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CINEVITOR #355: Entrevista com Fernanda Torres | Edição Especial

por: Cinevitor

fernandatorrescinevitorFernanda Torres na Mostra de São Paulo: lançamento do filme O Juízo.

Escritora, atriz e apresentadora, Fernanda Torres é uma das artistas mais admiradas do país. Filha do casal de atores Fernando Torres e Fernanda Montenegro, começou sua carreira no final da década de 1970, em uma peça de Maria Clara Machado. Um ano depois, estreou na TV e fez parte do elenco da série Aplauso, de Domingos Oliveira, na TV Globo.

Nas telinhas, participou de grandes sucessos, como: Baila Comigo, Brilhante, Eu Prometo, Selva de Pedra, Comédia da Vida Privada, entre outros. Ganhou destaque na série Os Normais, escrita por Fernanda Young e Alexandre Machado, na qual dividia a cena com o amigo Luiz Fernando Guimarães. Anos depois, ao lado de Andrea Beltrão, protagonizou o seriado Tapas & Beijos, outro grande sucesso da TV.

No teatro, atuou em dezenas de peças, entre elas, o monólogo A Casa dos Budas Ditosos, baseado na obra de João Ubaldo Ribeiro. Sucesso de público e crítica, venceu o Prêmio Shell de Teatro e o Prêmio Qualidade Brasil de Teatro.

Sua estreia nas telonas aconteceu em 1983, no filme Inocência, de Walter Lima Jr. Em 1985, protagonizou A Marvada Carne, de André Klotzel, que lhe rendeu o kikito de melhor atriz no Festival de Gramado. Com o drama Eu Sei que Vou Te Amar, de Arnaldo Jabor, foi consagrada no Festival de Cannes com o prêmio de melhor atriz. Em Brasília, recebeu o Troféu Candango por sua atuação em Gêmeas, de Andrucha Waddington. Foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro por Traição e ganhou o Troféu APCA por O Primeiro Dia do Resto da Sua Vida, de Rémi Bezançon. Em 1991, atuou com Anthony Hopkins no drama paraguaio A Guerra de um Homem, de Sérgio Toledo.

Em 2005, ao lado de sua mãe, protagonizou o drama Casa de Areia. O longa, dirigido pelo marido Andrucha Waddington, lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Guadalajara. Entre tantos sucessos, também se destacou em Redentor, longa dirigido pelo irmão, no qual assinou o roteiro; Saneamento Básico, O Filme, de Jorge Furtado; Com Licença, Eu Vou à Luta, de Lui Farias; Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas; O Que É Isso, Companheiro?, de Bruno Barreto; Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho; entre outros. Além disso, escreveu três livros: Fim, que foi indicado ao Prêmio Jabuti; Sete Anos: Crônicas; e A Glória e Seu Cortejo de Horrores, lançado em 2017.

Recentemente, Fernanda Torres passou pela 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo para apresentar o filme O Juízo, suspense sobrenatural dirigido por Andrucha Waddington, no qual assina o roteiro. O longa, estrelado pelo filho Joaquim Torres Waddington, pela mãe Fernanda Montenegro, Felipe Camargo, Carol Castro, Criolo e Lima Duarte, narra um acerto de contas que leva mais de duzentos anos para se concretizar.

Em entrevista exclusiva ao CINEVITOR, Fernanda falou sobre o novo filme, trabalho em família, a importância do cinema brasileiro, diversidade cultural e relembrou diversos sucessos da carreira nas telonas.

Aperte o play e confira:

Foto: Natali Hernandes/agenciafoto.com.br.

Parasita

por: Cinevitor

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Parasite

Direção: Bong Joon-Ho

Elenco: Song Kang-ho, Cho Yeo-jeong, Park So-dam, Choi Woo-shik, Lee Sun Gyun, Jeong Ji-so, Park Seo-joon, Jeong-eun Lee, Andreas Fronk, Myeong-hoon Park, Hye-jin Jang, Hyun-jun Jung, Keun-rok Park, Ji-hye Lee, Joo-hyung Lee, Jeong Esuz, Ik-han Jung, Seong-Bong Ahn, Dong-yong Lee, Hyo-shin Pak, Kang Echae, JaeWook Park.

Ano: 2019

Sinopse: Todos os quatro membros da família Kim estão desempregados, porém uma obra do acaso faz com que o filho adolescente comece a dar aulas privadas de inglês à rica família Park. Fascinados com o estilo de vida luxuoso, os quatro bolam um plano para se infiltrar nos afazeres da casa burguesa. É o início de uma série de acontecimentos incontroláveis dos quais ninguém sairá ileso.

*Filme visto na 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro anuncia filmes selecionados e homenageados

por: Cinevitor

piedadebrasiliaFernanda Montenegro e Cauã Reymond em Piedade, de Claudio Assis.

A 52ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que acontecerá entre os dias 22 de novembro e 1º de dezembro, acaba de anunciar a lista de selecionados deste ano. Foram 701 inscritos, entre curtas e longas, e 21 filmes escolhidos que representam o cinema nacional contemporâneo e que disputarão os troféus Candango.

Mais do que a principal janela do festival, a Mostra Competitiva, com premiação de R$ 270 mil no total, é uma provocação ao debate e à avaliação de perspectivas culturais por meio da linguagem audiovisual. Assim, a seleção do Festival de Brasília 2019 lança um olhar atento à diversidade do nosso cinema. Os sete longas escolhidos, representantes de quatro estados, mais o Distrito Federal, abordam assuntos diversos e tratam de temas urgentes, por meio de narrativas únicas e vigorosas, unindo o trabalho de autor ao potencial expressivo da arte e da técnica cinematográfica.

A seleção de curtas-metragens, ainda mais abrangente, traduz de forma inequívoca a produção nacional. Os 14 filmes são oriundos de oito estados, mais o DF, representando o Norte, o Sul, o Nordeste, o Sudeste e o Centro-Oeste brasileiros. E, assim como o conjunto de longas, comprovam o domínio narrativo, a variedade de gêneros e linguagens e a integração em estágio avançado das forças realizadoras de diferentes lugares do Brasil.

alicebrasiliaAnne Celestino Mota, Surya Amitrano e Matheus Moura em Alice Júnior.

A comissão de seleção dos longas foi formada por: Marcus Ligocki Jr., cineasta; Anna Karina de Carvalho, jornalista, produtora e cineasta; Tiago Belotti, crítico de cinema; Erica Lewis, subsecretária de economia criativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal; e Flavia Guerra, jornalista e crítica de cinema. Já a comissão de curtas-metragens foi composta por Marcus Ligocki Jr., Anna Karina de Carvalho, Tiago Belotti e os seguintes profissionais: Joyce Pais, jornalista; Luísa Pécora, jornalista; Patrick de Jongh, compositor de trilhas sonoras, produtor musical, sound designer e produtor cinematográfico; e José Damata, idealizador do Cinema Voador.

A 52ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro também reserva um espaço para os realizadores candangos: a Mostra Brasília BRB, patrocinada pelo Banco de Brasília, BRB, decidiu associar sua marca ao cinema produzido no Distrito Federal. Com a intenção de ampliar e divulgar a produção local, a Mostra apresentará ao público 12 filmes feitos na capital.

O festival também exibirá mostras paralelas de documentários, longas e curtas-metragens, com trabalhos de grande impacto e que possibilitam o debate sobre as diversas questões da produção audiovisual brasileira contemporânea e sobre os caminhos narrativos praticados pelos cineastas brasileiros.

Os homenageados também ganham destaque. O Festival de Brasília celebra os trabalhadores da sétima arte, a começar pelo grande homenageado desta edição, o ator Stepan Nercessian, passando pelos filmes de abertura e encerramento, a sessão hors-concours, as Sessões Especiais, a Medalha Paulo Emílio Salles Gomes e o Prêmio da Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo (ABCV).

Muito além de narrar boas histórias, há autores que optam por dedicar suas vidas à manufatura cinematográfica. Isso se traduz na excelência do cinema brasileiro. Para celebrá-lo, o Festival de Brasília destaca algumas produções, como: O Traidor, de Marco Bellocchio, que será o filme de abertura. Uma coprodução entre Itália e Brasil, além de Alemanha e França, é dirigido por um dos grandes mestres do cinema contemporâneo.

E também: Giocondo Dias – Ilustre Clandestino, de Vladimir Carvalho. O filme que encerra o festival apresenta parte da trajetória do militante de esquerda que passou dois terços de sua vida na clandestinidade. Quem narra sua história é Vladimir Carvalho, um dos maiores nomes do cinema brasileiro, diretor de obras seminais como O país de São Saruê, Conterrâneos velhos de guerra e Barra 68, por meio de relatos de testemunhas que conviveram com ele, além de uma rara entrevista do próprio militante.

afebrebrasiliaCena do longa A Febre, de Maya Da-Rin: premiado em Locarno.

Vale destacar também a sessão hors-concours: Boca de Ouro, dirigido por Daniel Filho e baseado na obra de Nelson Rodrigues. Um gigante do cinema brasileiro e um gênio da literatura. Mais de 50 anos depois do primeiro contato do cineasta com a história do temido bicheiro carioca, quando interpretou Leleco na versão de 1963 de Boca de Ouro nos palcos, Filho comanda uma releitura cinematográfica da peça homônima de um de nossos maiores contadores de histórias e um dos mais agudos observadores do caráter e das contradições do brasileiro.

Criada pelo Festival de Brasília em 2016, a Medalha Paulo Emílio Salles Gomes reverencia os grandes nomes do cinema brasileiro. Nesta edição, Fernando Adolfo receberá tal honraria. Membro da Academia Brasileira de Cinema e integrante da equipe que criou a Primeira Semana do Cinema Brasileiro, hoje Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, e coordenador-geral do evento por vários anos, o baiano foi ainda integrante de comissões de seleção e jurado de diversos festivais de cinema.

Além disso, a Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo, ABCV, homenageia a professora, pesquisadora e documentarista alagoana Debora Diniz. Com graduação, mestrado e doutorado em Antropologia pela Universidade de Brasília (UnB), ela tem ampla formação, tendo realizado especializações em diversas instituições. Suas áreas de atuação são gênero, direitos humanos e bioética, sendo uma das fundadoras da Anis – Instituto de Bioética.

Confira os filmes selecionados para o 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro:

LONGAS-METRAGENS

Volume Morto, de Kauê Telloli (SP)
A Febre, de Maya Da-Rin (RJ)
Alice Júnior, de Gil Baroni (PR)
O Tempo que Resta, de Thaís Borges (DF)
Loop, de Bruno Bini (MT)
O Mês que Não Terminou, de Francisco Bosco e Raul Mourão (RJ)
Piedade, de Claudio Assis (RJ)

CURTAS-METRAGENS

A Nave de Mané Socó, de Severino Dadá (PE)
Alfazema, de Sabrina Fidalgo (RJ)
Amor aos vinte anos, de Felipe Arrojo Poroger e Toti Loureiro (SP)
Angela, de Marília Nogueira (MG)
Ari y yo, de Adriana de Faria (PA)
Cabeça de rua, de Angélica Lourenço (MG)
Caranguejo Rei, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Carne, de Camila Kater (SP)
Chico Mendes – Um legado a defender, de João Inácio (DF)
Marco, de Sara Benvenuto (CE)
Parabéns a você, de Andréia Kaláboa (PR)
Pelano!, de Christina Mariani e Calebe Lopes (BA)
, de Julia Zakia e Ana Flavia Cavalcanti (SP)
Sangro, de Tiago Minamisawa, Bruno H Castro e Guto BR (SP)

MOSTRA BRASÍLIA BRB | LONGAS-METRAGENS

Mãe, de Adriana Vasconcelos
Dulcina, de Glória Teixeira
Ainda temos a imensidão da noite, de Gustavo Galvão
Mito e música – A mensagem de Fernando Pessoa, de Rama de Oliveira e André Luiz Oliveira

MOSTRA BRASÍLIA BRB | CURTAS-METRAGENS

Claudia e o Crocodilo, de Raquel Piantino
#SOMOSAMAZÔNIA, de João Inácio
O Véu de Amani, de Renata Diniz
A terra em que pisar, de Fáuston da Silva
Escola sem sentido, de Thiago Foresti
AmbulaTório, de Júlia de Lannoy
Encanto feminino, de Fabíola de Andrade
Luis Humberto: o olhar possível, de Mariana Costa e Rafael Lobo

MOSTRA TERRITÓRIO BRASIL
É a consolidação simbólica da diversidade cultural brasileira. Dezenove estados iluminados nas telas do Festival de Brasília delineiam um país a ser descoberto, que produz cinema em todas as regiões. Multifacetado, o cinema carrega a integridade do povo brasileiro e almeja as salas de cinema de todos os continentes para propor o franco diálogo e a construção coletiva de um mundo criativo e repleto de possibilidades.

A Batalha de Shangri-lá, de Severino Neto e Rafael de Carvalho (MT)
A mulher e o rio, de Bernard Lessa (ES)
Amizade – Tekoayhu, de Chico Faganello (SC)
As órbitas da água, de Frederico Machado (MA)
Dorivando Saravá, o preto que virou mar, de Henrique Dantas (BA)
Eu, um outro, de Silvia Godinho (MG)
Fakir, de Helena Ignez (SP)
Jackson – Na batida do pandeiro, de Marcus Vilar e Cacá Teixeira (PB)
Lamento, de Diego Lopes e Claudio Bitencourt (PR)
Máquina de sonhos, de Nycolas Albuquerque (AP)
Mestre Cupijó e Seu Ritmo, de Jorane Castro (PA)
Niède, de Tiago Tambelli (PI)
O Buscador, de Bernardo Barreto (RJ)
Os bravos nunca se calam, de Marcio Schoenardie (RS)
Servidão, de Renato Barbieri e Neto Borges (DF)
Siron – Tempo sobre tela, de André Guerreiro Lopes e Rodrigo Campos (PE)
Soldados da Borracha, de Wolney Oliveira (CE)
Vermelha, de Getúlio Ribeiro (GO)

MOSTRA VOZES
Procura fortalecer a visibilidade das histórias daqueles que batalham para se fazer ouvir em um mundo contemporâneo desafiador. Unindo a arte e a técnica cinematográfica às narrativas de resistência e luta por seu merecido espaço, os filmes selecionados abrem uma janela para a jornada de quem combate diariamente, das mais diversas formas, as desigualdades socioeconômicas, o racismo, o machismo, o preconceito religioso, a homofobia, a transfobia e toda forma de preconceito.

Maria Luiza, de Marcelo Díaz (DF)
Batalha, de Cristiano Burlan (SP)
Família de Axé, de Tetê Moraes (RJ)
Cine Marrocos, de Ricardo Calil (SP)

MOSTRA GUERRILHA
O cinema é composto por uma complexa teia de peças que precisam conviver em harmonia, da primeira palavra do roteiro até a última correção da pós-produção. Demanda energia, tempo e dinheiro. Mas há aqueles que não se intimidam pela burocracia, que propagam os princípios de Glauber Rocha, mestre do fazer cinematográfico em um país em que muitas vezes guerrilha é a palavra-chave. São os kinólatras, mentes inquietas que se recusam a deixar de filmar. É para eles que existe a Mostra Guerrilha.

O espiral de contos de Deolindo Flores, de Rodrigo Araujo e Thiago L. Soares (SC)
Hopekillers, de Thiago Moyses (RJ)
Incursão, de Eduardo P. Moreira e Silvio Toledo (PB)

MOSTRA NOVOS REALIZADORES
É sempre instigante descobrir um novo olhar no audiovisual. Cinéfilos vivem por testemunhar aquela faísca dos filmes de amanhã. Quais cineastas vão tomar as rédeas da sétima arte e conduzir as próximas histórias que se perpetuarão? A renovação do audiovisual brasileiro contemporâneo é resultado da política pública que torna o acesso ao mercado e à produção mais democrático e diverso, terreno fértil para a inquietação criativa e a construção de novos rumos pelas novas gerações de cineastas.

Música para morrer de amor, de Rafael Gomes (SP)
Rodantes, de Leandro Lara (MG)
A colmeia, de Gilson Vargas (RS)
Um filme de verão, de Jo Serfaty (RJ)

MOSTRA FUTURO BRASIL
Conta com seis longas-metragens não finalizados exibidos em sessões exclusivas para agentes de vendas e curadores de importantes festivais internacionais, convidados a Brasília justamente para identificar filmes brasileiros com potencial de bom desempenho no circuito estrangeiro. O Festival de Brasília atua com o objetivo de contribuir para a articulação internacional da futura geração de filmes brasileiros.

A matéria noturna, de Bernard Lessa (ES)
Mulher Oceano, de Djin Sganzerla (SP)
O Cerco, de Aurélio Aragão, Gustavo Bragança e Rafael Spínola (RJ)
O espaço infinito, de Leo Bello (DF)
Pajeú, de Pedro Diogenes (CE)
Nazinha, de Belisario Franca (RJ)

SÉRIES
Nos últimos anos, as séries ganharam prestígio perante o público e foram rapidamente assimiladas pela comunidade audiovisual brasileira. TVs e plataformas de VOD fazem das séries o carro-chefe da exibição audiovisual fora das salas de cinema, um caminho robusto para o desenvolvimento econômico do setor. Sensível às inovações narrativas, o 52º Festival de Brasília criou a Mostra Séries com o objetivo de exibir os primeiros episódios de séries brasileiras que em breve estarão nesses canais e plataformas.

SESSÕES ESPECIAIS
Homenageiam pessoas que, cada uma a seu modo, dedicaram suas vidas ao cultivo do Brasil.

José Aparecido de Oliveira, de Mário Lúcio Brandão Filho e Gustavo Brandão
Campus Santo, de Márcio Curi

Fotos: Divulgação.

27º Festival Mix Brasil anuncia filmes internacionais e atrações especiais

por: Cinevitor

retratojovemchamasmixAdèle Haenel e Noémie Merlant em Retrato de uma Jovem em Chamas: filme de abertura.

O 27° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, maior evento cultural dedicado à diversidade da América Latina e um dos maiores do mundo, acontecerá entre os dias 13 e 20 de novembro, em São Paulo. Neste ano, com o tema Persistir, o festival exibirá mais de 110 filmes nacionais e internacionais de 26 países. Completam a programação atrações que envolvem teatro, música, literatura, games, realidade virtual, laboratório audiovisual e conferência.

Com entrada gratuita em toda a programação, o Mix Brasil 2019 começa no Auditório Ibirapuera com o drama francês Retrato de uma Jovem em Chamas (Portrait de la jeune fille en feu), de Céline Sciamma, vencedor do prêmio de melhor roteiro e da Queer Palm no Festival de Cannes deste ano. No filme de abertura, a pintora Marianne, interpretada por Noémie Merlant, vive em uma ilha isolada na Bretanha, no final do século XVIII. Certo dia, é chamada para pintar o retrato da jovem Héloïse, vivida por Adèle Haenel, que vai se casar em breve. Esse encontro cria uma intimidade entre as duas que não estava programada. Na mesma noite, o público convidado será contemplado com um show de Ekena.

Neste ano, foram inscritos 158 curtas-metragens e 28 longas, produzidos no Brasil entre o final de 2018 e meados de 2019, tratando da diversidade sexual. Vale destacar que na Mostra Competitiva Brasil de Curtas, entre os 16 selecionados, 11 são dirigidos por mulheres.

Uma seleção de grandes filmes que passaram pelos principais festivais de cinema do mundo marca o Panorama Internacional que, entre outros destaques, traz os vencedores dos prêmios LGBTQI+ de Cannes, Berlim e Veneza: respectivamente, Retrato de uma Jovem em Chamas, de Céline Sciamma; Breve História do Planeta Verde, de Santiago Loza, vencedor do Teddy Award; e o chileno O Príncipe (El Príncipe), de Sebastián Muñoz, que levou o Leão Queer.

planetaestranhomix2019Romina Escobar no argentino Breve História do Planeta Verde: filme premiado.

Além disso, a seleção conta também com: o novo filme do cineasta Xavier Dolan, Matthias e Maxime (Matthias et Maxime), que disputou a Palma de Ouro em Cannes neste ano; o documentário português Até Que o Porno Nos Separe, de Jorge Pelicano, exibido no Festival de Guadalajara e premiado no CinEuphoria Awards; o drama E Então Nós Dançamos (And Then We Danced), de Levan Akin, representante da Suécia na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional e que rendeu o prêmio de melhor ator para Levan Gelbakhiani  no Festival de Sarajevo e foi exibido na Quinzena dos Realizadores, em Cannes; o documentário Normal, destaque da mostra Panorama em Berlim, e dirigido por Adele Tulli; o documentário Fabulous, de Audrey Jean-Baptiste; o drama Fim de Século (Fin de siglo), de Lucio Castro, eleito o melhor filme argentino do BAFICI e premiado no L.A. Outfest; o documentário Jonathan Agassi Salvou Minha Vida (Jonathan Agassi Saved My Life), de Tomer Heymann, premiado nos festivais de Atlanta, Jerusalém e Dublin.

E mais: o drama Port Authority, de Danielle Lessovitz, exibido na mostra Un Certain Regard, em Cannes, e produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features; o romance Billie e Emma, de Samantha Lee; o drama romeno Monstros (Monstri.), de Marius Olteanu, premiado na mostra Forum do Festival de Berlim; o drama austríaco O Chão Sob Meus Pés (Der Boden unter den Füßen), de Marie Kreutzer, indicado ao Urso de Ouro em Berlim e premiado no L.A. Outfest; a comédia dramática argentina Os Membros da Família (Los miembros de la familia), de Mateo Bendesky, exibido na mostra Panorama em Berlim; Rumo às Estrelas (To the Stars), de Martha Stephens, exibido no Festival de Sundance; e o colombiano Segunda Estrela à Direita (Segunda estrella a la derecha), de Ruth Caudeli, exibido no Festival de San Sebastián.

dolanmixbrasil2019Cena de Matthias et Maxime, de Xavier Dolan.

No ano em que seu primeiro álbum Simples Como Fogo completa 40 anos, Marina Lima é também tema do documentário Uma Garota Chamada Marina, que faz parte da Mostra Competitiva Brasil de Longas do 27º Festival Mix Brasil. Através dos olhos do diretor Candé Salles, conhecemos melhor as motivações de sua trajetória, vida pessoal e carreira. Após Gus Van Sant e João Nery, homenageados nas duas primeiras edições, Marina Lima também receberá o prêmio Ícone Mix em 2019.

O Roze Filmdagen é o maior e mais antigo festival de cinema LGBTQI+ nos Países Baixos. Durante onze dias, o festival recebe no cinema The Ketelhuis, em Amsterdã, uma seleção de mais de 120 ficções, documentários e curtas-metragens que celebram todos os aspectos da diversidade. Em parceria com o diretor e programador do Roze Filmdagen, Werner Borkes, o Mix traz ao Brasil uma seleção especial da recente produção do país europeu, que inclui a websérie Anne+, sobre o cotidiano de uma jovem lésbica de Amsterdã; Galore, documentário intimista sobre a famosa drag da cena europeia Lady Galore, dirigido por Dylan Tonk e Lazlo Tonk; e uma sessão de curtas-metragens batizada carinhosamente de Dutch Delights.

marinamix2019Marina Lima no documentário Uma Garota Chamada Marina: Prêmio Ícone Mix 2019.

Mais do que nunca, é preciso ouvir as vozes que se erguem em um Brasil tomado pela indiferença, pela violência e pela desumanidade. Nesta seção, chamada de Vozes do Brasil Real, quatro longas-metragens se propõem a jogar uma luz sobre as vivências de diferentes populações ignoradas ou marginalizadas, lançando um contraponto à desinformação e ao preconceito. São eles: Que os Olhos Ruins Não Te Enxerguem, de Roberto Maty e Thabata Vecchio; Rua Guaicurus, de João Borges; Tente Entender o que Tento Dizer, de Emília Silveira; e Um Filme de Verão, de Jô Serfaty.

Ministrada por Christian Saghaard, Fazendo Cinema – Crescendo com a Diversidade é uma oficina que reúne crianças e adolescentes de 8 a 15 anos de idade. Nela, jovens oriundos de ONGs e escolas públicas entram em contato com o cinema de maneira prática e ao mesmo tempo desenvolvem um olhar sobre a diversidade, que é tão importante nessa fase de formação. A oficina contará com a exibição de filmes voltados para esse público e permitirá que os próprios estudantes criem e editem uma obra audiovisual a partir dessa reflexão.

Após um breve hiato, Marisa Orth retorna triunfante ao comando do já tradicional Show do Gongo, que contará com uma curadoria especial dos melhores vídeos dos últimos vinte anos: Gongo All Stars. A atração acontecerá na sexta-feira, 14/11, às 21h, no Centro Cultural São Paulo.

Pelo quarto ano, o Mix Brasil promove o MixLab Spcine, encontro que visa o intercâmbio de experiências e relações profissionais. Nesta edição, profissionais da Spcine vão dialogar sobre o papel da empresa como fomentadora dos projetos audiovisuais paulistas. A parceria também será representada por uma vitrine exclusiva de destaques do festival, que será exibida dentro da plataforma Spcine Play durante 30 dias a partir do início do evento.

fimseculomix2019Ramon Pujol e Juan Barberini no drama argentino Fim de Século.

Pela primeira vez, o Festival Mix Brasil traz para a sua programação uma seleção de filmes de Realidade Virtual com conteúdo LGBTQI+. Além disso, a quinta edição da Conferência, em 13 mesas, avançará por discussões sobre temas como os caminhos da produção musical negra e LGBTQI+ que saiu das periferias, mulheres invisíveis no cinema, despatologização e tratamentos hormonais de pessoas trans, e o futuro das relações de trabalho sob a perspectiva LGBTQI+.

Diversas atrações que envolvem teatro, música, literatura (Mix Literário), dança LGBT e games (BIG MIX Jam 4Diversity) estão na programação. O Mix Music chega à sua 20ª edição com shows viscerais e novos talentos, como Jup do Bairro e um show de calouros comandado por André Pomba, que também é responsável pela curadoria de Novos Talentos – Drag, uma das atrações mais esperadas, que entregará um prêmio à drag queen que melhor se apresentar e conquistar o público e o júri.

Com direção de André Fischer, direção executiva de Josi Geller e direção de programação dos filmes de João Federici, o 27° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade acontecerá nas tradicionais sedes, como CineSesc, Cine Olido, Espaço Itaú de Cinema e CCSP, Centro Cultural São Paulo. Além disso, neste ano volta para o MIS, Museu da Imagem e do Som, e participa da programação do novo Centro Cultural da Diversidade, da Secretaria Municipal de Cultura.

O Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade é organizado anualmente desde 1993 pela Associação Cultural Mix Brasil que tem como missão a promoção do respeito e livre expressão da diversidade sexual. O objetivo do Mix Brasil é apresentar novas possibilidades para a comunidade LGBTQI+ livres de preconceitos, promovendo a tolerância, compreensão, cidadania e o combate a toda forma de discriminação.

Clique aqui e confira a programação completa do Mix Brasil 2019.

Fotos: Divulgação/Eduardo Crespo.

XII Janela Internacional de Cinema do Recife: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

afebrejanelarecifeRegis Myrupu em A Febre: prêmio de melhor ator no Festival de Locarno.

O Janela Internacional de Cinema do Recife exibe filmes nacionais e estrangeiros, inclusive cópias restauradas de grandes clássicos, em diálogo direto com arquivos e distribuidoras internacionais. O evento é como um fórum de cinema com encontros, discussão e produção crítica.

Desde 2008 contabiliza cerca de 130 mil espectadores utilizando em média duas salas de cinema. Nesses 12 anos, foram exibidos aproximadamente 1400 filmes entre curtas, médias e longas metragens; de filmes centenários quase perdidos a estreias mundiais.

Porém, os cortes no apoio à Cultura implantados pelo atual governo federal deixaram o Janela, já com 12 anos de trabalho, sem base para a sua realização esse ano. Os cortes têm atingido inúmeros festivais de cinema no país e a indústria do audiovisual brasileiro como um todo. “Este ano faríamos um belo e importante Janela de qualquer jeito. Mesmo que ainda menor, em condições mais difíceis ainda. Com as boas notícias, ganhamos a oportunidade de fazer novos planos”, diz o comunicado oficial do evento.

Para a realização do festival, foi criado um financiamento coletivo, onde qualquer pessoa pode contribuir com os custos do festival em troca de recompensas. As metas podem ser acessadas na página da campanha de benfeitoria (clique aqui).

O Janela Internacional de Cinema do Recife 2019 terá 5 dias de duração e ocorrerá entre 6 e 10 de novembro, no Cinema São Luiz, no Cinema da Fundação do Derby e no recém-inaugurado Cinema da UFPE.

Conheça os filmes selecionados para o XII Janela Internacional de Cinema do Recife:

CLÁSSICOS

Easy Rider: Sem Destino, de Dennis Hopper (1968)
A Idade do Ouro, de Luis Buñuel (1930)
O Salário do Medo, de Henri-Georges Clouzot (1953)
Sem Chão, de Kathleen Collins (1982)
SuperOutro, de Edgard Navarro (1989)
Tudo sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar (1999)

COMPETIÇÃO DE LONGAS

A Febre, de Maya Da-Rin (Brasil/França/Alemanha)
Koko-di Koko-da, de Johannes Nyholm (Suécia/Dinamarca)
Noite Passada Te Vi Sorrindo (Last Night I Saw You Smiling), de Kavich Neang (Camboja/França)
So Pretty, de Jessie Jeffrey Dunn Rovinelli (EUA/França)
Um Filme de Verão, de Jô Serfaty (Brasil)

COMPETIÇÃO DE CURTAS BRASILEIROS

CRIAR AS LEIS
Quebramar, de Cris Lyra (SP)
Para Todas as Moças, de Castiel Vitorino Brasileiro (ES)
Sete Anos em Maio, de Affonso Uchôa (MG)

MUDAR DE ROTA
Thynia, de Lia Letícia (PE)
Teoria Sobre Um Planeta Estranho, de Marco Antônio Pereira (MG)
Looping, de Maick Hannder (MG)
Peixe, de Yasmin Guimarães (MG)
Ilhas de Calor, de Ulisses Arthur (AL)

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL

TUDO TEM FEBRE
Febre do Sul (Fiebre Austral), de Thomas Woodroffe (Chile)
ALTIPLANO, de Malena Szlam (Chile/Argentina/Canadá)
Cisne Elétrico (Electric Swan), de Konstantina Kotzamani (Argentina/Grécia/França)

AVISTADOS POR VAGALUMES
Past Perfect, de Jorge Jácome (Portugal)
Sapatos de Viagem (Traveling Shoes), de Kevin Jerome Anderson (EUA)
Rise, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (Brasil/Canadá/EUA)
Vever (Para Barbara) (Vever (For Barbara)), de Deborah Stratman (Guatemala/EUA)
Parsi, de Eduardo “Teddy” Williams e Mariano Blatt (Guiné Bissau/Argentina/Suíça)
Resista Num Pálido Ponto Azul (Linger on Some Pale Blue Dot), de Alexandre Koberidze (Alemanha/Israel)

SESSÕES ESPECIAIS | CURTAS-METRAGENS

FAROL ACESO
Cinema Contemporâneo, de Felipe André Silva (PE)
Caranguejo Rei, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Tempestade, de Fellipe Fernandes (PE)
A Mulher que Sou, de Nathália Tereza (PR)
Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (PE)
A Cristalização de Brasília, de Guerreiro do Divino Amor (RJ/DF)
Rosário, de Juliana Soares e Igor Travassos (PE)
A História do Pequeno Puppetboy (Sagan om den lille Dockpojken), de Johannes Nyholm (Suécia)

SESSÕES ESPECIAIS | LONGAS-METRAGENS

Abismo Tropical, de Paulo Caldas (Brasil)
Casa, de Letícia Simões (Brasil)
Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa (Brasil)
Jogos Dirigidos, de Jonathas de Andrade (Brasil)
Passagens (Passages), de Lúcia Nagib e Samuel Paiva (Reino Unido)
Funeral de Estado (State Funeral), de Sergei Loznitsa (Holanda/Lituânia)
Synonymes, de Nadav Lapid (França/Israel/Alemanha)
O Farol (The Lighthouse), de Robert Eggers (EUA/Brasil)
Vitalina Varela, de Pedro Costa (Portugal)

SESSÕES COMENTADAS PELO DIRETOR

Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (Brasil/França)
Divino Amor, de Gabriel Mascaro (Brasil/Uruguai/Dinamarca/Noruega/Chile/Suécia)

PROGRAMAS CONVIDADOS

BRASIL DISTÓPICO VOL. 2
O Jardim das Espumas, de Luiz Rosemberg Filho (Brasil, 1970)

FUNDAÇÃO BERGMAN
Fårödokument 1969, de Ingmar Bergman (Suécia)
Fårödokument 1979, de Ingmar Bergman (Suécia)

Foto: Divulgação.

Projeta Brasil Cinemark completa 20 anos com clássicos e lançamentos do último ano

por: Cinevitor

hebecinemarkFelipe Rocha e Andrea Beltrão em Hebe: A Estrela do Brasil.

O Projeta Brasil Cinemark, dia inteiramente dedicado à exibição de filmes nacionais pela Rede, completa 20 anos em 2019. A programação da edição deste ano, marcada para o dia 12 de novembro, traz novidades. Além de filmes lançados nos últimos 12 meses, serão exibidos grandes sucessos do cinema brasileiro em versão digitalizada.

Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, de Carla Camurati, lançado em 1995, é um dos destaques. Estrelado por Marieta Severo e Marco Nanini, o filme é considerado o marco da retomada do cinema nacional. Outra atração é Se Eu Fosse Você, de Daniel Filho, lançado em 2006, em que os personagens de Tony Ramos e Gloria Pires trocam de sexo. Minha Mãe é uma Peça, de 2013, conta com o humor irreverente de Paulo Gustavo no papel que o lançou ao estrelato, Dona Hermínia.

Divã, de 2009, traz Lilia Cabral como uma mulher de 40 anos que se redescobre após iniciar sessões de terapia. Completa a lista Nosso Lar, de 2010, baseado no livro homônimo psicografado por Chico Xavier, com os relatos do espírito André Luiz sobre a vida pós-morte, segundo o Espiritismo.

“Ao incluir na programação esses grandes clássicos, em versão digitalizada, queremos festejar a história do Projeta, que se mistura com a do cinema brasileiro nessas duas décadas”, conta Bettina Boklis, diretora de marketing da Cinemark. Ela conta que, em 19 anos, o Projeta Brasil já levou 2,7 milhões de espectadores aos cinemas e exibiu 505 filmes nacionais.

Assim como nas edições anteriores, o público vai ter também a oportunidade de ver ou rever os mais importantes lançamentos do cinema brasileiro do último ano, nos mais variados estilos e gêneros. E mais uma vez, toda a renda arrecadada no Projeta Brasil será revertida para projetos e programas de incentivo à produção cinematográfica nacional: “Essa é uma forma que a Cinemark encontrou, nesses 20 anos, de apoiar e valorizar o cinema brasileiro”, explica Bettina.

O Projeta Brasil Cinemark também tem novidade para o público infantojuvenil em 2019. A Rede montou uma programação especial para os pequenos e os jovens na manhã do sábado seguinte ao do evento, 16 de novembro. Uma iniciativa para incentivar a formação de público para os filmes nacionais. Além disso, o Projeta Brasil Nova Geração fica ainda mais especial por conta de 26 ONGs que têm projetos voltados para crianças e adolescentes que foram convidados pela Cinemark para vivenciarem, de forma gratuita, a experiência do cinema. As organizações levarão mais de 2 mil crianças e adolescentes para ver os filmes.

Conheça os filmes selecionados para o Projeta Brasil 2019:

CLÁSSICOS

Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, de Carla Camurati
Se Eu Fosse Você, de Daniel Filho
Minha Mãe é uma Peça – O Filme, de André Pellenz
Divã, de José Alvarenga Júnior
Nosso Lar, de Wagner de Assis

FILMES DO CIRCUITO 2018 – 2019

A História de Um Sonho – Todas as Casas do Timão, de Ricardo Aidar e Marcela Coelho
A Mata Negra, de Rodrigo Aragão
A Mulher do Meu Marido, de Marcelo Santiago
A Pedra da Serpente, de Fernando Sanches
A Quarta Parede, de Hudson Senna
Alaska, de Pedro Novaes
Alma Imoral, de Silvio Tendler
Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles
Chorar de Rir, de Toniko Melo
Cine Holliudy 2: A Chibata Sideral, de Halder Gomes
De Pernas Pro Ar 3, de Julia Rezende
Diários de Classe, de Igor Souza e Maria Carolina Gonçalves da Silva
Divaldo – O Mensageiro da Paz, de Clovis Mello
Eu Sou Brasileiro, de Alessandro Barros
Eu Sou Mais Eu, de Pedro Amorim
Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro, de Fabrício Bittar
Histórias Estranhas, de Paulo Biscaia Filho, Rodrigo Brandão, Marcos DeBrito, Claudio Ellovitch, Taísa Ennes, Filipe Ferreira, Kapel Furman e Ricardo Ghiorzi
Intimidade Entre Estranhos, de José Alvarenga Jr.
Kardec, de Wagner de Assis
Marés, de João Paulo Procópio
Minha Fama de Mau, de Lui Farias
Minha Vida em Marte, de Susana Garcia
Mussum, um Filme do Cacildis, de Susanna Lira
Nada a Perder 2, de Alexandre Avancini
O Amor Dá Trabalho, de Alê McHaddo
O Fantástico Patinho Feio, de Denilson Félix
O Filho do Homem, de Alexandre Machafer
O Galã, de Francisco Ramalho Jr.
O Grande Circo Místico, de Carlos Diegues
O Segredo de Davi, de Diego Freitas
Onde a Moeda Cai em Pé: A História do SPFC, de André Plihal e Pedro Jorge
Paisagem: Um Olhar Sobre Roberto Burle Marx, de João Vargas Penna
Sai de Baixo – O Filme, de Cris D’Amato
Santos de Todos os Gols, de Lina Chamie
Simonal, de Leonardo Domingues
Socorro, Virei uma Garota!, de Leandro Neri
Tito e Os Pássaros, de Gustavo Steinberg, André Catoto e Gabriel Bitar
Ultraje, de Marc Dourdin
Vai Que Cola – O Começo, de César Rodrigues
Hebe: A Estrela do Brasil, de Mauricio Farias
Ela Disse, Ele Disse, de Claudia Castro
Morto Não Fala, de Dennison Ramalho
Maria do Caritó, de João Paulo Jabur
Rasga Coração, de Jorge Furtado

PROJETA BRASIL | NOVA GERAÇÃO

Cinderela Pop, de Bruno Garotti
Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano, de Vivianne Jundi
Turma da Mônica – Laços, de Daniel Rezende

Como já é tradição, os ingressos para os filmes do evento, marcado para 12 e 16 de novembro, têm preço especial: apenas R$ 4, mesmo preço do combo promocional do Projeta, que inclui mini pipoca salgada e refrigerante de 300 ml.

Serviço Cinemark:

Projeta Brasil – 20 anos
Data: 12/11/2019
Ingressos: R$ 4 no site, no App Cinemark e nas bilheterias

Projeta Brasil – Nova Geração
Data: 16/11/2019
Horário: a partir das 10h
Ingressos: R$ 4 no site, no App Cinemark e nas bilheterias

Foto: Jonas Tucci.

Maria do Caritó

por: Cinevitor

mariacaritoposterDireção: João Paulo Jabur

Elenco: Lilia Cabral, Kelzy Ecard, Leopoldo Pacheco, Gustavo Vaz, Sylvio Zilber, Juliana Carneiro da Cunha, Fernando Sampaio, Alice Assef, Larissa Bracher, Priscila Steinman, Fernando Neves.

Ano: 2019

Sinopse: Cansada da vida solitária que leva, Maria sonha em encontrar um verdadeiro amor. Prometida pelo pai para ser entregue virgem a São Djalminha, um santo de quem ninguém nunca ouviu falar, só mesmo um milagre poderia ajudar. A única certeza que Maria tem é que, custe o que custar, ela precisa sair de uma vez desse Caritó.

*Filme visto no 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

*Clique aqui e assista ao programa especial com entrevista com Lilia Cabral.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Papicha

por: Cinevitor

papichaposterfinalDireção: Mounia Meddour

Elenco: Lyna Khoudri, Shirine Boutella, Amira Hilda Douaouda, Yasin Houicha, Zahra Manel Doumandji, Marwan Zeghbib, Aida Ghechoud, Meriem Medjkrane, Samir El Hakim, Amine Mentseur, Khaled Benaïssa, Abderrahmane Boudia, Malek Ghellamat, Lina Boudraa, Slimane Bourdous, Ahmed Benaissa, Fatma Belhamici, Nouara Hebboul, Katia Brihmat, Nacha Khiati, Mohamed Hamza Touam, Djelloul Laid, Nadia Kaci.

Ano: 2019

Sinopse: Argélia, anos 1990. Nedjma, uma estudante de 18 anos apaixonada por design de moda, se recusa a deixar que os trágicos acontecimentos da Guerra Civil da Argélia a impeçam de experimentar uma vida normal e sair à noite com sua amiga Wassila. À medida que o clima social se torna mais conservador, ela rejeita as novas proibições impostas pelos radicais e decide lutar por sua liberdade e independência apresentando um desfile de moda.

*Filme visto na abertura da Mostra 30 Anos Pandora.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

A Cidade dos Piratas

por: Cinevitor

cidadepiratasposterDireção: Otto Guerra

Elenco: Laerte Coutinho, Otto Guerra, Matheus Nachtergaele, Marco Ricca, Marcos Contreras, Luis Felipe Ramos.

Ano: 2018

Sinopse: Inspirado nos famosos quadrinhos da cartunista Laerte. A história mescla a jornada de transição da artista e do diretor, que encara a morte após ser diagnosticado com câncer. Cria-se, então, um abismo caótico entre ficção e realidade na animação mais louca de todos os tempos.

*Filme visto no 46º Festival de Cinema de Gramado.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Conheça os vencedores da 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

por: Cinevitor

vencedoresmostra2019Fernando Meirelles: produtor do documentário A Grande Muralha Verde, que foi premiado.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 30/10, no Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, os vencedores da 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que nesta edição apresentou mais de 320 títulos de diversos países. A cerimônia foi apresentada por Serginho Groisman e Renata de Almeida, diretora da Mostra.

Depois de serem exibidos na programação, os filmes da seção Competição Novos Diretores mais votados pelo público foram submetidos ao Júri Internacional, formado por Beto Brant, Lisandro Alonso, Maria de Medeiros e Xénia Maingot. Na categoria de melhor ficção houve um empate e dois longas foram consagrados com o Troféu Bandeira Paulista: System Crasher e Dente de Leite.

Como de costume, a escolha do público é feita por votação. A cada sessão assistida, o espectador recebe uma cédula para votar com uma escala de 1 a 5, entregue sempre ao final do filme. O resultado proporcional dos filmes com maiores pontuações determina os vencedores.

A Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, também realiza tradicionalmente uma premiação e escolheu o melhor filme brasileiro entre os realizados por diretores estreantes. Neste ano, o eleito foi o longa Currais, de David Aguiar e Sabina Colares. O júri foi formado por Nayara Reynaud, José Geraldo Couto e Pablo Villaça. O filme foi escolhido “pela forma eficaz com que combina as linguagens documental e ficcional para realizar o resgate histórico essencial de um episódio pouco discutido de nosso passado e que muito revela, em suas similaridades com o presente, nossa insistência, como nação, não só em ignorar, mas punir os mais pobres por sua condição”.

A imprensa especializada que cobre o evento e tradicionalmente confere o Prêmio da Crítica, também participou da premiação. O júri contou com diversos jornalistas e críticos de cinema, entre eles, Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR, que subiu ao palco ao lado de Flavia Guerra para a entrega dos prêmios.

Além disso, todos os diretores que tiveram títulos selecionados para a Mostra Brasil poderiam inscrever um novo projeto para concorrer a um prêmio oferecido pelo Projeto Paradiso, uma iniciativa do Instituto Olga Rabinovich. A bolsa, no valor de R$ 30 mil, é destinada ao roteirista do projeto em fase de desenvolvimento e inclui ainda mentoria nacional, consultoria internacional e participação no Workshop Audience Design do TorinoFilmLab no Brasil.

Confira a lista completa com os vencedores da 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo:

TROFÉU BANDEIRA PAULISTA 2019 | JÚRI INTERNACIONAL

Melhor Documentário: Honeyland, de Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov (Macedônia do Norte)
Melhor Ficção (empate): System Crasher (Systemsprenger), de Nora Fingscheidt (Alemanha) e Dente de Leite (Babyteeth), de Shannon Murphy (Austrália)

PRÊMIO DO PÚBLICO

Melhor Ficção Brasileira: Pacificado, de Paxton Winters
Melhor Documentário Brasileiro: Chorão: Marginal Alado, de Felipe Novaes
Melhor Ficção Internacional: Parasita (Gisaengchung), de Bong Joon-ho (Coreia do Sul)
Melhor Documentário Internacional: A Grande Muralha Verde (The Great Green Wall), de Jared P. Scott (Reino Unido)

PRÊMIO ABRACCINE

Melhor Filme Brasileiro: Currais, de David Aguiar e Sabina Colares

PRÊMIO DA CRÍTICA

Melhor Filme Brasileiro: Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo
Melhor Filme Estrangeiro: Honeyland, de Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov

PRÊMIO PROJETO PARADISO

O Campo dos Lobos Guarás, de Bárbara Cunha e Paulo Caldas

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Foto: Mario Miranda Filho/Agência Foto.

Repescagem da 43ª Mostra de São Paulo: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

doispapasrepescagemAnthony Hopkins e Jonathan Pryce em Dois Papas: direção de Fernando Meirelles.

A partir desta quinta-feira, 31/10, começa a repescagem da 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, uma nova chance para o público assistir aos filmes que se destacaram nesta edição.

Integram a programação extra da Mostra, que conta com 4 sessões diárias que ocorrem no CineSesc, filmes premiados como Honeyland, Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, Dente de Leite e System Crasher.

A repescagem também conta com longas de Amos Gitai e Olivier Assayas, diretores que receberam o Prêmio Leon Cakoff nesta edição do evento, e Elia Suleiman, que levou o Prêmio Humanidade.

Conheça os filmes selecionados para a repescagem da 43ª Mostra de São Paulo:

31/10 – QUINTA-FEIRA:
14h: Irma Vep, de Olivier Assayas (França)
16h: Horas de Verão (Summer Hours), de Olivier Assayas (França)
18h: Vidas Duplas (Non-Fiction), de Olivier Assayas (França)
20h10: Espionagem na Rede (Demonlover), de Olivier Assayas (França)

1/11 – SEXTA-FEIRA:
14h: Cicatrizes (Stitches), de Miroslav Terzic (Sérvia)
16h: Viajante da Meia-Noite (Midnight Traveler), de Hassan Fazili (EUA/Reino Unido/Qatar/Canadá)
18h: Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, de Bárbara Paz (Brasil)
20h: O Farol (The Lighthouse), de Robert Eggers (EUA)

2/11 – SÁBADO:
14h: Tristeza e Alegria na Vida das Girafas, de Tiago Guedes (Portugal)
16h15: Lara, de Jan-Ole Gerster (Alemanha)
18h20: Pacificado, de Paxton Winters (Brasil)
20h50: Dente de Leite (Babyteeth), de Shannon Murphy (Austrália)

3/11 – DOMINGO:
14h: Os Olhos de Cabul (Les hirondelles de Kaboul), de Zabou Breitman e Eléa Gobbé-Mévellec (França)
15h50: Sete Anos em Maio, de Affonso Uchoa (Brasil)
Chorão: Marginal Alado, de Felipe Novaes (Brasil)
18h20: O Paraíso Deve Ser Aqui (It Must Be Heaven), de Elia Suleiman (França/Qatar/Alemanha/Canadá/Turquia/Palestina)
20h30: Dois Papas (The Two Popes), de Fernando Meirelles (EUA/Reino Unido/Itália/Argentina)

4/11 – SEGUNDA-FEIRA:
14h: Viajantes de Guerra (War Travelers), de Joud Said (Líbano/Síria)
16h15: Berlim-Jerusalém, de Amos Gitai (França/Israel/Itália/Holanda/Reino Unido)
18h10: Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo (Brasil)
20h40: A Grande Muralha Verde (The Great Green Wall), de Jared P. Scott (Reino Unido)

5/11 – TERÇA-FEIRA:
14h: Fotógrafo de Guerra (War Photographer), de Boris Benjamin Bertram (Dinamarca/Finlândia)
15h45: Kadosh: Laços Sagrados, de Amos Gitai (Israel)
18h: Partida, de Caco Ciocler (Brasil)
20h10: Honeyland, de Ljubomir Stefanov e Tamara Kotevska (Macedônia do Norte)

6/11 – QUARTA-FEIRA:
14h: Fim de Estação (End of Season), de Elmar Imanov (Azerbaijão/Alemanha/Geórgia)
16h: Mi Vida (My Life), de Norbert ter Hall (Holanda/Espanha)
17h50: Currais, de David Aguiar e Sabina Colares (Brasil)
19h45: System Crasher (Systemsprenger), de Nora Fingscheidt (Alemanha)

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Foto: Divulgação/Netflix.

Coletiva de imprensa: Willem Dafoe e Robert Eggers falam sobre O Farol, filme exibido na 43ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

ofarolmostra43Diretor e protagonista em São Paulo antes da exibição especial do filme.

Dirigido por Robert Eggers, do aclamado A Bruxa, e protagonizado por Willem Dafoe e Robert Pattinson, O Farol, no original The Lighthouse, teve sua primeira exibição no Brasil durante a 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em sessão especial no Auditório Ibirapuera com a presença do diretor e de Dafoe.

O longa, que foi exibido na Quinzena dos Realizadores, mostra paralela ao Festival de Cannes, levou o prêmio de melhor filme segundo o júri da FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema. Produzido pela RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, em parceria com a New Regency e a A24, o filme tem estreia marcada para o dia 2 de janeiro com distribuição da Vitrine Filmes no Brasil.

Neste terror psicológico, dois homens são responsáveis por vigiar um farol marítimo numa remota e misteriosa ilha da Inglaterra nos anos 1890. Isolados de qualquer civilização, tendo apenas contato um com o outro durante longos períodos, eles começam a compartilhar suas angústias, medos, anseios e paixões.

Na coletiva de imprensa, que aconteceu antes da exibição no Auditório Ibirapuera, o diretor falou sobre diversos assuntos, entre eles, o elenco: “Quando o filme se tornou realidade, não tinha nenhuma dúvida que Willem Dafoe era a pessoa certa para o papel. Ele pode interpretar qualquer tipo de personagem”.

Questionado sobre a temporada de premiações, o produtor Rodrigo Teixeira se mostrou confiante: “Acho que o filme tem chance. Tecnicamente é impecável. E o trabalho de Willem é brilhante, assim como o de Robert Pattinson”. Recentemente, Dafoe foi indicado ao prêmio de melhor ator no Gotham Awards, importante premiação do cinema independente.

Aperte o play e assista aos melhores momentos da coletiva de imprensa que contou com a presença do diretor, produtor e do protagonista Willem Dafoe, com tradução de Carolina Carvalho:

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Foto: Mario Miranda Filho/Agência Foto.