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Toda semana um novo programa sobre cinema, com os mais variados temas.

CINEVITOR #355: Entrevista com Fernanda Torres | Edição Especial

por: Cinevitor

fernandatorrescinevitorFernanda Torres na Mostra de São Paulo: lançamento do filme O Juízo.

Escritora, atriz e apresentadora, Fernanda Torres é uma das artistas mais admiradas do país. Filha do casal de atores Fernando Torres e Fernanda Montenegro, começou sua carreira no final da década de 1970, em uma peça de Maria Clara Machado. Um ano depois, estreou na TV e fez parte do elenco da série Aplauso, de Domingos Oliveira, na TV Globo.

Nas telinhas, participou de grandes sucessos, como: Baila Comigo, Brilhante, Eu Prometo, Selva de Pedra, Comédia da Vida Privada, entre outros. Ganhou destaque na série Os Normais, escrita por Fernanda Young e Alexandre Machado, na qual dividia a cena com o amigo Luiz Fernando Guimarães. Anos depois, ao lado de Andrea Beltrão, protagonizou o seriado Tapas & Beijos, outro grande sucesso da TV.

No teatro, atuou em dezenas de peças, entre elas, o monólogo A Casa dos Budas Ditosos, baseado na obra de João Ubaldo Ribeiro. Sucesso de público e crítica, venceu o Prêmio Shell de Teatro e o Prêmio Qualidade Brasil de Teatro.

Sua estreia nas telonas aconteceu em 1983, no filme Inocência, de Walter Lima Jr. Em 1985, protagonizou A Marvada Carne, de André Klotzel, que lhe rendeu o kikito de melhor atriz no Festival de Gramado. Com o drama Eu Sei que Vou Te Amar, de Arnaldo Jabor, foi consagrada no Festival de Cannes com o prêmio de melhor atriz. Em Brasília, recebeu o Troféu Candango por sua atuação em Gêmeas, de Andrucha Waddington. Foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro por Traição e ganhou o Troféu APCA por O Primeiro Dia do Resto da Sua Vida, de Rémi Bezançon. Em 1991, atuou com Anthony Hopkins no drama paraguaio A Guerra de um Homem, de Sérgio Toledo.

Em 2005, ao lado de sua mãe, protagonizou o drama Casa de Areia. O longa, dirigido pelo marido Andrucha Waddington, lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Guadalajara. Entre tantos sucessos, também se destacou em Redentor, longa dirigido pelo irmão, no qual assinou o roteiro; Saneamento Básico, O Filme, de Jorge Furtado; Com Licença, Eu Vou à Luta, de Lui Farias; Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas; O Que É Isso, Companheiro?, de Bruno Barreto; Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho; entre outros. Além disso, escreveu três livros: Fim, que foi indicado ao Prêmio Jabuti; Sete Anos: Crônicas; e A Glória e Seu Cortejo de Horrores, lançado em 2017.

Recentemente, Fernanda Torres passou pela 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo para apresentar o filme O Juízo, suspense sobrenatural dirigido por Andrucha Waddington, no qual assina o roteiro. O longa, estrelado pelo filho Joaquim Torres Waddington, pela mãe Fernanda Montenegro, Felipe Camargo, Carol Castro, Criolo e Lima Duarte, narra um acerto de contas que leva mais de duzentos anos para se concretizar.

Em entrevista exclusiva ao CINEVITOR, Fernanda falou sobre o novo filme, trabalho em família, a importância do cinema brasileiro, diversidade cultural e relembrou diversos sucessos da carreira nas telonas.

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Foto: Natali Hernandes/agenciafoto.com.br.

CINEVITOR #354: LABRFF 2019 – Los Angeles Brazilian Film Festival | Edição Especial

por: Cinevitor

labrff2019pgmcinevitorConvidados especiais: cinema brasileiro em Hollywood.

A 12ª edição do Los Angeles Brazilian Film Festival, LABRFF, reconhecido como um dos mais importantes festivais de cinema brasileiro fora do Brasil, aconteceu entre os dias 13 e 17 de outubro com uma programação diversificada com 48 filmes, entre curtas e longas.

Além das exibições e homenagens, o evento contou também com atividades paralelas e com o 1º Los Angeles Latin Music Video Festival, competição de videoclipes lançada pelo festival.

O CINEVITOR teve a honra de participar do evento e para encerrar com chave de ouro nossa cobertura, fizemos um programa especial com alguns convidados ilustres que passaram pelo tapete vermelho do LABRFF 2019, como: a atriz Marcélia Cartaxo, grande homenageada desta edição e premiada por sua atuação em Pacarrete; os atores Edmilson Filho e Guilherme Berenguer, do curta 2119 Acabou-se Foi Tudo; as atrizes Dani Valente e Mina Nercessian, da comédia Solteira Quase Surtando; o diretor André Morais e a atriz Ingrid Trigueiro, do longa paraibano Rebento; o cineasta Kennel Rógis, do premiado curta O Grande Amor de um Lobo; a atriz Tathi Piancastelli e o diretor Alex Duarte, do documentário Expedição 21; e a fundadora e diretora executiva do LABRFF, Meire Fernandes.

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*O CINEVITOR esteve em Los Angeles e você acompanha a cobertura do LABRFF 2019 por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

CINEVITOR #353: Entrevista com Daniel de Oliveira, Bianca Comparato e Dennison Ramalho | Morto Não Fala

por: Cinevitor

mortonaofalapgmcinevitorProtagonista: Daniel de Oliveira interpreta um plantonista noturno de um necrotério.

Protagonizado por Daniel de Oliveira, Morto Não Fala marca a estreia de Dennison Ramalho na direção de um longa-metragem. Selecionado para mais de 30 festivais nacionais e internacionais, entre eles, Havana, Rio e Roterdã, o longa é uma obra de horror brasileira.

A história é um drama sobre um homem com uma habilidade sobrenatural e sobre os acordos invioláveis entre o mundo dos vivos e o além. Stênio é plantonista noturno no necrotério de uma grande e violenta cidade. Em suas madrugadas de trabalho, ele nunca está só, pois possui um dom paranormal de comunicação com os mortos. Quando as confidências que ouve do além revelam segredos de sua própria vida, Stênio desencadeia uma maldição que traz perigo e morte para perto de si e de sua família.

O diretor, que assina o roteiro ao lado de Claudia Jouvin, coleciona trabalhos que exploram o universo do horror na tela. Foi diretor assistente e corroteirista de Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins, filme que trouxe o ícone cult do horror brasileiro, Zé do Caixão, de volta ao cinema. Também dirigiu o episódio J de Jesus, que integra do filme O ABC da Morte 2; entre outros.

Morto Não Fala, que conta com Fabiula Nascimento, Bianca Comparato, Marco Ricca, Cauã Martins e Annalara Prates no elenco, já recebeu diversos prêmios, entre eles: o de melhor longa-metragem latino-americano no Mórbido Fest, no México; venceu na categoria Efeitos Especiais do 6º Nocturna Madrid International Fantastic Film Festival, na Espanha; e arrematou dois prêmios no 3º Rio Fantastik Festival: melhor atriz para Fabiula Nascimento (Júri Oficial) e melhor direção para Dennison Ramalho (Prêmio da Crítica).

Para falar mais sobre o filme, que estreia nesta quinta-feira, 10/10, conversamos com o diretor e com os atores Daniel de Oliveira e Bianca Comparato.

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Foto: Divulgação/Pagu Pictures.

CINEVITOR #352: Entrevistas com Lima Duarte, Diego Freitas e Guilherme Rodio | Bastidores do curta A Volta Para Casa

por: Cinevitor

entrevistalimaduartecinevitorLima Duarte: 89 anos e mais de 120 trabalhos entre TV, cinema e teatro.

Filmado durante três dias em São Paulo, o curta-metragem A Volta Para Casa, dirigido por Diego Freitas, de O Segredo de Davi, e produzido pela Parakino Filmes, conta a história de Plínio, interpretado por Lima Duarte, um marceneiro aposentado, que atualmente mora em uma humilde casa de repouso. Lá, ele passa boa parte do tempo relembrando seu ofício, criando objetos a partir de pedaços de madeira e encantando a todos com seu jeito dedicado e paixão pelo que faz. Anselmo, vivido por Guilherme Rodio, um dos funcionários da instituição, é um rapaz solitário responsável por cuidar do jardim e garantir um cotidiano mais agradável aos senhores e senhoras dali.

No domingo de Páscoa, os moradores esperam as visitas de suas respectivas famílias. Plínio veste sua melhor roupa, cheio de expectativa. Filhos vem buscar pais e mães para o almoço, mas ele continua lá. Até que Anselmo, ao vê-lo sozinho e entristecido, se oferece para leva-lo até a antiga casa. Durante o trajeto, Plínio repassa suas memórias sobre o bairro de Santana, onde nasceu e cresceu.

O curta, que tem circulado em diversos festivais, recentemente foi premiado no Florianópolis Audiovisual Mercosul, FAM 2019, onde ganhou três prêmios, entre eles, o de melhor filme segundo o júri popular e melhor ator para Lima Duarte; e também foi consagrado no 6º Festival de Cinema de Caruaru. Além disso, foi selecionado para o HollyShorts Film Festival, em Los Angeles, entre outros.

A Volta Para Casa, escrito por Diego Freitas e Diego Olivares, foi filmado em fevereiro e o CINEVITOR marcou presença no set. Nos bastidores, conversamos com o diretor, com o ator Guilherme Rodio, que também assina o argumento, e com Lima Duarte, que falou sobre seu trabalho no curta, elogiou a equipe, contou uma história sobre os amigos Manoel de Oliveira, cineasta português, e a atriz Fernanda Montenegro, e citou Fernando Pessoa.

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Foto: Guilherme Raya.

CINEVITOR #351: Hebe: A Estrela do Brasil | Entrevistas com Andrea Beltrão, Carolina Kotscho e Mauricio Farias

por: Cinevitor

hebeestrelabrasil2cinevitorAndrea Beltrão em cena: gracinha!

Depois de ser exibido e premiado no 47º Festival de Cinema de Gramado, Hebe: A Estrela do Brasil chega aos cinemas nesta quinta-feira, 26/09, com Andrea Beltrão como protagonista no papel da Rainha da Televisão Brasileira.

O longa se passa nos anos 1980 e traz como pano de fundo um retrato dos costumes, da cultura e da política do Brasil pelo olhar de Hebe Camargo. Sem pudor ou medo da crítica, como sempre foi na vida, a loira se revela inteira: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Além de Andrea Beltrão, o elenco conta também com Marco Ricca, Caio Horowicz, Danton Mello, Gabriel Braga Nunes, Danilo Grangheia, Otávio Augusto, Ivo Müller, Felipe Rocha, Claudia Missura, Karine Teles e Daniel Boaventura.

Com direção de Maurício Farias, da franquia Vai que dá Certo, e roteiro de Carolina Kotscho, de 2 Filhos de Francisco, o filme mostra como Hebe aceita correr o risco de perder tudo que conquistou na vida e dá um basta: quer o direito de ser ela mesma na frente das câmeras dona de sua voz e única autora de sua própria história.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais com entrevistas com a protagonista e também com o diretor e com a roteirista. Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Andrea Beltrão

PARTE 2:
Entrevista com Carolina Kotscho e Mauricio Farias

Foto: Jonas Tucci.

CINEVITOR #350: Entrevista com Sonia Braga | Edição Especial

por: Cinevitor

soniabragacinevitor350Sonia Braga: convidada ilustre no CINEVITOR 350!

Em fevereiro deste ano, comemoramos seis anos de CINEVITOR. Tudo começou em 2013 como um programa de cinema na internet. De lá pra cá, muita coisa aconteceu, mas sempre mantivemos nosso compromisso de dialogar com o público sobre a sétima arte de diversas maneiras.

Foram muitas críticas, matérias publicadas no site e nas redes sociais, programas com os mais variados temas, especiais, entrevistas com convidados ilustres, coberturas de festivais, eventos e muito mais. Assim continuaremos e seguiremos sempre com novidades para quem nos acompanha. Nesse tempo, nosso canal no YouTube alcançou mais de 1 milhão de visualizações e segue crescendo. Em nossos programas já passaram mais de 850 entrevistados, desde atores, produtores, diretores, políticos, músicos, artistas internacionais, esportistas: todos conectados pela sétima arte.

Pois, chegou a hora de comemorarmos 350 programas! Um número tão emblemático não poderia passar em branco. Para isso, fizemos um programa especial com uma convidada ilustre: Sonia Braga! Considerada uma das maiores atrizes do Brasil, ganhou reconhecimento aqui e lá fora por seu trabalho em filmes que marcaram nossa cinematografia.

Depois do sucesso estrondoso em Aquarius, longa que lhe rendeu diversos prêmios, Sonia está de volta às telonas em Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. O filme, premiado no Festival de Cannes, foi exibido na noite de abertura do 47º Festival de Cinema de Gramado e segue em cartaz nos cinemas brasileiros.

Aproveitamos a passagem da atriz pelo evento gaúcho e a convidamos para participar do CINEVITOR 350. No bate-papo, falamos sobre Bacurau, cultura brasileira e a atual situação do país, meio ambiente, futuro e esperança.

Aperte o play, assista e comemore conosco:

Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

CINEVITOR #349: Entrevista com Lilia Cabral | Edição Especial

por: Cinevitor

liliacabralcearaespecialConsagrada: Lilia foi homenageada no Cine Ceará.

Além de tantas personagens marcantes na TV, Lilia Cabral também se destacou nas telonas. Seu maior sucesso, Divã, de José Alvarenga Jr., levou mais de um milhão de espectadores aos cinemas. A comédia dramática lhe rendeu vários prêmios por sua atuação, entre eles, Miami Brazilian Film Festival e Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Em seu currículo constam também: Dias Melhores Virão (1989), Stelinha (1990), Como Ser Solteiro (1998), A Partilha (2001), Julio Sumiu (2014), entre outros.

Na TV, com sua personagem Marta, da novela Páginas da Vida, de Manoel Carlos, foi aclamada pelo público e pela crítica. Por essa atuação, foi indicada ao Emmy Internacional e premiada pela APCA, Associação Paulista de Críticos de Arte.

Lilia passou pelo 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema para receber o Troféu Eusélio Oliveira. A homenagem foi apresentada pelo amigo e colega de trabalho, o ator José Loreto, com quem atuou recentemente na novela O Sétimo Guardião. Depois da receber a honraria, apresentou, no Cineteatro São Luiz, ao lado da equipe, o filme Maria do Caritó, exibido fora de competição.

No longa, dirigido por João Paulo Jabur, interpreta uma solteirona em busca do amor verdadeiro. O filme é baseado em uma peça homônima, “escrita especialmente para o retorno da atriz Lilia Cabral ao teatro”, como conta o escritor Newton Moreno. A comédia dramática ficou cinco anos em cartaz antes de ganhar as telas dos cinemas e foi um verdadeiro sucesso de público. Indicada a seis categorias no Prêmio Shell, em 2010, a peça Maria do Caritó contou ainda com a vitória de Lilia na categoria de melhor atriz no Prêmio Contigo!, em 2011.

Aproveitamos a passagem da atriz por Fortaleza e fizemos um programa especial relembrando alguns sucessos de sua carreira. Além disso, Lilia também falou da emoção de ser homenageada e de exibir Maria do Caritó pela primeira vez para o público.

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Foto: Rogerio Resende.

CINEVITOR #348: Bacurau | Entrevistas com Kleber Mendonça Filho + Juliano Dornelles + elenco

por: Cinevitor

cinevitorbacurauentrevistasOs diretores nos bastidores das filmagens.

Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes e do prêmio de melhor filme no Filmfest München, Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 29/08.

O longa foi rodado no Sertão do Seridó, divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba. As locações foram encontradas depois da equipe percorrer mais de dez mil quilômetros em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. As filmagens duraram dois meses e três dias, com uma equipe de 150 pessoas. As cidades de Parelhas e Acari serviram de base para a produção.

Exibido na noite de abertura do 47º Festival de Cinema de Gramado, Bacurau também passou na competição do Neuchâtel International Fantastic Film Festival, na Suíça, no Sydney Film Festival, na Austrália, no SoFilm Summercamp, em Nantes, e La Rochelle, ambos na França, onde o filme estreia em setembro. Recentemente, foi selecionado para o New York Film Festival. Além disso, também foi escolhido para representar o Brasil nos prêmios Goya, o Oscar espanhol, e premiado no Festival de Cine de Lima nas categorias: melhor filme, direção e Prêmio da Crítica.

Num futuro recente, Bacurau, um povoado do sertão de Pernambuco, dá adeus a Dona Carmelita, mulher forte e querida, falecida aos 94 anos. Dias depois, os moradores percebem que a comunidade some misteriosamente do mapa. Quando uma série de assassinatos inexplicáveis começam a acontecer, os moradores da cidade tentam reagir. Mas como se defender de um inimigo desconhecido e implacável?

Sonia Braga, o alemão Udo Kier e Karine Teles fazem parte de um elenco composto por dezenas de atores, como Bárbara Colen, Silvero Pereira, Thomás Aquino, Antonio Saboia, Rubens Santos e Lia de Itamaracá.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais direto do Festival de Gramado com entrevistas com os diretores e com os atores Thomás Aquino e Bárbara Colen.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevistas com Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

PARTE 2:
Entrevistas com Bárbara Colen e Thomás Aquino

Foto: Victor Jucá.

CINEVITOR #347: 23º Cine PE – Festival do Audiovisual | Edição Especial + Realizadores

por: Cinevitor

cinepecinevitorpgmConvidados especiais: alguns dos realizadores que exibiram seus filmes no festival.

A 23ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual, que aconteceu entre os dias 29 de julho e 4 de agosto, contou com mais de 30 produções de vários gêneros e estados brasileiros na programação, entre longas e curtas. Além das exibições dos filmes em competição, debates e atividades especiais também marcaram o evento, assim como a diversidade na seleção.

Neste ano, foram 892 filmes inscritos para as mostras competitivas, número 77,33% maior em relação a 2018, que foi de 503 filmes. Além disso, nesta edição também foi criado o Concurso de Argumento para roteiristas, direcionados para filmes no formato de curta metragem.

Para encerrar nossa cobertura, fizemos um programa especial com convidados que passaram pelo Cinema São Luiz, no Recife. Conversamos com o cineasta Marlom Meirelles, que falou sobre o curta Sobre Viver, exibido na competição pernambucana e realizado pela oficina Documentando com direção coletiva; a diretora Eliza Capai, do premiado Espero Tua (Re)volta; o realizador de Tommy Brilho, vencedor do Prêmio do Público, Sávio Fernandes; do curta Casa Cheia, vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor direção de arte, falamos com o cineasta Caco Nigro; Carol Sakura, que divide a direção do curta Apneia com Walkir Fernandes, falou sobre a experiência no festival; falamos também com o manauara Diego Bauer, do curta Obeso Mórbido; e com a cineasta Isabelle Santos, da animação Vivi Lobo e O Quarto Mágico.

Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR esteve em Recife a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook, Instagram e YouTube.

CINEVITOR #346: Entrevista com Andrea Beltrão | Hebe: A Estrela do Brasil + coletiva de lançamento do trailer

por: Cinevitor

hebepgmespecialGracinha: Andrea Beltrão em cena.

Selecionado para a Mostra Competitiva de longas brasileiros do 47º Festival de Cinema de Gramado, Hebe: A Estrela do Brasil chega aos cinemas no dia 26 de setembro com Andrea Beltrão como protagonista, no papel da Rainha da Televisão Brasileira.

O longa se passa nos anos 1980 e traz como pano de fundo um retrato dos costumes, da cultura e da política do Brasil pelo olhar de Hebe Camargo. Sem pudor ou medo da crítica, como sempre foi na vida, a loira se revela inteira: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Além de Andrea Beltrão, o elenco conta também com Marco Ricca, Caio Horowicz, Danton Mello, Gabriel Braga Nunes, Danilo Grangheia, Otávio Augusto, Claudia Missura, Karine Teles e Daniel Boaventura.

Com direção de Maurício Farias, da franquia Vai que dá Certo, e roteiro de Carolina Kotscho, de 2 Filhos de Francisco, o filme mostra como Hebe aceita correr o risco de perder tudo que conquistou na vida e dá um basta: quer o direito de ser ela mesma na frente das câmeras dona de sua voz e única autora de sua própria história.

No começo deste ano, o trailer foi apresentado primeiramente para a imprensa em um evento especial, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, realizado na casa da própria Hebe Camargo, que completaria 90 anos na data. Marcaram presença o diretor Maurício Farias, a protagonista Andrea Beltrão, a roteirista Carolina Kotscho e o sobrinho da apresentadora, Claudio Pessutti.

Durante a coletiva de imprensa, eles relembraram alguns momentos das filmagens, falaram também sobre a caracterização da protagonista, roteiro, contaram histórias divertidas de bastidores sobre as joias e os figurinos, elogiaram os discursos da apresentadora, entre outros assuntos. Neste programa especial sobre Hebe: A Estrela do Brasil, registramos os melhores momentos do bate-papo com a imprensa e entrevistamos a atriz Andrea Beltrão.

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Foto: Jonas Tucci.

CINEVITOR #345: Entrevista com Karim Aïnouz | Edição Especial

por: Cinevitor

karimespecialcinevitorO diretor em Cannes: prêmio de melhor filme da mostra Un Certain Regard.

O cineasta cearense Karim Aïnouz, já considerado um dos mais prestigiados nomes do cinema brasileiro, é também roteirista, artista visual e premiado mundialmente. Formado em Arquitetura pela Universidade de Brasília, fez mestrado em Teoria do Cinema pela Universidade de Nova York e participou do Whitney Independent Study Program.

Começou sua carreira na sétima arte na década de 1990 com os curtas-metragens Seams, lançado em 1993, e Paixão Nacional, de 1996. Anos depois, em 2001, assinou o roteiro de Abril Despedaçado ao lado de Walter Salles, Sérgio Machado e Daniela Thomas. Seu primeiro longa-metragem, Madame Satã, com Lázaro Ramos, foi lançado no ano seguinte, premiado e rodou diversos festivais importantes, como Cannes, Cartagena, Havana e Mostra de São Paulo.

Depois disso, sua carreira ganhou ainda mais destaque e lançou, em 2006, o drama O Céu de Suely, protagonizado por Hermila Guedes. Além de ser exibido no Festival de Veneza, o longa foi premiado pela APCA, Associação Paulista de Críticos de Arte, entre outros. Com Marcelo Gomes, dirigiu Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, também selecionado para Veneza, em 2009.

Em 2011, dirigiu O Abismo Prateado, que teve sua estreia mundial na Quinzena dos Realizadores, mostra paralela ao Festival de Cannes. O filme rendeu o prêmio de melhor atriz para Alessandra Negrini no Festival de Havana e de melhor direção no Festival do Rio. Com Praia do Futuro, lançado em 2014, trabalhou com Wagner Moura, Clemens Schick e Jesuíta Barbosa e foi indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim. Além disso, o filme foi premiado em Havana, San Sebastián e pela APCA. No ano passado, seu documentário Aeroporto Central também foi exibido em Berlim e recebeu o prêmio de melhor fotografia no Prêmio Iberoamericano de Cine Fénix 2018.

Em maio deste ano, o cineasta foi premiado na mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes, com A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, sendo a primeira vez de um filme brasileiro consagrado com o prêmio máximo nesta mostra. O longa, produzido por Rodrigo Teixeira, da RT Features, e baseado em uma livre adaptação da obra homônima de Martha Batalha, com Fernanda Montenegro, Carol Duarte, Júlia Stockler, Gregorio Duvivier e Maria Manoella no elenco, foi premiado recentemente com o CineCoPro Award no Filmfest München, o segundo festival de cinema mais prestigiado da Alemanha depois da Berlinale.

Entre outros trabalhos na direção, Karim também assinou os roteiros de filmes aclamados, como Cidade Baixa, de Sérgio Machado e Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes. Além das telonas, realizou instalações e também dirigiu a minissérie Alice, filmada no Brasil e transmitida pelo canal HBO, em 2008. É também um dos tutores do laboratório de roteiros do Porto Iracema das Artes, em Fortaleza, e membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Recentemente, o cineasta participou do 1º Encontros de Cinema de Curitiba, evento paralelo ao Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, e conversou com o CINEVITOR. No bate-papo, relembrou os bastidores de alguns de seus filmes e falou sobre projetos futuros.

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Foto: Eric Gaillard/Reuters.

CINEVITOR #344: Entrevista com Marcelo Gomes | Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar

por: Cinevitor

carnavalchegarfilmecinevitor2Jeans, carnaval e Toritama nas telonas!

Depois de ser exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim e ter sido premiado na 24ª edição do É Tudo Verdade com Menção Honrosa pelo Júri Oficial e ABD/SP e como melhor filme pela Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, o documentário Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 11/07.

O longa mostra depoimentos de moradores da pequena Toritama, cidade do interior de Pernambuco responsável pela produção de 20% do jeans nacional. Por meio da análise do trabalho dos toritamenses, o diretor apresenta as contradições do capitalismo.

Produzido pela Carnaval Filmes, Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar é o primeiro lançamento da retomada da Sessão Vitrine, projeto de distribuição coletiva da Vitrine Filmes, que lança um título por mês, com sessões diárias e ingressos de valor reduzido, promovendo debates e maior acessibilidade aos filmes.

No documentário conhecemos a cidade de Toritama, um microcosmo do capitalismo implacável. A cada ano, mais de 20 milhões de jeans são produzidos em fábricas de fundo de quintal. Os locais trabalham sem parar e os moradores são orgulhosos de serem os donos do seu próprio tempo. Durante o Carnaval, o único momento de lazer do ano, eles transgridem a lógica da acumulação de bens, vendem seus pertences sem arrependimentos e fogem para as praias em busca de uma felicidade efêmera. Quando chega a Quarta-feira de Cinzas, um novo ciclo de trabalho começa.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor Marcelo Gomes. Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação.