Cinevitor

Toda semana um novo programa sobre cinema, com os mais variados temas.

CINEVITOR #378: Entrevista com Marcélia Cartaxo | Edição Especial + Pacarrete

por: Cinevitor

pacarreteestreiamarceliaProtagonista em cena: atuação premiada.

Estrelado por Marcélia Cartaxo e filmado na cidade de Russas, interior do Ceará, o aguardado Pacarrete, dirigido por Allan Deberton, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 26/11, depois de ter sido adiado por conta da pandemia de Covid-19.

Um dos longas mais elogiados e festejados pela crítica e pelo público, Pacarrete foi o grande vencedor da 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado e foi consagrado com oito kikitos, entre eles, melhor filme e melhor atriz. Exibido em 39 festivais, desde então, já coleciona vinte e sete prêmios ao redor do mundo.

Primeiro longa-metragem de Allan Deberton, aborda questões como a loucura, os desafios de ser artista e o drama da velhice de uma bailarina clássica, que gosta de ser chamada de Pacarrete, que significa margarida em francês. O filme é livremente inspirado na conterrânea do diretor e demorou 12 anos para ser realizado.

Nascida e criada em Russas, Pacarrete alimentou desde criança o sonho de ser artista e viver a vida na ponta da sapatilha, mesmo sendo de uma cidade conservadora, onde mulher nasceu para casar e ter filhos. Mas é em Fortaleza que ela consegue estar no centro dos holofotes como bailarina clássica e se torna professora de ballet. Com a aposentadoria, ela retorna para sua cidade natal onde pretende continuar seu trabalho artístico, mas só encontra desrespeito à sua arte: em vez de plateias de admiradores e aplausos, ela se defronta com o despeito daqueles que cruzam seu caminho; e a bailarina e professora de outrora se transforma na “louca da cidade”.

Para viver essa mulher que fez da aspiração de ser uma bailarina o objetivo de sua vida, Deberton convidou a premiada atriz paraibana Marcélia Cartaxo, vencedora do Urso de Prata no Festival de Berlim, em 1985, por A Hora da Estrela; sua amiga e colaboradora, ela também atuou e fez preparação de elenco do primeiro curta-metragem de Allan, Doce de Coco. Para viver a personagem, Marcélia teve aulas de voz e canto, aprendeu francês e fez aulas de ballet com a supervisão do coreógrafo Fauller e da bailarina cearense Wilemara Barros.

O elenco principal ainda conta com as elogiadas atrizes paraibanas Zezita Matos e Soia Lira; o ator baiano João Miguel; e os cearenses Rodger Rogério, Débora Ingrid, Samya De Lavor e Edneia Tutti Quinto; além da participação de atores e atrizes da própria cidade. A preparação do elenco é de Christian Duurvoort, que trabalhou em Ensaio Sobre a Cegueira e O Banheiro do Papa.

Com roteiro escrito por Allan Deberton, André Araújo, Samuel Brasileiro e Natália Maia, o filme conta com fotografia de Beto Martins e trilha sonora de Fred Silveira; César Teixeira e Clara Bastos assinam como produtores e Deberton, ao lado de Ariadne Mazzetti, assinam a produção executiva. A distribuição é da Vitrine Filmes.

Para falar mais sobre o longa, conversamos com a protagonista Marcélia Cartaxo sobre a preparação de sua personagem, bastidores, equipe e também relembramos alguns sucessos de sua consagrada carreira, como Madame Satã, A História da Eternidade, entre outros.

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*Entrevista inédita gravada durante o Festival de Gramado, em agosto de 2019.

Foto: Luiz Alves.

CINEVITOR #377: Entrevista com Bárbara Paz | Documentário BABENCO + Oscar 2021

por: Cinevitor

babencobarbaracinevitorTell me when I die: vida e obra de Hector Babenco.

Dirigido por Bárbara Paz, o documentário Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou traça um paralelo entre a arte e a doença do cineasta Hector Babenco. O filme revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e a fragilidade física que marcou sua vida.

Recentemente, o longa foi escolhido pelo Comitê Brasileiro de Seleção da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais para representar o Brasil na categoria de melhor filme internacional do Oscar 2021; sendo assim, agora disputa uma vaga entre os finalistas da premiação americana.

Nesta imersão amorosa na vida do cineasta, Bárbara se desnuda, consciente, em situações íntimas e dolorosas. Do primeiro câncer, aos 38, até a morte, aos 70 anos, Babenco fez do cinema remédio e alimento para continuar vivendo.

O filme já foi selecionado para mais de 20 festivais internacionais e estreou mundialmente no Festival de Veneza do ano passado, no qual recebeu o prêmio de melhor documentário na mostra Venice Classics e o prêmio Bisato D’Oro 2019, entregue pela crítica independente. No início do ano, foi premiado no Festival internacional de Cinema de Mumbai, na Índia. Também foi selecionado para os festivais do Cairo, Havana, Mar del Plata, Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Festival do Rio, Mostra Tiradentes, Fest Aruanda, FIDBA, na Argentina, Baltic Sea Docs, na Letônia e para o Mill Valley Film Festival, nos Estados Unidos.

Para falar mais sobre o documentário, conversamos com a diretora Bárbara Paz sobre o processo de criação, montagem, Hector Babenco e, claro, a tão cobiçada estatueta dourada.

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Foto: Divulgação.

CINEVITOR #376: Entrevista com Andrea Beltrão e Esmir Filho | Verlust | 44ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

verlustcinevitor1Fama e poder: Ismael Caneppele, Marina Lima e Andrea Beltrão em cena.

Dirigido por Esmir Filho e protagonizado por Andrea Beltrão, Verlust é um dos destaques da Mostra Brasil da 44ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e segue disponível na plataforma Mostra Play até quarta-feira, 04/11.

Um drama sobre indivíduos que vivem em uma atmosfera sufocante, a história acompanha a poderosa empresária musical Frederica, que, isolada na praia ao lado do marido fotógrafo e a filha adolescente, concentra-se nos preparativos de uma esperada festa de réveillon, e ainda tem que administrar a vida e carreira do ícone pop Lenny, que está produzindo uma obra misteriosa ao lado do escritor João Wommer. Quando um ser das profundezas do mar surge em sua praia, a crise se instaura e Frederica terá que enfrentar seu maior medo: a perda.

O filme se passa durante o ano novo, símbolo do despertar. A localização é uma praia isolada, paraíso impenetrável que proporciona a ilusão de segurança para os personagens. Verlust é um diálogo entre cinema e literatura. Enquanto o filme narra o ponto de vista dos personagens que se projetam na criatura do mar encalhada, o livro homônimo de Ismael Caneppele narra em primeira pessoa o ponto de vista da criatura do mar, que deseja se desprender do seu coletivo e procurar sozinha o ambiente respirável de onde partiu há séculos.

A cantora e compositora Marina Lima se uniu ao projeto para interpretar Lenny. Com uma extensa carreira e ícone de uma geração, Marina superou traumas e foi capaz de se reinventar. Ela personifica Lenny e seu constante movimento de busca. Para dialogar com ela, uma outra artista talentosa integra o elenco. Grande força dos palcos brasileiros e presença marcantes em obras audiovisuais nacionais, Andrea Beltrão traz para Frederica toda sensibilidade e poder que a personagem exala.

Completam o elenco, Ismael Caneppele, que interpreta outro personagem emprestado da vida real, o escritor João. Ismael, que colaborou com o roteiro, dá vida a um personagem que passa por uma crise na trama e descobre sua voz na voz da criatura. Junto a eles, somam-se o lendário ator chileno Alfredo Castro, de Vermelho Sol e O Clube, como o marido fotógrafo de Frederica e Fernanda Pavanelli, contrabaixista clássica, que dá vida à Tuane, filha de Frederica, e foi encontrada através de uma pesquisa de elenco pelas orquestras jovens de São Paulo.

Verlust, que chega aos cinemas no dia 5 de novembro e logo depois nas plataformas digitais, foi escrito e produzido ao longo de dez anos. Na equipe, Inti Briones assina a direção de fotografia; a direção de arte é de Mariana Urizza; Dudu Bertholini e Cintia Kiste assinam o figurino; e a maquiagem é de Britney Federline.

Para falar mais sobre o longa, batemos um papo virtual com o diretor Esmir Filho e com a protagonista Andrea Beltrão. Entre tantos assuntos, falaram sobre os bastidores de filmagens, entrosamento do elenco, a presença de Marina Lima na produção, construção das personagens, a relação do filme com a pandemia e expectativa para o lançamento.

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Foto: Tuane Eggers.

CINEVITOR #375: Entrevista com Matheus Nachtergaele | 20 Anos de O Auto da Compadecida

por: Cinevitor

matheuscompadecidacinevitorMatheus Nachtergaele no papel de João Grilo: um clássico.

Há 20 anos, O Auto da Compadecida, de Guel Arraes, baseado na peça clássica de Ariano Suassuna, levou mais de dois milhões de espectadores aos cinemas e se tornou o longa-metragem mais assistido naquele ano e um marco do cinema brasileiro.

O início das comemorações dos vinte anos foi dado em dezembro de 2019 com o lançamento da minissérie remasterizada no Globoplay, já com cenas inéditas, maior qualidade de imagem e novos efeitos especiais. Recentemente, foram realizadas exibições especiais do longa em drive-in e também virtual. A minissérie foi exibida na TV Globo, em 1999, e a versão cinematográfica foi lançada no ano seguinte.

O filme conta as divertidas aventuras de João Grilo, papel de Matheus Nachtergaele, e Chicó, vivido por Selton Mello, e foi rodado em Cabaceiras, no sertão da Paraíba, e no Rio de Janeiro. O elenco reúne também Fernanda Montenegro, Diogo Vilela, Denise Fraga, Rogério Cardoso, Lima Duarte, Marco Nanini, Enrique Diaz, Paulo Goulart, Luís Melo, Maurício Gonçalves, Virgínia Cavendish, Aramis Trindade e Bruno Garcia. O diretor Guel Arraes também é coautor da adaptação ao lado de Adriana Falcão e João Falcão.

Para comemorar os 20 anos de O Auto da Compadecida, batemos um papo virtual com Matheus Nachtergaele sobre a importância do filme na cinematografia brasileira. O ator também relembrou histórias de bastidores, falou com carinho da equipe e dos colegas de cena, revelou futuros projetos envolvendo a obra de Ariano Suassuna, entre muitos outros assuntos.

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Foto: Divulgação/Globo Filmes.

CINEVITOR #374: Entrevista com Laís Bodanzky | Troféu Eduardo Abelin + 48º Festival de Gramado

por: Cinevitor

laisbodanzkygramado2020A diretora no Festival de Gramado, em 2017: premiada por Como Nossos Pais.

Filha do cineasta Jorge Bodanzky e da professora de História da Arte, Lena Coelho, Laís Bodanzky se aventurou pelo teatro, como atriz, antes de se dedicar à sétima arte. Sua estreia na direção de um filme aconteceu em 1994 com o curta Cartão Vermelho, exibido no New York Film Festival.

Em seguida, em 1999, realizou o documentário Cine Mambembe – O Cinema Descobre o Brasil ao lado de Luiz Bolognesi, seu marido na época e parceiro de jornada artística até hoje. O filme, premiado no Festival de Havana, registra as exibições itinerantes de títulos brasileiros para os públicos sem acesso às salas de cinema.

Logo, um ano depois, se consagrou com o longa de ficção Bicho de Sete Cabeças, protagonizado por Rodrigo Santoro. Aclamado como um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, Bicho de Sete Cabeças é também um dos mais premiados longas nacionais do século 21. A produção recebeu, entre outros, o Prêmio Qualidade Brasil, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e o Troféu APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte. Foi consagrado também no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e no Cine PE.

Ao longo da carreira, realizou outras obras aclamadas pelo público e pela crítica, como: Chega de Saudade, com Tônia Carrero e Leonardo Villar, premiado nos festivais de Cartagena, Brasília, Miami, entre outros; As Melhores Coisas do Mundo, com Francisco Miguez e Caio Blat, e vencedor de sete troféus Calunga no Cine PE, no Recife; além de trabalhos na TV, como a série Psi.

Em 2017, depois de passar pelo Festival de Berlim com boa recepção, o drama Como Nossos Pais, protagonizado por Maria Ribeiro, foi consagrado na 45ª edição do Festival de Cinema de Gramado e levou seis kikitos, entre eles, o de melhor filme e direção. A carreira do longa continuou a fazer sucesso em outras premiações, como: Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, FESTin, Sesc Melhores Filmes, Troféu APCA, Festival de Vitória, entre outros.

Laís Bodanzky sempre trabalhou com o cinema e para o cinema. Por quinze anos coordenou o projeto social Cine Tela Brasil, voltado ao ensino e exibição de filmes nas periferias do Brasil. Atualmente, exerce o cargo de diretora-presidente da Spcine e faz parte do Comitê Brasileiro de Seleção do Oscar 2021.

Neste ano, pelo seu trabalho destacado como artista comprometida com o crescimento do cinema brasileiro, foi homenageada na 48ª edição do Festival de Cinema de Gramado com o Troféu Eduardo Abelin.

Para falar mais sobre a homenagem e relembrar momentos marcantes de sua carreira, conversamos com Laís Bodanzky virtualmente no dia do seu aniversário. Entre tantos assuntos, a cineasta falou de seus filmes com carinho, dos atores e equipes, contou histórias divertidas de bastidores de filmagens e adiantou novidades sobre seu próximo trabalho, o filme de época A Viagem de Pedro (título provisório), no qual Cauã Reymond interpreta Dom Pedro I.

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Foto: Diego Vara/Agência Pressphoto.

CINEVITOR #373: Entrevista com Sidney Magal e Joana Mariani | Me Chama Que Eu Vou | 48º Festival de Gramado

por: Cinevitor

magalcinevitor1Hey, eh, oh, eh, oh: o amante latino nas telonas.

Exibido na mostra competitiva de longas brasileiros do 48º Festival de Cinema de Gramado, o documentário Me Chama Que Eu Vou, de Joana Mariani, de Todas as Canções de Amor, é repleto de músicas, narrado em primeira pessoa sobre Sidney Magal, nascido Sidney Magalhães, e resgata sua trajetória desde a infância até o presente, repassando os seus mais de 50 anos de carreira e mostrando o homem por trás do artista.

A emocionante vida de Magal mostrada no longa fará o público rir e chorar com um homem real, que por trás da figura pública, exuberante e sexy, tem histórias inusitadas, como quando pediu a Vinicius de Moraes que compusesse uma música para ele, a maneira como escolheu o seu nome artístico na Itália, e até a rejeição inicial da Rede Globo, que logo depois o transformou em convidado de honra em seus programas musicais. O título do filme vem de uma das músicas mais famosas de Magal, que serviu de tema de abertura da novela Rainha da Sucata, em 1990 e que de certa forma, também brinca com uma característica especial de Magal, que costuma aceitar a maioria dos convites que recebe.

A diretora Joana Mariani conheceu o cantor no começo dos anos 2000, durante as filmagens do clipe da música Tenho, dirigido por Pedro Becker, que foi lançado no Fantástico, e se aproximou do artista e de sua família. Magal também já participou de peças de teatro, filmes e programas de televisão e encara o documentário como uma espécie de coroação.

Repleto de imagens de arquivos de televisão e do próprio Magal, o filme explora tanto o lado artístico quanto pessoal. Assim, o documentário encontra um Magal que se abre à câmera numa conversa franca sobre sua família, sua música, sua carreira. O filme tem também depoimentos de sua companheira, Magali West, que conta, entre outras coisas, como o cantor a conquistou, quando ela ainda era uma jovem estudante em Salvador; e do filho, Rodrigo West.

Para falar mais sobre o longa, batemos um papo virtual com a diretora e com a grande estrela, Sidney Magal. Entre tantos assuntos, o cantor falou da alegria de ser selecionado para Gramado, relação com a família e fãs, relembrou trabalhos marcantes, entre outros. Joana também falou sobre a parceria com Magal, lançamento do filme e da ficção Meu Sangue Ferve por Você, uma comédia romântica musical livremente adaptada na vida do cantor, que será dirigida por Paulo Machline, com José Loreto como protagonista.

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Foto: Divulgação.

CINEVITOR #372: Entrevistas com Nicolas Prattes, João Côrtes e Diego Freitas | Bastidores do curta FLUSH

por: Cinevitor

curtaflushcinevitorProtagonistas em cena: encontro inusitado.

Protagonizado por João Côrtes e Nicolas Prattes, o curta-metragem Flush, que está em processo de finalização, aborda a temática LGBTQIA+ em uma história que discute identidade de gênero, liberdade do corpo e da mente.

Dirigido por Diego Freitas, do longa O Segredo de Davi e dos premiados curtas Sal e A Volta para Casa, o filme se passa durante uma madrugada em um banheiro de um colégio, onde dois jovens ficam presos em uma situação inusitada. Duas pessoas completamente diferentes, de raízes distintas e que terão que conviver juntos e se entender durante uma noite. O curta, que foi filmado em português e inglês, discute assuntos comportamentais da sociedade e aspectos psicológicos.

Na história, Nicolas Prattes é Tom, um jovem estudante de Direito e filho de pais conservadores, que se encontra em um momento de reflexão sobre a vida e suas escolhas. João Côrtes, que também assina o roteiro, interpreta Sarah, que se identifica como não-binária. Esse encontro não programado estabelecerá diálogos importantes em relação à identidade de gênero, trazendo à tona questões sobre diversidade e preconceito.

Filmado durante dois dias em São Paulo, em junho do ano passado, o curta deve estrear no circuito de festivais a partir de agosto. O CINEVITOR visitou o set e conversou com os atores e com o diretor sobre as filmagens, personagens e a importância dos temas discutidos no filme.

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Foto: Gabriel Côrtes.

CINEVITOR #371: Bastidores Música para Morrer de Amor com Fafá de Belém + elenco e equipe

por: Cinevitor

fafamusicamorrercinevitorParticipação especial: Fafá de Belém nas telonas.

Dirigido por Rafael Gomes, Música para Morrer de Amor é baseado na peça Música para cortar os Pulsos, vencedora do Prêmio APCA de melhor peça jovem, e assim como em sua versão teatral, acompanha o romance entre três jovens: Isabela, Ricardo e Felipe, vividos por Mayara Constantino, Victor Mendes e Caio Horowicz.

O longa, que foi selecionado para o NewFest, em Nova York, um dos mais importantes festivais de cinema LGBTQ+ do mundo, fez sua estreia no Brasil na Mostra Competitiva do 27º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade. Com data de lançamento prevista para o primeiro semestre deste ano, foi adiado por conta da pandemia de Covid-19, porém, estará disponível nos dias 23 e 24 de junho no festival on-line de pré-estreias do Espaço Itaú.

O texto, em sua versão para os palcos, tornou-se referência na dramaturgia para jovens, tendo ficado três anos em cartaz e viajado para mais de 30 cidades brasileiras, colecionando prêmios, elogios da crítica e sucesso junto ao público. Além do amor, seus temas abarcam também a sexualidade, a presença das canções em nossa construção emocional e, especialmente na adaptação para o cinema, a influência da tecnologia nos relacionamentos contemporâneos.

Inteiramente rodado na cidade de São Paulo, a paisagem urbana é mostrada por meio do cotidiano das personagens, como trabalho, faculdade, bares, ruas, cinemas, festas e transporte público. No elenco ainda estão Denise Fraga, interpretando Berenice, mãe de Felipe, e Ícaro Silva, como Gabriel, ex-namorado de Isabela. Já o papel de Alice, avó de Isabela, fica por conta de Suely Franco.

Além de uma vasta trilha sonora com mais de 35 canções, passando por diversos artistas e estilos, o filme conta ainda com participações especiais de nomes conhecidos de diferentes gerações da música brasileira, como Milton Nascimento, Tim Bernardes, Fafá de Belém, Clarice Falcão, Maria Gadú, Mauricio Pereira e César Lacerda.

O filme conta uma história urbana, intensa e sentimental sobre três jovens de vinte e poucos anos provando que na vida, assim como nas canções de amor, só os clichês são verdade. Isabela sofre de um coração partido, Felipe quer desesperadamente se apaixonar, e Ricardo, seu melhor amigo, está apaixonado por ele.

Em maio de 2018, o CINEVITOR acompanhou um dia de filmagem do longa e conversou com o diretor Rafael Gomes, com a produtora Diana Almeida, com a cantora Fafá de Belém e com os atores Caio Horowicz e Denise Fraga.

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Foto: Divulgação/Lacuna Filmes.

CINEVITOR #370: Entrevista com Dira Paes | Edição Especial + Veneza

por: Cinevitor

venezadirapaescinevitorDira Paes em Veneza, de Miguel Falabella: estreia adiada por conta da pandemia.

Com 35 anos de carreira e mais de 40 filmes no currículo, a atriz paraense Dira Paes já estava com data marcada para voltar às telonas depois de Divino Amor, filme de Gabriel Mascaro lançado em junho do ano passado. Porém, por conta da pandemia mundial de Covid-19, muitas estreias foram adiadas, entre elas, Veneza, de Miguel Falabella, e Pureza, de Renato Barbieri, ambos com Dira no elenco.

Com as salas de cinema fechadas e muitas incertezas no calendário de lançamentos e festivais, a população segue em isolamento social seguindo a proposta da OMS, Organização Mundial da Saúde, de redobrar os cuidados e ficar em casa para combater o novo coronavírus.

Por conta disso, nessa quarentena resolvemos publicar entrevistas inéditas que estavam programadas para datas próximas aos lançamentos dos filmes. Entre tantas dúvidas relacionadas às estreias nacionais e ao cenário cultural brasileiro, lançamos o #CineVitorEmCasa, com conteúdo exclusivo. Começamos com um bate-papo com a atriz Dira Paes, que aconteceu no Festival de Gramado em agosto do ano passado.

Depois de ser homenageada com o Troféu Oscarito, destinado a grandes atores da cinematografia brasileira, em 2017, e ter levado dois kikitos ao longo da carreira, Dira passou pelo festival para exibir Veneza, de Miguel Falabella, que tinha estreia prevista para abril de 2020.

O longa, que é uma adaptação da peça de teatro homônima escrita pelo argentino Jorge Accame, conta a história de Gringa, uma cafetina que tem como sonho reencontrar o único homem que amou. Para realizar seu desejo, as prostitutas que trabalham em seu bordel se unem a uma trupe circense e idealizam um plano para levá-la ao encontro de seu amado.

Na entrevista, Dira falou sobre trabalhar com Miguel Falabella e com a atriz espanhola Carmen Maura, destacou a repercussão do filme em Gramado e relembrou, com carinho, alguns sucessos de sua carreira, como Amarelo Manga e Baixio das Bestas.

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Foto: Divulgação/Imagem Filmes.

CINEVITOR #369: Entrevistas com Bella Piero e Caroline Fioratti | Bastidores do filme Sobre Girassóis

por: Cinevitor

sobregirassoisbastidoresBella Piero e Maria Luisa Mendonça com a diretora nos bastidores.

Entre fevereiro e março deste ano, a cineasta Caroline Fioratti, de Meus 15 Anos, rodou o longa Sobre Girassóis, protagonizado por Maria Luisa Mendonça, Bella Piero, Michel Joelsas, Mariana Oliveira e Daniel Botelho. O filme, que teve como set único um condomínio em São Paulo, apresenta como trama principal o luto e a transformação causados a partir da morte inesperada de uma adolescente do conjunto residencial.

Em Sobre Girassóis, Virgínia, papel de Bella Piero, comemora seus 17 anos em uma festa na cobertura onde vive com os pais. O drama se desenrola em pequenas narrativas que jogam com pontos de vistas de amigos, da mãe de Virgínia, interpretada por Maria Luisa Mendonça, e da própria aniversariante. Toda a história se passa em um período de 24 horas que coloca em questão, para cada um dos personagens, as formas de se relacionar e as trocas de afetos de uma vida toda. Também fazem parte do elenco: Caco Ciocler, Marat Descartes, Flávia Garrafa, Debora Duboc, entre outros. Produzido pela Aurora Filmes, o longa tem previsão de estreia para 2021.

A ideia surgiu quando a diretora fazia o curta-metragem Algum Lugar no Recreio, em 2013, premiado no Festival Mix Brasil, que aborda as relações entre adolescentes no intervalo de um colégio. Para desenvolver o roteiro, Caroline conversou com diversos psicólogos, psiquiatras e psicanalistas para compreender melhor as relações dos jovens, seus sofrimentos e sintomas nos dias atuais: “Me proponho olhar para a classe média em que eu cresci, em que os jovens refletem seus pais: ora reproduzindo ações ora rebelando-se contra elas”. E completou: “Há muita humanidade no filme que evita maniqueísmos, se aprofunda na complexidade da relação pais e filhos e nas dificuldades das relações de amizade e afeto. A história se aprofunda nas vivências dos adolescentes em um microcosmo típico das grandes cidades brasileiras, que é o condomínio”.

O CINEVITOR visitou o set de Sobre Girassóis no último dia de filmagens, pouco antes do início da quarentena por conta da pandemia de Covid-19, e conversou com a diretora, que falou sobre a concepção do roteiro, bastidores, elenco e expectativa de lançamento, e também com a atriz Bella Piero, que falou sobre sua personagem.

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Foto: Stella Carvalho.

CINEVITOR #368: DICAS DE FILMES BRASILEIROS NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

por: Cinevitor

cinemabrasilcinevitor1Filmes brasileiros de todos os gêneros para todos os públicos.

Em dezembro do ano passado, foi identificado na cidade de Wuhan, na China, o primeiro caso de COVID-19, uma doença respiratória aguda causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2). Depois disso, os casos se espalharam pelo mundo. Em fevereiro, a Itália sofreu um grande surto, principalmente no norte, perto de Milão.

No Brasil, o primeiro caso foi confirmado no dia 25 de fevereiro. Em março, a OMS, Organização Mundial da Saúde, definiu o surto da doença como pandemia. Com isso, diversas medidas foram tomadas para alertar e prevenir a população, como a quarentena. Em São Paulo, por exemplo, o governador do Estado, João Doria, decretou quarentena por quinze dias, a partir de 24/03, com possibilidade de ser prolongado ou reduzido.

Porém, antes mesmo dos decretos oficias de governantes, milhares de pessoas no país optaram pela quarentena para evitar o pior, já que o novo coronavírus é altamente contagioso. A regra, nesse momento, é clara: fique em casa, lave as mãos com água e sabão, passe álcool em gel e evite locais com aglomerações.

Essa pandemia trouxe muitas consequências na rotina das pessoas e afetou diversos setores, entre eles, o cinema. Por aqui, salas foram fechadas e estreias de filmes e festivais adiados. Na semana do dia 19/03, por exemplo, nenhum filme estreou nos cinemas brasileiros. O mesmo tem acontecido no mundo todo.

Para entreter nossos leitores, seguidores e espectadores cinéfilos nesta época de quarentena, resolvemos realizar dois programas especiais com dicas de filmes brasileiros disponíveis nas plataformas digitais, como Netflix, Telecine Play, NOW, entre outras. Para isso, convidamos a crítica de cinema Flavia Guerra, do site Tela Tela, para nos ajudar nessa missão.

Com um cardápio variado, com produções nacionais de todos os gêneros e para todos os públicos, as plataformas digitais ganharam um impulso, que deve se expandir ao longo da quarentena.

No primeiro programa, selecionamos diversos títulos que estão disponíveis em serviços de streaming gratuitos e pagos. Aqui, destacamos filmes que podem ser encontrados na Netflix, Spcine Play, Petra Belas Artes À La Carte, Filme Filme e Canal Brasil Play (Curta na Tela).

Além disso, também destacamos: títulos que foram disponibilizados por cineastas e produtores, como Allan Deberton, Aly Muritiba e Esmir Filho, com links abertos no YouTube e no Vimeo; um acervo diverso de filmes paraibanos disponíveis gratuitamente; e documentários realizados na oficina Documentando, de Pernambuco. E também: a seleção do É Tudo Verdade 2020 – Festival Internacional de Documentários (ver programação no site), que disponibilizará alguns filmes online depois de adiar sua 25ª edição, que aconteceria no final de março.

Na segunda parte, falamos sobre produções nacionais atuais, alguns clássicos e também de filmes premiados de diretores consagrados e promissores disponíveis no Telecine Play, Canal Brasil Play e NOW. Além disso, destacamos o site Porta Curtas, que conta com um acervo de mais de mil curtas-metragens.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:

PARTE 2:

*FILMES, DIRETORES E PLATAFORMAS CITADAS | PARTE 1

Netflix: O Som ao Redor e Aquarius (Kleber Mendonça Filho); Como Nossos Pais (Laís Bodanzky); Califórnia (Marina Person); Democracia em Vertigem, Olmo e a Gaivota e Elena (Petra Costa); La Vingança (Fernando Fraiha); Colegas (Marcelo Galvão); Chatô – O Rei do Brasil (Guilherme Fontes); Na Quebrada (Fernando Grostein Andrade); Branco Sai, Preto Fica (Adirley Queirós); Mais Forte que o Mundo (Afonso Poyart); Mãe Só Há Uma (Anna Muylaert); Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar e Cinema, Aspirinas e Urubus (Marcelo Gomes); Operações Especiais (Tomás Portella); Temporada (André Novais Oliveira); O Homem do Futuro (Cláudio Torres); O Filme da Minha Vida (Selton Mello); Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Daniel Ribeiro); Todas as Razões para Esquecer (Pedro Coutinho); Elon Não Acredita na Morte (Ricardo Alves Jr.); Fala Comigo (Felipe Sholl); Ponte Aérea (Julia Rezende); O Último Cine Drive-in (Iberê Carvalho); A Estrada 47 (Vicente Ferraz); Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava (Fernanda Pessoa).

Spcine Play: José Mojica Marins, Tata Amaral, Laís Bodanzky, Lucia Murat; O Rei da Noite, Coração Iluminado e Carandiru (Hector Babenco); ABC da Greve (Leon Hirszman); A Dama do Cine Shanghai (Guilherme de Almeida Prado); A Hora da Estrela (Suzana Amaral).

Petra Belas Artes À La Carte: Domésticas (Nando Olival e Fernando Meirelles); O Rei da Noite e Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (Hector Babenco).

Filme Filme: Central do Brasil (Walter Salles); Ferrugem (Aly Muritiba); Gabriel e a Montanha (Fellipe Barbosa); Morto Não Fala (Dennison Ramalho); Los Silencios (Beatriz Seigner); Aos Teus Olhos (Carolina Jabor); Divinas Divas (Leandra Leal); O Auto da Compadecida (Guel Arraes).

Telecine Play: Bacurau (Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles); Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert); Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (Marcelo Gomes e Karim Aïnouz).

Canal Brasil Play (Curta na Tela): Recife Frio (Kleber Mendonça Filho); Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas.

NOW: Joaquim (Marcelo Gomes)

LINKS/OUTROS: Doce de Coco e O Melhor Amigo (Allan Deberton); Pixote: A Lei do Mais Fraco (Hector Babenco); Para Minha Amada Morta (Aly Muritiba); Batguano (Tavinho Teixeira); Mubi (O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho); Esmir Filho; Filmes Paraibanos; É Tudo Verdade; e Documentando.

*FILMES, DIRETORES E PLATAFORMAS CITADAS | PARTE 2

Telecine Play: Todas as Canções de Amor (Joana Mariani), Turma da Mônica – Laços (Daniel Rezende), De Pernas Pro Ar 3 (Julia Rezende), TOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva (Paulinho Caruso e Teodoro Poppovic), Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert), Legalize Já – Amizade Nunca Morre (Johnny Araujo e Gustavo Bonafé), Cidade de Deus (Fernando Meirelles), Sangue Azul (Lírio Ferreira), Meu Pé de Laranja Lima (Marcos Bernstein) e Era Uma Vez Eu, Verônica (Marcelo Gomes).

Canal Brasil Play: Tatuagem (Hilton Lacerda), O Palhaço (Selton Mello), Ex-Pajé (Luiz Bolognesi), Casa Grande (Fellipe Barbosa), Pastor Cláudio (Beth Formaggini), Waiting for B. (Paulo Cesar Toledo e Abigail Spindel) e Jonas e o Circo Sem Lona (Paula Gomes).

NOW: Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga); Sócrates (Alexandre Moratto); Hebe: A Estrela do Brasil (Mauricio Farias); Bixa Travesty (Kiko Goifman e Claudia Priscilla); A Sombra do Pai e O Animal Cordial (Gabriela Amaral Almeida); Deslembro (Flavia Castro); Vidas Secas (Nelson Pereira dos Santos); O Pagador de Promessas (Anselmo Duarte); Auto de Resistência (Natasha Neri e Lula Carvalho); Flores Raras e Dona Flor e Seus Dois Maridos (Bruno Barreto); O Segredo de Davi (Diego Freitas); Benzinho (Gustavo Pizzi); Greta (Armando Praça); A História da Eternidade (Camilo Cavalcante); O Quatrilho (Fábio Barreto); Divino Amor (Gabriel Mascaro); Big Jato (Cláudio Assis); A Luta do Século (Sérgio Machado); O Roubo da Taça (Caito Ortiz); Alguma Coisa Assim (Esmir Filho e Mariana Bastos); Babilônia 2000 (Eduardo Coutinho); Bete Balanço (Lael Rodrigues); O Processo (Maria Augusta Ramos); Diários de Classe (Maria Carolina da Silva e Igor Souza); Jogo de Cena (Eduardo Coutinho); Arábia (Affonso Uchoa e João Dumans); Cinema Novo (Eryk Rocha); A Luneta do Tempo (Alceu Valença); Corpo Elétrico (Marcelo Caetano); As Boas Maneiras (Juliana Rojas e Marco Dutra); Tito e os Pássaros (André Catoto, Gabriel Bitar e Gustavo Steinberg); Bicho de Sete Cabeças (Laís Bodanzky); Madame Satã, Praia do Futuro e A Vida Invisível (Karim Aïnouz); Inferninho (Guto Parente e Pedro Diogenes); Mormaço (Marina Meliande); Bingo: O Rei das Manhãs (Daniel Rezende); Meu Nome é Daniel (Daniel Gonçalves); Rasga Coração (Jorge Furtado); O Silêncio do Céu (Marco Dutra); Baronesa (Juliana Antunes); e Amazônia Groove (Bruno Murtinho).

Foto: Montagem CINEVITOR.

CINEVITOR #367: Entrevista com Regina Casé | Três Verões

por: Cinevitor

reginacase3veroescinevitorPremiada: Regina Casé em cena.

Dirigido por Sandra Kogut, de Mutum e Campo Grande, Três Verões teve estreia mundial no Festival de Toronto e foi exibido pela primeira vez no Brasil na 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Também passou pelo Festival do Rio e no Antalya Golden Orange Film Festival, na Turquia, onde garantiu à Regina Casé dois prêmios de melhor atriz por seu papel como Madá.

O longa, que chega aos cinemas no dia 19 de março, faz um retrato do Brasil contemporâneo e das consequências da Operação Lava Jato. Através do olhar de Madá, uma caseira em um condomínio de luxo à beira mar, acompanhamos o desmantelamento de uma família em função dos dramas políticos que abalaram o país. A trama se passa ao longo de três anos consecutivos (2015, 2016 e 2017), sempre na última semana do ano, entre o Natal e o Ano Novo, na luxuosa casa de veraneio da família. A personagem de Madá está entre dois mundos, ela é dona da casa sem ser: Madá manda nos empregados, mas é também submissa aos patrões.

O filme nasceu do desejo da diretora Sandra Kogut de falar sobre o que vem acontecendo no Brasil nestes últimos anos através de personagens que estão geralmente num canto do quadro. Além de Regina Casé, completam o elenco: Rogério Fróes, Otávio Müller, Gisele Fróes, Carla Ribas, Carol Pismel, Wilma Melo, Luciano VidigalJéssica Ellen e Daniel Rangel.

Para falar mais sobre Três Verões, conversamos com a protagonista Regina Casé, que relembrou bastidores das filmagens, entrosamento com o elenco, personagens marcantes de sua carreira, como a Val, de Que Horas Ela Volta?, e Lurdes, da novela Amor de Mãe, entre outros assuntos.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.