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Festival de Veneza 2021: conheça os filmes selecionados; cinema brasileiro marca presença

por: Cinevitor
Rodrigo Santoro e Christian Malheiros em 7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto.

A 78ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 1 e 11 de setembro, acaba de anunciar a lista completa com os filmes selecionados para este ano.

Na Competição Internacional, títulos de Jane Campion, Paolo Sorrentino, Lorenzo Vigas, Pedro Almodóvar, Pablo Larraín, Michel Franco, Paul Schrader, Maggie Gyllenhaal, Stéphane Brizé, entre outros, estão na disputa pelo Leão de Ouro, prêmio máximo do evento.

Neste ano, o cinema brasileiro está representado com três obras, entre elas, o curta-metragem Ato, dirigido por Bárbara Paz, na mostra Orizzonti. A cineasta, premiada no festival em 2019 com o documentário Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, exibirá seu novo filme fora de competição.

Com Alessandra Maestrini e Eduardo Moreira no elenco, a trama se passa em um mundo suspenso e solitário, no qual Dante se encontra em um processo de travessia. Sua única companhia é Ava, uma profissional do afeto. Produzido pela Rubim Produções e BP Filmes, com assinatura de Tatyana Rubim e Bárbara Paz, o roteiro é de Cao Guimarães, a montagem de Renato Vallone e a fotografia de Azul Serra.

“Em um mundo onde a solidão foi a maior protagonista, com palcos vazios e o medo constante da morte, o afeto é o Ato, a fuga, o desejo fundamental da sobrevivência. É um honra tão grande voltar ao Festival de Veneza com meu primeiro filme de ficção. Um pequeno ato de silêncio e solidão”, disse a diretora. A produtora Tatyana Rubim completou: “Ato estar presente no Festival de Veneza representa, neste momento tão adverso mundialmente, a força da arte e da cultura e a capacidade do diálogo existente entre o teatro e o audiovisual”.

Alessandra Maestrini no curta Ato, de Bárbara Paz.

Outro destaque nacional na seleção é 7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto, diretor de Sócrates. Com Christian Malheiros e Rodrigo Santoro, o longa, original Netflix, faz parte da mostra Orizzonti Extra, criada este ano e que foca nas novas tendências do cinema mundial. Como uma extensão da já conhecida mostra Orizzonti, a nova seção irá propor uma seleção de filmes sem quaisquer restrições em termos de gênero, duração ou destino, desde que tenham pelo menos 60 minutos de duração; os filmes concorrem ao Prêmio do Público.

Na trama, o jovem Mateus sai do interior em busca de uma oportunidade de trabalho em um ferro velho de São Paulo comandado por Luca. Chegando lá, acaba se tornando vítima de um sistema de trabalho análogo à escravidão. Produzido por Ramin Bahrani, de O Tigre Branco, e o brasileiro Fernando Meirelles, de Cidade de Deus, o roteiro é assinado por Thayná Mantesso e pelo diretor Alexandre Moratto.

Além disso, o Brasil também aparece com Lavrynthos, de Fabito Rychter e Amir Admoni, na mostra Biennale College Cinema: Virtual Reality. Uma coprodução com o Peru, o curta em realidade virtual conta com Alice Braga e Louis Ozawa no elenco.

Em uma mostra paralela e independente do festival, anunciada anteriormente, a Semana Internacional da Crítica de Cinema de Veneza, organizada pelo SNCCI, Sindacato Nazionale Critici Cinematografici Italiani, apresenta sete filmes em competição, entre eles, o brasileiro A Salamandra, do cineasta pernambucano Alex Carvalho. O longa é baseado em um romance do médico e escritor francês Jean-Christophe Rufin, que foi adido cultural do Consulado Geral da França no Recife de 1989 a 1990. Uma coprodução entre Brasil, França e Alemanha, o longa foi rodado inteiramente no Recife e conta com Marina Foïs, Bruno Garcia, Anna Mouglalis, Maicon Rodrigues, Allan Souza Lima e Buda Lira no elenco. 

Nesta 78ª edição, o júri da Competição Internacional será presidido pelo premiado cineasta sul-coreano Bong Joon-Ho, de Parasita, e contará também com: Saverio Costanzo, diretor e roteirista italiano; Virginie Efira, atriz belga; Cynthia Erivo, cantora e atriz britânica; Sarah Gadon, atriz e produtora canadense; Alexander Nanau, cineasta romeno; e Chloé Zhao, premiada diretora de Nomadland.

Já na mostra Orizzonti, o júri será presidido pela cineasta Jasmila Žbanić, de Quo Vadis, Aida?, e contará também com: Mona Fastvold, diretora e roteirista norueguesa; Shahram Mokri, cineasta iraniano; Josh Siegel, curador de filmes do MoMA; e Nadia Terranova, escritora italiana.

O filme de abertura deste ano será o drama Madres Paralelas, de Pedro Almodóvar, que está em competição. O cineasta, ator e roteirista italiano Roberto Benigni será homenageado com o Leão de Ouro honorário.

Conheça os filmes selecionados para o 78º Festival de Veneza:

VENEZIA 78 | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

America Latina, de Fabio D’Innocenzo e Damiano D’Innocenzo (Itália/França)
Competencia Oficial, de Gastón Duprat (Espanha/Argentina)
È stata la mano di Dio, de Paolo Sorrentino (Itália)
Freaks Out, de Gabriele Mainetti (Itália/Bélgica)
Il buco, de Michelangelo Frammartino (Itália/França/Alemanha)
Illusions perdues, de Xavier Giannoli (França)
Kapitan Volkonogov bezhal (Captain Volkonogov Escaped), de Natasha Merkulova (Rússia/Estônia/França)
L’événement, de Audrey Diwan (França)
La Caja, de Lorenzo Vigas (México/EUA)
Madres Paralelas, de Pedro Almodóvar (Espanha)
Mona Lisa and the Blood Moon, de Ana Lily Amirpour (EUA)
On The Job: The Missing 8, de Erik Matti (Filipinas)
Qui rido io, de Mario Martone (Itália/Espanha)
Spencer, de Pablo Larraín (Alemanha/Reino Unido)
Sundown, de Michel Franco (México/França/Suécia)
The Card Counter, de Paul Schrader (EUA/Reino Unido/China)
The Lost Daughter, de Maggie Gyllenhaal (Grécia/EUA/Reino Unido/Israel)
The Power of the Dog, de Jane Campion (Nova Zelândia/Austrália)
Un autre monde, de Stéphane Brizé (França)
Vidblysk (Reflection), de Valentyn Vasyanovych (Ucrânia)
Żeby nie było śladów (Leave no traces), de Jan P. Matuszyński (Polônia/França/República Checa)

FORA DE COMPETIÇÃO | FICÇÃO

Ariaferma, de Leonardo Di Costanzo (Itália/Suíça)
Dune, de Denis Villeneuve (EUA/Hungria/Jordânia/Emirados Árabes Unidos/Norugea/Canadá)
Halloween Kills, de David Gordon Green (EUA)
Il bambino nascosto, de Roberto Andò (Itália/França)
La scuola cattolica, de Stefano Mordini (Itália)
Last Night in Soho, de Edgar Wright (Reino Unido)
Les choses humaines, de Yvan Attal (França)
Old Henry, de Potsy Ponciroli (EUA)
The Last Duel, de Ridley Scott (EUA/Reino Unido)

FORA DE COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIO

DeAndré#DeAndré. Storia di un impiegato, de Roberta Lena (Itália)
Django & Django, de Luca Rea (Itália)
Ezio Bosso. Le cose che restano, de Giorgio Verdelli (Itália)
Hallelujah: Leonard Cohen, A Journey, A Song, de Daniel Geller e Dayna Goldfine (EUA)
Life of Crime 1984-2020, de Jon Alpert (EUA)
Republic of Silence, de Diana El Jeiroudi (Alemanha/França/Síria/Qatar)
Tranchées, de Loup Bureau (França)
Viaggio nel crepuscolo, de Augusto Contento (França/Itália)

FORA DE COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS

Liang ye bu neng liu (The Night), de Tsai Ming-liang (Taiwan)
Plastic Semiotic, de Radu Jude (Romênia)
Sad Film, de Vasili (Myanmar/Holanda)

FORA DE COMPETIÇÃO | SÉRIE

Scenes from a Marriage (Episodes 1-5), de Hagai Levi (EUA)

ORIZZONTI

À plein temps, de Eric Gravel (Canadá)
Amira, de Mohamed Diab (Egito/Jordânia)
Atlantide, de Yuri Ancarani (Itália)
Bodeng sar (White Building), de Kavich Neang (Camboja/França/China/Qatar)
Cenzorka (107 Mothers), de Peter Kerekes (Eslováquia)
El gran movimiento, de Kiro Russo (Bolívia/Qatar/França/Suíça)
El hoyo en la cerca, de Joaquin Alejandro del Paso Puente (México)
El otro Tom, de Rodrigo Plá (Uruguai)
Il paradiso del pavone, de Laura Bispuri (Itália)
Inu-oh, de Masaaki Yuasa (Japão/EUA)
Les promesses, de Thomas Kruithof (França)
Miracol, de Bogdan George Apetri (Romênia/República Checa/Letônia)
Nosorih (Rhino), de Oleh Sentsov (Ucrânia)
Once upon a time in Calcutta, de Aditya Vikram Sengupta (Índia/França/Noruega)
Piligrimai, de Laurynas Bareisa (Lituânia)
Pu bu (The Falls), de Mong-hong Chung (Taiwan)
True Things, de Harry Wootliff (Reino Unido)
Vera andrron detin (Vera dreams of the sea), de Kaltrina Krasniqi (Kosovo)
Wela (Anatomy of Time), de Jakrawal Nilthamrong (Tailândia)

ORIZZONTI | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO

Descente (4 am), de Mehdi Fikri (França)
Don’t get too comfortable, de Shaima Al Tamimi (Iêmen/Qatar/Emirados Árabes Unidos/EUA/Holanda)
Fall of the Ibis King, de Josh O’Caoimh e Mikai Geronimo (Irlanda)
Heltzear, de Mikel Gurrea (Espanha)
Il turno, de Chiara Marotta e Loris Giuseppe Nese (Itália)
Kanoyama (The Last Day), de Momi Yamashita (Japão)
La fée des Roberts, de Léahn Vivier-Chapas (França)
Los huesos, de Cristóbal León e Joaquín Cociña (Chile)
Mulaqat (Sandstorm), de Seemab Gul (Paquistão)
Pid pokati mai (New abnormal), de Sorayos Prapapan (Tailândia/Coreia do Sul/Singapura)
Techno, Mama, de Saulius Baradinskas (Lituânia)
Tou sheng, ji dan, zuo ye ben (Hair tie, egg, homework books), de Runxiao Luo (China)

ORIZZONTI | CURTA-METRAGEM | FORA DE COMPETIÇÃO

Ato, de Bárbara Paz (Brasil)
Preghiera della sera (Diario di una passeggiata), de Giuseppe Piccioni (Itália)

ORIZZONTI | EXTRA

7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto (Brasil)
Costa Brava, de Mounia Akl (Líbano/França/Espanha/Suécia/Dinamarca/Noruega/Qatar)
La macchina delle immagini di Alfredo C., de Roland Sejko (Itália)
La ragazza ha volato, de Wilma Labate (Itália/Eslovênia)
Land of Dreams, de Shirin Neshat e Shoja Azari (EUA/Alemanha/Qatar)
Ma nuit, de Antoinette Boulat (França/Bélgica)
Mama, ya doma (Mama, I’m Home), de Vladimir Bitokov (Rússia)
Sokea mies, joka ei halunnut nähdä Titanicia (The blind man who did not want to see Titanic), de Teemu Nikki (Finlândia)

Foto: Aline Arruda/Netflix.

VI Cine Jardim: inscrições abertas para oito oficinas de cinema

por: Cinevitor
Cíntia Domit Bittar, do curta Baile: oficina de roteiro de curta de ficção para iniciantes.

Além dos filmes na programação, as atividades de formação do VI Cine Jardim – Festival Latino-americano de Cinema de Belo Jardim já estão com inscrições abertas.

Dividindo-se entre seis cursos remotos e dois presenciais na cidade de Belo Jardim, no interior pernambucano, as oficinas acontecem entre os dias 9 e 26 de agosto e serão conduzidas por profissionais reconhecidos no cenário do audiovisual brasileiro. Os interessados podem se inscrever gratuitamente no site oficial do festival (clique aqui) até a semana anterior ao início das aulas de cada curso.

O módulo Interpretação para Cinema de Terror será ministrado pela atriz Gilda Nomacce, que conversará com os alunos sobre histórias vividas em sets de filmagem e os potenciais criativos da atuação para o gênero cinematográfico. Já o realizador maranhense Lucas Sá será o responsável pelas aulas de Produção de Videoclipes Independentes, que abordará todas as etapas de realização de um vídeo musical, da pré-produção ao lançamento. Enquanto isso, o curso Cinema, Cineclube e Educação: Da Teoria às Práticas, ministrado pela professora cineclubista e produtora cultural Yanara Galvão, discutirá a história, a prática e a importância da organização de cineclubes.

Em Roteiro de Curta-metragem para Iniciantes, a cineasta Cíntia Domit Bittar apresentará métodos de escrita e criatividade para a formatação de um roteiro de cinema. A jornalista, montadora e diretora de projetos audiovisuais Thais Fernandes é a responsável pela oficina Se Organizar Direitinho, Todo Mundo Faz um Filme, que conversará sobre as ferramentas de organização e criação de projetos cinematográficos. Por fim, o curso Crítica de Cinema para Formação do Júri Jovem será ministrado pelo jornalista e crítico de cinema André Guerra, focado na análise dos elementos de linguagem fílmica de maneira acessível e abrangente.

A primeira oficina presencial é a de Vídeo Poema, ministrada por David Biriguy, que é poeta, músico, produtor cultural e cineasta de Belo Jardim. O curso tem o objetivo de produzir uma obra audiovisual integrada à linguagem literária. Também presencial, a oficina Cinema de Guerrilha tem orientação do cineasta, roteirista, produtor e diretor de fotografia Lula Magalhães; as aulas discutirão as etapas de produção de um curta-metragem com baixo orçamento e de forma colaborativa.

Saiba mais detalhes sobre as oficinas do VI Cine Jardim:

INTERPRETAÇÃO PARA CINEMA DE TERROR com Gilda Nomacce

Dias: 25 e 26/08; das 9h às 12h (dois encontros virtuais de três horas cada pelo Google Meet)
Público-alvo: jovens e adultos a partir dos 15 anos
Número de vagas: 30
Carga horária: 6 horas

PRODUÇÃO DE VIDEOCLIPES INDEPENDENTES com Lucas Sá

Dias: 10, 11 e 12/08; das 14h às 17h (três encontros virtuais de três horas cada pelo Google Meet)
Público-alvo: jovens realizadores e interessados na área
Número de vagas: 40
Carga horária: 9 horas

CINEMA, CINECLUBE E EDUCAÇÃO: DA TEORIA ÀS PRÁTICAS com Yanara Galvão

Dias: 09, 10, 11 e 12/08; das 9h às 12h (quatro encontros virtuais de três horas cada pelo Google Meet)
Público-alvo: jovens e educadores
Número de vagas: 30
Carga horária: 12 horas

ROTEIRO DE CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO PARA INICIANTES com Cíntia Domit Bittar

Dias: 16 e 23/08; das 18h às 21h (dois encontros virtuais de três horas cada pelo Google Meet)
Público-alvo: jovens e adultos
Número de vagas: 30
Carga horária: 6 horas

SE ORGANIZAR DIREITINHO, TODO MUNDO FAZ UM FILME com Thais Fernandes

Dias: 11 e 12/08; das 19h às 21h (dois encontros virtuais de três horas cada pelo Google Meet)
Público-alvo: jovens entre 12 e 15 anos
Número de vagas: 20
Carga horária: 6 horas

CRÍTICA DE CINEMA PARA FORMAÇÃO DO JÚRI JOVEM com André Guerra

Dias: 09, 10 e 11/08; das 14h às 17h (três encontros virtuais de três horas cada pelo Google Meet)
Público-alvo: jovens a partir dos 15 anos
Número de vagas: 20
Carga horária: 9 horas

VÍDEO POEMA com David Biriguy

Dias: 17, 18, 19 e 20/08; das 14h às 17h (quatro encontros presenciais de três horas cada)
Público-alvo: jovens e adultos a partir dos 15 anos 
Número de vagas: 15
Carga horária: 12 horas

CINEMA DE GUERRILHA com Lula Magalhães

Dias: 19, 20 e 21/08; das 9h às 12h (três encontros presenciais de três horas cada)
Público-alvo: jovens e adultos a partir dos 15 anos
Número de vagas: 20
Carga horária: 9 horas

O Cine Jardim – Festival Latino-Americano de Cinema de Belo Jardim é uma janela destinada à divulgação da produção cinematográfica latino-americana, à profissionalização de jovens por meio do audiovisual e à democratização dos bens culturais. O festival, de caráter competitivo, visa premiar filmes latino-americanos de curtas-metragens e longas-metragens brasileiros das mostras competitivas. Uma importante janela aberta no interior, especialmente para compreender e apreciar outros mundos reais e possíveis, que na mágica tela branca projetam-se infinitas possibilidades de encontros e intercâmbios com um único compromisso, fazer deste mundo um mundo mais humano e mais perto de todos nós.

Foto: Kamila Novaes.

FestCurtas Fundaj 2021: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Ar, de Marcelo Oliveira e William Oliveira.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 21/07, os selecionados para a segunda edição do FestCurtas Fundaj 2021 – II Festival Nacional de Curtas do Cinema da Fundação On-line, que acontecerá entre os dias 28 de julho e 1º de agosto; este é o primeiro festival de cinema realizado pela Fundação Joaquim Nabuco, sediada no Recife, em Pernambuco.

A curadoria escolheu 30 curtas-metragens, divididos entre 19 ficções e 11 documentários, vindos de 14 estados. Os filmes selecionados ficarão disponíveis para acesso gratuito no site oficial (clique aqui) durante a realização do festival.

Neste ano, o evento virtual ultrapassou a marca das 350 inscrições, apesar das dificuldades impostas pela pandemia. Nesta edição, por exemplo, 48 dos filmes enviados foram produzidos no ano de 2019, enquanto 120 em 2020 e 184 em 2021; os curtas chegaram de 23 estados brasileiros, além de dois do exterior: “Apesar de todas as dificuldades de se produzir filmes durante a pandemia, cineastas do norte ao sul do país enviaram seus trabalhos mostrando a garra dos que fazem o cinema brasileiro”, ressaltou Ana Farache, coordenadora do Cinema da Fundação.

Os curtas selecionados concorrem nas categorias de ficção e documentário. Há ainda o Prêmio Alumiar, para filmes que compõem a Mostra Acessível e dispõem de acessibilidade comunicacional; além do Prêmio Cinemateca Pernambucana para os filmes produzidos no estado. Também será aberta uma votação para definir o melhor curta segundo o público.

Os troféus do FestCurtas são assinados pelo mestre J. Borges, xilogravurista reconhecido internacionalmente pela sua arte; suas imagens também figuram na programação visual do festival deste ano.

Confira a lista dos filmes selecionados para o FestCurtas Fundaj 2021:

A Beleza de Rose, de Natal Portela (CE)
A Grande Luta, de Júlio Sales (MG)
A Tradicional Familia Brasileira Katu, de Rodrigo Sena (RN)
Abjetas 288, de Júlia da Costa e Renata Mourão (SE)
Açúcar, de Rhuan de Araújo (PE)
Adelaide, Aqui Não Há Segunda Vez para o Erro, de Anna Zêpa (SP)
Ar, de Marcelo Oliveira e William Oliveira (PE)
Ari y Yo, de Adriana de Faria (PA)
Azul, de Tauana Uchôa (PE)
Café Coado, de Daina Giannecchini (SP)
Chacal, de Marja Calafange (PR)
Coleção Preciosa, de Rayssa Coelho e Filipe Gama (BA)
Crua, de Clara Vilas Boas e Emanuele Sales (MG)
Curica!, de Thiago José de Carvalho Furtado (PI)
Desacuendando o Acuenda, de Ana Carolina Marinho e Anna Zêpa (SP)
Desenamorarse, de Paulo Folly (PR)
Dois, de Guilherme Jardim e Vinícius Fockiss (MG)
Egum, de Yuri Costa (RJ)
Ela Viu Aranhas, de Larissa de Freitas Muniz (MG)
Endless Love, de Duda Gambogi (RJ)
Feliz Aniversário, de Briele Fernanda e Patrícia Cordeiro (RJ)
Fragmentos ao Vento: 1945, de Ulisses da Motta (RS)
Neguinho, de Marçal Vianna (RJ)
O Menino das Estrelas, de Irmãos Christofoli (RS)
Quadros Negros, de Beatriz Guglielmelli (SP)
Rio das Almas e Negras Memórias, de Taize Inácia e Thaynara Rezende (GO)
Sessão 27, de Haendel Melo (MG)
Sobre Nossas Cabeças, de Susan Kalik e Thiago Gomes (BA)
Utopia, de Rayane Penha (AP)
Yaõkwa, Imagem e Memória, de Rita Carelli e Vincent Carelli (PE)

Foto: Divulgação.

O Novíssimo Cinema da Paraíba: mostra especial exibirá longas e curtas no Belas Artes À La Carte

por: Cinevitor
Ingrid Trigueiro e Zezita Matos em Rebento, de André Morais.

O Belas Artes À La Carte exibirá com exclusividade, entre os dias 5 e 18 de agosto, o festival O Novíssimo Cinema da Paraíba. A mostra, composta por sete longas e dezessete curtas-metragens, apresentará gratuitamente no streaming o que há de melhor na produção cinematográfica recente do estado.

O festival é realizado em parceria com a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), da Prefeitura Municipal de João Pessoa e tem início em uma data importante: no dia 5 de agosto é celebrada a fundação da Paraíba. “São onze anos da implementação da política pública de produção de obras cinematográficas pela Fundação Cultural de João Pessoa/Funjope, o Edital Walfredo Rodriguez de Produção Audiovisual, que leva o nome do cineasta primeiro da nossa Paraíba, que na década de vinte, com uma câmera 35mm, desbravou o Estado da Paraíba, do sertão ao litoral, documentando as mais diversas manifestações da nossa cultura, e em 1929 lança o filme Sob o Céu Nordestino”, explica Paulo Roberto, Gerente da Divisão de Audiovisual e curador da mostra.

“Com essa implementação, inaugurou-se o Novíssimo Cinema da Paraíba, uma produção alicerçada na organização da classe trabalhadora do cinema local, que conquistou os meios de produção e agora colhe os seus frutos. São filmes de curta e longa-metragem, que, por meio de documentários e ficções, convidam a descobrir as diversas Parahybas desse Estado alicerçado na sua cultura marcante e multifacetada”, completou.

Entre os destaques do festival estão dois filmes inéditos: o longa A República das Selvas, de Manoel Fernandes Neto, que retrata uma república de estudantes localizada no litoral da Paraíba, meses após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, e o rescaldo de uma ebulição política sem precedentes; e o curta Cabidela’s Bar, de Tadeu de Brito. A programação conta também com filmes premiados, como: Sol Alegria, de Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira; Rebento, de  André Morais; o curta-metragem Faixa de Gaza, com Marcélia Cartaxo, entre muitos outros.

Além disso, duas atividades paralelas estão confirmadas na programação com conversas ao vivo sobre os filmes e o mercado de cinema na Paraíba. No dia 10/08, às 19h, o bate-papo O Novíssimo Cinema da Paraíba contará com Torquato Joel, diretor de Ambiente Familiar; Bertrand Lira, do longa O Seu Amor de Volta (Mesmo que Ele Não Queira); Tavinho Teixeira, de Sol Alegria; Eliezer Rolim, diretor de Beiço de Estrada; e André Morais, de Rebento. Já no dia 17/08, às 19h, a conversa O Mercado de Cinema na Paraíba contará com Manoel Fernandes, diretor de A República das Selvas; Rodolpho de Barros, do curta A Ética das Hienas; Lúcio César, diretor de Faixa de Gaza; Otto Cabral, diretor de Animais na Pista; e Odécio Antônio, diretor de Contínuo e Menino Azul.

Conheça os filmes do festival O Novíssimo Cinema da Paraíba:

LONGAS-METRAGENS

A República das Selvas, de Manoel Fernandes Neto
Elenco: Thaíse Cabral, Taíza Nunes, Noé Pires, Mayara Valentim, Maurício Garcia, Iverton Allef, Djhonnathan Fernandes.

Sol Alegria, de Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira
Elenco: Joana Medeiros, Mauro Soares, Tavinho Teixeira, Mariah Teixeira, Ney Matogrosso, Suzy Lopes, Anita Medeiros, Everaldo Pontes, Vera Valdez, Toreba Sagi, Gustavo Vinagre.
Curiosidades: exibido na mostra Bright Future do Festival Internacional de Cinema de Roterdã, no Cine Ceará, Mix Brasil, Queer Lisboa, na Mostra de São Paulo, Festival de Hamburgo, Festival de Brasília e CineBH; vencedor do Prêmio Especial do Júri no Olhar de Cinema e eleito um dos dez melhores filmes brasileiros de 2020 segundo a Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema

Ambiente Familiar, de Torquato Joel
Elenco: Alex Oliveira, Fagner Costa, Diógenes Duque, Cely Farias, Suzy Lopes, Marcélia Cartaxo, Zezita Matos, Matheus Henrique, Luis Henrique Silva, Joaquim Lucena Viana, Augusto Barbosa de Lima, Beto Quirino, Kassandra Brandão, Challena Barros.
Curiosidades: exibido na Mostra de Cinema de Gostoso, o longa foi rodado em várias cidades da Paraíba, como João Pessoa, Cabedelo, Conde (Tambaba e Tabatinga), Guarabira e Bananeiras.

Beiço de Estrada, de Eliézer Rolim
Elenco: Darlene Glória, Jackson Antunes, Mayana Neiva, Luana Valetin, Rique Messias, Suzy Lopes.
Curiosidades: o filme é uma adaptação da peça de teatro de mesmo nome escrita por Eliézer Rolim, aos 17 anos, que circulou o Brasil em vários festivais e, quando em São Paulo, Marcélia Cartaxo, que interpretava a personagem Véu de Noiva, foi descoberta por Suzana Amaral para o filme A Hora da Estrela. Beiço de Estrada marca o retorno magistral de Darlene Glória ao cinema, aos 76 anos de idade.

Jackson – Na Batida do Pandeiro, de Marcus Villar e Cacá Teixeira 
Curiosidades: vencedor de dois prêmios na 14ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro e eleito o melhor filme da mostra de longas do Festival Audiovisual de Campina Grande – Comunicurtas UEPB; também foi exibido no Festival de Brasília.

Rebento, de André Morais
Elenco: Ingrid Trigueiro, Zezita Matos, Fernando Teixeira, Zé Guilherme Amaral, Anna Luiza Pordeus, Verônica Cavalcanti, Palmira Palhano, Margarida Santos, Itamira Barbosa, Angélica Lemos, Franck Ferreira.
Curiosidades: vencedor de 27 prêmios nacionais e internacionais, entre eles: melhor atriz (Ingrid Trigueiro) e melhor filme internacional no Diorama Film Festival, na Índia; premiado no LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival 2019; vencedor de quatro prêmios no 6º Festival de Cinema de Caruaru; entre outros.

O Seu Amor de Volta (Mesmo que Ele Não Queira), de Bertrand Lira
Elenco: William Muniz, Danny Barbosa, Zezita Matos, Marcélia Cartaxo.
Curiosidades: vencedor de quatro prêmios no 26º Festival de Cinema de Vitória; exibido no Cine Terreiro e no CINEFANTASY – Festival Internacional de Cinema Fantástico; premiado na categoria de melhor direção no Festival Audiovisual de Campina Grande – Comunicurtas UEPB.

CURTAS-METRAGENS

A Ética das Hienas, de Rodolpho de Barros
Elenco: Suzy Lopes, Servilio de Holanda, Marcélia Cartaxo, Daniel Porpino, Fernando Teixeira, Tavinho Teixeira, Drica Soares, Silvano Monteiro.
Curiosidades: premiado no Festival de Gramado, também foi exibido no Curta Taquary, Curta Kinoforum, Mostra de Cinema de Tiradentes, Curta Cinema, LABRFF, entre outros.

Acho Bonito quem Veste, de Marcelo Coutinho 
Sinopse: A moda encontra os limites geográficos e a interferência da televisão para atingir seu público.

Animais na Pista, de Otto Cabral
Elenco: Kassandra Brandão, Thardelly Lima, Servilio de Holanda, Giovanni Sousa, Flávio Melo, Omar Brito, Paulo Philipe, Flávio Freitas, Geyson Luiz, Daniel Araújo.
Curiosidades: selecionado para a 49ª edição do Festival de Cinema de Gramado e exibido na 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Batom Vermelho Sangue, de R.B. Lima
Elenco: Murilo Franco, Danny Barbosa, Anita Medeiros, Cely Farias, Eulina Barbosa, Vinícius Guedes, Sanzia Marcia.
Curiosidades: é o quarto curta-metragem do projeto Ashley De La Veiga, que aborda temas da comunidade LGBTQ+; foi selecionado para o VI Cine Jardim e exibido em diversos festivais, como: FESTCiMM 2021, IV Mostra de Cinema Contemporâneo do Nordeste, 4º Cine Verão – Festival de Cinema da Cidade do Sol, Comunicurtas UEPB, 3º Curta Caicó, FestCurtas Fundaj, entre outros.

Bodas de Aruanda, de Chico Salles
Sinopse: Uma história das narrativas simbólicas dos 50 anos de centro umbandista da Paraíba.

Cabidela’s Bar, de Tadeu de Brito
Elenco: Ingrid Trigueiro, Marcio de Paula, Buda Lira, Totonho.

Campana, de Gian Orsini
Sinopse: Entre o sono e a vigília, dois detetives particulares trabalham na cidade de João Pessoa.

Coletivo de Multidão, de Manoel Fernandes
Elenco: Arly Arnaud, Elisa Fiuza, Hamanda Holmes, Marcos Pergentino, Fernando Trevas.
Curiosidades: resultado de uma pesquisa do diretor, desenvolvida há 4 anos, com o objetivo de discutir as relações afetivas na vida contemporânea, partindo do conceito de sociedade líquida proposto pelo sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman, que questionava desde os vícios em redes sociais e a solidão coletiva que estamos imersos.

Contínuo, de Carlos Ebert e Odécio Antonio
Elenco: Ana Marinho, Daniel Araújo, Daniel Porpino, Odécio Antonio, Verônica Cavalcanti, Buda Lira, José Carlos, Laureano Junior, Martinho Patrício, Tereza Cavalcanti, Ananda Nóbrega, Letícia Marinho.

Crua, de Diego Lima
Elenco: Nyka Barros, Felipe Espíndola, Kelner Macedo, Omar Brito, Marcio di Paula, Norma Goes, Alice Maria, Fafa Dantas, Dhyan Urshita, Suzy Lopes, Ravi Lacerda, Pedro Ivo, Aquilles Nud, Alison Bernardes.

DNA-M: Deus Não Acredita em Máquinas, de Ely Marques
Elenco: Gladson Júnior, Laís Lacerda, Tavinho Teixeira

Faixa de Gaza, de Lúcio César Fernandes 
Elenco: Marcélia Cartaxo, Paulo Philippe, Marcelo de Souza, Melquizedeque Abrantes, Ewerton Chagas, Max Ryan Monteith, Rafael Paiva, Fernando Teixeira, Verônica Cavalcanti, Luis Henrique, Cardivando de Oliveira, Josineide Melo.
Curiosidades: o curta foi lançado na II Mostra de Cinema Walfredo Rodriguez e participou de 15 festivais e mostras de cinema, entre elas, duas participações internacionais nos Estados Unidos e Angola; foi premiado no 15º Comunicurtas UEPB, 3º Curta Caicó e Fest Aruanda, e exibido também no LABRFF, Curta Taquary e 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Hosana nas Alturas, de Eduardo Varandas Araruna
Elenco: Daniel Porpino, Nyka Barros, Danny Barbosa, Tavinho Teixeira, Glaydson Gonçalves, Mirna Barbosa.

Lebara, de Sérgio Ferro
Elenco: Dan Oliveira, Laiz de Oyá, Norma Góes.

Menino Azul, de Odécio Antonio
Elenco: Théo Koffmann, Luiz Carlos Vasconcelos, Giuliana Maria, Nanego Lira, Ian Guedes, Buda Lira, Kassandra Brandão, Yluska Gaião, Geyson Luiz, Márcio de Paula, Joálisson Cunha, Edna Diniz, Pablo Rivero, Matheus Leonel, Rodrigo Alves, Sônia Pontes, Cauê Villar, Luana Valentim, Martinho Patrício.

Moído, de Torquato Joel
Elenco: Marcélia Cartaxo, Fernando Teixeira, Zé Guilherme Amaral, Soia Lira, Suzy Lopes, Nanego Lira, Escurinho.

Rafameia, de Mariah Teixeira e Nanda Félix
Elenco: Mariah Teixeira, Daniel Porpino, Thardelly Lima, Suzy Lopes, Izadora Nascimento, Buda Lira, Fernanda Ferreira, Gerlena Palmeira, Ingrid Trigueiro, Dhyan Urshita, Omar Brito, Vanessa Lima.
Curiosidades: exibido no Festival de Roterdã 2021 e Olhar de Cinema.

O Belas Artes À La Carte é um streaming de filmes que já conta com cerca de 400 títulos e inclui filmes de todos os cantos do mundo e de todas as épocas: contemporâneos, clássicos, cults, obras de grandes diretores, super premiados e principalmente aqueles que merecem ser revistos e que tocam o coração dos cinéfilos.

Foto: Divulgação.

Prêmio Platino 2021: conheça os indicados; filmes brasileiros estão na disputa

por: Cinevitor
Regina Casé em Três Verões, de Sandra Kogut: indicada.

Foram revelados nesta segunda-feira, 19/07, os indicados ao 8º Prêmio Platino (ou Premios Platino del Cine Iberoamericano), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas de 23 países. O anúncio foi realizado pelo ator Manolo Caro e pelas atrizes Belén Rueda e Paulina García.

Em sua oitava edição, que acontecerá em Madri no dia 3 de outubro, os filmes El olvido que seremos, de Fernando Trueba, e La llorona, de Jayro Bustamante, lideram a lista com onze indicações cada.

O cinema brasileiro se destaca com: Três Verões, de Sandra Kogut, que rendeu uma indicação para Regina Casé na categoria de melhor atriz; a animação O Pergaminho Vermelho, de Nelson Botter Jr.; e o documentário Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, de Bárbara Paz.

Além disso, diversas produções nacionais e profissionais brasileiros foram pré-selecionados entre os semifinalistas desta oitava edição, porém, não foram classificados para etapa final, como: Pacarrete, de Allan Deberton, nas categorias de melhor atriz (Marcélia Cartaxo), atriz coadjuvante (Zezita Matos), filme de estreia e direção de arte (Rodrigo Frota); Fim de Festa, como melhor filme ibero-americano de ficção, melhor direção (Hilton Lacerda), melhor roteiro, melhor ator (Irandhir Santos) e edição (Mair Tavares); as animações Os Under Undergrounds: O Começo, de Nelson Botter Jr., e Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma, de Ale McHaddo; A Febre, de Maya Da-Rin, como melhor filme de estreia e melhor som (Felippe Schultz Mussel, Breno Furtado e Romain Ozanne); o documentário Fico te Devendo uma Carta sobre o Brasil, de Carol Benjamin, na categoria Premio Platino al Cine y Educación en Valores.

Também foram pré-selecionados: Macabro, de Marcos Prado, como melhor filme ibero-americano de ficção, trilha sonora (Plinio Profeta), direção de arte (Ula Schliemann), fotografia (Azul Serra) e som (Bernardo Uzeda, José Moreau Louzeiro, Tomás Alem, Rodrigo Noronha e Gustavo Loureiro); Boca de Ouro, de Daniel Filho, nas categorias de melhor ator (Marcos Palmeira), ator coadjuvante (Silvio Guindane), atriz coadjuvante (Lorena Comparato) e fotografia (Felipe Reinheimer); e os documentários Adoniran – Meu Nome é João Rubinato, de Pedro Serrano, e Dentro da Minha Pele, de Val Gomes e Toni Venturi.

Além disso, coproduções brasileiras também ficaram entre os semifinalistas, como: Chico Ventana Também Queria Ter um Submarino, de Alex Piperno (Uruguai/Argentina/Brasil); A Festa Silenciosa, de Diego Fried (Argentina/Brasil); e o documentário Era Uma Vez na Venezuela (Érase Una Vez en Venezuela, Congo Mirador), de Anabel Rodríguez Ríos (Venezuela/Brasil).

Nas categorias televisivas, o Brasil ficou entre os semifinalistas com: Arcanjo Renegado, nas categorias de melhor minissérie ou filme para TV ibero-americano, atriz (Erika Januza) e ator coadjuvante (Flavio Bauraqui); Bom Dia, Verônica, também como melhor minissérie ou filme para TV ibero-americano, ator (Eduardo Moscovis), atriz coadjuvante (Camila Morgado) e criador (Raphael Montes); Desalma, nas categorias de melhor atriz (Cássia Kis) e ator coadjuvante (Bruce Gomlevsky); Todas as Mulheres do Mundo como melhor ator (Emilio Dantas), atriz coadjuvante (Martha Nowill) e criador (Jorge Furtado); e 1 Contra Todos na categoria de melhor ator para Julio Andrade.

Conheça os indicados ao Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano 2021:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO:
El olvido que seremos, de Fernando Trueba (Colômbia)
La llorona, de Jayro Bustamante (Guatemala)
Las niñas, de Pilar Palomero (Espanha)
Nova Ordem (Nuevo Orden), de Michel Franco (México)

MELHOR DIREÇÃO
Fernando Trueba, por El olvido que seremos
Icíar Bollaín, por La boda de Rosa
Jayro Bustamante, por La llorona
Michel Franco, por Nova Ordem

MELHOR ROTEIRO
Crimes de Família, escrito por Pablo Del Teso e Sebastián Schindel
El olvido que seremos, escrito por David Trueba
La llorona, escrito por Jayro Bustamante e Lisandro Sanchez
Las niñas, escrito por Pilar Palomero

MELHOR ATRIZ
Candela Peña, por La boda de Rosa
María Mercedes Coroy, por La llorona
Regina Casé, por Três Verões
Valeria Lois, por Las Siamesas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Kami Zea, por El olvido que seremos
Nathalie Poza, por La boda de Rosa
Sabrina De La Hoz, por La llorona
Yanina Ávila, por Crimes de Família

MELHOR ATOR
Alfredo Castro, por Tenho Medo Toureiro
Diego Peretti, por O Roubo do Século
Javier Cámara, por El olvido que seremos
Miguel Ángel Solá, por Crimes de Família

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Alfredo Castro, por O Príncipe
Diego Boneta, por Nova Ordem
Jorge Román, por Matar a un Muerto
Julio Diaz, por La llorona

MELHOR FILME DE ESTREIA IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO
Canção Sem Nome, de Melina León (Peru/Espanha/Chile)
Las niñas, de Pilar Palomero (Espanha)
Matar a Pinochet, de Juan Ignacio Sabatini (Chile/Argetina/Espanha)
Matar a un Muerto, de Hugo Giménez (Paraguai/Argentina)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
As Fantasias de Nicolas (Un Disfraz para Nicolas), de Eduardo Rivero (México)
La Gallina Turuleca, de Eduardo Gondell e Víctor Monigote (Espanha/Argentina)
O Pergaminho Vermelho, de Nelson Botter Jr. (Brasil)
Xico, o Cachorro Mágico (El Camino de Xico), de Eric Cabello (México)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Agente Duplo (El Agente Topo), de Maite Alberdi (Chile/Espanha)
Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, de Bárbara Paz (Brasil)
Cartas Mojadas, de Paula Palacios (Espanha)
O Ano do Descobrimento (El año del descubrimiento), de Luis López Carrasco (Espanha)

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Canção Sem Nome, por Pauchi Sasaki
El olvido que seremos, por Zbigniew Preisner
La llorona, por Pascual Reyes
Silenciadas, por Aránzazu Calleja e Maite Arrotajauregi

MELHOR EDIÇÃO
El olvido que seremos, por Marta Velasco
La llorona, por Jayro Bustamante e Gustavo Matheu
Las niñas, por Sofi Escudé
Ya no estoy aquí, por Yibran Asuad e Fernando Frías de la Parra

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
El olvido que seremos, por Diego López
La llorona, por Sebastián Muñoz
Las niñas, por Mónica Bernuy
Silenciadas, por Mikel Serrano

MELHOR FOTOGRAFIA
El olvido que seremos, por Sergio Iván Castaño
La llorona, por Nicolás Wong
Las niñas, por Daniela Cajías
Silenciadas, por Javier Agirre

MELHOR SOM
El olvido que seremos, por Eduardo Castro e Octavio Rojas
La llorona, por Eduardo Cáceres Staackmann
Silenciadas, por Urko Garai, Josefina Rodríguez, Frédéric Hamelin e Leandro de Loredo
Ya no estoy aquí, por Javier Umpierrez, Yuri Laguna, Olaitan Agueh, Michelle Couttolenc e Jaime Baksht

PREMIO PLATINO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES
Adú, de Salvador Calvo (Espanha)
Agente Duplo, de Maite Alberdi (Chile/Espanha)
El olvido que seremos, de Fernando Trueba (Colômbia)
Nossas Mães (Nuestras madres), de Cesar Diaz (Guatemala)

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO
Alguém Tem que Morrer (México)
Antidisturbios (Espanha)
O Maior Assalto (Colômbia)
Pátria (Espanha)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO
Alejandro Speitzer, por Alguém Tem que Morrer
Álvaro Morte, por La casa de papel
Andrés Parra, por O Maior Assalto
Eduard Fernández, por 30 Monedas

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO
Cecilia Suárez, por A Casa das Flores
Elena Irureta, por Pátria
Inma Cuesta, por A Desordem que Ficou
Marcela Benjumea, por O Maior Assalto

MELHOR ATOR COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO
Christian Tappán, por O Maior Assalto
Ernesto Alterio, por Alguém Tem que Morrer
Patrick Criado, por Antidisturbios
Rodrigo De la Serna, por La Casa de Papel

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO
Ester Expósito, por Alguém Tem que Morrer
Loreto Mauleón, por Pátria
Najwa Nimri, por La Casa de Papel
Susana Abaitua, por Pátria

MELHOR CRIADOR | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO
Aitor Gabilondo, por Pátria
Álex de la Iglesia, por 30 Monedas
Álex Pina, por La Casa de Papel
Rodrigo Sorogoyen e Isabel Peña, por Antidisturbios

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

10ª Mostra Ecofalante de Cinema anuncia filmes dos programas competitivos

por: Cinevitor
Cena do longa Edna, de Eryk Rocha: selecionado.

A décima edição da Mostra Ecofalante de Cinema acontecerá em formato on-line entre os dias 11 de agosto e 14 de setembro com acesso gratuito. Foram anunciados nesta segunda-feira, 19/07, os filmes selecionados para os dois programas competitivos: Competição Latino-Americana e Concurso Curta Ecofalante.

Totalmente gratuito, o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado às temáticas socioambientais promoverá uma programação que contará com a exibição de mais de 90 títulos de diversos países, além de debates que discutirão temas como ativismo, biodiversidade, cidades, economia, povos e lugares, tecnologia e trabalho. A Mostra Ecofalante de Cinema já havia organizado, em junho deste ano, uma programação virtual de aquecimento celebrando a Semana do Meio Ambiente, com sessões de filmes e debates sobre a Amazônia.

Presente na Mostra Ecofalante desde 2014, a Competição Latino-Americana premia os melhores filmes de temática socioambiental da América Latina. Dos quase 600 inscritos para esta edição, foram selecionados 30 filmes, entre longas e curtas-metragens, produzidos na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela.

O júri da Competição Latino-Americana será formado por: Cristina Amaral, montadora; Takumã Kuikuro, cineasta indígena; Junia Torres, antropóloga e documentarista; e Mário Branquinho, diretor do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, de Portugal.

O Concurso Curta Ecofalante é uma competição voltada para curtas-metragens produzidos por estudantes. Para participar, os filmes inscritos precisavam abordar temáticas relacionadas a pelo menos um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU na Agenda 2030; são 17 objetivos que abrangem temas como erradicação da pobreza, saúde de qualidade, combate às mudanças climáticas e igualdade de gênero. O Concurso Curta, que nesta edição tem apoio do WWF-Brasil, selecionou dez filmes que serão exibidos durante o evento e concorrerão ao prêmio de melhor curta Ecofalante.

Conheça os primeiros filmes selecionados para a 10ª Mostra Ecofalante de Cinema:

COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA | LONGAS

499, de Rodrigo Reyes (México)
Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado (Brasil/SP)
Edna, de Eryk Rocha (Brasil/SP)
Era uma Vez na Venezuela, de Anabel Rodríguez (Venezuela/Reino Unido/Áustria/Brasil)
Luz nos Trópicos, de Paula Gaitán (Brasil/RJ)
Mata, de Fábio Nascimento e Ingrid Fadnes (Brasil/Noruega)
Meu Querido Supermercado, de Tali Yankelevich (Brasil/SP)
Nũhũ Yãg Mũ Yõg Hãm: Essa Terra É Nossa!, de Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero (Brasil/MG)
O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível: A Peleja de Noel Nutels, de Tiago Carvalho (Brasil/RJ)
Pajeú, de Pedro Diógenes (Brasil/CE)
Piedra Sola, de Alejandro Telémaco Tarraf (Argentina)
Sobradinho, de Marília Hughes e Cláudio Marques (Brasil/BA)
Território Suape, de Cecília da Fonte, Laércio Portella e Marcelo Pedroso (Brasil/PE)

COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA | CURTAS

A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (Brasil/SC)
Afeto, de Gabriela Gaia Meirelles e Tainá Medina (Brasil/RJ)
Aká, de Adolfo Fierro e Juan González (México)
Apiyemiyekî?, de Ana Vaz (Brasil/França/Portugal)
Cascarita, de Jimena Barrera (México)
Gilson, de Vitória Di Bonesso (Brasil/SP)
Janelas Daqui, de Luciano Vidigal e Arthur Sherman (Brasil/RJ)
Kopacabana, de Marcos Bonisson e Khalil Charif (Brasil/RJ)
Lagoa Negra, de Felipe Esparza (Peru)
Mineiros, de Amanda Dias (Brasil/MG)
Mundo, de Ana Edwards (Chile)
O Submundo de Rogelio, de Álvaro Muñoz Sánchez (Colômbia)
Rio das Almas e Negras Memórias, de Taize Inácia e Thaynara Rezende (Brasil/GO)
Tapajós Ameaçado, de Thomaz Pedro (Brasil/SP)
Topawa, de Kamikia Ksedje e Simone Giovine (Brasil/PA)
Twakana Yagan, de Rodrigo Tenuta e Ignacio Leonidas (Argentina)
Yaõkwa, Imagem e Memória, de Rita Carelli e Vincent Carelli (Brasil/PE/MT)

CONCURSO CURTA ECOFALANTE

Àprova , de Natasha Rodrigues (SP)
Beatmakers, de Luciana Santos e Sabrina Emanuelly (SP)
Casa dos Amigos, de Lena Bertanin e Pedro Oliveira (SC)
Efeito Zuvuya, de Gabriel Guizani (SP)
Letícia, Monte Bonito, 04, de Julia Regis (RS)
Não toque, é Drag!, de Gabriel Cabral (PE)
Quarentena Pra Quem?, de Laís Maciel e Isabella Vilela (SP)
Remanescente, de João Victor Avila (SP)
Ver a China, de Amanda Carvalho (SP)
Vila dos Pescadores – Da pesca ao povo, de Cintia Neli da Silva Inacio e Geovanne Rafael V. da Silva (SP)

*Mais informações sobre a programação da 10ª Mostra Ecofalante de Cinema serão divulgadas em breve.

Foto: Divulgação.

Doutor Gama, de Jeferson De, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
Protagonista: César Mello em cena.

Dirigido por Jeferson De, diretor de M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida, Correndo Atrás e Bróder, Doutor Gama conta a história de Luiz Gama, ícone abolicionista responsável por libertar cerca de 500 pessoas escravizadas.

Com roteiro de Luiz Antônio, a trama acompanha Luiz Gama, interpretado por César Mello, filho de uma africana livre, vivida por Isabél Zuaa, e de um português. Aos 10 anos de idade, Gama é vendido por seu pai para mercadores de pessoas escravizadas e mandado para São Paulo. Conquista sua própria liberdade aos 18 anos e aprende a ler com a ajuda de um estudante de Direito. Este interesse pela leitura abre diversas portas para o desenvolvimento do homem que se tornaria.

Ao longo de sua vida, Luiz alforriou, por vias judiciais, centenas de vítimas da escravidão. Ele fazia uso das leis com conhecimento e precisão. Obteve uma provisão para advogar, pois mesmo sem ter frequentado o ensino superior, provou ter todos os conhecimentos necessários de sobra. Sua missão era libertar e garantir o direito de pessoas em condições de escravidão, seus irmãos desvalidos como costumava dizer, e exigir que as leis existentes no país fossem aplicadas.

O novo longa de Jeferson De busca evidenciar a história deste advogado, jornalista, abolicionista e poeta, para um Brasil que ainda tenta apagar os fatos de seu passado. Com fotografia de Cris Conceição e direção de arte de Thales Junqueira, o elenco conta também com Teka Romualdo, Johnny Massaro, Mariana Nunes, Romeu Evaristo, Sidney Santiago, Dani Ornellas, Erom Cordeiro, Nelson Baskerville e participação especial de Zezé Motta.

Assista ao trailer de Doutor Gama, que chega aos cinemas no dia 5 de agosto:

Foto: Divulgação/Elo Company.

Madres Paralelas, de Pedro Almodóvar, será o filme de abertura do 78º Festival de Veneza

por: Cinevitor
Milena Smit e Penélope Cruz em cena: filme de abertura em competição.

A diretoria da Biennale di Venezia anunciou nesta segunda-feira, 19/07, que o drama Madres Paralelas, dirigido por Pedro Almodóvar, será o filme de abertura da 78ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 1 e 11 de setembro.

O longa é estrelado por Penélope Cruz, Milena Smit, Israel Elejalde, Aitana Sánchez-Gijón e conta com a participação de Julieta Serrano e Rossy de Palma: “Nasci cineasta em 1983 em Veneza, na mostra Mezzogiorno Mezzanotte. Trinta e oito anos depois, sou chamado para abrir o festival. Não consigo explicar a alegria e a honra e o quanto isso significa para mim sem cair na complacência. Agradeço muito ao festival este reconhecimento e espero estar à altura”, disse o cineasta espanhol em comunicado oficial.

Alberto Barbera, diretor do festival, também comentou: “Agradeço a Pedro Almodóvar por nos ter dado o privilégio de abrir o festival com seu novo filme, um retrato intenso e sensível de duas mulheres lutando com uma gravidez de consequências imprevisíveis, solidariedade feminina e sexualidade, que é vivido em plena liberdade e sem hipocrisia; tudo contra o pano de fundo de uma reflexão sobre a necessidade inelutável da verdade que deve ser perseguida sem hesitação. Este é um retorno muito bem-vindo a Veneza, em competição, para o ganhador do nosso Leão de Ouro, em 2019, pelo conjunto de sua obra, muitos anos após o sucesso de Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, o filme que marcou seu triunfo definitivo na cena internacional”.

Na trama, duas mulheres, Janis e Ana, se encontram em um quarto de hospital onde vão dar à luz. Ambas são solteiras e engravidaram por acidente. Janis, de meia-idade, não se arrepende e está exultante. A outra, Ana, adolescente, está assustada, arrependida e traumatizada. Janis tenta encorajá-la enquanto eles se movem como sonâmbulos pelos corredores do hospital. As poucas palavras que trocam nestas horas criarão um vínculo muito estreito entre as duas, que o acaso se compromete a desenvolver e complicar de forma tão decisiva que mudará a vida de ambas.

Em 2019, Almodóvar recebeu o Leão de Ouro honorário na 76ª edição do festival. Antes disso, em 1988, exibiu Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos na Competição Oficial e levou o prêmio de melhor roteiro. No ano passado, marcou presença em Veneza com o curta-metragem The Human Voice, protagonizado por Tilda Swinton, seu primeiro trabalho filmado em inglês.

Foto: Divulgação/El Deseo.

Festival de Cannes 2021: conheça os vencedores; produções brasileiras se destacam

por: Cinevitor
Julia Ducournau recebe a Palma de Ouro por Titane das mãos de Sharon Stone.

Foram anunciados neste sábado, 17/07, os vencedores da 74ª edição do Festival de Cannes, que este ano contou com o cineasta americano Spike Lee na presidência do júri. Mati Diop, Mylène Farmer, Maggie Gyllenhaal, Jessica Hausner, Mélanie Laurent, Tahar Rahim, Song Kang-ho e o diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho completavam o time responsável por avaliar e premiar os filmes da Competição Oficial.

Neste ano, o suspense Titane, de Julia Ducournau, recebeu a Palma de Ouro, prêmio máximo do evento. Com isso, a cineasta francesa se torna a segunda mulher da história do festival a ser premiada nessa categoria; a primeira foi Jane Campion, em 1993, com O Piano.

Entre os curtas-metragens, duas produções brasileiras estavam na disputa pela Palma de Ouro: Céu de Agosto, de Jasmin Tenucci, com Badu Moraes no elenco, que recebeu uma Menção Especial do Júri; e Sideral, de Carlos Segundo, filmado nas cidades de Natal, Parnamirim e Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte.

O filme Murina, de Antoneta Alamat Kusijanović, exibido na Quinzena dos Realizadores, recebeu o prêmio Câmera de Ouro, dedicado a diretores estreantes. O longa é uma coprodução entre Croácia, Brasil, Estados Unidos e Eslovênia; entre os produtores, destaque para os brasileiros Rodrigo Teixeira e Lourenço Sant’ Anna, da RT Features; além de Martin Scorsese. O júri foi presidido por Mélanie Thierry e contou também com Audrey Abiven, Laurent Dailland, Romain Cogitore, Pierre-Simon Gutman e Éric Caravaca.

O cinema brasileiro marcou presença com diversos títulos em mostras paralelas e também com o documentário O Marinheiro das Montanhas, de Karim Aïnouz, na mostra Sessões Especiais. O longa, exibido fora de competição, é assumidamente biográfico. A trama é um diário de viagem filmado na primeira ida de Karim à Argélia, país em que seu pai nasceu. Entre registros da viagem, filmagens caseiras, fotografias de família, arquivos históricos e trechos de super-8, o filme opera uma costura fina entre a história de amor dos pais do diretor, a Guerra de Independência Argelina, memórias de infância e os contrastes entre Cabília (região montanhosa no norte da Argelia) e Fortaleza, cidade natal de Karim e de sua mãe, Iracema. Passado, presente e futuro se entrelaçam em uma singular travessia.

Antes da premiação também foram divulgados os vencedores dos três prêmios concedidos pela FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, que elege as melhores produções da Competição Oficial, da mostra Un Certain Regard e da Semana da Crítica ou Quinzena dos Realizadores. Além disso, a atriz e produtora norte-americana Jodie Foster e o cineasta italiano Marco Bellocchio foram homenageados com a Palma de Ouro honorária.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Cannes 2021:

COMPETIÇÃO OFICIAL

Palma de Ouro: Titane, de Julia Ducournau (França/Bélgica)
Grand Prix (empate): A Hero (Ghahreman), de Asghar Farhadi (Irã) e Hytti nro 6 (Compartment Nº 6), de Juho Kuosmanen (Finlândia/Estônia/Alemanha/Rússia)
Melhor Direção: Leos Carax, por Annette (França/México/EUA/Suíça/Bélgica/Japão/Alemanha)
Prêmio do Júri (empate): Ha’berech (Ahed’s Knee), de Nadav Lapid (França/Israel) e Memoria, de Apichatpong Weerasethakul (Tailândia)
Melhor Ator: Caleb Landry Jones, por Nitram
Melhor Atriz: Renate Reinsve, por The Worst Person in the World (Verdens verste menneske)
Melhor Roteiro: Drive My Car (Doraibu mai kâ), escrito por Ryûsuke Hamaguchi e Takamasa Oe
Palma de Ouro | Curta-metragem: All The Crows In The World (Tian Xia Wu Ya), de Tang Yi (Hong Kong)
Menção Especial do Júri | Curta-metragem: Céu de Agosto, de Jasmin Tenucci (Brasil)

OUTROS PRÊMIOS:

CÂMERA DE OURO | Caméra d’Or: Murina, de Antoneta Alamat Kusijanović (Croácia/Brasil/EUA/Eslovênia)

PRÊMIOS FIPRESCI | Federação Internacional de Críticos de Cinema
Competição Oficial: Drive My Car (Doraibu mai kâ), de Ryûsuke Hamaguchi (Japão)
Un Certain Regard: Un Monde (Playground), de Laura Wandel (Bélgica)
Semana da Crítica/Quinzena dos Realizadores: Feathers, de Omar El Zohairy (França/Egito/Holanda/Grécia)

JÚRI ECUMÊNICO
Melhor Filme: Drive My Car (Doraibu mai kâ), de Ryûsuke Hamaguchi (Japão)

L’Œil d’or (Olho de Ouro) | MELHOR DOCUMENTÁRIO
A Night of Knowing Nothing, de Payal Kapadia (Índia)
Prêmio Especial do Júri: Babi Yar. Context, de Sergei Loznitsa (Ucrânia)

QUEER PALM
Melhor longa-metragem: La fracture, de Catherine Corsini (França)
Melhor curta-metragem (empate): La Caída Del Vencejo (The Fall Of The Swift), de Gonzalo Quincoces (Espanha) (ESCAC) e Frida, de Aleksandra Odić (Alemanha) (DFFB)

PALM DOG: Dora, Rosie e Snowbear em The Souvenir Part II, de Joanna Hogg (Reino Unido)
Grande Prêmio do Júri (empate): Sophie em Red Rocket, de Sean Baker (EUA) e Panda em Lamb, de Valdimar Jóhannsson (Islândia/Suécia/Polônia)

*Clique aqui e conheça os vencedores da mostra Un Certain Regard.

*Clique aqui e conheça os vencedores da Quinzena dos Realizadores.

*Clique aqui e conheça os vencedores da Semana da Crítica.

*Clique aqui e conheça os vencedores da Cinéfondation.

Foto: Andreas Rentz/Getty Images.

Cannes 2021: conheça os vencedores da Quinzena dos Realizadores

por: Cinevitor
Thimotée Robart em Les Magnétiques, de Vincent Maël Cardona: filme premiado.

Foram anunciados neste sábado, 17/07, os vencedores da Quinzena dos Realizadores 2021, (La Quinzaine des Réalisateurs), mostra paralela ao Festival de Cannes, organizada pela La Société des réalisateurs de films (la SRF) desde 1969 e que destaca a produção anual de filmes de ficção, curtas e documentários no cenário independente e também popular, com diretores talentosos e originais.

Neste ano, em sua 53ª edição, o cinema brasileiro marcou presença com Medusa, terror dirigido por Anita Rocha da Silveira; e com mais duas coproduções: O Empregado e o Patrão, dirigido pelo uruguaio Manuel Nieto Zas e Murina, da cineasta croata Antoneta Alamat Kusijanović.

O documentarista Frederick Wiseman recebeu, na noite de abertura, o Carrosse d’Or, um prêmio especial que honra a filmografia de importantes cineastas. Na sequência da cerimônia, foi exibido seu filme Monrovia, Indiana.

Conheça os vencedores da Quinzena dos Realizadores 2021:

PRÊMIO SACD (Society of Dramatic Authors and Composers)
Les Magnétiques (Magnetic Beats), de Vincent Maël Cardona (França)

LABEL CINEMA EUROPA
A Chiara, de Jonas Carpignano (EUA/França/Itália)

CARROSSE D’OR
Frederick Wiseman

Foto: Divulgação.

Cannes 2021: mostra Un Certain Regard anuncia vencedores; coprodução brasileira se destaca

por: Cinevitor
Noche de Fuego, de Tatiana Huezo: coprodução entre México e Brasil.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 16/07, os vencedores da mostra Un Certain Regard, também conhecida como Um Certo Olhar, que coloca em evidência filmes dirigidos por novos cineastas, porém mais atípicos aos da Competição Oficial do Festival de Cannes.

Neste ano, a cineasta britânica Andrea Arnold presidiu o júri, que contou também com Mounia Meddour, cineasta franco-argelina; Elsa Zylberstein, atriz francesa; Daniel Burman, cineasta e produtor argentino; e Michael Angelo Covino, cineasta, produtor e ator americano.

“Em nossas discussões, as duas coisas que constantemente dizíamos eram: ‘este filme é muito corajoso’ e ‘este filme vem do coração’. Muitos dos filmes são muito apaixonados e muitos falam sobre coisas difíceis de falar. Gostaríamos de agradecer a todos os cineastas pelos belos e corajosos trabalhos. Seus filmes criaram debates vigorosos”, disse a presidente do júri em comunicado oficial.

Dirigido por Kira Kovalenko, o drama russo Razzhimaya Kulaki (Unclenching The Fists) foi o grande vencedor desta edição. O filme se passa em uma antiga cidade mineira na Ossétia do Norte-Alânia, onde uma jovem luta para escapar do domínio sufocante da família que a ama tanto, mas também a rejeita.

Outro destaque da premiação foi A Noite do Fogo (Noche de Fuego), coprodução internacional da brasileira Desvia, de Gabriel Mascaro e Rachel Ellis, com a mexicana Pimienta Films, que recebeu Menção Especial do júri. O filme é uma adaptação livre do romance Prayers for the Stolen, da americana Jennifer Clement, sendo o primeiro longa-metragem de ficção da diretora Tatiana Huezo.

O longa se passa em uma cidade solitária situada nas montanhas mexicanas, onde três amigas ocupam as casas daqueles que fugiram e se vestem de mulheres quando ninguém está olhando. Enquanto magia e alegria abundam no próprio universo impenetrável delas, suas mães treinam as três garotas para se protegerem dos grupos de sequestradores que atuam na região, até que um evento altera a rotina do povoado. Com distribuição da Vitrine Filmes no Brasil, o elenco conta com Mayra Batalla, Norma Pablo e Olivia Lagunas.

Conheça os vencedores da mostra Un Certain Regard 2021:

PRÊMIO UN CERTAIN REGARD
Razzhimaya Kulaki (Unclenching The Fists), de Kira Kovalenko (Rússia)

PRÊMIO DO JÚRI
Grosse Freiheit (Great Freedom), de Sebastian Meise (Áustria)

MELHOR ELENCO
Bonne Mère, de Hafsia Herzi (França)

COURAGE PRIZE
La Civil, de Teodora Ana Mihai (Bélgica/Romênia/México)

PRÊMIO ORIGINALIDADE
Lamb, de Valdimar Jóhannsson (Islândia/Suécia/Polônia)

MENÇÃO ESPECIAL
Noche de Fuego, de Tatiana Huezo (México/Brasil)

Foto: Divulgação.

Diários de Intercâmbio, com Larissa Manoela, ganha trailer e data de estreia na Netflix

por: Cinevitor
Larissa Manoela em cena: comédia e aventura.

Dirigido por Bruno Garotti, de Eu Fico Loko e Tudo por um Pop Star, Diários de Intercâmbio, novo filme brasileiro da Netflix, estreia no dia 18 de agosto no mundo todo e conta com Larissa Manoela e Thati Lopes no elenco.

O longa conta a história de duas melhores amigas, que decidem fazer um intercâmbio fora do país com a esperança de resolverem todos os seus problemas. O que elas não esperavam é que, nas congelantes montanhas do estado de Nova Iorque, elas se encontrariam em situações hilárias e descobririam que há mais em seus sonhos do que imaginam.

Com produção da Ananã Produções e roteiro de Sylvio Gonçalves, o filme conta ainda com Emanuelle Araújo, Bruno Montaleone, Kathy-Ann Hart, David James, Tania Khalill, Flavia Garrafa, Marcos Oliveira, Maiara Walsh, Ray Faiola e Dona Pieroni.

Diários de Intercâmbio foi anunciado pela Netflix nesta terça-feira, 13/07, juntamente com uma série de produções nacionais que serão lançadas ainda este ano. De julho a dezembro, conteúdos brasileiros inéditos desembarcam todos os meses, com exclusividade, no serviço de streaming; de séries ficcionais e documentais a filmes e reality shows: as melhores histórias brasileiras em diversos gêneros e formatos, para diferentes gostos e humores.

Assista ao trailer de Diários de Intercâmbio:

Foto: Reprodução/YouTube.