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Marighella, de Wagner Moura, lidera indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2022

por: Cinevitor
Seu Jorge em Marighella: filme com 17 indicações.

Foram divulgados nesta terça-feira, 14/06, os finalistas ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2022. Esta edição marca o retorno ao formato presencial da maior premiação do setor, realizada pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais, que nos dois últimos aconteceu virtualmente, e também a volta ao Rio de Janeiro depois de três anos em São Paulo.

Nesta 21ª edição, Marighella, dirigido por Wagner Moura, lidera com 17 indicações, entre elas, melhor longa de ficção e melhor ator para Seu Jorge e Bruno Gagliasso. Na sequência, aparece O Silêncio da Chuva, de Daniel Filho, com 11 indicações. A lista de finalistas de 2022 reúne mais de 200 profissionais indicados, 17 longas-metragens brasileiros e 10 longas estrangeiros. Ao todo, este ano também estão na disputa 15 curtas brasileiros e 18 séries. Os finalistas concorrem em 31 categorias ao Troféu Grande Otelo e foram escolhidos em votação pelos sócios da Academia.

Com direção do artista visual Batman Zavareze e roteiro de Bebeto Abrantes, a cerimônia será realizada na Cidade das Artes, no dia 10 de agosto, com transmissão ao vivo na TV pelo Canal Brasil, pelo YouTube e pelo Instagram da Academia.

“Essa edição será mais representativa, pois vai marcar o reencontro presencial de todo o setor para celebrar o nosso audiovisual. Também destaco a alegria de voltarmos ao Rio de Janeiro depois de três anos em São Paulo, onde fomos muito bem recebidos. E, graças ao apoio do prefeito Eduardo Paes retornamos ao Rio, onde esperamos permanecer por muitos anos, contribuindo para a recuperação da cidade”, disse Jorge Peregrino, presidente da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais.

O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é votado por profissionais das mais diversas áreas do setor que são associados à Academia, entidade aberta a toda a classe. Como acontece todos os anos, a abertura dos envelopes com os vencedores será auditada pela PwC (a mesma que faz a apuração do Oscar). Em 2022, foram inscritos mais de mil profissionais nas diferentes categorias: 53 longas de ficção (incluindo infantis e animação), 33 longas documentários, 61 curtas-metragens, 40 séries brasileiras, 35 longas-metragens internacionais e 11 longas ibero-americanos.

Os vencedores serão escolhidos no segundo turno, que começa no dia 20 de junho, com votação entre os sócios da Academia. Em data que será divulgada em breve, a votação popular pela internet será iniciada para que o público eleja seu filme favorito entre os longas brasileiros finalistas de ficção (drama e comédia) e documentário.

Com sede no Rio de Janeiro e representatividade nacional, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais é uma entidade independente criada no dia 20 de maio de 2002 com a finalidade, entre outras, de instituir o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e contribuir para a discussão, promoção e fortalecimento da indústria audiovisual em todo o Brasil.

Em 2020, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais foi reconhecida pela AMPAS, Academy of Motion Picture Arts and Sciences, como a única entidade credenciada para indicar o filme que representa o cinema brasileiro na categoria de melhor longa-metragem internacional no Oscar, sem qualquer tutela do governo que esteja no poder.

O processo de definição dos vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é dividido em duas etapas: indicação e premiação. A partir de 2004, a votação passou a ser feita via internet, pelos sócios da Academia, que recebem uma senha eletrônica para votar pela internet.

Na fase de indicação são escolhidas as cinco obras e profissionais representantes de cada categoria que passarão para a etapa seguinte. A escolha é feita pelos sócios através de uma cédula de votação eletrônica com a lista completa de todos os concorrentes. Terminado o processo de apuração do primeiro turno, uma nova relação com os cinco escolhidos em cada categoria é enviada aos sócios que escolhem, então, os vencedores. Nas duas etapas a votação é secreta e a abertura das cédulas, bem como a apuração dos votos, é realizada pela PwC.

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais é presidida por Jorge Peregrino e a diretoria é composta por Paulo Mendonça (vice-presidente), Alexandre Duvivier, Bárbara Paz, Iafa Britz e Renata Almeida Magalhães.

Conheça os indicados ao 21º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro:

MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO
7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto
Depois a Louca Sou Eu, de Julia Rezende
Deserto Particular, de Aly Muritiba
Homem Onça, de Vinícius Reis
Marighella, de Wagner Moura

MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA
A Sogra Perfeita, de Cris D’Amato
Depois a Louca Sou Eu, de Julia Rezende
O Auto da Boa Mentira, de José Eduardo Belmonte
Quem Vai Ficar com Mário?, de Hsu Chien Hsin
Um Casal Inseparável, de Sergio Goldenberg

MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
8 Presidentes 1 Juramento – A História de um Tempo Presente, de Carla Camurati
A Última Floresta, de Luiz Bolognesi
Alvorada, de Anna Muylaert e Lô Politi
Chacrinha: Eu Vim Para Confundir e Não Para Explicar, de Micael Langer e Cláudio Manoel
Cine Marrocos, de Ricardo Calil

MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL
Turma da Mônica – Lições, de Daniel Rezende
Um Tio Quase Perfeito 2, de Pedro Antônio Paes

MENÇÃO HONROSA | LONGA-METRAGEM ANIMAÇÃO
Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral

MELHOR DIREÇÃO
Alexandre Moratto, por 7 Prisioneiros
Aly Muritiba, por Deserto Particular
Anna Muylaert e Lô Politi, por Alvorada
Daniel Filho, por O Silêncio da Chuva
Daniel Rezende, por Turma da Mônica – Lições
Luiz Bolognesi, por A Última Floresta

MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM
Camila Freitas, por Chão
Cesar Cabral, por Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente
Déo Cardoso, por Cabeça de Nêgo
Iuli Gerbase, por A Nuvem Rosa
Madiano Marcheti, por Madalena
Wagner Moura, por Marighella

MELHOR ATRIZ
Adriana Esteves, por Marighella
Andreia Horta, por O Jardim Secreto de Mariana
Débora Falabella, por Depois a Louca Sou Eu
Dira Paes, por Veneza
Marieta Severo, por Noites de Alface

MELHOR ATOR
Antonio Saboia, por Deserto Particular
Bruno Gagliasso, por Marighella
Chico Diaz, por Homem Onça
Irandhir Santos, por Piedade
Seu Jorge, por Marighella

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Bárbara Paz, por Por Que Você Não Chora?
Bella Camero, por Marighella
Carol Castro, por Veneza
Claudia Abreu, por O Silêncio da Chuva
Zezé Motta, por Doutor Gama

MELHOR ATOR COADJUVANTE
André Abujamra, por 7 Prisioneiros
Augusto Madeira, por Acqua Movie
Danton Mello, por Um Tio Quase Perfeito 2
Emilio de Mello, por Homem Onça
Humberto Carrão, por Marighella
Luiz Carlos Vasconcelos, por Marighella
Rodrigo Santoro, por 7 Prisioneiros

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
7 Prisioneiros, escrito por Thayná Mantesso e Alexandre Moratto
A Última Floresta, escrito por Davi Kopenawa Yanomami e Luiz Bolognesi
Alvorada, escrito por Anna Muylaert e Lô Politi
Deserto Particular, escrito por Henrique dos Santos e Aly Muritiba
Piedade, escrito por Hilton Lacerda, Anna Carolina Francisco e Dillner Gomes

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Ana. Sem Título, escrito por Lucia Murat e Tatiana Salem Levy
Marighella, escrito por Felipe Braga e Wagner Moura
O Silêncio da Chuva, escrito por Lusa Silvestre
Turma da Mônica – Lições, escrito por Mariana Zatz e Thiago Dottori
Veneza, escrito por Miguel Falabella

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Acqua Movie, por Gustavo Hadba
Deserto Particular, por Luis Armando Arteaga
Doutor Gama, por Cristiano Conceição
Marighella, por Adrian Teijido
O Silêncio da Chuva, por Felipe Reinheimer
Turma Da Mônica – Lições, por Azul Serra
Veneza, por Gustavo Hadba

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
4×100 – Correndo por um Sonho, por Claudio Amaral Peixoto
7 Prisioneiros, por William Valduga
Deserto Particular, por Fabíola Bonofiglio e Marcos Pedroso
Marighella, por Frederico Pinto
O Silêncio da Chuva, por Mário Monteiro
Veneza, por Tulé Peake

MELHOR FIGURINO
7 Prisioneiros, por Aline Canella
Doutor Gama, por Rô Nascimento
Marighella, por Verônica Julian
O Silêncio da Chuva, por Kika Lopes
Veneza, por Bia Salgado

MELHOR MAQUIAGEM
Deserto Particular, por Britney Federline
Marighella, por Martín Macías Trujillo
O Silêncio da Chuva, por Adriano Manques
Turma da Mônica – Lições, por Gabi Britzki
Veneza, por Martín Macías Trujillo

MELHOR EFEITO VISUAL
Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, por Eduardo Schaal, Guilherme Ramalho e Hugo Gurgel
Contos do Amanhã, por Pedro de Lima Marques
Marighella, por Saulo Silva
O Silêncio da Chuva, por Emerson Bonadias
Turma da Mônica – Lições, por Marco Prado
Veneza, por Luiz Adriano

MELHOR MONTAGEM | FICÇÃO
7 Prisioneiros, por Germano de Oliveira
Marighella, por Lucas Gonzaga
O Silêncio da Chuva, por Diana Vasconcellos
Piedade, por Karen Harley
Veneza, por Diana Vasconcellos

MELHOR MONTAGEM | DOCUMENTÁRIO
8 Presidentes 1 Juramento – A História de um Tempo Presente, por Joana Ventura
A Última Floresta, por Ricardo Farias
Alvorada, por Vania Debs
Boa Noite, por Eva Randolph e Yan Motta
Cine Marrocos, por Jordana Berg
Zimba, por Idê Lacreta

MELHOR SOM
7 Prisioneiros, por Lia Camargo e Tom Myers
Acqua Movie, por Valéria Ferro, Tiago Bittencourt, Daniel Turini, Fernando Henna e Sérgio Abdalla
Marighella, por George Saldanha, Alessandro Laroca, Eduardo Virmond Lima e Renan Deodato
O Silêncio da Chuva, por Marcel Costa, Simone Petrillo e Paulo Gama
Turma da Mônica – Lições, por Jorge Rezende, Miriam Biderman, Ricardo Reis e Toco Cerqueira

MELHOR TRILHA SONORA
Acqua Movie, por Antonio Pinto
Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, por André Abujamra e Márcio Nigro
Deserto Particular, por Felipe Ayres
Marighella, por Antonio Pinto
O Silêncio da Chuva, por Berna Ceppas
Pixinguinha, Um Homem Carinhoso, por Cristovão Bastos

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Aurora – A Rua que Queria Ser um Rio, de Radhi Meron
Batchan, de Ester Harumi Kawai
Cenas da Infância, de Kimberly Palermo
Mitos Indígenas em Travessia, de Julia Vellutini e Wesley Rodrigues
Solitude, de Tami Martins

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
A Fome de Lázaro, de Diego Benevides
Fogo Baixo Alto Astral, de Helena Ignez
Foi um Tempo de Poesia, de Petrus Cariry
Mãe Solo, de Camila de Moraes
Yaõkwa, Imagem e Memória, de Rita Carelli e Vincent Carelli

MELHOR CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO
A Máquina Infernal, de Francis Vogner dos Reis
Ato, de Bárbara Paz
Céu de Agosto, de Jasmin Tenucci
Chão de Fábrica, de Nina Kopko
Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO
A Noite do Fogo, de Tatiana Huezo (México)
Aranha, de Andrés Wood (Argentina/Brasil/Chile)
Coração Errante, de Leonardo Brzezicki (Brasil/Argentina/Chile/Espanha/Holanda)
Ema, de Pablo Larraín (Chile)
Um Crime em Comum, de Francisco Márquez (Argentina)

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Druk – Mais uma Rodada, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
Duna, de Denis Villeneuve (EUA)
Meu Pai, de Florian Zeller (Reino Unido/França/EUA)
Nomadland, de Chloé Zhao (EUA)
Summer Of Soul (…Ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada), de Questlove Thompson (EUA)

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA | ANIMAÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV PAGA/OTT
Angeli The Killer (2ª temporada) (Canal Brasil); Direção Geral: Cesar Cabral
Aventuras de Amí (1ª temporada) (Globoplay); Direção Geral: Maria Carolina e Igor Souza
Os Under-Undergrounds (2ª temporada) (Nickelodeon); Direção Geral: Fernando Alonso e Nelson Botter Jr.
Planeta Palavra (1ª temporada) (Discovery+); Direção Geral: Claudio Peralta

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA | DOCUMENTÁRIO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV PAGA/OTT
Abre Alas (1ª temporada) (YouTube Originals); Direção Geral: Maristela Mattos
Sociedade do Cansaço (1ª temporada) (GNT); Direção Geral: Patrick Hanser
Som da Rua (3ª temporada) (Canal Curta); Direção Geral: Roberto Berliner
Transamazônica – Uma Estrada para o Passado (1ª temporada) (HBO e HBO Go); Direção Geral: Jorge Bodanzky
Tu Casa es Mi Casa (1ª temporada) (HBO Mundi e HBO Go); Direção Geral: Paulinho Moska e Pablo Casacuberta

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA FICÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV PAGA/OTT
Chão de Estrelas (1ª temporada) (Canal Brasil); Direção Geral: Hilton Lacerda
Colônia (1ª temporada) (Canal Brasil); Direção Geral: André Ristum
Detetives do Prédio Azul (15ª temporada) (Gloob e Globoplay); Direção Geral: Tatiana de Lamare
Dom (1ª temporada) (Amazon Prime Video); Direção Geral: Breno Silveira
Manhãs de Setembro (1ª temporada) (Amazon Prime Video); Direção Geral: Luis Pinheiro
Sintonia (2ª temporada) (Netflix); Direção Geral: Kondzilla

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA FICÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA
Exterminadores do Além (1ª temporada) (SBT); Direção Geral: Fabricio Bittar
Laboratório Aloprado Tá On (1ª temporada) (TVE RS); Direção Geral: Edye
Sob Pressão (4ª temporada) (Globo); Direção Geral: Andrucha Waddington

Foto: Ariela Bueno.

Prêmio ABRA de Roteiro 2022: conheça os indicados

por: Cinevitor
Jéssica Ellen em Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso.

O Prêmio ABRA de Roteiro é produzido pela Abra, Associação Brasileira de Autores Roteiristas, e tem a finalidade de valorizar os autores-roteiristas e ressaltar a importância do roteiro na cadeia de produção da indústria audiovisual do país.

A votação que determina indicados e vencedores é realizada pelas próprias pessoas associadas da Abra em dois turnos; podem concorrer ao prêmio as produções cujos roteiros são de autoria ou coautoria de roteiristas brasileiros, associados à Abra ou não. Vinicius Augusto Bozzo é o presidente da Comissão Organizadora do 6º Prêmio ABRA de Roteiro.

Para esta sexta edição foram aceitos filmes, séries e outros programas de TV e streaming, estreados no país entre 1º de janeiro de 2021 a 28 de fevereiro de 2022. Na edição passada, foi criado o Prêmio Paulo Gustavo, categoria que elegeu os melhores roteiros de longa-metragem de comédia, em uma homenagem póstuma ao ator e comediante Paulo Gustavo.

Fundada a partir da fusão da AR, Associação Brasileira de Roteiristas Profissionais de Televisão e Outros Veículos de Comunicação, e da AC, Autores de Cinema, a ABRA atua há mais de duas décadas no Brasil para representar e defender os direitos dos autores de roteiros e argumentos de obras audiovisuais de qualquer natureza, proporcionando a valorização da profissão de autor-roteirista nas mais diversas instâncias e fomentando um cenário de aproximação entre os roteiristas e o mercado. Atualmente, conta com mais de 800 profissionais associados, posicionando-se, portanto, como instância legítima de representação da profissão de autor-roteirista no Brasil.

Neste ano, Joel Zito Araújo será o roteirista homenageado. Conhecido por tematizar o negro na sociedade brasileira, sua obra inclui o livro e filme A Negação do Brasil, ganhador do É Tudo Verdade em 2001; o longa ficcional As Filhas do Vento, de 2005, premiado na Mostra Tiradentes e vencedor de oito kikitos no Festival de Gramado; o documentário Cinderelas, Lobos e Um Príncipe Encantado, de 2009; Raça, de 2013, filme codirigido com a vencedora do Oscar, Megan Mylan; e Meu Amigo Fela, exibido no Festival de Roterdã. Seu novo longa ficcional, O Pai da Rita, baseado em uma música de Chico Buarque, está em cartaz nos cinemas após ter passado por festivais em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Em maio deste ano, lançou a série PCC – Poder Secreto, em parceria com a plataforma de streaming HBO Max. A produção estreou como Top 1 no Brasil e despontou como Top 2 na América Latina.

Já o Prêmio Parceria será entregue para o Frapa – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre, considerado o primeiro e maior evento inteiramente voltado ao roteiro de cinema e televisão na América Latina. Inspirado em festivais do gênero consagrados no exterior, o FRAPA acontece de maneira ininterrupta desde 2013.

Conheça os indicados ao 6º Prêmio ABRA:

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL | FILME DE FICÇÃO

A Mesma Parte de um Homem, escrito por Ana Johann e Alana Rodrigues
Cabeça de Nêgo, escrito por Déo Cardoso
Deserto Particular, escrito por Henrique dos Santos e Aly Muritiba
Doutor Gama, escrito por Luiz Antônio
Juntos a Magia Acontece 2, escrito por Cleissa Regina Martins; supervisão de George Moura
Madalena, escrito por Madiano Marcheti, Thiago Gallego, Thiago Ortman e Tiago Coelho
Vento Seco, escrito por Daniel Nolasco

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO | FILME DE FICÇÃO

Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, escrito por Leandro Maciel e Cesar Cabral; livremente inspirado na obra de Angeli
Eduardo e Mônica, escrito por Matheus Souza, Claudia Souto, Jessica Candal e Michele Frantz; inspirado na música original de Renato Russo
Marighella, escrito por Felipe Braga e Wagner Moura; adaptado da obra Marighella: O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo, de Mario Magalhães
Meu Nome é Bagdá, escrito por Caru Alves de Souza e Josefina Trotta; livremente inspirado na obra Bagdá, o Skatista, de Toni Brandão
O Silêncio da Chuva, escrito por Lusa Silvestre; inspirado no livro O Silêncio da Chuva, de Luiz Alfredo Garcia-Roza

MELHOR ROTEIRO | DOCUMENTÁRIO

A Última Floresta, escrito por Davi Kopenawa Yanomami e Luiz Bolognesi
Aleluia – O Canto Infinito do Tincoã, escrito por Tenille Bezerra
Chão, escrito por Camila Freitas e Marina Meliande
Entre Nós, Um Segredo, escrito por Beatriz Seigner, Toumani Kouyaté e Ricardo Terto
Limiar, escrito por Coraci Ruiz e Luiza Fagá
Por Onde Anda Makunaíma?, escrito por Juliana Colares; argumento de Rodrigo Séllos e Klaus Schmaelter

MELHOR ROTEIRO | FILME DE COMÉDIA | PRÊMIO PAULO GUSTAVO

A Sogra Perfeita, escrito por Flávia Guimarães e Bia Crespo
Cabras da Peste, escrito por Denis Nielsen e Vitor Brandt
Depois a Louca Sou Eu, escrito por Gustavo Lipsztein; adaptado do livro homônimo de Tati Bernardi
O Auto da Boa Mentira, escrito por João Falcão, Tatiana Maciel e Célio Porto; baseado nas histórias de Ariano Suassuna
Tô Ryca 2, escrito por Fil Braz

MELHOR ROTEIRO | CURTA-METRAGEM

Céu de Agosto, escrito por Jasmin Tenucci
Chão de Fábrica, escrito por Nina Kopko e Tainá Muhringer
Como respirar fora d’água, escrito por Júlia Fávero e Victoria Negreiros
Desvirtude, escrito por Gautier Lee
Ibeji Ibeji, escrito por Victor Rodrigues
Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, escrito por Érica Sarmet

MELHOR ROTEIRO DE OBRA INFANTIL/INFANTOJUVENIL

Clube da Anittinha (3ª temporada), escrito por Marcos Ferraz (chefe de roteiro), Elena Altheman, Fernanda Brandalise, Guilherme Freitas, Janaina Tokitaka, Letícia Bulhões Padilha, Nigel Goodman, Pedro Riera, Tereza Temer e Victor Sarro (Gloob)
De volta aos 15 (1ª temporada), escrito por Janaína Tokitaka (chefe de roteiro), Renata Kochen, Alice Marcone e Bryan Ruffo; Vivianne Jundi e Dainara Toffoli (colaboração de roteiro); baseado no livro de Bruna Vieira (consultora de roteiro) (Netflix)
Escola de Gênios (5ª temporada), escrito por Ângela Hirata Fabri e Marcos Ferraz (chefes de roteiro), Guilherme Temponi, Joana Brea, Pedro Riera, Ana Durães, Tereza Temer e Mirtes Agda Santana; David França Mendes (supervisão de roteiro) (Gloob)
Irmão do Jorel (4ª temporada), escrito por Juliano Enrico, Daniel Furlan, Valentina Castello Branco, Arnaldo Branco, Raoni Marqs, Lucas Pelegrineti, Nigel Goodman, Caíto Mainier, Felipe Berlinck, Allan Sieber, Zé Brandão, Elena Altheman, Raul Chequer, David Benincá e Leandro Ramos; Guto BR (colaborador especial) (Cartoon Network)
Turma da Mônica – Lições, escrito por Thiago Dottori e Mariana Zatz; adaptado da obra Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa e inspirado na graphic novel Lições, de Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE DE FICÇÃO | DRAMA

Cidade Invisível (1ª temporada); criada por Carlos Saldanha; baseada em uma história desenvolvida por Raphael Draccon e Carolina Munhóz; escrita por Mirna Nogueira (chefe de roteiro), Rodrigo Baptista, Ludmila Naves, Antonio Arruda, Felipe Sant’Angelo, Marco Borges, Regina Negrini e Ricardo Inham; Andrea Yaghi, Cauê Laratta, Fabio Montanari, Muriel Moraes e Rodrigo Nogueira (colaboradores de roteiro); Giuliano Dedroni (colaborador de desenvolvimento) (Netflix)
Manhãs de Setembro (1ª temporada), escrito por Josefina Trotta, Alice Marcone, Marcelo Montenegro e Carla Meireles; baseado em ideia original de Miguel de Almeida (Prime Video)
Segunda Chamada (2ª temporada); criada por Carla Faour, Julia Spadaccini e Jô Bilac; escrita por Carla Faour e Julia Spadaccini, com Dino Cantelli, Giovana Moraes, Maíra Motta e Marco Borges (Globoplay)
Sintonia (2ª temporada), escrito por Guilherme Quintella e Denis Nielsen (roteiristas chefes); Denis Nielsen, Guilherme Quintella, Duda de Almeida, Thayná Mantesso, Guilherme Freitas, Luíza Fazio (sala de roteiro); Fernanda Terepins (coordenação de roteiro); André “Hanks” de Paula (assistente de roteiro); baseado em ideia original de Kondzilla; criada por Kondzilla, Guilherme Quintella e Felipe Braga (Netflix)
Sob Pressão (4ª temporada); escrita por Lucas Paraizo; roteiro de Marcio Alemão, Flavio Araujo, André Sirangelo e Pedro Righetti; criada por Luiz Noronha, Claudio Torres, Renato Fagundes e Jorge Furtado; baseado no filme Sob Pressão, livremente inspirado no livro homônimo de Marcio Maranhão em depoimento à Karla Monteiro; ideia original de Mini Kerti (Rede Globo)

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE DE FICÇÃO | COMÉDIA

5x Comédia; criada por Monique Gardenberg; baseada em espetáculo teatral idealizado por Sylvia Gardenberg; roteiro de Monique Gardenberg (redação final de alguns episódios), Felipe Cabral (redação final de alguns episódios), Vinicius Calderoni, Rafael Primot, Charly Braun, Martha Nowill, Jô Bilac, Pedro Coutinho e Lucas Calmon; Renato Candido (colaboração de roteiro); e Helen Beltrame-Linné (consultoria de roteiro) (Prime Video)
Angeli the Killer (2ª temporada); escrito por Carla Gallo, Daniel Chaia, Gabriel Jubé e Leandro Maciel; Cesar Cabral e Leandro Maciel (coordenação de roteiro); inspirado livremente na obra de Angeli (Canal Brasil)
Desjuntados (1ª temporada); escrita e criada por Dani Valente e Mina Nercessian; Paula Belchior e Juliana Rosenthal (consultoras de roteiro) (Prime Video)
Hit Parade, escrita por André Barcinski, Ricardo Grynszpan e Marcelo Caetano; criada por André Barcinski (Canal Brasil)
Lov3; criada por Felipe Braga e Rita Moraes; escrita por Rafael Lessa, Duda de Almeida, Filipe Valerim Serra e Natália Sellani; Elton de Almeida (colaborador de roteiro) (Prime Video)
Vai que Cola (9ª temporada); argumento da série por Leandro Soares; direção de criação por Renato Fagundes; histórias e equipe de roteiro por Alan Ferreiras, André Gabeh, Arnaldo Bloch, Chrystiano Ferraz, Cíntia Portella, Daniel Porto, Felipe Vianna, Jaiê, João Niella, João Santucci, Julia Lordello, Maíra Azevedo, Marcélli Oliveira, Mariah Schwartz, Molusco, Mônica Ramalho, Monique Rangel, Taísa Machado, Thatiana Guimarães, Vinnicius Morais e Vitor de Oliveira; coordenação de roteiro por Arnaldo Bloch e Felipe Vianna; assistentes de roteiro por Alan Ferreiras e André Gabeh; colaboração de roteiro por Marcelo Souza e Fil Braz; supervisão de roteiro por João Paulo Horta e Renato Fagundes (Multishow)

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE DOCUMENTAL

Doutor Castor, escrito por Marco Antonio Araujo e Rodrigo Araujo (Globoplay)
Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime, escrito por Diana Golts; consultoria de roteiro por Ilana Casoy; Nina Kopko e Valentina Castello Branco (roteiristas de desenvolvimento); desenvolvimento de Bíblia por Angelo Defanti; Elaine Perrote (roteirista assistente de dramaturgia); pesquisa por Julia Zylbersztajn; e Thaís Nunes (jornalista investigativa) (Netflix)
O Caso Celso Daniel; argumento e roteiro por Marcos Jorge e Bernardo Rennó; colaboração no roteiro de Lusa Silvestre e Gisele Vitória (Globoplay)
O Caso Evandro, escrito por Angelo Defanti, Arthur Warren, Ludmila Naves e Tainá Muhringer; pesquisa e colaboração de roteiro de Ivan Mizanzuk (Globoplay)
Sociedade do Cansaço, escrito por Laura Artigas e Henrique Melhado; argumento de Martina Franchini e Patrick Hanser (GNT)

MELHOR ROTEIRO DE PROGRAMA DE REALITY OU VARIEDADES

Big Brother Brasil 21; redação final de Rafael Chachê; redação por Cristiana Bittencourt, Clarissa Frajdenrajch, Camilla Gismondi, Chris Alcazar, Eduardo Belo, Jorge Pestana e Saulo Aride (Rede Globo)
Greg News com Gregorio Duvivier (5ª temporada); redação final de Gregorio Duvivier, Alessandra Orofino e Bruno Torturra; Arnaldo Branco e Eduardo Branco (redatores); e Isabel Pessanha (assistente de redação) (HBO)
Lady Night (6ª temporada); Caíto Mainier e João Marcos Rodrigues (chefes de roteiro); redação final de Tatá Werneck; roteiro de Caíto Mainier, David Beninca, Flavia Boggio, Franco Fanti, Guilherme Sousa, João Marcos Rodrigues, Leandro Muniz, Marco Gonçalves e Rafael Queiroga (Multishow)
Que História é Essa, Porchat? (3ª temporada); criação de Fabio Porchat; redação final de Paula Miller e Fabio Porchat; roteiro de Jô Hallack e Pedro Henrique França (GNT)
The Masked Singer Brasil (1ª temporada); coordenadora de conteúdo: Larri Andrade; roteiro de Jéssica Reis, Tomás Fleck, Letícia Bulhões Padilha e Priscila Nicolielo; e Aline Cabral (assistente de roteiro) (Rede Globo)

MELHOR ROTEIRO DE TELENOVELA

Além da Ilusão; novela de Alessandra Poggi; escrita com Adriana Chevalier, Letícia Mey, Flávio Marinho e Rita Lemgruber (Rede Globo)
Gênesis; novela de Camilo Pellegrini, Raphaela Castro e Stephanie Ribeiro; escrita com André Rodrigues, Ecila Pedroso, Jaqueline Corrêa, Marcos Ferraz, Meuri Luiza, Valéria Motta e Vânia Matos; supervisão de texto de Cristiane Cardoso (Rede Record)
Quanto mais vida, melhor!; novela de Mauro Wilson; escrita com Marcelo Gonçalves, Mariana Torres e Rodrigo Salomão (Rede Globo)
Um Lugar ao Sol; novela de Lícia Manzo; escrita com Leonardo Moreira e Rodrigo Castilho; colaboração de Carla Madeira, Cecília Giannetti, Dora Castellar e Marta Goés (Rede Globo)
Verdades Secretas 2; novela de Walcyr Carrasco; escrita com Márcio Haiduck, Nelson Nadotti e Vinícius Vianna (Globoplay)

PRÊMIO ABRAÇO | EXCELÊNCIA EM ROTEIRO
Ariel L. Ferreira
Andrea Yagui
Érica Sarmet
Gautier Lee
Natália Maia e Samuel Brasileiro
Nina Kopko

ROTEIRISTA DO ANO | PRÊMIO PARADISO
Ana Paula Maia
Arnaldo Branco
Felipe Braga
Ludmila Naves
Luiz Bolognesi

Foto: Marcos Hirano.

Araci Esteves e Joel Zito Araújo serão homenageados no 50º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor
Joel Zito Araújo: um dos homenageados deste ano.

A 50ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 12 e 20 de agosto, acaba de anunciar os nomes dos primeiros homenageados e importantes figuras do audiovisual brasileiro: a atriz gaúcha Araci Esteves, que receberá o Troféu Cidade de Gramado, e o diretor Joel Zito Araújo, que será honrado com o Troféu Eduardo Abelin.

Com sólida carreira no teatro, cinema e televisão, Araci Esteves é uma emblemática personalidade da história do audiovisual gaúcho. Nascida em Osório, mudou-se para Porto Alegre ainda no começo dos anos de 1950, onde posteriormente viria a cursar artes dramáticas na Universidade Federal do Estado, UFRGS. Foi uma das fundadoras do Grupo de Teatro Independente, inspirado pelos paulistanos Teatro de Arena e Teatro Oficina. Durante a década de 1970, excursionou pela Europa com a Companhia de Comédias, onde atuou ao lado de nomes como Dercy Gonçalves.

Seu primeiro trabalho no cinema foi no filme Um é pouco, dois é bom, do diretor Odilon Lopez. Em 2022, completam-se 25 anos de seu mais simbólico papel, a andarilha Anahy, do longa Anahy de las Misiones, de Sérgio Silva, filme considerado um marco para o cinema gaúcho e brasileiro. Em 2017, Araci deu vida à Anahy uma última vez para entregar o Troféu Oscarito à atriz Dira Paes, com quem contracenou em 1997. Clique aqui e confira os melhores momentos.

Sua última passagem nas telas de Gramado foi em 2018, com O Avental Rosa, dirigido por Jayme Monjardim. O amor pelo cinema e por Gramado é tão forte que Araci se tornou gramadense de coração, escolhendo a cidade como seu lar: “Me enternece porque é um acolhimento da cidade que eu escolhi para viver os últimos longos anos da minha vida”, disse.

Dira Paes e Araci Esteves em Gramado, em 2017.

Em reconhecimento ao trabalho realizado em prol do cinema brasileiro, do Festival de Cinema de Gramado e da cidade, a atriz Araci Esteves será homenageada com o Troféu Cidade de Gramado, que é dedicado a nomes ligados a Gramado e ao festival, contribuindo para o crescimento e divulgação da cidade e do evento. Entregue pela primeira vez em 2012 à atriz Eva Wilma, a mais jovem honraria entregue pelo festival completa sua primeira década em 2022. Tony Ramos, Ney Latorraca e Antonio Pitanga foram outros nomes homenageados.

Premiado diretor conhecido por tematizar o negro na sociedade brasileira, Joel Zito Araújo receberá o Troféu Eduardo Abelin, honraria concedida a diretores, cineastas e entidades de cinema pelo trabalho feito em benefício do cinema brasileiro. A honraria leva o nome de um dos pioneiros do cinema gaúcho, o diretor Eduardo Abelin. O cineasta Carlos Reichenbach foi o primeiro a receber, em 2001. Juntam-se a ele nomes como Cacá Diegues, Arnaldo Jabor, Canal Brasil, Carla Camurati e Laís Bodanzky.

Cineasta, roteirista e produtor, Araújo é doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP e fez pós-doutorado no departamento de rádio, TV e cinema na University of Texas, em Austin, nos Estados Unidos, onde também foi professor. Em 1999, finalizou seu primeiro longa para a televisão, o documentário O efêmero estado União de Jeová, sobre uma revolta camponesa liderada por negros no norte do Espírito Santo. Em 2004, estreou seu primeiro longa-metragem de ficção, Filhas do Vento, vencedor de oito kikitos no Festival de Gramado. O aclamado filme teve ainda participações em festivais na Índia, China, França, Alemanha, Estados Unidos, África do Sul e Burkina Faso.

Reconhecido internacionalmente, lançou, em 2013, o documentário Raça, filme codirigido com a vencedora do Oscar, Megan Mylan. Em 2019, fez a estreia mundial de Meu amigo Fela no Festival de Roterdã. Seu novo longa ficcional, O Pai da Rita, baseado em uma música de Chico Buarque, está em cartaz nos cinemas após ter passado por festivais em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Em maio deste ano, lançou a série PCC – Poder Secreto, em parceria com a plataforma de streaming HBO Max. A produção estreou como Top 1 no Brasil e despontou como Top 2 na América Latina.

Fotos: Divulgação e Edison Vara/Agência Pressphoto.

9º Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero abre inscrições para curtas-metragens

por: Cinevitor
Os premiados da edição passada no palco.

A nona edição do Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero, que acontecerá entre os dias 21 de setembro e 7 de outubro nas cidades do Recife, Bezerros e Itamaracá, com atividades on-line e presenciais, já está com inscrições abertas para as mostras competitivas.

Serão admitidos filmes com temática LGBTQIA+ e/ou obras realizadas por pessoas que se identificam como pertencentes à comunidade, com qualquer temática. Vale ressaltar que os filmes devem ser curtas-metragens com duração máxima de 25 minutos e data de lançamento a partir de janeiro de 2020. Os filmes já exibidos nas edições anteriores do festival não serão considerados. As inscrições, que são gratuitas, ficam abertas até o dia 10 de julho e devem ser feitas exclusivamente de forma on-line, através do formulário disponível no site oficial (clique aqui).

A 9ª edição do festival, considerado um dos mais importantes do segmento no Brasil, terá atividades virtuais e presenciais. As mostras competitivas serão realizadas entre 3 e 7 de outubro, no Cineteatro do Parque e no Cinema da Fundação, em formato presencial, respeitando os protocolos de segurança vigentes por conta da pandemia de Covid-19.

Como de costume, nas mostras competitivas, os títulos selecionados concorrem ao prêmio de melhor filme em duas categorias. A primeira leva em consideração os filmes pernambucanos, realizados por produtoras sediadas no estado e/ou por diretor/a/e (es/as) domiciliado/a/e (s) em Pernambuco. A segunda categoria, de filme nacional, leva em consideração as obras realizadas em todo o território brasileiro, incluindo Pernambuco.

Os vencedores serão escolhidos por um júri oficial, formado por especialistas em cinematografia e/ou artes, recebendo o troféu Rutílio de Oliveira e uma premiação no valor de mil reais. O público do Recifest também poderá votar de forma on-line, com cadastramento prévio, e escolher o melhor filme pernambucano e o melhor filme nacional. O júri oficial ainda concederá troféus em outras categorias.

Todos os filmes inscritos serão avaliados por uma comissão curatorial que levará em conta critérios técnicos, artísticos e éticos. O resultado da seleção dos filmes que serão exibidos nas mostras competitivas será anunciado até o dia 1º de agosto. Os responsáveis pela inscrição de cada um dos filmes selecionados receberão o valor de R$ 100 pelo direito de exibição das obras no festival.

Vale ressaltar que os filmes inscritos para a seleção devem assegurar que possuem os direitos de exibição de imagens, sons e de execução de trilha sonora contida na obra, para fins de exibição em festival e exibições públicas sem fins lucrativos.

Foto: Vitor Búrigo.

My Policeman, com Harry Styles, ganha primeiras imagens e data de estreia

por: Cinevitor
O filme tem estreia programada para o dia 4 de novembro.

O Prime Video divulgou nesta quinta-feira, 09/06, a data de estreia global e as primeiras imagens de My Policeman, longa-metragem estrelado por Harry Styles. O filme está programado para estrear com exclusividade na plataforma de streaming da Amazon no dia 4 de novembro.

Baseado no livro homônimo de Bethan Roberts, My Policeman é descrito como uma história de amor proibido e mudanças nas convenções sociais. A trama acompanha Tom, a professora Marion e o curador de museu Patrick enquanto embarcam em uma jornada emocional na Grã-Bretanha dos anos 1950.

Com um salto temporal para a década de 1990, os personagens, não mais jovens, ainda estão se recuperando da saudade e dos arrependimentos da juventude, mas com uma última chance de reparar os danos cometidos no passado.

Harry Styles e Emma Corrin em cena.

My Policeman marca a quarta participação de Harry Styles em um longa-metragem, desta vez no personagem de Tom. Membro da boyband One Direction e também conhecido por sua carreira solo como cantor, o artista fez sua estreia nos cinemas em Dunkirk, entrou para o universo Marvel em Eternos e está escalado em Não Se Preocupe, Querida, filme que estreia ainda em 2022.

O filme conta com direção de Michael Grandage, conhecido por Mestre dos Gênios, e roteiro de Ron Nyswaner, de Filadélfia. Para além de Harry, o longa também conta no elenco com Rupert Everett, de O Casamento do Meu Melhor Amigo; Linus Roache, de Mandy; Gina McKee, de Um Lugar Chamado Notting Hill; David Dawson, da série O Último Reino; e Emma Corrin, de The Crown.

Foto: Divulgação.

Não! Não Olhe!, dirigido por Jordan Peele, ganha novo trailer

por: Cinevitor
Terror moderno: Daniel Kaluuya em cena.

A Universal Pictures divulgou nesta quinta-feira, 09/06, um novo trailer de Não! Não Olhe!, longa-metragem do premiado cineasta Jordan Peele. O filme está programado para chegar aos cinemas norte-americanos em 22 de julho, mas ainda não tem data de estreia confirmada no Brasil.

Considerado um épico de terror, Não! Não Olhe! é o terceiro filme escrito e dirigido por Jordan Peele. O cineasta, que iniciou sua carreira como comediante e ficou famoso em séries do Central Comedy, estreou como diretor de um longa-metragem com Corra!, que lhe rendeu o Oscar de melhor roteiro original e foi indicado em outras três categorias, entre elas, melhor filme. Sua segunda obra, o terror Nós, foi indicada ao SAG Awards na categoria de melhor atriz por Lupita Nyong’o.

Em Não! Não Olhe!, Peele, que revolucionou e redefiniu o terror moderno, volta a trabalhar com mais um elemento do terror da cultura pop. Depois de abordar o racismo em Corra! e os doppelgänger em Nós, ele coloca ovnis e alienígenas como tema central em seu novo filme. Na trama, Daniel Kaluuya, Keke Palmer e Steven Yeun são residentes em uma ravina solitária do interior da Califórnia e testemunham uma descoberta estranha e assustadora.

O filme conta também com Brandon Perea, Michael Wincott, Wrenn Schmidt, Keith David, Barbie Ferreira, Donna Mills, Devon Graye, Oz Perkins, entre outros, no elenco.

Confira o novo trailer de Não! Não Olhe!, que estreia em breve no Brasil:

Foto: Reprodução/YouTube.

Festival de Cinema de Munique 2022: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Kika Sena em Paloma, novo filme do cineasta pernambucano Marcelo Gomes.

Considerado o segundo festival de cinema mais prestigiado da Alemanha depois da Berlinale, o Filmfest München, Festival de Cinema de Munique, realizará sua 39ª edição entre os dias 23 de junho e 2 de julho.

Neste ano, o cinema brasileiro marca presença com três títulos na programação, entre eles, Paloma, do premiado diretor Marcelo Gomes, de Cinema, Aspirinas e Urubus, Joaquim, Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar, entre outros; o longa, produzido pela pernambucana Carnaval Filmes, em coprodução com a portuguesa Ukbar Filmes, marca a estreia de Kika Sena no cinema no papel da protagonista e será exibido na mostra Spotlight.

Kika, arte-educadora, diretora teatral, atriz, poeta e performer, interpreta Paloma, uma mulher trans que trabalha como agricultora no sertão de Pernambuco. Seu maior sonho é se casar na igreja, com seu namorado Zé, interpretado por Ridson Reis. Eles já vivem juntos, e criam uma filha de 7 anos chamada Jenifer, papel de Anita de Souza Macedo. O padre, porém, recusa o pedido, mas nem por isso Paloma desistirá de realizar seu sonho.

Marcelo Gomes, que assina o roteiro ao lado de Armando Praça e Gustavo Campos, conta que a ideia para o filme veio de uma notícia que leu no jornal: “Era sobre uma mulher transgênero que morava em uma pequena cidade do interior do Pernambuco e cujo maior sonho era se casar em uma igreja católica, toda vestida de branco. A imagem ficou na minha memória por anos porque incorporava várias contradições em um único ato. Eu pensei que essa história singular deveria se tornar um filme. Embora o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo já seja um direito consolidado no Brasil, Paloma quer algo mais. Ela quer a imagem completa. Ela anseia por uma experiência mística que afirme seu amor, transformando-o em um vínculo espiritual e não apenas legal. Somente uma liturgia religiosa pode cumpri-la”, disse o diretor.

A protagonista Kika Sena também falou sobre o filme: “Quando paro para pensar em toda a minha história de vida, concluo que ocupar um espaço em um filme, além de uma realização pessoal, era também um grande ato político, porque tinha e tem muito a ver com a ocupação de corpas pretas e periféricas e transvestigêneres em produções cinematográficas de reverberação nacional e internacional. Porque não estamos acostumades a ver a natureza de pessoas trans e travestis, nesse contexto, para além dos estereótipos. Acredito que o filme trará muitas discussões a respeito do que consideramos como família, além de ser um espaço de ocupação dos nossos corpos reais no cinema”.

Filmado na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, e na cidade de Crato, no Sertão do Cariri, no Ceará, Paloma conta também com Zé Maria, Suzy Lopes, Ana Marinho, Samya de Lavor, Wescla Vasconcellos, Patrícia Dawson, Nash Laila, Márcio Flecher e Buda Lira no elenco. Com produção de João Vieira Jr. e Nara Aragão, direção de fotografia de Pierre de Kerchove, montagem de Rita M. Pestana, direção de arte de Marcos Pedroso e casting por Maria Clara Escobar, o longa será lançado nos cinemas pela Pandora Filmes no segundo semestre desse ano.

Medusa, de Anita Rocha da Silveira: cinema brasileiro na programação.

Outro destaque brasileiro na seleção é o premiado Medusa, de Anita Rocha da Silveira, que será exibido na mostra CineVision Competition. Sobre o filme: há muitos e muitos anos, a bela Medusa foi severamente punida por Atena, a deusa virgem, por não ser mais pura. Hoje, a jovem Mariana pertence a um mundo onde deve se esforçar ao máximo para manter a aparência de uma mulher perfeita. Para não caírem em tentação, ela e suas amigas se esforçam ao máximo para controlar tudo e todas à sua volta. Porém, há de chegar o dia em que a vontade de gritar será mais forte.

Produzido por Mayra Auad e Vânia Catani, da Bananeira Filmes, a equipe conta também com fotografia de João Atala e trilha sonora de Gustavo Montenegro. O elenco apresenta Lara Tremouroux, Mariana Oliveira, Joana Medeiros, Felipe Frazão, Thiago Fragoso, Bruna G, Carol Romano, João Vithor Oliveira, Inez Viana e Bruna Linzmeyer.

Já na mostra International Independents, o Brasil aparece com Marte Um, de Gabriel Martins, que foi exibido no Festival de Sundance deste ano. O filme retrata uma família negra de classe média baixa, que vive às margens de uma grande cidade brasileira após a decepcionante posse de um presidente de extrema direita. O elenco conta com Rejane Faria, Carlos Francisco, Camilla Damião e Cícero Lucas

Marte Um é sobre seguir os sonhos no Brasil contemporâneo. O garoto Deivid, o caçula da família Martins, sonha em ser astrofísico, e participar de uma missão que em 2030 irá colonizar o planeta vermelho. Morando na periferia de um grande centro urbano, não há muitas chances para isso, mas mesmo assim, ele não desiste. Passa horas assistindo vídeos e palestras sobre astronomia na internet.

O filme começa na noite 28 de outubro de 2018, quando Jair Bolsonaro acaba de ser eleito. Sentado no quintal de casa, enquanto pensa no seu grande sonho, Deivid ouve da rua gritos de “mito” e uma grande comemoração. Será o começo de um período obscuro tanto para sua família quanto para o país.

Fotos: Divulgação.

Conheça os vencedores do 11º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

por: Cinevitor
Marcus Curvelo, Mothiba Grace Bapela e Murilo Sampaio: premiados.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 08/06, no Cine Passeio, os vencedores do 11º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que nesta edição voltou ao formato presencial depois de dois anos de distanciamento.

Com imagens do passado e do presente que se unem para ilustrar cartas imaginárias pessoais e íntimas a um amor impossível, Uma Noite sem Saber de Nada nos apresenta L., uma estudante de cinema indiana. O filme-ensaio, longa de estreia da realizadora Payal Kapadia, foi o grande vencedor do Prêmio Olhar de Melhor Filme. O júri da mostra Competitiva foi formado por Talize Sayegh, Cássio Kelm e Alia Ayman.

O filme-performance de João Vieira Torres, Mal di Mare, rodado na Bienal de Veneza de 2019, recebeu o Prêmio Olhar de melhor curta-metragem da Competitiva. A veterana portuguesa Rita Azevedo Gomes recebeu o Prêmio Contribuição Artística pela direção do longa Trio em Mi Bemol; e Freda, da haitiana Gessica Généus, o Prêmio Especial do Júri. A coprodução do Haiti, França e Benim também levou o Prêmio do Público e foi a escolhida pelo Júri da Crítica, formado por Flavia Guerra, Rafael Carvalho e Letícia Magalhães, concedido pela Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema.

Os filmes brasileiros 7 Cortes de Cabelo no Congo, de Luciana Bezerra, Gustavo Melo e Pedro Rossi, e o curta Garotos Ingleses, de Marcus Curvelo, também foram premiados na noite, assim como os títulos O Hábito de Habitar, de Nicolás Pérez, e Upa! Neguinho, de Douglas Carvalho dos Santos, ambos da mostra Mirada Paranaense, reconhecidos com o Prêmio AVEC-PR.

Já na mostra Novos Olhares, os destaques foram para a produção chinesa Jet Lag, de Xinyuan Zheng Lu, e o sul-africano Grace Tomada Única, de Lindiwe Matshikiza, que receberam os prêmios de melhor longa-metragem e Menção Honrosa, respectivamente. Poeta, filme cazaque de Darezhan Omirbayev, recebeu o prêmio de melhor longa-metragem da mostra Outros Olhares.

O júri da mostra Outros Olhares foi formado por Letícia Simões, Diego Trerotola e Denilson Lopes; para a mostra Novos Olhares/Melhor Filme Brasileiro, o júri contou com Viviane Ferreira, Pedro Adrián Zuluaga e James Lattimer. O Prêmio AVEC-PR foi escolhido por Roger Koza, Ramayana Lira e Fran Camilo

Conheça os vencedores do Olhar de Cinema 2022:

COMPETITIVA | LONGA-METRAGEM

Prêmio Olhar de Melhor Filme: Uma Noite Sem Saber Nada (Toute Une Nuit Sans Savoir), de Payal Kapadia (França/Índia)
Prêmio Especial do Júri: Freda, de Gessica Geneus (França/Haiti/Benin)
Prêmio de Contribuição Artística: Rita Azevedo Gomes, diretora de O Trio em Mi Bemol (Portugal/Espanha)

COMPETITIVA | CURTA-METRAGEM

Prêmio Olhar de Melhor Filme: Mal di Mare, de João Vieira Torres (Brasil)

MOSTRA OUTROS OLHARES

Melhor longa-metragem: Poeta (Akyn), de Darezhan Omirbayev (Cazaquistão)

MOSTRA NOVOS OLHARES

Melhor Filme: Jet Lag, de Zheng Lu Xinyuan (China)
Menção Honrosa: Grace Tomada Única (One Take Grace), de Lindiwe Matshikiza (África do Sul)

FILME BRASILEIRO | LONGAS | Competitiva, Novos Olhares e Outros Olhares

Melhor longa-metragem brasileiro: 7 Cortes de Cabelo no Congo, de Luciana Bezerra, Gustavo Melo e Pedro Rossi

FILME BRASILEIRO | CURTAS | Competitiva e Outros Olhares

Melhor curta-metragem brasileiro: Garotos Ingleses, de Marcus Curvelo

OUTROS PRÊMIOS

Prêmio do Público: Freda, de Gessica Geneus (França/Haiti/Benin)
Prêmio AVEC-PR Hugo Mengarelli: O Hábito de Habitar, de Nicolás Pérez (Brasil/Chile/Haiti)
Prêmio AVEC-PR | Menção Honrosa: Upa, Neguinho!, de Douglas Carvalho dos Santos
Prêmio da Crítica | Abraccine: Freda, de Gessica Geneus (França/Haiti/Benin)

*O CINEVITOR está em Curitiba e você acompanha a cobertura do 11º Olhar de Cinema por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Vitor Búrigo.

Os Primeiros Soldados: Rodrigo de Oliveira fala sobre o filme exibido no 11º Olhar de Cinema

por: Cinevitor
O diretor no debate que aconteceu no Cine Passeio.

Depois de passar por diversos festivais, Os Primeiros Soldados, dirigido por Rodrigo de Oliveira, foi exibido na mostra Olhares Brasil da 11ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Protagonizado por Johnny Massaro, Renata Carvalho e Vitor Camilo, a obra se passa em Vitória, Espírito Santo, no ano de 1983, quando a primeira onda da epidemia de AIDS arrebata dois rapazes gays e uma mulher transexual, que se unem na tentativa de sobreviver ao temido e desconhecido vírus. Realizado pela Pique-Bandeira Filmes, o elenco conta também com Clara Choveaux, Alex Bonini e Higor Campagnaro.

Rodado poucos meses antes do início da pandemia de Covid-19, o filme traz essa realidade da comunidade LGBTQIA+ que, no início da década de 1980, já sofria fortemente com a marginalização e a iminência da violência e que passa a lidar com uma nova camada de opressão com a chegada do desconhecido vírus que era, preconceituosamente, denominado “vírus gay”. O desespero com a falta de informação, a exclusão social ainda maior e até mesmo o descaso e despreparo do sistema de saúde ao lidarem com a situação, eclodiu em uma epidemia que matou milhares e aumentou ainda mais a homofobia. O longa expressa essa angústia e também essa união da comunidade, que só podia se proteger entre si enquanto eram vistos como ameaças; sendo eles os maiores ameaçados.  

Exibido no International Film Festival Mannheim-Heidelberg, na Alemanha, e no International Film Festival of India, o filme recebeu o Prêmio Carlos Reichenbach de melhor longa-metragem da mostra Olhos Livres na 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes e também recebeu o Prêmio Especial do Júri para Renata Carvalho no Festival do Rio.

Para falar mais sobre Os Primeiros Soldados, conversamos com o diretor Rodrigo de Oliveira, que marcou presença no Olhar de Cinema.

Aperte o play e confira:

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Foto: Marcelo Deguchi.

Minions 2: A Origem de Gru ganha novo trailer e data de estreia

por: Cinevitor
A sequência chega aos cinemas em junho.

A Universal Pictures divulgou nesta terça-feira, 07/06, o novo trailer de Minions 2: A Origem de Gru. Sequência do spin-off de sucesso da franquia Meu Malvado Favorito, a animação está prevista para chegar aos cinemas brasileiros no dia 30 de junho.

O longa-metragem é dirigido por Kyle Balda, que desde o início esteve na equipe de desenvolvimento da franquia. O cineasta, que começou no departamento de animação dos dois primeiros longas da saga, dirigiu Meu Malvado Favorito 3 e Minions.

Minions 2: A Origem de Gru, se passa na década de 1970, muito antes de Gru se tornar um mestre do mal. Na época, o personagem era apenas um garoto de 12 anos, morando em um subúrbio e planejando dominar o mundo de seu porão, mas sem muito sucesso. Quando cruza o caminho dos Minions, incluindo Kevin, Stuart, Bob e Otto (um novo Minion de aparelho nos dentes e uma necessidade desesperada de agradar), Gru acaba formando uma família inusitada. Juntos, eles constroem o seu primeiro esconderijo, projetam suas primeiras armas e unem forças para executar suas primeiras missões.

Mas quando o infame grupo de supervilões Vicious 6 expulsa seu líder, o lendário lutador de artes marciais Wild Knuckles, Gru decide fazer uma entrevista para ocupar a vaga. Os vilões não dão corda para o diminuto aspirante a vilão, mas Gru os engana e enfurece, tornando-se, de repente, o inimigo mortal da maior gangue do mal. Com o jovem em perigo, Gru descobre que até mesmo os bandidos precisam de uma ajudinha dos amigos.

A animação conta com dublagens de: Steve Carell, que volta a dar voz ao principal personagem da franquia; Taraji P. Henson, Jean-Claude Van Damme, Michelle Yeoh, Dolph Lundgren, Danny Trejo, entre outros.

Confira o trailer de Minions 2: A Origem de Gru, que chega aos cinemas em junho:

Foto: Divulgação/Illumination Entertainment.

In-Edit Brasil 2022 anuncia seleção internacional e atividades paralelas

por: Cinevitor
Documentário sobre Tina Turner é um dos destaques da programação.

Depois de anunciar os títulos nacionais da 14ª edição, o In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, que acontecerá entre os dias 15 e 26 de junho, em formato híbrido, completa sua seleção com filmes internacionais e diversas atividades paralelas.

Com um total de 67 títulos, entre longas e curtas, nacionais e internacionais, inéditos no circuito comercial, a programação conta ainda com shows, debates, encontros, sessões apresentadas por convidados e feira de vinil.

“A programação on-line amplia o alcance e democratiza o acesso. É indispensável ao festival. Mas a grande aposta desta edição é a volta ao presencial! Por isso, tantas sessões com diretores, diretoras e convidados especiais. Por isso, tantos shows. Queremos resgatar o prazer do encontro, das trocas, investir na experiência viva que só um festival pode oferecer”, disse Leonardo Kehdi, diretor-executivo do festival.

A cerimônia de abertura acontecerá no dia 15 de junho, às 20h30, no CineSesc, com a exibição do inédito Nothing Compares, dirigido por Kathryn Ferguson, sobre a vida da cantora irlandesa Sinéad O’Connor. Entre altos e baixos na carreira da artista, que mudou radicalmente a figura da mulher no rock ao raspar sua cabeça, usar roupas masculinas e soltar frases polêmicas ao se referir à moral e aos bons costumes britânicos, o documentário traz imagens inéditas de arquivo e a voz da própria cantora como narradora. A diretora resgata essa trajetória de um ponto de vista abertamente feminista.

A mostra Sessões Especiais traz oito títulos divididos em dois grupos. O grupo dos filmes inéditos apresenta 4 títulos finalizados especialmente para o festival e exibidos em sessões únicas. Complementam a programação quatro filmes que foram destaque nas edições de 2020 e 2021 do In-Edit Brasil. Por conta da pandemia de Covid-19, esses filmes foram vistos somente no formato on-line e, agora, serão exibidos pela primeira vez na tela grande do cinema.

O Panorama Mundial traz um total de 25 documentários internacionais que serão exibidos no formato presencial, na cidade de São Paulo, e uma seleção on-line. Entre eles, filmes sobre as bandas a-ha, The Beatles e Flaming Lips, os cantores Rick James, Chico Buarque e Tina Turner, o pianista Billy Tipton, entre outros. Além disso, o In-Edit Brasil apresenta um especial com nove títulos nacionais e internacionais de um dos gêneros musicais mais escutados no mundo, o Heavy Metal.

Neste ano, estão confirmados shows e pocket shows com: Banda Mantiqueira, Mundo Livre S/A, Black Pantera, Benjamim Taubkin, Test, Carline and Friends, Os Imitáveis, Garotos Podres e Alzira E.

Conheça os novos filmes internacionais selecionados para o In-Edit Brasil 2022:

PANORAMA MUNDIAL

a-ha: The Movie, de Thomas Robahm e Aslaug Holm (Noruega/Alemanha)
Anonymous Club, de Danny Cohen (Austrália)
Bitchin’: The Sound and Fury of Rick James, de Sacha Jenkins (EUA)
Cesária Évora, de Ana Sofia Fonseca (Portugal)
Crestone, de Marnie Ellen Hertzler (EUA)
Delia Derbyshire: The Myths and the Legendary Tapes, de Caroline Catz (Inglaterra)
El Niño de Fuego, de Ignacio Acconcia (Espanha)
Flaming Lips – Space Bubble Film, de Wayne Coyne e Blake Studdard (EUA)
Freakscene: The Story of Dinosaur Jr., de Philipp Reichenheim (Alemanha/EUA)
Getting It Back: The Story Of Cymande, de Tim Mackenzie-Smith (Inglaterra)
I Get Knocked Down, de Sophie Robinson e Dunstan Bruce (Inglaterra)
I’m Wanita, de Matthew Walker (Austrália)
In the Court of the Crimson King, de Toby Amies (EUA)
Já Estou Farto!, de Paulo Antunes (Portugal)
Lydia Lunch: The War Is Never Over, de Beth B (EUA)
Meu Caro Amigo Chico, de Joana Barra Vaz (Portugal)
No Ordinary Man, de Aisling Chin-Yee e Chase Joy (Canadá)
Nothing Compares, de Kathryn Ferguson (Inglaterra/Irlanda)
Other, Like Me: The Oral History of COUM Transmissions and Throbbing Gristle, de Marcus Werner Hed e Dan Fox (Inglaterra)
Rewind and Play, de Alain Gomis (França/Alemanha)
Studio 17: The Lost Reggae Tapes, de Mark James (Inglaterra)
The Conductor, de Bernadette Wegenstein (EUA)
The Unicorn, de Isabelle Dupuis e Tim Geraghty (EUA)
Tina, de Daniel Lindsay e T.J. Martin (EUA)

ESPECIAL HEAVY METAL

A Heavy Metal Civilization, de Cristina Ornellas e Maila-Kaarina Rantanen (Finlândia)
Brasil Heavy Metal, de Ricardo ‘Micka’ Michaelis (Brasil)
Desgadável – Gangrena Gasosa, de Fernando Rick (Brasil)
DIO Dreamers Never Die, de Don Argott e Demian Fenton (EUA)
Murder in the Front Row: The San Francisco Bay Area Thrash Metal Story, de Adam Dubin (EUA)
Quem Kiss Teve, de Tadeu Jungle (Brasil)
Rock Camp: The Movie, de Douglas Blush e Renee Barron (EUA)
Rockabul, de Travis Beard (Afeganistão/Austrália/Bósnia-Herzegovina/Reino Unido)
The Forbidden Strings, de Hasan Noori (Irã/Afeganistão/Qatar)
Until the Light Takes Us, de Aaron Aites e Audrey Ewell (EUA)

SESSÕES ESPECIAIS
*Destaques do In-Edit 2020 e 2021

Dom Salvador & Abolition, de Artur Ratton e Lilka Hara (Brasil/EUA)
Garoto – Vivo Sonhando, de Rafael Veríssimo (Brasil)
Aquilo que Eu Nunca Perdi, de Marina Thomé (Brasil)
Secos & Molhados, de Otávio Juliano (Brasil)

SESSÕES ESPECIAIS | EXIBIÇÃO ÚNICA

Carlini – Guitarrista de Rock, de Luiz Carlos Lucena (Brasil)
Gueto Flow, Preto Show, de Adrianna Oliveira (Brasil)
Música Para Um Filme, de Otavio Cury (Brasil)
Um Disco Normal, de João Kombi e Tomás Moreira (Brasil)

*Clique aqui e confira a programação completa.

Foto: Divulgação.

Marco Ricca e Gustavo Patriota falam sobre Paterno, de Marcelo Lordello, exibido em competição no 11º Olhar de Cinema

por: Cinevitor
Os atores no Cine Passeio, em Curitiba.

A mostra Competitiva de longa e curta-metragem do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba é composta por um conjunto de apostas, e também descobertas, de filmes recém chegados ao mundo, ainda inéditos no Brasil. Sobre os selecionados, há uma busca do equilíbrio entre inventividade, abordagem de temas contemporâneos e potencial de comunicação com o público.

Um dos destaques desta seleção é o pernambucano Paterno, dirigido por Marcelo Lordello. Na trama, Sérgio, interpretado por Marco Ricca, é um arquiteto de 55 anos que precisa tomar o poder da empreiteira da família com um plano que depende da herança do seu pai Heitor, em estado terminal, para realizar seu edifício mais ambicioso. No entanto, ele descobre um segredo guardado há muito tempo por Heitor. Começa assim uma busca obsessiva e reveladora do passado de seu pai, algo que desconstruirá Sérgio e todas as suas certezas.

Filmado em 2017 no Recife, Paterno é um filme sobre dilemas familiares e profissionais que se acumulam por vidas inteiras, em um contexto corrompido por especulações imobiliárias na capital pernambucana. Com roteiro de Marcelo Lordello, Fábio Meira e Letícia Simões, a fotografia é assinada por Bárbara Alvarez.

O elenco conta também com Fabiana Pirro, Gustavo Patriota, Thomás Aquino, Nelson Baskerville, Selma Egrei, Rejane Faria, Germano Haiut, Cláudia Assunção, Wilson Rabelo, Zoraide Coleto, Tavinho Teixeira, Clébia Sousa, entre outros.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com os atores Marco Ricca e Gustavo Patriota depois da primeira exibição de Paterno no festival.

Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em Curitiba e você acompanha a cobertura do 11º Olhar de Cinema por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Marcelo Deguchi.