Cinevitor

Toda semana um novo programa sobre cinema, com os mais variados temas.

CINEVITOR #359: O CINEMA BRASILEIRO EM CARTAZ | Edição Especial

por: Cinevitor

brasilcartazcinevitorMuitos filmes, muitas histórias: cinema brasileiro.

Na terça-feira, 03/12, fomos surpreendidos com a notícia de que a Ancine, Agência Nacional do Cinema, retirou das paredes de sua sede, no Rio de Janeiro, todos os cartazes de filmes brasileiros que estavam lá desde 2002 e faziam parte da decoração dos prédios. Também foi informado que uma TV que ficava na recepção e exibia trailers de produções nacionais foi desligada e todos os dados, como ficha técnica e pôster dos filmes, foram retirados do site da Ancine.

Não é de hoje que a cultura brasileira é atacada, porém, neste ano, diversos acontecimentos têm prejudicado ainda mais o andamento de projetos, editais, festivais e outras atividades ligadas ao audiovisual.

Entre corredores e paredes vazias e tantos outros absurdos, mais uma lamentável notícia envolvendo o cinema nacional circulou nesta semana: A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional, seria exibido como parte do processo de capacitação dos servidores da Ancine, atividade que acontece mensalmente na qual funcionários assistem e debatem um longa. Porém, o evento foi cancelado com a desculpa de que o projetor estava quebrado, fato esse que foi negado pelo responsável pela manutenção.

Em um ano tão positivo para o cinema brasileiro, com longas e curtas prestigiados por aqui e ao redor do mundo, é inadmissível compactuar com ideais tão retrógradas, que remetem à censura e a um descaso com diversos profissionais que se dedicam à arte.

Vale lembrar que o setor audiovisual brasileiro injeta mais de 25 bilhões de reais por ano na economia, maior que o turismo, por exemplo. Gera mais de 300 mil empregos e exporta talento, criatividade e trabalho. Além disso, nos últimos anos, nosso cinema tem ganhado muito destaque nos festivais mais importantes ao redor do mundo. Nossas histórias (todos os tipos de histórias, que devem e podem ser contadas) e nossa cultura são retratadas nas telonas em diversos gêneros, em grandes, pequenas e independentes produções.

Nossa identidade ganha vida nas telonas, nos orgulha e movimenta a economia há anos. Isso causa um impacto social, cultural e econômico necessário e importante. O audiovisual brasileiro é uma indústria vibrante e criativa. Emociona, diverte, reflete, encanta e gera valor para o país. Cinema é arte. Cinema é cultura.

Mesmo em tempos tão sombrios, nossa história não será apagada, nossa cultura continuará retratada nas telonas e exportada para todos os cantos. Por isso, para celebrar a arte e a liberdade de expressão, fizemos um programa especial, direto da 14ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, e perguntamos para alguns convidados: qual pôster de um filme brasileiro marcou sua vida?

Participaram da nossa enquete: a atriz Débora Nascimento; o escritor Fernando Morais; a cineasta Maria Augusta Nunes; os produtores Marcos Tellechea e Paula Linhares; as atrizes Zezita Matos e Suzy Lopes; o cineasta Kennel Rógis; os atores Flavio Bauraqui e Bukassa Kabengele; o documentarista Vladimir Carvalho; e a ativista Indianre Siqueira.

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*O CINEVITOR esteve em João Pessoa e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

CINEVITOR #358: Entrevistas com Ayla Gresta + Gustavo Halfeld + Gustavo Galvão | Ainda Temos a Imensidão da Noite

por: Cinevitor

imensidaodanoitecinevitorAyla Gresta e Gustavo Halfeld em cena.

A resistência de uma cantora e trompetista é testada no novo filme do diretor Gustavo Galvão. Rodado em Brasília e em Berlim, o drama Ainda Temos a Imensidão da Noite narra a saga de Karen, interpretada por Ayla Gresta, que vê o esfacelamento de sua banda de rock e de suas relações numa realidade cada dia mais desoladora. Aos 27 anos, ela deixa Brasília para dar vazão à paixão pela música.

Na trama, o relacionamento dos membros da banda de Karen aos poucos se despedaça por culpa da perspectiva quase nula de sobreviver na cena alternativa brasiliense. Os músicos do grupo cedem a empregos na máquina burocrática da cidade. Porém, após Artur, o guitarrista, ir embora para Berlim, a protagonista tenta seguir os passos dele para buscar uma maneira de subsistir sem precisar se entregar a um trabalho que a mate por dentro.

Gustavo Galvão, de Uma Dose Violenta de Qualquer CoisaNove Crônicas para um Coração aos Berros, promove as locações e o som à condição de personagens. Os protagonistas são músicos de verdade e formam uma banda montada especialmente para o filme, chamada Animal Interior. O quarteto liderado por Ayla Gresta criou a trilha do longa em parceria com outros dois compositores e as músicas tiveram a produção do guitarrista norte-americano Lee Ranaldo, um dos fundadores da icônica banda de indie rock Sonic Youth.

O diretor assina o roteiro ao lado da alemã Barbie Heusinger e da gaúcha Cristiane Oliveira, do premiado longa Mulher do Pai. A equipe técnica conta com o designer de produção alemão Tamo Kunz, que trabalhou com Fatih Akin em filmes renomados como Em PedaçosContra a Parede e, mais recentemente, O Bar Luva Dourada, e a consagrada produtora Sara Silveira, de As Boas Maneiras e Cinema, Aspirinas e Urubus.

Para falar mais sobre o filme, que já está em cartaz nos cinemas, conversamos com o diretor e com os atores Gustavo Halfeld e Ayla Gresta.

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Foto: André Carvalheira.

CINEVITOR #357: Carcereiros – O Filme | Entrevistas com elenco e diretor

por: Cinevitor

carcepgmcinevitorKaysar Dadour e Rodrigo Lombardi em cena.

Inspirado no livro homônimo de Drauzio Varella e na série de sucesso da Globo, vencedora do Grande Júri no MIPTV 2017, em Cannes, Carcereiros – O Filme, protagonizado por Rodrigo Lombardi e dirigido por José Eduardo Belmonte, traz uma nova história de dentro do presídio. Desta vez, Adriano será encarregado de encarcerar um perigoso terrorista internacional, interpretado por Kaysar Dadour.

Responsável por garantir a tranquilidade no presídio, o agente penitenciário Adriano, papel de Lombardi, precisa deixar seus dilemas familiares de lado toda vez que sai para trabalhar. Com a chegada de Abdel, interpretado por Kaysar, um perigoso terrorista internacional, a tensão no presídio, que já vive dias de terror por conta da luta entre duas facções criminosas, torna-se ainda maior. Agora, enquanto tenta controlar todos os passos de Abdel, Adriano terá que fazer o possível para conter uma possível rebelião.

Para falar mais sobre o filme, que chega aos cinemas na quinta-feira, 28/11, fizemos dois programas especiais e conversamos com o protagonista Rodrigo Lombardi e também com Kaysar Dadour, Jackson Antunes, Rainer Cadete e com o diretor José Eduardo Belmonte.

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PARTE 1:
Entrevista com Rodrigo Lombardi

PARTE 2:
Entrevistas com Rainer Cadete, José Eduardo Belmonte, Kaysar Dadour e Jackson Antunes

Foto: Ramón Vasconcellos.

CINEVITOR #356: 6ª Mostra de Cinema de Gostoso | Edição Especial

por: Cinevitor

gostosopgm2019Pé na areia e cinema: convidados especiais.

A 6ª Mostra de Cinema de Gostoso, que aconteceu entre os dias 8 e 12 de novembro, exibiu em sua programação os mais recentes lançamentos cinematográficos brasileiros, entre curtas e longas, em uma tela de cinema ao ar livre, na Praia do Maceió, em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte.

Além disso, o evento contou com atividades paralelas, debates, mostra infantil, Gostoso Lab, Mostra Panorama e exibição dos curtas-metragens realizados por alunos do Coletivo Nós do Audiovisual, formado por jovens de São Miguel do Gostoso interessados em abrir novas possibilidades de atuação e assim realizar filmes.

Para encerrar nossa cobertura, fizemos um programa especial com alguns convidados que marcaram presença por lá, como: a premiada atriz Marcélia Cartaxo, do longa Pacarrete; o diretor Leo Tabosa, do curta Marie; o cineasta Marco Antônio Pereira, monitor do Coletivo Nós do Audiovisual; a produtora do curta Quebramar, Camila Gaglianone; o cineasta mineiro Affonso Uchôa, de Sete Anos em Maio; a consagrada atriz Helena Ignez e a filha Sinai Sganzerla, diretora do documentário A Mulher da Luz Própria; e a diretora do curta A Parteira, Catarina Doolan.

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*O CINEVITOR esteve em São Miguel do Gostoso e você acompanha a cobertura da Mostra de Gostoso 2019 por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

CINEVITOR #355: Entrevista com Fernanda Torres | Edição Especial

por: Cinevitor

fernandatorrescinevitorFernanda Torres na Mostra de São Paulo: lançamento do filme O Juízo.

Escritora, atriz e apresentadora, Fernanda Torres é uma das artistas mais admiradas do país. Filha do casal de atores Fernando Torres e Fernanda Montenegro, começou sua carreira no final da década de 1970, em uma peça de Maria Clara Machado. Um ano depois, estreou na TV e fez parte do elenco da série Aplauso, de Domingos Oliveira, na TV Globo.

Nas telinhas, participou de grandes sucessos, como: Baila Comigo, Brilhante, Eu Prometo, Selva de Pedra, Comédia da Vida Privada, entre outros. Ganhou destaque na série Os Normais, escrita por Fernanda Young e Alexandre Machado, na qual dividia a cena com o amigo Luiz Fernando Guimarães. Anos depois, ao lado de Andrea Beltrão, protagonizou o seriado Tapas & Beijos, outro grande sucesso da TV.

No teatro, atuou em dezenas de peças, entre elas, o monólogo A Casa dos Budas Ditosos, baseado na obra de João Ubaldo Ribeiro. Sucesso de público e crítica, venceu o Prêmio Shell de Teatro e o Prêmio Qualidade Brasil de Teatro.

Sua estreia nas telonas aconteceu em 1983, no filme Inocência, de Walter Lima Jr. Em 1985, protagonizou A Marvada Carne, de André Klotzel, que lhe rendeu o kikito de melhor atriz no Festival de Gramado. Com o drama Eu Sei que Vou Te Amar, de Arnaldo Jabor, foi consagrada no Festival de Cannes com o prêmio de melhor atriz. Em Brasília, recebeu o Troféu Candango por sua atuação em Gêmeas, de Andrucha Waddington. Foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro por Traição e ganhou o Troféu APCA por O Primeiro Dia do Resto da Sua Vida, de Rémi Bezançon. Em 1991, atuou com Anthony Hopkins no drama paraguaio A Guerra de um Homem, de Sérgio Toledo.

Em 2005, ao lado de sua mãe, protagonizou o drama Casa de Areia. O longa, dirigido pelo marido Andrucha Waddington, lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Guadalajara. Entre tantos sucessos, também se destacou em Redentor, longa dirigido pelo irmão, no qual assinou o roteiro; Saneamento Básico, O Filme, de Jorge Furtado; Com Licença, Eu Vou à Luta, de Lui Farias; Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas; O Que É Isso, Companheiro?, de Bruno Barreto; Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho; entre outros. Além disso, escreveu três livros: Fim, que foi indicado ao Prêmio Jabuti; Sete Anos: Crônicas; e A Glória e Seu Cortejo de Horrores, lançado em 2017.

Recentemente, Fernanda Torres passou pela 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo para apresentar o filme O Juízo, suspense sobrenatural dirigido por Andrucha Waddington, no qual assina o roteiro. O longa, estrelado pelo filho Joaquim Torres Waddington, pela mãe Fernanda Montenegro, Felipe Camargo, Carol Castro, Criolo e Lima Duarte, narra um acerto de contas que leva mais de duzentos anos para se concretizar.

Em entrevista exclusiva ao CINEVITOR, Fernanda falou sobre o novo filme, trabalho em família, a importância do cinema brasileiro, diversidade cultural e relembrou diversos sucessos da carreira nas telonas.

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Foto: Natali Hernandes/agenciafoto.com.br.

CINEVITOR #354: LABRFF 2019 – Los Angeles Brazilian Film Festival | Edição Especial

por: Cinevitor

labrff2019pgmcinevitorConvidados especiais: cinema brasileiro em Hollywood.

A 12ª edição do Los Angeles Brazilian Film Festival, LABRFF, reconhecido como um dos mais importantes festivais de cinema brasileiro fora do Brasil, aconteceu entre os dias 13 e 17 de outubro com uma programação diversificada com 48 filmes, entre curtas e longas.

Além das exibições e homenagens, o evento contou também com atividades paralelas e com o 1º Los Angeles Latin Music Video Festival, competição de videoclipes lançada pelo festival.

O CINEVITOR teve a honra de participar do evento e para encerrar com chave de ouro nossa cobertura, fizemos um programa especial com alguns convidados ilustres que passaram pelo tapete vermelho do LABRFF 2019, como: a atriz Marcélia Cartaxo, grande homenageada desta edição e premiada por sua atuação em Pacarrete; os atores Edmilson Filho e Guilherme Berenguer, do curta 2119 Acabou-se Foi Tudo; as atrizes Dani Valente e Mina Nercessian, da comédia Solteira Quase Surtando; o diretor André Morais e a atriz Ingrid Trigueiro, do longa paraibano Rebento; o cineasta Kennel Rógis, do premiado curta O Grande Amor de um Lobo; a atriz Tathi Piancastelli e o diretor Alex Duarte, do documentário Expedição 21; e a fundadora e diretora executiva do LABRFF, Meire Fernandes.

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*O CINEVITOR esteve em Los Angeles e você acompanha a cobertura do LABRFF 2019 por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

CINEVITOR #353: Entrevista com Daniel de Oliveira, Bianca Comparato e Dennison Ramalho | Morto Não Fala

por: Cinevitor

mortonaofalapgmcinevitorProtagonista: Daniel de Oliveira interpreta um plantonista noturno de um necrotério.

Protagonizado por Daniel de Oliveira, Morto Não Fala marca a estreia de Dennison Ramalho na direção de um longa-metragem. Selecionado para mais de 30 festivais nacionais e internacionais, entre eles, Havana, Rio e Roterdã, o longa é uma obra de horror brasileira.

A história é um drama sobre um homem com uma habilidade sobrenatural e sobre os acordos invioláveis entre o mundo dos vivos e o além. Stênio é plantonista noturno no necrotério de uma grande e violenta cidade. Em suas madrugadas de trabalho, ele nunca está só, pois possui um dom paranormal de comunicação com os mortos. Quando as confidências que ouve do além revelam segredos de sua própria vida, Stênio desencadeia uma maldição que traz perigo e morte para perto de si e de sua família.

O diretor, que assina o roteiro ao lado de Claudia Jouvin, coleciona trabalhos que exploram o universo do horror na tela. Foi diretor assistente e corroteirista de Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins, filme que trouxe o ícone cult do horror brasileiro, Zé do Caixão, de volta ao cinema. Também dirigiu o episódio J de Jesus, que integra do filme O ABC da Morte 2; entre outros.

Morto Não Fala, que conta com Fabiula Nascimento, Bianca Comparato, Marco Ricca, Cauã Martins e Annalara Prates no elenco, já recebeu diversos prêmios, entre eles: o de melhor longa-metragem latino-americano no Mórbido Fest, no México; venceu na categoria Efeitos Especiais do 6º Nocturna Madrid International Fantastic Film Festival, na Espanha; e arrematou dois prêmios no 3º Rio Fantastik Festival: melhor atriz para Fabiula Nascimento (Júri Oficial) e melhor direção para Dennison Ramalho (Prêmio da Crítica).

Para falar mais sobre o filme, que estreia nesta quinta-feira, 10/10, conversamos com o diretor e com os atores Daniel de Oliveira e Bianca Comparato.

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Foto: Divulgação/Pagu Pictures.

CINEVITOR #352: Entrevistas com Lima Duarte, Diego Freitas e Guilherme Rodio | Bastidores do curta A Volta Para Casa

por: Cinevitor

entrevistalimaduartecinevitorLima Duarte: 89 anos e mais de 120 trabalhos entre TV, cinema e teatro.

Filmado durante três dias em São Paulo, o curta-metragem A Volta Para Casa, dirigido por Diego Freitas, de O Segredo de Davi, e produzido pela Parakino Filmes, conta a história de Plínio, interpretado por Lima Duarte, um marceneiro aposentado, que atualmente mora em uma humilde casa de repouso. Lá, ele passa boa parte do tempo relembrando seu ofício, criando objetos a partir de pedaços de madeira e encantando a todos com seu jeito dedicado e paixão pelo que faz. Anselmo, vivido por Guilherme Rodio, um dos funcionários da instituição, é um rapaz solitário responsável por cuidar do jardim e garantir um cotidiano mais agradável aos senhores e senhoras dali.

No domingo de Páscoa, os moradores esperam as visitas de suas respectivas famílias. Plínio veste sua melhor roupa, cheio de expectativa. Filhos vem buscar pais e mães para o almoço, mas ele continua lá. Até que Anselmo, ao vê-lo sozinho e entristecido, se oferece para leva-lo até a antiga casa. Durante o trajeto, Plínio repassa suas memórias sobre o bairro de Santana, onde nasceu e cresceu.

O curta, que tem circulado em diversos festivais, recentemente foi premiado no Florianópolis Audiovisual Mercosul, FAM 2019, onde ganhou três prêmios, entre eles, o de melhor filme segundo o júri popular e melhor ator para Lima Duarte; e também foi consagrado no 6º Festival de Cinema de Caruaru. Além disso, foi selecionado para o HollyShorts Film Festival, em Los Angeles, entre outros.

A Volta Para Casa, escrito por Diego Freitas e Diego Olivares, foi filmado em fevereiro e o CINEVITOR marcou presença no set. Nos bastidores, conversamos com o diretor, com o ator Guilherme Rodio, que também assina o argumento, e com Lima Duarte, que falou sobre seu trabalho no curta, elogiou a equipe, contou uma história sobre os amigos Manoel de Oliveira, cineasta português, e a atriz Fernanda Montenegro, e citou Fernando Pessoa.

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Foto: Guilherme Raya.

CINEVITOR #351: Hebe: A Estrela do Brasil | Entrevistas com Andrea Beltrão, Carolina Kotscho e Mauricio Farias

por: Cinevitor

hebeestrelabrasil2cinevitorAndrea Beltrão em cena: gracinha!

Depois de ser exibido e premiado no 47º Festival de Cinema de Gramado, Hebe: A Estrela do Brasil chega aos cinemas nesta quinta-feira, 26/09, com Andrea Beltrão como protagonista no papel da Rainha da Televisão Brasileira.

O longa se passa nos anos 1980 e traz como pano de fundo um retrato dos costumes, da cultura e da política do Brasil pelo olhar de Hebe Camargo. Sem pudor ou medo da crítica, como sempre foi na vida, a loira se revela inteira: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Além de Andrea Beltrão, o elenco conta também com Marco Ricca, Caio Horowicz, Danton Mello, Gabriel Braga Nunes, Danilo Grangheia, Otávio Augusto, Ivo Müller, Felipe Rocha, Claudia Missura, Karine Teles e Daniel Boaventura.

Com direção de Maurício Farias, da franquia Vai que dá Certo, e roteiro de Carolina Kotscho, de 2 Filhos de Francisco, o filme mostra como Hebe aceita correr o risco de perder tudo que conquistou na vida e dá um basta: quer o direito de ser ela mesma na frente das câmeras dona de sua voz e única autora de sua própria história.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais com entrevistas com a protagonista e também com o diretor e com a roteirista. Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Andrea Beltrão

PARTE 2:
Entrevista com Carolina Kotscho e Mauricio Farias

Foto: Jonas Tucci.

CINEVITOR #350: Entrevista com Sonia Braga | Edição Especial

por: Cinevitor

soniabragacinevitor350Sonia Braga: convidada ilustre no CINEVITOR 350!

Em fevereiro deste ano, comemoramos seis anos de CINEVITOR. Tudo começou em 2013 como um programa de cinema na internet. De lá pra cá, muita coisa aconteceu, mas sempre mantivemos nosso compromisso de dialogar com o público sobre a sétima arte de diversas maneiras.

Foram muitas críticas, matérias publicadas no site e nas redes sociais, programas com os mais variados temas, especiais, entrevistas com convidados ilustres, coberturas de festivais, eventos e muito mais. Assim continuaremos e seguiremos sempre com novidades para quem nos acompanha. Nesse tempo, nosso canal no YouTube alcançou mais de 1 milhão de visualizações e segue crescendo. Em nossos programas já passaram mais de 850 entrevistados, desde atores, produtores, diretores, políticos, músicos, artistas internacionais, esportistas: todos conectados pela sétima arte.

Pois, chegou a hora de comemorarmos 350 programas! Um número tão emblemático não poderia passar em branco. Para isso, fizemos um programa especial com uma convidada ilustre: Sonia Braga! Considerada uma das maiores atrizes do Brasil, ganhou reconhecimento aqui e lá fora por seu trabalho em filmes que marcaram nossa cinematografia.

Depois do sucesso estrondoso em Aquarius, longa que lhe rendeu diversos prêmios, Sonia está de volta às telonas em Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. O filme, premiado no Festival de Cannes, foi exibido na noite de abertura do 47º Festival de Cinema de Gramado e segue em cartaz nos cinemas brasileiros.

Aproveitamos a passagem da atriz pelo evento gaúcho e a convidamos para participar do CINEVITOR 350. No bate-papo, falamos sobre Bacurau, cultura brasileira e a atual situação do país, meio ambiente, futuro e esperança.

Aperte o play, assista e comemore conosco:

Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

CINEVITOR #349: Entrevista com Lilia Cabral | Edição Especial

por: Cinevitor

liliacabralcearaespecialConsagrada: Lilia foi homenageada no Cine Ceará.

Além de tantas personagens marcantes na TV, Lilia Cabral também se destacou nas telonas. Seu maior sucesso, Divã, de José Alvarenga Jr., levou mais de um milhão de espectadores aos cinemas. A comédia dramática lhe rendeu vários prêmios por sua atuação, entre eles, Miami Brazilian Film Festival e Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Em seu currículo constam também: Dias Melhores Virão (1989), Stelinha (1990), Como Ser Solteiro (1998), A Partilha (2001), Julio Sumiu (2014), entre outros.

Na TV, com sua personagem Marta, da novela Páginas da Vida, de Manoel Carlos, foi aclamada pelo público e pela crítica. Por essa atuação, foi indicada ao Emmy Internacional e premiada pela APCA, Associação Paulista de Críticos de Arte.

Lilia passou pelo 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema para receber o Troféu Eusélio Oliveira. A homenagem foi apresentada pelo amigo e colega de trabalho, o ator José Loreto, com quem atuou recentemente na novela O Sétimo Guardião. Depois da receber a honraria, apresentou, no Cineteatro São Luiz, ao lado da equipe, o filme Maria do Caritó, exibido fora de competição.

No longa, dirigido por João Paulo Jabur, interpreta uma solteirona em busca do amor verdadeiro. O filme é baseado em uma peça homônima, “escrita especialmente para o retorno da atriz Lilia Cabral ao teatro”, como conta o escritor Newton Moreno. A comédia dramática ficou cinco anos em cartaz antes de ganhar as telas dos cinemas e foi um verdadeiro sucesso de público. Indicada a seis categorias no Prêmio Shell, em 2010, a peça Maria do Caritó contou ainda com a vitória de Lilia na categoria de melhor atriz no Prêmio Contigo!, em 2011.

Aproveitamos a passagem da atriz por Fortaleza e fizemos um programa especial relembrando alguns sucessos de sua carreira. Além disso, Lilia também falou da emoção de ser homenageada e de exibir Maria do Caritó pela primeira vez para o público.

Aperte o play e confira:

Foto: Rogerio Resende.

CINEVITOR #348: Bacurau | Entrevistas com Kleber Mendonça Filho + Juliano Dornelles + elenco

por: Cinevitor

cinevitorbacurauentrevistasOs diretores nos bastidores das filmagens.

Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes e do prêmio de melhor filme no Filmfest München, Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 29/08.

O longa foi rodado no Sertão do Seridó, divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba. As locações foram encontradas depois da equipe percorrer mais de dez mil quilômetros em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. As filmagens duraram dois meses e três dias, com uma equipe de 150 pessoas. As cidades de Parelhas e Acari serviram de base para a produção.

Exibido na noite de abertura do 47º Festival de Cinema de Gramado, Bacurau também passou na competição do Neuchâtel International Fantastic Film Festival, na Suíça, no Sydney Film Festival, na Austrália, no SoFilm Summercamp, em Nantes, e La Rochelle, ambos na França, onde o filme estreia em setembro. Recentemente, foi selecionado para o New York Film Festival. Além disso, também foi escolhido para representar o Brasil nos prêmios Goya, o Oscar espanhol, e premiado no Festival de Cine de Lima nas categorias: melhor filme, direção e Prêmio da Crítica.

Num futuro recente, Bacurau, um povoado do sertão de Pernambuco, dá adeus a Dona Carmelita, mulher forte e querida, falecida aos 94 anos. Dias depois, os moradores percebem que a comunidade some misteriosamente do mapa. Quando uma série de assassinatos inexplicáveis começam a acontecer, os moradores da cidade tentam reagir. Mas como se defender de um inimigo desconhecido e implacável?

Sonia Braga, o alemão Udo Kier e Karine Teles fazem parte de um elenco composto por dezenas de atores, como Bárbara Colen, Silvero Pereira, Thomás Aquino, Antonio Saboia, Rubens Santos e Lia de Itamaracá.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais direto do Festival de Gramado com entrevistas com os diretores e com os atores Thomás Aquino e Bárbara Colen.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevistas com Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

PARTE 2:
Entrevistas com Bárbara Colen e Thomás Aquino

Foto: Victor Jucá.