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Gloria Pires e Lázaro Ramos serão homenageados no 30º Cine Ceará

por: Cinevitor

gloriapireslazaroceara2020Gloria Pires em cena: atriz consagrada.

A 30ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 5 e 11 de dezembro, acaba de anunciar que Gloria Pires e Lázaro Ramos serão os homenageados deste ano. O evento será realizado em formato presencial, em Fortaleza e também on-line no Canal Brasil pelo serviço de streaming Canais Globo, no YouTube e na TV Ceará.

No dia 5 de dezembro, será transmitida na tela do cinema a solenidade de abertura da 30ª edição e a homenagem à Gloria Pires. Ao longo de sua carreira, a atriz já protagonizou diversos personagens que marcaram a televisão, cinema e teatro brasileiros. Atuou em novelas e minisséries como As Brasileiras, O Rei do Gado, Mulheres de Areia, Paraíso Tropical, Insensato Coração, Babilônia e a mais recente O Outro Lado do Paraíso.

Além disso, participou de grandes filmes nacionais como: O Quatrilho, a franquia Se Eu Fosse Você, É Proibido Fumar, Linda de Morrer, Memórias do Cárcere, A Partilha, Lula, o Filho do Brasil, Flores Raras, Nise: O Coração da Loucura, entre muitos outros. Em 2019, voltou às telinhas no remake de Éramos Seis, na Rede Globo. Em 2021, estará no longa A Suspeita, de Pedro Peregrino, onde vive Lúcia, uma comissária da Polícia Civil que sofre de Alzheimer.

Na noite de encerramento do festival, dia 11 de dezembro, o Cine Ceará exibe no Cineteatro São Luiz, em sessão hors-concours, o longa brasileiro Silêncio da Chuva, de Daniel Filho. O protagonista Lázaro Ramos será o segundo homenageado do festival. Nascido em Salvador, Bahia, Lázaro é ator, apresentador, dublador, cineasta e escritor. Iniciou a carreira teatral aos 15 anos de idade, quando entrou para o Bando de Teatro Olodum, dirigido por Márcio Meirelles.

silenciochuvacinecearaEm cena com Thalita Carauta no inédito O Silêncio da Chuva.

No cinema, despontou ao protagonizar o filme Madame Satã, de Karim Ainöuz, em 2002. Tem na sua carreira obras como O Homem que Copiava, Meu Tio Matou um Cara, Cidade Baixa, Ó Paí, Ó, Carandiru, Mundo Cão, Tudo que Aprendemos Juntos e O Beijo no Asfalto. Para 2021, está previsto o lançamento de Medida Provisória, longa que marca sua estreia na direção de ficção para os cinemas.

“Em um ano tão difícil para o nosso cinema, receber essa homenagem e ter o filme exibido pela primeira vez no nosso país nesse festival é um estímulo pra gente seguir. Receber o troféu do Cine Ceará, que há 30 anos representa cada vez mais um importante ponto de encontro para o nosso cinema me dá muita satisfação. ‘Silêncio da Chuva’ é um filme feito em cima de um clássico literário dirigido pelo grande Daniel Filho. Eu tô doido pra que as pessoas vejam! Vai ser um momento de emoção e de reafirmar o compromisso de nós que fazemos cinema de levar o nosso melhor para as pessoas”, afirma Lázaro.

Os atores receberam em casa o Troféu Eusélio Oliveira e enviaram vídeos de agradecimento. As solenidades de abertura e encerramento serão transmitidas na tela do Cineteatro São Luiz, respeitando os Protocolos de Reabertura para Cinemas do Governo do Ceará, no canal do Cine Ceará no YouTube e, a de encerramento, também na TVC.

Eusélio Oliveira foi um professor e cineasta cearense que teve um importante papel na formação e desenvolvimento do cinema no Ceará, um dos responsáveis pela criação do que viria a ser o Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

Fotos: Divulgação/M. Vianna.

15º Fest Aruanda anuncia longas em competição e homenageados

por: Cinevitor

luizmelodiaaruandaCena do documentário Todas as Melodias: vida e obra do artista Luiz Melodia.

Foi anunciada nesta terça-feira, 01/12, a lista completa com os filmes selecionados para a 15ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias 10 e 17 de dezembro, em João Pessoa, na Paraíba.

A realidade imposta pela Covid-19, com os cinemas fechados ou ainda com muitas restrições, levou os eventos audiovisuais para a internet e esses foram os fatores que também levaram o diretor executivo do Fest Aruanda, Lúcio Vilar, a repensar procedimentos para a edição comemorativa dos 15 anos e dos 60 anos do filme que dá nome ao evento, o curta-metragem Aruanda, de Linduarte Noronha, lançado em 1960. Por fim, prevaleceu a “sensatez e a prudência”, como ele enfatiza para a decisão final de realização em formato híbrido: presencial e on-line.

Assim, serão duas sessões presenciais, respeitando todos os protocolos sanitários já seguidos pela rede Cinépolis, no Brasil, com metade da lotação da sala, uso de máscaras, entre outros: sessão de abertura e de encerramento.

As demais sessões, a partir do dia 11 até 16 de dezembro, serão totalmente on-line através de uma plataforma especial. A linha curatorial do festival, assinada pelo jornalista Amilton Pinheiro, “transita, esse ano, por temas que estão na ordem do dia, no Brasil, como as questões indígenas, pautas identitárias, raciais, intolerância, ditadura militar e suas implicações nos anos 70 e o país, hoje, em turbulência com ameaças à sua jovem democracia”, aponta Vilar. Como sempre, a programação está distribuída entre curtas e longas das mostras Competitiva Nacional e Sob o Céu Nordestino, somando 42 filmes que poderão ser acessados a partir do site para todo o Brasil e mundo.

Neste ano, foram selecionados sete longas, sendo todos documentários, para a Mostra Competitiva Nacional; e, pela primeira vez, os filmes em competição receberão prêmios em dinheiro. Além disso, a programação contará com homenagens póstumas ao historiador e escritor Wills Leal e ao cineasta Linduarte Noronha; José Maria Lopes e Helena Solberg integram o time de homenagens nacionais e João Carlos Beltrão e Vânia Perazzo os homenageados locais.

Durante o festival, as manhãs sempre serão dedicadas aos debates dos filmes exibidos na noite anterior com os representantes de cada produção e com mediação do curador e diretor artístico do Fest Aruanda, Amilton Pinheiro. A crítica de cinema e moderadora de debates Maria do Rosário Caetano vai estar em quatro mesas discutindo diversos assuntos: Cinema Negro e o racismo no Brasil; A permanência de Aruanda – 60 Anos Depois; Fronteiras e bifurcações do cinema não ficção na contemporaneidade: entre narrativas e novas linguagens; além da participação de Luiz Carlos Barreto na mesa sobre Aruanda e uma última mesa com as homenageadas Helena Solberg e Vânia Perazzo.

O Comitê de Seleção de Curtas-Metragens da Mostra Competitiva Nacional foi formado por: Amilton Pinheiro, Marcus Mello e Suyene Correia. O Júri Oficial da Mostra Competitiva de Longas e Curtas contará com Susanna Lira e Helena Solberg; já o júri da Mostra Competitiva de Longas e Curtas Sob o Céu Nordestino terá Danny Barbosa no comando.

Conheça os filmes selecionados para o Fest Aruanda 2020:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS

Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado (SP)
Codinome Clemente, de Isa Albuquerque (RJ)
Glauber, Claro, de César Augusto Meneghetti (SP)
Libelu – Abaixo a Ditadura, de Diógenes Muniz (SP)
Nheengatu – A Língua da Amazônia, de José Barahona (Brasil/Portugal)
Tentehar – Arquitetura do Sensível, de Paloma Rocha e Luís Abramo (DF)
Todas as Melodias, de Marco Abujamra (RJ)

MOSTRA COMPETITIVA SOB O CÉU NORDESTINO | LONGAS

A Jangada de Welles, de Firmino Holanda e Petrus Cariry (CE)
Aponta Pra Fé – Ou Todas as Músicas da Minha Vida, de Kalyne Almeida (PB)
As Órbitas da Água, de Frederico Machado (MA)
King Kong en Asunción, de Camilo Cavalcante (PE)
Swingueira, de Bruno Xavier, Roger Pires, Yargo Gurjão e Felipe de Paula (CE)

FILMES DE ABERTURA

Curta: Aruanda, de Linduarte Noronha
Longa: Os Quatro Paralamas, de Roberto Berliner

FILMES DE ENCERRAMENTO

Curta: Zuza Homem de Mello, de Jorge Bodanzky
Longa: Me Chama que Eu Vou, de Joana Mariani

SESSÃO HOMENAGEADOS | VÂNIA PERAZZO e JOÃO CARLOS BELTRÃO

Poltrona Rasgada, de Alex Santos
Ato Institucional, de Helton Paulino
Por 30 Dinheiros, de Vânia Perazzo e Ivan Lhebarov

*Clique aqui e conheça os filmes da Mostra Competitiva Nacional de Curtas e aqui para conhecer os curtas selecionados para a Mostra Competitiva Sob o Céu Nordestino.

Foto: Divulgação.

15º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

filhodeboilatinoamericanoJoão Pedro Dias em Filho de Boi, de Haroldo Borges.

A 15ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo acontecerá entre os dias 9 e 16 de dezembro, em formato on-line e gratuito para todo o território brasileiro. Historicamente, o festival é realizado no mês de julho; contudo, devido às atuais restrições sanitárias decorrentes da pandemia de Covid-19, toda a programação do evento, incluindo exibição de filmes e encontros entre profissionais e público, acontecerá em novo formato e período.

Ao longo de sua história, o festival soma a apresentação de mais de 1.200 filmes, representantes de 20 diferentes países da América Latina e do Caribe, tendo atingido cerca de 200.000 espectadores. Na edição de 2019, foram exibidos para o público de São Paulo 148 títulos, representando 17 países da região. Em 2020, integram a programação produções de países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Honduras, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela; no total, serão exibidos 36 filmes.

A programação destaca um inédito Foco América Central, com cinco títulos produzidos na Costa Rica, Cuba, El Salvador e Honduras. Está presente a tradicional seção Contemporâneos (com 21 filmes recentes) e uma Homenagem BrLab 10 Anos com longas-metragens que estiveram em diferentes edições do laboratório de desenvolvimento de projetos.

O evento também promoverá debates e encontros de realizadores dos filmes com o público. Esses encontros serão realizados em formato virtual através das plataformas digitais associadas ao festival (Looke, Sesc Digital e Spcine Play) e pelas redes sociais do evento. Os filmes ficam disponíveis até atingirem o número de visualizações estipulados pelos produtores e distribuidores.

O 15º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo reafirma seu compromisso com o cinema produzido nos territórios da América Latina e do Caribe e em 2020 proporciona que essa ampla produção ultrapasse as fronteiras da cidade de São Paulo para chegar a todo território do Brasil.

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo 2020:

CONTEMPORÂNEOS

A Migração (La Migración), de Ezequiel Acuña (Peru)
Aio, Somos Memória, Temos Lembranças (Aio, Somos Memoria, Tenemos Recuerdos), de José Eduardo Alcazar (Paraguai)
Batalha, de Cristiano Burlan (Brasil)
Desenhos Contra as Armas (Dibujos contra las balas), de Alicia Calderón (México)
Domicílio Incerto, de Davi Mello e Deborah Perrota (Brasil/Itália)
Filho de Boi, de Haroldo Borges (Brasil)
Filmefilia – Um Fax para Godard, de Darwin, Eduardo Bonzatto, Sergio Gag e Stela Ramos (Brasil)
Harley Queen, de Carolina Adriazola e José Luis Sepúlveda (Chile)
Killa, de Alberto Muenala (Equador)
La Plata Yvyguy – Enterros e Guardados, de Marcelo Felipe Sampaio e Paulo Alvarenga (Brasil/Paraguai)
Llanganati, de Isabel Dávalos e Jorge Anhalzer (Equador)
Mapa de Sonhos Latino-Americanos (Mapa de Sueños Latinoamericanos), de Martín Weber (Argentina/México/Noruega)
Morte em Berruecos (Muerte en Berruecos), de Caupolicán Ovalles (Equador/Panamá/EUA/Venezuela)
Música para Ninar Dinossauros, de Mario Bortolotto (Brasil)
Os Errantes (Los Errantes), de Irene Franco (Argentina)
Os Segredos do Armário (Todos tenemos un muerto en el placard o un hijo en el closet), de Nicolás Teté (Argentina)
Ozu Piroclástico, de Well Darwin (Brasil)
Relatos de Reconciliação (Relatos de Reconciliación), de Ruben Monroy e Carlos Santa (Colômbia)
Rompecabezas, de Dellani Lima (Brasil)
Um Dia Qualquer, de Pedro von Krüger (Brasil)
Zona Árida, de Fernanda Pessoa (Brasil)

FOCO AMÉRICA CENTRAL

A Condessa (La Condesa), de Mario Ramos (Honduras/EUA)
Agosto, de Armando Capó (Cuba/Costa Rica/França)
Apego, de Patricia Velásquez (Costa Rica/Chile)
De Barlavento a Sotavento, de Pilar Colomé (El Salvador)
Rio Sujo (Rio Sucio), de Gustavo Fallas (Costa Rica/Colômbia)

HOMENAGEM BRLAB 10 ANOS

Abaixo a Gravidade, de Edgard Navarro (BA)
A Cidade dos Piratas, de Otto Guerra (RS)
A Dança da Gazela (El Baile de la Gacela), de Iván Porras Meléndez (Costa Rica/México)
Caminho de Campanha (Camino de Campaña), de Nicolás Grosso (Argentina)
Chico Ventana Também Queria Ter um Submarino (Chico Ventana También Quisiera Ser un Submarino), de Alex Piperno (Uruguai)
Clever, de Federico Borgia e Guillermo Madeiro (Uruguai)
Matar a um Morto (Matar a um Muerto), de Hugo Giménez (Paraguai/Argentina/França/Alemanha)
O Lobo Atrás da Porta, de Fernando Coimbra (SP)
Sinfonia da Necrópole, de Juliana Rojas (SP)
Todos Somos Marinheiros (Todos Somos Marineros), de Miguel Ángel Moulet (Peru)

Foto: Divulgação.

Circuito Penedo de Cinema 2020: conheça os vencedores

por: Cinevitor

egumpenedovencedorCena de Egum, de Yuri Costa: prêmio do júri popular.

Foram anunciados neste domingo, 29/11, os vencedores da 10ª edição do Circuito Penedo de Cinema, que nasceu da junção de quatro consagrados eventos do cinema alagoano. Durante sete dias, o Circuito promoveu uma extensa e diversificada programação, totalmente gratuita, às margens do Rio São Francisco, na cidade histórica de Penedo, em Alagoas, palco de um dos mais importantes festivais de cinema do país entre as décadas de 1970 e 1980.

A programação contou com o 10º Festival de Cinema Universitário de Alagoas, o 10º Encontro de Cinema Alagoano, a 7ª Mostra Velho Chico de Cinema Ambiental, a 10ª Mostra de Cinema Infantil e o 11º Festival do Cinema Brasileiro, que fortalecem a cultura cinematográfica e movimentam a produção audiovisual independente alagoana e nacional.

Neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, a programação se dividiu entre o presencial e o on-line. Um dos destaques desta edição foi a exibição, fora de competição, do longa Piedade, de Claudio Assis, que contou com a presença do diretor e de integrantes do elenco, como: Matheus Nachtergaele e Mariana Ruggiero. Três Verões, de Sandra Kogut, e Acqua Movie, de Lírio Ferreira, também foram exibidos.

O júri deste ano foi formado por: Bertrand de Souza Lira, Ceci Alves dos Santos e Heleno Bernardo Campelo Neto na mostra Festival do Cinema Brasileiro; Alexandre Soares Taquary, Carolinni de Assis e Thiago Marques de Figueiredo na mostra Festival de Cinema Universitário de Alagoas; e Cláudio Sampaio Buia, Camilla Porto e Devyd Santos na mostra Velho Chico de Cinema Ambiental.

Conheça os vencedores do 10º Circuito Penedo de Cinema:

FESTIVAL DO CINEMA BRASILEIRO

Melhor Filme | Júri Popular: Egum, de Yuri Costa (RJ)
Melhor Filme | Júri Oficial: A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (SC)

FESTIVAL DE CINEMA UNIVERSITÁRIO DE ALAGOAS

Melhor Filme | Júri Popular: Segue o Baile, de Iury Santos e Gabriel Ribeiro (RJ)
Melhor Filme | Júri Oficial: Reduto, de Michel Santos (BA)

MOSTRA VELHO CHICO DE CINEMA AMBIENTAL

Melhor Filme | Júri Popular: Castanhal, de Marques Casara e Rodrigo Simões Chagas (SP)
Melhor Filme | Júri Oficial: 2019: O ano que a impunidade virou regra, de Tiago Galan Mazurkevic (RJ)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do 27º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor

paraondevoamfeiticeirasvitoriaPara Onde Voam as Feiticeiras: melhor filme e direção.

Foram anunciados neste domingo, 29/11, os vencedores da 27ª edição do Festival de Cinema de Vitória. Com o tema Sonhar Colorido Faz Bem, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo aconteceu em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19.

Com apresentação do ator Armando Babaioff e da presidente do Instituto das Pretas, Priscila Gama, a cerimônia começou com uma homenagem ao cantor e compositor Gilberto Gil pela sua contribuição ao cinema e cultura brasileira. O artista emprestou o seu talento para a trilha de diversas produções audiovisuais assinadas; além de ter sido tema de três documentários em fases distintas da sua carreira. Como parte da homenagem, foi produzido o Caderno do Homenageado, uma publicação exclusiva com texto assinado pelo jornalista e escritor Jace Theodoro e edição de Lucia Caus. O músico recebeu também uma escultura inédita criada pelo artista José Carlos Vilar, uma joia exclusiva da Carla Buaiz Jóias e o tradicional Troféu Vitória.

E mais: o festival exibiu pela primeira vez um trecho do aguardado documentário Disposições Amoráveis, totalmente inédito. O público teve a oportunidade de assistir às primeiras imagens divulgadas do longa-metragem dirigido pela pesquisadora Ana de Oliveira. Rodado em 2019, o filme percorre o pensamento de Gilberto Gil através de encontros, lugares e canções, trazendo para o centro da discussão a linha temática amor e futuro.

Na sequência, foram revelados os vencedores da 27ª edição pelo Júri Técnico e também pelo Júri Popular. Entre os longas, destaque para o filme Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Beto Amaral e Carla Caffé, premiado em duas categorias. Já na Mostra Competitiva Nacional de Curtas, Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira, foi escolhido o melhor filme pelo Júri Oficial.

Conheça os vencedores do 27º Festival de Cinema de Vitória:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS

Melhor Filme: Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Beto Amaral e Carla Caffé (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Pureza, de Renato Barbieri (DF)
Melhor Direção: Para Onde Voam as Feiticeiras, por Eliane Caffé, Beto Amaral e Carla Caffé
Melhor Interpretação (empate): Dira Paes por Pureza, e Simone Spoladore por O Livro dos Prazeres
Melhor Roteiro: O Livro dos Prazeres, escrito por Josefina Trotta e Marcela Lordy
Prêmio de Contribuição Artística: Léa Garcia, por Um Dia Com Jerusa, de Viviane Ferreira
Menção Honrosa: Yãmĩyhex: As Mulheres-Espírito, de Sueli Maxakali e Isael Maxakali (MG)
Menção Honrosa: Mauro Pinheiro Jr., pela fotografia de O Livro dos Prazeres

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS

Melhor Filme: Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Inabitáveis, de Anderson Bardot (ES)
Melhor Direção: Ilhas de Calor, por Ulisses Arthur (AL)
Melhor Interpretação: Paulo Guidelly, por Egum
Melhor Roteiro: Inabitável, escrito por Matheus Farias e Enock Carvalho
Prêmio de Contribuição Artística: Rodrigo Ribeiro, Carlos Eduardo Seccon e Julia Faraco pela montagem de A Morte Branca do Feiticeiro Negro
Prêmio Especial do Júri: Para Todas as Moças, de Castiel Vitorino Brasileiro (ES)
Menção Honrosa: Luciano Coelho, Mauro Marques, Castiel Vitorino Brasileiro e Markus Konká, por suas interpretações em Inabitáveis, de Anderson Bardot
Menção Honrosa: Ellen Silva e Tamirys Rodrigues, por suas interpretações em O Conforto das Ruínas, de Gabriela Lourenzato
Menção Honrosa: Lucas H. Rossi dos Santos, pela montagem de Ser Feliz no Vão
Menção Honrosa: Ziel Karapotó, pela performance e realização de O Verbo Se Fez Carne

MOSTRA QUATRO ESTAÇÕES

Melhor Filme | Júri Técnico: Bonde, de Asaph Luccas (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Agachem, segurem, formem, arrasem, de Caio Baú (SP)
Menção Honrosa: Convictas, de Kamila Barbosa Ferreira (ES)

MOSTRA DO OUTRO LADO – CINEMA FANTÁSTICO E DE HORROR

Melhor Filme | Júri Técnico: As Viajantes, de Davi Mello (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Eu Estou Vivo, de Maíra Campos e Michel Ramos (MG)
Menção Honrosa: Eu Estou Vivo, de Maíra Campos e Michel Ramos

MOSTRA NACIONAL DE CINEMA AMBIENTAL

Melhor Filme | Júri Técnico: Rocha Matriz, de Miro Soares e Gabriel Menotti (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: Raízes, de Coletivo FemArte (RJ)
Menção Honrosa: Raízes, de Coletivo FemArte

MOSTRA NACIONAL DE VIDEOCLIPES

Melhor Filme | Júri Técnico: O Clã, de Raymundo Calumby (Artista: Isis Broken)
Melhor Filme | Júri Popular: Diferenciado, de Amon e Jeffão (Artista: PTK)
Menção Honrosa: Gigantesca, de Letícia Pires (Artista: Mariana Volker)

MOSTRA MULHERES NO CINEMA

Melhor Filme | Júri Técnico: Minha História é Outra, de Mariana Campos (RJ)
Melhor Filme | Júri Popular: Esmalte Vermelho Sangue, de Gabriela Altaf (RJ)
Menção Honrosa: Esmalte Vermelho Sangue, de Gabriela Altaf

MOSTRA CINEMA E NEGRITUDE

Melhor Filme | Júri Técnico: Terceiro Andar, de Deuilton B. Júnior (PE)
Melhor Filme | Júri Popular: Terceiro Andar, de Deuilton B. Júnior
Menção Honrosa: Lembrar Daquilo que Esqueci, de Castiel Vitorino Brasileiro (ES)

MOSTRA OUTROS OLHARES

Melhor Filme | Júri Técnico: Rebento, de Vinicius Eliziario (BA)
Melhor Filme | Júri Popular: O que pode um corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)
Menção Honrosa: Joãosinho da Goméa – O Rei do Candomblé, de Janaina Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra (RJ)

MOSTRA CORSÁRIA

Melhor Filme | Júri Técnico (empate): Pátria, de Lívia Costa e Sunny Maia (CE) e Cultural, de Armando Lima (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: O Prazer de Matar Insetos, de Leonardo Martinelli (RJ)
Menção Honrosa: O Prazer de Matar Insetos, de Leonardo Martinelli

MOSTRA FOCO CAPIXABA

Melhor Filme | Júri Técnico: Amargo Rio Doce, de Ricardo Sá
Melhor Filme | Júri Popular: O Trauma é Brasileiro, de Castiel Vitorino Brasileiro e Roger Ghil

PRÊMIO ABD CAPIXABA

Melhor Filme: Inabitáveis, de Anderson Bardot
Menção Honrosa: Castiel Vitorino Brasileiro e Roger Ghil

Foto: Divulgação.

Festival Curta Cinema 2020: conheça os vencedores

por: Cinevitor

menarcacurtacinemaAmanda Yamamoto no curta Menarca, de Lillah Halla.

Foram anunciados neste sábado, 28/11, os vencedores da 30ª edição do Festival Curta Cinema, que, por conta da pandemia de Covid-19, foi realizado em formato on-line.

O evento é exclusivamente dedicado à exibição e à promoção de obras audiovisuais de curta-metragem. O festival exibe trabalhos finalizados em suportes digitais, com duração máxima de 30 minutos, e tem caráter competitivo e informativo. A programação deste ano foi constituída por: Competição Internacional e Nacional, Panorama Latino-Americano e Programas Especiais.

Neste ano, o Júri da Competição Nacional foi formado por Marina Pessanha, Alejo Franzetti e Nina Rodriguez; já a Competição Internacional contou com Lorenna Montenegro, Lucas Murari e Sinai Sganzerla no júri.

Conheça os vencedores do Festival Curta Cinema 2020:

JÚRI OFICIAL | COMPETIÇÃO NACIONAL

Grande Prêmio: Prata, de Lucas Melo (RJ)
Prêmio Especial do Júri: Minha História é Outra, de Mariana Campos (RJ)
Melhor Direção: Menarca, por Lillah Halla (SP)
Menção Honrosa: O Jardim Fantástico, de Fábio Baldo e Tico Dias (SP)

JÚRI OFICIAL | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Grande Prêmio: 84, de Daniel Santiago Cortés (Colômbia)
Prêmio Especial do Júri: How to Dissapear, de Robin Klengel, Leonhard Müllner e Michael Strumpf (Áustria)
Melhor Direção (empate): The Present, por Farah Nabulsi (Palestina) e Ayn Levana, por Tomer Shushan (Israel)
Menção Honrosa: Wan Ju Wu, de Isabela Bianchi (Espanha)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
O que Pode um Corpo?, de Marcio Picoli e Victor di Marco (RS)

PRÊMIO DO PÚBLICO | COMPETIÇÃO NACIONAL
Sabrina, de Jéssica Barreto (SP)

PRÊMIO DO PÚBLICO | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Ayn Levana (White Eye), de Tomer Shushan (Israel)

Foto: Divulgação/Ana Zero Produções.

14º For Rainbow: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

desyrreforrainbowCena do curta pernambucano Desyrrê.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 27/11, os filmes selecionados para a 14ª edição do For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero, que, geralmente acontece em Fortaleza. Porém, por conta da pandemia de Covid-19, este ano será realizado em formato on-line e gratuito entre os dias 12 e 18 de dezembro.

Para esta edição, doze longas-metragens disputam o Troféu Elke Maravilha em várias categorias; desta seleção, o dobro da edição anterior, cinco são brasileiros. O aumento, entende a produção do evento, se deve à urgência em dar visibilidade à produção brasileira, que vive um momento muito rico e premiado internacionalmente, embora, ao mesmo tempo, submetida a situação de abandono, haja visto o desmonte da Ancine, Agência Nacional do Cinema.

Entre os curtas-metragens, foram selecionadas 32 produções, sendo 23 brasileiras. Para este ano, o festival recebeu 1.479 inscrições de obras audiovisuais de 98 países. Além dos prêmios principais, o evento também entrega o Prêmio João Nery, que reconhece produções que abordam a militância LGBTQIA+ e o reflexo positivo dessa atuação na vida das pessoas; e o Júri da Crítica de melhor longa e melhor curta.

Há também o Troféu Artur Guedes, que reconhece pessoas que lutam pelos direitos humanos, dentre estes, o respeito à diversidade sexual e de gênero. Criado pelo artista plástico José Tarcísio, o troféu é uma homenagem ao ator, dramaturgo e poeta cearense Artur Guedes.

De maneira inédita, esta edição do For Rainbow acontecerá quase inteiramente em formato virtual, com exceção do filme Limiar, de Coraci Ruiz, que abrirá a Mostra Competitiva Internacional do festival; o filme será exibido de forma presencial no teatro Dragão do Mar para 80 pessoas conforme regras de prevenção à Covid-19. Nos demais dias, o público poderá conferir, gratuitamente, os filmes e as demais atrações desta edição por meio do canal oficial do festival no YouTube.

Conheça os filmes selecionados para o For Rainbow 2020:

LONGA-METRAGEM

7 Minutes, de Ricky Mastro (França)
A White Winter (L’altra luna), de Carlo Chiaramonte (Itália)
Advento de Maria, de Vinicius Machado (Brasil)
As Cores do Divino, de Victor Costa Lopes (Brasil)
El Laberinto de las Lunas, de Lucrecia Mastrangelo (Argentina)
II, de Vlada Senkova (Bielorrússia)
Limiar, de Coraci Ruiz (Brasil)
Mães do Derick, de Dê Kelm (Brasil)
Prazer em Conhecer, de Susanna Lira (Brasil)
Red Yellow Pink, de Jolanta Warpechowski (Áustria)
Tahara, de Olivia Peace (EUA)
Trans Resistance, de Claudia Reig (Espanha)

CURTAS-METRAGENS

A Vapor, de Sávio Fernandes (Brasil, CE)
Algo_1, de Diego Martins (Brasil, SP)
Balizando 2 de Julho, de Marcio Lima e Fabíola Aquino (Brasil, BA)
Batom Vermelho, de R.B. Lima (Brasil, PB)
Bhoreal, de Bernardo de Assis (Brasil, RJ)
Clovito 2069, de João Manteufel (Brasil, MT)
De Vez em quando eu Ardo, de Carlos Segundo (Brasil, RN)
Desyrrê, de Coletivo Documentando (Brasil, PE)
Ela que Mora no Andar de Cima, de Amarildo Martins (Brasil, PR)
Fotos Privadas, de Marcelo Grabowsky (Brasil, SP/RJ)
God’s Daughter Dances, de Sungbin Byun (Coreia do Sul)
Hoje Eu Não Saio do Vestiário, de Nicole Lopes (Brasil, PR)
Homens Invisíveis, de Luis Carlos de Alencar (Brasil, RJ)
Iauaraete, de Xan Marçall (Brasil)
Inabitáveis, de Anderson Bardot (Brasil, ES)
Islas, de Mauricio Sandoval Ron (Argentina)
Itinerâncias de Gênero, de Alexandre Vale (Brasil, CE)
Letícia, Monte Bonito, 04, de Julia Regis (RS)
Mall, de Jerry Hoffmann (Alemanha)
Nicki, de Saman Haghighivand (Irã)
O Mistério da Carne, de Rafaela Camelo (Brasil, SP)
O que Pode um Corpo?, de Victor de Marco e Marcio Picoli (Brasil, RS)
Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (Brasil, PE)
Para Verônica, de Fran Lipinski (Brasil, SP)
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Vita Pereira e Stheffany Fernanda (Brasil, SP)
Prom Date, de James Buck (Reino Unido)
Quebramar, de Cris Lyra (Brasil, SP)
Sina Alexa, Xander at Ang Universe, de Vahn Leinard C. Pascual (Filipinas)
So long, Paris!, de Charles Dudoignon-Valade (França)
The Golden Gate, de Pietro Pinto (EUA)
Un Trono para Miss Gana, de David Munoz (Espanha)
Vó, a Senhora é Lésbica?, de Larissa Lima e Bruna Fonseca (Brasil, RJ)

Foto: Oficina Documentando.

Conheça os filmes selecionados para o 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

por: Cinevitor

longedoparaisobrasilia2020Emanuelle Araújo em Longe do Paraíso, de Orlando Senna.

Foram anunciados nesta terça-feira, 24/11, os selecionados para a 53ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o mais antigo encontro dedicado ao cinema nacional do país, prestigiado por realizadores e críticos por oferecer espaço à apreciação, à reflexão e à participação do público e de profissionais do cinema.

Após duas semanas de avaliações, as três comissões de seleção escolheram os 30 filmes dos 698 que foram inscritos para o festival, que acontecerá entre os dias 15 e 20 de dezembro pelo Canal Brasil e também pelo streaming Play Brasil. As produções disputam o cobiçado Troféu Candango.

A seleção deste ano foi divulgada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) e o resultado foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Vale lembrar que é considerado provisório, pois cabe recurso em até cinco dias, a partir da data de publicação.

Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Cultura, a edição deste ano tem rosto e personalidade traçados. É fortemente documental, com produções das cinco regiões brasileiras, e marca presença equilibrada feminina e de criadores negros. O desenho dessa face nasceu do trabalho intenso dos 13 jurados da comissão de seleção, sob a orientação do curador e diretor artístico do festival, o cineasta Silvio Tendler: “Foram quase 700 filmes que se apresentaram às comissões de seleção do Festival de Brasília. Isso demonstra uma produtividade intensa num momento de crise. O Brasil, por meio do cinema, quer mostrar sua verdadeira cara, e o Festival de Brasília será sua vitrine”, disse o cineasta.

Dos seis filmes selecionados para a Mostra Oficial de Longas, cinco são documentários, dando vazão a homenagens viscerais ao cinema nacional e ao diálogo com figuras emblemáticas da cultura nacional.

Para a Mostra Oficial de Curta, foram escolhidas 12 produções de 463 inscritos. São filmes que formam o expressivo e guerreiro mosaico do atual audiovisual no Brasil: “Foi um trabalho árduo em função do volume de filmes inscritos e do curto período de tempo”, conta o realizador e presidente da Comissão de Seleção de Curtas do FBCB, Clementino Junior. Diferentemente da Mostra Oficial de Longas, na seleção dos filmes de curtas, o gênero ficção se sobressaiu entre os filmes escolhidos pelos jurados. Foram seis produções, seguidas de quatro documentários, uma animação e um projeto experimental. A comissão  contou também com: Cíntia Domit Bittar, cineasta; Edileuza Penha de Souza, professora, documentarista e pesquisadora; André Carvalheira, diretor de fotografia; e Nara Normande, cineasta.

A Mostra Brasília, que ocorre desde 1996, teve 12 filmes selecionados. Ao todo, a Comissão de Seleção avaliou 79 curtas-metragens e 23 longas. “Trabalhamos sempre em equipe. Nenhuma decisão foi tomada sem amplo debate ou de forma individual. Não foi uma decisão fácil, vimos muitos filmes excelentes. Para além do lazer, estou convicta de que as obras selecionadas vão representar muito bem o DF”, explica a professora, atriz e cineasta Glória Teixeira, presidente dessa comissão. Completam o time: Maria Gal, atriz, apresentadora, criadora de conteúdo, produtora e palestrante; e Carina Bini, realizadora audiovisual, especializada em direção e narrativas.

Conheça os filmes selecionados para o 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro:

MOSTRA OFICIAL | LONGA-METRAGEM

A Luz de Mario Carneiro, de Betse de Paula (RJ)
Entre Nós Talvez Estejam Multidões, de Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito (MG/PE)
Espero que Esta te Encontre e que Esteja Bem, de Natara Ney (PE/RJ/MS)
Ivan, O TerrirVel, de Mario Abbade (RJ)
Longe do Paraíso, de Orlando Senna (BA)
Por Onde anda Makunaíma?, de Rodrigo Séllos (RO)

MOSTRA OFICIAL | CURTA-METRAGEM

À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente, de Bruna Barros e Bruna Castro (BA)
A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (SC)
A Tradicional Família Brasileira KATU, de Rodrigo Sena (RN)
Distopia, de Lilih Curi (BA)
Guardião dos Caminhos, de Milena Manfredini (RJ)
Inabitável, de Matheus Faria e Enock Carvalho (PE)
Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Ouro Para o Bem do Brasil, de Gregory Baltz (RJ)
Pausa para o Café, de Tamiris Tertuliano (PR)
Quanto Pesa, de Breno Nina (MA)
República, de Grace Passô (SP)
Vitória, de Ricardo Alves Jr. (MG)

MOSTRA BRASÍLIA | LONGA-METRAGEM

Cadê Edson?, de Dácia Ibiapina
Candango: Memórias do Festival, de Lino Meirelles
O Mergulho na Piscina Vazia, de Edson Fogaça
Utopia e Distopia, de Jorge Bodanzky

MOSTRA BRASÍLIA | CURTA-METRAGEM

Algoritmo, de Thiago Foresti
Brasília 60 + 60: Do Sonho ao Futuro, de Raquel Piantino
Curumins, de Pablo Ravi
Delfini Brasília, Olhar Operário, de Maria do Socorro Madeira
Do Outro Lado, de David Murad
Eric, de Letícia Castanheira
Questão de Bom Senso, de Péterson Paim
Rosas do Asfalto, de Daiane Cortes

Foto: Reprodução YouTube.

Conheça os vencedores do 28º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade

por: Cinevitor

valentinamixbrasilvencedorThiessa Woinbackk em Valentina, de Cássio Pereira dos Santos: quatro prêmios.

Os vencedores da 28ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade foram anunciados na noite deste domingo, 22/11, em uma cerimônia virtual realizada no canal do YouTube do evento, apresentada por André Fischer e Josi Geller.

Dirigido por Cássio Pereira dos Santos, Valentina foi o grande vencedor desta edição com quatro prêmios, entre eles, o Coelho de Ouro de melhor filme. O longa conta a história de uma jovem trans que se muda para o interior de Minas com a mãe, Márcia, para um recomeço. Com receio de ser intimidada na nova escola, a garota busca mais privacidade e tenta se matricular com seu nome social. No entanto, a menina e a mãe começam a enfrentar dilemas quando a escola começa a exigir, de forma injusta, a assinatura do pai ausente para realizar a matrícula.

E mais: o Prêmio Canal Brasil de Curtas tem como objetivo estimular a nova geração de cineastas, contemplando os vencedores na categoria curta-metragem dos mais representativos festivais de cinema do país. Convidado pelo Canal Brasil, o júri deste ano foi composto pelos jornalistas e críticos de cinema Tiago Dias, Leticia Paiva e Vitor Búrigo, do CINEVITOR. O vencedor desta 28ª edição foi Inabitáveis, de Anderson Bardot, que recebe o troféu e um prêmio no valor de 15 mil reais, além da exibição do filme na programação do Canal Brasil.

Além disso, neste ano a parte teatral do Mix trouxe a primeira edição do Prêmio Dramática. Seis textos inéditos, selecionados a partir de um edital, concorreram ao Coelho de Ouro (Prêmio do Júri) e Coelho de Prata (Prêmio do Público).

Confira a lista completa com os vencedores do 28º Festival Mix Brasil:

COELHO DE OURO
Prêmios dos Júris da Mostra Competitiva Brasil

Melhor longa-metragem: Valentina, de Cássio Pereira dos Santos (MG/DF)
Melhor curta-metragem: A Mordida, de Pedro Neves Marques (SP/Portugal)

COELHO DE PRATA | CURTA-METRAGEM
Prêmios do Júri da Mostra Competitiva Brasil para curtas-metragens

Melhor Direção: O Que Pode um Corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli
Melhor Roteiro: Inabitável, escrito por Enock Carvalho e Matheus Farias
Melhor Interpretação: Luciana Souza, por Inabitável
Menção Honrosa: Castiel Vitorino Brasileiro, de Inabitáveis

COELHO DE PRATA | LONGA-METRAGEM
Prêmios do Júri da Mostra Competitiva Brasil para longas-metragens

Melhor Direção: Limiar, de Coraci Ruiz
Melhor Roteiro: Valentina, escrito por Cássio Pereira dos Santos
Melhor Interpretação: Thiessa Woinbackk, por Valentina
Menção Honrosa: Mães do Derick, de Dê Kelm

INCENTIVO: O longa e o curta premiados com o Coelho de Ouro também receberão os prêmios DOTCINE, CTAV e MISTIKA de incentivo à realização de seus novos projetos audiovisuais através da parceria do Festival Mix Brasil com apoiadores da área cinematográfica.

PRÊMIO DRAMÁTICA

Coelho de Ouro: O Armário Normando, de Janaina Leite
Menção Honrosa: MINI-BIUs, BILs, BIOs, de Andreya Sá e Carlos Jordão

PRÊMIO DO PÚBLICO:

Melhor curta-metragem nacional: Letícia, Monte Bonito, 04, de Julia Regis
Melhor curta-metragem internacional: Cua de Sirena, de Alba Barbé i Serra (Espanha)

Melhor longa-metragem nacional: Valentina, de Cássio Pereira dos Santos
Melhor longa-metragem internacional: Pequena Garota (Petite fille), de Sébastian Lifshitz (França)

Prêmio Dramática: Rainha, de Guilherme Gonzalez

PRÊMIOS ESPECIAIS:

PRÊMIO ÍCONE MIX: Marcia Pantera
PRÊMIO SUZY CAPÓ: Wallie Ruy, pela peça Wonder! Vem pra Barra Pesada
PRÊMIO SESC TV: O Que Pode um Corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli
PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS: Inabitáveis, de Anderson Bardot
PRÊMIO IDA FELDMAN: Roberto Polastri
BOLSA ATELIÊ BUCARESTE: Julia Leite, pela fotografia de Letícia, Monte Bonito, 04
PRÊMIO CAIO FERNANDO ABREU DE LITERATURA: Alagoas Azul, de Bruno Coelho
PRÊMIO MIX LITERÁRIO: Cartas para Luísa, de Maria Freitas
PRÊMIO MIX LITERÁRIO | MENÇÃO HONROSA: Panaceia, de Cecília Floresta
SHOW DO GONGO: Lipsync for your life, de Glauber Rodrigues 

Foto: Leonardo Feliciano.

42º Festival de Havana: filmes brasileiros se destacam na programação

por: Cinevitor

todososmortoshavana2020Carolina Bianchi, Mawusi Tulani e Clarissa Kiste em Todos os Mortos.

A primeira edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, também conhecido como Festival de Havana, foi realizada em dezembro de 1979, em Cuba, pelo ICAIC (Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos), com a intenção de se tornar uma continuação dos festivais de Viña del Mar, Mérida e Caracas, reunindo filmes e cineastas que representam as tendências cinematográficas mais inovadoras da América Latina.

Nesta quinta-feira, 19/11, foram anunciados os selecionados para a 42ª edição do evento, que acontecerá entre os dias 3 e 13 de dezembro. Os filmes em competição, que concorrem ao Prêmio Coral, são divididos em categorias: ficção, documentário e animação.

Por conta da pandemia de Covid-19, o festival será realizado em duas etapas: em dezembro serão exibidos filmes fora de competição; em março, as produções selecionadas para as mostras competitivas serão projetadas para o público e para os jurados nos cinemas com todos os protocolos de segurança.

Em comunicado oficial, Iván Giroud Gárate, presidente do festival, disse: “Sentiremos, na primeira parte, a ausência de cineastas estrangeiros; alguns virão, mas não todos que normalmente vêm nesse período, já que a situação da pandemia na Europa e na América Latina ganhou força. Ou seja, sentiremos a ausência de discussões teóricas, das coletivas de imprensa, daquele movimento que também é muito importante, não só para os cineastas, mas para nós, cineastas cubanos, para promover toda aquela sinergia que um festival é capaz”.

Sobre uma possível edição on-line, falou: “Outros festivais da América Latina, em circunstâncias mais adversas, foram obrigados a fazer uso de plataformas virtuais. Não estamos preparados para enfrentar esse desafio, não tecnologicamente, nem sentimos que foi coerente seguir esse caminho. Por isso, acredito que podemos correr o risco de sustentar este modelo de festival presencial com capacidade limitada de público. Por isso, faremos mais exibições dos filmes selecionados tentando compensar. Vai ser um momento muito diferente, mas acho que o público vai ficar grato por nunca termos hesitado em tentar fazer o festival”.

E completou: “A pandemia atingiu tudo, inclusive a indústria cinematográfica que vai sofrer esse impacto. Este ano não lamentamos tanto em termos de inscrições, mas acho que na próxima edição isso fará sentido. Quantos projetos pararam de rodar? Quantos filmes não puderam ser concluídos? Portanto, o impacto da Covid-19 na indústria cinematográfica é brutal. Mas, temos que lutar para defender os espaços físicos, os espaços de contato porque faz parte do cinema; essa energia que se cria, que não é só individual, é coletiva”.

A seleção deste ano, que recebeu mais de dois mil inscritos, como de costume conta com uma forte presença do cinema brasileiro. Os premiados Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, e Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra, estão na disputa com outras produções nacionais. Entre curtas e longas, destacam-se diversos trabalhos brasileiros e coproduções na lista.

Conheça os filmes brasileiros selecionados para a 42ª edição do Festival de Havana:

COMPETIÇÃO | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO

Ana. Sem Título, de Lúcia Murat (Brasil/Argentina/México/Chile/Cuba)
Breve Miragem de Sol, de Eryk Rocha (Brasil/França/Argentina)
Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza (Brasil)
Pacificado, de Paxton Winters (Brasil/EUA)
Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra (Brasil/França)

COMPETIÇÃO | MÉDIA E CURTA-METRAGEM

A Barca, de Nilton Resende
Menarca, de Lillah Halla

COMPETIÇÃO | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO

Antena da Raça, de Paloma Rocha e Luís Abramo
Fé e Fúria, de Marcos Pimentel
Narciso em Férias, de Renato Terra e Ricardo Calil
Once Upon a Time in Venezuela (Érase una vez en Venezuela, Congo Mirador), de Anabel Rodríguez (Venezuela/Reino Unido/Áustria/Brasil)
Por onde anda Makunaíma?, de Rodrigo Séllos
Vil, Má, de Gustavo Vinagre

COMPETIÇÃO | ANIMAÇÃO

Magnética, de Marcos Costa
O Homem das Gavetas, de Duda Rodrigues
Rasga Mortalha, de Thiago Martins Melo

COMPETIÇÃO | PRIMEIRO FILME

A Morte Habita a Noite, de Eduardo Morotó
Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda
Chico ventana también quisiera tener un submarino, de Alex Piperno (Uruguai/Argentina/Brasil/Holanda/Filipinas)
Cidade Pássaro, de Matias Mariani (Brasil/França)
Irmã, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes
Los Conductos, de Camilo Restrepo (Colômbia/França/Brasil)
Mirador, de Bruno Costa
Rodantes, de Leandro Lara

COMPETIÇÃO | MELHOR CARTAZ

Algoritmo, por William Jungmann
Amanhã, por Bruno Autran
Amazon Mirror, por Renata Mello Segtowick
Aurora, por Ricardo Carvalho
Beco, por David Alfonso
Los niños lobo, por Pedro Matallo (Cuba/Brasil)
You Tubers (1), por Thiago Lacaz

PERSPECTIVA LATINO-AMERICANA

PANORAMA LATINO-AMERICANO:

A Cisterna, de Cristiano Vieira
Aos Nossos Filhos, de Maria de Medeiros
Fim de Festa, de Hilton Lacerda
Medida Provisória, de Lázaro Ramos
Pureza, de Renato Barbieri
Un crimen común, de Francisco Márquez (Argentina/Brasil/Suíça)

LA HORA DEL CORTO:

Amanhã, de Aline Flores e Alexandre Cristófaro
Meninos Rimam, de Lucas Nunes

EN SOCIEDAD:

Alvorada, de Anna Muylaert e Lô Politi
De Olhos Abertos, de Charlotte Dafol
Dentro da Minha Pele, de Val Gomes
The Coup d’État Factory, de Victor Fraga e Valnei Nunes (Brasil/Reino Unido)

PUEBLOS Y CULTURAS ORIGINARIOS:

O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível: A Peleja de Noel Nutels, de Tiago Carvalho
Nheengatu, de José Barahona (Brasil/Portugal)

LOS COLORES DE LA DIVERSIDAD:

Desconexo, de Lui Avallos
Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Beto Amaral e Carla Caffé
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira

CULTURA:

Dorivando Saravá, o Preto que Virou Mar, de Henrique Dantas

CINEMATECA LATINOAMERICANA:

Walter Tournier, de Sávio Leite

VANGUARDIA:

A Cor Branca, de Afonso Nunes
Vaga Carne, de Ricardo Alves Jr. e Grace Passô

ÉXODOS:

Nós, de Letícia Simões

PARA TODAS LAS EDADES:

Boy in the Woods, de Fabiano Leandro Pandolfi

ENTORNOS

APRESENTAÇÃO ESPECIAL:

O Amor Dentro da Câmera, de Jamille Fortunato e Lara Beck Belov

Foto: Hélène Louvart.

Documentário sobre Hector Babenco, dirigido por Bárbara Paz, é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2021

por: Cinevitor

babencooscar2021Hector Babenco em cena do filme.

A Academia Brasileira de Cinema anunciou virtualmente nesta quarta-feira, 18/11, o longa brasileiro que vai disputar uma vaga entre os cinco finalistas na categoria de melhor filme internacional (antes chamada de filme estrangeiro) no Oscar 2021.

Entre 19 inscritos, o escolhido foi Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, dirigido por Bárbara Paz, documentário que traça um paralelo entre a arte e a doença do cineasta Hector Babenco. O filme revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e a fragilidade física que marcou sua vida.

O longa já foi selecionado para mais de 20 festivais internacionais e estreou mundialmente no Festival de Veneza do ano passado, no qual recebeu o prêmio de melhor documentário na mostra Venice Classics e o prêmio Bisato D’Oro 2019, entregue pela crítica independente. No início do ano, foi premiado no Festival internacional de Cinema de Mumbai, na Índia. Também foi selecionado para os festivais do Cairo, Havana, Mar del Plata, Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Festival do Rio, Mostra Tiradentes, Fest Aruanda, FIDBA, na Argentina, Baltic Sea Docs, na Letônia e para o Mill Valley Film Festival, nos Estados Unidos.

Com produção da HB Filmes e produzido por Bárbara Paz, o filme tem coprodução da Gullane (pelos irmãos Caio Gullane e Fabiano Gullane), Ava Filmes, Lusco Fusco, Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil. No Brasil, a distribuição é da Imovision; Willem Dafoe e Petra Costa assinam como produtores associados.

O Comitê Brasileiro de Seleção deste ano foi presidido pela cineasta e roteirista Viviane Ferreira e contou também com: Affonso Beato, diretor de fotografia e membro da AMPAS; Clélia Bessa, produtora; Laís Bodanzky, cineasta, produtora e membro da AMPAS; Leonardo Monteiro de Barros, produtor; Lula Carvalho, diretor de fotografia e membro da AMPAS; Renata Magalhães, produtora; Rodrigo Teixeira, produtor e membro da AMPAS; e Roberto Berliner, cineasta e produtor. Além dos membros titulares, a comissão de suplentes foi formada por: André Ristum, cineasta e roteirista; e Toni Venturi, diretor.

Na última edição do Oscar, o Brasil esteve na disputa com A Vida Invisível, dirigido por Karim Aïnouz, mas não conseguiu uma vaga na premiação. Vale lembrar que a última vez que o Brasil concorreu na categoria de melhor filme internacional foi em 1999, com Central do Brasil; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os nove semifinalistas.

Além de Babenco, também estavam na disputa este ano: A Divisão, de Vicente Amorim e Rodrigo Monte; A Febre, de Maya Werneck Da-Rin; Alice Júnior, de Gil Baroni; Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo; Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria; Cidade Pássaro, de Matias Mariani; Jovens Polacas, de Alex Levy-Heller; M8 – Quando a Morte Socorre a Vida, de Jeferson De; Macabro, de Marcos Prado; Marighella, de Wagner Moura; Minha Mãe é uma Peça 3, de Susana Garcia; Narciso em Férias, de Renato Terra e Ricardo Calil; Pacarrete, de Allan Deberton; Pureza, de Renato Barbieri; Sertânia, de Geraldo Sarno; Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra; Três Verões, de Sandra Kogut; e Valentina, de Cássio Pereira Dos Santos.

Em fevereiro, antes do anúncio final, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood selecionará dez produções estrangeiras. Desse grupo, saem os cinco finalistas. A lista com os indicados ao Oscar 2021 será divulgada no dia 15 de março e a cerimônia, adiada por conta da pandemia de Covid-19, está marcada para o dia 25 de abril, em Los Angeles.

O representante brasileiro disputará uma vaga na 93ª edição da premiação mais importante do cinema com diversas produções de outros países, como: o espanhol La trinchera infinita, de Jon Garaño, Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga; Isso Não é um Enterro, é uma Ressurreição, de Lemohang Jeremiah Mosese, de Lesoto; o japonês Mães de Verdade, de Naomi Kawase; O Charlatão, de Agnieszka Holland, da República Checa; Beginning, de Dea Kulumbegashvili, da Geórgia; La Llorona, de Jayro Bustamante, da Guatemala; o palestino Gaza mon amour, de Tarzan Nasser e Arab Nasser; entre outros.

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais (ABCAA) foi reconhecida oficialmente este ano pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences (AMPAS) como única entidade responsável pela seleção do filme brasileiro que irá concorrer a uma vaga entre os indicados ao prêmio de melhor longa-metragem internacional na 93ª edição do Oscar.

Foto: Divulgação.

Conheça os filmes das Mostras Sociais do 30º Cine Ceará

por: Cinevitor

violetacinecearaEugenia Chaverri em Violeta ao Fim, de Hilda Hidalgo.

Cinema de animação, drama e documentário são os gêneros das Mostras Sociais da 30ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 5 e 11 de dezembro deste ano.

Em formato híbrido, para atender à necessidade de manter o isolamento social devido à pandemia de Covid-19, esta edição terá as mostras O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece, Melhor Idade e Acessibilidade exibidas na TV Ceará. São mostras que, anualmente, reúnem um público cativo e especial nas salas de cinema do festival, proporcionando momentos de encantamento e inesquecíveis para muitos da plateia. Porém, dessa vez, chegam à residência de cada um por meio da televisão, para que não sejam expostos a riscos de contaminação.

A animação Os Under-Undergrounds, O Começo, do cineasta Nelson Botter Jr., é o filme da mostra O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece, dedicada ao público infantil. O longa-metragem conta a história do jovem Heitor Villa-Lobos que é expulso de sua banda por ter orelhas consideradas chamativas demais. Após cair em um bueiro, ele vai parar em um desconhecido mundo subterrâneo.

Para os que têm muita história de vida para contar, o Cine Ceará realiza a mostra Melhor Idade, que nesta edição exibe o longa-metragem Violeta ao fim (Violeta al fin), uma coprodução entre Costa Rica e México, com direção da cineasta Hilda Hidalgo. O filme narra a história de Violeta, uma mulher de 72 anos, recentemente divorciada. Ela mora sozinha em sua casa de infância, cuidando de seu exuberante jardim tropical e planejando transformar sua propriedade em uma pensão. Quando descobre que o banco está prestes a tomar sua casa, Violeta quebra todas as regras para manter seu lar e sua liberdade.

A mostra Acessibilidade exibe, com legenda descritiva, o documentário Um Dia para Susana, dirigido por Rodrigo Boecker e Giovanna Giovanini. O longa-metragem conta a história de superação da triatleta Susana Schnarndorf, que mesmo diagnosticada com uma doença degenerativa permaneceu ligada ao esporte. Mesmo com o avanço de sua condição, ela seguiu com os treinos para competir nas Paralimpíadas de 2016.

O 30º Cine Ceará também terá programação presencial no Cineteatro São Luiz, com exibições de longas-metragens das mostras Competitiva Ibero-americana e Olhar do Ceará, seguindo os protocolos de reabertura para cinemas do Governo do Ceará; e também no Canal Brasil no serviço de streaming Canais Globo, que exibirá os filmes das mostras competitivas. Na TVC, além das Mostras Sociais, serão exibidos os curtas-metragens da Mostra Olhar do Ceará.

Foto: Divulgação.