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Prêmio APCA 2020: filmes de Geraldo Sarno e Jeferson De são premiados

por: Cinevitor

sertaniaAPCAVertin Moura e Julio Adrião em Sertânia, de Geraldo Sarno.

A Associação Paulista de Críticos de Artes anunciou nesta terça-feira, 19/01, os vencedores do Prêmio APCA 2020, que conta com os melhores do ano nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infantojuvenil e Televisão.

Por conta da pandemia de Covid-19, a 64ª edição da premiação foi realizada com menos categorias, em caráter de excepcionalidade. Depois das escolhas dos críticos, que fazem parte do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo Paulo, Celso Curi, presidente da APCA, em seu terceiro mandato, se pronunciou em um comunicado oficial: “Em 2020, as artes enfrentaram a pior de suas crises estruturais dos últimos tempos: política e de saúde pública. A união de nossos artistas provou mais uma vez que juntos somos mais fortes e que sempre sairemos vencedores. Tudo isso acabou oferecendo aos críticos da APCA um outro olhar para a produção artística, agora com o território ampliado pela virtualidade”.

Na categoria Cinema, os críticos Luiz Carlos Merten, Flavia Guerra e Orlando Margarido escolheram Sertânia, de Geraldo Sarno, e M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida, de Jeferson De, como os melhores longas-metragens do ano que passou.

Em outras áreas, como Música Popular, Teresa Cristina foi eleita a Artista do Ano e Caetano Veloso levou o prêmio de melhor live; Jup do Bairro ficou com o título de Artista Revelação. Em Televisão, Camila Morgado (da série Bom Dia, Verônica) e Tatiana Tiburcio (do Especial Falas Negras) empataram na categoria de melhor atriz.

A cerimônia de entrega dos troféus aos artistas contemplados ainda não tem data programada e nem formato definido. Mais informações serão divulgadas em breve.

Conheça os vencedores do Prêmio APCA 2020 na categoria de Cinema:

MELHOR FILME | LONGA-METRAGEM
M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida, de Jeferson De
Sertânia, de Geraldo Sarno

MELHOR FILME | MÉDIA-METRAGEM
Sete Anos em Maio, de Affonso Uchôa

Foto: Miguel Vassy.

Bela Vingança, com Carey Mulligan, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor

belavingancatrailerJustiça e acerto de contas.

Dirigido e roteirizado por Emerald Fennell, das premiadas séries Killing Eve e The Crown, Bela Vingança, no original Promising Young Woman, que mescla suspense e drama, foi premiado pelos críticos de Chicago, Flórida, Los Angeles e San Diego.

Estrelada por Carey Mulligan, de Educação, As SufragistasO Grande Gatsby e Shame, a produção traz uma inusitada e selvagem história de vingança, na qual a protagonista só quer justiça e um acerto de contas. A trama acompanha a jovem Cassie, que vê seu promissor futuro sendo destruído após um evento misterioso. Mas nada na vida dela é apenas o que parece ser. Além de inteligente, ela leva uma vida secreta à noite e está disposta a corrigir todos os erros do passado.

Exibido no Festival de Sundance, o elenco conta ainda com Laverne Cox, Adam Brody, Jennifer Coolidge, Alison Brie, Sam Richardson, Connie Britton, Ray Nicholson, Bo Burnham, entre outros.

Assista ao trailer de Bela Vingança, que tem estreia programada para o dia 18 de março:

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

MyFrenchFilmFestival 2021: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

pratavivamyfrenchfilmThimotée Robart em Prata-viva, de Stéphane Batut.

O MyFrenchFilmFestival é um conceito inédito que tem como objetivo apresentar a nova criação cinematográfica francófona e permite aos usuários do mundo inteiro compartilhar seu amor pelo cinema francês. Em sua décima primeira edição, o festival retorna com novos filmes, novas plataformas parceiras e lançamentos em cinemas de vários países.

Neste ano, a programação conta com mais de 30 filmes, entre longas e curtas-metragens, bem como obras de realidade virtual, legendadas em dez idiomas e disponíveis em todo o mundo, de 15 de janeiro a 15 de fevereiro. A seleção de 2021 organiza-se em torno de temáticas representativas da diversidade e da vitalidade do cinema francófono: Forever Young, Crazy Loving Families, True Heroines, French Ghost Stories, On the Road, Love is love, Kids Corner e New Horizons.

No Brasil, três plataformas parceiras exibirão a programação: o Belas Artes À La Carte exibirá os filmes de forma gratuita para assinantes e não assinantes; a Spcine Play vai disponibilizar 26 títulos, divididos entre longas e curtas-metragens; e a Supo Mungam Plus disponibilizará para os seus assinantes 24 títulos franceses.

No final do festival serão atribuídos cinco prêmios: Grande Prêmio do Júri Internacional, que premiará um longa-metragem em competição; os Prêmios do Público, nos quais os internautas do mundo inteiro podem votar em seus filmes preferidos na plataforma do festival; e os Prêmios da Imprensa Internacional, que serão premiados um longa e um curta em competição.

O Júri Internacional será formado por Monia Chokri, atriz, argumentista e diretora de cinema canadense; Franco Lolli, diretor de cinema, argumentista e produtor colombiano; Mounia Meddour, diretora de cinema franco-argelina; Gianfranco Rosi, documentarista italiano; e Rosalie Varda, atriz e figurinista francesa.

O Júri da Imprensa Internacional contará com Susanne Burg, da Alemanha; Robbie Eksiel, da Grécia; Zouhour Harbaoui, da Tunisía; Katie Parker, da Nova Zelândia; Daria Porycka, da Polônia; Clarence Tsui, de Hong Kong; e Veronika K. Zajdela, da Eslovênia.

Conheça os filmes selecionados para o MyFrenchFilmFestival 2021:

FOREVER YOUNG
Caminhos de iniciação na juventude e a transição da adolescência para a idade adulta

Adolescentes, de Sébastien Lifshitz
Intervalo (Entracte), de Anthony Lemaitre
Um Adeus (Un adieu), de Mathilde Profit
Você Merece Amar (Tu mérites un amour), de Hafsia Herzi

CRAZY LOVING FAMILIES
Notas de humor, ternura e situações familiares complicadas

Crianças (Just Kids), de Christophe Blanc
Enorme (Énorme), de Sophie Letourneur
Família Nuclear (Famille nucléaire), de Faustine Crespy
Felicidade (Felicità), de Bruno Merle
Sole Mio, de Maxime Roy

TRUE HEROINES
Através de retratos impressionantes, explosivos e singulares, esta seção celebra figuras de mulheres e meninas, únicas mestras de seus próprios destinos

Camille, de Boris Lojkine
Donas de Alegria (Filles de joie), de Frédéric Fonteyne e Anne Paulicevich
Kuessipan, de Myriam Verreault (fora de competição)
Menina azuis, Pálido de Medo (Filles bleues, peur blanche), de Marie Jacotey e Lola Halifa-Legrand
Silêncio (Motus), de Élodie Wallace

FRENCH GHOST STORIES
Oferece uma coletânea de várias histórias de fantasmas à la française

A Vida dos Mortos (La Vie des morts), de Arnaud Desplechin (fora de competição)
Lugares Vazios (Empty Places), de Geoffroy de Crécy
Orfeu (Orphée), de Jean Cocteau (fora de competição)
Prata-viva (Vif-argent), de Stéphane Batut

ON THE ROAD
Evoca as migrações de mulheres e homens para o cinema, fugindo de conflitos internacionais

Cães (Clebs), de Halima Ouardiri (fora de competição)
Heróis Nunca Morrem (Les Héros ne meurent jamais), de Aude Léa Rapin
Josep, de Aurel

LOVE IS LOVE
Descubra um documentário e três curtas-metragens que questionam o amor sob todos os ângulos

Amigo de um Amigo (Friend of a Friend), de Zachary Zezima
Belezas (Beauty Boys), de Florent Gouëlou
Miss Chazelles, de Thomas Vernay
Senhora, de Stéphane Riethauser (fora de competição)

KIDS CORNER
Você poderá partilhar o seu amor pelo cinema francês com os mais jovens dos seus entes queridos graças a um programa de animação juvenil sem palavras

Maestro, de Illogic
O Mundo de Dalia (Le Monde de Dalia), de Javier Navarro Avilés
O Show do Maternal (Le Spectacle de maternelle), de Loïc Bruyère
o28, de Otalia Caussé, Geoffroy Collin, Louise Grardel, Antoine Marchand, Robin Merle e Fabien Meyran
Um Lince na Cidade (Un lynx dans la ville), de Nina Bisiarina

NEW HORIZONS/VR EXPERIENCE
Convida você a descobrir novas formas de imagens, escritos e experimentações do cinema francês

Odyssey 1.4.9, de François Vautier
Recoding Entropia, de François Vautier
Saturnism, de Mihai Grecu

Foto: Divulgação.

CINEFESTIVAL – Festival de Cinema do Vale do Jaguaribe abre inscrições para sua quarta edição

por: Cinevitor

cinefestivalinscricoes2021Noite de premiação da terceira edição, em 2019.

Idealizado com o objetivo de formar público consumidor de arte cinematográfica no interior do Ceará, além de fomentar a discussão acerca da experiência audiovisual brasileira contemporânea, o CINEFESTIVAL – Festival de Cinema do Vale do Jaguaribe realizará sua quarta edição entre os dias 15 e 20 de março em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19.

O evento já está com inscrições abertas para as mostras competitiva e não competitiva de curtas-metragens. Os interessados devem acessar o formulário de inscrição e regulamento através do site (clique aqui) até o dia 31 de janeiro. Serão aceitas obras finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2019 de médias e curtas-metragens produzidos ou coproduzidos no Brasil.

Além das exibições dos filmes, o Festival de Cinema do Vale do Jaguaribe contará também com debates, webinários e apresentações especiais. Todos os filmes serão exibidos gratuitamente através de uma plataforma on-line ao longo dos cinco dias de festival, que tem curadoria de Pedro Azevedo, programador do Cinema do Dragão.

Na edição de 2021, o CINEFESTIVAL homenageará Verônica Guedes, diretora do For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero: “Por tudo que faz pelo cinema, pela diversidade e pela cultura do Ceará, estamos felizes com a escolha de Verônica Guedes como homenageada. Há 14 anos é prova da resistência e diversidade no cinema com o seu festival, naturalmente é uma escolha que abraça a área do audiovisual e da militância LGBTQIA+”, destaca Allan Deberton, diretor do CINEFESTIVAL.

A programação contará com as seguintes mostras: Competitiva Nacional, Mostra Criança, Mostra Negra, Mostra Melhor Idade, Mostra Universitária, Mostra Cearense e Mostra Diversidade, conferindo ao evento um panorama plural com foco nos diversos temas e narrativas. Uma das novidades dessa edição é que a programação terá recursos de acessibilidade disponíveis, como legendas descritivas, audiodescrição ou libras.

Como estratégia de reconhecimento dos artistas da região e fortalecimento da economia criativa, o principal prêmio do CINEFESTIVAL, o Troféu Araibu, conferido aos melhores filmes escolhidos pelo Júri Oficial, é um troféu criado e produzido pela Associação dos Artesãos e Artistas Plásticos de Russas, feito totalmente da carnaúba, árvore símbolo do Ceará. O nome do troféu homenageia o importante riacho Araibu, patrimônio histórico do município.

O Festival de Cinema do Vale do Jaguaribe é uma iniciativa de caráter cultural, idealizada pelo cineasta cearense Allan Deberton, e que tem como objetivo multiplicar olhares e expandir a cultura através das mais diferentes formas de se fazer cinema no formato de curta-metragem. O festival apresenta o melhor da produção brasileira, revelando novos talentos, possibilitando diálogos culturais e a formação de novos públicos.

A primeira edição do festival foi realizada em 2013 nas cidades de Russas e Limoeiro do Norte, e colocou a região do Vale do Jaguaribe dentro do eixo de circulação e difusão do cinema independente brasileiro. Quarenta e seis produções de todos os estados foram exibidas durante os quatro dias de evento.

Em 2015, na segunda edição, o festival se tornou internacional e foram exibidos 18 filmes brasileiros e 9 estrangeiros. Hilton Lacerda, diretor de Tatuagem, foi o grande homenageado da edição e também ministrou a Oficina de Roteiro. O distrito de Flores, zona rural de Russas, recebeu a oficina Som para animação, com o conceituado Alexandre Jardim.

A terceira edição aconteceu em 2019 e contou com a apresentação de diversos filmes em mostras especiais e competitivas, além do cinema na praça com uma exibição especial de Pacarrete, longa de Allan Deberton, que foi filmado na cidade. A emocionante noite de abertura contou com a presença da protagonista Marcélia Cartaxo e lotou a praça. Ainda nesta edição, foi realizada a mostra itinerante no Lar Santa Clara (Casa de Idosos), com recursos de acessibilidade e também oficinas, como: Animação em Stop Motion, com Quiá Rodrigues; Documentando, com o cineasta Marlom Meirelles; e Interpretação para Cinema, com René Guerra. O CINEVITOR marcou presença na terceira edição e registrou alguns momentos do evento. Clique aqui.

O 4º CINEFESTIVAL é apoiado pela Secretaria Estadual da Cultura, através do Fundo Estadual de Cultura, com recursos provenientes da Lei Federal 14.017/2020, Lei Aldir Blanc, de 29 de junho de 2020.

Foto: Joyce S. Vidal.

Documentário Pelé, original Netflix, ganha teaser e data de estreia

por: Cinevitor

peledocnetflixteaserEdson Arantes do Nascimento: da busca pela perfeição à condição de mito.

Com lançamento confirmado para o dia 23 de fevereiro, Pelé, novo documentário original Netflix, revisita o extraordinário período em que Pelé, até hoje o único a ganhar três Copas do Mundo como jogador, passou de jovem craque em 1958 a herói nacional durante uma era radical e turbulenta da história brasileira.

O filme retrata o surgimento do Rei do Futebol e sua jornada até o histórico título da Copa do Mundo de 1970 e traz um olhar emocionado do ídolo mundial em relação à sua carreira, incluindo entrevistas em vídeo e imagens exclusivas de Pelé nos dias atuais. O documentário também inclui raras cenas de arquivo e declarações de lendários ex-companheiros de Santos e da Seleção, como Zagallo, Amarildo e Jairzinho, além de depoimentos inéditos de familiares, jornalistas, artistas e outras personalidades que viveram a época de ouro do futebol brasileiro.

Pelé é uma produção da Pitch Productions, dirigida por David Tryhorn e Ben Nicholas e produzida pelo cineasta Kevin Macdonald, vencedor do Oscar de melhor documentário com Munique, 1972: Um Dia em Setembro.

Confira o teaser oficial de Pelé:

Foto: Divulgação/Netflix.

Netflix anuncia lançamentos de 2021 no catálogo e um filme novo por semana

por: Cinevitor

amulhernajanelanetflixAmy Adams em A Mulher na Janela, de Joe Wright: em breve no catálogo.

A Netflix divulgou nesta terça-feira, 12/01, uma novidade para 2021: o principal serviço de entretenimento por streaming do mundo vai trazer um novo filme por semana neste ano. A lista traz produções de super-heróis, faroeste, suspense, comédia romântica, ação, mais comédia, entre tantos outros.

A prévia do catálogo foi revelada em um vídeo disponibilizado nas redes sociais (clique aqui para assistir) com a participação de vários atores e atrizes, entre eles, Dwayne Johnson, Ryan Reynolds e Gal Gadot, que estarão juntos em Red Notice, de Rawson Marshall Thurber. Na trama, o alerta vermelho da Interpol é um pedido global de busca e apreensão dos criminosos mais procurados do mundo. Mas quando um roubo ousado reúne um dos principais investigadores do FBI e dois criminosos rivais, o resultado pode ser imprevisível.

Outro destaque é o drama Pieces of a Woman, de Kornél Mundruczó, que rendeu o prêmio de melhor atriz para Vanessa Kirby no Festival de Veneza, e já estreou no catálogo no dia 7 de janeiro. Além disso, outros títulos anunciados já possuem data de estreia, como o brasileiro Pai em Dobro, de Cris D’Amato, com Maisa Silva, Eduardo Moscovis e Marcelo Médici, que chega à plataforma na sexta-feira, 15/01.

Os próximos lançamentos são: Zona de Combate, de Mikael Håfström, com Anthony Mackie, Emily Beecham e Pilou Asbæk, no dia 15/01; O Tigre Branco, de Ramin Bahrani, com Priyanka Chopra, Rajkummar Rao e Adarsh Gourav, no dia 22/01; Penguin Bloom, de Glendyn Ivin, com Rachel House, Naomi Watts e Andrew Lincoln, no dia 27/01; o drama A Escavação, de Simon Stone, com Carey Mulligan, Ralph Fiennes e Lily James, no dia 29/01; e Em busca de ‘Ohana, de Jude Weng, com Kelly Hu, Ke Huy Quan e Chris Parnell, no dia 29/01.

maisafilmenetflixMaisa Silva e Eduardo Moscovis em Pai em Dobro.

E mais: o drama romântico Malcolm & Marie, de Sam Levinson, com John David Washington e Zendaya, que estreia no dia 5 de fevereiro; a comédia Eu Me Importo, de J Blakeson, com Rosamund Pike, Eiza González e Dianne Wiest, no dia 19 de fevereiro; a comédia dramática Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta, dirigida por Amy Poehler, com Josie Totah, Josephine Langford e Marcia Gay Harden, que chega dia 3 de março; e a comédia Dia do Sim, de Miguel Arteta, com June Diane Raphael, Jennifer Garner e Edgar Ramírez, no dia 12 de março.

Entre os títulos anunciados, vale destacar uma produção nacional de Alexandre Moratto, diretor do premiado Sócrates. Seu novo filme, ainda sem título, conta com Christian Malheiros e Rodrigo Santoro no elenco e produção de Ramin Bahrani e Fernando Meirelles. A sinopse diz: para dar uma vida melhor à família no interior, o jovem Mateus aceita trabalhar em um ferro-velho em São Paulo com o novo chefe Luca. No entanto, ele acaba ficando preso no perigoso mundo da escravidão contemporânea com outros garotos e é forçado a decidir entre continuar nessa situação ou arriscar o futuro da família.

Uma comédia romântica, ainda sem título, produzida por Alicia Keys e dirigida por Steven Tsuchida, de Cobra Kai, também será lançada no catálogo este ano. O elenco conta com Christina Milian, Jay Pharoah, Sinqua Walls, Christiani Pitts, Karen Obliom, entre outros. A trama narra a história de Erica, que sonha em ser estrela do pop, mas termina aceitando cantar no casamento do ex-noivo, Jason, em um luxuoso resort em uma ilha depois de um desastre na carreira. Enquanto tenta esconder esse relacionamento de Beverly, noiva atual de Jason, ela percebe que ainda tem sentimentos pelo ex, apesar das tentativas desesperadas do irmão dele de mantê-los separados.

O produtor Graham King, vencedor do Oscar por Os Infiltrados, também está garantido em 2021 na Netflix. Com direção de Nora Fingscheidt, de Transtorno Explosivo, o filme, ainda sem título, conta com Sandra Bullock, Viola Davis, Rob Morgan e Aisling Franciosi no elenco. A sinopse diz: após cumprir pena de prisão por um crime violento, Ruth Slater volta ao convívio na sociedade, que se recusa a perdoar seu passado. Discriminada no lugar que já chamou de lar, sua única esperança agora é encontrar a irmã, que ela havia sido forçada a deixar para trás.

malcommarienetflixJohn David Washington e Zendaya em Malcolm & Marie.

Outra novidade no catálogo deste ano é a estreia de Halle Berry na direção com o drama Bruised, protagonizado por ela, Adan Canto e Stephen McKinley Henderson. O filme narra a história de uma ex-lutadora de MMA que tenta recuperar a custódia do filho e reiniciar sua carreira atlética.

O cineasta Adam McKay, premiado com o Oscar de melhor roteiro adaptado por A Grande Aposta, fará parte do catálogo de 2021 com a comédia Don’t Look Up, que traz Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Rob Morgan, Jonah Hill, Tyler Perry, Timothée Chalamet, Ron Perlman, Cate Blanchett, Meryl Streep, Ariana Grande, Kid Cudi, Melanie Lynskey, Himesh Patel, Matthew Perry e Tomer Sisley no elenco. O longa conta a história de dois astrônomos que decidem empreender uma gigantesca turnê de imprensa para alertar a humanidade sobre a aproximação de um cometa que destruirá a Terra.

A ficção científica Army of the Dead: Invasão em Las Vegas, de Zack Snyder, também ganha destaque na plataforma. Protagonizada por Dave Bautista, a trama se passa na sequência de uma epidemia zumbi em Las Vegas, onde um grupo de mercenários faz a aposta suprema, aventurando-se na zona de quarentena para praticar o maior assalto de todos os tempos.

O drama biográfico Blonde, de Andrew Dominik, com Ana de Armas no papel de Marilyn Monroe e produzido por Brad Pitt, é outra estreia de 2021 na Netflix. Com base no best-seller de Joyce Carol Oates, cinco vezes finalista do Pulitzer, o filme apresenta uma ousada versão reimaginada da vida particular de Norma Jeane, conhecida como Marilyn Monroe, o símbolo sexual mais famoso do mundo. O longa é um retrato ficcional da modelo, atriz e cantora durante as décadas de 1950 e 1960, contado pelas lentes modernas da cultura das celebridades. O elenco conta também com Adrien Brody, Bobby Cannavale, Julianne Nicholson, Lily Fisher, Evan Williams, Xavier Samuel, Caspar Phillipson, Toby Huss, Sara Paxton, Spencer Garrett, entre outros.

dontlookupfilmeLeonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence em Don’t Look Up.

A consagrada cineasta Jane Campion, conhecida por ter sido a única mulher a ganhar a Palma de Ouro em Cannes e a segunda a ser indicada ao Oscar, por O Piano, chega à Netflix com o drama The Power of The Dog, baseado no romance homônimo de Thomas Savage, publicado em 1967. No filme, os milionários irmãos Phil e George Burbank são dois lados da mesma moeda. Phil é elegante, inteligente e cruel, enquanto George é frio, exigente e gentil. Juntos, eles são donos da maior fazenda da região. É um lugar onde homens ainda são homens, as modernidades do século 20 ainda não chegaram e a figura de Bronco Henry, o maior caubói que Phil já conheceu, é reverenciada. Quando George se casa secretamente com a viúva Rose, Phil fica furioso e inicia uma guerra incansável e sádica para destruí-la. Como arma, ele usa o filho afeminado de Rose, Peter. O elenco conta com Benedict Cumberbatch, Kirsten Dunst, Jesse Plemons, Kodi Smit-McPhee, Thomasin McKenzie, Frances Conroy, Keith Carradine, Peter Carroll e Adam Beach.

Outro destaque do catálago é o suspense A Mulher na Janela (The Woman in the Window), de Joe Wright, indicado ao Globo de Ouro por Desejo e Reparação. Protagonizado por Amy Adams e baseado no romance de A.J. Finn, o filme mostra uma mulher com agorafobia que mora sozinha em Nova York e, ao, começar a espiar os novos vizinhos, acaba testemunhando um ato de violência terrível. Anthony Mackie, Fred Hechinger, Gary Oldman e Julianne Moore completam o elenco.

O suspense Beckett, de Ferdinando Cito Filomarino, uma coprodução entre Itália, Brasil e Grécia, conta a história de um casal em férias que se envolve em uma violenta conspiração com consequências trágicas. Produzido por Luca Guadagnino, Marco Morabito, Francesco Melzi d’Eril e Gabriele Moratti, o filme, que estreia este ano na Netflix, conta com John David Washington, Alicia Vikander, Boyd Holbrook e Vicky Krieps no elenco.

Anthony Mandler, conhecido por dirigir diversos videoclipes, lançará no catálogo o drama Monster, exibido no Festival de Sundance, com John David Washington, Jennifer Ehle, Kelvin Harrison Jr. e Jennifer Hudson. O longa conta a história de Steve Harmon, um ótimo estudante de dezessete anos que vê seu mundo desabar quando é acusado de um assassinato. O filme acompanha a jornada dramática do inteligente e simpático rapaz do Harlem, que estuda cinema em uma escola de elite e passa por uma complexa batalha jurídica que pode mandá-lo para a cadeia pelo resto da vida.

felicityjonesnetflixFelicity Jones e Nabhaan Rizwan em Last Letter from Your Lover.

O ator Lin-Manuel Miranda, indicado ao Oscar de melhor canção original por Moana – Um Mar de Aventuras e conhecido por diversos musicais e do recente O Retorno de Mary Poppins, estreia Tick, Tick… Boom na Netflix. Ambientado em 1990, o filme conta a história de Jon, um aspirante a compositor de teatro que trabalha como garçom em Nova York enquanto escreve Superbia; ele espera que a obra seja um grande sucesso para ter sua grande oportunidade. Jon também sente a pressão da namorada Susan, cansada de sempre colocar sua vida em segundo plano, depois da carreira de Jon. Enquanto isso, seu melhor amigo e colega de quarto, Michael, desistiu das aspirações criativas, aceitou um trabalho bem remunerado como publicitário na Madison Avenue e está prestes a se mudar. Jon se aproxima do aniversário de 30 anos e, ansioso, começa a questionar se o seu sonho vale a pena. O elenco do musical conta com Andrew Garfield, Alexandra Shipp, Robin de Jesus, Vanessa Hudgens, Joshua Henry, Bradley Whitford e Judith Light.

A atriz e diretora Augustine Frizzell, da série Euphoria, estreia na plataforma em 2021 o drama The Last Letter from Your Lover, com Felicity Jones, Shailene Woodley, Callum Turner, Nabhaan Rizwan, Joe Alwyn e Ncuti Gatwa. Alternando entre o presente e o passado, o filme, baseado no romance de JoJo Moyes, acompanha Ellie Haworth, uma jornalista ambiciosa que descobre várias cartas de amor secretas de 1965 e decide resolver o mistério dessa relação proibida. Conforme vai desvendando a história de amor entre Jennifer Stirling, esposa de um industrial milionário, e Anthony O’Hare, jornalista financeiro designado para escrever sobre ele, Ellie também começa a viver um romance, com a ajuda de um carinhoso arquivista que ajuda na busca pelas cartas.

Dirigida por Ben Falcone, a comédia Esquadrão Trovão (Thunder Force) traz Melissa McCarthy, Octavia Spencer, Bobby Cannavale, Pom Klementieff, Kevin Dunn, Melissa Leo e Jason Bateman no elenco. Em um mundo repleto de supervilões, duas amigas de infância se reúnem quando uma delas cria um tratamento que desenvolve poderes. Juntas, elas passam a proteger a cidade.

Mais um destaque no catálogo é a ficção científica Stowaway, de Joe Penna, com Anna Kendrick, Toni Collette, Daniel Dae Kim e Shamier Anderson. A trama se passa em uma missão com destino a Marte, onde um passageiro clandestino inesperado acidentalmente causa um dano sério aos sistemas de suporte à vida da nave. Com os recursos escasseando e diante de um possível resultado sinistro, uma médica pesquisadora é a única voz dissonante contra a lógica clínica da comandante e do biólogo da nave.

esquadraotrovaobastidoresMelissa McCarthy e Octavia Spencer nos bastidores de Esquadrão Trovão.

Antoine Fuqua, diretor de O Protetor, Sete Homens e um Destino e Invasão a Casa Branca, chega à Netflix em 2021 com The Guilty, drama protagonizado por Jake Gyllenhaal, Riley Keough, Bill Burr, Ethan Hawke, Paul Dano e Peter Sarsgaard. A sinopse diz: em uma manhã na central telefônica do serviço de emergência 911, o atendente Joe Bayler tenta salvar pelo telefone uma pessoa que está em perigo, mas logo ele descobre que nada é o que parece. Agora, a única saída é encarar a verdade.

O premiado cineasta italiano Paolo Sorrentino, de A Grande Beleza, lançará na plataforma o drama The Hand of God (È stata la mano di Dio), com Toni Servillo, Lino Musella e Lubomir Misak. A sinopse ainda é confidencial, mas Sorrentino declarou: “É o primeiro filme íntimo e pessoal da minha carreira. É uma história de formação, alegre e dolorosa ao mesmo tempo”.

O catálogo de 2021 traz também: A Boy Called Christmas, de Gil Kenan, com Henry Lawfull, Toby Jones, Sally Hawkins, Kristen Wiig e Maggie Smith; o drama Beauty, de Andrew Dosunmu, com Giancarlo Esposito, Sharon Stone e James Urbaniak; a comédia 8 Rue de L’Humanité, de Dany Boon; o romance A Castle for Christmas, de Mary Lambert, com Brooke Shields e Cary Elwes; o drama chileno O Fio Invisível (Distancia de rescate), de Claudia Llosa, do premiado e indicado ao Oscar A Teta Assustada; o musical A Week Away, de Roman White, com Bailee Madison e David Koechner; Awake, de Mark Raso; o terror Blood Red Sky, de Peter Thorwarth; o filme de ação Escape from Spiderhead, de Joseph Kosinski, com Chris Hemsworth, Jurnee Smollett e Miles Teller; o musical espanhol Fuimos Canciones, da premiada cineasta Juana Macías; o drama Afterlife of the Party, de Stephen Herek; a animação A Winter’s Tale from Shaun the Sheep, de Steve Cox, um especial de meia hora do carneiro já conhecido do cinema.

idriselbacowboynetflixIdris Elba e Caleb McLaughlin em Alma de Cowboy.

E mais: Sweet Girl, de Brian Andrew Mendoza, com Jason Momoa, Marisa Tomei e Isabela Merced; a animação Back to the Outback, de Harry Cripps e Clare Knight; o drama Alma de Cowboy (Concrete Cowboy), de Ricky Staub, protagonizado por Idris Elba; a comédia Bad Trip, de Kitao Sakurai, com Tiffany Haddish; o suspense Kate, de Cedric Nicolas-Troyan, com Mary Elizabeth Winstead, Michiel Huisman e Woody Harrelson; a comédia romântica Love Hard, de Hernán Jiménez; o drama Munich, de Christian Schwochow, com George MacKay, Jeremy Irons e Liv Lisa Fries no elenco, baseado no best-seller internacional de Robert Harris; a animação indiana Bombay Rose, de Gitanjali Rao; Skater Girl, de Manjari Makijany; a ficção científica O2, de Alexandre Aja, com Mélanie Laurent, Mathieu Amalric e Malik Zidi; a animação Caçadores de Trolls: Rise of the Titans, de Johane Matte, Franisco Ruiz Velasco e Andrew L. Schmidt; Nightbooks, de David Yarovesky; o terror Segredos Assassinos, de Patrick Brice; No One Gets Out Alive, de Santiago Menghini, baseado no romance homônimo de Adam Nevill; o drama francês A Nuvem, de Just Philippot, exibido na Semana da Crítica, em Cannes.

E o catálogo de 2021 continua com: o faroeste The Harder They Fall, de Jeymes Samuel, Idris Elba, Regina King e Zazie Beetz; o terror Things Heard and Seen, de Shari Springer Berman e Robert Pulcini, com Amanda Seyfried e James Norton, e baseado no livro All Things Cease to Appear, de Elizabeth Brundage; a Trilogia Fear Street; o suspense Intrusion, de Adam Salky, com Logan Marshall-Green, Freida Pinto e Hayes Hargrove; A Barraca do Beijo 3, de Vince Marcello; a animação Robin Robin, de Daniel Ojari e Michael Please; A Princesa e a Plebeia 3, de Mike Rohl, com Vanessa Hudgens; o suspense Night Teeth, de Adam Randall, com Alexander Ludwig, Sydney Sweeney e Debby Ryan; Rise of the Teenage Mutant Ninja Turtles, de Ant Ward e Andy Suriano; o drama The Starling, de Theodore Melfi, com Timothy Olyphant, Daveed Diggs e Melissa McCarthy; The Last Mercenary, de David Charhon, com Jean-Claude Van Damme; a animação The Loud House Movie, de Dave Needham; Para todos os garotos: Agora e para sempre, de Michael Fimognari; e a animação Wish Dragon, de Chris Appelhans.

Fotos: Suzanna Tieri/Divulgação/Netflix.

Dente por Dente, com Juliano Cazarré e Paolla Oliveira, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor

dentepordentetrailerSuspense investigativo com toque de horror.

Estrelado por Juliano Cazarré, Paolla Oliveira e Renata Sorrah, Dente por Dente, dirigido por Júlio Taubkin e Pedro Arantes, chega aos cinemas no dia 28 de janeiro com distribuição da Vitrine Filmes.

Na trama, Ademar, papel de Cazarré, é sócio da empresa de segurança de Valadares, vivido por Aderbal Freire Filho, pai de Joana, interpretada por Paolla Oliveira. Juntos, Ademar e Joana investigam as razões da morte do amigo, marido e sócio, Teixeira, papel de Paulo Tiefenthaler, que está desaparecido. No elenco ainda estão nomes como Juliana Gerais, Digão Ribeiro, Paula Cohen, Phillip Lavra, Bruno Bellarmino, Adriano Barroso, Domênica Dias e Ana Flávia Cavalcanti.

Em uma época que marca o crescimento do cinema de gênero no Brasil, o thriller majoritariamente aborda a questão da violência social e da gentrificação nas metrópoles, com pessoas sendo expulsas de suas casas para construção de grandes empreendimentos imobiliários. O longa também conta com uma trilha sonora de suspense que envolve o telespectador do início ao fim.

O ator Juliano Cazarré comentou sobre o lançamento e seu personagem: “Eu estou muito feliz com o lançamento do filme. Gostaríamos de ter lançado ano passado, mas pela pandemia infelizmente não teve como. Eu espero que o filme consiga encontrar seu público, que é aquele que gosta de filme de suspense/terror. Eu tenho muito, muito orgulho de ter feito esse personagem. Não é fácil fazer um filme de gênero no Brasil, ainda não temos o exercício de fazer esse tipo de filme por aqui. Eu gosto muito de trabalhar com as falas e em filme de gênero você usa mais o olhar e a expressão corporal, então para mim foi um desafio”.

O longa, que destaca em sua trama o suspense investigativo com um toque de horror entre as avenidas, hotéis e construções da capital paulista, teve sua estreia na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e participou do Fantastik Festival, no qual recebeu o prêmio de melhor longa pelo Júri ACCRJ e Júri Popular.

Confira o trailer de Dente por Dente:

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

4º Cine Verão – Festival de Cinema da Cidade do Sol: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

vaimelhorarcineveraoCássia Damasceno em Vai Melhorar, de Pedro Fiuza.

A quarta edição do Cine Verão – Festival de Cinema da Cidade do Sol acontecerá entre os dias 20 e 22 de janeiro, com programação on-line e totalmente gratuita composta por mostras de filmes e debates. Após três edições presenciais de sucesso, com 57 filmes exibidos, este ano o festival acontecerá no formato virtual por conta da pandemia de Covid-19. Com realização da Pinote Produções, o projeto segue com o objetivo de ampliar as plataformas de difusão do cinema independente com foco na produção potiguar e brasileira.

O festival teve mais de 350 filmes inscritos nas duas mostras: a Mostra Cine Verão Poti exibirá obras de realizadores potiguares e rodados no estado do Rio Grande do Norte; e a Mostra Cine Verão Brasil exibirá obras realizadas por brasileiros de diversas regiões do país. A curadoria foi composta por: Marana Torrezani, Rafaela Bernardazzi e Raildon Lucena na Mostra Cine Verão Poti; e Arlindo Bezerra, Carito Cavalcanti e Heloísa Sousa na Mostra Cine Verão Brasil. Foram selecionados 10 curtas potiguares e 30 curtas nacionais, que serão exibidos no site do evento. Clique aqui.

Heloísa Sousa considera os festivais de cinema movimentos de resistência necessários: “Tenho percebido a curadoria de festivais como um exercício do olhar sobre as obras artísticas promovendo descentralizações e subversões das estéticas e éticas comuns. É também nesse sentido que se desdobra a seleção dos curtas-metragens que integram a programação da mostra nacional desta edição do Cine Verão, entre propostas documentais e de ficção advindas de diferentes cidades do Brasil, que com muita qualidade técnica e através de explorações consistentes na linguagem do audiovisual propõe outros protagonismos para as obras. Diante de um cenário tão devastador para o país, seja pela situação da pandemia, agravada pelas políticas de genocídio e de desmonte vividos, ter a oportunidade de apreciar e dialogar com tantas obras do cinema brasileiro e observar esse movimento de resistência e nossa capacidade de elaboração de múltiplas poesias é o que torna os festivais encontros tão necessários”.

Raildon Lucena ressaltou a satisfação de participar novamente do evento: “Uma grande satisfação participar mais uma vez do Cine Verão, dessa vez na curadoria do festival, que teve grandes produções inscritas esse ano. A seleção final é um panorama do que vem sendo produzido em nosso estado e mostra a evolução do audiovisual potiguar. O Cine Verão é um Festival que vem crescendo e se consolidando a cada edição, promovendo o audiovisual do RN e do Brasil”. Já Marana Torrezani destacou a quantidade de curtas de ficção: “Nos últimos anos houve um certo domínio dos documentários, aliás temos documentaristas maravilhosos aqui no Estado, mas é muito empolgante observar essa produção de ficção na cena potiguar. Sinto que especialmente esse ano, a mostra vai agradar não só o público, mas também a todo mundo que trabalha com audiovisual no estado”.

Sobre a mostra nacional, Arlindo Bezerra destacou a qualidade dos filmes selecionados: “Os perfis dos filmes apresentam uma diversidade de narrativas e discursos que mostram um recorte dos múltiplos protagonismos desse país. Acredito que o público irá conferir uma mostra de filmes de excelente qualidade técnica e artística, e preenchidos por afetividades”. E a linguagem poética de Carito Cavalcanti retrata essa diversidade: “As câmeras chegando com os índios em Mato Grosso do Sul na luta pelos seus direitos, sua terra, existência; resistência também no olho do Vidigal, olho do furacão pandêmico onde corre o Rio de janeiro a dezembro refletido-refletindo em sua diversidade e desigualdade; a Paraíba futurista-psicodélica e o Ceará em viagem interior-cosmopolita em suas várias histórias-representatividades humanas contra o preconceito; e o Paraná em charge e verso e reverso; e a Bahia nos dando mais que régua e (des)compasso; alguma coisa acontece no meu coração desvairado na Paulicéia; na cinematografia de tradução-tradição poética em outro Rio Grande, do Sul; nos documentários-ficções-fricções do cinema-curta, do cinema curto e grosso e delicado e poético e visionário e catártico e meta-eufórico! O cinema de guerrilha revelando ilhas-urgentes nesse país-continente”.

Conheça os filmes selecionados para o 4º Cine Verão – Festival de Cinema da Cidade do Sol:

MOSTRA CINE VERÃO POTI

Cidadãos Invisíveis, de Paulo Dumaresq
Crisálida, de André Rosa
Dias Felizes, de André Santos
Mais um João, de Athos Muniz
Natureza do Homem, de André Santos
Quem Sabe Ele Mude, de Kell Allen
Somente Após o Descanso, de Sihan Felix
Urubá, de Rodrigo Sena
Vai Melhorar, de Pedro Fiuza
Womaneater, de Paula Pardillos

MOSTRA CINE VERÃO BRASIL

A Barca, de Nilton Resende (AL)
Ausência, de Luiz Marchetti (MT)
Batom Vermelho Sangue, de R.B. Lima (PB)
Bochincho, O Filme, de Guilherme Suman (RS)
Castanhal, de Rodrigo Chagas e Marques Casara (AM/SP)
DNA-M Deus Não Acredita em Máquinas, de Ely Marques (PB)
Ela que Mora no Andar de Cima, de Amarildo Martins (PR)
Em Cima do Muro, de Hilda Lopes Pontes (BA)
Endless Love, de Duda Gambogi (RJ)
Inspirações, de Ariany e equipe (RJ)
Janelas Daqui, de Luciano Vidigal e Arthur Sherman (RJ)
Lacrimosa, de Matheus Heinz (RS)
Luís Humberto: O Olhar Possível, de Mariana Costa e Rafael Lobo (DF)
Marcas de Expressão: O Reflexo da Vida nas Ruas, de Luan Macedo e Valesca Macedo (AL)
Marco, de Sara Benvenuto (CE)
Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Miga, Cê é Drag?, de Gustavo Zampoli (SP)
Mihe’aka Voxené: Simoné Veyopé Ûti! (Abre Caminho: nossas câmeras chegaram!), de Raylson Chaves (MS)
Modelo Morto, Modelo Vivo, de Iuri Bermudes e Leona Jhovs (SP)
Nadir, de Fábio Rogério (SE)
O Caminho das Águas, de Antonio Fargoni e Karla Ferreira (PE)
O Menino e o Ovo, de Juliana Capilé (MT)
O Menino que Morava no Som, de Felipe Soares (PE)
Papinha de Goiaba, de Tiago Fonseca (RJ)
Pelano!, de Chris Mariani e Calebe Lopes (BA)
Prefiro que me Xinguem, de Levi Guimarães Luiz e Marcos Warschauer (SP)
Quarta: Dia de Jogo, de Clara Henriques e Luiza França (RJ)
Salinas, de Gustavo Nakao (PR)
Se Não For Divertido Não Tem Graça, de Vinicius Comoti (PR)
Seremos Ouvidas, de Larissa Nepomuceno (PR)

Foto: Divulgação/Casa da Praia.

Première Telecine lança seis títulos inéditos e com exclusividade no Brasil

por: Cinevitor

thekidtelecineDane DeHaan e Ethan Hawke em Billy The Kid – O Fora da Lei.

O selo Première Telecine, que traz para o streaming filmes inéditos, terá novidades a partir do dia 15 de janeiro com produções internacionais exclusivas e de todos os gêneros para o público brasileiro. O primeiro deles é o drama romântico O Marido Perdido (The Lost Husband), protagonizado por Leslie Bibb e Josh Duhamel.

No dia 20, estreia o terror A Bruxa da Casa Ao Lado (The Wretched), dirigido por Brett Pierce. Exibido no Fantasia Film Festival, o longa foi premiado no Grimmfest em duas categorias e também no Molins Film Festival.

Já no dia 22 de janeiro, o hub de cinema lança com exclusividade o terror Isolado na Pandemia (Alone), com Tyler Posey e Donald Sutherland no elenco. Entre os destaques do mês, o Premiére Telecine ainda traz, dia 25, a comédia dramática Mapa do Sexo (Hooking Up), primeiro longa do diretor Nico Raineau, com Brittany Snow e Sam Richardson.

Na lista de inéditos, também está A Última Chance (Line of Duty), do cineasta Steven C. Miller, que nos últimos anos têm se dedicado aos filmes de ação, disponível no dia 27; o filme conta com Aaron Eckhart, Courtney Eaton, Ben McKenzie e Giancarlo Esposito no elenco.

O mês de janeiro encerra com a trajetória de um pistoleiro em Billy The Kid – O Fora da Lei, dirigido por Vincent D’Onofrio, que chega à plataforma no dia 31. O elenco conta com Jake Schur, Chris Pratt, Dane DeHaan, Ethan Hawke e Leila George no elenco.

Para assistir aos filmes, baixe o aplicativo ou acesse o site e assine o serviço. Os primeiros 30 dias são gratuitos para novos assinantes. Lançamentos exclusivos e clássicos de grandes estúdios de Hollywood, nacionais e do mercado independente também compõem o acervo.

Foto: Divulgação.

Gotham Awards 2020: conheça os vencedores

por: Cinevitor

rizgothamawards2020Riz Ahmed em O Som do Silêncio: prêmio de melhor ator.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 11/01, em uma cerimônia virtual por conta da pandemia de Covid-19, os vencedores do 30º Gotham Awards, um dos principais prêmios do cinema independente, organizado pela IFP (Independent Filmmaker Project), que dá início à temporada de premiações.

Neste ano, o brasileiro Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, estava na disputa pelo prêmio de melhor filme internacional, mas não saiu vitorioso. Os candidatos foram selecionados por comitês de críticos de cinema, jornalistas e curadores de festivais; júris distintos, compostos por roteiristas, diretores, atores, produtores e editores escolheram os vencedores.

Com apresentação do produtor cinematográfico Jeffrey Sharp, o destaque desta edição comemorativa foi a forte presença feminina: pela primeira vez na história do Gotham Awards, todos os indicados ao prêmio de melhor filme eram dirigidos por mulheres.

Além dos homenageados com o Gotham Tributes, a cerimônia do IFP Gotham Awards deste ano contou também com o Prêmio do Público. Nesta categoria especial, estavam na disputa os indicados a melhor longa, documentário, filme internacional e direção revelação. Todos os filmes foram exibidos virtualmente para membros da IFP em um período de 48 horas.

Conheça os vencedores do Gotham Awards 2020:

MELHOR FILME
Nomadland, de Chloé Zhao

MELHOR DOCUMENTÁRIO (empate)
A Thousand Cuts, de Ramona S. Diaz
Time, de Garrett Bradley

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Sin Señas Particulares (Identifying Features), de Fernanda Valadez (México/Espanha)

MELHOR DIREÇÃO REVELAÇÃO | PRÊMIO BINGHAM RAY
Andrew Patterson, por A Vastidão da Noite

MELHOR ROTEIRO (empate)
Fourteen, escrito por Dan Sallitt
The Forty-Year-Old Version, escrito por Radha Blank

MELHOR ATOR
Riz Ahmed, por O Som do Silêncio

MELHOR ATRIZ
Nicole Beharie, por Miss Juneteenth

MELHOR ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO
Kingsley Ben-Adir, por Uma Noite em Miami…

MELHOR SÉRIE | LONGA
Watchmen (HBO)

MELHOR SÉRIE | CURTA
I May Destroy You (HBO)

PRÊMIO DO PÚBLICO: Nomadland, de Chloé Zhao

ACTOR TRIBUTE: Chadwick Boseman
ACTRESS TRIBUTE: Viola Davis
DIRECTOR TRIBUTE: Steve McQueen
INDUSTRY TRIBUTE: Ryan Murphy
ENSEMBLE TRIBUTE: Os 7 de Chicago
MADE IN NY AWARD: Jeffrey Wright

Foto: Divulgação.

Associação de Críticos de Cinema de San Diego divulga lista com os melhores de 2020

por: Cinevitor

belavingancasandiegoCarey Mulligan em Bela Vingança: premiada.

A Associação de Críticos de Cinema de San Diego, San Diego Film Critics Society, divulgou nesta segunda-feira, 11/01, sua lista com os melhores do ano. Nesta 24ª edição, Bela Vingança, de Emerald Fennell, se consagrou em duas categorias: melhor filme e melhor atriz para Carey Mulligan; além de ter ficado em segundo lugar como melhor roteiro original.

A Associação tem como objetivo proporcionar diversas opiniões críticas sobre filmes, avançar na educação e na conscientização cinematográfica, além de reconhecer excelências no cinema desde 1996 quando realizou, pela primeira vez, o San Diego Film Critics Society Award elegendo o drama policial Fargo, de Joel e Ethan Coen, como o melhor filme daquele ano.

Nos últimos anos, os vencedores na categoria de melhor filme segundo os críticos de San Diego também foram aclamados em outras premiações, mas não foram consagrados pela Academia com o tão cobiçado Oscar de melhor filme. Foram eles: Ela, em 2013; O Abutre, em 2014; Mad Max: Estrada da Fúria, em 2015; A Qualquer Custo, em 2016; Corra!, em 2017; Sem Rastros, em 2018; e O Irlandês, em 2019.

Conheça os vencedores do San Diego Film Critics Society Award 2020:

MELHOR FILME
Bela Vingança (Promising Young Woman), de Emerald Fennell
2º lugar: O Som do Silêncio (Sound of Metal), de Darius Marder

MELHOR DIREÇÃO
Chloé Zhao, por Nomadland
2º Lugar: Aaron Sorkin, por Os 7 de Chicago

MELHOR ATOR
Riz Ahmed, por O Som do Silêncio
2º Lugar: Anthony Hopkins, por The Father

MELHOR ATRIZ
Carey Mulligan, por Bela Vingança
2º Lugar: Frances McDormand, por Nomadland

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Paul Raci, por O Som do Silêncio
2º lugar: Peter Macdissi, por Tio Frank

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Youn Yuh-jung, por Minari
2º lugar: Amanda Seyfried, por Mank

MELHOR ATUAÇÃO EM COMÉDIA
Radha Blank, por The Forty-Year-Old Version
2º Lugar: Maria Bakalova, por Borat: Fita de Cinema Seguinte e Bill Murray, por On the Rocks

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Minari, escrito por Lee Isaac Chung
2º Lugar: Bela Vingança, escrito por Emerald Fennell; O Som do Silêncio, escrito por Darius Marder, Abraham Marder e Derek Cianfrance; e Os 7 de Chicago, escrito por Aaron Sorkin

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
The Father, escrito por Christopher Hampton e Florian Zeller
2º Lugar: Estou Pensando em Acabar com Tudo, escrito por Charlie Kaufman

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Time, de Garrett Bradley
2º Lugar: O Dilema das Redes, de Jeff Orlowski

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Wolfwalkers, de Tomm Moore e Ross Stewart
2º Lugar: A Caminho da Lua, de Glen Keane e John Kahrs 

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Rosa e Momo, de Edoardo Ponti (Itália)
2º Lugar: O Poço, de Galder Gaztelu-Urrutia (Espanha)

MELHOR EDIÇÃO
O Homem Invisível, por Andy Canny
2º Lugar: Os 7 de Chicago, por Alan Baumgarten

MELHOR FOTOGRAFIA
Nomadland, por Joshua James Richards
2º lugar: Mank, por Erik Messerschmidt

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Mank, por Donald Graham Burt
2º Lugar: Estou Pensando em Acabar com Tudo, por Molly Hughes e Os 7 de Chicago, por Shane Valentino

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Tenet
2º Lugar: O Homem Invisível

MELHOR FIGURINO
Emma., por Alexandra Byrne
2º lugar: Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, por Erin Benach

MELHOR USO DE MÚSICA EM FILME
Hamilton
2º Lugar: David Byrne’s American Utopia e A Voz Suprema do Blues

MELHOR ELENCO
Uma Noite em Miami…
2º lugar: Os 7 de Chicago

ARTISTA REVELAÇÃO
Radha Blank, por The Forty-Year-Old Version
2º Lugar: Riz Ahmed, por O Som do Silêncio

BODY OF WORK
Steve McQueen, pela série de filmes Small Axe (Mangrove, Lovers Rock, Red, White and Blue, Alex Wheatle e Education)

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

24ª Mostra de Cinema de Tiradentes: 114 filmes e programação on-line

por: Cinevitor

miradortiradentesEdilson Silva e Maria Luiza da Costa no filme paranaense Mirador, de Bruno Costa.

A 24ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes acontecerá entre os dias 22 e 30 de janeiro, em formato on-line, e o público poderá conhecer a atual produção audiovisual brasileira. Uma seleção de 114 filmes, entre longas e curtas-metragens, de 19 estados brasileiros, reúne o que há de mais recente na cinematografia brasileira contemporânea apresentando a diversidade e a pujança criativa do setor, mesmo em cenário adverso da pandemia de Covid-19 e de dificuldades financeiras para os profissionais da área nos últimos dois anos.

A coordenação curatorial do evento é assinada pelo crítico Francis Vogner dos Reis, que também assina com a pesquisadora Lila Foster a seleção de longas-metragens. A seleção de curtas-metragens foi feita por Camila Vieira, Tatiana Carvalho Costa e Felipe André Silva.

Os filmes estarão distribuídos nas seguintes mostras: Aurora, Olhos Livres, Temática, Homenagem, Foco, Panorama, Foco Minas, Praça, Formação, Sessão da Meia-noite, Jovem e Mostrinha. Vários deles vão contar com debates ao longo do evento, nos Encontros com os Filmes, com a presença de diretores, equipes de produção e críticos convidados.

A abertura do evento será no dia 22 com o filme inédito e em finalização Ostinato, dirigido pela homenageada deste ano, Paula Gaitán. O encerramento no dia 30 terá a pré-estreia do premiado Valentina, de Cássio Pereira dos Santos.

Entre os longas-metragens, a organização da 24ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes recebeu 111 inscrições válidas de longas-metragens e selecionou 27 filmes. Pelos dados de etnia/raça de realizadores com longas inscritos, 81 realizadores se autodeclararam brancos/caucasianos, 17 negros, 14 pardos, 1 asiático, 1 mestiço, 3 indígenas, 1 não-branco e 17 não se autodeclararam. Em identidade de gênero, 70 se autodeclararam homens cisgênero, 44 mulheres cisgênero, 2 não binárie, 1 mulher transgênero; 18 não forneceram informações sobre identidade de gênero. Entre os 27 selecionados, 8 se autodeclararam mulheres cis brancas, 2 mulheres cis negras, 1 mulher cis indígena, 1 mulher trans branca, 18 homens cis brancos, 3 homens cis negros, 3 homens cis pardo e 1 homem cis indígena.

Nos curtas-metragens, foram 748 trabalhos inscritos. Pelos dados de etnia/raça autodeclarados pelos realizadores, foram 403 brancos/caucasianos, 124 negros, 75 pardos, 9 asiáticos, 5 indígenas, 1 afroindígena e 1 não-branco. Nos dados de identidade de gênero, também autodeclarados, constam entre os inscritos 308 homens brancos cisgênero, 252 mulheres cis, 1 travesti, 1 travesti não-binário, 3 homens transgêneros, 5 mulheres transgêneros e 15 não-binários. Considerando os 79 curtas-metragens selecionados, os dados de raça e gênero de realizadores são de 8 mulheres cis negras, 2 mulheres cis pardas, 26 mulheres cis brancas, 1 mulher cis indígena, 1 mulher trans amarela, 1 travesti negra, 10 homens cis negros, 1 homem cis pardo, 21 homens cis brancos, 1 homem trans branco, 2 não-binários brancos e 1 não-binário negro.

swingueiratiradentesCena do filme Swingueira, de Bruno Xavier, Roger Pires, Yargo Gurjão e Felipe de Paula.

A programação da Mostra Aurora, dedicada a filmes de realizadores com até três longas-metragens, conta com produções inéditas em circuitos de festival. Todos serão avaliados pelo Júri da Crítica e concorrem ao Troféu Barroco e a prêmios de parceiros da Mostra. Clique aqui e saiba mais.

A Mostra Olhos Livres se notabiliza pela diversidade de olhares e formas e por não ter conceitos fechados ou critérios uniformizantes. Consolidou-se como uma mostra competitiva que esboça um panorama mais amplo de algumas das proposições mais instigantes do cinema contemporâneo brasileiro, em vários casos de títulos ou realizadores com alguma repercussão prévia em eventos de cinema de alcance nacional ou internacional.

A Mostra Vertentes da Criação se apropria do conceito central do evento este ano, que tem por base a percepção de que o cinema brasileiro se reconfigura constantemente nas circunstâncias impostas a ele e nas inquietações de criadores que constantemente revigoram as formas do fazer. Para isso, os curadores selecionaram cinco títulos que dialogam diretamente com a temática, além dos curtas já anunciados (clique aqui):

#eagoraoque, de Rubens Rewald e Jean-Claude Bernardet (SP)
Agora, de Dea Ferraz (PE)
Entre Nós Talvez Estejam Multidões, de Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito (MG/PE)
Negro em Mim, de Macca Ramos (SP/MG/BA/PE/PA)
Pajeú, de Pedro Diógenes (CE)

Apesar de o contexto da pandemia impossibilitar a realização presencial do tradicional Cine-Praça, uma das atividades mais queridas da Mostra, a programação será mantida com o mesmo perfil de títulos de diálogo popular e imediato, desta vez exibidos no site. Os selecionados do ano na Mostra Praça são:

Swingueira, de Bruno Xavier, Roger Pires, Yargo Gurjão e Felipe de Paula (CE/BA)
Mirador, de Bruno Costa (PR)
Sementes: Mulheres Pretas no Poder, de Éthel Oliveira e Júlia Mariano (RJ)
Mulher Oceano, de Djin Sganzerla (RJ/SP)
Todas as Melodias, de Marco Abujamra (RJ)

Há ainda a sessão de Curtas na Praça, com filmes de menor duração apresentados em conjuntos que dialogam temática e esteticamente entre os selecionados.

Também exclusiva de 2021 é a Mostra Homenagem dedicada à multiartista Paula Gaitán, celebrada nessa edição por sua contribuição ao cinema e ao audiovisual nas últimas décadas. A Mostra vai promover um encontro virtual com a cineasta e exibir 8 de seus trabalhos mais representativos. Clique aqui e saiba mais.

Uma novidade de 2021 é a Sessão da Meia-noite, que vai exibir dois longas-metragens de terror dirigidos por cineastas reconhecidos mundialmente por seus trabalhos no gênero: O Cemitério das Almas Perdidas, de Rodrigo Aragão (ES); e Skull – A Máscara de Anhangá, de Kapel Furman e Armando Fonseca (SP).

skulltiradentesCena do filme Skull – A Máscara de Anhangá, de Kapel Furman e Armando Fonseca.

A Mostra Foco, composta por 11 títulos, conta com três linhas de aproximações entre os curtas-metragens: filmes que pensam a catástrofe, a destruição e o colapso do mundo, tratando sobre em que medida isso se conecta a uma crise generalizada da política institucional e de um projeto de país; filmes que borram fronteiras entre o real e o imaginário, o que existe de possível na concretude das vivências e o que há de criação do impossível no campo da imaginação; e enredos de distopia, com alegorias que aludem ao presente, pensam os processos históricos e apontam possíveis futuros.

Já a Mostra Panorama contém especialmente curtas de realizadores com trajetórias já reconhecidas no cinema contemporâneo brasileiro ou com alguma circulação prévia em eventos de audiovisual no Brasil e no mundo. “Mas também selecionamos na Panorama curtas de jovens realizadores que estão se aventurando nas ficções em diálogo com os códigos do cinema de gênero e outros que estão buscando diferentes processos de criação dentro do documentário”, destaca a curadora Camila Vieira. São 26 filmes que formam um retrato dessa produção muitas vezes errante, devido aos obstáculos enfrentados pelos realizadores, mas que está sempre se consolidando como espaços fundamentais de expressão e que se mostram mundialmente como instantâneos das possibilidades do formato e da linguagem.

Os nove filmes da Mostra Foco Minas trazem um sobrevoo na vigorosa produção contemporânea no estado. Realizadores iniciantes e experientes elaboram traumas individuais e coletivos, subjetividades e identidades em gestos que vão da representação direta à dimensão fabuladora, apontando possíveis saídas pelos caminhos do imaginário.

Dedicada inteiramente aos filmes realizados em escolas e faculdades, as sessões da Mostra Formação evidenciam a potência e a efervescência criativa da juventude brasileira, que mesmo em tempos e condições tão adversas consegue propor experimentos e narrativas inventivas, que traduzem seu tempo e seus iguais. Nesta edição, nove filmes criam um panorama da produção de vários cantos do país.

Dedicadas ao público infantil e juvenil da Mostra de Cinema de Tiradentes, as sessões Mostrinha e Jovem apresentam narrativas ficcionais nos formatos de animação e live-action. Para as crianças, cinco curtas trazem histórias lúdicas e educativas. Para os jovens, três curtas narram dramas com personagens em processo de amadurecimento para a vida adulta.

Para as famílias assistirem juntas, a Mostrinha conta esse ano com uma Sessão Família com o longa-metragem infantojuvenil Passagem Secreta, de Rodrigo Grota (PR), que mostra a jornada de uma garotinha ao descobrir segredos de sua própria família quando entra escondida num parque de diversões.

Vale lembrar que toda a programação da 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes é oferecida gratuitamente ao público.

Fotos: Nigéria Filmes, Mila Cavalcante e Divulgação.