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Nomadland é o grande vencedor do Independent Spirit Awards 2021

por: Cinevitor
Frances McDormand em Nomadland, de Chloé Zhao: quatro prêmios.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 22/04, os vencedores do Independent Spirit Awards 2021, prêmio que elege as melhores produções independentes do ano.

A cerimônia de premiação, realizada em formato virtual, foi apresentada pela atriz e comediante Melissa Villaseñor e contou com a participação de nomes importantes da indústria, como: Maria Bakalova, Cate Blanchett, Don Cheadle, Laura Dern, Daveed Diggs, Dominique Fishback, Julia Garner, Kathryn Hahn, Annie Murphy, Kumail Nanjiani, Leslie Odom Jr., Adam Sandler, Lulu Wang, Phoebe Waller-Bridge e Renée Zellweger.

Neste ano, o brasileiro Bacurau, dirigido por Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, estava na disputa pelo prêmio de melhor filme internacional, mas, infelizmente, não saiu vitorioso. Além disso, o cineasta brasileiro Edson Oda concorreu na categoria de melhor filme de estreia com Nine Days.

Uma novidade nesta 36ª edição é que pela primeira vez na história do Spirit Awards, conhecido como o Oscar do cinema independente, produções televisivas e de streaming também estavam na disputa por suas realizações excepcionais em singularidade de visão, inovação e ousadia.

Conheça os vencedores do Independent Spirit Awards 2021:

CINEMA

MELHOR FILME
Nomadland, produzido por Mollye Asher, Dan Janvey, Frances McDormand, Peter Spears e Chloé Zhao

MELHOR FILME DE ESTREIA
O Som do Silêncio, de Darius Marder

MELHOR DIREÇÃO
Chloé Zhao, por Nomadland

MELHOR ROTEIRO
Bela Vingança, escrito por Emerald Fennell

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA
Palm Springs, escrito por Andy Siara

MELHOR ATOR
Riz Ahmed, por O Som do Silêncio

MELHOR ATRIZ
Carey Mulligan, por Bela Vingança

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Yuh-Jung Youn, por Minari: Em Busca da Felicidade

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Paul Raci, por O Som do Silêncio

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Crip Camp: Revolução pela Inclusão, de James Lebrecht e Nicole Newnham

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Quo vadis, Aida?, de Jasmila Žbanić (Bósnia e Herzegovina)

MELHOR FOTOGRAFIA
Nomadland, por Joshua James Richards

MELHOR EDIÇÃO
Nomadland, por Chloé Zhao

PRÊMIO JOHN CASSAVETES
Residue, de Merawi Gerima (EUA)

PRODUCERS AWARD
Gerry Kim

SOMEONE TO WATCH AWARD
Ekwa Msangi, por Farewell Amor

TRUER THAN FICTION AWARD
Elegance Bratton, por Pier Kids

PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO
Uma Noite em Miami…, de Regina King
Elenco: Kingsley Ben-Adir, Eli Goree, Leslie Odom Jr. e Aldis Hodge

TV

MELHOR ELENCO
I May Destroy You

MELHOR ATRIZ
Shira Haas, por Nada Ortodoxa

MELHOR ATOR
Amit Rahav, por Nada Ortodoxa

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA
I May Destroy You

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA | SÉRIE DOCUMENTAL
Immigration Nation

Foto: Joshua Richards/Searchlight Pictures.

Minari: Em Busca da Felicidade

por: Cinevitor

Direção: Lee Isaac Chung

Elenco: Alan S. Kim, Steven Yeun, Yeri Han, Noel Cho, Yuh-Jung Youn, Darryl Cox, Esther Moon, Ben Hall, Eric Starkey, Will Patton, Jacob M Wade, James Carroll, Jenny Phagan, Tina Parker, Chloe Lee, Joel Telford, Scott Haze, Kaye Brownlee-France, Skip Schwink, Tea Oh, Laurie Cummings, Daniel Fortman, Laurie Frost, Warren Lane, Jonnie Parnell, Amanda Pearce, Ernie Robinson, Ed Spinelli, Debbi Tucker, April Warren.

Ano: 2020

Sinopse: Um casal coreano se muda, junto com seus dois filhos pequenos, para uma pequena fazenda no Arkansas, Estados Unidos, em busca do sonho americano. A rotina da família se transforma com a chegada de Soonja, a avó fora dos padrões que veio morar com eles. Em meio à instabilidade e aos desafios desta nova vida, o filme mostra a resiliência da família e o que realmente importa em um lar.

Nota do CINEVITOR:

Circuito virtual de palestras realizará encontros gratuitos sobre cinema brasileiro

por: Cinevitor
Anna Muylaert: cineasta será uma das palestrantes.

O cinema sempre foi uma ferramenta eficiente e produtiva para expandir conhecimento na sala de aula. Pensando nisso, a Brazucah Produções, em parceria com o Centro Paula Souza, realizará entre os meses de abril e novembro de 2021 o Circuito virtual de palestras: Cinema Brasileiro – uma reflexão sobre o contemporâneo. Com atividades gratuitas, a iniciativa é composta por 35 encontros, sendo 28 destinados a estudantes, professores e público geral e sete exclusivos para professores.

A programação destinada ao grande público será aberta no dia 27 de abril, às 16h, com a palestra Panorama do Cinema Brasileiro Contemporâneo, ministrada pela premiada diretora Anna Muylaert, de Que Horas Ela Volta? e do recente documentário Alvorada, exibido no festival É Tudo Verdade. A inscrição pode ser realizada até a data da palestra (clique aqui).

A programação de abril prosseguem com mais três atividades que vão abordar os gêneros narrativas ficcionais, animação e documentário. No dia 28, às 16h, a escritora e roteirista Sabina Anzuategui ministrará a palestra Panorama das narrativas ficcionais no Cinema Brasileiro. Já no dia 29, o público poderá participar de dois encontros: o diretor e professor de cinema Sávio Leite apresentará o Panorama das produções de Animação no Brasil, às 10h, e Flávio Brito, professor do curso de Comunicação Social da Faap, ministrará, às 16h, a palestra Documentário: o que é? Como fazer?.

As palestras de maio giram em torno da temática produção audiovisual, por meio de quatro encontros sobre roteiro, realização de documentário, segredos de produção do cinema brasileiro e técnicas de animação. Destaque para a atividade Como construir um roteiro, ministrada no dia 18, às 10h, por Sabina Anzuategui, roteirista de diversos filmes, como Uma Noite Não é Nada (2019), Ausência (2014) e Jogo das Decapitações (2013).

Até novembro, serão ministradas palestras sobre diversos aspectos da produção audiovisual, como desenvolvimento de games, realidades virtual e aumentada, produção audiovisual nas periferias, streaming, processos de criação de figurino, fomentos de novos talentos no cinema nacional, a relação de raça e gênero na produção brasileira, entre outros. As atualizações sobre os temas e palestrantes do circuito podem ser acompanhadas pela página da Brazucah Produções no Facebook.

Apenas as pessoas inscritas receberão certificados de participação. Os encontros de abril serão transmitidos ao vivo pela página do Cine Autorama no Facebook; e as atividades dos professores também serão transmitidas pelo canal do YouTube do Centro Paula Souza.

“As atividades foram pensadas para instigar o nosso olhar sobre as novas formas de ver e de se fazer cinema. Ao longo dos anos, os filmes se tornaram uma eficiente porta de entrada para acessarmos novas culturas. Além disso, as produções audiovisuais estão cada vez mais presentes nas salas de aula como mais uma opção pedagógica”, afirma Cynthia Alario, sócia e fundadora da Brazucah Produções.

Confira a programação de palestras de abril e maio:

27/04
16h: Panorama do Cinema Brasileiro Contemporâneo
Palestrante: Anna Muylaert

28/04
16h: Panorama das Narrativas Ficcionais do Cinema Brasileiro
Palestrante: Sabina Anzuategui

29/04
10h: Panorama das Produções de Animação no Brasil
Palestrante: Sávio Leite

14h: Educação Ambiental e o Cinema (exclusiva para professores)
Palestrante: Cynthia Alario 

16h: Documentário: O que é? Como fazer?
Palestrante: Flávio Brito

18/05
10h: Como construir um roteiro
Palestrante: Sabina Anzuategui

14h: O Documentário na prática pedagógica (exclusiva para professores)
Palestrante: Flávio Brito
Inscrições: em breve 

16h: Como realizar um documentário
Palestrante: Leonardo Brant, diretor de Descarte, Comer o quê? e CTRL-V
Inscrições: em breve

19/05
10h: Os segredos da produção do cinema brasileiro
Palestrante: Denis Feijão, produtor de Sabotage: Maestro do Canão e A Memória que me Contam

16h: Como fazer uma animação
Palestrante: Maria Luiza, professora de animação stop motion na Faap

*O Circuito virtual de palestras: cinema brasileiro – uma reflexão sobre o contemporâneo é uma contrapartida social de formação de público dos projetos Cinesolar, Cine Autorama e Rede Brazucah, organizados pela Brazucah Produções e que foram viabilizados por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e realização Ministério do Turismo e Governo Federal.

Foto: Rômulo Juracy.

Filmes brasileiros são selecionados para a segunda etapa do Festival de Roterdã 2021

por: Cinevitor
Mariana Ximenes em Capitu e o Capítulo, de Júlio Bressane.

O Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR, International Film Festival Rotterdam), que acontece na Holanda, é considerado um dos maiores do mundo e destaca obras cinematográficos dirigidas por novos cineastas. Além das seções oficiais em sua programação, há também espaço para nomes consagrados, retrospectivas e programas temáticos.

Neste ano, para comemorar sua 50ª edição, o evento acontecerá em formato híbrido e em duas etapas por conta da pandemia de Covid-19. Em fevereiro, foram realizadas exibições físicas e virtuais das mostras competitivas; filmes brasileiros marcaram presença. Agora, o IFFR encerrará seu aniversário entre os dias 2 e 6 de junho, com uma celebração festiva, incluindo apresentações ao ar livre e exibições virtuais e em cinemas de todo o país.

A programação da segunda parte incluirá o novo programa Harbour, juntamente com a tradicional mostra Bright Future, Cinema Regained e o programa Short & Mid-length. A sessão Art Directions completa a seleção com performances ao vivo, realidade virtual, uma instalação itinerante e 50 especiais, que juntos vão oferecer a oportunidade de comemorar o encerramento desta edição de aniversário presencialmente.

Para esta edição comemorativa, cada um dos programadores de longas selecionou um filme de estreia para a mostra Bright Future, criando uma linha diversificada composta de novos talentos. Aqui, o cinema brasileiro aparece representado com A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga. Produzido pela Filmes de Plástico e protagonizado por Patricia Saravy, o longa se passa em uma casa de praia quando os esforços de uma mãe para construir uma piscina se chocam com os problemas financeiros. Com isso, todas as suas frustrações vêm à tona, afastando-a de seus planos e de sua família. O drama também conta uma história maior: sobre a maternidade e o senso de responsabilidade; e sobre o Brasil, onde quem você é acaba sendo determinado pelo que você tem. Magali Biff, Messias Gois e Lavinia Castelari completam o elenco.

Patricia Saravy em A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga.

Enquanto isso, no novo programa Harbour, que apresenta a profundidade do cinema contemporâneo, duas produções brasileiras se destacam; o documentário Lutar, lutar, lutar, de Sérgio Borges e Helvécio Marins Jr., é uma delas. O filme conta a história centenária do Clube Atlético Mineiro, desde sua fundação, em 1908, até o título da Copa do Brasil de 2014, passando pela épica conquista da Libertadores de 2013.

A outra produção brasileira selecionada para a mesma mostra é Capitu e o Capítulo, do veterano Júlio Bressane, figura lendária do Cinema Marginal e que já passou pelo IFFR. O filme é inspirado em Machado de Assis, mas, segundo o diretor “não é uma tradução, nem uma adaptação de Dom Casmurro, e sim uma distorção desse romance”, no qual uma figura do livro se torna um personagem importante, que é o Capítulo. Na trama, ele aborda as crises de epilepsia das quais o escritor sofria. O elenco conta com Mariana Ximenes, Enrique Diaz, Vladimir Brichta, Djin Sganzerla, Saulo Rodrigues, Josie Antello e Cláudio Mendes; Tande Bressane e Bruno Safadi assinam a produção.

A Short & Mid-length, seleção de curtas e médias da 50ª edição, traz dois títulos brasileiros: Veronica, de Talita Caselato, sobre a profissional de limpeza Veronica Oliveira e seu projeto Faxina Boa; e Rafameia (Riff-Raff), de Mariah Teixeira e Nanda Félix, sobre uma série de eventos comuns e inquietantes, com Daniel Porpino, Thardelly Lima, Suzy Lopes, Buda Lira e Mariah Teixeira no elenco.

Em comunicado oficial, Vanja Kaludjercic, diretora do festival, disse: “Enquanto testemunhamos pequenos sinais da sociedade se abrindo gradualmente, estamos extremamente orgulhosos de celebrar o cinema em junho, durante o capítulo final de nossa 50ª edição. Se os cinemas reabrirem, estaremos lá para dar as boas-vindas ao público. Como em fevereiro, também estaremos presentes virtualmente com nosso programa completo. Não importa o que aconteça, estaremos aqui para que nosso público e cineastas ofereçam novas perspectivas e uma grande pluralidade de vozes”. Novas informações e novos títulos serão anunciados em breve.

Conheça os selecionados para a segunda etapa do Festival Internacional de Cinema de Roterdã 2021:

BRIGHT FUTURE

A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga (Brasil)
All About My Sisters, de Wang Qiong (EUA)
BERG, de Joke Olthaar (Holanda)
Damascus Dreams, de Émilie Serri (Canadá)
Faya Dayi, de Jessica Beshir (Etiópia/EUA/Qatar)
Lumina, de Samuele Sestieri (Itália)
OK Computer, de Pooja Shetty e Neil Pagedar (Índia)
Phoenix, de Bram Droulers (Bélgica/França/Reino Unido)
Rock Bottom Riser, de Fern Silva (EUA)
The Son, de Noushin Meraji (Irã)
Thomas der Hochspringer, de Leri Matehha (Alemanha)
Woodlands Dark and Days Bewitched: a History of Folk Horror, de Kier-La Janisse (EUA)

HARBOUR

A Man and a Camera, de Guido Hendrikx (Holanda)
A Song for You, de Dukar Tserang (China)
Accidental Luxuriance of the Translucent Watery Rebus, de Dalibor Barić (Croácia)
Amor fati, de Cláudia Varejão (Portugal/Suíça/França)
An Unusual Summer, de Kamal Aljafari (Palestina)
Au jour d’aujourd’hui, de Maxence Stamatiadis (França)
Bengali Variation, de Siegfried (França)
Birds of America, de Jacques Lœuille (França)
Bottled Songs 1-4, de Chloé Gailbert-Laîné e Kevin B. Lee (Alemanha/França/EUA)
Capitu e o Capítulo (Capitu and the Chapter), de Júlio Bressane (Brasil)
Davos, de Daniel Hoesl e Julia Niemann (Áustria)
Death on the Streets, de Johan Carlsen (Alemanha/Dinamarca/Grécia)
Decameron, de Rita Hui Nga Shu (Hong Kong)
Dune Dreams, de Samuel Doux (França/Bélgica)
El ventre del mar, de Agustí Villaronga (Espanha)
Fan Girl, de Antoinette Jadaone (Filipinas)
Homeless, de Lim Seung-hyeun (Coreia do Sul)
Hotele Lerallaneng, de Charlie Vundla (África do Sul)
Lutar, lutar, lutar, de Sérgio Borges e Helvécio Marins Jr. (Brasil)
MINAMATA Mandala, de Hara Kazuo (Japão)
Nudo Mixteco, de Ángeles Cruz (México)
Only the Winds, de Karim Kassem (Líbano/EUA)
Persona Non Grata, de Lisa Jespersen (Dinamarca)
Scarecrow, de Dmitry Davydov (Rússia)
Self-portrait 2020, de Lee Dongwoo (Coreia do Sul)
The Blue Danube, de Ikeda Akira (Japão)
Time, de Ricky Ko (Hong Kong)

Fotos: Divulgação.

Cinema Brasileiro: Anos 2010, 10 Olhares: mostra exibirá as principais produções nacionais da última década

por: Cinevitor
Clemens Schick e Wagner Moura em Praia do Futuro, de Karim Aïnouz.

Terceira parte de uma retrospectiva que começou em 2001 (referente ao cinema dos anos 1990) e seguiu em 2011 (os anos 2000), Cinema Brasileiro: Anos 2010, 10 Olhares resgata parte significativa da filmografia nacional da última década que contou com uma produção múltipla.

A mostra acontecerá no site oficial do evento (clique aqui), entre os dias 22 e 30 de abril, e será totalmente gratuita. Serão exibidos, ao todo, 75 filmes (43 longas e 28 curtas) e dez debates, disponíveis na plataforma Belas Artes À La Carte, parceira do evento.

Com idealização do curador Eduardo Valente, a mostra reflete sobre as linhas de força presentes na produção nacional dos últimos dez anos, permitindo muitas vezes ao atentar para o que veio antes, talvez, conseguir também olhar para um futuro. Dividido em eixos temáticos, o evento apresenta um painel da produção cinematográfica que, nesta edição, conta com a escolha de dez curadores e curadoras que propuseram recortes distintos, trazendo cada um e cada uma o seu próprio olhar: “Eles e elas tiveram liberdade total para propor títulos e maneiras de aproximar filmes, mas ao mesmo tempo nos reunimos para juntos trocarmos ideias sobre o que estes olhares, no seu conjunto, podiam projetar sobre a produção nacional na última década”, complementa Valente.

O período entre os anos 2011 e 2020 foi rico para o cinema brasileiro, especialmente por conta das políticas públicas que começaram a se desenhar da década anterior e que permitiram investimentos na cadeira cinematográfica da produção à distribuição. Um número inédito de longas e curtas foi atingido, com destacada participação em inúmeros festivais internacionais de diversos portes. Fora isso, mulheres e minorias (como a criação por realizadores negros e indígenas) tiveram uma forte presença na direção das obras, em números nunca vistos antes.

Na segunda metade da década, no entanto, o país passou por um turbilhão de mudanças políticas e sociais, que, novamente, refletiram e influenciaram o cinema, culminando num governo de extrema-direita que, por meio de suas ações, promove um desmonte sistemático das instituições voltadas para a educação e cultura. Nesse sentido, Cinema Brasileiro: Anos 2010, 10 Olhares, com seus longas e curtas, traça um painel de um país em transformação, nem sempre para melhor.

Além dos filmes, o festival contará com debates gravados entre os curadores e curadoras de cada segmento e mais dois especialistas nos temas, que discorrerão sobre as obras e o conceito trazido pelo curador para rever a década. Participarão das conversas: Amaranta Cesar, Ana Rosa Marques, Fabio Rodrigues, Ingá Maria, Carol Almeida, Alessandra Brandão, Francis Vogner, Ramayana Lira, Cléber Eduardo, Juliano Gomes, Maria Bogado, Erly Vieira, Adriana Azevedo, Vinicios Ribeiro, Heitor Augusto, Carla Italiano, Hélio Menezes, Janaína Oliveira, Hernani Heffner, Tatiana Carvalho Costa, Kênia Freitas, Camila Vieira, Luís Fernando Moura, Leonardo Bomfim, Marcelo Ikeda, Pedro Henrique Ferreira, Pedro Azevedo, Beatriz Furtado, Fábio Andrade, Rafael Parrode, Marcelo Ribeiro e Patrícia Mourão.

Confira a seleção completa da mostra Cinema Brasileiro: Anos 2010, 10 Olhares:

CACHOEIRA DOC: Desaguar em cinema: retomar territórios invadidos

O movimento observado no traçado desenhado pelos filmes reunidos, nesse segmento, antes de divisor é desaguar: confluência contra fronteiras erguidas por invasões e expropriações – de terras, corpos, povos, vidas, imaginários –, fronteiras fincadas em nome de um Brasil por cima de todos. É, portanto, de um cinema contra a Nação, e não de um cinema nacional, que se trata aqui, por meio dessa pequena coleção de filmes documentais surgidos nesta última década, e reunidos por fluxos sutis de conexão. Se o documentário é o cinema que toma para si a tarefa de empurrar as fronteiras do visível, estes longas e curtas lançam-se nas geografias – do tempo e do espaço –, em operações de retomada: do próprio corpo e desejo, das cidades, das imagens, da história e da terra.

LONGAS
A Cidade é uma Só?, de Adirley Queirós (2011)
Martírio, de Vincent Carelli (2016)
Ressurgentes: Um Filme de Ação Direta, de Dácia Ibiapina (2014)
Retratos de Identificação, de Anita Leandro (2014)

CURTAS
Bicicletas de Nhanderú, de Ariel Duarte Ortega e Patricia Ferreira (Keretxu) (2011)
Eu, Travesti?, de Leandro Santos (2014)
Relatos Tecnopobres, de João Batista Silva (2019)
Travessia, de Safira Moreira (2017)

CAROL ALMEIDA: A cidade e as brechas ocupadas

O cinema brasileiro produzido durante os anos 2010 esteve muito atento a questões sobre o direito à cidade, e fez esse debate se mover em imagem a partir de filmes muito distintos em suas propostas formais. Pensando mais especificamente sobre alguns corpos queers que se recusam de forma mais enfática a se adaptarem à arquitetura de segregação dos grandes projetos urbanos e quais espaços de existência que esses corpos conseguem criar, o recorte “A cidade e as brechas ocupadas” agrega filmes que buscam, por um gesto de recusa, um modelo de vida de algumas cidades e simultaneamente de fabulação e criação de desejo dentro das rachaduras que surgem nos blocos de concreto.

LONGAS
Batguano, de Tavinho Teixeira (2014)
Esse Amor que Nos Consome, de Allan Ribeiro (2012)
Nova Dubai, de Gustavo Vinagre (2014)
Tremor Iê, de Elena Meirelles e Lívia de Paiva (2019)

CURTAS
A Felicidade Delas, de Carol Rodrigues (2019)
A Maldição Tropical, de Luisa Marques e Darks Miranda (2016)
Estamos Todos Aqui, de Chico Santos e Rafael Mellim (2018)
Quebramar, de Cris Lyra (2019)

CLEBER EDUARDO: Espaços concretos de vidas em cinema

Esse segmento enfatiza uma linha de força de um grupo de filmes da última década e meia que conecta os modos de vidas de seus personagens com os espaços geográficos/sociais de suas vivências, amalgamando as vidas das pessoas fora da tela e das personagens na tela, sem deixar de haver jogo e criação para os filmes, reelaboração da vida cotidiana por dentro da vida em cinema, tensionando a autenticidade de corpos, espaços e falas com a elaboração cinematográfica, sem ter de firmar pacto com a ficção ou com o documentário, muito pelo contrário.

LONGAS
A Vizinhança do Tigre, de Affonso Uchôa (2014)
Baronesa, de Juliana Antunes (2017)
Diz a Ela que me Viu Chorar, de Maíra Bühler (2019)
Um Filme de Verão, de Jô Serfaty (2019)

CURTAS
Chico, de Irmãos Carvalho (2016)
Dona Sônia Pediu uma Arma para Seu Vizinho Alcides, de Gabriel Martins (2011)
Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares (2016)
Filme Para Poeta Cego, de Gustavo Vinagre (2012)

ERLY VIEIRA JR: De corpo a corpo – personagens transbordantes, espectadorXs desejantes

Esse conjunto de filmes explora algumas das diferentes estratégias de engajamento sensório que parte da produção LGBTQIA+/queer brasileira da última década utiliza para falar diretamente aos corpos dxs espectadorxs. Há desde a dimensão coreográfica/ performática presente na mise-en-scène, até o uso de uma visualidade ‘háptica’ (que remete ao tátil), promovida por uma câmera que muitas vezes funciona como um corpo que também é afetado por aquilo que registra. Também se pode incluir aqui o diálogo entre diversos gêneros audiovisuais e hibridismos com outras linguagens contemporâneas, bem como formas de se explorar as relações nem sempre conciliatórias entre corpos dissidentes em termos de gênero e sexualidade e os espaços que habitam.

LONGAS
As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2017)
Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano (2017)
Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza (2020)
Praia do Futuro, de Karim Aïnouz (2014)

CURTAS
Latifúndio, de Érica Sarmet (2017)
Minha História é Outra, de Mariana Campos (2019)
Peixe, de Yasmin Guimarães (2019)
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (2019)

HEITOR AUGUSTO: O corpo, novamente

Reconhecendo o crescimento exponencial de realizadores e realizadoras não-brancas no cinema brasileiro ao longo da última década, esse recorte propõe uma costura na qual o corpo, particularmente o negro, é presença. Esse segmento reúne quatro filmes de realizadores negros, dois codirigidos por pessoas negras e um por um realizador não-branco. Além de trazer oito filmes para um lugar mais detalhado de apreciação, este recorte carrega também a intenção de que os filmes aqui exibidos facilitem a aproximação a muitos outros que porventura não integram este programa.

LONGAS
A Batalha do Passinho, de Emílio Domingos (2012)
Baixo Centro, de Ewerton Belico e Samuel Marotta (2018)
Um Filme de Dança, de Carmen Luz (2013)
Vamos Fazer um Brinde, de Sabrina Rosa e Cavi Borges (2011)

CURTAS
Enquadro, de Lincoln Péricles (2016)
Morde e Assopra, de Stanley Albano (2020)
Ponte Sobre os Abismos, de Aline Motta (2017)
Tudo que é Apertado Rasga, de Fabio Rodrigues Filho (2019)

JANAÍNA OLIVEIRA: Cotidiano singular

Na última década o cenário do cinema nacional presenciou a emergência de outros sujeitos na frente e atrás das telas contando suas histórias. Nesses deslocamentos de significados entre centros e margens que essa emergência propicia, vemos surgir obras que rompem com expectativas de representações já cristalizadas em nosso imaginário. Filmes com outros repertórios possíveis para o vivido todos os dias. O segmento traz um conjunto de filmes que dialogam com os cotidianos da vida naquilo que têm de único, mas afetivamente e efetivamente comum.

LONGAS
Arábia, de Affonso Uchôa e João Dumans (2017)
Café com Canela, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (2017)
Casa, de Letícia Simões (2019)
Ela Volta na Quinta, de André Novais Oliveira (2014)

CURTAS
Filme de Domingo, de Lincoln Péricles (2020)
Movimento, de Gabriel Martins (2020)
No Caminho com Mário, de Aldo Ferreira, Ariel Ortega, Leo Ortega, Patricia Ferreira e Ralf Ortega (2014)
Outro Fogo, de Guilherme Moura Fagundes (2017)

KÊNIA FREITAS: Movimentos Fabulares

Esse segmento, apoia-se em dois aspectos basilares na sua proposição de olhar sobre os filmes da década de 2010. O primeiro é a ideia do movimento (dança/gesto/performance) como criador de fabulação nos filmes. O segundo aspecto é de pensar uma inflexão da década situada em 2015 (como um marco temporal simbólico): o movimento de um cinema (e recepção crítica) com linhas de força mais calcadas nas encenações realistas/naturalistas e perspectivas universais/totalizantes para um cinema mais aberto às possibilidades especulativas//experimentais e marcado muitas vezes pela auto-inscrição localizada.

LONGAS
Brasil S/A, de Marcelo Pedroso (2018)
O que se move, de Caetano Gotardo (2012)
Vaga Carne, de Grace Passô e Ricardo Alves Jr. (2019)
Yãmîyhex: As Mulheres-Espírito, de Sueli Maxakali e Isael Maxakali (2019)

CURTAS
Elekô, de Coletivo Mulheres de Pedra (2015)
Kbela, de Yasmin Thayná (2015)
Negrum3, de Diego Paulino (2018)
Para Todas as Moças, de Castiel Vitorino Brasileiro (2019)

LEONARDO BONFIM: Era uma vez, era outra vez…

O foco principal aqui é pensar como um traço marcante do cinema contemporâneo – a ideia de que um filme pode recomeçar ao longo da projeção – foi abordado por longas brasileiros na última década. Dentro desse recorte, colocaremos em diálogo obras que se desdobram em duas ou mais partes, num jogo de variações e metamorfoses, e obras que aventuram a possibilidade da coexistência – nem sempre tranquila – de muitos filmes dentro de um mesmo filme.

LONGAS
A Cidade dos Piratas, de Otto Guerra (2018)
António Um Dois Três, de Leonardo Mouramateus (2017)
Garoto, de Júlio Bressane (2015)
Luz nos Trópicos, de Paula Gaitán (2020)
Os Dias com Ele, de Maria Clara Escobar (2013)

PEDRO AZEVEDO: O mundo em desencanto

O critério inicial para definir esse recorte foi territorial. Trata de se mergulhar na produção nordestina e cearense da década de 2010, entendendo-a como uma parte bastante expressiva da cinematografia brasileira contemporânea, que vem ganhando cada vez mais espaço de exibição e debate no circuito de festivais nacionais e internacionais, além de infiltrar-se progressivamente no circuito exibidor de salas comerciais. Não se trata, contudo, de reafirmar a força do cinema produzido no nordeste como um gesto esvaziado de sentido, fadado à esterilidade da boa intenção, mas de propor uma via livre de acesso a filmes  de artistas nordestinos que, quando pensados, exibidos, assistidos em conjunto, possam traduzir uma série de ideias complexas sobre questões que atravessam e transcendem a experiência de ser nordestino num Brasil cujas fronteiras apontam para a formação de um estado-nação que se desenha como ficção pura.

LONGAS
A Seita, de André Antônio (2015)
Canto dos Ossos, de Jorge Polo e Petrus de Bairros (2020)
Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes (2018)
Medo do Escuro, de Ivo Lopes Araújo (2015)
Sol Alegria, de Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira (2018)

RAFAEL PARRODE: Desvios do contemporâneo

Ao nos locomovemos por destroços e ruínas de um passado recente, é preciso também partir de uma autocrítica, buscando compreender em que medida o cinema brasileiro se adequou a estilos, modelos de produção e difusão, e até que ponto vínculo permanecerá de pé diante do caos que se afirma. Nessa perspectiva, em que medida seremos reféns ao invés de operadores de novas estéticas emergentes, desvinculadas de um desejo de adequação do cinema brasileiro? A década passada viu muitos filmes que moldavam-se a um padrão internacional. São filmes facilmente encaixáveis em chaves ou tendências totalizantes do cinema mundial. Não se trata aqui da imposição de uma ideia de ‘novidade’, mas de tensionar as novas formas a partir deste arcabouço histórico. Investigar essas formas do cinema que agora já pertence ao passado é também um meio de compreender as amarras e enfrentamentos que precisamos lidar hoje.

LONGAS
Filme de Aborto, de Lincoln Péricles (2016)
Guerra do Paraguay, de Luiz Rosemberg Filho (2016)
Já Visto, Jamais Visto, de Andrea Tonacci (2013)
Tava, a Casa de Pedra, de Vincent Carelli, Patricia Ferrreira (Keretxu), Ariel Duarte Ortega e Ernesto Ignacio de Carvalho (2012)
Vermelha, de Getúlio Ribeiro (2019)

*A mostra Cinema Brasileiro: Anos 2010, 10 Olhares é produzido pela CUP FILMES e financiado através da Lei de Emergência Cultural Proac Expresso Lab (Lei Aldir Blanc).

Foto: Divulgação.

Madres Paralelas: Pedro Almodóvar roda novo filme com Penélope Cruz

por: Cinevitor
Bastidores: Penélope Cruz e Pedro Almodóvar na quinta semana de filmagem.

Depois de circular por festivais com o curta-metragem The Human Voice, protagonizado por Tilda Swinton, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar já está com um novo projeto; seu último longa, Dor e Glória, foi lançado em 2019.

Depois de muitas semanas de ensaio, as filmagens do drama Madres Paralelas, seu novo filme, começaram no final de março em Madrid. A informação foi confirmada por Agustín Almodóvar, irmão do cineasta e um dos produtores do longa, que postou uma foto dos bastidores em sua conta no Twitter.

Protagonizado por Penélope Cruz e Israel Elejalde, o filme mergulha no universo feminino e se passa na capital da Espanha, nos dias de hoje. A trama contará a história de três mulheres que dão à luz no mesmo dia. O elenco conta também com nomes já bem conhecidos da trajetória de Almodóvar, como Rossy de Palma e Julieta Serrano, além de Milena Smit, Aitana Sánchez-Gijón e Daniela Santiago.

Filmagens com Penélope Cruz, Rossy de Palma e o irmão Agustín Almodóvar.

Em uma entrevista publicada pela Vanity Fair España, Almodóvar disse: “Com Madres Paralelas volto ao universo feminino, à maternidade, à família. Falo da importância dos ancestrais e descendentes. A inevitável presença da memória. Tem muitas mães na minha filmografia e as que fazem parte dessa história são muito diferentes. Neste momento, mães imperfeitas me inspiram mais”.

O roteiro, também assinado pelo cineasta, foi escrito ao longo de três meses durante a quarentena: “Vai ser um drama, intenso. Ou assim espero”, finalizou. Vale lembrar que em Abraços Partidos, filme lançado em 2009, um pôster fictício apareceu em cena com o nome Madres Paralelas.

Enquanto segue na quinta semana de filmagem, Almodóvar já tem outros projetos em andamento com sua produtora El Deseo: o longa A Manual for Cleaning Women, baseado no livro de Lucia Berlin; e dois curtas, o faroeste Extraña forma de vida e o outro ainda sem título oficial.

Fotos: Iglesias Más

Abraccine elege os 100 melhores filmes do cinema fantástico brasileiro

por: Cinevitor

O clássico personagem Zé do Caixão, de José Mojica Marins, em À Meia-Noite Levarei Sua Alma.

Em levantamento inédito realizado pela Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, o longa À Meia-Noite Levarei Sua Alma, que inaugurou o gênero de horror no Brasil e trouxe ao mundo o personagem Zé do Caixão, foi eleito o melhor filme do cinema fantástico brasileiro de todos os tempos.

A pesquisa, realizada com especialistas e críticos de cinema, comprova a importância do cineasta e ator José Mojica Marins para a construção do cinema de gênero no país, rompendo diversas barreiras ao gestar um anti-herói 100% brasileiro e reverenciado mundo afora. A filmografia de Marins, apesar das muitas dificuldades que o realizador enfrentou ao longo de mais de cinco décadas, especialmente em relação à censura e à falta de apoio governamental, está fortemente presente na lista, com seis títulos.

A seleção também inclui episódios dirigidos por Marins em filmes coletivos, caso de Trilogia do Terror, dividido com Luiz Sergio Person e Ozualdo Candeias, e As Fábulas Negras, com Joel Caetano, Petter Baiestorf e Rodrigo Aragão.

Ao total, 389 produções de diversas épocas e metragens foram citadas na pesquisa da Abraccine, a primeira no Brasil a envolver o cinema fantástico, que abrange o tripé fantasia, ficção científica e horror. O levantamento servirá de base para uma publicação com ensaios dedicados a cada um dos 100 melhores, além de artigos históricos.

Marjorie Estiano e Isabél Zuaa em As Boas Maneiras.

A dupla Juliana Rojas e Marco Dutra, que, na última década, vem se especializando no horror ligado a tensões sociais, emplacou dois filmes no top cinco: As Boas Maneiras e Trabalhar Cansa. Em dupla ou individualmente, Rojas e Dutra tiveram outros longas e curtas na lista. Em quarto lugar aparece As Filhas do Fogo, de Walter Hugo Khouri. O mestre paulista também teve outros títulos citados.

Além destes, têm também presença expressiva na lista Rodrigo Aragão, com cinco filmes; Gabriela Amaral Almeida e Jean Garrett aparecem com quatro cada. A fantasia melhor colocada é Filme Demência (1986), de Carlos Reichenbach, em sexto. Já a ficção científica mais votada é Branco Sai, Preto Fica (2014), de Adirley Queirós, em 19º lugar.

Organizado por Gabriel Carneiro e Paulo Henrique Silva, o livro Cinema Fantástico Brasileiro – 100 Filmes Essenciais será publicado no final do ano, pela editora Letramento. A publicação foi antecedida por outras quatro obras de formato semelhante: 100 Melhores Filmes Brasileiros, Documentário Brasileiro – 100 Filmes Essenciais, Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais e Curta Brasileiro – 100 Filmes Essenciais.

Criada em 2011 e filiada à Fipresci, Federação Internacional de Críticos de Cinema, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema reúne 127 profissionais de 16 estados, entre eles, Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR. Além da publicação de livros sobre o cinema nacional (num total de nove lançados desde 2016), a entidade realiza traduções de textos estrangeiros sobre cinema e cursos com concessão de bolsas para a diversidade e participa de júris de festivais de cinema no Brasil e no exterior.

Conheça os 100 melhores filmes do cinema fantástico brasileiro segundo a Abraccine:

: À Meia-Noite Levarei Sua Alma, de José Mojica Marins (1964)
: Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver, de José Mojica Marins (1967)
: As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2017)
: As Filhas do Fogo, de Walter Hugo Khouri (1978)
: Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2011)
: Filme Demência, de Carlos Reichenbach (1986)
: Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho (2004)
: O Anjo da Noite, de Walter Hugo Khouri (1974)
: Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade (1969)
10º: Ritual dos Sádicos, de José Mojica Marins (1970)

11º: O Estranho Mundo de Zé do Caixão, de José Mojica Marins (1968)
12º: Amor Só de Mãe, de Dennison Ramalho (2003)
13º: Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Bruno Barreto (1975)
14º: O Duplo, de Juliana Rojas (2012)
15º: Mate-me Por Favor, de Anita Rocha da Silveira (2016)
16º: Quando Eu Era Vivo, de Marco Dutra (2014)
17º: Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins (2008)
18º: O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida (2017)
19º: Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós (2014)
20º: A Marvada Carne, de André Klotzel (1985)

21º: Enigma para Demônios, de Carlos Hugo Christensen (1975)
22º: As Sete Vampiras, de Ivan Cardoso (1986)
23º: O Cemitério das Almas Perdidas, de Rodrigo Aragão (2020)
24º: O Pasteleiro, de David Cardoso (1981)
25º: Trilogia do Terror, de José Mojica Marins, Luiz Sergio Person e Ozualdo Candeias (1968)
26º: Morto Não Fala, de Dennison Ramalho (2018)
27º: A Força dos Sentidos, de Jean Garrett (1979)
28º: A Mulher que Inventou o Amor, de Jean Garrett (1979)
29º: Barbosa, de Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado (1988)
30º: Exorcismo Negro, de José Mojica Marins (1974)

31º: Mangue Negro, de Rodrigo Aragão (2008)
32º: Excitação, de Jean Garrett (1976)
33º: O Auto da Compadecida, de Guel Arraes (2001)
34º: Estranho Encontro, de Walter Hugo Khouri (1958)
35º: O Menino e o Vento, de Carlos Hugo Christensen (1967)
36º: O Profeta da Fome, de Maurice Capovilla (1970)
37º: Ninfas Diabólicas, de John Doo (1978)
38º: Los Silencios, de Beatriz Seigner (2018)
39º: Estátua!, de Gabriela Amaral Almeida (2014)
40º: O 5º Poder, de Alberto Pieralise (1962)

41º: A Ostra e o Vento, de Walter Lima Jr. (1997)
42º: Reflexões de um Liquidificador, de André Klotzel (2010)
43º: Ele, o Boto, de Walter Lima Jr. (1987)
44º: Amor Voraz, de Walter Hugo Khouri (1984)
45º: A Mulher do Desejo (Casa das Sombras), de Carlos Hugo Christensen (1977)
46º: Amadas e Violentadas, de Jean Garrett (1975)
47º: Abrigo Nuclear, de Roberto Pires (1981)
48º: O Segredo da Múmia, de Ivan Cardoso (1982)
49º: Estrela Nua, de Ícaro Martins e José Antonio Garcia (1985)
50º: Sinfonia da Necrópole, de Juliana Rojas (2014)

51º: Ninjas, de Dennison Ramalho (2010)
52º: Proezas do Satanás na Vila do Leva-e-Traz, de Paulo Gil Soares (1967)
53º: Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes (2018)
54º: O Gafanhoto, de John Doo (1981)
55º: Mar Negro, de Rodrigo Aragão (2013)
56º: A Sombra do Pai, de Gabriela Amaral Almeida (2018)
57º: As Fábulas Negras, de Joel Caetano, José Mojica Marins, Petter Baiestorf e Rodrigo Aragão (2015)
58º: Frankstein Punk, de Cao Hamburger e Eliana Fonseca (1986)
59º: Nosferato no Brasil, de Ivan Cardoso (1971)
60º: A Dança dos Bonecos, de Helvécio Ratton (1986)

61º: Shock, de Jair Correia (1984)
62º: O Saci, de Rodolfo Nanni (1953)
63º: Quem é Beta?, de Nelson Pereira dos Santos (1972)
64º: Superoutro, de Edgard Navarro (1989)
65º: Vítimas do Prazer: Snuff, de Cláudio Cunha (1977)
66º: Olhos de Vampa, de Walter Rogério (1996)
67º: A Misteriosa Morte de Pérola, de Guto Parente (2014)
68º: Kyrie ou o Início do Caos, de Debora Waldman (1998)
69º: Um Ramo, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2007)
70º: O Xangô de Baker Street, de Miguel Faria Jr. (2001)

71º: Mormaço, de Marina Meliande (2018)
72º: Castelo Rá-Tim-Bum, o Filme, de Cao Hamburger (1999)
73º: A Noite Amarela, de Ramon Porto Mota (2019)
74º: Juvenília, de Paulo Sacramento (1994)
75º: Boi Aruá, de Chico Liberato (1984)
76º: Liliam, a Suja, de Antonio Meliande (1981)
77º: A Noite do Chupacabras, de Rodrigo Aragão (2011)
78º: Ritual Macabro, de Fauzi Mansur (1990)
79º: Trancado por Dentro, de Arthur Fontes (1990)
80º: Brasil ano 2000, de Walter Lima Jr. (1969)

81º: Mens sana in corpore sano, de Juliano Dornelles (2011)
82º: Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi (2013)
83º: O Clube dos Canibais, de Guto Parente (2018)
84º: Quem tem Medo de Lobisomem?, de Reginaldo Faria (1975)
85º: Noite Final Menos Cinco Minutos, de Debora Waldman (1994)
86º: A Princesa e o Robô, de Mauricio de Sousa (1984)
87º: A Reencarnação do Sexo, de Luiz Castellini (1982)
88º: O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão, de J. B. Tanko (1977)
89º: Adeus, de Céu D’Ellia (1988)
90º: O Barco, de Petrus Cariry (2018)

91º: Solo de Violino, de Ody Fraga (1981)
92º: Náufragos, de Gabriela Amaral Almeida e Matheus Rocha (2010)
93º: O Jovem Tataravô, de Luiz de Barros (1936)
94º: Prata Palomares, de André Faria Jr. (1971)
95º: O Nó do Diabo, de Gabriel Martins, Ian Abé, Jhesus Tribuzi e Ramon Porto Mota (2017)
96º: Veneno, de Gianni Pons (1952)
97º: Zezero, de Ozualdo Candeias (1974)
98º: Nervo Craniano Zero, de Paulo Biscaia Filho (2012)
99º: As Quatro Chaves Mágicas, de Alberto Salvá (1971)
100º: Zombio 2: Chimarrão Zombies, de Petter Baiestorf (2013)

Fotos: Divulgação.

Annette, de Leos Carax, será o filme de abertura do Festival de Cannes 2021

por: Cinevitor
Protagonistas: Adam Driver e Marion Cotillard em cena.

O Festival de Cannes 2021, que acontecerá entre os dias 6 e 17 de julho, anunciou nesta segunda-feira, 19/04, que o filme de abertura desta 74ª edição será o drama musical Annette, dirigido pelo cineasta francês Leos Carax.

Nove anos depois de disputar a Palma de Ouro com Holy Motors, Leos Carax apresentará seu novo filme, o primeiro em inglês, no festival. Ambientado em uma Los Angeles contemporânea, Annette conta a história de Henry, interpretado por Adam Driver, um comediante com um senso de humor feroz e Ann, papel de Marion Cotillard, uma cantora de renome internacional. Até então, eles parecem o casal perfeito: saudáveis, felizes e cheios de glamour. Porém, o nascimento de sua primeira filha, Annette, uma garota misteriosa com um destino excepcional, mudará suas vidas.

Produzido por Charles Gillibert, Annette, o sexto longa do diretor, baseado na ideia original de Carax, com trilha sonora composta por Sparks e estrelado também por Simon Helberg e Rebecca Dyson-Smith, fará sua estreia internacional no Palais des festivals e participará da Competição Oficial. Além disso, será lançado simultaneamente nos cinemas franceses.

Visionário e enigmático, Leos Carax é autor de alguns dos mais belos momentos do cinema francês dos últimos 35 anos, com uma filmografia que nunca deixou de exibir seu domínio da direção. Um gênio poético com uma imaginação transbordante.

Com apenas 24 anos, deu início a uma trilogia da qual emanava beleza urbana e noturna em uma Paris mágica. Filmado em preto e branco, Boy Meets Girl, premiado em Cannes em 1984, homenageou o cinema mudo, o universo de Jean Cocteau e o cinema de Godard. Com Sangue Ruim, de 1986, foi premiado em Berlim com o filme estrelado por Denis Lavant, Juliette Binoche e Michel Piccoli. Em 1991, o diretor embarcou em um projeto muito ambicioso, o drama Os Amantes de Pont-Neuf, que foi filmado em três anos.

Depois de oito anos, voltou ao festival francês com Pola X na Competição Oficial. Em 2008, ao lado de outros diretores como Michel Gondry e Bong Joon-ho, participou da mostra Un Certain Regard com Tokyo!. Finalmente, em 2012, Leos Carax voltou a competir em Cannes com Holy Motors, uma experiência cinematográfica sinuosa que coloca a magia na realidade e a vida cotidiana na fantasia. 

Em comunicado oficial, Pierre Lescure, presidente do Festival de Cannes, disse: “Cada filme de Leos Carax é um evento. E este cumpre o que promete! Annette é o presente que os amantes do cinema, da música e da cultura esperavam; e pelo qual ansiamos durante o ano passado”. Thierry Frémaux, diretor geral do evento, completou: “Não poderíamos ter sonhado com um reencontro mais bonito com o cinema, no Palais des festivals, onde os filmes vêm fazer valer o seu esplendor. O cinema de Carax é uma expressão desses gestos poderosos, dessas alquimias misteriosas que fazem o segredo da modernidade e da eternidade do cinema”.

Foto: Divulgação.

American Society of Cinematographers anuncia os vencedores do 35º ASC Awards

por: Cinevitor
Gary Oldman e Amanda Seyfried em Mank, de David Fincher: filme premiado.

Foram anunciados neste domingo, 18/04, os vencedores do ASC Awards, prêmio organizado pela American Society of Cinematographers, que elege a melhor direção de fotografia em TV e cinema.

Por conta da pandemia de Covid-19, a cerimônia de premiação aconteceu virtualmente e foi apresentada por Ben Mankiewicz; Roger Deakins, premiado no ano passado pelo filme 1917, e James Deakins também participaram do evento on-line.

Neste ano, em sua 35ª edição, a premiação homenageou a cineasta Sofia Coppola com o ASC Board of Governors, honraria entregue aos cineastas por suas contribuições significativas ao cinema. Vale lembrar que esse é o único prêmio da organização que não é concedido a um fotógrafo e, sim, reservado para figuras importantes da indústria em outras áreas. Em vídeo, a homenageada fez seu discurso: “Agradeço ao meu pai por me receber em tantos sets onde vi grandes cineastas”.

O brasileiro Adriano Goldman, vencedor em 2018 e 2019 pela série The Crown, recebeu sua terceira indicação, mas não foi premiado dessa vez. O drama francês Nós Duas, de Filippo Meneghetti e fotografado por Aurélien Marra, recebeu o Prêmio Spotlight, criado para reconhecer a excepcional fotografia em longas-metragens independentes, estrangeiros ou de arte. 

Fundada em 1919, a American Society of Cinematographers é uma organização, e não um sindicato, que reúne diretores e diretoras de fotografia com a intenção de discutir técnicas e promover o cinema como uma forma de arte. Desde 1986 realiza seu prêmio anual.

Conheça os vencedores do ASC Awards 2021 nas categorias de cinema:

MELHOR FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Mank, por Erik Messerschmidt

MELHOR FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
The Truffle Hunters, por Michael Dweck e Gregory Kershaw

PRÊMIO SPOTLIGHT
Nós Duas, por Aurélien Marra

Foto: Divulgação/Netflix.

Cine Terreiro 2021: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cena do curta O Jardim Fantástico: premiado.

Foram anunciados neste domingo, 18/04, pelas redes sociais, os vencedores do Cine Terreiro 2021. O festival tem uma narrativa especial de enaltecer e prestigiar o patrimônio imaterial de matriz afro-brasileira e indígena, utilizando a exibição de filmes relacionados a essas temáticas como motor para enriquecer o respeito e pertencimento a essas culturas.

A mostra competitiva principal do festival, Mostra Mar, premiou o filme O Jardim Fantástico, de Fábio Baldo e Tico Dias, com R$ 2.000,00 e o Troféu ONA da Onã Joias d’Orisà. O filme reconecta, por meio de seus protagonistas principais, tanto as heranças africanas como indígena, nascedouros das matrizes da cultura de terreiro em nosso país, além de apontar uma possibilidade de ligação com o sagrado usando as vertentes de plantas medicinais em um caminho de saúde corporal e iluminação espiritual.

Já na Mostra Grão, direcionada a realizadores iniciantes, o vencedor foi O Atabaque na Minha Vida, de Jéssica Martins, com premiação de R$ 1.000,00 e o Troféu ONA. O curta-metragem remete ao grande papel que a musicalidade ocupa nas culturas de terreiro. Nos terreiros, o ritmo continua sendo usado, ao longo dos tempos, para invocar cada entidade, identificar cada segmento religioso, e cada nação, contando suas narrativas e suas histórias, fazendo a conexão com o divino através desta sonoridade.

O encerramento do festival contou com apresentação artística de Gaby Varela e homenagem a Tiganá Santana, compositor, cantor, instrumentista, poeta, produtor musical, diretor artístico, curador, pesquisador, professor e tradutor, natural de Salvador.

Em comunicado oficial, Rodrigo Sena, idealizador do festival, disse: “Agradecemos muito ao nosso público que esteve conosco nesses dez dias de festival e exibição, assistindo, curtindo, compartilhando… tivemos uma adesão muito grande nesses dias de exibição, de casas religiosas, espaços de expressões do sagrado. Acreditamos no cinema como ferramenta de transformação e desconstrução de preconceitos e contra toda e qualquer intolerância religiosa”.

Foto: Allis Bezerra.

Conheça os vencedores do 26º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

por: Cinevitor
Nelson Chamisa no documentário Presidente, de Camilla Nielsson: premiado.

Foram anunciados neste domingo, 18/04, em uma cerimônia virtual, os vencedores do 26º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, principal evento dedicado à cultura do documentário na América Latina, fundado e dirigido por Amir Labaki.

Em mais uma edição virtual, por conta da pandemia de Covid-19, a programação exibiu um total de 70 longas e curtas-metragens em competição e hors-concours, de forma gratuita, em plataformas de streaming disponíveis em todo o território brasileiro. Até 8 de maio, é possível ainda acompanhar a programação especial desta edição na plataforma Spcine Play.

Os vencedores dos prêmios de melhor longa-metragem internacional e melhor longa-metragem brasileiro terão novas exibições no dia 20 de abril, às 19h e às 21h, respectivamente, na plataforma Looke. A entrega dos troféus e certificados para os premiados brasileiros acontecerá em cerimônia seguida da projeção dos vencedores em local e data a ser divulgado, no segundo semestre.

O júri das competições brasileiras foi formado pela cineasta e artista visual Sandra Kogut; pelo professor da Escola de Comunicações e Artes da USP”, Eduardo Morettin; e pelo produtor, diretor e presidente da Associação Paulista de Cineastas, APACI, Daniel Solá Santiago. Dirigido por Armando Antenore e Ricardo Calil, Os Arrependidos foi eleito o vencedor da Competição Brasileira de longas ou médias e recebe como prêmio R$ 20.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade. O filme reconta a história pouco lembrada de ex-militantes presos que, muito jovens, largaram tudo para arriscar a vida por uma causa, foram presos e torturados, e viraram arma de propaganda da ditadura militar. O melhor curta-metragem brasileiro, eleito pelo mesmo júri, foi Yaõkwa: Imagem e Memória, de Rita Carelli e Vincent Carelli, que recebe como prêmio R$ 6.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade.

Para as competições internacionais, o júri foi formado pela premiada realizadora e diretora criativa da Just Vision, Julia Bacha; pelo head da plataforma Cannes Docs, Pierre-Alexis Chevit; e pelo cineasta, curador de cinema e documentarista iraniano, radicado em Londres, Ehsan Khoshbakht. O grande vencedor da Competição Internacional de longas ou médias foi Presidente, dirigido por Camilla Nielsson. O filme fala sobre a missão do jovem e carismático líder Nelson Chamisa, no Zimbábue, para enfrentar nas eleições a velha guarda de Emmerson Mnangagwa e as maneiras como seus respectivos partidos interpretaram os princípios democráticos no discurso e na prática. O longa recebe R$ 12.000 e o Troféu É Tudo Verdade. A Montanha Lembra?, de Delfina Carlota Vazquez, foi eleito o melhor curta-metragem internacional e recebe R$ 6.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade.

Na cerimônia também foram anunciados alguns prêmios paralelos, como o Prêmio Aquisição Canal Brasil para um curta-metragem no valor de quinze mil reais; Prêmio Mistika, no valor de R$ 8.000,00 em serviços de pós-produção digital, anunciado junto ao prêmio oficial de melhor curta-metragem brasileiro; e o Prêmio EDT, da Associação de Profissionais de Edição Audiovisual, para a melhor montagem de um curta e um longa.

Reconhecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA como um festival classificatório para o Oscar, o É Tudo Verdade qualifica automaticamente as produções vencedoras nas competições brasileira e internacional de longas e médias e também de curtas-metragens para inscrição direta visando a disputa das estatuetas douradas.

Conheça os vencedores do É Tudo Verdade 2021:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | JÚRI OFICIAL

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Os Arrependidos, de Armando Antenore e Ricardo Calil (SP)

MENÇÃO HONROSA
Máquina do Desejo – Os 60 Anos do Teatro Oficina, de Lucas Weglinski e Joaquim Castro (SP)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM
Yãokwa, Imagem e Memória, de Vincent Carelli e Rita Carelli (MT/PE)

MENÇÃO HONROSA
Ser Feliz no Vão, de Lucas H. Rossi dos Santos (RJ)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | JÚRI OFICIAL

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Presidente (President), de Camilla Nielsson (EUA/Dinamarca/Norugea/Zimbábue)

MENÇÃO HONROSA
Vicenta, de Darío Doria (Argentina)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM
A Montanha Lembra? (Puede Una Montaña Recordar), de Delfina Carlota Vazquez (Argentina/México)

PREMIAÇÕES PARALELAS

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Yãokwa, Imagem e Memória, de Vincent Carelli e Rita Carelli (MT/PE)

PRÊMIO EDT (Associação de Profissionais de Edição Audiovisual)
Melhor Montagem | Longa: Máquina do Desejo – Os 60 Anos do Teatro Oficina
Melhor Montagem | Curta: Ser Feliz no Vão

Foto: Divulgação.

71º ACE Eddie Awards: American Cinema Editors anuncia vencedores

por: Cinevitor
Joseph Gordon-Levitt em Os 7 de Chicago, de Aaron Sorkin: filme premiado.

Foram anunciados neste sábado, 17/04, os vencedores do Eddie Awards, prêmio organizado pela American Cinema Editors que elege, em votação realizada pelos membros da sociedade, os melhores editores da indústria televisiva e cinematográfica.

Por conta da pandemia de Covid-19, a cerimônia de premiação aconteceu virtualmente e contou com a participação de nomes como Barry Alexander Brown, Adam Gough, Nancy Novak, Jodie Foster, Riz Ahmed, Sam Pollard, Emerald Fennell, entre outros.

Neste ano, nomes importantes da indústria foram homenageados: o cineasta Spike Lee recebeu o Prêmio ACE Golden Eddie Filmmaker of the Year em reconhecimento ao seu produtivo trabalho, que exemplifica realizações ilustres na arte e nos negócios. Em vídeo, o ator Leslie Odom Jr. declarou: “Quando eu era menino, Spike Lee era sinônimo de cinema. Meus pais me levaram para ver todos os filmes dele na semana de estreia. Obrigado por tudo que você deu às artes e por tudo que você trouxe para a minha vida”. A filha do homenageado, Satchel Lee, recebeu a honraria por ele.

Além disso, a montadora Lynzee Klingman, indicada ao Oscar por Um Estranho no Ninho, e Sidney Wolinsky, também indicado ao prêmio da Academia por A Forma da Água, receberam o Career Achievement Award por suas contribuições excepcionais para a edição dos filmes.

Vale lembrar que a correlação entre o Eddie Awards e a corrida para o Oscar é significativa; em 12 dos últimos 15 anos, o vencedor da categoria de longa-metragem dramático também ganhou a estatueta dourada. No ano passado, o editor Jinmo Yang venceu por Parasita nas duas premiações.

Além dos filmes, produções televisivas também se destacaram nesta 71ª edição, como: Schitt’s Creek, Ted Lasso, Better Call Saul, Ozark, O Gambito da Rainha e Cheer.

Com o objetivo de discutir e promover a arte criativa do trabalho dos editores, em 1951 foi criada a American Cinema Editors, sociedade formada por diversos nomes renomados da área, que hoje conta com mais de 800 membros. Inicialmente, era realizado um jantar de gala para celebrar os profissionais indicados na categoria de melhor edição do Oscar. Em 1962, os integrantes da ACE decidiram criar o Eddie Awards.

Conheça os vencedores do 71º ACE Eddie Awards nas categorias de cinema:

MELHOR EDIÇÃO | DRAMA
Os 7 de Chicago, por Alan Baumgarten

MELHOR EDIÇÃO | COMÉDIA
Palm Springs, por Matthew Friedman e Andrew Dickler

MELHOR EDIÇÃO | ANIMAÇÃO
Soul, por Kevin Nolting

MELHOR EDIÇÃO | DOCUMENTÁRIO
Professor Polvo, por Pippa Ehrlich e Dan Schwalm

MELHOR EDIÇÃO | DOCUMENTÁRIO | TV OU STREAMING
Arremesso Final (episódio 1), por Chad Beck, Devin Concannon, Abhay Sofsky e Ben Sozanski

Foto: Divulgação/Netflix.