Cinevitor

Toda semana um novo programa sobre cinema, com os mais variados temas.

CINEVITOR #412: Entrevista com Dira Paes e Renato Barbieri | Pureza

por: Cinevitor
Protagonista: Dira Paes em cena.

Dirigido por Renato Barbieri e protagonizado por Dira Paes, Pureza, que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 19/05, é um longa-metragem inspirado em fatos reais. O filme narra a história de uma mãe que procura por seu filho desaparecido e encontra uma rede de fazendas praticando o trabalho escravo no interior da Amazônia.

Em 1993, Abel, filho de Pureza, some após sair de casa em busca de um trabalho melhor do que o mal remunerado de fabricação de tijolos. Sem notícias do filho, Pureza percorre cidades e acaba se alistando para trabalhar como cozinheira em uma fazenda no Pará, acreditando que seu filho se encontra em um local assim. Lá, Pureza descobre como capatazes de um rico fazendeiro de São Paulo mantém, por meio da violência e de um traiçoeiro sistema de dívidas, um grupo de trabalhadores em condições desumanas. Com a ajuda de um padre, luta para ser ouvida.

Em 1997, a trabalhadora rural maranhense Pureza Lopes Loyola recebeu o Prêmio Antiescravidão, medalha concedida anualmente pela Anti-Slavery International, do Reino Unido, a mais antiga organização abolicionista em atividade.

Além de Dira Paes, o longa conta também com Flavio Bauraqui, Matheus Abreu, Mariana Nunes, Claudio Barros, Sergio Sartório, Alberto Silva Neto, Jefferson Mendes, Guto Galvão, Gregório Benevides, João Gott, Enoque Marinho, Goretti Ribeiro, Paulo Marat, Felipe Lima, Andrade Junior, Roger Paes, Marta Ferreira, Amanda Perdigão e Zuhmar de Nazaré no elenco. O roteiro é de Barbieri e de Marcus Ligocki Jr., que também assina a produção da obra, que tem Affonso Beato como produtor associado e Paulo Morelli na produção executiva. A fotografia é de Felipe Reinheimer.

O filme passou por diversos festivais e se destacou com 28 prêmios nacionais e internacionais, entre eles: no FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa recebeu os prêmios de melhor filme e melhor atriz para Dira Paes; foi exibido no 42º Festival de Havana e no Festival do Rio; na 27ª edição do Festival de Cinema de Vitória foi eleito o melhor filme pelo júri popular e também rendeu o prêmio de melhor atriz para Dira Paes; em 2020 foi premiado em duas categorias no Inffinito Film Festival, entre elas, melhor fotografia; e foi o grande vencedor da 24ª edição do FAM, Florianópolis Audiovisual Mercosul.

Para falar mais sobre Pureza, conversamos com o diretor Renato Barbieri e com a protagonista Dira Paes. Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Downtown Filmes.

CINEVITOR #411: Águas Selvagens | Entrevista com elenco e diretor

por: Cinevitor
Leona Cavalli e Roberto Birindelli em cena.

O longa-metragem Águas Selvagens, uma coprodução entre Brasil e Argentina, protagonizado por Mayana Neiva, Leona Cavalli e Roberto Birindelli, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 12/05, com distribuição da Imagem Filmes.

O suspense policial conta a história de Lúcio Galiteri, um ex-policial que aceita um trabalho como investigador para solucionar um crime na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Ao mesmo tempo que lida com os seus problemas pessoais, ele descobre uma organização criminosa atuando na região e se envolve em uma trama de assassinatos, prostituição e tráfico de pessoas.

Dirigido pelo cineasta argentino Roly Santos, de Manos Unidas, Águas Selvagens traz os brasileiros Rubens Gennaro e Virgínia Moraes, da Laz Audiovisual, no roteiro, em parceria com a Cooperativa Romana Audiovisual de Buenos Aires.

O filme conta com um elenco composto por atores brasileiros, uruguaios e argentinos. Para além de Roberto Birindelli, de O Olho e a Faca, Mayana Neiva, de Para Minha Amada Morta, e Leona Cavalli, de Carandiru, Contra Todos e Anna K., estão presentes também Juan Manuel Tellategui, Mario Paz, Daniel Valenzuela, Mausi Martinez, Nestor Nuñez, Allana Lopes, Luiz Guilherme, Hélio Cícero e Giuly Biancato.

Para falar mais sobre Águas Selvagens, conversamos com o diretor, com o ator Roberto Birindelli e com as atrizes Mayana Neiva e Leona Cavalli.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Imagem Filmes.

CINEVITOR #410: Entrevistas com o elenco | D.P.A. 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo

por: Cinevitor
Detetives em ação: aventuras na Argentina!

O filme Detetives do Prédio Azul 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo estreia em abril com sessões a partir do dia 21 e circuito completo, em todo o país, no dia 28. Dessa vez, os detetives Pippo, Bento e Sol estão em apuros após Severino encontrar a metade de um colar poderoso nos escombros de um avião.

O que parecia um inofensivo acessório é, na verdade, a parte maldosa do Medalhão de Uzur, responsável por controlar e manipular toda a magia existente no mundo. Assim que coloca o artefato no pescoço, o porteiro tão querido por todos começa a se transformar em uma figura maligna e muito perigosa. Agora, o trio precisa entrar em ação para ajudar Severino, interpretado por Ronaldo Reis, o que acaba os levando rumo a uma aventura congelante no fim do mundo, em Ushuaia. No entanto, nessa missão, eles não estarão sozinhos: contarão com a ajuda e as trapalhadas da feiticeira Berenice, papel de Nicole Orsini, e também dos detetives argentinos de Los Inspetores de La Casa Naranja.

Dirigido por Mauro Lima, de Meu Nome Não é Johnny, Tim Maia e João, o Maestro, o filme traz ainda no elenco Alexandra Richter e Klara Castanho, no papel das vilãs Duvíbora e Dunhoca, Claudia Netto, Charles Myara, Suely Franco, Débora Ozório, Perfeito Fortuna; além das participações especiais de Lázaro Ramos, Alinne Moraes e Rafael Cardoso.

Com roteiro de Flávia Lins e Silva, Rêne Belmonte e Mauro Lima, os efeitos especiais são assinados por Marco Prado. E mais: D.P.A. 3 – O Filme conta com a música de abertura da série, Um Barulho, Um Sumiço, interpretada pela cantora Ivete Sangalo. Com direção de fotografia de André Faccioli, a direção de arte é assinada por Cláudio Amaral Peixoto.

Detetives do Prédio Azul (D.P.A.) completa 10 anos desde que estreou no Gloob, em junho de 2012, e é marca líder do canal. A série faz tanto sucesso na TV que não poderia ser diferente no cinema. O primeiro filme sobre o trio mirim de detetives levou mais de 1,2 milhão de espectadores aos cinemas, em 2017. O segundo longa repetiu a dose em 2018, com um público que ultrapassou 1,3 milhão de pessoas.

Para falar mais sobre o terceiro filme, conversamos com os atores e detetives Pedro Motta, Anderson Lima, Leticia Braga e Nicole Orsini. Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Leticia Braga e Nicole Orsini

PARTE 2:
Entrevista com Anderson Lima e Pedro Motta

Foto: Desirée do Valle.

CINEVITOR #409: Entrevistas com Lázaro Ramos e elenco | Medida Provisória

por: Cinevitor
Alfred Enoch, Taís Araujo e Seu Jorge em cena.

Dirigido por Lázaro Ramos, o longa Medida Provisória chega aos cinemas no dia 14 de abril e conta com Taís Araujo, Seu Jorge e Alfred Enoch, da franquia Harry Potter e da série How to Get Away with Murder, no elenco.

O filme se passa em um futuro distópico em que o governo brasileiro decreta uma medida que obriga os cidadãos negros a voltarem à África como forma de reparar os tempos da escravidão. Diante do cenário, o advogado Antônio, sua companheira, a médica Capitú e seu primo, o jornalista André, decidem resistir. O conflito e o amor vivido pelos personagens principais, então, viram plano de fundo para uma obra que mistura humor, drama e thriller e debate questões sociais.

O roteiro é baseado na peça teatral Namíbia, Não!, de Aldri Anunciação, e foi escrito originalmente em 2011. Lázaro se apaixonou pelo texto e o adaptou para o cinema em 2015, iniciando as filmagens em 2019, em diversas locações na cidade do Rio de Janeiro. Medida Provisória conta com um grande elenco de 77 atores, entre eles: Adriana Esteves, Renata Sorrah, Mariana Xavier, Emicida, Pablo Sanábio, Jéssica Ellen, Tia Má, Flávio Bauraqui e Paulo Chun.

A trilha sonora conta com direção musical de Plínio Profeta, conhecido pelo trabalho de composição em O Palhaço e O Filme da Minha Vida, que trouxe toda a carga cinematográfica para a obra. Já Rincon Sapiência e Kiko Souza, que também assinam a direção musical, trazem a sonoridade do hip hop paulista contemporâneo, com canções nas vozes de Elza Soares, Xênia França e Liniker.

Estreia de Lázaro Ramos na direção de um longa-metragem, Medida Provisória passou por diversos festivais internacionais, entre eles o SWSX, South by Southwest, e foi bem recebido pela crítica estrangeira. Ainda em 2020, o filme recebeu o troféu de melhor roteiro no Indie Memphis Film Festival, nos Estados Unidos. Em 2021, o longa venceu os prêmios de melhor direção e melhor ator, para Alfred Enoch, no Pan African Film, Festival de Huelva e no  FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, em Lisboa. No Brasil, recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival do Rio.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor e também com alguns integrantes do elenco, como: Taís Araujo, Adriana Esteves, Seu Jorge, Alfred Enoch. Nossos convidados falaram sobre a expectativa para o lançamento, censura ao filme, a importância de Medida Provisória para o Brasil atual, política, cultura, preparação de elenco, entrosamento, entre outros assuntos.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Lázaro Ramos

PARTE 2:
Entrevista com Adriana Esteves e Taís Araujo

PARTE 3:
Entrevista com Alfred Enoch e Seu Jorge

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #408: Entrevista com Clarissa Kiste | A Mesma Parte de um Homem

por: Cinevitor
Protagonista: Clarissa Kiste em cena.

Dirigido por Ana Johann, em seu primeiro longa-metragem de ficção como diretora, A Mesma Parte de um Homem já está em cartaz nos cinemas pela Olhar Distribuição e com produção da Grafo Audiovisual.

Na trama, Renata, interpretada por Clarissa Kiste, vencedora do prêmio de melhor atriz na 25ª edição do Inffinito Film Festival, é uma mulher de quarenta anos que vive na vila rural com seu marido e uma filha adolescente. Inicialmente, ela concebe o medo como um sentimento corriqueiro, mas ao passar por algumas situações, começa a encontrar o desejo e a pulsação da vida.

A história e as personagens têm muito da experiência pessoal da diretora Ana Johann, que viveu até os 14 anos em uma vila rural no interior do Paraná. Um dos fios condutores da história é a busca da protagonista pela liberdade de decidir sua própria vida. Com esse olhar, a presença feminina se consolida tanto na narrativa como na formação da equipe de produção, por isso a maior parte das profissionais da equipe são mulheres.

Exibido na Mostra Aurora da 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que rendeu o Prêmio Helena Ignez de Destaque Feminino para a diretora, o filme também passou pela terceira edição do Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual, 28º Festival de Cinema de Vitória, Rome Independent Film Festival e foi indicado na categoria de melhor montagem, por Aristeu Araújo, no Prêmio ABC 2021.

O elenco conta também com Irandhir Santos, Laís Cristina, Otávio Linhares e Zeca Cenovicz. O roteiro é assinado por Ana Johann e Alana Rodrigues; Hellen Braga assina a direção de fotografia e Fabiola Bonofiglio foi a responsável pela direção de arte; o figurino é de Isabella Fonseca.

Para falar mais sobre A Mesma Parte de um Homem, conversamos com a protagonista Clarissa Kiste sobre a construção da personagem, ensaios, bastidores das filmagens, equipe feminina, entrosamento do elenco, entre outros assuntos.

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Foto: Isabella Lanave.

CINEVITOR #407: Entrevista com Monica Iozzi e Dainara Toffoli | Mar de Dentro

por: Cinevitor
Monica Iozzi em cena: maternidade nas telonas.

Protagonizado por Monica Iozzi, o drama Mar de Dentro, que marca a estreia da cineasta Dainara Toffoli na direção de longas de ficção, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 07/04.

Exibido no festival Cine Las Americas e finalista ao Troféu Bandeira Paulista na 44ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, sendo um dos mais votados pelo público, o filme reflete, por meio da história particular da protagonista, as dúvidas e inquietações que rondam muitas mulheres ao redor do mundo a respeito da maternidade.

A trama tem como personagem central Manuela, interpretada por Monica Iozzi, uma mulher independente e bem sucedida, que descobre uma gravidez não planejada. Uma série de problemas emergem, até que a maternidade se concretiza em sua vida, e ela descobre que terá de aprender como ser mãe, mesmo sem gostar da maternidade. 

Com roteiro de Dainara e Elaine Teixeira, o elenco conta também com Rafael Losso, Gilda Nomacce, Fabiana Gugli, Zé Carlos Machado e Magali Biff. Glauco Firpo assina a direção de fotografia; a direção de arte é de Fernando Timba; Diana Galantini assina a produção de elenco; e Aline Canela o figurino. A produção é de Eliane Ferreira, da Muiraquitã Filmes; e a distribuição é da Califórnia Filmes.

Para falar mais sobre Mar de Dentro, conversamos com a diretora e com a protagonista Monica Iozzi sobre entrosamento com a equipe, bastidores, maternidade, ideia do projeto e expectativa para o lançamento.

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Foto: Divulgação.

CINEVITOR #406: Entrevista com Pedro Kos | Onde Eu Moro + Oscar 2022

por: Cinevitor
Oscar 2022: cineasta brasileiro na disputa pela estatueta dourada!

A 94ª edição do Oscar, que acontecerá neste domingo, 27/03, conta com um brasileiro entre os indicados: o carioca Pedro Kos concorre na categoria de melhor curta documental com o filme Onde Eu Moro, codirigido por Jon Shenk.

Antes de disputar a cobiçada estatueta dourada entregue por membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Pedro Kos, nascido no Rio de Janeiro e radicado em Los Angeles, se formou em Direção de Teatro na Universidade de Yale. Dirigiu o curta Soleá, em 2014, sobre o guitarrista flamenco Juan Ramirez; no mesmo ano, foi premiado no Emmy pela montagem do documentário The Square.

Com Lixo Extraordinário, de Lucy Walker, Karen Harley e João Jardim, documentário indicado ao Oscar em 2011, Pedro recebeu uma indicação no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. No ano passado, exibiu o longa Rebel Hearts na Competição Americana de Documentários do Festival de Sundance; o filme também se destacou no Hot Docs.

Além disso, escreveu e produziu o documentário Privacidade Hackeada, original Netflix, dirigido por Jehane Noujaim e Karim Amer, que também teve sua estreia no Festival de Sundance, em 2019, e recebeu uma indicação ao BAFTA e ao Emmy. Seu primeiro longa, Parceiros da Saúde (Bending the Arc), codirigido por Kief Davidson, estreou no Festival de Sundance, em 2017. Como editor, trabalhou em The Crash Reel, de Lucy Walker, premiado no SXSW e indicado ao DGA Awards e ao Gotham Awards; e The Island President, de Jon Shenk, consagrado no Festival de Toronto e indicado ao PGA Awards.

Agora, Pedro ganha destaque com Onde Eu Moro, uma produção americana e original Netflix, que mostra histórias comoventes de moradores de rua dos Estados Unidos, que compõem um retrato cinematográfico sobre uma imensa e urgente crise humanitária.

Para falar mais sobre o filme indicado ao Oscar, conversamos com o cineasta sobre a emoção de fazer parte do prêmio da Academia, os bastidores do anúncio da indicação, a ideia do projeto, filmagens, contato com os personagens, pesquisa, repercussão, almoço do Oscar, encontro com celebridades, entre outros assuntos.

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Foto: Divulgação.

CINEVITOR #405: Entrevista com Celia Catunda e Kiko Mistrorigo | Tarsilinha

por: Cinevitor
Animação inspirada na obra de Tarsila do Amaral: nos cinemas!

Dos mesmos criadores de Peixonauta e O Show da Luna, a animação Tarsilinha, dirigida por Celia Catunda e Kiko Mistrorigo, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 17/03. O filme é uma aventura fantástica, inspirada na obra de Tarsila do Amaral, a artista mais representativa da primeira fase do movimento modernista brasileiro.

Produzido pela Pinguim Content, o longa traz personagens de lendas brasileiras, com elementos das culturas nativas indígena, africana e dos colonizadores portugueses, tão presente na formação da identidade do país. Apesar de não ser um filme biográfico, a personagem Tarsilinha carrega a coragem da artista que ousou na linguagem visual e formas desconhecidas. O elenco de vozes conta com Alice Barion, Marisa Orth, Ando Camargo, Skowa, Rodolfo Dameglio, Cristina Mutarelli, Marcelo Tas e Maíra Chasseraux.

Na trama, Tarsilinha é uma garota de oito anos que embarca em uma jornada para recuperar a memória de sua mãe. Para isso, ela precisa encontrar objetos especiais que foram roubados da caixa de lembranças que pertence a ela. Em sua aventura, Tarsilinha terá que ter muita coragem para enfrentar seus medos e superar desafios para voltar para casa em segurança com todas as lembranças da caixa.

Tarsilinha e seus amigos vão mergulhar nas profundezas do Abaporu para recuperar as memórias de sua mãe e de muitas outras pessoas. A obra, que se tornou um símbolo do Movimento Antropofágico Brasileiro, representa a ideia de devorar as diferentes culturas para produzir algo novo, único e autêntico. 

Tarsila do Amaral é hoje um grande nome da pintura no cenário internacional e traz na sua obra elementos e temáticas populares em uma arte genuinamente brasileira. Segundo os diretores, que realizaram uma extensa pesquisa sobre a obra da artista, um dos quadros mais determinantes para a construção da história foi A Cuca, que propiciou a incorporação de personagens como o Saci, o Sapo Cururu, o Bicho Barrigudo e o Bicho Pássaro, além de outros elementos como os brincos, que estão no auto retrato da pintora. Já obras como A Feira, EFCB (Estrada de Ferro Central do Brasil) e São Paulo (Gazo) inspiraram a criação de uma paisagem mais urbana no filme; os traços e desenhos da animação seguem as características da pintura de Tarsila.

Zezinho Mutarelli e Zeca Baleiro são os autores da trilha de Tarsilinha, que desempenha função importante no filme, sendo mais um elemento de reforço à identidade brasileira, tão presente na obra de Tarsila do Amaral. O roteiro é de Fernando Salem e Marcus Aurelius Pimenta; a produção executiva é assinada por Ricardo Rozzino.

Para falar mais sobre o longa de animação, conversamos com os diretores Kiko Mistrorigo e Celia Catunda sobre a ideia, criação, elenco, trilha sonora e expectativa para o lançamento.

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Foto: Divulgação/H2O Films.

CINEVITOR #404: Entrevistas com Chay Suede, Alexandre Nero e João Wainer | A Jaula

por: Cinevitor
Chay Suede em cena: momentos de tensão.

Com estreia marcada para o dia 17 de fevereiro, o thriller psicológico A Jaula, dirigido por João Wainer, chega aos cinemas com Chay Suede, Alexandre Nero e Mariana Lima no elenco.

Na trama, Djalma, papel de Chay, vê um veículo de luxo estacionado numa rua tranquila e resolve roubar o rádio. Ele entra com facilidade, mas ao tentar sair descobre que está preso, incomunicável e sem água ou comida. Com o passar das horas, o ladrão descobre que caiu numa armadilha arquitetada por um famoso médico, interpretado por Alexandre Nero, com quem luta pela sua liberdade e sobrevivência. Vingança, justiça e banalização da violência estão entre os temas que o filme levanta, em meio a um embate de tirar o fôlego.

A Jaula é o primeiro longa de ficção dirigido pelo fotógrafo e jornalista João Wainer, diretor dos documentários Pixo e Junho – O Mês que Abalou o Brasil. Baseado no filme argentino 4×4, o longa tem roteiro original assinado por Mariano Cohn e Gastón Duprat, a partir de adaptação de João Candido Zacharias. A produção é da Tx Filmes, em coprodução com a Star Original Productions.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor e com os atores Chay Suede e Alexandre Nero sobre bastidores, preparação, elenco, relação do Brasil atual com o roteiro, entre outros tantos assuntos.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Chay Suede

PARTE 2:
Entrevista com Alexandre Nero e João Wainer

Foto: Divulgação/Star Distributions.

CINEVITOR #403: Entrevista com Cacau Protásio + Rodrigo Sant’Anna | Bastidores A Sogra Perfeita

por: Cinevitor
Cacau Protásio, Evelyn Castro e Rodrigo Sant’Anna em cena.

Depois de passar pelos cinemas, a comédia A Sogra Perfeita, dirigida por Cris D’Amato, de S.O.S. Mulheres ao Mar e 10 Horas para o Natal, chega ao streaming do Telecine no dia 1º de janeiro de 2022.

O longa, rodado em São Paulo, com produção da Paris Entretenimento, conta a história de Neide, interpretada por Cacau Protásio, dona de um badalado salão no subúrbio. Livre e bem-sucedida, ela quer curtir a vida, mas não consegue porque um dos seus filhos, Fábio Júnior, ainda não saiu de casa e depende dela pra tudo. Então, para conquistar sua tão sonhada liberdade, ela terá que encontrar a nora perfeita.

Com roteiro original de Flávia Guimarães e Bia Crespo, a produção marca a estreia de Cacau como protagonista solo de um longa e a personagem foi escrita especialmente para a atriz. Rodrigo Sant’Anna faz o papel do cabeleireiro Eddy, solteiro, que quer ser chique e gasta todo o salário comprando roupas de marca em outlets. Também estão no elenco André Mattos, Luis Navarro, Evelyn Castro, Polliana Aleixo, Marcelo Laham, Luan Iaconis, entre outros; o cantor Fábio Júnior faz uma participação especial.

Para falar mais sobre o filme, visitamos o set de filmagem, em São Paulo, em novembro de 2019, e registramos os bastidores da produção e entrevistamos a protagonista Cacau Protásio e o ator Rodrigo Sant’Anna.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Paris Filmes.

CINEVITOR #402: Entrevista com Othon Bastos + homenagem | 16º Fest Aruanda

por: Cinevitor
O homenageado no palco do Fest Aruanda.

Considerado um dos maiores atores brasileiros da TV, do cinema e do teatro, Othon Bastos foi o grande homenageado da 16ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que aconteceu em dezembro em João Pessoa, na Paraíba.

Seu personagem Corisco, do aclamado filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, estampou o material de divulgação desta edição do festival. Entre tantos trabalhos de sucesso, Othon acumula mais de 80 filmes em seu currículo.

Nascido em 23 de maio de 1933, em Tucano, na Bahia, o ator possui inúmeras ligações com a Paraíba. Integrou o elenco da montagem de O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna; atuou em Fogo Morto, longa-metragem de Marcos Farias e baseado na obra do paraibano José Lins do Rego; trabalhou em filmes do paraibano Vladimir Carvalho e é fã dos poetas Augusto dos Anjos e João Paraibano.

Depois da morte dos pais, Othon mudou-se para o Rio de Janeiro e participou de um grupo teatral comandado por Pascoal Carlos Magno. Passou por Londres, onde estudou teatro, e no Brasil trabalhou na TV Tupi. A partir da década de 1960, consagrou-se por sua atuação em filmes dirigidos por Glauber Rocha: Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969).

Além disso, também atuou em outros filmes de grande projeção, como: O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte; Conterrâneos Velhos de Guerra, de Vladimir Carvalho; Central do Brasil e Abril Despedaçado, de Walter Salles; São Bernardo, de Leon Hirszman; O Homem do Pau-Brasil, de Joaquim Pedro de Andrade; O Paciente – O Caso Tancredo Neves, de Sergio Rezende; entre outros. Atualmente, Othon filma o drama Depois do Universo, original Netflix, dirigido por Diego Freitas.

Também se destacou na TV, entre novelas, séries e especiais, somando mais de 80 participações. Começou em 1956 com o Grande Teatro Tupi, da TV Tupi; na mesma emissora, atuou em Beto Rockfeller e Mulheres de Areia. Já na TV Globo, foram diversos trabalhos, entre eles: Tenda dos Milagres, Roque Santeiro, Selva de Pedra, Império, Haja Coração, Éramos Seis e muito mais.

Sua trajetória conta também com diversas honrarias, como: Prêmio Molière de Teatro, melhor ator no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro por Os Deuses e os Mortos, de Ruy Guerra; kikito de melhor ator em Gramado por São Bernardo, além de ter sido homenageado com o Kikito de Cristal; Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e Prêmio Guarani por Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky; entre muitos outros.

No palco do Fest Aruanda, Othon Bastos foi ovacionado pelo público, fez um discurso emocionante e recebeu o troféu das mãos do cineasta e amigo Júlio Bressane.

Para falar mais sobre a homenagem, conversamos com o ator logo depois da cerimônia. Na entrevista, ele falou sobre o carinho pelo festival paraibano, reforçou a importância do cinema brasileiro e relembrou sua trajetória.

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*O CINEVITOR esteve em João Pessoa e você acompanha a cobertura do 16º Fest Aruanda por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Mano de Carvalho.

CINEVITOR #401: Entrevista com Ney Matogrosso | Ney À Flor da Pele | 16º Fest Aruanda

por: Cinevitor
O artista na noite de encerramento do Fest Aruanda.

Ícone da música popular brasileira, Ney Matogrosso marcou presença na 16ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, em João Pessoa, para apresentar duas grandes obras que captam toda a sua essência e vigor.

A última noite do evento foi marcada pelo lançamento de Ney Matogrosso, a biografia, livro escrito por Julio Maria, e pela exibição do documentário Ney À Flor da Pele, de Felipe Nepomuceno, que foi o filme de encerramento desta edição. O livro mergulha no universo do intérprete, revelando sua trajetória até chegar ao símbolo performático em que se tornou. Ao transpor a vida do artista, Julio torna Ney infinito em vários aspectos. Enquanto isso, o filme valoriza e desbrava o conjunto da obra do intérprete. Cênico, cada gesto no palco não é à toa; todos os movimentos têm uma intenção.

O longa é centrado no impacto das performances de Ney Matogrosso em seu público e na reverberação desse impacto na cultura brasileira, desde a segunda metade do século XX até a atualidade. Uma antologia audiovisual, toda composta por imagens de arquivo. O diretor, que já tem uma afinidade profissional com Matogrosso, dirigiu vários DVDs do artista e trabalha com ele há mais de 10 anos.

Ney Matogrosso, que completou 80 anos em agosto, já participou de diversos filmes, entre eles: Olho Nu, de Joel Pizzini, documentário que retrata sua vida e obra; Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez e Ícaro Martins; Primeiro Dia de um Ano Qualquer, de Domingos Oliveira; Caminhos Magnétykos, de Edgar Pêra; Boni Bonita, de Daniel Barosa; o documentário De Gravata e Unha Vermelha, de Miriam Chnaiderman; Ralé, de Helena Ignez; Sol Alegria, de Tavinho Teixeira; Sonho de Valsa, de Ana Carolina; Não Devore Meu Coração, de Felipe Bragança; entre outros.

Além disso, também atuou em curtas-metragens, como Dá Licença de Contar, de Pedro Soffer Serrano; Homem-Ave, de Rafael Saar; e Poder dos Afetos, de Helena Ignez; e nos inéditos longas Gosto de Fel, de Beto Besant, e Peixe, de Rafael Saar. Atualmente, um novo projeto está em fase de pré-produção: Homem com H, longa-metragem de ficção sobre a vida e a obra de Ney Matogrosso, que será dirigido por Esmir Filho.

Para falar mais sobre a emocionante noite de encerramento do 16º Fest Aruanda, conversamos com Ney Matogrosso logo depois da exibição do documentário.

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*O CINEVITOR esteve em João Pessoa e você acompanha a cobertura do 16º Fest Aruanda por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Mano de Carvalho.