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Festival Curta Taquary 2021: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

amataquerespirocurtataquaryCena do curta goiano A Mata que Respiro, de César David Rodríguez Pulido e Eliete Miranda.

A 14ª edição do Curta Taquary – Festival de Audiovisual, que geralmente acontece em Taquaritinga do Norte, agreste de Pernambuco, será realizada em formato on-line, por conta da pandemia de Covid-19, entre os dias 16 (Dia nacional da conscientização das mudanças climáticas) e 22 de março (Dia da Água).

Para cada filme inscrito, uma muda de espécie nativa será plantada em Taquaritinga do Norte como forma de mobilizar a campanha de reflorestamento e recuperação de solo de áreas desmatadas e devastadas por queimadas; entre elas a de dezembro de 2016, onde 50 hectares de mata da cidade foram destruídas. Entre 521 inscrições, foram selecionados 72 filmes, sendo 65 produções do Brasil e sete de outros países.

Preocupados com o excesso de informação disponível na internet neste período da pandemia, a organização do festival definiu que o tema deste ano será: Por Um Mundo Melhor. Por isso, ao fazer a seleção, o foco foi optar “por mandar mensagem de esperança, de acalanto diante de um período tão complicado”, disse o coordenador do evento, Alexandre Soares. Dos curtas que foram escolhidos pela equipe de curadoria, há espaço para conscientização, carinho e denúncia, com um olhar para o futuro, mas sem esquecer das tradições e, em sua grande maioria, contadas de forma lúdica e com muitos recursos da fantasia para contar a vida real.

Cada mostra tem, em média, sete curtas, exceto as mostras Sessão Especial e Por Um Mundo Melhor que não são competitivas e contam com dez e oito trabalhos, respectivamente. Pernambuco teve o maior número de trabalhos selecionados, com 10 em cinco mostras, seguido de São Paulo com nove, em seis mostras.

Os filmes do Festival de Curtas de Taquaritinga do Norte estarão disponíveis no site do evento. Nesse período, também serão realizadas conversas e debates no canal do YouTube do festival (clique aqui).  Haverá, ainda, uma live no dia 22 de março para divulgar os vencedores das mostras competitivas. Além do Júri Oficial, o público também poderá escolher os vencedores pelo Júri Popular.

Apesar de ter uma programação mais intensa agora em março, o Curta Taquary 2021 começou em janeiro com as atividades de formação do DocLab – Laboratório de Realização de Documentários. Duas turmas, conduzidas pelos cineastas Antonio Fargoni, Kennel Rógis e Marlom Meirelles, foram realizadas de forma híbrida. As aulas e encontros foram virtuais e a produção de quatro documentários – a primeira turma produziu dois e a segunda vai produzir mais dois nos próximos dias – foi presencial com uma equipe reduzida, com apenas dois representantes de cada turma. As produções também estarão disponíveis no site do evento.

Conheça os filmes selecionados para a 14ª edição do Festival Curta Taquary:

MOSTRA COMPETITIVA BRASIL

A NASCENTE MORA AQUI, de Gabriela Nassar (SP)
INABITÁVEL, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
NIMBUS, de Marcos Buccini (PE)
O JARDIM FANTÁSTICO, de Fábio Baldo e Tico Dias (SP)
SER FELIZ NO VÃO, de Lucas H. Rossi dos Santos (RJ)
URUBÁ, de Rodrigo Sena (RN)
YAÕKWA, IMAGEM E MEMÓRIA, de Rita Carelli e Vincent Carelli (PE)

MOSTRA COMPETITIVA CRIANCINE

A PEDRA QUEIMA, de Felipe Nepomuceno (RJ)
ASSUM PRETO, de Bako Machado (PE)
CICLOS DA VIDA, de Soledad Garcia e Thiago Bresani (DF)
DÁDIVA, de Evelyn Santos (SP)
FOGUETE, de Pedro Henrique Chaves (DF)
NANA & NILO NA CIDADE VERDE, de Sandro Lopes (RJ)
O MENINO E O OVO, de Juliana Capilé (MT)

MOSTRA COMPETITIVA DÁLIA DA SERRA

AGENTES DA NEGRITUDE, de George Diniz Teixeira e Carla Maria Ferreira Nogueira (BA)
E AGORA, VOCÊ, de Edson Lemos Akatoy (PB)
FOTOGRAFIA DAS RUAS, de Felipe Gaze, Francielli Noya e Wolmyr Alcantara (ES)
JAMAKARU, de Coletivo Cinema no Interior (PE)
REMOINHO, de Tiago A. Neves (PB)
VENTO VIAJANTE, de Alunos do Projeto Animação Ambiental/IMA – Escolas Municipais de Icapuí (CE)

MOSTRA COMPETITIVA CURTAS FANTÁSTICOS

ARAPUCAS, de Danilo Kamenach (GO)
COLÔNIA HORROR, de Wolmyr Alcantara (ES)
COVID-19 ZEITGEIST-20, de Eddie Silva (SP)
DESTINO, de Matheus Gepeto (MG)
NADA DE BOM ACONTECE DEPOIS DOS 30, de Lucas Vasconcelos (RJ)
O PRAZER DE MATAR INSETOS, de Leonardo Martinelli (RJ)
PASSARINHO, de Vinícius Pessoa (BA)

MOSTRA COMPETITIVA UNIVERSITÁRIA

A MATA QUE RESPIRO, de César David Rodríguez Pulido e Eliete Miranda (GO)
CONSTRUÇÃO, de Leonardo da Rosa (RS)
CRUA, de Clara Vilas Boas e Emanuele Sales (MG)
EGUM, de Yuri Costa (RJ)
LETÍCIA, MONTE BONITO, 04, de Julia Regis (RS)
OS DIAS COM VOCÊ, de Letícia Cristina e Luan Santos (SP)

MOSTRA COMPETITIVA PRIMEIROS PASSOS

AQUELA MESMA ESTAÇÃO, de Luiz Lepchak (PR)
CANUDOS EM MINHA PELE, de Rosa Amorim (PE)
PAUSA PARA O CAFÉ, de Tamiris Tertuliano (PR)
PEGA DE BOI NO SERTÃO, de Miguel Salvador (PB)
PRAZER DA SOLIDÃO, de Francielli Noya e Wolmyr Alcantara (ES)
TRANSETROPICAL, de João Ricardo Paulino (RN)
VAI MELHORAR, de Pedro Fiuza (RN)

MOSTRA COMPETITIVA DIVERSIDADE

A MULHER QUE ME TORNEI, de Luciana Oliveira e Manoela Veloso Passos (SE)
CAFÉ COM REBU, de Danny Barbosa (PB)
CUIDADO, de Maysa Reis (AL)
DE VEZ EM QUANDO EU ARDO, de Carlos Segundo (RN)
DOIS HOMENS AO MAR, de Gabriel Motta (RS)
ELA QUE MORA NO ANDAR DE CIMA, de Amarildo Martins (PR)
NÃO MORO MAIS EM MIM, de Bruna Guido e Vitor Celso (PB)

MOSTRA SESSÃO ESPECIAL

A PONTUALIDADE DOS TUBARÕES, de Raysa Prado (PB)
A RETIRANTE, de Débora Ingrid e Henrique Oliveira (CE)
A VOLTA, de Katia Mesel (PE)
CASA COM PAREDE, de Dênia Cruz (RN)
FRAGMENTOS AO VENTO: 1945, de Ulisses Da Motta (RS)
MISSÃO BERÇO ESPLÊNDIDO, de Joel Caetano (SP)
O RETIRANTE, de Tarcisio Ferreira (AL)
VAUDEVILLE, de Élcio Verçosa Filho (AL)
VÍDEO-POEMA SOBRE MATERNIDADE, de Amandine Goisbault (PE)
WORLDNEW, de Everton Amorim (PE)

MOSTRA POR UM MUNDO MELHOR

DE COSTAS PRO RIO, de Felipe Aufiero (AM)
ESPÍRITO QUE CAMINHA, de Gabriela Barreto Daldegan (AC)
FLORESTA ESPÍRITO, de Clara Chroma (SP)
IPA/IPÁ, de Thais Scabio (SP)
MATA, de Ian Campos (RJ)
NOSSA FLORESTA, de Mirna Karina e Mariana Caselli (CE)
NOSSAS MÃOS SÃO SAGRADAS, de Júlia Morim (PE)
TUPINAMBÁ SUBIU A SERRA, de Mário Cabral e Daniel Neves (SP)

MOSTRA COMPETITIVA LATINO-AMERICANA

AMUCHA, de Jesús Sánchez (Chile)
CALORZITO DE HOGAR, de Arthuro de la Garsa (México)
NOTHOFAGUS, de Sebastián Velásquez Sobarzo (Chile)
PURI, EL CAMINO DEL AGUA, de Dani Casado (Chile)
RAMÓN, de Natalia Bernal (Colômbia/México)
VOZES DAS MONTANHAS SAGRADAS, de Fernando Cola (Colômbia/Argentina/Dinamarca)
YAGANAS, de Patricio Riquelme Fagerström (Chile)

Foto: Divulgação.

68º MPSE Golden Reel Awards: Bacurau é indicado ao prêmio que elege os melhores editores de som

por: Cinevitor

bacurauMPSE2021Karine Teles e Antonio Saboia em Bacurau: cinema brasileiro na disputa!

Fundada em 1953, a MPSE, Motion Picture Sound Editors, é uma organização dedicada a melhorar o reconhecimento de seus membros, educando o público e o resto da comunidade cinematográfica quanto ao mérito artístico da edição sonora.

Os membros da MPSE criam os efeitos sonoros dramáticos e inventam novos sons para mundos imaginários. Além dos editores de efeitos de som, a organização conta também com: editores de Foley, que reproduzem efeitos sonoros complementares para um filme (também conhecido como sonoplastia), como por exemplo, barulho de um vidro quebrando ou de um zíper sendo aberto; editores de diálogos, que são os artesãos que suavizam meticulosamente o som da produção gravado no local; editores de ADR, que ajudam a tecer o diálogo recriado e substituem faixas problemáticas; e editores de música, que trabalham com compositores e supervisores musicais que detectam pontos capazes de coser uma tapeçaria sônica da partitura original e da música pré-gravada em várias fontes.

Anualmente, a Motion Picture Sound Editors realiza o Golden Reel Awards, premiação que elege os melhores trabalhos nas áreas de edição de som na TV e no cinema. Neste ano, os vencedores serão anunciados no dia 16 de abril.

Vale destacar que o brasileiro Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, concorre na categoria de melhor edição de som em filme estrangeiro; os profissionais indicados são: Ricardo Cutz (supervisor de editor de som), Victor Quintanilha (editor de diálogo), Matheus Miguens (editor de efeitos sonoros), Rafael Faustino (editor de foley) e Pedro Coelho (foley artist).

Conheça os indicados ao 68º MPSE Golden Reel Awards nas categorias de cinema:

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | DIÁLOGOS/ADR
A Voz Suprema do Blues
Emperor
Greyhound: Na Mira do Inimigo
Mank
Nomadland
O Som do Silêncio
Os 7 de Chicago
Relatos do Mundo

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | EFEITOS/FOLEY
Cherry: Inocência Perdida
Greyhound: Na Mira do Inimigo
Mulher-Maravilha 1984
O Céu da Meia-Noite
O Som do Silêncio
Relatos do Mundo
Tenet

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO
A Caminho da Lua
Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica
Os Croods 2: Uma Nova Era
Soul
Wolfwalkers

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO
Crip Camp: Revolução pela Inclusão
John Lewis: Good Trouble
O Dilema das Redes
Professor Polvo
Rebuilding Paradise
The Bee Gees: How Can You Mend a Broken Heart
The Reason I Jump
Zappa

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME ESTRANGEIRO
Bacurau (Brasil/França)
Jallikattu (Índia)
Rosa e Momo (Itália)
The Eight Hundred (Ba bai) (China)
Ya no estoy aquí (I’m No Longer Here) (México/EUA)

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | TRILHA SONORA
Mulher-Maravilha 1984
O Céu da Meia-Noite
O Homem Invisível
O Som do Silêncio
Os 7 de Chicago
Relatos do Mundo
Tenet

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | MUSICAL
A Batida Perfeita
A Festa de Formatura
A Voz Suprema do Blues
Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars
I Am Woman
The Forty-Year-Old Version

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME NÃO LANÇADO NO CINEMA
Afunde o Navio
Bliss: Em Busca da Felicidade
Má Educação
Natal com Dolly Parton
Safety
The Bygone
The Ultimate Playlist of Noise
Tropa Zero

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO NÃO LANÇADO NO CINEMA
Arremesso Final (episódio 1)
Be Water
Beastie Boys Story
Bruce Springsteen: Letter to You
High Score (episódio 1: Boom & Bust)
Jeffrey Epstein: Poder e Perversão (episódio 3: The Island)
Laurel Canyon: A Place in Time (episódio 1)

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO NÃO LANÇADA NO CINEMA
As Épicas Aventuras do Capitão Cueca (episódio: The Xtreme Xploits of the Xplosive Xmas)
Batman: Morte em Família
DuckTales: Os Caçadores de Aventuras (episódio: Let’s Get Dangerous!)
Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion
O Chefinho – Pega Esse Bebê!
The Loud House (episódio: Schooled!)
To Your Last Death

ANIMAÇÃO | CURTA-METRAGEM
Archer (episódio: Cold Fusion)
Baba Yaga
Canvas
Magos: Contos da Arcadia (episódio: Spellbound)
O Chefinho – De Volta aos Negócios (episódio: Escape From Krinkles)
Star Trek: Short Trek (episódio: Ephraim and Dot)
Star Wars: A Guerra dos Clones (episódio: The Phantom Apprentice)

SINGLE PRESENTATION
A Christmas Carol
A Vida e a História de Madam C.J. Walker (episódio: The Fight of the Century)
Hamilton
Into the Dark (episódio: The Current Occupant)
Nada Ortodoxa (parte 1)
The Comey Rule (episódio 2)

STUDENT FILM | VERNA FIELDS AWARD
Kadalin Kural
Lakutshon’ Ilanga (When the Sun Sets)
Las Escondidas
Listen to Us
Meow or Never!
O Black Hole!
Phantom Spectre
The Unknown

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

Globo de Ouro 2021: conheça os vencedores

por: Cinevitor

janefondaglobodeouro2021Jane Fonda: prêmio especial pela carreira.

Foram anunciados neste domingo, 28/02, os vencedores do 78º Globo de Ouro, prêmio que elege os melhores da TV e do cinema segundo a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA).

Por conta da pandemia de Covid-19, a cerimônia aconteceu em formato híbrido. Neste ano, as apresentadoras Tina Fey e Amy Poehler, que repetiram a função pela quarta vez, estavam em locais diferentes: Tina nos estúdios da NBC, em Nova York; e Amy no Beverly Hilton, em Los Angeles. Os indicados participaram virtualmente e algumas personalidades, como Renée Zellweger e Joaquin Phoenix, marcaram presença no palco para os anúncios dos vencedores. Além disso, a plateia foi formada por profissionais da linha de frente e de serviços essenciais da pandemia.

A festa da Hollywood Foreign Press Association também contou com duas homenagens: o roteirista e produtor televisivo Norman Lear recebeu o Carol Burnett Award; e a atriz Jane Fonda foi consagrada com o Prêmio Cecil B. DeMille por sua carreira: “A arte não acompanhou apenas a história, mas abriu caminhos. Então, vamos todos ser líderes, certo?”, disse Fonda em seu discurso presencial.

Além de consagrar Nomadland, de Chloé Zhao, e Borat: Fita de Cinema Seguinte, de Jason Woliner, como melhores filmes, o Globo de Ouro premiou o ator Chadwick Boseman, que morreu em agosto do ano passado, por seu trabalho em A Voz Suprema do Blues. O discurso de agradecimento foi realizado virtualmente por sua esposa, Taylor Simone Ledward: “Ele agradeceria a Deus, seus pais, aos seus ancestrais por serem seus guias e por se sacrificarem e sua equipe maravilhosa. Não tenho as palavras dele, mas temos que celebrar todos que amamos”, disse emocionada.

Além dos prêmios, a 78ª edição também foi marcada por uma denúncia feita recentemente pelo jornal Los Angeles Times sobre corrupção envolvendo a HFPA e a forte influência na escolha dos indicados por conta de regalias e brindes enviados pelas produtoras dos filmes e séries para membros votantes. E mais: o L.A. Times também apurou que não há jornalistas negros entre os 87 membros da Hollywood Foreign Press Association.

Em 78 anos de história, a cineasta chinesa Chloé Zhao tornou-se a segunda mulher a ganhar a estatueta de melhor direção; Barbra Streisand foi a primeira, em 1984, com o drama musical Yentl.

Conheça os vencedores do Globo de Ouro 2021:

CINEMA

MELHOR FILME | DRAMA
Nomadland, de Chloé Zhao

MELHOR FILME | COMÉDIA/MUSICAL
Borat: Fita de Cinema Seguinte, de Jason Woliner

MELHOR ATOR | DRAMA
Chadwick Boseman, por A Voz Suprema do Blues

MELHOR ATRIZ | DRAMA
Andra Day, por Estados Unidos Vs Billie Holiday

MELHOR ATOR | COMÉDIA OU MUSICAL
Sacha Baron Cohen, por Borat: Fita de Cinema Seguinte

MELHOR ATRIZ | COMÉDIA OU MUSICAL
Rosamund Pike, por Eu Me Importo

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Daniel Kaluuya, por Judas e o Messias Negro

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Jodie Foster, por The Mauritanian

MELHOR DIREÇÃO
Chloé Zhao, por Nomadland

MELHOR ROTEIRO
Os 7 de Chicago, escrito por Aaron Sorkin

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Minari, de Lee Isaac Chung (EUA)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Soul, de Pete Docter e Kemp Powers

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Soul, por Jon Batiste, Trent Reznor e Atticus Ross

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Io Sì (Seen), por Diane Warren, Laura Pausini e Niccolò Agliardi (Rosa e Momo)

TV

MELHOR SÉRIE | DRAMA
The Crown

MELHOR ATRIZ | SÉRIE | DRAMA
Emma Corrin, por The Crown

MELHOR ATOR | SÉRIE | DRAMA
Josh O’Connor, por The Crown

MELHOR SÉRIE | COMÉDIA OU MUSICAL
Schitt’s Creek

MELHOR ATRIZ | SÉRIE | COMÉDIA OU MUSICAL
Catherine O’Hara, por Schitt’s Creek

MELHOR ATOR | SÉRIE | COMÉDIA OU MUSICAL
Jason Sudeikis, por Ted Lasso

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
O Gambito da Rainha

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Anya Taylor-Joy, por O Gambito da Rainha

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Mark Ruffalo, por I Know This Much Is True

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | TV
Gillian Anderson, por The Crown 

MELHOR ATOR COADJUVANTE | TV
John Boyega, por Small Axe

Foto: Polk/NBC.

7ª Mostra de Cinema de Gostoso anuncia nova data e selecionados para o Gostoso Lab

por: Cinevitor

gostoso2021onlineNova data, exibições virtuais e atividades paralelas na programação.

A Mostra de Cinema de Gostoso, que geralmente acontece em novembro, no Rio Grande do Norte, se aproxima de sua sétima edição já consolidada no calendário dos principais festivais de cinema do Brasil. Valorizada pelo impacto positivo na economia local e reconhecida por realizadores, jornalistas e pelo público de todo o país por sua programação de qualidade, este ano a Mostra passará por ajustes e será realizada sob as condições excepcionais exigidas pela pandemia de Covid-19.

A sétima edição, que já tinha sido adiada para fevereiro, agora acontecerá entre os dias 10 e 14 de março, em formato on-line e com acesso totalmente gratuito. Através de parcerias com plataformas de streaming, a Mostra oferecerá uma programação composta pela exibição de filmes, homenagens à cinematografia brasileira, laboratório de projetos e a realização de masterclasses e oficinas.

Com direção geral e curadoria de Eugênio Puppo e Matheus Sundfeld, o eixo temático proposto para esta edição irá centrar-se no debate a respeito da memória, em suas diversas facetas, enveredando para temáticas que abordem e valorizem a memória audiovisual brasileira.

Saiba como será dividida a programação:

MOSTRA NACIONAL: serão exibidos 6 longas e 10 curtas-metragens brasileiros produzidos em 2020/2021. Cada filme será acompanhado de um vídeo com perguntas e respostas com o(a) respectivo(a) diretor(a), a respeito do processo de criação e produção dos filmes e das temáticas abordadas.

MOSTRA COLETIVO NÓS DO AUDIOVISUAL: serão selecionados 5 curtas-metragens dentre os 19 filmes já realizados pelo Coletivo Nós do Audiovisual, formado por jovens de São Miguel do Gostoso que participam de cursos de formação oferecidos desde 2013 pela Mostra.

MOSTRA ACERVO: cada um(a) dos(as) seis diretores(as) dos longas-metragens da Mostra Nacional indicará um filme da história do cinema brasileiro, que inspirou sua formação enquanto realizador(a). Os(as) diretores(as) gravarão um vídeo falando sobre o motivo da escolha do filme, que será veiculado antes do início de cada filme da Mostra Acervo.

SESSÃO CINELIMITE: composta por três longas-metragens brasileiros dos anos 1960, idealizada em parceria com o site Limite. Sediada em Nova York e Bahia, é uma organização sem fins lucrativos de mídia artística dedicada a expandir a presença do cinema brasileiro no exterior. Limite fornece uma plataforma on-line para filmes brasileiros clássicos e contemporâneos recém traduzidos, ao mesmo tempo que fornece material suplementar como ensaios escritos e em vídeo, entrevistas, listas e podcasts.

SESSÕES ESPECIAIS: serão exibidos três longas-metragens raros da história do cinema brasileiro, inéditos em plataformas de streaming.

MASTERCLASSES: serão realizadas três masterclasses em formato de vídeo pré-gravado com renomados professores(as) de cinema. Cada masterclass será dividida em oito vídeos com cerca de 10 minutos de duração, cada um com um subtema específico. Estes vídeos serão disponibilizados na plataforma de streaming onde serão exibidos os filmes da Mostra e também no canal do YouTube da Mostra de Cinema de Gostoso.

CURSOS DE FORMAÇÃO: serão realizados dois cursos através de videoconferência para o Coletivo Nós do Audiovisual, dando continuidade ao trabalho de formação técnica e audiovisual que a Mostra de Cinema de Gostoso proporciona à jovens da cidade de São Miguel do Gostoso e arredores.

A Mostra de Cinema de Gostoso e o BrLab, organizadores da segunda edição do Gostoso Lab, laboratório para projetos de longa-metragem da região Nordeste em fase de desenvolvimento, também anunciaram os projetos selecionados. Confira:

A Ponte, de Aristeu Araújo; produzido por Pedro Fiuza (RN)
Bomba-Batom, de Marília Cunha; produzido por Marília Cunha e Isaac Donato (BA)
Cavalo (w.t.), de Juliana Lapa e Valentina Homem; produzido por Dora Amorim e Júlia Machado (PE)
Entre Março e Abril, de Davi Revoredo; produzido por Carla Mariane (RN)
Olhe para Mim, de Rafhael Barbosa; produzido por Felipe Guimarães (AL)
Partiste, de Ceci Alves; produzido por Ceicça Boaventura (BA)

As atividades de consultoria ocorrerão durante a realização da 7ª Mostra de Cinema de Gostoso, em formato on-line, por conta da pandemia. O Gostoso Lab é um espaço voltado à reflexão e análise de projetos para o desenvolvimento e intercâmbio criativo de ideias e configura-se como um espaço de discussão coletiva, em torno do argumento, da narrativa, da realização, da produção e da distribuição de um longa-metragem.

Os participantes terão oportunidade de trabalhar sob orientação e em interlocução com profissionais renomados da indústria audiovisual brasileira, sob tutoria do diretor Ramon Porto Mota, do produtor Ivan Melo, da produtora Nara Aragão e do produtor e diretor do BrLab, Rafael Sampaio, responsável pela coordenação pedagógica.

Ao longo dos seis primeiros dias, os representantes dos projetos selecionados participarão de intensas atividades de discussão através de consultorias individuais, sessões coletivas e de uma programação que contará com palestras e encontros com profissionais do audiovisual. No sétimo e último dia, os projetos serão apresentados em formato de pitch virtual para convidados, antes da conclusão do laboratório. As atividades visam apresentar um panorama do cenário brasileiro e internacional da produção audiovisual, e oferecer ferramentas para que os projetos de longa-metragem sejam melhor desenvolvidos e potencializados em seus diferentes aspectos fundamentais como roteiro, direção, produção e distribuição.

Nos próximos dias será divulgada a programação completa com o detalhamento de todos os filmes e atividades. A Mostra de Cinema de Gostoso é uma realização da Heco Produções, CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania e Guajirú Produções.

Foto: Divulgação/Heco Produções.

Conheça os indicados ao 25º Art Directors Guild Awards

por: Cinevitor

ADGmulan2021Liu Yifei em Mulan, de Niki Caro.

Fundada em 1937, a Art Directors Guild (ADG, IATSE Local 800) reúne mais de 2.500 membros do mundo todo, principalmente americanos e canadenses, que trabalham como designers de produção, diretores de arte, cenógrafos, ilustradores, modeladores, assistentes de arte, entre outros.

Em 1996, foi realizado o primeiro ADG Awards, prêmio anual de excelência em design de produção no cinema, na TV e no teatro. Ao longo dos anos, filmes consagrados pela associação também receberam o Oscar nesta categoria, como: O Paciente Inglês, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, O Curioso Caso de Benjamin Button, O Grande Hotel Budapeste, Mad Max: Estrada da Fúria, La La Land: Cantando Estações, A Forma da Água, Pantera Negra e o mais recente, Era Uma Vez em… Hollywood.

Os vencedores serão anunciados no dia 10 de abril em uma cerimônia virtual por conta da pandemia de Covid-19. O anúncio dos indicados, realizado nesta quinta-feira, 25/02, foi comandado pelo presidente da ADG, Nelson Coates, e pelo produtor Scott Moses. O premiado diretor e produtor Ryan Murphy receberá o estimado Cinematic Imagery Award; o Lifetime Achievement Award será revelado em breve.

Conheça os indicados ao 25º Annual Excellence in Production Design Awards nas categorias de cinema:

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ÉPOCA
A Voz Suprema do Blues, por Mark Ricker
Mank, por Donald Graham Burt
Mulan, por Grant Major
Os 7 de Chicago, por Shane Valentino
Relatos do Mundo, por David Crank

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE FANTASIA
Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, por KK Barrett
Mulher-Maravilha 1984, por Aline Bonetto
O Céu da Meia-Noite, por Jim Bissell
Pinóquio, por Dimitri Capuani
Tenet, por Nathan Crowley

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME CONTEMPORÂNEO
A Festa de Formatura, por Jamie Walker McCall
Bela Vingança, por Michael T. Perry
Destacamento Blood, por Wynn Thomas
Estou Pensando em Acabar com Tudo, por Molly Hughes
Palm Springs, por Jason Kisvarday

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ANIMAÇÃO
Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica, por Noah Klocek
Os Croods 2: Uma Nova Era, por Nate Wragg
Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca, por Matt Perry
Soul, por Steve Pilcher
Wolfwalkers, por Ross Stewart

Foto: Divulgação/Disney.

Confira o trailer de Luca, nova animação original da Disney e Pixar

por: Cinevitor

lucatrailer1Amizade e monstros marinhos.

Dirigida pelo italiano Enrico Casarosa, indicado ao Oscar pelo curta La Luna, Luca, nova animação original da Disney e Pixar, conta uma história divertida e comovente sobre amizade, saindo de sua zona de conforto, e dois monstros marinhos adolescentes que vivenciam um verão de mudanças em suas vidas.

Produzido por Andrea Warren, de Carros 3, Luca apresenta um elenco de dubladores com grandes talentos do cinema, como: Jacob Tremblay, que empresta sua voz a Luca Paguro, um monstro marinho de 13 anos de idade brilhante e inventivo com curiosidade infinita, especialmente quando se trata do misterioso mundo acima do mar; Jack Dylan Grazer, que dubla Alberto Scorfano, um monstro marinho adolescente independente e de espírito livre com um entusiasmo desenfreado pelo mundo humano; Emma Berman, que dá a voz de Giulia, uma aventureira extrovertida e charmosa que faz amizade com Luca e Alberto; Maya Rudolph é Daniela, a mãe de Luca; Marco Barricelli interpreta Massimo, pai de Giulia; e Jim Gaffigan dubla Lorenzo, o pai de Luca.

Situado em uma bela cidade litorânea na Riviera italiana, Luca é uma história de amadurecimento sobre um jovem que vive um verão inesquecível repleto de sorvetes, massas e passeios intermináveis de scooter. Luca compartilha essas aventuras com seu novo melhor amigo, mas toda a diversão é ameaçada por um segredo profundamente bem guardado: eles são monstros marinhos de outro mundo, logo abaixo da superfície da água.

Confira o trailer de Luca, que estreia em breve:

Foto: Disney/Pixar.

Cabras da Peste, com Edmilson Filho e Matheus Nachtergaele, ganha trailer e data de estreia na Netflix

por: Cinevitor

trailer1cabraspesteUma dupla de policiais, muita investigação, tráfico de drogas, artes marciais e… uma cabra!

A comédia brasileira Cabras da Peste conta a história de Bruceuilis, interpretado por Edmilson Filho, um policial do interior do Ceará que, para resgatar Celestina, uma cabra considerada patrimônio da cidade, viaja até São Paulo. Lá encontra Trindade, papel de Matheus Nachtergaele, um escrivão da polícia que resolve se aventurar em campo, mesmo não sendo sua especialidade.

Ao estilo de filmes buddy cop, mas com um toque à brasileira, Cabras da Peste conta com dois policiais com personalidades opostas trabalhando juntos para resolver um crime e vencer um criminoso, ao mesmo tempo em que desenvolvem uma amizade bastante especial; neste caso, para recuperar a tão querida Celestina. Salvar a cabra Celestina não parece ser uma tarefa fácil. Mas, para esses cabras da peste, nada parece ser impossível.

Dirigido por Vitor Brandt, de Copa de Elite, a produção conta também com Leandro Ramos, Letícia Lima, Juliano Cazarré, Evelyn Castro e Falcão no elenco. A coreografia de lutas é assinada por Halder Gomes e a fotografia por Rafael Martinelli.

Confira o trailer de Cabras da Peste, que estará disponível a partir do dia 18 de março na Netflix:

Foto: Reprodução YouTube/Netflix.

Festival de Cinema de Vitória: Panorama Diversidade 27 Anos apresenta recorte sobre a produção audiovisual brasileira

por: Cinevitor

olhozarolhovitoriaCena do curta O Olho e o Zarolho, de Juliana Vicente e René Guerra.

O projeto Festival de Cinema de Vitória: Panorama Diversidade 27 Anos tem como proposta apresentar um recorte de quase três décadas do Festival de Cinema de Vitória por meio do seu principal produto: os filmes. A programação estará disponível para o público a partir do dia 24 de fevereiro, às 19h, em formato on-line e gratuito, no canal do YouTube do evento, e segue até 26 de março.

Serão exibidos 20 curtas-metragens que apresentam um recorte simbólico da produção audiovisual no Brasil ao longo dos últimos 27 anos. A programação foi dividida em três programas: Mostra Panorama Brasil, Mostra Panorama Espírito Santo e Mostra Panorama Diversidade. As mostras contam com a curadoria do cineasta, escritor e pesquisador na área audiovisual, doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ, e professor do POSCOM, da Ufes, Erly Vieira Jr; e do produtor audiovisual, editor e curador, Waldir Segundo.

“Os filmes que compõem o Panorama Diversidade 27 Anos são um belo resumo dessas quase três décadas de Festival de Cinema de Vitória. Esses curtas simbolizam a potência, a diversidade e a criatividade do cinema produzido no Brasil nos últimos anos, além do talento de nossos realizadores e realizadoras. A seleção também é a síntese da pluralidade do que é o Festival de Cinema de Vitória: um evento para todos”, disse Lucia Caus, diretora do Festival de Cinema de Vitória.

A Mostra Panorama Brasil apresenta cinco filmes que focam na pluralidade apresentada na programação do Festival de Cinema de Vitória que, ao longo dos anos, exibiu filmes com temas, gêneros e realizadores diversos: “Este programa busca traduzir a ideia central do festival, que fala de diversidade e resistência dentro do cinema brasileiro, a partir de um recorte que aborda essas questões tanto nas temáticas quanto nos modos de produzir imagens nas mais diversas regiões”, explicam os curadores.

Sendo o FCV uma das janelas mais importantes para o fomento do cinema realizado no Estado, a Mostra Panorama Espírito Santo apresenta um recorte particular, a partir da seleção de sete curtas, sobre a produção local: “Para discutirmos questões de diversidade e resistência no cinema capixaba, temos aqui uma seleção bastante pautada pelo olhar feminino e também pelo olhar negro, atentando para o fato de que a diversidade de gênero e raça por trás das câmeras é um processo que só muito recentemente ganhou força aqui no ES”, destacam Erly e Waldir.

Fechando a seleção, estão os oito filmes da Mostra Panorama Diversidade: “Para este programa, pensamos no foco de diversidade sexual e de gênero, entrelaçando filmes de diversas épocas para apresentar um pouco de como foi se desenvolvendo o cinema LGBTQIA+ brasileiro”, finaliza a dupla.

Como parte da programação do Panorama Diversidade 27 Anos será ofertado, entre os dias 1 e 3 de março, o Laboratório Criativo – Tecnologias Sociais nos Festivais de Cinema. O curso on-line irá tratar, em três aulas, sobre as etapas que levam a construção de um festival de cinema. As aulas são sobre produção com foco em gestão de projeto, mobilização comunitária e produção executiva.

O público alvo da formação são produtores, artistas e articuladores culturais, além do  público em geral interessado no tema. Serão disponibilizadas 20 vagas (que terão direito a certificado após a conclusão do curso), além de estar aberto para 100 ouvintes. As inscrições acontecem a partir de 24 de fevereiro, via formulário Google, disponibilizado no site (clique aqui).

Os facilitadores do curso são: o produtor e realizador, Fran de Oliveira; o produtor e projetista cultural Guilherme Rêbelo; e a advogada e produtora executiva do Festival de Cinema de Vitória e diretora do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA), Larissa Delbone.

Além das exibições e do curso, será lançada a Revista Panorama. A publicação irá reunir os textos da curadoria sobre as três mostras exibidas dentro do Panorama Diversidade 27 Anos e as fichas técnicas completas dos 21 filmes que fazem parte da programação.

A identidade visual do projeto Festival de Cinema de Vitória: Panorama Diversidade 27 Anos utiliza a obra do artista plástico Hélio Coelho e foi idealizada pelo designer Gustavo Binda. O artista também inspirou a identidade visual do 27º Festival de Cinema de Vitória, desenvolvida pela pela crítica de arte, curadora, artista de formação e produtora, Neusa Mendes, ao lado da designer Anaise Perrone.

Conheça os filmes selecionados para o Panorama Diversidade 27 Anos:

MOSTRA PANORAMA BRASIL

BR3, de Bruno Ribeiro (RJ, 2018)
No Devagar Depressa dos Tempos, de Eliza Capai (SP/ES/PI, 2015)
Porcos Raivosos, de Isabel Penoni e Leonardo Sette (PE, 2012)
Santos Imigrantes, de Thiago Costa (SP, 2018)
Sweet Karolynne, de Ana Bárbara Ramos (PB, 2009)

MOSTRA PANORAMA ESPÍRITO SANTO

Agrados para Cloê, de Jefinho Pinheiro (2007)
Água Viva, de Bárbara Ribeiro (2018)
Anchieta – Nossa História, de Hegli Lotério (2014)
Braços Vazios, de Daiana Rocha (2017)
Domingo, de Henrique do Carmo (2018)
Mulheres do Congo, de Sandy Vasconcelos (2014)
Vento Sul, de Saskia Sá (2014)

MOSTRA PANORAMA DIVERSIDADE

Depois de Tudo, de Rafael Saar (2008)
Manaus Hot City, de Rafael Ramos (AM, 2020)
Montação, de Wan Viana (ES, 2016)
O Olho e o Zarolho, de Juliana Vicente e René Guerra (2013)
One Man Show, de Lobo Pasolini (ES, 1991)
Peixe, de Yasmin Guimarães (MG, 2019)
Selma Depois da Chuva, de Loli Menezes (SC, 2019)
Tailor, de Calí dos Anjos (RJ, 2017)

*Com realização do Instituto Brasil de Cultura e Arte, o projeto conta com recursos da Lei Aldir Blanc, via Edital de Seleção de Projetos e Concessão de Prêmio Artes Integradas 2020, por intermédio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult ES), direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Foto: Divulgação.

8º Festival de Cinema de Caruaru: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

vocetemolhostristescaruaruDaniel Veiga em Você Tem Olhos Tristes, de Diogo Leite.

A oitava edição do Festival de Cinema de Caruaru, que acontecerá entre os dias 15 e 30 de março, em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19, acaba de anunciar a lista completa com os selecionados deste ano.

Ao total, 500 filmes, de nove países, foram inscritos: Brasil, Argentina, México, Cuba, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e Panamá. Além disso, 159 títulos são de diretores estreantes. A curadoria foi assinada por: Edvaldo Santos, realizador e professor; Luciano Torres, ator e diretor; e Priscila Urpia, jornalista, fotógrafa e produtora.

O evento, que geralmente acontece na região do Agreste Pernambucano, no Teatro João Lyra Filho, será realizado mais uma vez em formato virtual. A programação, que estará disponível no site do festival, conta com mostras competitivas e filmes de diversos estados brasileiros e também latino-americanos. Neste ano, três atividades paralelas já estão confirmadas: Oficina Documentando, com Marlom Meirelles; Oficina de Atuação: O Corpo em Cena, com Viviane Monteiro; e Oficina de Roteiro, com Bertrand Lira.

O festival é um espaço de difusão da cultura local, de intercâmbio entre realizadores, de incentivo às produções locais e de formação de público para o cinema independente, com exibições, oficinas e debates. A oitava edição está sendo realizado por meio da Lei Aldir Blanc.

Conheça os filmes selecionados para o 8º Festival de Cinema de Caruaru:

MOSTRA BRASIL | LONGA-METRAGEM

21 Mão na Cabeça, de Milton Alencar Jr (RJ)
Dentro da Minha Pele, de Toni Venturi e Val Gomes (SP)
Doidos de Pedra – O Paraíso Ameaçado, de Luiz Eduardo Ozório (RJ)
Fendas, de Carlos Segundo (RN)
Ménage, de Luan Cardoso (SP)
Nas Asas da Pan Am, de Silvio Tendler (RJ)
Oxente, Bixiga!, de Daniel Fagundes e Fernanda Vargas (SP)
Serráqueos, de Rodrigo Campos (SP)
Skull – A Máscara de Anhangá, de Armando Fonseca e Kapel Furman (SP)

MOSTRA BRASIL | CURTA-METRAGEM

25 Anos Sem Asfalto, de Fabi Andrade (SP)
A Benzedeira, de Wallace Abreu (AM)
A Verdade Sai de Seu Poço para Envergonhar a Humanidade, de Matheus Strelow (RS)
Aonde Vão os Pés, de Débora Zanatta (PR)
Aquela Noite, de Fernando Marques (PE)
Distopia, de Lilih Curi (BA)
Dual, de Márcio Jorge (PE)
Enquanto Estamos Juntos, de Kleber Macedo (DF)
Gado Marcado, de Estevan Muniz (RJ)
Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Juízo, Menino…, de Diego dos Anjos (RJ)
Menina Veneno, de Gleison Mota (MG)
Não Te Amo Mais, de Yasmin Gomes (CE)
O Rei das Estrelas, de Rodrigo Barros (PE)
Pausa para o Café, de Tamiris Tertuliano (PR)
Scelus, de Edmilson Filho (CE)
Sétimo Dia, de Jhoão Scarpa (SP)
Story.Telling, de Fábio Brandão (RJ)
Você Tem Olhos Tristes, de Diogo Leite (SP)
Womaneater, de Paula Pardillos (RN)

MOSTRA AGRESTE | CURTA-METRAGEM

Cego_Cidade, de Kauan Oliveira (Vitória da Conquista, BA)
Joana, de Pattrícia de Aquino (São Domingos do Cariri, PB)
Não Moro Mais em Mim, de Vitor Celso e Bruna Guido (Campina Grande, PB)
O Circo Invisível, de Edson Carvalho (Salvador, BA)
Olho de Palha, de Jonas Santos (Caruaru, PE)
Os Porcos e a Reza, de Filipe Gama e Rogério Luiz Oliveira (Vitória da Conquista, BA)
Retrato de um Adeus, de Vinícius Pessoa (Vitória da Conquista, BA)
Tininha: Porque a Vida Continua, de Sihan Felix (Natal, RN)

MOSTRA LATINO-AMERICANA | CURTA-METRAGEM

1989, de Astrid Scheuermann (Panamá)
A Árvore Já Foi Plantada, de Irene Blei (Argentina)
A Falsa Noite, de José Raúl Ortiz (Cuba)
A Utopia dos Indignados, de Marcelo Lagreze (Chile)
Ausência, de Daniela Diaz (Venezuela)
Barulhos, de Moises Suarez (México)
La Ramada, de Fernando Torres Salvador (Peru)
Libertad 121, de Javier Rossanigo e David Eira Pire (Argentina)

MOSTRA INFANTIL | CURTA-METRAGEM

Assum Preto, de Bako Machado (PE)
Ciclos da Vida, de Thiago Bresani e Maria Soledad Garcia (DF)
Foguete, de Pedro Henrique Chaves (DF)
Fome, de Felipe Fré (SP)
Menino Azul, de Odécio Antonio (PB)
Narratal de Faz de Contos, de Diego Rezende (PR)
O Menino e o Ovo, de Juliana Capilé (MT)
Vento Viajante, deireção Coletiva (CE)

MOSTRA ADOLESCINE | CURTA-METRAGEM

5 Fitas, de Vilma Martins e Heraldo de Deus (BA)
Ainda Somos os Mesmos, de Jonathan Rodrigues (RJ)
Com Você, de Aline Sartor e Gabriel Portella (PR)
Dias Felizes, de André Santos (RN)
Inspirações, de Ariany de Souza (RJ)
Letícia, Monte Bonito, 04, de Julia Regis (RS)
Tempo, de Rafaela Uchoa (BA)
Um Poema Alvoroço, de Laura Braz (SP)

MOSTRA ESPECIAL RECONEXÕES

Criado, de Uriel Filipe Marques (MG)
Desassossego, de Fabi Penna (SC)
Fôlego Vivo, direção Coletiva (CE)
Levantar de um Golpe, de Renan Távora e Gabrielly Bertolino (MG)
O Interior, de Márcio Masselli e Alice Stamato (SP)
Silvio, de Pedro Goto (SP)

Foto: Divulgação.

2ª Mostra Macambira: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

marcofilmemacambiraCena do curta cearense Marco, de Sara Benvenuto.

A segunda edição da Macambira – Mostra de Cinema de Realizadoras, que promove a visibilidade de filmes dirigidos por mulheres, acontecerá entre os dias 25 e 27 de fevereiro em formato on-line e gratuito.

A Mostra recebeu 222 inscrições de todo o Brasil e após curadoria realizada por Rosy Nascimento, Anti Ribeiro e Renata Pyrrho, foram selecionados 21 filmes nacionais e 9 potiguares. Os curtas ficarão disponíveis na plataforma Cardume no período do evento; para acessar, é necessário se cadastrar no site (clique aqui) e criar um login.

Para a coordenadora e curadora da Mostra, Rosy Nascimento, o processo de curadoria possibilitou uma seleção plural de filmes: “Atuando por meio de curadoria coletiva em relação aos 222 filmes inscritos, e, pensando o cinema de forma disruptiva, chegamos aos 30 filmes selecionados, divididos entre as categorias Mostra Potiguar e Mostra Nacional. A segunda edição da Macambira mantém, com esta seleção, o ensejo de difundir obras audiovisuais que fabulam o presente e futuro de forma transgressora e inusitada, moldando lugares não convencionais de criação artística”, explicou.

Conheça os filmes selecionados para a 2ª Mostra Macambira:

MOSTRA NACIONAL

2704km, de Letícia Batista (PE/SP)
A Poesia do Despercebido, de Ana Luiza Yoneda (PE/RN)
A Sússia, de Lucrécia Dias (TO)
Abjetas 288, de Júlia Da Costa e Renata Mourão (SE)
Aonde Vão os Pés, de Débora Zanatta (PR)
Aurora, de Everlane Moraes (Cuba)
Cool for the Summer, de Vitória Liz (SP)
Entremarés, de Anna Andrade (PE)
Espírito que Caminha, de Gabriela Barreto Daldegan (AC)
Histórias Migratórias, de Camila Santos e Claudia Erika (SP)
Joãosinho da Goméa, O Rei do Candomblé, de Janaina Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra (RJ)
Lamento de Força Travesti, de Renna Costa (PE)
Marco, de Sara Benvenuto (CE)
Nome de Batismo – Frances, de Tila Chitunda (Portugal/EUA)
O Som dos Metais, de Mariana de Melo (MG)
Pelas chamas ardentes, ela se livrará da morte!, de Luty Oliveira Minozzi (SP)
Rolê Torto, de Fiona Maria (RS)
Rua Augusta, 1029, de Mirrah da Silva (SP)
Tenebrosas?, de Jhonatan Bào (SP)
Tô Indo, de May Alves (SP)
Vila das Mulheres Pedreiras, de Nathália Machado (PE)

MOSTRA POTIGUAR

Cidade Descoberta, de Julia Donati e Vivian Moura (Natal)
Horizonte Travessia, de Ana Mendes (Parnamirim)
Maleme, de Lígia Kiss (Mossoró)
Mapa ao tesouro [para meu filho não perder sua criança], de Stéphanie Campos Paiva Moreira (São Paulo do Potengi)
Oid’água, de Wisla Ferreira (PB/RN)
Okum Ayo, de Iyalê (Natal)
Pedras não flutuam, de Lara Ovídio (São Rafael)
Quaerenti, de Mickaelly Moreira e Romero Oliveira (Mossoró)
Saudade da Vovó, de Monica Mac Dowell (Natal)

*A 2ª edição da Macambira é produzida por Mulungu Audiovisual e Salobra Filmes. O evento conta ainda com a parceria da plataforma de streaming Cardume e patrocínio do Governo Federal, através do edital de Fomento a Cultura Potiguar 2020, lançado pela Fundação José Augusto (FJA) com recursos da Lei Aldir Blanc.

Foto: Divulgação.

MUAHS Awards 2021: conheça os indicados ao prêmio do Sindicato dos Maquiadores e Cabeleireiros

por: Cinevitor

billtedMUAHS2021Keanu Reeves e Alex Winter em Bill & Ted: Encare a Música: quatro indicações.

O Sindicato de Maquiadores e Cabeleireiros, Make-­Up Artists and Hair Stylists Guild, foi fundado em novembro de 1937 e hoje conta com mais de 2.400 membros da indústria do entretenimento de todo o mundo.

Como de costume, anualmente realiza o Make-­Up Artists and Hair Stylists Guild Awards, prêmio que elege as melhores maquiagens e estilos de penteados do cinema, da TV, mídias digitais e do teatro. Os vencedores da 8ª edição serão anunciados no dia 3 de abril em uma cerimônia virtual por conta da pandemia de Covid-19.

Neste ano, o maquiador Matthew Mungle, vencedor do Oscar por Drácula de Bram Stoker, e o cabeleireiro Terry Baliel, premiado no Emmy por Miss Rose White, Deadwood: Cidade Sem Lei e Hairspray Live!, receberão o Lifetime Achievement Award em homenagem aos seus trabalhos extraordinários e aclamados de contribuições excepcionais para as artes e ciências cinematográficas, além de excelentes serviços prestados ao sindicato e à indústria do entretenimento.

Conheça os indicados ao MUAHS Awards 2021 nas categorias de cinema:

MELHOR MAQUIAGEM | FILME CONTEMPORÂNEO
A Festa de Formatura, por Eryn Krueger Mekash, J. Roy Helland, Kyra Panchenko e Donald McInnes
Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, por Deborah Lamia Denaver, Sabrina Wilson, Miho Suzuki e Cale Thomas
Bela Vingança, por Angela Wells, Brigitte Hennech e Adam Christopher
Bill & Ted: Encare a Música, por Bill Corso, Dennis Liddiard e Stephen Kelley
Borat: Fita de Cinema Seguinte, por Katy Fray, Lisa Layman e Thomas Kolarek

MELHOR PENTEADO | FILME CONTEMPORÂNEO
A Festa de Formatura, por Chris Clark, Natalie Driscoll, Ka’Maura Eley e J. Roy Helland
Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, por Adruitha Lee, Cassie Russek, Margarita Pidgeon e Nikki Nelms
Bela Vingança, por Daniel Curet, Bryson Conley e Lee Ann Brittenham
Bill & Ted: Encare a Música, por Donna Spahn-Jones, Budd Bird, Jeri Baker e Ulla Gaudin
Borat: Fita de Cinema Seguinte, por Kimberly Boyenger e Tyler Ely

MELHOR MAQUIAGEM EM FILME DE ÉPOCA E/OU CARACTERIZAÇÃO
A Voz Suprema do Blues, por Matiki Anoff, Sergio Lopez-Rivera, Carl Fullerton e Debi Young
Bill & Ted: Encare a Música, por Bill Corso, Dennis Liddiard, Stephen Kelley e Bianca Appice
Era uma Vez um Sonho, por Eryn Krueger Mekash, Jamie Hess, Devin Morales e Jessica Gambardella
Mank, por Gigi Williams e Michelle Audrina Kim
Mulan, por Denise Kum, Rick Findlater, Georgia Lockhart-Adams e James Mackinnon

MELHOR PENTEADO EM FILME DE ÉPOCA E/OU CARACTERIZAÇÃO
A Voz Suprema do Blues, por Mia Neal, Larry Cherry, Leah Loukas e Tywan Williams
Era uma Vez um Sonho, por Patricia Dehaney, Tony Ward, Martial Corneville e Stacey Butterworth
Mank, por Kimberley Spiteri e Colleen LaBaff
Mulan, por Denise Kum, Rick Findlater, Georgia Lockhart-Adams e Terry Baliel
Uma Invenção de Natal, por Sharon Martin e Kat Fa

MELHOR MAQUIAGEM DE EFEITOS ESPECIAIS
Bill & Ted: Encare a Música, por Bill Corso, Kevin Yagher, Steve Wang e Stephen Kelley
Era uma Vez um Sonho, por Eryn Krueger Mekash, Matthew Mungle e Jamie Hess
Estados Unidos Vs Billie Holiday, por Adrian Morot
Mulan, por Denise Kum e Chris Fitzpatrick
Mulher-Maravilha 1984, por Jan Sewell e Mark Coulier
Pinóquio, por Mark Coulier

Foto: Divulgação/Imagem Filmes.

XVI Panorama Internacional Coisa de Cinema: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

euempresapanoramaCena do filme Eu, Empresa, de Leon Sampaio e Marcus Curvelo.

Por conta da pandemia de Covid-19, o Panorama Internacional Coisa de Cinema, mais antigo festival de cinema da Bahia ainda em atividade, vai acontecer fora de época entre os dias 24 de fevereiro e 2 de março com acesso totalmente gratuito e em formato on-line.

As obras selecionadas serão exibidas nas competitivas Nacional, Baiana e Internacional, em mostras paralelas e sessões especiais. Debates com cineastas e integrantes da equipe dos longas e curtas-metragens serão disponibilizados no mesmo dia dos filmes correspondentes, que ficarão acessíveis por 24 horas. O acesso à plataforma de streaming (Amazon AWS) será feito através de cadastro no site do festival.

Uma das pioneiras do cinema nacional, a atriz e documentarista baiana Conceição Senna, que morreu em maio do ano passado, será a grande homenageada do XVI Panorama Internacional Coisa de Cinema: “Desbravadora, destemida, Conceição nos encantou sendo atriz, diretora, apresentadora… Foi uma artista generosa, amorosa, em um tempo em que tudo se mostrava mais complicado de realizar, sobretudo para as mulheres. Graças à mulheres como Conceição é que conseguimos avançar, nos tornar um pouco melhores, com mais esperança na criação de uma sociedade mais bela e equilibrada”, declarou Cláudio Marques, idealizador e um dos coordenadores do Panorama.

Dois longas serão exibidos para celebrar a trajetória de Conceição, o documentário Brilhante (2005), dirigido por ela, e Abrigo Nuclear (1981), ficção científica de Roberto Pires, na qual a baiana atua. O primeiro aborda a relação criada, ao longo de 25 anos, entre a população de Lençóis e o filme Diamante Bruto, uma obra de Orlando Senna, companheiro de vida de Conceição. Brilhante será o filme de encerramento do festival.

A vida conjunta de Conceição e Orlando Senna é o centro do documentário O Amor Dentro da Câmera, de Jamille Fortunato e Lara Back Belov, uma produção baiana que foi selecionada para o 42º Festival de Cinema de Havana, em dezembro de 2020. Também produzido na Bahia, Filho de Boi, de Haroldo Borges e Ernesto Molinero, recebeu o Prêmio do Público no Festival de Málaga, com a saga de um adolescente em busca de sua identidade.

Entre os longas que integram a Competitiva Nacional está Vil, Má, de Gustavo Vinagre, exibido no último Festival de Berlim e no Queer Lisboa; o filme apresenta Wilma Azevedo, que aos 74 anos, mãe de três filhos, narra sua trajetória de dominatrix e escritora de contos eróticos.

Presença forte nesta edição, a produção baiana é representada por Rio de Vozes, de Andrea Santana e Jean Pierre Duret, documentário sobre o Rio São Francisco premiado no Cine Ceará, além de Voltei!, de Ary Rosa e Glenda Nicácio, e Eu, Empresa, de Leon Sampaio e Marcus Curvelo. O primeiro traz uma crônica política a partir de irmãs ouvindo um importante julgamento no radinho de pilha, enquanto o segundo mergulha no subemprego e suas engrenagens de exploração.

metamorfosepassarosolharcinemaCena do filme português A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos.

Fechando a lista de oito selecionados estão A Flecha e a Farda, de Miguel Antunes Ramos, e Depois da Primavera, de Isabel Joffily e Pedro Rossi. A mostra tem ainda dezesseis curtas-metragens; dois deles serão disponibilizados a cada dia de programação da competitiva, com um dos longas selecionados.

Na Competitiva Baiana, 24 filmes de diferentes formatos, gêneros e estilos, oferecem um cenário do cinema realizado no estado entre 2019 e 2020. Entre os destaques estão os longas Dorivando Saravá, o Preto Que Virou Mar, de Henrique Dantas, exibido no Festival de Havana, e Memórias Afro-Atlânticas, de Gabriela Barreto, vencedor de quatro prêmios no Novo Cine PE. Premiado no Black Femme Supremacy Film Fest, o curta Facão, de Camila Hepplin, também integra a mostra.

Fechando as competitivas, a Internacional reúne seis longas e 12 curtas produzidos em países das Américas, Europa, Ásia e África, trazendo filmes recentes de lugares como Bielo-Rússia, República Tcheca, Lituânia, Moçambique e Irã. Vencedor na categoria de melhor direção de documentário no Festival de Sundance, The Earth Is Blue as an Orange, uma coprodução entre Ucrânia e Lituânia, dirigida por Iryna Tsilyk, está na mostra; o português A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos, vencedor de dois prêmios no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, também se destaca.

Nesta 16ª edição, o festival também terá uma mostra em homenagem ao cineasta Fernando Coni Campos, que morreu em 1988. Nascido no município baiano de Conceição do Almeida, ele iniciou sua carreira no Rio de Janeiro. Além disso, uma iniciativa inédita marca essa edição: o Panorama Convida exibe filmes premiados em edições anteriores e os respectivos diretores escolhem uma obra de outro cineasta para ser exibida; um debate será realizado ao vivo entre os diretores envolvidos.

Para dar início à programação, em 24 de fevereiro, o XVI Panorama exibirá Antena da Raça, de Luis Abramo e Paloma Rocha, documentário exibido no último Festival de Cannes. No longa, os diretores resgatam o programa Abertura, apresentado por Glauber Rocha na TV Tupi, e o colocam em fricção com cenas do cinema do cineasta baiano e imagens do Brasil de 2018.

Uma tradição do festival, a oficina de Escrita Crítica também foi adaptada para o formato on-line e será ministrada pelo crítico Rafael Carvalho, que escreve para o jornal A Tarde e para o site Moviola Digital, e integra a Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema. As atividades acontecem entre os dias 22 e 25 de fevereiro, dando origem ao Júri Jovem e à equipe que escreverá sobre os filmes para o site Pílulas Críticas.

A curadoria desta edição foi assinada por Cláudio Marques e Marília Hughes, para os longas-metragens; Camila Gregório, Safira Moreira, Rafael Carvalho e João Paulo Barreto, para os curtas nacionais e baianos; e Ceci Alves para os curtas internacionais.

Conheça os filmes selecionados para o XVI Panorama Internacional Coisa de Cinema:

COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS

A Flecha e a Farda, de Miguel Antunes Ramos (SP)
Depois da Primavera, de Isabel Joffily e Pedro Rossi (RJ)
Eu, Empresa, de Leon Sampaio e Marcus Curvelo (MG/BA)
Filho de Boi, de Haroldo Borges e Ernesto Molinero (BA)
O Amor Dentro da Câmera, de Jamille Fortunato e Lara Beck Belov (BA)
Rio de Vozes, de Andrea Santana e Jean Pierre Duret (BA/PE)
Vil, Má, de Gustavo Vinagre (SP)
Voltei!, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA)

COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS

5 Fitas, de Heraldo de Deus e Vilma Martins (BA)
A Destruição do Planeta Live, de Marcus Curvelo (BA)
Adelaide, Aqui Não Há Segunda Vez Para o Erro, de Anna Zêpa (SP)
Celio’s Circle, de Diego Lisboa (BA)
Chão de Rua, de Tomás von der Osten (PR)
Filhas de Lavadeiras, de Edileuza Penha de Souza (DF)
Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Inspirações, de Ariany de Souza (RJ)
Joãosinho da Goméa, O Rei do Candomblé, de Janaina Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra (RJ)
Menarca, de Lillah Halla (SP)
Noite de Seresta, de Sávio Fernandes e Muniz Filho (CE)
O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader (AM)
Opy’i Regua, de Júlia Gimenes e Sérgio Guidoux (RS)
Portugal Pequeno, de Victor Quintanilha (RJ)
Vamos à Luta, de Paula Carneiro e Tenille Bezerra (BA)
Ventania no coração da Bahia, de Tenille Bezerra (BA)

COMPETITIVA BAIANA | LONGAS

Bembé do Mercado – 130 Anos, de Danillo Barata e Thaís Brito
Dorivando Saravá, o Preto Que Virou Mar, de Henrique Dantas
Memórias Afro-Atlânticas, de Gabriela Barreto
Memórias em Movimento, de Giovani Lima
Neojiba – Música que Transforma, de Sérgio Machado e George Walker Torres
Rosa Tirana, de Rogério Sagui

COMPETITIVA BAIANA | CURTAS

À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente, de Bruna Barros e Bruna Castro
A Casa e a Rua, de Taise Andrade Ribeiro
Álbum de Casamento, de Otávio Conceição
B Não é de Biscoito, de Hilda Lopes Pontes e Chris Mariani
Capécia, de Állan Maia
Desmanche, de Eloisa Marçola
Facão, de Camila Hepplin
Fica Bem, de Klaus Hastenreiter
Maratonista de Quarentena, de Karol Azevedo e Eduardo Tosta
Modo Noturno, de Calebe Lopes
Mórula, de Camila Florentino
Os Porcos e a Reza, de Rogério Luiz Oliveira e Filipe Brito Gama
Para o Hoje que Finge Diferença, de Rafael Oliveira
Passarinho, de Vinícius Pessoa Vieira
Sobre Nossas Cabeças, de Susan Kalik e Thiago Gomes
Tempo de Pipa, de Breno Silva e Marvin Pereira
Tudo que é Apertado Rasga, de Fábio Rodrigues Filho
Uma Entre Todas, a Origem do Mundo, de Raiz Rozados

COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGAS

A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos (Portugal)
Mamá, Mamá, Mamá, de Sol Berruezo Pichon-Rivière (Argentina)
Sankara N’est Pas Mort, de Lucie Viver (França)
Sole, de Carlo Sironi (Itália/Polônia)
Suzanne Daveau, de Luisa Homem (Portugal)
The Earth is Blue as an Orange, de Iryna Tsilyk (Ucrânia/Lituânia)

COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTAS

3 Logical Exits, de Mahdi Fleifel (Dinamarca/Reino Unido/Líbano)
A Mordida, de Pedro Neves Marques (Portugal/Brasil)
Daughter, de Daria Kashcheeva (República Tcheca)
El Silencio del Rio, de Francesca Canepa (Peru)
Hush!, de Nursel Doğan (Turquia)
Leaf, de Aliona Baranova (Bielo-Rússia/República Tcheca)
Os Meninos Lobo, de Otávio Almeida (Cuba)
Où en êtes-vous, Teresa Villaverde?, de Teresa Villaverde (Portugal/França)
Sadla, de Zamo Mkhwanazi (África do Sul)
She Who Wears the Rain, de Marianne Métivier (Canadá)
The World’s Last House, de Amir Gholami (Irã)
Woman, de Raúl de la Fuente Calle (Moçambique)

MOSTRA FERNANDO CONI CAMPOS

Ladrões de Cinema (1977)
O Mágico e o Delegado (1984)
Um Homem e sua Jaula (1969)
Viagem ao Fim do Mundo (1968)

PANORAMA CONVIDA

A Alegria, de Felipe Bragança e Marina Meliande (Brasil, 2010)
Cravos, de Marco Del Fiol (Brasil, 2018)
Pan-Cinema Permanente, de Carlos Nader (Brasil, 2008)
Sem Seu Sangue, de Alice Furtado (Brasil, 2019)

*O XVI Panorama Internacional Coisa de Cinema é realizado pela produtora Coisa de Cinema e tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Fotos: Divulgação.