quarto Mágico, de Isabelle Santos e Edu Camargo (Curitiba, PR)
Lily´s Hair, de Raphael Gustavo (Goiânia, GO)
Bicho do Mato, de Juliana Sanson (Curitiba, PR)

MOSTRA LATINO-AMERICANA DE CURTA-METRAGEM:

La Eternidad de Paula, de Dayana Gauthier (Venezuela)
3 Pies, de Giselle Geney (Colômbia)
Bano Publico, de Ruben Barrientos (Venezuela)
La Última Frontera, de Axel Nuñez (México)
La Culpa, de Jesus Alves (Argentina)
Al Caer El Sol, de Eliana Digiovani (Argentina)
Decir Adiós, de Alejandro Daza (Colômbia)

SESSÃO ESPECIAL CARUARU:

Seres, de Edvaldo Santos
Caru Beat – Batalha do Marco, de Maria Ferreira e Urbano Leafa
A Menina Banda, de Breno César
Sobre Viver, de Sergio Ferreira, Vinícius Miranda e Marlom Meirelles

Foto: Guilherme Raya.

Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, é selecionado para o 57º New York Film Festival

por: Cinevitor

bacuraunyffBárbara Colen em cena de Bacurau: filme brasileiro selecionado.

Conhecido como uma das principais portas de entrada para filmes de prestígio internacional no mercado norte-americano, o New York Film Festival acaba de anunciar os filmes selecionados para sua 57ª edição, que acontecerá entre os dias 27 de setembro e 13 de outubro.

Premiado no Festival de Cannes, Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, foi selecionado para a principal mostra do festival, a Main Slate. Será a première norte-americana do longa, que já tem distribuição comercial nos EUA e no Canadá. Além disso, duas coproduções brasileiras também estão na lista: O Traidor, de Marco Bellocchio, baseado na história real de Tommaso Buscetta, com com Pierfrancesco Favino e Maria Fernanda Cândido e produzido por Caio e Fabiano Gullane; e Wasp Network, de Olivier Assayas, produzido pela RT Features, de Rodrigo Teixeira, com Wagner Moura, Gael García Bernal e Penélope Cruz no elenco.

Neste ano, o filme de abertura será o aguardado O Irlandês, de Martin Scorsese, com Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci no elenco. Motherless Brooklyn, de Edward Norton, será o filme de encerramento. Esta edição, que exibirá longas de 17 países, tem o pôster assinado por Pedro Almodóvar, cujo filme Dor e Glória está na seleção.

Conheça os filmes selecionados para o NYFF 2019:

O Irlandês (The Irishman), de Martin Scorsese (filme de abertura) (EUA)
Marriage Story, de Noah Baumbach (Centerpiece) (EUA)
Motherless Brooklyn, de Edward Norton (filme de encerramento) (EUA)
Atlantics: A Ghost Love Story (Atlantique), de Mati Diop (França/Senegal/Bélgica)
Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (Brasil)
Beanpole (Dylda), de Kantemir Balagov (Rússia)
Fire Will Come (O que Arde), de Oliver Laxe (Espanha/França/Luxemburgo)
First Cow, de Kelly Reichardt (EUA)
A Girl Missing (Yokogao), de Koji Fukada (Japão)
I Was at Home, But… (Ich war zuhause, aber), de Angela Schanelec (Alemanha/Sérvia)
Liberté, de Albert Serra (França/Portugal/Espanha)
Martin Eden, de Pietro Marcello (Itália/França/Alemanha)
The Moneychanger (Así habló el cambista), de Federico Veiroj (Uruguai/Argentina/Alemanha)
Oh Mercy! (Roubaix, une lumière), de Arnaud Desplechin (França)
Dor e Glória, de Pedro Almodóvar (Espanha)
Parasite (Gisaengchung), de Bong Joon-ho (Coreia do Sul)
Retrato de uma Jovem em Chamas (Portrait de la jeune fille en feu), de Céline Sciamma (França)
Saturday Fiction, de Lou Ye (China)
Sibyl, de Justine Triet (França/Bélgica)
Synonymes, de Nadav Lapid (França/Israel/Alemanha)
To the Ends of the Earth (Tabi no Owari Sekai no Hajimari), de Kiyoshi Kurosawa (Japão/Uzbequistão/Qatar)
O Traidor (Il traditore), de Marco Bellocchio (Itália/França/Brasil/Alemanha)
Varda por Agnès, de Agnès Varda (França)
Vitalina Varela, de Pedro Costa (Portugal)
Wasp Network, de Olivier Assayas (França/Espanha/Bélgica/Brasil)
The Whistlers (La Gomera), de Corneliu Porumboiu (Romênia/França/Alemanha/Suécia)
The Wild Goose Lake (Nan Fang Che Zhan De Ju Hui), de Diao Yinan (China/França)
Young Ahmed (Le jeune Ahmed), de Jean-Pierre e Luc Dardenne (Bélgica/França)
Zombi Child, de Bertrand Bonello (França)

Foto: Victor Jucá.

Confira o trailer de A Família Addams; animação chega aos cinemas em outubro

por: Cinevitor

familiaaddamstrailerA família terá que enfrentar a ira da vizinhança.

A Universal Pictures acaba de divulgar o trailer inédito de A Família Addams, no original The Addams Family, em que Vandinha passa por um período de rebeldia na adolescência. Na prévia, ela desafia sua mãe, Mortícia, usando uma fivela em formato de unicórnio, algo que jamais seria aceitável em uma família tão excêntrica.

A bem sucedida Família Addams nasceu nos quadrinhos desenhados por Charles Addams, na década de 1930. Os personagens, que já foram vistos em séries de TV, filmes e até no teatro, chegam aos cinemas na animação dirigida por Conrad Vernon, de Shrek 2 e Greg Tiernan, de Festa da Salsicha.

O elenco original de dubladores da animação conta com Charlize Theron, Oscar Isaac, Chloë Grace Moretz, Finn Wolfhard, Mikey Madison, Pom Klementieff, Catherine O’Hara, Aimee Garcia, Allison Janney, Nick Kroll, Martin Short, Maggie Wheeler, Bette Midler, Jenifer Lewis, Elsie Fisher, Snoop Dogg, Chelsea Frei, Tituss Burgess, entre outros.

Confira o trailer dublado de A Família Addams, que tem estreia marcada para o dia 31 de outubro:

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

Confira o trailer de Orlamundo, documentário de Orlando Morais, que será exibido no Festival de Gramado

por: Cinevitor

orlamundogramadoEncontros musicais com artistas internacionais e brasileiros.

Depois de ganhar o prêmio de melhor documentário no Los Angeles Independent Film Festival Awards, LAIFAA, o longa-metragem Orlamundo, com argumento de Orlando Morais, será exibido pela primeira vez no Brasil em sessão hors-concours no 47º Festival de Cinema de Gramado.

Idealizado e produzido pelo cantor e compositor Orlando Morais, o filme é conduzido por reflexões sobre a sua trajetória, que vai sendo retratada através de misturas musicais com artistas internacionais e brasileiros. Com produção da Audaz Filmes e direção de Alexandre Bouchet, o filme é uma experiência sensorial, com trilha sonora orquestrada pelo produtor musical francês Jean Lamoot, com quem Orlando Morais recebeu o prestigioso prêmio francês Victoire de la Musique pelo grupo Rivière Noire, em 2015.

Como cenário principal, as dunas e paisagens do exuberante Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Nordeste, que recebeu a maior parte dos convidados como o chinês Guo Gan, um mestre do milenar instrumento Erhu; o multinstrumentista nigeriano Kuku; o malinês Kasse Mady Diabaté, o grande Griôt do Mali, falecido após as filmagens; a cantora vietnamita Huong Thanh; além da dupla de violeiros goianos Marcus Biancardini e Jairo Reis.

Orlando também viaja até alguns lugares para encontros com a Velha Guarda de sua escola de samba de coração, Portela, que através de Dona Áurea Martins, Mestre Monarco e Serginho Procópio representa um pouco da história musical do Rio, cidade que ele escolheu para viver há mais de 40 anos. É no Rio também que ele divide a cena com Caetano Veloso, sua maior influência artística/musical. O filme conta ainda com uma emocionante participação da cantora e compositora Antonia Morais, interpretando os versos da canção Sertão.

Para Orlando, o filme celebra esses encontros, sua arte e suas culturas, tendo a música como condução: “É muito bacana poder cantar com pessoas que vêm de tão longe, que moram em lugares tão diferentes, que têm hábitos diferentes do meu e que pensam coisas tão diferentes de mim. E conseguir, na doçura, na simplicidade, na humildade e na verdade, criar um som, um jeito de fazer isso traduzir um pouco o que é a felicidade”. Orlamundo é uma celebração à natureza, à diversidade cultural e, acima de tudo, à vida. “Esse filme é um pouco como se todos os pássaros no céu conseguissem olhar para nós e emitir uma só e mesma nota”, descreve Orlando Morais. “Uma carta ao mundo do poder da convivência”.

Orlamundo será exibido no dia 20/08, às 15h30, no Palácio dos Festivais, fora de competição da 47ª edição do Festival de Gramado.

Assista ao trailer:

Foto: Reprodução/YouTube.

Com Wagner Moura, Wasp Network, de Olivier Assayas, será o filme de abertura da 43ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

waspnetworkabremostraspO brasileiro Wagner Moura está no elenco do filme dirigido pelo francês Olivier Assayas.

O novo filme de Olivier Assayas, Wasp Network, abrirá a 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontecerá entre os dias 17 e 30 de outubro. O longa, que é inspirado na obra Os Últimos Soldados da Guerra Fria, de Fernando Morais, foi produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, e está na disputa pelo Leão de Ouro, prêmio máximo do Festival de Veneza.

Gael García Bernal e Wagner Moura, que estão no elenco ao lado de Penélope Cruz, confirmaram presença na abertura da Mostra. Além da nova obra, outros títulos de Assayas serão exibidos no evento e devem ser anunciados em breve.

Rodado em Cuba e nas Ilhas Canárias, Wasp Network é a história real de espiões cubanos em solo americano, que revela os tentáculos de uma rede terrorista na Flórida com ramificações na América Central e com o consentimento do governo dos EUA. Nos anos 1990, quando grupos contrários a Fidel Castro realizaram ataques terroristas em Cuba, o governo cubano revidou enviando agentes que se infiltraram nessas organizações. O elenco conta também com Ana de Armas, Edgar Ramírez, Harlys Becerra, Ruairi Rhodes, Gisela Chipe, Julian Flynn, entre outros.

Foto: Divulgação/Sinny Assessoria.

Dafne, com Carolina Raspanti e Antonio Piovanelli, ganha trailer

por: Cinevitor

dafnetrailer1Carolina Raspanti e Antonio Piovanelli em cena.

Após a morte de sua mãe, uma jovem portadora de Síndrome de Down busca se aproximar do pai ao mesmo tempo em que enfrenta as dificuldades da vida com alegria e esperança em Dafne. Dirigido por Federico Bondi, o drama acaba de divulgar seu trailer oficial.

Vencedor do Prêmio da Crítica da mostra Panorama na última edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, é estrelado por Carolina Raspanti. Essa é a primeira atuação de Carolina, que já teve dois livros publicados: This Is My Life e Carolina’s World.

Na história, Dafne é uma jovem e determinada mulher com Síndrome de Down que, após a morte inesperada de sua mãe, precisa aprender a se conciliar com seu pai, interpretado por Antonio Piovanelli. Além de ter que lidar com o próprio luto, Dafne assume um papel essencial na vida do pai quando este entra em depressão depois de perder a esposa. A relação dos dois muda completamente quando resolvem fazer uma trilha nas montanhas.

Antes de estrear, com distribuição da Pagu Pictures, o filme poderá ser visto no 8 ½ Festa do Cinema Italiano, que acontecerá em 16 cidades do Brasil entre os dias 8 e 21 de agosto.

Confira o trailer de Dafne, que chega aos cinemas no dia 22 de agosto:

Foto: Silvia Bavetta.

Começam as filmagens de DPA 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo, que chega aos cinemas em junho de 2020

por: Cinevitor

dpa3filmagensDepois de levar mais de 2,5 milhões de espectadores aos cinemas, os detetives estão de volta!

Principal produção nacional e marca líder do canal Gloob, D.P.A. – Detetives do Prédio Azul, faz tanto sucesso na TV que não poderia ser diferente no cinema. O primeiro filme sobre o trio mirim de detetives levou mais de 1,2 milhão de espectadores aos cinemas, em 2017. O segundo longa repetiu a dose em 2018, com um público que ultrapassou 1,3 milhão de pessoas. Agora, a trupe parte para mais uma aventura no terceiro filme da franquia: DPA 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo, que começou a ser rodado no dia 1º de agosto, no Rio, com direção de Mauro Lima.

Além de suas tradicionais capas e acessórios, dessa vez os imbatíveis, invencíveis e incomparáveis Detetives do Prédio Azul vão precisar de luvas, casacos e botas. Unidos à feiticeira Berenice, papel de Nicole Orsini, que já é membro honorário do grupo, eles vão, literalmente, para o Fim do Mundo, como é conhecida a região de Ushuaia, na Patagônia Argentina, que será uma das locações do novo filme.

Com produção da Paris Entretenimento, coprodução do Gloob e da Globo Filmes, DPA 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo terá participações especiais de Lázaro Ramos, Alinne Moraes, Alexandra Richter, Klara Castanho e Rafael Cardoso. No Rio, algumas das locações serão: a Base Aérea de Santa Cruz, o MUSAL – Museu da Aeronáutica, Fábrica Bhering, a Casa França Brasil, além da Pedreira Tamoio, em Vargem Pequena.

“Chegamos ao terceiro filme de D.P.A. com uma aventura congelante no fim do mundo. Depois de 12 temporadas já exibidas e dois longas nos cinemas, mantemos o desafio de nos superarmos a cada lançamento, entregando histórias capazes de engajar, emocionar e nas quais as crianças podem se reconhecer. D.P.A. também traz valores importantes para o nosso público, como a força do trabalho em equipe e tudo o que somos capazes de realizar quando nos unimos em prol de um objetivo”, comentou Paula Taborda dos Guaranys, diretora de conteúdo e programação da unidade infantil da Globosat.

“D.P.A. confirma a importância de investirmos em propriedades intelectuais brasileiras e personagens fortes, e também de termos no cinema boas histórias para toda a família”, diz Márcio Fraccarolli, CEO da Paris Filmes.

Em DPA 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo, Pippo (Pedro Henriques Motta), Bento (Anderson Lima) e Sol (Leticia Braga) se veem em apuros quando Severino, interpretado por Ronaldo Reis, encontra um objeto em meio aos escombros de um avião. O que parecia uma inofensiva relíquia era, na verdade, uma das faces do Medalhão de Uzur, responsável por controlar e manipular toda a magia existente no mundo. Assim que coloca o artefato no pescoço, o porteiro tão querido começa a se transformar em uma figura maligna.

Quando as coisas pareciam não poder ficar piores, as bruxas Duvíbora, papel de Alexandra Richter, e sua filha Dunhoca, vivida por Klara Castanho, estão dispostas a fazer qualquer coisa para colocar as mãos na relíquia. Com as vilãs em sua cola, eles precisam correr contra o tempo para encontrar a metade do bem do medalhão. Sem ajuda de Leocádia (Claudia Netto), Theobaldo (Charles Myara) e Vó Berta (Suely Franco), que tiveram seus poderes neutralizados por Severino, os detetives e Berê, conduzidos pelo Comandante Téo, interpretado por Rafael Cardoso, partem em uma viagem até o Fim do Mundo, um lugar congelante e repleto de magia. Por lá, são ajudados pelos Inspetores de La Casa Naranja, os detetives argentinos Pablo, Alejandra e Juanita, e pelo mago Elergun, papel de Lázaro Ramos, dono de uma fábrica de doce de leite que, na verdade, abriga mais segredos do que doçuras.

Com distribuição da Paris Filmes e Downtown Filmes, o filme tem estreia prevista para junho de 2020.

Foto: Desirée do Valle.

Começam as filmagens de Ricos de Amor, com Giovanna Lancellotti, Fernanda Paes Leme e Danilo Mesquita

por: Cinevitor

ricosdeamorfilmagensComédia romântica brasileira da Netflix.

A Netflix anunciou o início das gravações de Ricos de Amor, filme original estrelado por Giovanna Lancellotti, Danilo Mesquita, Fernanda Paes Leme, Lellê, Ernani Moraes, entre outros.

O longa conta a história do jovem Teto,  filho do poderoso Teodoro, conhecido como O Rei do Tomate. O futuro herdeiro da bem-sucedida fábrica de tomates vê sua vida virar de ponta-cabeça quando conhece Paula, uma moça pé no chão que estuda para ser médica e sonha com a sua independência. Na esperança de ganhar seu coração, Teto mente sobre suas raízes e diz ter uma origem humilde. E essa é a primeira de muitas mentiras que vão colocá-lo em sérios apuros.

Ricos de Amor é uma comédia romântica escrita por Sylvio Gonçalves, de S.O.S. Mulheres ao Mar e Eu Fico Loko, e Bruno Garotti, de Cinderela Pop e Tudo por um Pop Star, que também assina a direção; a produção é de Julio Uchôa, da produtora carioca Ananã. O elenco conta também com Jaffar Bambirra, Jennifer Dias e Bruna Griphao.

Foto: Mariana Vianna/Netflix.

Espero Tua (Re)volta, de Eliza Capai, é o grande vencedor do 23º Cine PE

por: Cinevitor

elizacapaivencecinepeA cineasta Eliza Capai no palco: quatro prêmios.

Os vencedores da 23ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual foram anunciados neste domingo, 04/08, no Cinema São Luiz, no Recife. O documentário Espero Tua (Re)volta, dirigido por Eliza Capai, que reflete a partir do olhar de três jovens ex-secundaristas a recente história brasileira por meio das lutas estudantis, foi o grande vencedor deste ano com quatro prêmios, entre eles, o de melhor filme.

O documentário Cor de Pele, de Lívia Perini, ganhou o prêmio de melhor curta nacional, enquanto que na Mostra Competitiva de Curtas Pernambucanos o vencedor foi o filme de ficção fantástica Coleção, que ainda levou o Calunga de Prata de melhor direção, roteiro, ator e atriz.

O Júri Oficial do Cine PE foi formado pela produtora cinematográfica e cultural Mônica Silveira; a produtora, diretora de fotografia e cineasta Maria Pessôa; o diretor de animação Alisson Ricardo; o roteirista Nelson Caldas Filho; o ator, diretor, produtor cultural e professor Sérgio Fidalgo; Silvia Levy, sócia da nova produtora Alef Films; a jornalista e cineasta Vânia Lima; e o professor-associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rafael dos Santos.

Neste ano, o jurados dos longas-metragens resolveram resgatar a categoria Prêmio Especial do Júri para reverenciar o documentário Vidas Descartáveis, de Alexandre Valenti e Alberto Graça. O prêmio foi concedido “pela relevância e urgência do tema abordado, pelo olhar sensível e a contribuição ao combate do trabalho escravo moderno no Brasil”. Por apresentarem um trabalho artístico relevante para o filmo, o júri também concedeu menção honrosa para as atrizes Izabel Santos e Rita Maia, do longa Abraço.

O Prêmio da Crítica foi composto por Amanda Aouad, crítica de cinema e editora do site CinePipocaCult; Roberto Cunha, apresentador do Drops de Cinema nas rádios Cidade e Stereozero; e Robledo Milani, do Papo de Cinema e sócio-fundador da Abraccine. O júri do Prêmio Canal Brasil de Curtas foi formado por Ismaelino Pinto, do jornal O Liberal; Clarissa Kuschnir,  da Revista Preview; Barbara Demerov, do AdoroCinema; Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR; e Robledo Milani, do Papo de Cinema.

Além disso, neste ano a Escola de Roteirista Empreendedor (RWR) e o CTAV-SAV premiará um argumento no formato de curta-metragem com uma bolsa no valor de 50% no curso de Roteirista Empreendedor da Escola Recife Writers Room (RWR). O projeto selecionado foi #Relacionamentos, de Felipe Augusto Hidalgo Barros.

Conheça os vencedores do Cine PE 2019:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: Espero Tua (Re)volta, de Eliza Capai
Prêmio Especial do Júri: Vidas Descartáveis, de Alexandre Valenti e Alberto Graça
Melhor Direção: Teoria do Ímpeto, por Marcelo R. Faria e Rafael Moura
Melhor Ator: Adriano Barroso, por Teoria do Ímpeto
Melhor Atriz: Giuliana Maria, por Abraço
Melhor Ator Coadjuvante: Pablo Magalhães, por Teoria do Ímpeto
Melhor Atriz Coadjuvante: Débora Duarte, por Um e Oitenta e Seis Avos
Melhor Roteiro: Espero Tua (Re)volta, escrito por Eliza Capai
Melhor Fotografia: Teoria do Ímpeto, por André Carvalheira Xará
Melhor Direção de Arte: Um e Oitenta e Seis Avos, por Patrícia Nunes
Melhor Trilha Sonora: Abraço, por André Abujamra e Eron Guarnieri
Melhor Edição de Som: O Corpo é Nosso!, por Simone Petrillo e Cristiano Scherer
Melhor Montagem: Espero Tua (Re)volta, por Eliza Capai e Yuri Amaral
Menção Honrosa: para as atrizes Izabel Santos e Rita Maia, de Abraço

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS

Melhor Filme: Cor de Pele, de Lívia Perini
Melhor Direção: Casa Cheia, por Carlos Nigro
Melhor Ator: Felipe Kannenberg, por A Pedra
Melhor Atriz: Petra Sunjo, por A Margem do Universo
Melhor Roteiro: A Margem do Universo, escrito por Faustón da Silva
Melhor Fotografia: A Margem do Universo, por Gustavo Serrate
Melhor Direção de Arte: Casa Cheia, por Helga Queiroz
Melhor Trilha Sonora: Vivi Lobo e O Quarto Mágico, por Bruno Vieira Brixel
Melhor Edição de Som: Procuram-se Mulheres, por Jack Moraes
Melhor Montagem: Cor de Pele, por Yan Motta

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

Melhor Filme: Coleção, de André Pinto e Henrique Spencer
Melhor Direção: Coleção, por André Pinto e Henrique Spencer
Melhor Ator: Jorge de Paula, por Coleção
Melhor Atriz: Hermínia Mendes, por Coleção
Melhor Roteiro: Coleção, escrito por André Pinto
Melhor Fotografia: Quando a Chuva Vem?, por André de Pina
Melhor Direção de Arte: Quando a Chuva Vem?, por Jefferson Batista
Melhor Trilha Sonora: S/N (Sem Número), por Miguel Guerra
Melhor Edição de Som: Quando a Chuva Vem?, por Alisson Santos
Melhor Montagem: Quando a Chuva Vem?, por Paulo Leonardo

JÚRI POPULAR

Melhor longa-metragem: Abraço, de DF Fiuza
Melhor curta-metragem nacional: Tommy Brilho, de Sávio Fernandes
Melhor curta-metragem pernambucano: Mulheres de Fogo, de Vinícius Meireles

PRÊMIO DA CRÍTICA | ABRACCINE

Melhor longa-metragem: Espero Tua (Re)volta, de Eliza Capai
Melhor curta-metragem nacional: A Pedra, de Iuli Gerbase

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes

*O CINEVITOR está em Recife a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook, Instagram e YouTube.

Foto: Felipe Souto Maior.

Entrevista: Renato Góes fala sobre O Corpo é Nosso!, filme exibido no 23º Cine PE

por: Cinevitor

corpoenossocinepeApresentação: equipe do filme no Cinema São Luiz.

Exibido no sábado, 03/08, logo depois da entrega do Calunga de Ouro para a atriz Drica Moraes, O Corpo é Nosso!, de Theresa Jessouroun, abriu a Mostra Competitiva de Longas-Metragens do 23º Cine PE – Festival do Audiovisual daquele dia.

O filme, que mistura documentário e ficção, fala sobre a trajetória da liberação do corpo da mulher brasileira e expõe as diferenças destes fatos para as mulheres brancas e negras. O longa apresenta entrevistas, imagens de arquivo que ilustram alguns dos fatores que contribuíram para esta liberação no Brasil, como a música, a dança, a moda e a pílula anticoncepcional, e propõe uma discussão sobre o feminismo através da desconstrução do masculino. Além disso, incorpora cenas ficcionais onde os homens não se dão conta de seus comportamentos machistas e racistas e plenos de preconceitos de classe, enraizados e aceitos pela sociedade. O elenco conta com Renato Góes, Roberta Rodrigues, Oscar Magrini e Heitor Martinez.

No palco do Cinema São Luiz, a diretora Theresa Jessouroun contou com a presença de alguns integrantes da equipe: o protagonista Renato Góes, ator pernambucano; a consultora Luciana Boiteux; e Pedro Pio, que fez parte da pesquisa de arquivo. Entre aplausos da plateia, aproveitou para falar sobre a atual situação do país em relação à cultura: “Queria deixar marcado nosso repúdio às medidas demolidoras do cinema nacional que o presidente Jair Bolsonaro está fazendo e tentando impor. Primeiro, ele quis acabar com a Ancine [Agência Nacional do Cinema], mas já desistiu. Agora, quer fazer uma filtragem nos temas dos filmes. Isto é censura e não podemos aceitar. E quer fazer uma reavaliação do Fundo Setorial do Audiovisual [FSA], que foi uma conquista da classe cinematográfica. Isso não pode terminar, pois foi uma conquista do cinema brasileiro”.

diretorarenatogoescinepeA diretora Theresa Jessouroun e o ator Renato Góes antes da exibição.

Em entrevista exclusiva ao CINEVITOR, o ator Renato Góes falou sobre aprendizados durante e depois das filmagens: “É um filme que mudou muito a minha forma de pensar. Espero que ele tenha o maior alcance possível porque é realmente necessário. Pessoalmente, foi um crescimento muito grande porque a minha estrutura patriarcal e machista só me dava um caminho de interpretação para tudo. Não se pode afastar o homem dessa batalha e, sim, trazê-lo para a conscientização. O homem precisa sentir dificuldade em se colocar, em se expor, em fazer suas piadas, em tudo que é normal e cotidiano para que sinta o quanto o contrário sempre foi dessa forma. Não pode ter um mimimi de que está difícil ser homem e hétero porque é justamente ao contrário. As mulher estão morrendo, estão apanhando, não possuem os mesmos direitos profissionais. A conscientização do homem é o grande ganho”.

Para falar mais sobre O Corpo é Nosso!, confira a entrevista completa com o ator Renato Góes, realizada depois da coletiva de imprensa, e os melhores momentos dos discursos de apresentação do filme no Cinema São Luiz.

Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em Recife a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook, Instagram e YouTube.

Foto: Felipe Souto Maior.

Drica Moraes é homenageada no 23º Cine PE com o troféu Calunga de Ouro

por: Cinevitor

dricacinepesaoluizA grande homenageada do Cine PE 2019.

A atriz carioca Drica Moraes foi a grande estrela da noite deste sábado, 03/08, da 23ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual. Homenageada com o troféu Calunga de Ouro, honraria máxima do evento, dedicou o prêmio ao filho Mateus, à sua família e aos seus diretores.

Ovacionada pelo público do Cinema São Luiz, Drica subiu ao palco e fez um discurso emocionante: “É uma celebração da minha carreira. É um reconhecimento da minha trajetória”, disse. E completou: “Dedico esse prêmio ao meu filho Mateus e também para minha mãe e para todas as pessoas que cuidam dele quando estou filmando”.

Drica também elogiou o cinema do estado de Pernambuco: “Eu tenho uma paixão pelo cinema, pelos cineastas e pelos artistas pernambucanos. Tenho um respeito enorme”. Além disso, aproveitou para refletir sobre a atual situação do Brasil: “Estamos vivendo tempos horrorosos, onde o governo tenta destruir e descredibilizar qualquer atividade ligada à arte e cultura, de um modo geral”. E encerrou, sendo ovacionada: “Mas, nós vamos continuar. Apesar de você, vamos continuar. Haverá festa com o que restar”.

Filha de um arquiteto e uma dona de restaurante, única atriz numa família de sete irmãos, Adriana Moraes Rego Reis apareceu pela primeira vez na televisão em 1986, no episódio O Sequestro de Lauro Costa, da série Teletema, da Rede Globo. Porém, antes disso iniciou sua história como atriz ainda muito jovem, nas aulas de teatro do Colégio Andrews e nos cursos do Tablado, com Maria Clara Machado, ambos no Rio de Janeiro. Nos palcos, despontou com Os Doze Trabalhos de Hércules, em 1983.

dricamoraesmateuscinepeDrica Moraes e o filho Mateus durante a coletiva de imprensa.

Nos anos 1990, Drica ganhou os prêmios Mambembe e Coca-Cola de melhor atriz pelos espetáculos Pianíssimo, de Karen Accioly e Tim Rescala, e O Segredo do Coachim. Foi dirigida por grandes nomes do teatro brasileiro, como Aderbal Freire Filho, no monólogo A Ordem do Mundo. Nos últimos anos, a carioca esteve em peças como À Primeira Vista, sob direção de Enrique Diaz, e na montagem Lifting, uma comédia cirúrgica, com direção de Cesar Augusto.

Nos cinemas, deu vida a papéis como a cafetina Larissa no filme Bruna Surfistinha, de 2011, e Alzira Vargas, filha do presidente Getúlio Vargas e chefe do Gabinete Civil da Presidência da República durante o governo do seu pai, no longa Getúlio, de 2014. Também atuou em Bossa Nova, de Bruno Barreto; Amores Possíveis, de Sandra Werneck; O Bem Amado, de Guel Arraes; O Banquete, de Daniela Thomas; e Rasga Coração, de Jorge Furtado.

Na TV, marcou a memória do telespectador ao encarnar vilãs como Violante Cabral, na novela Xica da Silva, da TV Manchete, que lhe rendeu os prêmios Sharp e APCA de melhor atriz, em 1997, e a terrível Marcela de Almeida Leal em O Cravo e a Rosa; além da inesquecível Cora, da telenovela global Império, na qual venceu o prêmio Melhores do Ano do Domingão do Faustão, o prêmio de Atriz do Ano do F5 na categoria novela e o Prêmio Quem de melhor atriz coadjuvante. Também ganhou destaque nas séries Verdades Secretas, Justiça e Doce de Mãe. Atualmente, Drica interpreta a infectologista Vera, do seriado Sob Pressão, da Rede Globo.

Para falar mais sobre a homenagem, conversamos com a atriz em uma entrevista exclusiva e registramos os melhores momentos da entrega do troféu e da coletiva de imprensa, na qual Drica falou sobre o papel da mulher na sociedade e na dramaturgia, a atual situação do cinema brasileiro, refletiu sobre a doença que teve e comentou alguns trabalhos marcantes.

Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em Recife a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook, Instagram e YouTube.

Foto: Felipe Souto Maior.