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8°Olhar de Cinema: obras restauradas de cineastas renomados serão exibidas na Mostra Olhares Clássicos

por: Cinevitor

cantandonachuvaolhardecinemaGene Kelly na cena clássica de Cantando na Chuva.

A mostra Olhares Clássicos, que traz a história do cinema como ponto principal, é um dos destaques do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. Como já é tradição, a seleção faz um panorama histórico, reencontrando ou conhecendo pela primeira vez a obra de alguns dos nomes mais relevantes do cinema. São filmes consagrados que já não são exibidos nos cinemas da capital paranaense há muito tempo e títulos inéditos no Brasil, em obras restauradas menos conhecidas do grande público, mas fundamentais para o cinema.

“Diferentes elementos contribuem para que um filme seja considerado um clássico”, diz Aaron Cutler, um dos programadores para longas-metragens do Olhar de Cinema. “Dois dos mais importantes são atualidade e urgência. Os filmes da seleção de Clássicos deste ano falam diretamente do seu período para o nosso, por meio de uma relevância envolvente. São grandes obras que podem ser assistidas várias vezes, adquirindo assim novos significados e encantos. Estamos muito orgulhosos de fornecer tais filmes para o público do festival em cópias cuidadosamente restauradas e oferecer às pessoas a oportunidade de os descobrir ou redescobrir”.

Os cinco primeiros filmes anunciados da Olhares Clássicos vão permitir ao público conhecer e rememorar o trabalho de alguns dos principais nomes do cinema mundial falecidos recentemente. Como o coreógrafo e cineasta Stanley Donen, com seu Cantando na Chuva, de 1952, e codirigido por Gene Kelly. O filme é um dos musicais mais celebrados da Era de Ouro do cinema americano e tem como tema uma das grande mudanças nesta indústria com a chegada do som sincronizado. Além disso, foi indicado em duas categorias no Oscar: melhor atriz coadjuvante para Jean Hagen e melhor trilha sonora.

Um dos maiores nomes do cinema brasileiro também faz parte da seleção: Nelson Pereira dos Santos, com Memórias do Cárcere, de 1984, adaptação do clássico de Graciliano Ramos que atravessa gerações e ainda serve como um libelo pela liberdade artística e a resistência política em tempos de totalitarismo. Menos reconhecidos pelo grande público, mas ainda fundamentais, estão dois cineastas que criaram seu próprios espaços de linguagem e marcaram o cinema, inspirando vários outros realizadores até os dias de hoje: o lituano Jonas Mekas e o inglês Nicolas Roeg.

memoriascarcereolharcinemaProtagonista: Carlos Vereza em Memórias do Cárcere.

Outra preocupação do Olhar de Cinema é fazer com que nomes apagados da história do cinema encontrem o reconhecimento merecido. Como se sabe, o caso dos apagamentos de mulheres realizadoras é ainda mais evidente e, pensando nisso, a curadoria selecionou um programa com três filmes da cineasta francesa Germaine Dulac, que morreu em 1942. Ao atravessar do cinema mudo ao sonoro, de maneira pioneira, a diretora foi uma figura chave para a vanguarda francesa da década de 1920 e também uma das primeiras cineastas a assumir um posicionamento feminista tanto na vida quanto nos filmes.

“Sua investigação estética tinha como foco aquilo que era específico ao meio cinematográfico, como os jogos de luz e sombra e a relação entre movimentos, resultando em filmes por vezes chamados de impressionistas, surrealistas ou, como ela defendia, integrais”, afirma a curadora Carla Italiano. “Se por décadas a importância fundamental de Dulac foi omitida da historiografia dominante mundial, hoje ela pode ser considerada uma das artistas incontornáveis para qualquer olhar retrospectivo dedicado às primeiras décadas do cinema”, complementa.

Conheça os primeiros filmes anunciados para a Mostra Olhares Clássicos do 8º Olhar de Cinema:

A Longa Caminhada (Walkabout), de Nicolas Roeg (1971)
Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain), de Stanley Donen e Gene Kelly (1952)
Memórias do Cárcere, de Nelson Pereira dos Santos (1984)
Reminiscências de uma Viagem à Lituânia (Reminiscences of a Journey to Lithuania), de Jonas Mekas (1972)
Celles qui s’en font, de Germaine Dulac (1928)
La cigarette, de Germaine Dulac (1919)
Danses espagnoles, de Germaine Dulac (1928)

Fotos: Divulgação.

29º Cine Ceará: inscrições abertas para longas ibero-americanos e curtas brasileiros

por: Cinevitor

ceara2019inscricoesOs vencedores do ano passado no palco.

Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema abriu nesta segunda-feira, 15/04, as inscrições para as mostras competitivas ibero-americana de longa-metragem e brasileira de curta-metragem da 29ª edição, que acontecerá no mês de setembro em Fortaleza. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 31 de maio, exclusivamente pelo site do festival (clique aqui) através do preenchimento e envio eletrônico da ficha de inscrição.

Os curtas cearenses inscritos que não forem selecionados para a Competitiva Brasileira serão submetidos à comissão de seleção da Mostra Olhar do Ceará. Uma novidade é que a partir deste ano o festival reservará para mulheres diretoras, no mínimo, 30% do total de produções concorrentes nas três mostras juntas.

A mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem é destinada a filmes de produtores ou diretores de países da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha nos gêneros de animação, ficção, documentário ou experimental, concluídos a partir de 2018 com duração mínima de 60 minutos.

Podem participar da seleção para a mostra Competitiva Brasileira de curta-metragem produtores e/ou diretores brasileiros ou radicados no país há mais de três anos, com filmes nos gêneros ficção, documentário, animação ou experimental de até 25 minutos, concluídos a partir de janeiro de 2018, que não tenham participado do processo seletivo de outras edições do festival. Para ambas as mostras, a prioridade na seleção será para obras inéditas e os filmes devem ter a classificação indicativa conforme estabelecido pelo Ministério da Justiça.

Os selecionados na Competitiva de longa-metragem concorrerão ao Troféu Mucuripe, que será concedido ao vencedor indicado pelo Júri Oficial nas categorias de: melhor longa-metragem, direção, fotografia, montagem, roteiro, som, trilha sonora original, direção de arte, ator e atriz. Na Competitiva de curtas os selecionados vão disputar o Troféu Mucuripe nas categorias de melhor curta-metragem, direção, roteiro e Produção Cearense. Também recebem o troféu o melhor longa-metragem e o melhor curta das competitivas Ibero-americana e Brasileira eleitos pelo Júri Abracine (Prêmio da Crítica) e pelo Júri Olhar Universitário.

A Mostra Olhar do Ceará também vai premiar com o Troféu Mucuripe o melhor filme cearense. Todos os detalhes sobre as inscrições, processo seletivo e premiação das mostras competitivas, entre outras informações, podem ser consultados no regulamento disponível no site do festival.

Com mostras competitivas e paralelas, exibições especiais, debates, oficinas e a presença de profissionais das mais diversas áreas do audiovisual, em especial do cinema, local, nacional e internacional, o 29º Cine Ceará busca levar ao público cearense uma parcela significativa da produção de cinema ibero-americana, proporcionando um intercâmbio entre cineastas e estudantes de diferentes culturas e a divulgação de novos talentos.

Foto: Chico Gadelha.

Conheça os vencedores do 24º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

por: Cinevitor

vencedoresetudoverdade2019O diretor Ricardo Calil, de Cine Marrocos, e sua equipe: no palco.

Foram anunciados neste domingo, 14/04, no Itaú Cultural, em São Paulo, os vencedores do do 24º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, principal evento dedicado à cultura do documentário na América Latina, fundado e dirigido por Amir Labaki. Neste ano, 66 filmes foram exibidos na programação em sessões gratuitas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O júri internacional foi formado pela dramaturga e diretora Cordelia Dvorák, o cineasta norte-americano Nicolas Rossier e o roteirista e compositor Paulo Mendonça; o júri brasileiro contou com os cineastas Vladimir Carvalho e Cristiano Burlan e com a professora e pesquisadora Sheila Schvarzman.

Desde 2015, os vencedores da Competição Brasileira de curtas-metragens e da Competição Internacional de curtas-metragens são automaticamente qualificados para exame da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood visando uma vaga na disputa pelo Oscar de melhor curta documental.

Conheça os vencedores do É Tudo Verdade 2019:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | JÚRI OFICIAL

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
Cine Marrocos, de Ricardo Calil

MENÇÃO HONROSA:
Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM:
Sem Título # 5: A Rotina Terá seu Enquanto, de Carlos Adriano (SP)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | JÚRI OFICIAL:

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
O Caso Hammarskjöld (Cold Case Hammarskjöld), de Mads Brügger (Dinamarca/Noruega/Suécia/Bélgica)

MENÇÃO HONROSA:
Hungria 2018: Bastidores da Democracia (Hungary 2018), de Eszter Hajdu (Hungria)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Meu Amigo Fela (My Friend Fela), de Joel Zito Araújo (Brasil)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM:
Nove Cinco, de Tomás Arcos (Chile)

MENÇÃO HONROSA:
Lily, de Adrienne Gruben (EUA)

COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA | JÚRI OFICIAL:

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
Piazzolla: Os Anos do Tubarão (Piazzolla, los años del tiburón), de Daniel Rosenfeld (Argentina/França)

MENÇÃO HONROSA:
Maricarmen, de Sergio Morkin (México)

PREMIAÇÕES PARALELAS:

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS:
A Primeira Foto, de Tiago Pedro (CE)

PRÊMIO ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema):
MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes
MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Planeta Fábrica, de Julia Zakia (SP)

PRÊMIO MISTIKA:
MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Sem Título # 5: A Rotina Terá seu Enquanto, de Carlos Adriano (SP)

PRÊMIO ABD-SP (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas):
MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Soldados da Borracha, de Wolney Oliveira
MENÇÃO HONROSA
: Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes
MELHOR CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Vento de Sal, de Anna Azevedo (RJ)
MENÇÃO HONROSA: Planeta Fábrica, de Julia Zakia (SP)

Foto: Marcos Finotti.

Morre, aos 83 anos, a atriz sueca Bibi Andersson

por: Cinevitor

morrebibianderssonA atriz em A Paixão de Ana, de Ingmar Bergman.

Morreu na tarde deste domingo, 14/04, aos 83 anos, a atriz sueca Bibi Andersson. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a cineasta Christina Olofson confirmou a morte de sua amiga, que, em 2009 sofreu um AVC.

Nascida Berit Elisabeth Andersson, ganhou destaque ao trabalhar em diversas obras do consagrado cineasta sueco Ingmar Bergman, como No Limiar da Vida, que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, em 1958. Com ele, trabalhou também em Sorrisos de Uma Noite de Amor (1955), O Sétimo Selo (1957), Morangos Silvestres (1957), O Rosto (1958), O Olho do Diabo (1960), Para Não Falar de Todas Essas Mulheres (1964), Persona (1966), A Paixão de Ana (1969), A Hora do Amor (1971) e Cenas de um Casamento Sueco (1974).

Formada no Royal Dramatic Theatre, em Estocolmo, Bibi começou sua carreira nas telonas em 1951, no drama Senhorita Júlia, de Alf Sjöberg. Neste mesmo ano, conheceu Bergman e logo fizeram o primeiro trabalho juntos: um comercial de detergente. Ao longo dos anos, trabalhou com outros nomes importantes da sétima arte, como: o cineasta Gabriel Axel, em A Festa de Babette; o diretor espanhol Carlos Lemos, em Los dueños del silencio; os atores Sidney Poitier e James Garner, em Duelo em Diablo Canyon; o cineasta finlandês Klaus Härö, em Elina – Som om jag inte fanns; o ator Paul Newman, em Quinteto, de Robert Altman; o diretor americano George Schaefer, em O Inimigo do Povo, com Steve McQueen; a atriz sueca Anita Ekberg, na comédia Você é a Favor ou Contra o Divórcio?, do italiano Alberto Sordi; o cineasta sueco Hasse Ekman, em Sommarnöje sökes; o diretor americano John Huston, em Carta ao Kremlin; entre outros.

bibipersonaBibi Andersson e Liv Ullmann em Persona, de Ingmar Bergman.

Em 1963, ganhou o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim por seu trabalho em A Amante Sueca, de Vilgot Sjöman. Em 1968, foi indicada duas vezes ao BAFTA, o Oscar britânico, na categoria de melhor atriz estrangeira: por Syskonbädd 1782, de Vilgot Sjöman, e Persona, de Bergman. Na década de 1970, foi eleita pelos americanos na National Society of Film Critics Awards como a melhor atriz coadjuvante pela série Cenas de um Casamento, na qual atuou com Liv Ullmann.

Seu último trabalho no cinema foi em 2009, no drama The Frost, de Ferran Audí. No ano seguinte, atuou pela última vez na série televisiva Arn, ao lado de Stellan Skarsgård.

Fotos: Divulgação/MGM Studios.

Cineasta chilena Camila José Donoso será homenageada no 8° Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

por: Cinevitor

camilacuritiba1Cena do documentário Casa Roshell, exibido no Festival de Berlim.

A 8ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontecerá entre os dias 5 e 13 de junho, exibirá para o público da capital paranaense a obra da cineasta chilena Camila José Donoso na Mostra Foco. Esta será a primeira retrospectiva da diretora no Brasil, com uma seleção de curtas e todos os seus longas-metragens. Além disso, trabalhos que influenciaram a carreira da homenageada também integram a seleção.

Espaço entre descoberta e reverência, a Mostra Foco é um dos destaques do Olhar de Cinema. Ao buscar realizadores ainda não muito conhecidos pelo público brasileiro, desvendando suas obras e estabelecendo conversas com produções semelhantes ou influentes, se diferencia de outras homenagens em eventos de cinema no país e enriquece o público que frequenta o festival.

A escolha de Camila casa muito bem com as características da Foco; ainda não muito conhecida no Brasil, apesar de já ter filmes selecionados para festivais daqui, ela preza pela inovação e tem profundo respeito pelos temas que aborda. A própria cineasta define seus títulos como transficções. Sua filmografia desafia os limites entre a ficção e o documentário, reconhecendo as possibilidades no limiar de cada um dos gêneros: encena histórias reais e naturaliza ficções.

eduardomoscovisfilmenonaO ator brasileiro Eduardo Moscovis em Nona. Si me mojan, yo los quemo: exibido em Roterdã.

A potência de suas obras ultrapassa linguagem e estilo e é ainda mais marcante na temática, com mulheres que estão sempre buscando novas verdades, que desafiam suas realidades, seus espaços e definições externas contaminadas. É um cinema que retrata a transformação e transforma para além da tela.

“Camila é uma cineasta que se arrisca por caminhos não tradicionais do cinema, sem perder de vista a importância de estabelecer uma comunicação muito sensível com sua audiência”, afirma o diretor geral e artístico do festival, Antônio Junior. “Seus filmes revelam uma inquietação pela busca de intimidade com os personagens, ao mesmo tempo em que exploram caminhos dentro da potência cinematográfica para unir forma e conteúdo, de modo que as respectivas histórias e personagens se fortaleçam”, completou.

Camila estará em Curitiba especialmente para o Olhar de Cinema, onde debaterá seus filmes após as sessões. Ela também participará de uma conversa aberta com o público para falar sobre seus processos criativos e exibirá curtas-metragens de diferentes momentos da carreira.

Confira a lista dos filmes já confirmados da Mostra Foco do 8º Olhar de Cinema:

Camino Gris, de Camila José Donoso (2007) (Chile)
Nona, de Camila José Donoso (2014) (Chile)
Naomi Campbel, de Camila José Donoso e Nicolás Videla (2013) (Chile)
Casa Roshell, de Camila José Donoso (2017) (México/Chile)
Nona. Se mi mojan, yo los quemo, de Camila José Donoso (2019) (Chile/Brasil/França/Coreia do Sul)
Sueños de hielo, de Ignacio Agüero (1993) (Chile)
Ninouche, de Valérie Massadian (2011) (França)
T.R.A.P, de Manque La Banca (2018) (Argentina)

Fotos: Divulgação.

Confira o trailer de Varda por Agnès, último filme da cineasta Agnès Varda

por: Cinevitor

vardatrailerfilmeultimoHomenagem: documentarista premiada.

O último filme da cineasta Agnès Varda, que morreu no mês passado, aos 90 anos, será lançado no Brasil pela Imovision. Ela ficou conhecida pelos documentários e pela maneira como abordava questões sociais relevantes, como o feminismo, em seus filmes.

O documentário Varda por Agnès, que foi exibido no Festival de Berlim deste ano, no qual recebeu o prêmio honorário Berlinale Camera, conta a história da cineasta e fotógrafa, considerada uma voz importante do cinema moderno francês e ícone feminista cuja carreira antecedeu o início da Nouvelle Vague.

O longa expõe seus processos de criação e revela sua experiência com o fazer cinematográfico. A cineasta dá um enfoque especial no método de storytelling que ela denominava de cine-writing, uma espécie de fórmula utilizada por ela na maioria de seus documentários e ficções. Além disso, revisa sua carreira de 64 anos de maneira única e emocionante.

Em novembro de 2017, Varda recebeu o Oscar honorário por sua trajetória nas telonas. Também disputou a estatueta dourada de melhor documentário com Visages, Villages, mas não venceu. Porém, o longa foi consagrado em diversas premiações e festivais, como: Spirit Awards, Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, National Board of Review, Festival de Toronto, entre outros.

Premiada em Cannes, Berlim, Veneza, no prêmio César, Locarno, entre outros, também foi homenageada na 41ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em 2017, com o Prêmio Humanidade.

Confira o trailer de Varda por Agnès, que estreia no dia 2 de maio:

Foto: Divulgação.

Primeiro trailer de Star Wars: A Ascensão Skywalker, que estreia em dezembro, é divulgado

por: Cinevitor

starwars9trailerAnthony Daniels, John Boyega e Oscar Isaac em cena.

Em painel transmitido ao vivo via streaming durante a edição 2019 da Star Wars Celebration, nesta sexta-feira, 12/04, a produtora Kathleen Kennedy, o diretor J.J. Abrams e parte do elenco anunciaram ao mundo o título oficial do último e tão aguardado filme da franquia: Star Wars: A Ascensão Skywalker, no original Star Wars: The Rise of Skywalker.

Além disso, o primeiro trailer do longa também foi divulgado. O vídeo traz cenas surpreendentes da nova produção e dá continuidade ao último episódio da franquia: Star Wars: Os Últimos Jedi.

Antes do anúncio, Kathleen e Abrams receberam atores e personagens da franquia já conhecidos pelo público, como os robôs BB-8 e R2-D2; Anthony Daniels, que interpreta o robô C-3PO e é o único ator a participar de todas as principais produções da franquia; Billy Dee Williams (Lando Calrissian); Daisy Ridley (Rey); John Boyega (Finn), Joonas Suotamo (Chewbacca), Kelly Marie Tran (Rose Tico), Oscar Isaac (Poe Dameron) e a recém-chegada Naomi Ackie, que interpretará a personagem Jannah. O elenco sugeriu spoilers para o público, além de relembrar a trajetória de suas personagens.

Lupita Nyong’o, Mark Hamill, Adam Driver, Keri Russell, Domhnall Gleeson, Carrie Fisher, Richard E. Grant, Billie Lourd, Dominic Monaghan, Greg Grunberg e Ian McDiarmid completam o elenco.

Assista ao trailer de Star Wars: A Ascensão Skywalker, que chega aos cinemas no dia 20 de dezembro:

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do 45º Festival Sesc Melhores Filmes

por: Cinevitor

murilobeniciosesc2019Vladimir Carvalho e Murilo Benício: prêmios para O Beijo no Asfalto.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 10/04, os vencedores do 45º Festival Sesc Melhores Filmes, votação que elege as melhores produções nacionais e estrangeiras de 2018 na opinião da crítica especializada e do público.

Criado em 1974, o festival é o mais antigo e um dos mais tradicionais de São Paulo e oferece ao público a oportunidade de ver ou rever o que passou de mais significativo pelas telas da cidade no ano anterior ao evento, a preços populares e com atenção à acessibilidade.

Os filmes são escolhidos democraticamente por meio de votação, dividida entre público e júri especializado, composto por críticos e jornalistas de todo o Brasil. Participaram da votação desta edição 468 filmes, sendo 169 nacionais e 299 internacionais. Neste ano, foram milhares de votos de cinéfilos e mais de 90 críticos votantes, entre eles, Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR.

A cerimônia foi apresentada pela atriz Camila Márdila, marcando a abertura oficial do evento, que traz de volta ao CineSesc, entre 11 de abril e 1º de maio, as produções mais votadas. Los Silencios, de Beatriz Seigner, foi o escolhido para abrir a noite.

Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans, foi eleito o melhor filme brasileiro pela crítica e recebeu também os prêmios de melhor direção e melhor ator para Aristides de Sousa. Porém, o grande vencedor da noite foi Murilo Benício, que levou o prêmio de melhor ator por O Animal Cordial. Além disso, seu primeiro longa na direção, O Beijo no Asfalto, foi premiado em cinco categorias pelo público, entre elas, a de melhor filme.

Conheça os vencedores e assista aos melhores momentos do 45º Festival Sesc Melhores Filmes:

FILMES BRASILEIROS | PÚBLICO:
Melhor Filme: O Beijo no Asfalto, de Murilo Benício
Melhor Documentário: O Processo, de Maria Augusta Ramos
Melhor Ator: Murilo Benício, por O Animal Cordial
Melhor Atriz: Débora Falabella, por O Beijo no Asfalto
Melhor Direção: Murilo Benício, por O Beijo no Asfalto
Melhor Roteiro: O Beijo no Asfalto, escrito por Murilo Benício
Melhor Fotografia: O Beijo no Asfalto, por Walter Carvalho

FILMES BRASILEIROS | CRÍTICA:
Melhor Filme: Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans
Melhor Documentário: O Processo, de Maria Augusta Ramos
Melhor Ator: Aristides de Sousa, por Arábia
Melhor Atriz: Karine Teles, por Benzinho
Melhor Direção: Affonso Uchoa e João Dumans, por Arábia
Melhor Roteiro: Benzinho, escrito por Gustavo Pizzi e Karine Teles
Melhor Fotografia: As Boas Maneiras, por Rui Poças

FILMES ESTRANGEIROS | PÚBLICO:
Melhor Filme: Roma, de Alfonso Cuarón
Melhor Ator: John David Washington, por Infiltrado na Klan
Melhor Atriz: Yalitza Aparicio, por Roma
Melhor Direção: Alfonso Cuarón, por Roma
Menção Honrosa: Daniela Demesa e Marco Graf, por Roma

FILMES ESTRANGEIROS | CRÍTICA:
Melhor Filme: Roma, de Alfonso Cuarón
Melhor Ator: Daniel Day-Lewis, por Trama Fantasma
Melhor Atriz: Frances McDormand, por Três Anúncios Para um Crime
Melhor Direção: Alfonso Cuarón, por Roma

Foto: Marcos Finotti.

The Dead Don’t Die, de Jim Jarmusch, será o filme de abertura do Festival de Cannes 2019

por: Cinevitor

jimcannes2019Bill Murray, Chloë Sevigny e Adam Driver em cena.

O Festival de Cannes 2019, que acontecerá entre os dias 14 e 25 de maio, anunciou nesta quarta-feira, 10/04, que o filme de abertura desta 72ª edição será The Dead Don’t Die, dirigido pelo cineasta americano Jim Jarmusch.

A trama se passa na pacata cidadezinha de Centerville e, por lá, algo não está certo. A lua fica grande, as horas da luz do dia estão se tornando imprevisíveis e os animais estão começando a exibir comportamentos incomuns. Ninguém sabe o motivo. As notícias são assustadoras e os cientistas estão preocupados. Mas ninguém prevê a mais estranha e mais perigosa repercussão que logo começará a atormentar Centerville: os mortos não morrem; eles levantam de suas sepulturas, atacam selvagemente e se alimentam dos vivos. Por conta disso, os cidadãos terão que lutar por sobrevivência.

O longa, que também fará parte da Competição Oficial e disputará a Palma de Ouro, conta com um elenco repleto de nomes estrelados: Bill Murray, Adam Driver, Tilda Swinton, Chloë Sevigny, Steve Buscemi, Danny Glover, Caleb Landry Jones, Rosie Perez, Iggy Pop, Selena Gomez, RZA, Sara Driver, Austin Butler, Luka Sabbat, Eszter Balint, Carol Kane e Tom Waits. The Dead Don’t Die é o décimo terceiro longa-metragem de Jim Jarmusch e também uma homenagem ao filme A Noite dos Mortos-Vivos, de George A. Romero, lançado em 1968, e considerado o precursor neste gênero com zumbis.

Jarmusch já é presença constante na Croisette. Apareceu pela primeira vez em Cannes em 1984, com Estranhos no Paraíso, e foi premiado com a Golden Camera. Em 1986, disputou a Palma de Ouro com a comédia dramática Daunbailó. Três anos depois, voltou com Trem Mistério na Competição Oficial e levou o prêmio de contribuição artística. Seu curta-metragem Coffee and Cigarettes III passou no festival em 1993 e levou a Palma de Ouro. Com Homem Morto, em 1995, e Ghost Dog, em 1999, também participou da Competição Oficial. Em 2002, exibiu o drama Ten Minutes Older: The Trumpet na mostra Un Certain Regard.

Flores Partidas, protagonizado por Bill Murray, levou o Grande Prêmio do Júri, em 2005. Amantes Eternos, com Tilda Swinton e Tom Hiddleston, disputou a Palma de Ouro em 2013. Em 2016, Jim Jarmusch teve dois filmes em Cannes: na Competição Oficial com Paterson e na mostra Midnight Screenings com o documentário Gimme Danger sobre a banda The Stooges, liderada por Iggy Pop.

A cerimônia de abertura do 72º Festival de Cannes será realizada no dia 14 de maio e apresentada pelo ator e cineasta francês Edouard Baer. Neste ano, o júri da Competição Oficial será presidido pelo diretor mexicano Alejandro González Iñárritu. A cineasta libanesa Nadine Labaki presidirá o júri da mostra Un Certain Regard e a cineasta francesa Claire Denis vai liderar o júri de curtas-metragens e da Cinéfondation.

Foto: Divulgação/Image Eleven Productions, Inc.

45º Festival Sesc Melhores Filmes: conheça os longas que serão exibidos na programação

por: Cinevitor

benzinhosescmelhoresfilmesAdriana Esteves e Karine Teles em Benzinho, de Gustavo Pizzi.

Criado em 1974, o Festival Sesc Melhores Filmes é o primeiro festival de cinema da cidade de São Paulo e oferece ao público a oportunidade de ver ou rever o que passou de mais significativo pelas telas da cidade no ano anterior, que são escolhidos democraticamente por meio de votação do público e da crítica.

Em quatro décadas de realização, o festival já exibiu centenas de longas-metragens brasileiros e estrangeiros. Em 2010, inovou ao ser o primeiro evento do gênero a disponibilizar sua programação com serviços de audiodescrição, que possibilitam o acesso aos deficientes visuais e auditivos, com legendagem open captions, recursos que serão oferecidos em todos os filmes da grade deste ano.

No dia 10/04, quarta-feira, o CineSesc realizará a premiação dos escolhidos pela crítica e pelo público como os melhores longas de 2018 nas categorias de melhor filme, direção, fotografia, roteiro, atriz, ator e documentário para filmes brasileiros; e melhor filme, direção, ator e atriz para os filmes estrangeiros. A votação dos vencedores do Festival Sesc Melhores Filmes foi realizada via internet, com milhares de votos do público e consulta direta à crítica especializada de todo o país.

Esta cerimônia marca a abertura oficial do festival, que traz, de volta ao cinema, entre os dias 11 de abril e 1º de maio, as produções mais votadas. Após a entrega dos prêmios, será exibido o longa-metragem Los Silencios, de Beatriz Seigner.

Ao longo da 45ª edição do evento serão exibidos 48 filmes: 19 estrangeiros, 20 nacionais, 6 clássicos e 3 CineClubinhos (para o público infantil). A programação conta também com debates e conversas entre convidados especiais que abordarão temas ligados ao cinemas; serão dois Seminários da Crítica (Tema Panorama Anual e Olhares e Corpos Plurais: As Narrativas do Cinema Contemporâneo), três conversas, Exposição Rochelle e ainda três edições especiais do Cinema da Vela (Restauração e memória, Representatividade no Cinema de Herói e Cinema de Pós-Terror).

Conheça os filmes que serão exibidos no 45º Festival Sesc Melhores Filmes, separados por categorias:

NACIONAIS:
Antes do Fim, de Cristiano Burlan
Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor
Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans
As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra
Auto de Resistência, de Natasha Neri e Lula Carvalho
Benzinho, de Gustavo Pizzi
Café Com Canela, de Glenda Nicácio e Ary Rosa
Canastra Suja, de Caio Sóh
Chega de Fiu Fiu, de Amanda Kamancheck e Fernanda Frazão
Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi
Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava, de Fernanda Pessoa
O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida
O Beijo no Asfalto, de Murilo Benício
O Processo, de Maria Augusta Ramos
O Segredo de Davi, de Diego Freitas
Praça Paris, de Lúcia Murat
Sequestro Relâmpago, de Tata Amaral
SLAM: Voz De Levante, de Roberta Estrela D’Alva e Tatiana Lohmann
Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon
Yonlu, de Hique Montanari

INTERNACIONAIS:
A Forma da Água, de Guillermo del Toro
Aquaman, de James Wan
As Viúvas, de Steve McQueen
Bohemian Rhapsody, de Bryan Singer
Em Chamas, de Lee Chang-dong
Hereditário, de Ari Aster
Infiltrado na Klan, de Spike Lee
Me Chame Pelo Seu Nome, de Luca Guadagnino
Nasce uma Estrela, de Bradley Cooper
O Destino de uma Nação, de Joe Wright
Pantera Negra, de Ryan Coogler
Projeto Flórida, de Sean Baker
Roma, de Alfonso Cuarón
Trama Fantasma, de Paul Thomas Anderson
Três Anúncios Para um Crime, de Martin McDonagh
Um Lugar Silencioso, de John Krasinski
Uma Noite de 12 Anos, de Álvaro Brechner
Vingadores: Guerra Infinita, de Anthony Russo e Joe Russo
Visages, Villages, de Agnès Varda e JR

CINECLUBINHO:
O Touro Ferdinando, de Carlos Saldanha
Os Incríveis 2, de Brad Bird
Viva – A Vida é uma Festa, de Lee Unkrich e Adrian Molina

FAIXA PANORAMA HISTÓRICO:
Asas do Desejo, de Wim Wenders (1987)
Bagdad Café, de Percy Adlon (1987)
Bye Bye Brasil, de Cacá Diegues (1979)
O Último Imperador 3D, de Bernardo Bertolucci (1987)
Ran, de Akira Kurosawa (1985)
Pixote: A Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco (1981)

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Foto: Reprodução/YouTube.

Confira o trailer do curta A Volta Para Casa, com Lima Duarte e Guilherme Rodio

por: Cinevitor

limaduartecurtacasaAos 89 anos, Lima Duarte volta aos curtas-metragens em drama dirigido por Diego Freitas.

Filmado durante três dias em São Paulo, o curta-metragem A Volta Para Casa, dirigido por Diego Freitas, de O Segredo de Davi, e produzido pela Parakino Filmes, conta a história de Plínio, interpretado por Lima Duarte, um marceneiro aposentado, que atualmente mora em uma humilde casa de repouso. Lá, ele passa boa parte do tempo relembrando seu ofício, criando objetos a partir de pedaços de madeira e encantando a todos com seu jeito dedicado e paixão pelo que faz. Anselmo, vivido por Guilherme Rodio, um dos funcionários da instituição, é um rapaz solitário responsável por cuidar do jardim e garantir um cotidiano mais agradável aos senhores e senhoras dali.

No domingo de Páscoa, os moradores esperam as visitas de suas respectivas famílias. Plínio veste sua melhor roupa, cheio de expectativa. Filhos vem buscar pais e mães para o almoço, mas ele continua lá. Até que Anselmo, ao vê-lo sozinho e entristecido, se oferece para leva-lo até a antiga casa. Durante o trajeto, Plínio repassa suas memórias sobre o bairro de Santana, onde nasceu e cresceu. A cada lugar que cruzam na região, tem um caso para contar: as regatas que chegou a participar no Rio Tietê e o Mirante de Santana, por exemplo. Sua expectativa cresce à medida que se aproximam da casa onde passou praticamente a vida inteira, a qual descreve nos mínimos detalhes. Chegando lá, porém, tem uma surpresa que coloca em xeque suas recordações.

A ideia do curta surgiu junto com o Guilherme Rodio [um dos atores do filme] de uma vontade de falar sobre a terceira idade, já que dialogamos muito pouco sobre os idosos e suas questões. O curta traz uma resgate da cidade de São Paulo através da memória de alguém que está perdendo a memória. Além disso, abordamos também a solidão e a modernidade”, disse Freitas. O cineasta, que recentemente fez sua estreia em longas-metragens, retorna ao curta-metragem, formato que teve destaque com o filme Sal, premiado no Cine PE e indicado ao Festival de Gramado.

diegoflimacurtaDiego Freitas e Lima Duarte nos bastidores.

Lima Duarte, um dos maiores atores do país e que conta com mais de 120 trabalhos no currículo, entre TV, cinema e teatro, conta que aceitou fazer o curta depois que se encantou com o roteiro: “Eu gostei muito, achei bonito. Se eu não tivesse gostado, não faria. Porque não há mais nenhuma razão para eu fazer algo se não me agradar pessoalmente e profundamente”, disse o ator.

Entre tantos personagens marcantes, Lima Duarte se destacou ao interpretar Zeca Diabo, na novela O Bem-Amado; Sinhozinho Malta, em Roque Santeiro; Sassá Mutema, em O Salvador da Pátria; entre outros. Além de ter sido um dos atores preferidos do cineasta português Manoel de Oliveira, foi premiado no Festival de Havana e em Gramado por sua atuação no longa Sargento Getúlio, de Hermanno Penna.

Guilherme Rodio, que contracena com Lima e assina o argumento do curta, se sentiu honrado em fazer parte do projeto: “Foi um sonho. Primeiro conseguimos os recursos da Spcine através do edital Histórias de Bairros de São Paulo, depois as locações que deram certo e ter o Lima Duarte, que eu considero um grande ator com uma trajetória fantástica. Ele foi muito generoso por ter aceitado trabalhar num projeto de baixo orçamento. Foi uma honra estar com ele”.

A Volta Para Casa, escrito por Diego Freitas e Diego Olivares, já está finalizado e, segundo o diretor, deve circular em festivais ao longo do ano: “É um filme muito bonito e sensível e pretendemos passar em diversos festivais. É difícil ver um curta com o Lima Duarte, um ator que já fez tantos trabalhos e é muito conhecido. Ficamos felizes pela importância que ele deu para esse formato, pois o Brasil tem excelência em realizar curtas-metragens, mas hoje em dia esses projetos têm sido desvalorizados. É importante resgatar esse formato, que nos permite experimentar e que nos tira da zona de conforto”, revelou Freitas.

Confira o trailer de A Volta Para Casa:

Fotos: Guilherme Raya.

Novo trailer de Turma da Mônica – Laços, de Daniel Rezende, é divulgado

por: Cinevitor

turmamonicatrailernovo2Mais novidades sobre a turma do bairro do Limoeiro!

Dirigido por Daniel Rezende, de Bingo: O Rei das Manhãs, Turma da Mônica – Laços acaba de ganhar um novo trailer, que revela quando Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali descobrem uma pista sobre o sumiço do cão Floquinho e decidem se aventurar sozinhos pelo Parque das Andorinhas para tentar encontrá-lo.

O diretor comentou o trabalho nessa reta final para o lançamento do longa: “Está sendo uma alegria trabalhar na finalização do filme. Acho que assistir Laços vai ser tão divertido e emocionante quanto ler uma história em quadrinhos desses personagens queridos da nossa infância”.

Para Mauricio de Sousa, desenhista e criador da Turma da Mônica, a expectativa para a estreia do filme relembra sua infância: “A espera me recorda quando minha vó Dita fazia um bolo de laranja e sentíamos aquele cheirinho nos indicando que iríamos saboreá-lo com vontade. Esse trailer é o cheirinho do bolo”.

O live-action é baseado na obra homônima lançada em 2013 pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, que se tornou a graphic novel brasileira mais vendida do país. A estreia está marcada para o dia 27 de junho, com distribuição da Paris Filmes.

O elenco principal é formado por Giulia Benite, no papel de Mônica; Kevin Vechiatto, como Cebolinha; Laura Rauseo, como Magali; e Gabriel Moreira, como Cascão. Entre os adultos estão: Rodrigo Santoro como Louco; Monica Iozzi como a Dona Luísa; Paulo Vilhena como seu Cebola; e Ravel Cabral como Homem do Saco.

Assista ao novo trailer de Turma da Mônica – Laços:

Foto: SerendipityInc.