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Leonardo Villar, ator de O Pagador de Promessas, morre aos 96 anos

por: Cinevitor

leonardovillarmorreO ator em O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte.

Morreu nesta sexta-feira, 03/07, aos 96 anos, o ator Leonardo Villar. Segundo informações divulgadas por familiares, ele foi internado na UTI na quinta-feira e hoje pela manhã sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.

Nascido em Piracicaba, interior de São Paulo, em 1923, começou sua carreira artística no teatro. Em 1962, em seu primeiro papel nos cinemas, ganhou destaque ao viver Zé do Burro, o protagonista de O Pagador de Promessas, dirigido por Anselmo Duarte, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Em 1965, recebeu o Candango de melhor ator no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro por seu trabalho em A Hora e Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos. Também foi premiado pelo curta Enigma de um Dia, de Joel Pizzini, e Chega de Saudade, de Laís Bodanzky.

Nas telonas também atuou em Lampião, O Rei do Cangaço, A Madona de Cedro e O Santo Milagroso, de Carlos Coimbra; Procura-se uma Rosa, de Jece Valadão; Amor e Desamor, de Gerson Tavares; Ação Entre Amigos, de Beto Brant; Brava Gente Brasileira, de Lúcia Murat; entre outros.

leonardovillarpassioneCom Aracy Balabanian na novela Passione: último trabalho na TV.

Na TV, começou no programa Grande Teatro Tupi e sua primeira novela foi A Cor de Sua Pele, em 1965. Em 1972, estreou na Rede Globo, em O Primeiro Amor, ao lado de Tônia Carrero, Aracy Balabanian, Marco Nanini, entre outros. Na emissora carioca trabalhou em diversos sucessos, como: Estúpido Cupido, Barriga de Aluguel, Os Ossos do Barão, Laços de Família, entre outros. Sua última novela foi Passione, exibida entre 2010 e 2011.

Sua carreira no teatro também foi marcante em peças como Os Pássaros, A Dama das Camélias, A Falecida, Maria Stuart, Senhorita Júlia, O Grande Amor de Nossas Vidas, Motel Paradiso, A Moratória, entre outras. Recentemente, foi o grande homenageado da 25ª edição do Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro.

Fotos: Renato Rocha Miranda/Divulgação.

Bacurau é consagrado no 25º Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro

por: Cinevitor

bacurauvenceguaraniThomás Aquino em Bacurau: oito prêmios.

Foram revelados nesta quarta-feira, 1º de julho, os vencedores da 25ª edição do Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro. A premiação é considerada a maior e mais ampla da crítica de cinema no Brasil. O anúncio aconteceu nas redes sociais do site Papo de Cinema e foi apresentado em uma live por Robledo Milani, criador e organizador do prêmio, ao lado da atriz Karine Teles e do ator Silvero Pereira.

Em 2019, 170 longas brasileiros foram lançados comercialmente no país. A partir disso, e também dos curtas-metragens e produções estrangeiras, 110 críticos de cinema de todo o Brasil escolheram os melhores, entre eles, Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR. O processo foi dividido em duas fases: na primeira, pouco menos de 50 profissionais da área se comprometeram a assistir, ao menos, metade desses filmes e apontar seus cinco favoritos em cada uma das 24 categorias da premiação. Os cinco mais votados formaram os finalistas.

A Academia Guarani de Cinema contou, em sua maioria, com a participação de associados das principais agremiações do gênero do Brasil: ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), ACCIRS (Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul), ACECCINE (Associação Cearense de Críticos de Cinema), ACCRJ (Associação dos Críticos de Cinema do Rio de Janeiro), ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará) e ACCiRN (Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte). Durante pouco mais de um mês, todos foram convidados a escolher apenas seu favorito entre os cinco indicados de cada categoria.

Dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Bacurau foi consagrado no Prêmio Guarani deste ano em oito categorias, entre elas, melhor filme e melhor elenco. A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, aparece na sequência com seis prêmios. Marco Nanini, de Greta, e Grace Passô, de Temporada, foram contemplados nas categorias de atuação.

Além disso, o grande homenageado desta edição foi o ator Leonardo Villar, que recebeu o Guarani Honorário. Nascido em Piracicaba, interior de São Paulo, em 1923, começou sua carreira artística no teatro. Em 1962, em seu primeiro papel nos cinemas, ganhou destaque ao viver o protagonista de O Pagador de Promessas, dirigido por Anselmo Duarte, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores do 25º Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro.

Foto: Reprodução/YouTube.

FestCurtas Fundaj 2020: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

elamoraandarcimafundajMarcélia Cartaxo em Ela que Mora no Andar de Cima, de Amarildo Martins.

Foram anunciados nesta terça-feira, 30/06, os selecionados para o FestCurtas Fundaj 2020 – I Festival Nacional de Curtas do Cinema da Fundação On-line, que acontecerá entre os dias 7 e 12 de julho. Este é o primeiro festival de cinema realizado pela Fundação Joaquim Nabuco, sediada no Recife, em Pernambuco.

Entre documentário, ficção e animação, foram inscritos 520 curtas com temáticas atuais e importantes, de todas as partes do Brasil, e selecionados 44 filmes, de 14 estados. Participaram da seleção curtas de até 30 minutos e produzidos a partir de junho de 2018. Em comunicado oficial, Ana Farache, coordenadora do Cinema e da Cinemateca Pernambucana, disse: “Ficamos satisfeitos com o resultado principalmente pela qualidade técnica e relevância dos temas abordados nos curtas. O primeiro FestCurtas Fundaj chegou com tudo para ficar na nossa programação anual”.

Os vencedores serão escolhidos por um júri especial que concederá prêmios para melhor ficção, documentário e animação. O FestCurtas terá ainda o prêmio do público, escolhido por votação on-line; a produção local será contemplada com o Prêmio Cinemateca Pernambucana. Vale destacar que o FestCurtas também terá sua versão presencial no Cinema da Fundação assim que o isolamento social por conta da pandemia de Covid-19 for suspenso e o cinema voltar às atividades normais.

O diretores premiados de outros estados receberão passagens aéreas e diárias para participarem da Mostra do FestCurtas Fundaj 2020, no Cinema da Fundação, no Recife. Os diretores premiados do estado participarão da mostra presencial e receberão passe livre para frequentarem as salas do Cinema da Fundação com um acompanhante, durante dois meses. Todos os vencedores receberão selos de premiação e certificados, além de serem exibidos dentro da programação semanal do Cinema da Fundação (salas no Derby e no Museu), durante uma semana cada.

Conheça os filmes selecionados para o FestCurtas Fundaj 2020 – I Festival Nacional de Curtas do Cinema da Fundação On-line:

A Barca, de Nilton Resende (AL)
A Era de Lareokotô, de Rita Carelli (SP)
A Hora Morta, de Márcio Coutinho (RJ)
A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (SC)
Aqueles Dois, de Émerson Maranhão (CE)
Arte a Metro, de Thiago Magalhães (RJ)
Batom Vermelho Sangue, de R.B. Lima (PB)
Carretéis, de Eudaldo Monção Jr. (BA)
Cidade Natal, de Ana Luisa Mariquito (SP)
Cleo – A Rainha Negra das Passarelas, de Artur Ianckievicz (PR)
Corpo Monumento, de Alexandre Salomão (PE)
Ditadura Roxa, de Matheus Moura (MG)
Ela que Mora no Andar de Cima, de Amarildo Martins (PR)
Êles, de Roberto Burd (RS)
Em Reforma, de Diana Coelho (RN)
Eu Te Vejo Daqui, de Kawanna Sofia de Oliveira (SP)
Hotel Central, de Tiago Martins Rêgo (PE)
Joãosinho da Goméa – O Rei do Candomblé, de Janaina Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra (RJ)
Julieta de Bicicleta, de Juliana Sanson (PR)
Linha de um Tempo Qualquer, de Luciana Malavasi e Bruno Lamberg (RJ)
Luis Humberto: O Olhar Possível, de Mariana Costa e Rafael Lobo (DF)
Mamãe Tem um Demônio, de Demerson Souza (SP)
Mar-celo, de Arthur Lotto (SP)
Marie, de Leo Tabosa (PE)
Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Memórias, de Andre Siqueira (PR)
Nadir, de Fábio Rogério (SE)
Nimbus, de Marcos Buccini (PE)
Num Piscar de Olhos, de Elder Gomes Barbosa (RJ)
O Afeto e a Rua, de Thiago Köche (RS)
O Homem das Gavetas, de Duda Rodrigues (PE/SP)
O Menino que Morava no Som, de Felipe Soares (PE)
O Quarto Negro, de Carlos Kamara (PE)
O Silêncio lá de Baixo, de Pamella Araújo (PE)
O Vizinho de Baixo, de Flávio Colombini (SP)
Parabéns a Você, de Andréia Kaláboa (PR)
Piu Piu, de Alexandre Figueirôa (PE)
Ruído Branco, de Gabriel Fonseca (SP)
Ser Feliz no Vão, de Lucas H. Rossi dos Santos (RJ)
Seremos Ouvidas, de Larissa Nepomuceno (PR)
Soccer Boys, de Carlos Guilherme Vogel (RJ)
Vinde como Estais, de Rafael Ribeiro e Galba Gogóia (RJ)
Volta Seca, de Roberto Veiga (PE)
1996, de Rodrigo Brandão (MG)

Curtas com versão acessível:

Em Reforma (AD + LIB + LSE)
Marie (AD + LIB + LSE)
Mar-celo (AD + LIB)
O Menino que Morava no Som (LIB + LSE)
Batom Vermelho Sangue (LSE)
Cidade Natal (LSE )
O Quarto Negro (LSE)

Foto: Isabella Lanave.

Prêmio Platino 2020 anuncia vencedores; Carol Duarte e Petra Costa são premiadas

por: Cinevitor

carolduarteplatinovenceCarol Duarte em A Vida Invisível: melhor atriz.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 29/06, os vencedores do 7º Prêmio Platino (ou Premios Platino del Cine Iberoamericano), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas de 23 países.

Neste ano, o anúncio foi realizado de forma virtual pelo YouTube e apresentado pelo jornalista Juan Carlos Arciniegas e pelos atores Omar Chaparro e Májida Issa. A cerimônia presencial estava marcada para o dia 3 de maio, no Teatro Gran Tlachco de Xcaret, em Riviera Maya, no México, mas foi cancelada por conta da pandemia de Covid-19.

O drama Dor e Glória, de Pedro Almodóvar, foi o grande vencedor desta edição com seis prêmios, entre eles, o de melhor filme ibero-americano de ficção. O cinema brasileiro também se destacou com o documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa; e A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, que rendeu o prêmio de melhor atriz para Carol Duarte. É a segunda vez que uma brasileira é consagrada nesta categoria; a primeira foi em 2017, com Sonia Braga, por Aquarius.

Conheça os vencedores do Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano 2020:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO:
Dor e Glória (Espanha)

MELHOR DIREÇÃO:
Pedro Almodóvar, por Dor e Glória

MELHOR ROTEIRO:
Dor e Glória, escrito por Pedro Almodóvar

MELHOR ATRIZ:
Carol Duarte, por A Vida Invisível

MELHOR ATOR:
Antonio Banderas, por Dor e Glória

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
Dor e Glória, por Alberto Iglesias

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
Buñuel en el laberinto de las tortugas (Espanha)

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Democracia em Vertigem, de Petra Costa (Brasil)

MELHOR PRIMEIRO FILME IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO:
A Camareira, de Lila Avilés (México)

MELHOR EDIÇÃO:
Dor e Glória, por Teresa Font

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
Mientras dure la guerra, por Juan Pedro De Gaspar

MELHOR FOTOGRAFIA:
Monos, por Jasper Wolf

MELHOR SOM:
Monos, por Lena Esquenazi

PREMIO PLATINO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES:
O Despertar das Formigas, de Antonella Sudasassi (Costa Rica/Espanha)

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
La casa de papel (Espanha)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Álvaro Morte, por La casa de papel

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Cecilia Suárez, por A Casa das Flores

MELHOR ATOR COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Gerardo Romano, por El marginal III

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Alba Flores, por La casa de papel

Foto: Bruno Machado.

Suzana Amaral, diretora de A Hora da Estrela, morre aos 88 anos

por: Cinevitor

suzanaamaralmorreA cineasta no Festival de Brasília, em 2017.

Morreu, na tarde desta quinta-feira, 25/06, aos 88 anos, a cineasta e roteirista Suzana Amaral, que ficou conhecida pelo premiado longa-metragem A Hora da Estrela, baseado no romance de Clarice Lispector.

Nascida em São Paulo, em 1928, começou sua carreira artística aos 40 anos, em 1968, quando cursou Cinema na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Ao longo desse período, dirigiu três curtas-metragens: Eu sou Vocês, Nós Somos Eles; Semana de 22; e Sua Majestade, Piolin.

Após concluir o curso, em 1971, ministrou aulas de roteiro e fotografia na ECA/USP. Nessa época, filmou diversos documentários em curta-metragem para o extinto programa Câmera Aberta, da TV Cultura. Entre 1976 e 1979, fez mestrado em Direção de Cinema na NYU, em Nova York, e outros cursos na Actors Studio. Com o documentário Minha Vida, Minha Luta, trabalho de conclusão do mestrado, foi premiada no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; o filme serviu de pano de fundo e inspiração para a luta pelas creches da periferia de São Paulo.

Dirigiu também a série Pensamento e Linguagem, em parceria com a Fundação holandesa Bernard Van Leer, e A Casa de Bernarda Alba, adaptação da obra do escritor espanhol Federico García Lorca.

O grande reconhecimento aconteceu em 1985 com o longa-metragem A Hora da Estrela, que recebeu seis prêmios no Festival de Brasília, entre eles, melhor filme e melhor direção. No ano seguinte, o longa foi consagrado no Festival de Berlim e rendeu o Urso de Prata de melhor atriz para Marcélia Cartaxo, no papel da inesquecível Macabéa. O drama, baseado no romance de Clarice Lispector, também foi premiado no Festival de Havana e no Sesc Melhores Filmes. Por conta desse sucesso todo, anos depois, em 1990, Suzana recebeu uma condecoração com a Ordem do Rio Branco pela contribuição do filme à divulgação do Brasil no exterior.

ahoradaestrela1A diretora nos bastidores de A Hora da Estrela, com Marcélia Cartaxo.

Em entrevista ao CINEVITOR, a atriz Marcélia Cartaxo, muito emocionada, relembrou o último encontro com a amiga, em janeiro desse ano e falou, com carinho, sobre Suzana: “Estou muito triste. Só tenho que agradecer por ela ter entrado na minha vida e ter feito uma proposta tão linda que mudou minha trajetória. Suzana fica pra história e será inesquecível pra mim”.

Ao longo da carreira, foi júri de festivais internacionais, dirigiu uma série chamada Procura-se para a RTP, em Portugal, dirigiu filmes institucionais e comerciais, foi professora universitária, atuou como crítica de cinema no jornal Folha de São Paulo e dirigiu seu segundo filme em 2001, o drama Uma Vida em Segredo, com Sabrina Greve e Eliane Giardini. O longa foi premiado no Cine Ceará, Festival de Brasília, Cartagena, APCA, entre outros. Neste mesmo ano, escreveu e dirigiu o documentário Demarcando o Cacique Fontoura, sobre a questão das terras dos índios Carajás.

Em 2009, dirigiu seu terceiro longa, o drama Hotel Atlântico, com Mariana Ximenes, João Miguel e Julio Andrade. O filme, premiado no Festival de Lima e no Prêmio Guarani, rendeu alguns prêmios para o ator Gero Camilo, como Troféu APCA e Redentor, no Festival do Rio. Nesse mesmo ano, Suzana foi homenageada no Festival de Toronto.

Suzana Amaral, que teve nove filhos e mais de vinte netos, estava internada no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para realizar alguns exames e a causa da morte não foi revelada. A notícia foi divulgada por amigos próximos nas redes sociais.

Foto: Humberto Araujo/Divulgação.

Globo de Ouro e outras premiações anunciam novas datas por conta da pandemia

por: Cinevitor

globodeouro2021novadataTom Hanks e Charlize Theron na cerimônia deste ano.

A 78ª edição do Globo de Ouro, prêmio realizado pela HFPA, Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, que elege os melhores da TV e do cinema, estava marcada para a primeira semana de janeiro de 2021, porém, por conta da pandemia de Covid-19, foi adiada para o dia 28 de fevereiro.

Segundo o comunicado oficial, em breve a HFPA fornecerá novas orientações sobre elegibilidade, período de votação e datas nas próximas semanas. A cerimônia, que será apresentada por Tina Fey e Amy Poehler, acontecerá no Beverly Hilton, em Beverly Hills.

A pandemia mundial do novo coronavírus tem afetado o calendário de festivais e premiações no mundo inteiro. Na semana passada, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou uma nova data para o Oscar 2021. O Independent Spirit Awards, que elege as melhores produções independentes do ano, também sofreu mudanças e agora acontecerá no dia 24 de abril. O BAFTA, conhecido como o Oscar britânico, aconteceria em fevereiro e foi transferido para o dia 11 de abril.

No Brasil, festivais como Gramado, Cine PE e Olhar de Cinema já adiaram suas datas e analisam novas formas de realização. A Mostra Ecofalante de Cinema acontecerá de maneira on-line; o Festival de Vitória já pensa em uma edição virtual e também com sessões em drive-in; o Mix Brasil, marcado para novembro, não descarta um evento presencial de acordo com as regras sanitárias, mas já garantiu uma edição on-line.

Foto: Getty Images.

Com Bukassa Kabengele, Atrás da Sombra ganha trailer e data de estreia em plataformas digitais

por: Cinevitor

atrasdasombratrailerProtagonista: Bukassa Kabengele interpreta um detetive.

Dirigido pelo cineasta goiano Thiago Camargo, Atrás da Sombra terá estreia nacional no Canal Brasil e nas plataformas digitais Now, Vivo Play e Oi Play no dia 17 de julho. O suspense policial conta a história de Jorge, interpretado por Bukassa Kabengele, um detetive de Goiânia que ganha a vida desvendando crimes que a polícia local, corporação da qual já fez parte, não tem interesse ou capacidade de resolver.

Jorge se vê sem saída quando é ameaçado por uma grande dívida, por isso aceita trabalhar num novo caso. Sem muitos detalhes, a nova investigação o leva para a Golinópolis, interior de Goiás, onde Jorge começa a ter sonhos com uma assombração que alguns moradores acreditam ser quem comete os assassinatos. Mas, o lado cético de Jorge refuta essa ideia e começa a suspeitar do envolvimento de políticos e moradores locais nesses misteriosos assassinatos.

No elenco, ainda estão Elisa Lucinda, que vive a poderosa raizeira Dalva; Allan Jacinto Santana como Valtim, um jovem misterioso; e Bruna Brito, que interpreta Mariá, a figura que, recorrentemente, surge nos sonhos de Jorge e que ele passa a encontrar numa mata conhecida por ser mal assombrada.

“Tivemos 27 diárias de gravação. Depois da pré-produção e um trabalho de preparação de atores muito intenso, chegamos para as filmagens com um ótimo direcionamento e com um elenco formidável que conseguimos. Foi, apesar de muito difícil, a melhor estreia como diretor de longa metragem que eu poderia ter”, afirmou Thiago Camargo.

O diretor explica que as escolhas das locações foram feitas pensando em retratar um interior menos estereotipado, onde tecnologia e modernidade se fundem com a vida calma das pequenas cidades. “Pesquisamos várias cidades do interior de Goiás e nosso produtor de locação nos apresentou a região da Gameleiras de Goiás e Silvânia, que funcionaram muito bem tanto para a parte artística quanto para a parte de produção”, finalizou.

O elenco conta também com Stepan Nercessian, Érico Brás, Zécarlos Machado, Eliana Santos, Nayara Tavares, Chico Santana, Vinícius Queiroz, Jeferson da Fonseca, Andre Deca e Daya Laryssa. O filme foi produzido pela Pira Filmes e tem coprodução da Mandra Filmes. A distribuição é da Elo Company em parceria com o Canal Brasil. Em 2019, foi selecionado para o FIP, Film in Progress, no festival Ventana Sur.

Assista ao trailer de Atrás da Sombra:

Foto: Divulgação/Pira Filmes.

A Linha, de Ricardo Laganaro, será exibida em edição conjunta de Cannes e Tribeca sobre realidade virtual

por: Cinevitor

alinhafoto1A experiência é dublada por Rodrigo Santoro e Simone Kliass.

Com direção de Ricardo Laganaro, A Linha é uma experiência narrativa em realidade virtual que tem ganhado destaque internacional por sua trajetória prestigiosa: estreou na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, onde foi premiada como Melhor Experiência Interativa da mostra de Realidade Virtual.

Também foi premiada no Festival de Berlim, Kaohsiung Film Festival, entre outros, e exibida na Mostra de São Paulo, Raindance Film Festival, Kaboom Animation Festival, GIFF VR Lounge Korea, Festival de Roterdã, VR Days Europe e outros. Depois disso, teve seu lançamento comercial global no Oculus Quest, dispositivo de realidade virtual de maior alcance no mundo inteiro.

Em junho de 2020, A Linha integrará a pioneira edição conjunta dos festivais de Tribeca e Cannes, que acontecerá virtualmente em um museu imersivo on-line, o Museum of Other Realities, entre os dias 24 e 26 de junho. Trata-se de uma edição histórica de dois dos maiores festivais de cinema e realidade virtual do mundo, unindo suas forças para permitir que o público tenha uma experiência similar àquela dos festivais físicos sem sair de casa, por conta da pandemia de Covid-19 e às medidas emergenciais de isolamento social adotadas.

A arena interativa do festival acontecerá dentro do Museum of Other Realities, uma galeria de arte virtual com trabalhos imersivos de artistas em realidade virtual de todo o mundo. No MOR, os visitantes poderão encontrar a exposição permanente do museu ou a mostra temporária do festival. Durante os dias da mostra, o aplicativo estará disponível gratuitamente.

alinhatribecacannes2Maquete da experiência em realidade virtual.

A Linha é uma experiência narrativa e interativa, ambientada em uma maquete de São Paulo na década de 1940, e uma história sobre amor e rotina. Nela, o espectador interage com uma maquete encantada onde vivem dois bonecos em miniatura, Pedro e Rosa. A experiência convida a desfrutar as traquitanas da maquete e até mesmo se aventurar debaixo do maquinário, explorando um lado misterioso daquele mundo. Assim, descobrimos a história dos dois personagens que são perfeitos um para o outro, mas tem medo de sair dos trilhos, hesitando em quebrar as barreiras físicas e psicológicas que os impedem de viver juntos.

Os frequentadores do festival poderão desfrutar dessa experiência em inglês, narrada pelo ator brasileiro Rodrigo Santoro, ou em português, narrada por Simone Kliass. A narrativa, originalmente projetada para que o público se locomova em torno da história em uma área de 2.5x2m no modo “quarto inteiro”, também poderá ser aproveitada por pessoas com dificuldade de locomoção ou espaços reduzidos, no modo “sentado”.

A Linha, produzida pela ARVORE, estúdio sediado em São Paulo, será exibida junto a diversas experiências interativas renomadas em realidade virtual como Battlescar: Punk Was Invented By Girls, de Martin Allais e Nico Casavecchia; e Great Hoax: The Moon Landing, de John Hsu e Marco Lococo, que estreará globalmente no festival, compondo uma curadoria criteriosa de Tribeca Virtual Arcade e Cannes XR, áreas dos festivais dedicadas à realidade virtual.

alinhafoto2Trabalho premiado em diversos festivais.

“É uma honra enorme ser um dos precursores deste novo ecossistema de exibição, que infelizmente se tornou urgente por conta da pandemia, mas que será muito mais inclusivo e democrático conforme a tecnologia da realidade virtual continuar se popularizando. O público não terá mais que necessariamente viajar para participar de grandes festivais”, afirma o diretor Ricardo Laganaro.

Em 2020, os festivais propõem um modelo inovador em que o público não apenas poderá assistir as obras, mas também participar de encontros de negócios, acompanhar conferências, entrar em contato com criadores, artistas e grandes figuras da indústria. “Ver festivais tão grandes e tradicionais como Tribeca e Cannes se unindo para fazer uma mostra conjunta neste novíssimo formato de exibição é a prova de que podemos usar a tecnologia em momentos difíceis para sermos melhores”, completa Laganaro.

O renomado diretor Ricardo Laganaro entrou no mundo imersivo em 2012, criando uma experiência para a cúpula do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Ele também dirigiu vídeos em 360º que juntos somam mais de 60 milhões de visualizações e criou o documentário em realidade virtual Step to the Line, que estreou no Tribeca Film Festival e foi selecionado para mais de 30 festivais em todo o mundo, sendo exibido recentemente no festival on-line We Are One: A Global Film Festival.

Confira o trailer de A Linha:

Fotos: Divulgação.

Academia anuncia nova data para o Oscar 2021; cerimônia acontecerá em abril

por: Cinevitor

oscar2021novadataRegina King e Brad Pitt na cerimônia deste ano.

Depois de revelar novas regras no regulamento para a 93ª edição do Oscar, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas acaba de anunciar uma nova data para a realização da maior premiação do cinema. Antes programada para o dia 28 de fevereiro de 2021, agora o evento acontecerá no dia 25 de abril.

Vale lembrar que na história do Oscar, o adiamento da cerimônia aconteceu apenas três vezes: em 1938, por conta de uma inundação em Los Angeles; em 1968, depois do assassinato de Martin Luther King Jr.; e em 1981, por causa da tentativa de assassinato ao presidente americano Ronald Reagan.

A nova data, transferida para abril de 2021 por conta da pandemia de Covid-19, traz também outras mudanças, como: o período de elegibilidade foi prorrogado até 28 de fevereiro, uma lista com os pré-selecionados sai no dia 9 de fevereiro e as indicações serão anunciadas no dia 15 de março.

O prazo de inscrição para as categorias especiais (animação, documentário, filme internacional e curtas-metragens) vai até 1º de dezembro de 2020. Já o prazo de inscrição para categorias gerais, incluindo melhor filme, trilha sonora e canção original, vai até 15 de janeiro de 2021. Agora, um filme deve ter uma data de lançamento qualificada entre 1º de janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021. Além disso, o Museu da Academia também mudou a data de sua inauguração e abrirá para o público no dia 30 de abril.

oliviajoaquinoscarOlivia Colman entrega o Oscar de melhor ator para Joaquin Phoenix.

“Há mais de um século, os filmes têm desempenhado um papel importante nos confortando, inspirando e entretendo nos momentos mais sombrios. Eles certamente farão isso este ano. Nossa esperança, ao estender o período de elegibilidade e a data de entrega dos prêmios, é fornecer a flexibilidade necessária para que os cineastas finalizem e lancem seus filmes sem serem penalizados por algo além do controle de qualquer pessoa. Este próximo Oscar e a abertura do nosso novo museu marcarão um momento histórico, reunindo fãs de cinema ao redor do mundo para se unirem através do cinema”, disseram David Rubin, presidente da Academia, e Dawn Hudson, CEO da Academia, em comunicado oficial.

O calendário do Oscar 2021 agora fica assim: a votação preliminar acontecerá entre os dias 1º e 5 de fevereiro de 2021; as shortlists serão anunciadas no dia 9 de fevereiro e as votações para a escolha dos indicados começará no dia 5 de março e vai até o dia 10; a lista oficial com os indicados será anunciada no dia 15 de março e o tradicional almoço com os concorrentes acontecerá no dia 15 de abril; a votação final começará no dia 15 de abril e vai até o dia 20; e a cerimônia acontecerá no dia 25 de abril no Dolby Theatre, em Hollywood.

A apresentação dos prêmios científicos e técnicos da Academia, agendada para o dia 20 de junho, foi adiada e uma nova data será definida. A entrega do Oscar honorário não ocorrerá nesse outono e outras informações sobre a cerimônia do Governors Awards e homenageados será anunciada em breve.

Além dessas novidades, a Academia também anunciou outras informações importantes nesta semana, como a iniciativa de equidade e inclusão com a intenção de promover uma diversidade na indústria do entretenimento e aumentar a representação entre seus membros. Com isso, para a 94ª edição, a categoria de melhor filme voltará a ter dez indicados, ao invés de um número flexível. E mais: a Academia ampliará a exposição de cada filme elegível para garantir que sejam vistos por todos os votantes.

Fotos: Richard Harbaugh/Getty Images.

M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida, de Jeferson De, ganha trailer

por: Cinevitor

m8trailerJuan Paiva e Zezé Motta em cena.

Dirigido por Jeferson De, M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida foi premiado no Festival do Rio na categoria de melhor filme de ficção pelo voto popular. Protagonizado por Juan Paiva e baseado no livro homônimo de Salomão Polakiewicz, o filme tem estreia prevista para o segundo semestre de 2020, quando os cinemas forem reabertos, com segurança, dentro dos protocolos definidos pelas autoridades sanitárias por conta da pandemia de Covid-19.

O trailer, recém divulgado pela Paris Filmes e Migdal Filmes, traz uma prévia da história de Maurício, jovem negro que ingressa como aluno cotista da Universidade Federal de Medicina. Ao chegar na instituição, é confrontado com uma dura realidade: o corpo que servirá para estudo na aula de anatomia, quase sempre de indigentes, é também negro. Impactado com a experiência, Maurício se vê envolvido com M-8, como o jovem morto é chamado, e inicia uma saga para desvendar sua identidade, enfrentando as próprias angústias e repensando o próprio lugar na sociedade. Além de refletir sobre preconceito e exclusão, o filme toca em questões universais sobre sentimentos e relacionamentos.

“Em M-8, o nosso protagonista é um rapaz negro que ingressa na faculdade de medicina e percebe o racismo estrutural que nos cerca e molda a nossa sociedade. O desafio deste jovem negro é, além de se reconectar com sua ancestralidade, se estabelecer como sujeito de sua história. Para isso, ele conta com a ajuda de sua mãe. Assim, acompanharemos a jornada dos dois na luta diária pela vida. Foram interpretações do nosso elenco que nos tocaram e podem ajudar na reflexão de quem importa com nossas vidas negras”, reflete o diretor Jeferson De, que também assina o roteiro ao lado de Felipe Sholl.

Integram o elenco nomes como Mariana Nunes, Giulia Gayoso, Bruno Peixoto, Fábio Beltrão, Zezé Motta, Ailton Graça, Alan Rocha, Rocco Pitanga, Dhu Moraes, Léa Garcia e Raphael Logam, como M-8. Lázaro Ramos, Henri Pagnoncelli e Malu Valle fazem participações especiais.

Assista ao trailer de M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida:

Foto: Vantoen Pereira Jr.

Mix Brasil Play: filmes com temática LGBTQIA+ são exibidos em plataforma gratuita de streaming

por: Cinevitor

reformafabiolealReforma, de Fábio Leal: três prêmios no Mix Brasil, em 2018.

O Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, que é considerado o maior evento cultural da América Latina dedicado à diversidade e um dos maiores do mundo, já abriu inscrições para sua 28ª edição, que acontecerá entre os dias 11 e 22 de novembro.

Por conta da pandemia mundial de Covid-19, o evento, por enquanto, será on-line. Porém, vale destacar que o festival também poderá acontecer em salas de cinema se as orientações dos órgãos públicos locais permitirem tais atividades no período do evento.

Nesta semana, a Associação Cultural Mix Brasil, uma organização sem fins lucrativos que visa promover a liberdade de expressão da diversidade sexual em diferentes formatos, lançou uma plataforma gratuita de streaming chamada Mix Brasil Play, com mais de 60 títulos que já passaram pela programação do festival em anos anteriores.

Além de curtas e longas, a seleção traz também vídeos do Show do Gongo, espetáculos, videoclipes e vinhetas. “A ideia é atualizar a plataforma a cada semana. Vamos ocupar esse espaço enquanto pensamos em outros formatos”, disse André Fischer, diretor do festival, em uma live. “A plataforma é uma porta aberta para quem não consegue acompanhar o festival presencialmente, além de servir como nosso acervo digital. Estamos aproveitando a quarentena para criar novos conteúdos”, disse Josi Geller, diretora executiva do Mix Brasil.

batguanomixbrasilTavinho Teixeira e Everaldo Pontes em Batguano.

A programação traz filmes premiados, como: Reforma, de Fábio Leal, vencedor do Coelho de Ouro de melhor curta-metragem, melhor direção e melhor roteiro, em 2018; Do Lado Dillah, de Washington Calegari, melhor curta segundo o público; Love Snaps, de Daniel Ribeiro e Rafael Lessa, vencedor do Coelho de Prata de melhor roteiro, em 2016; Serial Clubber Killer, de Duda Leite e Gigi Mathias, eleito o melhor curta em 1994; Bailão, de Marcelo Caetano, prêmio de melhor direção na 18ª edição; Depois de Tudo, de Rafael Saar, que rendeu o prêmio de melhor interpretação para Ney Matogrosso e Nildo Parente; Eu Não Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, que levou os prêmios de melhor filme, melhor interpretação para Ghilherme Lobo e melhor roteiro; Filme para Poeta Cego, de Gustavo Vinagre, vencedor do Coelho de Ouro na 20ª edição; entre outros.

E mais: blasFêmea, dirigido por Linn da Quebrada; Diamante, o Bailarina, de Pedro Jorge; A arte de andar pelas ruas de Brasília, de Rafaela Camelo; Café com Leite, de Daniel Ribeiro; Couture, de Dácio Pinheiro; e muitos outros.

Na seleção de longas, a plataforma apresenta: Que os olhos ruins não te enxerguem, de Roberto Maty e Thabata Vecchio; Batguano, de Tavinho Teixeira; e Meu Amigo Claudia, de Dácio Pinheiro. Na seção Mix Music, videoclipes de: Johnny Hooker e Liniker, Bemti e Tuyo e Linn da Quebrada.

Clique aqui e confira a programação completa.

Fotos: Maira Iabrudi/Divulgação.

Espaço Itaú de Cinema realiza festival on-line de pré-estreias

por: Cinevitor

pacarretefestivalitauMarcélia Cartaxo em Pacarrete, de Allan Deberton.

Espaço Itaú, recinto de filmes nacionais e independentes, mantendo sempre o seu compromisso de priorizar os lançamentos em salas de cinema promove, dentro do seu próprio site e em parceria com a plataforma Looke, um festival de pré-estreias através do seu mais novo projeto: o Espaço Itaú Play. Os longas do festival, que terá início na sexta-feira, 19 de junho, data que homenageia o cinema brasileiro, estrearão no circuito assim que a volta às atividades for confirmada pelos órgãos competentes.

A seleção brasileira mostra produções de várias regiões do Brasil. O Rio de Janeiro está representado por Mangueira em 2 Tempos, de Ana Maria MagalhãesTrês Verões, de Sandra KogutA Febre, de Maya Da-Rin, premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. De São Paulo serão apresentados Dora e Gabriel, de Ugo Giorgetti, que filmou o confinamento antes da pandemia de Covid-19; Boni Bonita, de Daniel Barosa; e Música para Morrer de Amor, de Rafael Gomes.

Pacarrete, de Allan Deberton, grande vencedor do Festival de Gramado, é a produção do Ceará; e Querência, de Helvécio Marins Jr., de Minas Gerais. Já do Rio Grande do Sul, Ana Luiza Azevedo apresenta Aos Olhos de Ernesto, premiado pela crítica na Mostra de São Paulo; e da Bahia, Cláudio Marques e Marília Hughes mostram Guerra de Algodão. Já Pernambuco nos convida a ver Piedade, de Claudio Assis, com Fernanda Montenegro, e vencedor de Troféu Candango, em Brasília, em três categorias.

piedadebrasiliaFernanda Montenegro e Cauã Reymond em Piedade, de Claudio Assis.

Entre os títulos estrangeiros, as produções representam o Afeganistão, com O Orfanato, de Shahrbanoo Sadat; Turquia, com O Conto das Três Irmãs, de Emin Alper; Áustria, com O Chão Sob Meus Pés, de Marie Kreutzer;  China, com Viver para Cantar, de Johnny Mo e Suk Suk, de Ray Yeung; Estados Unidos, com Alice Guy Blaché: A História Não Contada da Primeira Cineasta do Mundo, de Pamela B. Green; França, com Deerskin: A Jaqueta de Couro de Cervo, de Quentin Dupieux; e Alemanha, com Liberté, de Albert Serra.

Cada título ficará disponível por 48 horas, a R$ 10,00. Após a exibição on-line, os títulos desse festival entrarão em cartaz no circuito Itaú Cinemas, em datas a serem definidas posteriormente, conforme plano de retomada das autoridades sanitárias. Vale destacar que 20% do valor será destinado à APRO, Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais, que vai auxiliar os profissionais de cinema afetados pela pandemia.

O festival tem o patrocínio do Itaú Unibanco, que em homenagem ao Dia do Cinema Brasileiro, comemorado em 19 de junho, sexta-feira, oferecerá a exibição do filme Piedade, de Claudio Assis, gratuitamente. O acesso sem custo ao longa poderá ser feito na mesma plataforma, mas apenas no dia 19. Clique aqui.

Confira a programação:

Sexta-feira e sábado, 19 e 20 de junho

ALICE GUY-BLACHÉ: A HISTÓRIA NÃO CONTADA DA PRIMEIRA CINEASTA DO MUNDO, de Pamela B. Green
Sinopse: Documentário sobre a cineasta pouquíssimo mencionada na história, Alice Guy-Blanché, pioneira no mundo do cinema desde os seus 21 anos, ainda no final do século XIX. O filmes mostra as imagens de arquivo e entrevistas com atores e outros grandes nomes do cinema, trazendo à tona algumas das obras da cineasta e tocando no motivo misterioso pelo qual a grande artista caiu no esquecimento com o passar do tempo.

*Exibido no Festival de Cannes, em 2018; Seleção Oficial do Deauville American Film Festival, do Telluride Film Festival, do 56º New York Film Festival e do BFI London Film Festival.

PIEDADE, de Claudio Assis
*Disponível gratuitamente apenas no dia 19 (sexta-feira); o longa também será exibido nos dias 21 e 22 de junho (veja mais informações abaixo).

Sábado e domingo, 20 e 21 de junho

AOS OLHOS DE ERNESTO, de Ana Luiza Azevedo
ElencoJorge Bolani, Gabriela Poester, Jorde D’Elia, Julio Andrade.
Sinopse: Ernesto, um fotógrafo uruguaio de 70 anos que vive no Brasil, vem enfrentando as limitações da velhice, como a solidão e a crescente cegueira, que ele acha que pode disfarçar de todos. Quando ficou viúvo, Ernesto passou a ocupar os silêncios com um disco rodando, os telefonemas do filho que mora longe, as idas ao banco para buscar sua escassa aposentadoria e as rápidas visitas do vizinho Javier. Mas Bia, uma descuidada cuidadora de cães, atropela a sua vida e coloca em risco seu metódico cotidiano. E Ernesto percebe que envelhecer pode ser rejuvenescer com a intensa companhia de uma menina que não tem nem trinta anos.

*Prêmio da Crítica de melhor filme brasileiro na 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

O CONTO DAS TRÊS IRMÃS, de Emin Alper
ElencoCemre Ebuzziya, Helin Kandemir, Ece Yuksel.
Sinopse: Em um vilarejo pobre do centro da Península de Anatólia, três jovens garotas foram entregues pelo pai a uma rica família da cidade grande, na intenção de trabalharem como babás e empregadas domésticas. Uma a uma, foram enviadas de volta, por desagradarem os seus patrões.  Enquanto o pai das três tenta consertar a situação, para dar melhores condições de vida às garotas, ela sonham com um futuro longe dali.

*Exibido no Festival de Berlim e premiado no Sarajevo Film Festival.

Domingo e segunda-feira, 21 e 22 de junho

PIEDADE, de Claudio Assis
ElencoFernanda Montenegro, Irandhir Santos, Matheus Nachtergaele, Cauã Reymond, Mariana Ruggiero, Gabriel Leone e Francisco de Assis Moraes.
Sinopse: Praia da Saudade, Piedade. Lá encontra-se o bar Paraíso do Mar, conhecido por sua deliciosa moqueca de cação e cerveja sempre gelada. Construído por Humberto Bezerra há mais de trinta anos, o lugar é gerido por sua viúva Dona Carminha e seu filho mais velho, Omar, e funciona como um dos focos da resistência local contra o avanço predatório da corporação petroleira Petrogreen. Quando o executivo paulista Aurélio chega, representando os interesses da Petrogreen, o cotidiano da família é abalado, trazendo à tona segredos há muito tempo escondidos e uma inusitada conexão com Sandro, dono de um cinema pornô do outro lado da cidade.

*Prêmio Especial do Júri, melhor ator coadjuvante para Cauã Reymond e melhor direção de arte no 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

DEERSKEEN: A JAQUETA DE COURO DE CERVO, de Quentin Dupieux
ElencoJean Dujardin, Marie Bunel, Adèle Haenel.
Sinopse: Quando Georges encontra uma fascinante jaqueta de camurça, sua vida muda completamente, de um dia para outro. A vestimenta passa a ser sua principal obsessão e o leva até uma jornada de possessividade, ciúmes e comportamento psicótico. Quando menos percebe, Georges se tornou uma outra pessoa.

*Premiado no Dublin International Film Festiva.

Segunda e terça-feira, 22 e 23 de junho

A FEBRE, de Maya Da-Rin
Elenco: Regis Myrupu, Rosa Peixoto, Edmildo Vaz Pimentel, Lourinelson Vladmir, Johnatan Sodré.
Sinopse: Justino, 45 anos, indígena do povo Desana, é vigilante do porto de cargas de Manaus. Enquanto sua filha se prepara para estudar medicina na capital, Justino é tomado por uma febre misteriosa.

*Prêmio de melhor direção no Festival Internacional de Cinema de Chicago; melhor ator para Regis Myrupu no Festival de Locarno; prêmios de melhor filme, direção, ator e som no Festival de Brasília; e premiado no Janela Internacional de Cinema do Recife, Mar Del Plata, Pingyao, Portland e Festival do Rio.

TRÊS VERÕES, de Sandra Kogut
ElencoRegina Casé, Rogério Fróes, Otávio Müller, Gisele Fróes, Carla Ribas, Carol Pismel, Wilma Melo, Luciano Vidigal, Jéssica Ellen e Daniel Rangel.
Sinopse: A cada verão, entre Natal e Ano-Novo, o casal Edgar e Marta recebe amigos e família na sua mansão espetacular à beira-mar. Em 2015, tudo parece ir bem, mas em 2016 a mesma festa é cancelada. O que acontece com aqueles que gravitam em torno dos ricos anfitriões?

*Melhor atriz para Regina Casé no Festival do Rio; melhor edição no Festival de Havana; e exibido no Festival Internacional de Toronto e na Mostra de São Paulo.

Terça e quarta-feira, 23 e 24 de junho

MÚSICA PARA MORRER DE AMOR, de Rafael Gomes
ElencoÍcaro Silva, Denise Fraga, Victor Mendes, Caio Horowicz, Tess Amorim, Bella Camero, Suely Franco, Felipe Frazão, Fafá de Belém.
Sinopse: As histórias amorosas de três jovens se desenrolam com a intensidade das músicas para cortar os pulsos. Isabela sofre porque foi abandonada, Felipe quer se apaixonar e Ricardo, seu amigo, está apaixonado por ele. Esses três corações entrelaçados estão prestes a se partir.

*Selecionado para o Festival Mix Brasil 2019 e NewFest – New York’s LGBTQ Film Festival.

O ORFANATO, de Shahrbanoo Sadat
ElencoQuodratollah Quadiri, Sadiqa Rasuli e Anwar Hashimi.
Sinopse: No final dos anos 1980, o jovem Qodrat, de 15 anos, mora nas ruas de Cabul e vende ingressos de cinema ilegalmente. Grande fã de Bollywood, ele sonha acordado com algumas cenas favoritas dos filmes. Um dia é levado pela polícia para o orfanato soviético. Mas em Cabul a  situação política está mudando e Qodrat e todas as crianças querem defender a sua casa.

*Seleção Oficial da Quinzena dos Realizadores, de Cannes; exibido no Munich Film Festival e premiado no Reykjavik International Film Festival.

Quarta e quinta-feira, 24 e 25 de junho

QUERÊNCIA, de Helvécio Marins Jr.
ElencoMarcelo Di Souza, Kaic Lima, Carlos Dalmir.
Sinopse: Marcelo mora no sertão de Minas Gerais e ama a vida no campo: ele trabalha como vaqueiro, mas sonha em ser narrador de rodeios. Um dia, a fazenda de Marcelo sofre um grande assalto, e o incidente o impacta profundamente. Com a ajuda de seus amigos, ele tenta se reerguer e lutar por seu sonho de ser locutor.

*Seleção oficial do Festival de Berlim; premiado no Festival de Jeonju, na Coreia do Sul; e indicado ao IndieLisboa, em Portugal.

BONI BONITA, de Daniel Barosa
ElencoCaco Ciocler, Ailín Salas, Ney Matogrosso, Otto.
Sinopse: Beatriz é uma jovem de 16 anos de idade que, em luto pela morte de sua mãe, decide se mudar para o Brasil. Quando ela conhece Rogério, um músico na faixa dos 30 anos tentando lidar com o legado artístico de sua família, ela embarca em um intenso e tóxico relacionamento.

Quinta e sexta-feira, 25 e 26 de junho

PACARRETE, de Allan Deberton
Elenco: Marcélia Cartaxo, João Miguel, Soia Lira, Zezita Matos, Samya de Lavor, Edneia Tutti Quinto, Débora Ingrid.
Sinopse: Pacarrete é uma bailarina idosa, considerada louca, que vive em Russas, no Ceará, uma cidade do interior. Na véspera da festa de 200 anos da cidade, ela decide fazer uma apresentação de dança como presente para o povo. Mas parece que ninguém se importa.

*Vencedor de oito kikitos no Festival de Cinema de Gramado, entre eles, melhor filme e melhor atriz para Marcélia Cartaxo; prêmio de melhor filme no Festival de Bogotá, na Colômbia; premiado no FAM, LABRFF, Festival de Vitória, Mostra de Cinema de Gostoso; exibido na Mostra de São Paulo, no Festival do Rio e no Festival de Shanghai.

LIBERTÉ, de Albert Serra
ElencoHelmut Berger, Ingrid Caven e Iliana Zabeth.
Sinopse: Em 1774, um grupo de libertinos franceses foge do governo conservador de Louis XVI. Rejeitando os valores morais e a ideia de autoridade, eles desejam exportar para a Alemanha a sua filosofia libertina. Porém, para convencer os alemães e adotarem idéias tão radicais vão ser necessárias estratégias mais sofisticadas.

*Prêmio do júri na Mostra Um Certain Regard, no Festival de Cannes.

Sexta-feira e sábado, 26 e 27 de junho

DORA E GABRIEL, de Ugo Giorgetti
ElencoAry França, Nathalia Gonsales.
Sinopse: No cento de São Paulo, um imigrante libanês há muitos anos no Brasil é assaltado e jogado no porta malas de seu próprio carro. Uma mulher, testemunha do acaso que passava pelo local, também é lançada no mesmo espaço. Sem nunca terem se visto na vida, os dois são obrigados a dividir o minúsculo ambiente sem saber por onde o automóvel circula.

O CHÃO SOB MEUS PÉS, de Marie Kreutzer
ElencoValerie Pachner, Pia Hierzegger, Mavie Horbiger.
Sinopse: Aos 30 anos de idade, Lola controla sua vida pessoal com a mesma eficiência implacável que usa para otimizar os lucros em seu trabalho como consultora de negócios de alta potência. Ninguém sabe sobre a história de doença mental de sua irmã mais velha, Conny. Mas quando um evento trágico força Conny de volta à sua vida, o domínio de Lola pela realidade parece desaparecer.

*Exibido no Festival de Berlim e no 27º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; premiado no Festival de Guadalajara.

Sábado e domingo, 27 e 28 de junho

GUERRA DE ALGODÃO, de Marília Hughes e Cláudio Marques
ElencoDora Goritzki, Thaia Perez, Thaila Lima.
Sinopse: Dora é uma adolescente criada na Alemanha. Pela primeira vez, ela visita sua enigmática avó no Brasil. Enquanto tentar voltar à Europa a todo custo, Dora começa a descobrir a incrível história por trás das mulheres de sua família.

*Indicado ao Atlanta Film Festival, Los Angeles Film Festival e Stockholm Film Festival Junior.

VIVER PARA CANTAR, de Johnny Mo
ElencoZhao Xiaoli, Gan Guidan e Liu Min.
Sinopse: Uma pequena trupe de ópera é surpreendida com a notícia de que o velho teatro em que costuma se apresentar em breve será demolido. Temendo que seja o fim da companhia, a administradora Zhao Li resolve procurar um novo lugar que possam se apresentar. Neste percurso, a ópera e seus personagens aos poucos se misturam em sua própria realidade.

*Selecionado para a Quinzena dos Realizadores, em Cannes.

Domingo e segunda-feira, 28 e 29 de junho

MANGUEIRA EM DOIS TEMPOS, de Ana Maria Magalhães
EntrevistadosMestre Wesley, Érika, Buí do Tamborim, Danielle, Michele, Tathy, com participações de Alcione e Ivo Meirelles.
Sinopse: Depois de quase trinta anos, o documentário revisita amigos de infância retratados no vídeo Mangueira do amanhã, sobre a escola de samba mirim. Suas histórias revelam as circunstâncias brutais da vida dos moradores das favelas do Rio de Janeiro, mas também de seus surpreendentes destinos. Mestre Wesley se inspira na musicalidade local para realizar a carreira de percussionista. A narrativa de sua trajetória explora a conexão entre samba e funk, ritmos marcados pelas batidas em 2 tempos e propõe o diálogo entre o jazz e a percussão da Mangueira.

*Selecionado para o Festival do Rio 2019 e para o International New York Film Festival

SUK SUK, de Ray Yeung
ElencoTai Bo, Ben Yuen e Lo Chun Yip.
Sinopse: Park e Hoi são dois homens idosos que passaram a sua vida inteira sem assumir a sua homossexualidade, vivendo com famílias que são fruto de casamentos com mulheres e escondendo esse seu outro lado. Quando eles se conhecem e acabam se apaixonando, eles acabam encontrando uma nova motivação para viver de forma autêntica, sonhando com um futuro juntos.

Foto: Luiz Alves.