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Exclusivo: confira uma cena de Sertânia, novo filme de Geraldo Sarno

por: Cinevitor

sertaniacenaexclusivaProtagonista: Vertin Moura em cena.

O cineasta baiano Geraldo Sarno desbravou o sertão nordestino em mais de 50 anos de carreira e cerca de 20 produções audiovisuais, entre curtas, longas e programas de TV. Nome representativo do cinema brasileiro, Sarno fez de sua filmografia um mergulho profundo sobre a vida e os costumes do sertanejo, dando voz a um povo que vive sob o sol da miséria, da violência, das relações políticas e da busca por dias melhores.

O diretor de 81 anos marca seu retorno aos cinemas com Sertânia, realizado pela produtora cearense Cariri Filmes e rodado durante quatro semanas nas cidades de Milagres, Brumado e Marcionílio de Souza, no interior da Bahia. Dessa vez, Sarno ambienta a história no período pré-cangaço, na cidade fictícia de Sertânia. O protagonista é Antão, interpretado por Vertin Moura, um homem que nasceu em Canudos e que, após a vida familiar marcada por perdas familiares e pela saída do Nordeste para São Paulo, se vê parte do bando de jagunços de Jesuíno Mourão, papel de Julio Adrião.

A trama de Sertânia explora as relações de poder no interior nordestino, as dores familiares que atormentam a vida do protagonista, a luta pela sobrevivência e os rostos que habitam esse sertão pobre e violento: “O filme tem uma estrutura polifônica que joga no filme uma série de temas que se entrecruzam. Se eu fosse destacar alguns seriam: a questão do olhar, que atravessa todo o filme, a paternidade, a religiosidade e o tema da casa, de como chegar ao lar, encontrar uma morada na terra. Esses quatro pontos poderiam definir o filme, talvez. Eu não quero me estender para buscar os outros temas que estão por ali, mas esses são os principais, dos quais destaco a questão do olhar, do ver, que é, sempre foi, a questão central do cinema”, afirma o diretor Geraldo Sarno.

sertaniacena2A fotografia é assinada por Miguel Vassy.

Sertânia estabelece uma conexão temática com a filmografia anterior de Sarno, ao mesmo tempo que busca novas estratégias para contar essa história, em um processo de atualização da própria carreira do diretor. A obra se distancia da trama tradicional sobre o sertão, ainda que a ambientação no início do milênio traga os signos conhecidos do gênero. Sarno propõe uma narrativa não-linear baseada nos delírios do protagonista que, ao começo do filme, está ferido e rasteja pelo solo árido do sertão.

O enredo parte dos delírios de Antão à beira da morte, momento em que ele revisita suas memórias da infância, especialmente a perda do pai, e de seu envolvimento com o bando de Jesuíno, tendo na fotografia de Miguel Vassy, na montagem, realizada em parceria com Renato Vallone, na música de Lindenbergue Cardoso e na participação da população local trunfos essenciais à realização do filme. O roteiro, desenvolvido por mais de dez anos por Sarno, passeia pela vida de Antão em apenas um dia, enquanto ele agoniza de dor. A proposta da obra está em repensar esse passado, colocando-o em diálogo com as perspectivas atuais da fome e da miséria que ainda assolam o sertão nordestino e da violência crescente do Brasil de hoje.

Com imagens em preto e branco que exploram as locações desérticas do interior baiano, Sertânia culmina em uma reflexão cinematográfica sobre o sertão e o Brasil, que começou com Viramundo (1964): Sertânia é resultado de uma reflexão sobre o nosso país que venho realizando em todos meus filmes desde o primeiro, Viramundo. Nos curtas e longas, de ficção ou documentário, tenho buscado fazer do cinema, de sua linguagem, uma forma de pensar a vida, o mundo e a própria linguagem cinematográfica que se tornou, nesta geração, universal e dominante. Nos anos 1960 nos fizeram crer que o cinema não mudava o mundo. Hoje, creio, não há mais pudor em confessar que o cinema e os meios audiovisuais transformaram aceleradamente a sociedade humana. E nem sempre para melhor. Em meus filmes busco refletir sobre isso também”, finaliza o diretor.

O elenco conta também com Lourinelson Vladmir, Igor de Carvalho, Gilsérgio Botelho, Kécia do Prado, Edgard Navarro, Isa Mei, Marcelo Cordeiro, Rogério Leandro, Marcos Duarte e Teófilo Gobira.

Confira, com exclusividade no CINEVITOR, uma cena de Sertânia, que competirá na Mostra Olhos Livres da 23ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes:

Fotos: Miguel Vassy.

Começam as filmagens de Diários de Intercâmbio, com Larissa Manoela e Thati Lopes

por: Cinevitor

diariointercambio1Bastidores do filme em Niterói.

Dirigido por Bruno Garotti, de Eu Fico Loko e Tudo por um Pop Star, Diários de Intercâmbio reúne duas estrelas ídolos de jovens e adolescentes: Larissa Manoela e Thati Lopes. O filme conta a história de duas amigas que partem para os Estados Unidos num programa de intercâmbio e acabam por encontrar amor, amizade e muitas aventuras divertidas.

As filmagens começaram na última quinta-feira, 16/01. Foram rodadas cenas no aeroporto do Galeão, na Zona Norte do Rio de Janeiro e em várias locações na cidade de Niterói, mostrando as praias de Icaraí e Charitas, e o Parque da Cidade. Nesta semana, a equipe e o elenco seguem para Nova York para dar início à etapa americana do set.

Na história, Barbara, interpretada por Larissa Manoela, e Taila, papel de Thati Lopes, decidem fazer intercâmbio nos Estados Unidos, mas não fazem ideia dos obstáculos e choques culturais que as aguardam. Barbara, que sonhava conhecer a vibrante Nova York, descobre que elas vão morar na pacata cidade de Woodstock, a duas horas da metrópole. Acostumada ao conforto da casa da mãe, Barbara tem de executar árduas tarefas domésticas como babá para a sua anfitriã, a severa Sheryll, vivida por Kathy-Ann Hart. Já Taila, uma mulher contestadora e de espírito livre, hospeda-se com um casal patriota e conservador.

diariointercambio2As protagonistas com o americano David James.

As duas intercambistas se tornam amigas de Brad, interpretado por David James, um comissário de bordo americano apaixonado pelo Brasil; e Lucas, vivido por Bruno Montaleone, um brasileiro que trabalha em Bellayere Mountain, uma estância de esqui próxima a Woodstock. Elas vão precisar desses laços de amizade e afeto para passar por dificuldades inesperadas.

O elenco traz ainda a atriz e cantora Emanuelle Araújo, Tania Khalill, Flavia Garrafa, Marcos Oliveira e um elenco internacional com Maiara Walsh, Ray Faiola, Dona Pieroni, entre outros. O longa estreia nos cinemas ainda em 2020.

Foto: Mariana Vianna.

Festival de Berlim 2020: filmes brasileiros completam a programação da mostra Panorama

por: Cinevitor

Captura de Tela 2020-01-21 às 14.15.13Cena do documentário Nardjes A., de Karim Aïnouz.

A 70ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 20 de fevereiro e 1º de março, acaba de revelar mais filmes em sua programação. Nesta terça-feira, 21/01, novos títulos da mostra Panorama foram anunciados.

Com nova curadoria, neste ano comandada por Michael Stütz, a Mostra destaca filmes estreantes e de diretores renomados: “A seleção da Panorama é emblemática pela urgência de ação política e desobediência civil. Cineastas e protagonistas estão se levantando contra as autoridades”, disse Stütz, em comunicado oficial. Os filmes da Panorama 2020 mostram uma mudança notável: o tempo está se esgotando, as sociedades estão de costas contra a parede. Em meio a crises globais, o cinema exige e encontra estímulos para a mudança. Vale lembrar que, anteriormente, a Mostra já tinha anunciado o brasileiro Cidade Pássaro, de Matias Mariani, em sua programação.

O cinema brasileiro segue com diversas produções, como: o documentário Nardjes A., de Karim Aïnouz, no qual o cineasta parte em busca de suas raízes na Argélia. Ele documenta a cultura da juventude, que está confiante nas ruas em busca de um futuro democrático no país, situação já vivida pelos seus pais e avós na luta pela independência. O diretor mostra os protestos pacíficos na Argélia, que começaram em fevereiro de 2019 e ficaram conhecidos como a Revolução dos Sorrisos, contra o presidente Abdelaziz Bouteflika. O longa foi filmado inteiramente com um iPhone e concentra-se no ativismo dos jovens em um momento de agitação política.

Outro destaque da Mostra é o documentário O Reflexo do Lago, de Fernando Segtowick, que retrata o esgotamento da Amazônia em imagens assustadoras em preto e branco. O diretor toma a construção do reservatório de Tucuruí como ponto de partida para uma investigação sobre a exploração passada e presente da região. Além disso, o filme aborda a situação daqueles que moram perto de uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo na Amazônia. À sombra desse projeto ambientalmente destrutivo, eles vivem em situações precárias, sem eletricidade e infraestrutura.

O cineasta Daniel Nolasco aparece na Panorama com Vento Seco. O longa conta a história de Sandro, que vive uma vida monótona, entre trabalho, natação e sexo anônimo, na região quente e árida de Goiás. Sua vida muda quando Maicon, um personagem dos quadrinhos de Tom of Finland, aparece na pequena cidade. O elenco conta com Leandro Faria Lelo, Allan Jacinto Santana, Renata Carvalho e Rafael Theophilo.

A coprodução entre Argentina, Brasil e Suíça, Un crimen común, de Francisco Márquez, também se destaca na seleção com uma narrativa fantasmagórica que descreve as injustiças da sociedade argentina. No filme, Cecilia está com medo de deixar o filho da empregada entrar em sua casa à noite; no dia seguinte, seu corpo é encontrado.

Conheça os novos filmes da mostra Panorama do Festival de Berlim 2020:

PANORAMA

A l’abordage, de Guillaume Brac (França)
Always Amber, de Lia Hietala e Hannah Reinikainen (Suécia)
Days of Cannibalism, de Teboho Edkins (França/África do Sul/Holanda)
I Dream of Singapore, de Lei Yuan Bin (Singapura)
Kotlovan (The Foundation Pit), de Andrey Gryazev (Rússia)
Mare, de Andrea Štaka (Suíça/Croácia)
Minyan, de Eric Steel (EUA)
Mogul Mowgli, de Bassam Tariq (Reino Unido)
Nardjes A., de Karim Aïnouz (Argélia/França/Alemanha/Brasil/Qatar)
One of These Days, de Bastian Günther (Alemanha/EUA)
Otac (Father), de Srdan Golubović (Sérvia/França/Alemanha/Croácia/Eslovênia/Bósnia e Herzegovina)
O Reflexo do Lago (Amazon Mirror), de Fernando Segtowick (Brasil)
Schlingensief – In das Schweigen hineinschreien (Schlingensief – A Voice That Shook the Silence), de Bettina Böhler (Alemanha)
Semina il vento (Sow the Wind), de Danilo Caputo (Itália/França/Grécia)
Surge, de Aneil Karia (Reino Unido)
Un crimen común (A Common Crime), de Francisco Márquez (Argentina/Brasil/Suíça)
Vento Seco (Dry Wind), de Daniel Nolasco (Brasil)

Foto: Divulgação/MPM Film.

Festival de Berlim 2020 anuncia novos filmes e produções brasileiras se destacam

por: Cinevitor

vagacarneberlimVaga Carne, de Grace Passô e Ricardo Alves Jr.: selecionado.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 20/01, novos filmes que farão parte da programação da 70ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 20 de fevereiro e 1º de março. Dessa vez, o anúncio destacou as mostras Forum e Forum Expanded, com diversas produções brasileiras.

Na mostra Forum, que nesta edição completa 50 anos, a seleção traz obras que são caracterizadas pela maneira como procuram maneiras de mediar entre passado e presente. O cinema brasileiro aparece com: Luz nos trópicos, de Paula Gaitán; Vil, má, de Gustavo Vinagre; e a coprodução entre Uruguai, Argentina, Brasil, Holanda e Filipinas, Chico ventana también quisiera tener un submarino, de Alex Piperno.

A mostra Forum Expanded traz 39 produções, entre filmes e instalações, que abordam temas como migração, racismo, sexismo, violência estatal, capitalismo, colonialismo, extrativismo, crise climática, medos do futuro, perda de história e muito mais; e também se referem a si mesmos como parte da estrutura mais ampla da qual emergiram. Aqui, o Brasil se destaca com: Jogos Dirigidos, do cineasta alagoano Jonathas de Andrade; (Outros) Fundamentos, de Aline Motta; Vaga Carne, de Grace Passô e Ricardo Alves Jr.; e a instalação Letter from a Guarani Woman in Search of the Land Without Evil, da cineasta indígena Patricia Ferreira Pará Yxapy.

Vale lembrar que, recentemente, o Festival de Berlim anunciou seus primeiros filmes com três brasileiros na lista: APIYEMIYEKÎ, de Ana Vaz, na Mostra Forum Expanded; Cidade Pássaro, de Matias Mariani, na Mostra Panorama; e Meu nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, na Mostra Generation 14plus.

Conheça os novos filmes selecionados para o Festival de Berlim 2020:

FORUM

Anne at 13,000 ft, de Kazik Radwanski (Canadá/EUA)
Anunciaron tormenta (A Storm Was Coming), de Javier Fernández Vázquez (Espanha)
Chico ventana también quisiera tener un submarino (Window Boy Would Also Like to Have A Submarine), de Alex Piperno (Uruguai/Argentina/Brasil/Holanda/Filipinas)
Entre perro y lobo, de Irene Gutiérrez (Cuba/Espanha)
Eyimofe (This Is My Desire), de Arie Esiri e Chuko Esiri (Nigéria/EUA)
FREM, de Viera Čákanyová (República Checa/Eslováquia)
Generations, de Lynne Siefert (EUA)
Gli appunti di Anna Azzori/Uno specchio che viaggia nel tempo (The Notes of Anna Azzori/A Mirror that Travels through Time), de Constanze Ruhm (Áustria/Alemanha/França)
Gorod usnul (In Deep Sleep), de Maria Ignatenko (Rússia)
Grève ou crève (Strike or Die), de Jonathan Rescigno (França)
Ieşirea trenurilor din gară (The Exit of the Trains), de Radu Jude e Adrian Cioflâncă (Romênia)
Kama fissamaa’ kathalika ala al-ard (As Above So Below), de Sarah Francis (Líbano)
Kunst kommt aus dem Schnabel wie er gewachsen ist (Art Comes from the Beak the Way It Has Grown), de Sabine Herpich (Alemanha)
La casa dell’amore (The House of Love), de Luca Ferri (Itália)
Lúa vermella (Red Moon Tide), de Lois Patiño (Espanha)
Luz nos trópicos (Light in the Tropics), de Paula Gaitán (Brasil)
Maggie’s Farm, de James Benning (EUA)
Medium, de Edgardo Cozarinsky (Argentina)
Namo (The Alien), de Nader Saeivar (Irã)
Oeconomia, de Carmen Losmann (Alemanha)
Ouvertures, de Louis Henderson, Olivier Marboeuf e The Living and the Dead Ensemble (Reino Unido/França)
Petit Samedi, de Paola Sermon-Daï (Bélgica)
Ping jing (The Calming), de SONG Fang (China)
Responsabilidad empresarial (Corporate Accountability), de Jonathan Perel (Argentina)
Seishin 0 (Zero), de Kazuhiro Soda (Japão/EUA)
EL TANGO DEL VIUDO y su espejo deformante (THE TANGO OF THE WIDOWER And Its Distorting Mirror), de Raúl Ruiz e Valeria Sarmiento (Chile)
Tipografic majuscul (Uppercase Print), de Radu Jude (Romênia)
Traverser (After the Crossing), de Joël Richmond Mathieu Akafou (França/Burkina Faso/Bélgica)
The Twentieth Century, de Matthew Rankin (Canadá)
The Two Sights, de Joshua Bonnetta (Canadá/Reino Unido)
Victoria, de Sofie Benoot, Liesbeth De Ceulaer e Isabelle Tollenaere (Bélgica)
The Viewing Booth, de Ra’anan Alexandrowicz (Israel/EUA)
Vil, má (Divinely Evil), de Gustavo Vinagre (Brasil)
Was bleibt I Šta ostaje I What remains I Re-visited, de Clarissa Thieme (Alemanha/Áustria/Bósnia e Herzegovina)
Zeus Machine. L’invincibile (Zeus Machine. The Invincible), de Nadia Ranocchi e David Zamagni (Itália)

FORUM EXPANDED

Abstracted/Family, de Koki Tanaka (Japão)
Akiya, de Jonna Kina (Finlândia/Japão/EUA)
Al-Maw’oud (The Promised), de Ahmed Elghoneimy (Egito)
Born of the * * * On Zarathustra’’s Going Under from Cairo to Oran, de Ayreen Anastas e Rene Gabri (Palestina/EUA)
Doublewide, de Jenny Perlin (EUA)
Expedition Content, de Ernst Karel e Veronika Kusumaryati (EUA)
Her Name Was Europa, de Anja Dornieden e Juan David González Monroy (Alemanha)
Jiíbie, de Laura Huertas Millán (Colômbia/França)
Jogos Dirigidos (Directed Games), de Jonathas de Andrade (Brasil)
Letter to a Friend, de Emily Jacir (Palestina/EUA)
Matata, de Petna Ndaliko Katondolo (República Democrática do Congo/EUA/Holanda)
Moazzam ma yalla haqeqy (Most of What Follows Is True), de Maged Nader (Egito)
On vous parle de Paris: Maspero, les mots ont un sens, de Chris Marker (França, 1970)
(Outros) Fundamentos ((Other) Foundations), de Aline Motta (Brasil)
Tatsuniya II, de Rahima Gambo (Nigéria)
Untitled Sequence of Gaps, de Vika Kirchenbauer (Alemanha)
Vaga Carne (Dazed Flesh), de Grace Passô e Ricardo Alves Jr. (Brasil)
Télé Réalité, de Lucile Desamory, Gustave Fundi e Glodie Mubikay (Bélgica/Alemanha/República Democrática do Congo)
The Whole Shebang, de Ken Jacobs (EUA)
Imaginary Explosions, episode 2, Chaitén, de Caitlin Berrigan (EUA/Chile/Alemanha)
Memory Also Die, de Didi Cheeka Anni (Nigéria)
Porosity Valley 2: Tricksters’ Plot, de Ayoung Kim (Coreia do Sul)
Secrets of a Digital Garden: 50 Villages – 50 Flowers, de Riwaq (Palestina)
Vu de l’extérieur, de Lucile Desamory, Glodie Mubikay e Gustave Fundi (Bélgica/República Democrática do Congo/Luxemburgo)
Letter from a Guarani Woman in Search of the Land Without Evil, de Patricia Ferreira Pará Yxapy (Brasil)
NDN Survival Trilogy, de Thirza Cuthand (Canadá)

Foto: Andrea Capella.

Motion Picture Sound Editors anuncia vencedores do 67º MPSE Golden Reel Awards

por: Cinevitor

fordvsferrariMPSEChristian Bale em Ford vs Ferrari, de James Mangold: filme premiado.

Foram anunciados neste domingo, 19/01, em Los Angeles, os vencedores do Golden Reel Awards, premiação realizada pela MPSE, Motion Picture Sound Editors, organização que elege os melhores trabalhos nas áreas de edição de som na TV e no cinema.

Vale lembrar que membros da MPSE criam os efeitos sonoros dramáticos e inventam novos sons para mundos imaginários. Além dos editores de efeitos de som, a organização conta também com: editores de Foley, que reproduzem efeitos sonoros complementares para um filme (também conhecido como sonoplastia), como por exemplo, barulho de um vidro quebrando ou de um zíper sendo aberto; editores de diálogos, que são os artesãos que suavizam meticulosamente o som da produção gravado no local; editores de ADR, que ajudam a tecer o diálogo recriado e substituem faixas problemáticas; e editores de música, que trabalham com compositores e supervisores musicais que detectam pontos capazes de coser uma tapeçaria sônica da partitura original e da música pré-gravada em várias fontes.

Além dos premiados, a 67ª edição do prêmio também homenageou dois nomes importantes da indústria: a engenheira de som Cecelia Hall, vencedora do Oscar por A Caçada ao Outubro Vermelho e indicada por Top Gun: Ases Indomáveis, recebeu o Career Achievement Award. A argentina Victoria Alonso, produtora da Marvel Studios, foi homenageada com o Filmmaker Award.

Conheça os vencedores do 67º MPSE Golden Reel Awards nas categorias de cinema:

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | DIÁLOGOS/ADR:
1917

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | EFEITOS/FOLEY:
Ford vs Ferrari

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO:
Toy Story 4

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO:
Echo in the Canyon

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME ESTRANGEIRO:
Parasita (Coreia do Sul)

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | TRILHA SONORA:
Jojo Rabbit

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | MUSICAL:
Rocketman

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME NÃO LANÇADO NO CINEMA:
Togo

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO NÃO LANÇADO NO CINEMA:
Serengeti

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO NÃO LANÇADA NO CINEMA:
Lego DC Batman: Assunto de Família

SPECIAL VENUE:
Vader Immortal: A Star Wars VR Series (Episódio 1)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do 26º SAG Awards

por: Cinevitor

bradpittSAG2020Premiado: Brad Pitt é eleito o melhor ator coadjuvante por Era Uma Vez em… Hollywood.

Foram anunciados neste domingo, 19/01, em Los Angeles, os vencedores do 26º Screen Actors Guild Awards, também conhecido como SAG Awards. O prêmio, realizado pelo Sindicato dos Atores dos Estados Unidos e considerado uma prévia do Oscar, elege os melhores atores da TV e do cinema.

Neste ano, o ator Robert De Niro foi homenageado com o SAG Life Achievement Award pelo conjunto da obra. Nas categorias de TV, as séries The Marvelous Mrs. Maisel e The Crown se destacaram, assim como Jennifer Aniston, por The Morning Show, e Phoebe Waller-Bridge, por Fleabag.

A comédia dramática sul-coreana Parasita, de Bong Joon-Ho, levou o prêmio principal da noite e entrou para a história da premiação por ser o primeiro filme estrangeiro a receber a estatueta de melhor elenco.

Conheça os vencedores do 26º SAG Awards nas categorias de cinema:

MELHOR ELENCO:
Parasita

MELHOR ATOR:
Joaquin Phoenix, por Coringa

MELHOR ATRIZ:
Renée Zellweger, por Judy

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Brad Pitt, por Era Uma Vez em… Hollywood

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Laura Dern, por História de um Casamento

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS:
Vingadores: Ultimato

Foto: Kevork Djansezian/Getty Images North America.

1917 é o grande vencedor do PGA Awards 2020, prêmio do Sindicato dos Produtores

por: Cinevitor

1917vencePGAGeorge MacKay em 1917, de Sam Mendes: premiado.

Foram anunciados neste sábado, 18/01, no Hollywood Palladium, em Los Angeles, os vencedores do PGA Awards, prêmio realizado pelo Sindicato dos Produtores da América, Producers Guild of America, que elege as melhores produções televisivas e cinematográficas.

Considerado uma prévia do Oscar, geralmente seus vencedores coincidem com os premiados pela Academia na categoria de melhor filme. Ao longo de 30 edições, 21 vencedores do PGA Awards também levaram a estatueta dourada, incluindo Green Book: O Guia, grande campeão do ano passado.

O evento também destacou importantes nomes da indústria com prêmios especiais. Neste ano, a atriz Octavia Spencer foi homenageada com o Visionary Award; Marta Kauffman, uma das criadoras da série Friends, recebeu o Norman Lear Achievement Award; Ted Sarandos, diretor executivo da Netflix, recebeu o Milestone Award; o ator Brad Pitt, a produtora Dede Gardner e o produtor Jeremy Kleiner foram consagrados com o David O. Selznick Achievement Award em Cinema.

O filme O Escândalo, no original Bombshell, recebeu o Prêmio Stanley Kramer, que foi criado em 2002 para honrar uma produção, um produtor ou uma personalidade cuja realização ou contribuição ilumina e aumenta a conscientização pública de importantes questões sociais.

Nas categorias de TV, se destacaram: o documentário Deixando Neverland, no original Leaving Neverland, de Dan Reed; o reality show RuPaul’s Drag Race; e as séries Fleabag, Chernobyl e Succession.

Nesta 31ª edição, também foi criado um novo prêmio: o Innovation Award, que foi concedido à uma produção de um notável e impactante programa de novas mídias que eleva significativamente a experiência de visualização do público. O vencedor foi Vader Immortal: A Star Wars VR Series – Episode I.

Conheça os vencedores do Producers Guild Awards 2020 nas categorias de cinema:

LONGA-METRAGEM | PRÊMIO DARRYL F. ZANUCK:
1917, por Sam Mendes, Pippa Harris, Jayne-Ann Tenggren e Callum McDougall

LONGA-METRAGEM | ANIMAÇÃO:
Toy Story 4, por Mark Nielsen e Jonas Rivera

LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO:
Apollo 11, por Evan Krauss, Todd Douglas Miller e Thomas Petersen

LONGA-METRAGEM | FILME PARA TV OU STREAMING:
Apollo: Missions to the Moon, por Tom Jennings, David Tillman, Abe Scheuermann, Chris Morcom e Rob Kirk

Foto: Francois Duhamel/Universal Pictures.

70º ACE Eddie Awards: American Cinema Editors anuncia vencedores

por: Cinevitor

parasitaeddieLee Sun Gyun e Cho Yeo-jeong em Parasita: premiado.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 17/01, em Beverly Hills, os vencedores do Eddie Awards, prêmio realizado pela American Cinema Editors, sociedade formada por diversos nomes renomados da área, que elege os melhores editores da indústria televisiva e cinematográfica.

A cerimônia, que aconteceu no Beverly Hilton Hotel, foi apresentada pela atriz D’Arcy Carden. Neste ano, a produtora Lauren Shuler Donner foi homenageada com o Golden Eddie Honoree. Os editores Alan Heim, vencedor do Oscar por O Show Deve Continuar, e Tina Hirsch, indicada ao Emmy Awards pela série The West Wing e pelo filme televisivo Back When We Were Grownups, receberam o Career Achievement Honorees. Cathy Repola, diretora executiva nacional da ACE, foi homenageada com o Heritage Award Honoree.

O longa sul-coreano Parasita, de Bong Joon-Ho, foi premiado na categoria de melhor edição em drama pelo trabalho de Jinmo Yang. Pela primeira vez na história da premiação os votantes escolheram uma produção estrangeira para o prêmio principal. “Tudo isso parece um sonho. Não acredito que isso está acontecendo”, disse Yang em seu discurso. Nas categorias televisivas, as séries Killing Eve e Fleabag se destacaram.

Considerado uma prévia do Oscar, os vencedores do Eddie Awards coincidiram, diversas vezes, com os premiados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Dos 29 vencedores da ACE de melhor edição em filme dramático, 22 também levaram a estatueta dourada.

Confira a lista completa com os vencedores do 70º ACE Eddie Awards nas categorias de cinema:

MELHOR EDIÇÃO | DRAMA:
Parasita, por Jinmo Yang

MELHOR EDIÇÃO | COMÉDIA:
Jojo Rabbit, por Tom Eagles

MELHOR EDIÇÃO | ANIMAÇÃO:
Toy Story 4, por Axel Geddes

MELHOR EDIÇÃO | DOCUMENTÁRIO:
Apollo 11, por Todd Douglas Miller

MELHOR EDIÇÃO | DOCUMENTÁRIO | SMALL SCREEN:
What’s My Name: Muhammad Ali, por Jake Pushinsky

Foto: Divulgação.

Cate Blanchett presidirá o júri do Festival de Cinema de Veneza 2020

por: Cinevitor

catevenezajuri2020A atriz no tapete vermelho de Veneza no ano passado.

O Conselho Administrativo da Biennale di Venezia, presidido por Paolo Baratta, anunciou nesta quinta-feira, 16/01, que a atriz australiana Cate Blanchett presidirá o Júri Internacional da 77ª edição do Festival de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 2 e 12 de setembro. O nome da atriz, que designará o Leão de Ouro e outros prêmios oficiais, foi recomendado por Alberto Barbera, diretor do festival.

Em comunicado oficial, Blanchett disse: “Todo ano eu espero com expectativa a seleção de Veneza e todo ano é surpreendente e distinta. Veneza é um dos festivais de cinema mais atmosféricos do mundo; uma celebração do meio provocador e inspirador que é o cinema em todas as suas formas. É um privilégio e um prazer ser presidente do júri deste ano”.

Alberto Barbera também comentou a escolha: “Cate Blanchett não é apenas um ícone do cinema contemporâneo, cortejado pelos maiores diretores dos últimos vinte anos e adorado por espectadores de todos os tipos. Seu comprometimento nos campos artístico e humanitário, como a proteção ao meio ambiente, bem como sua defesa da emancipação da mulher em uma indústria cinematográfica que ainda aceita o preconceito masculino, são inspirações para a sociedade. Seu imenso talento como atriz, combinado com sua inteligência única e sincera paixão pelo cinema, são as qualidades ideais para um presidente do júri. Será um grande prazer recebê-la em Veneza novamente”.

Cate Blanchett, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante, em 2005, por O Aviador, e também premiada na categoria principal de melhor atriz por Blue Jasmine, em 2014, já esteve em Veneza algumas vezes. Em 1998, exibiu Elizabeth, de Shekhar Kapur. Voltou em 2007 com Não Estou Lá, de Todd Haynes, que lhe rendeu o prêmio Coppa Volpi de melhor atriz.

Em reconhecimento à sua contínua defesa pelas artes e apoio às causas humanitárias e ambientais, Blanchett recebeu o prêmio Companion of the Order of Australia in the General Division, uma medalha centenária pelo serviço prestado à sociedade australiana por meio da atuação, o Prêmio Stanley Kubrick de Excelência em Cinema, entre outros. Além disso, possui Doutorado Honorário em Letras pela Universidade de New South Wales, Universidade de Sydney e Universidade Macquarie.

Em 2018, atuou como presidente do júri do Festival de Cannes e suas atuações no cinema conquistaram diversos prêmios. Além do Oscar, a atriz também foi consagrada no BAFTA, Globo de Ouro, National Board of Review, SAG Awards, entre outros. Nos palcos também ganhou destaque e foi indicada ao Tony Awards por seu trabalho em The Present. Atualmente, lidera a Sydney Theatre Company como codiretora artística.

A atriz é Embaixadora Global da Boa Vontade do Alto Comissariado da ONU, Nações Unidas, para os Refugiados (ACNUR) e foi homenageada com o Crystal Award no Fórum Econômico Mundial de 2018, em Davos. Além disso, é cofundadora e presidente da produtora Dirty Films, que produziu filmes como CarolConspiração e PoderSob o Efeito da Água, e a série Mrs. America.

Foto: Getty Images Europe.

Sergio, com Wagner Moura e Ana de Armas, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor

sergionetflixtrailerFilme baseado em uma história real.

Dirigido por Greg Barker e protagonizado pelo ator brasileiro Wagner Moura, Sergio, um filme original Netflix, acaba de divulgar seu primeiro trailer. O longa foi selecionado para a seção Premieres do Festival de Sundance, que acontece no final de janeiro.

Carismático e complexo, Sergio Vieira de Mello dedicou a maior parte de sua carreira como diplomata da ONU trabalhando nas regiões mais instáveis do mundo, negociando habilmente com presidentes, revolucionários e criminosos de guerra para proteger a vida de pessoas comuns. Mas, assim como ele se prepara para uma vida simples com a mulher que ama, interpretada por Ana de Armas, Sergio assume uma última missão: em Bagdá, recém mergulhada no caos após a invasão americana.

A missão era para ser breve, até que a explosão de uma bomba faz com que as paredes da sede da ONU caiam literalmente sobre ele, desencadeando uma emocionante luta entre vida e morte. Inspirado em uma história real, Sergio é um drama com foco em um homem levado aos seus limites físico e mental enquanto é forçado a confrontar suas próprias escolhas sobre ambição, família e sua capacidade de amar.

Com estreia marcada para o dia 17 de abril, na Netflix e em alguns cinemas, o filme conta também com Brían F. O’Byrne, Garret Dillahunt, Clemens Schick, Will Dalton, Jason Anthony e Bradley Whitford.

Confira o trailer de Sergio:

Foto: Reprodução YouTube/Netflix.

Turma da Mônica – Lições: começam as filmagens do novo filme da franquia

por: Cinevitor

monicalicoesfilmagensSequência do live-action traz mais personagens clássicos de Mauricio de Sousa.

Depois do sucesso de Turma da Mônica – Laços, que levou mais de 2 milhões de espectadores aos cinemas, começaram as filmagens de Turma da Mônica – Lições, segundo longa live-action da franquia. Com direção de Daniel Rezende, o filme será rodado até 11 de fevereiro, em Poços de Caldas, Minas Gerais.

Em Turma da Mônica – Lições, adaptação da graphic novel homônima, escrita e desenhada pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, os amigos Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali precisam, desta vez, encarar as consequências de um erro cometido na escola e os desafios da passagem da infância para a adolescência.  Para esta nova aventura, a turma ganha a companhia de mais personagens já conhecidos e queridos do universo clássico do Mauricio de Sousa.

“Preparem os lenços porque Turma da Mônica – Lições será um filme ainda mais lindo e emocionante que Laços. O sucesso do primeiro só demonstra que o brasileiro dá valor aos seus personagens e histórias. E é com muita alegria que elenco e equipe estão reunidos de novo para a sequência, que vai ter muitas surpresas e vários personagens novos. E podem esperar mais filmes do universo Mauricio de Sousa em breve porque não vamos parar por aqui”, revela o diretor Daniel Rezende.

“Filmaremos durante cinco semanas, em Poços de Caldas, o nosso bairro do Limoeiro. Conseguimos encontrar todas as locações do filme na cidade. Dessa vez, as filmagens concentram-se em duas escolas lindas e na Praça. Um privilégio acharmos tudo aqui e contarmos com muitas parcerias locais”, explica a produtora Bianca Villar, da Biônica Filmes.

“Se a emoção já foi grande com Laços, a expectativa só aumenta para Lições! Como todos os fãs da turminha, não vejo a hora de chegar dezembro de 2020”, declarou Mauricio de Sousa.

No elenco principal, os atores mirins voltam a se reunir: Giulia Benite como Mônica, Kevin Vechiatto interpretando Cebolinha, Laura Rauseo no papel de Magali e Gabriel Moreira na pele de Cascão. Também seguem no elenco: Monica Iozzi, como Dona Luísa; Paulo Vilhena, vivendo Seu Cebola; e Fafá Rennó como Dona Cebola.

A produção é da Biônica Filmes, em coprodução com Mauricio de Sousa Produções, Paris Entretenimento, Paramount Pictures e Globo Filmes. A Paris Filmes e a Downtown Filmes assinam a distribuição.

Foto: Serendipity Inc.

Com Isabél Zuaa, Um Animal Amarelo, de Felipe Bragança, ganha teaser

por: Cinevitor

animalamareloteaserIsabél Zuaa em cena: fábula tropical.

Escrito e dirigido pelo carioca Felipe Bragança, Um Animal Amarelo fará sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Roterdã, que acontecerá em janeiro. O longa faz parte da Big Screen Competition, seleção de nove longas em estreia mundial descrita pelo site do festival como “uma coleção de filmes poderosos de diretores com carreiras de destaque internacional”.

Em Um Animal Amarelo, descrito como uma tragicômica e melancólica fábula tropical sobre as heranças do colonialismo português no Brasil de hoje, Bragança traz suas memórias e impressões de cidadão brasileiro e artista vivendo no conturbado Brasil atual. “O filme é feito no encontro misterioso entre o pesadelo político-cultural que estamos vivendo e histórias muito pessoais e escondidas sobre as quais os brasileiros nem sempre gostam de falar”, explica o diretor.

Filmado no Brasil, Portugal e Moçambique, o longa traz a inquietação do diretor sobre questões de identidade individual e coletiva: “Filmar nesses países não foi como filmar no estrangeiro exatamente, mas filmar ainda mais perto de mim, nesse continente cultural instalado nas minhas vísceras, como que me vendo pela nuca, reinstalado como cineasta brasileiro. E, claro, voltei desse mergulho cheio de dúvidas, com a sensação de que a própria ideia de Brasil como harmonia construída sobre as ruínas coloniais está hoje se desfazendo por completa, e se tornando uma ainda mais nova ruína. Com a sensação de que meu lugar criativo, eu, ‘branco brasileiro’, mestiço de tantos medos e fantasmas, deveria estar além do silêncio diante dos dilemas raciais e culturais que me ocupam o imaginário familiar e pessoal e suas origens ibéricas, ameríndias e africanas”.

E completou: “Porque pensar qualquer construção, ou reconstrução de um sentido de comunidade que possa enfrentar o desmonte conservador e extremista no poder agora, vamos ter de encarar de forma nova a equação da nossa antropofagia cultural para além das sínteses sonhadas no passado. E esse pensamento novo deverá passar pelo fim na crença de um futuro paraíso prometido, mas acreditar na potência de um presente sempre feito da nossa autodestruição, demolição, numa autofagia poética urgente e necessária. Talvez um Neo-Tropicalismo possível, uma nova modernidade almejada que nos tire desse atoleiro conservador, esteja na construção de uma linguagem multi-idiomática, auto-debochada, sem síntese, e que não esteja preocupada em se, e nos, salvar”, Bragança reflete.

O longa tem produção da carioca Marina Meliande e de Luis Urbano, produtor português de filmes de diretores como Miguel Gomes e Manoel de Oliveira, e traz no elenco o protagonismo do jovem Higor Campagnaro acompanhado de nomes como Herson Capri, Thiago Lacerda, Sophie Charlotte e Tainá Medina, além de um elenco luso-africano formado por Isabél Zuaa, Lucília Raimundo e Matamba Joaquim e dos portugueses Catarina Wallenstein, Diogo Dória e Adriano Luz.

Confira o teaser de Um Animal Amarelo, que tem estreia prevista para o segundo semestre:

Foto: Divulgação/Olhar Distribuição.