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Eike – Tudo ou Nada: cinebiografia de Eike Batista ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
Nelson Freitas e Carol Castro em cena: em breve nos cinemas!

Com direção e roteiro da dupla Andradina Azevedo e Dida Andrade, de A Bruta Flor do Querer e 30 Anos Blues, Eike – Tudo ou Nada, longa-metragem que acompanha a ascensão e a queda do ex-bilionário Eike Batista, acaba de divulgar seu trailer oficial.

Inspirado no livro homônimo da jornalista Malu Gaspar e com produção de Tiago Rezende, da Morena Filmes, o longa é protagonizado por Nelson Freitas e percorre um breve, mas intenso período da vida do ex-bilionário Eike Batista. A história começa em 2006, quando o Brasil passava por uma expansão econômica com o pré-sal e o empresário decide criar a petroleira OGX. E segue até a sua prisão em 2017, alvo da Operação Eficiência, um desmembramento da Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro. Eike foi acusado de fazer parte de um esquema de corrupção do ex-governador Sergio Cabral, preso desde 2016.

Sétimo homem mais rico do mundo em 2012, Eike foi do auge ao declínio em poucos anos. Com uma fortuna estimada em US$ 30 bilhões, na época era o maior bilionário brasileiro do mundo e estava no auge com as empresas do grupo EBX (OGX, MMX e OSX). Em 2014, já não integrava mais a lista da Forbes. Eike – Tudo ou Nada revela os bastidores dessa história extremamente midiática, mas que até hoje provoca controvérsia e curiosidade.

O longa também traz no elenco Thelmo Fernandes, Marcelo Valle, Bukassa Kabengele, Juliana Alves e Xando Graça interpretando os funcionários da OGX, além de Jonas Bloch e André Mattos, que vive o ex-governador. Na adaptação, os ex-colaboradores da Petrobras, que saíram da estatal para fundar a OGX, ganham nomes fictícios: Laerte, Kopas, Nelson, Zita e Odorico, o Dr. Oil. Em uma participação especial, Carol Castro interpreta Luma de Oliveira, ex-mulher de Eike.

Confira o trailer de Eike – Tudo ou Nada, que chega aos cinemas no dia 22 de setembro com distribuição da Paris Filmes:

Foto: Desirée do Valle.

Conheça os vencedores da 21ª Goiânia Mostra Curtas

por: Cinevitor
Cena do curta Cantareira, de Rodrigo Ribeyro: dois prêmios.

A Goiânia Mostra Curtas anunciou neste domingo, 10/07, os vencedores de sua 21ª edição. A cerimônia virtual foi apresentada por Izza Monteiro e contou com participações de convidados, além de uma confraternização com a DJ AnarkoTrans encerrando o evento.

Na Curta Mostra Brasil, o grande vencedor foi o curta Uma paciência selvagem me trouxe até aqui, de Érica Sarmet, que recebeu o Troféu Icumam de melhor filme. O júri oficial foi formado por Daniel Nolasco (diretor e roteirista), Flavia Cândida (curadora, cineasta e produtora) e Lidiana Reis (produtora e roteirista).

O Prêmio Canal Brasil de Curtas foi para Cantareira, de Rodrigo Ribeyro. O filme, eleito pelo júri do Canal Brasil composto por jornalistas especializados em cinema Cecília Barroso, Francisco Carbone e Larissa Paiva, recebeu o prêmio de 15 mil reais e o Troféu Canal Brasil; o Prêmio Aquisição Sesc TV foi para 0,2 Miligramas de Ouro, de Diego Quinderé de Carvalho, que recebeu o prêmio no valor de R$ 4 mil.

Na competição Curta Mostra Goiás, o filme Até a luz voltar, de Alana Ferreira, foi o grande vencedor e levou o Troféu Icumam de melhor filme e melhor direção. O júri foi formado por Cintia Domit Bittar, Filippo Pitanga e Lorran Dias.

Os premiados deste ano foram contemplados ainda com locação de equipamentos, consultorias, serviços de pós-produção, bolsas de formação, prêmios de aquisição e em dinheiro. Doze empresas foram parceiras, ao lado do Icumam, na premiação da 21ª Goiânia Mostra Curtas, são elas: Canal Brasil, SescTV, Effects, Link Digital, CiaRio, DOT Cine, Mistika, C/As4tro, Ultrassom, Estúdio JLS, Academia internacional de Cinema e Centro Técnico Audiovisual.

“A 21ª Goiânia Mostra Curtas segue adiante trilhando caminhos que assimilam o nosso tempo. O festival se realizou de forma on-line, empenhado em trazer ao público de todas as idades o que há de mais instigante e inovador no cinema nacional de curta-metragem, onde buscamos construir oportunidades de conexão entre pessoas para a convivência, a reflexão e a troca de ideias e afetos”, disse Maria Abdalla, diretora geral da mostra.

Além dos filmes premiados, a homenageada do festival, Karine Teles, também recebeu o Troféu Icumam, que nessa edição foi assinado por Daniela Ktenas, goiana, artista visual e designer há mais de 20 anos. Considerada um dos maiores nomes do cinema nacional, a atriz, diretora e roteirista Karine Teles é responsável por alguns dos papéis mais inesquecíveis em longas-metragens como Benzinho, Bacurau, Que Horas Ela Volta?, Riscado, na série Os Últimos Dias de Gilda e em telenovela como Pantanal; seu curta-metragem como diretora, Romance, foi exibido na programação da mostra.

A 21ª Goiânia Mostra Curtas aconteceu entre os dias 5 e 10 de julho, com 88 filmes, de 18 estados brasileiros, além de diversas atividades paralelas, de forma on-line e gratuita. Vale lembrar que os filmes ficam disponíveis até o dia 13 de julho na plataforma (clique aqui).

Conheça os vencedores da Goiânia Mostra Curtas 2022:

MOSTRA BRASIL

MELHOR FILME
Uma paciência selvagem me trouxe até aqui, de Érica Sarmet (RJ)
Justificativa: O melhor filme da 21ª Goiânia Mostra Curtas não cabe em si… atravessado por obras artísticas e ativistas que lhe antecederam, o filme transborda vida, liberdade e afetos com sua direção precisa e poética tecida através de diferentes registros estéticos narrativos e temporalidades que se embaralham e potencializam o diálogo entre duas gerações e suas conquistas.

MELHOR DIREÇÃO
Rodrigo Ribeyro, por Cantareira
Justificativa: Pela interessante proposta de refletir sobre o nosso mundo contemporâneo através de uma narrativa que rompe com as histórias cansadas de pessoas dissidentes que fogem das pequenas cidades para os grandes centros urbanos, criando um instigante contraponto entre duas gerações que se encontram na inadequação com a modernidade capitalista, e por um trabalho de direção que é carregado de sutilezas, que podem ser percebidas na construção de uma complexa paisagem sonora e no excelente trabalho da fotografia.

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Meus santos saúdam seus santos, de Rodrigo Antonio (PA)
Justificativa: Pela sensibilidade de nos guiar diante de um caminho de descoberta de si, onde a ancestralidade referenciada pela troca gentil entre o personagem e a sua avó abre os cursos necessários para o encontro com o mundo que existe além do que podemos ver. Nessa trajetória de cura pessoal, o diretor nos convida também a abrir os olhos, os ouvidos e os sentidos.

MENÇÃO HONROSA
0,2 Miligramas de Ouro, de Diego Quinderé de Carvalho (RJ)
Justificativa: O filme nos mostra como o futuro não é uma ideia vazia. Ao contrapor a Amazônia, essa floresta tropical e indomável, à floresta criada pelo homem, organizada e servil, confirmando a ilusão antropocena de superioridade, diante da vida, mas mostrando o futuro frio que nos espera, caso não tenhamos enquanto sociedade o entendimento de que lutar por nossa existência é garantir a floresta em pé.

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Cantareira, de Rodrigo Ribeyro (SP)
Justificativa: Pela relação entre Bento e Sylvio, neto e avô, e suas conexões com a Serra da Cantareira, em São Paulo. O filme foca na dinâmica entre a metrópole e a natureza. O impacto do tempo nas relações e espaços é parte da construção desse lugar de memória afetiva e ancestralidade.

PRÊMIO AQUISIÇÃO SESC TV
0,2 Miligramas de Ouro, de Diego Quinderé de Carvalho (RJ)
Justificativa: Pela qualidade fílmica, pela relevância temática, pela diversidade regional, pela resistência em abordar temas como garimpo, desmatamento, ciência e vida e também pela perspectiva ameríndia.

MOSTRA GOIÁS

MELHOR FILME
Até a Luz Voltar, de Alana Ferreira
Justificativa: Pela transcendência da expectativa de padrões normativos tanto na sexualidade quanto nos ambientes religiosos, numa confluência artística de todos os departamentos que aproxima o público daquele universo com total entrega.

MELHOR DIREÇÃO
Alana Ferreira, por Até a Luz Voltar
Justificativa: Pelo alcance da coesão entre o domínio narrativo e a habilidosa direção de elenco e equipe, que traz uma abordagem do tema com sensibilidade sem abrir mão do tensionamento entre a estética e o ritmo.

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
A Última Valsa, de André Srur
Justificativa: Pela abordagem que faz do tema tanto pelas suas opções imagéticas quanto pela representação fantástica da concretude de fins e recomeços, tendo o amor como elemento agregador das diferenças.

MENÇÃO HONROSA
Guia (des)orientador do sexo entre mulheres, de Pollyanna Marques
Justificativa: Pela força do tema e da palavra enunciada a partir de subjetividades que dialogam com o prazer e o desejo entre mulheres.

MOSTRA ANIMAÇÃO

MELHOR FILME
A Raiz de Um, de Pedro Henrique Lima (PE)
Justificativa: Pela instigante proposta artística empregada na urgência de se materializar em animação a saúde emocional dos jovens no contexto da pandemia e diante de uma estética minimalista e ao mesmo tempo brutal.

MELHOR DIREÇÃO
Leonardo Lacca, por Modelo Vídeo
Justificativa: Pela direção de uma coletividade criativa na geração de movimentos e dinâmicas perante o estático como paralelo da própria pandemia, com diversas subjetividades ativas de cada um dos artistas.

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Peixinho, de Edson Germinio (MG)
Justificativa: Pela ousadia de assumir a melancolia como estética provocativa sobre uma condição social injusta e com traços que remetem à arte popular de xilogravura, silhueta ao cordel.

Foto: Divulgação.

Janela Internacional de Cinema do Recife realiza edição especial em julho

por: Cinevitor
Cena do longa Rio Doce, do cineasta pernambucano Fellipe Fernandes.

O festival Janela Internacional de Cinema do Recife realizará uma edição de transição entre os dias 12 e 24 de julho. A programação marca o retorno do evento às salas de cinema do Recife, com duas mostras especiais e inéditas, além de pré-estreias e atividades especiais.

Em 2021, o festival foi realizado em formato experimental e on-line, por conta da pandemia de Covid-19; a última edição presencial foi em 2019. O ciclo de atividades antecede a retomada do formato tradicional do festival, que terá sua 14ª edição em novembro deste ano, com mostras competitivas.

“No final do ano, o Janela deve retomar o formato que conhecemos antes do início da pandemia, e esta edição de agora marca um retorno do Janela à cidade, mais um experimento, e também extremamente especial, que montamos com olhos e ouvidos atentos”, disse Luís Fernando Moura.

O festival mais uma vez se dedica a trazer filmes inéditos e especiais, difundir e preservar os arquivos de cinema e promover trocas de conhecimento e experimentos sobre o audiovisual e a cultura brasileira contemporânea e mundial. As sessões e atividades do ciclo são realizadas no Cinema da Fundação (Derby) e Cineteatro do Parque, além de dois encontros on-line. Toda a programação detalhada e sinopses estarão disponíveis no site (clique aqui).

O Janela traz nesta edição especial, que teve curadoria de Luís Fernando Moura, Lorenna Rocha e Rita Vênus, uma mostra com todos os longas-metragens da cineasta estadunidense Kelly Reichardt, considerada um dos principais nomes do cinema independente mundial; a mostra Ladrões de Cinema, com curadoria dedicada à presença marcante de atores e atrizes negras na história do cinema brasileiro; as estreias dos premiados longas brasileiros Rio Doce, de Fellipe Fernandes, e Entre nós talvez estejam multidões, de Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito.

E mais: a pré-estreia do longa de terror Crimes of The Future, de David Cronenberg, exibido no Festival de Cannes; uma obra inédita comissionada da artista Anti Ribeiro; o programa de curtas comissionados Eu Me Lembro; cinco aulas-encontros com diferentes temas e formatos, incluindo uma conversa com Antonio Pitanga; e o workshop 2ª Janela de Criação, dedicado a se debruçar sobre arquivos fotográficos de populações trans.

Como parte da mostra Ladrões de Cinema, em parceria com a organização Cinelimite e o laboratório Link Digital, o Janela promoveu a digitalização dos negativos do filme A Rainha Diaba (1974), que será apresentado pela primeira após a ação de preservação. Estrelado pelo ator Milton Gonçalves, falecido este ano, o filme cinquentenário é dirigido por Antonio Carlos Fontoura, que estará presente no festival para debate, bem como a consultora do processo de digitalização, Débora Butruce.

Milton Gonçalves em A Rainha Diaba.

A mostra Kelly Reichardt Integral traz pela primeira vez ao país o conjunto de sete longas-metragens da cineasta estadunidense: Rio de Grama, Antiga Alegria, Wendy e Lucy, O Atalho, Movimentos Noturnos, Certas Mulheres e First Cow: A Primeira Vaca da América. Reconhecida pela crítica mundial e presente nos principais festivais, sua obra dirige um olhar contemporâneo à identidade do continente americano e particularmente dos Estados Unidos, revisitando os efeitos da colonização nos EUA e o estado de espírito de personagens forasteiras, frequentemente mulheres, através de dramas íntimos, histórias de viagem e amizade e uma versão própria de uma perspectiva sobre gêneros do cinema americano, como o western.

Outro destaque será a mostra Ladrões de Cinema, uma seleção dedicada a olhar a história do cinema brasileiro a partir do protagonismo dos artistas negros e negras. A mostra é uma pequena seleção de cinco longas-metragens, filmes de 1957 a 2018, a partir de cópias digitais disponíveis para cinema, em DCP, que investigam a ideia de Brasil com as presenças marcantes de artistas como Grande Otelo, Léa Garcia ou Antonio Pitanga. “Nesta mostra, a ideia de autoria é de certo modo subvertida, sendo que o eixo com que olhamos a história passa a ser o que e quem está em frente às câmeras, particularmente estes artistas que, através da atuação, indicam que há uma história da arte a ser contada a partir destas presenças memoráveis, incontornáveis, mobilizadoras de todo um imaginário”, disse Luís Fernando Moura

Entre os filmes da mostra Ladrões de Cinema, está A Rainha Diaba, protagonizado por Milton Gonçalves, grande talento da dramaturgia brasileira, que faleceu recentemente. Com roteiro de Plínio Marcos, Milton interpreta um personagem inspirado em João Francisco dos Santos, conhecido como Madame Satã, tornando o ator reconhecido hoje como pioneiro do cinema LGBT+. O filme ganhou sua primeira cópia digital graças a uma parceria entre o Janela, a Link Digital/Mapa Filmes e Cinelimite, com base em negativo guardado no Arquivo Nacional e em cópia positiva oferecida pelo CTAv. A mostra traz ainda a cópia recém restaurada que estreou no festival de Cannes de 2021 de Orfeu Negro (1959), de Marcel Camus, produção francesa filmada no Rio de Janeiro que conquistou a Palma de Ouro.

O Janela também apresenta, pela primeira vez em sala de cinema, o conjunto de curtas Eu me Lembro, com filmes comissionados pelo Janela que tiveram exibições on-line durante a edição de 2021. Os curtas, produzidos por realizadores brasileiros e estrangeiros, serão exibidos no Cinema da Fundação. Os filmes abordam a importância das memórias individuais e coletivas, dos arquivos e da preservação das histórias e foram realizados por cineastas como Anna Muylaert, João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Matta, Kaique Brito e Bruno Ribeiro.

Além disso, o Janela exibirá filmes da mais nova safra do cinema brasileiro e estrangeiro. O filme Rio Doce, primeiro longa-metragem do realizador pernambucano Fellipe Fernandes, terá exibição no Cine Teatro do Parque seguida por debate com o diretor. A ficção ganhou o prêmio de melhor filme no Olhar de Cinema do ano passado, além de outras premiações no circuito de festivais. Outra estreia será do longa Entre nós talvez estejam multidões, documentário musical do mineiro Aiano Bemfica e do pernambucano Pedro Maia de Brito em parceria com o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) de Belo Horizonte. 

Viggo Mortensen e Kristen Stewart em Crimes of the Future.

Do cinema estrangeiro, o Janela promove a pré-estreia de Crimes of the Future, de David Cronenberg, em parceria com a plataforma de streaming MUBI. A história de terror/ficção científica segue Saul Tenser, interpretado por Viggo Mortensen, uma celebridade artística que junto com sua parceira Caprice, papel de Leá Seydoux, mostra publicamente a metamorfose de seus órgãos em performances de vanguarda; o elenco conta também com Kristen Stewart, Welket Bungué, Scott Speedman, Don McKellar, entre outros.

Também como parte da programação de sessões especiais, a artista Anti Ribeiro trará uma peça sonora para uma sala de cinema, em trabalho comissionado pelo festival: “A ideia é que as pessoas vão à sala de cinema para uma experiência diferente, não com a imagem propriamente, com o som, e Anti Ribeiro tem tido um trabalho artístico notável nessa pesquisa, intimamente ligada às noções de diáspora e da construção de outras percepções”, disse Luís Fernando Moura.

Na área de formação, o festival dá continuidade às Aulas do Janela, encontros e experimentações para trocas de conhecimento sobre audiovisual e cultura. Serão cinco aulas, quatro delas presenciais no Cinema da Fundação (Derby) e uma virtual, que também trazem tanto nomes consagrados pela trajetória no cinema quanto artistas e pesquisadores contemporâneos. O acesso às aulas presenciais na Fundação é gratuito, com distribuição das entradas com uma hora de antecedência na bilheteria. 

A aula on-line será com o ator e diretor Antonio Pitanga, que falará sobre sua trajetória no encontro Cinema que Ginga, com mediação de Lorenna Rocha e Gabriel Araújo, da plataforma Indeterminações, dedicada à pesquisa sobre o cinema negro brasileiro. A história e preservação da cinematografia brasileira, em torno de A Rainha Diaba, será contemplada na aula com o diretor Antônio Carlos Fontoura e a pesquisadora e conservadora Débora Brutuce, que estarão no Recife. Em outro encontro, os profissionais preservadores William M. Plotnick e Laura Batitucci, da organização Cinelimite, ministram aula sobre métodos de preservação e digitalização de filmes.

Dando continuidade às reflexões sobre a produção de imagens fora do circuito de cinema que foi realizado no ciclo de aulas anterior, a artista Lia Letícia fará uma aula-performance em torno de figurinhas de comunicação remota e das maneiras contemporâneas de criar narrativas, no entorno daquelas imagens consideradas propriamente artísticas. O jornalista e pesquisador GG Albuquerque fará um ensaio comentado com vídeos de música que circulam pela internet, particularmente de artistas negros, como uma espécie de playlist-palestra ao vivo com participação do público.

Na área de fomento à produção audiovisual e formação, será realizada a segunda edição da Janela de Criação, uma oficina para realização de filmes curtos. O workshop terá condução da curadora Rita Venus no Recife e será ministrado pelo Archivo da Memória Trans Argentina, que participará remotamente dos encontros através de videoconferência. A oficina será aberta à participação de pessoas transgêneras, que irão criar filmes a partir dos seus arquivos pessoais e de imagens do Archivo Trans. As inscrições serão anunciadas nas redes sociais do Janela.

A edição especial do Janela de Cinema é realizada pela Cinemascópio Produções com incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura, Governo de Pernambuco e apoio da Embaixada da França. O Janela tem direção artística de Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, coordenação de programação de Luís Fernando Moura, coordenação de produção de Dora Amorim, assistência de produção de Juliana Soares e produção executiva de Carol Ferreira.

Fotos: Divulgação.

Festival de Cinema de Gramado 2022: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo em A Mãe, de Cristiano Burlan: em competição.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 08/07, em uma coletiva de imprensa, os filmes selecionados e detalhes da 50ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 12 e 20 de agosto.

Neste ano, foram mais de mil títulos inscritos e as curadorias e comissões de seleção escolheram sete longas-metragens brasileiros, sete longas-metragens estrangeiros, cinco longas-metragens gaúchos, 14 curtas-metragens brasileiros e 17 curtas-metragens gaúchos.

Dos 50 filmes anunciados, a diversidade e o ineditismo permeiam todas as produções. Dentre os destaques nacionais, filmes de todas as regiões do Brasil e que abordam questões pertinentes ao período político e social do país. Os curtas brasileiros apresentam um feito inédito: metade dos filmes selecionados terão Gramado como sua primeira tela de exibição. A diversidade está também na seleção estrangeira, que, neste ano, conta com filmes da América do Sul, do Norte e Europa, produções reconhecidas em outros festivais pelo mundo e que ganham projeção nacional a partir de Gramado

Os filmes serão exibidos presencialmente em Gramado, entre os dias 12 e 19 de agosto, no tradicional Palácio dos Festivais que, este ano, volta a receber realizadores, elenco e público. Na noite do dia 20 de agosto, serão revelados os vencedores dos kikitos. Ao total, serão entregues 49 kikitos e 11 troféus Assembleia Legislativa, além das tradicionais homenagens. Em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), o Festival de Gramado entregará, ainda, três Prêmios Gramado 50 anos e o Troféu Leonardo Machado.

Durante o encontro com os jornalistas, a secretária de Turismo de Gramado e presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk, enfatizou que o mais importante desta edição de número 50 é a celebração, pois “o festival colocou Gramado no mapa do Brasil, tanto da cultura como do audiovisual”. Também, trazer a coletiva de imprensa mostra “o quanto a cidade e o festival tem um DNA próximo”.

Marcos Santuario, curador do festival, destacou o quanto a “curadoria está feliz pela potência dos filmes que se apresentaram, mostrando a diversidade e a força criativa presente na produção brasileira e ibero-americana”.

Em 1973, Gramado uniu sua vocação turística ao audiovisual. Ali surgia um evento com o DNA da inovação e que ditaria os rumos da produção cinematográfica brasileira pelas próximas décadas. O Festival de Cinema de Gramado chega a seu cinquentenário com fôlego, mantendo a tradição de ser o mais antigo festival de cinema ininterrupto do Brasil e carregando em sua história as marcas da transformação.

Quando comemora 50 anos de existência, Gramado relembra também três décadas de sua internacionalização. Em 1992, quando o evento se tornou ibero-americano, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar recebeu o primeiro kikito entregue a um filme de língua não portuguesa. Nesses 30 anos, alguns dos maiores nomes do setor passaram por Gramado, que abriu vitrine nacional para produções de fora. 

A edição de número 50 marca, ainda, o retorno ao presencial. Após dois anos em formato remoto, Gramado volta a reunir realizadores, produtores, elenco, público e imprensa em uma grande ode ao fazer cinematográfico. Sucedendo edições marcadas pelo pioneirismo e pela devoção à sétima arte, é hora do Festival de Gramado estender novamente seu tapete vermelho.  

O Troféu Eduardo Abelin, homenagem concedida a diretores, cineastas e entidades de cinema pelo trabalho feito em benefício do cinema brasileiro, será entregue a Joel Zito Araújo. Já o Troféu Cidade de Gramado, dedicado a nomes ligados a Gramado e ao festival, este ano será concedido à atriz gaúcha Araci Esteves. Clique aqui e saiba mais.

Consagrado como o espaço dedicado ao mercado do cinema e do audiovisual dentro do Festival de Cinema de Gramado, o Gramado Film Market chega ao seu sexto ano em 2022 em duas etapas. Além disso, como já é tradição, a noite que antecede a abertura do Festival de Cinema de Gramado é dedicada aos trabalhos do Programa Municipal Escola de Cinema, o Educavídeo. A iniciativa, que está em seu 12º ano, estimula a realização audiovisual aos alunos da rede municipal. No dia 11 de agosto, os curtas-metragens realizados pelos estudantes serão exibidos no Palácio dos Festivais em uma première que prestigia o potencial criativo dos jovens realizadores. 

Na próxima terça-feira, 12/07, faltando um mês para o começo do evento, o Festival de Cinema de Gramado levará um pouco do charme da serra gaúcha ao Rio de Janeiro, onde serão anunciados os homenageados com os troféus Oscarito e Kikito de Cristal e os longas-metragens documentais selecionados. O encontro vai reunir organização, curadoria, entidades, realizadores e imprensa.

A nova mostra de documentários brasileiros é uma das novidades do evento para seu cinquentenário. Aliando o retorno ao formato presencial com as inovações advindas da pandemia, os selecionados terão uma janela de exibição diferenciada: os cinco filmes serão veiculados pelo Canal Brasil, dentro da programação do Festival de Gramado, e disponibilizados no Globoplay durante o evento. Escolhido pelo júri, o vencedor será, ainda, exibido no Palácio dos Festivais como filme de encerramento da edição. 

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Gramado 2022:

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

A Mãe, de Cristiano Burlan (SP)
A Porta ao Lado, de Julia Rezende (RJ)
Marte Um, de Gabriel Martins (MG)
Noites Alienígenas, de Sérgio de Carvalho (AC)
O Clube dos Anjos, de Angelo Defanti (RJ)
O Pastor e o Guerrilheiro, de José Eduardo Belmonte (DF)
Tinnitus, de Gregorio Graziosi (SP)

LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS

9, de Martín Barrenechea e Nicolás Branca (Uruguai)
Cuando Oscurece, de Néstor Mazzini (Argentina/Uruguai)
El Camino de Sol, de Claudia Sainte-Luce (México)
Inmersión, de Nicolas Postiglione (Chile/México)
La Boda de Rosa, de Iciar Bollain (Espanha/França)
La Pampa, de Dorian Fernández Moris (Peru/Chile/Espanha)
O Último Animal, de Leonel Vieira (Portugal/Brasil)

CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS

Benzedeira, de Pedro Olaia e San Marcelo (PA)
Deus Não Deixa, de Marçal Vianna (RJ)
Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ)
Ímã de Geladeira, de Carolen Meneses e Sidjonathas Araújo (SE)
Mas Eu Não Sou Alguém, de Gabriel Duarte e Daniel Eduardo (SP)
O Elemento Tinta, de Luiz Maudonnet e Iuri Salles (SP)
O Fim da Imagem, de Gil Baroni (PR)
O Pato, de Antônio Galdino (PB)
Serrão, de Marcelo Lin (MG)
Socorro, de Susanna Lira (PA)
Solitude, de Tami Martins e Aron Miranda (AP)
Tekoha, de Carlos Adriano (SP)
Último Domingo, de Joana Claude e Renan Barbosa Brandão (RJ)
Um Tempo para Mim, de Paola Mallmann (RS)

LONGAS-METRAGENS GAÚCHOS

5 Casas, de Bruno Gularte Barreto (Dom Pedrito)
Campo Grande é o Céu, de Bruna Giuliatti, Jhonatan Gomes e Sérgio Guidoux (Mostardas)
Casa Vazia, de Giovani Borba (Santana do Livramento/Rivera)
Despedida, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes (Pelotas/Porto Alegre/Viamão)
Dog Never Raised – Cachorro Inédito, de Bruno de Oliveira (Porto Alegre/São Leopoldo)

CURTAS-METRAGENS GAÚCHOS

A Diferença entre Mongóis e Mongoloides, de Jonatas Rubert (Porto Alegre/Canoas)
Apenas para Registro, de Valentina Ritter Hickmann (Porto Alegre)
Drapo a, de Alix Georges e Henrique Lahude (Encantado)
Fagulha, de Jéssica Menzel e Jp Siliprandi (Porto Alegre)
Johann e os Ímãs de Geladeira, de Giordano Gio (Porto Alegre)
Madrugada, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (Rio Grande/Pelotas)
Mby’á Nhendu: O Som do Espírito Guarani, de Gerson Karaí Gomes (Porto Alegre/Maquiné/Camaquã)
Mora, de Sissi Betina Venturin (Porto Alegre)
Nação Preta do Sul – O Curta, de Nando Ramoz e Gabriela Barenho (Porto Alegre)
Nós que Fazemos Girar, de Lucas Furtado (Porto Alegre)
O Abraço, de Gabriel Motta (Porto Alegre)
Olho por Mim, de Marcos Contreras (Porto Alegre)
Perfection, de Guilherme G. Pacheco (Gravataí)
Possa Poder, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (Porto Alegre)
Sinal de Alerta Lory F, de Fredericco Restori (Porto Alegre)
Sintomático, de Marina Pessato (Porto Alegre)
Tudo Permanece em Constante Movimento, de Cristine de Bem e Canto (Porto Alegre)

Foto: Divulgação.

9º Festival de Cinema de Caruaru: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Jamary, de Begê Muniz.

A nona edição do Festival de Cinema de Caruaru, que acontecerá entre os dias 21 e 27 de agosto, na região do Agreste Pernambucano, no Teatro João Lyra Filho, acaba de anunciar a lista completa com os selecionados deste ano.

Depois de dois anos de realização on-line, o festival retoma sua versão presencial, que contará com oito mostras competitivas, além de atividades educativas voltadas para o audiovisual. Também serão realizadas exibições nas escolas públicas da cidade, com filmes voltados para o público infantil e adolescente.

Ao total, 745 filmes, de 9 países, foram inscritos: Brasil, Argentina, Peru, Chile, Colômbia, Venezuela, Paraguai, Cuba e Bolívia. A curadoria, que selecionou 74 obras, sendo 5 longas e 69 curtas, foi assinada por: Edvaldo Santos, realizador e professor; Luciano Torres, ator e diretor; Priscila Urpia, jornalista, fotógrafa e produtora; e Stephanie Sá, jornalista.

A programação conta com mostras competitivas e títulos de diversos estados brasileiros e também latino-americanos. Na mostra Agreste, a seleção traz filmes com culturas locais da região Agreste dos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Alagoas e Bahia; as mostras Brasil de curtas e longas contam com filmes de temáticas livres, de qualquer estado brasileiro, ambientados no Brasil e dirigidos por brasileiros; na mostra Latino-Americana são filmes com temáticas livres produzidos e dirigidos por natos ou residentes em países latino-americanos (exceto o Brasil) e ambientados nestes países.

E mais: a mostra Infantil traz curtas-metragens para crianças de até 12 anos; a mostra Adolescine conta com filmes de brasileiros destinados a adolescentes de 12 a 17 anos; a mostra Fantásticos traz curtas-metragens de gêneros de fantasia, terror ou subgêneros; a mostra Videoclipe conta com filmes de bandas ou artistas brasileiros ambientados no Brasil; e a mostra TikTok, que será anunciada em breve, traz filmes em formato vertical, com a temática Direitos Humanos e realizados por brasileiros.

Em comunicado oficial, Edvaldo Santos, idealizador do festival, disse: “Esse momento da pandemia refletiu também na produção dos filmes. Os realizadores pensaram em fazer seus filmes a partir do que viveram durante a pandemia e alguns fizeram de modo mais angustiado, mas outros fizeram, também, de forma mais criativa e até leve e bem humorada. A gente procurou fazer uma programação que levasse ao público essa energia, de uma positividade e de aprendizados que a pandemia tem nos dado. Por isso, a programação vai estar bem interessante de se ver, bem atual desse momento que a gente vive, que é também um momento de recomeço”.

O festival é um espaço de difusão da cultura local, de intercâmbio entre realizadores, de incentivo às produções locais e de formação de público para o cinema independente, com exibições, oficinas e debates. A nona edição tem incentivo do Governo de Pernambuco através da Secretaria de Cultura e Funcultura Audiovisual.

Conheça os filmes selecionados para o 9º Festival de Cinema de Caruaru:

MOSTRA BRASIL | LONGA-METRAGEM

Achados Não Procurados, de Fabi Penna (SC)
Formigueiro: A Revolução Cotidiana das Mulheres, de Bruna Provazi e Tica Moreno (SP)
Onde Fica a Nova Esperança?, de Thiago Foresti e Renan Montenegro (DF)
Ursa, de William de Oliveira (PR)
Verona, de Ane Siderman (RS)

MOSTRA BRASIL | CURTA-METRAGEM

Antes de Falar de Amor, de Sarah Tavares (MG)
Desejo, de Tássia Dhur (MA)
Eva, de Magno Pinheiro (RJ)
Filhos da Noite, de Henrique Arruda (PE)
Filhos da Periferia, de Arthur Gonzaga (DF)
Incúria, de Tiago A. Neves (PB)
Jamary, de Begê Muniz (AM)
Lado a Lado, de Gleison Mota (SP)
Lençóis, de Fernando Marques (PE)
Lupi, de Leo de Leandro e Rahessa Vitorio (SP)
Manifesto O Palco é a Rua: A Música nos Espaços Populares, de Guilherme Inaldo e Laura Alves (PE)
Memória de Quem (Não) Fui, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Os Idos de Novembro, de Bruno Bini (MT)
Primos, de Daniel Pustowka (CE)
Quantos Mais?, de Lucas de Jesus (BA)
Sideral, de Carlos Segundo (RN)

MOSTRA AGRESTE | CURTA-METRAGEM

Alto das Flores, de Daniele Leite (Caruaru, PE)
Cabocolino, de João Marcelo (Surubim, PE)
Central de Memórias, de Rayssa Coelho (Vitória da Conquista, BA)
Chiquinho da Rata, de César Caos (Caruaru, PE)
Cine Aurélio, de Kennel Rógis (Toritama, PE)
Essa Saudade, de Yan Albuquerque (Campina Grande, PB)
Nem Todas as Manhãs São Iguais, de Fabi Melo (Campina Grande, PB)
O Peso do Ser, de Thiago Muniz (Caruaru, PE)
Para que Não se Acabe, de Joyce Noelly e Davi Batista (Caruaru, PE)
Um Som de Resistência, de Genilson Bezerra (Coxixola, PB)

MOSTRA FANTÁSTICOS

A Botija, o Beato e a Besta-Fera, de Túlio Beat (PE)
A Conta-Gotas, de Renata Jesion (SP)
A Voz, de Jessika Goulart (RJ)
As Ruínas do Cinema Khouri, de Matheus Magre (RJ)
Fobia, de Bruno Frediani (PR)
Ímã de Geladeira, de Carolen Meneses (SE)
Jaguamérica, de Bako Machado (PE)
Mamãe, de Hilda Lopes Pontes (BA)
O Gato Fantasma do Cemitério do Paquetá, de Dino Menezes (SP)

MOSTRA LATINO-AMERICANA | CURTA-METRAGEM

45 Minutos, de Mariano Azabache (Peru)
Andrea Diariamente, de Andrea Quiroz (Peru)
El Rastro de La Nada, de Gaspar Insfran (Paraguai)
Escucho Rap, de Yordanis Dominguez (Cuba)
Estreantes, de Isidro Escalante (Argentina)
Latente, de Clara Eva Faccioli (Argentina)
Quem Quebrou a Ficção?, de Tomás Tito (Argentina)

MOSTRA INFANTIL | CURTA-METRAGEM

A Menina Atrás do Espelho, de Iuri Moreno (GO)
Aurora – A Rua que Queria Ser um Rio, de Radhi Meron (SP)
Entre Muros, de Gleison Mota (BA)
Flor no Quintal, de Mercicleide Ramos (PB)
Meu Nome é Maalum, de Luísa Copetti (RJ)
Nonna, de Maria Augusta Nunes (SC)
Tom-Tom Dente de Leão, de Ariédhine Carvalho (SP)

MOSTRA ADOLESCINE | CURTA-METRAGEM

Arte pra Mim, de Cláudio Neto (PE)
Educação Remota, de Abdiel Anselmo (CE)
Hey Ju, de Gabriel Guimarães (MG)
Maria, de Guilherme Carravetta (RS)
Meu Quarto dos Sonhos, de Leticia Apolinário (SP)
Miado, de Victória Silvestre (SP)
Mind Duck, de Lilly Nogami (SP)
Time de Dois, de André Santos (RN)

MOSTRA VIDEOCLIPE

A Dona do Fuxico, de Alexandra Nícolas; dirigido por Thais Lima (MA)
Canto do Mar, de Bruna Hetzel; dirigido por Pedro Fiuza (RN)
Chorar, de Karola Nunes, Pacha Ana e Curumin; dirigido por Juliana Segóvia (MT)
Drive, de João Paulo Machado (MG)
Influência de Formiga, de Alexandre Rodrigues & Pife Urbano; dirigido por Luiz Rodrigues Jr (PE)
Janelas de Vidro, de Heitor Mendonça; dirigido por Carol Mendonça (SE)
Ladeira do Fim do Mundo, de Sergio Gaia; dirigido por Miguel Gaia (PE)
Pertencer, de Ravih; dirigido por Júlio César e Ravih (SP)
Repente Sem Jeito, de Ciço .Poeta; dirigido por Felipe Correia (PE)
Tudo Eu, de Amiri; dirigido por Fernando Sá e Elirone Rosa (SP)
Um Quarto de Vida, de Agno Dissan e Ramon Faria (SP)
Urgências, de Gerson Marques; dirigido por Gerson Marques e Eric Andrada (MG)

Foto: Divulgação.

Os Primeiros Soldados

por: Cinevitor

Direção: Rodrigo de Oliveira

Elenco: Johnny Massaro, Renata Carvalho, Vitor Camilo, Alex Bonin, Clara Choveaux, Higor Campagnaro, Vinicius Duarte, Joá Vi.

Ano: 2021

Sinopse: Em Vitória, na virada de 1983, um grupo de jovens LGBTQIA+ celebra o réveillon sem ideia do que se avizinha. O biólogo Suzano sabe que algo de muito terrível começa a transtornar seu corpo. O desespero diante da falta de informação e do futuro incerto aproxima Suzano da artista transexual Rose e do videomaker Humberto, igualmente doentes. Juntos eles tentarão sobreviver à primeira onda da epidemia de AIDS.

*Filme visto na 10ª Mostra Tiradentes | SP.

*Clique aqui e assista ao programa especial com entrevista com o protagonista Johnny Massaro.

Nota do CINEVITOR:

Conheça os vencedores do Rio Festival de Cinema LGBTQIA+ 2022

por: Cinevitor
Cena do curta Capim Navalha, de Michel Queiroz: premiado.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 06/07, os vencedores da 11ª edição do Rio Festival de Cinema LGBTQIA+, que aconteceu no Centro Cultural Justiça Federal e em outros espaços do Rio de Janeiro, com filmes brasileiros e internacionais de longa, média e curta-metragem de ficção, documentário, animação e experimental.

Desde 2011, o festival, anteriormente conhecido como Rio Festival Gay de Cinema, é uma importante janela para a exibição de filmes LGBTQIA+ nacionais e internacionais na cidade do Rio de Janeiro. Sua relevância na cena cultural local tem agregado uma série de parcerias com distribuidoras, instituições culturais, empresas privadas e importantes salas de exibição no Estado.

Neste ano, a programação apresentou 86 filmes, de 20 países. A seleção apresentou também um novo programa: Curtas Sci-fi, uma seleção de filmes com conceitos ficcionais e imaginativos, relacionados ao futuro, ciência e tecnologia, e seus impactos e consequências na sociedade e nos indivíduos. 

Conheça os vencedores do 11º Rio Festival de Cinema LGBTQIA+:

LONGA BRASILEIRO
Melhor Filme: Deserto Particular, de Aly Muritiba (Brasil)

CURTA BRASILEIRO
Melhor Curta Nacional: Capim Navalha, de Michel Queiroz (GO)
Menção Honrosa: Amor by Night, de Henrique Arruda (PE)
Melhor Curta Carioca: Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet (SP)

CURTA INTERNACIONAL
Melhor Curta: Warsha, de Dania Bdeir (França/Líbano)
Menção Honrosa: Egúngún (Masquerade), de Olive Nwosu (Reino Unido)

Foto: Divulgação.

9ª Mostra de Cinema de Gostoso: inscrições abertas para longas e curtas

por: Cinevitor
A nona edição acontecerá em novembro.

As inscrições para a nona edição da Mostra de Cinema de Gostoso, que acontecerá entre os dias 4 e 8 de novembro, em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, abrem nesta quinta-feira, 7 de julho, e seguem até 11 de setembro no site oficial do evento.

Poderão se inscrever na 9ª Mostra de Cinema de Gostoso, filmes de todos os gêneros (obras ficcionais, não ficcionais e animações, exceto videoclipes) desde que tenham sido produzidos no Brasil e finalizados a partir de 2021.

Em 2022, a nona edição irá mais uma vez agitar culturalmente a cidade de São Miguel do Gostoso. O palco principal da mostra é a sala ao ar livre montada na Praia do Maceió, onde acontecem as sessões da Mostra Competitiva. Com 600 cadeiras espreguiçadeiras, tela de 12m x 6,5m, projeção com resolução 2K e som 5.1, a sala propicia uma experiência imersiva como a de uma sala de cinema de alta tecnologia. 

Ao longo do evento, o público poderá assistir aos mais recentes lançamentos cinematográficos brasileiros. Serão exibidos mais de 40 filmes, entre as mostras Competitiva, Panorama e Sessões Especiais. Os filmes da Mostra Competitiva concorrem ao Troféu Cascudo, concedido pelo voto popular ao melhor curta e longa-metragem. Também será concedido o Prêmio da Crítica, a partir da votação de jornalistas e críticos de cinema presentes.

Também serão realizados debates com produtores, diretores e atores dos filmes exibidos e um seminário sobre o mercado audiovisual. Toda a programação é gratuita.

Além disso, meses antes do início da mostra, são oferecidos cursos de formação técnica e audiovisual para jovens de São Miguel do Gostoso. Desde 2013 foram ministradas 47 oficinas e produzidos 21 curtas-metragens, todos exibidos nas edições da Mostra de Cinema de Gostoso e em diversos festivais no país e no exterior. 

Como resultado dessa experiência, o grupo de alunos criou em 2015 o Coletivo Nós do Audiovisual, com o objetivo de ampliar as possibilidades de realização de novos projetos, de forma autônoma, apontando para a profissionalização no setor audiovisual do estado.

A primeira turma, composta por 53 alunos, formou-se ao longo de cinco anos, realizando 33 oficinas, 10 curtas-metragens e participando da organização das quatro primeiras edições da Mostra. A maioria desses jovens deu continuidade aos estudos e atualmente estão matriculados em institutos de ensino e universidades no estado. Em 2018 foi criada uma nova turma, com 45 alunos, que participou de 14 oficinas e realizou 10 curtas-metragens.

Dando continuidade aos cursos para o Coletivo Nós do Audiovisual, em 2022 será criada uma nova turma e serão realizadas oficinas que incluem Linguagem Audiovisual, Roteiro, Produção, Fotografia e a realização de dois curtas-metragens

Com direção geral de Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld, a Mostra de Cinema de Gostoso é realizada pela Heco Produções, CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania e Guajiru Produções.

Foto: Divulgação.

Festival de Locarno 2022: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Isabela Mariotto e Sol Miranda no longa Regra 34, de Julia Murat.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 06/07, os filmes selecionados para a 75ª edição do Festival de Cinema de Locarno, que acontecerá entre os dias 3 e 13 de agosto. Com uma programação eclética, o evento é considerado um dos principais festivais de cinema autoral do mundo.

Neste ano, o cinema brasileiro marca presença com diversos títulos, entre eles, Regra 34, de Julia Murat, na Competição Internacional. Na disputa pelo Leopardo de Ouro, prêmio máximo do festival, o longa conta a história de Simone, interpretada por Sol Miranda, uma jovem advogada, negra, que pagou a faculdade de direito com performances on-line de sexo. Ela acabou de passar em um concurso para defensora pública e, sua nova rotina, consiste em aulas em um curso preparatório para defensoria, o acompanhamento de sessões de acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica e aulas de kung fu.

Com o objetivo de despertar novamente o desejo sexual de Simone, Natália, papel de Isabela Mariotto, uma amiga de infância, envia um link de um vídeo de uma mulher negra praticando sadomasoquismo. O vídeo parece provocar em Simone tanto um desejo sexual quanto os seus medos mais profundos, em um misto de nojo e fascinação. Gradualmente, Simone entra em uma jornada de conhecimento das práticas de BDSM (Bondage, Discipline and Sadomasochist) com sua amiga Lucia, vivida por Lorena Comparato, e seu roommate Coyote, papel de Lucas Andrade. Porém, Lucia começa a se sentir desconfortável com a violência, qualificando o desejo de Simone como um reflexo do machismo da sociedade, expondo a contradição que essas práticas tem com o trabalho de defensoria pública em que ela atua. Simone precisa decidir se segue sua busca sozinha, descobrindo os limites entre o risco, o desejo e a obsessão.

Com distribuição da Imovision, o filme conta também com Georgette Fadel, Márcio Vito, Rodrigo Bolzan, Dani Ornellas, Babu Santana, Lucas Gouvêa, Mc Carol, Simone Mazzer, Raquel Karro, Marcos Damigo, Julia Bernat, Marina Merlino, Samuel Toledo, Luiza Rolla e Yakini Kalid no elenco. O roteiro é assinado por Gabriela Capello, Julia Murat, Rafael Lessa e Roberto Winter.

O júri da Competição Internacional será presidido pelo produtor Michel Merkt e contará também com: Prano Bailey-Bond, cineasta galês; Alain Guiraudie, diretor e roteirista francês; William Horberg, produtor americano; e Laura Samani, cineasta italiana. 

Giovanni Venturini no curta-metragem Big Bang, de Carlos Segundo.

Na mostra Concorso Cineasti del presente, que traz uma seleção de primeiro e segundo longas-metragens, principalmente estreias mundiais, dirigidos por talentos globais emergentes, o Brasil aparece com a instalação em vídeo É Noite na América, de Ana Vaz, uma coprodução entre Itália e França. O júri da mostra será formado por: Annick Mahnert, produtora suíça; Gitanjali Rao, atriz, animadora e diretora indiana; e Katriel Schory, produtor cinematográfico.

O cinema brasileiro aparece também na mostra Pardi di domani, território de experimentação expressiva e poesia formal inovadora, que exibe curtas e médias-metragens em estreia mundial ou internacional. A seção consiste em três concursos: Concorso internazionale, com trabalhos de cineastas emergentes de todo o mundo; Concorso nazionale, para produções suíças; e Concorso Corti d’autore, com curtas obras de diretores consagrados.

O curta-metragem Big Bang, de Carlos Segundo, uma coprodução entre Brasil e França, ganha destaque na Concorso Corti d’autore. Com Giovanni Venturini e Aryadne Amâncio no elenco, o filme se passa em Uberlândia, Minas Gerais, e mostra Chico, que ganha a vida consertando fornos, nos quais entra facilmente graças ao seu pequeno tamanho. Diante do desprezo de um sistema que o relega às fileiras dos marginalizados, ele gradualmente entra em resistência. O júri da Pardi di domani será formado por: Walter Fasano, montador italiano; Azra Deniz Okyay, cineasta turca; e Ada Solomon, produtora romena.

Na mostra Open Doors Screenings, que destaca talentos e filmes de países onde o cinema independente é mais frágil, o Brasil aparece em coprodução com Cuba e Colômbia com o longa La opción cero, do cineasta cubano Marcel Beltrán.

Além dos filmes, o festival também presta diversas homenagens a grandes nomes das artes. Neste ano, a cineasta norte-americana Kelly Reichardt receberá o Pardo d’onore Manor; o diretor Costa Gavras será honrado com o Pardo alla carriera Ascona-Locarno; o ator e cineasta americano Matt Dillon será homenageado com o Lifetime Achievement Award; a artista experimental Laurie Anderson receberá o Vision Award Ticinomoda; o produtor cinematográfico Jason Blum será honrado com o Prêmio Raimondo Rezzonico; e a diretora e animadora Gitanjali Rao será homenageada com o Locarno Kids Award la Mobiliare.

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Locarno 2022:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Ariyippu, de Mahesh Narayanan (Índia)
Balıqlara xütbə (Sermon to the Fish), de Hilal Baydarov (Azerbaijão/México/Suíça/Turquia)
Bowling Saturne (Saturn Bowling), de Patricia Mazuy (França/Bélgica)
De noche los gatos son pardos, de Valentin Merz (Suíça)
Gigi la legge (The Adventures of Gigi the Law), de Alessandro Comodin (Itália/França/Bélgica)
Hikayat elbeit elorjowani (Tales of the Purple House), de Abbas Fahdel (Líbano/Iraque/França)
Human Flowers of Flesh, de Helena Wittmann (Alemanha/França)
Il Pataffio, de Francesco Lagi (Itália/Bélgica)
Matter Out of Place, de Nikolaus Geyrhalter (Áustria)
Nação Valente (Tommy Guns), de Carlos Conceição (Portugal/França/Angola)
Piaffe, de Ann Oren (Alemanha)
Regra 34, de Julia Murat (Brasil/França)
Serviam – Ich will dienen (Serviam – I Will Serve), de Ruth Mader (Áustria)
Skazka (Fairytale), de Alexander Sokurov (Bélgica/Rússia)
Stella est amoureuse (Stella in Love), de Sylvie Verheyde (França)
Stone Turtle, de Ming Jin Woo (Malásia/Indonésia)
Tengo sueños eléctricos, de Valentina Maurel (Bélgica/França/Costa Rica)

CONCORSO CINEASTI DEL PRESENTE

A Perfect Day for Caribou, de Jeff Rutherford (EUA)
Arnon pen nakrian tuayang (Arnold Is a Model Student), de Sorayos Prapapan (Tailândia/Singapura/França/Holanda/Filipinas)
Astrakan, de David Depesseville (França)
Before I Change My Mind, de Trevor Anderson (Canadá)
Den siste våren (Sister, What Grows Where Land Is Sick?), de Franciska Eliassen (Noruega)
É Noite na América, de Ana Vaz (Itália/França/Brasil)
Fragments From Heaven, de Adnane Baraka (Marrocos/França)
Love Dog, de Bianca Lucas (Polônia/México/EUA)
Matadero, de Santiago Fillol (Argentina/Espanha/França)
Nossa Senhora da Loja do Chinês, de Ery Claver (Angola)
Petites (Little Ones), de Julie Lerat-Gersant (França)
Petrol, de Alena Lodkina (Austrália)
Sigurno mjesto (Safe Place), de Juraj Lerotić (Croácia)
Svetlonoc (Nightsiren), de Tereza Nvotová (Eslováquia/República Checa)
Yak Tam Katia? (How is Katia?), de Christina Tynkevych (Ucrânia)

PARDI DI DOMANI | Corti d’autore

Asterión, de Francesco Montagner (República Checa/Eslováquia)
Au crépuscule (At Dusk), de Miryam Charles (Canadá)
Big Bang, de Carlos Segundo (Brasil/França)
Chant pour la ville enfouie (Song for the Buried City), de Nicolas Klotz e Elisabeth Perceval (França)
Il faut regarder le feu ou brûler dedans (Watch the Fire or Burn Inside It), de Caroline Poggi e Jonathan Vinel (França)
Paradiso, XXXI, 108, de Kamal Aljafari (Palestina/Alemanha)
Poitiers, de Jérôme Reybaud (França)
Rien ne sera plus comme avant (Nothing Will Be the Same Again), de Elina Löwensohn (França)
Songy Seans (Last Screening), de Darezhan Omirbaev (Quirguistão/Cazaquistão)
Tako se je končalo poletje (That’s How the Summer Ended), de Matjaž Ivanišin (Eslovênia/Hungria/Itália)

PIAZZA GRANDE

Alles über Martin Suter. Ausser die Wahrheit. (Everything About Martin Suter. Everything but the Truth.), de André Schäfer (Suíça/Alemanha)
Annie Colère (Angry Annie), de Blandine Lenoir (França)
Crime no Carro Dormitório (Compartiment tueurs), de Costa-Gavras (França)
Delta, de Michele Vannucci (Itália)
Home of the Brave, de Laurie Anderson (EUA)
Imitação da Vida (Imitation of Life), de Douglas Sirk (EUA)
Last Dance, de Delphine Lehericey (Suíça/Bélgica)
Medusa Deluxe, de Thomas Hardiman (Reino Unido)
My Neighbor Adolf, de Leon Prudovsky (Israel/Polônia/Colômbia)
Paradise Highway, de Anna Gutto (EUA/Alemanha/Suíça)
Piano Piano, de Nicola Prosatore (Itália)
Printed Rainbow, de Gitanjali Rao (Índia)
Semret, de Caterina Mona (Suíça)
Trem-Bala (Bullet Train), de David Leitch (EUA)
Une femme de notre temps (A Woman), de Jean Paul Civeyrac (França)
Vous n’aurez pas ma haine (You Will Not Have My Hate), de Kilian Riedhof (Alemanha/França/Bélgica)
Where the Crawdads Sing, de Olivia Newman (EUA)

FUORI CONCORSO

Candy Land, de John Swab (EUA)
ERICA JONG – breaking the wall, de Kaspar Kasics (Suíça)
La dérive des continents (au sud), de Lionel Baier (Suíça/França)
LOLA, de Andrew Legge (Irlanda/Reino Unido)
Nuit obscure – Feuillets sauvages (Les brûlants, les obstinés) (Obscure night – Wild leaves (The burning ones, the obstinate)), de Sylvain George (França/Suíça)
Objectos de Luz (Love Lights), de Acácio de Almeida e Marie Carré (Portugal)
Onde Fica Esta Rua? ou Sem Antes Nem Depois, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata (Portugal/França)
Prisma (episódio 1 e 2), de Ludovico Bessegato (Itália)
Prologos, de Mantas Kvedaravičius (Lituânia/Grécia)
W, de Anna Eriksson (Finlândia)

*Clique aqui e confira a programação completa com os filmes selecionados.

Fotos: Divulgação.

5º FestCine Pedra Azul: conheça os filmes selecionados; Malu Mader será homenageada

por: Cinevitor
Malu Mader: sucesso na TV, cinema e teatro.

A quinta edição do FestCine Pedra Azul acontecerá entre os dias 9 e 13 de agosto em formato on-line através do site oficial com exibições das mostras competitivas. A programação traz produções de diferentes estados do Brasil e do exterior, dando luz aos mais diversos gêneros cinematográficos. 

Com direção geral de Marcoz Gomez, o festival recebeu 320 inscrições; 42 obras foram selecionadas. Os vencedores do Troféu Rota do Lagarto serão escolhidos pelas comissões de júri do evento, que contam com especialistas e profissionais do cinema.

Neste ano, a atriz Malu Mader será a grande homenageada. Consagrada nos palcos, na TV e no cinema, começou sua carreira na década de 1980 na peça Os Doze Trabalhos de Hércules, de Monteiro Lobato. Depois disso, fez seu primeiro trabalho na TV, aos dezesseis anos, na novela Eu Prometo, na Rede Globo. Entre tantos papéis televisivos, também se destacou nas telonas: começou em 1986 no musical Rock Estrela, de Lael Rodrigues.

No Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, foi indicada por seu trabalho em O Invasor, de Beto Brant, em 2003, e por Boca de Ouro, de Daniel Filho, em 2021. No policial Bellini e a Esfinge, de Roberto Santucci, recebeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Miami Brazilian Film Festival. Em 2009, o documentário Contratempo, no qual dividiu a direção com Mini Kerti, foi premiado no LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival.

Também participou de filmes como: Feliz Ano Velho, de Roberto Gervitz; o curta-metragem A Espera, de Luiz Fernando Carvalho e Maurício Farias; Dedé Mamata, de Rodolfo Brandão e Tereza Gonzalez; Mauá: O Imperador e o Rei, de Sergio Rezende; Sexo, Amor e Traição, de Jorge Fernando; Brasília 18%, de Nelson Pereira dos Santos; Sexo com Amor?, de Wolf Maya; Casa da Mãe Joana, de Hugo Carvana; Turma da Mônica – Lições, de Daniel Rezende; entre outros.

Na TV, também se destacou em diversos trabalhos, entre eles: Celebridade, Força de um Desejo, O Dono do Mundo, Ti Ti Ti, Fera Radical, Anos Rebeldes, Top Model, O Mapa da Mina, A Vida Como Ela É, Paraíso Tropical, A Justiceira, Labirinto, entre outros. No teatro, recebeu o Troféu Nelson Rodrigues pela peça Vestido de Noiva.

A curadoria desta edição foi assinada por Sara Engelhardt, diretora, roteirista e produtora; Cal Gomes, jornalista e publicitário; e André Morais, ator, cineasta, roteirista e músico.

Conheça os títulos selecionados para o 5º FestCine Pedra Azul:

LONGAS-METRAGENS NACIONAIS

Coração de Neon, de Lucas Estevan Soares
Fora de Cena, de João Gabriel Kowalski
Memórias Ocultas, de Larissa Vereza e Emiliano Ruschel
Verona, de Ane Siderman

LONGAS-METRAGENS INTERNACIONAIS

Don’t Tear Yourself Apart, de P. Tavares (EUA)
Night is The Expectation of Day, de Moein Hasheminasab (Irã)
Sweet Disaster, de Laura Lehmus (Alemanha)
The Ugly Truth, de Krishna Ashu Bhati (Alemanha)

CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

Diversos de Mim Mesmo, de Coi Belluzzo e Joaquim Haickel
Mais um Dia, de Lufe Berto
Primeiro Dia, de Liziane Bortolatto
Primos, de Daniel Pustowka
Professional Experience, de Marco Felipe Rossi
Sangues, de Rose de Farias Panet

CURTAS-METRAGENS INTERNACIONAIS

‘Til Morning, de Ana Moioli e Ryan Cairns (EUA)
Cuello, de Sebastian Ortiz Wilkins (Canadá)
Fever, de Matias Carlier (Suíça)
Invisible Troupe, de Lampros Ntousikos (Grécia)
Kiss Me at Dead Of Night, de Dai Sako (Japão)
MTI, de Mauricio Corco (Chile)
Perdidas, de Oscar Toribio Carbayo (Espanha)

DOCUMENTÁRIOS NACIONAIS

As Portas Abertas, de Rodrigo Usba
Cavalo Marinho, de Gustavo Serrate Maia
Eu Sou Capim Navalha, de Rodrigo Alessandro Vargas
Linha de Frente Brasil, de Elder Fraga
Narrativas do Pós, de Jairo Neto e Graubi Garcia
O Artista e a Força do Pensamento, de Elder Fraga
Sobre Pardinhos e Afrocaipiras, de Daniel Fagundes

DOCUMENTÁRIOS INTERNACIONAIS

John Farrow: Hollywood’s Man in the Shadows, de Frans Vandenburg e Claude Gonzalez (Austrália)
Muco: Contradiction Within Tradition, de Oberom Corrêa da Silva
The Stray Story, de Christina Georgiou (Chipre)
Tierra Calcinada, de Antonio Ferrer

ANIMAÇÃO

Anantara, de Douglas Ferreira (Brasil)
As You Like It, de Hannes Rall (Alemanha)
Guto – Um Sopro, de Andrei Oliveira e Vitor Meuren (Brasil)

WEBSÉRIE

Até Você Me Esquecer, de Priscilla Pugliese
Call com Cleo, de Amanda Azevedo e Pedro Lucas de Castro
Copo Descartável, de Prodzi Company
Falaceira, de Max Reinert e Denise da Luz
O Outro Lado da Lua, de Prodzi Company
Sala de Espera, de Renan Amaral
Sanctum, de Murilo Bonini dos Santos

Foto: Divulgação.

1º Muído – Festival de Cinema de Campina Grande: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Mãe Solo, de Camila de Moraes.

A primeira edição do Muído – Festival de Cinema de Campina Grande, mais uma janela da produção cinematográfica paraibana e nordestina, acontecerá entre os dias 19 e 21 de agosto no Cine São José.

O Muído é um festival genuinamente paraibano e que tem como um dos objetivos ser uma tela para a produção do estado, do litoral ao sertão, passando pelo Cariri, Curimataú, Brejo, Seridó, entre outros. Além dos filmes, a programação contará também com atividades paralelas.

Para esta primeira edição, foram inscritos 177 filmes de todos os nove estados do Nordeste; 57 municípios diferentes. A curadoria foi formada por: Breno César e Janaína Lacerda na Mostra Mundaréu; e Milene Migliano e Érico Oliveira na Mostra Facheiro Luzente, só com filmes paraibanos.

Conheça os filmes selecionados para o 1º Muído – Festival de Cinema de Campina Grande:

MOSTRA MUNDARÉU

A Barca, de Nilton Resende (AL)
Central de Memórias, de Rayssa Coelho (BA)
Eu Sou Raiz, de Cíntia Lima e Lílian de Alcântara (PE)
Mãe Solo, de Camila de Moraes (BA)
Nossas Mãos Sagradas, de Júlia Morim (PE)
Olho em Perfeito Silêncio para as Estrelas, de Dynho Silva (RN)
Pedro, de Leo Silva (CE)
Pega-se Facção, de Thaís Braga (PE)
Urubá, de Rodrigo Sena (RN)

MOSTRA FACHEIRO LUZENTE

Aluísio, o Silêncio e o Mar, de Luiz Carlos Vasconcelos (João Pessoa)
As Palavras Estão me Olhando, de Samy Sah (Campina Grande)
Dance, de Jorja Moura (João Pessoa)
Desejo e Necessidade, de Milso Roberto (Campina Grande)
Memória de Linha, de Ramon Silva (Condado)
Memórias de uma Viúva da Seca, de Direção Coletiva (Dona Inês)
Miragem, de Bruna Guido (Campina Grande)
Nem Todas as Manhãs são Iguais, de Fabi Melo (Campina Grande)
Terra Vermelha, de Allan Marcus e Leonardo Gonçalves (Alagoa Grande)
Um Som de Resistência, de Genilson de Coxixola (Coxixola)

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #416: Entrevista com Johnny Massaro | Os Primeiros Soldados

por: Cinevitor
Johnny Massaro em cena: o começo da epidemia da AIDS nos anos 1980.

O longa capixaba Os Primeiros Soldados, dirigido por Rodrigo de Oliveira, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 07/07, pela Olhar Distribuição. O filme, que se passa no começo dos anos 1980, em Vitória, Espírito Santo, acompanha membros da comunidade LGBTQIAP+ que buscam formas de resistir à epidemia de AIDS

Na trama, um grupo de jovens gays e mulheres celebram a véspera de Ano Novo sem saber o futuro sombrio que lhes espreita. Suzano, interpretado por Johnny Massaro, um estudante de biologia que acaba de voltar dos estudos no exterior, sabe que algo muito errado está começando a afetar seu corpo. Primeira vítima de AIDS conhecida na cidade, ele enfrenta sozinha o desejo de entender melhor a doença e de buscar a cura, ao mesmo tempo que tenta proteger sua irmã Maura, papel de Clara Choveaux, e seu sobrinho Muriel, vivido por Alex Bonin, dos impactos do que está por vir.

O desespero com a falta de informações sobre o vírus e seu futuro incerto acabará por aproximar Suzano da performer transexual Rose, interpretada por Renata Carvalho, e do estudante de cinema Humberto, papel de Vitor Camilo, ambos infectados. 

Ao reconstruir a memória dos anos de 1980, Os Primeiros Soldados dialoga com o Brasil de 2022, no qual estigmas, homofobia, transfobia e sorofobia são reinantes ainda hoje: “Na boca do fascismo que assola o Brasil, é preciso devolver esse tema para a sociedade, atualizá-lo e enfrentá-lo porque a AIDS é ainda uma questão do presente. A cada 15 minutos, uma pessoa é infectada pelo vírus no Brasil, e ainda morrem perto de 11 mil pessoas por ano no país por conta da AIDS”, disse o diretor.

Também como forma de homenagem à memória daqueles que enfrentaram a doença e seus estigmas em seu princípio, o filme teve seu roteiro original baseado em uma longa pesquisa dos casos reais ocorridos na cidade de Vitória que envolveu, além da leitura de jornais da época, entrevistas com profissionais de saúde, familiares e membros da comunidade LGBTQIAP+.

Com uma bem sucedida carreira em festivais pelo mundo, o longa recebeu o prêmio de melhor filme segundo o público e o júri jovem no Internationales Filmfestival Mannheim-Heidelberg, na Alemanha; Prêmio Especial do Júri para a atriz Renata Carvalho no Festival do Rio e no International Film Festival of India; foi consagrado na 25ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes com o Prêmio Carlos Reichenbach de melhor longa da mostra Olhos Livres, além de ter participado de diversos festivais, como: Inside Out, no Canadá, Olhar de Cinema, Festival de Vitória, Philadelphia Latino Film Festival, Rio Festival de Cinema LGBTQIA+, Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival, entre outros.

Com fotografia de Lucas Barbi e roteiro de Rodrigo de Oliveira, o elenco conta também com Higor Campagnaro, Vinicius Duarte e Joá Vi; a produção é da Pique-Bandeira Filmes com coprodução do Canal Brasil.

Para falar mais sobre Os Primeiros Soldados, conversamos com o protagonista Johnny Massaro durante a 28ª edição do Festival de Cinema de Vitória: Reencontro. O ator falou sobre a preparação de seu personagem, filmagens em Vitória, entrosamento com elenco, exibições nos festivais e expectativa para o lançamento.

Aperte o play e confira:

Foto: Felipe Amarelo.