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Conheça os vencedores do 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade

por: Cinevitor

guigomixAntonio Haddad Aguerre e Pedro Goifman em Guigo Offline: Coelho de Ouro.

A 25ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade só acaba no dia 26 de novembro, mas, seus vencedores já foram anunciados na noite desta quarta-feira, 22/11, no Centro Cultural São Paulo.

Dirigido por René Guerra, Guigo Offline recebeu o Coelho de Ouro de melhor média ou longa-metragem brasileiro; o público escolheu o documentário Luana Muniz – Filha da Lua, de Rian Córdova e Leonardo Menezes como o melhor longa brasileiro desta edição.

Confira a lista completa com os vencedores do 25º Festival Mix Brasil:

COELHOS DE OURO | Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil

Melhor longa-metragem brasileiro: Guigo Offline, de René Guerra
Melhor curta-metragem nacional: Afronte, de Bruno Victor e Marcus Azevedo

INCENTIVO: O longa e o curta premiados com o Coelho de Ouro também receberão os prêmios DOTCINE, CTAV e MISTIKA de incentivo à realização de seus novos projetos audiovisuais através da parceria do Festival Mix Brasil com apoiadores da área cinematográfica.

COELHOS DE PRATA

Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil para curtas-metragens:

Melhor Direção: Vando Vulgo Vedita, por Andréia Pires e Leonardo Mouramateus
Melhor Roteiro: Stanley, escrito por Paulo Roberto
Melhor Interpretação: Gilda Nomacce, por Minha Única Terra é na Lua
Menção Honrosa: Estamos Todos Aqui, de Chico Santos e Rafael Mellim

Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil para médias e longas-metragens:

Melhor Direção: Aos Teus Olhos, por Carolina Jabor
Melhor Roteiro: Alguma Coisa Assim, escrito por Esmir Filho e Mariana Bastos
Melhor Interpretação: Caroline Abras, por Alguma Coisa Assim
Menção Honrosa: Meu Nome é Jacque, de Angela Zoé e Serguei, O Último Psicodélico, de Ching Lee e Zahy Tata Pur’gte

PRÊMIO DO PÚBLICO:

Melhor curta-metragem nacional: Estamos Todos Aqui, de Chico Santos e Rafael Mellim
Melhor curta-metragem internacional: Mario, Kike e David, de Miguel Lafuente (Espanha)
Melhor longa-metragem nacional: Luana Muniz – Filha da Lua, de Rian Córdova e Leonardo Menezes
Melhor longa-metragem internacional: Close-Knit (Karera ga honki de amu toki wa), de Naoko Ogigami (Japão)

PRÊMIOS ESPECIAIS:

PRÊMIO ÍCONE MIX: Gus Van Sant
PRÊMIO SUZY CAPÓ: a peça Desmesura, do Grupo Teatro Kunyn
PRÊMIO MIX HIV
: Meu Nome é Jacque, de Angela Zoé
PRÊMIO SESC TV
: Vaca Profana, de René Guerra
PRÊMIO CANAL BRASIL DE INCENTIVO AO CURTA-METRAGEM: Dandara, de Flávia Ayer e Fred Bottrel
PRÊMIO SHOW DO GONGO: Confessions, de Rafael Saparelli
PRÊMIO IDA FELDMAN: Maria Clara Spinelli

Foto: Divulgação.

Não Devore Meu Coração

por: Cinevitor

naodevorepostermostraDireção: Felipe Bragança

Elenco: Cauã Reymond, Eduardo Macedo, Adeli Benitez, Cláudia Assunção, Ney Matogrosso, Leopoldo Pacheco, Zahy Guajajara, Marco Lori, Mario Verón.

Ano: 2017

Sinopse: Joca, um jovem de 13 anos, descobre o amor quando conhece Basano, uma menina paraguaia. No entanto, para conquistá-la, o garoto passará por grandes dificuldades, como problemas relativos à fronteira entre o Brasil e o Paraguai e a relação com seu irmão, Fernando, um homem que pertence a uma perigosa gangue de motociclistas.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Ninguém Está Olhando

por: Cinevitor

ninguemolhandoposteroficialNadie nos mira

Direção: Julia Solomonoff

Elenco: Guillermo Pfening, Rafael Ferro, Katty Velasquez, Mirella Pascual, Marco Antonio Caponi, Marina Artigas, Lucinda Carr, Paola Baldion, Pascal Yen-Pfister, Nadja Settel, Michael Patrick, Jason Sol, Petra Costa, Paige Sciarrino, Carl Li, Tomike Ogugua, Cristina Morrison, Blanca Vivancos, Mariana Anghileri, Elena Roger, Fernando Frias, Kristina Rivera, Esteban Meloni, Ana Carolina Lima, Jamund Washington, Brian Leider, Rachel Rossin, Brendan Fitzgibbons, Kerri Sohn, Katherine Vasquez, Pálína Jónsdóttir, Josefina Scaro, Tom Waclawik, Noelle Lake, Javana Mundy, Mayte Montero, Charlie Costi, Lisandra Payan, Asia Pfening, Sho Higuchi, Vanessa Bretas, Anna Abhau Elliott, Bruno Harris, Ana Paula Vieira Dos Santos, Emil Volvosky.

Ano: 2017

Sinopse: Nico, um ator argentino de televisão de sucesso em seu país, tenta a sorte em Nova York, mas logo descobre que não se encaixa no clichê de ator latino. Sua boa aparência o ajuda a esconder a solidão e a vida precária. Ele sobrevive de bicos e trabalhando como babá, cuidando do menino Theo. Conhece um grupo de babás latinas no parque que frequenta e entra em contato com as experiências dos imigrantes, muito mais difícil que o confronto com a natureza destrutiva de seu autoexílio.

*Filme assistido no 27º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Por Que Vivemos

por: Cinevitor

porquevivemosposterNazeikiru: Nennyo Shounin to Yozaki Enjou

Direção: Hideaki Oba

Elenco: Kotaro Satomi, Katsuyuki Konishi, Ayumi Fujimura, Hideyuki Tanaka, Takaaki Seki.

Ano: 2016

Sinopse: O filme aborda fatos e reflexões filosóficas sobre a popularização do budismo no Japão há mais de 500 anos. Mostra a história de transformação do revoltado camponês Ryoken, que perde a esposa em um trágico acidente e entra em contato com os ensinamentos de Mestre Rennyo. Ambientada no século 15, período de guerras civis no Japão pelo controle de poder por parte de diversos clãs, a saga enfoca também a vida de Mestre Rennyo, que foi perseguido pelos monges guerreiros do Monte Hiei, em Kyoto, até seu exílio em Yoshizaki, na província de Fukui, onde construiu um complexo de templos, destruídos por um incêndio criminoso em 1474.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

A Filosofia na Alcova

por: Cinevitor

filosofiaalcovaposterDireção: Ivam Cabral, Rodolfo García Vázquez.

Elenco: Henrique Mello, Stephane Sousa, Bel Friósi, Felipe Moretti, Phedra D. Córdoba, Hugo Godinho, Suzana Muniz, Eduardo Chagas, Giovani Pavan, Lenin Cattai, Otávio Mendes, Lucas Allmeida, Fernando Soares, Felipe Soares, Silvio Eduardo.

Ano: 2017

Sinopse: Dolmancé e Juliette, dois dos personagens libertinos mais ousados da história da literatura universal, são os protagonistas da história escrita originalmente por Marquês de Sade, que apresenta a educação de uma jovem virgem, Eugénie, com aulas práticas e teóricas de libertinagem. Após o período de aprendizado, a mãe de Eugénie chega à alcova de Juliette para tentar resgatá-la das mãos dos libertinos. Nesse momento, ela é controlada por Dolmancé e Juliette como uma vítima perfeita, e a última aula é finalmente dada.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido no 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Conheça os indicados ao Independent Spirit Awards 2018

por: Cinevitor

callmespiritTimothée Chalamet em Me Chame Pelo Seu Nome: seis indicações.

Foram anunciados nesta terça-feira, 21/11, os indicados ao Independent Spirit Awards 2018, prêmio que elege as melhores produções independentes do ano. Nesta 33ª edição, o drama Me Chame Pelo Seu Nome, dirigido pelo italiano Luca Guadagnino, lidera a lista com seis indicações.

Três filmes produzidos pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, concorrem a prêmios no Spirit Awards, sendo a única produtora no mundo a ter três longas disputando troféus na premiação. São eles: A Ciambra, de Jonas Carpignano; Patti Cake$, de Geremy Jasper; e Me Chame Pelo Seu Nome, no original Call Me by Your Name.

Conheça os indicados ao Independent Spirit Awards 2018, conhecido como o Oscar do cinema independente, que acontecerá no dia 3 de março:

MELHOR FILME:
Corra!
Lady Bird
Me Chame Pelo Seu Nome
Projeto Flórida
The Rider

MELHOR DIREÇÃO:
Benny Safdie e Josh Safdie, por Bom Comportamento
Chloé Zhao, por The Rider
Jordan Peele, por Corra!
Jonas Carpignano, por A Ciambra
Luca Guadagnino, por Me Chame Pelo Seu Nome
Sean Baker, por Projeto Flórida

MELHOR ROTEIRO:
Beatriz at Dinner, escrito por Mike White
Corra!, escrito por Jordan Peele
Lady Bird, escrito por Greta Gerwig
The Lovers, escrito por Azazel Jacobs
Três Anúncios Para um Crime, escrito por Martin McDonagh

MELHOR PRIMEIRO FILME:
Columbus
Ingrid Goes West
Menashe
Oh Lucy!
Patti Cake$

MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO:
Columbus, escrito por Kogonada
Doentes de Amor, escrito por Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani
Donald Cried, escrito por Kris Avedisian, Kyle Espeleta e Jesse Wakeman
Ingrid Goes West, escrito por David Branson Smith e Matt Spicer
Women Who Kill, escrito por Ingrid Jungermann

MELHOR ATOR:
Daniel Kaluuya, por Corra!
James Franco, por Artista do Desastre
Harris Dickinson, por Beach Rats
Robert Pattinson, por Bom Comportamento
Timothée Chalamet, por Me Chame Pelo Seu Nome

MELHOR ATRIZ:
Frances McDormand, por Três Anúncios Para um Crime
Margot Robbie, por I, Tonya
Regina Williams, por Life & Nothing More
Salma Hayek, por Beatriz at Dinner
Saoirse Ronan, por Lady Bird
Shinobu Terajima, por Oh Lucy!

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Allison Janney, por I, Tonya
Holly Hunter, por Doentes de Amor
Laurie Metcalf, por Lady Bird
Lois Smith, por Marjorie Prime
Taliah Lennice Webster, por Bom Comportamento

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Armie Hammer, por Me Chame Pelo Seu Nome
Benny Safdie, por Bom Comportamento
Barry Keoghan, por O Sacrifício do Cervo Sagrado
Nnamdi Asomugha, por Crown Heights
Sam Rockwell, por Três Anúncios Para um Crime

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Motherland
Quest
The Departure
Últimos Homens em Aleppo
Visages, Villages

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo (França)
I Am Not a Witch, de Rungano Nyoni (Zâmbia)
Lady Macbeth, de William Oldroyd (Reino Unido)
Loveless, de Andrey Zvyagintsev (Rússia)
Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio (Chile)

MELHOR FOTOGRAFIA:
Beach Rats, por Hélène Louvart
Columbus, por Elisha Christian
Me Chame Pelo Seu Nome, por Sayombhu Mukdeeprom
O Sacrifício do Cervo Sagrado, por Thimios Bakatakis
The Rider, por Joshua James Richards

MELHOR EDIÇÃO:
Bom Comportamento, por Benny Safdie e Ronald Bronstein
Corra!, por Gregory Plotkin
I, Tonya, por Tatiana S. Riegel
Me Chame Pelo Seu Nome, por Walter Fasano
The Rider, por Alex O’Flinn

PRÊMIO JOHN CASSAVETES:
A Ghost Story
Dayveon
Life & Nothing More
Most Beautiful Island
The Transfiguration

PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO:
Mudbound

Foto: Divulgação/Sony Pictures Classics.

How to Talk to Girls at Parties

por: Cinevitor

howtotalkgirlsposter1Direção: John Cameron Mitchell

Elenco: Alex Sharp, Elle Fanning, Nicole Kidman, Ruth Wilson, Matt Lucas, Stephen Campbell Moore, Elarica Gallacher, Joanna Scanlan, Tom Brooke, Joey Ansah, Eloise Smyth, Ethan Lawrence, Lara Peake, Hebe Beardsall, Ross Tomlinson, Alice Sanders, Jumayn Hunter, Nansi Nsue, Lucy Jayne Murray, A.J. Lewis, David McCarrison, Marina Bye, Rory Nolan, Cohen Day, Andrew Horton, Cris Haris, Martin Tomlinson, Eddie Joe Robinson, Jed Shardlow, Stephanie Hazel, Hinako Matsumoto, Mikko Makela, Matthew Maguire, Chris Clark, Natalie Lauren, Allison Saxton, Luke Hearfield, Matteo Piombino, Stewart Lockwood, Paul Bell, Katie Monks, Kazmin Borrer, Ida May.

Ano: 2017

Sinopse: No Reino Unido do fim dos anos 1970, Enn, um jovem tímido e fã da nova febre punk, está pronto para se apaixonar. Até que ele conhece a etérea Zan, que acredita que o punk vem “de uma outra colônia”, uma de muitas pistas de que ela talvez não seja desse planeta. Uma história sobre o nascimento do punk, a exuberância do primeiro amor e o maior de todos os mistérios do universo: como conversar com garotas em festas?

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido no 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

God’s Own Country

por: Cinevitor

godscountryposter1Direção: Francis Lee

Elenco: Josh O’Connor, Alec Secareanu, Gemma Jones, Ian Hart, Melanie Kilburn, Liam Thomas, Patsy Ferran, Moey Hassan, Naveed Choudhry, Sarah White, Harry Lister Smith, John McCrea, Alexander Suvandjiev, Stefan Dermendjiev.

Ano: 2017

Sinopse: Johnny tem 25 anos e cuida da fazenda de sua família em Yorkshire, Inglaterra. Ele abriu mão da universidade ou de um emprego para trabalhar para seu pai, Martin, e sua avó. À noite, ele afoga suas frustrações em bebedeiras e sexo casual com outros homens. Quando Martin decide contratar o imigrante romeno Gheorghe para ajudar o filho na fazenda, Johnny se ressente por acreditar que consegue dar conta de tudo sozinho. Mas logo seu novo companheiro irá mostrar que entende do trabalho rural e, sobretudo, de suas angústias.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido no 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Crepúsculo

por: Cinevitor

rokkurposterRökkur

Direção: Erlingur Thoroddsen

Elenco: Björn Stefánsson, Sigurður Þór Óskarsson, Guðmundur Ólafsson, Aðalbjörg Árnadóttir, Anna Eva Steindórsdóttir, Böðvar Óttar Steindórsson.

Ano: 2017

Sinopse: Meses após terminarem o relacionamento, Gunnar recebe uma ligação estranha de seu ex-namorado, Einar. Ele parece perturbado, como se estivesse prestes a fazer algo terrível contra si. Gunnar dirige até a cabana isolada sob uma geleira onde Einar está escondido e logo descobre que há mais coisas acontecendo do que ele imaginava. Enquanto os dois homens chegam a um acordo quanto ao seu relacionamento acabado, uma outra pessoa parece estar à espreita, do lado de fora da cabana, querendo entrar.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido no 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas

Conversa Fiada

por: Cinevitor

conversafiadaposter1Ri Chang Dui Hua

Direção: Hui-Chen Huang

Elenco: Hui-Chen Huang, Anu.

Ano: 2016

Sinopse: Anu é uma tomboy, mulher que tem na sua expressão de gênero elementos normalmente vistos como “masculinos”. Casou-se muito jovem, como era habitual na Taiwan dos anos 1970, e teve duas filhas; logo se divorciou de seu marido violento e criou as filhas sozinha. Desde então, seus relacionamentos afetivos foram com mulheres que, como ela, ganham a vida como carpideiras em velórios. É considerado um tabu na cultura taiwanesa questionar a vida amorosa das mães, mas é exatamente neste ponto íntimo que toca sua filha Hui-Chen Huang. Mãe e filha iniciam juntas uma viagem ao passado, na qual Hui-Chen confronta Anu com questões que atormentam Hui-chen há muitos anos. Em uma série de tomadas, as duas mulheres conversam sobre solidão, confiança e abuso, porém, estas conversas acabam em doloroso silêncio. Mudando de foco para medir a profundidade de seu relacionamento com a mãe, Hui-Chen tenta entendê-la conversando também com irmãos e ex-amantes dela. Com isso, ela mostra um retrato de vidas transformadas e da condição de três gerações de mulheres em Taiwan.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido no 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Documentário Libertem Angela Davis é destaque na programação do canal Curta!

por: Cinevitor

docangelaespecialAngela Davis: na luta pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial.

Na semana em que é comemorado o Dia da Consciência Negra, estreia na Sexta da Sociedade, 24/11, às 23h, no canal Curta!, o documentário Libertem Angela Davis, um dos destaques da programação de aniversário de cinco anos do canal, que fala sobre a trajetória da ativista que virou símbolo internacional na luta pela defesa dos direitos humanos, em especial dos negros e das mulheres.

Dirigido por Shola Lynch, o filme narra a história da professora de filosofia, nascida no Alabama, um dos estados mais racistas dos Estados Unidos, e reconstitui seu período de prisão na luta pelas causas sociais.

Angela Davis foi presa nos anos 1970 enquanto defendia três prisioneiros negros. A americana foi acusada de organizar uma tentativa de fuga e sequestro, que levou à morte de um juiz e quatro detentos. Por conta do ocorrido, a filósofa se tornou a terceira mulher a integrar a Lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados do FBI. Na época, foi realizada uma grande campanha por sua libertação, que envolveu inclusive a composição de músicas em sua defesa por John Lennon e os Rolling Stones. Davis acabou sendo inocentada e, até hoje, é símbolo na luta pelos direitos civis.

Para falar mais sobre o filme e Angela Davis, convidamos Joanna Búrigo, Mestre em Gênero, Mídia e Cultura pela LSE, fundadora da Casa da Mãe Joanna e colunista da Carta Capital. Confira:

Que mulher, que raça, que classe!

Angela Davis é daquelas intelectuais que transcendem a academia, tão icônicas que são quase míticas, e que como tal são bastante citadas e reconhecidas, mas pouco lidas ou mesmo conhecidas.

O documentário Libertem Angela Davis, que veicula com exclusividade no canal Curta!, oferece a chance de saber um pouco mais sobre esta mulher extremamente inteligente, corajosa e revolucionária.

Premiada no Festival de Tribeca e dirigida por Shola Lynch, a obra salienta que tratada como mulher Angela Davis foi, mostrando que dentre as tantas acusações feitas contra ela não faltaram as construídas a partir de argumentos moralistas e do aparato retórico da irracionalidade apaixonada. Acusações que, com a especificidade certeira que o filme denota ser peculiar do raciocínio de Davis, eram por elas desarticuladas na hora.

Sua história – a de uma mulher negra, profundamente sagaz, intelectual pública desde jovem, muito bem preparada e articulada, exímia oradora e escritora potente, professora da UCLA, representante do Clube Che-Lumumba do Partido Comunista, e que nas décadas de 1960 e 1970 esteve por tudo, da lista dos dez mais procurados pelo FBI como “perigosa terrorista” aos noticiários de TV e capas de jornais e revistas – é fascinante. Assim como são a força e a lucidez que a acompanharam até nos solitários momentos de cárcere.

O documentário segue as lições de seu objeto, e trabalha tanto para desfazer mitos – como, por exemplo, o de que Davis fazia parte dos Panteras Negras – quanto para não perder o foco da luta – e é uma pena que a versão brasileira do título não siga o original, que conforme o pedido que Davis fez quando da criação do slogan da campanha por sua liberdade, sugeriu que o “Free Angela” fosse acompanhado de “and All Political Prisoners”.

Ela não é a única a compor o quadro de entrevistados, de que também participaram muitos dos que acompanharam de perto sua história de bravura e estratégias a longo prazo. E é ela mesma quem conta que estava na Alemanha quando o movimento por direitos civis eclodiu nos Estados Unidos. Ela, estudiosa de filosofia e aluna de Herbert Marcuse, decidiu que precisava de conhecimento. “O conhecimento pode mudar o mundo” ela fala no documentário. E diz ter ido atrás dele em coletividades descontentes com a supremacia branca e o papel secundário relegado às mulheres.

Lançado em 2012, pouco antes do surgimento do movimento #BlackLivesMatter, o filme mostra o contexto racial dos Estados Unidos dos anos de formação de Angela Davis, especialmente da segregação a que teve experiência na infância, e que certamente informa sua asserção de que reações violentas geralmente são isso: respostas a violências pré existentes. Angela Davis é uma pensadora constituída em contextos de racismo e machismo, cujas reflexões são tão reveladoras do poder hegemônico branco e masculino que, durante sua breve fase como fugitiva, o valor de sua captura, estipulado por homens brancos e poderosos, chegou a ser de U$100K. E no filme o que bem simboliza seu compromisso com a luta pela liberdade é o trecho que mostra que enquanto seus colegas de UCLA votavam a favor de seu afastamento, ela protestava contra os maus tratos e violências institucionais direcionados à população negra no seu país

Os registros de seu brilho como professora na UCLA são lindos, assim como são as memórias sobre as milhões de pessoas que se uniram em coro por sua liberdade, puxadas no filme por sua irmã. É também bastante emocionante o discurso sobre ela feito pelo dramaturgo francês Jean Genet que, como Angela, expressava tão bem entender muito sobre quase tudo. Felizmente Genet não é o único homem branco, neste filme, a declarar entender perfeitamente que a luta de Davis por liberdade passa pela importância de se falar abertamente sobre o fato de que alguns grupos são mais livres do que outros.

É um belíssimo documentário, feito para todas as pessoas que querem saber mais sobre o ícone Angela Davis, e também para quem se interessa por biografias de mulheres fenomenais. E fenomenal é um dos muitos adjetivos que descrevem esta mulher, bastião do pensamento feminista, antirracista e antipunitivista.

Por Joanna Búrigo.

Para saber mais sobre a programação do canal Curta!, que ao longo desses cinco anos no ar conquistou uma audiência qualificada, com espectadores que buscam conteúdo relevante e qualificado, clique aqui. Já são mais de 63 telefilmes e 639 episódios de 54 séries em diversos estágios de produção, totalizando 438 horas de conteúdos originais financiados pelo FSA, nas temáticas Música, Artes, Metacinena, Pensamento, História Política e Sociedade.

Foto: Divulgação.

25º Festival Mix Brasil: documentário Luana Muniz – Filha da Lua é destaque na programação

por: Cinevitor

luanamuniz2mixbrasilLuana Muniz: a Rainha da Lapa.

A travesti Luana Muniz era considerada um símbolo da Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro. Em um casarão na Rua Mem de Sá, acolhia travestis, transexuais, prostitutas e moradores de rua, além de ter sido uma das fundadoras do Projeto Damas, que tem como objetivo recolocar profissionais trans no mercado de trabalho.

Ficou conhecida nacionalmente durante um episódio do programa Profissão Repórter, da Rede Globo, onde soltou a frase “Travesti não é bagunça!”, que ecoou em milhares de mídias. Voltou aos holofotes quando postou uma foto ao lado do Padre Fábio de Melo, que gerou grande repercussão.

Luana Muniz morreu em maio deste ano, aos 59 anos, devido complicações causadas por uma forte pneumonia. Sua trajetória é contada no documentário Luana Muniz – Filha da Lua, que revela a intimidade da Rainha da Lapa, que se dividia entre a prostituição, a militância LGBT e os shows em cabarés. Além de depoimentos da grande estrela do filme, outros convidados também contam histórias sobre Luana, como: Alcione, Luis Lobianco, Padre Fábio de Melo, Felipe Suhre e Lorna Washington.

Neste sábado, 19/11, o documentário foi exibido no 25º Festival Mix Brasil na mostra Competitiva Brasil e contou com a presença de Rian Córdova, que divide a direção com Leonardo Menezes. Depois da sessão, o diretor conversou com o público presente no CineSesc. Confira os melhores momentos do bate-papo:

FESTIVAIS:

“Já tínhamos montado muita coisa e depois da morte dela tentamos pegar outros depoimentos. Finalizamos o filme em 28 dias para concorrer no Rio Festival de Gênero & Sexualidade no Cinema, que é um festival de referência no Rio. Não tem a tradição do Mix Brasil e nem seus 25 anos, mas é o maior festival da cidade que trata esse tema. Ganhamos o prêmio de melhor longa nacional e estamos começando a rodar o circuito de festivais. Estar no Mix é uma consagração, independente de ter prêmio ou não”.

O LEGADO DE LUANA:

“O casarão fica na Rua Mem de Sá, que é o berço da boêmia da Lapa. A Luana deixou um legado. A Cris, seu braço direito, que também é trans, está tomando conta da casa. Mas não sabemos qual o caminho que essa história vai tomar. Eu, que sou carioca e frequento bastante a Lapa, vejo que muitos assaltos estão acontecendo e confusões que não tinham antes, pois Luana tinha esse papel de mediadora. Eu tive a preocupação de não fazer um filme higienizado e o documentário mostra seu trabalho social, mas também mostra seu outro lado. Espero que esse legado faça jus ao que ela começou a fazer. Ela é uma referência nacional”.

luanamunizmixbrasilLuana Muniz em cena do filme.

CARREIRA DO FILME:

“O filme tem sido exibido em programas educacionais de escolas. Inclusive, o último foi em Vista Alegre, onde ela passou a infância e a adolescência. Ver um filme como esse passando aqui, onde a maioria dos espectadores não é travesti, não é trans, é uma informação a ser assimilada. E eu quero que o filme chegue a esse público também”.

“Todos precisam se unir e, para mim, é sempre bom ter essa proximidade com pessoas que sejam diferentes de mim, que pensam de formas diferentes. É um trabalho coletivo e eu não estou ganhando grana com o filme. Mas, vendo uma sala de cinema como essa é uma consagração de carreira. É bom sentir o filme ao lado dos meus amigos e continuar me emocionando, mesmo vendo depois de tantas vezes”, finalizou Rian.

Fotos: Divulgação.