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Hot Docs 2021: curta-metragem brasileiro é premiado

por: Cinevitor
A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro: curta catarinense premiado.

O Hot Docs é considerado o maior festival, conferência e mercado de documentário da América do Norte. Com a missão de promover e celebrar a arte documental, sua programação destaca filmes canadenses e também internacionais.

Fundado em 1993, pela Documentary Organisation of Canada, o Hot Docs, Canadian International Documentary Festival, tornou-se uma entidade individual em 1996 com a intenção de ampliar e apoiar o trabalho de documentaristas canadenses e internacionais para promover a excelência na produção de seus filmes.

Neste ano, em sua 28ª edição, os vencedores do Júri Oficial foram anunciados na sexta-feira, 07/05. Já os premiados pelo voto popular foram revelados nesta segunda, 10/05. O curta brasileiro A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro, ficou entre os cinco melhores segundo o público; produzido pela catarinense Gata Maior Filmes, o filme aborda de modo singular o passado escravista e seus ecos, a partir de uma inédita história do período colonial brasileiro.

Além disso, o cinema brasileiro marcou presença na programação com outras produções, entre elas: Limiar, de Coraci Ruiz; A Última Floresta, de Luiz Bolognesi; Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles; Cercados, de Caio Cavechini; Você Não é um Soldado, de Maria Carolina Telles e Aleksei Abib; e as coproduções La Opción Cero, de Marcel Beltrán (Cuba/Brasil/Colômbia), e Amor Rebelde, de Alejandro Bernal (Colômbia/Canadá/Brasil).

O Júri Oficial foi formado por: Raul Niño Zambran, Michèle Stephenson e Patricia Rozema na mostra canadense de longa-metragem; Sheila Nevins, Kazuhiro Soda e Toni Kamau na mostra internacional de longas; Atom Egoyan, José F. Rodriguez e Rasha Salti na mostra de médias-metragens; e Miryam Charles, Poh Si Teng e Adriana Chartrand nas mostras de curtas.

A cada ano, o festival exibe mais de 200 documentários de vários países, entre mostras competitivas e programas temáticos; a programação conta também com o Hot Docs Forum e outras atividades paralelas. Além disso, o Hot Docs é reconhecido como um festival de qualificação para o Oscar nas categorias de melhor documentário e melhor curta documental.

Conheça os vencedores do Hot Docs 2021:

JÚRI OFICIAL

MELHOR DOCUMENTÁRIO CANADENSE | LONGA-METRAGEM
zo reken, de Emanuel Licha

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI | DOCUMENTÁRIO CANADENSE
One of Ours, de Yasmine Mathurin

PRÊMIO CINEASTA CANADENSE EMERGENTE
Elle-Máijá Tailfeathers, por Kímmapiiyipitssini: The Meaning of Empathy

MELHOR DOCUMENTÁRIO INTERNACIONAL
Ostrov – Lost Island, de Svetlana Rodina e Laurent Stoop (Suíça)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI | DOCUMENTÁRIO INTERNACIONAL
School of Hope, de Mohamed El Aboudi (Finlândia/França/Marrocos)

PRÊMIO CINEASTA EMERGENTE INTERNACIONAL
Annabel Verbeke, por Four Seasons in a Day (Bélgica/Noruega/Croácia)

MENÇÃO HONROSA | CINEASTA EMERGENTE INTERNACIONAL
Margaret Byrne, por Any Given Day (EUA)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | MÉDIA-METRAGEM
Silent Voice, de Reka Valerik (França/Bélgica)

MENÇÃO HONROSA | MÉDIA-METRAGEM
Sunny, de Keti Machavariani (Geórgia)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL
The Doll, de Elahe Esmaili (Irã)

PRÊMIO BETTY YOUSON | MELHOR CURTA-METRAGEM CANADENSE
Ain’t No Time for Women, de Sarra El Abed

PRÊMIO BETTY YOUSON | MENÇÃO HONROSA
The Hairdresser, de Lorraine Price

PRÊMIO LINDALEE TRACEY
Cailleah Scott-Grimes, por Between Us (Canadá)

PRÊMIO DON HAIG
Bangla Surf Girls, produzido por Lalita Krishna e dirigido por Elizabeth D. Costa (Canadá)

PRÊMIOS DO PÚBLICO | ROGERS AUDIENCE AWARD

TOP 5 | CANADÁ

FANNY: The Right to Rock, de Bobbi Jo Hart
Kímmapiiyipitssini: The Meaning of Empathy, de Elle-Máijá Tailfeathers
Someone Like Me, de Sean Horlor e Steve J. Adams
Still Max, de Katherine Knight
Hell or Clean Water, de Cody Westman

TOP 20

Dear Future Children, de Franz Böhm (Alemanha/Reino Unido/Áustria)
Writing with Fire, de Rintu Thomas e Sushmit Ghosh (Índia)
FANNY: The Right to Rock, de Bobbi Jo Hart (Canadá)
Kímmapiiyipitssini: The Meaning of Empathy, de Elle-Máijá Tailfeathers (Canadá)
Someone Like Me, de Sean Horlor e Steve J. Adams
Still Max, de Katherine Knight (Canadá)
Hell or Clean Water, de Cody Westman (Canadá)
Subjects of Desire, de Jennifer Holness (Canadá)
Street Gang: How We Got to Sesame Street, de Marilyn Agrelo (EUA)
One of Ours, de Yasmine Mathurin (Canadá)
A Once and Future Peace, de Eric Daniel Metzgar (EUA)
We Are the Thousand, de Anita Rivaroli (Itália)
Firestarter – The Story of Bangarra, de Wayne Blair e Nel Minchin (Austrália)
Imad’s Childhood, de Zahavi Sanjavi (Suécia/Letônia/Iraque)
It Is Not Over Yet, de Louise Detlefsen (Dinamarca)
Rebel Hearts, de Pedro Kos (EUA)
With Drawn Arms, de Glenn Kaino e Afshin Shahidi (EUA/México)
Spirit to Soar, de Tanya Talaga e Michelle Derosier (Canadá)
In the Same Breath, de Nanfu Wang (EUA/China)
Summer of Soul (…Or, When the Revolution Could Not Be Televised), de Ahmir “Questlove” Thompson (EUA)

TOP 5 | CURTAS

1º: A Concerto Is a Conversation, de Kris Bowers e Ben Proudfoot (EUA/Canadá)
2º: The Hairdresser, de Lorraine Price (Canadá)
3º: Mary Two-Axe Earley: I Am Indian Again, de Courtney Montour (Canadá)
4º: Recorder Queen, de Sophie Raymond (Austrália)
5º (empate): The Train Station, de Lyana Patrick (Canadá) e A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (Brasil)

TOP 5 | MÉDIA-METRAGEM

Spirit to Soar, de Tanya Talaga e Michelle Derosier (Canadá)
Becoming, de Isabel Vaca (México)
Holy Bread, de Rahim Zabihi (Irã)
Only I Can Hear, de Itaru Matsui (Japão/Canadá)
Dropstones, de Caitlin Durlak (Canadá)

Foto: Divulgação.

Pequenos Guerreiros: filme de Bárbara Cariry é selecionado para festivais internacionais

por: Cinevitor
Longa cearense: destaque internacional.

Depois de sua estreia mundial em fevereiro na competição do Children’s Film Festival Seattle, importante festival internacional de cinema infantojuvenil, o longa-metragem cearense Pequenos Guerreiros, dirigido por Bárbara Cariry, já tem duas novas exibições confirmadas nos Estados Unidos.

Entre os dias 6 e 20 de maio, o filme participará da programação do 13º Milwaukee Film Festival, em Wisconsin, e do 40º Minneapolis St. Paul International Film Festival, entre os dias 13 e 23 de maio, em Minnesota.

Na trama, uma família de pescadores do litoral do Ceará decide viajar para o sertão, indo até a cidade de Barbalha, na região do Cariri, com o objetivo de pagar uma promessa durante a Festa do Pau da Bandeira. O festejo reúne anualmente milhares de pessoas para missas e cortejos em torno da fé em Santo Antônio. O pai Cosme, papel de Bruno Goya, a mãe Maria, interpretada por Georgina Castro, o filho Benedito, vivido por Juan Calado, e os sobrinhos Matheuzinho (Daniel Almeida) e Bruna (Lara Ferreira) sobem em um jipe para encarar a estrada de terra e sol escaldante.

Bárbara Cariry sempre se interessou pela temática infantojuvenil, tendo roteirizado os curtas-metragens Uma Jangada Chamada Bruna, em 2004, e Reisado Miudim, em 2008, ambos dirigidos por Petrus Cariry. Para a diretora, Pequenos Guerreiros é um filme de dramaturgia e de ações mínimas, que deixa espaço para que a criança também possa projetar a sua imaginação e as suas fantasias: “Quero abrir um diálogo entre a criança da grande cidade, frequentadora de shopping e dos espaços marcados pelas muralhas de edifícios, com a amplidão dos sertões, das serras e dos vales, com as festas e os folguedos populares, sobretudo com o encontro, a solidariedade e a emoção de uma turminha que viaja junta para fazer suas pequenas descobertas e ritos de iniciação”, afirma.

Em Pequenos Guerreiros, a família mergulha nas belezas da cultura nordestina, fazendo dessa jornada uma forma de se conectar com a história, a memória e a identidade de seu povo. Uma narrativa suave, com espaço para imaginação, feita de pequenas surpresas e descobertas. Artistas de rua, parques de diversões, salas de cinema, paisagens deslumbrantes, figuras tradicionais do sertão nordestino e até mesmo dinossauros surgem para conduzir a experiência cultural das três crianças.

Com roteiro de Bárbara e Rosemberg Cariry, o filme conta com trilha sonora original de João Victor Barroso, fotografia de Petrus Cariry e direção de arte de Sérgio Silveira; Érico Paiva assina a mixagem e desenho de som, com Yures Viana no som direto. A direção de produção é de Teta Maia.

Formada em Audiovisual e Novas Mídias pela Universidade de Fortaleza e com mestrado em Estudos Curatoriais pela Universidade de Coimbra, em Portugal, Bárbara dirigiu os curtas-metragens Verão (2009), O Silêncio do Mundo (2011) e A Canção de Alice (2018) e atuou como produtora executiva em diversos curtas e longas-metragens brasileiros, como Mãe e Filha (2012), de Petrus Cariry; Os Pobres Diabos (2013), de Rosemberg Cariry; Sertânia (2019), de Geraldo Sarno, entre outros. Pequenos Guerreiros é a sua estreia como diretora de longas-metragens.

Foto: Priscila Smiths.

Morre, aos 42 anos, o ator Paulo Gustavo

por: Cinevitor
Paulo Gustavo: um dos artistas mais queridos do Brasil.

Morreu nesta terça-feira, 04/05, aos 42 anos, o ator, humorista, diretor, roteirista e apresentador Paulo Gustavo. Ele estava internado desde 13/03, no Rio de Janeiro, com quadro de Covid-19.

O boletim médico divulgado na tarde desta terça dizia: “Após a constatação da embolia gasosa disseminada ocorrida no último domingo, em decorrência de fístula brônquio-venosa, o estado de saúde do paciente vem deteriorando de forma importante. Apesar da irreversibilidade do quadro, o paciente ainda se encontra com sinais vitais presentes”.

O último boletim divulgado pela assessoria e pelo Hospital Copa Star relatou: “Às 21h12 desta terça-feira, 04/05, lamentavelmente o paciente Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros faleceu, vítima da Covid-19 e suas complicações. Em todos os momentos de sua internação, tanto o paciente quanto os seus familiares e amigos próximos tiveram condutas irretocáveis, transmitindo confiança na equipe médica e nos demais profissionais que participaram de seu tratamento. A equipe profissional que participou de seu tratamento está profundamente consternada e solidária ao sofrimento de todos”.

No domingo à tarde, Paulo Gustavo chegou a apresentar uma melhora, mas piorou horas depois: “Após a redução dos sedativos e do bloqueador neuromuscular, o paciente acordou e interagiu bem com a equipe profissional e com o seu marido. À noite, subitamente, houve piora acentuada do nível de consciência e dos sinais vitais, quando novos exames demonstraram ter havido embolia gasosa disseminada, incluindo o sistema nervoso central, em decorrência de uma fístula bronquíolo-venosa”, dizia o boletim médico.

Em abril, ao apresentar uma piora do quadro clínico, o ator foi introduzido à terapia de oxigenação por membrana extracorporal, conhecida como ECMO, uma espécie de pulmão artificial. No dia 3 de maio, mesmo após melhoras nos dias anteriores, Paulo sofreu uma embolia pulmonar, o que causou uma piora significativa em seu estado de saúde.

Dona Hermínia no cinema: o maior sucesso de Paulo Gustavo.

Formado pela Casa das Artes de Laranjeiras, Paulo Gustavo conquistou o Brasil com seus trabalhos na TV, no teatro e no cinema. Ganhou visibilidade no final de 2004, quando integrou o elenco da peça Surto e apresentou a personagem Dona Hermínia, inspirada em sua mãe, Déa Lúcia. Logo depois integrou o elenco da peça Infraturas. Nesse período também começou a fazer pequenas participações na TV.

Em 2006, estreou o espetáculo Minha Mãe é uma Peça, de sua autoria. No monólogo, voltou a interpretar Dona Hermínia. Por conta do sucesso da personagem, levou o teatro para os cinemas. Em junho de 2013, estreou Minha Mãe é uma Peça – O Filme, que alcançou mais de 4 milhões de espectadores. Em 2016, Dona Hermínia ganhou uma nova história em Minha Mãe é uma Peça 2; o filme atingiu mais de 9 milhões de espectadores. Já em 2019, o terceiro longa da franquia, Minha Mãe é uma Peça 3, entrou para a história do cinema brasileiro com onze milhões de espectadores.

Paulo Gustavo apresentou o programa 220 Volts e participou de séries televisivas como Vai que Cola e A Vila, todos no canal Multishow. No teatro, também apresentou Hiperativo, 220 Volts e On-line. No cinema, além de seus filmes, atuou em A Guerra dos Rocha, Divã, Xuxa em O Mistério de Feiurinha, Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!, Vai que Cola: O Filme, Fala Sério, Mãe! e Minha Vida em Marte.

Casado com o dermatologista Thales Bretas e pai de Gael e Romeu, Paulo Gustavo foi eleito, em 2018, o Homem do Ano no Entretenimento pela revista GQ Brasil. Além disso, foi premiado pelo roteiro de Minha Mãe é uma Peça 2 no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e foi indicado ao Prêmio Shell, em 2006.

Em uma entrevista recente, o ator disse: “O Brasil sempre precisa de mais humor. O humor cura, transforma e, principalmente, educa”.

Fotos: Divulgação/Site Oficial/Antônio Teixeira.

II AFRONTE – Festival de Cinema LGBTQIAP+: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Meninos Rimam, de Lucas Nunes: selecionado.

A segunda edição do AFRONTE – Festival de Cinema LGBTQIAP+ acontecerá entre os dias 5 e 9 de maio em formato virtual. O evento teve o cuidado em representar a pluralidade da sigla LGBTQIAP+ na frente e atrás das telas, desta vez não apenas por profissionais que ocupam o cargo de direção, mas ampliando a representação para outros cargos chaves.

Neste ano, foram 227 filmes inscritos, das cinco regiões do Brasil, e 26 selecionados divididos em quatro mostras competitivas: “Os filmes que compõem as quatro mostras reverberam de uma forma potente em nosso imaginário, e com suas temáticas e personagens marcantes nos mostram representações que nos fazem confirmar que é possível nos vermos em nossa amplitude e diversidade. As obras, cada uma com sua singularidade, nos fizeram rir, nos emocionar, ter medo, e sentir esperança ao nos possibilitarem acessar outra realidade possível, seja ela do presente, futuro ou passado”, disse André Santos, diretor geral do festival.

A curadoria foi formada por André Santos, Ronaldo Melo, Rosy Nascimento, Tereza Duarte e Vitória Real. O Júri Oficial conta com Anti Ribeiro, Helio Ronyvon, Julia Morais, Pipa Dantas, Fabíola Silva e Marlom Meirelles; o Júri da Crítica, formado por membros da ACCiRN, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte, conta com Laisa Trojaike, Sihan Felix e Thales Azevedo.

O festival tem caráter competitivo e serão concedidos oito prêmios livres e três prêmios de melhor filme (premiação no valor de R$ 500,00) pelo Júri Oficial; além de quatro prêmios do Júri Popular, com votação pelo site. Os títulos estarão disponíveis durante todos os dias do evento.

Além disso, a programação conta com oficinas e bate-papos com os realizadores dos filmes, que serão mediados por Franco Fonseca e Rosy Nascimento. Eles serão transmitidos no canal do YouTube do festival, assim como a cerimônia de encerramento e premiação.

O AFRONTE teve sua primeira edição em dezembro de 2019 e se preocupou em ser o primeiro festival de cinema do Rio Grande do Norte a trazer em sua programação apenas filmes dirigidos por profissionais LGBTQIAP+, priorizando as narrativas que dessem destaque ao protagonismo desse nicho.

A violência contra a população LGBTQIAP+ está diretamente conectada com a discriminação que transpassa a sociedade. Em 2013, o Rio Grande do Norte foi considerado um dos estados mais violentos para a comunidade LGBTQIAP+ no Brasil. Recentemente, em 2018, um mapeamento inédito, feito no estado pela ativista Rebecka de França, mostra um cenário de violência moral, física e de exclusão sobre a população LGBTQIAP+.

Conheça os filmes selecionados para o II AFRONTE:

MOSTRA AFETOS

À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente, de Bruna Barros e Bruna Castro (BA)
Acesso, de Julia Leite (SP)
Aonde Vão Pés, de Débora Zanatta (PR)
Marie, de Leo Tabosa (PE)
Meninos Rimam, de Lucas Nunes (SP)
O que Pode um Corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)

MOSTRA DEVIRES

Abjetas 288, de Júlia da Costa e Renata Mourão (SE)
Ada, de Rafaela Uchoa (BA)
Aliena, de Pedro Spieker (RS)
Etruska Waters em: O Tombamento da Republiqueta, de Thiago Bezerra Benites (PR)
Onde a Fé Tem Nos Levado, de Neto Asterio (SE)
Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (PE)

MOSTRA O QUE NÃO SOMOS

Agachem, Segurem, Formem, Arrasem, de Caio Baú (SP)
Piu Piu, de Alexandre Figueirôa (PE)
Primavera de Fernanda, de Débora Zanatta e Estevan de la Fuente (PR)
Sangro, de Tiago Minamisawa, Bruno H. Castro e Guto BR (SP)
Tenebrosas?, de Jhonatan Bào (SP)
Véu, de Stéphanie Moreira (RN)
Você Já Tentou Olhar nos Meus Olhos?, de Tiago Felipe (PR)

MOSTRA TRAJETÓRIAS

Canudos em Minha Pele, de Rosa Amorim (PE)
Encruza, de Bruna Andrade, Gleyser Ferreira, Maíra Oliveira e Uilton Oliveira (RJ)
Espírito que Caminha, de Gabriela Barreto Daldegan (AC)
Joãosinho da Goméa, O Rei do Candomblé, de Janaina Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra (RJ)
Pátria, de Lívia Costa e Sunny Maia (CE)
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP)

*O II AFRONTE – Festival de Cinema LGBTQIAP+ é uma realização da Caboré Audiovisual e tem patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Fundação José Augusto, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal, através da Lei Aldir Blanc.

Foto: Divulgação.

Amigas de Sorte, com Arlete Salles, Rosi Campos e Susana Vieira, ganha data de estreia nas plataformas digitais

por: Cinevitor
História centrada em três personagens femininas da terceira idade.

Dirigido por Homero Olivetto, de Reza a Lenda, com roteiro de Lusa Silvestre, de Estômago e do inédito Medida Provisória, e argumento de Alexandre Machado e Fernanda Young, Amigas de Sorte estreia em VOD no dia 17 de maio nas plataformas Now, Sky, Vivo, Oi, Looke, iTunes e Google Play.

Protagonizado por Arlete Salles, Rosi Campos e Susana Vieira, a história é centrada em três personagens femininas da terceira idade: Nelita, Nina e Rita. Elas moram no bairro Bexiga, em São Paulo, e são amigas desde a juventude, cultivando sempre o sonho de um dia se tornarem ricas, pois vivem com o dinheiro contado de seus respectivos trabalhos: Nelita é dona de um antiquário, Nina tem uma cantina e Rita é professora aposentada.

Um dia a sorte chega com um valor suficiente para que as três tenham uma vida confortável. Mas, antes de pensar nesse futuro elas se dão o direito de embarcar numa aventura em um país não tão longe daqui, mas que lhes permite o descanso do cotidiano sempre dedicado aos maridos, filhos, sobrinhos e netos.

Produzido por Tatiana Quintella, da Popocon, com coprodução da Globo Filmes, o longa foi filmado em São Paulo, Montevidéu e Punta del Este. O elenco conta também com Klebber Toledo, Otávio Augusto, Luana Piovani, Julio Rocha e Bruno Fagundes.

Confira o trailer de Amigas de Sorte:

Foto: Catarina Sousa.

11º CINEFANTASY: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Grace Passô no curta República: diretora e atriz.

Foram anunciados neste sábado, 01/05, os vencedores da 11ª edição do CINEFANTASY – Festival Internacional de Cinema Fantástico. O ator Silvero Pereira apresentou a cerimônia virtual realizada no canal do YouTube do evento.

Os títulos das mostras competitivas concorreram ao Troféu José Mojica Marins, exceto a Mostra Fantastic Black Power, que estreou este ano na programação e prestou uma homenagem ao ator João Acaiabe, falecido recentemente, com o Troféu João Acaiabe. Os filmes premiados permanecem disponíveis até domingo, 09/05, na plataforma Belas Artes à La Carte.

Entre os vencedores, o longa Rosa Tirana, de Rogério Sagui, e o curta Rasga Mortalha, de Thiago Martins de Melo, receberam o Prêmio Tanu Distribuicion, que conta com um ano de distribuição dos filmes em festivais da América Latina e irão representar o Brasil no disputado Prêmio FANTLATAM, premiação internacional da Alianza Latinoamericana de Festivales de Cine Fantástico. O curta Vizinhança, de Lucas Carvalho, e Um Breve Estado de Ser Humano, de Lucas Calegari Bastos, levaram o Prêmio AIC; Rasga Mortalha também foi contemplado com o Prêmio CTAv com o Kit Black Magic e lentes por até 15 dias.

Neste ano, o cineasta Neville D’Almeida, um dos maiores ícones do cinema nacional, foi o grande homenageado. Além disso, a programação contou com diversas atividades paralelas gratuitas, encontros, debates e workshops com nomes como Rodrigo Teixeira, Mariana Jaspe, Jefferson De, a escritora Robin R. Means Coleman, o cineasta argentino Hernán Moyano, entre outros; além da exposição on-line Xirê Dos Orixás, de Jan Brapa.

O time de jurados deste ano foi formado por: Celso Sabadin, Cavi Borges e Lina Chamie na mostra de longas documentais; Claudia Ruiz, Emilio Bustamante e Leopoldo Muñoz na mostra de longas de ficção; Ivo Costa, Maria Izabel Casanovas e William Cristiano na mostra Amador; Marta Russo, Matheus Rufino e Otavio Moulin na mostra Animação; Bertrand Lira, Francisco Gaspar e Ingrid Soares na mostra Brasil Fantástico; Alejandro Yamgotchian, Juan Lozano e Tatiana Lechner Quiroga na mostra Espanha Fantástica; Filipe Falcão, Marciel Consani e Tamires Serket na mostra Estudante; Aryanne Ribeiro, Eduardo Nasi e Renato Chocair na mostra Fantasia; Clarissa Vieira, Juliana Lima e Lobo Mauro na mostra Fantastic Black Power; Celso Curi, Marcio Rosario e Paula Ferreira na mostra Fantástica Diversidade; Julia Maria, Lucia Caus e Chan Suan na mostra Fantasteen; Alfredo Suppia, Getro e Susan Kalik na mostra Ficção Científica; Bruno Carmelo, Helena Albergaria e Marcos Debrito na mostra Horror; Ana de Hollanda, Maria Clara Spinelli e Tati Regis na mostra Mulheres Fantásticas; e Daniella Peneluppi, Lilian Trigo e Mayra Alarcón na mostra Pequenos Fantásticos.

Conheça os vencedores da 11ª edição do CINEFANTASY:

LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme | Longa-metragem | Ficção: Sayo, de Jeremy Rubier (Canadá)
Melhor Filme | Longa-metragem | Documentário: A Vingança de Jairo (La Venganza de Jairo), de Simon Hernandez (Colômbia)
Melhor Direção | Longa-metragem: Porcelana (Porcelain), por Jenneke Boeijink
Melhor Roteiro | Longa-metragem: Sayo, escrito por Jeremy Rubier
Melhor Ator: Levente Molnár, por Ravina (Hasadék)
Melhor Atriz: Arlete Dias, Mary Dias e Wall Diaz, por Voltei!

CURTAS-METRAGENS

Melhor Curta Amador: Vizinhança, de Lucas Carvalho (Brasil)
Melhor Curta Animação: Resta Um (One Left), de Sebastian Doringer (Áustria)
Melhor Curta Brasil Fantástico: Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Melhor Curta Espanha Fantástica: Continua Aí? (¿Sigues Ahí?), de Mónica Zamora
Menção Honrosa | Espanha Fantástica: Rostos (Faces), de Iván Sáinz-Pardo
Melhor Curta Estudante: Um Breve Estado de Ser Humano, de Lucas Calegari Bastos (Brasil)
Melhor Curta Fantasia: Toque Poderoso (Big Touch), de Christopher Tenzis (EUA)
Menção Honrosa | Curta Fantasia: 2030, de Julio Urbano (Brasil)
Melhor Curta FantasTeen: Cuco! (Cuckoo!), de Jörgen Scholtens (Holanda)
Melhor Curta Fantástica Diversidade: Primeiro Carnaval, de Alan Medina (Brasil)
Melhor Curta Ficção Científica: O Homem da Reciclagem (The Recycling Man), de Carlo Ballauri (Itália)
Melhor Curta Horror: O Matar de uma Criança (The Killing Of a Child), de Kim Kokosky Deforchaux (Holanda)
Melhor Curta Mulheres Fantásticas: Rong, de Indira Iman (Indonésia)
Menção Honrosa | Mulheres Fantásticas: Eu Tenho o Blues (J’ai Le Cafard), de Maysaa Almumin (Kuwait/Qatar)
Melhor Curta Pequenos Fantásticos: Latitude de Primavera (Latitude du Printemps), de Sylvain Cuvillier, Chloé Bourdic, Théophile Coursimault e Noémie (França)
Menção Honrosa | Pequenos Fantásticos: Om, de Gabriela Fernández (Argentina)
Melhor Curta Fantastic Black Power | Troféu João Acaiabe: República, de Grace Passô (Brasil)

PRÊMIO TANU DISTRIBUICION AMÉRICA LATINA
Longa-metragem: Rosa Tirana, de Rogério Sagui (Brasil)
Curta-metragem: Rasga Mortalha, de Thiago Martins de Melo (Brasil)

PRÊMIO CTAv
Rasga Mortalha, de Thiago Martins de Melo

PRÊMIO AIC
Melhor Curta Amador: Vizinhança, de Lucas Carvalho
Melhor Curta Estudante: Um Breve Estado de Ser Humano, de Lucas Calegari Bastos

INDICADOS FANTLATAM 2021
Melhor longa-metragem: Rosa Tirana, de Rogério Sagui
Melhor curta-metragem: Rasga Mortalha, de Thiago Martins de Melo

Foto: Divulgação.

Protagonizado por Gloria Pires, Vovó Ninja, de Bruno Barreto, começa a ser filmado

por: Cinevitor
Bastidores: Gloria Pires em cena.

A comédia familiar Vovó Ninja, dirigida por Bruno Barreto, está sendo filmada em um sítio na cidade de Santana de Parnaíba, interior de São Paulo. O longa é liderado por Gloria Pires, que volta aos cinemas como protagonista de uma comédia seis anos depois de Linda de Morrer.

Criada para divertir toda a família, a comédia começa com a avó Arlete, papel de Gloria Pires, que vive reclusa e tem um estilo de vida zen, se preparando para receber os netos Davi (Angelo Vital), Elis (Luiza Salles) e João (Michel Felberg) em sua casa, depois de muito tempo sem vê-los. Arlete não tem muita intimidade ou jeito com as crianças, que são bagunceiras e estão insatisfeitas de estarem em um sítio sem internet, cheio de regras e tarefas domésticas. Após uma tentativa de roubo no local, o caçula Davi descobre que a avó tem habilidades fora do comum e, junto com os irmãos, faz de tudo para descobrir qual é o segredo de Arlete.

O diretor Bruno Barreto, de Dona Flor e Seus Dois Maridos, O que é isso, Companheiro? e Flores Raras, comenta sua relação com o novo projeto: “Vovó Ninja é um dos roteiros mais bonitos que eu já li porque ele é feito para a avó e para o neto. Meu primeiro filme foi Tati, A Garota, sobre uma menina de seis anos que se muda com a mãe do subúrbio do Rio de Janeiro para Copacabana, e como essa criança tem dificuldades em se adaptar. Nesse longa, os personagens femininos são muito importantes e a história é sobre uma família, assim como em Vovó Ninja. Então, hoje, aos 66 anos de idade, de certa maneira eu estou voltando ao meu primeiro filme, que fiz aos 17. Pra mim, Vovó Ninja é a história de uma família e de como três crianças reaproximam a mãe da avó e a avó da mãe”.

Além de Gloria Pires, o filme contará com Matheus Ceará, Dadá Coelho, Leandro Ramos, Luiza Nery, Thiago Justino, Pedro Miranda e Miguel Lobo no elenco. Produzido por Paula Barreto, o roteiro é assinado por Rodrigo Goulart e Gabi Mancini. Além da LC Barreto, a Galeria Distribuidora e o Grupo Telefilms assinam a coprodução. A estreia está prevista para o segundo semestre deste ano.

Com três comédias previstas para 2021, Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora e codiretor geral da Diamond Films Brasil, explica o desenvolvimento de conteúdos audiovisuais: “Vovó Ninja é uma ideia original, desenvolvida a partir da nossa estratégia de oferecer ao público uma comédia leve, com muito valor de produção, além de elenco e equipe renomados, o que cria a oportunidade de uma experiência para toda a família nos cinemas. Começamos a gravar já ansiosos para que o público possa se divertir com a nossa história”.

As filmagens de Vovó Ninja acontecem de acordo com o protocolo de segurança e saúde no trabalho do audiovisual (SIAESP, APRO e SINDCINE), por conta da pandemia de Covid-19, e com consultoria da empresa OnCare, especializada em saúde integrada.

Foto: Stella Carvalho.

Conheça os vencedores do Oscar 2021

por: Cinevitor

Chloé Zhao: segunda mulher na história do Oscar a ganhar o prêmio de melhor direção.

Foram anunciados neste domingo, 25/04, os vencedores da 93ª edição do Oscar. Por conta da pandemia de Covid-19, a cerimônia foi realizada em três lugares diferentes para manter os protocolos de segurança, além de outros locais internacionais via satélite.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Oscar não teve um único anfitrião e, por isso, contou com a presença de grandes estrelas de Hollywood, como: Riz Ahmed, Angela Bassett, Halle Berry, Bong Joon Ho, Don Cheadle, Bryan Cranston, Viola Davis, Laura Dern, Harrison Ford, Regina King, Marlee Matlin, Rita Moreno, Steven Yeun, Joaquin Phoenix, Brad Pitt, Reese Witherspoon, Renée Zellweger e Zendaya

Produzida por Jesse Collins, Stacey Sher e Steven Soderbergh, a cerimônia apresentou algo totalmente diferente dos anos anteriores: “O evento será como um filme e cada indicado ou cada pessoa que entregar os prêmios será como um personagem. No final você vai saber que todos fizeram o que quiseram, você irá se conectar com todos nesse show. O que nós queremos fazer é uma espécie de filme de três horas no qual, por acaso, alguns prêmios são distribuídos”, disse Soderbergh em uma entrevista recentemente.

Depois de uma temporada marcada por eventos virtuais, os convidados do Oscar participaram presencialmente e os discursos, sem tempo cronometrado, se destacaram. Outra mudança que chamou atenção foi a categoria de melhor filme não ter sido anunciada por último, como de costume. O vencedor Nomadland foi anunciado por Rita Moreno antes das categorias de melhor atriz e ator, que foram as últimas.

Outra novidade marcou esta edição: as canções indicadas foram interpretadas no novo museu da Academia, com excessão de uma que foi gravada na Islândia. As apresentações foram exibidas antes da cerimônia oficial em um programa chamado Oscars: Into the Spotlight.

Entre os vencedores, Mank, que liderava a lista com dez indicações, foi premiado em duas categorias: design de produção e fotografia. A cineasta Chloé Zhao, de Nomadland, entrou para a história sendo a segunda mulher, em 93 edições, a ganhar a estatueta dourada de melhor direção; categoria esta que, pela primeira vez, indicou duas mulheres.

O Brasil não marcou presença com produções indicadas, mas foi lembrado por Regina King, uma das apresentadoras da noite. A atriz e diretora citou o longa brasileiro Cidade de Deus como referêcia do roteirista Keith Lucas, de Judas e o Messias Negro, que decidiu trabalhar com cinema depois de assistir ao filme. E mais: o vencedor na categoria de melhor curta-metragem de animação, Se Algo Acontecer… Te Amo, conta com a brasileira Julia Gomes Rodrigues na equipe de animadores.

Além disso, a cerimônia contou também com a entrega do Jean Hersholt Humanitarian Award para o cineasta Tyler Perry e também para a MPTF, Motion Picture & Television Fund.

Confira a lista completa com os vencedores do Oscar 2021:

MELHOR FILME
Nomadland

MELHOR DIREÇÃO
Chloé Zhao, por Nomadland

MELHOR ATRIZ
Frances McDormand, por Nomadland

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Yuh-Jung Youn, por Minari: Em Busca da Felicidade

MELHOR ATOR
Anthony Hopkins, por Meu Pai

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Daniel Kaluuya, por Judas e o Messias Negro

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Bela Vingança, escrito por Emerald Fennell

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Meu Pai, escrito por Christopher Hampton e Florian Zeller

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Druk – Mais uma Rodada, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)

MELHOR ANIMAÇÃO
Soul, de Pete Docter e Kemp Powers

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Professor Polvo, de Pippa Ehrlich e James Reed

MELHOR FOTOGRAFIA
Mank, por Erik Messerschmidt

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Mank, por Donald Graham Burt e Jan Pascale

MELHOR FIGURINO
A Voz Suprema do Blues, por Ann Roth

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
A Voz Suprema do Blues, por Sergio Lopez-Rivera, Mia Neal e Jamika Wilson

MELHOR EDIÇÃO
O Som do Silêncio, por Mikkel E. G. Nielsen

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Soul, por Jon Batiste, Trent Reznor e Atticus Ross

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Fight For You, por H.E.R; escrita por D’Mile e Tiara Thomas (Judas e o Messias Negro)

MELHOR SOM
O Som do Silêncio, por Nicolas Becker, Jaime Baksht, Michelle Couttolenc, Carlos Cortés Navarrete e Phillip Bladh

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Tenet, por Andrew Jackson, David Lee, Andrew Lockley e Scott Fisher

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Dois Estranhos (Two Distant Strangers), de Travon Free e Martin Desmond Roe

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Colette, de Anthony Giacchino

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Se Algo Acontecer… Te Amo, de Michael Govier e Will McCormack

Foto: Todd Wawrychuk/Getty Images.

Amor, Sublime Amor, de Steven Spielberg, ganha primeiro trailer oficial

por: Cinevitor
Ansel Elgort em cena do musical.

Em 1962, o musical Amor, Sublime Amor, no original West Side Story, de Jerome Robbins e Robert Wise, foi premiado em dez categorias no Oscar, entre elas, melhor filme, melhor direção e melhor atriz coadjuvante para Rita Moreno.

Na noite deste domingo, 25/04, durante a premiação do Oscar 2021, o primeiro teaser trailer da nova adaptação cinematográfica do musical, desta vez dirigida por Steven Spielberg, foi divulgado. Com roteiro de Tony Kushner, o longa conta a clássica história de rivalidade e amor jovem na cidade de Nova York em 1957.

A nova adaptação do musical é estrelada por Ansel Elgort, Rachel Zegler, Ariana DeBose, David Alvarez, Mike Faist, Josh Andrés Rivera, Ana Isabelle, Corey Stoll, Brian d’Arcy James e Rita Moreno, que também atua como uma das produtoras executivas do filme. O longa foi adaptado a partir do show original da Broadway de 1957, com livro de Arthur Laurents, música de Leonard Bernstein, letras de Stephen Sondheim e conceito, direção e coreografia de Jerome Robbins.

Confira o primeiro trailer de Amor, Sublime Amor, que tem estreia prevista para dezembro:

Foto: Niko Tavernise.

41º Framboesa de Ouro: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Kate Hudson em Music: pior atriz.

Foram anunciados neste sábado, 24/04, os vencedores do 41º Framboesa de Ouro, divertido prêmio criado pelo publicitário John Wilson que elege os piores da sétima arte e ficou conhecido como uma sátira ao Oscar.

Neste ano, o drama musical Music, dirigido pela cantora Sia, foi premiado em três categorias, entre elas, pior atriz para Kate Hudson. O documentário Absolute Proof levou o prêmio de pior filme; o longa apresenta Mike Lindell, CEO da empresa MyPillow e também diretor do filme, alegando um ataque cibernético chinês durante as eleições do ano passado. Além disso, em tempos de pandemia de Covid-19, 2020 foi homenageado com o Very Special Razzie Governors’ Award como o pior ano civil de sempre.

Os votantes do já tradicional prêmio somam 1.090 membros de todos os estados americanos e mais de 20 pessoas de países estrangeiros, que votaram pela internet e escolheram os cinco principais candidatos em cada categoria.

Conheça os vencedores do 41º Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzie Awards:

PIOR FILME
Absolute Proof, de Brannon Howse e Mike Lindell

PIOR DIREÇÃO
Sia, por Music

PIOR ATOR
Mike Lindell, por Absolute Proof

PIOR ATOR COADJUVANTE
Rudy Giuliani, por Borat: Fita de Cinema Seguinte

PIOR ATRIZ
Kate Hudson, por Music

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Maddie Ziegler, por Music

PIOR ROTEIRO
365 Days, escrito por Tomasz Klimala

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA
Dolittle

PIOR COMBO EM CENA
Maria Bakalova e Rudy Giuliani, em Borat: Fita de Cinema Seguinte

Foto: Divulgação.

Nomadland é o grande vencedor do Independent Spirit Awards 2021

por: Cinevitor
Frances McDormand em Nomadland, de Chloé Zhao: quatro prêmios.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 22/04, os vencedores do Independent Spirit Awards 2021, prêmio que elege as melhores produções independentes do ano.

A cerimônia de premiação, realizada em formato virtual, foi apresentada pela atriz e comediante Melissa Villaseñor e contou com a participação de nomes importantes da indústria, como: Maria Bakalova, Cate Blanchett, Don Cheadle, Laura Dern, Daveed Diggs, Dominique Fishback, Julia Garner, Kathryn Hahn, Annie Murphy, Kumail Nanjiani, Leslie Odom Jr., Adam Sandler, Lulu Wang, Phoebe Waller-Bridge e Renée Zellweger.

Neste ano, o brasileiro Bacurau, dirigido por Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, estava na disputa pelo prêmio de melhor filme internacional, mas, infelizmente, não saiu vitorioso. Além disso, o cineasta brasileiro Edson Oda concorreu na categoria de melhor filme de estreia com Nine Days.

Uma novidade nesta 36ª edição é que pela primeira vez na história do Spirit Awards, conhecido como o Oscar do cinema independente, produções televisivas e de streaming também estavam na disputa por suas realizações excepcionais em singularidade de visão, inovação e ousadia.

Conheça os vencedores do Independent Spirit Awards 2021:

CINEMA

MELHOR FILME
Nomadland, produzido por Mollye Asher, Dan Janvey, Frances McDormand, Peter Spears e Chloé Zhao

MELHOR FILME DE ESTREIA
O Som do Silêncio, de Darius Marder

MELHOR DIREÇÃO
Chloé Zhao, por Nomadland

MELHOR ROTEIRO
Bela Vingança, escrito por Emerald Fennell

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA
Palm Springs, escrito por Andy Siara

MELHOR ATOR
Riz Ahmed, por O Som do Silêncio

MELHOR ATRIZ
Carey Mulligan, por Bela Vingança

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Yuh-Jung Youn, por Minari: Em Busca da Felicidade

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Paul Raci, por O Som do Silêncio

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Crip Camp: Revolução pela Inclusão, de James Lebrecht e Nicole Newnham

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Quo vadis, Aida?, de Jasmila Žbanić (Bósnia e Herzegovina)

MELHOR FOTOGRAFIA
Nomadland, por Joshua James Richards

MELHOR EDIÇÃO
Nomadland, por Chloé Zhao

PRÊMIO JOHN CASSAVETES
Residue, de Merawi Gerima (EUA)

PRODUCERS AWARD
Gerry Kim

SOMEONE TO WATCH AWARD
Ekwa Msangi, por Farewell Amor

TRUER THAN FICTION AWARD
Elegance Bratton, por Pier Kids

PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO
Uma Noite em Miami…, de Regina King
Elenco: Kingsley Ben-Adir, Eli Goree, Leslie Odom Jr. e Aldis Hodge

TV

MELHOR ELENCO
I May Destroy You

MELHOR ATRIZ
Shira Haas, por Nada Ortodoxa

MELHOR ATOR
Amit Rahav, por Nada Ortodoxa

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA
I May Destroy You

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA | SÉRIE DOCUMENTAL
Immigration Nation

Foto: Joshua Richards/Searchlight Pictures.

Cinema Operário e a Obra de Renato Tapajós: debate virtual reúne intelectuais e cineastas

por: Cinevitor
Luiz Inácio Lula da Silva em cena do documentário Linha de Montagem.

O cinema metalúrgico, que teve em Renato Tapajós seu principal nome, será tema de um debate virtual com apresentação de Evaldo Mocarzel e mediação de Maria do Rosário Caetano. O evento on-line acontecerá no sábado, 24/04, às 19h, no YouTube.

Também participarão do Encontros Notáveis – Cinema Operário e a Obra de Renato Tapajós: os professores universitários Ricardo Antunes, da Unicamp; Jean-Claude Bernardet e Ismail Xavier, da USP; e Marcos Corrêa, autor do livro Filmar Operários: Registro e Ação Política de Cineastas Durante a Ditadura Militar no Brasil; e os cineastas Jorge Bodanzky, Roberto Gervitz e Toni Venturi.

Três documentaristas, que também participaram do ciclo do cinema metalúrgico (operário ou social) farão uma participação especial no programa: João Batista de Andrade, Adrian Cooper e Lauro Escorel. O cineasta Joel Zito Araújo, que trabalhou com Renato Tapajós na produtora Tapiri, também dará seu testemunho.

Marcos Corrêa dedicou ao Cinema Metalúrgico, realizado no ABC e na capital paulista, nos anos 1970, início dos 80, sua tese de doutorado. Ele levantou 26 títulos produzidos no período. Volkswagen: Operários na Alemanha e no Brasil, de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer, realizado em 1974, foi o primeiro título documental a se ocupar dos operários (no caso, um operário brasileiro, visto em seu cotidiano e comparado a um operário da Volks alemã). Os outros 25, realizados entre 1976 e 1984, tiveram seu momento mais efervescente na virada em 1978, 79 e 80, momentos das greves metalúrgicas.

A partir de primeiro de maio, a TVT (TV dos Trabalhadores) dedicará um ciclo de filmes metalúrgicos aos espectadores. Ao longo de três meses, sempre aos sábados, às 21h, a sessão CineTVT apresentará filmes de Renato Tapajós (Linha de Montagem será o título inaugural), João Batista de Andrade, Roberto Gervitz e Sérgio Toledo, Cláudio Kahns, entre outros.

Vale lembrar que o debate será transmitido no canal do YouTube de Evaldo Mocarzel, jornalista, cineasta e dramaturgo, que criou com o objetivo de disponibilizar gratuitamente quase todos os seus filmes, incluindo curtas, longas e programas de televisão, além de mais de 25 projetos de documentário realizados com diversos grupos de teatro de São Paulo, como Teatro da Vertigem, Companhia Livre, Grupo XIX de Teatro, Os Fofos Encenam, Os Satyros, Teatro Kunyn, Companhia Estável, Club Noir, entre outros. 

Foto: Reprodução YouTube.