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Prêmio Platino 2020: A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, e outros filmes brasileiros estão na disputa

por: Cinevitor

vidainvisivelplatinoCarol Duarte em A Vida Invisível: indicada na categoria de melhor atriz.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 18/03, os indicados ao 7º Prêmio Platino (ou Premios Platino del Cine Iberoamericano), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas de 23 países. Em sua sétima edição, o drama espanhol A Trincheira Infinita, de Aitor Arregi e Jon Garaño, lidera com oito indicações.

O cinema brasileiro se destaca com A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, indicado em três categorias: melhor filme ibero-americano de ficção, melhor atriz para Carol Duarte e melhor roteiro; a animação A Cidade dos Piratas, do cineasta gaúcho Otto Guerra; o documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa; e a coprodução entre Chile, Argentina e Brasil, Aranha, de Andrés Wood.

Além disso, diversas produções nacionais e profissionais brasileiros foram pré-selecionados entre os semifinalistas desta sétima edição, porém, não foram classificados para etapa final, como: Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, nas categorias de melhor filme ibero-americano de ficção, direção, roteiro e som (Ricardo Cutz); Greta, de Armando Praça, como melhor roteiro e melhor ator para Marco Nanini; Azougue Nazaré, de Tiago Melo, nas categorias de melhor primeiro filme ibero-americano de ficção e trilha sonora original (Tiago Melo, Mestre Anderson Miguel e Tomaz Alvez Souza); Andrea Beltrão, na categoria de melhor atriz por Hebe: A Estrela do Brasil; Turma da Mônica – Laços, de Daniel Rezende, como melhor trilha sonora original por Fabio Góes; Divino Amor, de Gabriel Mascaro, na categoria de melhor direção de arte por Thales Junqueira; Heloisa Passos como melhor direção de fotografia por Deslembro, de Flavia Castro; e Carcereiros – O Filme, de José Eduardo Belmonte, na categoria Premio Platino al Cine y Educación en Valores.

Também foram pré-selecionados: os documentários Bixa Travesty, de Kiko Goifman e Claudia Priscilla, Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza (coprodução entre Portugal e Brasil), e Poetas do Céu, de Emilio Maillé (coprodução entre México, Brasil e França); as animações A Princesa de Elymia, de Silvio Toledo, Cine Cartoon Apresenta: Especial Oswaldo, de Pedro Eboli e Antonio Linhares, e Tito e os Pássaros, de André Catoto, Gabriel Bitar e Gustavo Steinberg. Além das três indicações que recebeu, A Vida Invisível também foi pré-selecionado nas categorias de melhor direção e melhor som (Waldir Xavier e Björn Wiese).

Nas categorias televisivas, o Brasil ficou entre os semifinalistas com: Sintonia, nas categorias de melhor série, melhor ator (João Pedro Carvalho), ator coadjuvante (Christian Malheiros) e atriz coadjuvante (Bruna Mascarenhas); Marjorie Estiano na categoria de melhor atriz pela série Sob Pressão; Lee Taylor, como melhor ator coadjuvante por Irmandade; e Linn da Quebrada como atriz coadjuvante por Segunda Chamada.

A cerimônia, que estava marcada para acontecer no dia 3 de maio, no Teatro Gran Tlachco de Xcaret, em Riviera Maya, no México, foi adiada por conta da pandemia de novo coronavírus. Uma nova data será anunciada em breve.

Conheça os indicados ao Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano 2020:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO:
A Trincheira Infinita (Espanha/França/Canadá)
A Vida Invisível (Brasil/Alemanha)
Dor e Glória (Espanha)
Monos (Colômbia/Argentina/Holanda/Alemanha/Suécia/Uruguai/EUA/Suíça/Dinamarca/França)

MELHOR DIREÇÃO:
Aitor Arregi, Jon Garaño e Jose Mari Goenaga, por A Trincheira Infinita
Alejandro Amenábar, por Mientras dure la guerra
Juan José Campanella, por A Grande Dama do Cinema
Pedro Almodóvar, por Dor e Glória

MELHOR ROTEIRO:
A Trincheira Infinita, escrito por Luiso Berdejo e Jose Mari Goenaga
A Vida Invisível, escrito por Murilo Hauser, Inés Bortagaray e Karim Aïnouz
Dor e Glória, escrito por Pedro Almodóvar
Mientras dure la guerra, escrito por Alejandro Amenábar e Alejandro Hernández

MELHOR ATRIZ:
Belén Cuesta, por A Trincheira Infinita
Carol Duarte, por A Vida Invisível
Graciela Borges, por A Grande Dama do Cinema
Ilse Salas, por Las niñas bien

MELHOR ATOR:
Antonio Banderas, por Dor e Glória
Antonio de la Torre, por A Trincheira Infinita
Karra Elejalde, por Mientras dure la guerra
Ricardo Darín, por A Odisseia dos Tontos

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
A Grande Dama do Cinema, por Emilio Kauderer
Dor e Glória, por Alberto Iglesias
Mientras dure la guerra, por Alejandro Amenábar
Monos, por Mica Levi

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
A Cidade dos Piratas (Brasil)
Buñuel en el laberinto de las tortugas (Espanha)
Elcano y Magallanes. La primera vuelta al mundo (Espanha)
Klaus (Espanha)

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Ara Malikian: una vida entre las cuerdas (Espanha)
Democracia em Vertigem (Brasil)
El cuadro (Espanha)
Historias de nuestro cine (Espanha)

MELHOR PRIMEIRO FILME IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO:
A Camareira, de Lila Avilés (México)
La hija de un ladrón, de Belén Funes (Espanha)
O Despertar das Formigas, de Antonella Sudasassi (Costa Rica/Espanha)
Ventajas de viajar en tren, de Aritz Moreno (Espanha)

MELHOR EDIÇÃO:
A Odisseia dos Tontos, por Alejandro Carrillo Penovi
A Trincheira Infinita, por Laurent Dufreche e Raúl López
Aranha, por Andrea Chignoli
Dor e Glória, por Teresa Font

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
A Trincheira Infinita, por Pepe Domínguez del Olmo
Insumisas, por Alexis Alvarez
Las niñas bien, por Claudio Ramirez Castelli
Mientras dure la guerra, por Juan Pedro De Gaspar

MELHOR FOTOGRAFIA:
A Trincheira Infinita, por Javier Agirre
Las niñas bien, por Dariela Ludlow
Mientras dure la guerra, por Alex Catalán
Monos, por Jasper Wolf

MELHOR SOM:
A Grande Dama do Cinema, por José Luis Díaz
Dor e Glória, por Sergio Bürmann, Pelayo Gutiérrez e Marc Orts
Mientras dure la guerra, por Aitor Berenguer e Gabriel Gutiérrez
Monos, por Lena Esquenazi

PREMIO PLATINO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES:
Aranha, de Andrés Wood (Chile/Argentina/Brasil)
Dezessete, de Daniel Sánchez Arévalo (Espanha)
Elisa y Marcela, de Isabel Coixet (Espanha)
O Despertar das Formigas, de Antonella Sudasassi (Costa Rica/Espanha)

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Distrito Salvaje (Colômbia)
El marginal III (Argentina)
La casa de papel (Espanha)
Monzón (Argentina)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Álvaro Morte, por La casa de papel
Javier Cámara, por Vota Juan
Jorge Román, por Monzón
Óscar Jaenada, por Hernán

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Candela Peña, por Hierro
Cecilia Suárez, por A Casa das Flores
Leticia Dolera, por Vida Perfecta
Úrsula Corberó, por La casa de papel

MELHOR ATOR COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Christian Tappán, por Distrito Salvaje
Gerardo Romano, por El marginal III
Gustavo Garzón, por Monzón
Juan Pablo Medina, por A Casa das Flores

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Alba Flores, por La casa de papel
Belén Cuesta, por Paquita Salas
Florencia Raggi, por Monzón
Mariana Treviño, por A Casa das Flores

Foto: Bruno Machado.

Cats é o grande vencedor do 40º Framboesa de Ouro, prêmio que elege os piores do cinema

por: Cinevitor

catsvenceframboesaRebel Wilson: pior atriz coadjuvante por Cats.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 16/03, os vencedores da 40ª edição do Framboesa de Ouro, divertido prêmio criado pelo publicitário John Wilson, que elege os piores da sétima arte, conhecido também como uma sátira ao Oscar.

Neste ano, Cats, dirigido por Tom Hooper, que liderava a lista com oito indicações ao lado de Rambo: Até o Fim, se consagrou como o grande vencedor em seis categorias, entre elas, a de pior filme e pior direção. O musical é baseado em uma série de poemas de T. S. Eliot, assim como a peça da Broadway, e conta a história de uma tribo de gatos chamada jellicle, cujo significado só eles conhecem, que se reúne para que o líder escolha apenas um integrante para ir a um lugar melhor e ganhar uma nova vida.

O Prêmio Redenção, entregue para alguém que conseguiu dar a volta por cima depois de marcar presença constante entre os piores, foi para o ator Eddie Murphy por seu trabalho em Meu Nome é Dolemite.

Por conta da pandemia do coronavírus, a equipe da premiação não conseguiu realizar um vídeo completo, com shows de paródias, que seria transmitido para o mundo inteiro. “Estamos trazendo um vídeo um pouco mais íntimo, adequado para qualquer público, com uma versão sobre a atual crise mundial de saúde com a qual estamos lidando”, disse o comunicado oficial.

Conheça os vencedores do 40º Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzie Awards:

PIOR FILME:
Cats

PIOR DIREÇÃO:
Tom Hooper, por Cats

PIOR ATOR:
John Travolta, por The Fanatic e Trading Paint

PIOR ATOR COADJUVANTE:
James Corden, por Cats

PIOR ATRIZ:
Hilary Duff, por A Maldição de Sharon Tate

PIOR ATRIZ COADJUVANTE:
Rebel Wilson, por Cats

PIOR ROTEIRO:
Cats, escrito por Lee Hall e Tom Hooper

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA:
Rambo: Até o Fim

PIOR COMBO EM CENA:
Quaisquer duas bolas de pelo meio felino e meio humano, em Cats

PIOR DESRESPEITO À VIDA HUMANA E À PROPRIEDADE PÚBLICA:
Rambo: Até o Fim

PRÊMIO REDENÇÃO:
Eddie Murphy, por Meu Nome é Dolemite

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

É Tudo Verdade 2020 – 25º Festival Internacional de Documentários: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

paoamargoETVCena do documentário libanês Pão Amargo, de Abbas Fahdel.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 09/03, em uma coletiva de imprensa, em São Paulo, os filmes selecionados para a 25ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. Neste ano, a programação exibirá 83 títulos, em sessões gratuitas, entre os dias 26 de março e 5 de abril, em São Paulo, e 31 de março e 5 de abril, no Rio de Janeiro.

“Alcançar a marca de um quarto de século é uma alegria e uma responsabilidade. Desde a edição inaugural, em 1996, o vigor da produção documental não para de crescer no Brasil e mundo afora. A história do festival confunde-se com esta era de ouro do documentário”, afirma o diretor fundador do É Tudo Verdade, Amir Labaki.

Dirigido por Taghi Amirani, Golpe 53 será o filme de abertura em São Paulo da 25ª edição do É Tudo Verdade, em sessão especial para convidados. Um autêntico thriller documental, o longa investiga, na aurora da Guerra Fria, os envolvimentos da Grã-Bretanha e dos EUA no golpe de Estado que liquidou, em 1953, o regime democrático iraniano liderado pelo primeiro-ministro Mohammad Mosaddegh. Golpe 53 conta com a participação do ator britânico Ralph Fiennes e o lendário montador americano Walter Murch, de Apocalypse Now, assina a edição e colabora com o roteiro.

No Rio, o festival será inaugurado com A Cordilheira dos Sonhos, de Patricio Guzmán, vencedor do Olho de Ouro de melhor documentário no Festival de Cannes do ano passado. Guzmán encerra a trilogia formada ainda por Nostalgia da Luz e O Botão de Pérola num ensaio entre o memorialístico e o político sobre os avanços sociais do governo Allende (1970-1973), a repressão brutal da ditadura Pinochet (1973-1990) e a dura herança atual da política econômica desenvolvida no período autoritário.

golpe53ETVCena do documentário Golpe 53, de Taghi Amirani: filme de abertura em São Paulo.

Exemplo do trabalho de recuperação histórica realizado pelas retrospectivas do festival, Volkswagen: Operários na Alemanha e no Brasil (1974), de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer, documentava o estado das coisas do operariado fabril em duas conjunturas nacionais distintas, dialogando com o futuro das mesmas relações trabalhistas como estampado pelo vencedor do Oscar de melhor documentário deste ano, Indústria Americana, de Steven Bognar e Julia Reichert.

Homenageada pela edição inaugural, a obra do mestre cubano Santiago Álvarez tem seu vigor e sua originalidade sintetizados exemplarmente por Silvio Tendler no ainda inédito Santiago das Américas ou O Olho do Terceiro Mundo. Além disso, seis programas especiais celebram a efeméride de um quarto de século do É Tudo Verdade, o mais tradicional festival dedicado ao cinema não ficcional na América Latina.

Em 2003, Paulo Sacramento fez história no festival vencendo ambas as competições, brasileira e internacional, com O Prisioneiro da Grade de Ferro. Uma projeção especial celebra sua volta à circulação agora em versão restaurada. Vale destacar também a mostra Projeções Especiais com a Homenagem a José Mojica Marins, uma celebração póstuma de um dos mais originais criadores do cinema brasileiro, homenageado em 2000 pelo É Tudo Verdade com a estreia de Maldito.

santiagoamericasETVCena de Santiago das Américas ou O Olho do Terceiro Mundo, de Silvio Tendler.

A programação conta também com a mostra Séries Inéditas: Marker & Cousins com a exibição de: A Herança da Coruja (1989), de Chris Marker, no qual o diretor discute em treze episódios, com mais de 50 convidados, o legado cultural e político da Grécia clássica para o mundo contemporâneo; e Women Make Film – Um Novo Road Movie Através do Cinema, de Mark Cousins, onde o diretor discute, em cinco capítulos, a história e a linguagem do cinema desenvolvidos pelas obras de cineastas como Àgnes Varda, Alice Guy Blaché, Heddy Honigmann, Jane Campion, Kinuyo Tanaka, Maya Deren, Petra Costa, Safi Faye, Sally Porter, Sumita Peries, entre outras.

A mostra O Estado das Coisas conta com cinco produções, entre elas, Mucho Mucho Amor, de Cristina Costantini e Kareem Tabsch, que foi exibido no Festival de Sundance e conta a história de Walter Mercado, o mais pop astrólogo da segunda metade do século 20; e Boa Noite, de Clarice Saliby, sobre Cid Moreira, a voz mais famosa do Brasil.

A programação, que comemora os 25 anos do É Tudo Verdade, conta também com atividades paralelas, como debates, seminários e a 17ª Conferência Internacional do Documentário. E mais: em parceria com o É Tudo Verdade, o Itaú Cultural apresentará um ciclo exclusivo de cinco título brasileiros dedicados à fruição cinematográfica, no site. Além disso, em parceria com o Spcine Play, o festival vai disponibilizar um ciclo inédito de dez documentários nacionais dirigidos por mulheres que marcaram a história do evento.

cidmoreiraETVAos 91 anos, Cid Moreira narra a sua própria história em Boa Noite.

Durante todo o mês de março, o Itaú Cultural dedica a sessão das 19h das terças-feiras a documentários selecionados entre os premiados nas primeiras edições do É Tudo Verdade.

No período de 01/06 a 05/07, seis filmes da seleção de 2020 serão exibidos em cinco unidades do Sesc no interior de São Paulo: Araraquara, Sorocaba, Santos, Ribeirão Preto e Jundiaí. Todas as sessões serão gratuitas.

Vale lembrar também que os filmes premiados no É Tudo Verdade 2020, nas competições brasileiras e internacionais de longas/médias-metragens e de curtas-metragens, estarão automaticamente classificados para serem examinados para a disputa do Oscar do ano que vem.

Conheça os filmes selecionados para o É Tudo Verdade 2020 – 25º Festival Internacional de Documentários:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
A Ponte de Bambu, de Marcelo Machado (SP)
Atravessa a Vida, de João Jardim (RJ)
Dentro da Minha Pele, de Toni Venturi (SP)
Fico te Devendo uma Carta Sobre o Brasil, de Carol Benjamin (RJ)
Jair Rodrigues – Deixa que Digam, de Rubens Rewald (SP)
Libelu – Abaixo a Ditadura, de Diógenes Muniz (SP)
Meu Querido Supermercado, de Tali Yankelevich (SP)
Não Nasci para Deixar Meus Olhos Perderem Tempo, de Claudio Moraes (DF)
Os Paralamas do Sucesso – Os Quatro, de Roberto Berliner e Paschoal Samora (RJ)
Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles (SP)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Cidade dos Sonhos (Cheng Shi Meng), de Weijun Chen (China)
Collective (Colectiv), de Alexander Nanau (Romênia)
Dick Johnson está Morto (Dick Johnson is Dead), de Kirsten Johnson (EUA)
O Espião (The Mole Agent), de Maite Alberdi (Chile/EUA/Alemanha/Holanda/Espanha)
O Fator Humano (The Human Factor), de Dror Moreh (Reino Unido)
Ficção Privada (Ficción privada), de Andrés Di Tella (Argentina)
Forman vs. Forman, de Helena Třěštíková e Jakub Hejna (República Checa/França)
Influência (Influence), de Richard Poplak e Diana Neille (África do Sul/Canadá)
Pão Amargo (Bitter Bread), de Abbas Fahdel (Líbano)
O Rei Nu (Der Nackte König – 18 Fragmente Über Revolution), de Andreas Hoessli (Alemanha/Polônia/Suíça)
O Rolo Proibido (The Forbidden Reel), de Ariel Nasr (Canadá)
Silêncio de Rádio (Silence Radio), de Juliana Fanjul (Suíça/México)

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | CURTA-METRAGEM
ChoVer, de Guga Millet (RJ)
Filhas de Lavadeiras, de Edileuza Penha de Souza (DF)
Lora, de Mari Moraga (SP)
Metroréquiem, de Adalberto Oliveira (PE)
Movimento, de Lucas Tomaz Neves (SP)
Ouro para o Bem do Brasil, de Gregory Baltz (RJ)
Recoding Art, de Bruno Moreschi e Gabriel Pereira (SP)
Sem Título # 6: O Inquietanto, de Carlos Adriano (SP)
Ver a China, de Amanda Carvalho (SP/China)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM
3 Saídas Lógicas (3 Logical Exits), de Banpark Jieun (Dinamarca/Reino Unido/Líbano)
Algo Mais (This Means More), de Nicolas Gourault (França)
Asho, de Fereydoun Najafi (Irã)
Uma Longa Distância (Larga Distancia), de Juan Manuel Calisto (Peru)
Meu País Tão Lindo (Moj Kraj Taki Piekny), de Grzegorz Paprzycki (Polônia)
Notícias da Capital do Antimônio (Nouvelles de la Capitale d`Antimoine), de Guangli Liu (França)
Saudade, de Denize Galiao (Alemanha)
Sem Choro na Mesa de Jantar (No Crying at the Dinner Table), de Carol Nguyen (Canadá)
Seu Canto (Her Song), de Laura Taillefer Viñas (Portugal)

FOCO LATINO-AMERICANO
1982, de Lucas Gallo (Argentina/Brasil)
Brouwer, A Origem da Sombra (Brouwer, El Origen de La Sombra), de Katherine Gavilan e Lisandra Lopez Fabe (Cuba)
Suspensão (Suspensión), de Simón Uribe (Colômbia)

O ESTADO DAS COISAS
Boa Noite, de Clarice Saliby (Brasil)
Filmfarsi, de Ehsan Khoshbakht (Reino Unido)
Gyuri, de Mariana Lacerda (Brasil)
Mucho Mucho Amor, de Cristina Costantini e Kareem Tabsch (EUA)
O Segundo Encontro (Le Deuxième Rencontre), de Veronique Ballot (França)

PROJEÇÕES ESPECIAIS
Eu Caminho (I Walk), de Jørgen Leth (Dinamarca)
Garoto – Vivo Sonhando, de Rafael Veríssimo (Brasil)
Maldito – O Estranho Mundo de José Mojica Marins, de André Barcinski e Ivan Finotti (Brasil)

Clique aqui e confira a programação completa do É Tudo Verdade 2020.

Fotos: Divulgação.

Filme Filme: conheça a nova plataforma de streaming com curadoria especial

por: Cinevitor

centraldobrasilfilmefilmeFernanda Montenegro em Central do Brasil, de Walter Salles.

A Filme Filme é uma nova plataforma de streaming que traz curadoria especial e uma comunidade para apaixonados por cinema. A programação será dividida em três categorias: Filmes de Festivais, com títulos que passaram pelos principais eventos cinematográficos do mundo; Documentários, repleto de longas relevantes do gênero; e Populares, que inclui filmes que fizeram sucesso em diferentes cantos do mundo.

A plataforma é dividida em dois ambientes: Filmes em Cartaz, com apenas 12 filmes e estreias semanais, para que o público passe mais tempo assistindo do que procurando um filme; e Catálogo, com muitas opções de títulos, para quando eles tiverem mais tempo para procurar um filme. O ambiente é amplificado, de fácil navegação e os filmes poderão ser alugados de forma individual por R$ 6, tanto nos Filmes em Cartaz quanto no Catálogo. A locação dura sete dias, diferente do que acontece no mercado hoje em dia, em que o usuário, geralmente, fica com o filme por apenas 48 horas.

Outro destaque será uma curadoria especial, com filmes selecionados semanalmente pelos Embaixadores Filme Filme, como: Carolina Jabor, Eryk Rocha, Mariana Aydar, Heitor Dhalia, Lina Chamie, Fernando Ceylão, Leonardo Eddy, Maytê Piragibe, Roberta Estrela D’Alva, entre outros, que sempre participam da seleção em destaque dos filmes em cartaz. Além disso, em breve, o público da plataforma poderá votar nos filmes que quer assistir e compartilhar experiências. O conceito de comunidade irá além da plataforma e o espectador poderá ganhar descontos, participar de lives, ser convidado para eventos exclusivos fora do ambiente digital, ganhar ingressos de cinemas parceiros e muito mais.

Idealizada e fundada por Bruno Beauchamp, Ilda Santiago e Mayra Auad, que também são sócios da Pagu Pictures, a Filme Filme chega com o propósito de ser a comunidade de filmes mais adorada do mundo e transformar a vida das pessoas num lugar mais legal.

Confira os primeiro títulos que estarão na plataforma:

EM CARTAZ
120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo
Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor
Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa
Central do Brasil, de Walter Salles

CATÁLOGO
Los Silencios, de Beatriz Seigner
As Montanhas Se Separam, de Zhangke Jia
Lunchbox, de Ritesh Batra
Testemunha Invisível, de Stefano Mordini

DOCUMENTÁRIOS
Em Cartaz
Eu Não Sou Seu Negro, de Raoul Peck
De Peito Aberto, de Graziela Mantoanelli
Divinas Divas, de Leandra Leal
Maria Callas – Em Suas Próprias Palavras, de Tom Volf

Catálogo
Dominguinhos, de Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar
Tsé, de Fabio Kow
SLAM – Voz de Levante, de Roberta Estrela D’Alva e Tatiana Lohmann
Amazônia Groove, de Bruno Murtinho

POPULARES
Em Cartaz
Um Banho de Vida, de Gilles Lellouche
O Grande Circo Místico, de Carlos Diegues
Morto Não Fala, de Dennison Ramalho
Sequestro Relâmpago, de Tata Amaral

Catálogo
O Auto da Compadecida, de Guel Arraes
Tô Ryca, de Pedro Antônio
O Homem que Desafiou o Diabo, de Moacyr Góes
Muita Calma Nessa Hora, de Felipe Joffily

Para saber mais informações, clique aqui.

Foto: Divulgação.

Confira o trailer de Não Vamos Pagar Nada, comédia protagonizada por Samantha Schmütz

por: Cinevitor

naovamospagarnadatrailerSamantha Schmütz e Edmilson Filho em cena.

Dirigido por João Fonseca e escrito por Renato Fagundes, Não Vamos Pagar Nada traz Samantha Schmütz como protagonista da comédia que chega aos cinemas em maio. Quando a grana tá curta e a barriga vazia, vale tudo para colocar comida na mesa! Esse é um dos lemas da dona de casa Antônia, personagem de Samantha. O longa mostra com irreverência como ela e seus vizinhos fazem malabarismos para viver com pouco dinheiro sem perder o bom humor.

No filme, Samantha Schmütz contracena com alguns dos maiores comediantes brasileiros, como Edmilson Filho, Flávia Reis, Leandro Soares, Fernando Caruso e Flavio Bauraqui. O longa foi rodado em cinco semanas no Polo Rio Cine Vídeo e em locações na Zona Oeste da cidade.

A história retrata o Brasil atual, com um olhar ácido e hilariante, mas esperançoso, sobre moral, desigualdade e relações de poder nas sociedades contemporâneas. Antônia está desempregada e administra a casa simples em que mora com o marido, João, um sujeito honesto, religioso e de valores inflexíveis. A história começa quando ela vai ao mercado e percebe que seu dinheiro não vai dar nem para comprar o básico. Tudo aumentou e, pra piorar, o novo dono do único mercado do bairro é um sujeito sem coração, que não aceita fiado.

Quando reclama com o funcionário do mercado, o músico Criolo em participação especial, Antônia acaba contagiando os outros clientes, que também não aceitam os reajustes. Todos se revoltam contra o insensível e mercenário dono do mercado e decidem: então ninguém vai pagar nada! No corre-corre, Antônia acaba levando o que encontra pela frente, mas quando chega em casa tem que esconder as sacolas não só do marido, como dos policiais que aparecem para investigar o caso. E ainda envolve a melhor amiga, Margarida, na confusão.

Confira o trailer de Não Vamos Pagar Nada, que estreia no dia 7 de maio:

Foto: Helena Barreto.

Mostra Abraccine – 9 Curtas de 2019: confira a programação em São Paulo

por: Cinevitor

swinguerraabraccineCurta pernambucano: Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

No dia 12 de março acontecerá a Mostra Abraccine – 9 Curtas de 2019, no IMS Paulista, com sessões às 18h e às 20h. Os títulos foram escolhidos pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema como os destaques do ano de 2019 juntamente com o vencedor da categoria Sete Anos em Maio, de Affonso Uchôa, que terá sua estreia nos cinemas no dia 19 de março.

Como os demais filmes não têm previsão de exibição fora do circuito dos festivais, a iniciativa da Abraccine visa possibilitar que o público de diversos estados possa conferir as produções. Para isso, foram montadas duas sessões conjuntas com as obras. Assim será possível conhecer melhor o universo do curta-metragem brasileiro em 2019 e o que esperar do formato nos próximos anos.

A programação da mostra também inclui debates com a participação de profissionais da Abraccine. No IMS Paulista, ele também ocorre no dia 12 de março, após a sessão das 20h, e terá a presença do crítico Adriano Garrett e da pesquisadora Mariana Queen Nwabasili. No dia 22 de março, os paulistas terão mais uma chance de conferir os títulos. As atividades são gratuitas.

Além de São Paulo, a Mostra Abraccine – 9 Curtas de 2019 acontecerá no Rio de Janeiro, Goiânia, Salvador, Manaus, Fortaleza, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Pelotas.

Confira a programação das sessões:

12/03 (quinta-feira)
18h – Sessão 1

Teoria sobre um Planeta Estranho, de Marco Antonio Pereira (MG)
Joderismo, de Marcus Curvelo (BA)
Quebramar, de Cris Lyra (SP)
Negrum3, de Diego Paulino (SP)

20h – Sessão 2 (seguida de debate)

Carne, de Camila Kater (SP)
Tea for Two, de Julia Katharine (SP)
Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (PE)
Tudo que é Apertado Rasga, de Fabio Rodrigues (BA)
A Mulher que Sou, de Nathália Tereza (PR)

22/03 (domingo)
16h – Sessão 2

Carne, de Camila Kater (SP)
Tea for Two, de Julia Katharine (SP)
Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (PE)
Tudo que é Apertado Rasga, de Fabio Rodrigues (BA)
A Mulher que Sou, de Nathália Tereza (PR)

18h – Sessão 1

Teoria sobre um Planeta Estranho, de Marco Antonio Pereira (MG)
Joderismo, de Marcus Curvelo (BA)
Quebramar, de Cris Lyra (SP)
Negrum3, de Diego Paulino (SP)

Foto: Divulgação/Ponte Produtoras.

Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas 2020: conheça os finalistas

por: Cinevitor

novaiorquecanalbrasilJuan Calado e Marcélia Cartaxo no curta Nova Iorque, de Leo Tabosa.

Foi dada a largada para a 14ª edição do Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas, a principal premiação dedicada a curtas-metragens no país. Onze produções vencedoras do Prêmio Canal Brasil de Curtas, honraria concedida pelo Canal Brasil nos principais festivais de cinema brasileiro no valor de R$ 15 mil, estão no páreo pelo prêmio de R$ 50 mil.

Em mais de uma década de estímulo à produção audiovisual brasileira, o Canal Brasil tornou-se um grande parceiro de novos realizadores da sétima arte nacional. Com R$ 350 mil concedidos em premiações ao longo de 14 edições, além de mais de R$ 500 mil na aquisição de curtas-metragens, o canal consagrou cineastas ainda em início de carreira e que vieram a encantar crítica e público; destaque para as premiações concedidas a Kleber Mendonça Filho, por Recife Frio (2010), Noite de Sexta Manhã de Sábado (2006) e Eletrodoméstica (2005); André Ristum, por Nello’s (2009); Gabriel Mascaro, por A Onda Traz, o Vento Leva (2013); e Juliana Rojas, por O Duplo (2012).

A votação já está aberta (clique aqui) e o ganhador será escolhido por voto popular. O encerramento será no dia 23 de março, às 18h, e o resultado vai ser anunciado no dia 24, às 18h30, ao vivo no Instagram e no Facebook do Canal Brasil, com a repórter Maria Clara Senra e o (a) diretor (a) do curta vencedor.

Conheça os finalistas:

Outras, de Ana Julia Travia (Mostra de Cinema de Tiradentes)
Mini Miss, de Rachel Daisy Ellis (É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários)
Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro (Cine PE)
Guaxuma, de Nara Normande (Anima Mundi)
O Vestido de Myriam, de Lucas H. Rossi (Cine Ceará)
Nova Iorque, de Leo Tabosa (Festival de Cinema de Gramado)
O Órfão, de Carolina Markowicz (Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum)
Mesmo Com Tanta Agonia, de Alice Andrade Drummond (Festival de Brasília do Cinema Brasileiro)
Um Corpo Feminino, de Thais Fernandes (Curta Cinema)
Aqueles Dois, de Émerson Maranhão (Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade)
Plano Controle, de Juliana Antunes (Janela Internacional de Cinema do Recife)

Os filmes podem ser assistidos no Canal Brasil Play, clique aqui.

Foto: Alex Costa.

Mostra Manifestos para Adiar o Fim do Mundo: programação conta com exibições de documentários e debates

por: Cinevitor

fransdoccinemaFrans Krajcberg: Manifesto reestreia no dia 12 de março.

Muito se fala sobre o Antropoceno, período ecológico chamado de Era da Humanidade. A ação humana está provocando intensas mudanças e alterando drasticamente o funcionamento do fluxo natural do planeta, causando impactos em cascata a ponto de se tornarem irreversíveis. Os cientistas alertam que o fim desta era irá provocar a sexta extinção em massa das espécies. Neste caso, nossa própria espécie, o homo sapiens seria atingido em cheio.

Cada um dos diretores dos filmes que participam da Mostra Manifestos para Adiar o Fim do Mundo, cada qual à sua maneira, escreveu seu próprio Manifesto, seja abordando a questão da ocupação desordenada da terra pelo homem desperdiçando os recursos naturais, patrimônio de toda a humanidade; seja a questão do direito ancestral à terra, o respeito pelos direitos humanos e pela diversidade cultural da humanidade; seja a denúncia sobre o cruel processo de genocídio de um grupo indígena no Brasil.

O objetivo desta Mostra de filmes é conscientizar as pessoas de que precisamos nos reinventar como espécie compartilhando do mesmo propósito, o de viver em harmonia com a natureza.

Nesta primeira edição, Regina Jehá conversa com seus convidados após a exibição de cada filme, que acontecerá no Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca, sempre às 19h30. Seu filme Frans Krajcberg: Manifesto reestreia na semana seguinte à Mostra, dia 12 de março.

PROGRAMAÇÃO:

Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra (Brasil, 2019)
Direção: Jorge Bodanzky e João Farkas
Sinopse: Fazendeiro no Pantanal do Mato Grosso, Ruivaldo Nery de Andrade ganhou destaque como um soldado na linha de frente da batalha pela proteção do meio ambiente. Acompanhando o dia a dia de esforços para sobreviver de Ruivaldo, o documentário aborda as consequências do assoreamento do Rio Taquari.
Dia e horário: 5/3, 19h30
Sessão seguida de debate com os diretores e Regina Jehá

500 Almas
Direção: Joel Pizzini (Brasil, 2005)
Sinopse: O delicado processo de reconstrução da memória e da identidade dos índios Guatós através de depoimentos dos próprios membros da comunidade e de reconstituições de crimes realizados por homens brancos contra eles; uma tribo indígena da região do Pantanal mato-grossense que foi descoberta muitos e muitos anos após ter sido considerada extinta e que atualmente se encontra disperso pela área.
Dia e horário: 6/3, 19h30
Sessão seguida de debate com o diretor e Regina Jehá

Martírio
Direção: Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tatiana Almeida (Brasil, 2016)
Sinopse: Uma análise da violência sofrida pelo grupo Guarani Kaiowá, uma das maiores populações indígenas do Brasil nos dias de hoje e que habita as terras do centro-oeste brasileiro, entrando constantemente em conflito com as forças de repressão e opressão organizadas pelos latifundiários, pecuaristas e fazendeiros locais, que desejam exterminar os índios e tomar as terras para si.
Dia e horário: 7/3, 19h30
Sessão terá abertura com a presença da Regina Jehá

Frans Krajcberg: Manifesto
Direção: Regina Jehá (Brasil, 2019)
Sinopse: Frans Krajcberg se prepara para expor suas obras e receber a grande homenagem da 32ª Bienal de Arte de São Paulo, enquanto desvela suas memórias e reflexões. Recentemente falecido, a vida do artista foi uma luta implacável contra a loucura destrutiva do homem, desde o fogo da 2ª Guerra Mundial às queimadas na Região Amazônica. O destino de um homem extraordinário inserido na história do seu tempo, comprometido com sua arte e profundamente vivo para sempre.
Dia e horário: 8/3, 19h30
Sessão seguida de debate com a diretora Regina Jehá e Sonia Guarany

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do Festival de Berlim 2020

por: Cinevitor

hongsangsooberlim2020O cineasta sul-coreano Hong Sang-soo na premiação: melhor direção.

Foram anunciados neste sábado, 29/02, os vencedores do 70º Festival de Berlim. Neste ano, o júri foi presidido pelo ator Jeremy Irons e contou com a presença do cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho entre os integrantes. O Urso de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para o drama Sheytan vojud nadarad (There Is No Evil), de Mohammad Rasoulof.

O cinema brasileiro estava na disputa pelo Urso de Ouro com Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra, que, infelizmente não foi premiado. Porém, o drama Los conductos, de Camilo Restrepo, uma coprodução entre França, Colômbia e Brasil, ficou com o prêmio de melhor filme de estreia.

Além dos grandes vencedores, também foram anunciados, anteriormente, os premiados pelo júri independente, como o Teddy Award, que elege os melhores filmes com temática LGBTQ+. O Prêmio Amnesty, que tem como objetivo chamar a atenção do público e representantes do setor cinematográfico para o tema dos direitos humanos e encorajar os cineastas a abordá-lo, foi entregue para o documentário americano Welcome to Chechnya, de David France.

Conheça os vencedores do Festival de Berlim 2020:

COMPETIÇÃO OFICIAL | LONGA-METRAGEM

URSO DE OURO | MELHOR FILME:
Sheytan vojud nadarad (There Is No Evil), de Mohammad Rasoulof (Alemanha/República Checa/Irã)

URSO DE PRATA | GRANDE PRÊMIO DO JÚRI:
Never Rarely Sometimes Always, de Eliza Hittman (EUA)

URSO DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO:
Hong Sang-soo, por Domangchin yeoja (The Woman Who Ran)

URSO DE PRATA | MELHOR ATRIZ:
Paula Beer, por Undine

URSO DE PRATA | MELHOR ATOR:
Elio Germano, por Volevo nascondermi (Hidden Away)

URSO DE PRATA | MELHOR ROTEIRO:
Favolacce (Bad Tales), escrito por D’Innocenzo Brothers

URSO DE PRATA | MELHOR CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA:
Jürgen Jürges pela direção de fotografia de DAU. Natasha

URSO DE PRATA | 70th BERLINALE:
Effacer l’historique (Delete History), de Benoît Delépine e Gustave Kervern (França/Bélgica)

COMPETIÇÃO OFICIAL | CURTA-METRAGEM:

URSO DE OURO | MELHOR CURTA: T, de Keisha Rae Witherspoon (EUA)
URSO DE PRATA | PRÊMIO DO JÚRI: Filipiñana, de Rafael Manuel (Filipinas/Reino Unido)
PRÊMIO AUDI: Genius Loci, de Adrien Mérigeau (França)
Curta-metragem indicado ao European Film Awards: It Wasn’t the Right Mountain, Mohammad, de Mili Pecherer (França)

PRÊMIO GWFF | MELHOR FILME DE ESTREIA: Los conductos, de Camilo Restrepo (França/Colômbia/Brasil)
PRÊMIO GWFF | MENÇÃO ESPECIAL: Nackte Tiere (Naked Animals), de Melanie Waelde (Alemanha)
BERLINALE DOCUMENTARY AWARD: Irradiés (Irradiated), de Rithy Panh (Camboja/França)
BERLINALE DOCUMENTARY AWARD | MENÇÃO ESPECIAL: Aufzeichnungen aus der Unterwelt (Notes from the Underworld), de Tizza Covi e Rainer Frimmel (Áustria)

MOSTRA PANORAMA | PRÊMIO DO PÚBLICO:

MELHOR FILME DE FICÇÃO: Otac (Father), de Srdan Golubović (Sérvia/França/Alemanha/Croácia/Eslovênia/Bósnia e Herzegovina)
MELHOR DOCUMENTÁRIO: Welcome to Chechnya, de David France (EUA)

JÚRI ECUMÊNICO:

Competição Oficial: Sheytan vojud nadarad (There Is No Evil), de Mohammad Rasoulof (Alemanha/República Checa/Irã)
Panorama: Otac (Father), de Srdan Golubović (Sérvia/França/Alemanha/Croácia/Eslovênia/Bósnia e Herzegovina)
Panorama | Menção Especial: Saudi Runaway, de Susanne Regina Meures (Suíça)
Forum: Seishin 0 (Zero), de Kazuhiro Soda (Japão/EUA)

PRÊMIO FIPRESCI:

Competição Oficial: Undine, de Christian Petzold (Alemanha/França)
Panorama: Mogul Mowgli, de Bassam Tariq (Reino Unido)
Panorama | Menção Especial: A l’abordage, de Guillaume Brac (França)
Forum: The Twentieth Century, de Matthew Rankin (Canadá)
Forum | Menção Especial: Ouvertures, de Louis Henderson, Olivier Marboeuf e The Living and the Dead Ensemble (Reino Unido/França)
Encounters: A metamorfose dos pássaros, de Catarina Vasconcelos (Portugal)

PRÊMIO AMNESTY | FILME INTERNACIONAL: Welcome to Chechnya, de David France (EUA)
URSO DE OURO HONORÁRIO: Helen Mirren

Para conhecer outros vencedores dos prêmios entregues pelo júri independente, clique aqui.

Foto: Getty Images Europe.

Conheça os vencedores do prêmio César 2020, o Oscar francês

por: Cinevitor

papichacesar2020Lyna Khoudri, do filme Papicha: atriz revelação.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 28/02, em Paris, os vencedores do prêmio César 2020, conhecido como o Oscar francês e realizado pela Academia de Artes e Técnicas do Cinema (l’Académie des Arts et Techniques du Cinéma).

Antes mesmo de acontecer, o evento foi alvo de diversas críticas por conta das 12 indicações ao filme O Oficial e o Espião, dirigido por Roman Polanski. O cineasta, que na década de 1970 foi preso por abuso sexual, desistiu de comparecer à cerimônia depois dos protestos realizados por associações feministas. Além disso, a diretoria do prêmio renunciou o cargo por conta das polêmicas. Ainda assim, Polanski ficou com o troféu de melhor direção.

Nesta 45ª edição, que foi apresentada pela atriz e comediante Florence Foresti, Os Miseráveis, de Ladj Ly, que foi premiado em Cannes, levou o prêmio máximo da noite, além de outras três estatuetas, entre elas, a de melhor edição.

Conheça os vencedores do César 2020:

MELHOR FILME:
Os Miseráveis

MELHOR FILME | PÚBLICO:
Os Miseráveis

MELHOR DIREÇÃO:
Roman Polanski, por O Oficial e o Espião

MELHOR ATRIZ:
Anaïs Demoustier, por Alice et le maire

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Fanny Ardant, por La Belle Époque

MELHOR ATOR:
Roschdy Zem, por Roubaix, une lumière

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Swann Arlaud, por Graças a Deus

ATRIZ REVELAÇÃO:
Lyna Khoudri, por Papicha

ATOR REVELAÇÃO:
Alexis Manenti, por Os Miseráveis

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
La Belle Époque, escrito por Nicolas Bedos

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
O Oficial e o Espião, escrito por Roman Polanski e Robert Harris

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
M, de Yolande Zauberman

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Parasita, de Bong Joon-Ho (Coreia do Sul)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
Longa-metragem:
Perdi Meu Corpo, de Jérémy Clapin
Curta-metragem:
La nuit des sacs plastiques, de Gabriel Harel

MELHOR FILME DE ESTREIA:
Papicha, de Mounia Meddour

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
Perdi Meu Corpo, por Dan Lévy

MELHOR SOM:
Alerta Lobo, por Nicolas Cantin, Thomas Desjonquères, Raphaël Mouterde, Olivier Goinard e Randy Thom

MELHOR FOTOGRAFIA:
Retrato de uma Jovem em Chamas, por Claire Mathon

MELHOR EDIÇÃO:
Os Miseráveis, por Flora Volpelière

MELHOR FIGURINO:
O Oficial e o Espião, por Pascaline Chavanne

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:
La Belle Époque, por Stéphane Rosenbaum

MELHOR CURTA-METRAGEM:
Pile poil, de Lauriane Escaffre e Yvonnick Muller

Foto: LP/Frédéric Dugit.

Festival de Berlim 2020: conheça os vencedores do 34º Teddy Award

por: Cinevitor

teddyaward2020Benjamin Radjaipour em Futur Drei: filme premiado.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 28/02, os vencedores da 34ª edição do Teddy Award, prêmio paralelo à Competição Oficial do 70º Festival de Berlim, que elege os melhores filmes com temática LGBT.

A cerimônia, apresentada pela cantora alemã Annie Heger, contou com uma performance do cantor brasileiro de ópera Edson Cordeiro ao lado da Babylon Orchester Berlin. O longa Futur Drei (No Hard Feelings), de Faraz Shariat, foi consagrado e levou o prêmio de melhor filme de ficção, além de outra estatueta.

O cinema brasileiro, que, infelizmente não saiu vitorioso, estava representado pelos seguintes filmes: Alice Júnior, de Gil Baroni; Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza; Vento Seco, de Daniel Nolasco; e Vil, má, de Gustavo Vinagre.

Neste ano, o júri foi composto por: Heitor Augusto de Sousa, crítico de cinema brasileiro; Chris Belloni, cineasta holandês; Sylva Häutle, do Queer Film Festival Munich; Nataleah Hunter-Young, programadora de filmes; Ksenia Ilina; e Christian Rodríguez.

Mas, como funciona o Teddy Award? Todos os filmes selecionados para as mostras do Festival de Berlim são analisados por um júri independente. Aqueles que preencherem os critérios relacionados à temática LGBT já são indicados.

Conheça os vencedores do Teddy Award 2020:

MELHOR FILME | FICÇÃO:
Futur Drei (No Hard Feelings), de Faraz Shariat (Alemanha)

MELHOR FILME | DOCUMENTÁRIO:
Si c’était de l’amour (If It Were Love), de Patric Chiha (França)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Rizi (Days), de Tsai Ming-Liang (Taiwan)

MELHOR CURTA-METRAGEM:
Playback. Ensayo de una despedida, de Agustina Comedi (Argentina)

TEDDY ACTIVIST AWARD:
Welcome to Chechnya, de David France (EUA)

TEDDY READERS’ AWARD:
Futur Drei (No Hard Feelings), de Faraz Shariat (Alemanha)

Foto: Edition Salzgeber/Jünglinge Film.

Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, é premiado na mostra Generation do Festival de Berlim 2020

por: Cinevitor

nomebagdaberlimvencePaulette Pink, Grace Orsato e Karina Buhr em Meu Nome é Bagdá.

O grande vencedor do Urso de Ouro da 70ª edição do Festival de Berlim será anunciado neste sábado, 29/02, porém, alguns prêmios já foram revelados nesta sexta-feira, 28/02.

Com um programa abrangente de filmes contemporâneos que explora a vida e o mundo de crianças e adolescentes, a Berlinale Generation desfruta de uma posição única como instigadora do cinema de jovens que quebram convenções. Dirigida por Maryanne Redpath desde 2008, a seção é simultaneamente um lar para jovens públicos e adultos de mente aberta. A geração navega continuamente no espaço entre desafiador e avassalador, e promove um diálogo aberto e controverso com seu público, artistas, convidados da indústria e críticos de cinema.

A seleção se concentra em filmes que, em suas narrativas e linguagens cinematográficas, levam os jovens a sério. Histórias que são contadas pelos olhos de seus jovens protagonistas e que tornam seus mundos tangíveis. Filmes que importam, que abrem portas para mundos desconhecidos. Filmes que exigem coragem, exibindo perspectivas intersetoriais e incentivando soluções coletivas. Filmes que sustentam um espelho para o mundo adulto. Os filmes, documentários e animações, filmes de gênero e obras que expandem a linguagem formal do cinema competem em pé de igualdade nas duas competições da seção.

Quatro júris premiam os melhores longas-metragens e curtas-metragens. Na Generation Kplus, o Urso de Cristal é entregue pelo Júri Jovem, composto por 11 adolescentes com idades entre 11 e 14 anos. Na Generation 14plus, são premiados pelo júri de jovens, composto por sete integrantes entre 14 e 18 anos.

Dois júris internacionais, cada um composto por três especialistas em cinema, entregam prêmios concedidos pela instituição de caridade infantil Deutsches Kinderhilfswerk para o concurso Kplus e pela Agência Federal de Educação Cívica para o concurso 14plus.

O brasileiro Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, levou o Grande Prêmio do Júri Internacional da Generation 14plus de melhor filme. No longa, livremente inspirado no livro Bagdá, o Skatista, de Toni Brandão, a história gira em torno de uma skatista de 17 anos chamada Bagdá, interpretada por Grace Orsato. Na trama, a jovem passa boa parte do tempo com os amigos skatistas, fazendo manobras na pista local, fumando maconha e jogando baralho. Aos poucos, ela vai se aproximando de Vanessa, interpretada por Nick Batista, outra skatista do bairro que encontra em Bagdá um incentivo para ocupar a pista de skate. Numa ida à Praça Roosevelt, Bagdá e Vanessa encontram outras meninas skatistas e estreitam laços de amizade. O elenco conta também com Karina Buhr, Suzy Rêgo, Helena Luz, Marília Fernandes, Paula Sabatini e Gilda Nomacce.

A justificativa do júri diz: “Fomos unânimes na escolha do nosso filme vencedor, uma fatia de liberdade generosa e abrangente, repleta de belas amizades, música, movimento e solidariedade em ação. Era impossível não ser conquistada pela protagonista titular e sua comunidade, e impossível esquecer o clímax glorioso e cheio de poder deste filme. Aqui está a prova de que a vida pode não nos proporcionar milagres, mas podemos superar todos os obstáculos se seguirmos nossa paixão”.

Conheça os vencedores da mostra Generation do Festival de Berlim 2020:

URSO DE CRISTAL | MELHOR FILME | GENERATION 14PLUS:
Notre-Dame du Nil (Our Lady of the Nile), de Atiq Rahimi (França/Bélgica/Ruanda)

MENÇÃO ESPECIAL:
White Riot, de Rubika Shah (Reino Unido)

URSO DE CRISTAL | MELHOR CURTA-METRAGEM | GENERATION 14PLUS:
Clebs (Mutts), de Halima Ouardiri (Canadá/Marrocos)

MENÇÃO ESPECIAL | CURTA-METRAGEM:
Goodbye Golovin, de Mathieu Grimard (Canadá)

GRANDE PRÊMIO | JÚRI INTERNACIONAL | MELHOR FILME | GENERATION 14PLUS:
Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza (Brasil)

MENÇÃO ESPECIAL:
Kaze no Denwa (Voices in the Wind), de Nobuhiro Suwa (Japão)

PRÊMIO ESPECIAL | JÚRI INTERNACIONAL | MELHOR CURTA-METRAGEM | GENERATION 14PLUS:
Clebs (Mutts), de Halima Ouardiri (Canadá/Marrocos)

MENÇÃO ESPECIAL:
White Winged Horse, de Mahyar Mandegar (Irã)

Foto: Camila Cornelsen.