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CINEVITOR #368: DICAS DE FILMES BRASILEIROS NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

por: Cinevitor

cinemabrasilcinevitor1Filmes brasileiros de todos os gêneros para todos os públicos.

Em dezembro do ano passado, foi identificado na cidade de Wuhan, na China, o primeiro caso de COVID-19, uma doença respiratória aguda causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2). Depois disso, os casos se espalharam pelo mundo. Em fevereiro, a Itália sofreu um grande surto, principalmente no norte, perto de Milão.

No Brasil, o primeiro caso foi confirmado no dia 25 de fevereiro. Em março, a OMS, Organização Mundial da Saúde, definiu o surto da doença como pandemia. Com isso, diversas medidas foram tomadas para alertar e prevenir a população, como a quarentena. Em São Paulo, por exemplo, o governador do Estado, João Doria, decretou quarentena por quinze dias, a partir de 24/03, com possibilidade de ser prolongado ou reduzido.

Porém, antes mesmo dos decretos oficias de governantes, milhares de pessoas no país optaram pela quarentena para evitar o pior, já que o novo coronavírus é altamente contagioso. A regra, nesse momento, é clara: fique em casa, lave as mãos com água e sabão, passe álcool em gel e evite locais com aglomerações.

Essa pandemia trouxe muitas consequências na rotina das pessoas e afetou diversos setores, entre eles, o cinema. Por aqui, salas foram fechadas e estreias de filmes e festivais adiados. Na semana do dia 19/03, por exemplo, nenhum filme estreou nos cinemas brasileiros. O mesmo tem acontecido no mundo todo.

Para entreter nossos leitores, seguidores e espectadores cinéfilos nesta época de quarentena, resolvemos realizar dois programas especiais com dicas de filmes brasileiros disponíveis nas plataformas digitais, como Netflix, Telecine Play, NOW, entre outras. Para isso, convidamos a crítica de cinema Flavia Guerra, do site Tela Tela, para nos ajudar nessa missão.

Com um cardápio variado, com produções nacionais de todos os gêneros e para todos os públicos, as plataformas digitais ganharam um impulso, que deve se expandir ao longo da quarentena.

No primeiro programa, selecionamos diversos títulos que estão disponíveis em serviços de streaming gratuitos e pagos. Aqui, destacamos filmes que podem ser encontrados na Netflix, Spcine Play, Petra Belas Artes À La Carte, Filme Filme e Canal Brasil Play (Curta na Tela).

Além disso, também destacamos: títulos que foram disponibilizados por cineastas e produtores, como Allan Deberton, Aly Muritiba e Esmir Filho, com links abertos no YouTube e no Vimeo; um acervo diverso de filmes paraibanos disponíveis gratuitamente; e documentários realizados na oficina Documentando, de Pernambuco. E também: a seleção do É Tudo Verdade 2020 – Festival Internacional de Documentários (ver programação no site), que disponibilizará alguns filmes online depois de adiar sua 25ª edição, que aconteceria no final de março.

Na segunda parte, falamos sobre produções nacionais atuais, alguns clássicos e também de filmes premiados de diretores consagrados e promissores disponíveis no Telecine Play, Canal Brasil Play e NOW. Além disso, destacamos o site Porta Curtas, que conta com um acervo de mais de mil curtas-metragens.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:

PARTE 2:

*FILMES, DIRETORES E PLATAFORMAS CITADAS | PARTE 1

Netflix: O Som ao Redor e Aquarius (Kleber Mendonça Filho); Como Nossos Pais (Laís Bodanzky); Califórnia (Marina Person); Democracia em Vertigem, Olmo e a Gaivota e Elena (Petra Costa); La Vingança (Fernando Fraiha); Colegas (Marcelo Galvão); Chatô – O Rei do Brasil (Guilherme Fontes); Na Quebrada (Fernando Grostein Andrade); Branco Sai, Preto Fica (Adirley Queirós); Mais Forte que o Mundo (Afonso Poyart); Mãe Só Há Uma (Anna Muylaert); Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar e Cinema, Aspirinas e Urubus (Marcelo Gomes); Operações Especiais (Tomás Portella); Temporada (André Novais Oliveira); O Homem do Futuro (Cláudio Torres); O Filme da Minha Vida (Selton Mello); Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Daniel Ribeiro); Todas as Razões para Esquecer (Pedro Coutinho); Elon Não Acredita na Morte (Ricardo Alves Jr.); Fala Comigo (Felipe Sholl); Ponte Aérea (Julia Rezende); O Último Cine Drive-in (Iberê Carvalho); A Estrada 47 (Vicente Ferraz); Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava (Fernanda Pessoa).

Spcine Play: José Mojica Marins, Tata Amaral, Laís Bodanzky, Lucia Murat; O Rei da Noite, Coração Iluminado e Carandiru (Hector Babenco); ABC da Greve (Leon Hirszman); A Dama do Cine Shanghai (Guilherme de Almeida Prado); A Hora da Estrela (Suzana Amaral).

Petra Belas Artes À La Carte: Domésticas (Nando Olival e Fernando Meirelles); O Rei da Noite e Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (Hector Babenco).

Filme Filme: Central do Brasil (Walter Salles); Ferrugem (Aly Muritiba); Gabriel e a Montanha (Fellipe Barbosa); Morto Não Fala (Dennison Ramalho); Los Silencios (Beatriz Seigner); Aos Teus Olhos (Carolina Jabor); Divinas Divas (Leandra Leal); O Auto da Compadecida (Guel Arraes).

Telecine Play: Bacurau (Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles); Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert); Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (Marcelo Gomes e Karim Aïnouz).

Canal Brasil Play (Curta na Tela): Recife Frio (Kleber Mendonça Filho); Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas.

NOW: Joaquim (Marcelo Gomes)

LINKS/OUTROS: Doce de Coco e O Melhor Amigo (Allan Deberton); Pixote: A Lei do Mais Fraco (Hector Babenco); Para Minha Amada Morta (Aly Muritiba); Batguano (Tavinho Teixeira); Mubi (O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho); Esmir Filho; Filmes Paraibanos; É Tudo Verdade; e Documentando.

*FILMES, DIRETORES E PLATAFORMAS CITADAS | PARTE 2

Telecine Play: Todas as Canções de Amor (Joana Mariani), Turma da Mônica – Laços (Daniel Rezende), De Pernas Pro Ar 3 (Julia Rezende), TOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva (Paulinho Caruso e Teodoro Poppovic), Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert), Legalize Já – Amizade Nunca Morre (Johnny Araujo e Gustavo Bonafé), Cidade de Deus (Fernando Meirelles), Sangue Azul (Lírio Ferreira), Meu Pé de Laranja Lima (Marcos Bernstein) e Era Uma Vez Eu, Verônica (Marcelo Gomes).

Canal Brasil Play: Tatuagem (Hilton Lacerda), O Palhaço (Selton Mello), Ex-Pajé (Luiz Bolognesi), Casa Grande (Fellipe Barbosa), Pastor Cláudio (Beth Formaggini), Waiting for B. (Paulo Cesar Toledo e Abigail Spindel) e Jonas e o Circo Sem Lona (Paula Gomes).

NOW: Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga); Sócrates (Alexandre Moratto); Hebe: A Estrela do Brasil (Mauricio Farias); Bixa Travesty (Kiko Goifman e Claudia Priscilla); A Sombra do Pai e O Animal Cordial (Gabriela Amaral Almeida); Deslembro (Flavia Castro); Vidas Secas (Nelson Pereira dos Santos); O Pagador de Promessas (Anselmo Duarte); Auto de Resistência (Natasha Neri e Lula Carvalho); Flores Raras e Dona Flor e Seus Dois Maridos (Bruno Barreto); O Segredo de Davi (Diego Freitas); Benzinho (Gustavo Pizzi); Greta (Armando Praça); A História da Eternidade (Camilo Cavalcante); O Quatrilho (Fábio Barreto); Divino Amor (Gabriel Mascaro); Big Jato (Cláudio Assis); A Luta do Século (Sérgio Machado); O Roubo da Taça (Caito Ortiz); Alguma Coisa Assim (Esmir Filho e Mariana Bastos); Babilônia 2000 (Eduardo Coutinho); Bete Balanço (Lael Rodrigues); O Processo (Maria Augusta Ramos); Diários de Classe (Maria Carolina da Silva e Igor Souza); Jogo de Cena (Eduardo Coutinho); Arábia (Affonso Uchoa e João Dumans); Cinema Novo (Eryk Rocha); A Luneta do Tempo (Alceu Valença); Corpo Elétrico (Marcelo Caetano); As Boas Maneiras (Juliana Rojas e Marco Dutra); Tito e os Pássaros (André Catoto, Gabriel Bitar e Gustavo Steinberg); Bicho de Sete Cabeças (Laís Bodanzky); Madame Satã, Praia do Futuro e A Vida Invisível (Karim Aïnouz); Inferninho (Guto Parente e Pedro Diogenes); Mormaço (Marina Meliande); Bingo: O Rei das Manhãs (Daniel Rezende); Meu Nome é Daniel (Daniel Gonçalves); Rasga Coração (Jorge Furtado); O Silêncio do Céu (Marco Dutra); Baronesa (Juliana Antunes); e Amazônia Groove (Bruno Murtinho).

Foto: Montagem CINEVITOR.

Prêmio Platino 2020: A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, e outros filmes brasileiros estão na disputa

por: Cinevitor

vidainvisivelplatinoCarol Duarte em A Vida Invisível: indicada na categoria de melhor atriz.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 18/03, os indicados ao 7º Prêmio Platino (ou Premios Platino del Cine Iberoamericano), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas de 23 países. Em sua sétima edição, o drama espanhol A Trincheira Infinita, de Aitor Arregi e Jon Garaño, lidera com oito indicações.

O cinema brasileiro se destaca com A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, indicado em três categorias: melhor filme ibero-americano de ficção, melhor atriz para Carol Duarte e melhor roteiro; a animação A Cidade dos Piratas, do cineasta gaúcho Otto Guerra; o documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa; e a coprodução entre Chile, Argentina e Brasil, Aranha, de Andrés Wood.

Além disso, diversas produções nacionais e profissionais brasileiros foram pré-selecionados entre os semifinalistas desta sétima edição, porém, não foram classificados para etapa final, como: Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, nas categorias de melhor filme ibero-americano de ficção, direção, roteiro e som (Ricardo Cutz); Greta, de Armando Praça, como melhor roteiro e melhor ator para Marco Nanini; Azougue Nazaré, de Tiago Melo, nas categorias de melhor primeiro filme ibero-americano de ficção e trilha sonora original (Tiago Melo, Mestre Anderson Miguel e Tomaz Alvez Souza); Andrea Beltrão, na categoria de melhor atriz por Hebe: A Estrela do Brasil; Turma da Mônica – Laços, de Daniel Rezende, como melhor trilha sonora original por Fabio Góes; Divino Amor, de Gabriel Mascaro, na categoria de melhor direção de arte por Thales Junqueira; Heloisa Passos como melhor direção de fotografia por Deslembro, de Flavia Castro; e Carcereiros – O Filme, de José Eduardo Belmonte, na categoria Premio Platino al Cine y Educación en Valores.

Também foram pré-selecionados: os documentários Bixa Travesty, de Kiko Goifman e Claudia Priscilla, Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza (coprodução entre Portugal e Brasil), e Poetas do Céu, de Emilio Maillé (coprodução entre México, Brasil e França); as animações A Princesa de Elymia, de Silvio Toledo, Cine Cartoon Apresenta: Especial Oswaldo, de Pedro Eboli e Antonio Linhares, e Tito e os Pássaros, de André Catoto, Gabriel Bitar e Gustavo Steinberg. Além das três indicações que recebeu, A Vida Invisível também foi pré-selecionado nas categorias de melhor direção e melhor som (Waldir Xavier e Björn Wiese).

Nas categorias televisivas, o Brasil ficou entre os semifinalistas com: Sintonia, nas categorias de melhor série, melhor ator (João Pedro Carvalho), ator coadjuvante (Christian Malheiros) e atriz coadjuvante (Bruna Mascarenhas); Marjorie Estiano na categoria de melhor atriz pela série Sob Pressão; Lee Taylor, como melhor ator coadjuvante por Irmandade; e Linn da Quebrada como atriz coadjuvante por Segunda Chamada.

A cerimônia, que estava marcada para acontecer no dia 3 de maio, no Teatro Gran Tlachco de Xcaret, em Riviera Maya, no México, foi adiada por conta da pandemia de novo coronavírus. Uma nova data será anunciada em breve.

Conheça os indicados ao Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano 2020:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO:
A Trincheira Infinita (Espanha/França/Canadá)
A Vida Invisível (Brasil/Alemanha)
Dor e Glória (Espanha)
Monos (Colômbia/Argentina/Holanda/Alemanha/Suécia/Uruguai/EUA/Suíça/Dinamarca/França)

MELHOR DIREÇÃO:
Aitor Arregi, Jon Garaño e Jose Mari Goenaga, por A Trincheira Infinita
Alejandro Amenábar, por Mientras dure la guerra
Juan José Campanella, por A Grande Dama do Cinema
Pedro Almodóvar, por Dor e Glória

MELHOR ROTEIRO:
A Trincheira Infinita, escrito por Luiso Berdejo e Jose Mari Goenaga
A Vida Invisível, escrito por Murilo Hauser, Inés Bortagaray e Karim Aïnouz
Dor e Glória, escrito por Pedro Almodóvar
Mientras dure la guerra, escrito por Alejandro Amenábar e Alejandro Hernández

MELHOR ATRIZ:
Belén Cuesta, por A Trincheira Infinita
Carol Duarte, por A Vida Invisível
Graciela Borges, por A Grande Dama do Cinema
Ilse Salas, por Las niñas bien

MELHOR ATOR:
Antonio Banderas, por Dor e Glória
Antonio de la Torre, por A Trincheira Infinita
Karra Elejalde, por Mientras dure la guerra
Ricardo Darín, por A Odisseia dos Tontos

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
A Grande Dama do Cinema, por Emilio Kauderer
Dor e Glória, por Alberto Iglesias
Mientras dure la guerra, por Alejandro Amenábar
Monos, por Mica Levi

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
A Cidade dos Piratas (Brasil)
Buñuel en el laberinto de las tortugas (Espanha)
Elcano y Magallanes. La primera vuelta al mundo (Espanha)
Klaus (Espanha)

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Ara Malikian: una vida entre las cuerdas (Espanha)
Democracia em Vertigem (Brasil)
El cuadro (Espanha)
Historias de nuestro cine (Espanha)

MELHOR PRIMEIRO FILME IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO:
A Camareira, de Lila Avilés (México)
La hija de un ladrón, de Belén Funes (Espanha)
O Despertar das Formigas, de Antonella Sudasassi (Costa Rica/Espanha)
Ventajas de viajar en tren, de Aritz Moreno (Espanha)

MELHOR EDIÇÃO:
A Odisseia dos Tontos, por Alejandro Carrillo Penovi
A Trincheira Infinita, por Laurent Dufreche e Raúl López
Aranha, por Andrea Chignoli
Dor e Glória, por Teresa Font

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
A Trincheira Infinita, por Pepe Domínguez del Olmo
Insumisas, por Alexis Alvarez
Las niñas bien, por Claudio Ramirez Castelli
Mientras dure la guerra, por Juan Pedro De Gaspar

MELHOR FOTOGRAFIA:
A Trincheira Infinita, por Javier Agirre
Las niñas bien, por Dariela Ludlow
Mientras dure la guerra, por Alex Catalán
Monos, por Jasper Wolf

MELHOR SOM:
A Grande Dama do Cinema, por José Luis Díaz
Dor e Glória, por Sergio Bürmann, Pelayo Gutiérrez e Marc Orts
Mientras dure la guerra, por Aitor Berenguer e Gabriel Gutiérrez
Monos, por Lena Esquenazi

PREMIO PLATINO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES:
Aranha, de Andrés Wood (Chile/Argentina/Brasil)
Dezessete, de Daniel Sánchez Arévalo (Espanha)
Elisa y Marcela, de Isabel Coixet (Espanha)
O Despertar das Formigas, de Antonella Sudasassi (Costa Rica/Espanha)

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Distrito Salvaje (Colômbia)
El marginal III (Argentina)
La casa de papel (Espanha)
Monzón (Argentina)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Álvaro Morte, por La casa de papel
Javier Cámara, por Vota Juan
Jorge Román, por Monzón
Óscar Jaenada, por Hernán

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Candela Peña, por Hierro
Cecilia Suárez, por A Casa das Flores
Leticia Dolera, por Vida Perfecta
Úrsula Corberó, por La casa de papel

MELHOR ATOR COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Christian Tappán, por Distrito Salvaje
Gerardo Romano, por El marginal III
Gustavo Garzón, por Monzón
Juan Pablo Medina, por A Casa das Flores

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Alba Flores, por La casa de papel
Belén Cuesta, por Paquita Salas
Florencia Raggi, por Monzón
Mariana Treviño, por A Casa das Flores

Foto: Bruno Machado.

Cats é o grande vencedor do 40º Framboesa de Ouro, prêmio que elege os piores do cinema

por: Cinevitor

catsvenceframboesaRebel Wilson: pior atriz coadjuvante por Cats.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 16/03, os vencedores da 40ª edição do Framboesa de Ouro, divertido prêmio criado pelo publicitário John Wilson, que elege os piores da sétima arte, conhecido também como uma sátira ao Oscar.

Neste ano, Cats, dirigido por Tom Hooper, que liderava a lista com oito indicações ao lado de Rambo: Até o Fim, se consagrou como o grande vencedor em seis categorias, entre elas, a de pior filme e pior direção. O musical é baseado em uma série de poemas de T. S. Eliot, assim como a peça da Broadway, e conta a história de uma tribo de gatos chamada jellicle, cujo significado só eles conhecem, que se reúne para que o líder escolha apenas um integrante para ir a um lugar melhor e ganhar uma nova vida.

O Prêmio Redenção, entregue para alguém que conseguiu dar a volta por cima depois de marcar presença constante entre os piores, foi para o ator Eddie Murphy por seu trabalho em Meu Nome é Dolemite.

Por conta da pandemia do coronavírus, a equipe da premiação não conseguiu realizar um vídeo completo, com shows de paródias, que seria transmitido para o mundo inteiro. “Estamos trazendo um vídeo um pouco mais íntimo, adequado para qualquer público, com uma versão sobre a atual crise mundial de saúde com a qual estamos lidando”, disse o comunicado oficial.

Conheça os vencedores do 40º Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzie Awards:

PIOR FILME:
Cats

PIOR DIREÇÃO:
Tom Hooper, por Cats

PIOR ATOR:
John Travolta, por The Fanatic e Trading Paint

PIOR ATOR COADJUVANTE:
James Corden, por Cats

PIOR ATRIZ:
Hilary Duff, por A Maldição de Sharon Tate

PIOR ATRIZ COADJUVANTE:
Rebel Wilson, por Cats

PIOR ROTEIRO:
Cats, escrito por Lee Hall e Tom Hooper

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA:
Rambo: Até o Fim

PIOR COMBO EM CENA:
Quaisquer duas bolas de pelo meio felino e meio humano, em Cats

PIOR DESRESPEITO À VIDA HUMANA E À PROPRIEDADE PÚBLICA:
Rambo: Até o Fim

PRÊMIO REDENÇÃO:
Eddie Murphy, por Meu Nome é Dolemite

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

CINEVITOR #367: Entrevista com Regina Casé | Três Verões

por: Cinevitor

reginacase3veroescinevitorPremiada: Regina Casé em cena.

Dirigido por Sandra Kogut, de Mutum e Campo Grande, Três Verões teve estreia mundial no Festival de Toronto e foi exibido pela primeira vez no Brasil na 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Também passou pelo Festival do Rio e no Antalya Golden Orange Film Festival, na Turquia, onde garantiu à Regina Casé dois prêmios de melhor atriz por seu papel como Madá.

O longa, que chega aos cinemas no dia 19 de março, faz um retrato do Brasil contemporâneo e das consequências da Operação Lava Jato. Através do olhar de Madá, uma caseira em um condomínio de luxo à beira mar, acompanhamos o desmantelamento de uma família em função dos dramas políticos que abalaram o país. A trama se passa ao longo de três anos consecutivos (2015, 2016 e 2017), sempre na última semana do ano, entre o Natal e o Ano Novo, na luxuosa casa de veraneio da família. A personagem de Madá está entre dois mundos, ela é dona da casa sem ser: Madá manda nos empregados, mas é também submissa aos patrões.

O filme nasceu do desejo da diretora Sandra Kogut de falar sobre o que vem acontecendo no Brasil nestes últimos anos através de personagens que estão geralmente num canto do quadro. Além de Regina Casé, completam o elenco: Rogério Fróes, Otávio Müller, Gisele Fróes, Carla Ribas, Carol Pismel, Wilma Melo, Luciano VidigalJéssica Ellen e Daniel Rangel.

Para falar mais sobre Três Verões, conversamos com a protagonista Regina Casé, que relembrou bastidores das filmagens, entrosamento com o elenco, personagens marcantes de sua carreira, como a Val, de Que Horas Ela Volta?, e Lurdes, da novela Amor de Mãe, entre outros assuntos.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

É Tudo Verdade 2020 – 25º Festival Internacional de Documentários: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

paoamargoETVCena do documentário libanês Pão Amargo, de Abbas Fahdel.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 09/03, em uma coletiva de imprensa, em São Paulo, os filmes selecionados para a 25ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. Neste ano, a programação exibirá 83 títulos, em sessões gratuitas, entre os dias 26 de março e 5 de abril, em São Paulo, e 31 de março e 5 de abril, no Rio de Janeiro.

“Alcançar a marca de um quarto de século é uma alegria e uma responsabilidade. Desde a edição inaugural, em 1996, o vigor da produção documental não para de crescer no Brasil e mundo afora. A história do festival confunde-se com esta era de ouro do documentário”, afirma o diretor fundador do É Tudo Verdade, Amir Labaki.

Dirigido por Taghi Amirani, Golpe 53 será o filme de abertura em São Paulo da 25ª edição do É Tudo Verdade, em sessão especial para convidados. Um autêntico thriller documental, o longa investiga, na aurora da Guerra Fria, os envolvimentos da Grã-Bretanha e dos EUA no golpe de Estado que liquidou, em 1953, o regime democrático iraniano liderado pelo primeiro-ministro Mohammad Mosaddegh. Golpe 53 conta com a participação do ator britânico Ralph Fiennes e o lendário montador americano Walter Murch, de Apocalypse Now, assina a edição e colabora com o roteiro.

No Rio, o festival será inaugurado com A Cordilheira dos Sonhos, de Patricio Guzmán, vencedor do Olho de Ouro de melhor documentário no Festival de Cannes do ano passado. Guzmán encerra a trilogia formada ainda por Nostalgia da Luz e O Botão de Pérola num ensaio entre o memorialístico e o político sobre os avanços sociais do governo Allende (1970-1973), a repressão brutal da ditadura Pinochet (1973-1990) e a dura herança atual da política econômica desenvolvida no período autoritário.

golpe53ETVCena do documentário Golpe 53, de Taghi Amirani: filme de abertura em São Paulo.

Exemplo do trabalho de recuperação histórica realizado pelas retrospectivas do festival, Volkswagen: Operários na Alemanha e no Brasil (1974), de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer, documentava o estado das coisas do operariado fabril em duas conjunturas nacionais distintas, dialogando com o futuro das mesmas relações trabalhistas como estampado pelo vencedor do Oscar de melhor documentário deste ano, Indústria Americana, de Steven Bognar e Julia Reichert.

Homenageada pela edição inaugural, a obra do mestre cubano Santiago Álvarez tem seu vigor e sua originalidade sintetizados exemplarmente por Silvio Tendler no ainda inédito Santiago das Américas ou O Olho do Terceiro Mundo. Além disso, seis programas especiais celebram a efeméride de um quarto de século do É Tudo Verdade, o mais tradicional festival dedicado ao cinema não ficcional na América Latina.

Em 2003, Paulo Sacramento fez história no festival vencendo ambas as competições, brasileira e internacional, com O Prisioneiro da Grade de Ferro. Uma projeção especial celebra sua volta à circulação agora em versão restaurada. Vale destacar também a mostra Projeções Especiais com a Homenagem a José Mojica Marins, uma celebração póstuma de um dos mais originais criadores do cinema brasileiro, homenageado em 2000 pelo É Tudo Verdade com a estreia de Maldito.

santiagoamericasETVCena de Santiago das Américas ou O Olho do Terceiro Mundo, de Silvio Tendler.

A programação conta também com a mostra Séries Inéditas: Marker & Cousins com a exibição de: A Herança da Coruja (1989), de Chris Marker, no qual o diretor discute em treze episódios, com mais de 50 convidados, o legado cultural e político da Grécia clássica para o mundo contemporâneo; e Women Make Film – Um Novo Road Movie Através do Cinema, de Mark Cousins, onde o diretor discute, em cinco capítulos, a história e a linguagem do cinema desenvolvidos pelas obras de cineastas como Àgnes Varda, Alice Guy Blaché, Heddy Honigmann, Jane Campion, Kinuyo Tanaka, Maya Deren, Petra Costa, Safi Faye, Sally Porter, Sumita Peries, entre outras.

A mostra O Estado das Coisas conta com cinco produções, entre elas, Mucho Mucho Amor, de Cristina Costantini e Kareem Tabsch, que foi exibido no Festival de Sundance e conta a história de Walter Mercado, o mais pop astrólogo da segunda metade do século 20; e Boa Noite, de Clarice Saliby, sobre Cid Moreira, a voz mais famosa do Brasil.

A programação, que comemora os 25 anos do É Tudo Verdade, conta também com atividades paralelas, como debates, seminários e a 17ª Conferência Internacional do Documentário. E mais: em parceria com o É Tudo Verdade, o Itaú Cultural apresentará um ciclo exclusivo de cinco título brasileiros dedicados à fruição cinematográfica, no site. Além disso, em parceria com o Spcine Play, o festival vai disponibilizar um ciclo inédito de dez documentários nacionais dirigidos por mulheres que marcaram a história do evento.

cidmoreiraETVAos 91 anos, Cid Moreira narra a sua própria história em Boa Noite.

Durante todo o mês de março, o Itaú Cultural dedica a sessão das 19h das terças-feiras a documentários selecionados entre os premiados nas primeiras edições do É Tudo Verdade.

No período de 01/06 a 05/07, seis filmes da seleção de 2020 serão exibidos em cinco unidades do Sesc no interior de São Paulo: Araraquara, Sorocaba, Santos, Ribeirão Preto e Jundiaí. Todas as sessões serão gratuitas.

Vale lembrar também que os filmes premiados no É Tudo Verdade 2020, nas competições brasileiras e internacionais de longas/médias-metragens e de curtas-metragens, estarão automaticamente classificados para serem examinados para a disputa do Oscar do ano que vem.

Conheça os filmes selecionados para o É Tudo Verdade 2020 – 25º Festival Internacional de Documentários:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
A Ponte de Bambu, de Marcelo Machado (SP)
Atravessa a Vida, de João Jardim (RJ)
Dentro da Minha Pele, de Toni Venturi (SP)
Fico te Devendo uma Carta Sobre o Brasil, de Carol Benjamin (RJ)
Jair Rodrigues – Deixa que Digam, de Rubens Rewald (SP)
Libelu – Abaixo a Ditadura, de Diógenes Muniz (SP)
Meu Querido Supermercado, de Tali Yankelevich (SP)
Não Nasci para Deixar Meus Olhos Perderem Tempo, de Claudio Moraes (DF)
Os Paralamas do Sucesso – Os Quatro, de Roberto Berliner e Paschoal Samora (RJ)
Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles (SP)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Cidade dos Sonhos (Cheng Shi Meng), de Weijun Chen (China)
Collective (Colectiv), de Alexander Nanau (Romênia)
Dick Johnson está Morto (Dick Johnson is Dead), de Kirsten Johnson (EUA)
O Espião (The Mole Agent), de Maite Alberdi (Chile/EUA/Alemanha/Holanda/Espanha)
O Fator Humano (The Human Factor), de Dror Moreh (Reino Unido)
Ficção Privada (Ficción privada), de Andrés Di Tella (Argentina)
Forman vs. Forman, de Helena Třěštíková e Jakub Hejna (República Checa/França)
Influência (Influence), de Richard Poplak e Diana Neille (África do Sul/Canadá)
Pão Amargo (Bitter Bread), de Abbas Fahdel (Líbano)
O Rei Nu (Der Nackte König – 18 Fragmente Über Revolution), de Andreas Hoessli (Alemanha/Polônia/Suíça)
O Rolo Proibido (The Forbidden Reel), de Ariel Nasr (Canadá)
Silêncio de Rádio (Silence Radio), de Juliana Fanjul (Suíça/México)

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | CURTA-METRAGEM
ChoVer, de Guga Millet (RJ)
Filhas de Lavadeiras, de Edileuza Penha de Souza (DF)
Lora, de Mari Moraga (SP)
Metroréquiem, de Adalberto Oliveira (PE)
Movimento, de Lucas Tomaz Neves (SP)
Ouro para o Bem do Brasil, de Gregory Baltz (RJ)
Recoding Art, de Bruno Moreschi e Gabriel Pereira (SP)
Sem Título # 6: O Inquietanto, de Carlos Adriano (SP)
Ver a China, de Amanda Carvalho (SP/China)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM
3 Saídas Lógicas (3 Logical Exits), de Banpark Jieun (Dinamarca/Reino Unido/Líbano)
Algo Mais (This Means More), de Nicolas Gourault (França)
Asho, de Fereydoun Najafi (Irã)
Uma Longa Distância (Larga Distancia), de Juan Manuel Calisto (Peru)
Meu País Tão Lindo (Moj Kraj Taki Piekny), de Grzegorz Paprzycki (Polônia)
Notícias da Capital do Antimônio (Nouvelles de la Capitale d`Antimoine), de Guangli Liu (França)
Saudade, de Denize Galiao (Alemanha)
Sem Choro na Mesa de Jantar (No Crying at the Dinner Table), de Carol Nguyen (Canadá)
Seu Canto (Her Song), de Laura Taillefer Viñas (Portugal)

FOCO LATINO-AMERICANO
1982, de Lucas Gallo (Argentina/Brasil)
Brouwer, A Origem da Sombra (Brouwer, El Origen de La Sombra), de Katherine Gavilan e Lisandra Lopez Fabe (Cuba)
Suspensão (Suspensión), de Simón Uribe (Colômbia)

O ESTADO DAS COISAS
Boa Noite, de Clarice Saliby (Brasil)
Filmfarsi, de Ehsan Khoshbakht (Reino Unido)
Gyuri, de Mariana Lacerda (Brasil)
Mucho Mucho Amor, de Cristina Costantini e Kareem Tabsch (EUA)
O Segundo Encontro (Le Deuxième Rencontre), de Veronique Ballot (França)

PROJEÇÕES ESPECIAIS
Eu Caminho (I Walk), de Jørgen Leth (Dinamarca)
Garoto – Vivo Sonhando, de Rafael Veríssimo (Brasil)
Maldito – O Estranho Mundo de José Mojica Marins, de André Barcinski e Ivan Finotti (Brasil)

Clique aqui e confira a programação completa do É Tudo Verdade 2020.

Fotos: Divulgação.

Filme Filme: conheça a nova plataforma de streaming com curadoria especial

por: Cinevitor

centraldobrasilfilmefilmeFernanda Montenegro em Central do Brasil, de Walter Salles.

A Filme Filme é uma nova plataforma de streaming que traz curadoria especial e uma comunidade para apaixonados por cinema. A programação será dividida em três categorias: Filmes de Festivais, com títulos que passaram pelos principais eventos cinematográficos do mundo; Documentários, repleto de longas relevantes do gênero; e Populares, que inclui filmes que fizeram sucesso em diferentes cantos do mundo.

A plataforma é dividida em dois ambientes: Filmes em Cartaz, com apenas 12 filmes e estreias semanais, para que o público passe mais tempo assistindo do que procurando um filme; e Catálogo, com muitas opções de títulos, para quando eles tiverem mais tempo para procurar um filme. O ambiente é amplificado, de fácil navegação e os filmes poderão ser alugados de forma individual por R$ 6, tanto nos Filmes em Cartaz quanto no Catálogo. A locação dura sete dias, diferente do que acontece no mercado hoje em dia, em que o usuário, geralmente, fica com o filme por apenas 48 horas.

Outro destaque será uma curadoria especial, com filmes selecionados semanalmente pelos Embaixadores Filme Filme, como: Carolina Jabor, Eryk Rocha, Mariana Aydar, Heitor Dhalia, Lina Chamie, Fernando Ceylão, Leonardo Eddy, Maytê Piragibe, Roberta Estrela D’Alva, entre outros, que sempre participam da seleção em destaque dos filmes em cartaz. Além disso, em breve, o público da plataforma poderá votar nos filmes que quer assistir e compartilhar experiências. O conceito de comunidade irá além da plataforma e o espectador poderá ganhar descontos, participar de lives, ser convidado para eventos exclusivos fora do ambiente digital, ganhar ingressos de cinemas parceiros e muito mais.

Idealizada e fundada por Bruno Beauchamp, Ilda Santiago e Mayra Auad, que também são sócios da Pagu Pictures, a Filme Filme chega com o propósito de ser a comunidade de filmes mais adorada do mundo e transformar a vida das pessoas num lugar mais legal.

Confira os primeiro títulos que estarão na plataforma:

EM CARTAZ
120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo
Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor
Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa
Central do Brasil, de Walter Salles

CATÁLOGO
Los Silencios, de Beatriz Seigner
As Montanhas Se Separam, de Zhangke Jia
Lunchbox, de Ritesh Batra
Testemunha Invisível, de Stefano Mordini

DOCUMENTÁRIOS
Em Cartaz
Eu Não Sou Seu Negro, de Raoul Peck
De Peito Aberto, de Graziela Mantoanelli
Divinas Divas, de Leandra Leal
Maria Callas – Em Suas Próprias Palavras, de Tom Volf

Catálogo
Dominguinhos, de Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar
Tsé, de Fabio Kow
SLAM – Voz de Levante, de Roberta Estrela D’Alva e Tatiana Lohmann
Amazônia Groove, de Bruno Murtinho

POPULARES
Em Cartaz
Um Banho de Vida, de Gilles Lellouche
O Grande Circo Místico, de Carlos Diegues
Morto Não Fala, de Dennison Ramalho
Sequestro Relâmpago, de Tata Amaral

Catálogo
O Auto da Compadecida, de Guel Arraes
Tô Ryca, de Pedro Antônio
O Homem que Desafiou o Diabo, de Moacyr Góes
Muita Calma Nessa Hora, de Felipe Joffily

Para saber mais informações, clique aqui.

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #366: Entrevistas com Irandhir Santos + Hilton Lacerda + Suzy Lopes | Fim de Festa

por: Cinevitor

fimdefestapgmcinevitorArthur Canavarro e Irandhir Santos em cena.

Vencedor dos prêmios de melhor filme e melhor roteiro na última edição do Festival do Rio, Fim de Festa chega aos cinemas no dia 5 de março. Com direção e roteiro do cineasta pernambucano Hilton Lacerda, de Tatuagem, o filme é o segundo longa do diretor, que se inspirou num caso real para apresentar as mudanças que ocorrem no Brasil de hoje.

Irandhir Santos é o protagonista do drama em que vive um investigador de polícia encarregado de desvendar o assassinato de uma turista francesa durante o carnaval de Recife. O exibidor e distribuidor Jean-Thomas Bernardini, da Imovision, faz uma participação especial no longa de Hilton, autor várias vezes premiado como roteirista de mais de 20 títulos, entre eles, Corpo Elétrico, Big Jato, Febre do Rato, Baixio das Bestas, Amarelo Manga, entre outros.

Na trama, o carnaval chegou ao fim. Uma jovem francesa foi brutalmente assassinada na cidade do Recife, em Pernambuco. O policial Breno volta antecipadamente de suas férias para investigar o crime, surpreendendo seu filho com três amigos hospedados em sua casa. Enquanto procura por pistas, a cidade desenterra traumas do passado de Breno e revela um estranho universo de lugares e memórias.

Com fotografia de Ivo Lopes Araújo e trilha sonora de DJ Dolores, o longa conta também com Suzy Lopes, Gustavo Patriota, Arthur Canavarro, Geyson Luiz, Nash Laila, Amanda Beça, Safira Moreira, Leandro Vila, Ariclenes Barroso e uma participação especial de Hermila Guedes no elenco.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais. Na primeira parte você confere um bate-papo com o protagonista Irandhir Santos, que, além de falar sobre o longa, também relembrou alguns sucessos de sua carreira. No segundo programa, conversamos com o diretor e com a atriz Suzy Lopes.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Irandhir Santos

PARTE 2:
Entrevistas com Hilton Lacerda e Suzy Lopes

Foto: Victor Jucá.

Confira o trailer de Não Vamos Pagar Nada, comédia protagonizada por Samantha Schmütz

por: Cinevitor

naovamospagarnadatrailerSamantha Schmütz e Edmilson Filho em cena.

Dirigido por João Fonseca e escrito por Renato Fagundes, Não Vamos Pagar Nada traz Samantha Schmütz como protagonista da comédia que chega aos cinemas em maio. Quando a grana tá curta e a barriga vazia, vale tudo para colocar comida na mesa! Esse é um dos lemas da dona de casa Antônia, personagem de Samantha. O longa mostra com irreverência como ela e seus vizinhos fazem malabarismos para viver com pouco dinheiro sem perder o bom humor.

No filme, Samantha Schmütz contracena com alguns dos maiores comediantes brasileiros, como Edmilson Filho, Flávia Reis, Leandro Soares, Fernando Caruso e Flavio Bauraqui. O longa foi rodado em cinco semanas no Polo Rio Cine Vídeo e em locações na Zona Oeste da cidade.

A história retrata o Brasil atual, com um olhar ácido e hilariante, mas esperançoso, sobre moral, desigualdade e relações de poder nas sociedades contemporâneas. Antônia está desempregada e administra a casa simples em que mora com o marido, João, um sujeito honesto, religioso e de valores inflexíveis. A história começa quando ela vai ao mercado e percebe que seu dinheiro não vai dar nem para comprar o básico. Tudo aumentou e, pra piorar, o novo dono do único mercado do bairro é um sujeito sem coração, que não aceita fiado.

Quando reclama com o funcionário do mercado, o músico Criolo em participação especial, Antônia acaba contagiando os outros clientes, que também não aceitam os reajustes. Todos se revoltam contra o insensível e mercenário dono do mercado e decidem: então ninguém vai pagar nada! No corre-corre, Antônia acaba levando o que encontra pela frente, mas quando chega em casa tem que esconder as sacolas não só do marido, como dos policiais que aparecem para investigar o caso. E ainda envolve a melhor amiga, Margarida, na confusão.

Confira o trailer de Não Vamos Pagar Nada, que estreia no dia 7 de maio:

Foto: Helena Barreto.

Mostra Abraccine – 9 Curtas de 2019: confira a programação em São Paulo

por: Cinevitor

swinguerraabraccineCurta pernambucano: Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

No dia 12 de março acontecerá a Mostra Abraccine – 9 Curtas de 2019, no IMS Paulista, com sessões às 18h e às 20h. Os títulos foram escolhidos pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema como os destaques do ano de 2019 juntamente com o vencedor da categoria Sete Anos em Maio, de Affonso Uchôa, que terá sua estreia nos cinemas no dia 19 de março.

Como os demais filmes não têm previsão de exibição fora do circuito dos festivais, a iniciativa da Abraccine visa possibilitar que o público de diversos estados possa conferir as produções. Para isso, foram montadas duas sessões conjuntas com as obras. Assim será possível conhecer melhor o universo do curta-metragem brasileiro em 2019 e o que esperar do formato nos próximos anos.

A programação da mostra também inclui debates com a participação de profissionais da Abraccine. No IMS Paulista, ele também ocorre no dia 12 de março, após a sessão das 20h, e terá a presença do crítico Adriano Garrett e da pesquisadora Mariana Queen Nwabasili. No dia 22 de março, os paulistas terão mais uma chance de conferir os títulos. As atividades são gratuitas.

Além de São Paulo, a Mostra Abraccine – 9 Curtas de 2019 acontecerá no Rio de Janeiro, Goiânia, Salvador, Manaus, Fortaleza, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Pelotas.

Confira a programação das sessões:

12/03 (quinta-feira)
18h – Sessão 1

Teoria sobre um Planeta Estranho, de Marco Antonio Pereira (MG)
Joderismo, de Marcus Curvelo (BA)
Quebramar, de Cris Lyra (SP)
Negrum3, de Diego Paulino (SP)

20h – Sessão 2 (seguida de debate)

Carne, de Camila Kater (SP)
Tea for Two, de Julia Katharine (SP)
Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (PE)
Tudo que é Apertado Rasga, de Fabio Rodrigues (BA)
A Mulher que Sou, de Nathália Tereza (PR)

22/03 (domingo)
16h – Sessão 2

Carne, de Camila Kater (SP)
Tea for Two, de Julia Katharine (SP)
Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (PE)
Tudo que é Apertado Rasga, de Fabio Rodrigues (BA)
A Mulher que Sou, de Nathália Tereza (PR)

18h – Sessão 1

Teoria sobre um Planeta Estranho, de Marco Antonio Pereira (MG)
Joderismo, de Marcus Curvelo (BA)
Quebramar, de Cris Lyra (SP)
Negrum3, de Diego Paulino (SP)

Foto: Divulgação/Ponte Produtoras.

Fim de Festa

por: Cinevitor

fimdefestaposterDireção: Hilton Lacerda

Elenco: Irandhir Santos, Suzy Lopes, Gustavo Patriota, Amanda Beça, Safira Moreira, Leandro Vila, Ariclenes Barroso, Arthur Canavarro, Nash Laila, Hermila Guedes, Jean Thomas Bernardini, Maria Barreira, Geyson Luiz, Nínive Caldas.

Ano: 2020

Sinopse: O carnaval chegou ao fim. Uma jovem francesa foi brutalmente assassinada na cidade do Recife. O policial Breno volta antecipadamente de suas férias para investigar o crime, surpreendendo seu filho com três amigos hospedados em sua casa. Enquanto procura por pistas, a cidade desenterra traumas do passado de Breno e revela um estranho universo de lugares e memórias.

Crítica do CINEVITOR: Como roteirista, Hilton Lacerda escreveu diversos filmes brasileiros aclamados pela crítica, entre eles, Amarelo Manga e Febre do Rato, ambos de Cláudio Assis. Em 2013, lançou seu primeiro longa-metragem como diretor, o premiado Tatuagem. Com Fim de Festa, seu segundo filme de ficção na direção, já chega com os prêmios de melhor filme e roteiro no Festival do Rio do ano passado. Protagonizado pelo talentoso Irandhir Santos, a história tem como pano de fundo a festa mais alegre do ano: o carnaval. Com gostinho de ressaca, Fim de Festa apresenta uma investigação sobre uma jovem francesa que foi brutalmente assassinada no Recife. O policial Breno, papel de Irandhir, precisa investigar o crime e, para isso, interrompe suas férias. Quando chega em casa, encontra seu filho e mais alguns amigos que estão hospedados por lá. Enquanto nos revela pistas desse quebra-cabeça, Hilton constrói com maestria uma narrativa que transita por diversas camadas: além do crime, o espectador também passa a conhecer um pouco mais sobre a vida pessoal desses personagens de forma natural e instigante. É interessante também analisar a maneira como o diretor e roteirista traz o carnaval no contexto da violência; apesar de ser uma festa que celebra a alegria, é possível se deparar com um número alto de homicídios durante os festejos. Com isso, Fim de Festa traça um arco dramático que passa pelas relações afetivas e profissionais e ainda consegue construir um olhar contundente sobre o Brasil atual, que condiz muito à nossa realidade. Com um elenco talentoso, que imprime com naturalidade o texto de Lacerda, somos surpreendidos a todo instante com o desenrolar dos acontecimentos. O entrosamento entre classes e gerações é também um ponto alto de Fim de Festa e Hilton consegue expressar com empatia essas conexões sociais. Aqui, vemos jovens engajados politicamente (e virtualmente) e desprovidos de preconceito. Fala-se do amor livre, do corpo, de retrocesso, da força da tecnologia (como as notícias repercutem e são desvendadas na internet) e da luta contra o conservadorismo. Ao mesmo tempo, conecta a liberdade dessa geração com personagens mais complexos e retraídos. O roteiro segue um fluxo dinâmico por conta da costura narrativa que Hilton faz muito bem: soa natural a forma como ele cria uma situação com um determinado diálogo e, de repente, insere elementos de fora daquele assunto que se conectam. É possível conhecer um pouco mais desses personagens, mesmo sem saber muito deles, apenas com informações pontuais reveladas. Ainda que seja uma ficção, Fim de Festa é verossímil com a realidade. Muito por conta de seus personagens, suas questões emocionais e a maneira como se relacionam com o ambiente em que estão. Suzy Lopes, por exemplo, interpreta muito bem Alice, uma mulher caricata e afetada que precisa chamar atenção o tempo todo, mesmo que opte por difamar alguém por conta de sua condição financeira ou classe social: status quo. Irandhir, que transborda talento em cena, vive um pai disponível a se reinventar, porém melancólico, que carrega um passado que ainda o atormenta. Suas cenas com o filho, interpretado pelo ótimo ator Gustavo Patriota, são sempre carregadas de afeto e com diálogos interpretados com espontaneidade. Vale destacar também a cena com Hermila Guedes: um deleite de atuações. Apesar dos mistérios de um assassinato na narrativa, Fim de Festa não é um filme de suspense. O crime é mais um dos motes do roteiro, assim como as relações pessoais, profissionais, sociais e familiares. Essa mistura de acontecimentos possibilita diversas camadas de leitura do filme de Hilton Lacerda, o que o torna ainda mais interessante: enxerga-se pelo lado político e de como o Estado não dá conta de suas funções; percebe-se o impacto do carnaval na vida de seus personagens; e introduz uma certa melancolia acompanhada de uma ressaca física e moral. Fim de Festa é uma coletânea de situações e assuntos diversos muito bem orquestrada, que retrata circunstâncias atuais da nossa sociedade com verossimilhança e naturalidade. Todo carnaval tem seu fim e consequências. (Vitor Búrigo)

*Clique aqui e assista aos programas especiais sobre o filme com entrevistas com os atores Irandhir Santos e Suzy Lopes e com o diretor.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Vou Nadar Até Você

por: Cinevitor

vounadaratevoceposterDireção: Klaus Mitteldorf

Elenco: Bruna Marquezine, Peter Ketnath, Fernando Alves Pinto, Ondina Clais, Marcelo Szpektor, Fabio Audi, Eliseu Paranhos, Cristina Prochaska, Dan Stulbach, Clara Gallo.

Ano: 2019

Sinopse: A jovem fotógrafa Ophelia acredita ter descoberto quem é seu pai e, determinada, sai de Santos, a nado, rumo a Ubatuba, onde espera encontrá-lo. Antes de partir, envia-lhe uma carta avisando que está a caminho.

*Filme visto no 47º Festival de Cinema de Gramado.

*Clique aqui e assista ao programa especial sobre o filme com entrevista com a atriz Bruna Marquezine.

*Clique aqui e assista aos melhores momentos da coletiva de imprensa do filme em Gramado.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Jexi, um Celular sem Filtro

por: Cinevitor

jexicelularposterJexi

Direção: Jon Lucas, Scott Moore.

Elenco: Adam Devine, Alexandra Shipp, Rose Byrne, Ron Funches, Charlyne Yi, Michael Peña, Wanda Sykes, Kid Cudi, Justin Hartley, Gavin Root, Blake Grunder, Richard Harder, Ray Reinhardt, Diana Jackson, Aaron Wilton, Kenny Lorenzetti, A.J. Kirsch, Cj Stuart, Kobee Byrd, AnnaCorey, Yianni Apostolopolous, Jamie Taylor Ballesta, Natalie Barnet, James Bumatai, Tiffany Chen, Baily Hopkins, Dawayne Jordan, Michelle Elise Shock, Joseph Zinsman.

Ano: 2019

Sinopse: Phil é viciado em seu celular, não tem amigos e sua vida amorosa é inexistente. Mas isso está prestes a mudar. Quando ele é forçado a atualizar o aparelho, o modelo mais recente vem com um recurso inesperado: Jexi, um sistema de inteligência artificial que se torna companheiro e orientador de Phil. Com sua ajuda, ele começa a viver a vida real. Mas, à medida que se torna menos dependente de seu telefone, Jexi se transforma em um pesadelo tecnológico, determinado a manter Phil sozinho, mesmo que isso signifique arruinar suas chances de encontrar o sucesso.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas