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5ª Mostra de Cinema de Gostoso: realizadores do audiovisual brasileiro falam sobre curtas-metragens, incentivos e festivais

por: Cinevitor

realizadoresgostosoRealizadores que participaram do festival na cerimônia de premiação.

Em agosto deste ano, a ANCINE, Agência Nacional do Cinema, lançou o Edital de Fluxo Contínuo de Produção para Cinema com um processo seletivo realizado com base em critérios de pontuação calculada de forma automática.

O edital para investimento do Fundo Setorial do Audiovisual, FSA, serve para  seleção de projetos de produção de longas-metragens de ficção, documentário e animação, apresentados por produtoras brasileiras independentes e distribuidoras brasileiras independentes, com destinação inicial ao mercado de salas de exibição.

O Regulamento de Notas detalha os critérios usados para estabelecer a nota obtida por diretores e empresas produtoras e distribuidoras. Cada proponente poderá calcular a pontuação de seu projeto com base nas notas atribuídas ao diretor (desempenho comercial, quantidade de obras e desempenho artístico); à produtora (capacidade gerencial/classificação de nível, desempenho comercial e desempenho artístico); e à distribuidora (quantidade de obras, desempenho comercial e desempenho artístico).

O edital disponibiliza recursos financeiros no valor total de R$ 150 milhões, divididos em quatro modalidades. O cálculo das notas foi feito com base nos dados extraídos do sistema no dia 15/05, um dia após o encerramento das inscrições no Edital Concurso Produção para Cinema 2018. Com base na pontuação final obtida, cada projeto será enquadrado em uma faixa de pontuação que dará direito a acessar diferentes tetos de valores.

Porém, um dos critérios de avaliação diz que o proponente deverá comprovar ter realizado o lançamento comercial de, no mínimo, uma obra cinematográfica de longa-metragem, da qual não seja produtora ou coprodutora, no mercado de salas de exibição no Brasil nos doze meses anteriores à inscrição. Ou seja, curtas-metragens não somam pontos para esse edital, desconsiderando assim, tais produções dos realizadores, muitas vezes premiados em importantes festivais nacionais e internacionais.

A decisão não foi bem recebida pela classe artística, já que dificultará a inclusão de novos diretores e produtores que tenham realizado apenas curtas-metragens, por exemplo. Depois de alguns manifestos, a ANCINE, em comunicado, disse que vai avaliar o formato de pontuações. Porém, até agora, a situação continua a mesma.

Recentemente, durante a quinta edição da Mostra de Cinema de Gostoso, realizada em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, realizadores que marcaram presença no evento fizeram uma carta em busca de igualdade para os curtas-metragens, reivindicando direitos iguais para tais produções, e também sobre outras questões relacionadas ao audiovisual brasileiro.

Confira a carta na íntegra, lida durante a cerimônia de premiação da Mostra:

CARTA ABERTA DOS REALIZADORES DO AUDIOVISUAL NACIONAL REALIZADA NA 5ª MOSTRA DE CINEMA DE GOSTOSO

Considerando os momentos de incerteza em relação às políticas voltadas para cultura, mais especificamente para o audiovisual, as realizadoras e os realizadores manifestam seu posicionamento em defesa do Ministério da Cultura e de políticas públicas que vêm sendo construídas ao longo das últimas décadas. Esperamos que sejam mantidos os incentivos à iniciativas indispensáveis para a construção da nossa identidade. As políticas públicas para a arte e audiovisual geram inúmeros benefícios para nossa sociedade: desde a geração de emprego, geração de renda, formação de público e formação de novos técnicos. Nossa preocupação também é em relação aos festivais e mostras de cinema, que em todo país, contribuem para a troca de experiências, olhares e um dos mais importantes meios de circulação das obras produzidas no país; além de serem também um espaço que possibilita o acesso ao cinema onde não há salas de exibição ou mesmo outros espaços culturais. É importante reforçar que esses festivais e mostras são uma forma de retribuir para vocês, o dinheiro público investido em muitas dessas obras. Por fim, sublinhamos que curtas metragens existem SIM! E que devem ser valorizados como obras audiovisuais, portanto devem também fazer parte dessa nova pontuação proposta pela ANCINE. Muito obrigada pela oportunidade!

Foto: Vitor Búrigo.

Festival de Sundance 2019: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor

divinoamorsundanceDira Paes e Julio Machado em Divino Amor, de Gabriel Mascaro: selecionado.

A 41ª edição do Festival Sundance de Cinema, um dos eventos mais importantes do cinema independente, que acontecerá entre os dias 24 de janeiro e 3 de fevereiro de 2019, anunciou, nesta quarta-feira, 28/11, sua seleção oficial.

Neste ano, 112 filmes foram selecionados, de 33 países e 45 novos cineastas, entre 14.259 inscritos, incluindo 4.018 longas-metragens. Ao total, 40% das produções são dirigidas por uma ou mais mulheres.

Na Competição Americana, destacam-se ficções e documentários inéditos de novos nomes do cinema independente americano; na Competição Internacional, produções dirigidas por talentos emergentes do cinema mundial oferecem novas perspectivas e estilos inventivos; na Mostra Next, filmes americanos considerados ousados e criativos completam a programação; na seção Premieres, destacam-se algumas das estreias mais esperadas para o próximo ano; em Midnight, uma seleção que vai do horror à comédia, com obras que desafiam a classificação de gênero; em Spotlight, é possível rever alguns filmes consagrados no ano anterior; e na seção Kids, uma programação dedicada aos espectadores mais jovens.

Neste ano, o cinema brasileiro marca presença na Competição Internacional com dois filmes: Divino Amor, de Gabriel Mascaro, entre os longas de ficção, com Dira Paes, Emílio de Mello, Julio Machado, Thalita Carauta, Mariana Nunes, Teca Pereira e Tuna Dwek; e o documentário, ainda sem título, de Petra Costa, sobre os bastidores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Na mostra Kids, Abe, de Fernando Grostein Andrade, com Noah Schnapp e Seu Jorge, é um dos destaques. Além disso, a cineasta brasileira Ivete Lucas, que hoje vive nos Estados Unidos, aparece na Competição Americana de Documentários com Pahokee, dirigido em parceria com Patrick Bresnan.

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Sundance 2019:

COMPETIÇÃO AMERICANA | DRAMA:

Before You Know It, de Hannah Pearl Utt
Big Time Adolescence, de Jason Orley
Brittany Runs A Marathon, de Paul Downs Colaizzo
Clemency, de Chinonye Chukwu
The Farewell, de Lulu Wang
Hala, de Minhal Baig
Honey Boy, de Alma Har’el
Imaginary Order, de Debra Eisenstadt
The Last Black Man in San Francisco, de Joe Talbot
Luce, de Julius Onah
Ms. Purple, de Justin Chon
Native Son, de Rashid Johnson
Share, de Pippa Bianco
The Sound of Silence, de Michael Tyburski
Them That Follow, de Britt Poulton e Dan Madison Savage
To The Stars, de Martha Stephens

COMPETIÇÃO AMERICANA | DOCUMENTÁRIO:

Always in Season, de Jacqueline Olive
American Factory, de Steven Bognar e Julia Reichert
APOLLO 11, de Todd Douglas Miller
Bedlam, de Kenneth Paul Rosenberg
David Crosby: Remember My Name, de A.J. Eaton
Hail Satan, de Penny Lane
Jawline, de Liza Mandelup
Knock Down the House, de Rachel Lears
Midnight Family, de Luke Lorentzen
Mike Wallace Is Here, de Avi Belkin
Moonlight Sonata: Deafness in Three Movements, de Irene Taylor Brodsky
One Child Nation, de Nanfu Wang e Jialing Zhang
Pahokee, de Ivete Lucas e Patrick Bresnan
TIGERLAND, de Ross Kauffman
Untitled Amazing Johnathan Documentary, de Ben Berman
Where’s My Roy Cohn?, de Matt Tyrnauer

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DRAMA:

Dirty God, de Sacha Polak (Holanda/Reino Unido/Bélgica/Irlanda)
Divino Amor (Divine Love), de Gabriel Mascaro (Brasil/Uruguai/Dinamarca/Noruega)
Dolce Fine Giornata, de Jacek Borcuch (Polônia)
Judy & Punch, de Mirrah Foulkes (Austrália)
Koko-di Koko-da, de Johannes Nyholm (Suécia/Dinamarca)
The Last Tree, de Shola Amoo (Reino Unido)
Monos, de Alejandro Landes (Colômbia/Argentina/Holanda/Alemanha/Suécia/Uruguai)
Queen of Hearts, de May el-Toukhy (Dinamarca)
The Sharks, de Lucía Garibaldi (Uruguai/Argentina/Espanha)
The Souvenir, de Joanna Hogg (Reino Unido)
This is not Berlin, de Hari Sama (México)
We Are Little Zombies, de Makoto Nagahisa (Japão)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DOCUMENTÁRIO:

Advocate, de Rachel Leah Jones e Philippe Bellaïche (Israel)
Cold Case Hammarskjold, de Mads Brügger (Dinamarca)
Untitled Brazil Documentary, de Petra Costa (Brasil)
The Disappearance of My Mother, de Beniamino Barrese (Itália)
Gaza, de Garry Keane e Andrew McConnell (Irlanda)
Honeyland, de Ljubomir Stefanov e Tamara Kotevska (Macedônia)
Lapü, de Juan Pablo Polanco e César Alejandro Jaimes (Colômbia)
The Magic Life of V, de Tonislav Hristov (Finlândia/Dinamarca/Bulgária)
Midnight Traveler, de Hassan Fazili (EUA/Qatar/Reino Unido/Canadá)
Sea of Shadows, de Richard Ladkani (Áustria)
Shooting the Mafia, de Kim Longinotto (Irlanda)
Stieg Larsson – The Man Who Played With Fire, de Henrik Georgsson (Suécia)

NEXT:

Adam, de Rhys Ernst (EUA)
Give Me Liberty, de Kirill Mikhanovsky (EUA)
Light From Light, de Paul Harrill (EUA)
Paradise Hills, de Alice Waddington (Espanha/EUA)
Premature, de Rashaad Ernesto Green (EUA)
Selah and the Spades, de Tayarisha Poe (EUA)
Sister Aimee, de Samantha Buck e Marie Schlingmann (EUA)
The Death of Dick Long, de Daniel Scheinert (EUA)
The Infiltrators, de Alex Rivera e Cristina Ibarra (EUA)
The Wolf Hour, de Alistair Banks Griffin (EUA)

PREMIERES:

After The Wedding, de Bart Freundlich (EUA)
Animals, de Sophie Hyde (Reino Unido/Irlanda/Austrália)
Blinded by the Light, de Gurinder Chadha (Reino Unido)
Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile, de Joe Berlinger (EUA)
I Am Mother, de Grant Sputore (Austrália)
Late Night, de Nisha Ganatra (EUA)
Official Secrets, de Gavin Hood (EUA/Reino Unido)
Photograph, de Ritesh Batra (Índia)
Relive, de Jacob Estes (EUA)
Sonja – The White Swan, de Anne Sewitsky (Noruega)
The Mustang, de Laure de Clermont-Tonnerre (EUA)
The Boy Who Harnessed the Wind, de Chiwetel Ejiofor (Reino Unido)
The Report, de Scott Z. Burns (EUA)
The Sunlit Night, de David Wnendt (Alemanha/Noruega)
The Tomorrow Man, de Noble Jones (EUA)
Top End Wedding, de Wayne Blair (Austrália)
Troupe Zero, de Bert & Bertie (EUA)
Velvet Buzzsaw, de Dan Gilroy (EUA)

PREMIERES | DOCUMENTÁRIO:

Ask Dr. Ruth, de Ryan White (EUA)
Halston, de Frédéric Tcheng (EUA)
Love, Antosha, de Garret Price (EUA)
Marianne & Leonard: Words of Love, de Nick Broomfield (EUA)
MERATA: How Mum Decolonised The Screen, de Heperi Mita (Nova Zelândia)
Miles Davis: Birth of the Cool, de Stanley Nelson (EUA/Reino Unido)
Raise Hell: The Life & Times of Molly Ivins, de Janice Engel (EUA)
The Great Hack, de Karim Amer e Jehane Noujaim (EUA)
The Inventor: Out for Blood in Silicon Valley, de Alex Gibney (EUA)
Toni Morrison: The Pieces I Am, de Timothy Greenfield-Sanders (EUA)
Untouchable, de Ursula Macfarlane (EUA)
Words from a Bear, de Jeffrey Palmer (EUA)

MIDNIGHT:

Greener Grass, de Jocelyn DeBoer e Dawn Luebbe (EUA)
Little Monsters, de Abe Forsythe (Austrália)
MEMORY – The Origins of Alien, de Alexandre O. Philippe (EUA)
Mope, de Lucas Heyne (EUA)
Sweetheart, de JD Dillard (EUA)
The Hole in the Ground, de Lee Cronin (Irlanda)
The Lodge, de Veronika Franz e Severin Fiala (EUA/Reino Unido)

SPOTLIGHT:

Anthropocene: The Human Epoch, de Jennifer Baichwal, Nicholas de Pencier e Edward Burtynsky (Canadá)
Pássaros de Verão (Birds of Passage), de Cristina Gallego e Ciro Guerra (Colômbia)
Maiden, de Alex Holmes (Reino Unido)
The Biggest Little Farm, de John Chester (EUA)
The Mountain, de Rick Alverson (EUA)
The Nightingale, de Jennifer Kent (Austrália)

KIDS:

Abe, de Fernando Grostein Andrade (Brasil)
The Elephant Queen, de Victoria Stone e Mark Deeble (Reino Unido/Quênia)
The Witch Hunters, de Rasko Miljkovic (Sérvia/Macedônia)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores da 5ª Mostra de Cinema de Gostoso

por: Cinevitor

guaxumavencegostosoMaíra Iabrudi, diretora de fotografia de Guaxuma, recebe prêmio.

Os vencedores da 5ª Mostra de Cinema de Gostoso, que aconteceu em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, foram anunciados nesta terça-feira, 27/11, na Praia do Maceió, em cerimônia apresentada por Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld, diretores e curadores da Mostra.

O prêmio de melhor longa-metragem pelo júri popular foi para o documentário Meu Nome é Daniel, dirigido por Daniel Gonçalves. O longa conta a história do próprio diretor que nasceu com uma deficiência que nenhum médico foi capaz de diagnosticar. Já o prêmio de melhor curta-metragem segundo o público ficou para a animação Guaxuma, de Nara Normande, que levou o Troféu Luís da Câmara Cascudo.

Neste ano, a Mostra contou com uma novidade: o Prêmio Imprensa, formado por jornalistas que marcaram presença no evento e escolheram as melhores produções. Ismaelino Pinto, Maria do Rosário Caetano e Vitor Búrigo, do CINEVITOR, subiram ao palco para entregar o novo troféu, criado por Adriano Fontes, da Marcenaria SMG, uma réplica em miniatura da espreguiçadeira do cinema.

Conheça os vencedores da Mostra de Cinema de Gostoso 2018:

MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI POPULAR:
Meu Nome é Daniel, de Daniel Gonçalves (RJ)

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR:
Guaxuma, de Nara Normande (PE)

MENÇÃO HONROSA:
Sócrates, de Alex Moratto (SP)

PRÊMIO ELO COMPANY DE DISTRIBUIÇÃO:
Teoria Sobre um Planeta Estranho, de Marco Antônio Pereira (MG)

PRÊMIO MISTIKA DE FINALIZAÇÃO:
P’s, de Lourival Andrade (RN)

PRÊMIO IMPRENSA | MELHOR CURTA | COLETIVO NÓS DO AUDIOVISUAL:
Filho de Peixe, de Igor Ribeiro (RN)

PRÊMIO IMPRENSA | MELHOR CURTA-METRAGEM:
Catadora de Gente, de Mirela Kruel (RS)

PRÊMIO IMPRENSA | MELHOR LONGA-METRAGEM:
Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes (CE)

Foto: Heco Produções.

National Board of Review anuncia lista com os melhores de 2018 no cinema

por: Cinevitor

nasceestrelanationalBradley Cooper e Lady Gaga em Nasce uma Estrela: premiados.

A National Board of Review, importante e tradicional organização de críticos de cinema dos Estados Unidos, fundada em 1909, divulga, desde 1932, uma lista com os melhores do ano da indústria cinematográfica. Em 2018, mais de 260 filmes foram analisados por um seleto grupo de cineastas, profissionais e acadêmicos da sétima arte.

Neste ano, a comédia dramática Green Book: O Guia, de Peter Farrelly, levou o prêmio de melhor filme de 2018. Protagonizado por Viggo Mortensen e Mahershala Ali, o filme traz uma história inspirada em fatos reais sobre um segurança ítalo-americano que se torna motorista de um pianista afro-americano; durante sua turnê pelo sul dos Estados Unidos, na década de 1960, ambos passam por profundas transformações. Nasce uma Estrela, dirigido por Bradley Cooper, também se destacou e levou três prêmios.

A cerimônia de premiação será realizada no dia 8 de janeiro de 2019, em Nova York, e será apresentada pelo jornalista e humorista Willie Geist.

Confira a lista com os melhores do cinema em 2018 segundo a National Board of Review:

MELHOR FILME: Green Book: O Guia, de Peter Farrelly
MELHOR DIREÇÃO: Bradley Cooper, por Nasce uma Estrela
MELHOR ATOR: Viggo Mortensen, por Green Book: O Guia
MELHOR ATRIZ: Lady Gaga, por Nasce uma Estrela
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Sam Elliott, por Nasce uma Estrela
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Regina King, por Se a Rua Beale Falasse
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: First Reformed, escrito por Paul Schrader
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Se a Rua Beale Falasse, escrito por Barry Jenkins
MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO: Os Incríveis 2
ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO: Thomasin McKenzie, por Leave No Trace
MELHOR DIRETOR ESTREANTE: Bo Burnham, por Oitava Série
MELHOR FILME ESTRANGEIRO: Guerra Fria (Zimna wojna), de Pawel Pawlikowski (Polônia)
MELHOR DOCUMENTÁRIO: RBG, de Julie Cohen e Betsy West
MELHOR ELENCO: Podres de Ricos
PRÊMIO NBR FREEDOM OF EXPRESSION: 22 de Julho, de Paul Greengrass e On Her Shoulders, de Alexandria Bombach
PRÊMIO WILLIAM K. EVERSON FILM HISTORY: O Outro Lado do Vento, de Orson Welles e Serei Amado Quando Morrer, de Morgan Neville

MELHORES FILMES DO ANO:
First Reformed
Nasce uma Estrela (A Star Is Born)
O Retorno de Mary Poppins (Mary Poppins Returns)
Oitava Série (Eighth Grade)
Pantera Negra (Black Panther)
Poderia Me Perdoar? (Can You Ever Forgive Me?)
Roma
Se a Rua Beale Falasse (If Beale Street Could Talk)
The Ballad of Buster Scruggs
Um Lugar Silencioso (A Quiet Place)

TOP 5 FILMES ESTRANGEIROS:
Assunto de Família (Manbiki kazoku), de Hirokazu Kore-eda (Japão)
Culpa (Den skyldige), de Gustav Möller (Dinamarca)
Custódia (Jusqu’à la garde), de Xavier Legrand (França)
Em Chamas (Beoning), de Chang-dong Lee (Coreia do Sul)
Lazzaro felice, de Alice Rohrwacher (Itália)

TOP 5 DOCUMENTÁRIOS:
Crime + Punishment, de Stephen Maing
Free Solo, de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi
Minding the Gap, de Bing Liu
Três Estranhos Idênticos (Three Identical Strangers), de Tim Wardle
Won’t You Be My Neighbor?, de Morgan Neville

TOP 10 FILMES INDEPENDENTES:
A Morte de Stalin (The Death of Stalin), de Armando Iannucci
A Rota Selvagem (Lean on Pete), de Andrew Haigh
Buscando… (Searching), de Aneesh Chaganty
Domando o Destino (The Rider), de Chloé Zhao
Leave No Trace, de Debra Granik
Mid90s, de Jonah Hill
Sorry to Bother You, de Boots Riley
The Old Man & the Gun, de David Lowery
Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here), de Lynne Ramsay
We the Animals, de Jeremiah Zagar

Foto: Warner Bros. Entertainment/Divulgação.

Conheça os vencedores do Gotham Awards 2018

por: Cinevitor

gotham2018vencedoresEthan Hawke: melhor ator por First Reformed.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 26/11, os vencedores do 28º Gotham Awards, um dos principais prêmios do cinema independente, organizado pela IFP (Independent Filmmaker Project), que dá início à temporada de premiações.

O drama Domando o Destino, dirigido pela cineasta Chloé Zhao, levou o prêmio de melhor filme. Protagonizado por Brady Jandreau, o longa conta a história de um jovem caubói que, depois de sofrer um ferimento na cabeça quase fatal, resolve buscar por uma nova identidade e passa a refletir sobre como viver em seu país.

Além dos premiados, também foram anunciados os homenageados deste ano: o Gotham Tributes foi entregue para Rachel Weisz, Willem Dafoe e Paul Greengrass; o produtor Jon Kamen recebeu o Gotham Industry Tribute.

Confira a lista completa com os vencedores do Gotham Awards 2018:

MELHOR FILME:
Domando o Destino (The Rider), de Chloé Zhao

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Hale County This Morning, This Evening, de RaMell Ross

MELHOR DIREÇÃO REVELAÇÃO | PRÊMIO BINGHAM RAY:
Bo Burnham, por Oitava Série (Eighth Grade)

MELHOR ROTEIRO:
First Reformed, escrito por Paul Schrader

MELHOR ATOR:
Ethan Hawke, por First Reformed

MELHOR ATRIZ:
Toni Collette, por Hereditário

MELHOR ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO:
Elsie Fisher, por Oitava Série

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Olivia Colman, Rachel Weisz e Emma Stone, por A Favorita

MELHOR SÉRIE | LONGA:
Killing Eve (BBC America)

MELHOR SÉRIE | CURTA:
195 Lewis

Foto: Jemal Countess.

Morre, aos 77 anos, o cineasta italiano Bernardo Bertolucci

por: Cinevitor

bertoluccimorreO cineasta, em 2013, quando recebeu uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood.

Morreu nesta segunda-feira, 26/11, aos 77 anos, o cineasta italiano Bernardo Bertolucci, um dos maiores nomes do cinema europeu e mundial. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o diretor, que lutava contra um câncer, morreu em sua casa, em Roma.

Nascido em 16 de março de 1941, na cidade de Parma, no norte da Itália, Bertolucci era filho de um conhecido poeta e escritor e, aos 21 anos, ganhou um prêmio por conta de uma poesia que escreveu aos 21 anos. Depois disso, decidiu se tornar cineasta.

Começou sua carreira na sétima arte como assistente de direção de Pier Paolo Pasolini, no longa Accattone: Desajuste Social, de 1961. Um ano depois realizou seu primeiro filme, o suspense A Morte, que foi exibido no Festival de Veneza. Em 1964, participou da Semana da Crítica, no Festival de Cannes, com o drama Antes da Revolução, protagonizado por Adriana Asti e Francesco Barilli. Em 1968, assinou o roteiro de Era uma Vez no Oeste, aclamado filme de Sergio Leone. Em 2001, roteirizou a comédia romântica O Triunfo do Amor, de Clare Peploe.

Sua primeira indicação ao Oscar aconteceu em 1972, na categoria de melhor roteiro para O Conformista, drama estrelado por Jean-Louis Trintignant, Stefania Sandrelli e Gastone Moschin.

O cineasta italiano ganhou reconhecimento mundial em 1972 com Último Tango em Paris, longa protagonizado por Marlon Brando e Maria Schneider. Considerado um dos filmes mais importantes do século 20, recebeu duas indicações ao Oscar: melhor direção e melhor ator. Depois do sucesso pelo mundo, realizou sua primeira produção em Hollywood, o drama épico 1900, com Robert De Niro, Gérard Depardieu, Donald Sutherland, Burt Lancaster e Dominique Sanda.

bertoluccibrandoBernardo Bertolucci e Marlon Brando nos bastidores de Último Tango em Paris.

Um dos momentos mais marcantes de sua carreira aconteceu na década de 1980 quando O Último Imperador venceu em todas as categorias nas quais havia sido indicado, incluindo melhor filme e melhor direção, tornando-se o primeiro italiano a ganhar esta estatueta dourada. O longa, estrelado por John Lone, Joan Chen e Peter O’Toole está entre os que mais ganharam prêmios da Academia e também foi o primeiro épico ocidental sobre a China feito com a cooperação do governo do país. Além disso, foi premiado no Globo de OuroBAFTA, César Awards, Críticos de Los Angeles, National Board of Review, entre tantos outros.

Considerado um dos maiores nomes de sua geração, Bernardo Bertolucci foi premiado em diversos festivais importantes, como: Berlim; Cannes, onde ganhou a Palma de Ouro honorária; European Film Awards, homenageado por sua carreira; Festival de Locarno; Festival de Veneza, onde recebeu um Leão de Ouro especial por sua carreira; entre outros.

Como diretor, realizou diversos trabalhos marcantes, como: La Luna, A Tragédia de um Homem Ridículo, A Estratégia da Aranha, O Céu que nos Protege, O Pequeno Buda, Beleza Roubada, Assédio, Os Sonhadores. Seu último filme foi o drama Eu e Você, em 2012. Um ano depois, foi homenageado com uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood.

Fotos: Valerie Macon/Divulgação.

Filmes restaurados e inéditos no Brasil serão exibidos na 5ª Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo

por: Cinevitor

guerrapazmostraCena de Guerra e Paz, de Sergei Bondarchuk: Oscar de melhor filme estrangeiro.

Produzidas pelo Mosfilm, o maior estúdio da Europa e um dos mais importantes e pioneiros do mundo, as 10 produções que integram a 5ª Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo serão exibidas em uma semana, entre os dias 29 de novembro e 05 de dezembro, na Cinemateca Brasileira.

Na abertura, às 19h do dia 29/11, será exibido Vá e Veja (1985), do diretor Elem Klimov, vencedor do prêmio de melhor filme restaurado no Festival de Veneza, em 2017. Frequentemente referenciado como um dos longas mais perturbadores sobre a guerra e seus efeitos, o filme foi restaurado em 2017, em um processo que levou quatro meses para ser concluído e foi coordenado pelo próprio Karen Shakhnazarov, diretor geral do Mosfilm.

As cópias restauradas são, inclusive, os destaques desta quinta edição da Mostra. Também serão exibidos: Quando Voam as Cegonhas (1957), de Mikhail Kalatozov; Cidade Zero (1988), de Karen Shakhnazarov; e a épica adaptação do romance Guerra e Paz, de Liev Tolstoi. Dividido em quatro partes, o filme de Serguei Bondarchuk foi premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro, em 1969, sendo um dos melhores momentos do longa a reconstituição da Batalha de Borodino, que contou com mais de 300 atores, 120 mil figurantes, cerca de 200 canhões e 100 mil rifles.

cegonhasmostraTatyana Samoylova em Quando Voam as Cegonhas: indicada ao BAFTA de melhor atriz.

Bola de Sebo (1934), de Mikhail Romm; Decisão: Aniquilação (2018), de Aleksandr Aravin; A Ascensão (1977), de Larisa Shepitko; Criança Abandonada (1939), de Tatyana Lukashevich; O Incógnito de São Petersburgo (1977), de Leonid Gayday; e Circus (1936), de Grigory Aleksandrov, completam a programação de cinema.

Além dos filmes, a Cinemateca Brasileira receberá, este ano, mais duas atividades relacionadas à cultura e os costumes da Rússia. Durante todo o período da Mostra estará em cartaz a exposição As Matryoskhas, de Nadia Ramirez Starikoff. Filha de mãe russa, a artista tem sua trajetória marcada pela migração. Inspiradas nas bonecas de origem russa, as obras retratam as origens ancestrais, a materialidade do corpo, as conexões com o outro, as relações com o ambiente e, por fim, a relação com o universo em sua mais infinita amplitude.

No domingo, 02/12, um pedacinho da tradicional Feira do Leste Europeu também acontecerá na Cinemateca. Barracas com comidas, bebidas e artesanato típicos da região funcionarão a partir das 13h. A Feira do Leste Europeu acontece mensalmente na Vila Zelina, bairro que concentra o maior número de imigrantes de países do Leste Europeu em São Paulo.

Os ingressos para os filmes podem ser retirados gratuitamente, com antecedência de uma hora de cada sessão. Clique aqui e confira a programação completa com datas e horários.

Foto: Divulgação.

Nova versão de O Rei Leão, dirigida por Jon Favreau, ganha primeiro trailer

por: Cinevitor

reileaoprimeirotrailerO personagem Simba será dublado por Donald Glover.

Em 1994, O Rei Leão chegou aos cinemas e logo fez sucesso de crítica e público, tornando-se a maior bilheteria do ano. Foi premiado no Oscar nas categorias de melhor trilha sonora e melhor canção original; no Globo de Ouro levou três estatuetas, entre elas, a de melhor filme de comédia ou musical.

Em julho de 2019, ano em que a animação completará 25 anos, a Disney lançará uma nova versão do clássico, que mescla computação gráfica (CGI) e live-action, dirigida por Jon Favreau, que foi responsável pela nova adaptação de Mogli – O Menino Lobo, lançada em 2016.

O elenco de dubladores do novo O Rei Leão conta com Donald Glover, como Simba; Seth Rogen, como Pumba; Chiwetel Ejiofor, como Scar; Billy Eichner, como Timão; John Oliver, como Zazu; Keegan-Michael Key, como Banzai; Beyoncé, como Nala; James Earl Jones, como Mufasa; Alfre Woodard, Eric André, Florence Kasumba, John Kani, JD McCrary e Shahadi Wright Joseph.

Confira o trailer de O Rei Leão, que tem estreia marcada para o dia 18 de julho de 2019:

Foto: Divulgação/Disney.

Conheça os vencedores do 26º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade

por: Cinevitor

mixbrasil2018venceOs premiados do Mix Brasil 2018!

A 26ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade só acaba no dia 25 de novembro, mas, seus vencedores já foram anunciados na noite desta quarta-feira, 21/11, no Centro Cultural São Paulo.

O filme Sócrates, de Alex Moratto, recentemente indicado ao Independent Spirit Awards, foi o grande vencedor do Mix Brasil 2018 com o prêmio de melhor longa-metragem brasileiro. Reforma, de Fábio Leal, foi escolhido pelo júri como o melhor curta-metragem; os dois foram premiados com o Coelho de Ouro.

Confira a lista completa com os vencedores do 26º Festival Mix Brasil:

COELHOS DE OURO | Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil

Melhor longa-metragem brasileiro: Sócrates, de Alex Moratto
Melhor curta-metragem nacional: Reforma, de Fábio Leal

INCENTIVO: O longa e o curta premiados com o Coelho de Ouro também receberão os prêmios DOTCINE, CTAV e MISTIKA de incentivo à realização de seus novos projetos audiovisuais através da parceria do Festival Mix Brasil com apoiadores da área cinematográfica.

COELHOS DE PRATA

Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil para curtas-metragens:

Melhor Direção: Fábio Leal, por Reforma
Melhor Roteiro: Reforma, escrito por Fábio Leal
Melhor Interpretação: Carol Dall Farra, por MC Jess
Menção Honrosa: Kibe Lanches, de Alexandre Figueirôa

Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil para longas-metragens:

Melhor Direção: Alex Moratto, por Sócrates
Melhor Roteiro: Ilha, escrito por Ary Rosa
Melhor Interpretação: Christian Malheiros, por Sócrates
Menção Honrosa: Lembro Mais dos Corvos, de Gustavo Vinagre

PRÊMIO DO PÚBLICO:

Melhor curta-metragem nacional: Do Lado Dillah, de Washington Calegari
Melhor curta-metragem internacional: Marguerite, de Marianne Farley (Canadá)
Melhor longa-metragem nacional: Bixa Travesty, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman
Melhor longa-metragem internacional: Conquistar, Amar e Viver Intensamente, de Christophe Honoré (França)

PRÊMIOS ESPECIAIS:

PRÊMIO ÍCONE MIX: João W. Nery
PRÊMIO SUZY CAPÓ: o filme Alfredo Não Gosta de Despedidas, de André Medeiros Martins
PRÊMIO SESC TV: Do Outro Lado, de Bob Yang e Frederico Evaristo
PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTA-METRAGEM: Aqueles Dois, de Émerson Maranhão
PRÊMIO IDA FELDMAN: Julia Katharine, atriz de Lembro Mais dos Corvos e diretora de Tea For Two
PRÊMIO ENCRIPTA: O Sussurro do Jaguar, de Thais Guisasola e Simon(e) Jaikiriuma Paetau

Foto: Jéssica Dalla Torre.

O Segredo de Davi, de Diego Freitas, é exibido no 26º Festival Mix Brasil

por: Cinevitor

segredodaviexibidomixEquipe do filme reunida no CineSesc.

Escrito e dirigido por Diego Freitas, O Segredo de Davi, que chega aos cinemas no dia 22 de novembro, foi exibido na mostra Competitiva Brasil do 26º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade. Em sua estreia nas telonas, Nicolas Prattes dá vida a um anti-herói cheio de mistérios, numa trama focada em um jovem universitário que se transforma em um famoso serial killer.

Na história, Davi é um tímido estudante de cinema que esconde um passado sombrio. Ao visitar sua vizinha Maria, um instinto esquecido vem à tona e Davi comete o seu primeiro assassinato. Na manhã seguinte, para surpresa de Davi, Maria reaparece em seu apartamento e passa a influenciar o garoto a seguir numa jornada de crimes que revelarão sua verdadeira natureza: a de um serial killer.

O longa também foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Montreal (Montreal World Film Festival, MWFF), que aconteceu em agosto deste ano. O evento é o único festival de cinema competitivo da América do Norte credenciado pela FIAPF, Federação Internacional de Associações de Produtores Cinematográficos. A ficção foi o único longa brasileiro entre os 19 selecionados da mostra First Fiction Films World Competition.

Com distribuição da Elo Company, o filme, selecionado para o Programa Encontros com o Cinema Brasileiro do Festival de Sundance e Veneza, traz também no elenco João Côrtes, Cris Vianna, Bianca Müller, Eucir de Souza, Giselle de Prattes, Tuna Dwek, André Hendges e Neusa Maria Faro.

Depois da exibição no Mix Brasil 2018, que aconteceu na segunda-feira, 19/11, no CineSesc, o diretor participou de um debate com o público presente ao lado de alguns integrantes da equipe.

Aperte o play e confira os melhores momentos:

Foto: Jéssica Dalla Torre.

Oscar honorário: Cicely Tyson e outras personalidades do cinema recebem homenagem da Academia

por: Cinevitor

oscarhonorario2018Os homenageados da 10ª edição do Governors Awards.

O Oscar 2019 está marcado para o dia 24 de fevereiro, mas, algumas estatuetas douradas já foram entregues, começando pelos vencedores do Oscar honorário. Neste domingo, 18/11, aconteceu a cerimônia do Governors Awards, prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood destinado às pessoas de destaque na indústria do cinema.

A noite começou com um discurso de John Bailey, presidente da Academia. Em seguida, a atriz Laura Dern subiu ao palco para homenagear Marvin Levy, o primeiro publicitário a receber um Oscar honorário. Levy começou sua carreira em publicidade trabalhando para a MGM, em Nova York, antes de ingressar na Columbia Pictures, em Hollywood, onde dirigiu propagandas de filmes como O Fundo do Mar e Kramer vs. Kramer. Seu trabalho para o filme Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de 1977, marcou o início de uma parceria de quatro décadas com Steven Spielberg. Levy trabalhou em diversas produtoras e estúdios e realizou campanhas publicitárias para filmes como E.T.: O Extraterrestre, De Volta para o Futuro, Uma Cilada para Roger Rabbit, A Lista de Schindler, O Resgate do Soldado Ryan, Beleza Americana, Gladiador e Lincoln.

honraoscar2Marvin Levy, o primeiro publicitário a receber um Oscar honorário.

Nascido e criado na Argentina, o compositor Lalo Schifrin estudou música clássica e jazz na França antes de começar a compor para o cinema, em Buenos Aires, na década de 1950. Ele escreveu partituras para mais de 100 filmes, entre eles, A Mesa do Diabo, Bullitt, Perseguidor Implacável, Operação Dragão e A Hora do Rush. Seu tema memorável para a série de televisão Missão Impossível foi uma marca da recente série de filmes. Ele recebeu seis indicações ao Oscar: pela trilha sonora original de Rebeldia Indomável, Apenas uma Mulher, A Viagem dos Condenados e Horror em Amityville; e de canção original por A Competição e Golpe de Mestre II. Ao receber o Oscar honorário das mãos da atriz Kathy Bates, disse: “A música é uma linguagem universal que não precisa de legendas”.

O produtor musical Quincy Jones e a cineasta Ava DuVernay homenagearam a atriz Cicely Tyson, de 93 anos. Criada no Harlem, em Nova York, começou sua carreira como modelo e atriz de teatro. Depois de interpretar pequenos papéis em longas-metragens e programas televisivos, foi escalada para o drama Por que tem de ser assim?, de Robert Ellis Miller, em 1968. Quatro anos depois, Tyson recebeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz por Lágrimas de Esperança. Ao longo de sua carreira, trabalhou em diversas produções, como: The River Niger, Tomates Verdes Fritos, Diário de uma Louca, Histórias Cruzadas, A Sombra do Inimigo, A Melhor Escolha, entre outros.

honraoscar1Ava DuVernay e Cicely Tyson na cerimônia.

Neste ano, o Prêmio Irving G. Thalberg Memorial foi entregue para a dupla de produtores Kathleen Kennedy e Frank Marshall. A parceria de sucesso, formada em 1991, rendeu indicações de melhor filme para O Sexto Sentido, Seabiscuit – Alma de Herói, Munique e O Curioso Caso de Benjamin Button. A produtora The Kennedy/Marshall Company conta também com importantes produções no currículo, como: Congo, os cinco filmes da franquia Bourne e O Escafandro e a Borboleta. Antes disso, a dupla cofundou a Amblin Entertainment com Steven Spielberg, que rendeu uma indicação ao Oscar de melhor filme para A Cor Púrpura. Marshall recebeu uma indicação nesta mesma categoria com Os Caçadores da Arca Perdida, enquanto Kennedy, primeira mulher a receber o Prêmio Thalberg, também foi indicada por E.T.: O Extraterrestre, Cavalo de Guerra e Lincoln.

Fotos: AMPAS/Kevin Winter/Divulgação.

O Que Resta, de Fernanda Teixeira, é exibido no 26º Festival Mix Brasil

por: Cinevitor

oquerestamix1Higor Campagnaro, Renata Guida e Bruna Linzmeyer em cena.

Exibido pela primeira vez para o público na 26ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, O Que Resta, de Fernanda Teixeira, integra a programação da mostra Panorama Brasil do evento.

No longa, Bárbara e Luiz parecem ter se desvencilhado definitivamente das vagas ambições artísticas que acalentavam aos 20 anos de idade. Presos a empregos que detestam, esgotados pelas demandas impostas por uma cidade cada vez mais cara e caótica, o casal encontra consolo ocasional visitando a propriedade serrana de Yuri.

Nessa casa relativamente isolada, sempre abarrotada de amigos, amantes, música, risadas, onde as festas se sucedem sem nenhum motivo particular, as frustrações e os desejos reprimidos do jovem casal de classe média chegam, por fim, ao ponto de erupção. Tempos que retornam, corpos que se encontram, vícios que permanecem.

Depois da exibição, que aconteceu na sexta-feira, 16/11, no CineSesc, a diretora e alguns integrantes da equipe participaram de um debate com o público presente, comandado por João Federici, diretor artístico do festival.

oquerestamix2Ação: Higor Campagnaro, Guilherme Dellorto e Renata Guida.

Sobre a opção pelo cinema independente, Fernanda comentou: “Sempre existiu uma certa dificuldade para realizar esse meu primeiro longa. Para esse projeto, não fizemos uma busca por patrocinadores. Eu escrevi esse roteiro junto com o Ismar Tirelli Neto já com a intenção de fazê-lo de forma independente. Foi um projeto pensado para isso”.

E completou: “Eu terminei o roteiro em novembro de 2016, então, até que foi um processo rápido para um longa. Quando o roteiro ficou pronto, já tínhamos a data para filmar. Ele nasceu dessa vontade, de fazer algo que fosse possível viabilizar por conta própria”.

O produtor PH Souza, da Cafeína Produções, disse: “Eu fico muito feliz por ter produzido o primeiro longa da Fernanda. Existe uma ciranda maluca no audiovisual brasileiro e como o curta-metragem deixou de ser algo, criamos uma parceria para realizar esse sonho do nada; para fugir dessa ciranda que virou a institucionalização do cinema brasileiro”.

oquerestamix3Equipe reunida na apresentação do filme no CineSesc.

O elenco de O Que Resta conta com Higor Campagnaro, Renata Guida, Guilherme Dellorto, Bruna Linzmeyer, Gustavo Novaes, Pedro Monteiro e diversos outros atores: “Na verdade, o elenco mudou muito do que eu tinha pensado quando escrevi o roteiro. A coisa foi se misturando um pouco; alguns atores eu já conhecia e outros eu conheci por conta desse projeto. Todo mundo embarcou no amor, na parceria e por acreditar no projeto, de querer fazer junto. É uma loucura! Porque é muita gente para um filme pequeno”, disse a diretora.

Sobre o trabalho com os atores, Fernanda falou: “Foi um processo bem ensaiado, bem preparado e bem reproduzido. Teve um trabalho em conjunto e o movimento de câmera que a gente escolheu era bem marcado com grande parte em plano sequência. Nos encontramos muito antes da filmagem e conversamos sobre cada cena, cada personagem”, finalizou.

Com fotografia assinada por Vinicius Brum, O Que Resta terá mais uma exibição no Festival Mix Brasil 2018: 22/11, quinta-feira, às 17h, no Spcine Olido.

Fotos: Kaique Talles Camargo/Divulgação.