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Conheça os vencedores do 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade

por: Cinevitor

guigomixAntonio Haddad Aguerre e Pedro Goifman em Guigo Offline: Coelho de Ouro.

A 25ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade só acaba no dia 26 de novembro, mas, seus vencedores já foram anunciados na noite desta quarta-feira, 22/11, no Centro Cultural São Paulo.

Dirigido por René Guerra, Guigo Offline recebeu o Coelho de Ouro de melhor média ou longa-metragem brasileiro; o público escolheu o documentário Luana Muniz – Filha da Lua, de Rian Córdova e Leonardo Menezes como o melhor longa brasileiro desta edição.

Confira a lista completa com os vencedores do 25º Festival Mix Brasil:

COELHOS DE OURO | Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil

Melhor longa-metragem brasileiro: Guigo Offline, de René Guerra
Melhor curta-metragem nacional: Afronte, de Bruno Victor e Marcus Azevedo

INCENTIVO: O longa e o curta premiados com o Coelho de Ouro também receberão os prêmios DOTCINE, CTAV e MISTIKA de incentivo à realização de seus novos projetos audiovisuais através da parceria do Festival Mix Brasil com apoiadores da área cinematográfica.

COELHOS DE PRATA

Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil para curtas-metragens:

Melhor Direção: Vando Vulgo Vedita, por Andréia Pires e Leonardo Mouramateus
Melhor Roteiro: Stanley, escrito por Paulo Roberto
Melhor Interpretação: Gilda Nomacce, por Minha Única Terra é na Lua
Menção Honrosa: Estamos Todos Aqui, de Chico Santos e Rafael Mellim

Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil para médias e longas-metragens:

Melhor Direção: Aos Teus Olhos, por Carolina Jabor
Melhor Roteiro: Alguma Coisa Assim, escrito por Esmir Filho e Mariana Bastos
Melhor Interpretação: Caroline Abras, por Alguma Coisa Assim
Menção Honrosa: Meu Nome é Jacque, de Angela Zoé e Serguei, O Último Psicodélico, de Ching Lee e Zahy Tata Pur’gte

PRÊMIO DO PÚBLICO:

Melhor curta-metragem nacional: Estamos Todos Aqui, de Chico Santos e Rafael Mellim
Melhor curta-metragem internacional: Mario, Kike e David, de Miguel Lafuente (Espanha)
Melhor longa-metragem nacional: Luana Muniz – Filha da Lua, de Rian Córdova e Leonardo Menezes
Melhor longa-metragem internacional: Close-Knit (Karera ga honki de amu toki wa), de Naoko Ogigami (Japão)

PRÊMIOS ESPECIAIS:

PRÊMIO ÍCONE MIX: Gus Van Sant
PRÊMIO SUZY CAPÓ: a peça Desmesura, do Grupo Teatro Kunyn
PRÊMIO MIX HIV
: Meu Nome é Jacque, de Angela Zoé
PRÊMIO SESC TV
: Vaca Profana, de René Guerra
PRÊMIO CANAL BRASIL DE INCENTIVO AO CURTA-METRAGEM: Dandara, de Flávia Ayer e Fred Bottrel
PRÊMIO SHOW DO GONGO: Confessions, de Rafael Saparelli
PRÊMIO IDA FELDMAN: Maria Clara Spinelli

Foto: Divulgação.

Conheça os indicados ao Independent Spirit Awards 2018

por: Cinevitor

callmespiritTimothée Chalamet em Me Chame Pelo Seu Nome: seis indicações.

Foram anunciados nesta terça-feira, 21/11, os indicados ao Independent Spirit Awards 2018, prêmio que elege as melhores produções independentes do ano. Nesta 33ª edição, o drama Me Chame Pelo Seu Nome, dirigido pelo italiano Luca Guadagnino, lidera a lista com seis indicações.

Três filmes produzidos pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, concorrem a prêmios no Spirit Awards, sendo a única produtora no mundo a ter três longas disputando troféus na premiação. São eles: A Ciambra, de Jonas Carpignano; Patti Cake$, de Geremy Jasper; e Me Chame Pelo Seu Nome, no original Call Me by Your Name.

Conheça os indicados ao Independent Spirit Awards 2018, conhecido como o Oscar do cinema independente, que acontecerá no dia 3 de março:

MELHOR FILME:
Corra!
Lady Bird
Me Chame Pelo Seu Nome
Projeto Flórida
The Rider

MELHOR DIREÇÃO:
Benny Safdie e Josh Safdie, por Bom Comportamento
Chloé Zhao, por The Rider
Jordan Peele, por Corra!
Jonas Carpignano, por A Ciambra
Luca Guadagnino, por Me Chame Pelo Seu Nome
Sean Baker, por Projeto Flórida

MELHOR ROTEIRO:
Beatriz at Dinner, escrito por Mike White
Corra!, escrito por Jordan Peele
Lady Bird, escrito por Greta Gerwig
The Lovers, escrito por Azazel Jacobs
Três Anúncios Para um Crime, escrito por Martin McDonagh

MELHOR PRIMEIRO FILME:
Columbus
Ingrid Goes West
Menashe
Oh Lucy!
Patti Cake$

MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO:
Columbus, escrito por Kogonada
Doentes de Amor, escrito por Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani
Donald Cried, escrito por Kris Avedisian, Kyle Espeleta e Jesse Wakeman
Ingrid Goes West, escrito por David Branson Smith e Matt Spicer
Women Who Kill, escrito por Ingrid Jungermann

MELHOR ATOR:
Daniel Kaluuya, por Corra!
James Franco, por Artista do Desastre
Harris Dickinson, por Beach Rats
Robert Pattinson, por Bom Comportamento
Timothée Chalamet, por Me Chame Pelo Seu Nome

MELHOR ATRIZ:
Frances McDormand, por Três Anúncios Para um Crime
Margot Robbie, por I, Tonya
Regina Williams, por Life & Nothing More
Salma Hayek, por Beatriz at Dinner
Saoirse Ronan, por Lady Bird
Shinobu Terajima, por Oh Lucy!

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Allison Janney, por I, Tonya
Holly Hunter, por Doentes de Amor
Laurie Metcalf, por Lady Bird
Lois Smith, por Marjorie Prime
Taliah Lennice Webster, por Bom Comportamento

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Armie Hammer, por Me Chame Pelo Seu Nome
Benny Safdie, por Bom Comportamento
Barry Keoghan, por O Sacrifício do Cervo Sagrado
Nnamdi Asomugha, por Crown Heights
Sam Rockwell, por Três Anúncios Para um Crime

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Motherland
Quest
The Departure
Últimos Homens em Aleppo
Visages, Villages

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo (França)
I Am Not a Witch, de Rungano Nyoni (Zâmbia)
Lady Macbeth, de William Oldroyd (Reino Unido)
Loveless, de Andrey Zvyagintsev (Rússia)
Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio (Chile)

MELHOR FOTOGRAFIA:
Beach Rats, por Hélène Louvart
Columbus, por Elisha Christian
Me Chame Pelo Seu Nome, por Sayombhu Mukdeeprom
O Sacrifício do Cervo Sagrado, por Thimios Bakatakis
The Rider, por Joshua James Richards

MELHOR EDIÇÃO:
Bom Comportamento, por Benny Safdie e Ronald Bronstein
Corra!, por Gregory Plotkin
I, Tonya, por Tatiana S. Riegel
Me Chame Pelo Seu Nome, por Walter Fasano
The Rider, por Alex O’Flinn

PRÊMIO JOHN CASSAVETES:
A Ghost Story
Dayveon
Life & Nothing More
Most Beautiful Island
The Transfiguration

PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO:
Mudbound

Foto: Divulgação/Sony Pictures Classics.

Documentário Libertem Angela Davis é destaque na programação do canal Curta!

por: Cinevitor

docangelaespecialAngela Davis: na luta pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial.

Na semana em que é comemorado o Dia da Consciência Negra, estreia na Sexta da Sociedade, 24/11, às 23h, no canal Curta!, o documentário Libertem Angela Davis, um dos destaques da programação de aniversário de cinco anos do canal, que fala sobre a trajetória da ativista que virou símbolo internacional na luta pela defesa dos direitos humanos, em especial dos negros e das mulheres.

Dirigido por Shola Lynch, o filme narra a história da professora de filosofia, nascida no Alabama, um dos estados mais racistas dos Estados Unidos, e reconstitui seu período de prisão na luta pelas causas sociais.

Angela Davis foi presa nos anos 1970 enquanto defendia três prisioneiros negros. A americana foi acusada de organizar uma tentativa de fuga e sequestro, que levou à morte de um juiz e quatro detentos. Por conta do ocorrido, a filósofa se tornou a terceira mulher a integrar a Lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados do FBI. Na época, foi realizada uma grande campanha por sua libertação, que envolveu inclusive a composição de músicas em sua defesa por John Lennon e os Rolling Stones. Davis acabou sendo inocentada e, até hoje, é símbolo na luta pelos direitos civis.

Para falar mais sobre o filme e Angela Davis, convidamos Joanna Búrigo, Mestre em Gênero, Mídia e Cultura pela LSE, fundadora da Casa da Mãe Joanna e colunista da Carta Capital. Confira:

Que mulher, que raça, que classe!

Angela Davis é daquelas intelectuais que transcendem a academia, tão icônicas que são quase míticas, e que como tal são bastante citadas e reconhecidas, mas pouco lidas ou mesmo conhecidas.

O documentário Libertem Angela Davis, que veicula com exclusividade no canal Curta!, oferece a chance de saber um pouco mais sobre esta mulher extremamente inteligente, corajosa e revolucionária.

Premiada no Festival de Tribeca e dirigida por Shola Lynch, a obra salienta que tratada como mulher Angela Davis foi, mostrando que dentre as tantas acusações feitas contra ela não faltaram as construídas a partir de argumentos moralistas e do aparato retórico da irracionalidade apaixonada. Acusações que, com a especificidade certeira que o filme denota ser peculiar do raciocínio de Davis, eram por elas desarticuladas na hora.

Sua história – a de uma mulher negra, profundamente sagaz, intelectual pública desde jovem, muito bem preparada e articulada, exímia oradora e escritora potente, professora da UCLA, representante do Clube Che-Lumumba do Partido Comunista, e que nas décadas de 1960 e 1970 esteve por tudo, da lista dos dez mais procurados pelo FBI como “perigosa terrorista” aos noticiários de TV e capas de jornais e revistas – é fascinante. Assim como são a força e a lucidez que a acompanharam até nos solitários momentos de cárcere.

O documentário segue as lições de seu objeto, e trabalha tanto para desfazer mitos – como, por exemplo, o de que Davis fazia parte dos Panteras Negras – quanto para não perder o foco da luta – e é uma pena que a versão brasileira do título não siga o original, que conforme o pedido que Davis fez quando da criação do slogan da campanha por sua liberdade, sugeriu que o “Free Angela” fosse acompanhado de “and All Political Prisoners”.

Ela não é a única a compor o quadro de entrevistados, de que também participaram muitos dos que acompanharam de perto sua história de bravura e estratégias a longo prazo. E é ela mesma quem conta que estava na Alemanha quando o movimento por direitos civis eclodiu nos Estados Unidos. Ela, estudiosa de filosofia e aluna de Herbert Marcuse, decidiu que precisava de conhecimento. “O conhecimento pode mudar o mundo” ela fala no documentário. E diz ter ido atrás dele em coletividades descontentes com a supremacia branca e o papel secundário relegado às mulheres.

Lançado em 2012, pouco antes do surgimento do movimento #BlackLivesMatter, o filme mostra o contexto racial dos Estados Unidos dos anos de formação de Angela Davis, especialmente da segregação a que teve experiência na infância, e que certamente informa sua asserção de que reações violentas geralmente são isso: respostas a violências pré existentes. Angela Davis é uma pensadora constituída em contextos de racismo e machismo, cujas reflexões são tão reveladoras do poder hegemônico branco e masculino que, durante sua breve fase como fugitiva, o valor de sua captura, estipulado por homens brancos e poderosos, chegou a ser de U$100K. E no filme o que bem simboliza seu compromisso com a luta pela liberdade é o trecho que mostra que enquanto seus colegas de UCLA votavam a favor de seu afastamento, ela protestava contra os maus tratos e violências institucionais direcionados à população negra no seu país

Os registros de seu brilho como professora na UCLA são lindos, assim como são as memórias sobre as milhões de pessoas que se uniram em coro por sua liberdade, puxadas no filme por sua irmã. É também bastante emocionante o discurso sobre ela feito pelo dramaturgo francês Jean Genet que, como Angela, expressava tão bem entender muito sobre quase tudo. Felizmente Genet não é o único homem branco, neste filme, a declarar entender perfeitamente que a luta de Davis por liberdade passa pela importância de se falar abertamente sobre o fato de que alguns grupos são mais livres do que outros.

É um belíssimo documentário, feito para todas as pessoas que querem saber mais sobre o ícone Angela Davis, e também para quem se interessa por biografias de mulheres fenomenais. E fenomenal é um dos muitos adjetivos que descrevem esta mulher, bastião do pensamento feminista, antirracista e antipunitivista.

Por Joanna Búrigo.

Para saber mais sobre a programação do canal Curta!, que ao longo desses cinco anos no ar conquistou uma audiência qualificada, com espectadores que buscam conteúdo relevante e qualificado, clique aqui. Já são mais de 63 telefilmes e 639 episódios de 54 séries em diversos estágios de produção, totalizando 438 horas de conteúdos originais financiados pelo FSA, nas temáticas Música, Artes, Metacinena, Pensamento, História Política e Sociedade.

Foto: Divulgação.

25º Festival Mix Brasil: documentário Luana Muniz – Filha da Lua é destaque na programação

por: Cinevitor

luanamuniz2mixbrasilLuana Muniz: a Rainha da Lapa.

A travesti Luana Muniz era considerada um símbolo da Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro. Em um casarão na Rua Mem de Sá, acolhia travestis, transexuais, prostitutas e moradores de rua, além de ter sido uma das fundadoras do Projeto Damas, que tem como objetivo recolocar profissionais trans no mercado de trabalho.

Ficou conhecida nacionalmente durante um episódio do programa Profissão Repórter, da Rede Globo, onde soltou a frase “Travesti não é bagunça!”, que ecoou em milhares de mídias. Voltou aos holofotes quando postou uma foto ao lado do Padre Fábio de Melo, que gerou grande repercussão.

Luana Muniz morreu em maio deste ano, aos 59 anos, devido complicações causadas por uma forte pneumonia. Sua trajetória é contada no documentário Luana Muniz – Filha da Lua, que revela a intimidade da Rainha da Lapa, que se dividia entre a prostituição, a militância LGBT e os shows em cabarés. Além de depoimentos da grande estrela do filme, outros convidados também contam histórias sobre Luana, como: Alcione, Luis Lobianco, Padre Fábio de Melo, Felipe Suhre e Lorna Washington.

Neste sábado, 19/11, o documentário foi exibido no 25º Festival Mix Brasil na mostra Competitiva Brasil e contou com a presença de Rian Córdova, que divide a direção com Leonardo Menezes. Depois da sessão, o diretor conversou com o público presente no CineSesc. Confira os melhores momentos do bate-papo:

FESTIVAIS:

“Já tínhamos montado muita coisa e depois da morte dela tentamos pegar outros depoimentos. Finalizamos o filme em 28 dias para concorrer no Rio Festival de Gênero & Sexualidade no Cinema, que é um festival de referência no Rio. Não tem a tradição do Mix Brasil e nem seus 25 anos, mas é o maior festival da cidade que trata esse tema. Ganhamos o prêmio de melhor longa nacional e estamos começando a rodar o circuito de festivais. Estar no Mix é uma consagração, independente de ter prêmio ou não”.

O LEGADO DE LUANA:

“O casarão fica na Rua Mem de Sá, que é o berço da boêmia da Lapa. A Luana deixou um legado. A Cris, seu braço direito, que também é trans, está tomando conta da casa. Mas não sabemos qual o caminho que essa história vai tomar. Eu, que sou carioca e frequento bastante a Lapa, vejo que muitos assaltos estão acontecendo e confusões que não tinham antes, pois Luana tinha esse papel de mediadora. Eu tive a preocupação de não fazer um filme higienizado e o documentário mostra seu trabalho social, mas também mostra seu outro lado. Espero que esse legado faça jus ao que ela começou a fazer. Ela é uma referência nacional”.

luanamunizmixbrasilLuana Muniz em cena do filme.

CARREIRA DO FILME:

“O filme tem sido exibido em programas educacionais de escolas. Inclusive, o último foi em Vista Alegre, onde ela passou a infância e a adolescência. Ver um filme como esse passando aqui, onde a maioria dos espectadores não é travesti, não é trans, é uma informação a ser assimilada. E eu quero que o filme chegue a esse público também”.

“Todos precisam se unir e, para mim, é sempre bom ter essa proximidade com pessoas que sejam diferentes de mim, que pensam de formas diferentes. É um trabalho coletivo e eu não estou ganhando grana com o filme. Mas, vendo uma sala de cinema como essa é uma consagração de carreira. É bom sentir o filme ao lado dos meus amigos e continuar me emocionando, mesmo vendo depois de tantas vezes”, finalizou Rian.

Fotos: Divulgação.

Inspirado na obra do Marquês de Sade, A Filosofia na Alcova é exibido no 25º Festival Mix Brasil

por: Cinevitor

filosofialcovamix1Henrique Mello e Bel Friósi em cena.

Escrito pelo Marquês de Sade e publicado clandestinamente em 1795, A Filosofia na Alcova se transformou em um dos mais famosos romances da época ao sintetizar todas as principais ideias do universo sadeano: a busca radical do prazer egoísta, a falta de moralidade no universo natural e o sexo como o centro da pulsão humana.

A história dos libertinos mais ousados da literatura universal foi parar nos palcos da Cia. de Teatro Os Satyros, fundada por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, e fez muito sucesso. Agora, a trama chega às telonas em um longa produzido pela Satyros Cinema, que, em 2014, lançou seu primeiro filme: Hipóteses para o Amor e a Verdade, finalista ao Troféu Bandeira Paulista na 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Em A Filosofia na Alcova, Dolmancé e Juliette são os protagonistas da história em que é apresentada a educação de uma jovem virgem, Eugénie, com aulas práticas e teóricas de libertinagem. Após o período de aprendizado, a mãe de Eugénie chega à alcova de Juliette para tentar resgatá-la das mãos dos libertinos. Nesse momento, ela é controlada por Dolmancé e Juliette como uma vítima perfeita e a última aula é finalmente dada.

filosofiaalcova2mixFelipe Moretti e Stephane Sousa: aulas práticas e teóricas de libertinagem em cena.

Com estreia comercial marcada para o dia 23 de novembro, A Filosofia na Alcova, dirigido por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, conta com Henrique Mello, Stephane Sousa, Felipe Moretti, Bel Friósi, Phedra D. Córdoba, Hugo Godinho, Suzana Muniz e Eduardo Chagas no elenco, e foi exibido na programação do 25º Festival Mix Brasil na mostra Competitiva Brasil, na sexta-feira, 17/11, em uma sessão lotada.

Em uma exibição exclusiva para a imprensa, que aconteceu na mesma semana, os diretores e alguns integrantes da equipe participaram de uma coletiva, onde falaram sobre o longa, elenco, expectativa e bastidores. Confira os melhores momentos:

ORÇAMENTO:

“O filme é orçado, mais ou menos, em 200 mil reais. Ele foi financiado pelo Satyros. Nunca fizemos nenhum projeto de incentivo ou de captação porque sabíamos que esse filme jamais seria financiado por qualquer pessoa, por isso não fomos atrás de nada. Ainda estamos nos estruturando como produtora de cinema e tentando entender esse mercado. Se o filme der dinheiro, ele será distribuído igualitariamente entre todos”, disse Ivam Cabral, um dos diretores.

FESTIVAL MIX BRASIL:

“Eu não acho impossível esse filme sofrer todas as represálias possíveis. Ele foi negado em todos os festivais. E ainda bem que está no Mix Brasil, que acredito ser o seu lugar. O Mix é um festival que abre para isso, para essas experiências e que vem apostando nisso há 25 anos”, disse Ivam.

diretoresmixalcovaOs diretores do filme com João Federici, diretor artístico do Festival Mix Brasil.

RECEPÇÃO DO PÚBLICO:

“Movimentos muito conservadores, quando cismam, jogam muito baixo. E eu temo, sim. Porque são vidas e pessoas que se entregaram a esse projeto. São atores muito sérios, que tem uma história no teatro e no Satyros e que merecem muito respeito. Jogamos muito claro nesse filme. Ele é proibido para menores de 18 anos, está no Mix Brasil, um festival muito específico, não tem Lei Rouanet, não tem Spcine. Não tem dinheiro público”, revelou Ivam.

“A situação do país se radicalizou muito nos últimos tempos. Eu acho que o artista está, o tempo inteiro, trazendo e discutindo as questões da sociedade. O momento atual é bastante emblemático onde o ódio ao diferente e a intolerância estão muito presentes. Existe um motor de destruição em volta das relações sociais que está pesando muito. E  eu acho que trazer essa questão para o cinema é uma forma também de jogar na nossa cara, nós brasileiros, de como tudo pode ficar ainda mais pesado e tão difícil, mais do que já está. Eu acho que a radicalização assusta. Mas o artista tem que discutir isso. O Sade traz muitas contribuições, tanto pra arte quanto pra literatura e para a filosofia. Ele é uma referência muito importante. E trazer o Sade para esse momento nos ajuda a entender um pouco tudo que a gente tá vivendo”, completou Rodolfo, também diretor.

ORGIA:

“Um fato curioso da cena de orgia é que publicamos no Facebook que a gente ia fazer a cena, tal dia, tal hora e as pessoas foram aparecendo. 90% das pessoas que participam, não conhecemos. Foram voluntários. Muitas pessoas que estavam passando na frente, souberam da cena e entraram. Isso é o curioso da história”, finalizou Ivam.

Fotos: Divulgação.

Agnès Varda e outras personalidades do cinema recebem o Oscar honorário

por: Cinevitor

honorario17Os homenageados da noite.

O Oscar 2018 está marcado para o dia 4 de março, mas, algumas estatuetas douradas já foram entregues, começando pelos vencedores do Oscar honorário. Neste sábado, 11/11, aconteceu a cerimônia do Governors Awards, prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood destinado às pessoas de destaque na indústria do cinema.

O primeiro homenageado que subiu ao palco foi o diretor de fotografia Owen Roizman, indicado ao Oscar cinco vezes, por: Operação França (1971), O Exorcista (1973), Rede de Intrigas (1976), Tootsie (1982) e Wyatt Earp (1994). Emocionado, disse: “Sou grato por todos esses maravilhosos colaboradores que tive ao longo dos anos e que contribuíram para a composição, foco, iluminação e movimento do meu trabalho”.

Nascida na Bélgica e radicada na França, Agnès Varda ficou conhecida pelos documentários e pela maneira como aborda questões sociais relevantes, como o feminismo, em seus filmes. No palco, recebeu o Oscar honorário das mãos de Angelina Jolie, que disse: “Seus filmes possuem um toque hábil e original”. Em um discurso divertido, Varda agradeceu aos seus colegas da indústria francesa, sua família e relembrou, com alegria, quando acordava antes do amanhecer, na França, para assistir ao Oscar.

vardajolieVarda aproveitou a ocasião e dançou com Angelina Jolie no palco.

Em uma ocasião rara, um Prêmio Especial foi apresentado a uma conquista única que ajudou a transmitir a linguagem do cinema: Carne y Arena, uma instalação imersiva de realidade virtual sobre a angustiante experiência de imigração para os Estados Unidos. A ideia do diretor Alejandro González Iñárritu, do diretor de fotografia Emmanuel Lubezki e da produtora Mary Parent foi aclamada pelo cineasta Gregory Nava: “É um argumento convincente para não construir paredes de ódio e de medo e, sim, para construir pontes de compaixão e compreensão”. Iñárritu subiu ao palco para receber o Oscar especial e dedicou o prêmio para os artistas e técnicos que tornaram possível este novo tipo de experiência cinematográfica.

A cineasta americana Ava DuVernay subiu ao palco para entregar o Oscar honorário para Charles Burnett, que se destacou no cinema independente ao retratar com realismo as famílias negras americanas. Em seu discurso, Burnett lembrou de quando estava na UCLA e as pessoas de cor eram muito menos visíveis, e lá, encontrou um lugar que lhe dava acesso a excelentes professores e um diálogo aberto sobre como contar histórias em filmes abordando a mudança social fora do sistema de Hollywood.

charleshonorarioCharles Burnett durante o discurso.

O último homenageado da noite a receber o prêmio honorário foi o ator Donald Sutherland, que atuou em diversas produções, entre elas: M.A.S.H (1970), O Clube dos Cafajestes (1978), Orgulho e Preconceito (2005) e quatro filmes da franquia Jogos Vorazes. Sutherland recebeu homenagens de Whoopi GoldbergColin Farrell, Ron Meyer e Jennifer Lawrence. No palco, discursou emocionado: “Isso é muito importante para mim. É para a minha família. É um sentimento refrescante que vai demorar muito além dessa noite mágica com uma série de pioneiros de filmes que continuarão a influenciar as próximas gerações”.

Clique aqui e saiba mais sobre os vencedores do Oscar honorário 2017, também conhecido como Governors Awards.

Fotos: Invision/AP/Divulgação.

Começam as filmagens de Abe, novo filme de Fernando Grostein Andrade, com Noah Schnapp e Seu Jorge

por: Cinevitor

abefilmagensNoah Schnapp e Seu Jorge em cena.

O cineasta Fernando Grostein Andrade, de Quebrando o Tabu, Coração Vagabundo e Na Quebrada, iniciou as filmagens de seu novo longa, Abe, no Brooklyn, em Nova York. O filme, idealizado pelo diretor brasileiro e roteirizado pelos dramaturgos Jacob Kader e Lameece Issaq, conta a história de Abe, um garoto de 12 anos, que ama cozinhar e nunca teve um jantar de família sem brigas.

Filho de um casamento misto entre uma mãe judia de origem israelense e um pai de origem muçulmana e palestino, Abe sonha em unir a família cozinhando um jantar tão bom, que seja capaz de fazer a família parar de brigar ao menos por uma noite.  Ele aprende a cozinhar com Chico Catuaba, chef brasileiro, que cozinha acarajé nas feiras gastronômicas multiculturais do Brooklyn.

O filme, uma produção da Spray Filmes e da Gullane, conta com Noah Schnapp, de Stranger Things, Seu Jorge e Mark Margolis no elenco, além de participações especiais de Gero Camilo, Ildi Silva e Victor Mendes. A direção de fotografia é do fotógrafo italiano Blasco Giurato, de Cinema Paradiso, com a câmera sendo operada por Renato Falcão, das franquias A Era do Gelo e Rio.

Foto: Divulgação.

Oscar 2018: Academia divulga lista com 26 filmes inscritos para o prêmio de melhor animação

por: Cinevitor

vangoghoscarCom Amor, Van Gogh: 125 pintores responsáveis pela animação.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou nesta quinta-feira, 09/11, uma lista com 26 títulos que estão na disputa por uma vaga entre os finalistas da categoria de melhor animação da 90ª edição do Oscar.

Os inscritos só avançam no processo de votação se cumprirem todas as regras de qualificação. Dezesseis ou mais animações devem se qualificar para que cinco finalistas, número máximo, cheguem na fase final. Vale lembrar que os filmes apresentados nesta categoria também podem concorrer a outros prêmios da Academia, como melhor filme, por exemplo, desde que cumpram os requisitos necessários.

Neste ano, pela primeira vez, as votações nesta categoria estão abertas para todos os membros da Academia. O brasileiro Carlos Saldanha, diretor das franquias A Era do Gelo e Rio, está na disputa com O Touro Ferdinando, que estreia por aqui em janeiro.

O anúncio oficial dos indicados ao Oscar 2018 acontece no dia 23 de janeiro e a cerimônia de premiação está marcada para o dia 4 de março, no Dolby Theatre, em Los Angeles.

Conheça os 26 filmes que estão na disputa pelo Oscar de melhor animação:

A Estrela de Belém (The Star)
A Menina Sem Mãos (La jeune fille sans mains)
As Aventuras do Capitão Cueca: O Filme (Captain Underpants The First Epic Movie)
Carros 3 (Cars 3)
Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent)
Emoji: O Filme (The Emoji Movie)
Ethel & Ernest
Gatta Cenerentola (Cinderella the Cat)
Gekijo-ban Sword Art Online: Ordinal Scale (Sword Art Online: The Movie – Ordinal Scale)
Hirune-hime: Shiranai watashi no monogatari (Napping Princess)
Koe no katachi (A Silent Voice)
Le Grand Méchant Renard et autres contes… (The Big Bad Fox & Other Tales)
LEGO Batman: O Filme (The Lego Batman Movie)
LEGO Ninjago – O Filme (The Lego Ninjago Movie)
Meari to majo no hana (Mary and the Witch’s Flower)
Meu Malvado Favorito 3 (Despicable Me 3)
Muumien joulu (Moomins and the Winter Wonderland)
My Entire High School Sinking into the Sea
Neste Canto do Mundo (Kono sekai no katasumi ni)
O Poderoso Chefinho (The Boss Baby)
O Touro Ferdinando (Ferdinand)
Os Smurfs e a Vila Perdida (Smurfs: The Lost Village)
Psiconautas, as crianças esquecidas (Psiconautas, los niños olvidados)
The Breadwinner
Viva: A Vida é uma Festa (Coco)
Window Horses The Poetic Persian Epiphany of Rosie Ming

Foto: Divulgação.

Qualificados para o Oscar, vencedores do 27º Festival Curta Cinema são anunciados

por: Cinevitor

valentinacurta A atriz Gabriella Fabbriani em cena do curta Valentina.

A 27ª edição do Festival Curta Cinema exibiu 150 filmes com o melhor da produção mundial da safra 2016-2017. Na cerimônia de encerramento, que aconteceu nesta quarta-feira, 8/11, no Rio de Janeiro, o diretor geral do festival, Ailton Franco, anunciou os grandes vencedores da noite, que se tornam qualificados para concorrer a uma vaga no Oscar: A Nova Melancolia, de Alvaro Andrade Alves e Marcus Curvelo e In White, de Dania Bdeir, do Líbano.

Foram anunciados também os premiados nas atividades paralelas do Curta Cinema. No Laboratório de Projetos de Curta-Metragem foi reconhecido como melhor projeto nacional o filme Quero Me Guardar em Seu Peito, de Pedro Jorge; Briga de Irmãos, de Victor Ozanam Simões e Essa Noite Seremos Felizes, de Diego dos Anjos e Daniel Fraiha foram eleitos os melhores projetos do Rio de Janeiro.

Conheça os vencedores do Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas no Rio de Janeiro 2017:

COMPETIÇÃO NACIONAL
Júri composto por Eileen Hofer, Sabrina Fidalgo e Stephen Bocskay

GRANDE PRÊMIO NACIONAL 2017:
A Nova Melancolia, de Alvaro Andrade Alves e Marcus Curvelo (BA/MG)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Boca de Fogo, de Luciano Pérez Fernandez (RJ)

MELHOR DIREÇÃO:
O Vestido de Myriam
, de Lucas Rossi (RJ)

MENÇÃO HONROSA #1:
Deus, de Vinícius Silva (SP)
MENÇÃO HONROSA #2:
Waapa, de David Reeks e Renata Meirelles (SP)

PRÊMIO CANAL BRASIL:
Júri composto por Francisco Russo, Roni Filgueiras, Lully e Ricardo Schott
Deus, de Vinícius Silva

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Júri composto por Ivana Bentes, Samantha Brasil e Antoine Guerreiro do Divino Amor

GRANDE PRÊMIO CURTA CINEMA 2017:
In White, de Dania Bdeir (Líbano)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Meryem, de Reber Dosky (Holanda)

PRÊMIO MELHOR DIREÇÃO:
Heyvan, de Bahram Ark (Irã)

MENÇÃO HONROSA:
Verde, de Alonso Ruizpalacios (México)

PRÊMIO DA CRÍTICA DA ACCRJ
Júri composto por Nelson Hoineff, Filippo Pitanga e Francisco Carbone

MENÇÃO HONROSA:
Pela qualidade de filmes em Competição, o Júri da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro decidiu outorgar duas menções honrosas:
Tentei, de Laís Melo: pela crueza em retratar a situação da mulher silenciada na sociedade
Ao Final da Conversa, Eles se Despedem Com Um Abraço, de Renan Brandão: por lançar um novo olhar sobre o encontro de gerações.

PRÊMIO DA ASSOCIAÇÃO DE CRÍTICOS DE CINEMA DO RIO DE JANEIRO:
O Porteiro do Dia, de Fábio Leal: por abordar em paralelo questões de gênero e de diferenças sociais com uma linguagem ousada e madura.

PRÊMIO DE PÚBLICO

PANORAMA CARIOCA:
Tia Ciata, de Mariana Campos e Raquel Beatriz

PANORAMA LATINO-AMERICANO:
Valentina, de André Félix e Estevão Meneguzzo

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL:
Pria, de Yudho Aditya

COMPETIÇÃO NACIONAL:
Deus, de Vinícius Silva

Foto: Divulgação.

Com Meryl Streep e Tom Hanks, The Post – A Guerra Secreta, de Steven Spielberg, ganha trailer

por: Cinevitor

thepostrailerParceria inédita: Spielberg dirige Meryl Streep e Tom Hanks.

Dirigido por Steven Spielberg, The Post – A Guerra Secreta retrata o envolvimento do Washington Post na divulgação de documentos secretos dos Estados Unidos sobre a Guerra do Vietnã, chamados Papéis do Pentágono, durante governo Nixon.

Na história, Katharine Graham, interpretada por Meryl Streep, primeira editora de um grande jornal americano, o The Washington Post, se alia a Ben Bradlee, papel de Tom Hanks, com o intuito de expor os segredos do governo mantidos a sete chaves por quatro presidentes e por mais de três décadas. Juntos, eles superarão as diferenças e arriscarão suas carreiras em prol da verdade.

O elenco conta também com Alison Brie, Carrie Coon, David Cross, Bruce Greenwood, Tracy Letts, Bob Odenkirk, Sarah Paulson, Jesse Plemons, Matthew Rhys, Michael Stuhlbarg, Bradley Whitford e Zach Woods. A produção fica a cargo de Spielberg, que também a assina a direção, em parceria com Amy Pascal e Kristie Macosko Krieger.

Confira o primeiro trailer de The Post – A Guerra Secreta, que estreia em fevereiro de 2018:

Foto: Niko Tavernise/Universal Pictures.

Confira o trailer legendado de Roda Gigante, novo filme de Woody Allen, com Kate Winslet e Justin Timberlake

por: Cinevitor

katerodagiganteKate Winslet: protagonista e premiada.

Em Roda Gigante, novo filme escrito e dirigido por Woody Allen, Ginny, interpretada por Kate Winslet, é a esposa de um operador de carrossel, Humpty, papel de Jim Belushi, que trabalha em um parque na praia de Coney Island. Ela conhece Mickey, vivido por Justin Timberlake, um salva-vidas que também trabalha na praia e acaba se apaixonando por ele. Quando uma filha de seu marido volta para casa e também se apaixona por Mickey, a roda dos desejos começa a girar.

O filme, que foi exibido na noite de encerramento do Festival do Rio deste ano, rendeu o prêmio de melhor atriz para Kate Winslet no Hollywood Film Awards. O elenco conta também com Juno Temple, Max Casella, Jack Gore, David Krumholtz e Tony Sirico.

Confira o trailer legendado de Roda Gigante, que chega aos cinemas brasileiros no dia 28 de dezembro:

Foto: Divulgação/Imagem Filmes.

25º Festival Mix Brasil anuncia filmes internacionais, atrações especiais e entrada gratuita

por: Cinevitor

tomfinlandmixPekka Strang em Tom of Finland: um dos destaques da programação.

O 25º Festival Mix Brasil, maior evento cultural sobre a diversidade sexual da América Latina e um dos maiores do planeta, acontecerá entre os dias 15 e 26 de novembro, em São Paulo, sob a direção artística de João Federici. Neste ano, a programação conta com 159 filmes de 34 países, além de diversas atrações que envolvem teatro, dança, músicas e novos talentos.

Na noite de abertura, além do show da cantora Liniker e os Caramelows na plateia externa do Auditório Ibirapuera, será exibido o drama Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me by Your Name), do diretor italiano Luca Guadagnino, que já passou pelos festivais de Berlim, Toronto, Melbourne, San Sebastián e Rio. A trama, protagonizada por Armie Hammer e Timothée Chalamet, conta a história de um um pesquisador americano que se envolve com um jovem europeu, filho do casal que o recebe na Itália.

callmemixArmie Hammer e Timothée Chalamet em Me Chame Pelo Seu Nome: filme de abertura.

O cineasta americano Gus Van Sant, que já confirmou presença no festival, será homenageado com o troféu Ícone Mix pelo conjunto de sua obra e participará da abertura do 2ª MIXLAB SPCINE no dia 17/11, às 11h, na sala Jardel Filho, do Centro Cultural São Paulo, em um encontro aberto ao público (mediante inscrição via site do festival).

Além disso, Van Sant ganha uma retrospectiva dentro do Mix Brasil com a exibição de importantes títulos de sua cinematografia, como: Mala Noche (1985), seu primeiro longa; Garotos de Programa (1991), premiado em Toronto e Veneza; Até as Vaqueiras Ficam Tristes (1993), com Uma Thurman, John Hurt e Lorraine Bracco; Um Sonho Sem Limites (1995), que rendeu o prêmio de melhor atriz para Nicole Kidman no Globo de Ouro; Elefante (2003), vencedor da Palma de Ouro e também do prêmio de melhor direção no Festival de Cannes; e Milk – A Voz da Igualdade (2008), premiado com duas estatuetas douradas no Oscar: melhor ator para Sean Penn e melhor roteiro original para Dustin Lance Black.

garotosprogramamixKeanu Reeves e River Phoenix em Garotos de Programa: dirigidos por Gus Van Sant.

Na programação internacional, destacam-se alguns títulos já indicados por seus respectivos países para concorrerem à uma vaga entre os finalistas da categoria de melhor filme estrangeiro do Oscar 2018, como: Conversa Fiada (Ri Chang Dui Hua/Small Talk), de Hui-Chen Huang, representante de Taiwan; Thelma, de Joachim Trier, da Noruega; Tom of Finland, de Dome Karukoski, da Finlândia; e Os Iniciados (Inxeba/The Wound), de John Trengove, da África do Sul.

Produções exibidas em grandes festivais ao redor do mundo também fazem parte da programação do Mix Brasil: God’s Own Country, de Francis Lee, premiado no Festival de Sundance; a comédia musical How to Talk to Girls at Parties, de John Cameron Mitchell, com Nicole Kidman e Elle Fanning, exibido em Cannes; Sonho em Outro Idioma (Sueño en otro idioma), de Ernesto Contreras, vencedor do prêmio do público em Sundance.

E mais: o documentário As Histórias Não Contadas de Armistead Maupin (The Untold Tales of Armistead Maupin), de Jennifer M. Kroot, vencedor do prêmio do público no SXSW Film Festival; o drama japonês Close-Knit (Karera ga honki de amu toki wa), de Naoko Ogigami, vencedor do Prêmio Teddy no Festival de Berlim; o suspense Crepúsculo (Rökkur), da Islândia, dirigido por Erlingur Thoroddsen; o espanhol Os Objetos Amorosos (Los objetos amorosos), de Adrián Silvestre, vencedor do prêmio de melhor filme no Queer Lisboa; o cubano Santa e Andrés, de Carlos Lechuga, premiado no 27º Cine Ceará; e Discreet, de Travis Mathews, exibido no Festival de Berlim.

girlspartymixElle Fanning em How to Talk to Girls at Parties, de John Cameron Mitchell.

Completam a programação internacional: o venezuelano Tamara, de Elia K. Schneider; o drama After Louie, com Alan Cumming e Zachary Booth; o documentário Minha Mãe é Cor-de-rosa (My Mother Is Pink), de Cecilie Debell; o francês Aqueles que Fazem a Revolução pela Metade Apenas Cavam suas Próprias Covas (Ceux qui font les révolutions à moitié n’ont fait que se creuser un tombeau), premiado no Festival de Toronto; o drama biográfico Contra a Lei (Against the Law), sobre o jornalista Peter Wildeblood; o documentário Queercore: How to Punk a Revolution, Yony Leyser, vencedor do Prêmio Felix no Festival do Rio; o drama alemão Looping, de Leonie Krippendorff.

E também: o documentário Minha Maravilhosa Berlim Ocidental (Mein wunderbares West-Berlin), de Jochen Hick; o drama biográfico Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas (Professor Marston and the Wonder Women), sobre o psicólogo William Moulton Marston, criador da famosa personagem em quadrinhos Mulher-Maravilha; o drama canadense Porcupine Lake, de Ingrid Veninger; a comédia dramática Signature Move, de Jennifer Reeder; o drama alemão Centro do Meu Mundo (Die Mitte der Welt); As Misândricas (The Misandrists), de Bruce La Bruce, exibido em Berlim; e o documentário GIRL UNBOUND: A Guerra para Ser Ela Mesma (GIRL UNBOUND: The War to Be Her), de Erin Heidenreich.

wondermixBella Heathcote e Rebecca Hall em Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas.

O tradicional Show do Gongo, onde realizadores desapegados apresentam seus vídeos de até 5 minutos para julgamento do público e da apresentadora Marisa Orth, acontecerá no dia 19/11, no Centro Cultural São Paulo.

A 3ª Conferência Internacional [SSEX BBOX] & Mix Brasil traz atrações nacionais e internacionais com foco no combate à violência e nas questões que envolvem a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros, queer, intersexo e assexuais (LGBTQIA+).

O Dramática em Cena traz os espetáculos Processo de Conscerto do Desejo, dirigido e protagonizado por Matheus Nachtergaele; Rituals for Change, performance ao vivo que explora mudanças, transição de gênero e identidade trans; e Desmesura, terceiro espetáculo do Teatro Kunyn inspirado livremente na vida do dramaturgo argentino Raul Taborda Damonte, o Copi. No Mix Music, outra atração musical deste ano é o show da cantora trans Danna Lisboa.

O 25° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade acontecerá no CineSesc, Espaço Itaú Augusta, Centro Cultural São Paulo, Museu da Diversidade, Auditório Ibirapuera e circuito Spcine com entrada gratuita em todos os eventos e salas.

Clique aqui e confira os filmes brasileiros selecionados para o Festival Mix Brasil 2017.

Fotos: Divulgação/Claire Folger.