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Green Book, de Peter Farrelly, é o grande vencedor do Festival de Toronto 2018

por: Cinevitor

greenbooktorontoViggo Mortensen e Mahershala Ali em Green Book: filme elogiado pelo público e pela crítica.

Foram anunciados neste domingo, 16/09, os vencedores da 43ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto. Conhecido como um termômetro para o Oscar, o festival, um dos mais importantes do mundo, entrega o prêmio de melhor filme para o longa mais votado pelo público. Neste ano, entre mais de 300 produções, Green Book, dirigido por Peter Farrelly, se consagrou como o grande campeão.

Protagonizado por Viggo Mortensen e Mahershala Ali, o filme traz uma história emocionante, inspirada em fatos reais. Quando um segurança ítalo-americano se torna motorista de um pianista afro-americano, durante sua turnê pelo sul dos Estados Unidos na década de 1960, ambos passam por profundas transformações. Com direção de Peter Farrelly, dos filmes Debi & Lóide: Dois Idiotas em Apuros, Quem Vai Ficar com Mary?, Eu, Eu Mesmo e Irene e O Amor é Cego, o longa tem estreia prevista para o primeiro semestre de 2019 nos cinemas brasileiros.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Toronto 2018:

MELHOR FILME | Grolsch People’s Choice Award:
Green Book, de Peter Farrelly (EUA)
2º lugar: If Beale Street Could Talk, de Barry Jenkins (EUA)
3º lugar: Roma, de Alfonso Cuarón (México)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | People’s Choice Documentary Award:
Free Solo, de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi (EUA)
2º lugar: This Changes Everything, de Tom Donahue (EUA)
3º lugar: The Biggest Little Farm, de John Chester (EUA)

PRÊMIO MOSTRA MIDNIGHT MADNESS | Grolsch People’s Choice Award:
The Man Who Feels No Pain (Mard Ko Dard Nahi Hota), de Vasan Bala (Índia)
2º lugar: Halloween, de David Gordon Green (EUA)
3º lugar: Assassination Nation, de Sam Levinson (EUA)

PRÊMIO TORONTO PLATFORM | Melhor Filme:
Cities of Last Things, de Wi Ding Ho (Taiwan/China/EUA/França)
Menção Honrosa: The River (Ozen), de Emir Baigazin (Cazaquistão/Polônia/Noruega)

PRÊMIO CANADA GOOSE | Melhor Filme Canadense:
The Fireflies Are Gone (La disparition des lucioles), de Sébastien Pilote

PRÊMIO CITY OF TORONTO | Melhor Filme Canadense de Estreia:
Roads in February (Les routes en février), de Katherine Jerkovic (Canadá/Uruguai)

MELHOR CURTA-METRAGEM CANADENSE:
Brotherhood (Ikhwène), de Meryam Joobeur (Tunísia/Canadá/Qatar/Suécia)
Menção Honrosa: Fauve, de Jérémy Comte (Canadá)

MELHOR CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL:
The Field, de Sandhya Suri (França/Reino Unido/Índia)
Menção Honrosa: Fuck You, de Anette Sidor (Suécia) e This Magnificent Cake! (Ce Magnifique Gâteau!), de Emma de Swaef e Marc James Roels (Bélgica/França/Holanda)

PRÊMIO FIPRESCI | Discovery Programme:
Float Like a Butterfly, de Carmel Winters (Irlanda)
Menção Honrosa: Twin Flower (Fiore gemello), de Laura Luchetti (Itália)

PRÊMIO FIPRESCI | Special Presentations:
Skin, de Guy Nattiv (EUA)
Menção Honrosa: A Faithful Man, de Louis Garrel (França)

PRÊMIO NETPAC:
The Third Wife, de Ashleigh Mayfair (Vietnã)
Menção Honrosa: The Crossing (Guo Chun Tian), de Bai Xue (China)

PRÊMIO EURIMAGES AUDENTIA:
Fig Tree, de Aäläm-Wärqe Davidian (Israel/Alemanha/França/Etiópia)
Menção Honrosa: Phoenix (Føniks), de Camilla Strøm Henriksen (Noruega/Suécia)

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

CINEVITOR #300: Entrevista com Mariana Ximenes e Jesuita Barbosa | Edição Especial

por: Cinevitor

cinevitorpgm300Mariana Ximenes e Jesuita Barbosa: convidados ilustres nesta edição especial.

Nossa história começou em fevereiro de 2013, quando o CINEVITOR surgiu como um programa de cinema na internet. Ao longo desses cinco anos, foram muitas críticas e matérias publicadas no site, programas com os mais variados temas, especiais, entrevistas com convidados ilustres, coberturas de festivais, eventos e muito mais.

Em nossos programas já passaram mais de 750 entrevistados, desde atores, produtores, diretores, políticos, músicos, artistas internacionais, esportistas: todos conectados pela sétima arte. Pois, chegou a hora de comemorarmos 300 programas! Para isso, não deixaríamos passar em branco esse momento tão especial.

Neste CINEVITOR 300, convidamos dois nomes de destaque no cinema brasileiro: a atriz Mariana Ximenes, recordista de entrevistas na história do nosso programa e que soma mais de 30 filmes em seu currículo, e o ator Jesuita Barbosa, considerado um dos mais talentosos de sua geração. O encontro aconteceu na 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado, onde apresentaram O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, na noite de abertura.

Aperte o play e divirta-se com esse bate-papo especial:

Benzinho, de Gustavo Pizzi, será o representante brasileiro na disputa pelo Prêmio Goya 2019

por: Cinevitor

benzinhogoya2019Elenco do filme em cena: premiado em Gramado recentemente.

Em cartaz em seis países simultaneamente, Benzinho, dirigido por Gustavo Pizzi, foi escolhido para representar o Brasil nos prêmios Goya, importante premiação realizada pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, que acontece desde 1987.

O longa conta a história de Irene, vivida por Karine Teles, que mora com o marido Klaus, papel de Otávio Müller, e seus quatro filhos nos arredores do Rio de Janeiro. Entre os empreendimentos sem sucesso do parceiro e os problemas da irmã, interpretada por Adriana Esteves, Irene se desdobra para ajudar a todos e dar atenção aos filhos. Mas é quando seu primogênito Fernando, vivido por Konstantinos Sarris, ator grego em sua estreia nos cinemas, é convidado para jogar handebol na Alemanha, que ela terá que lidar com o maior de seus problemas, a despedida antes do previsto.

Benzinho disputará uma vaga entre os quatro finalistas na categoria de melhor filme ibero-americano na 33ª edição do Prêmio Goya, conhecido como o Oscar espanhol, que acontecerá no dia 2 de fevereiro, na cidade de Sevilha. A escolha foi feita nesta quarta-feira, 12/09, na sede da ANCINE, no centro do Rio de Janeiro, por uma comissão de seleção composta de profissionais indicados por diversas entidades do setor audiovisual.

Participaram da comissão: Josiane Osório de Carvalho, por indicação do Fórum dos Festivais; Marcelo Pimentel Müller, por indicação da Associação Brasileira de Críticos de Cinema, ABRACCINE; João Daniel Sequeira Tikhomiroff, por indicação do Programa Brasil de Cinema; Adriana de Lucena Navais Dutra, por indicação da Academia Brasileira de Cinema; e Gustavo Ferreira Rolla, por indicação da ANCINE.

“Após debate sobre os filmes inscritos, a Comissão de Seleção propôs Benzinho como representante brasileiro a ser indicado ao Prêmio Goya de melhor filme ibero-americano, por ser uma obra cinematográfica com consistente marca autoral, força criativa ao apresentar um universo genuinamente brasileiro e capacidade de se comunicar com plateias de todo o mundo”, diz a ata.

Benzinho teve sua estreia mundial na competição do Festival de Sundance e participou da mostra Voices no Festival de Roterdã. Venceu o prêmio de melhor filme pelo júri e pela crítica do Festival de Málaga e pelo júri do Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira. Também participou dos festivais de Gotemburgo, São Francisco, Washington DC, Berkshire, Provincetown, Edimburgo, Festival Internacional do Cinema Latino de Los Angeles, Festival de Karlovy Vary, na República Checa, e no Rooftop Films Summer Series.

Neste ano, na 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado, saiu premiado com quatro kikitos: melhor atriz para Karine Teles, melhor atriz coadjuvante para Adriana Esteves e melhor filme segundo o Júri Popular e o Júri da Crítica. Vendido para mais de 20 países, Benzinho está sendo exibido simultaneamente no Brasil, México, Polônia, Republica Tcheca, Espanha e Holanda.

O longa de Gustavo Pizzi foi escolhido entre outras 20 produções habilitadas e analisadas. Os demais filmes inscritos foram: A Filosofia na Alcova, de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez; A Moça do Calendário, de Helena Ignez; A Tecnologia Social, de Patricia Innocenti; Antes que Eu Me Esqueça, de Tiago Arakilian; Dedo na Ferida, de Silvio Tendler; Ferrugem, de Aly Muritiba; Henfil, de Angela Zoé; Meu Corpo é Político, de Alice Riff; O Desmonte do Monte, de Sinai Sganzerla; O Grande Circo Místico, de Carlos Diegues; Querida Mamãe, de Jeremias Moreira; Xingu Cariri Caruaru Carioca, de Beth Formaggini; As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra; Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi; Não Devore Meu Coração, de Felipe Bragança; Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg; Praça Paris, de Lucia Murat; Silêncio no Estúdio, de Emília Silveira; Unicórnio, de Eduardo Nunes; e Yonlu, de Hique Montanari.

Foto: Bianca Aun.

O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2019

por: Cinevitor

circomisticooscar2019Jesuita Barbosa: protagonista de O Grande Circo Místico.

A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta terça-feira, 11/09, na Cinemateca, em São Paulo, o longa brasileiro que vai disputar uma vaga entre os cinco finalistas na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2019.

Entre 22 inscritos, o escolhido foi O Grande Circo Místico, dirigido por Cacá Diegues, que conta a história de cinco gerações de uma mesma família circense, do apogeu à decadência, passando por grandes amores e aventuras. O longa foi exibido no Festival de Cannes deste ano, em sessão especial e fora de competição, e abriu a 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado. O elenco conta com Jesuíta Barbosa, Bruna Linzmeyer, Antonio Fagundes, Juliano Cazarré, Marcos Frota, Mariana Ximenes e Vincent Cassel.

Vale lembrar que, desde 1961, quando o Brasil se inscreveu pela primeira vez ao prêmio de melhor filme estrangeiro do Oscar, com A Morte Comanda o Cangaço, de Carlos Coimbra e Walter Guimarães Motta, o cineasta Cacá Diegues é o recordista em inscrições, com seis obras, porém sem indicações: Xica da Silva, Bye Bye Brasil, Um Trem para as Estrelas, Dias Melhores Virão, Tieta do Agreste e Orfeu.

Recentemente, Cacá Diegues foi eleito membro imortal da Academia Brasileira de Letras e será homenageado no 22º Festival de Cinema Brasileiro de Miami, no final do mês.

A definição dos membros da comissão ficou a critério da Academia Brasileira de Cinema, entidade formada por mais de 200 profissionais da área cinematográfica nacional. Frederico Maia Mascarenhas, Secretário do Audiovisual e representante do Ministério da Cultura, acompanhou a coletiva ao lado de Jorge Peregrino, Presidente da Academia. A comissão foi presidida por Lucy Barreto e composta por seis membros da ABC: Bárbara Paz, Flávio Ramos Tambellini, Jeferson De, Hsu Chien Hsin, Katia Adler e Claudia da Natividade, tendo Ricardo Domingos Pinto e Silva como suplente.

Estavam na disputa este ano: Além do Homem, de Willy Biondani; Alguma Coisa Assim, de Esmir Filho e Mariana Bastos; Antes que Eu Me Esqueça, de Tiago Arakilian; Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor; As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra; Benzinho, de Gustavo Pizzi; Canastra Suja, de Caio Sóh; Como é Cruel Viver Assim, de Julia Rezende; Dedo na Ferida, de Silvio Tendler; Encantados, de Tizuka Yamasaki; Entre Irmãs, de Breno Silveira; Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi; Ferrugem, de Aly Muritiba; Não Devore Meu Coração, de Felipe Bragança; O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida; O Caso do Homem Errado, de Camila Lopes de Moraes; O Desmonte do Monte, de Sinai Mello e Silva Sganzerla; Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg; Talvez Uma História de Amor, de Rodrigo Spada Bernardo; Unicórnio, de Eduardo Nunes e Yonlu, de Hique Montanari.

Em dezembro, antes do anúncio final, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood selecionará nove produções estrangeiras. Desse grupo, saem os cinco finalistas. A lista com os indicados ao Oscar 2019 será divulgada no dia 22 de janeiro e a cerimônia está marcada para o dia 24 de fevereiro, em Los Angeles.

O representante brasileiro disputará uma vaga na 91ª edição da premiação mais importante do cinema com produções de outros países, como: o japonês Assunto de Família, de Hirokazu Kore-eda; o alemão Werk ohne Autor, de Florian Henckel von Donnersmarck; o belga Girl, de Lukas Dhont; o britânico I Am Not a Witch, de Rungano Nyoni; o austríaco Waldheims Walzer, de Ruth Beckermann; o colombiano Pájaros de Verano, de Cristina Gallego e Ciro Guerra; o turco Ahlat Agaci, de Nuri Bilge Ceylan; o ucraniano Donbass, de Sergey Loznitsa; o venezuelano A Família, de Gustavo Rondón Córdova; o espanhol Campeones, de Javier Fesser; o palestino Ghost Hunting, de Raed Andoni; o romeno Îmi este indiferent daca în istorie vom intra ca barbari, de Radu Jude; o suíço Eldorado, de Markus Imhoof; entre outros.

No ano passado, o longa selecionado para disputar uma vaga entre os indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro foi Bingo: O Rei das Manhãs, de Daniel Rezende. Nos últimos anos foram selecionados os seguintes longas: Pequeno Segredo, de David Schurmann; Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert; Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro; O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho; O Palhaço, de Selton Mello; Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro, de José Padilha; Lula, o Filho do Brasil, de Fabio Barreto; e Salve Geral, de Sérgio Rezende.

Foto: Rafael Dalo.

Conheça os vencedores do Festival de Veneza 2018: Leão de Ouro vai para Alfonso Cuarón

por: Cinevitor

cuaronvenezaleaodeouroO cineasta mexicano Alfonso Cuarón: premiado com o Leão de Ouro.

Foram anunciados neste sábado, 08/09, os vencedores da 75ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza. O júri, presidido pelo cineasta Guillermo del Toro, concedeu o Leão de Ouro de melhor filme, prêmio máximo do evento, para Roma, do diretor mexicano Alfonso Cuarón.

Completavam o time de jurados deste ano: a atriz Sylvia Chang, de Taiwan; Trine Dyrholm, atriz e cantora dinamarquesa; Nicole Garcia, cineasta e atriz francesa; o diretor italiano Paolo Genovese; a cineasta polonesa Małgorzata Szumowska; o cineasta Taika Waititi; o ator austríaco Christoph Waltz; e a atriz britânica Naomi Watts.

O brasileiro Deslembro, da cineasta Flavia Castro, foi selecionado para a mostra Orizzonti, e o documentário Humberto Mauro, de André Di Mauro, para a mostra Venice Classics, mas não foram premiados.

O evento Giornate degli Autori, também conhecido como Venice Days, é uma mostra paralela ao Festival de Veneza e inspirada na Quinzena dos Realizadores de Cannes, que acontece, desde 2004, ao longo da Biennale. Neste ano, o brasileiro Domingo, de Clara Linhart e Fellipe Barbosa, estava na disputa, mas não foi premiado.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Cinema de Veneza 2018:

COMPETIÇÃO OFICIAL:

MELHOR FILME | LEÃO DE OURO: Roma, de Alfonso Cuarón (México)
MELHOR DIREÇÃO | LEÃO DE PRATA: Jacques Audiard, por The Sisters Brothers
GRANDE PRÊMIO DO JÚRI: The Favourite, de Yorgos Lanthimos (Reino Unido/Irlanda/EUA)
PRÊMIO COPPA VOLPI | MELHOR ATRIZ: Olivia Colman, por The Favourite
PRÊMIO COPPA VOLPI | MELHOR ATOR: Willem Dafoe, por At Eternity’s Gate
MELHOR ROTEIRO: The Ballad of Buster Scruggs, escrito por Ethan Coen e Joel Coen (EUA)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: The Nightingale, de Jennifer Kent (Austrália)
PRÊMIO MARCELLO MASTROIANNI | ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO: Baykali Ganambarr, por The Nightingale

MOSTRA ORIZZONTI:

MELHOR FILME: Kraben Rahu (Manta Ray), de Phuttiphong Aroonpheng (Tailândia/França/China)
MELHOR DIREÇÃO: Emir Baigazin, por Ozen (The River) (Cazaquistão/Polônia/Noruega)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Anons (The Announcement), de Mahmut Fazil Coşkun (Turquia/Bulgária)
MELHOR ATOR: Kais Nashif, por Tel Aviv On Fire
MELHOR ATRIZ: Natalya Kudryashowa, por Tchelovek kotorij udivil vseh (The Man Who Surprised Everyone)
MELHOR ROTEIRO: Jinpa (Zhuang si le yi zhi yang), escrito por Pema Tseden (China)
MELHOR CURTA-METRAGEM: Kado (A Gift), de Aditya Ahmad (Indonésia)

VENICE VIRTUAL REALITY:

Melhor História: L’île des morts, de Benjamin Nuel (França)
Melhor Experiência em Realidade Virtual: Buddy VR, de Chuck Chae (Coreia do Sul)
Prêmio Virtual Reality: Spheres: Chorus of the Cosmos, de Eliza McNitt (EUA/França)

VENEZIA CLASSICI:

Melhor Documentário: The Great Buster, de Peter Bogdanovich (EUA)
Melhor Filme Restaurado: A Noite de São Lourenço (La notte di San Lorenzo), de Paolo Taviani e Vittorio Taviani (1982)

OUTROS PRÊMIOS:

LEÃO DO FUTURO | MELHOR FILME DE ESTREIA: Yom Adaatou Zouli (The Day I Lost My Shadow), de Soudade Kaadan (Síria/Líbano/França/Qatar)
LEÃO DE OURO | Lifetime Achievement: David Cronenberg e Vanessa Redgrave
JAEGER-LECOULTRE GLORY TO THE FILMMAKER AWARD
: Zhang Yimou
PRÊMIO CAMPARY PASSION FOR FILM: Bob Murawski

VENICE DAYS | GIORNATE DEGLI AUTORI | MOSTRA PARALELA:

Prêmio do Público | Melhor Filme: Ricordi?, de Valerio Mieli (Itália/França)
Melhor Direção: Claire Burger, por C’est ça l’amour
Prêmio Label Europa Cinemas: Joy, de Sudabeh Mortezai (Áustria)
Hearst Film Award | Melhor Direção Feminina: Sudabeh Mortezai, por Joy
NuovoImaie Talent Award: Linda Caridi, por Ricordi?
Queer Lion Award: José, de Li Cheng (Guatemala/EUA)
Prêmio FEDIC | Menção Especial: Ricordi?, de Valerio Mieli e I Villani, de Daniele De Michele (Itália)

Foto: Divulgação.

Produzido por Rodrigo Teixeira, novo filme de Olivier Assayas terá Wagner Moura e Penélope Cruz no elenco

por: Cinevitor

wagnerolivierWagner Moura: sucesso na série Narcos e confirmado no próximo filme de Assayas.

O brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, produzirá o novo filme de Olivier Assayas, Wasp Network, que traz no elenco Penélope Cruz, Gael Garcial Bernal, Wagner Moura, Pedro Pascal e Edgar Ramírez. O drama de espionagem, dirigido e roteirizado por Assayas, é baseado no livro Os Últimos Soldados da Guerra Fria, de Fernando Morais, lançado em 2011.

A trama do longa gira em torno da Rede Vespa, um grupo selecionado de agentes secretos criado pelo governo cubano nos anos 1980 para se infiltrar em organizações anticastristas, em Miami, nos EUA. Para realizar suas missões, os espiões passarão por aventuras mirabolantes e disfarces perfeitos para tentar fugir do desmascaramento e do processo por parte do governo americano.

O cineasta francês Olivier Assayas é presença constante nos mais importantes festivais de cinema do mundo. Em 2016, levou o prêmio de melhor direção em Cannes, por Personal Shopper. Por lá, também concorreu ao prêmio máximo do evento, a Palma de Ouro, com os filmes Acima das Nuvens, Clean, Espionagem na Rede e Os Destinos Sentimentais. Além disso, seu mais recente longa, Doubles vies, foi exibido na Competição Internacional do Festival de Veneza e também em Toronto.

Wasp Network é uma coprodução entre a RT Features e a CG Cinema, e começa a ser rodado no primeiro semestre de 2019.

Foto: Alberto E. Rodriguez.

Morre, aos 82 anos, o ator americano Burt Reynolds

por: Cinevitor

burtreynoldsmorreBurt Reynolds: diversos trabalhos e uma indicação ao Oscar.

Morreu nesta quinta-feira, 06/09, aos 82 anos, o ator americano Burt Reynolds. A informação, divulgada pela imprensa americana e confirmada pelo empresário do artista, Erik Kritzer, afirma que Reynolds sofreu uma parada cardíaca no hospital Jupiter Medical Center, na Flórida, e não resistiu.

Com mais de 90 filmes em seu currículo, Burt começou sua carreira artística nos palcos. Sua primeira experiência foi em um peça da faculdade, na qual foi elogiado por sua atuação. Depois disso, estudou teatro em Nova York ao lado de Frank Gifford, Carol Lawrence, Red Buttons e Jan Murray. Prestes a desistir da carreira, teve a oportunidade de estrear na Broadway no final da década de 1950.

Depois disso, participou de diversos programas televisivos, como Riverboat e The Blue Angels. Sua estreia nas telonas aconteceu em 1961 no filme O Diabo da Carne. Depois, atuou em diversas produções, acumulou sucessos ao longo da carreira e foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por seu trabalho em Boogie Nights: Prazer Sem Limites, de Paul Thomas Anderson.

Além disso, foi indicado ao Globo de Ouro diversas vezes: em 1971, pela série Dan August; em 1975, pelo filme Golpe Baixo; em 1980, por Encontros e Desencontros; três vezes indicado pela série Evening Shade, saindo vencedor na categoria de melhor ator em 1992; e em 1998, também vencedor, só que dessa vez por Boogie Nights, como ator coadjuvante.

burtboogieBurt Reynolds em cena de Boogie Nights com William H. Macy e Ricky Jay.

Em seu currículo nas telonas, constam diversos filmes, como: O Esquadrão da Morte (1961), Joe, o Pistoleiro Implacável (1966), Tubarão (1969), Aliados Contra o Crime (1972), Amargo Pesadelo (1972), Tudo o que Você Sempre quis Saber Sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar (1972), Amor, Eterno Amor (1975), Crime e Paixão (1975), Agarra-me se Puderes (1977), Ladrão por Excelência (1980), Um Tira de Aluguel (1987), Uma Família Muito Louca (1990), Striptease (1996), Mister Bean: O Filme (1997), Big City Blues (1997), Alta Velocidade (2001), Uma Grande Jogada (2001), Os Gatões: Uma Nova Balada (2005), Em Nome do Rei (2007), Menina dos Olhos (2017), entre outros.

Um de seus últimos trabalhos, a comédia Defining Moments, de Stephen Wallis, tem previsão para estrear no final deste ano. Atualmente, Burt Reynolds estava filmando Once Upon a Time in Hollywood, novo longa de Quentin Tarantino, e estava confirmado em The French Cowboy, de Philipp Lawrence Durand.

Fotos: Noam Galai e New Line Cinema.

CINEVITOR #299: Entrevista com Adriana Esteves | Edição Especial

por: Cinevitor

adrianagramadocinevitorAdriana Esteves no tapete vermelho do Palácio dos Festivais em Gramado.

Desde o começo de sua carreira, no final dos anos 1980, até hoje, Adriana Esteves acumula trabalhos marcantes na TV, no cinema e no teatro. Começou como modelo, apresentou programas de esporte e variedades, fez uma participação na novela Vale Tudo e despontou para o estrelato quando ganhou um papel em Top Model, telenovela exibida na Rede Globo e escrita por Walther Negrão e Antônio Calmon, depois de participar de um quadro do Domingão do Faustão.

Ao longo dos anos, se destacou com diversas personagens marcantes na TV, como: a jovem Patrícia, de Meu Bem, Meu Mal; Marina Batista, de Pedra sobre Pedra, sua primeira protagonista; Mariana Paiva Ferreira, de Renascer, par romântico de Antonio Fagundes; Lúcia Helena e Eulália, de A Indomada; a vilã Sandrinha, de Torre de Babel; a feminista Catarina Batista, de O Cravo e a Rosa; a vilã Nazaré Tedesco, na primeira fase de Senhora do Destino; a divertida Celinha do seriado Toma Lá Dá Cá; a cantora Dalva de Oliveira, na microssérie Dalva e Herivelto: Uma Canção de Amor, papel que lhe rendeu uma indicação ao Emmy Internacional; a inesquecível vilã Carminha, de Avenida Brasil, que lhe rendeu muitos prêmios, entre eles o Troféu APCA; a doméstica Fátima, da série Justiça; e atualmente está no ar como Laureta, em Segundo Sol.

Também fez sucesso no teatro e ganhou destaque no cinema em diversos filmes, como: As Meninas, de Emiliano Ribeiro; Tiradentes, de Oswaldo Caldeira; as comédias O Trapalhão e a Luz Azul e Trair e Coçar é Só Começar; Real Beleza, em que atuou ao lado do marido, o ator Vladimir Brichta; Mundo Cão, de Marcos Jorge; Canastra Suja, de Caio Sóh; e Benzinho, de Gustavo Pizzi, exibido no Festival de Gramado deste ano, onde foi premiada como melhor atriz coadjuvante. Seu próximo trabalho nas telonas será em Marighella, filme dirigido por Wagner Moura.

Recentemente, Adriana Esteves marcou presença na 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado para participar da exibição de Benzinho. Durante o evento, conversamos com a atriz e fizemos um programa especial relembrando algumas personagens marcantes de sua carreira.

Aperte o play e confira:

Foto: Edison Vara/Pressphoto.

A Freira

por: Cinevitor

afreiraposterThe Nun

Direção: Corin Hardy

Elenco: Taissa Farmiga, Demián Bichir, Jonas Bloquet, Bonnie Aarons, Ingrid Bisu, Charlotte Hope, Sandra Teles, August Maturo, Jack Falk, Lynnette Gaza, Ani Sava, Michael Smiley, Gabrielle Downey, David Horovitch, Tudor Munteanu, Lili Bordán, Scarlett Hicks, Izzie Coffey, Jared Morgan, Laur Dragan, Eugeniu Cozma, Manuela Ciucur, Beatrice Péter, Dee Bradley Baker, Debra Wilson, Mark Steger, Lidiya Korotko, Emma Appleton, Jonny Coyne, Flynn Hayward.

Ano: 2018

Sinopse: Quando uma jovem freira que vive enclausurada em um convento na Romênia comete suicídio, um padre com um passado assombrado e uma noviça prestes a fazer seus votos finais são enviados pelo Vaticano para investigar o caso. Juntos, eles desvendam o segredo profano da ordem. Arriscando não só suas vidas, mas também sua fé e suas almas, eles confrontam a força malévola que assume a forma da mesma freira que aterrorizou o público em Invocação do Mal 2, à medida que o convento se torna um horripilante campo de batalha entre os vivos e os amaldiçoados.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas

Confira o trailer de Legalize Já – Amizade Nunca Morre, com Renato Góes e Ícaro Silva, sobre a banda Planet Hemp

por: Cinevitor

legalizejatrailerO legado de uma das mais consagradas bandas de rap do Brasil nas telonas.

Com canções de denúncia social e resistência, os amigos Skunk e Marcelo, atualmente conhecido como Marcelo D2, deram os primeiros passos com a banda Planet Hemp. A relação de ambos é tema de Legalize Já – Amizade Nunca Morre, longa dirigido por Johnny Araújo e Gustavo Bonafé.

Skunk, interpretado por Ícaro Silva, é um artista que sonha em ganhar a vida com o seu talento, enquanto Marcelo, vivido por Renato Góes, trabalha como camelô e não reconhece o potencial que tem como compositor e cantor.

A cinebiografia conquistou o prêmio de melhor ficção brasileira segundo o público da 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e também o de melhor longa-metragem pelo Júri Popular e melhor roteiro no 12º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, além de ter participado do Festival do Rio no ano passado.

O cantor Marcelo D2 participou desde o início do projeto, que durou nove anos, assina o argumento do filme junto com Johnny Araújo e é um dos responsáveis pela trilha sonora: “O filme não é só sobre maconha. É uma história de amor. É um grito de liberdade. Um pé na porta. É reconhecer que você tem o seu espaço no mundo. O mundo é meu, o mundo é seu. O mundo é de todos nós”, declarou o rapper.

Os diretores tiveram dificuldade para escolher quem iria interpretar Marcelo D2, mas quando viram Renato Góes atuando, perceberam que ele era a aposta certa, justamente pelos dois terem um brilho no olhar. O pernambucano precisou trabalhar para que o seu sotaque não interferisse na composição do personagem. No filme, ele e Ícaro regravaram e cantam clássicos do Planet Hemp como: Legalize Já, Mantenha o Respeito e Phunky Buddha.

Com roteiro de Felipe Braga, o longa conta também com Ernesto Alterio, Marina Provenzzano, Stepan Nercessian, Rafaela Mandelli e Shirley Cruz no elenco.

Confira o trailer de Legalize Já – Amizade Nunca Morre, que estreia nos cinemas no dia 18 de outubro:

Foto: Divulgação/Imagem Filmes.

Morre, aos 92 anos, a atriz Beatriz Segall

por: Cinevitor

beatrizsegallmorreBeatriz Segall como Odete Roitman, em Vale Tudo: papel mais marcante de sua carreira.

Morreu nesta quarta-feira, 05/09, aos 92 anos, a atriz Beatriz Segall. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do Hospital Albert Einstein e a causa da morte não foi revelada. Recentemente, a atriz tinha sido internada, mas teve alta no final de agosto.

Nascida no Rio de Janeiro, Beatriz começou sua carreira profissional na década de 1950 quando ganhou uma bolsa para estudar teatro e literatura em Paris. No Brasil, seu primeiro trabalho na TV foi em 1956, na novela Pollyana, exibida pela Rede Tupi. Atuou em diversas produções televisivas, como Dancin’ Days, Pai Herói e Água Viva, mas foi em 1988 que ganhou grande destaque ao interpretar a vilã Odete Roitman, na novela Vale Tudo, papel que marcou sua carreira.

Nas telonas, estreou em A Beleza do Diabo, de Romain Lesage, em 1951, quando ainda assinava como Beatriz Toledo. Depois disso, atuou em Cleo e Daniel, de Roberto Freire; À Flor da Pele e O Cortiço, de Francisco Ramalho Jr.; Diário da Província, de Roberto Palmari; Os Amantes da Chuva, de Roberto Santos; Pixote: A Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco; Romance, de Sergio Bianchi; Desmundo e Família Vende Tudo, de Alain Fresnot.

Seu último trabalho foi em 2015, na série Os Experientes, da Rede Globo, onde fez uma participação no primeiro episódio. Ao longo da carreira, também se dedicou ao teatro e foi consagrada com diversos prêmios, entre eles, o Troféu Imprensa de melhor atriz por sua atuação em Vale Tudo.

Foto: Divulgação/Memória Globo.

CINEVITOR #298: 46º Festival de Cinema de Gramado | Edição Especial

por: Cinevitor

gramado46pgmcinevitorKarine Teles, Ana Ivanova e Osmar Prado: premiados.

A 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado aconteceu entre os dias 17 e 25 de agosto na serra gaúcha com uma elogiada seleção de longas e curtas-metragens focada em realizar um panorama contemporâneo de produções dirigidas por nomes conhecidos e também por novos talentos, transitando por diversos gêneros.

Além disso, muitos convidados ilustres passaram pelo tapete vermelho do Palácio dos Festivais. O CINEVITOR marcou presença no evento e, como de costume, encerra sua cobertura desta edição com dois programas especiais com diversas entrevistas.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevistas com: Jesuita Barbosa, Mariana Ximenes e Bruna Linzmeyer, de O Grande Circo Místico; Fabrício Boliveira e Isis Valverde, de Simonal; Daniel de Oliveira, Osmar Prado e José Alvarenga Jr., de 10 Segundos para Vencer; Marina Provenzzano e Sandra Souza, de Mormaço.

PARTE 2:
Entrevistas com: Tifanny Dopke, Giovanni de Lorenzi, Aly Muritiba e Clarissa Kiste, de Ferrugem; Karine Teles e Gustavo Pizzi, de Benzinho; Marieta Severo, Arlindo Lopes, André Ristum, Stephanie de Jongh e Ricardo Merkin, de A Voz do Silêncio; Ana Brun, Margarita Irun e Ana Ivanova, de As Herdeiras.

Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto.